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	<title>DOMINUS EST &#187; Papa Francisco</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>COMUNICADO DE IMPRENSA DA FSSPX POR OCASIÃO DO FALECIMENTO DO PAPA FRANCISCO</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Apr 2025 21:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: FSSPX A Fraternidade Sacerdotal São Pio X tomou conhecimento da triste notícia do falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, aos 88 anos, após um pontificado de 12 anos. Unida ao luto da Igreja, ela confia o falecido Papa à &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/comunicado-de-imprensa-da-fsspx-por-ocasiao-do-chamado-do-papa-francisco-a-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/papa_pascoa-e1745157321865.jpeg?itok=zbRWISSR" alt="" width="509" height="291" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/comunicado-imprensa-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-por-ocasiao-do-chamado-do-papa">FSSPX</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">A Fraternidade Sacerdotal São Pio X tomou conhecimento da triste notícia do falecimento de Sua Santidade o Papa Francisco, aos 88 anos, após um pontificado de 12 anos.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Unida ao luto da Igreja, ela confia o falecido Papa à misericórdia de Deus e convida todos os membros e fiéis da Fraternidade a rezar pelo repouso de sua alma.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">R.I.P.</span></strong></p>
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		<title>FRANCISCO E O MAGISTÉRIO &#8220;NÃO-NORMATIVO&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jan 2025 13:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Dardo Juan Calderón Fonte: Adelante la Fe &#8211; Tradução: Dominus Est Há poucos dias, no encerramento do Sínodo sobre a “sandice&#8221;dade, Francisco declarou que as suas conclusões constituem o Magistério Ordinário do Bispo de Roma. Esperava-se que, após esta &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/francisco-e-o-magisterio-nao-normativo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://images.a12.com/source/files/c/236235/papa_francisco-110975_600-315-0-0.jpg" alt="Reveja a bênção especial do Papa em meio à pandemia do coronavírus" width="532" height="290" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><em><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Por Dardo Juan Calderón</span></strong></em></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://adelantelafe.com/francisco-y-el-magisterio-no-normativo/">Adelante la Fe</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Há poucos dias, no encerramento do Sínodo sobre a “sandice&#8221;dade, Francisco declarou que as suas conclusões constituem o Magistério Ordinário do Bispo de Roma. Esperava-se que, após esta declaração formal, se dissesse: </span><strong><span class="tm7">“</span><em><span class="tm8">e deve ser aceito e aplicado por todos, urbi et orbi</span></em></strong><span class="tm6">”. Não, de modo algum. Foi imediatamente declarado como um magistério (com letra minúscula) NÃO-NORMATIVO. Ou seja, que ninguém se sinta obrigado a nada, são opiniões, teses propostas à formulação de antíteses e à espera de sínteses, tudo dentro do caminho da </span><em><span class="tm9">Evolução do Dogma</span></em><span class="tm6">, do “</span><em><span class="tm9">Povo Peregrino</span></em><span class="tm6">” a que Bento XVI aludiu (ele o cita) que se renova permanentemente, mas na “</span><em><span class="tm9">continuidade”</span></em><span class="tm6"> proporcionada pela manutenção do método da filosofia alemã (ainda há quem acredite que a “</span><em><span class="tm9">continuidade”</span></em><span class="tm6"> de Ratzinger se refere ao conteúdo da tradição. Longe disso!) </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Muitos salientaram que isto expressa, sem mais delongas, que a origem desse magistério já não é aquela que foi expressa dogmaticamente pelo Concílio Vaticano I e, antes ainda, da tradição de 2000 anos da Igreja, do Espírito Santo ao Papa </span><em><span class="tm9">(&#8220;Pedro, tu o dizes porque o Espírito te revelou</span></em><span class="tm6">&#8220;), mas passa pelo Povo e é expresso no Sínodo (uma espécie de Parlamento), sendo a função do Bispo de Roma representar essa Vontade Popular. Isto é mais antigo que urinar nos portões, não vamos nos alongar, e já foi dito, não tão claramente, na linguagem confusa do modernismo que conquistou os documentos do Concílio Vaticano II e as mentes dos Papas conciliares. Uma questão que muitos não quiseram ou não puderam ver e que faz com que Francisco pareça um total inovador face aos anteriores “</span><em><span class="tm9">mais conservadores</span></em><span class="tm6">”; quando ele apenas evidencia em linguagem clara o que a “</span><em><span class="tm9">nouvelle theologie</span></em><span class="tm6">” camuflou para evitar a condenação quando ainda havia alguns Cardeais com Fé.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Mas destaquemos a grande diferença: o pensamento tradicional afirmava com precisão, que o poder vinha de Deus para o Rei e que o Magistério era ditado pelo Espírito Santo ao Papa.  E essa nova doutrina não é pronunciada de forma concisa, não se obriga a ser admitida, ela é NÃO-NORMATIVA.</span><span id="more-32652"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Creio que Francisco traz com ousadia o que os outros escondiam por trás da ambiguidade. Simplesmente o trabalho de desbaste dos anteriores fez com que a expressão das teorias mais modernas deixasse de ser escandalosa para os ouvidos dos fiéis e pudesse ser expressa descaradamente. Por outro lado, os cristãos comuns, após anos de deformação, desconhecem completamente a ortodoxia católica. O escândalo moral nos aposentos do Vaticano faz com que tudo isto uma discussão bizantina, quando outrora era uma grande heresia.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Mas, o mais engraçado deste assunto é a expressão do NÃO NORMATIVO, pois com ela Francisco nos faz um bem enorme. O que ele nos diz é: “</span><em><span class="tm9">senhores, isto é magistério, mas não é o que antes se considerava magistério, porque na realidade nunca houve magistério “infalível”, somos seres que vivem a aventura do pensamento, agarrados a conclusões provisórias a que, para evitar o caos na imaturidade, damos-lhes um verniz de certeza no ponto da história que o exige. Mas ninguém está em condições de declarar a Verdade Absoluta sobre qualquer assunto. </span></em><span class="tm6">Quando Cristo disse “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, o que ele quis dizer foi que a verdade está no fim do caminho da vida”, ele na verdade estava concordando com Pilatos no <em>“Qui est véritas</em>?”</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Da mesma forma, a sustentação de uma determinada ordem exige a nomeação de um moderador e disciplinador do diálogo (ou dialética), que na nossa organização é chamado de Papa, de quem se espera poder prescindir no estágio evolutivo apropriado, tal como o sacerdócio é quase totalmente dispensado no processo de libertação dos leigos.  Por exemplo, no caso do sacerdócio feminino, embora o Sínodo estivesse pronto para lançá-lo e os líderes tivessem maturidade suficiente para fazê-lo (e talvez também para se declararem abertamente homossexuais), o respeito pelo “</span><em><span class="tm9">método</span></em><span class="tm6">”, a “</span><em><span class="tm9">continuidade”</span></em><span class="tm6">, deve evitar que as vanguardas se tornem patrulhas perdidas e os retardatários, não vendo os guias no horizonte, voltem atrás. Uma espera prudente assegura a “</span><em><span class="tm9">continuidade</span></em><span class="tm6">” das tropas. Faltam muitas meditações esclarecedoras de Pasolini para que o rebanho não se ressinta do corte do que é progresso.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Mas voltemos ao problema que queremos destacar. A maior vitória que o modernismo poderia alcançar é ter gerado a sua crítica. O chamado “</span><em><span class="tm9">magistério conciliar</span></em><span class="tm6">” não se importa se as suas conclusões são criticadas, acolhidas de um ponto ou de outro do espectro parlamentar, de direita ou de esquerda, o seu objetivo era banir a ideia de que havia uma expressão infalível, absoluta e eterna que, sob a ameaça de terríveis anátemas, não pôde ser contestada. Ratzinger, enquanto Prefeito (da CDF), havia sancionado a indisciplina de D. Lefebvre, mas, enquanto Papa, tinha justificado a sua crítica à reforma (não se fala de reforma, mas de desenvolvimento, de evolução, essa “reforma” é nossa).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Muitos não compreendem por que razão se permite que as organizações tradicionalistas continuem a existir; não compreendem que, para todos os efeitos práticos, elas contribuem para a consolidação do estado contestado da discussão permanente.  Ratzinger foi muito claro ao afirmar que essas posições conservadoras serviam como um fardo necessário para conter a debandada do progressismo, e disse-o expressamente. Claro que haverá progressistas que querem ver cabeças a rolar, sempre haverá jacobinos, mas o perigoso é Napoleão.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Há um grande número de “</span><em><span class="tm9">tradicionalistas</span></em><span class="tm6">” que se tornaram funcionais ao “</span><em><span class="tm9">método</span></em><span class="tm6">”. Para atacar o magistério conciliar, ou apenas o magistério de Francisco, atacaram todo o magistério da Igreja. Eu poderia citar nomes, instituições e meios de opinião; colocar aspas em todas as opiniões que são colaboracionistas. Mas todos nós as conhecemos. Aqueles que criticam um ultramontanismo, um clericalismo, um agostinianismo; aqueles que são contra Trento, o Vaticano I, ou que se incomodam com este ou aquele documento de Pio IX, Pio X, Pio XI ou XII. Aqueles que, revendo a reforma litúrgica do Novus Ordo, vêem como criticáveis as reformas anteriores, mesmo as de Pio X, como se o Papa não pudesse fazer reformas sobre as quais não posso opinar, etc., etc., etc.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Para estes tradicionalistas, uma vez demonstrada a existência de um magistério criticável à “</span><em><span class="tm9">luz da tradição</span></em><span class="tm6">”, como o do Concílio ou o de Francisco, eles tomam consciência do fato de que todo o ensinamento pode ser revisto ou criticado à luz do que “</span><em><span class="tm9">eu</span></em><span class="tm6">” entendo por tradição. O pior do modernismo abateu-se sobre eles e o nefasto espírito protestante apoderou-se deles, para concluir contra Lutero, talvez, mas a partir do seu próprio juízo sobre o que é ortodoxia e já não a partir do princípio da autoridade do Magistério da Igreja. O que, na forma, é concordar com Lutero.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Os senhores poderão me dizer que alguns deles continuam a respeitar o que foi declarado dogmaticamente, que é um ensinamento infalível, mas assim que analisam suas considerações veem um enfraquecimento, um reducionismo impressionante, uma espécie de desconfiança metódica contra todo o magistério, curvando-se com relutância perante as declarações formais, mas não sentando-se docilmente e rendido diante do Magistério Eclesial no seu conjunto e no seu Espírito. Do mesmo modo, o homem moderno enfrenta toda a autoridade: política, religiosa, educativa e até familiar. Todos estão à espera de um pai para dar víboras e pedras, salvo que haja prova em contrário; e o critério para discernir essa ortodoxia ou essa heterodoxia é a TRADIÇÃO, mas O QUE DIGO QUE É TRADIÇÃO.  </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Finalmente, todos eles, TAL como Francisco, concordam com um ensinamento não normativo e navegam confortavelmente nesse caos de opiniões, pegando aqui isto e ali aquilo, o que lhes apetece daquilo que consideram “</span><em><span class="tm9">tradição</span></em><span class="tm6">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Há um grande problema. Um tradicionalista acredita, defende e sustenta que a TRADIÇÃO, que o que é tradição, é definido pelo Magistério da Igreja e não por mim. E se vejo uma contradição entre a tradição e o magistério atual da Igreja, então, EM PRINCÍPIO, sou eu quem deve estar errado. Um tradicionalista acredita, acredita dogmaticamente, que o Magistério atual é a regra próxima da minha fé e que, por princípio, este Magistério define o que é ou não é tradição.