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	<title>DOMINUS EST &#187; Mons. Athanasius Schneider</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>JÁ TARDE DEMAIS? – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 14:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal Sarah]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[Colocando a obediência ao mesmo nível da fé, o cardeal Robert Sarah abstem-se de reconhecer a confusão inaudita que assola a Igreja, o que torna seu apelo à unidade pouco convincente. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est O discurso de um &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ja-tarde-demais-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Standard" style="margin-bottom: 8.5pt; text-align: justify;" align="center"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/IT624423K.jpg" alt="" width="465" height="314" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Colocando a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">obediência</a></span> ao mesmo nível da fé, o cardeal Robert Sarah abstem-se de reconhecer a confusão inaudita que assola a Igreja, o que torna seu apelo à unidade pouco convincente.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/deja-trop-tard">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O discurso de um conservador</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A declaração do cardeal Sarah publicada neste primeiro domingo da Quaresma, dia 22 de fevereiro, e divulgada por meios de comunicação, rapidamente suscitou uma resposta contundente por parte de John-Henry Westen, cofundador e editor-chefe do site americano <em>LifeSiteNews</em>. (<strong>Veja o vídeo incorporado em outro post, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-erro-do-cardeal-sarah-contra-a-fraternidade-sao-pio-x-pelo-prof-matteo-damico/">clicando aqui</a></span>)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Até aqui, sua Eminência Robert Sarah gozava de certa simpatia por parte dos círculos conservadores da Igreja Católica. Seus posicionamentos em favor do celibato eclesiástico ou contra o “<em>casamento para todos</em>” chamaram a atenção dos católicos perplexos. Prefeito da Congregação para o Culto divino sob o Papa Francisco, não fez mistério de suas reticências em relação à orientação tomada pelo sucessor de Bento XVI. Recentemente, em 24 de maio de 2025, enviado pelo Papa Leão XIV para representá-lo durante as cerimônias pelo quarto centenário do aniversário das aparições a Santa Ana d’Auray, ainda fez declarações sobre o estado presente do mundo e da Igreja que impressionaram as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Um discurso pouco convincente</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar de tudo, sua declaração de 22 de fevereiro passado, publicada no <em>Journal du Dimanche</em> sob o título sensacionalista <em>“Antes que seja tarde demais” </em>não conseguiu ofuscar as <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/exclusivo-d-athanasius-schneider-apela-ao-papa-leao-xiv-para-que-construa-uma-ponte-entre-roma-e-a-fsspx/">afirmações de D. Schneider</a></span></strong>.</span><span id="more-34420"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Teologização da obediência</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, é preciso reconhecer que diante das reflexões comedidas e, ainda assim, realistas, precisas e detalhadas do bispo auxiliar de Astana, o apelo patético do prelado guineense não é daqueles que se impõem à unanimidade devido a uma credibilidade convincente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Onde Dom Schneider se esforça lucidamente para avaliar a dimensão da crise que assola a Igreja desde o Vaticano II, o cardeal Sarah se contenta em repetir, em várias ocasiões, o mesmo apelo a uma obediência que deveria encontrar sua absolutização no exemplo da Paixão de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/"><strong>obediência</strong> </a></span>de Cristo, que foi, junto a sua caridade, a alma de sua Paixão, é apresentada como um dos objetos essenciais de nossa fé com tal insistência, que o leitor não pode deixar de se persuadir de que a obediência à Igreja – ela mesma assimilada ao Papa – se impõe em nome da fé. Dado que é de fé que Cristo obedeceu até a morte, também se torna de fé que o católico deve obedecer ao Papa – incluindo até a morte de suas próprias perplexidades diante dos frutos amargos do Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">obediência</a> </strong></span>se vê colocada no mesmo patamar da fé. Supõem-na capaz de realizar a salvação por si só, ao ponto de que não se pode negar a obediência em nome da salvação das almas. Outrossim, ao ponto de que a reta razão, mesmo esclarecida pela fé, deve se abster de constatar (não seria somente em nome do princípio da não-contradição) a confusão inaudita de uma mudança de eixo na pregação dos homens da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A grande negação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Omitindo encarar a amplitude e a gravidade dessa confusão, o cardeal Sarah reafirma, sem descontinuar, a conclusão autojustificada já pré contida em suas premissas: as sagrações episcopais anunciadas para o próximo 1° de julho em Écône concretizarão um cisma… porque só podem ser cismáticas: a obediência, confundida com a fé, tendo sido previamente içada ao nível de quarta virtude teologal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O verdadeiro bem da obediência</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O exemplo de Cristo é o de uma obediência que encontra sua verdadeira medida – e sua natureza, de um ato autenticamente virtuoso – porque se conforma com um mandamento de Deus, contra um mandamento dos homens. E Cristo nos indica aqui quais são os verdadeiros limites da obediência – que são aqueles da autoridade. <em>“Nenhuma autoridade terias sobre mim, se não te fosse dado de cima”</em> – ou seja, por uma autoridade superior à tua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa resposta a Pilatos nos recorda o grande princípio fundamental de toda eclesiologia: o Papa é apenas o vigário de Cristo, e a Igreja não é o corpo místico do Papa. São Paulo recordada de modo equivalente aos Gálatas (I, 8):<em> “Ainda que alguém vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Catarina de Sena denunciava a conduta imoral dos homens da Igreja de seu tempo, sua falta de justiça e caridade, e recomendava obedecer-lhes porque sempre pregavam o mesmo Evangelho e o mesmo Credo. Teria reivindicado a mesma obediência a <em>Amoris Laetitia</em> ou <em>Fiducia Supplicans</em>? A leitura de seu Diálogo permite, no entanto, duvidar disso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tarde demais?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao cardeal Sarah, responderíamos com todo o respeito que exige seu episcopado: já está ficando tarde, tarde demais, após mais de 60 anos de confusão na Igreja. Tarde demais para reclamar o que seria uma falsa obediência àqueles que já excomungaram a Tradição da Igreja através de todas estas reformas que impõem a protestantização da fé e dos costumes.</span></p>
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		<title>EXCLUSIVO: D. ATHANASIUS SCHNEIDER APELA AO PAPA LEÃO XIV PARA QUE CONSTRUA UMA PONTE ENTRE ROMA E A FSSPX.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 14:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[“Seria uma tragédia se a FSSPX fosse completamente excluída, e a responsabilidade recairia principalmente sobre a Santa Sé.” Fonte: Substack de Diane Montagna – Tradução: Dominus Est ROMA, 24 de fevereiro de 2026 — D. Athanasius lançou hoje um apelo ao Papa Leão &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/exclusivo-d-athanasius-schneider-apela-ao-papa-leao-xiv-para-que-construa-uma-ponte-entre-roma-e-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!C-7m!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fac8b74f7-7353-4a79-8fb7-7908a43850f9_1920x1280.heic" alt="" width="507" height="343" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">“<em>Seria uma tragédia se a FSSPX fosse completamente excluída, e a responsabilidade recairia principalmente sobre a Santa Sé.”