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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Daniele di Sorco</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>ASSIM É, SE ASSIM LHE PARECE. CUIDADO COM O &#8220;TRADICARISMATISMO&#8221; (MESMO QUANDO PARECE &#8220;CATÓLICO&#8221;)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2023 14:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do livro Palavras claras sobre a Igreja. Por que existe uma crise, onde ela surge e como sair dela, de D. Daniele di Sorco, FSSPX Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo Gederson Falcometa [&#8230;] Antes de enunciar alguns princípios &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/assim-e-se-assim-lhe-parece-cuidado-com-o-tradicarismatismo-mesmo-quando-parece-catolico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2023/05/Scherzi_da_prete_1978.jpg" alt="Così è, se vi appare. Occhio al tradicarismatismo (anche quando sembra “cattolico”)" width="441" height="248" /></p>
<p class="Normal tm5"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Extraído do livro <em>Palavras claras sobre a Igreja. Por que existe uma crise, onde ela surge e como sair dela, de </em></span><span class="tm7">D. Daniele di Sorco, FSSPX</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2023/05/cosi-e-se-vi-appare-occhio-al-tradicarismatismo-anche-quando-sembra-cattolico/&quot;"><span class="tm7">Radio Spada</span></a></span> &#8211; <span class="tm7">Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo Gederson Falcometa</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">[&#8230;] </span><span class="tm7">Antes de enunciar alguns princípios gerais, gostaríamos de dizer uma palavra sobre um fenômeno relativamente recente, que chamaremos de tradicarismatismo.</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Com este termo indicamos aqueles sacerdotes que, por trás de um verniz tradicional (rito antigo, rejeição dos ensinamentos do Papa Francisco, mais raramente do Concílio), possuem uma concepção carismática da fé, para a qual, na vida cristã, o elemento decisivo é representado por intuições pessoais (qualificadas como «ouvir a Deus», «fazer a experiência Deus») e por revelações privadas.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Eles pretendem resolver os nós da crise atual não à luz dos princípios da sã teologia, mas com base no que uma pessoa &#8220;inspirada&#8221; diz (isto é, na maioria das vezes, eles mesmos) ou uma suposta mensagem sobrenatural.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por exemplo, há quem acredite que Francisco seja um antipapa e espere um &#8220;sinal do céu&#8221; para poder designar o verdadeiro Papa.</span><span id="more-30174"></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, não podemos entrar no mérito de inspirações e revelações individuais, ainda que, em quase todos os casos, não tenham sequer os requisitos mínimos de credibilidade.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Precisamos apenas lembrar o que a doutrina católica ensina sobre revelações privadas </span><em><span class="tm9">autênticas</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O jesuíta Augustin-François Poulain, uma das maiores autoridades na matéria, escreve: «Quanto às revelações privadas recebidas dos santos, </span><em><span class="tm9">a Igreja não obriga a acreditar nelas, mesmo quando as aprova.</span></em><span class="tm7"> A aprovação significa apenas que a Igreja não encontra neles nada que seja contrário à fé e a a moral&#8221;[1].</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Como resultado, mesmo as revelações privadas </span><em><span class="tm9">aprovadas</span></em><span class="tm7"> podem conter erros.</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O vidente, de fato,  não é infalível e pode confundir com uma mensagem divina o que é simplesmente produto de sua atividade humana, de sua ignorância ou de sua maneira de interpretar. Portanto, o cardeal Pitra acrescenta que as revelações privadas, &#8220;mesmo se aprovadas pela Igreja, devem ser consideradas apenas prováveis e não indubitáveis. </span><em><span class="tm9">Não podem servir para resolver questões de história, física, filosofia ou teologia</span></em><span class="tm7"> que ainda são discutidas entre os doutores»[2].