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	<title>DOMINUS EST &#187; Papa Bento XVI</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>PALAVRAS DE BENTO XVI: &#8220;O PAPA NÃO É UM SOBERANO ABSOLUTO, CUJOS PENSAMENTOS E VONTADES SÃO LEI&#8221;.</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos 13:29min HOMILIA DO PAPA BENTO XVI DURANTE A CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA COMO BISPO DE ROMA NA BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO Sábado, 7 de Maio de 2005 Assim, mais uma vez, é resumido o significado do mandato conferido a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/palavras-de-bento-xvi-o-papa-nao-e-um-soberano-absoluto-cujos-pensamentos-e-vontades-sao-lei/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/o0-M76-vdeg?si=JiYfeZZv74w9S9MA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Aos 13:29min</strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm8">HOMILIA DO PAPA BENTO XVI<br />
DURANTE A CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA<br />
COMO BISPO DE ROMA NA BASÍLICA<br />
DE SÃO JOÃO DE LATRÃO</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm9">Sábado, 7 de Maio de 2005</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span class="tm11" style="color: #000000;">Assim, mais uma vez, é resumido o significado do mandato conferido a Pedro até ao fim dos tempos: ser testemunha de Cristo ressuscitado.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm11">O Bispo de Roma senta-se na Cátedra para dar testemunho de Cristo. É o símbolo da </span><em><span class="tm12">potestas docendi</span></em><span class="tm11">, aquele poder de ensinar que faz parte essencial do mandato de ligar e desligar conferido pelo Senhor a Pedro e, depois dele, aos Doze. Na Igreja, a Sagrada Escritura, cuja compreensão aumenta sob a inspiração do Espírito Santo, e o ministério da interpretação autêntica, conferido aos apóstolos, pertencem um ao outro de modo indissolúvel. Onde a Sagrada Escritura é separada da voz viva da Igreja, torna-se vítima das controvérsias dos peritos. Sem dúvida, tudo o que eles têm para nos dizer é importante e precioso; o trabalho dos sábios é para nós um grande contributo para poder compreender aquele processo vivo com o qual a Escritura cresceu e para compreender a sua riqueza histórica. Mas a ciência sozinha não nos pode fornecer uma interpretação definitiva e vinculante; não é capaz de nos fornecer, na interpretação, aquela certeza com a qual podemos viver e pela qual podemos até morrer. Por isso é necessário um mandato maior, que não pode surgir unicamente das capacidades humanas. Por isso é necessária a voz da Igreja viva, daquela Igreja confiada a Pedro e ao colégio dos apóstolos até ao fim dos tempos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span class="tm11" style="color: #000000;"><strong>Este poder de ensinamento assusta muitos homens dentro e fora da Igreja. Perguntam-se se ela não ameaça a liberdade de consciência, se não é uma soberba em oposição à liberdade de pensamento. Não é assim. O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.</strong> O Papa João Paulo II fez isto quando, perante todas as tentativas, aparentemente benévolas para com o homem, perante as erradas interpretações da liberdade, realçou de maneira inequivocável a inviolabilidade do ser humano, a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural. A liberdade de matar não é uma liberdade, mas é uma tirania que reduz o ser humano à escravidão. O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm11">A Cátedra é repetimos mais uma vez símbolo do poder de ensinamento, que é um poder de obediência e de serviço, para que a Palavra de Deus a verdade! possa resplandecer entre nós, indicando-nos o caminho da vida. Mas, falando da Cátedra do Bispo de Roma, como não recordar as palavras que Santo Inácio de Antioquia escreveu aos Romanos? Pedro, vindo de Antioquia, a sua primeira sede, dirigiu-se para Roma, sua sede definitiva. Uma sede que se tornou definitiva através do martírio com o qual ligou para sempre a sua sucessão em Roma. Inácio, por seu lado, permanecendo Bispo de Antioquia, estava destinado ao martírio que teria que sofrer em Roma. Na sua carta aos Romanos refere-se à Igreja de Roma como &#8220;Àquela que preside no amor&#8221;, expressão muito significativa. Não sabemos com certeza o que Inácio pensava exactamente quando usou estas palavras. Mas na Igreja antiga, a palavra amor, </span><em><span class="tm12">agape,</span></em><span class="tm11"> referia-se ao mistério da Eucaristia. Neste mistério o amor de Cristo torna-se sempre tangível entre nós. Nele, Ele oferece-se sempre de novo. Nele, Ele deixa que trespassem o seu coração sempre de novo; nele, Ele mantém a sua promessa, a promessa que, da Cruz, teria arrebatado tudo a si. Na Eucaristia, nós próprios aprendemos o amor de Cristo. Foi graças a este centro e coração, graças à Eucaristia, que os santos viveram, levando o amor de Deus ao mundo de maneiras e formas sempre novas. Graças à Eucaristia a Igreja renasce sempre de novo! A Igreja mais não é do que aquela rede a comunidade eucarística! na qual todos, recebendo o mesmo Senhor, nos tornamos um só corpo e abraçamos o mundo inteiro. Presidir na doutrina e presidir no amor, no final, devem ser uma só coisa: toda a doutrina da Igreja, no final, conduz ao amor. E a Eucaristia, enquanto amor presente de Jesus Cristo, é o critério de qualquer doutrina. Do amor dependem a Lei e os Profetas </span><em><span class="tm12">(Mt </span></em><span class="tm11">22, 40). O amor é o cumprimento da lei, escrevia São Paulo aos Romanos (13, 10).</span></span></p>
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		<title>VÍDEO/CURSO 11: BENTO XVI &#8211; O MODERNISMO SOB A CAPA CONSERVADORA</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Lourenço Fleichman]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Dom Lourenço Fleichman apresenta de modo sucinto e resumido alguns aspectos do estranho pontificado do papa Ratzinger. Intelectual renomado, com aspectos conservadores que agradavam a muitos, mas escondiam armadilhas teológicas sérias. O retorno relativo da missa de sempre, o levantamento &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-11-bento-xvi-o-modernismo-sob-a-capa-conservadora/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/d._lourenco.jpg?itok=YRBOWvft" alt="" width="585" height="335" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Lourenço Fleichman apresenta de modo sucinto e resumido alguns aspectos do estranho pontificado do papa Ratzinger. Intelectual renomado, com aspectos conservadores que agradavam a muitos, mas escondiam armadilhas teológicas sérias. O retorno relativo da missa de sempre, o levantamento das excomunhões dos bispos da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=FYMq8zJZh60" data-entity-type="external"><strong><u><span style="color: #0000ff;">CLIQUE AQUI</span> </u></strong></a></span>para acessar o vídeo.</span></p>
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		<title>DA NOSTRA AETATE A BENTO XVI: A DUALIDADE IMPOSSÍVEL &#8211; PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 16:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Cristianismo e judaísmo pós-cristão: a hipótese de “dois caminhos paralelos” pode substituir a doutrina tradicional de uma oposição irreconciliável? Fonte: Courrier de Rome n° 682 – Tradução: Dominus Est Pelo Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX Um novo vencedor 1. O Prêmio Cardeal Lustiger é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-nostra-aetate-a-bento-xvi-a-dualidade-impossivel-pelo-pe-jean-michel-gleize/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/Mattias_Stom_Christ_before_Caiaphas.jpg" alt="" width="495" height="382" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Cristianismo e judaísmo pós-cristão: a hipótese de “dois caminhos paralelos” pode substituir a doutrina tradicional de uma oposição irreconciliável?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/CdR-682-Les-Sacres.pdf">Courrier de Rome n° 682</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Pelo Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Um novo vencedor</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. O Prêmio Cardeal Lustiger é um dos principais prêmios literários concedidos pela Academia Francesa. Criado em 2012, premia de dois em dois anos “<em>uma obra de reflexão que responda aos interesses do Cardeal Jean-Marie Lustiger e que se debruce sobre as questões espirituais de vários fenômenos culturais, sociais e históricos</em>” (1). O vencedor recebe 3.000 euros. O primeiro a receber este prêmio foi o filósofo Jean-Louis Chrétien (1952-2019), precisamente no ano em que foi criado.  Em 2020 foi sucedido pelo filósofo judeu convertido ao catolicismo, Fabrice Hadjadj. No ano passado, durante a sessão pública anual de 5 de dezembro de 2024, o Prêmio foi entregue ao Revmo. Pe. Jean-Miguel Garrigues, por todo o seu trabalho e, em especial, por sua última obra <em>A impossível Substituição. Judeus e Cristãos (Iº &#8211; IIIº séculos),</em> publicado por Les Belles Lettres, em 2023(2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. No discurso que proferiu em dezembro passado, por ocasião da cerimônia de entrega dos prêmios da Academia (3), Pascal Ory (4) recordou que, aos olhos de Jean-Luc Marion (ele próprio discípulo do Cardeal Jean-Marie Lustiger), o Pe. Garrigues era “<em>uma figura eminente da teologia católica na França</em>” (5), sendo reconhecido como tal “<em>pela sua então muito inovadora tese sobre Máximo, o Confessor”</em>. Professor em Notre-Dame de Paris e, por diversas vezes, consultor em Roma, “<em>destacou-se por dois grandes eixos de pesquisa e reflexão: primeiro, a reconciliação entre as tradições teológicas latinas e orientais, contribuindo assim para um documento romano sobre o tema. Segundo &#8211; e talvez acima de tudo &#8211; a retificação da relação entre a eleição do povo judeu e a eleição da Igreja, na linha direta da declaração Nostra Aetate, bem como das obras de Joseph Ratzinger e Jean-Marie Lustiger</em>&#8220;. Em seu livro mais recente, &#8220;<em>A impossível substituição,</em>&#8221; <em>ele mostra que a promessa de salvação universal feita à Igreja não anula nem ofusca a aliança original de Israel, mas que ambas se convergem e se confirmam mutuamente</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Da substituição à ruptura: releitura ou manipulação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. A ideia central que orienta toda a reflexão do Pe. Garrigues está perfeitamente sintetizada na introdução do seu livro: &#8220;<em>O objetivo desta investigação histórico-teológica é examinar uma ruptura religiosa ocorrida há quase 20 séculos no povo judeu e que deu origem ao que desde então se chamou cristianismo; uma ruptura que permanece</em>” (6). O título da obra, então, deixa claro: a realidade histórica seria a de uma “<em>ruptura</em>” e não poderia, em caso algum, ser a de uma “<em>substituição”</em>. Analisemos mais profundamente.</span><span id="more-32795"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A doutrina tradicional, na esteira de São Paulo</strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Pois, mudado o sacerdocio, é necessario que mude tambem a lei.&#8221; (Hb 7, 12).</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. Os dados tradicionais da teologia católica (7) são, no entanto, claros e comprovados – pelo menos foram durante 20 séculos, até ao momento em que o Concílio Vaticano II inaugurou a sua revisão quase completa, estabelecendo novos princípios na declaração <em>Nostra aetate</em>, dos quais João Paulo II tiraria consequências extensas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Esclareçamos, para começar, que o cristianismo, a religião do Novo Testamento, não é uma religião diferente da religião do Antigo Testamento. Como explica Santo Tomás (8), de fato, não há, entre a Lei Antiga e a Lei Nova, a diferença que existe entre duas leis essencialmente diversas: é a mesma lei, que se realiza apenas de modo ainda imperfeito e provisório no Antigo Testamento e de modo perfeito e definitivo no Novo.