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">E aí o problema é muito mais delicado do que consideramos inicialmente. Porque o problema principal é confrontar um “</span><em><span class="tm9">magistério</span></em><span class="tm6">” sem romper com o conceito de magistério. Confrontar uma autoridade sem romper com o conceito de autoridade. Mais difícil ainda é confrontar um magistério e uma autoridade baseados no conceito de Magistério e Autoridade.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">As soluções fáceis são: 1) em geral e como regra ordinária, os magistérios são falíveis e as autoridades são excepcionais e relativas, reduzindo a quase nada a eficácia de um ou de outro, “</span><em><span class="tm9">não me venham exagerar a assistência do Espírito Santo aos Papas, nem invocar doutrinas ultramontanistas que as transformam em absolutismos</span></em><span class="tm6">.” 2) Sedevacantismo; posso opor-me a um tal ensinamento e uma tal autoridade porque não o é, porque é um usurpador.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A segunda saída foi recentemente mencionada nesta revista por Monsenhor Schneider, não nos alongamos e remetemo-lo para ela. Mas a mais perigosa e a mais difundida é a primeira.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">A maior parte de nós, que nos “<i>auto proclamamos</i></span><span class="tm6">” como tradicionalistas, entendemos que nos opúnhamos às reformas conciliares porque eram contraditórias com o que tínhamos aprendido com o magistério dos Papas antes do Concílio, tínhamos a tradição de as pôr à prova, mas, como dissemos, uma vez que pusemos os pontífices conciliares (ou apenas Francisco) na peneira, começamos a colocar outros. Não me agrada a reforma litúrgica de 62; nem a de Pio X. Esse barroco espanhol! O de Loyola e a sua influência da Devotio Moderna&#8230; humm&#8230; o pomposo Pio IX com a sua Monarquia Absoluta e o seu Vaticano I&#8230; Trento e o excesso dogmático&#8230; e por fim&#8230; Santo Tomás e seu reducionista esquema que sufoca a criatividade mais medieval&#8230; Como uma construção de dominós caindo, uns atingidos pelos outros. Cataplum! Como Tolkien sabia dizer, “</span><em><span class="tm9">cortaram a árvore para procurar a semente</span></em><span class="tm6">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Tiroleses e troianos convergem para o desastre. Como resolver isso? Hum&#8230; Para começar, aceitando o problema, aceitando o problema e o desafio. Partindo da vontade de não ceder à tentação da rebelião e acentuando a confiança na Igreja. Mas paremos por aqui. Enquanto não verem a profundidade da encruzilhada em que nos encontramos, não poderão continuar. Porém, dou-vos uma pista, uma ponta do fio que Francisco nos traz hoje.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Devemos obedecer ao que nos dizem os Papas, ao que ensina o Magistério do Bispo de Roma, e a primeira e mais fácil de compreender é que há coisas que são ditas com total e absoluta certeza, e para as quais se impõem como norma de fé e de conduta. São NORMATIVAS.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E HÁ OUTRAS QUE NÃO O SÃO. SÃO NÃO-NORMATIVAS.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">É pura audácia (e pecado grave) argumentar contra as conclusões de Trento ou do Vaticano I. É uma petulância inaceitável pensar que tenho mais juízo em matéria de liturgia do que Pio X ou Pio XII. Eles emitiram normas vinculativas. Comprometeram o seu Magistério.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Francisco nos diz que seu ensino é NÃO NORMATIVO, ou seja, que não obriga. E ouço o Francisco, ouço a “</span><em><span class="tm9">opinião</span></em><span class="tm6">” dele que não é obrigatória, e comparativamente a ela tenho outra opinião. Mas se eu voltar e encontrar um Papa que OBRIGA, então deixo de dar a minha opinião e de criticar. E se o próprio Francisco declarasse algo que comprometesse a sua Infalibilidade, com a certeza de que lhe vinha diretamente do Espírito Santo e não de uma discussão inacabada de um órgão representativo popular, então eu teria de me conformar com essa declaração.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Não tenho nenhum problema com Francisco. Mas não se confunda, os pré-conciliares são muito tolos e não te dão essa “</span><em><span class="tm9">liberdade</span></em><span class="tm6">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Todos os pós-conciliares foram NÃO NORMATIVOS, como Francisco; foram PASTORAIS como o Concílio Vaticano II? É verdade que não o disseram em todas as letras, mas&#8230; para quem sabe ler, diziam-no com mais do que suficiente clareza. Pelo menos eu penso assim. Podemos falar sobre o assunto e discuti-lo. Para já, estou bastante tranquilo com o Sínodo, uma vez que as suas conclusões NÃO SÃO OBRIGATÓRIAS.  É o Papa que o diz.</span></p>
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		<title>A NEO PASTORAL DE FRANCISCO – PARTE III</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/%e2%80%a2a-neo-pastoral-de-francisco-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Oct 2024 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, o Papa Francisco insistiu pela terceira vez sobre a ideia falsa e escandalosa do valor salvífico de todas as religiões. Leia também a Parte 1 e a Parte 2 1. De 22 a 24 do último mês de setembro &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/%e2%80%a2a-neo-pastoral-de-francisco-parte-iii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/01/Photo_1_-_AETOSWire.jpg" alt="" width="503" height="339" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Recentemente, o Papa Francisco insistiu pela terceira vez sobre a ideia falsa e escandalosa do valor salvífico de todas as religiões.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Leia também a <a href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/"><span style="color: #0000ff;">Parte 1</span> </a>e a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/">Parte 2</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. De 22 a 24 do último mês de setembro aconteceu, em Paris, o trigésimo oitavo Encontro Internacional de Oração pela Paz, organizado pela Comunidade de Santo Egídio. O Papa Francisco fez questão de dirigir uma mensagem aos participantes. E aproveitou a oportunidade para insistir mais uma vez – pela terceira vez – sobre esta ideia escandalosa e falsa do valor salvífico de todas as religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. O Papa citou o Documento assinado (por ele mesmo, em conjunto com o grão Imã Ahmad Al-Tayyeb) em Abu Dhabi, no dia 4 de fevereiro de 2019, sobre “<em>a fraternidade humana pela paz mundial e a coexistência comum</em>”. O desejo particularmente expresso neste texto é de que as religiões não incitem o ódio. Com efeito, os sentimentos de ódio são apresentados como desvios, dos quais se tornam responsáveis os adeptos de toda religião, a partir do momento em que “<em>abusaram – </em>em certas fases da história<em>– da influência do sentimento religioso nos corações dos homens</em>”. Logo, a religião deveria ser definida como a expressão de um sentimento religioso?…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. Mais adiante, o Papa encoraja os participantes desse encontro a “<em>se deixarem guiar pela inspiração divina que habita toda fé</em>”, e isso “<em>para imaginarmos juntos a paz entre todos os povos</em>”. Reencontramos aqui a ideia mestra já expressa pelo Papa, durante seu diálogo com os jovens de Singapura, no último dia 13 de setembro (1), e na mensagem por vídeo dirigida ao grupo ecumênico reunido em Tirana, na Itália, em 17 de setembro(2). Esta ideia é que toda religião é querida por Deus e conduz a Deus. Como poderia ser diferente, com efeito, a partir do momento em que toda fé, toda crença de toda religião é habitada pela inspiração divina?</span><span id="more-32222"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. E o que exatamente é “inspiração divina”? A primeiríssima intervenção de Deus junto aos homens é aquela de sua Revelação. E a Revelação é a ação sobrenatural pela qual Deus ensina aos homens as verdades, sobrenaturais (como os mistérios da fé) e até naturais (como a existência de um Criador, autor e fim de todas as coisas, ou a imortalidade da alma humana), cujo conhecimento é indispensável à salvação(3). A inspiração divina assume concretamente a forma de uma ciência infusa dispensada aos Profetas do Antigo Testamento, à Santa Humanidade de Cristo e aos Apóstolos do Novo Testamento, para que estes possam pregar, instruir e ensinar os outros homens, indicando-lhes o objeto inteligível de sua crença. A fé se define, então, como a adesão da inteligência a essas verdades, pelas boas razões da autoridade de Deus que as revela. Logo, a inspiração divina, se assim for una, habita apenas na única e verdadeira fé, a fé católica, ou seja, a fé pela qual a inteligência se submete à verdadeira Revelação do único verdadeiro Deus, aquela que está no fundamento da religião católica, excluindo todas as demais religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Como sustentar, a partir daí, que a inspiração divina “habita toda fé”, senão redefinindo de alto a baixo a própria ideia da fé e da religião, e dando um significado diferente à noção fundamental da Revelação? Se a inspiração divina habita toda fé, apesar das diferenças de crenças e de ritos, a fé não é mais a adesão a uma verdade revelada. Só poderia ser a experiência – ou a conscientização – realizada pelo homem, de sua necessidade de infinito e de transcendência. Revelação e fé se identificam, então, na “<em>consciência que o homem adquire de sua relação com Deus</em>” (4). E a religião, baseada nesta fé, será verdadeira na medida em que ela for viva, ou seja, vivida com sinceridade, na convicção de entrar em relação com o Infinito ou o Transcendente, objeto da aspiração humana e denominado “Deus”. A religião se torna, com isso, a garantia e o meio do bem-estar do homem. Essas novas definições consagram como verdade toda religião, visto que a experiência e a conscientização do divino se encontra em todas as fés e em todas as crenças, bases das religiões. Com qual direito se negaria a verdade às experiências religiosas que ocorrem entre os muçulmanos ou entre os budistas? Em virtude do quê se atribuiria somente aos católicos o monopólio das verdadeiras experiências? Como poder-se-ia denunciar uma religião como sendo falsa? Isso só poderia acontecer se a experiência da necessidade de infinito fosse falsa. Ora, essa experiência permanece sempre, e por toda parte, a mesma, além das fórmulas diversas que diferenciam as crenças religiosas. Neste sentido, sim, toda religião conduz a Deus, porque a inspiração divina habita toda fé, sendo dado que a fé e a religião são a manifestação de uma mesma necessidade, de um mesmo “germe divino” que habita o coração de todo homem(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. Além do mais, poder-se-ia reivindicar, em favor da religião católica, o fato de que ela é mais verdadeira, porque ela é mais viva. Tal reivindicação permanece inscrita nos textos do Vaticano II. O decreto <em>Unitatis redintegratio</em>, se afirma, com efeito (no número 3) – ao falar das comunidades cristãs separadas da Igreja católica – que “o Espírito de Cristo não recusa se servir delas como meios de salvação”, esclarece logo depois que “sua virtude deriva da plenitude da graça e da verdade que foram confiadas à Igreja católica”. E, por sua vez, a declaração <em>Nostra ætate</em>, se afirma (no número 2), ao falar das religiões não cristãs – que “a Igreja católica não rejeita nada do que é verdadeiro e santo nestas religiões”, e “considera com um respeito sincero essas maneiras de agir e de viver, essas regras e essas doutrinas”, esclarece, imediatamente, que o é na medida em que esses elementos “refletem um raio da verdade que ilumina todos os homens”. E se ela exorta (ainda neste número 2) seus filhos para que estes “reconheçam, preservem e façam progredir os valores espirituais, morais e socioculturais que se encontram nestas religiões”, ela esclarece também que isso deve acontecer “com prudência e caridade”, e “dando testemunho da fé e da vida cristã”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. As palavras recentemente sustentadas pelo Papa Francisco não se preocupam mais em recordar essas distinções. A afirmação massiva – e repetida – de que a inspiração divina habita toda fé e que todas as religiões conduzem a Deus toma, nitidamente, o sentido de indiferentismo puro e simples, à diferença dos ensinamentos do Concílio Vaticano II e de João Paulo II, que destilavam um indiferentismo mitigado. Com Francisco, poderíamos dizer, na verdade, o modernismo tira a máscara do neomodernismo. O velho erro condenado por São Pio X aparece como ele sempre foi, no pressuposto da imanência vital: a revelação se identifica aí com uma conscientização e a religião é ainda mais verdadeira conforme ela é mais sincera e viva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. Em uma recente entrevista concedida a um jornalista em 26 de setembro passado(6), Dom Schneider declara: “<em>Tal afirmação do Papa Francisco vai claramente de encontro da revelação divina, ela contradiz diretamente o primeiro mandamento de Deus, que é sempre válido &#8211; “Não terás outros deuses diante de mim” &#8211; isto é claríssimo, e tal declaração contradiz o conjunto do Evangelho</em>”. Não é o que já havia declarado Dom Lefebvre, na homilia que ele pronunciou no dia das consagrações episcopais de Écône, em 30 de junho de 1988, para prestar contas de sua conduta e justificar o estado de necessidade? Já antes de Francisco, o indiferentismo mitigado de João Paulo II, durante a cerimônia de Assis, contradizia ele também o primeiro artigo do Credo(7). E hoje, as reações conjugadas de um Dom Schenider(8), de um cardeal Burke(9), de um Dom Strickland(10), de um Dom Chaput(11) não seriam suficientes para dar ainda mais razão, perto de quase quarenta anos depois, à “operação sobrevivência” da Tradição? Operação sobrevivência que deveria aparecer aos olhos de todos pelo o que ela é: a garantia da indefectibilidade da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>Notas:</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1)</span><strong> </strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/">https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(2) <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/">https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(3) Concílio Vaticano I, constituição dogmática Dei Filius; Réginald Garrigou-Lagrange, <em>De revelatione</em>, t. I, p. 139.