</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://dianemontagna.substack.com/p/exclusive-bishop-schneider-appeals">Substack de Diane Montagna</a> </span>– Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">ROMA, 24 de fevereiro de 2026 <strong>— </strong>D. Athanasius lançou hoje um apelo ao Papa Leão XIV, após o anúncio da Fraternidade São Pio X (FSSPX) de que prosseguirá com as sagrações episcopais, apesar das advertências do Vaticano de que tal ato “constituiria uma ruptura decisiva da comunhão eclesial (cisma)”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Intitulado <em>&#8220;Um apelo fraterno ao Papa Leão XIV para a construção de uma ponte com a FSSPX&#8221;</em>, e publicado exclusivamente abaixo, o bispo auxiliar de Astana apela à generosidade pastoral e à unidade eclesial num momento que ele descreve como decisivo para o futuro da relação entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Athanasius já atuou como visitador do Vaticano aos seminários da FSSPX, o que lhe proporcionou uma visão em primeira mão das estruturas, da liderança e dos fiéis da Fraternidade. Seu apelo surge em meio a um intenso debate no mundo católico, com reações que variam de uma esperança cautelosa de reconciliação a renovados apelos por medidas disciplinares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Athanasius adverte o Papa Leão XIV para que não deixe passar este “<em>momento verdadeiramente providencial”</em> sem uma ação decisiva. Ele alerta que renunciar à oportunidade de conceder o mandato apostólico correria o risco de consolidar o que ele chama de uma divisão “<em>verdadeiramente desnecessária e dolorosa</em>” com a FSSPX — uma ruptura que a história não ignoraria facilmente.</span><span id="more-34362"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um momento em que a Igreja fala insistentemente de sinodalidade, amplitude pastoral e inclusão eclesial, Sua Excelência argumenta que a unidade autêntica também deve se estender aos fiéis ligados à FSSPX. A escolha diante do Papa, sugere ele, é se este capítulo da história da Igreja será lembrado como um momento de generosidade na construção de pontes ou de separação evitável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Segue o texto integral do apelo de D. Athanasius Schneider ao Papa Leão XIV.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Um apelo fraterno ao Papa Leão XIV para que s econstrua uma ponte com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por D. Athanasius Schneider</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A situação atual relativa às sagrações episcopais na Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) despertou repentinamente toda a Igreja. Em um período extraordinariamente curto após o anúncio, em 2 de fevereiro, de que a FSSPX prosseguiria com essas sagrações, surgiu um debate intenso e muitas vezes carregado de emoção em amplos círculos do mundo católico. O espectro de vozes nesse debate varia entre compreensão, benevolência, observação neutra e bom senso, até rejeição irracional, condenação peremptória e até mesmo ódio declarado. Embora haja motivos para esperança — e isso não é de forma alguma irrealista — de que o Papa Leão XIV possa de fato aprovar as consagrações episcopais, já estão sendo apresentadas online propostas para o texto de uma bula de excomunhão da SSPX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As reações negativas, embora muitas vezes bem-intencionadas, revelam que o cerne do problema ainda não foi compreendido com a honestidade e clareza necessárias. Há uma tendência a permanecer na superfície. As prioridades na vida da Igreja são invertidas, elevando a dimensão canônica e legal — isto é, um certo positivismo jurídico — ao critério supremo. Além disso, por vezes há uma falta de consciência histórica a respeito da prática da Igreja em relação às ordenações episcopais. A desobediência é, portanto, equiparada com muita facilidade ao cisma. Os critérios para a comunhão episcopal com o Papa, e consequentemente, a compreensão do que realmente constitui um cisma, são vistos de maneira excessivamente unilateral quando comparados com a prática e a auto compreensão da Igreja na era patrística, a época dos Padres da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste debate, estão sendo estabelecidos novos quase-dogmas que não existem no <em>Depositum fidei</em>. Esses quase-dogmas sustentam que o consentimento do Papa à sagração de um bispo é de direito divino e que uma consagração realizada sem esse consentimento, ou mesmo contra uma proibição papal, constitui em si um ato cismático. No entanto, a prática e o entendimento da Igreja durante o período dos Padres da Igreja, e por um longo período posterior, contradizem essa visão. Além disso, não há opinião unânime sobre essa questão entre os teólogos reconhecidos da tradição bimilenar da Igreja. Séculos de prática eclesial, bem como o direito canônico tradicional, também se opõem a tais afirmações absolutistas. De acordo com o Código de Direito Canônico de 1917, uma sagração episcopal realizada contra a vontade do Papa era punida não com excomunhão, mas apenas com suspensão. Com isso, a Igreja manifestou claramente que não considerava tal ato como cismático.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A aceitação da primazia papal como uma verdade revelada é frequentemente confundida com as formas concretas — formas que evoluíram ao longo da história — através das quais um bispo expressa sua unidade hierárquica com o Papa. Crer na primazia papal, aderir com ele a tudo o que a Igreja ensinou de forma infalível e definitiva e observar a validade da liturgia sacramental é um direito divino. Contudo, uma visão reducionista que equipara a desobediência a uma ordem papal ao cisma — mesmo no caso de uma sagração episcopal realizada contra a sua vontade — era estranha aos Padres da Igreja e ao direito canônico tradicional. Por exemplo, em 357, Santo Atanásio desobedeceu à ordem do Papa Libério, que o instruiu a entrar em comunhão hierárquica com a esmagadora maioria do episcopado, que era, na verdade, ariano ou semiariano. Como resultado, ele foi excomungado. Neste caso, Santo Atanásio desobedeceu por amor à Igreja e pela honra da Sé Apostólica, buscando precisamente salvaguardar a pureza da doutrina de qualquer suspeita de ambiguidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No primeiro milênio da vida da Igreja, as sagrações episcopais geralmente eram realizadas sem a permissão formal do Papa, e os candidatos não precisavam ser aprovados por ele. A primeira regulamentação canônica sobre sagrações episcopais, emitida por um Concílio Ecumênico, foi a de Niceia, em 325, que exigia que um novo bispo fosse sagrado com o consentimento da maioria dos bispos da província. Pouco antes de sua morte, durante um período de confusão doutrinal, Santo Atanásio escolheu e consagrou pessoalmente seu sucessor — São Pedro de Alexandria —, a fim de garantir que nenhum candidato inadequado ou fraco assumisse o episcopado. Da mesma forma, em 1977, o Cardeal Servo de Deus Iosif Slipyj sagrou secretamente três bispos em Roma sem a aprovação do Papa Paulo VI, plenamente consciente de que o Papa não o permitiria devido à Ostpolitik do Vaticano na época. Quando Roma tomou conhecimento dessas consagrações secretas, porém, a pena de excomunhão não foi aplicada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para evitar mal-entendidos, em circunstâncias normais — e quando não há confusão doutrinal nem um período de perseguição extraordinária — é preciso, naturalmente, fazer todo o possível para observar as normas canônicas da Igreja e obedecer ao Papa em suas justas instruções, a fim de preservar a unidade eclesiástica de forma mais eficaz e visível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, a situação atual na vida da Igreja pode ser ilustrada com a seguinte parábola: um incêndio irrompe em uma grande casa. O chefe dos bombeiros permite apenas o uso de novos equipamentos de combate a incêndios, mesmo que eles tenham se mostrado menos eficazes do que as ferramentas antigas e comprovadas. Um grupo de bombeiros desafia essa ordem e continua a usar o equipamento testado e comprovado — e, de fato, o incêndio é contido em muitos lugares. No entanto, esses bombeiros são rotulados como desobedientes e cismáticos, e são punidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para estender ainda mais a metáfora: o chefe dos bombeiros permite apenas aqueles bombeiros que reconhecem o novo equipamento, seguem as novas regras de combate a incêndios e obedecem aos novos regulamentos do quartel. Mas, dada a escala óbvia do incêndio, a luta desesperada contra ele e a insuficiência da equipe oficial de combate a incêndios, outros ajudantes — apesar da proibição do chefe dos bombeiros — intervêm abnegadamente com habilidade, conhecimento e boas intenções, contribuindo, em última análise, para o sucesso dos esforços do chefe dos bombeiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante de um comportamento tão rígido e incompreensível, duas explicações possíveis se apresentam: ou o chefe dos bombeiros está negando a gravidade do incêndio, tal como na comédia francesa &#8221; <em>Tout va très bien, Madame la Marquise!