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Há duas maneiras de distinguir as coisas: <strong>1°)</strong> como completamente diferentes, porque são ordenadas a fins diferentes; <strong>2°)</strong> porque uma é ordenada ao fim de forma mais direta e próxima do que a outra (por exemplo: no mesmo Estado, a lei imposta a pessoas maduras, já capazes de realizar o que é exigido pelo bem comum, é diferente da lei para a educação das crianças, que devem ser treinadas para desempenhar as ações dos adultos no futuro). A Nova Lei não difere da Antiga Lei no primeiro sentido, sendo o objetivo de ambas únicas: ordenar os homens a Deus. No entanto, distingue-se da Lei Antiga no segundo sentido, pois a Lei Antiga é como o pedagogo das crianças, segundo São Paulo, enquanto a Lei Nova é uma Lei de perfeição porque é uma Lei de caridade que é um “vínculo de perfeição” (Col. III, 14), isto é, um compêndio ou soma de todas as perfeições.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. O cristianismo não é, portanto, fruto de uma ruptura &#8211; ou seja, de um cisma – com o povo eleito da antiga aliança. Ele é, ao contrário, o resultado normal e necessário deste povo e desta aliança. Isto foi, de fato, estabelecido por Deus quando Abraão recebeu a promessa de uma descendência [9]. O objeto da promessa não é outro senão o cristianismo, já que a descendência prometida a Abraão não é outra senão a do Corpo místico de Cristo, em sua cabeça e em seus membros. Esta explicação encontra-se no capítulo III da Epístola de São Paulo aos Gálatas, no versículo 16, e Santo Agostinho (10) dá a interpretação autêntica quando diz que a verdadeira descendência de Abraão não é apenas Cristo, mas também a descendência espiritual daqueles que têm fé em Cristo, enquanto os “<em>judeus</em>” que não são cristãos, não são descendentes de Abraão (11). A vinda de Cristo constitui o cumprimento da promessa e, portanto, implica a cessação da antiga aliança e o início da nova, ou, mais exatamente, a substituição da Antiga pela Nova Aliança, a substituição da religião de Abraão e Moisés pela religião cristã, a substituição do povo de Israel pela Igreja, a substituição da religião do Antigo Testamento pelo cristianismo. O Concílio Ecumênico de Florença declara que “<em>depois da promulgação do Evangelho, a Igreja afirma que as cerimônias da Lei antiga não podem ser respeitadas sem a aniquilação da salvação eterna</em>” (12).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. Esta ideia de “<em>substituição</em>” apenas traduz, da forma mais exata possível, a “<em>translatio”</em> de que fala São Paulo na Epístola aos Hebreus. No versículo 12 do capítulo VII, o apóstolo afirma que a mudança da aliança (ou Lei) é consequência da mudança do sacerdócio e do sacrifício: &#8220;<em> Pois, mudado o sacerdócio, e necessário que mude também a lei</em>.&#8221; No versículo 18 do mesmo capítulo ele diz novamente que essa mudança se explica pelo fato de que o sacerdócio da Antiga Lei já não tem mais utilidade. Incapaz de santificar por si mesmo, ele só poderia dar a conhecer antecipadamente, retratando o verdadeiro sacerdócio, que teria ele próprio o poder de santificar. Quando isso se realiza, o antigo sacerdócio é revogado: &#8220;<em>Assim é abolido o mandamento precedente (relativo ao sacerdocio levitico), por causa da sua fraqueza e inutilidade&#8221;. </em>Por fim, no versículo 13 do capítulo VIII, São Paulo diz que as expressões usadas na Revelação designam claramente esta ab-rogação. A aliança de Moisés é chamada de “<em>antiga</em>” aliança, e a aliança do Evangelho é chamada de “<em>nova</em>”. Ora, a relação entre o antigo e o novo é a relação entre o que é revogado e o que o substitui ou – precisamente – é substituído por ele: <em>“Falando de alianca nova, Deus declarou antiquada a primeira. Ora o que envelhece e se torna antiquado, está prestes a perecer.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. Não há, portanto, qualquer ruptura, deste ponto de vista da conclusão normal da antiga aliança, que foi desejada no plano de Deus apenas para conduzir progressivamente o povo eleito à realização da promessa e, também, para preparar, por meio do povo eleito, o resto da humanidade para a vinda do Salvador, objeto desta promessa. Uma vez cunprida a promessa, a antiga aliança não tinha mais razão de existir: ela teve que dar lugar a uma nova aliança, estabelecida por Deus com Cristo. A nova Aliança substituiu, portanto, a antiga.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A doutrina tradicional, na esteira do Evangelho</strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Todo o povo respondeu: “O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos fllhos.&#8221; (Mateus, XXVII, 25)</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9. Houve, porém, uma verdadeira ruptura, e ela ocorreu quando todo o povo judeu, pressionado por seus líderes, clamou diante de Pôncio Pilatos: &#8220;<em>O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos</em>&#8221; (Mt 27, 25). A exegese da Tradição é unânime, pelo menos até ao Vaticano II (13) como atesta o estudo de Denise Judant, publicado em 1969 pelas Éditions du Cèdre, sob o título: <em>Judaísmo e Cristianismo – Dossiê Patrístico. </em>A expressão relatada por São Mateus refere-se a uma recusa coletiva de reconhecer Jesus Cristo como o Messias anunciado nas Escrituras, ou seja, como Aquele que devia cumprir, na Sua Pessoa e na Igreja por Ele fundada, a promessa feita a Abraão. Esta recusa é a dos judeus do tempo de Jesus Cristo e compromete todos aqueles que desejam reconhecer neles, pelo próprio fato de que continuarão a manter, contra a vontade de Deus, a Antiga Aliança que agora se tornou não apenas obsoleta, mas também mortal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10. Há, portanto, de fato, uma ruptura e um cisma, mas não é uma ruptura que daria origem ao cristianismo, é uma laceração que dá origem ao judaísmo pós-cristão ou ao judaísmo puro e simples, uma nova religião que nasce dessa recusa em aceitar a realização da antiga Aliança na nova. Uma religião falsa, porque, continuando a observar os ritos da Lei antiga, cujo simbolismo considera o mistério de Cristo como futuro, professa que o Salvador prometido por Deus a Abraão ainda não veio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11. “<em>É verdade e é preciso esclarecer</em>”, observa corretamente Denise Judant, “<em>que há uma continuidade entre o judaísmo do Antigo Testamento e o cristianismo. Mas também há uma antinomia entre este e o judaísmo pós-cristão. De fato, o Antigo Testamento está voltado para o Cristo anunciado pelos profetas, enquanto o judaísmo pós-cristão nega explicitamente não apenas a divindade, mas também o messianismo de Jesus. E é nesta medida que põe em causa o próprio fundamento da fé cristã”</em> (14).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A nova teologia do Pe. Garrigues, na esteira de Bento XVI</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">12. A nova teologia do Pe. Garrigues pretende demonstrar a impossibilidade desta substituição. O que é interessante na sua demonstração é que ela procura estar em linha com o pensamento do Papa Emérito Bento XVI, num estudo publicado em 2018 (15).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">13. Para que a explicação teológica da substituição fosse abandonada como sendo impossível, era necessário excluir a ideia de reprovação divina que pesava sobre os judeus por causa de sua incredulidade ou por aquilo que Jesus sofreu durante sua Paixão. Foi o que fez o texto da Declaração <em>Nostra aetate, </em>em seu número 4: &#8220;<em>E embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura</em>&#8220;. O <em>Catecismo da Igreja Católica, </em>promulgado pelo Papa João Paulo II em 1992, confirma este ensinamento em seu n° 597: &#8220;<em>Menos ainda é possível estender a responsabilidade ao conjunto dos judeus no espaço e no tempo, a partir do grito do povo: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27, 25), que é uma fórmula de ratificação</em>.&#8221; No dia 12 de março de 2000, por ocasião do Grande Jubileu, o Papa João Paulo II fez um ato de arrependimento para com os judeus, falando deles como o “<em>povo da Aliança e das bênçãos</em>” (16), declaração já acompanhada pela reiterada afirmação de que a antiga Aliança nunca havia sido revogada(17).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">14. Alguns foram tentados a ver, nesta renúncia pós-conciliar à doutrina da substituição, a renúncia à universalidade da mediação redentora de Cristo, no contexto de um relativismo religioso que veria no catolicismo e no judaísmo contemporâneo dois caminhos paralelos de salvação. Mas em 6 de agosto do mesmo ano 2000, a Declaração <em>Dominus Jesus </em>veio desiludir os defensores dessa interpretação. Em seu número 14, João Paulo II declara de fato: &#8220;<em>Deve, portanto, crer-se firmemente como verdade de fé católica que a vontade salvífica universal de Deus Uno e Trino é oferecida e realizada de uma vez para sempre no mistério da encarnação, morte e ressurreição do Filho de Deus&#8221;</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">15. Entre, por um lado, a permanência da vocação irrevogável da eleição de Israel, mesmo na sua parte endurecida, e, por outro, a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Cristo, &#8220;<em>existe uma contradição e, portanto, um impasse teórico, uma dupla linguagem diplomática ou um aparente paradoxo</em>?” (18). É aqui que a reflexão do Papa Emérito se esforça para reconciliar o irreconciliável. Contudo, observa o Pe. Garrigues, Bento XVI quis mostrar no seu artigo que a doutrina da substituição “<em>continha, no entanto, elementos válidos” (19) e isto porque via claramente “os riscos assustadores que representa para a Igreja a necessária retificação magistral de uma opinião teológica tão universalmente difundida durante séculos, assumida por tantos Padres, Doutores e Santos</em>” (20) . Aqui, como noutros lugares, Joseph Ratzinger continua a ser o homem de uma obsessiva &#8220;<em>hermenêutica da continuidade</em>&#8220;. Uma obsessão, se é que alguma vez houve uma, com uma impossível quadratura do círculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">16. O Papa Emérito reconhece, como que por uma disposição da Providência divina, a oposição que separou &#8220;<em>o Israel rabínico e a Igreja Católica</em>&#8221; e reconhece um significado divino na constituição de judeus e cristãos como duas essências opostas: &#8220;<em>Tocamos aqui</em>&#8220;, diz ele, &#8220;<em>na essência do cristianismo e na essência do judaísmo que, por sua vez, desenvolveu uma resposta a esses acontecimentos no Talmud e na Mishna. Como a aliança pode ser vivida hoje? Esta é a questão que dividiu a realidade concreta do Antigo Testamento em dois caminhos, o judaísmo e o cristianismo.”