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(4) Proposição condenada n° 20 (DS 3420) no Decreto <em>Lamentabili </em>de 3 julho de 1907.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(5) São Pio X, Encíclica <em>Pascendi </em>de 8 de setembro de 1907, <em>Acta sanctæ Sedis</em>, t. XL, (1907), p. 604–605.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(6) <a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/fr/news/mgr-schneider-le-pape-francis-a-contredit-tout-levangile/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=fr">https://www.lifesitenews.com/fr/news/mgr-schneider-le-pape-francis-a-contredit-tout-levangile/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=fr</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(7) <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/sacres-1988/sacres-1988">https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/sacres-1988/sacres-1988</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(8) <a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-burke-warns-of-practical-abandonment-of-salvation-in-christ-within-the-church-society/">https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-burke-warns-of-practical-abandonment-of-salvation-in-christ-within-the-church-society/</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(9) <a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/bishop-strickland-the-gospel-calls-us-to-give-of-ourselves-instead-of-always-receiving/">https://www.lifesitenews.com/news/bishop-strickland-the-gospel-calls-us-to-give-of-ourselves-instead-of-always-receiving/</a>;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(10) <a style="color: #0000ff;" href="https://riposte-catholique.fr/archives/193267">https://riposte-</a><a style="color: #0000ff;" href="https://riposte-catholique.fr/archives/193267">catholique.fr/archives/193267</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">(11) <a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/archbishop-chaput-slams-popes-extraordinarily-flawed-comment-that-every-religion-is-a-path-to-god/">https://www.lifesitenews.com/news/archbishop-chaput-slams-popes-extraordinarily-flawed-comment-that-every-religion-is-a-path-to-god/</a></span></p>
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		<title>A NEO PASTORAL DE FRANCISCO – PARTE II</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 14:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Retorno às palavras escandalosas proferidas pelo Papa Francisco no último dia 13 de setembro. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Leia a primeira parte clicando aqui 1. As palavras – escandalosas – proferidas pelo Papa Francisco no último &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/06/Religions-monotheistes.jpg" alt="" width="545" height="366" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Retorno às palavras escandalosas proferidas pelo Papa Francisco no último dia 13 de setembro.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/la-neo-pastorale-de-francois-ii">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Leia a primeira parte <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/">clicando aqui</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. As palavras – escandalosas – proferidas pelo Papa Francisco no último dia 13 de setembro(1) podem ser compreendidas no sentido de uma forma sútil de indiferentismo, se as entendermos à luz do Concílio Vaticano II. A constituição <em>Lumen gentium</em>sobre a Igreja, completada pelo decreto <em>Unitatis redintegratio</em> sobre o ecumenismo e a declaração <em>Nostra ætate</em> sobre as religiões não cristãs recusam, com efeito, o princípio próprio do pluralismo religioso, ou seja, a ideia de igual dignidade, verdade e eficácia em matéria de salvação de todas as religiões. Para admitir o valor salvífico de todas as religiões, os ensinamentos do Vaticano II pretendem entendê-lo de modo diferenciado, em referência ao primado da Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. A ideia do pluralismo religioso entendida no sentido estrito foi, além do mais, objeto de uma avaliação crítica pela Congregação para a Doutrina da Fé, então dirigida pelo cardeal Joseph Ratzinger, em uma Notificação publicada pelo <em>Osservatore Romano </em>de 26 de fevereiro de 2001. Naquela época, a Santa Sé aproveitou o lançamento do livro do padre jesuíta Jacques Dupuis, <em>Vers une théologie chrétienne du pluralisme religieux(2)</em>, disponível nas livrarias em 1997, para reagir e indicar o verdadeiro sentido dos textos do Concílio que supostamente autorizavam o diálogo inter-religioso(3). A religião católica, e somente ela, representa a plenitude, ou o estado perfeito, da economia salutar, enquanto as religiões não cristãs e as confissões cristãs não católicas representam apenas um estado parcial, certamente em graus diversos, mas, não obstante, reais. Em outras palavras, e se servindo do exemplo utilizado pelo Papa Francisco em seu bate-papo com os jovens de Singapura, a religião católica, e somente ela, representa a língua mais completa para alcançar a Deus, enquanto as outras religiões não teriam a mesma precisão. Todavia, resta dizer que todas as religiões são caminhos iguais que conduzem a Deus. Para ser mitigado, o pluralismo religioso permanece o que é: uma forma nova do mesmo erro, ou uma variante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. O pensamento do Papa Francisco corresponde a essa variante, na continuidade do Vaticano II? A continuação de sua fala, é necessário dizê-lo, permitiria duvidar disso. “<em>Mas o meu Deus é mais importante que o seu!</em>”, objeta ele. “<em>É verdade? Há apenas um único Deus, e nós, nossas religiões são línguas, caminhos para alcançar a Deus</em>”. Se nenhuma religião pode pretender conduzir a um Deus mais importante que aquele das outras, onde está a mitigação do pluralismo? E onde está a continuidade?</span><span id="more-32158"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. Muito oportunamente, nesta terça-feira, 17 de setembro, o Sumo Pontífice reinante acaba de voltar a essas palavras proferidas em Singapura, para esclarecer sua extensão. O Papa Francisco declarou, com efeito, a um grupo ecumênico de jovens, que a diversidade de suas identidades religiosas “<em>é um dom de Deus</em>”. Em uma mensagem de vídeo divulgada em 17 de setembro, ele se dirigiu aos jovens reunidos em Tirana para o encontro “Med24”, que tem como tema “<em>Peregrinos da esperança, construtores de paz</em>”. Dirigindo-se à assembleia em seu vídeo, Francisco declarou: “<em>Deus ama cada homem, ele não faz distinção entre nós”. </em>Apelando a um crescimento da <em>“unidade</em>”, Francisco descreveu a diversidade das origens religiosas dos participantes como um “<em>dom de Deus</em>”. Ele acrescentou: “<em>Convido-vos a aprendermos juntos a discernir os sinais dos tempos. Contemplem a diferença de vossas tradições como uma riqueza, uma riqueza que Deus quer ser. A unidade não é a uniformidade, e a diversidade de vossas identidades culturais e religiosas é um dom de Deus. A unidade na diversidade. Que a estima mútua cresça entre vós, conforme o testemunho de vossos ancestrais</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Falar mais o quê? Se a unidade não é a uniformidade, e se ela deve acontecer na diversidade, a mitigação do pluralismo não deveria se encontrar, singularmente,… mitigada? E a continuidade com o Vaticano II se torna ainda mais problemática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. Mitigado ou não, o pluralismo – ou o indiferentismo – religioso representa, em qualquer caso, uma heresia contrária aos ensinamentos divinamente revelados, tais como propôs constantemente ao assentimento de nossa fé o Magistério da Igreja. Este afirma constantemente a necessidade da Igreja para a salvação, recorrendo a uma expressão muito precisa, que sugere que essa necessidade é absoluta: fora da Igreja, ou seja, devido a ineficácia de uma religião não católica, ninguém pode ser salvo. Tal é a Profissão de fé prescrita aos Valdenses sob o Papa Inocêncio III, em 1208 (DS 792). Tal é a Profissão de fé do Quarto Concílio de Latrão, em 1215 (DS 802). Tal é o ensinamento da Bula <em>Unam sanctam </em>do Papa Bonifácio VIII, em 1302, o da Carta do Papa Clemente VI aos católicos dos armênios Mekhitar, em 1351 (1051), e ainda do Decreto para os Jacobitas, na Bula <em>Cantate Domino </em>do Papa Eugênio IV, em 1442 (DS 1351). Tal é a verdade recordada pelo Papa Pio IX, na Alocução <em>Singulari quadam</em>, em 1854 (1647), em sua Encíclica <em>Quanta conficiamur mærore</em>, em 1863 (onde o Papa diz que essa verdade é um dogma, e dos mais conhecidos), e, enfim, no <em>Syllabus</em>, em 1864, sob a forma das duas proposições condenadas nº 16 (DS 2916) e nº 17 (DS 2917). Também o Papa Leão XIII recorda essa verdade em sua Encíclica<em> Satis cognitum</em>, em 1896 (DS 3304), e o Papa Pio XII a recorda outra vez em três momentos, na Encíclica <em>Mystici corporis</em>, em 1943 (DS 3821), na Carta do Santo Ofício dirigida, em 1949, a Dom Cushing, arcebispo de Boston (DS 3868), e na Encíclica <em>Humani generis</em>, em 1950 (DS 3891). Certamente, sim, as almas de boa vontade que permanecem na ignorância invencível podem receber graças salutares aonde estiverem. Contudo, trata-se aqui de uma situação totalmente diferente. A graça da salvação é sempre recebida pela Igreja, mesmo quando, de modo extraordinário, não se está na Igreja. E até mesmo quando alguns se salvam em uma religião diferente da religião católica, ninguém se salva por uma religião diferente da religião católica. O que equivale a dizer que, com exceção da religião católica, nenhuma outra religião pode representar um caminho ou uma linguagem que conduz a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. Tudo isso é perfeitamente claro e evidente. A tal ponto que, neste dia da graça de 16 de setembro de 2024, o cardeal Burke, em uma mensagem no X, avalia que parece que estamos “<em>nos fins do tempo</em>”(3). Francisco seria, portanto, o Anticristo? Para além dessas reações muito compreensíveis, confessamos, ainda assim, nossa perplexidade. Até aqui, com efeito, a Fraternidade São Pio X se entendia repreendida por negar a indefectibilidade da Igreja, sob o pretexto de que ela considerava o Concílio Vaticano II e o Magistério pós-conciliar como viciados de erros graves. Tal é, em substância, o argumento desenvolvido e enfatizado nestes últimos meses pelos apologetas do movimento Ecclesia Dei, que encorajam os prelados conservadores da envergadura de um cardeal Burke, e, sobre os quais retornaremos mais tarde: Mathieu Lavagna, por exemplo, em seu canal no Youtube(4), ou o padre Hilaire Vernier, no site da Fraternidade São Pedro(5). Como, desde então, eles podem se posicionar diante destas recentes declarações do Papa Francisco? Se afirmarem – a exemplo da Fraternidade São Pio X – que elas são gravemente errôneas, não negariam, eles também, a indefectibilidade da Igreja? E se eles afirmarem que elas não o são, como não afirmariam que os ensinamentos de Inocêncio III, de Bonifácio VIII, de Clemente VI, de Eugênio IV, de Pio IX, de Leão XIII e de Pio XII são gravemente errôneos? E, por conseguinte, não negariam também, ainda que de outro modo, a indefectibilidade