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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Benoît Espinasse</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>GESTICULAÇÕES E PALAVRAS VAZIAS</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Mar 2024 14:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<description><![CDATA[A Nota Gestis Verbisque, do Dicastério para a Doutrina da Fé, restaurará a ordem na liturgia conciliar? Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Experiências litúrgicas que resultam em sacramentos inválidos: mais de 50 anos após a reforma litúrgica desejada pelo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/gesticulacoes-e-palavras-vazias/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/03/TG440282A.jpg" alt="" width="412" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Nota </strong><strong><em>Gestis Verbisque</em>, do Dicastério para a Doutrina da Fé, restaurará a ordem na liturgia conciliar?</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/nouvelle-messe/gesticulations-et-paroles-en-lair">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Experiências litúrgicas que resultam em sacramentos inválidos: mais de 50 anos após a reforma litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II, o fenômeno está suficientemente difundido a ponto de ser objeto de um texto do Dicastério para a Doutrina da Fé que “<em>diz respeito à Igreja como um todo</em>” (1). As consequências desses erros são graves, uma vez que um sacramento inválido pode levar à invalidade de todos os outros sacramentos recebidos posteriormente, mesmo que estes últimos tenham sido administrados seguindo todas as condições. Por exemplo: não pode ser ordenado sacerdote – mesmo pelo mais tradicional dos Bispos – o sujeito que recebeu um batismo com uma fórmula inválida. Dessa forma, <em>“numa tão grave situação se encontraram também alguns sacerdotes. Estes, tendo sido batizados com fórmulas desse tipo, descobriram dolorosamente a invalidade da sua Ordenação e dos Sacramentos celebrados até aquele momento.” (2).</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma constatação alarmante</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso dizer que a criatividade nessa área pode ir longe na nova liturgia, como essa fórmula denunciada pelo Cardeal Fernández: “<em>Em nome do papai e da mamãe&#8230; nós te batizamos”</em>. A realidade é alarmante: <em>“Infelizmente, deve-se constatar que não sempre a celebração litúrgica, em particular a dos Sacramentos, realiza-se na plena fidelidade aos ritos prescritos pela Igreja.&#8221; (</em>3). Daí as elementares advertências catequéticas – que poderiam ter sido desnecessárias se, como sustenta sem pestanejar a <em>Gestis verbisque</em>, os novos ritos do Vaticano II &#8220;<em>exprimissem mais claramente as realidades santas que significam e produzem</em>&#8221; (4). Obscura claridade&#8230;</span><span id="more-31278"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>De volta ao Concílio de Trento?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Dicastério para a Doutrina da Fé é, portanto, obrigado a recordar o que é um sacramento agindo<em> ex opere operato, o que</em> se entende por matéria e forma de um sacramento, a intenção do ministro de fazer o que a Igreja sempre fez&#8230; todas as coisas elementares na teologia sacramental, mas que a renovação conciliar – ao que parece – tornou obscura. Sobre esses pontos, precisamente, onde é importante ser claro face à gravidade da situação, apesar das polidas reverências prestadas ao Vaticano II, o documento apoia-se no Concílio de Trento(5). A introdução do Cardeal Fernández não hesita em lançar o que parece soar como um anátema: “<em>Mudar a forma de um Sacramento ou sua matéria, portanto, é sempre um ato gravemente ilícito e merece uma sanção exemplar</em>”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma espada na água</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível duvidar que esse apelo à ordem tenha algum efeito. Ela surge 20 anos após a instrução <em>Redemptionis Sacramentum</em>, emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé. Esse documento, com seu tom “<em>antiquado</em>”, denunciava também um certo número de fatos que acompanharam a reforma litúrgica e que produziram dúvidas e escândalos (§ 11), abusos e sofrimentos (§30)&#8230; Há 20 anos, Roma já recordava a verdadeira noção de liberdade (§ 7), o vínculo necessário entre doutrina e prática (§ 10 e 25), a certeza exigida nas questões sacramentais (§ 50),  denunciava também os abusos e insistia no estrito direito dos fiéis a uma correta liturgia. Também aqui, termos muito severos (6) prometiam a restauração da ordem. Essa instrução foi tão ineficaz que, 20 anos depois, tiveram que voltar a ela, apontando erros cada vez mais inimagináveis.