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	<title>DOMINUS EST &#187; Modéstia</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>BELEZA FEMININA E MODÉSTIA – PARTE 2/2</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 13:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta é a segunda parte de um sermão proferido pelo Pe. Louis Pieronne, FSSPX. O tema específico dessa parte é beleza e adoração. A Primeira Parte pode ser lida clicando aqui. Fonte: SSPX USA &#8211; Tradução: Dominus Est A riqueza perdida da civilização cristã A perda dos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/beleza-feminina-e-modestia-parte-22/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm; vertical-align: baseline; text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://sspx.org/sites/sspx/files/styles/dici_image_full_width/public/media/usa-district/new-news/adobestock_681007001.jpeg?itok=xFrRNAdj" alt="" width="535" height="309" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm9" style="color: #000000;">Esta é a segunda parte de um sermão proferido pelo Pe. Louis Pieronne, FSSPX. O tema específico dessa parte é beleza e adoração. A Primeira Parte </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/beleza-feminina-e-modestia-parte-12/"><span class="tm9">pode ser lida clicando aqui</span></a></u><span class="tm10">.</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6 tm11" style="text-align: right;"><strong><span class="tm12" style="color: #000000;">Fonte: </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://sspx.org/en/news-events/news/feminine-beauty-and-modesty-part-2-87585"><span class="tm9">SSPX USA </span></a></u></span><span class="tm9"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;">&#8211;</span> Tradução:</span> </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"><span class="tm9">Dominus Est</span></a></u></span></strong></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">A riqueza perdida da civilização cristã</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A perda dos princípios foi o que provocou a perda dos costumes que os incorporavam. Os costumes podem evoluir e ainda assim expressar as mesmas coisas. O Cristianismo expressou-se de forma diferente no Oriente e no Ocidente. O que preocupa não é a evolução dos costumes, mas a mudança nos princípios que os inspiram. Estamos perdendo os costumes cristãos, e um espírito ateu e materialista está entrando no vazio deixado por eles. Os costumes cristãos nascem do espírito de fé. É de fé vivida. O desaparecimento da moral e dos costumes cristãos equivale ao fato da fé não ser mais vivida. Significa que nossa fé é frágil e está em risco. Devemos apegar-nos firmemente a um estilo de vida cristão: não como uma moda, mas como um espírito que anima os detalhes do quotidiano. O costume dá vida a um princípio e o transmite. É um instrumento e pode ser mudado. Podemos mudar os costumes, mas não os princípios, nem um espírito, porque não mudamos a fé.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">Viver o Plano de Deus</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Acreditamos que a diversidade da criação é um reflexo das riquezas superabundantes de Deus. Quando Deus se dá na Trindade, Ele se dá perfeitamente e cada pessoa possui todas as qualidades divinas. As três Pessoas são absolutamente iguais. Quando Deus cria, Ele concede um ser limitado, uma medida de qualidades, compartilhadas para a harmonia do todo. As criaturas são desiguais para serem harmoniosas em sua imperfeição. Quanto mais há desigualdade e diversidade, mais qualidades são expressas, e assim o reflexo de Deus se torna ainda mais perfeito.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Deus coloca o reflexo de Suas qualidades mais nobres em Suas criaturas espirituais. Dizem que cada anjo tem uma natureza diferente. O homem também tem um lugar muito especial nesse reflexo de Deus. O Gênesis nos diz que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança. Deus faz da humanidade uma vasta multidão, para que cada indivíduo seja único e a sua vida possa enriquecer a harmonia da criação, expressando um aspecto único dessa mesma natureza humana à imagem de Deus.</span><span id="more-30778"></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Deus desejou que houvesse diversidade de indivíduos, temperamentos, raças e culturas na humanidade e, acima de tudo, estabeleceu na criação a diversidade mais marcante e mais complementar, aquela entre homem e mulher. Podemos, portanto, procurar conhecer a missão própria do homem e da mulher especificamente como reflexo das qualidades divinas. Essa questão é muito importante porque o ser humano, como agente consciente, não cumpre o seu papel de forma cega: ele conhece a sua missão e a cumpre livremente. O homem e a mulher precisam, portanto, compreender e cumprir de bom grado a missão particular que Deus lhes confiou para torná-los diferentes. Há uma missão comum a todas as mulheres e uma missão comum a todos os homens, embora ainda mais enriquecida pela especificidade de cada indivíduo.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Esta missão exprime-se no costume cristão, através do qual cada homem e mulher cumprem e transmitem aquela responsabilidade original que harmoniza a criação e a humanidade, enriquece o indivíduo e torna mais conhecida a riqueza do Criador.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">A missão da beleza</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A beleza é aquele reflexo particular de Deus que corresponde à feminilidade, e o homem jamais ousou contestá-la. A beleza é transcendental como a verdade e a bondade: a beleza criada é de fato um reflexo da beleza eterna.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">O ser humano é composto de corpo e alma, e a beleza de uma pessoa está em ambos, a beleza da alma transbordando para o corpo. A beleza humana não é uma mera beleza física, mas uma beleza viva e espiritual. Da mesma forma, ser mulher não é uma mera realidade biológica, pois o corpo ajuda a formar a pessoa como um todo: a feminilidade envolve também a alma. A beleza feminina é a coroação do universo físico precisamente porque toca o espiritual. Essa beleza humana integral é o mais alto grau de beleza visível.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Dissemos que a beleza pertence à mulher como seu privilégio. Esta beleza é obra de Deus, fruto da Sua intenção. Possuída por um ser dotado de razão e consciente de que é um dom, a beleza se torna uma responsabilidade, pois tem um propósito: a glória de Deus. Seremos, portanto, obrigados a prestar contas desta beleza em nosso julgamento.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">O propósito da beleza é refletir Deus e elevar a alma. Tal como a autoridade da paternidade, ela é um dever e um encargo. Cada uma de nós tem um dever para com a beleza, mas para a mulher esse dever é maior e mais íntimo: ela está encarregada da beleza não de uma obra, mas de si mesma.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Receber a beleza como herança significa ser responsável pelo efeito produzido em cada olhar que ela atrai. O poder da beleza é formidável, capaz, desde a Queda, do melhor e do pior. A partir de então, a beleza da carne é capaz de conspirar contra a beleza da alma, a paixão contra a virtude. A beleza sensível é fonte de paixões que podem rebaixar ou elevar o homem: concupiscência ou admiração; sedução ou cortesia.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A modéstia agora é necessária para que a beleza continue a ser um reflexo de Deus. A beleza nobre e virtuosa continua a elevar as almas. O pecado não tirou dela a missão da mulher, assim como não tirou a autoridade do homem. Apenas tornou ambas as missões mais difíceis de serem cumpridas.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">Embaixadora de Deus</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Como reflexo de Deus, a beleza deve saber manifestá-Lo, mas também como eclipsar-se diante dele, não se tornando um ídolo ao ocupar o Seu lugar. A beleza tem um papel de embaixadora.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Um embaixador é o representante de um soberano. Ele recebe honras em nome de seu mestre e também fala em seu nome. Entretanto, quando o próprio soberano é recebido, o embaixador não é mais do que um simples servo em sua presença. Prestar homenagem a um embaixador quando o seu mestre está presente seria um insulto ao mestre e não mais uma honra. Se o embaixador subir ao palco na presença do seu mestre, já não estará a servir a sua autoridade, mas sim a usurpá-la.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A mulher é como uma embaixadora da beleza divina. Consequentemente, ela não deve receber homenagem na presença de seu Senhor, ou estaria usurpando Sua glória.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Portanto, quando uma mulher oferece ao mundo o brilho da feminilidade que Deus lhe deu, ela honra o seu Criador e cumpre a sua missão. No entanto, quando ela cruza o limiar do santuário e entra na presença da beleza invisível e eterna, torna-se ofensivo que a sua beleza esteja demasiado em evidência.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">O Santuário da Beleza Invisível</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Atrair atenção e admiração na igreja é ser um ídolo no santuário e roubar a glória de Deus. Feito de forma consciente, é um pecado contra o primeiro mandamento: somente a Deus adorarás. Esse é o caso, por mais pura e nobre que seja a beleza pessoal de alguém. O reflexo deveria eclipsar-se diante da fonte. Se Deus brilhasse em Seus templos de maneira visível, todo brilho da criação desapareceria em Seu brilho; mas como Ele se esconde, tudo o que não é objeto de adoração deve esconder-se para não usurpar.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm15">O homem fica com a cabeça descoberta na igreja como forma de apresentar diante de Deus o sinal de sua autoridade, normalmente usado na cobertura da cabeça. Aqui, somente Deus é Mestre. A mulher não consegue remover a sua beleza e por isso ela se vela (com um véu). Velar é esconder. A mulher esconde a sua beleza visível diante da beleza invisível a quem ela serve. “</span><em><span class="tm16">Non nobis, Domine, sed nomini tuo da gloriam</span></em><span class="tm15">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Abandonar a própria beleza ou a própria autoridade na presença de Deus é uma forma de colocar o peso da responsabilidade diante dEle, de modo a prestar contas. É uma forma de descanso que Deus nos concede, alguns momentos em que podemos desaparecer sem assumir a responsabilidade de ser a luz do mundo: um momento de renovação, permitindo que Deus reabasteça nossa alma com Sua beleza invisível para que ela possa brilhar mais intensamente no mundo.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Eclipsar-se desta maneira diante da presença de Deus torna-se um hábito da alma, uma espécie de necessidade para todos aqueles que têm a sua beleza como uma missão divina, uma responsabilidade exigente e, ao mesmo tempo, a sua honra e a sua grandeza.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">A Oblação da Beleza</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm15">Sendo a beleza uma missão, não deve ser velada pela feiúra, que nunca poderia estar a serviço da beleza divina. Negar a própria beleza através do desleixo, da vulgaridade ou da negligência é recusar a missão divina. A maneira de vestir-se no santuário permanece bela, mas uma beleza velada, que se esconde. Uma religiosa não busca a feiura; ela renuncia ao seu brilho porque a sua consagração a coloca continuamente na presença de Deus e, portanto, escondida diante Dele. Ela testemunha a presença daquela beleza invisível que conquistou seu coração tornando-se de certa forma invisível, transparente, perpetuamente velada. Para outras mulheres, essa beleza deveria ser revelada ao deixar a casa de Deus: O </span><em><span class="tm16">Ite missa est</span></em><span class="tm15"> é um retorno à sua missão no mundo. Quando uma mulher cristã deixa a igreja onde o seu Deus está entronizado, ela não está mais no santuário, mas o santuário está nela. Ela é mais uma vez a embaixadora da beleza que nela habita e que é sua missão expressar.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Não há nada mais nobre ou mais simbólico do que ver uma mulher cristã voltar lentamente pelo corredor da igreja, os olhos baixos em recolhida ação de graças, a testa encoberta pelo véu, ela mesma escondida em Deus; e então cruzar o limiar da igreja, aparecer à luz do dia, colocar modestamente o véu sobre os ombros e oferecer a todos o brilho de um sorriso transfigurado pela presença divina que nela habita.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A reunião dos fiéis nos degraus da igreja depois da Missa é um tesouro da sociedade cristã: a beleza dos filhos de Deus unidos na graça da comunhão e partilhando a sua alegria. Em nenhum lugar a beleza das mulheres é mais pura e transparente, em nenhum lugar a autoridade do homem é mais nobre do que quando eles se levantam dos joelhos. Cada um foi fortalecido para cumprir a missão divina de restaurar todas as coisas em Cristo. Esses momentos são como um eco do jardim perdido do paraíso e uma antecipação do céu, onde a beleza dos corpos gloriosos será uma pura expressão da graça divina.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">A verdade lança luz sobre a beleza</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">O uso do véu na igreja não é, portanto, uma questão de pureza ou modéstia, mas de adoração, de homenagem prestada a Deus. O problema da modéstia não tem relação direta com a presença na Igreja. É óbvio que uma beleza sensual que atrai o pecado não tem lugar na casa de Deus, e não tem lugar algum na vida cristã. A sua presença num local sagrado acrescenta um aspecto de sacrilégio, como acontece com qualquer outro pecado cometido no templo de Deus.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Existem consequências para esta compreensão do véu. A moda cristã do momento nem sempre corresponde a tal visão. O véu torna-se novamente um véu: não é uma declaração de moda, não é um abrigo contra as intempéries, não é uma cesta de flores para reuniões da alta sociedade. É o véu que esconde, na humildade e no recolhimento; o véu que permite que se desvaneça em segundo plano. (Embora não devamos ser muito exigentes: leva tempo para que as ideias se estabeleçam profundamente).