da Igreja? Sem dúvida, deveria haver aqui uma matéria de grave reflexão entre os teólogos do movimento Ecclesia Dei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. Por sua vez, a Fraternidade São Pio X sempre se apoiou na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-do-ano-de-1974/"><strong>Declaração de 21 de novembro de 1974</strong></a></span>, onde Dom Lefebvre estabelecia, desde o princípio, as distinções fundamentais, herdadas da Tradição da Igreja(6). A Igreja não é o Papa. A indefectibilidade da sociedade visível fundada por Jesus Cristo é aquela do tríplice vínculo de profissão de fé, culto e submissão ao governo dos pastores divinamente instituídos. Distintos são os atos destes pastores, dos quais alguns podem constituir graves problemas à consciência dos católicos, sem que, todavia, a Igreja deixe de permanecer o que ela deve ser na unidade desse tríplice vínculo, que a define como tal(7). A história está aí para testemunhar isso. E a vivacidade da Tradição católica, sob todas as suas formas hoje, está aí para atestar a indefectibilidade deste tríplice vínculo. A permanência da verdadeira missa católica, celebrada de acordo com o rito de São Pio V, não obstante as recriminações de <em>Traditionis custodes</em>, é uma das expressões mais sensíveis desta indefectibilidade da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9. O arcebispo emérito da Filadélfia, o capuchino Charles Chaput, declarou que os comentários do Papa Francisco sobre o pluralismo religioso eram “<em>extraordinariamente errôneos</em>” e “<em>esvaziavam o martírio de seu sentido</em>”(8). Quem, entre os católicos do movimento Eclessia Dei, ousaria acusar este santo homem de negar a indefectibilidade da Igreja? Alegremo-nos, dizia em seu tempo Dom Lefebvre, por vermos se levantar bons sacerdotes e bons bispos decididos a resistir aos erros para a salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/">A análise continua aqui</a>&#8230;</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) “</span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/">A neo pastoral de Francisco</a></span>”<span style="color: #000000;">, na página de 16 de setembro de 2024 da La Porte Latine.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) Ndt.: Rumo a uma teologia cristã do pluralismo religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) Ver o artigo “O sinal de contradição”, na edição de maio de 2024 do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;">(4) <span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-burke-are-these-the-last-times-it-certainly-seems-that-way/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=usa">https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-burke-are-these-the-last-times-it-certainly-seems-that-way/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=usa</a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #000000;">(5) </span><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=muhZ0qLfiQA">https://www.youtube.com/watch?v=muhZ0qLfiQA</a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(6) <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://claves.org/peut-on-etre-sedevacantiste-sans-le-dire/">https://claves.org/peut-on-etre-sedevacantiste-sans-le-dire/</a>  <a style="color: #0000ff;" href="https://claves.org/peut-on-etre-prudentiellement-ecclesiovacantiste-2-2/">https://claves.org/peut-<span style="color: #000000;">on-etre-prudentiellement-ecclesiovacantiste‑2–2/</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(7) Ver o artigo “21 de novembro 1974-024” na edição de setembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(8) Ver o artigo, “A Igreja é indefectível” na edição de setembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(9) <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/archbishop-chaput-slams-popes-extraordinarily-flawed-comment-that-every-religion-is-a-path-to-god/?utm_source=most_recent&amp;utm_campaign=usa">https://www.lifesitenews.com/news/archbishop-chaput-slams-popes-extraordinarily-flawed-comment-that-every-religion-is-a-path-to-god/?utm_source=most_recent&amp;utm_campaign=usa</a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A NEO PASTORAL DE FRANCISCO</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 14:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Dirigindo-se aos jovens de Singapura em 13 de setembro de 2024, o Santo Padre disse-lhes claramente que “todas as religiões são um caminho para alcançar a Deus”. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est 1. Durante sua última viagem realizada à Indonésia, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/11/IT624167K.jpg" alt="" width="422" height="285" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">Dirigindo-se aos jovens de Singapura em 13 de setembro de 2024, o Santo Padre disse-lhes claramente que “todas as religiões são um caminho para alcançar a Deus”.</span></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/la-neo-pastorale-de-francois">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. Durante sua última viagem realizada à Indonésia, o Papa Francisco quis se encontrar com os jovens do Colégio Católico de Singapura, nesta sexta-feira, dia 13 de setembro de 2024. Encontro inter-religioso, no sentido em que os jovens em questão, longe de serem todos católicos, pertenciam a diferentes confissões, católicas ou não, cristãs ou não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. Encorajando esses jovens a “<em>dialogar</em>”, o Santo Padre disse-lhes claramente que todas as religiões conduzem a Deus. “<em>Todas as religiões são um caminho para alcançar a Deus. São – faço uma comparação – como diversas línguas, diversos idiomas, para alcançá-Lo. Porém Deus é Deus para todos. E porque Deus é Deus para todos, somos todos filhos de Deus</em>”(1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. A comparação é interessante. Com efeito, Aristóteles e São Tomás nos dizem que a língua é o sinal, a expressão direta e imediata, não das realidades extra mentais, mas das ideias, ou seja, dos conceitos intelectuais por meio dos quais nossa alma assimila, no íntimo de si mesma, a realidade que ela conhece. E a linguagem é, ao mesmo tempo, o meio que a natureza deu aos homens para que estes possam se comunicar entre si, intercambiando seus pensamentos, por meio de sua expressão adequada(2). Comparar a religião a uma língua é, portanto, comparar o caminho que conduz a Deus ao caminho que conduz às ideias, que conduz ao pensamento. Se a religião é uma língua, Deus é uma ideia, e as diferentes religiões têm diferentes modos de exprimir a mesma ideia. O Papa insiste, além do mais, sobre este ponto: ““<em>Mas o meu Deus é mais importante que o seu!” É verdade? Há apenas um Deus, e nós, nossas religiões são línguas, caminhos para alcançar a Deus. Alguns são sikhs, outros muçulmanos, outros hindus, outros cristãos, mas são caminhos diferentes</em>”.</span><span id="more-32150"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. O pressuposto subjacente a esse discurso do Santo Padre é precisamente que línguas diferentes são apenas expressões diferentes de uma única e mesma ideia. Os diferentes adeptos das diferentes religiões têm a mesma ideia do mesmo Deus, e a única diferença reside no modo com que eles a exprimem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Contudo, a ideia de Deus corresponde a uma realidade, e esta é a realidade de um só e único verdadeiro Deus? Por exemplo, a ideia de Deus, tal como os católicos e os judeus a exprimem de modos diferentes, corresponde à realidade eterna e objetiva da Santíssima Trindade, Deus único em Três Pessoas consubstanciais, Pai, Filho e Espírito Santo? A ideia de Jesus Cristo, tal como os católicos e muçulmanos a exprimem de modos diferentes, corresponde à realidade histórica e objetiva de Jesus de Nazaré, verdadeiro homem, Filho da Virgem Maria, e verdadeiro Deus, Filho eterno e consubstancial do Pai? Há uma realidade além de nossas ideias? E se há, qual é? É a realidade do ser extramental, ou seja, de um ser independente de nossas reações psicológicas e subjetivas? É a realidade própria de nossas reações vitais, realidade de nosso sentimento religioso, de nossa necessidade de infinito, sentimento e necessidade tais como são vividos e experimentados? E a ideia de Deus seria nada além da conscientização dessa vivência? E tal ideia, com a linguagem que a exprime, conseguiria explica de modo suficientemente exato essa realidade à qual ela remete? Tantas questões decisivas levantadas por esse discurso do Papa Francisco, decididamente mais rico em problemáticas do que poderia parecer à primeira vista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. Por sua vez, o Papa São Pio X, na <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Encíclica Pascendi</a></em></span>, apresentara – bem claramente, aliás – vários elementos de resposta e discernimento. De acordo com os dados constantes e devidamente estabelecidos do Catecismo, Deus é um ser pessoal, independente do pensamento, e Ele se fez conhecer, por sua Revelação sobrenatural, como sendo Uno na Trindade de suas Pessoas consubstanciais, Pai, Filho e Espírito Santo, e como tendo se unido, na Pessoa de seu Verbo, à natureza humana individual de Jesus de Nazaré, filho, conforme a carne, da Virgem Maria. Essas verdades fundamentais sendo negadas tanto pela religião do judaísmo contemporâneo quanto pelo Islã, e, mais geralmente, pelas religiões ditas não cristãs, parece difícil ver nelas caminhos que conduzem a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. Salvo se postularmos que Deus é apenas uma ideia, que remete, no máximo, a uma vivência existencial ou a um sentimento que nenhuma formulação religiosa pode exprimir de modo adequado. Consequentemente, cada crente pode alimentar a ambição de aderir, para além das fórmulas de sua religião, à verdade desconhecida que nunca foi esgotada por nenhuma língua. Em tal ótica, todos os crentes já comungam em uma mesma fé, e todas as crenças que existem no mundo são apenas suas variantes. O diálogo inter-religioso, tal como encoraja o Papa Francisco, deveria apressar a aurora do dia em que haverá uma única religião para toda a humanidade, depois que forem abolidas para sempre todas as divisões confessionais(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. Então, precisaríamos suplicar ao relativismo religioso ou ao latitudinarismo(4)? Não, pois o erro condenado pelo Papa Pio IX no <em>Syllabus </em>é aquele daqueles que afirmam que “<em>todas as religiões têm o mesmo valor</em>”(5). Para afirmar que todas as religiões conduzem a Deus, o Papa Francisco não diz que elas conduzem “<em>de modo igual</em>”, ou com o mesmo valor. Os ensinamentos do Vaticano II admitem esse valor salvífico, desde que o compreendam de modo diferenciado(6). A religião católica seria, deste modo, a expressão privilegiada da relação do homem com Deus – ou do sentimento religioso tornado consciente. Encontrar-nos-íamos autorizados a falar de um “latitudinarismo mitigado”? Por que não? Desde que não se exagere a extensão dessa eventual “mitigação”. Sem dúvida, seria melhor dizermos “neo latitudinarismo”, mas deixemos isso de lado, visto que<em>de nominibus non est disputandum</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9. Houve, não esqueçamos, um precedente. Numa segunda-feira, 9 de fevereiro de 2019, o Papa Francisco consignou com o Grã Imã Ahmad Al-Tayyeb uma Declaração comum sobre a Fraternidade humana, pela paz mundial e a coexistência comum. Esse texto já afirma que “<em>o pluralismo e as diversidades de religião […] são uma sábia vontade divina, pela qual Deus criou os seres humanos</em>”(7). A pastoral –neoindiferentista – conduzida junto aos jovens deveria logicamente ter procedido disso.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-neo-pastoral-de-francisco-parte-ii/">A análise continua aqui</a>&#8230;</strong></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p>(1)<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/francesco/fr/speeches/2024/september/documents/20240913-singapore-giovani.html">https://www.vatican.va/content/francesco/fr/speeches/2024/september/documents/20240913-singapore-giovani.html</a></span></p>
<p>(2) São Tomás de Aquino, <em>Commentaire sur le Perihermeneias d’Aristote</em>, livro I, lição 2, n° 2.</p>
<p>(3) Cf. o artigo « Exhortation synodale et postconciliaire » no exemplar<a href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/01/1911cdr626.pdf"> <span style="color: #0000ff;">de novembro 2019</span></a> du <em>Courrier de Rome</em>.</p>
<p>(4) Ndt.: Seita inglesa que prega a máxima tolerância religiosa.</p>