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A nova liturgia, uma “revolução permanente”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há necessidade de reivindicar o carisma de profecia para mostrar que a <em>Gestis Verbisque</em> terá a mesma ineficácia que <em>Redemptionis Sacramentum </em>em seu tempo e, como a análise da Revista<em> Fideliter</em> apresentada em 2004, &#8220;<em>não será, exceto por um milagre, nada mais que um petardo molhado</em>.” Com efeito, esse documento, assim como o anterior, não quer reconhecer que o principal abuso está na própria reforma litúrgica, cuja própria concepção torna ineficaz qualquer tentativa de combater os abusos mais graves. A<em> Gestis Verbisque</em> lembra-nos que a nova Missa e os novos sacramentos resultantes do Vaticano II são concebidos como indefinidos, deixando ao celebrante uma considerável liberdade de adaptação, o que não é um abuso, mas que está previsto pelos próprios livros litúrgicos. “<em>A Liturgia em si permite aquela variedade que preserva a Igreja da rígida uniformidade. (…) portanto, a reforma litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II… previu a possibilidade de adaptações particulares por parte do ministro da celebração, com a única finalidade de vir ao encontro das necessidades pastorais e espirituais dos fiéis. (7)&#8221;.</em> Em outras palavras, a nova liturgia pretende ser uma “<em>revolução litúrgica universal e permanente</em>” (8). “<em>Aqui, mais uma vez, podemos certamente denunciar os &#8220;abusos&#8221; dos celebrantes que procedem motu proprio com adaptações de textos, mas deve ser enfatizado mais uma vez que a nova liturgia está intrinsecamente aberta à criatividade da palavra. Quando o novo missal afirma que o sacerdote deve saudar dizendo &#8220;por exemplo&#8221; tal fórmula de sua escolha, ou que uma monição a ser feita é proposta como um &#8220;exemplo&#8221;, é por meio do próprio livro que ele é convidado a ser pessoalmente criativo. Muito naturalmente, cada ministro inserirá suas próprias monições e comentários pessoais, que não são formalmente proibidos e que esse novo modo de culto até mesmo exige</em>”(9). “<em>A revolução ainda está em andamento. Ao se libertar dos aprendizes de feiticeiros que o puseram em movimento, tornou-se ainda muito pior</em>” (10).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Liminares contraditórias</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota do Dicastério para a Doutrina da Fé também tomou a precaução de acrescentar algo para tranquilizar os partidários da experimentação litúrgica, denunciando o possível perigo de um &#8220;<em>rubricismo rígido</em>&#8221; (11) que, no entanto, não parece ser o principal perigo na Igreja hoje – em todo caso, nunca ouvimos falar de um sacramento inválido sob tal pretexto! No mesmo espírito, os editores da <em>Gestis Verbisque</em> apresentam essa nota como uma simples indicação: “<em>Confia-se, portanto, ao Sínodo ou à Assembleia dos Hierarcas de cada Igreja Oriental Católica a devida adequação das indicações deste documento” (12)</em>. Essas precauções são contraditórias em relação a firmeza demonstrada por outras passagens: essas últimas podem tranquilizar alguns conservadores, mas não impedirão, sem dúvida, que a revolução faça o seu trabalho.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Nada está perdido!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os católicos que desejam permanecer fiéis e se beneficiar dos frutos dos sacramentos devem se sentir perdidos? Felizmente não! Eles podem encontrar facilmente o caminho para a sã doutrina e os sacramentos válidos nesse link: <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/priorados-missoes-e-comunidades-amigas/">https://www.fsspx.com.br/priorados-missoes-e-comunidades-amigas/</a></strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît Espinasse, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas </strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nota <em>Gestis Verbisque</em> do Dicastério para a Doutrina da Fé de 2 de fevereiro de 2024, §5.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Gesti Verbisque</em>, introdução</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Gesti Verbisque</em>, §2.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Gesti Verbisque</em> §16.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ver notas 16, 23, 27, 34, 35, 37.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“é estritamente necessário”, “nenhum pretexto pode justificar”, “não é permitido em nenhuma circunstância”, “este abuso é expressamente condenado”… Veja a análise do Pe. Michel Beaumont, “Fazer baixar a febre… sem tratar a doença!” na Revista <em>Fideliter,</em> n°160 de julho-agosto de 2004.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Gestis Verbisque</em> § 21, citando <em>Sacrosanctum Concilium</em></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Calmel, <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/50-anos-da-declaracao-do-pe-calmel/">Esse Ordo Missæ não existe </a></em></span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Claude Barthe, <em>A Missa do Vaticano II</em>, p. 152. </span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Abade François Knittel, “Recuso a ordo missae de Paulo VI”, em La Lettre de Saint-Florent n°267 de março de 2020.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">§27.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">§ 4. </span></li>
</ol>