&#8221; </em>; ou, na verdade, o chefe dos bombeiros deseja que grandes partes da casa queimem, para que ela possa ser reconstruída posteriormente de acordo com um novo projeto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A atual crise em torno das sagrações episcopais anunciadas — mas ainda não aprovadas — na FSSPX expõe, diante dos olhos de toda a Igreja, uma ferida que vem ardendo há mais de 60 anos. Essa ferida pode ser descrita figurativamente como um câncer eclesial — especificamente, o câncer eclesial das ambiguidades doutrinárias e litúrgicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recentemente, um excelente artigo foi publicado no blog Rorate Caeli, escrito com rara clareza teológica e honestidade intelectual, sob o título: <em>“A Longa Sombra do Vaticano II: A Ambiguidade como Câncer Eclesial” </em>(<a style="color: #000000;" href="https://rorate-caeli.blogspot.com/2026/02/the-long-shadow-of-vatican-ii-ambiguity.html"><span style="color: #0000ff;">Canon of Shaftesbury: Rorate Caeli, 10 de fevereiro de 2026</span> </a>). O problema fundamental com algumas declarações ambíguas do Concílio Vaticano II é que o Concílio optou por priorizar um tom pastoral em detrimento da precisão doutrinal. Pode-se concordar com o autor quando ele afirma:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O problema não é que o Vaticano II tenha sido herético. O problema é que ele foi ambíguo. E nessa ambiguidade, vimos as sementes da confusão que floresceram em alguns dos desenvolvimentos teológicos mais preocupantes da história moderna da Igreja. Quando a Igreja fala em termos vagos, mesmo que involuntariamente, almas estão em risco.”</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O autor continua:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Quando um ‘desenvolvimento’ doutrinário parece contradizer o que veio antes, ou quando requer décadas de ginástica teológica para se reconciliar com o ensinamento magisterial anterior, temos que perguntar: Isto é desenvolvimento, ou é ruptura disfarçada de desenvolvimento?” (Cânon de Shaftesbury: Rorate Caeli, 10 de fevereiro de 2026).</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode-se razoavelmente supor que a FSSPX não deseja nada mais do que ajudar a Igreja a emergir dessa ambiguidade na doutrina e na liturgia e a redescobrir sua clareza salvadora perene — assim como o Magistério da Igreja, sob a orientação dos Papas, fez inequivocamente ao longo da história após cada crise marcada  por confusão doutrinária e ambiguidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, a Santa Sé deveria ser grata à FSSPX, pois ela é atualmente quase a única grande realidade eclesiástica que aponta de forma franca e pública a existência de elementos ambíguos e enganosos em certas declarações do Concílio e do <em>Novus Ordo Missae</em>. Nesse esforço, a FSSPX é guiada por um amor sincero pela Igreja: se não amassem a Igreja, o Papa e as almas, não empreenderiam essa obra, nem se envolveriam com as autoridades romanas — e, sem dúvida, teriam uma vida mais fácil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As seguintes palavras de D. Marcel Lefebvre são profundamente comoventes e refletem a atitude da atual liderança e da maioria dos membros da FSSPX:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Cremos em Pedro, cremos no sucessor de Pedro! Mas, como bem disse o Papa Pio IX em sua constituição dogmática, o Papa recebeu o Espírito Santo não para criar novas verdades, mas para nos manter na fé de todos os tempos. Esta é a definição de Papa feita por Pio IX durante o Concílio Vaticano I. E é por isso que estamos convencidos de que, ao mantermos essas tradições, manifestamos nosso amor, nossa docilidade, nossa obediência ao Sucessor de Pedro. Não podemos permanecer indiferentes diante da degradação da fé, da moral e da liturgia. Isso está fora de questão! Não queremos nos separar da Igreja; pelo contrário, queremos que a Igreja continue!”</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se alguém considera ter dificuldades com o Papa como um dos seus maiores sofrimentos espirituais, isso por si só é uma prova reveladora de que não há intenção cismática. Os verdadeiros cismáticos chegam a se vangloriar de sua separação da Sé Apostólica. Os verdadeiros cismáticos jamais implorariam humildemente ao Papa que reconhecesse seus bispos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quão verdadeiramente católicas são, então, as seguintes palavras do Arcebispo Marcel Lefebvre:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Lamentamos profundamente, é uma dor imensa para nós pensar que estamos em dificuldade com Roma por causa da nossa fé! Como isso é possível? É algo que excede a imaginação, que nunca poderíamos ter imaginado, que nunca poderíamos ter acreditado, especialmente em nossa infância – quando tudo era uniforme, quando toda a Igreja acreditava em sua unidade geral e mantinha a mesma fé, os mesmos sacramentos, o mesmo sacrifício da missa, o mesmo catecismo”.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos examinar honestamente as evidentes ambiguidades relativas à liberdade religiosa, ao ecumenismo e à colegialidade, bem como as imprecisões doutrinais do <em>Novus Ordo Missae</em>. A este respeito, recomenda-se a leitura do <a style="color: #000000;" href="https://angelicopress.com/products/a-wider-view-of-vatican-ii?srsltid=AfmBOoqLrrssh7zTS84Mo5ByFUlV3DDq3Ca-w23-zjq47awiFhnaZgzC"><span style="color: #0000ff;">livro recentemente publicado</span> </a>pelo Arquimandrita Bonifácio Luykx, perito conciliar e renomado estudioso da liturgia, cujo título eloquente é &#8220;<em>Uma Visão Mais Ampla do Vaticano II: Memórias e Análises de um Consultor Conciliar&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como disse certa vez G.K. Chesterton: <em>“Ao entrarmos na Igreja, somos convidados a tirar o chapéu, não a cabeça</em>”. Seria uma tragédia se a FSSPX fosse completamente excluída, e a responsabilidade por tal divisão recairia principalmente sobre a Santa Sé. A Santa Sé deveria acolher a FSSPX, oferecendo ao menos um mínimo de integração à Igreja, e então continuar o diálogo doutrinal. A Santa Sé tem demonstrado notável generosidade para com o Partido Comunista Chinês, permitindo-lhe selecionar candidatos a bispos — contudo, seus próprios filhos, os milhares e milhares de fiéis da FSSPX, são tratados como cidadãos de segunda classe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A FSSPX deve ser autorizada a contribuir teologicamente com o objetivo de esclarecer, complementar e, se necessário, corrigir as afirmações dos textos do Concílio Vaticano II que suscitam dúvidas e dificuldades doutrinárias. Isso deve levar em conta também que, nesses textos, o Magistério da Igreja não pretendia pronunciar-se com definições dogmáticas dotadas de nota de infalibilidade (cf. Paulo VI, <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/paul-vi/it/audiences/1966/documents/hf_p-vi_aud_19660112.html">Audiência Geral</a><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/paul-vi/it/audiences/1966/documents/hf_p-vi_aud_19660112.html"> , 12 de janeiro de 1966 </a></em></span>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X (FSSPX) faz exatamente a mesma <em>Professio fidei </em>que a feita pelos Padres do Concílio Vaticano II, conhecida como <em>Professio fidei Tridentina-Vaticana</em>. Se, de acordo as palavras explícitas do Papa Paulo VI, o Concílio Vaticano II não apresentou doutrinas definitivas, nem pretendeu fazê-lo, e se a fé da Igreja permanece a mesma antes, durante e depois do Concílio, por que a profissão de fé que era válida na Igreja até 1967 deixaria repentinamente de ser considerada válida como marca da verdadeira crença católica?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, a <em>Professio fidei Tridentina-Vaticana </em>é considerada pela Santa Sé insuficiente para a FSSPX. A <em>Professio fidei</em> tridentina-vaticanista não constituiria, de fato, “o mínimo” para a comunhão eclesial? Se isso não é o mínimo, então o que, honestamente, se qualificaria como “mínimo”? A FSSPX é obrigada, como <em>condição sine qua non</em>, a fazer uma <em>Professio fidei </em>pela qual os ensinamentos de natureza pastoral, e não definitiva, do último Concílio e do Magistério subsequente devem ser aceitos. Se este é realmente o chamado “<em>requisito mínimo</em>”, então o Cardeal Victor Fernández parece estar fazendo jogos de palavras!