<p>(5) As proposições condenadas 16 e 18 enunciam precisamente essa igualdade das diferentes religiões, do ponto de vista do valor salvífico. Proposição 16: “Os homens podem encontrar o caminho da salvação eterna e obter a salvação eterna em qualquer religião”; Proposição 18: “O protestantismo não é outra coisa senão uma forma da mesma verdadeira religião cristã, e na qual é dado agradar a Deus tanto quanto na Igreja católica”.</p>
<p>(6) Constituição <em>Lumen gentium</em>, n° 15 et 16 ; Decreto <em>Unitatis redintegratio</em>, n° 3 ; Declaração  <em>Nostra aetate</em>, n° 2.</p>
<p>(7) Ver o artigo &#8220;<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/01/1902cdr618.pdf">François et le dogme (II)</a></span>&#8221; no <em>Courrier de Rome</em> de fevereiro de 2019.</p>
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		<title>SOBRE A ARREPIANTE “BÊNÇÃO VÁLIDA PARA TODAS AS RELIGIÕES” DE BERGOGLIO. UMA RESPOSTA SIMPLES</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Sep 2024 17:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est Como é sabido (e quem não sabe deve informar-se!), desde a época de João Paulo II, um dos acontecimentos mais importantes das viagens “apostólicas” tem sido o encontro inter-religioso. Francisco é um devotado &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sobre-a-arrepiante-bencao-valida-para-todas-as-religioes-de-bergoglio-uma-resposta-simples/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2024/09/snake-3979601_1280-1280x640.jpg" alt="Sull’agghiacciante “benedizione valida per tutte le religioni” di Bergoglio. Una risposta semplice" width="462" height="233" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2024/09/sulla-agghiacc-bened-valida-per-tutte-le-religioni-di-bergoglio-una-risposta-semplice/">Radio Spada</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como é sabido (e quem não sabe deve informar-se!), desde a época de João Paulo II, um dos acontecimentos mais importantes das viagens “<em>apostólicas”</em> tem sido o encontro inter-religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Francisco é um devotado guardião desta “<em>tradição</em>” pós-conciliar (diligentemente observada também por Bento XVI) e, por isso, não a perdeu nem mesmo na sua viagem ao Extremo Oriente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E assim, no dia 4 de setembro passado, ele recebeu, em Jacarta, os jovens das <em>Scholas Occurrentes</em>, pertencentes a diversas “<em>religiões</em>”. E como Bergoglio é um tipo de pessoa que gosta de fazer declarações “<em>chocantes</em>”, concluiu o encontro com declarações que (legitimamente) provocaram os “<em>mais altos lamentos</em>” do mundo conservador e tradicionalista:</span><span id="more-32113"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;<em>Gostaria de dar uma bênção&#8230; Eis que vocês pertencem a diferentes religiões, mas nós temos um só Deus, ele é um só. E em união, em silêncio, rezaremos ao Senhor e eu darei uma bênção para todos, uma bênção válida para todas as religiões”.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, nenhum sinal da cruz ou menção à Santíssima Trindade para não ofender os adoradores de sabe-se lá que demônio oriental ou de algum judeu ou muçulmano presente. Sem esquecer os ateus e os agnósticos (estes últimos queridos do extinto Sofo Bávaro).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas como explicar estas palavras escandalosas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A explicação é “<em>simples</em>” (se é que o adjetivo pode ser aplicado à implementação mais hedionda do <em>mysterium iniquitatis</em> ).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Francisco (tal como os seus antecessores, a partir de Roncalli) é um modernista e, portanto, é uma consequência natural que ele se expresse dessa forma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Pio X ensinou isso na <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Pascendi</a></em></span>, há 117 anos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>“E os modernistas de fato não negam, ao contrário, admitem, alguns veladamente, outros abertamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.”</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa forma, como explicou Mons. Belerini:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>“No sistema modernista todas as religiões são justificadas, toda distinção entre a ordem natural e o sobrenatural é negada, o próprio conceito de religião e de revelação é distorcido, e acaba-se, afinal, naquele sentimento vazio do incognoscível que também é próprio do panteísta, do ateu e do incrédulo.&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">LEIA TAMBÉM:</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/compreeder-joao-paulo-ii-para-compreender-francisco-a-apostasia-de-86-bem-explicada-sem-circunstancias-atenuantes-e-trazida-de-volta-ao-presente/">COMPREEDER JOÃO PAULO II PARA COMPREENDER FRANCISCO. A APOSTASIA DE 86 BEM EXPLICADA, SEM CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E TRAZIDA DE VOLTA AO PRESENTE</a></span></span></strong></p>
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		<item>
		<title>A VELHA HISTÓRIA DO “ASSIS 86: CASO ISOLADO” NÃO FUNCIONA MAIS. A TÉCNICA DO “LAGARTO SEM CAUDA” EXPLICADA EM 2 PONTOS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-velha-historia-do-assis-86-caso-isolado-nao-funciona-mais-a-tecnica-do-lagarto-sem-cauda-explicada-em-2-pontos/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 15:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est O livro Golpe na Igreja está abrindo os olhos de muitos, e isso é um grande bem. Dois artigos recentes extraídos do livro suscitaram grande atenção, em particular o de ontem do dia 10/09: Compreendendo João Paulo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-velha-historia-do-assis-86-caso-isolado-nao-funciona-mais-a-tecnica-do-lagarto-sem-cauda-explicada-em-2-pontos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2024/09/IMG_5665-1280x640.jpeg" alt="La vecchia storia “Assisi ‘86: caso isolato” non funziona più. La tecnica “lucertola senza coda” spiegata in 2 punti" width="393" height="202" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2024/09/la-vecchia-sciocchezza-assisi-86-caso-isolato-non-funziona-piu-la-tecnica-lucertola-senza-coda-spiegata-in-2-punti/">Radio Spada</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livro <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.edizioniradiospada.com/component/virtuemart/ecommerce/ed-radio-spada/golpe-nella-chiesa-documenti-e-cronache-sulla-sovversione-dalle-prime-macchinazioni-al-papato-di-transizione-dal-gruppo-del-reno-fino-al-presente-detail.html?Itemid=0">Golpe na Igreja</a></span> está abrindo os olhos de muitos, e isso é um grande bem. Dois artigos recentes extraídos do livro suscitaram grande atenção, em particular o de <span style="text-decoration: line-through;">ontem</span> do dia 10/09: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/compreeder-joao-paulo-ii-para-compreender-francisco-a-apostasia-de-86-bem-explicada-sem-circunstancias-atenuantes-e-trazida-de-volta-ao-presente/">Compreendendo João Paulo II para compreender Francisco. A apostasia de Assis de 86 bem explicada, sem circunstâncias atenuantes e trazida de volta ao presente</a></span>) revelou um caldeirão fervente verdadeiramente interessante. Vamos analisá-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assis 86 e a sua patente apostasia são hoje indefensáveis ​​para qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento da doutrina católica (basta ler o <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://pt.scribd.com/document/191424320/CARTA-ENCICLICA-SYLLABUS-PAPA-PIO-IX">Syllabus</a>, <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Pascendi</a></em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/"> </a></span>ou <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-mortalium-animos-sobre-a-promocao-da-verdadeira-unidade-de-religiao/">Mortalium Animos</a></em></span>) ou para quem não procura se agarrar a qualquer coisa que se fantasia. Aqui, então, – em meio a dificuldades cada vez maiores – a estratégia <em>do lagarto sem cauda</em> é aplicada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seja porque, até de boa fé, pretende-se uma solução fácil, seja por razões de afeto pessoal, seja para demonstrar uma desastrada sagacidade, seja por outros assuntos de foro interno que temos o cuidado de não julgar, há quem lance o slogan: “<em>É tudo é verdade, mas Assis 86 foi um caso isolado!</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ideia baseia-se numa lacuna inviável por duas razões:</span><span id="more-32116"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">É totalmente falso que a prática do ecumenismo indiferentista se reduza ao episódio de 1986. </span><span style="color: #000000;">Os encontros que, desafiando o ensinamento da Igreja, vão nessa direção, são inúmeros nas últimas décadas: visitas a sinagogas, mesquitas, templos protestantes, ou mesmo os pagãos, têm sido uma constante, não sem o tempero de alguma ocasional &#8220;<em>bênção</em>&#8221; de bruxaria. </span><span style="color: #000000;">O <em>formato de Assis </em>foi repetido nas mesmas condições, em vários lugares e de maneira contundente por Bento XVI, em 2011, com o título arrepiante e de sabor relativista: “<em>Peregrinos da verdade, peregrinos da paz</em>”. </span><span style="color: #000000;">O ecumenismo, tal como o conhecemos, não é (apenas) fruto da inspiração joãopaulina, mas é claramente proposto nos “<em>documentos conciliares</em>”, tendo a <em>Unitatis Redintegratio</em> como exemplo para tal.</span></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Ainda há mais. O ecumenismo ao estilo de Assis 86 não só não pode ser isolado de outros episódios relacionados e das doutrinas errôneas do Vaticano II: não pode sequer ser separado dos outros erros neomodernistas com os quais constitui um bloco ideológico articulado. Não há <em>indiferentismo</em> sem <em>liberalismo religioso</em> (ver <em>Dignitatis Humanae</em>), nem se pode entender ambos sem o resultado litúrgico de uma pseudo-reforma que (ecumenicamente) <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/missa-nova-um-caso-de-consciencia/">viu 6 protestantes trabalhando como &#8220;<em>observadores</em>&#8221; muito ativos na comissão preparatória</a></span>. Da mesma forma, não se pode separar essa horizontalização geral da doutrina, das relações Igreja-mundo e da “<em>nova missa</em>”, do típico achatamento da colegialidade e da sinodalidade. Resumindo: o jogo não é jogado.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Voltemos ao nosso lagarto: sabe-se que um de seus mecanismos de defesa é <em>a autotomia caudal</em>, ou seja, a separação da cauda quando ameaçada por um predador. Ele se separa para “<em>salvar</em>” o resto do corpo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui, alguns tentam esse caminho: uma vez evitada a consideração dos erros conciliares nas suas relações e como um todo (quadro geral), uma vez tentado o caminho de separar Assis 86 do resto da catástrofe ecumênico-indiferentista (caso particular), resta apenas truncá-lo com o clichê: “<em>É um caso isolado</em>”. Uma técnica desastrosa, que pode ajudar uma vez e que não torna o lagarto imortal, apenas mutilado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não termine como o réptil, não vale a pena.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>COMPREEDER JOÃO PAULO II PARA COMPREENDER FRANCISCO. A APOSTASIA DE 86 BEM EXPLICADA, SEM CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E TRAZIDA DE VOLTA AO PRESENTE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/compreeder-joao-paulo-ii-para-compreender-francisco-a-apostasia-de-86-bem-explicada-sem-circunstancias-atenuantes-e-trazida-de-volta-ao-presente/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 14:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Papa João Paulo II]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse extrato fundamental para a compreender a crise atual foi extraído da obra-prima de D. Andrea Mancinella (1956-2024): Golpe na Igreja. Documentos e crônicas sobre a subversão: das primeiras maquinações ao papado de transição, do Grupo do Reno à atualidade. Fonte: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/compreeder-joao-paulo-ii-para-compreender-francisco-a-apostasia-de-86-bem-explicada-sem-circunstancias-atenuantes-e-trazida-de-volta-ao-presente/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2024/09/IMG_5660-1280x640.jpeg" alt="Capire Wojtyła per capire Bergoglio. L’apostasia di Assisi ’86 spiegata bene, senza attenuanti e ricondotta al presente" width="520" height="267" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Esse extrato fundamental para a compreender a crise atual foi extraído da obra-prima de D. Andrea Mancinella (1956-2024): </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.edizioniradiospada.com/component/virtuemart/ecommerce/ed-radio-spada/golpe-nella-chiesa-documenti-e-cronache-sulla-sovversione-dalle-prime-macchinazioni-al-papato-di-transizione-dal-gruppo-del-reno-fino-al-presente-detail.html?Itemid=0"><span class="tm9">Golpe na Igreja. Documentos e crônicas sobre a subversão: das primeiras maquinações ao papado de transição, do Grupo do Reno à atualidade</span></a></u><span class="tm9">.