</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Esta é a doutrina constante dos teólogos católicos antes do Vaticano II, selada pelo magistério de São Pio X: «Ao julgar as piedosas tradições [incluindo as revelações privadas], deve-se ter sempre presente que a Igreja, nesta matéria, se vale de tanta prudência, </span><em><span class="tm9">para não permitir que tais tradições sejam contadas em livros, exceto com muita cautela e depois de ter considerado a declaração prescrita por Urbano VIII</span></em><span class="tm7">. E, mesmo quando estas condições se verificam, não admite a veracidade do facto, mas apenas não proíbe a sua crença, se existirem sólidos argumentos humanos para o fazer»[3].</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Tudo isso se aplica a revelações </span><em><span class="tm9">baseadas em sólidos argumentos humanos e aprovadas pela Igreja</span></em><span class="tm7">. O que então pode ser dito de revelações que nunca foram submetidas ao escrutínio da autoridade eclesiástica, que não são baseadas em nenhuma evidência e que, de fato, muitas vezes se opõem à sã teologia? É simplesmente impensável que seja usado para resolver questões teológicas tão importantes, como quem é o Papa, qual é o valor da nova Missa, que julgamento fazer sobre o Concílio.</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Os católicos que caem nessa armadilha podem não perceber que assumiram uma mentalidade protestante-modernista, segundo a qual a revelação ainda está </span><em><span class="tm9">aberta</span></em><span class="tm7"> e Deus continua a comunicar coisas de interesse geral à Igreja por meio deste ou daquele vidente. Afinal, o movimento carismático nasceu dentro do protestantismo liberal e se baseia em seus princípios, apesar da aparência católica que os Papas pós-conciliares tentaram dar a ele, com intenções ecumenistas.</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A doutrina católica, ao contrário, ensina-nos que a</span><em><span class="tm9"> revelação pública</span></em><span class="tm7"> terminou com a morte do último Apóstolo[4] e que as</span><em><span class="tm9"> revelações privadas</span></em><span class="tm7">, ainda que autênticas, nunca podem servir para resolver uma questão teológica, especialmente se forem de interesse geral. […]</span></span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: right;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">D. Daniele di Sorco</span></strong></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Notas:</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">[1] Des graces d&#8217;oraison. Traité de théologie mystique, ed. 11a, Paris, Beauchesne, 1931, p. 334.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">[2] Livre sur Sainte Hildegarde, p. XVI. Citado por Poulain, Des grâces d&#8217;oraison, p. 335.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">[3] Encíclica Pascendi (8 de setembro de 1907), n. 6.</span></p>
<p class="Normal tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">[4] Decreto Lamentabili (3 de julho de 1907, aprovado por São Pio X em 4 de julho), prop. 21 (condenado).</span></p>
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		<title>A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230; Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.95tt~19e93/w:auto/h:auto/q:75/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/08/DBj5oDGXkAACSuI.jpg" alt="La réaction paradoxale des communautés « ex-Ecclesia Dei » au motu proprio  Traditionis Custodes • La Porte Latine" width="361" height="275" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/ecclesiadeisme/la-reaction-paradoxale-des-communautes-ex-ecclesia-dei-au-motu-proprio-traditionis-custodes">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues da Cunha</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Amicus Plato, sed magis amica veritas.