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV afirmou nas Vésperas Ecumênicas de 25 de janeiro de 2026, ao término da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que já existe unidade entre católicos e cristãos não católicos porque compartilham o mínimo da fé cristã: “<em>Compartilhamos a mesma fé no único Deus, Pai de todos os homens; confessamos juntos o único Senhor e verdadeiro Filho de Deus, Jesus Cristo, e o único Espírito Santo, que nos inspira e nos impulsiona para a plena unidade e o testemunho comum do Evangelho</em>” (<span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/apost_letters/documents/20251123-in-unitate-fidei.html">Carta Apostólica In Unitate Fidei</a></em></span>, 23 de novembro de 2025, 12). Ele declarou ainda: “<em>Somos um! Já somos! Reconheçamos isso, experimentemos isso e tornemos isso visível!</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como conciliar essa declaração com a alegação feita por representantes da Santa Sé e por alguns membros do alto clero de que a FSSPX não está doutrinariamente unida à Igreja, visto que a FSSPX professa a <em>Professio fidei </em>dos Padres do Concílio Vaticano II — a <em>Professio fidei Tridentina-Vaticana</em>?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A concessão de novas medidas pastorais provisórias à FSSPX para o bem espiritual de tantos fiéis católicos exemplares constituiria um profundo testemunho da caridade pastoral do Sucessor de Pedro. Ao fazê-lo, o Papa Leão XIV abriria seu coração paterno àqueles católicos que, de certa forma, vivem à margem da Igreja, permitindo-lhes experimentar que a Sé Apostólica é verdadeiramente uma Mãe também para a FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As palavras do Papa Bento XVI devem despertar a consciência daqueles no Vaticano que decidirão sobre a permissão de consagrações episcopais para a FSSPX. Ele nos lembra:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Ao olharmos para o passado, para as divisões que ao longo dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, temos constantemente a impressão de que, em momentos críticos em que essas divisões surgiam, os líderes da Igreja não fizeram o suficiente para manter ou recuperar a reconciliação e a unidade. Temos a impressão de que as omissões por parte da Igreja contribuíram para que essas divisões se acirrassem. Este olhar para o passado nos impõe uma obrigação presente: envidar todos os esforços para que todos aqueles que verdadeiramente desejam a unidade permaneçam nela ou a alcancem novamente” (<a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/letters/2007/documents/hf_ben-xvi_let_20070707_lettera-vescovi.html"><span style="color: #0000ff;">Carta aos Bispos por ocasião da publicação da Carta Apostólica “motu proprio data” Summorum Pontificum</span> </a>sobre o uso da Liturgia Romana antes da reforma realizada em 1970 , 7 de julho de 2007).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Podemos permanecer totalmente indiferentes a uma comunidade que conta com 491 padres, 215 seminaristas, 6 seminários, 88 escolas, 2 institutos de nível universitário, 117 irmãos religiosos, 164 irmãs religiosas e milhares de fiéis leigos? Devemos permitir que eles se afastem da Igreja? E a grande Igreja não deveria também permitir-se ser generosa, sabendo da sua grande amplitude e da promessa que lhe foi feita?” (<a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/letters/2009/documents/hf_ben-xvi_let_20090310_remissione-scomunica.html"><span style="color: #0000ff;">Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a remissão da excomunhão dos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre</span></a>, 10 de março de 2009).</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Medidas pastorais provisórias e mínimas para a FSSPX, empreendidas para o bem espiritual de milhares de fiéis em todo o mundo — incluindo um mandato pontifício para consagrações episcopais — criariam as condições necessárias para esclarecer com serenidade mal-entendidos, questões e dúvidas de natureza doutrinal decorrentes de certas afirmações nos documentos do Concílio Vaticano II e do Magistério Pontifício subsequente. Ao mesmo tempo, tais medidas proporcionariam à FSSPX a oportunidade de dar uma contribuição construtiva para o bem de toda a Igreja, mantendo uma clara distinção entre o que pertence à fé divinamente revelada e à doutrina definitivamente proposta pelo Magistério, e o que tem um caráter principalmente pastoral em circunstâncias históricas particulares, estando, portanto, aberto a um cuidadoso estudo teológico, como sempre foi prática ao longo da vida da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com sincera preocupação pela unidade da Igreja e pelo bem espiritual de tantas almas, apelo com reverente e fraterna caridade ao nosso Santo Padre, o Papa Leão XIV:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Santíssimo Padre, concedei o Mandato Apostólico para as sagrações episcopais da FSSPX. Vós sois também o pai de vossos numerosos filhos e filhas – duas gerações de fiéis que, até agora, têm sido cuidados pela FSSPX, que amam o Papa e que desejam ser verdadeiros filhos e filhas da Igreja Romana. Portanto, afastai-vos do partidarismo alheio e, com grande espírito paternal e verdadeiramente agostiniano, demonstrai que estais construindo pontes, como prometestes fazer perante o mundo inteiro quando destes a vossa primeira bênção após a vossa eleição. Não entreis na história da Igreja como aquele que falhou em construir esta ponte – uma ponte que poderia ser erguida neste momento verdadeiramente providencial com generosa vontade – e que, em vez disso, permitis uma divisão ainda maior, desnecessária e dolorosa, dentro da Igreja, enquanto, ao mesmo tempo, decorriam processos sinodais que se vangloriam da maior amplitude pastoral e inclusão eclesial possível. Como Vossa Santidade destacou recentemente: “Comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecumênicas e a compartilhar uns com os outros quem somos, o que fazemos e o que ensinamos (cf. Francisco, Por uma Igreja Sinodal, 24 de novembro de 2024)”</em> <span style="color: #0000ff;">(<em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2026/documents/20260125-vespri-unita-cristiani.html">Homilia do Papa Leão XIV</a><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/homilies/2026/documents/20260125-vespri-unita-cristiani.html">, </a><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/homilies/2026/documents/20260125-vespri-unita-cristiani.html">Vésperas Ecumênicas para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos</a></em></span> , 25 de janeiro de 2026).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santíssimo Padre, se Vossa Santidade conceder o Mandato Apostólico para as consagrações episcopais da FSSPX, a Igreja em nossos dias não perderá nada. O senhor será um verdadeiro construtor de pontes e, mais ainda, um construtor de pontes exemplar, pois o senhor é o Sumo Pontífice, <em>Summus Pontifex</em>.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">+ Athanásius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">24 de fevereiro de 2026</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>D. ATHANASIUS SCHNEIDER REVELA DETALHES DE SUA AUDIÊNCIA COM LEÃO XIV E FALA SOBRE A FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 13:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[O site InfoVaticana fornece detalhes da audiência privada de D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, com o Papa Leão XIV, ocorrida em 18 de dezembro de 2025. Em entrevista a Robert Moynihan, divulgada pela Urbi et Orbi Communications, D. Athanasius &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-revela-detalhes-de-sua-audiencia-com-leao-xiv-e-fala-sobre-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/leon_xiv_mgr_schneider_2026.png?itok=LA9dY5GP" alt="" width="499" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O site InfoVaticana fornece detalhes da audiência privada de D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, com o Papa Leão XIV, ocorrida em 18 de dezembro de 2025. Em entrevista a Robert Moynihan, divulgada pela <em>Urbi et Orbi Communications</em>, D. Athanasius Schneider (*) revelou parte da conversa que teve com o Sumo Pontífice.