</span></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2024/09/capire-wojtyla-per-capire-bergoglio-lapostasia-di-assisi-86-spiegata-bene-senza-attenuanti-e-ricondotta-al-presente/">Radio Spada</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8"><span style="text-decoration: underline;"><strong>27 de outubro de 1986:</strong></span> João Paulo II convida, pessoalmente, representantes de todas as principais religiões do mundo para um </span><em><span class="tm10">encontro ecumênico de oração</span></em><span class="tm8"> em Assis, cidade de São Francisco. Cerca de um mês antes, em um artigo publicado no </span><em><span class="tm10">L&#8217;Osservatore Romano</span></em><span class="tm8"> para preparar a mente dos católicos para o impacto chocante de </span><em><span class="tm10">Assis</span></em><span class="tm8">, Mons. Mejìa (então vice-presidente da Pontifícia Comissão </span><em><span class="tm10">Iustitia et Pax</span></em><span class="tm8">, ex-colega de estudos do jovem Pe. Karol Wojtyla no Angelicum e depois, naturalmente, também cardeal) revelou a heresia fundamental que estava na base deste encontro ecumênico de oração: “<em>A presença comum (de representantes de várias religiões) baseia-se, em última análise, no reconhecimento e no respeito mútuo do caminho percorrido por cada um, e da religião à qual pertence, como via de acesso a Deus</em> &#8220;[1]. E, de fato, é somente aceitando esse indiferentismo religioso (para o qual uma religião é essencialmente tão boa como outra), repetidamente condenado pela Igreja[2], é possível aceitar o </span><em><span class="tm10">encontro de Assis</span></em><span class="tm8">  e as suas agora incontáveis repetições em todos os níveis (incluindo o diocesano e até mesmo paroquial).</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Na manhã do dia 26 de outubro, João Paulo II, antes de entrar na Basílica de Santa Maria dos Anjos, apresentou o programa do </span><em><span class="tm10">encontro</span></em><span class="tm8"> aos participantes: “</span><em><span class="tm10">Daqui iremos para os nossos locais de oração separados. Cada religião terá tempo e a oportunidade para se expressar no seu próprio rito tradicional. Depois, do local de nossas respectivas orações, iremos em silêncio até a praça inferior de São Francisco. Uma vez reunidas naquela praça, cada religião terá novamente a oportunidade de apresentar a sua oração, uma após a outra</span></em><span class="tm8">”[3].</span></span><span id="more-32108"></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Bem, façamos uma pequena pausa e reflitamos: Nosso Senhor Jesus Cristo colocou o seu Vigário e a Igreja nesta terra para anunciar a verdade, dispensar a graça e a salvação a todos os homens de qualquer religião, chamando-os à conversão, à custa do martírio: e assim fizeram os Apóstolos, assim como todos os Santos e Mártires durante dois mil anos. Mas agora aqui está um Papa convocando os não-católicos, não para exortá-los à conversão ou mesmo para uma simples discussão, mas antes para instá-los a orar de acordo com suas falsas e vãs crenças </span><em><span class="tm10">humanas</span></em><span class="tm8"> (quando não </span><em><span class="tm10">diabólicas</span></em><span class="tm8">), a fim de obter uma paz mundial não especificada. Que paz? Certamente não será a paz de Cristo que se obterá desobedecendo Àquele que ordenou aos seus Apóstolos: </span><em><span class="tm10">Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado</span></em><span class="tm8"> (Mc 16, 15).</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Quando o Papa Wojtyla mencionou então o nome de Jesus Cristo, apresentou-o como se Ele e a sua Igreja fossem </span><em><span class="tm10">opcionais</span></em><span class="tm8">, uma simples meta de perfeição ideal. Com estas palavras e atos João Paulo II: </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">1) violou o Primeiro Mandamento de Deus; </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">2) confirmou os erros dos não-católicos, enraizando-os ainda mais neles; </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">3) difundiu entre os católicos uma mentalidade relativista e indiferentista, que hoje extingue inexoravelmente a fé (queremos dizer a verdadeira fé católica dogmática) do povo cristão.<br />
</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">No decorrer do dia, as profanações multiplicavam-se nos lugares sagrados de Assis. </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Eis como um periódico católico as resumiu:</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">1) depois de ter visto na igreja de São Pedro (Assis) os bonzos adorando o Dalai Lama, para eles, reencarnação do Buda, sentado de costas para o Tabernáculo de um altar lateral, onde a lâmpada acesa atestava a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem nenhum dos seus ministros se preocupou ao menos em poupar aquele ultraje (cf. </span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8"> , 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">2) depois de ter visto na mesma igreja o ídolo Buda elevando-se do Tabernáculo, no altar-mor, símbolo do Corpo de Cristo, consagrado para oferecer a Deus o Sacrifício de seu Filho Unigênito (cf . </span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8"> e </span><em><span class="tm10">Il Mattino</span></em><span class="tm8"> , 28 Outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">3) depois de ver os feiticeiros pele-vermelha prepararem o </span><em><span class="tm10">khalumet da paz</span></em><span class="tm8"> no altar da igreja de São Gregório (cf. L</span><em><span class="tm10">a Repubblica</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">4) depois de ter ouvido os hindus invocando a </span><em><span class="tm10">Trimurti</span></em><span class="tm8"> e todo o panteão hindu sentados ao redor do altar da igreja de Santa Maria Maggiore (cf. </span><em><span class="tm10">Corriere della Sera</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">5) depois de ler que algumas igrejas católicas e a própria Basílica de São Francisco só foram salvas da profanação graças à </span><em><span class="tm10">sensibilidade</span></em><span class="tm8"> de muçulmanos e judeus, que se recusaram a “</span><em><span class="tm10">realizar os seus ritos nos lugares sagrados de uma religião diferente</span></em><span class="tm8">” (cf. </span><em><span class="tm10">Il Giornale</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">6) depois de ter visto em Santa Maria dos Anjos, em frente à Porciúncula, o Vigário de Cristo sentado no </span><em><span class="tm10">semicírculo de cadeiras idênticas</span></em><span class="tm8"> entre os líderes de </span><em><span class="tm10">outras</span></em><span class="tm8"> religiões, de modo que entre eles, como entre os cavaleiros da Távola Redonda, não houvesse “</span><em><span class="tm10">nem primeiro nem último</span></em><span class="tm8">” (cf. </span><em><span class="tm10">Il Tempo</span></em><span class="tm8"> e </span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8">, 28 de Outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">7) depois de ler que o Dalai Lama sentou-se à esquerda do Vigário de Cristo, porque o cerimonial havia lhe atribuído um lugar de honra entre os </span><em><span class="tm10">convidados, uma vez que não era um simples representante</span></em><span class="tm8"> de uma religião, mas sim o próprio Buda reencarnado, ou seja, um </span><em><span class="tm10">ídolo</span></em><span class="tm8"> vivo (cf.  </span><em><span class="tm10">Il Tempo</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">8) depois de ter visto e ouvido padres católicos atuarem cuidadosamente como intérpretes de </span><em><span class="tm10">oficiantes</span></em><span class="tm8"> budistas, sikhs, muçulmanos, </span><em><span class="tm10">feiticeiros</span></em><span class="tm8"> africanos e ameríndios  para a edificação dos católicos presentes;</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">9) depois de ter ouvido, por exemplo, o subsecretário da </span><em><span class="tm10">Secretaria para os não-cristãos</span></em><span class="tm8">, o salesiano Giovanni Bosco Shireida, explicar com toda a seriedade aos presentes que os budistas haviam parado o seu canto, porque haviam alcançado o Nirvana </span><em><span class="tm10">(</span></em><span class="tm8"> cf.  </span><em><span class="tm10">Il Mattino</span></em><span class="tm8"> , 28 de outubro de 1986) e o Pe. Andraos Salama, descalço por respeito aos seus </span><em><span class="tm10">irmãos</span></em><span class="tm8"> muçulmanos, entre os quais rezava um italiano </span><em><span class="tm10">apóstata do catolicismo</span></em><span class="tm8">, a quem o Avvenire chama, no entanto, de </span><em><span class="tm10">convertido ao islamismo</span></em><span class="tm8">, explicam com igual seriedade: “</span><em><span class="tm10">Eles chamam Alá para se submeterem e pedir-lhe perdão</span></em><span class="tm8">&#8221; (cf. </span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8"> , 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">10) depois de ter visto alguns frades franciscanos irem à frente, todos contritos, para receber a </span><em><span class="tm10">bênção de Manitou</span></em><span class="tm8"> (cf. </span><em><span class="tm10">Il Mattino</span></em><span class="tm8"> , 28 de outubro de 1986) e os católicos adentrarem nos vários </span><em><span class="tm10">locais de oração</span></em><span class="tm8"> como se fossem a uma Missa, recebendo devotamente as </span><em><span class="tm10">bênçãos</span></em><span class="tm8"> de Allah, Buda, Vishnu, etc. (cf.  </span><em><span class="tm10">La Repubblica</span></em><span class="tm8">, 28 de Outubro de 1986), participando de “</span><em><span class="tm10">todas as cerimônias com o mesmo (sic!) recolhimento</span></em><span class="tm8">” (</span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8">, 28 de Outubro de 1986), beijando </span><em><span class="tm10">respeitosamente</span></em><span class="tm8"> a mão do Dalai Lama (cf. </span><em><span class="tm10">Il Tempo</span></em><span class="tm8">, 28 de Outubro de 1986), e recebendo as misturas mágicas espalhadas pelos </span><em><span class="tm10">feiticeiros</span></em><span class="tm8"> africanos  como se fossem água benta (cf. </span><em><span class="tm10">Il Giornale</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">11) depois de ter visto os apóstatas do catolicismo triunfarem em Assis para seguir fábulas muçulmanas, budistas, hindus, etc. (cf. </span><em><span class="tm10">La Repubblica</span></em><span class="tm8"> e </span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">12) depois de ouvir o rabino de Roma expressar sua satisfação por estar em Assis, e quem poderia contradizê-lo? “</span><em><span class="tm10">Todas as religiões, em condições absolutamente iguais, puderam oferecer pública e privadamente, as suas orações pela paz de todos</span></em><span class="tm8">” (cf.  </span><em><span class="tm10">Il Tempo</span></em><span class="tm8">, 29 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">13) depois de ter lido no órgão oficioso do episcopado italiano que os reunidos em Assis “</span><em><span class="tm10">cantavam os nomes (sic!) de Deus</span></em><span class="tm8">” (</span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986);</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">14) depois de ler jornais secularistas – mas quem poderia culpá-los? – manchetes como</span><em><span class="tm10"> Padri nostri lassù nei cieli &#8211; Pais Nossos que estão nos céus</span></em><span class="tm8"> (</span><em><span class="tm10">Panorama</span></em><span class="tm8"> , 2 de novembro de 1986),  </span><em><span class="tm10">Notre-Père qui ètes aux dieux</span></em><span class="tm8"> </span><em><span class="tm10">&#8211; Pais Nossos qu estão nos céus</span></em><span class="tm8"> (<em>Libération</em></span><span class="tm8">)[4],  </span><em><span class="tm10">Nel nome di ogni dio &#8211; Em nome de todo deus</span></em><span class="tm8"> (</span><em><span class="tm10">Il Manifesto</span></em><span class="tm8">),  </span><em><span class="tm10">Assise: la paix des dieux</span></em><span class="tm8"> &#8211; Assis: a paz dos deuses (</span><em><span class="tm10">Le Quotidien</span></em><span class="tm8">)[5],  </span><em><span class="tm10">Tous les dieux de l&#8217;humanité s&#8217;étaient donné rendez-vous hier à Assise</span></em><span class="tm8"> &#8211; Todos os deuses da humanidade estiveram reunidos ontem em Assis (</span><em><span class="tm10">France Soir</span></em><span class="tm8">)[6];</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">15) depois de ter visto, ouvido e lido muitas, muitas outras coisas sobre o dia de Assis em 27 de Outubro de 1986, preferimos não saber até que ponto a </span><em><span class="tm10">abominação da desolação</span></em><span class="tm8"> perpetrada naqueles lugares santos se deveu realmente à iniciativa pessoal de João Paulo II e quanto, em vez disso, se deve à iniciativa </span><em><span class="tm10">muito pessoal</span></em><span class="tm8">  do cardeal Roger Etchegaray, como Presidente da Pontifícia Comissão </span><em><span class="tm10">Iustitia et Pax</span></em><span class="tm8">, o dicastério que </span><em><span class="tm10">preparou o encontro</span></em><span class="tm8">, conforme relatado pelo </span><em><span class="tm10">L&#8217;Osservatore Romano</span></em><span class="tm8"> de 27-28 de outubro de 1986.