</em> “<em>Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade</em>”. Se por um lado lastimamos sinceramente um <em>motu proprio</em> que revoga quase todo direito de cidadania à liturgia tradicional, por outro lado não podemos deixar de notar o caráter paradoxal das reações dos institutos “<em>ex-Ecclesia Dei</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reação mais emblemática é, sem dúvida, a do padre Paul-Joseph, Superior do Distrito francês da Fraternidade São Pedro. Numa entrevista à <em>Famille Chrétienne</em>, ele disse que <em>“a Fraternidade São Pedro nunca rejeitou o Concílio Vaticano II. Para nós, ele não contém dificuldades fundamentais, mas unicamente demanda esclarecimentos acerca de determinados pontos, que nós interpretamos à luz da tradição da Igreja tal como preconiza Bento XVI</em>”. Disse também que <em>“jamais colocamos em dúvida a validade e a fecundidade do missal de Paulo VI</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas palavras nos lembram que, diferentemente do que alguns pensam, as posições da Fraternidade São Pedro sobre o Concílio e a missa nova são completamente diferentes das posições da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que no Concílio e no ensinamento dos papas pós-conciliares há erros, que se colocam em descontinuidade em relação à doutrina católica de sempre. Por exemplo, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a colegialidade, citando apenas os pontos mais importantes. A Fraternidade São Pedro reduz tudo isso a um problema de interpretação e de esclarecimentos a serem dados.</span><span id="more-25132"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que a missa nova, ainda que não seja inválida, é, contudo, sempre ilícita, porque ela exprime a fé de um modo fundamentalmente ambíguo – que pode ser aceita tanto por um católico como por um protestante, como os próprios teólogos protestantes afirmaram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguém poderia objetar que os padres da Fraternidade São Pedro não têm a mesma posição que seu Superior de distrito. Isso talvez seja verdade. Mas desde quando um católico, acerca de matéria que se relaciona com a fé, tem o direito de ter uma posição pública (meramente por pertencer a um instituto que detém oficialmente essa posição) que está em contradição com sua posição privada? Se fosse assim, não haveria mártires.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma questão sobre a qual poderíamos ir longe. Aqui, queremos apenas relembrar que a reação do padre Paul-Joseph ao <em>motu proprio Traditiones Custodes </em>é incoerente até mesmo com sua própria posição doutrinal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, a moral nos ensina que, ao se escolher entre duas ações, na qual uma é <em>em si mesma </em>melhor e a outra é <em>em si mesma </em>pior (mas também boa); se o superior nos ordena fazer a pior, é ela que se torna, não mais em si, mas <em>de fato</em>, a melhor. E, portanto, não há razão alguma para se opor. Por exemplo, entre estudar e rezar, esta é em si mesma melhor. Contudo, se o superior ordena que se estude em vez de rezar, não tenho direito algum de lhe resistir, porque estudar é também uma boa ação, que pode ser objeto de uma ordem legítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acontece o mesmo para a nova missa. A Fraternidade São Pedro pensa que ela é “<em>fecunda</em>” (Pe. Paul-Joseph), “<em>absolutamente legítima</em>” (carta de 71 padres da FSSP ao padre Bisig, 8 de setembro de 1999; recurso da FSSP perante à Comissão “<em>Ecclesia Dei</em>”, 29 de junho de 2000) e, portanto, ela é boa, ainda que seja menos boa do que a missa tradicional (mesmo se Francisco, na carta aos bispos que acompanha seu <em>motu proprio</em>, condena tal opinião).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, a partir do momento em que o papa ou o bispo ordenam seja a concelebração, seja celebrar apenas a missa nova, seja (é o caso de <em>Traditiones Custodes)</em> favorecê-la e conduzir a ela, pouco a pouco, os tradicionalistas, por que se opor? Se a missa nova é boa, ela pode ser objeto de uma ordem legítima. Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria o contrário se pensamos, como pensa a Fraternidade São Pio X, que a missa nova é ilícita e, portanto, má. Nesse caso, ela não pode ser objeto de uma ordem legítima. E não somente podemos mas devemos nos opor a ela, porque não pode haver verdadeira obediência a uma ordem intrinsecamente injusta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, das duas uma: se a missa nova é “<em>fecunda” e “legítima</em>”, portanto por que não aceitar, se o Papa quiser, até mesmo seu uso exclusivo? Se a missa nova é má, temos portanto o direito e o dever de permanecer na missa tradicional e de recusar a nova missa.