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>(*) A pedido da Santa Sé, D. Athanasius Schneider visitou os Seminários da FSSPX dos EUA e da Europa há alguns anos atrás apresentando um relatório favorável ao Papa.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-schneider-revele-des-details-son-audience-avec-leon-xiv-57390">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessa ocasião, ele aprofundou o diagnóstico apresentado ao Papa sobre a situação da Igreja, retomando alguns pontos que já havia destacado em janeiro, quando aludiu à necessidade de uma Constituição Apostólica para garantir a paz litúrgica.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-F4Fic9BhdE?si=nvyExzQ0IVn-neBi" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bispo explicou que a conversa foi &#8220;aberta e cordial&#8221; e destacou, entre os temas abordados, tanto as feridas que percebe na Igreja quanto o impacto espiritual que a forma extraordinária do rito romano teve em muitos fiéis, especialmente entre os jovens.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>As cinco feridas que enfraquecem a Igreja</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, D. Athanasius apresentou ao Papa uma lista do que ele definiu como as cinco principais feridas que afetam a Igreja hoje e que, em sua opinião, exigem atenção urgente:</span><span id="more-34345"></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;"><strong>A confusão doutrinária</strong>, que corrói a clareza da mensagem da fé e que poderia ser remediada por uma profissão de fé solene e vinculativa.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>A anarquia litúrgica e confrontos em torno da Missa do Rito Romano</strong>, que geraram divisões dentro da comunidade eclesial.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Nomeações episcopais questionáveis</strong>, com alguns bispos e cardeais, segundo ele, agindo para fins seculares em vez de seguirem o ensinamento tradicional da Igreja.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Uma formação sacerdotal deficiente,</strong> particularmente em doutrina, moral e liturgia, teria enfraquecido a preparação das futuras gerações de sacerdotes.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>As dificuldades que afetam a vida contemplativa,</strong> incluindo referências a problemas que surgem em torno da aplicação da instrução <em>Cor orans</em> à vida das monjas contemplativas.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A influência da missa tradicional sobre os jovens</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma das passagens mais interessantes da audiência, segundo o relato de D. Athanasius, é o fato de o Papa ter contado ter ouvido de jovens que sua conversão a Deus ocorreu por meio da Missa Tridentina. O Pontífice mencionou esse testemunho com um sorriso, expressando sua surpresa com o poder espiritual que essa forma litúrgica exerce sobre as novas gerações.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A Fraternidade Sacerdotal São Pio X</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante a conversa, D. Athanasius também abordou a situação da Fraternidade São Pio X (FSSPX), indicando que ela está correta ao alertar que certas passagens do Concílio Vaticano II, concílio pastoral, foram utilizadas como um novo paradigma eclesial que, em sua opinião, requer correção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele também afirmou que a Igreja deve examinar honestamente as ambiguidades presentes em certas expressões do Concílio, particularmente em questões como a liberdade religiosa ou a colegialidade, ressaltando que se trata de formulações pastorais e não de ensinamentos definitivos do magistério.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O bispo declarou que seria uma tragédia para a FSSPX permanecer completamente separada da Igreja e afirmou que, se esse &#8220;braço&#8221; fosse perdido, a Igreja seria prejudicada e desfigurada. Por isso, exortou Leão XIV a agir com magnanimidade, permitindo ao menos uma integração parcial da Fraternidade na vida da Igreja, sem que a questão doutrinal se tornasse um obstáculo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">D. Athanasius foi muito claro ao se referir à posição do cardeal Víctor Manuel Fernández, que exige a resolução prévia do diálogo doutrinário antes de qualquer regularização canônica. O bispo qualificou essa abordagem como irrealista, excessivamente dura e pouco pastoral, considerando que ela bloqueia qualquer progresso prático e prolonga uma situação de tensão desnecessária.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em sua visão, a experiência histórica demonstra que os processos de reconciliação e integração nem sempre começam com uma resolução doutrinal completa, mas podem avançar de forma gradual, favorecendo primeiro a comunhão visível e deixando espaço para um diálogo teológico posterior mais sereno e frutífero.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">*******************************</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Outros posts sobre D. Athanasius Schneider e a FSSPX pode ser vistos clicando <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-athanasius-schneider-no-futuro-nos-vamos-agradecer-a-ele-d-lefebvre-por-ter-feito-isso/">aqui</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-estamos-agora-testemunhando-a-culminacao-do-desastre-espiritual-na-vida-da-igreja-que-o-arcebispo-lefebvre-ja-havia-apontado-com-tanta-vigor-ha-40-anos/">aqui</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-volta-a-defender-a-fsspx/">aqui</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-santissimo-padre-nao-conseguireis-destruir-o-rito-tradicional-da-missa/">aqui</a></span>.</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “SANTÍSSIMO PADRE, NÃO CONSEGUIREIS DESTRUIR O RITO TRADICIONAL DA MISSA.”</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2022 19:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião da Conferência sobre a Identidade Católica organizada pela revista The Remnant nos dias 1 e 2 de outubro de 2022, em Pittsburgh (Estados Unidos), D. Athanasius Schneider (que defendeu a FSSPX recentemente) fez várias declarações. Encontraremos aqui as palavras mais significativas do Bispo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-santissimo-padre-nao-conseguireis-destruir-o-rito-tradicional-da-missa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/sspx/files/styles/dici_image_full_width/public/media/news/new-news/mgr_athanasisus_schneider_exil.jpg?itok=v0MtPeMH" alt="" width="561" height="323" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">Por ocasião da </span><em><span class="tm8">Conferência sobre a Identidade Católica </span></em><span class="tm7">organizada pela revista </span><em><span class="tm8">The Remnant</span></em><span class="tm7"> nos dias 1 e 2 de outubro de 2022, em Pittsburgh (Estados Unidos), D. Athanasius Schneider (<a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-volta-a-defender-a-fsspx/"><span style="color: #0000ff;">que defendeu a FSSPX recentemente</span></a>) fez várias declarações. Encontraremos aqui as palavras mais significativas do Bispo Auxiliar de Astana (Cazaquistão), sobre a Missa tradicional e as perseguições da qual é submetida em Roma e nas dioceses.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news-events/news/mgr-schneider-la-messe-traditionnelle-meme-au-prix-un-exil-liturgique-78671">DICI</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">No </span><em><span class="tm10">LifeSiteNews</span></em><span class="tm9"> de 4 de outubro, pode-se ler estas palavras extraídas de sua conferência em Pittsburgh: “</span><strong><em><span class="tm8">As autoridades em exercício odeiam o que é sagrado</span></em></strong><em><span class="tm9">, e é por isso que eles perseguem a Missa tradicional</span></em><span class="tm9">”. Palavras fortes complementadas por este sábio apelo: “</span><em><span class="tm10">no entanto, não devemos responder com raiva e pusilanimidade, mas com profunda certeza da verdade, paz interior, alegria e confiança na Providência divina.</span></em><span class="tm9">”</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">O prelado também afirmou: &#8220;</span><em><span class="tm10">O fato de declarar que o Rito reformado do Papa Paulo VI é a única expressão da lex orandi  do Rito Romano – como faz o Papa Francisco – é uma violação da tradição bimilenar respeitada por todos os pontífices romanos que nunca mostraram uma intolerância tão rígida.