</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">Sob a mesma luz, reconhecemos mais claramente a grande diferença entre o Cristianismo e o Islã. Para um muçulmano, Deus não vive na alma. Não existe conceito de graça santificante. A mulher cristã considera-se templo de Deus. Esta presença brilha através da beleza nobre e modesta que Deus lhe deu não apenas para agradar ao marido, mas para refletir a Sua própria glória. Para o Islã, a mulher não pode refletir nada de Deus, que é autoridade sem amor. Sua beleza física só pode despertar paixões, e essas paixões terrenas estão reservadas ao marido. Logicamente, então, ela deveria esconder sua beleza de todos, exceto dele. O Cristianismo distingue a parcela de beleza íntima que a esposa deve efetivamente oferecer àquele que ela escolheu (São Paulo nos lembra que a esposa tem o dever particular de agradar ao marido), e a parcela de beleza que brilha através de sua feminilidade sobre todos aqueles com quem ela compartilha a vida em sociedade.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm9">Sabedoria da Igreja</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A Igreja é a guardiã da modéstia e também do papel espiritual da beleza, querida por Deus como caminho de civilização e de contemplação. Roupas modestas deveriam esconder o corpo o suficiente para silenciar o instinto ferido, mas também devem transmitir a feminilidade da mulher, mais pela elegância do gosto e menos pela ênfase na forma física. Segundo o Gênesis, o vestuário é um dom de Deus que preserva a missão da mulher para com o homem e o seu brilho necessário à civilização.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm15" style="color: #000000;">A beleza tem um objetivo, tem uma responsabilidade. O seu abuso como sedução é criminoso, a sua profanação sensual é vergonhosa, a sua negligência preguiçosa é uma indignidade. Infelizmente, tal como os homens hoje abandonam a responsabilidade da autoridade, as mulheres abandonam as exigências da beleza virtuosa. Como resultado, a sociedade fica cada vez mais desfigurada. Mas surgirá uma geração jovem, zelosa pela glória de Deus, zelosa por restaurar todas as coisas em Cristo, redescobrindo o sentido perdido do dever. Que estas reflexões ajudem a inspirar essa heróica juventude de Deus.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm13" style="text-align: center;"><span class="tm8" style="color: #000000;">****************************************</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm15"><span style="color: #000000;">Em nosso</span> </span><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"><span class="tm9">Blog</span></a></u></strong></span><span class="tm15">, <span style="color: #000000;">temos uma página exclusiva sobre </span></span><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">MODÉSTIA</span></strong><span class="tm15">. </span></span><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/modestia/"><span class="tm9">CLIQUE AQUI</span></a></u></strong></span><span class="tm15"><span style="color: #000000;"> e</span> <span style="color: #000000;">aprofunde-se sobre essa virtude.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>BELEZA FEMININA E MODÉSTIA &#8211; PARTE 1/2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/beleza-feminina-e-modestia-parte-12/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta é a primeira parte de um sermão proferido pelo Pe. Louis Pieronne, FSSPX. O tema específico desta parte é beleza e modéstia.  Fonte: SSPX USA &#8211; Tradução: Dominus Est A miséria do homem Ao falar de modéstia, nossas imperfeitas &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/beleza-feminina-e-modestia-parte-12/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://sspx.org/sites/sspx/files/styles/dici_image_full_width/public/media/usa-district/new-news/feminine-modesty.jpg?itok=4gUP2IzT" alt="" width="585" height="333" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm6">Esta é a primeira parte de um sermão proferido pelo Pe. Louis Pieronne, FSSPX. O tema específico desta parte é beleza e modéstia.</span></strong><strong><span class="tm6"> </span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong>Fonte: <a href="https://sspx.org/en/news-events/news/feminine-beauty-and-modesty-part-1-87503"><span style="color: #0000ff;">SSPX USA</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">A miséria do homem</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ao falar de modéstia, nossas imperfeitas palavras podem, às vezes, levar a mal-entendidos. É fato que o pecado vem do coração do homem e não do corpo da mulher. É o coração ferido pelo pecado original e sujeito à concupiscência. O corpo feminino é uma obra de Deus, uma maravilha cuja grande dignidade é ser templo da vida. É o lugar onde todos fomos concebidos e carregados. É o lugar onde todos nós recebemos vida. Nunca poderemos ter respeito suficiente pelo corpo da mulher, onde ocorre um mistério tão grande. Não é este corpo que está contaminado, mas a reação da qual ele pode ser o objeto e a ocasião.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por que, então, pedimos modéstia à mulher? Se este corpo é bom, por que ela o esconderia? Porquê dar-lhe a falsa impressão de ser uma fonte de corrupção, acusando-a de manchar os outros? Para compreender a situação da natureza decaída e as suas exigências, devemos considerar o plano de Deus.</span></p>
<p class="tm5 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">O Plano de Deus</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Deus semeia reflexos de Suas próprias perfeições ao longo de Sua obra, distribuindo entre Suas criaturas todas as qualidades que, de alguma forma, revelam Sua majestade. Há uma qualidade que o homem nunca disputou com a mulher – por mais inclinado que seja a ostentar a sua superioridade em todos os domínios – e essa qualidade é a beleza. Deus deu a beleza à mulher como sua prerrogativa e, como a beleza foi feita para ser contemplada, ela foi ao mesmo tempo um presente para o homem. Esta beleza foi o toque final de Deus na harmonia da criação, levando-a à perfeição.</span><span id="more-30730"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O mundo já era belo, mas a sua beleza era inteiramente material e impessoal. A partir de agora, a beleza é contemplada em uma pessoa, e essa beleza é uma mistura de material e espiritual, uma deliciosa mistura de qualidades do corpo e do coração que chamamos de feminilidade. A admiração de Adão diante de Eva mostra quão necessária era aquela beleza, bem como seu poder sobre o coração do homem para completá-lo e elevá-lo. Eva foi para Adão o mais belo reflexo da própria beleza e bondade de Deus. Em sua inocência original, Adão contemplou com perfeita pureza essa mulher vinda das mãos de Deus, e a própria Eva foi conduzida com alegria por ser objeto daquela admiração cheia de amor.</span></p>
<p class="tm5 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">O esplendor da beleza quebrado pela queda</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Com o pecado, a desordem entrou no mundo e no próprio homem. Após o ato de desobediência do homem, o instinto deixou de estar sujeito à alma, que havia deixado de estar sujeita a Deus. A inocência foi perdida. Deus havia fornecido a Adão esse instinto ao ordenar-lhe que crescesse e se multiplicasse, mas o desejo nele era então inteiramente obediente: Adão teria que decidirr transmitir a vida, em consideração ao mandamento de Deus, e o desejo teria seguido essa escolha de seu razão. Se o gênero humano tivesse se desenvolvido dessa forma, com o dom da integridade original naquele estado de inocência, o instinto jamais teria sido capaz de se manifestar fora da estrutura da virtude conjugal. Jamais o desejo teria atraído o homem para outra mulher que não fosse sua esposa. Jamais isso o teria atraído para a sua esposa sem antes ter sido impulsionado pela razão e pelo amor.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Imediatamente após a queda, no entanto, os dois viram que estavam nus – ou seja, Eva sentiu pesar sobre ela aquele olhar de concupiscência desordenada. Adão, que outrora fora fascinado por uma beleza que o elevava, de repente viu-se obcecado pela visão de um corpo que despertava o seu desejo. Ele já não tinha domínio do próprio corpo e foi obrigado a cobrir sua vergonha com folhas que escondiam os movimentos desordenados que já não conseguia impedir. Assim como não dominamos mais o fato de salivar quando alguém nos fala de uma refeição saborosa, o homem agora fica refém do seu próprio instinto diante do corpo da mulher. Ele só pode desviar sua vontade do que está acontecendo nele. Ele não consegue mais apreciar a beleza porque a paixão cega sua razão e só deixa espaço para o desejo. Adão, lembrando-se de sua inocência, ficou confuso e viu-se obrigado, vergonhosamente, a desviar os olhos daquele que antes havia contemplado. A própria Eva escondeu-se deste olhar sob o qual se sentiu reduzida a um objeto.</span></p>
<p class="tm5 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Beleza no Plano de Redenção</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O homem seria para sempre privado de beleza? A mulher seria reduzida apenas a despertar os instintos inferiores? Será que Deus deixaria a humanidade privada da capacidade de contemplar essa reflexão que Ele nos confiou? Em Sua misericórdia, o Senhor não permitiu esse desastre irreparável. Como as Escrituras nos dizem: “Deus deu-lhes vestimentas…”</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Sim, Deus criou as roupas (e não a tanga, que serve apenas para esconder a vergonha do homem) para salvar a feminilidade e devolver o tesouro da beleza ao homem e à mulher. Pois quando Adão viu Eva vestida com aquele primeiro vestido, algo que ele nunca tinha visto antes, ele a achou encantadora (tudo o que Deus faz é belo). E percebeu que esta modesta vestimenta escondia o corpo o suficiente para que o instinto não fosse despertado, mas deixava espaço para a elegância e a beleza de que tanto necessitava. E Eva, reencontrando nos olhos de Adão aquele olhar respeitoso, orgulhou-se desta vestimenta que lhe devolveu a dignidade e a capacidade de oferecer uma beleza que eleva. Daquele momento em diante, o modesto adorno da roupa tornou-se o companheiro inseparável, o instrumento necessário, do esplendor da feminilidade. A roupa permite à mulher cumprir o seu dever de beleza para com o homem ferido e tornar-se novamente o reflexo da beleza divina.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Sim, a beleza continua a ser uma missão natural da mulher, inscrita no mais profundo do seu ser, e desde o pecado original esta beleza deve ser redentora.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, o pecado não trouxe feiura e deformidade ao mundo? O corpo não perdeu, com frequência, a sua beleza? O que então fazer, se a beleza é de fato um dever? Dissemos que a beleza feminina é uma mistura de qualidades materiais e espirituais, de qualidades do corpo e do coração. A beleza do coração pode ser restaurada pela cirurgia da graça, que tem a vantagem adicional de ser gratuita. A feminilidade é sempre bela, e as mulheres se enganam quando imaginam que apenas o corpo é o que conta. Para uma criança, sua mamãe é sempre a mais bela das mães, seja qual for a medida da cintura ou o comprimento do nariz. Ao nosso redor, existem mulheres que nunca seriam contratadas por Hollywood, mas que são ternamente amadas e admiradas. Mais uma vez, o vestuário torna-se um aliado da feminilidade para a recuperação de uma elegância que a natureza recusou e para o reflexo das qualidades do coração. Uma apresentação elegante e de bom gosto consegue mais do que uma grande quantidade de maquilhagem. Os homens são muito mais sensíveis à elegância do que as mulheres supõem, e isso os torna mais atenciosos e ponderados.</span></p>
<p class="tm5 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">A graça da modéstia</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Portanto, a modéstia não é, simplesmente, uma restrição exigida pela miséria do homem. Muito menos é uma rejeição desdenhosa do corpo feminino. Pelo contrário, é o único meio, abençoado e concedido por Deus, para preservar não apenas o respeito pelo corpo da mulher, mas também o brilho da beleza da mulher.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O homem casto sofrerá a imodéstia como uma agressão, que despertará seu instinto e fugirá, com desdém, de quem lhe parece uma sedutora. Pelo contrário, sentir-se-á protegido e nobremente atraído pelo brilho da modéstia. O homem sensual tem um orgulho depravado dos movimentos de sua virilidade e buscará a excitação cobiçando a beleza corporal. Mas o seu olhar carnal é apenas um instinto de conquista que não pode ir além do prazer. Seu olhar cego é incapaz de penetrar mais profundamente, até as riquezas da feminilidade, e será necessário um longo e árduo esforço para uma mulher que seduziu através de seu corpo faça um homem perceber que ela é mais do que apenas um objeto…</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Sem modéstia o homem não pode reeducar o seu olhar. É a modéstia que opera esta reeducação, libertando-a da cegueira da sensualidade e permitindo-lhe redescobrir a beleza.</span></p>