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">É certo, porém, que nunca a Santíssima Trindade e Nosso Senhor Jesus Cristo foram tão ultrajados, nunca os lugares santos foram tão sacrilegamente profanados, nunca a dignidade do Chefe visível da Igreja Católica foi mais humilhada, nunca o povo cristão ficou mais escandalizadas com os seus próprios pastores. E quando lemos que o Cardeal Willebrands </span><em><span class="tm10">ficou comovido </span></em><span class="tm8">e declarou que era um “</span><em><span class="tm10">dia incrivelmente belo; que a bênção de Deus descerá sobre ele</span></em><span class="tm8">&#8221; (cf. </span><em><span class="tm10">Il Giornale</span></em><span class="tm8">, 28 de outubro de 1986), nos perguntamos quanto, não do cardeal, nem do bispo, nem do sacerdote, mas quanto do batizado ainda permanece neste holandês .</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">E quando o cardeal Etchegaray, fazendo um balanço de Assis, fala triunfalmente de “</span><em><span class="tm10">impressões e imagens que já nos induzem a uma apreciação positiva, a um movimento de ação de graças”</span></em><span class="tm8"> (</span><em><span class="tm10">Avvenire</span></em><span class="tm8">, 2 de novembro de 1986), sabemos que este sacerdote de Cristo, Bispo e Cardeal da Santa Igreja, não tem mais nada do </span><em><span class="tm10">sensus catolicus</span></em><span class="tm8">. A amarga conclusão de Assis é que a superstição praticada ali em 27 de Outubro de 1986 pelos </span><em><span class="tm10">representantes</span></em><span class="tm8"> das falsas religiões, não é nada comparada com a traição que Deus sofreu em Assis pelos seus próprios ministros[7]. O mundo, por sua vez, obviamente, aplaudiu a iniciativa papal sem precedentes e, em particular, as lojas maçônicas puderam regozijar-se perante a derrota da Igreja.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A </span><em><span class="tm10">Civiltà Cattolica</span></em><span class="tm8"> de 6 de dezembro de 1986, por exemplo, relatou na página 45 a seguinte declaração oficial: “</span><em><span class="tm10">Os maçons da GLNF (Grande Loja Nacional Francesa, ed.) desejam unir-se, de todo o coração, à oração ecumênica que, no dia 27 de outubro, reunirá em Assis todos líderes ​​de todas as religiões em favor da paz no mundo.</span></em><span class="tm8">&#8221; O </span><em><span class="tm10">Grande Oriente da Itália,</span></em><span class="tm8"> por sua vez, pôde assim regozijar-se: “</span><em><span class="tm10">A sabedoria maçônica estabeleceu que ninguém pode ser iniciado se não acreditar no GADU (Grande Arquiteto do Universo, ed.), mas que ninguém pode ser excluído da nossa Família devido ao Deus em que ele acredita e à maneira como O honra. Este nosso interconfessionalismo foi responsável pela excomunhão que sofremos em 1738 nas mãos de Clemente XII. Mas a Igreja certamente estava errada, se é verdade que no dia 27 de Outubro de 1986 o atual Pontífice reuniu homens de todas as confissões religiosas em Assis para orarem juntos pela paz. E o que mais nossos irmãos estavam buscando senão o amor entre os homens, a tolerância, a defesa da dignidade humana quando se reuniam nos Templos, considerando-se iguais, acima das convicções políticas, das crenças religiosas e das diversas cores da pele?</span></em><span class="tm8">”[8] .</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">É mais uma confirmação de que as</span><em><span class="tm10"> novidades </span></em><span class="tm8">do Vaticano II e as suas aplicações pós-conciliares nada têm a ver com a Fé Católica, mas derivam – através da </span><em><span class="tm10">nova teologia</span></em><span class="tm8"> – da fonte envenenada do naturalismo maçônico.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">[&#8230;] São Pio X advertiu os católicos para que tomassem cuidado com a adesão “</span><em><span class="tm10">a um tipo de cristianismo vago e indefinido que geralmente é chamado de interconfessional e que se difunde sob o falso rótulo de comunidade cristã, enquanto evidentemente não há nada mais contrário à pregação de Jesus Cristo</span></em><span class="tm8">”. Isso é o que acontece com o único povo de Deus!</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span class="tm8" style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">[1]  </span><em><span class="tm10">OR</span></em><span class="tm8">, 17 de setembro de 1986.<br />
[2] Cf. por exemplo, Leão XII (</span><em><span class="tm10">Denz</span></em><span class="tm8"> . 2720); Gregório XVI (</span><em><span class="tm10">Denz</span></em><span class="tm8"> . 2730); Pio IX (</span><em><span class="tm10">Denz</span></em><span class="tm8">. 2785 e 2915-2917).<br />
[3]  </span><em><span class="tm10">OR</span></em><span class="tm8">, 27-28 de outubro de 1986.<br />
[4] Trocadilho com a primeira frase do Pai Nosso em francês (</span><em><span class="tm10">cieux</span></em><span class="tm8">  = céus,  </span><em><span class="tm10">dieux</span></em><span class="tm8">  = deuses).<br />
[5]  </span><em><span class="tm10">Assis: a paz dos deuses.<br />
</span></em><span class="tm8">[6]  </span><em><span class="tm10">Todos os deuses da humanidade estiveram reunidos ontem em Assis.<br />
</span></em><span class="tm8">[7]  </span><em><span class="tm10">Sim sim não não</span></em><span class="tm8">, n. 21, 15 de dezembro de 1986, pp. 1ss.<br />
[8]  </span><em><span class="tm10">Hiram</span></em><span class="tm8">, revista do Grande Oriente da Itália, abril de 1987, pp. 104-105.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">[…]<br />
[17] Encíclica </span><em><span class="tm10">Singulari quadam</span></em><span class="tm8">, in </span><em><span class="tm10">EE</span></em><span class="tm8"> , vol. 4, nº. 362.</span></span></p>
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		<title>VERDADEIRA E FALSA MISERICÓRDIA</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 14:11:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Hervé Gresland]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde várias décadas, uma noção errônea da misericórdia, que prescinde da justiça, tem se propagado na teologia. Essa “misericórdia” deformada é um elemento central do pensamento do Papa Francisco, e causa uma profunda confusão no povo cristão. Fonte: La Porte &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/verdadeira-e-falsa-misericordia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/09/Bon-Samaritain-Moreau-RF-MO-P-2017-5-20179324.jpg" alt="" width="481" height="357" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>Desde várias décadas, uma noção errônea da misericórdia, que prescinde da justiça, tem se propagado na teologia. Essa “misericórdia” deformada é um elemento central do pensamento do Papa Francisco, e causa uma profunda confusão no povo cristão.</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/doctrine/vraie-et-fausse-misericorde">La Porte Latine</a></span> <span style="color: #000000;">&#8211; Fonte:</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O QUE É MISERICÓRDIA?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com a etimologia, misericórdia é o sentimento de um coração (cor, <em>cordis</em>, em latim) comovido por uma miséria. Pela misericórdia, entristecemo-nos pelo desfortúnio do próximo como se fosse nosso: “<em>O homem misericordioso considera como sua a miséria de outrem, e se aflige como se ela lhe fosse pessoal</em>”, escreve São Tomás de Aquino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A misericórdia não é somente um movimento da sensibilidade: enquanto virtude, ela é um movimento da vontade pautada pela razão. Essa virtude visa um justo meio entre a insensibilidade ou a severidade, e uma paixão que seria incomensurável nos temperamentos deveras afáveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando nasce da caridade, a misericórdia é uma virtude sobrenatural, que tem em vista os bens naturais do próximo, e, mais ainda, os bens sobrenaturais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>AS ETAPAS DA MISERICÓRDIA</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Descrevamos as etapas da virtude sobrenatural de misericórdia, aquela que é um efeito da caridade.</span><span id="more-32096"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A misericórdia começa por ver o desfortúnio do próximo.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não ver a miséria é coibir a misericórdia. A cegueira sobre o desfortúnio do outro pode ser provocada pelo egoismo e o individualismo, que tornam-nos indiferentes. Não cuidar dos outros e do que os atinge: eis a razão principal dessa insensibilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ser misericordioso verdadeiramente, o cristão deve fixar sobre os homens um olhar de fé. A fé leva a compreender profundamente o mal das almas. Por ela, a misericórdia focará em um pecado, uma desordem moral. Ao contrário, uma misericórdia falsificada pelo relativismo pretende ver no pecado e no erro apenas fraquezas, um bem menor…</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A visão da miséria do outro produz na alma um movimento de tristeza, leva a se compadecer dessa miséria.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, a emoção da verdadeira misericórdia não é aquela da filantropia. A misericórdia cristã nasce da caridade, ela é teologal, em razão de Deus. Em particular, ela é tomada de compaixão pelos pecadores. E compadecer-se pelo pecado do outro não é certamente encorajá-lo em sua falta. É contemplar a santidade de Deus ofendida pela falta, e pensar na pena eterna que espera o pecador endurecido.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A compaixão não basta a si mesma. A compaixão autêntica passa aos atos, ela tende a aliviar essa miséria, ela faz o que está ao seu alcance para socorrer de modo eficaz.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui também o olhar da fé permite discernir as verdadeiras misérias do próximo. Algumas pessoas generosas gostariam de aliviar todas as misérias do mundo, mas se limitam às misérias materiais. Ora, o maior mal é o afastamento de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A obra de misericórdia por excelência é, portanto, o testemunho da fé, o que chamamos de misericórdia da verdade. Somente o ensino da verdadeira religião tirará os homens da grande desgraça na qual eles se fecharam, por sua ignorância involuntária ou culposa. O liberalismo e o relativismo que se calam e mantém os homens em suas ilusões não são somente erros, mas uma assustadora indiferença.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A NOVA “MISERICÓRDIA”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma nova concepção da misericórdia já se encontrava nos predecessores do papa atual. Em seu discurso para a abertura do concílio Vaticano II, João XXIII anunciava a nova doutrina ao proclamar: “<em>Hoje, a Esposa de Cristo prefere recorrer ao remédio da misericórdia em vez de brandir as armas da severidade</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grande pensador católico Romano Amerio notava com exatidão: “<em>Este anúncio do princípio de misericórdia, oposto a aquele da severidade, negligencia o fato de que, no espírito da Igreja, a condenação do erro é, por si, obra de misericórdia, visto que ao atingir o erro, se corrige aquele que errava e se preserva do erro os outros</em>1”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova atitude contém, na realidade, muitos abandonos. Ela desconsidera a misericórdia que é, todavia, a mais importante, pois ela toca o mal mais profundo: dizer aos homens a verdade. A verdadeira misericórdia consistiria em ter grande compaixão pelas almas que jazem “<em>na sombra da morte</em>”, e em pregar-lhes Jesus Cristo e a fé, que é indispensável à salvação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, a nova “misericórdia” vai se voltar mais para as misérias da terra do que para aquelas que são as mais graves, as misérias espirituais. O partido dominante na Igreja tem em vista servir o homem em sua vida terrestre, em vez de prosseguir a missão que Nosso Senhor deu à Igreja, de dirigir as almas para o Céu e salvá-las.