</span></em><span class="tm9">”</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Ele acrescentou: “</span><em><span class="tm10">Não se pode criar, de repente, um novo rito, como fez Paulo VI, e declarar que esse rito é a expressão exclusiva do Espírito Santo em nosso tempo e, ao mesmo tempo, retratar o rito anterior – que praticamente não mudou no espaço de pelo menos mil anos – como deficiente e prejudicial à vida espiritual dos fiéis</span></em><span class="tm9">”. E deixa bem claro que tal argumento “</span><em><span class="tm10">inevitavelmente conduz à conclusão de que o Espírito Santo contradiz a si mesmo”.</span></em></span><span id="more-28868"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">No fundo, D. Schneider reitera as críticas feitas, já em 1969, pelos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci em seu </a></span></span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf"><em><span class="tm10">Breve Exame</span></em></a>:</span><span class="tm9"> &#8220;</span><em><span class="tm10">O novo Ordo de Paulo VI , sem dúvida, enfraquece a clareza doutrinária em relação ao caráter sacrificial da Missa e enfraquece consideravelmente a sacralidade e o mistério do próprio culto</span></em><span class="tm9">&#8220;. Enquanto a Missa tradicional contém e irradia “</span><em><span class="tm10">uma eminente integridade doutrinal e uma sublimidade ritual”.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Isso explica a hostilidade daqueles que perseguem a Missa tradicional: &#8220;</span><em><span class="tm10">O esplendor da verdade, o caráter sagrado e sobrenatural do rito tradicional da Missa preocupa, precisamente entre os clérigos que ocupam altos cargos no Vaticano, aqueles que, como outros, adotaram uma nova postura teológica revolucionária, mais próxima da </span><strong><span class="tm7">visão protestante</span></strong><span class="tm9"> da Eucaristia e do culto, caracterizada pelo antropocentrismo e pelo naturalismo.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">E insiste: “</span><em><span class="tm10">Paulo VI é o primeiro Papa, em 2000 anos, que ousou fazer uma revolução do Ordo da Missa: uma verdadeira revolução</span></em><span class="tm9">”. Tal declaração, no momento em que D. Schneider publica seu livro </span><em><span class="tm10">La Messe catholique</span></em><span class="tm9"> (Contretemps ed., 276 p., 22 €), nos faz desejar que ele escolha por celebrar exclusivamente a Missa tradicional, já que ele também celebra a Missa de Paulo VI em determinadas circunstâncias.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Tanto mais que, no seguimento de seu discurso, ele convida veementemente os sacerdotes e os fiéis ligados à Missa tradicional a não temer uma forma de “</span><em><span class="tm10">e</span><strong><span class="tm7">xílio litúrgico</span></strong></em><span class="tm9">” recebido à maneira de uma perseguição sofrida por amor a Deus.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Ele estabelece, então, este paralelo histórico: “</span><em><span class="tm10">A atual perseguição de um rito zelosamente e imutavelmente guardado pela Igreja Romana por, pelo menos, um milênio – e, portanto, muito antes do Concílio de Trento – ​​faz pensar hoje em uma situação análoga à a da perseguição contra a integridade da fé católica durante a </span><strong><span class="tm7">crise ariana</span></strong><span class="tm9"> no século IV.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Aqueles que, naquela época, preservavam firmemente a fé católica foram banidos das igrejas pela grande maioria dos Bispos, e foram os primeiros a celebrar Missas clandestinas, por assim dizer”</span></em><span class="tm9">.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Ele acrescentou, dirigindo-se aos perseguidores: “</span><em><span class="tm10">Podemos dizer a estes homens da Igreja do nosso tempo, espiritualmente cegos e arrogantes, que desprezam o tesouro do rito tradicional da Missa e que perseguem os católicos que a ela estão ligados, podemos dizer-lhes: “</span><strong><span class="tm7">Os senhores não conseguirão derrotar e aniquilar o rito tradicional da Missa</span></strong><span class="tm9"> ”.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Santíssimo Padre, Papa Francisco, o senhor não conseguirá destruir o rito tradicional da Missa. Porque? Porque o senhor está lutando contra a obra que o Espírito Santo teceu com tanto cuidado e arte ao longo dos tempos.”</span></em></span></p>
<h4 class="tm6 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">A Verdadeira Obediência na Igreja</span></strong></span></h4>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Respondendo às perguntas de Michaël Matt, diretor de </span><em><span class="tm10">The Remnant</span></em><span class="tm9"> , em 13 de outubro, D, Schneider esclareceu a natureza da verdadeira obediência na Igreja, com elementos de explicação que lembram<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/"> aqueles desenvolvidos por D. Marcel Lefebvre, há mais de 40 anos</a></span>:</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Devemos continuar mesmo que, em alguns casos, digamos que não podemos obedecer ao papa neste momento porque ele emitiu esses mandamentos ou ordens que obviamente minam a fé, ou que tiram nosso tesouro da liturgia; é a liturgia de toda a Igreja, não a dele, mas a dos nossos pais e dos nossos Santos, por isso temos direito a ela.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Nesses casos, </span><strong><span class="tm7">ainda que desobedeçamos formalmente, obedeceremos a toda a Igreja de todos os tempos</span></strong><span class="tm9">, e mesmo, com essa desobediência formal e aparente, honraremos a Santa Sé guardando os tesouros da liturgia, que é um tesouro da Santa Sé, mas que é temporariamente limitado ou discriminado por parte daqueles que atualmente ocupam altos cargos na Santa Sé.</span></em><span class="tm9">”</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Em entrevista ao diretor do </span><em><span class="tm10">LifeSiteNews</span></em><span class="tm9">, John-Henry Westen, em 28 de outubro, D. Schneider retorna à perseguição, referindo-se à época das catacumbas:</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Um exemplo deste tipo de situação, tanto para os fiéis quanto para os sacerdotes – de serem, de certa forma, perseguidos e marginalizados por aqueles que ocupam altos cargos na Igreja, pelos Bispos – é o que conhecemos do IV século, com o arianismo.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Naquela época, os Bispos válidos, os Bispos lícitos, pelo menos a maioria deles, perseguiam os verdadeiros católicos que guardavam a tradição de fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus. Esta era a questão de vida e de morte, da verdade, da tradição da fé. E assim estes foram expulsos das igrejas, foram obrigados a ir às “raízes”, às Missas a céu aberto.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“De certa forma, nós também podemos nos encontrar diante de tais situações. E isso já aconteceu, especialmente depois da Traditionis custodes. Há lugares onde as pessoas são literalmente expulsas das igrejas paroquiais onde há muitos anos celebram a Missa tradicional em latim aprovada pelo Papa Bento XVI e pelos Bispos locais.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Hoje, no novo contexto da Traditionis custodes, certos Bispos – repito – literalmente expulsam das igrejas, das igrejas paroquiais, os melhores fiéis, os melhores sacerdotes: expulsam-nos da igreja paroquial que é chamada igreja mãe. E esses fiéisvsão, portanto, forçados a procurar novos locais de culto, ginásios, escolas ou salas de reunioes, etc.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“É uma situação que se assemelha, de certa forma, dos tempos das catacumba. Eles não são literalmente catacumbas porque ainda podem celebrar publicamente, mas podem ser comparados ao tempo das catacumbas porque não podem usar as estruturas e edifícios oficiais da Igreja.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">E recordou, mais uma vez, o que é realmente a obediência na Igreja: “</span><em><span class="tm10">Devemos esclarecer o verdadeiro conceito e significado da obediência. Santo Tomás de Aquino diz que devemos obediência absoluta e incondicional somente a Deus, mas a nenhuma criatura, nem mesmo ao próprio Papa. A obediência ao Papa e aos Bispos na Igreja é, portanto, uma obediência limitada.