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Daniele di Sorco, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">********************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u>OUTROS POSTS PARA ENTENDER O ASSUNTO:</u></strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-diferentes-posicoes-do-catolicos-no-pos-concilio/">AS DIFERENTES POSIÇÕES DOS CATÓLICOS NO PÓS-CONCÍLIO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-publica-do-pe-calmel-sobre-sua-escolha-de-recusar-o-novus-ordo-de-paulo-vi-e-de-se-ater-a-missa-de-sempre/">DECLARAÇÃO PÚBLICA DO PE. CALMEL SOBRE SUA ESCOLHA DE RECUSAR O NOVUS ORDO DE PAULO VI E DE SE ATER À MISSA DE SEMPRE.</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PEQUENO CATECISMO DA COMUNHÃO NAS MÃOS</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 13:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: L&#8217;Hermine n ° 61 (em La Porte Latine) – Tradução: Dominus Est Nestes últimos meses, as autoridades da Igreja “conciliar” se apoiaram na pandemia do Covid-19 para encorajar ou impor a prática de receber a Sagrada Eucaristia nas mãos. Em sentido &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/pequeno-catecismo-da-comunhao-nas-maos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/04/la-porte.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-23368" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/04/la-porte.jpg" alt="la porte" width="217" height="219" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/04/hermine-61-avril-2021.pub_-1.pdf">L&#8217;Hermine n ° 61</a></span> (em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/nouvelle-messe/petit-catechisme-de-la-communion-dans-la-main">La Porte Latine</a></span>) – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nestes últimos meses, as autoridades da Igreja “conciliar” se apoiaram na pandemia do Covid-19 para encorajar ou impor a prática de receber a Sagrada Eucaristia nas mãos. Em sentido inverso, circulam muitas publicações que pretendem provar que a comunhão sempre foi recebida na língua, mesmo nos primeiros séculos da Igreja. O que devemos pensar? Na Internet existem muitos documentos que, embora defendam a comunhão na língua, o fazem com base em argumentos falaciosos. É necessário, portanto, aprofundar a questão, sem, no entanto, abandonar o estilo simples do catecismo. Por isso, decidimos inserir no texto apenas as principais conclusões, relegando todo o aparato crítico das evidências às notas finais.</em></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;"><strong> O que é a comunhão nas mãos hoje?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comunhão nas mãos é uma prática da liturgia romana reformada após o Concílio Vaticano II. O sacerdote (ou outro ministro da Eucaristia, que na nova liturgia também pode ser um leigo <sup>[1]</sup> coloca a hóstia sobre a palma da mão esquerda do fiel, que a pega com a mão direita e a leva à boca.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Quando essa prática foi introduzida?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A prática atual da comunhão nas mãos foi introduzida oficialmente em 29 de maio de 1969 pela Instrução <em>Memoriale Domini</em> da Sagrada Congregação para o Culto Divino <sup>[2]</sup>. Este documento, embora exprima uma preferência pela comunhão na língua, confia às Conferências Episcopais, após consulta ao Vaticano, o poder de autorizar a comunhão nas mãos.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Trata-se de uma simples tolerância ou uma autorização verdadeira?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns autores, se apoiando na carta da Instrução <em>Memoriale Domini</em>, vêem a comunhão na mão como um mal que o Vaticano teria tolerado unicamente por causa das circunstâncias. De fato, em alguns países (especialmente Bélgica, Holanda, França e Alemanha) a comunhão na mão já havia sido introduzida abusivamente. Ao invés de deixar a porta aberta para uma experimentação anárquica, o Vaticano teria preferido aceitá-la e regulamentá-la. Esta interpretação benevolente é, no entanto, contrariada pelos fatos. De fato, se tivesse sido apenas uma mera tolerância, o Vaticano teria que desencorajar a comunhão nas mãos nos países onde ela não havia sido difundida. No entanto, aconteceu o oposto. Por exemplo, a comunhão nas mãos foi autorizada na Itália em 1989, na Argentina em 1996, na Polônia em 2005. Além disso, D. Annibale Bugnini, Secretário da Congregação para o Culto Divino, deixou claras as intenções do Vaticano em um artigo publicado em 15 de maio de 1973 no <em>Osservatore Romano</em> e revisado pelo próprio Paulo VI <sup>[3]</sup>: para não mortificar “<em>um significativo número de bispos, que se referem a uma prática [comunhão na mão] igualmente <em><u>válida</u></em></em><em> </em><em>na história da Igreja e que, em certas circunstâncias, pode ser <em><u>útil</u></em> ainda hoje</em>”. Agora, “<em>válido</em>” e “<em>útil</em>” não se referem a um mal que é tolerado, mas a um bem que é autorizado. A conclusão é óbvia: não há mera tolerância, mas verdadeira autorização, embora restrita.