</em> Aqui, comenta o Pe. Garrigues comenta que esta é a &#8220;<em>conhecida posição</em>&#8221; de Bento XVI, que vê nos judeus e nos cristãos &#8220;<em>duas essências religiosas, ambas provenientes do Antigo Testamento</em>&#8220;. Já não se trata, portanto, de uma ruptura ou cisma, mas uma dualidade de caminhos, pois dualidades de Redenção e salvação, dualidade de realização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">17. Pois é disso que se trata. Para o crente em Jesus, há um aspecto da salvação que é realizado, que é a reconciliação fundamental dos homens com Deus. Foi por ela que Jesus veio. Mas para o judeu há um aspecto da salvação e da redenção que ainda não foi realizado, e é aquilo que São Pedro chama em seu discurso de Pentecostes de &#8220;<em>a restauração de tudo o que Deus falou pela boca dos seus santos profetas</em>&#8221; (At 3, 21). Restauração aqui significa salvação como cumprimento final do plano de Deus, não apenas nas almas, mas também nos corpos, na sociedade humana, no cosmos, não apenas na Igreja, mas no povo de Israel, que verá cumpridas todas as promessas messiânicas das quais são portadores. Tanto o cristão quanto o judeu serão então renovados e reconciliados ao entrarem, por meio da salvação completa, na era vindoura. Ao afirmar esta dimensão de incompletude da salvação, que faz Paulo dizer que somos<em> “salvos na esperança</em>” (Rm 8, 24), os cristãos podem compreender melhor o que os judeus enfrentam fundamentalmente em relação a Jesus, cujo messianismo não realiza a renovação visível de todas as coisas, ou pelo menos das relações humanas, prometida pelos profetas para a era messiânica. Isto é expresso na fórmula muito marcante de Gershom Sholem (21) sobre a “<em>não redenção do mundo</em>” (22). Seria, portanto, retomando a “<em>onipresente tensão escatológica no Novo Testamento</em>” (23) que os cristãos poderiam unir-se aos judeus na esperança de uma salvação que ainda é aguardada na sua plenitude porque ainda está em vias de chegar. A realidade concreta do Antigo Testamento, dividida em dois caminhos, o judaísmo e o cristianismo, poderia aqui encontrar sua unidade na dualidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Caetano e o senso de mistério</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">18. A explicação de Bento XVI, repensada pelo Pe. Garrigues, baseia-se, na realidade, em um equívoco, rapidamente dissipado graças ao recurso à doutrina teológica do Doutor Comum da Igreja, que explica as razões profundas da atitude dos judeus durante a Paixão. Eles eram, de fato, culpados da morte de Cristo, e é para dar um relato exato dessa culpa que, na questão 47 da Tertia pars da <em>Summa Theologica, </em>Santo Tomás de Aquino pergunta se os judeus estavam cientes da verdadeira identidade de Jesus de Nazaré. Era ele o Cristo, o Messias predito nas Escrituras? Ele era o Filho de Deus? Eles sabiam disso ou tinham meios de saber e é por isso que sua ignorância, se é que havia alguma, permanecia vencível e afetada. Longe de desculpá-los, ele os acusa. E é aqui que o comentário de Caetano nos fornece todos os esclarecimentos necessários para dissipar a falsa explicação de Bento XVI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">19. “<em>Os judeus, sem dúvida, não reconheceram que tudo o que havia sido dito sobre o Messias se cumpriu em Jesus de Nazaré. De fato, os profetas haviam predito que ele seria rei de Israel, que redimiria Israel do cativeiro, etc. Por isso os magos perguntaram a Herodes: &#8220;Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?&#8221;</em>. E embora agora saibamos que isso deve ser entendido temporalmente apenas no segundo advento de Cristo, e que deve ser entendido espiritualmente no momento do primeiro, antes da Ressurreição de Cristo essa distinção não era conhecida, como é demonstrado pelo fato de que os próprios Apóstolos, instruídos pelo Senhor, não a conheciam. Com efeito, diz-se em Lc 28, 34 que, quando o Senhor anunciou sua morte e sua ressurreição, &#8220;<em>eles não compreenderam nada disso</em> [&#8230;] É por isso que, ignorando-se esta distinção dos dois adventos de Cristo, os príncipes dos judeus, cegos pela malícia de seus sentimentos para com Cristo, rejeitaram os outros testemunhos tirados da Escritura, dos sinais e da doutrina como insuficientes, enquanto eles eram muito hipócritas e descreviam e prometiam a segunda vinda. Além disso, apesar de Cristo ser o rei de um reino ainda por vir, eles o acusaram diante de <em>Pilatos de usurpar o título real, porque Jesus se autodenominava o Cristo; e assim eles finalmente obtiveram uma sentença de morte contra ele</em>&#8220;(24). Em suma, os judeus rejeitaram Jesus porque não viram nele a realização de uma promessa que realmente dizia respeito à sua segunda vinda. Esta segunda (de salvação), finalmente concluída, esta restauração cósmica final de todas as coisas em Cristo, que ainda está por vir para o segundo advento, eles persistem em querer que ela se realize antes da Parusia, no curso da história, no primeiro advento do Messias, e é por isso que esta não-redenção do mundo, que a Igreja aceita junto a São Paulo, permanece sendo um escândalo para eles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">20. A explicação de Caetano fornece, assim, esclarecimentos interessantes sobre o mistério representado por esse judaísmo pervertido. O erro inicial deste — e que se manteve ao longo de todos os séculos — é não ter sabido reconhecer a distinção (ainda presente nas Escrituras) entre os dois adventos de Cristo: o primeiro, indiretamente temporal e diretamente espiritual; a segunda, diretamente espiritual e temporal ao mesmo tempo, reservada para o fim dos tempos. Isso os leva inexoravelmente a compreender mal o papel da Igreja e a verdadeira natureza do cristianismo, bem como a rejeitar uma ordem social na qual a Igreja e os Estados, embora unidos, permanecem distintos. Isso os leva a buscar um falso cristianismo com a concretização de um globalismo cripto-messiânico. A explicação de Caetano também tem o grande mérito de dar pleno sentido à resposta de Jesus a Caifás. Alegar a profecia de Daniel, 7, 13-14, não era apenas proclamar sua divindade. Era, sobretudo, para atestar o verdadeiro alcance do seu reino, cuja realização final permanece reservada à Parusia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">21. Longe de representar a divisão do Antigo Testamento em dois caminhos, a dualidade do judaísmo e do cristianismo é a de uma oposição irreconciliável, sendo a primeira, em sua essência, a recusa da segunda, a rejeição da realização da promessa, como querida por Deus e, por tudo isso, um verdadeiro anticristianismo fundamental. E é precisamente a doutrina teológica tradicional da substituição que sozinha pode explicar essa inimizade irreconciliável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.academie-francaise.fr/prix-du-cardinal-lustiger">https://www.academie-francaise.fr/prix-du-cardinal-lustiger </a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/live/rjarx8MdDxI">https://www.youtube.com/live/rjarx8MdDxI</a></span>, de 48:40 a 50:13.</span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.academie-francaise.fr/sites/academie-francaise.fr/files/5_discours_sur_les_prix_litteraires_m.ory_page_1_a_24.pdf">https://www.academie-francaise.fr/sites/academie-francaise.fr/files/5_discours_sur_les_prix_literaires_m.orypage__1_a_24.pdf </a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Nascido em 1948, Pascal Ory, professor de história e doutor em Estado, foi eleito para a Académie Française em 4 de março de 2021 e recebeu o título em 20 de outubro de 2022. Devemos a ele um notável estudo histórico sobre a Judeofobia (De la Haine du juif, Éditions Bouquins). Cf. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Pascal_Ory">https://fr.wikipedia.org/wiki/Pascal_Ory </a></span></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Sua autobiografia foi publicada pela Presses de la Renaissance em 2007, sob o título <em>Por caminhos estreitos. A jornada de um homem religioso em tempos incertos</em>. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrigues, pág. 9</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Veja sobre este assunto o livro do Pe. Julio Meinvielle, <em>O Judaísmo no Mistério da História</em> , reeditado pelas Editions saint-Rémi, 2007 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.librairiefrancaise.fr/fr/home/2601-le-juif-dans-le-mystere-de-l-histoire-abbe-julio-meinvielle-9782845196575.html">http://www.librairiefrancaise.fr/fr/home/2601-le-juif-dans-le-mystere-de-l-histoire-abbe-julio-meinvielle-9782845196575.html</a></span>; Charles Journet, <em>Destinos de Israel</em> , Eglof, 1945; nosso livro <em>Verdadeiro Israel e Falso Judaísmo</em> , 2ª edição, Iris, 2023 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://editionsiris.com/products/vrai-israel-et-faux-judaisme">https://editionsiris.com/products/vrai-israel-et-faux-judaisme</a></span>; bem como as edições do <em>Courrier de Rome</em> de fevereiro de 2016, maio de 2024 e junho de 2024 </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Summa Theologica, 1a 2ae, questão 91, artigo 5. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Gn, XXII, 16–18 </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Santo Agostinho, <em>Comentário à Epístola de São Paulo aos Gálatas</em>, n.º 23 (sobre III, 15–18) em Migne Latin, t. XXXV, col. 2121</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Santo Agostinho, <em>Comentário à Epístola de São Paulo aos Gálatas,</em> n.º 28 (sobre III, 28–29) em Migne Latin, t. XXXV, col. 2125–2126</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Concílio de Florença, &#8220;<em>Bula Cantate Domino</em>&#8221; de 4 de fevereiro de 1442 (Decreto para os Jacobitas), DS 1348. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">É apresentado pelos comentários do Pe. Lagrange, Pirot-Clamer, Cornelio, a Lapide</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Denise Judant, pág. 203.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Joseph Ratzinger – Bento XVI, “<em>Os dons e o chamado sem arrependimento. Sobre o artigo 4.º da Declaração Nostra aetate&#8221;</em> in <em>Communio</em>, n.º 259, setembro-outubro de 2018, p. 123–145</span></li>
<li><span style="color: #000000;">João Paulo II, “<em>Oração universal durante a missa de 12 de março de 2000 pelo pedido de perdão</em>” em <em>Documentação Católica n.º</em> 2223, p. 331</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Como exemplo único, cf. Português João Paulo II, “<em>Discurso de 17 de novembro de 1980 à comunidade judaica de Mainz</em>” em <em>Documentação Católica</em> n.º 1798, p. 1148: o judaísmo actual continua a ser “<em>o povo de Deus da Antiga Aliança, uma Aliança que nunca foi denunciada</em>”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrigues, pág. 209</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrigues, pág. 215.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrigues, pág. 215.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Gershom Sholem (1897–1982) foi um historiador e filósofo judeu, especialista em Cabala e misticismo judaico, nascido em Berlim e falecido em Jerusalém.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrigues, pág. 212.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Garrrigues, pág. 212.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Caetano, ad locum, n° V</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>GARRIGOU-LAGRANGE, RATZINGER E BERGOGLIO</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2018 15:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa No quinto aniversário da eleição do bispo de Roma Francisco, parece-me oportuno pôr em evidência alguns pontos em comum entre Bergoglio e seu predecessor Ratzinger, tido por alguns ingênuos, sem nenhum fundamento, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/garrigou-lagrange-ratzinger-e-bergoglio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2018/03/pap.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12760" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2018/03/pap.jpg" alt="pap" width="753" height="213" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://santamariadasvitorias.org/garrigou-lagrange-ratzinger-e-bergoglio/">Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No quinto aniversário da eleição do bispo de Roma Francisco, parece-me oportuno pôr em evidência alguns pontos em comum entre Bergoglio e seu predecessor Ratzinger, tido por alguns ingênuos, sem nenhum fundamento, como um baluarte da sagrada e imutável tradição da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, aqui no Brasil os blogs dos grupos <em>Summorum Pontificum,</em> atrelados à Pontifícia Comissão <em>Ecclesia Dei Adflicta,</em> não deram a merecida publicidade ao lançamento do <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-jesus-diz-branco-ratzinger-diz-preto/">livro do filósofo italiano Enrico Radaelli, curador da obra de Romano Amerio, </a><em><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-jesus-diz-branco-ratzinger-diz-preto/">Al cuore di Ratzinger – al cuore del mondo</a>. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na referida obra, Radaelli imputa a Ratzinger diversos erros filosóficos e teológicos defendidos em sua obra de juventude <em>Introdução ao cristianismo, </em>sendo que em alguns desses erros reincidiu o autor após ter abdicado do trono de São Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diz Radaelli que, segundo Ratzinger, a existência de Deus é a melhor hipótese mas não é um dado da razão, como ensina São Tomás de Aquino. Ratzinger, portanto, seria um “tradicionalista rígido”, ou melhor, um fideísta. Quando li que Ratzinger considera Deus a melhor hipótese lembrei-me do que dizia D. Pestana sobre a mentalidade materialista de hoje: “Considera-se Deus uma hipótese inútil”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Procurei, então, entender o alcance e as consequências do erro defendido pelo ex-papa. E logo me acudiram à memória as 24 teses tomistas concebidas sob o pontificado de São Pio X e publicadas  por Bento XV, em 1916. As 24 teses foram elaboradas e propostas como regras seguras de direção intelectual, a fim de que se evitassem erros filosóficos que tivessem consequências deletérias nos estudos teológicos.</span><span id="more-12759"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira tese diz: “<em>Potentia et actus ita dividunt ens, ut quidquid est, vel sit actus purus, vel ex potentia et actu tanquam primis et intrinsecis principiis necessario coalescat.” </em>( A potência e o ato de tal modo dividem o ser, que tudo quanto existe ou é ato puro ou necessariamente composto de ato e potência como de seus primeiros princípios intrínsecos.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como se sabe, os conceitos de potência (capacidade) e ato (perfeição) foram elaborados por Aristóteles para explicar o movimento, que nem Parmênides (que o negava) nem Heráclito (que negava a estabilidade do ser e afirmava um puro devir da realidade) tinham sabido explicar. Graças ao gênio de Aristóteles e ao aprofundamento de uma investigação posterior de São Tomás de Aquino à luz da Revelação, foi possível estabelecer não só uma distinção real entre potência e ato (que explica a passagem de um ser indeterminado, como um germe, para um ser determinado, como uma planta, sob o influxo de uma causa extrínseca), mas foi possível estabelecer também a distinção real entre ser e essência, a partir daquela famosa passagem bíblica do Êxodo em que Deus diz a Moisés <em>Ego sum qui sum </em>( Eu sou o que sou). Quer dizer, em Deus o ser não está limitado. Ele não não tem o ser mas é o Ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os conceitos de potência e ato e a distinção entre ser e essência são o fundamento da metafísica do ser. São anteriores à especulação do espírito humano, que, com muito esforço, os descobre como princípios da realidade. Qualquer inteligência reta e sã os reconhece e respeita como leis do ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, houve filósofos que os deturparam, entenderam mal ou os classificaram como distinções de razão. Uma vez negados ou deturpados esses conceitos, ou reduzidos a postulados, o princípio de causalidade (todo ser contingente depende de um ser necessário), que é fulcro de toda ciência, perde todo seu valor. O movimento  só pode ser entendido à maneira de Heráclito: a realidade é puro devir, o ser não tem estabilidade. O movimento não é trânsito de potência a ato, sob o influxo de outro ser em ato. Toda a realidade passa a ser considerada como em constante evolução sem que se admita um ser em ato que a presida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, a aplicação dessas ideias à teologia tem consequências devastadoras no campo da dogmática. É evidente que uma teologia que não tenha em conta os conceitos explanados acima não pode defender a imutabilidade do dogma nem sequer seu desenvolvimento homogêneo como um aprofundamento da sua inteligência. Cai por terra o juramento anti-modernista exigido por São Pio X de todos os clérigos: “<em>Fidei doctrinam ab Apostolis per orthodoxos patres eodem sensu eademque semper sententia ad nos transmissam, sincere recipio; ideoque prorsus reicio haereticum commentum evolutionis dogmatum…” </em>(Aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida pelos Padres da Igreja no mesmo sentido e sempre na mesma sentença; por isso repilo a herética doutrina da evolução dos dogmas.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É isto que explica a confusão crescente que se instalou na Igreja, desde que foram abandonadas as 24 teses tomistas como diretrizes dos estudos filosóficos e teológicos, desde que a qualquer coisa, por mais aberrante que fosse, como a filosofia social de um sr. Jacques Maritain (patrocinado por Giovanni Battista Montini) ou à politicagem de um Montoro e a toda a democracia cristã se desse o honroso nome de tomismo. Basta ver um manual de história da filosofia para ver a que bella roba se atribui uma influência do Santo Doutor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Garrigou-Lagrange, em sua Síntese Tomista (Desclé de Brouwer, 1946), diz que, após a <em>Aeterni Patris</em>de Leão XIII e os vários documentos de Pio X sobre o modernismo exigindo que se seguisse a doutrina de São Tomás de Aquino nos estudos filosóficos e teológicos, houve muitos estudiosos que diziam estar de acordo com Santo Tomás mas na verdade tentavam adaptar a doutrina do Santo Doutor a suas novidades. Não é à toa que até Francisco se defendeu da acusação de favorecer heresia dizendo que a autorização para adúlteros receberem os sacramentos tem base na moral de Santo Tomás de Aquino. É por isso também que hoje lemos a notícia de que Ratzinger declarou que o pontificado de Francisco está em perfeita continuidade com o seu, de modo que, se antes era proibido dar a comunhão aos adúlteros e hoje se autoriza, tudo se explica por uma evolução das coisas sem necessidade de uma coerência entre o que se ensinava antes e o que se ensina hoje.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a hora e o poder das trevas. É a hora e o poder do modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anápolis, 13 de março de 2018.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5.º aniversário do pontificado do bispo de Roma Francisco.</span></p>
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		<title>ONDE JESUS DIZ BRANCO, RATZINGER DIZ PRETO</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2018 15:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
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		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Em janeiro havíamos publicado um post que noticiava um bombástico livro e um texto de apoio ao mesmo que acusavam Bento XVI de algumas heresias (leia aqui: BENTO XVI É ACUSADO DE PROPAGAR HERESIAS). Traduzimos agora uma matéria em que Enrico Maria &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-jesus-diz-branco-ratzinger-diz-preto/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em janeiro havíamos publicado um post que noticiava um bombástico livro e um texto de apoio ao mesmo que acusavam Bento XVI de algumas heresias (leia aqui: <strong><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/bento-xvi-e-acusado-de-propagar-heresias/">BENTO XVI É ACUSADO DE PROPAGAR HERESIAS</a></strong>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Traduzimos agora uma matéria em que <strong>Enrico Maria Radaelli coloca 5 exemplos resumidos que estão em seu livro &#8220;<em>No coração de Ratzinger. No coração do Mundo</em>&#8221; mostrando a contradição entre os ensinamentos do então Prof. Ratzinger (confirmado posteriormente enquanto Papa) e a Doutrina da Igreja/Sagradas Escrituras.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://cooperatoresveritatis.files.wordpress.com/2018/01/04-caso-ratzinger-4.jpg?w=705&amp;h=435&amp;crop=1" alt="" width="481" height="300" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://cooperatores-veritatis.org/2018/01/21/enrico-maria-radaelli-gesu-dice-bianco-ratzinger-dice-nero/">Cooperatores Veritatis</a> &#8211; Tradução: <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></strong></span></p>
<p style="text-align: right;">Por Enrico Maria Radaelli</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Queremos aqui oferecer pelo menos cinco, dos muitos exemplos, da total incompatibilidade entre: de um lado os ensinamentos das Sagradas Escrituras e dogmas da Igreja, e de outro os ensinamentos apresentados pelo Professor Ratzinger em seu celebre livro de 1968, “<em>Introdução ao Cristianismo”</em>, até hoje verdadeiro e único paradigma de seu pensamento, vendido há cinquenta anos em todo o mundo, nunca negado, senão confirmado em 2000 por um novo <em>Ensaio Introdutório</em> escrito por seu próprio autor, na época Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, e, na sua linha de pensamento, ainda reiterado em uma entrevista publicada em <em>L&#8217;Osservatore Romano</em> em 17 de março de 2016, portanto, apenas dois anos atrás, e tendo o digníssimo Sujeito completado três anos da grande renúncia do papado. Livro, portanto, ainda muito atual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele constitui o objeto da análise crítica do meu [livro] “<em>No coração de Ratzinger. No coração do mundo&#8221;, </em>pro manuscripto, Aurea Domus, Milão, novembro de 2017, pág. 370, disponível nas livrarias Ancora (Milão e Roma), Coletti (Roma), Hoepli (Milão), Leoniana (Roma), bem como no <a href="http://enricomariaradaelli.it/emr/aureadomus/aureadomus.html">site metafísico <strong>Aurea Domus</strong></a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pretendo também assegurar ao leitor, neste artigo, a contextualização mais ampla das citações do pensamento ratzingeriano, de modo a garantir ao estudioso uma compreensão mais profunda e, acima de tudo, o significado nem sempre claro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É considerada urgente a máxima divulgação do livro <em>No coração de Ratzinger, No coração do mundo</em>, a fim de que seja evidente que esse que assina, podendo começar a trabalhar nele somente a partir de setembro de 2015, fez todo o possível para chegar a tempo de provar &#8211; pelo menos tentar &#8211; e convencer o ilustre autor da<em> Introdução ao Cristianismo </em>da necessidade de refletir sobre todos os seus pressupostos antes que seja tarde demais.</span><span id="more-12584"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No meu estudo crítico estão intencionalmente propostos quatro parágrafos (do §76 ao §79) onde quis expor à apreciação do leitor cinco importantes pensamentos do Professor, cuja presença, mesmo no oceano das maiores perplexidades, permite entender o quanto ele está livre de todo e qualquer apriorismo, a menos que seja ditada pela divina e todas as superiores<em> Norma</em> <em>normans</em> (a norma que rege) do <em>Logos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes são os cinco exemplos:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Primeiro exemplo</strong></span><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 2005, recentemente elevado ao papado sob o nome de Bento XVI, ele que tinha sido o professor Joseph Ratzinger, ensinava que Deus “s<em>egue sendo</em> a<em> melhor hipótese, ainda que seja uma hipótese”</em> (Joseph Ratzinger, <em>A Europa de Bento na crise da cultura,</em> Cantagalli, Siena 2005, 123).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas dizer que Deus é &#8220;<em>a melhor hipótese</em>&#8221; significa, contudo, basear a fé em Deus &#8211; <em>credere Deum &#8211; </em> sob uma hipótese, mesmo que seja a melhor &#8211; isto é, em um fato duvidoso, o que significa, essencialmente, baseá-lo em um fato humano: é o homem que hipotetiza a existência de Deus, é o homem que, contudo, em sua mente &#8220;produz Deus&#8221;, que é o oposto da certeza exigida pela fé: a certeza de um conhecimento dado pelo testemunho &#8211; outra hipótese! – sendo que o testemunho é o de Cristo, que diz: “<em>Ninguém jamais viu a Deus: O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, esse é quem o deu a conhecer</em>” (Jo 1,18).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nota-se que este pensamento drasticamente errante (mais recente) de Ratzinger, que confirma como se deve tentar corrigir esse fideísmo subjacente, só foi possível a fim de obter diretamente daqueles que acreditavam, com as citações daquelas suas palavras, poder defendê-lo do meu veredito (<a href="http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2018/01/04/joseph-ratzinger-teologo-non-modernista-ma-moderno/">veja aqui</a>). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas primeiras setenta e três páginas de seu livro, o professor Ratzinger, trinta e dois anos antes, já havia exposto o conceito fundamental de sua fé &#8220;hipotética&#8221; e a expôs com múltiplas e sempre muito dramáticas expressões, das quais serão relatadas aqui somente as três mais exemplares e devastadores:  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>&#8230; o crente pode viver sua fé unicamente e sempre pairando sobre o oceano do nada, da tentação e da dúvida, sendo designado ao mar da incerteza como o único lugar possível de sua fé &#8230; »</em>  (Introdução ao cristianismo, pág. 37);</span><span style="color: #000000;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;É a estrutura fundamental do destino humano poder encontrar a dimensão definitiva da existência unicamente nesta inevitável rivalidade entre  <u>dúvida e fé</u> , entre <u>tentação e certeza</u> &#8220;</em> (Introdução ao cristianismo, pág. 39);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O crente sempre experimentará a obscura treva em que a contradição da incredulidade o rodeia, encadeando-o como em uma prisão sombria a partir da qual não é possível escapar &#8230;&#8221;</em> (Introdução ao cristianismo, pág. 73).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o Senhor, a propósito da certeza e solidez da fé, nos disse: <em>&#8220;Eu sou o caminho, a verdade e a vida&#8221;</em>  (Jo 14, 6); e São Paulo recorda que “<em>Porque o que se pode conhecer de Deus, é-Ihes manifesto, pois Deus Iho manifestou. De facto, as coisas invisíveis dele, isto é, o seu poder eterno e a sua divindade, depois da criação do mundo, compreendendo-se pelas coisas feitas, tornaram-se visíveis, de modo que são inexcusáveis, porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, mas desvaneceram-se nos seus pensamentos, e obscureceu-se o seu coração insensato, pois, dizendo ser sábios, tornaram-se estultos</em>!”  (Rm 1,19-22). Conclusão: <em>&#8220;Sem fé é impossível agradar a Deus&#8221; </em>(Heb 11, 6). Sobre tais inerrantes bases escriturais, a Igreja dogmatiza (com uma proposição a que se deve obediência de fé<em>): &#8220;Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza através da luz natural da razão humana a partir das coisas criadas&#8221;</em>  (Const. Dogmatica  <em>Dei Filius,</em>  capítulo 2, Denz. 3004).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário que se abra um parênteses, de uma ordem geral, que nos permita notar como o generalíssimo postulado inicial do Professor Ratzinger, segundo o qual: &#8220;&#8230; <em>o crente pode viver sua fé unicamente e sempre pairando sobre o oceano do nada, da tentação e da dúvida</em>&#8220;, anula tanto o livro como ele próprio, pois é circularmente contraditório. Se, em princípio, tudo é incerto, então será incerto, por uma questão de princípio, o postulado também em si, que, portanto, poderia ser falso, e todas as proposições do livro incertas, talvez falsas, por questão de princípio e então, pra que escrevê-lo, e também lê-lo? (verif, No coração de Ratzinger. No coração do mundo, §§ 11-21 sobre a dúvida socrática e cética, págs. 51-82).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Segundo exemplo</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma entrevista de 2016 ao jesuíta Jacques Servais publicada no  <em>L&#8217;Osservatore Romano,</em> o digníssimo teólogo, antes Papa e que voltou a ser cardeal, apesar de rejeitar tal qualificação, reafirmava a linha de pensamento do livro reiterando sua convicção pessoal de que a Redenção como ‘reparação da <em>&#8220;ofensa infinita cometida contra Deus&#8221;’</em>  é apenas uma doutrina que, pela <em>&#8220;irrefutável lógica&#8221;</em>  devida &#8211; segundo ele &#8211; unicamente ao bispo Santo Anselmo de Aosta,  resulta ser <em>&#8220;dificilmente aceitável para o homem moderno&#8221;,</em> mantendo assim inalterado o pensamento formulado cinquenta anos atrás em sua  <em>Introdução ao Cristianismo,</em>  pela qual ele <em>&#8220;nos parece um cruel mecanismo que se faz cada vez mais inaceitável para nós&#8221;</em>  (Introdução ao cristianismo, página 221). Mas o próprio Jesus fala da &#8220;ira de Deus&#8221;: “<em>O que, porém, não crê no Filho, não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus</em>”. (Jo 3,36); Qual ira? Por que ira? A ira do Criador pelo pecado de sua criatura; e São Paulo esclarece “<em>Porque se sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho: muito mais estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.</em>” (Rm 5,10): inimigos pelo pecado do homem, que a morte pelo sangrento holocausto de Cristo remimiu. De fato:  “<em>Éramos por natureza filhos da ira, como também os outros</em>.” (Ef 2,3); &#8220;por natureza&#8221; a causa do pecado original transmitiu-se em nós por Adão; e o Apóstolo (Deus através do Apóstolo) vai mais longe: <em>“E sendo vós noutro tempo estranhos, e inimigos de coração pelas más obras: agora por certo vos reconciliou no corpo da sua carne pela morte.” </em>(Col 1,21-2); na qual completa o Discípulo amado (isto é, sempre Deus, através agora do discípulo amado): <em>“Nisto é que se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou a seu Filho unigênito ao mundo&#8230; Esta caridade consiste nisto: em não termos nós sido os que amamos a Deus, mas em que ele foi o primeiro que nos amou a nós, e enviou a seu Filho como vítima de propiciação pelos nossos pecados.” </em>(1Jo 4, 9-10).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sobre tais inerrantes bases escriturais, o dogma ordena (Concílio de Trento, Denz. 1743 e 1753) que a Igreja professe a doutrina da Redenção como Holocausto de Cristo ao Pai, e no “No Coração de Ratzinger. No coração do mundo” (§§ 40-43, 155-172) é percorrida toda a história do dogma a esse respeito, exigindo que seja obedecido, aceito e crido exatamente aquilo que o Professor Ratzinger rejeita<u>.</u></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Terceiro exemplo</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O professor Ratzinger afirma:  <em>&#8220;Deus é e sempre será para o homem o essencialmente invisível &#8230; Deus é essencialmente invisível&#8221; </em> (Introdução ao cristianismo, pág. 42); e ainda: <em>&#8220;no Antigo Testamento esta afirmação </em> &#8211; que &#8220;<em>Deus não aparece nem nunca aparecerá para o homem</em>&#8220;- assume um valor de princípio:  <em>Deus não é apenas aquele que está agora fora do nosso campo visual &#8230;; não, Ele é, ao invés disso,, aquele que está fora  <strong>por essência</strong>  [ênfase do autor], independentemente de todas as possíveis e concebíveis expansões do nosso campo visual &#8221; </em> (Introdução ao cristianismo, págs. 42-43).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas Cristo diz de Si mesmo: <em>“Quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.” </em>(Jo 12, 45); <em>“Quem me vê a mim, vê também o Pai.” </em>(Jo 14,9); e o discípulo amado afirma (isto é, Deus afirma por ele):  <em>“Porque o veremos [Deus] como ele é.” </em>(I Jo 3,2); e São Paulo declara: <em>“Cristo, o qual é a imagem de Deus.” / “Que é a Imagem do Deus invisível.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> (II Cor 4,4, mas também Col 1,15) e novamente <em>“O qual (Filho), sendo o resplendor da sua glória e a figura da sua substância.” </em>(Heb 1,3), o que significa que Deus Pai é perfeitamente visível no Filho, e isso é suficiente para a Igreja afirmar &#8211; ao contrário do que supõe, por exemplo, além do Professor Ratzinger, a concepção maometana &#8211; a perfeita visibilidade de Deus aos bem-aventurados, assim chamados precisamente porque desfrutam da visão divina. (leia-se no “No coração de Ratzinger. No coração do mundo”, § 18, págs. 70-74).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Quarto exemplo</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O professor Ratzinger sustenta que o homem, na beatitude do Paraíso,<em>&#8220;viverá na memória de Deus&#8221; </em> (Introdução ao cristianismo, pág. 343), e especifica que <em>&#8220;Paulo ensina &#8211; repitamo-lo mais uma vez &#8211; não a ressurreição dos corpos </em>(Körper), <em> senão das pessoas, e isso não no retorno dos &#8220;corpos de carne&#8221;, ou seja, das estruturas biológicas, que ele explicitamente indica como impossível &#8221; </em> (Introdução ao cristianismo, pág. 347).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os Evangelhos, falando sobre o encontro entre o Jesus ressuscitado e os Apóstolos, ressaltam, em vez disso, que<em>“&#8230;não crendo eles ainda e estando fora de si com a alegria que sentiam, perguntou-lhes: ‘Tendes aqui alguma coisa que eu coma?’ Eles apresentaram-lhe uma posta de peixe assado e um favo de mel. Tendo-os tomado comeu-os à vista deles.” </em>(Lc 24,41-3); para não mencionar o famoso episódio de Jo 20,27: “<em>Mete aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado”</em><em>,  </em>da qual se deduz que um corpo glorioso não é de modo algum menos carnal do que um corpo mortal; e São Paulo, a partir daqui, ensina: <em>“Porém se Cristo está em vós, o corpo verdadeiramente está morto pelo pecado, mas o espírito vive pela justificação. Porque se o Espírito daquele, que ressuscitou dos mortos a Jesus Cristo, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito, que habita em vós.” </em>(Rm 8,10-1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui também, com base nesses claríssimos e inequívocos resultados postos pelas Sagradas Escrituras, a Igreja dogmatiza assim: <em>&#8220;todos ressuscitarão com os próprios corpos com que agora estão revestidos&#8221;</em>  (IV Concílio de Latrão, 1215, Definição contra Albigenses e Cátaros, Denz 801), (leia-se no “No coração de Ratzinger. No coração do mundo”, no §§ 50-52, págs. 196-213, cuja a irreconciliável oposição entre o ensino da doutrina católica e a do professor Ratzinger também é evidenciado por muitos outros argumentos bíblicos e dogmáticos.).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Quinto exemplo</strong></span><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong> </strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O<strong> </strong>professor Ratzinger sustenta que  <em>&#8220;a doutrina da divindade de Jesus não seria afetada se Jesus tivesse nascido de um matrimônio humano&#8221; </em>(Introdução ao cristianismo, pág. 265). Na verdade, na sua opinião, a filiação divina de Jesus <em>&#8220;não é um processo que aconteceu no tempo, mas na eternidade de Deus&#8221; </em> (Introdução ao cristianismo, págs. 265-266).