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Portanto, quando o Papa ou os Bispos ordenam algo que vai minar manifestamente a plenitude da fé católica e a plenitude da liturgia católica – esse tesouro da Igreja, a tradicional missa latina – é prejudicial porque mina a pureza da fé. Ao minar a pureza do caráter sagrado da liturgia, estamos a minar toda a Igreja.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Diminuímos o bem da Igreja, o bem espiritual da Igreja. Diminuímos o bem de nossas almas. E nisto não podemos colaborar. </span><strong><span class="tm7">Como poderíamos colaborar para uma diminuição da pureza da fé</span></strong><span class="tm9"> , como poderíamos colaborar para uma dominuição do caráter sagrado e sublime da liturgia da Santa Missa, a milenar Missa tradicional de todos os Santos?</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Em tal situação, temos a obrigação (não se trata apenas de dizer que “</span><em><span class="tm10">podemos</span></em><span class="tm9">” em certas ocasiões) de dizer ao Santo Padre, aos Bispos, “</span><em><span class="tm10">com todo o respeito e amor que lhes devemos, </span><strong><span class="tm7">não podemos cumprir estas ordens</span></strong><span class="tm9"> que os senhores dão porque prejudicam o bem de nossa santa Mãe Igreja”.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Devemos, portanto, procurar outros lugares enquanto ainda somos formalmente desobedientes. Mas, de fato, seremos obedientes à nossa santa Mãe Igreja, que é maior do que qualquer Papa em particular. A Santa Madre Igreja é maior que um papa em particular! E assim, obedecemos à nossa Santa Mãe Igreja.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm9">“Obedecemos aos Papas de todas as épocas que promoveram, defenderam, protegeram a pureza da fé católica, incondicionalmente, sem concessões, e que também defenderam a santidade e a liturgia imutável da Santa Missa ao longo dos séculos.</span><span class="tm15">”</span></em></span></p>
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		<title>D. ATHANASIUS SCHNEIDER VOLTA A DEFENDER A FSSPX</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 13:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão, recentemente defendeu a Fraternidade São Pio X (FSSPX) de detratores que continuam insistindo que a Fraternidade está “em cisma”. Esta não é a primeira vez que Schneider vem em defesa da FSSPX e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-volta-a-defender-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/2022/schneider-pic-e1462371308702.jpg?itok=3uIbBwo4" alt="" width="530" height="302" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão, recentemente defendeu a Fraternidade São Pio X (FSSPX) de detratores que continuam insistindo que a Fraternidade está “</span><em><span class="tm8">em cisma</span></em><span class="tm7">”. Esta não é a primeira vez que Schneider vem em defesa da FSSPX e nem provavelmente será a última.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://sspx.org/en/news-events/news/bishop-schneider-comes-sspx%E2%80%99s-defense-again-77874">SSPX USA</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Durante uma sessão de perguntas e respostas em setembro de 2022, organizada pela Confraria de Nossa Senhora de Fátima, sediada em Ohio, D. Schneider reiterou o que a FSSPX sempre se manteve, ou seja, que não está fora da Igreja Católica. O Bispo também rejeitou as alegações de que os membros da Fraternidade foram excomungados e destacou o fato de que a Fraternidade mantém as tradições da Igreja como eram manifestadas até o Concílio Vaticano II. Schneider também observou que as supostas excomunhões dos Bispos da Fraternidade sempre foram muito contestadas e que o assunto foi finalmente encerrado em 2009 pelo Papa Bento XVI.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">É importante ressaltar que D. Schneider aliviou as preocupações sobre participar de Missas oferecidas pela FSSPX. Embora Schneider acredite que a Fraternidade e outros grupos fundados por D. Marcel Lefebvre “<em>estejam em uma situação canônica irregular</em></span><span class="tm9"><em>, isso não seria uma barreira para os católicos receberem sacramentos do clero da FSSPX</em>.&#8221;</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Em uma entrevista em outubro de 2022 com o jornalista católico John-Henry Westen, Schneider afirmou novamente que a FSSPX não estava em cisma e que os católicos podem frequentar as capelas da Fraternidade. Ele observou que apenas “<em>uma visão muito estreita e legalista da realidade da Igreja&#8221; poderia levar alguém a acreditar que a FSSPX é cismática e que aqueles que afirmam isso estão “colocando a letra do Direito Canônico acima da importância, da importância primária da plenitude da fé católica e da liturgia tradicional”</em>. Além disso, Schneider destacou que a FSSPX exibe continuamente “<em>comunhão canônica com o Papa”, rezando pelo Papa Francisco durante a Missa e oferecendo outras orações públicas por ele</em>.</span><span id="more-28630"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">As conclusões do Bispo não devem surpreender ninguém. Como ele lembra, “<em>o Papa Francisco concedeu&#8230;faculdades habituais, ordinárias e universais de confissão aos padres da FSSPX e que os padres da Fraternidade podem testemunhar casamentos com a aprovação do Bispo local.&#8221;</em> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/perguntas-e-respostas/">Embora a FSSPX tenha mantido firme a posição de que seus clérigos podem conceder absolvições válidas e testemunhar casamentos independentemente dessa permissão especial devido à crise em curso na Igreja, com base na jurisdição fornecida</a></span>, o fato de o Papa ter exercido poderes jurisdicionais extraordinários em nome da FSSPX nos últimos anos, milita fortemente contra qualquer acusação de que ela esteja fora da Igreja Católica.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Alguns podem lembrar que D. Schneider fez visitas oficiais a dois seminários da FSSPX em 2015 e declarou <a href="https://sspx.org/en/news/sspx-has-mind-church-bishop-schneider-6161"><span style="color: #0000ff;"><strong>em entrevista ao <em>Adelante la Fe</em></strong></span></a><span style="color: #0000ff;"> </span></span><span class="tm9"> que “<em>não há razões de peso para negar ao clero e aos fiéis da FSSPX o reconhecimento canônico oficial. Enquanto isso eles devem ser aceitos como são.</em>” Este era, de fato, o pedido de D. Lefebvre à Santa Sé: “<em>Aceite-nos como somos.</em>&#8216;” Além disso: </span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">&#8220;<em>Quando a FSSPX acredita, louva e conduz uma vida moral como foi exigida e reconhecida pelo Magistério Supremo e foi observada universalmente na Igreja ao longo de muitos séculos, e quando a FSSPX reconhece a legitimidade do Papa e dos Bispos diocesanos, reza por eles publicamente e reconhece também a validade dos sacramentos de acordo com a editio typica dos novos livros litúrgicos, isso deve ser suficiente para um reconhecimento canônico da FSSPX em nome da Santa Sé.&#8221;</em></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Para a FSSPX e os fiéis que recebem os sacramentos da Igreja em suas capelas, as palavras de D. Schneider confirmam o que eles já sabem. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/perguntas-e-respostas/">No entanto, isso não impediu que outros católicos espalhassem informações erradas sobre a Fraternidade, incluindo a falsidade de que a FSSPX está em cisma e que seus padres não oferecem sacramentos válidos</a>.</span> Embora pudesse ser motivo de alegria se as palavras do Bispo de Astana colocassem fim a essa polêmica desnecessária, infelizmente, é improvável que isso aconteça por enquanto.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Em um ponto da história em que a Igreja Católica continua a sofrer as consequências do Vaticano II e deve se preparar contra novos ataques radicais, como o próximo “<em>Sínodo sobre a sinodalidade</em>”, os fiéis precisam desesperadamente da Tradição. A FSSPX continua a manter a Tradição para a Igreja Universal, para o bem das almas. Como ressalta D. Schneider, os fiéis não têm motivos para se preocupar com o fato de estarem se colocando fora da Igreja ou fazendo algo pecaminoso ao confiar suas almas aos ministérios dos padres da FSSPX. Para aqueles que procuram um porto seguro em um momento de grande crise na Igreja, as palavras de esclarecimento de D. Schneider são muito bem-vindas.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: center;">***********************************</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span style="text-decoration: underline;">NOTA DO BLOG:</span></strong> Leiam outros dois texto de D. <span class="tm7">Athanasius Schneider sobre a FSSX:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-athanasius-schneider-no-futuro-nos-vamos-agradecer-a-ele-d-lefebvre-por-ter-feito-isso/">ENTREVISTA DE MONS. ATHANASIUS SCHNEIDER: “…NO FUTURO, NÓS VAMOS AGRADECER A ELE (D. LEFEBVRE) POR TER FEITO ISSO…”</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-estamos-agora-testemunhando-a-culminacao-do-desastre-espiritual-na-vida-da-igreja-que-o-arcebispo-lefebvre-ja-havia-apontado-com-tanta-vigor-ha-40-anos/">D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “ESTAMOS AGORA TESTEMUNHANDO A CULMINAÇÃO DO DESASTRE ESPIRITUAL NA VIDA DA IGREJA QUE O ARCEBISPO LEFEBVRE JÁ HAVIA APONTADO COM TANTA VIGOR HÁ 40 ANOS.”</a></strong></span></p>