<p class="tm5 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Uma ilusão naturalista</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Alguns poderiam afirmar que uma educação para a beleza é capaz de reparar esse olhar ferido. No entanto, a história da arte não parece confirmar esta teoria. Quem melhor do que um artista estaria apto a ver a harmonia das formas antes de tudo? Desde sempre, os pintores têm procurado a beleza feminina perfeita. No entanto, a maioria deles terminou como amantes do seu modelo, o desejo da carne seguindo-se à admiração da beleza. Em vez de a arte salvar a beleza, o que tem ocorrido com mais frequência é a escravização da arte à paixão: a beleza colocada ao serviço da sedução.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A arte religiosa – que por vezes sofreu deste mesmo mal, infelizmente, em períodos de humanismo excessivo, esquecendo a gravidade da “queda” – conseguiu, no entanto, imortalizar a beleza feminina em toda a sua modéstia, especialmente através daquele tesouro de imagens em que os artistas se esforçaram para retratar a beleza imaculada da nova Eva, “</span><em><span class="tm10">gloriosa por dentro</span></em><span class="tm7">”. Quantas almas foram sustentadas pelo sorriso dessas estátuas da Santíssima Virgem, por vezes ingênuas nos seus traços, mas sempre majestosas?</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ousamos, portanto, dizer em nome de todos os homens: “</span><em><span class="tm10">Sejam belas e elevem os nossos corações acima da baixeza desses instintos contra os quais lutamos com tanta dificuldade! Não queremos vê-las como um objeto, mas sim admirá-las! Quando Deus tirou Eva do lado de Adão, Ele disse: ‘Façamos-lhe uma companheira como ele.’ Ajude-nos a honrá-las como vocês merecem! Seja para nós redentoras, e não tentadoras! A beleza da sua modéstia será o caminho da salvação para nós.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm7"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/beleza-feminina-e-modestia-parte-22/">Continua&#8230;</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;">****************************************</p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em nosso <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Blog</a></strong></span>, temos uma página exclusiva sobre <strong>MODÉSTIA</strong>. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/modestia/"><strong>CLIQUE AQUI</strong> </a></span>e aprofunde-se sobre essa virtude.</span></p>
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		<title>MODESTIA CRISTÃ</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Aug 2023 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Modéstia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: FSSPX Portugal Tendo em conta o mundo em que vivemos atualmente: um mundo de materialismo e cheio de todo o tipo de vaidades, é oportuno voltar a falar de pudor. Infelizmente, quando se fala de pudor, as pessoas pensam &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia-crista/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.fsspx.es/sites/sspx/files/styles/dici_image_full_width/public/media/esp-district/new-news/ropa.jpg?itok=yQUgU_TZ" alt="" width="487" height="281" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.es/pt/news-events/news/mod%C3%A9stia-crist%C3%A3-84683">FSSPX Portugal</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Tendo em conta o mundo em que vivemos atualmente: um mundo de materialismo e cheio de todo o tipo de vaidades, é oportuno voltar a falar de pudor. Infelizmente, quando se fala de pudor, as pessoas pensam logo que se trata de algo que só diz respeito às mulheres, no que diz respeito ao seu modo de vestir. Mas na realidade não é assim, porque vemos como os homens também podem escandalizar as mulheres com a sua maneira de vestir. Além disso, os homens desempenham um papel importante na propagação do pudor. Os pais que são homens, supostamente educadores dos seus filhos, devem educar os seus filhos na forma correcta de se vestirem. Por acaso não temos a obrigação de corrigir as raparigas quando usam roupas provocantes ou roupas que não são suficientemente modestas? Estes parágrafos pretendem ser uma ajuda para as nossas senhoras, para que tenham uma ideia da verdadeira modéstia cristã; e também para que os pais vejam que os seus filhos, e sobretudo as suas filhas, não sejam a causa da condenação de muitas almas ao inferno.</span></p>
<h4 class="tm6 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Mensagem de Nossa Senhora de Fátima</span></strong></span></h4>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">&#8220;Há mais almas que vão para o inferno por pecados da carne (isto é, pecados contra o 6º e 9º Mandamentos) do que por qualquer outra razão&#8221;. Nossa Senhora de Fátima disse à Jacinta: &#8220;Serão introduzidas certas modas que ofenderão gravemente o Meu Filho&#8221;. A Jacinta também disse: &#8220;As pessoas que servem a Deus não devem seguir modas. A Igreja não tem modas, Nosso Senhor é sempre o mesmo&#8221;.</span><span id="more-30201"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">&#8220;Ai daquele que causa escândalo&#8221; (Mateus 18,7). A modéstia é uma virtude que regula os movimentos do corpo, o vestuário, os gestos e as palavras. Como fruto do Espírito Santo, ela faz tudo isso sem trabalho e com toda a naturalidade, e organiza também todos os movimentos interiores da alma, como se estivesse na presença de Deus. O nosso espírito, leve e inquieto, está sempre a esvoaçar, a agarrar-se a toda a espécie de objectos e a tagarelar incessantemente. A modéstia detém-no, modera-o e deixa a alma numa paz profunda, que a dispõe a ser a mansão e o reino de Deus: o dom da presença de Deus. O dom da presença de Deus é rapidamente seguido pelo fruto da modéstia. A presença de Deus é uma grande luz que faz com que a alma se veja diante de Deus e perceba todos os seus movimentos interiores e tudo o que nela acontece mais claramente do que vemos as cores da luz do meio-dia. A modéstia é-nos absolutamente necessária, porque a imodéstia, que em si mesma parece uma coisa pequena, é no entanto muito considerável nas suas consequências e é um sinal não pequeno de um espírito pouco religioso.</span></p>
<h4 class="tm6 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">A roupa não é para &#8220;mostrar&#8221;</span></strong></span></h4>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quando vemos mulheres com roupas que expõem as pernas ou as coxas, os ombros ou parte dos braços acima do cotovelo; roupas que expõem a barriga ou o umbigo, as costas ou o peito, que resposta podemos esperar quando lhes perguntamos &#8220;porque é que usas roupas assim?&#8221; Bem, quer elas o admitam ou não, a resposta vai ser &#8220;para &#8216;mostrar'&#8221;. Será que as mulheres que se vestem de forma imodesta já se esqueceram de que o objetivo da roupa é cobrir o corpo?</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quando se aperceberam de que estavam nus, Adão e Eva tiveram vergonha e vestiram-se com folhas de figueira (Gn 3,7). No entanto, depois de terem recebido o merecido castigo, Deus fez-lhes túnicas de peles e vestiu-os (Gn 3,21).</span></p>
<h4 class="tm6 tm8" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Como deve ser o vestuário?</span></strong></span></h4>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A modéstia é uma virtude católica. A mulher católica deve vestir-se honestamente, assim como o homem de fé. A roupa é para cobrir e não para mostrar ou sugerir. Não se devem usar peças de vestuário apertadas, com fendas, colantes, transparentes, decotadas, com pouco decote ou curtas. Assim, as mulheres devem excluir do seu guarda-roupa mini-saias, calções, blusas sem mangas (isto é: que não cubram os ombros ou com mangas muito curtas), vestidos ou saias que não cubram todo o joelho quando sentadas, blusas curtas que mostrem a cintura ou parte dela, roupas decotadas, etc. Os homens, por seu lado, também devem evitar roupas justas, camisas abertas ou sem mangas, roupas transparentes, etc. Se o pudor deve prevalecer em todo o lado, deve prevalecer ainda mais quando se vai ao templo, que é a Casa de Deus.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As mulheres devem ter em conta que, regra geral, a natureza masculina é mais propensa a reagir à provocação gerada pela indumentária imodesta, sem excluir as mulheres disso. Por isso, o julgamento feminino do que é provocante para o homem é geralmente erróneo e muito indulgente. Isto é evidente em muitos sítios, basta, por exemplo, ir a reuniões sociais, quanto mais a uma praia turística. Tudo isto sem considerar aquelas que por vaidade se &#8220;vestem&#8221; intencionalmente para provocar, que também são muitas (algo que também acontece nalguns homens, embora seja mais generalizado entre elas, pois os pecados predominantes nos homens são mais de outro tipo).</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">&#8220;Agora, muitas raparigas não vêem nada de errado em seguir certos estilos (modas) sem vergonha, como fazem muitas ovelhas. Certamente elas corariam se pudessem imaginar as impressões que causam e os sentimentos que evocam (excitação) naqueles que olham para elas.&#8221; (17 de julho de 1954).</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Bento XV escreveu na sua encíclica Sacra Propediem de 6 de janeiro de 1921: &#8220;Não se pode deplorar suficientemente a cegueira de tantas mulheres de todas as idades e de todas as estações. Tornando-se tolas e ridículas pelo desejo de agradar, não vêem até que ponto a indecência do seu vestuário choca todo o homem honesto e ofende a Deus. Antigamente, a maioria delas teria sido açoitada por essas roupas, pela grosseira ofensa à modéstia cristã. Agora não é suficiente exibirem-se em público; não têm medo de entrar nos umbrais das igrejas, de assistir ao Santo Sacrifício da Missa, e até de levar o alimento sedutor da paixão vergonhosa para a grade da comunhão, onde o Autor da Pureza é recebido.&#8221;</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O Papa Pio XII admoestou seriamente as mães cristãs: &#8220;O bem da nossa alma é mais importante do que o do nosso corpo; e devemos preferir o bem-estar espiritual do nosso próximo ao nosso conforto corporal&#8230; Se um certo tipo de vestuário constitui uma ocasião grave e próxima de pecado e põe em perigo a salvação da vossa alma e a dos outros, é vosso dever renunciar a ele e não o usar&#8230;. Ó mães cristãs, se soubésseis o futuro de angústias e tristezas, de vergonhas mal guardadas que preparais para os vossos filhos e filhas, habituando-os imprudentemente a viverem pouco vestidos e fazendo-os perder o sentido da modéstia, teríeis vergonha de vós mesmas e temeríeis o mal que fazeis a vós mesmas e o mal que fazeis a esses filhos, que o Céu vos confiou para educar como cristãos.&#8221; (Pio XII aos Grupos de Jovens Mulheres Católicas de Itália).</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Se ouço pagãos e ateus criticarem o pudor cristão, compreendo-os, pois ignoram a doutrina cristã. Se os católicos modernistas já não praticam o pudor cristão, dar-lhes-ei o benefício da dúvida, porque os padres modernistas já não pregam esta virtude. No entanto, ficarei muito triste ao ouvir os mesmos pais e mulheres tradicionalistas criticarem e ridicularizarem a questão da doutrina do pudor. Lembrem-se das palavras do Senhor: &#8220;O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão&#8221; (Mateus 24:35). Christus Heri, Hodie et in Saecula: Cristo é o mesmo: Ontem, Hoje e Sempre (Cerimónia da bênção do Círio Pascal).</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><strong>O BLOG DOMINUS EST DISPONIBILIZA UMA PÁGINA INTEIRA APENAS PARA TRATAR DESSE ASSUNTO, COM VÁRIOS TEXTOS EXPLICATIVOS. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia/">CLIQUE AQUI, SE APROFUNDE NO ASSUNTO E EXERCITE A VIRTUDE</a></span></strong></p>
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		<title>O SIGNIFICADO DAS VESTIMENTAS</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 13:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Modéstia]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Pierre-Marie Laurençon]]></category>

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		<description><![CDATA[O vestuário é o reflexo e a expressão da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver. Fonte: Le Parvis n ° 111 – Tradução: Dominus Est Hoje em dia, somos aconselhados a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-significado-das-vestimentas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" alignright" src="https://www.modestiaepudor.com/uploads/images/2017/04/1492710503.jpg" alt="Algumas palavrinhas sobre homens, mulheres e a &amp;quot;pessoa certa&amp;quot; - Modéstia e  Pudor" width="370" height="233" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O vestuário é o reflexo e a expressão </em>da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver<em>.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/07/Le-parvis-n%C2%B0111.pdf">Le Parvis n ° 111</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje em dia, somos aconselhados a &#8220;<em>dar sentido</em>&#8221; a qualquer atividade ou iniciativa, e esta fórmula convencional nos é muito conveniente pela sua relevância: de fato, o cristão não pode suportar a insignificância que consiste, sobretudo, em adotar um comportamento e realizar suas atividades de forma mecânica e rotineira, isto é, na ausência de uma verdadeira intenção ou de uma forma mundana, ou seja, sob a inspiração dominante do respeito humano. São Paulo encorajou seus fiéis a “<em>fazer tudo para a glória de Deus</em>”, mesmo enquanto comiam ou dormiam. O modo de vestir certa peça de roupa nunca ser banalizado, pois ao vestir-se, inevitavelmente torna-se portador de uma forte mensagem pela qual, de uma mesma forma, se assume responsabilidades e consequências. Trata-se, portanto, de determinar, de forma consciente, o significado que se pretende dar ao uso de tal ou tal vestuário, levando em consideração pelo menos os três parâmetros a seguir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Um sinal de identificação e decoro na vida social</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo menos em tempos normais (e, portanto, fora de períodos de crises políticas, perseguições religiosas, etc.) é legítimo e mesmo oportuno se fazer reconhecer, à primeira vista, por uma aparência evidente: o fato de vestir um traje é a melhor ilustração. Um oficial de trânsito é imediatamente respeitado porque seu uniforme o identifica como representante da polícia. Entusiasmamo-nos em homenagear a bravura de nossos soldados quando desfilam em seus trajes cerimoniais. Sem dúvida, a escolha da roupa é, em grande parte, uma questão de gosto individual, mas apenas até certo ponto porque nunca pode ser deixada a uma pura fantasia, nem ao capricho do momento. Uma das primeiras regras dos bons modos e do respeito elementar devido ao próximo exige vestir-se de acordo com os costumes legítimos e as adequações ligadas à idade, sexo, condição, função, circunstâncias (casamento ou funeral por exemplo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessas circunstâncias, as práticas do mundo às vezes são muito esclarecedoras: em um restaurante um pouco &#8220;chique&#8221;, os garçons devem usar roupas adequadas para respeitar a honorabilidade dos clientes, mesmo que esse traje seja bastante desconfortável para ele. Por outro lado, em uma cantina para &#8220;<em>caminhoneiros</em>&#8220;, pode-se permitir, sem escrúpulos, colocar-se à vontade prestando o serviço de camiseta, bermuda e tênis. O bom senso obviamente tolera o uso roupas &#8220;<em>banais</em>&#8221; em certas atividades como a prática esportiva e o trabalho manual. Por outro lado, as relações com os outros exigem que todos tornem seu emprego pelo menos tolerável, porque não agradável, e a esse respeito: roupas adequadas, limpas, de bom gosto e até mesmo elegantes se tornam um elemento apreciável de convivência.