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o evangelista (Mt 1, 18-26) escreve: <em>“A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José&#8230;”</em>&#8211; ele diz &#8220;<em> desposada</em> &#8220;, não &#8220;mulher&#8221;: &#8220;mulher&#8221; é quem, com o cônjuge, perdeu sua virgindade; &#8220;<em> desposada</em> &#8220;, por outro lado, é a mulher que, unida pelo matrimônio, ainda não completou o mesmo; <em>&#8220;Antes de viverem juntos&#8221;:</em> o evangelista aponta que o que ele está prestes a narrar antecede o momento em que a virgem Maria se casaria com José; <em> &#8220;ela se viu grávida por obra do Espírito Santo&#8221;,</em>  como nos relata São Lucas em seu Evangelho (1,26-38), “José, seu esposo”, “esposo”, também aqui, e não “marido”, para confirmar o estado ainda não conjugal dos dois nubentes, “<em>que era justo e não queria repudiá-la, decide repudiá-la em segredo</em>”, isto é, não repudiá-la publicamente, ou seja, que haveria de prover sustento a Maria e a criança , dando-lhes comida, roupa, um teto, mas sem casar com ela; “<em>Mas enquanto pensava nessas coisas, eis que um anjo do Senhor apareceu a ele em um sonho e disse-lhe: “José, filho de Davi, não temas de tomar contigo Maria como tua esposa</em>”, “de tomar contigo”, disse o anjo, com expressão casta, ao invés de dizer “de casar-se”, para indicar a José como ele deveria conduzir sua união com Maria, “tua esposa”: tal como ele havia pensado, um “justo” que, portanto, pensa com justiça, segundo o discernimento cristão dos espíritos, como deve ser quem o Senhor designou para proteger a Mãe de Seu Filho e Seu próprio Filho, “porque o que foi gerado nela veio do Espírito Santo” e não de um homem, suspendendo assim a passagem de influxos negativos devido ao pecado original; ‘Tudo isso aconteceu para cumprir o que foi dito pelo Senhor através do Profeta: “<em>Eis que a Virgem conceberá e dará a luz a um filho</em>”’: note que São Mateus reconhece na profecia a causa remota, mas não a menos efetiva, daquela que estava santamente se cumprindo, reconhecendo assim o poder de Deus: o que acontece agora é devido à Palavra de Deus então pronunciada; em segundo lugar, recordando a profecia, sublinha o conceito base: a concepção do Filho de Deus é devido, por parte da mãe, à milagrosa formação de um embrião em uma mulher virgem que permanece virgem, pelo qual o Profeta a chama &#8220;Virgem&#8221; na medida em que a é por antonomásia- é &#8220;Virgem&#8221; ontologicamente &#8211; e, por parte de pai, é devido ao Espírito Santo, pelo motivo anteriormente exposto; pois<em>&#8220;&#8230; José fez o que o anjo do Senhor lhe havia ordenado e levou consigo a sua esposa, na qual, sem que ele a conhecesse, deu à luz um filho a quem ele chamou de Jesus&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas tudo isso é  desafiado  pelo professor Ratzinger, que acredita em vez disso que: primeiro,  <em>&#8220;a doutrina da divindade de Jesus não seria afetada se Jesus tivesse nascido de um casamento humano&#8221;; </em> em segundo lugar, que, em relação ao Evangelho agora visto e o de São Lucas relatado no texto, <em> &#8220;a fórmula da divina filiação física de Jesus é um tanto quanto infeliz e ambígua&#8221;</em> acusando assim a Palavra de Deus, e, portanto, o próprio Deus(de sê-lo também), qualificando-a como &#8220;infeliz&#8221;, uma Palavra inepta e, qualificando-a &#8220;ambígua&#8221;, uma Palavra falsa, e isso sustentado em um só golpe; (para ambos os pontos, vê-se no meu “No coração de Ratzinger. No coração do mundo”, § 71, pág. 305-319).</span><span style="color: #000000;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Conclusões</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes cinco exemplos, especialmente o primeiro, com os quais entre 1968 e 2016, o autor de Introdução ao Cristianismo persiste em duvidar da existência de Deus dizendo que &#8220;<em>continua a ser a melhor das hipóteses, embora seja uma hipótese</em> &#8220;, demonstra uma mentalidade cética, historicista e fideísta que o originou e que mudou um a um todos os artigos do Credo, como demonstro no meu “No coração de Ratzinger. No coração do mundo”, que também identifica as causas que levaram o Teólogo de Tubinga a este cenário problemático.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Espera-se que esses cinco exemplos possam ser úteis para que esse meu estudo seja conhecido pelo maior número possível dos fiéis, de modo a alertá-los sobre as doutrinas ensinadas na Introdução e lhes ajudem, como refletido nas minhas últimas páginas, a encontrar em breve, e com toda a prudência, a melhor forma de  convencer o ilustre Sujeito a compreender, pelo menos, que o seu livro e as doutrinas nele contidas não são propostas pela Igreja, bem como suas profundas convicções, tal como em seu tempo o Cardeal Dal Poggetto aproximou-se do leito do Papa João XXII, para falar com ele, para convencê-lo, para alcançar o objetivo sagrado de evitar qualquer perigo que tornasse as portas áureas fechadas para sempre a ele.</span></p>
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		<title>BENTO XVI É ACUSADO DE PROPAGAR HERESIAS</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2018 17:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Antonio Livi]]></category>
		<category><![CDATA[Enrico Maria Radaelli]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Marcel Lefebvre]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Após as acusações lançadas contra Francisco, que pervertem o Magistério através de pelo menos sete heresias formais, nada menos que dois textos acusam, por sua vez, o teólogo Ratzinger, então Papa Bento XVI, de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/bento-xvi-e-acusado-de-propagar-heresias/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="http://laportelatine.org/images/papes/benoit16_et_francois.jpg" alt="" width="498" height="335" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/027_02_07_2017/02_01_2018_benoit16_accuse_d_heresies.php">La Porte Latine</a> – Tradução: Dominus Est</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após as acusações lançadas contra Francisco</span><strong><em><span style="color: #000000;">,</span> </em><a href="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/027_02_07_2017/17_10_2017_les_sept_propositions_heretiques_gleize.php">que pervertem o Magistério através de pelo menos sete heresias formais</a></strong>,<span style="color: #000000;"> nada menos que dois textos acusam, por sua vez, o teólogo Ratzinger, então Papa Bento XVI, de desvios heréticos evidentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro ataque levantado nos últimos dias contra o teólogo Ratzinger se encontra no livro “<strong><em>Au cœur de Ratzinger, au cœur du monde”</em></strong><em> (<strong>No coração de Ratzinger, no coração do mundo)</strong></em>&#8220;, que acaba de ser lançado na imprensa com a assinatura de <strong>Enrico Maria Radaelli. </strong>O autor é conhecido como o mais fiel discípulo de <strong>Romano Amerio</strong> (1905-1997), o filósofo suíço que, em 1985, publicou &#8220; <strong>Iota Unum</strong>&#8220;, a acusação mais sistemática e bem argumentada contra a Igreja Católica da segunda metade do século XX, na qual acusa de haverem subvertido os fundamentos da doutrina em nome do subjetivismo moderno.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livro de Radaelli acaba de ser publicado pela Aurea Domus, editora de propriedade do mesmo autor, que pode ser comprado por e-mail e também em algumas livrarias em Roma e Milão.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que fez com que Radaelli culpasse igualmente a teologia de Ratzinger de ser subversiva foi a leitura e análise de seu trabalho teológico mais conhecido e mais amplamente lido: &#8220;<strong><em>Einführung in das Christentum</em></strong><em> &#8221; (Introdução ao Cristianismo)</em> [publicado em francês sob o título &#8220;<strong><em>A fé cristã ontem e hoje</em></strong><em>&#8220;</em>]. Publicado pela primeira vez em 1968 antes de ser reeditado dezenas de vezes e traduzido para várias línguas até hoje.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O segundo, ainda mais frontal &#8211; pelo menos no título &#8211; é</span> <a href="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/027_02_07_2017/03_01_2018_l_heresie_au_pouvoir_mgr_livi.php"><strong>um texto que apoia o livro de Radaelli</strong></a>. <span style="color: #000000;">É intitulado &#8221; &#8220;<strong>L&#8217;eresia al potere</strong>&#8221; (A heresia no poder) e provém de um dos teólogos e filósofos mais renomados, <strong>Dom Antonio Livi</strong>, Decano Emérito da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Lateranense, Acadêmico Pontifício e Presidente da Associação Internacional de Ciências e Comunicações.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, segundo Mons. Livi, Ratzinger e sua teologia contribuíram significativamente para o surgimento do que chama de &#8220; <strong>a</strong> <strong>teologia modernista e seus desvios heréticos evidentes</strong>&#8220;, que se tornou cada vez mais hegemônica nos seminários, ateneus pontificais, nas comissões doutrinais, nos dicastérios da Cúria, bem como os níveis mais altos da hierarquia, até o papado.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Disso resulta que hoje, Francisco não é o único papa a ser alvo de uma &#8220;correção&#8221; por heresia, pois até mesmo seu antecessor emérito não está salvo.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Radaelli e Livi figuram entre os primeiros signatários da</span> “<a href="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/027_02_07_2017/24_09_2017_fellay_cosignataire_lettre_correction_au_pape.php"><strong>correctio</strong></a>&#8221; <span style="color: #000000;">dirigida ao Papa Francisco no verão passado. E hoje igualmente contra Bento XVI.<span data-ccp-props="{}"> </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*****************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Nota do Blog: um livro excelente para que se entenda certas acusações e circunstâncias é &#8220;<a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-liberalismo-a-apostasia/">Do Liberalismo à Apostasia</a>&#8220;, de Mons. Marcel Lefebvre, que pode ser lido <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-liberalismo-a-apostasia/">clicando aqui</a>.</span></strong></p>
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		<title>CARDEAL RATZINGER: NÓS NÃO PUBLICAMOS TODO O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2016 21:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota do Fratres: embora não seja uma nova revelação, vale a pena recordar a informação outrora já divulgada por diversos especialistas na mensagem de Fátima, como Antonio Socci, Padre Gruner e Padre Kramer. A respeito do fato abaixo relatado, declarou Padre &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/cardeal-ratzinger-nos-nao-publicamos-todo-o-terceiro-segredo-de-fatima/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nota do <a href="https://fratresinunum.com/2016/05/17/cardeal-ratzinger-nos-nao-publicamos-todo-o-terceiro-segredo-de-fatima/">Fratres</a>: embora não seja uma nova revelação, vale a pena recordar a informação outrora já divulgada por diversos especialistas na mensagem de Fátima, como Antonio Socci, Padre Gruner e Padre Kramer. A respeito do fato abaixo relatado, declarou Padre Kramer em uma entrevista:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Assim sendo, depois que isso aconteceu [o diálogo de pe. Dollinger com Ratzinger], o teólogo alemão a que estou me referindo, voltou para um país da América do Sul onde foi Reitor de um seminário [em Anápolis, GO], onde contou, para um jovem padre o que o Cardeal Ratzinger lhe tinha relatado. E precisamente quando ele relatou que Nossa Senhora alertou contra as mudanças na Missa e que haveria um Concílio diabólico na Igreja, os dois viram um afloramento de fumaça vindo do piso. Porém, era um chão de mármore. Isto não poderia ser de modo algum um fenômeno natural. Ambos, o jovem padre e o velho Reitor alemão, ficaram tão impressionados que escreveram um dossiê, e o enviaram para o Cardeal Ratzinger.”</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">* * *</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fratresinunum.files.wordpress.com/2016/05/tsr.png?w=702&amp;h=336" alt="tsr" width="552" height="269" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.onepeterfive.com/cardinal-ratzinger-not-published-whole-third-secret-fatima/">Maike Hickson – OnePeterFive</a> | <span style="color: #000000;">Tradução</span> <a href="http://www.sensusfidei.com.br/2016/05/16/cardeal-ratzinger-nos-nao-publicamos-todo-o-terceiro-segredo-de-fatima/">Sensus fidei</a>: <span style="color: #000000;">Hoje, na festa de Pentecostes, liguei para o</span> <a href="https://www.gloria.tv/?media=3070">Pe. Ingo Dollinger</a>, <span style="color: #000000;">um padre alemão e</span> <a href="http://www.kathpedia.com/index.php?title=Ingo_Dollinger">antigo professor de teologia no Brasil</a>, <span style="color: #000000;">que está agora bastante idoso e fisicamente fraco. Ele tem sido um amigo pessoal do Papa Emérito Bento XVI por muitos anos. Pe. Dollinger inesperadamente confirmou por telefone os seguintes fatos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não muito tempo depois da publicação do Terceiro Segredo de Fátima, em junho de 2000, pela Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger. Ele também contou a Dollinger que a parte publicada do Segredo é autêntica e que a parte inédita do Segredo fala sobre “um mau Concílio e uma má Missa” que estavam por vir num futuro próximo.