</span><span id="more-23367"></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><span style="color: #000000;"><strong> A comunhão nas mãos foi praticada anteriormente na história da Igreja?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, a comunhão na mão já foi praticada na história da Igreja. Como veremos, foi até a forma mais comum de receber a Eucaristia nos primeiros séculos. No entanto, no início da Igreja, a comunhão na mão era feita de uma maneira muito diferente em comparação com hoje. Além disso, a mudança da comunhão nas mãos para a comunhão na língua foi geral e se baseia em razões imperiosas, de modo que não há razão válida para voltar atrás.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Como sabem que nos primeiros séculos da Igreja a Comunhão era recebida normalmente na mão?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabemos que, nos primeiros séculos da Igreja, a comunhão era recebida normalmente na mão, graças ao testemunho de vários Padres e escritores eclesiásticos. Por exemplo, São Cirilo de Jerusalém (313-387) escreve: “<em>Quando se aproximar da Mesa Sagrada, não se aproxime com as palmas das mãos estendidas nem os dedos separados, mas faça da sua mão esquerda um trono para a sua mão direita, já que esta deverá receber o Rei, e na palma da sua mão receber o corpo de Cristo, dizendo: “Amém</em>””. Este texto é retirado de sua quinta <em>Catequese Mistagógica</em>, que remonta ao ano 348 <sup>[4]</sup>. No Ocidente, Tertuliano (155-230) <sup>[5]</sup>, Papa São Cornélio (180-253) <sup>[6]</sup>, uma inscrição do início do século III <sup>[7]</sup>, São Cipriano de Cartago (210-258) <sup>[8]</sup> e Santo Agostinho (354-430) <sup>[9]</sup> atestam a mesma prática. “<em>Os testemunhos antigos, escritos ou arqueológicos, são unânimes neste ponto</em>” <sup>[10]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Não há autores que, ao mesmo tempo, falem da comunhão na língua?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foram apresentados os nomes de São Basílio (329-379), do Papa São Leão I (390-461) e do Papa São Gregório Magno (540-604). Seus testemunhos, no entanto, não parecem contradizer a prática geral da comunhão nas mãos <sup>[11]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="7">
<li><span style="color: #000000;"><strong> O rito da comunhão nas mãos nos primeiros séculos era o mesmo que o de hoje?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, o rito da comunhão nas mãos nos primeiros séculos não era o mesmo que o de hoje. Antigamente, os leigos tinham que lavar as mãos antes de receber a comunhão <sup>[12]</sup>. Além disso, as mulheres, pelo menos na Gália, só podiam tocar a hóstia com as mãos cobertas por um pequeno pano branco <sup>[13]</sup>. Tomava-se muito cuidado para garantir que nenhum fragmento caísse no chão, o que foi ainda mais fácil naquela época pois o pão eucarístico era fermentado. São Cirilo de Jerusalém (cf. n. 5) diz explicitamente: “<em>Cuidai para não deixar cair nada, pois o que te escaparia seria como algo próprio que se perderia</em>” <sup>[14]</sup>. Nenhuma destas disposições estão mais previstas pelo novo rito de comunhão na mão.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="8">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Quando passamos da comunhão na mão para a comunhão na língua?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Passamos da comunhão na mão à comunhão na língua durante o século IX <sup>[15]</sup>. É possível que esta prática tenha iniciado um pouco antes, mas os testemunhos de que dispomos não são decisivos e provavelmente só dizem respeito a casos particulares, como a comunhão aos doentes <sup>[16]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="9">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Por que a comunhão na mão foi substituída pela comunhão na língua?