</span><span id="more-24442"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Arma de combate e de vitória na vida espiritual</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Bíblia fornece a origem da vestimenta na história da queda de nossos primeiros pais: assim que ofenderam a Deus, descobriram a desordem da concupiscência e a revolta dos sentidos contra a razão e imediatamente sentiram a necessidade de se vestir para, pelo menos, aliviar parte dessa vergonha. A Igreja fez disso um dos primeiros dogmas essenciais da nossa fé: todo cristão deve saber que, como &#8220;<em>redimido</em>&#8220;, permanece muito vulnerável e nunca está completamente livre desta luta da carne contra o espírito, apesar da graça inicial do batismo e da ajuda da vida cristã com a oração e os sacramentos. Mas os efeitos da Redenção não nos permitem desanimar diante desta dura realidade: amparado pela graça, o homem possui os meios para recuperar uma certa &#8220;<em>integridade</em>&#8221; na qual a alma recupera toda a sua dignidade e excelência em relação ao corpo que, mais uma vez, consegue dominar. Mas é uma questão de praticar um verdadeiro ascetismo, que São Paulo declarou ser necessário em referência à sua própria experiência: &#8220;<em>Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que não suceda que, tendo prègado aos outros, eu mesmo venha a ser réprobo.</em>&#8221; (1 Cor 9,27). Essa &#8220;<em>mortificação</em>&#8221; da carne pode ser praticada de maneira suficiente e muito santificadora, sem ir até as sangrentas austeridades dos anacoretas e seus feitos de penitência obtidos com suas flagelações, cilícios e outros instrumentos de &#8220;<em>tortura</em>&#8220;&#8230; A simples fidelidade de usar uma roupa decente em todas as ocasiões, como a exigida pela Igreja para a recepção da Sagrada Comunhão, pode ser suficiente para honrar nossa condição de &#8220;<em>penitentes</em>&#8221; sem passar por isso, mas vivendo-a com um nobre ideal: &#8221; <em>trazendo sempre em nosso corpo a mortificação de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste nos nossos corpos</em>&#8221; (2 Cor 4,10).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Testemunho de fidelidade na consagração a Deus</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cristão sabe que não basta crer para ser salvo, mas cada um deve manifestar publicamente a sua fé, seja qual for o seu estado e a sua função: “<em>Porque com o coração se crê para (alcançar) a justiça, mas com a boca se faz a confissão para conseguir a salvação</em>” (Rom. 10,10). Com efeito, para alcançar este brilho exterior, todo batizado recebe o sacramento da confirmação que lhe confere a missão e as armas de um “<em>soldado de Cristo</em>”. Mas em que consiste este apostolado e quais são as verdades que são especialmente importantes dar a conhecer? Parece que o santo Papa Pio XII respondeu a esta dupla questão quando recomendou aos peregrinos que o visitavam em Roma: “<em>deveis ser encontrado &#8216;habitado&#8217; enquanto vives no mundo</em>”. Esta exortação do pontífice é fácil de entender: para tornar-se um representante autêntico de Cristo, não é necessário tornar-se um &#8220;Testemunha de Jeová&#8221; assediando as pessoas em suas casas, mas basta irradiar a presença de Deus dentro de si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade que, na recepção do batismo, a nossa alma foi antes de tudo purificada e enriquecida com a vida sobrenatural, mas também o nosso corpo foi santificado pelo santo Crisma que a Igreja usa para a consagração de um cálice, de uma Igreja e das mãos do novo sacerdote. A fim de incitar os primeiros cristãos a renunciar a todas as formas de impureza, São Paulo empregou principalmente este argumento: “<em>Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?</em>” (1 Cor 6,19). Estamos obviamente no extremo oposto das afirmações das feministas que: declaram: &#8220;<em>meu corpo me pertence</em>!&#8221; Além disso, sabemos que o sacerdote é obrigado a usar batina mesmo fora das cerimônias litúrgicas, porque deve se comportar em todos os lugares como um “<em>homem de Deus</em>”, mesmo em suas ocupações mais comuns. Tampouco é permitido ao cristão ser apenas um “<em>homem como os demais</em>”, mas ele é obrigado a proclamar em todos os lugares e em todo momento sua dignidade e orgulho em oferecer um tabernáculo vivo para a hóstia divina, seguindo São Paulo: “<em>Glorificai (pois) e trazei a Deus no vosso corpo</em>.”(1Cor. 6, 20). E na maioria das vezes, a maneira de se vestir como cristão é suficiente, por si só, para realizar este excitante programa, tornando-se um verdadeiro apóstolo de Cristo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vamos repetir: a roupa nunca pode permanecer neutra, mas é inevitavelmente o reflexo e a expressão da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver: trata-se, portanto, de ser coerente consigo mesmo e à realidade de quem somos. O “ser” e “parecer” são indissociáveis:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; cuidar da própria “<em>imagem</em>” externa com a preocupação prioritária de agradar ou ser aceito, seria expor-se à vaidade ou à cumplicidade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; por outro lado, ocultar as próprias convicções interiores, principalmente pelo medo de ser criticado ou marginalizado, seria correr o risco de covardia ou pusilanimidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na prática, o homem também pode, por meio das roupas que veste, elevar-se e elevar os outros à verdade, ao bom, ao belo.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Pierre-Marie Laurençon, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">NOTA DO BLOG:</span> Diversos textos sobre a modéstia podem ser lidos <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia/">clicando aqui</a></span></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>A BARBA E OS JOELHOS</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2021 13:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O capitão Haddock não consegue pregar os olhos de noite. Foi-lhe feita uma pergunta embaraçosa: ele dorme com a barba abaixo ou acima do cobertor? Uma comparação com a saia: acima ou abaixo do joelho? Fonte: Le Parvis n ° 112 – Tradução: Dominus Est &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-barba-e-os-joelhos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.95tt~19e93/w:590/h:333/q:75/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/09/SZ_nRKYIRGTTYnBqEiDHhyQaBK0.jpg" alt="" width="277" height="173" /><img class="" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.95tt~19e93/w:590/h:333/q:75/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/09/haddock.jpg" alt="" width="268" height="168" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O capitão Haddock não consegue pregar os olhos de noite. Foi-lhe feita uma pergunta embaraçosa: ele dorme com a barba abaixo ou acima do cobertor? Uma comparação com a saia: acima ou abaixo do joelho?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/09/Le-parvis-n%C2%B0112-web.pdf">Le Parvis n ° 112</a></span> – Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A barba pode levantar sérias questões. Na <em>Coke en stock (As aventuras de Tintim)</em>, o capitão Haddock não consegue pregar os olhos de noite. Foi-lhe feita uma pergunta embaraçosa: ele dorme com a barba abaixo ou acima do cobertor? O joelho é uma articulação maravilhosa e muito útil, embora sem nenhuma beleza especial. Felizmente, as moças não têm barba, o que lhes permite dormir tranquilamente sem estas considerações. Mas elas têm joelhos. E é pela manhã que surge o dilema: saia acima ou abaixo do joelho? O joelho, como já dissemos, nada tem de estético. Mas a voz do mundo e a voz da Igreja discordam sobre o que é conveniente sobre tal assunto. Saber onde está o bem não basta para vencer a batalha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo isso para apresentar este pequeno testemunho:</span><span id="more-25127"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Julgo necessário defender o uso da saia abaixo do joelho porque por um lado é uma referência simples a ser estabelecida e também porque usar a saia abaixo permite não &#8216;mordiscar&#8217; centímetros à medida que nossa vaidade ganha terreno. Quanto a mim, tive um período, há alguns anos, onde depois de me permitir saias que acabavam por revelar o joelho, comprei umas mais curtas dizendo a mim mesmo “usarei apenas com meias-calças opacas.” Depois, um pouco mais tarde, peças ainda mais curtas, por fim quase no meio da coxa, para pouco a pouco acabar trocando as meias opacas pelas mais finas, e no final cheguei ao ponto de usar meus vestidos do meio das coxas com as pernas nuas. Eu, que sempre acreditei estar “imune” a esse tipo de comportamento, percebi que no espaço de um ano havia passado de saias sempre decentes para saias quase sempre indecentes.” </em> (Testemunho em: <em>Feminilidade, meio de apostolado</em>)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O relaxamento vem pouco a pouco. Os problemas começam assim que se discute com a tentação, procurando dar a si mesmo boas razões. Abaixo dele, acima dele? A filha que escuta a Igreja &#8211; sua mãe &#8211; nem sequer faz esse tipo de pergunta porque já sabe qual a resposta e a coloca fielmente em prática. Seus joelhos estão seguros e sua consciência também.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As barbas dos missionários impressionaram muito, especialmente entre os povos menos pilhados, onde era necessária uma idade avançada para preencher todo o queixo. A sabedoria de um homem velho era medida pelo comprimento de sua barba. Finalmente, não podemos medir a sabedoria de uma mulher pelo comprimento de sua roupa? Teremos que esperar que os anos passem? Espero que não! “<em>Às almas bem nascidas, o valor não espera pelo número de anos</em>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Castigat Ridendo (Corrija os costumes rindo deles)</em></span></p>
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		<title>MODESTIA, A VIRTUDE ESQUECIDA</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 14:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Publicamos hoje o segundo podcast do casal Diogo e Sara, que frequentam o Priorado da FSSPX em Lisboa. O tema agora é a Modéstia. Neste episódio explicamos a virtude &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia-a-virtude-esquecida/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Publicamos hoje o segundo podcast do casal Diogo e Sara, que frequentam o Priorado da FSSPX em Lisboa. O tema agora é a Modéstia.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/B7E4lB-8728" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste episódio explicamos a virtude da modéstia, qual o seu fundamento e importância. A parte mais interessante será sem dúvida o nosso testemunho na procura por viver a modéstia, o caminho feito até agora e os defeitos que ainda subsistem. Abordamos os temas mais difíceis: praias, vida familiar e especialmente a forma como as senhoras vestem nos dias de hoje.</span></p>
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		<title>NOVA PÁGINA EM NOSSO BLOG &#8211; MODÉSTIA</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2016 16:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Devido à importância desse assunto nos meios tradicionais católicos, porém tratado de forma tão secundária nesse mundo moderno e também na &#8220;igreja conciliar&#8221;, criamos uma Página exclusiva com todos os posts que publicamos sobre Modéstia, para que as moças possam &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nova-pagina-em-nosso-blog-modestia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devido à importância desse assunto nos meios tradicionais católicos, porém tratado de forma tão secundária nesse mundo moderno e também na &#8220;igreja conciliar&#8221;, criamos uma Página exclusiva com todos os posts que publicamos sobre Modéstia, para que as moças possam adquirir conhecimento sobre tal virtude e para que possam buscar sua santificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/12/mod.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-7901" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/12/mod.png" alt="mod" width="1002" height="190" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Acesse pelo menu superior ou <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia/">clique aqui</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezemos para Nossa Senhora auxilie essas moças na busca e compreensão das virtudes necessárias para serem boas filhas, boas esposas e boas mães, se portarem como verdadeiras católicas e que possam, principalmente, ser exemplos de humildade, castidade, piedade e pureza.</span></p>