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		<title>D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “ESTAMOS AGORA TESTEMUNHANDO A CULMINAÇÃO DO DESASTRE ESPIRITUAL NA VIDA DA IGREJA QUE O ARCEBISPO LEFEBVRE JÁ HAVIA APONTADO COM TANTA VIGOR HÁ 40 ANOS.”</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2020 18:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Marcel Lefebvre]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Corrispondenza Romana – Tradução: Dominus Est [&#8230;] O período após o Concílio nos deu a impressão de que um de seus principais frutos foi a burocratização. Essa burocratização mundana nas décadas seguintes ao Concílio frequentemente paralisou o fervor espiritual e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-estamos-agora-testemunhando-a-culminacao-do-desastre-espiritual-na-vida-da-igreja-que-o-arcebispo-lefebvre-ja-havia-apontado-com-tanta-vigor-ha-40-anos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://www.corrispondenzaromana.it/wp-content/uploads/2020/06/Athanasius_Schneider_Rome_Life_Forum_2020_810_500_75_s_c1.jpg" alt="" width="319" height="199" />Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.corrispondenzaromana.it/alcune-riflessioni-sul-concilio-vaticano-ii-e-la-crisi-attuale-della-chiesa/">Corrispondenza Romana</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[&#8230;] O período após o Concílio nos deu a impressão de que um de seus principais frutos foi a burocratização. Essa burocratização mundana nas décadas seguintes ao Concílio frequentemente paralisou o fervor espiritual e sobrenatural em uma medida considerável e, ao invés da primavera anunciada, chegou uma época de inverno espiritual. Bem conhecidas e inesquecíveis permanecem as palavras com as quais Paulo VI honestamente diagnosticou o estado da saúde espiritual da Igreja após o Concílio: “<em>Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia se sol na história da Igreja. Mas ao invés do sol, vieram as nuvens, a tempestade, a escuridão, a busca, a incerteza. </em><em>Pregamos o ecumenismo e nos distanciamos cada vez mais dos outros. Buscamos cavar abismos ao invés de preenchê-los. </em>”(Homilia de 29 de junho de 1972).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesse contexto, foi Arcebispo Marcel Lefebvre, em particular (embora não tenha sido o único a fazer), quem  iniciou em uma escala mais ampla e com franqueza similar à de alguns dos grandes Padres da Igreja, a protestar contra o enfraquecimento e a diluição da fé católica, particularmente no que diz respeito ao caráter sacrifical e sublime do rito da Santa Missa, que se espalhava na Igreja, sustentado ou ao menos tolerado também pelas autoridades de alto escalão da Santa Sé. Em uma carta dirigida ao Papa João Paulo II, no início de seu pontificado, o Arcebispo Lefebvre descreve de maneira realista e apropriada, em um breve resumo, a verdadeira magnitude da crise na Igreja. Impressiona a perspicácia e o caráter profético da seguinte afirmação: “<em>O dilúvio de novidades na Igreja, aceito e encorajado pelo Episcopado, um dilúvio que arrasa tudo em seu caminho: fé, moral, Igreja, instituição: não podiam tolerar a presença de um obstáculo, de uma resistência. Tivemos então a oportunidade de nos deixar levar pela corrente devastadora e nos unirmos ao desastre, ou resistir ao vento e às ondas para proteger nossa fé católica e o sacerdócio católico. </em><em>Não podemos duvidar. Não podíamos hesitar. </em><em>As ruínas da Igreja estão aumentando: ateísmo, abandono de igrejas, desaparecimento de vocações religiosas e sacerdotais são de tal magnitude que os Bispos começam a despertar</em>” (Carta de 24 de dezembro de 1978). Estamos agora testemunhando a culminação do desastre espiritual na vida da Igreja que o Arcebispo Lefebvre já havia apontado com tanta vigor há 40 anos. [&#8230;]</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Trecho da entrevista de D. Schneider ao site Corrispondenza Romana.</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">************************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Nota do Blog:</strong></span> Assim como <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-athanasius-schneider-no-futuro-nos-vamos-agradecer-a-ele-d-lefebvre-por-ter-feito-isso/">uma outra entrevista de D. Schneider </a></strong><span style="color: #000000;">publicada tempos atrás</span></span>, sabemos que temos de tomar estas palavras com contrapeso e medida. É positivo que um prelado tenha esta posição em relação à D. Lefebvre, mas há outras coisas com o qual não poderemos concordar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mons. Viganó, de forma impressionante, tem se mostrado muito mais firme em relação ao Vaticano II e a crise da Igreja. Vejam esses dois posts recentes:<br />
</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/mons-vigano-em-2020-mons-lefebvre-em-1966/">MONS. VIGANÒ EM 2020, MONS. LEFEBVRE EM 1966</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/mons-vigano-suas-cartas-e-d-lefebvre/">MONS. VIGANÒ, SUAS CARTAS E D. LEFEBVRE</a></strong></span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezemos para que os prelados conservadores tenham também o exemplo de Dom Salvador Lazo, que pode ser lida nesse post: <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/dom-salvador-lazo-bispo-emerito-de-sao-fernando-da-uniao-filipinas-da-tradicao-catolica-a-tradicao-catolica/">DOM SALVADOR LAZO, BISPO EMÉRITO DE SÃO FERNANDO DA UNIÃO (FILIPINAS) – DA TRADIÇÃO CATÓLICA À TRADIÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></span></p>
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		<title>ENTREVISTA DE MONS. ATHANASIUS SCHNEIDER: “&#8230;NO FUTURO, NÓS VAMOS AGRADECER A ELE (D. LEFEBVRE) POR TER FEITO ISSO&#8230;”</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2020 13:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista de Mons.. Athanasius Schneider ao Dr. Taylor Marshal que, entre várias coisas, falaram sobre a FSSPX. &#8220;Claro que para nós, não é nenhuma novidade, e nunca acreditamos na validade de quaisquer penas que supostamente foram-nos impostas. No entanto, é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-athanasius-schneider-no-futuro-nos-vamos-agradecer-a-ele-d-lefebvre-por-ter-feito-isso/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entrevista de Mons.. Athanasius Schneider ao Dr. Taylor Marshal que, entre várias coisas, falaram sobre a FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zb0Xlt18d-w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">&#8220;Claro que para nós, não é nenhuma novidade, e nunca acreditamos na validade de quaisquer penas que supostamente foram-nos impostas. No entanto, é importante ver o Visitador Apostólico da FSSPX pedir aos Bispos para não serem INJUSTOS e LEGALISTAS, e lembrar-se que o primeiro princípio do Direito Canônico é a salvação das almas, e não o cumprir normas da Lei positiva eclesiástica, simplesmente por cumpri-las.</span></em></p>
<p style="text-align: center;">***********************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma frase do Pe. Samuel Bon, FSSPX, que devemos guardar: Temos<em> a experiência de 50 anos neste combate. Sabemos que temos de tomar estas palavras (de Mons. Schneider) com contrapeso e medida. É positivo que um prelado tenha esta posição em relação à FSSPX, mas há outras coisas com o qual não poderemos concordar.&#8221;</em></span></p>
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