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		<title>OS FILHOS DO VATICANO II JÁ NÃO CRÊEM MAIS</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 13:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa é a conclusão do jornal La Croix à leitura de uma pesquisa sobre a relação dos franceses com a religião. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Pela primeira vez, aqueles que respondem positivamente à questão &#8220;Você acredita &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-filhos-do-vaticano-ii-ja-nao-creem-mais/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/09/porte.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-25294" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/09/porte.jpg" alt="porte" width="254" height="258" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Essa é a conclusão do jornal La Croix à leitura de uma pesquisa sobre a relação dos franceses com a religião.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualites/eglise/les-enfants-de-vatican-ii-ny-croient-plus">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela primeira vez, aqueles que respondem positivamente à questão &#8220;<em>Você acredita em Deus</em>?&#8221; são a minoria. Somente os maiores de 65 anos afirmam, em sua maioria, acreditar em Deus (58%). Nas faixas etárias mais jovens, formadas após a década de 1960, a resposta negativa é que domina. Contudo, a questão era mais ampla, e incluía todas as religiões (54% dos entrevistados acreditam que todas as religiões são iguais).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não somente a prática, mas o pequeno interesse religioso ainda existente tende a desaparecer: enquanto 38% dos entrevistados mencionam Deus na família, 30% nunca o fazem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora a pesquisa não faça distinção entre religiões, esses números revelam, no entanto, uma profunda tendência que confirma o título dado ao último livro do acadêmico Guillaume Cuchet:<em> O catolicismo ainda tem futuro na França?</em> Esta coleção de artigos fornece outros elementos de análise muito interessantes.</span><span id="more-25293"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;Cruzando as curvas do fervor&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Hoje na França, entre os jovens de 16 a 29 anos, 23% se consideram católicos, 2% protestantes, 10% muçulmanos e 64% sem religião</em>” (p.83). Mas outra pesquisa de 2011 mostrou que entre aqueles &#8220;<em>que declararam dar grande importância à sua religião</em>&#8220;, havia agora na França, em números absolutos, mais muçulmanos do que católicos, “c<em>ruzando curvas de fervor” (e não de uma simples identidade) entre o Islã e o catolicismo, que é um acontecimento capital</em>”(p. 85-86).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As práticas religiosas estão se afastando cada vez mais da norma católica. Enquanto em 1965, 94% das crianças nascidas na França eram batizadas nos primeiros 3 meses, hoje elas são apenas 30% batizadas até 7 anos de idade. A prática dominical não diz respeito a mais que 2 a 3% dos franceses &#8220;<em>que levam o catolicismo a sério</em>&#8221; (p. 67). Quanto à cremação, “<em>a marca de 1% dos mortos cremados só foi atingida em 1980. (…) Ela atinge agora mais de um terço das mortes e metade nas grandes cidades</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">A constatação é ainda mais angustiante quanto os homens da Igreja acreditavam fazer todo o possível para se adaptar ao mundo com o Concílio Vaticano II. E o acadêmico lista alguns dogmas &#8220;</span><em style="color: #000000;">sacrificados no altar da reconciliação da Igreja com o mundo moderno</em><span style="color: #000000;">&#8220;: o quase desaparecimento da pregação sobre o inferno (&#8220;</span><em><span style="color: #000000;">apenas círculos conservadores, &#8220;tradicionalistas&#8221; ou &#8220;integristas&#8221; permaneceram fiéis a este ponto e à antiga teologia</span></em><span style="color: #000000;">&#8220;, p. 211), o pecado mortal, o pecado original. Quanto à moral, em particular no que diz respeito ao uso do casamento (quando há casamento), a ideia de qualquer restrição desapareceu das mentes por não ser pregada por clérigos que realmente já não aderem verdadeiramente a ela.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O Crash do Vaticano II</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, a contribuição do livro anterior do mesmo estudioso (<em>Como nosso mundo deixou de ser cristão</em>) mostra, em particular, graças a um estudo detalhado das estatísticas da prática dominical pacientemente estabelecidas na época pelo Cônego Boulard, que este o colapso do catolicismo &#8220;<em>assumiu a aparência de um crash, com tudo o que o termo sugere em termos brutalidade e surpresa, inclusive por especialistas que não o esperavam&#8221;</em>; e que “<em>este crash ocorreu graças ao Concílio, antes de maio de 68 e da publicação da famosa encíclica Humanae Vitae de Paulo VI sobre o casamento e a contracepção que é tradicionalmente invocada para explicá-lo”</em>. &#8220;<em>O Vaticano II foi essa reforma&#8230;que desencadeou essa revolução que pretendia evitar.&#8221;</em> Outras manifestações desta crise, além do colapso da assistência à Missa dominical precisamente a partir de 1965: a crise do sacramento da penitência (o autor mostra &#8220;<em>a extensão estatística do abandono</em>&#8220;) e algumas supostas causas &#8211; o silêncio do clero sobre certos pontos de pregação, como os fins últimos, as hesitações do magistério conciliar, que dão a impressão de que tudo está aberto à discussão: o autor analisa em particular a procrastinação de Paulo VI em relação à<em> Humanae vitae</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guillaume Cuchet se defende contra qualquer instrumentalização (“<em>Os livros têm seus  destinos próprios pelo qual os autores são apenas parcialmente responsáveis</em>”, p.13). O fato é que se, como um insuportável slogan publicitário proclama, <em>&#8220;podemos discutir tudo, exceto os números</em>&#8220;, então parece que estes são irrevogáveis e que só podemos subscrever este julgamento profético de Louis Veuillot, citado pelo autor: &#8220;<em>A capela liberal não tem entrada, e parece ser apenas uma porta de saída da grande Igreja</em>”(p. 151).