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		<title>O DESAPARECIMENTO DOS ADULTOS</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2016 18:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Modéstia Masculina Uma sociedade de eternos adolescentes? Giovanni Cucci S.I.[i] Continua-se a estar sempre mais atingido pelo nivelamento das gerações que se vê em rapazes e moças, jovens e adultos unidos por uma mesma dinâmica: no modo de vestir, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-desaparecimento-dos-adultos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/-J0hsv4idjNU/VGjoiNwTblI/AAAAAAAABFg/bluc1F_ytNs/s1600/10380303_314078105413967_3251077688740455926_n.jpg" alt="" width="326" height="400" border="0" /></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2014/11/o-desaparecimento-dos-adultos.html">Modéstia Masculina</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma sociedade de eternos adolescentes?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Giovanni Cucci S.I.<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn1"><strong>[i]</strong></a></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua-se a estar sempre mais atingido pelo nivelamento das gerações que se vê em rapazes e moças, jovens e adultos unidos por uma mesma dinâmica: no modo de vestir, falar, se comportar, mas, sobretudo, nas relações e na afetividade revelam-se muitas vezes as mesmas dificuldades, até o ponto em que se torna difícil entender quem desses é realmente o adulto. Ao mesmo tempo, preocupa a sempre maior difundida fuga da responsabilidade, que leva a procrastinar indefinidamente as escolhas de vida, iludindo-se de ter sempre intactos, diante de si, todas as possibilidades.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma pesquisa da <em>Istat<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn2"><strong>[ii]</strong></a></em>, realizada em 2008 (e, por conseguinte, anterior à grave crise que infelizmente levou ao desemprego milhares de jovens e de adultos), revelava que mais de 70% das pessoas com idade entre 19 e 39 anos vivem ainda com os pais. O motivo é também, mas não somente, econômico, já que nessa faixa há pessoas com trabalho estável e uma renda que permitiria viver de maneira independente.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As mesmas pesquisas mostram, além disso, que na Itália, mas também em outros países da Europa, há um aumento preocupante de jovens/adultos que pararam numa espécie de “limbo”, sem escolhas e sem perspectivas. Essa situação abarca uma faixa etária sempre maior, ao ponto de ser agora classificada como categoria sociológica, “a geração <em>nem-nem</em>”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn3">[iii]</a>. Mas, principalmente, tal condição, não é vista como problemática pela maioria das pessoas: “Há 270 mil jovens entre 15 e 19 anos que não estudam e não trabalham (9%): a maior parte porque não encontra trabalho; 50 mil porque fizeram de sua inatividade uma escolha; há ainda 11 mil que não querem saber de trabalhar ou estudar (“não me interessa”, “não preciso”, dizem). A mesma tendência ocorre nos dados relativos aos jovens entre 25 e 35 anos: um milhão e noventa mil não estudam e não trabalham; ou seja, quase um quarto deles (25%). Um milhão e duzentos mil desses gravitam no desemprego (mas entre estes últimos há quem diga que não procura bem porque está “desanimado” ou porque “de qualquer modo, o emprego não existe mesmo”). Setecentos mil são, ao contrário, os “inativos convictos”: não procuram trabalho e não estão dispostos a procurá-lo [&#8230;]. Uma pesquisa espanhola recente, assinada pela sociedade Metroscopia, revela que 54% dos jovens da idade dos 18 aos 35 anos declara “não haver nenhum projeto sobre o qual desenvolver o próprio interesse ou os próprios sonhos”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn4">[iv]</a>.</span></div>
<p><span id="more-7427"></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A essa situação de impasse<em> </em>e confusão acompanha uma igualmente grave crise de autoridade e de normatividade que, como se verá, constituem um dever educativo irrenunciável. Tal dever é rejeitado por muitos motivos: porque esses que deveriam fazer valer a norma, os adultos, não possuem a força, têm medo de parecerem impopulares ou, muitas vezes, porque muitos não acreditam mais em ditas normas, vistas somente como uma<em> </em>fonte<em> </em>de conflito e dificuldade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o aspecto talvez mais triste dessa carência seja que a norma que o adulto deveria estabelecer, vem<em> </em>a faltar porque, às vezes, os mesmos educadores e pais se encontram perdidos em problemas afetivos, relacionais, até mesmo de dependência. E daí a crise profunda do adulto, com o risco de seu desaparecimento: “Se um adulto é alguém que tenta assumir as consequências de seus atos e de suas palavras [&#8230;], não podemos deixar de constatar um forte declínio da sua presença na nossa sociedade [&#8230;]. Os adultos parecem estar perdidos no mesmo mar onde se perderam os próprios filhos, sem qualquer distinção de geração”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn5">[v]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma motivação possível, na origem dessa amálgama indiferenciada, pode ser detectada no prolongamento da meia idade, própria das últimas décadas e agravada devido à crise econômica atual, a qual não encoraja a levar em consideração os custos e os esforços adicionais para comprometer-se numa situação futura incerta. Além disso, a nova cultura tecnológica contribui para confundir os limites entre a realidade e a fantasia, que é a característica típica da criança. Já o havia compreendido com lucidez Johan Huizinga no longínquo 1935: “[O homem moderno] pode viajar de avião, falar com pessoas do outro hemisfério, comprar guloseimas inserindo poucas moedas numa máquina automática [&#8230;]. Aperta um botão, e a vida cai aos seus pés. Pode tal vida torná-lo emancipado? Ao contrário. A vida para ele tornou-se um brinquedo. É de se espantar que ele se comporte como uma criança?”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn6">[vi]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A dificuldade de crescer na sociedade tecnológica</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cultura dita tecnológica se impõe hoje, não só pela difusão de instrumentos sempre mais sofisticados, principalmente pela possibilidade de planificar a existência de uma maneira impensável às gerações precedentes<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn7">[vii]</a>. E isso, especialmente, em nível de natalidade. Em tal campo, apareceram termos usados sempre mais frequentemente, até surgir o <em>slogan</em> que resume uma concepção de vida: “procriação responsável”, filhos “queridos e desejados”, ou mesmo “programáveis”.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece assim ter-se realizado o sonho, desejado por Freud no fim do século XIX, de poder separar a concepção da pulsão erótica: tal separação não favoreceu, todavia, como esperava o fundador da psicanálise, o “triunfo da humanidade”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn8">[viii]</a>. Mais precisamente essa levou a um empobrecimento psicológico e afetivo, nunca antes conhecido, uma verdadeira “revolução antropológica”, para retomar o subtítulo de um livro de Marcel Gauchet.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde o seu nascimento, o ser humano tem a ânsia de que, no fundo, poderia não ter sido desejada e que deve, de qualquer modo, “merecer” ter vindo ao mundo, correspondendo às fortes expectativas dos seus pais. Como observa Gauchet: “Disso pode derivar a invencível fé na própria sorte, ou, ao contrário, a sensação de irremediável precariedade da própria existência. Em relação àquele desejo que o subtraiu ao destino comum, manterá muitas vezes uma irredutível aflição [&#8230;]. Um filho é cada vez mais desejado quanto menos é filho da natureza; mais é fruto de um artifício, qualquer que este seja, menos é aquilo que deve ser: o filho de seus pais”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn9">[ix]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro aspecto paradoxal dessa desenvolvida potencialidade planificadora é que a acurada seleção do nascituro corresponde sempre menos àquela atenção afetiva e educativa indispensáveis para educá-lo, tornando-o um adulto responsável. O filho se encontra, ao contrário, sufocado pela atenção dos pais que, depois de o terem programado por tanto tempo, veem nele a possibilidade de realizarem suas expectativas, muitas vezes até de preencherem seus vazios e suas incompetências.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança corre o risco, assim, de ser bem cedo tratada como um mini adulto, sobretudo se está sendo criada por um genitor solteiro: nesse caso, forte será a tendência a depositar no filho esperanças e expectativas que na verdade deveriam estar voltadas ao próprio companheiro, dando origem àqueles perversos díades nas quais o filho ou a filha são chamados a tornarem-se respectivamente “vice-marido” ou “vice-esposa” do próprio genitor, impedindo-se de viver a etapa infantil e a própria filiação, duas condições essenciais para a maturidade psíquica, cognitiva e afetiva<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn10">[x]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A “síndrome do filho único”, vista em outras ocasiões<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn11">[xi]</a>, parece confirmar essa inconsciente agitação, o desconforto de lidar com a polaridade desejo/rejeição dos pais. Ele se torna assim esmagado pelas expectativas dos pais, da mesma forma que um brinquedo é chamado a compensar as carências dos adultos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo isso contribui à incapacidade de um filho se tornar adulto; incapaz, sobretudo, de saber o que verdadeiramente quer da própria vida. Uma vez crescido, aquele menino ou aquela menina procurarão de fato aquela infância perdida que jamais tiveram, recusando-se a crescer.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Síndrome de Peter Pan</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A rejeição ao crescimento é um fenômeno em expansão, também desde o ponto de vista geracional, a tal ponto de ocupar a vida inteira do homem. Essa situação de “bloqueio interior”, de impossibilidade de se passar à fase adulta da vida, foi recentemente ratificada como categoria psicológica, chamada de <em>Síndrome de Peter Pan </em>através da obra do psicólogo junguiano Dan Kiley. Ele se inspira no célebre romance de James Barrie <em>Peter and Wendy</em>, publicado em 1911, embora tenha conseguido maior fama o título escolhido para a representação teatral, de 1904 (<em>Peter Pan: o menino que nunca quis crescer</em>).</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A escolha do personagem, protagonista do romance, já é por si significativa. Peter era também o nome do irmão de James que morreu aos catorze anos num acidente de patinagem; enquanto Pan, na mitologia grega, era filho de Ermes e da filha de Driope, que o rejeitou, abandonando-o ao seu destino<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn12">[xii]</a>. Como na mitologia e no romance de Barrie, também na Síndrome de Peter Pan à base da condição instável e errante desse personagem é principalmente a ausência de relações afetivas importantes, em particular com os pais, vistos como frios e distantes, ou incapazes de suscitar respeito<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn13">[xiii]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desse modo, quem sofre dessa síndrome busca a própria infância perdida, comportando-se como se o tempo tivesse parado, assumindo por toda a vida a instabilidade psíquica e afetiva própria da adolescência, prisioneiro “no abismo entre o homem que não se quer tornar e o garoto que não se pode continuar a ser”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn14">[xiv]</a>. E se essa pessoa, no meio tempo, também se casa, acaba por entrar em concorrência com os próprios filhos, imitando-lhes os comportamentos e os modos de pensar. Como confessava uma jovem desconsolada: “meu pai não faz outra coisa a não ser correr atrás das minhas amigas e depois quer se confidenciar comigo”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn15">[xv]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, os filhos, colocados no mesmo nível dos seus pais, tendem a comportarem-se como adultos: desse modo, nenhum dos dois vive as responsabilidades e peculiaridades da própria etapa de vida; como num jogo perverso, esses vêm trocados, invertendo perigosamente o significado da derrota edípica: “Se olhamos atentamente ao conteúdo da TV, podemos encontrar uma documentação bastante precisa não somente do nascimento da ‘criança adulta’, mas também do adulto ‘feito criança’ [&#8230;] Salvo raras exceções, os adultos na televisão não tomam seriamente o próprio trabalho, não educam seus filhos, não participam na vida política, não praticam nenhuma religião, não representam nenhuma tradição, não têm capacidade de pensar o próprio futuro ou de formular seriamente projetos de vida, não são capazes de fazer longos discursos e não são nunca capazes de evitar comportamentos dignos de uma criança de oito anos”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn16">[xvi]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na atual sociedade “líquida” a fase adulta corre o risco assim de reduzir-se a uma expressão de meros dados sem mais responsabilidades específicas que a caracterizam e, sobretudo, a diferenciam das fases precedentes da vida, conferindo-lhe uma identidade: ser adultos era sinônimo de ser maduros, não certamente como as crianças, mas capazes de assumir responsabilidades. Essas características aparecem sempre mais raramente, ao ponto em que “não é excessivo falar de uma liquidação da idade adulta. Estamos assistindo a uma desagregação daquilo que significava <em>maturidade</em>”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn17">[xvii]</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O desaparecimento do pai</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A contínua popularidade e atualidade de Peter Pan não falam somente de uma dificuldade de crescimento. Esse personagem é também uma forma de protesto em relação à fuga dos educadores, daqueles que podem fazer bela, ainda que difícil, a missão de tornar-se adulto, deixando-o só: “Se Peter Pan é o símbolo de um fenômeno que tem crescido sempre mais nos últimos cem anos, ou seja, a obstinada vontade de permanecer criança, Peter Pan nos diz ainda algo mais inquietante: perdemos os nossos pais como modelos, os pontos de referência sólidos, fomos abandonados a nós mesmos”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn18"><sup><sup>[xviii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É significativo que autores das mais diversas escolas de proveniência individuam particularmente na ausência da figura paterna, acentuada dramaticamente nas últimas décadas, uma das principais razões para o vazio de sentido e de identidade que parece ser comum a jovens e a adultos. Um autor que não pode certamente ser etiquetado de tradicionalismo nostálgico observa a esse propósito: “O vazio estrutural da moderna sociedade ocidental provem da ausência do pai. Em certo sentido o enfraquecimento ou inclusive o desaparecimento de todos os outros papéis de parentesco derivam daquela lacuna que está no vértice da família”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn19"><sup><sup>[xix]</sup></sup></a>. Nessa falta, se constata, de fato, a incapacidade de uma geração de transmitir valores e tradições capazes de ajudar o futuro adulto a enfrentar as dificuldades da vida tornando, por sua vez, educadores de outros.