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Em primeiro lugar</em>, porque, mais ou menos ao mesmo tempo, no Ocidente, passou-se a usar os pães ázimos para a Eucaristia<sup> [17]</sup>. Se por um lado este pão é mais fácil de manusear e adere facilmente à língua, por outro é provável que produza mais fragmentos. A isto devemos acrescentar que o fervor das origens havia diminuído e que o Cristianismo havia se tornado uma religião das massas: foi entre os séculos V e IX que a Igreja “<em>generalizou a admissão das crianças ao batismo, sua perseverança não suscitava nenhuma outra preocupação</em>” <sup>[18]</sup>. O risco de dispersão de fragmentos foi, portanto, aumentado. É por isso que a Igreja, tanto no Ocidente como no Oriente, passou muito rapidamente à prática da comunhão na língua, o que evitou este perigo <sup>[19]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Em segundo lugar,</em> porque durante o século IX, assistimos a um aumento do respeito e da veneração pelo Santíssimo Sacramento. Este fenômeno é testemunhado também pela introdução, um pouco mais tarde, do costume de receber a Comunhão de joelhos <sup>[20]</sup>. Agora, a comunhão na língua faz parte desse movimento de fervor eucarístico. Deve expressar de forma mais direta e explícita o mistério da presença real, que os fiéis recebem pelas mãos do sacerdote ou do diácono, os únicos ministros deste sacramento.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="10">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Visto que a Igreja autorizou a comunhão na mão até o século IX, não seria legítimo voltar a essa prática hoje?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, e por duas razões: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Primeiro</em>, porque seria fazer <em>arqueologismo</em>. O arqueologismo é a atitude daqueles &#8220;<em>que desejam voltar aos ritos e costumes antigos, rejeitando as normas introduzidas <em><u>pela ação da Providência</u></em>, por causa da mudança das circunstâncias</em>&#8220;. Estas são as palavras de Pio XII na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei.html"><strong>Encíclica <em>Mediator Dei</em> (20 de novembro de 1947)</strong></a></span> (<strong>leia um excelente texto sobre essa Encíclica <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/enciclica-mediator-dei-condenacao-por-antecipacao-da-reforma-liturgica-de-paulo-vi/">clicando aqui</a></span></strong><span style="color: #0000ff;">)</span>. O Papa condena esta mentalidade, comparando-a com a de quem gostaria de voltar às fórmulas dos primeiros Concílios, rejeitando expressões mais recentes da doutrina católica. “<em>A liturgia da época antiga é sem dúvida &#8211; diz o papa &#8211; digna de veneração, mas o uso antigo não é, por motivo somente de sua antiguidade, o melhor, seja em si mesmo, seja em relação aos tempos posteriores e às novas condições verificadas. Os ritos litúrgicos mais recentes também são respeitáveis, pois que foram estabelecidos por influxo do Espírito Santo que está com a Igreja até à consumação dos séculos, e são meios dos quais se serve a ínclita esposa de Jesus Cristo para estimular e conseguir a santidade dos homens.”</em> <sup>[21]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Em segundo lugar</em>, porque a passagem de um rito que expressa mais reverência pela Eucaristia para um rito que expressa menos fé na presença real abre a porta a abusos e sacrilégios através da dispersão de fragmentos e roubo de hóstias. A experiência diária da liturgia pós-conciliar mostra isso muito bem. Para dar apenas um exemplo, em 1994, nos Estados Unidos, apenas 30% dos católicos com menos de 45 anos acreditavam na presença real <sup>[22]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="11">
<li><span style="color: #000000;"><strong> Não seria possível conceder a Comunhão nas mãos pelo menos em circunstâncias muito particulares, como no caso de uma epidemia?</strong></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de qualquer coisa deve-se afirmar que não há nenhuma evidência científica que demonstre que a comunhão na língua expõe à contaminação mais do que a comunhão na mão. Mesmo que houvesse, não seria legítimo distribuir a comunhão nas mãos. As razões que demos no nº 10 superam quaisquer considerações sanitárias, porque evitando a dispersão de fragmentos, o sacrilégio, o perigo de enfraquecer a fé na presença real é um bem maior que a saúde do corpo. Somente no caso de ser demonstrado cientificamente que a comunhão na língua aumenta consideravelmente o risco de contaminação de uma doença <em>muito grave</em>, a autoridade eclesiástica poderia propor uma solução alternativa, sem nunca permitir, porém, o uso da comunhão na mão.