</strong></span><span id="more-5087"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Dollinger me deu permissão para publicar estes fatos nesta Festa do Espírito Santo e ele me deu a sua bênção.Pe. Dollinger foi ordenado sacerdote em 1954 e serviu como secretário do muito respeitado bispo de Augsburg, Josef Stimpfle. Pela Providência de Deus eu conheci este bispo uma vez, quando eu ainda não era católica, e fiquei profundamente tocada por sua humildade, calor e acolhimento. Ele me convidou para visitá-lo uma vez em Augsburg. Quando eu estava em meu processo de conversão, eu o procurei, mas, em seguida, para meu desgosto, descobri que Bispo Stimpfle já havia falecido. (Ele faz muita falta.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O próprio Pe. Dollinger esteve também envolvido com as discussões da Conferência dos Bispos da Alemanha relativas à maçonaria, na década de 1970, no final das quais </span><a href="http://www.kathpedia.com/index.php?title=Unvereinbarkeitserkl%C3%A4rung_vom_28._Februar_1980">veio a afirmação</a> <span style="color: #000000;">de que a Maçonaria não é compatível com a fé católica. Mais tarde, ele ensinou teologia moral no seminário da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz, que pertence ao</span> <a href="http://www.opusangelorum.org/HistoryORC/Seminary/Seminary.html">Opus Angelorum</a>.<span style="color: #000000;"> Bispo Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão, é membro dessa mesma Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz. Mais importante ainda, o Pe. Dollinger tinha Padre Pio (falecido em 1968) como o seu confessor por muitos anos e tornara-se muito próximo a ele. Dollinger também é conhecido pessoalmente por um dos meus familiares queridos.Esta informação confidencial referente ao Terceiro Segredo, que tem circulado entre certos grupos católicos por alguns anos até hoje, foi agora confirmada pessoalmente a mim pelo próprio Pe. Dollinger, em um momento na história em que a Igreja parece ter caído em um poço de confusão. Ele pode ajudar a explicar, pelo menos em parte, por que estamos onde estamos agora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Importante, isso mostra a misericórdia amorosa da Mãe de Deus para nos alertar e preparar os seus filhos para esta batalha em que a Igreja agora se encontra. Apesar da decisão das pessoas em lugares responsáveis no seio da Igreja, Ela tem a certeza de que a verdade completa ainda será revelada e se propagará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta informação também pode explicar por que o Papa Bento XVI, logo ao se tornar papa, tentou desfazer algumas das injustiças que estão diretamente relacionadas com esta revelação de Dollinger, a saber: ele liberou a Missa Tradicional de sua supressão; levantou a excomunhão dos bispos da Fraternidade de São Pio X (SSPX); e, por último, </span><a href="https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100513_fatima.html">declarou publicamente em 2010 em Fátima</a>:<span style="color: #000000;"> <strong>“Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”</strong>. Ele também</span> <a href="http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2010/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20100511_portogallo-interview.html">acrescentou estas palavras em uma entrevista</a> <span style="color: #000000;">durante a sua viagem de avião a Fátima:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A novidade que podemos descobrir hoje, nesta mensagem, reside também no fato que os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas que os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender por um lado o perdão, mas também a necessidade de justiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta declaração, Bento XVI efetivamente contraria suas </span><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html">próprias palavras anteriores a junho de 2000, quando ele havia afirmado</a>:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Em primeiro lugar, devemos supor, como afirma o Cardeal Sodano, que «os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do “segredo” de Fátima parecem pertencer já ao passado». Os diversos acontecimentos, na medida em que lá são representados, pertencem já ao passado. Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ficar desiludido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todas estas ações do Papa Bento XVI mostram que ele devia saber, em sua consciência, que de alguma forma ele teria que corrigir certas injustiças e ambiguidades confusas do passado recente. Ele defendeu a Missa Tradicional, devolveu a dignidade à FSSPX, e reinseriu a importância da mensagem de Fátima. Além disso, ele também tentou lidar com o mistério do Vaticano II, embora, ao que parece, de maneira demasiado vaga.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste contexto, pode valer a pena mencionar que meu marido e eu ouvimos de um sacerdote que se reunira privadamente com o Papa Bento XVI e que o próprio Papa Bento considera o Arcebispo Marcel Lefebvre “como sendo o maior teólogo do século 20”. Meu marido e eu atestamos ter ouvido essas exatas palavras diretamente deste sacerdote – palavras que teriam sido ditas pelo Papa Bento no contexto de sua proposta para reintroduzir o ensino de Marcel Lefebvre mais amplamente na Igreja Católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto contemplamos a gravidade das deficiências cumulativas e atrasos relativos à liberação da totalidade do Terceiro Segredo, e quando o céu nos tinha pedido para fazê-lo – ou seja, o mais tardar até 1960 – somos gratos ao Espírito Santo que aparentemente tornou possível, agora, esta conversa telefônica afirmativa hoje na Festa de Pentecostes. Possa a verdadeira mensagem de Fátima – juntamente com as</span> <a href="http://www.onepeterfive.com/alice-von-hildebrand-sheds-new-light-fatima/">recentes revelações de Pe. Brian Harrison e Dra. Alice von Hildebrand</a> <span style="color: #000000;">sobre o que ela também contém – espalhar-se por toda parte e, assim, ajudar a libertar todos os fiéis católicos de qualquer escravidão a meias verdades e lealdades deficientes. Que todos nós possamos, livre e plenamente, aderir à verdade integral da Mensagem da Misericórdia de Maria – que certamente irá, com o amparo da graça, ajudar a nos libertar!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Publicado originalmente: </span><a href="http://www.onepeterfive.com/cardinal-ratzinger-not-published-whole-third-secret-fatima/">OnePeterFive – Cardinal Ratzinger: We Have Not Published the Whole Third Secret of Fatima</a></p>
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		<title>PAPA EMÉRITO BENTO XVI ROMPE O SILÊNCIO E FALA DE &#8220;PROFUNDA CRISE&#8221; ATINGINDO A IGREJA APÓS O VATICANO II</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2016 17:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Por LifeSiteNews.com &#8211;Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com No dia 16 de março, ao falar publicamente em uma rara aparição, o Papa Bento XVI deu uma entrevista ao Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, abordando uma “dupla e profunda crise” que a Igreja &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/papa-emerito-bento-xvi-rompe-o-silencio-e-fala-de-profunda-crise-atingindo-a-igreja-apos-o-vaticano-ii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignleft" src="https://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/06/08_06_18_b16_saturno.jpg?w=259&amp;h=345" alt="O Papa retoma o uso do saturno" />Por</strong><strong> </strong></span><strong><a href="https://www.lifesitenews.com/news/pope-emeritus-benedict-says-church-is-now-facing-a-two-sided-deep-crisis">LifeSiteNews.com </a>&#8211;<span style="color: #000000;">Tradução: Gercione Lima –</span></strong><strong> </strong><strong><a href="http://fratresinunum.com/2016/03/18/papa-emerito-bento-xvi-rompe-o-silencio-e-fala-de-profunda-crise-atingindo-a-igreja-apos-o-vaticano-ii/">FratresInUnum.com</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 16 de março, ao falar publicamente em uma rara aparição, o Papa Bento XVI deu uma entrevista ao <em>Avvenire</em>, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, abordando uma “dupla e profunda crise” que a Igreja está enfrentando na esteira do Concílio Vaticano II. A notícia já chegou até a Alemanha como cortesia do vaticanista Giuseppe Nardi, do site de notícias católicas da Alemanha vinculado a Katholisches.info.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Bento nos recorda a antiga e indispensável convicção católica da possibilidade da perda da salvação eterna, ou que as pessoas vão para o inferno:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os missionários do século 16 estavam convencidos de que uma pessoa não batizada está condenada para sempre. Após o Concílio [Vaticano II], essa convicção foi definitivamente abandonada. O resultado foi uma dupla e profunda crise. Sem essa atenção para com a salvação, a Fé perde o seu fundamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, ele fala de uma “profunda evolução do dogma” em relação ao dogma “fora da Igreja não existe salvação”. Esta mudança proposital do dogma levou, aos olhos do papa, a uma perda do zelo missionário na Igreja – “Qualquer motivação para um futuro compromisso missionário foi removido”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Papa Bento XVI faz uma pergunta penetrante suscitada por essa mudança palpável de atitude da Igreja: “Por que você deveria tentar convencer as pessoas a aceitar a fé cristã, se elas podem ser salvas sem ela?”</span><span id="more-3997"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No tocante a outras consequências dessa nova atitude na Igreja, os próprios católicos, aos olhos de Bento XVI, estão menos comprometidos com sua fé: se há quem possa se salvar por outros meios, “por que então deveria o cristão estar obrigado à necessidade da fé cristã e de sua moral”?, perguntou o papa. E ele conclui: “Mas se a fé e a salvação não são mais interdependentes, a própria fé se torna menos motivante”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Papa Bento também refuta tanto a idéia do “cristão anônimo” desenvolvida por Karl Rahner, como aquela idéia indiferentista segundo a qual todas as religiões são igualmente valiosas e úteis para alcançar a vida eterna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Ainda menos aceitável é a solução proposta pelas teorias pluralistas de religião, segundo a qual, todas as religiões, cada uma à sua maneira, seriam meios de salvação e, nesse sentido, deveriam ser consideradas equivalente em seus efeitos”, disse. Neste contexto, ele também aborda as idéias exploratórias do já falecido cardeal jesuíta Henri de Lubac, acerca das consideradas “substituições vicariais de Cristo” que têm que ser agora novamente “refletidas com mais profundidade”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No que toca à relação do homem com a tecnologia e o amor, o Papa Bento nos lembra da importância do afeto humano, dizendo que o homem ainda anseia em seu coração “que o Bom Samaritano venha em seu auxílio”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E continua: “Na dureza do mundo da tecnologia – no qual sentimentos não contam mais – a esperança de um amor salvífico cresce, um amor que gostaria de ser dado livremente e generosamente”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também Bento lembra à sua audiência  que: “a Igreja não é feita sozinha, ela foi criada por Deus e é continuamente formada por Ele. Esta encontra expressão nos sacramentos, sobretudo no do Batismo: eu entro na Igreja não por um ato burocrático, mas pelo auxílio deste Sacramento “Bento também insiste que sempre,” necessitamos da graça e do perdão”.</span></p>