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desaparecimento dos vínculos familiares foi infelizmente visto como o sinal profético da vinda de uma nova sociedade; nos anos setenta do século passado era desejada a morte do matrimônio e da família, vista como o símbolo da opressão que penaliza a liberdade do indivíduo, impedindo a auto realização<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn20"><sup><sup>[xx]</sup></sup></a>. Os resultados se revelaram, porém, muito diversos, precursores de problemas bem mais graves, que correm o risco de levar ao desaparecimento da sociedade ocidental, como acentua sempre Scalfari: “na maior parte dos casos o indivíduo, abandonado na sua solidão, não encontrou outro remédio melhor do que o de confundir-se no bando, isto é, de se tornar um sujeito anônimo e indiferenciado, sustentado somente por motivações emocionais”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn21"><sup><sup>[xxi]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é mais a comunidade ou o vinculo a um determinado estrato social, mas sim “o bando” a caracterizar a sociedade sem adultos, uma sociedade que abandonou o seu dever educativo.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os Procis, filhos de um pai ausente</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa linha de leitura vem confirmada também na mitologia, na qual está narrada a história do homem e da mulher de todos os tempos. A categoria de “bando” lembra os Procis, magnificamente descritos por Homero, aquela massa numerosa (108 segundo a <em>Odisseia</em> XVI, 247 s.), violenta e parasita, dominada por uma agressividade desenfreada.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Exatamente como Peter Pan, esses não são mais crianças e nem mesmo homens; não fizeram nenhuma escolha em suas vidas; vivem cada dia, dos expedientes, gozando do instante presente, sem nenhum projeto pelo qual valha a pena empenhar-se. A atualidade psicológica e social desses personagens é digna de atenção: “Os Procis [&#8230;] são a massa supérflua que logo preenche todo vazio de poder na sociedade. Mas na <em>psiché</em> são o adversário interno, a desagregação da responsabilidade [&#8230;]. O que Ulisses odeia decididamente neles não é a arrogância – que não lhes é uma coisa estranha – mas o viver cada dia, sem nenhum objetivo: o ato supérfluo (<em>anenysto epi ergo</em>) [&#8230;]. Aquilo que esses representam não pode ser readmitido na civilização, sob a pena da sua desagregação: a hilaridade, na qual o imaturo esconde o seu medo; o dia para chegar a noite; a obstinação a conquistar a mulher e a casa, a rainha e o palácio, sem a disponibilidade para organizar o sistema familiar e econômico. Mais uma vez, é o quadro do jovem desadaptado”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn22"><sup><sup>[xxii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desenvolvimento narrativo da <em>Odisseia</em> faz agudamente notar como esses aparecem no dia seguinte ao desaparecimento do pai. A partida de Ulisses conduz à proliferação daqueles: os Procis podem ser considerados como a prefiguração <em>ante litteram</em> de Peter Pan. A comparação de ambos, de fato, não é forçada: é a mesma mitologia grega a colocar esses personagens em estreita relação entre eles. Pan seria, pois, o fruto da múltipla união dos Procis com Penélope durante a ausência de Ulisses<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn23"><sup><sup>[xxiii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Colocados de frente à “prova do arco” (que, como veremos, é um símbolo da paternidade) se mostram incapazes de enfrentá-la (tendendo o arco para lançar a flecha), isso é, de assumir uma responsabilidade generativa que pode fazer deles homens. Têm idades diferentes, porém se apresentam com uma única classe, amorfa, sem identidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A tarefa de se tornar adultos</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o que significa ser adulto? Significa, antes de tudo, aceitar não ser mais criança, renunciando aos valores e comportamentos de idades precedentes para assumir a novos: a renúncia é a condição do crescimento, como bem tinha intuído Max Scheler<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn24"><sup><sup>[xxiv]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deixar uma fase: isto é o que o adulto atual não parece mais capaz de fazer, antes de tudo, a nível imaginativo, lamentando-se sempre da criança ou do adolescente que jamais foi. Trata-se, porém, de acolher o que Freud chamava de o princípio da realidade que passa por uma ferida, uma experiência de impotência e de mortalidade que, paradoxalmente, no momento no qual vem assumido, fortalece o ser humano.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto era o significado dos “ritos de passagem” ou de iniciação, que nas sociedades de cada época marcavam o ingresso do jovem na idade adulta, mediante cerimônias guiadas por adultos. Os ritos de iniciação resultam fundamentais porque têm como objeto a agressividade, o sofrimento e a morte, em outras palavras, o ser humano na sua verdade e fragilidade. O rito podia fazer isso, porque recordava a sacralidade da vida e a sua relação com Deus; isso era o significado do gesto de tirar com violência a criança dos braços da mãe (que até aquele momento era o ponto de referência peculiar) para elevá-la ao céu, um gesto com o qual ela recebe a confirmação da própria identidade: “O significado desse gesto é claro: se consagram os neófitos ao Deus celeste”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn25"><sup><sup>[xxv]</sup></sup></a>. Essa tarefa sempre foi peculiar do pai.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando não se cumprem os ritos de iniciação, esses não desaparecem, mas enlouquecem, dando origem às derivas do “bando”. As violências das <em>baby gang</em>, o <em>bullying </em>masculino e feminino, os estupros de grupo, os “embalos de sábado à noite”, os comportamentos de risco, o uso de drogas em grupo, a atração pelo macabro são ritos de iniciação enlouquecidos, pedidos degenerados de tomar contato com a dimensão da corporeidade, da relação, da agressividade, do perigo, da morte, mas sem que exista, no entanto, um adulto capaz de acompanhar-lhes.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desaparecimento dos adultos se traduz também numa redefinição dos papéis familiares: não são mais os filhos que devem aprender dos pais e receber deles normas e ensinamentos, mas ao contrário, são os pais que se conformam aos critérios e aos comportamentos dos filhos, procurando desse modo conseguirem a aprovação deles.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A necessidade de um modelo</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ser adulto deve-se, pois, ter recebido uma ferida, aquela ruptura violenta que caracteriza o ingresso na realidade representada pelos ritos de iniciação. Tomar contato com aquela ferida significa para o jovem reconhecer e acolher a própria fragilidade. Isso lhe permite afrontar a realidade, abandonando as fantasias pueris e reconhecendo os próprios desejos profundos. Tornar-se adulto não significa de nenhuma maneira sentir-se onipotente, livre de defeitos ou limites, mas ocupar o próprio lugar, aceitando a possibilidade de equivocar, acolhendo o tempo que passa<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn26"><sup><sup>[xxvi]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro ensinamento que Deus dá ao homem na Bíblia é exatamente esse: se queres viver, se queres saborear a vida, recorda-te de que eres criatura, de que não és Deus. Isso é expresso na proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (cfr. <em>Gn.</em> 2, 16): no trecho, aquela árvore simboliza o próprio Deus e o homem deve preservar-se do desejo de querer tomar-lhe o posto, porque acabará se destruindo. Naquele ensinamento podem-se conter as três etapas fundamentais do desenvolvimento humano: o nascimento, o desaleitamento, a derrota edípica. Essas constituem as três diferentes derrotas da onipotência, são os três “pontos de não-retorno” próprios do crescimento (em relação à condição pré-natal, ao aleitamento, a um ligame exclusivo com a mãe), indispensáveis para entrar na realidade, para ser “vivo”. Se cumpridas corretamente, essas três renúncias permitem, na idade adulta, fazer escolhas definitivas; por outro lado, a maior parte das dificuldades e do desgosto de viver é ligada exatamente a esses três aspectos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">À raiz de muitos pedidos de ajuda psicológica está frequentemente a não aceitação da própria verdade de criatura, marcada pelo limite e pela fragilidade: não se aceitar a si mesmo, antes de tudo o próprio corpo (pensemos no <em>boom</em> de cirurgias plásticas e do <em>lifting</em> com consequências também graves para a própria saúde, mas também nos distúrbios alimentares como a bulimia e a anorexia), não se aceita a própria família de proveniência, a própria história e personalidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dever fundamental da mãe e do pai, o qual, como visto em outras ocasiões, é símbolo forte do Pai celeste, é apresentar novamente aos próprios filhos esse ensinamento do livro de Gênesis<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn27"><sup><sup>[xxvii]</sup></sup></a>, de tomar consciência dos próprios limites, condição fundamental para se tornar adulto e para produzir frutos na própria vida. Os pais podem fazer isso porque precedentemente acertaram as contas com a própria fragilidade, com a própria ferida originária<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn28"><sup><sup>[xxviii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os pais querem, em vez, salvaguardar os filhos de todo tipo de dificuldade, isso levará ao aparecimento de dúvidas e frustrações interiores, que minam, à raiz, a estima de si e a capacidade de assumir responsabilidades. Principalmente os filhos terão dificuldades em aproximar-se aos seus desejos profundos, àquilo que realmente querem das suas vidas: “A clínica dos assim ditos novos sintomas mostra bem como o problema da atual insatisfação da juventude não seja tanto aquele do conflito entre o programa do impulso e aquele da Civilização [&#8230;], mas de como aceder à experiência do desejo [&#8230;]. A crise atual da operabilidade da ordem simbólica coincide com a crise do poder de interdição, mas também com a dificuldade da transmissão do desejo de uma geração a outra”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn29"><sup><sup>[xxix]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se de saber dizer “não”, de colocar limites, impopulares certamente, mas que permitam de aceder ao desejo do coração e tornam capaz de superar os obstáculos que se entrepõem à realização dos mesmos. O limite e a frustração são elementos essenciais da educação, ainda que acompanhados do afeto e da confiança. Às vezes é o filho mesmo a pedir esse limite e que uma relação assimétrica (de adulto a filho) seja posta, também em forma não verbal, como no caso da garota surpreendida roubando em uma grande loja: “Essa jovem não estava simplesmente fraudando a lei ou gozando da emoção causada pela sua transgressão. Em modo paradoxal, ela estava fazendo exatamente o contrário: estava buscando ser vista pela lei, isto é, de fazer existir uma lei. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">‘Alguém me vê? Alguém pode me ajudar a não me perder, a não me extraviar? Existe em qualquer lugar uma lei ou, mais simplesmente, um adulto que possa responder-me, que possa perceber a minha existência?’ A pergunta dos nossos jovens insiste e nos coloca com as costas contra o muro: ‘Vocês existem? Os adultos ainda existem? Há alguém ainda que saiba assumir responsavelmente o peso da própria palavra e dos próprios atos?’ Na cleptomania daquela garota podemos perceber toda a grandeza da insatisfação da juventude contemporânea”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn30"><sup><sup>[xxx]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filho pode compreender o valor do limite se vê nos pais não um tirano que o rejeita, nem o “camarada” que se coloca no mesmo nível dizendo-lhe sempre “sim”, mas alguém que o introduz com afeto na realidade, na sua dimensão de mediocridade e de fragilidade. O adulto pode fazer isso porque antes a acolheu em si mesmo. Isso lhe consente não colocar-se no mesmo nível daquele que é chamado a educar e de não ceder a chantagens afetivas.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se trata certamente de uma tarefa fácil: essa é, porém, o único modo para não fazer do filho um escravo dos próprios caprichos. A incapacidade de dizer “não” é um dos sinais mais fortes da crise do adulto e da perigosa inversão da derrota edípica, uma inversão inédita, na qual são os pais a pedir aos filhos de serem reconhecidos<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn31"><sup><sup>[xxxi]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Retomar o arco de Ulisses</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A crise do adulto, reconhecida e descrita pela mitologia, pode encontrar, na mesma mitologia, possíveis saídas. Toda a primeira parte da <em>Odisseia</em> é chamada de <em>Telemaqueia</em>, a busca afanosa pelo pai ausente, por parte do filho. Ele não se resigna com o seu desaparecimento, mas deseja ver o pai, ainda que não o tenha jamais conhecido verdadeiramente, anseia de poder ter dele ao menos uma imagem para ser impressa na sua mente<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn32"><sup><sup>[xxxii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O caso de Telêmaco é muito parecido à situação da juventude atual. Para ambos não são, certamente, algumas coisas que lhes faltam, nem mesmo o bem-estar; esses se descobrem, às vezes, desprovidos daquela representação ideal de si que somente o pai é capaz de dar.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na <em>Odisseia</em>, Ulisses pode ser finalmente reconhecido como pai somente quando, no final da poesia, o filho o vê empunhar o arco, com aparência humilde, mas decidido: “parece que Homero pensou nos nossos tempos e que nos advertiu: jamais o pai desaparece totalmente. Mas não creiais de reencontrá-lo nos machos barulhentos: aqueles são os Procis, os eternos não-adultos. Se alguém, em vez, é humilde, paciente, poderia ser ele, o sobrevivente de guerras e tempestades”<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn33"><sup><sup>[xxxiii]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O arco pode simbolizar o papel e a tarefa do pai, que não é delegável; e, de fato, nenhum dos Procis tem a capacidade de manejá-lo, porque não possuem autoridade para isso. Mas o pai do qual se fala não é certamente o pai-patrão que caracterizou as nossas sociedades dos últimos dois séculos, levando ao final à sua rejeição e afastamento. Ulisses, em vez, diz com precisão Homero, sabe tender o arco como um músico acaricia a harpa, associando com esse gesto as duas funções essenciais do pai: a força e a ternura<a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn34"><sup><sup>[xxxiv]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Somente quando é capaz de unirem em si essas duas virtudes, a autoridade e a ternura, Ulisses pode novamente empunhar o seu arco e meter fim à “noite dos Procis” <a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_edn35"><sup><sup>[xxxv]</sup></sup></a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tradução ao português:</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><b>Pe. Anderson Alves e Joyce Scoralick.</b></span></div>