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît Espinasse, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Guillaume Cuchet foi entrevistado por Christophe Dickès na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://storiavoce.com/comment-notre-monde-a-cesse-detre-chretien/">webradio Storiavoce</a></span>.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte original: </strong><span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.la-croix.com/Religion/moitie-Francais-croient-Dieu-2021-09-23-1201176838">La Croix</a>, </em></span>23 de setembro de 2021.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>NOSSOS DEVERES PARA COM OS MORIBUNDOS</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2021 13:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît Espinasse]]></category>

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		<description><![CDATA[“Cumprir nossos deveres para com nossos pais e mães é, para nós, uma obrigação constante, mas principalmente em suas doenças graves e perigosas. É então que devemos fazer tudo quanto necessário para que não sejam privados da confissão e dos outros &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nossos-deveres-para-com-os-moribundos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/08/MORI.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-24806" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/08/MORI.jpg" alt="MORI" width="297" height="297" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>“Cumprir nossos deveres para com nossos pais e mães é, para nós, uma obrigação constante, mas principalmente em suas doenças graves e perigosas. É então que devemos fazer tudo quanto necessário para que não sejam privados da confissão e dos outros sacramentos que os cristãos são obrigados a receber na aproximação da morte&#8221; (Catecismo de Trento, sobre o 4 <sup>e</sup>  mandamento).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publications/le-carillon-prieure-sainte-croix">Le Carillon n° 200</a> </span>– Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est </a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É, portanto, natural para um cristão se preocupar em garantir a seus próximos a assistência dos sacramentos durante toda a vida, especialmente na proximidade da morte. Infelizmente, em nossa sociedade dominada pela onda da secularização, não há família que não se preocupe com um de seus membros, ou mesmo com um amigo, que persiste na descrença. Mas, felizmente, quantos sacerdotes puderam testemunhar que, chamados à cabeceira de um moribundo por familiares preocupados, conseguiram reconciliar o pecador com Deus e ver o bom ladrão adormecer no Senhor!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, não se deve permitir que uma má compreensão do modo como agem os sacramentos prive dos seus frutos esta considerável boa vontade. O catecismo nos ensina isso: os sacramentos sempre concedem a graça,  <em>conquanto que os recebamos com as disposições necessárias. </em>Não digamos a nós mesmos: Padre pode tudo, uma vez que se encontre ao lado do irmão que sofre, tudo está garantido! Não, ele só poderá administrar os sacramentos se se apresentar as disposições necessárias, que o padre pode tentar suscitar com a sua palavra, com sua oração, mas que não pode suprir se aquele a quem foi chamado não as quiser.</span><span id="more-24805"></span></p>
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<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Quais seriam os frutos dos últimos sacramentos recebidos da boca pra fora, sem uma contrição profunda?</span></strong></p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo, o sacerdote não poderá dar absolvição ou extrema unção a um concubinário que se recusa a deixar seu estado de pecado. Ele não pode batizar um adulto inconsciente e incapaz de se comunicar, que não tenha demonstrado previamente uma vontade firme e perseverante de receber o batismo. Em geral, não basta não rejeitar o rito sacramental, é preciso desejá-lo positivamente. Quais seriam os frutos dos últimos sacramentos recebidos de uma forma hesitante, sem profunda contrição?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas disposições necessárias para a recepção dos sacramentos geralmente não aparecem por milagre, elas são cultivadas. Assim, que os fiéis levem a sério a preparação do ministério sacerdotal! Sempre será mais fácil convencer alguém de que você está realmente preocupado com sua alma se esteve anteriormente em contato frequente com ele, se esteve preocupado com as suas dificuldades &#8211; de todo o tipo&#8230; em suma, se a nossa preocupação não esconde um escrúpulo de última hora que procuramos apaziguar, mas exprime uma caridade permanente que, por amor a Deus, está verdadeiramente interessada na pessoa do outro. As férias e o tempo que elas proporcionam podem ser um bom momento para praticar esta obra de misericórdia.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît Espinasse, FSSPX</span></strong></p>
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