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		<title>RATZINGER NÃO PODIA &#8220;VENDER NEM COMPRAR&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2015 21:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Da coluna de Maurizio Blondet &#124; Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com – Um outro leitor, estimulado pelo mesmo artigo, me envia um blog com uma notícia digna de nota: http://sauraplesio.blogspot.it/2015/09/giallo-vaticano.html Quando, em fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI renunciou de modo súbito &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ratzinger-nao-podia-vender-nem-comprar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Da coluna de</span> <a href="http://www.maurizioblondet.it/ratzinger-non-pote-ne-vendere-ne-comprare/">Maurizio Blondet</a> <span style="color: #000000;">| Tradução: Gercione Lima –</span> <a href="http://fratresinunum.com/" target="_blank">FratresInUnum.com</a></strong> <span style="color: #000000;">– Um outro leitor, estimulado pelo mesmo artigo, me envia um blog com uma notícia digna de nota:</span> <a href="http://sauraplesio.blogspot.it/2015/09/giallo-vaticano.html" target="_blank">http://sauraplesio.blogspot.it/2015/09/giallo-vaticano.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando, em fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI renunciou de modo súbito e inexplicável, o IOR [conhecido como “Banco do Vaticano”] tinha sido excluído da rede SWIFT. Assim, todos os pagamentos do Vaticano se tornaram impossíveis e a Igreja foi tratada como um Estado-terrorista (secundum América) como o Irã. Era a ruína econômica, bem preparada por uma violenta campanha contra o IOR e que foi confirmada pela abertura de investigações criminais da justiça italiana (que nunca deixa de obedecer a certas ordens internacionais).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poucos sabem o que é a SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication): em teoria, é uma “clearing house” (câmara de compensação) mundial que une 10500 bancos espalhados por 215 países. Na verdade, é o centro mais oculto e exclusivo do poder financeiro globalista-americano, o centro de resgate sobre o qual se apoia a hegemonia do dólar, o meio mais poderoso de espionagem econômica e política (em prejuízo especialmente de nós, europeus) e o meio mais temível com o qual a rede financeira global esmaga as pernas dos estados que não a obedecem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Banco Central do Irã, por exemplo, por pressão judaica, foi excluído da rede SWIFT em retaliação ao alegado programa nuclear. Isso significa que o Irã não pode mais vender seu petróleo em dólares, que seus cartões de crédito não valem no exterior, e que nenhuma transação financeira internacional pode ser conduzida por Teerã, exceto por dinheiro vivo e na clandestinidade, sob formas ilegais de acordo com a ordem internacional. Em 2014, o banco francês BNP Paribas foi condenado pela “justiça” a pagar (para os EUA) 8,8 milhões de dólares por ter ajudado Teerã a contornar o bloqueio da SWIFT.</span><span id="more-1081"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Houve um sopro de ameaças contra Moscou visando excluí-la da rede SWIFT em retaliação à chamada anexação da Criméia – com um enorme dano à economia do país – o que acelerou a implementação, por parte dos países do BRICs, liderados pela China e Rússia, de um sistema próprio de compensação alternativo ao SWIFT e operando em yuan e rublos, não em dólares, para escapar da chantagem que o SWIFT faz sobre Estados soberanos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O site belga Media-Presse (SWIFT tem sede na Bélgica), ao dar a notícia do lançamento do SWIFT alternativo por parte de Pequim e Moscou, no dia 5 de abril, citava como exemplo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Quando um banco ou território é excluído do sistema, como foi o caso do Vaticano nos dias que precederam à renúncia de Bento XVI em fevereiro de 2013, todas as operações são bloqueadas. Sem esperar pela eleição do Papa Bergoglio, o sistema Swift foi imediatamente desbloqueado após o anúncio da renúncia de Bento XVI. Houve uma chantagem vinda não se sabe de quem e onde, através de SWIFT e pressionada sobre Bento XVI. As razões subjacentes a esta história não foram esclarecidas, mas é claro que o SWIFT interferiu diretamente na gestão dos assuntos da Igreja”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso explica e justifica a demissão sem precedentes de Ratzinger, que muitos de nós fomos capazes de julgar como um ato de covardia; a Igreja foi tratada como um Estado “terrorista”, mas ainda pior – porque se percebe que as dezenas de bancos que caíram nas mãos do Estado Islâmico no Iraque e na Síria “não foram excluídos da SWIFT” e continuam sendo capazes de fazer transações internacionais –  o sistema financeiro do Vaticano já não podia mais pagar as contas das nunciaturas ou transferir fundos para as missões – na verdade, até os caixas eletrônicos ATM da Cidade do Vaticano tinham sido bloqueados. A Igreja de Bento XVI já não podia mais “vender nem comprar”, sua vida econômica tinha as horas contadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Renúncia sob coação</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não nos resta outra alternativa, senão assinar embaixo do que escreveu Saura Plesio:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ratzinger, justo ele que lutou tanto contra o relativismo reinante, jamais aceitaria aberturas ao “mundo gay e suas políticas de gênero”. Ele jamais iria prostrar-se diante do mundo e do globalismo como faz este papa que coopera com o secularismo dominate na União Européia, ao criar uma forma de “divórcio sacramental ” através “do processo breve de anulação de casamentos.” Ele jamais teria se prestado ao papel de fazer aquela grande palhaçada em Lampedusa feita por seu sucessor, que aliás, nem é seu território, mas do Estado italiano. As grandes potências mundiais tinham pressa e Ratzinger era uma pedra de tropeço flagrante, uma freio em sua trajetória meteórica”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A rapidez com que foi implementada a expulsão de Ratzinger é algo citado até mesmo em um determinado tratado de Luciano Canfora. Simpatizante comunista não arrependido, mas bom historiador de romano erudito e latinista , ele observou que no motu proprio com o qual Bento XVI justificou a sua renúncia por motivos de idade avançada (“Ingravescente Aetate”) há uma série de erros de latim. Erros elementares de concordância dos artigos de fazer corar um colegial. Ora, Ratzinger não poderia mesmo ter cometido esses erros. O texto foi escrito por outros, e ele foi despedido do Vaticano sumariamente, de helicóptero com transmissão mundial de TV?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imediatamente depois de sua partida, eis que a rede SWIFT imediatamente desbloqueia as transações financeiras do Vaticano, reabre os bancos eletrônicos ATMs, e traz o IOR de volta ao mundo financeiro com todas as honras. Nem sequer esperaram pela eleição de Bergoglio. Bastou a expulsão do “terrorista de branco”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos salões inacessíveis do poder entre Wall Street, Washington e Londres, já sabiam que o conclave daria o trono a um modernista, um no qual poderiam confiar. Como assim? A sanção SWIFT tinha sido coordenada com os cardeais “conspiradores” liderados por Carlo Maria Martini (um cardeal que pediu a eutanásia pra si mesmo, lembrem-se ..) (1) Bergoglio havia sido assinalado como seu candidato durante anos? Houve um acordo dos conspiradores com um poder forte externo, do qual estão próximos por compartilhar a mesma ideologia?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Talvez a eleição de Bergoglio não seja inválida. Mas tudo leva-nos a crer que a renúncia de Ratzinger foi –  ele foi obrigado a descer do trono de Pedro sob coação e chantagem. O próprio comportamento de Ratzinger, aparentemente ambíguo ao continuar usando as vestes brancas e o título de Santo Padre, vem confirmá-lo: ele quis dar um sinal para aqueles que podem compreender, sem no entanto poder dizer abertamente, que ele foi expulso, não saiu voluntariamente. Ora, assim como um matrimônio é nulo se um dos cônjuges assinou sob coação, assim também é a renúncia de um Papa que se rende sob coação, e que deixa saber com sinais claros que ele continua sendo Papa….</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta hipótese, se explica muito bem a recepção triunfal que Bergoglio teve nos Estados Unidos, na ONU, na Casa Branca com Obama e a chuva de aplausos de pé no Congresso – aliás, porque então um Papa reinante foi convidado para falar ao Congresso dos Estados Unidos? A coisa é muito estranha e insólita. O relacionamento de Washington com o Vaticano sempre foi de ruim a péssimo, não apenas pelo ódio protestante contra o “papismo”. Mas agora, de uma hora pra outra se tornou excelente. O Papa se torna com todo gosto “mediador dos Estados Unidos junto a Cuba, faz suas as “batalhas radicais”, se abre à nova e obrigatória moralidade, em resumo deixa de ser o antagonista moral que “este mundo” odeia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso explicaria também a astuta gestão para ganhar a simpatia da mídia progressista,  o brutal mas preciso “expurgo” que Bergoglio (com o seu conselho dos oito) está promovendo no Vaticano, quase como se ele tivesse em mãos uma longa lista preparada há tempos e a sua disposição para dissolver o Catolicismo numa espécie de protestantismo geral, vazio, secular e mundano…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bergoglio intima os cristãos a aceitar mais imigrantes, sem limites, com total acolhimento e caridade – Bem: “Com uma declaração oficial, assinada por até 28 alianças diferentes (entre as quais oito francesas e uma italiana, a Grand Loggia da Itália), os maçons convocam os governos europeus a aceitar os imigrantes, aliás acolhê-los cada vez mais e mais. Demonstrando assim uma convergência de intenções com poucos precedentes não só entre eles, mas também no que diz respeito às novas estratégias adotadas pelos Estados-Membros” (Correspondência Romana, 11 de setembro)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos esperar que qualquer cardeal conteste a não elegibilidade de Bergoglio,  mas a inválida renúncia de Bento XVI é o que não podem contestar e o risco de estar numa Igreja santa, mas colocada em um estado de miséria pela SWIFT seguramente faz vacilar até mesmos os cardeais mais tradicionais. Como um crente fiel, me tranquiliza esta idéia: nós ainda temos um Pontifex, embora amordaçado. A promessa feita a Pedro ainda é mantida; a linha apostólica não foi interrompida, os sacramentos permanecem válidos. E só isso é o que conta na tempestade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como homens desta geração, conseguimos melhor identificar o falso cordeiro de Apocalipse 13, com o poder de matar de fome e de bloquear, de forma que “ninguém possa comprar ou vender” sem  ter “a marca na mão e na testa”. SWIFT, e seu número bancário (BIC) revelou ainda mais claramente a sua essência do anticristo, e o verdadeiro propósito da globalização. E que não me venham chamar de teórico de conspiração … Mas que conspiração? Já estão agindo aberta e descaradamente, sem esconder mais nada e com muita pressa -. Porque  “sabem que pouco tempo lhe resta.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* * *</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Notas</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) dolorosa verdade prefigurada na “carta da sobrinha do Cardeal Martini,  Giulia Facchini, publicada no” Corriere della Sera “em 4 de setembro. No texto se lê: “Ele estava com medo, não da morte em si, mas do ato de morrer, da passagem no momento da morte e de tudo o que precede. Nós havíamos conversado em março e eu, como advogada, me ocupo também da proteção dos fracos, eu o havia pedido que manifestasse de modo claro e explícito os seus desejos sobre os cuidados que ele queria receber. E assim foi. Ele estava com medo, acima de tudo com medo de perder o controle de seu corpo, de morrer sufocado. (…) Consciente de que o momento se aproximava, quando não aguentava mais, pediu para que o colocassem pra dormir. Então uma médica com dois olhos claros e límpidos, uma especialista de cuidados com moribundos, o sedou”. “(Mario Palmaro e Alessandro Gnocchi Com a morte do cardeal Martini foi canonizada a teologia da dúvida, Correspondência Romana, 12 de setembro de 2012 ).</span></p>
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