<div>
<hr size="1" width="33%" />
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref1">[i]</a> Artigo publicado em <em>La Civiltà Cattolica</em>, II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref2">[ii]</a> <em>Istat</em> é o instituto nacional de estatísticas, um ente de pesquisas públicas na Itália (nota do tradutor).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref3">[iii]</a> Assim traduzimos à expressão italiana “<em>generazione né-né</em>”, que quer se referir àquelas pessoas que <em>nem</em> estudam, <em>nem</em> trabalham (Nota do tradutor).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref4">[iv]</a> MANGIAROTTI, A.<em> Generazione “né-né”. Settecentomilla giovani “inattivi convinti”</em> In: <em>Corrieri della Serra,</em> 16 de julho de 2009, p. 25.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref5">[v]</a> RECALCATI, M. <em>Dove sono finiti gli adulti</em>? In: <em>La Repubblica</em>, 19 de fevereiro de 2012, p. 56. O recente filme <em>17 ragazze</em> (<em>17 moças</em>) (de Delphine e Muriel Coulin) inspirado no fato real de um grupo de adolescentes estadunidenses, unidas por um pacto comum, de ficarem ao mesmo tempo grávidas, apresenta ao mesmo tempo toda a dificuldade do mundo adulto (na escola como na família) a compreender o desconforto dessas jovens, por estarem com os mesmos problemas não resolvidos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref6">[vi]</a> HUIZINGA, J. <em>La crisi della civiltà</em>. Totino, Einaudi, 1962, p. 115.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref7">[vii]</a> Veja-se as célebres análises de HEIDEGGER, M. “<em>A questão da técnica</em>”, In ID., <em>Saggi e discorsi</em>, Milano, Mursia, 1991, p. 5 -27.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref8">[viii]</a> PREUD, S. “<em>La sessualità nell’etiologia delle neurosi</em>”, in ID., Opere (1892-98), Torino, Boringhieri, 1968, 410.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref9">[ix]</a> Cfr. GAUCHEI, M. <em>Il figlio del desiderio. Una rivoluzione antropologica</em>, Milano, Vita e Pensiero, 2010, 70; cfr. 49. Cfr. os problemas levantados por PAROT, F. – TEITBAUM, E. <em>Des enfants sans toi ni moi</em>, Paris, Flammarion, 2002, e por J. HABERMAS, segundo o qual programar o nascimento comporta a “dificuldade de conceber-se como autônomo”, também desde o ponto de vista da responsabilidade moral (<em>L’avenir de la nature humaine. </em><em>Vers un éugenisme liberale</em>, Paris, Gallimard, 2002, 82).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref10">[x]</a> O célebre estudo de Miller sobre o alto custo que a nível afetivo paga a criança “constituída dote”, isto é, sensível a acolher a necessidade do progenitor, reprimindo o próprio, se insere nesta perversa dinâmica relacional, na qual os papéis são trocados. Esta afetividade reemerge na idade adulta nos níveis nas quais tinha sido congelada, e, uma vez adulto e progenitor, traz à tona uma série de desejos desatendidos. Frequentemente tal situação está na origem da atração de profissões relacionadas com o escutar e à ajuda, como a psicoterapia. Miller resume a própria experiência dos seus vinte anos em relação a três elementos fundamentais: “<em>1)</em>estava sempre presente <em>uma mãe profundamente insegura no campo emotivo, </em>a qual para o próprio equilíbrio afetivo dependia de um certo comportamento ou modo de ser de criança. Essa insegurança podia facilmente ficar velada à criança e às pessoas do seu ambiente, escondida atrás de uma fachada de du­rezaautoritária ou inclusive totalitária; <em>2) </em>a essa necessidade da mãe ou dos dois progenitores, correspondia uma surpreendente <em>capacidade da criança </em>de percebê-lo e de dar-lhe resposta intuitivamente; 3) em tal modo a criança se assegurava ‘o amor’ dos pais. Ela percebia que tinham necessidade dela e isso legitimava a sua vida e o seu existir” (MILLER, A. Il <em>dramma dei bambino dotato e la ricerca del vero sé, </em>Torino, Borin­ghieri, 1999, 16 s). Daqui vem a dinâmica instintiva de ajuda aos outros, mesmo na escolha da profissão, mas em forma perturbada, tendendo ao apagamento dos vazios afetivos que não ficaram resolvidos no curso da infância.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref11">[xi]</a> Cfr. CUCA, «<em>Il matrimonio, ultimo simbolo di eternità dell’uomo occidentale</em>», in <em>Civ. Catt.</em> 2011 II 431 433. Cfr. PHILIPS, A. <em>I «no» che aiutatino a crescere</em>, Milano, Feltrinelli, 1999, 47 s.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref12">[xii]</a> Cfr. GRIMAL, P. <em>Mitologia, </em>Milano, Garzanti, 2006, 475.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref13">[xiii]</a> KILEY, D. <em>The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown up</em>, New York, Avon Books, 1984, 26 s.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref14">[xiv]</a> Ivi, 23.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref15">[xv]</a> RECALCATI, M. «<em>Dove sono finiti gli adulti?</em>», cit., 56.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref16">[xvi]</a> POSTMAN, N. <em>La scomparsa dell’infanzia</em>, Roma, Armando, 1984, 156; cfr. OLIVERIO FERRARIS, A. <em>La Síndrome Lolita. Perché i nostri figli crescono troppo in fretta</em>, Rizzoli, 2008.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref17">[xvii]</a> GAUCHET, M. <em>Il figlio del desiderio</em>…, cit., 42; cursiva no texto. Cfr. BOUTINET, J. P.<em>L’immaturité de la vie adulte</em>, Paris, PUF, 1998; ID., <em>Psychologie de la vie adulte</em>, ivi, 2002; ANATRELLA, T. <em>Interminables adolescences. La psychologie des 12/30 ans</em>, Paris, Cerf-Cujas, 1998; LADAME, F. <em>Gli eterni adolescenti</em>, Milano, Salani, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref18">[xviii]</a> CATALUCCIO, F. M. <em>Immaturità. La malattia del nostro tempo</em>, Torino, Einaudi, 2004, 40.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref19">[xix]</a> SCALFARI, E. «<em>Il padre che manca alla nostra società</em>», in <em>La Repubblica</em>, 27 dicembre 1998.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref20">[xx]</a> Cfr. COOPER, D. <em>La morte della famiglia. Il nucleo familiare nella società capitalistica</em>, Torino, Einaudi, 1972.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref21">[xxi]</a> SCALFARI, E. «<em>Il padre che manca alla nostra società</em>», cit.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref22">[xxii]</a> ZOJA, L. <em>Il gesto di Ettore. Preistoria, storia, attualità, scomparsa del padre</em>, Torino Boringhieri, 2000, 115 s.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref23">[xxiii]</a> Cfr. GRIMAL, P. <em>Mitología</em>, cit., 476.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref24">[xxiv]</a> Cfr. SCHELER, M. <em>Il risentimento nella edificazione delle morali</em>, Milano, Vita e Pensiero, 1975, 53.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref25">[xxv]</a> ELIADE, M. <em>La nascita mistica. Riti e simboli d’iniziazione</em>, Brescia, Morcelliana, 1974, 24; cfr. tbm. ZOJA, L.: «A elevação da criança entre os Romanos servia ao nascimento psíquico do filho e <em>do pai como pai</em>» (<em>Il gesto di Ettore</em> …, cit., 247; cursiva no texto). De outra época e cultura, veja-se a descrição de MANDELA, N. culminante com o grito “<em>Ndiyindoda</em>! (‘Sou um homem!’)” (<em>Lungo cammino verso la libertà</em>, Milano, Feltrinelli, 2010, 35). Sobre os ritos de iniciação permanecem fundamentais os estudos de VAN GENNEP, A. <em>I riti di passaggio</em>, Torino, Boringhieri, 1981.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref26">[xxvi]</a> Cfr. RECALCATI, M. <em>Cosa resta del padre? La paternità nell’’epoca ipermoderna</em>, Milano, Cortina, 2011, 111-115.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref27">[xxvii]</a> Para ser mais preciso, os dois primeiros aspectos vêem a mãe como protagonista, o terceiro não redutível apenas à derrota edipiana, é próprio do pai e reflete o simbolismo mais complexo dos ritos de iniciação. Na realidade, ambos os pais também são fundamentais na diferente especificidade de suas intervenções, para a ajuda mútua que são chamados a dar-se, nas diferentes fases da vida dos filhos (cf. Cucci, G. <em>Esperienza  religiosa e psicologia</em>, Leumann [To] – Roma, Elledici – La Civiltà Cattolica, 2009, 79,98;. ID., <em>La forza dalla debolezza. Aspetti psicologici dela vita spirituale</em>, Roma, Adp, 2011, 121-133).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref28">[xxviii]</a> Cfr. RISÉ, C. <em>Il padre, l’assente inaccettabile</em>, Cinisello Balsamo (Mi), San Paolo, 2003, 14-24. C. CUCCI, “o pai é chamado a desenvolver um papel decisivo n avida de fé”, in <em>Civ. </em><em>Catt</em>. 2009 III 118-127; “<em>Il suicidio giovanile. Una drammatica realtà del nostro tempo</em>”, ivi, 2011 II 121-134.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref29">[xxix]</a> RECALCATI, M. <em>Cosa resta del padre?</em> …, cit., 105-107. Cfr. CUCCI, G. «<em>Il desiderio, motore della vita</em>», in <em>Civ. Catt.,</em> 2010 I 568-578.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref30">[xxx]</a> RECALCATI, M. “<em>Dove sonno finiti gli adulti?</em>”, cit., 57.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref31">[xxxi]</a> Cfr. ID., <em>Cosa resta del padre? </em>…, cit., 108 s.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref32">[xxxii]</a> “Na <em>Telemachia </em>o protagonista busca notícias do pai não só para saber onde era e para saber como era, mas, sobretudo, para conhecer a personalidade e desenvolver a si mesmo segundo aquele modelo» (PRIVITERA, G. A. <em>Il ritorno del guerriero. </em><em>Lettura dell’O­dissea, </em>Torino, Einaudi, 2005, 57; cfr. HOMERO, <em>Odisseia, </em>Torino, Utet, 2005, 1. I, 83.111.115 s. 240; 1, IV, 317).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref33">[xxxiii]</a> ZOJA, L. <em>Il gesto di Ettore</em>, cit, 113 s; HOMERO, <em>Odissea</em>, cit., XVI, 148 s.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref34">[xxxiv]</a> “O astuto Odisseu, não apenas deliberou e em todas as partes provou o gran­de arco, como quando um homem experto em tocar citra e em cantar move facilmente a corda [&#8230;] imediatamente moveu assim, sem esforço, o grande arco” (HOMERO, <em>Odisseia, </em>cit., XXI, 404-410).</span></div>
<div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://teologiaecorpo.wordpress.com/Users/Pe.%20Demetrio%20Gomes/Downloads/O%20desaparecimento%20dos%20adultos%20%28trad.%20final%29.doc#_ednref35">[xxxv]</a> ZOJA, L. <em>Il gesto di Ettore</em>…, cit., 305.</span></div>
</div>
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		<title>A EDUCAÇÃO MODERNA CRIOU ADULTOS QUE SE COMPORTAM COMO BEBÊS</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 18:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Modéstia Masculina A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema é o tema da reportagem a seguir, publicada na revista Época. Os alunos do 3º ano &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-educacao-moderna-criou-adultos-que-se-comportam-como-bebes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><i><img class=" alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/-g2ieUDoPzPk/Vq9qelr0gJI/AAAAAAAABOY/xadz_WTuSMM/s400/boy-trudging-on-the-way-to-school.jpg" alt="" width="316" height="400" border="0" /></i></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2016/02/a-educacao-moderna-criou-adultos-que-se.html">Modéstia Masculina</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><i>A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema é o tema da reportagem a seguir, publicada na revista</i> <a style="color: #000000;" href="http://epoca.globo.com/">Época.</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Os alunos do 3º ano</b> de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos numa tarde ensolarada para o momento mais especial de sua vida escolar: a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (…) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><b>O que aconteceu</b> nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa de entrada. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele à revista Época. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro”.</span><span id="more-7425"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><b>A reação ao discurso</b> do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo”.</span><br />
<span style="color: #000000;"> <b><br />