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O PRIMADO DA CONSCIÊNCIA</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aos olhos do pensamento moderno, a consciência de cada um prima sobre tudo. O que é bom e legítimo buscar não é mais o que está de acordo com a ordem estabelecida pela sabedoria do Criador, tal como expressa a lei divina. É o que aparece como tal ao indivíduo, no íntimo de sua consciência. A lei divina é colocada de lado, e em seu lugar se instala a consciência individual, transformada em absoluta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse pensamento penetrou na Igreja desde o concílio Vaticano II: para não incomodar as consciências, evita-se fazer referência à verdade. De modo que o cristianismo se reduz cada vez mais a um humanitarismo vago, que se contenta em pregar uma consolação que podemos encontrar em outro lugar, sem que seja necessário se dirigir à Igreja. Esse humanitarismo sentimental se manifesta no modo de apresentar Jesus Cristo: ele, que se mostrou exigente com os pecadores, se transforma em um simpático mestre liberal, o camarada de todos, que parece não ter nenhuma pretensão em transformar nossas vidas e desenraizar o pecado delas. É um Jesus que não julga e garante o paraíso a todos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>UMA MISERICÓRDIA SEM ARREPENDIMENTO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na pregação atual da Igreja, a ideia de misericórdia é separada daquela de conversão e arrependimento. O Papa Francisco não fala do julgamento divino, e não perde uma oportunidade para desvalorizar a lei divina, como se ela fosse apenas uma preocupação de fariseus. Isso é visto em numerosas de suas declarações ou intervenções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um documento típico é a exortação sobre a família <em>Amoris lætitia</em>, publicada em 2016. Francisco oferece aí a possibilidade aos cristãos de decidirem questões de moralidade no casamento casuisticamente, de acordo com sua consciência pessoal. A orientação necessária e clara dada pela lei de Deus é silenciada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O documento está impregnado da ideia de que existiria um direito do homem a ser perdoado, sem que seja necessário se converter, e um dever de Deus em perdoar. Como se se pudesse imaginar tal direito e tal dever! No lugar de um Deus autenticamente misericordioso que perdoa aqueles que se arrependem, coloca-se um Deus compreensivo que desculpa e justifica sempre. Um Deus que não é o verdadeiro Deus. Ora, como diz o jornalista italiano Aldo Maria Valli, “<em>Deus, o Deus da Bíblia, é certamente paciente, mas não negligente. Ele é certamente clemente, mas não permissivo. Ele é certamente atencioso, mas não complacente. Em uma palavra, ele é pai no sentido mais completo e mais autêntico do termo</em>2”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Bíblia poderia se resumir a um apelo ao arrependimento e a uma promessa de perdão, não podendo ser separado um do outro. É ainda verdade no Novo Testamento. Uma das missões principais dadas por Jesus à Igreja é de chamar os pecadores ao arrependimento: “<em>Que em seu nome seja proclamada a todas as nações o arrependimento em vista da remissão dos pecados</em>” (Lc 24, 47).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso Senhor deu aos seus apóstolos a autoridade de absolver os pecados, mas não de perdoá-los. Um padre não pode redefinir as leis que Deus estabeleceu. Ele não pode modificar o Decálogo. E, se pode dar a absolvição por um pecado passado, ele não pode, certamente, dar a permissão para que o pecado continue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdadeira misericórdia é exercida em face do pecador, encorajando-o e ajudando-o a sair de seu pecado. Ao contrário, pela falsa misericórdia, os pecadores são assegurados e confirmados em sua situação de pecado. No lugar de buscar levá-los a Deus, essa pretensa misericórdia pode conduzi-los à condenação eterna. Ela é uma grave falta de caridade para com as almas extraviadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A misericórdia existe porque o pecado existe. A verdadeira misericórdia supõe a justiça, e requer uma consciência clara da profundidade e da gravidade do pecado. Considerando a misericórdia divina independentemente da verdade e da justiça, ao despojá-la da dimensão do julgamento, ao negar, praticamente, a culpabilidade, se mitiga o perdão divino, desvalorizam-no. Deus não nos livra mais do pecado. Sua onipotência e seu amor infinito não crescem com isso, bem ao contrário.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A PROTEÇÃO DO BEM COMUM</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em nome da misericórdia, seria preciso autorizar todos os comportamentos, evitar qualquer marca de “discriminação”, ignorar os insultos flagrantes contra a honra de Deus, calar os direitos da verdade e da Igreja. Porém, a discriminação não vem de uma pretendida falta de caridade. A verdade é que condenar o pecado público é precisamente uma misericórdia, visto que ele ameaça atingir outras almas do rebanho. É dever da Igreja denunciar o mal para proteger os demais fiéis. É necessário diferenciar o bem do mal, a fim de preservar o bem comum da virtude contra o mau exemplo do vício.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>UMA NOVA MORAL PARA AGRADAR AO MUNDO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ambiguidade e o relativismo não somente entraram na Igreja, mas se travestiram de magistério. A moral católica é agora caduca e substituída por sofismas que a minam, chegando até a transformar os ensinamentos morais da Igreja em seu oposto. Não querem mais falar que há coisas que conduzem a Nosso Senhor, e outras que nos desviam dele e de seu amor. O pecado não é sequer mais chamado assim, a lei divina é dobrada à pretensa autonomia do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é mais o pecador que deve se arrepender e se converter, mas é a Igreja que deve se converter ao reconhecimento “misericordioso” daqueles que manifestam não querer seguir seus ensinamentos, nem, portanto, aqueles de Deus. Ela não deve mais se impôr, ela deve se limitar a “escutar”, “compreender”, “acompanhar”, indo, assim, de tolerâncias em pusilanimidades, para se adaptar ao pecado do mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdadeira misericórdia é o contrário deste relativismo, do qual se pode dizer que é uma profanação da misericórdia. O verdadeiro misericordioso vê, por exemplo, a vida marital fora do casamento como uma ofensa a Deus, a destruição do casamento cristão, a morte das almas, uma revolução social. E, ele chora por isso. Atualmente, a lei moral deve ser adaptada aos costumes presentes, aqueles dos divorciados “recasados”, ou daqueles que vivem uniões antinaturais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja conciliar engana os homens quando ela disfarça como misericórdia a aceitação do vício e do pecado. A falsa misericórdia se adorna de belos sentimentos, de solicitude pastoral. Mas ela menospreza o ideal e apresenta um cristianismo sem exigência de renovação moral. No fundo, a Igreja renuncia a cristianizar os costumes. Os homens são agora considerados como incapazes de respeitar sequer a lei natural, que é abolida: não resta mais nada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens da Igreja encontraram aí um meio de se alinhar às injunções do mundo moderno, inimigo de Deus, e de ser aplaudido por ele, fingindo conservar uma justificação cristã à sua nova moral. Mas isso provoca um imenso escândalo nas almas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/personne/abbe-herve-gresland">Pe. Hervé Gresland</a>, FSSPX</span></strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Iota unum,</em> p. 74.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Interview à <em>Radio Spada</em> le 27 février 2021.</span></li>
</ol>
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		<title>FRANCISCO FALA DE SEU SUCESSOR: JOÃO XXIV. E TALVEZ POSSAMOS DIZER ALGO SOBRE</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 14:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Em seu voo de retorno da Mongólia, o Papa Francisco deixou claro que, se não puder ir ao Vietnã durante a sua próxima viagem internacional, o seu sucessor, João XXIV, poderá ir em seu lugar (literalmente). Fonte: Radio Spada &#8211; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/francisco-fala-de-seu-sucessor-joao-xxiv-e-talvez-possamos-dizer-algo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2023/09/IMG_4165-1280x640.jpeg" alt="Bergoglio parla del suo successore: Giovanni XXIV. E forse possiamo dirvi qualcosa." width="565" height="295" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em seu voo de retorno da Mongólia, o Papa Francisco deixou claro que, se não puder ir ao Vietnã durante a sua próxima viagem internacional, o seu sucessor, João XXIV, poderá ir em seu lugar (literalmente).</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2023/09/bergoglio-parla-del-suo-successore-giovanni-xxiv-e-forse-possiamo-dirvi-qualcosa/">Radio Spada</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Talvez possamos contar mais sobre essa figura e a era que ele inaugurará.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">João XXIV será italiano e de ideias controversas. Ele terá um pontificado curto. Estará aberto ao mundo moderno e pronto para liderar uma </span><em><span class="tm8">igreja de misericórdia</span></em><span class="tm7"> . Ele convocará um novo Concílio que será concluído por seu sucessor. Nele e com ele triunfarão os erros condenados pela Igreja: ecumenismo indiferentista, colegialidade-sinodalismo, liberalismo religioso, liturgia protestantizada. </span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Será impressionante porque estes miasmas anticatólicos serão aceitos por muitos fiéis, embora já tenham sido definitivamente condenados na: </span><em><span class="tm8">Auctorem Fidei, Mirari Vos, Qui Pluribus, Sillabo, Libertas, Pascendi, Notre Charge Apostolique, Quas Primas, Mortalium Animos, Humani Generis</span></em><span class="tm7"> , e em muitos outros documentos papais.</span></span><span id="more-30288"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Teólogos suspeitos até o dia anterior serão aclamados e darão as cartas nessa assembleia conciliar. Poucos acreditarão, mas a reforma litúrgica (realizada pelo sucessor de João) será realizada com a ajuda de uma comissão de “doutores” protestantes. No final, irão tirar uma foto com o Papa seu nome será Paolo, veja acima)!</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As Igrejas ficarão vazias, as ordens religiosas entrarão em declínio, aqueles que se opõem ao colapso sofrerão sanções eclesiásticas. Uma revolução será travada contra a Igreja: uma revolução de capa e tiara (tiara essa que será, então, abolida não apenas da cabeça do pontífice, mas também no brasão papal: será um sucessor bávaro, já um teólogo progressista, que dará este último passo).</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Tudo acontecerá, mas não seremos ouvidos.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***********************</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Hum? O que? Desculpe, talvez tenha havido um engano. Acaba de chegar aqui na redação uma revelação particular, muito particular, que nos alerta para algo importante. Escrevemos errado, nos confundimos. Ou melhor: o que está escrito é inteiramente verdadeiro, até às vírgulas, mas na verdade é muito pior, pois não se trata de João XXIV. O nome correto era João XXIII (com seu sucessor Paulo VI).</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E tudo isso já aconteceu&#8230;.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***********************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para não cometer esses erros e não ficar para trás por outros anos, é melhor atualizar-se com: <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.edizioniradiospada.com/component/virtuemart/ecommerce/parole-chiare-sulla-chiesa-perche-c-e-una-crisi-dove-nasce-e-come-uscirne-detail.html?Itemid=0">Parole chiare sulla Chiesa. Perché c’è una crisi, dove nasce e come uscirne</a>.</em></span> (Palavras claras sobre a Igreja. Por que existe uma crise, onde se origina e como sair dela).</span></p>
]]></content:encoded>
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