</b> <b>Em português</b>, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.</span><br />
<span style="color: #000000;"> educacao_garoto</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>A expectativa exagerada</b> dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das 3 décadas anteriores. Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”, diz Campbell. Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso. Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Sally Koslow, uma jornalista</b> aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara 4 anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho”. Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação? Os estilos de criação modernos têm em comum duas características. A primeira é o esforço incansável dos pais para garantir o sucesso futuro de sua prole – e esse sucesso depende, mais do que nunca, de entrar numa boa universidade e seguir uma carreira sólida. Nos Estados Unidos, a tentativa de empacotar as crianças para esse modelo de vida começa desde cedo. Escolas infantis selecionam bebês de 2 anos por meio de testes. Isso acontece no Brasil também. No colégio paulista Vértice, um dos mais bem classificados no ranking do Enem, há fila para uma vaga no jardim da infância.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>O segundo pilar</b> da criação moderna está na forma que os pais encontraram para estimular seus filhos e mantê-los no caminho do sucesso: alimentando sua autoestima. É uma atitude baseada no “movimento da autoestima”, criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden, hoje com 82 anos. Em 1969, ele lançou um livro pregando que a autoestima é uma necessidade humana. Não atendida, ela poderia levar a depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento. Para Branden, a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais é nutrir as pessoas com o máximo possível de autoestima desde crianças. Tal tarefa, diz ele, cabe sobretudo a pais e professores. Foi uma mudança radical na maneira de olhar para a questão. Até a década de 1970, os pais não se preocupavam em estimular a autoestima das crianças. Temiam mimá-las. O movimento de Branden chegou ao auge nos Estados Unidos em 1986, quando o então governador da Califórnia, George Deukmejian, assinou uma lei criando um grupo de estudos de autoestima. Os pesquisadores deveriam descobrir como as escolas e as famílias poderiam estimulá-la.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Os pais reuniram</b> esses dois elementos – o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima – e fizeram uma tremenda confusão. Na ânsia de criar adultos competentes e livres de traumas, passaram a evitar ao máximo criticá-los. O elogio virou obrigação. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais elogiam seus filhos até quando não é necessário. O resultado é que eles começam a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos. Como distinguir o elogio bom do ruim? O exemplo mais comum de elogio errado, dizem os psicólogos, é aquele que premia tarefas banais. Se a criança sabe amarrar o tênis, não é necessário parabenizá-la por isso todo dia. Se o adolescente sabe que é sua obrigação diária ajudar a tirar a mesa, diga apenas “obrigado”. Não é preciso exaltar sua habilidade em dobrar a toalha. Os elogios mais inadequados são feitos quando não há nada a elogiar. Se o time de futebol do filho perde de goleada – e o desempenho dele ajudou na derrota –, não adianta dizer: “Você jogou bem, o que atrapalhou foi o gramado ruim”. Isso não é elogio. É mentira.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Para piorar,</b> um grupo de psicólogos afirma agora que a premissa fundamental do movimento da autoestima estava errada. “Há poucas e fracas evidências científicas que mostram que alta autoestima leva ao sucesso escolar ou profissional”, diz Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida (EUA). Ele é responsável pela mais extensa e detalhada revisão dos estudos feitos sobre o tema desde a década de 1970. Descobriu que a autoestima alta é provocada pelo sucesso – não é causa dele. Primeiro vêm a nota boa e a promoção no trabalho, depois a sensação de se sentir bem – não o contrário. “Na verdade, a autoestima elevada pode ser muitas vezes contraproducente. Ela produz indivíduos que exageram seus feitos e realizações”. Outra de suas conclusões é que o elogio mal aplicado pode ser negativo. “Quando os elogios aos estudantes são gratuitos, tiram o estímulo para que os alunos trabalhem duro”, afirma.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Com uma visão distorcida</b> de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente. Em terapia desde os 15 anos, Priscila Pazzetto tem hoje 25 e não hesita em dizer que foi e ainda é mimada. “Uma vez pedi para minha mãe me pôr de castigo, porque não sabia como era”, afirma. Os pais se referem a ela como “nossa taça de champanhe”, a caçula de três irmãos que veio brindar a felicidade da família num momento em que seu pai lutava contra um câncer. “Nasci no Ano-Novo. Quando assistia às chuvas de fogos na TV, meus pais diziam que aquilo tudo era para mim, para comemorar meu aniversário”, diz Priscila. Quando cresceu, nada disso a ajudou a terminar o que começava. Tentou inglês, teatro, tênis, karatê, futebol, jiu-jítsu e natação. Interrompeu até o hipismo, pelo qual era apaixonada. Estudou em 7 colégios particulares de São Paulo e, com frequência, seu pai precisou interferir para que ela passasse de ano. Passou em 3 vestibulares, mas não concluiu nenhum curso superior. “Simplesmente não me sinto motivada a ir até o fim”, afirma. Ainda morando com os pais, Priscila acaba de fazer um curso técnico de maquiagem e diz que arrumou emprego na butique de uma amiga. Tenta começar de novo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Esses modelos de criaçã</b>o domésticos são chamados pelos psicólogos de “estilo parental”. Não é uma atitude isolada ou outra. É o clima emocional criado na família graças ao conjunto de ações dos pais para disciplinar e educar os filhos. Eles começaram a ser estudados em 1966 pela psicóloga Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com sua observação, ela dividiu os pais em 3 tipos: os autoritários, os permissivos e aqueles que têm autoridade, os competentes. O melhor modelo detectado por psicólogos, claro, são os pais competentes. Eles são exigentes – sabem exercer o papel de pai ao impor limites e regras que os filhos devem respeitar –, mas, ao mesmo tempo, são flexíveis para escutar as demandas das crianças e ceder, se julgarem necessário. A criança pode questionar por que não pode brincar antes de fazer o dever de casa, e eles podem topar que ela faça como queira, contanto que o dever seja feito em algum momento. Mas jamais admitirão que a criança não cumpra com sua obrigação. Ao dar limites, podem ajudar o filho a aprender a escolher e a administrar seu tempo. Os filhos de pais competentes costumam ser muito responsáveis, seguros e maduros. Têm altos índices de competência psicológica e baixos índices de disfunções sociais e comportamentais .</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Os piores resultados</b> vêm da criação de pais negligentes. Eles não são exigentes, não impõem limites e nem estão abertos a ouvir as demandas dos filhos. Segundo pesquisas brasileiras – com amostras pequenas, que não devem ser tomadas como definitivas –, esse é o estilo parental que predomina no país nos últimos anos. Quando se fala em estilo negligente de criação, isso não quer dizer que a criança está abandonada e não receba o suficiente para suprir suas necessidades materiais e de afeto. O problema é mais sutil. Com medo de parecer repressores, esses pais hesitam em impor limites. “É uma interpretação errônea dos modelos educacionais propostos a partir da década de 1970. Eles pregavam que a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, diz Claudete Bonatto Reichert, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil. “Provavelmente, a culpa que os pais sentem por trabalhar fora leva a isso”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <b>Se parece difícil</b> implantar em sua casa o modelo dos pais com autoridade, ainda há outra esperança. Nem todos concordam que os pais sejam totalmente responsáveis pela formação da personalidade dos filhos. A psicóloga britânica Judith Harris, de 74 anos, ficou famosa por discordar do tamanho da influência dos pais na criação dos filhos. Para ela, se os filhos lembram em algo os pais, não é graças à educação, mas à genética. “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”, afirma. O resto, diz Judith, ficará a cargo dos amigos, a quem as crianças se comparam. É por isso que ela acha inútil tentar dar aos filhos uma criação diferente da turma do “eu me acho”. “Houve uma mudança enorme na cultura”, afirma. “As crianças são vistas como infinitamente preciosas. Recebem elogios demais não só em casa, mas em qualquer lugar aonde vão. O modelo de criação reflete a cultura”.</span></p>
<div class="separator"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-cFS_HJxNQrU/Vq9qpS9nqyI/AAAAAAAABOg/v5ZRAa5vLec/s1600/educacao_mimar.jpg"><img class=" aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/-cFS_HJxNQrU/Vq9qpS9nqyI/AAAAAAAABOg/v5ZRAa5vLec/s1600/educacao_mimar.jpg" alt="" border="0" /></a></div>
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		<title>A FIGURA DO PAI</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2016 14:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<description><![CDATA[A luta da esquerda para destruir a família é sobretudo a luta para destruir e/ou diminuir a figura masculina, infantilizando-a. O socialismo é uma forma eminentemente feminina de organizar a sociedade. Fonte: Modéstia Masculina Fui ver o filme O Regresso, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-figura-do-pai/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" aligncenter" src="https://4.bp.blogspot.com/-IiBi1xboGts/VsHJmL1v2-I/AAAAAAAABPc/v6hY3bTjsjI/s640/10458852_667040760049281_4043356751714373689_n.jpg" alt="" width="559" height="374" border="0" />A luta da esquerda para destruir a família é sobretudo a luta para destruir e/ou diminuir a figura masculina, infantilizando-a. O socialismo é uma forma eminentemente feminina de organizar a sociedade.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="http://modestiasaojose.blogspot.com.br/2016/02/a-luta-da-esquerda-para-destruir.html">Modéstia Masculina</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fui ver o filme O Regresso, do diretor mexicano Alejandro Iñarritu, um belo filme que é narrado desde a perspectiva masculina. Não à toa está indicado para uma dúzia de estatuetas do Oscar. Merecido de tão bom. É uma história de superação, de coragem e de resistência diante de intempéries, feras selvagens e inimigos. O filme se passa na segunda metade do século XIX, portanto não faz muito tempo, e se reporta a fatos ocorridos na vida real.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O que me chamou à atenção é a quase total ausência de mulheres, isso porque o filme é ambientado em uma situação de extrema dureza e em ambiente bastante inóspito. A única mulher que aparece é uma índia, filha de chefe, que foi raptada e abusada e salva pelo herói da película. A outra mulher, a esposa, é ausente e vem como lembrança do herói nos momentos mais difíceis. Há sempre uma presença feminina a velar na alma do homem. O filme é o retrato do que foi em todos os tempos: a figura heroica do homem é que garante a segurança, a sobrevivência e a inviolabilidade dos seus. Não ao acaso a virtude mais valorizada nos homens é a coragem, sem a qual o sujeito não teria condições de ser o defensor dos seus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Certo, no século XX tivemos o esplendor do uso do ar comprimido e da energia elétrica e as armas são cada vez mais brinquedos de videogame, que uma mulher pode perfeitamente portar/usar. A força física do homem ficou secundária, mas essa é uma verdade sempre parcial. Vimos o que houve na Alemanha recentemente, com milhares de mulheres estupradas e abusadas por imigrantes islâmicos em face da ausência de qualquer elemento masculino que as pudesse defender. Sem seus homens, o feminino sempre fica vulnerável ao homem desconhecido, parece uma verdade evidente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Quem acompanha o noticiário policial também pode ver que a maior parte das mulheres assassinadas por namorados ou companheiros se dá quando não há a presença de um homem forte na família. Este seria a garantia da inviolabilidade. No passado sempre foi assim, não se matava à toa a filha de um homem dominante, ou irmã. A vingança era imediata.</span><span id="more-7423"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejo minhas três filhas e a netinha de um ano e penso como é bom que elas vivam nesse tempo de ar comprimido e de energia elétrica. Sei também da sua vulnerabilidade, todavia. É preciso rezar a Deus contra o mal e estar sempre de espírito preparado para repelir a ameaça, que é permanente. Nem o Estado consegue garantir a integridade feminina, pois de regra ele chega sempre depois dos fatos acontecidos, por mais que as feministas inventem leis que hostilizem os homens enquanto tal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Esses tempos de ar comprimido e energia elétrica são também os tempos da família minguada e despedaçada, com ausência do masculino. É o mal dos tempos. Bento XVI sublinhou que o nome de Deus é Pai. Esse título hoje, na ausência do homem com as virtudes clássicas, ficou desvalorizado. Apenas nos momentos decisivos é que se demanda o homem corajoso, mas percebo a falta de treinamento e de motivação para o exercício das funções de pai na rapaziada. Os homens parecem que não querem mais ser pai, querem ser eternos filhos da mãe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A luta da esquerda para destruir a família é sobretudo a luta para destruir e/ou diminuir a figura masculina, infantilizando-a. O socialismo é uma forma eminentemente feminina de organizar a sociedade. A liberdade é assunto dos homens, sempre foi. Quando esses estão ausentes instala-se o reino da escravidão. Lutar contra o socialismo é lutar para restabelecer a família e valorizar o papel do homem como pai.</span></p>
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