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Daniele di Sorco, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Apresentação geral do Missal Romano</em>, n. 98 e 100.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tradução francesa, comentário e história do documento: cf. <em>Comunhão na Mão</em>, suplemento ao “Itinéraires”, n. 163, maio de 1972.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Sì sì, no no&#8221;, 30 de novembro de 1989, p. 3.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora a maioria dos estudiosos acreditem que o autor das <em>Catequeses Mistagógicas</em>é São Cirilo, alguns preferem atribuí-las a seu sucessor na sé de Jerusalém, João († 417). Recentemente, sites tem afirmado que, sendo sua ortodoxia suspeita, o rito de comunhão nas mãos que ele descreve seria uma inovação própria. Certamente, João de Jerusalém simpatizava com Orígenes e protegia Pelágio, mas é no mínimo duvidoso que ele tenha aderido às doutrinas heréticas destes. Além disso, nenhum dos erros atribuídos a ele por seus contemporâneos diz respeito à Eucaristia. Consequentemente, mesmo que se sustente que o autor das <em>Catequeses Mistagógicas </em>seja João, não há evidência de que o rito de receber a Comunhão na mão foi introduzido por ele em oposição à prática litúrgica comum. Tal mudança não deixaria de suscitar críticas de seus oponentes, especialmente daqueles, como São Jerônimo, que se opuseram a ele na polêmica origenista. Observou-se que no rito de comunhão descrito na Quinta <em>Catequese Mistagógica</em> se refere a uma prática estranha. Esta seria a prova de que este texto não expressa a prática normal da Igreja. Eis o trecho em questão: “Depois de ter prudentemente santificado seus olhos pelo contato com o Corpo Sagrado, coma-o”. O argumento, no entanto, tem pouco valor pois esse costume, por estranho que pareça, também é mencionado por São Clemente de Alexandria (150-215) e por Afraates da Síria (280-345). Cf. M. RIGHETTI, <em>Manual de história litúrgica</em>, vol. III, Milão, Ancora, 1949, p. 423; J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 312, nota 35. &#8211; Sobre toda esta questão, cf. J. QUASTEN, <em>Iniciação aos Padres da Igreja</em> , tr. fr., t. III, Paris, Cerf, 1963, pp. 512-517; B. ALTANER, <em>Patrologia</em>, tr. it, Turin, Marietti, 1981, pp. 321-322; A. FLICHE-V. MARTIN (dir.), <em>História da Igreja</em> , t. IV, Paris, Bloud e Gay, 1937, pp. 31-46 e 94-98.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“[&#8230;] gemendo ao ver um cristão [&#8230;] <em>aproximar-se do corpo de nosso Senhor com as mãos</em>que dão corpos aos demônios” (<em>De idolatria</em>, VII). Tertuliano fala aqui dos fabricantes de ídolos que se tornaram cristãos sem abandonar seus ofícios.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“De fato, quando [o herege Novato] fez as ofertas eucarísticas e distribuiu a porção a cada um e a entregou a ele, obriga os infelizes a jurarem ao invés de agradecer; <em>ele toma em ambas as mãos as de quem recebeu sua parte</em>, e não as deixa ir até que façam um juramento com essas palavras &#8211; uso suas palavras -: “Jurai-me, pelo sangue e pelo corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que jamais me abandonareis e que não retornareis a Cornélio”. <em>E o infeliz não pode provar</em> [o Santíssimo Sacramento] <em>a menos que tenha primeiro amaldiçoado a si mesmo,</em> e em vez de dizer “Amém”, ao receber este pão, diz: “Não voltarei a Cornélio” (em EUSÈBUS, <em>Historia ecclesiastica</em> , VI, 43, 18).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta é a inscrição de Pretorius, escrita em grego e encontrada em 1839 em um antigo cemitério em Autun. Ela diz: &#8220;Receba este prato doce como o mel do Salvador dos santos, coma com deleite <em>segurando o Ichtus em suas mãos</em>&#8220;. <em>Ichtus</em> é uma palavra grega que significa “peixe”, mas que era usada pelos cristãos como a sigla para “Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador”. Cf. H. LECLERCQ, <em>Autun (arqueologia)</em>, no <em>Dicionário de Arqueologia e Liturgia Cristãs</em>, t. I / 2, Paris, Letouzey e Ané, 1907, col. 3194-3198.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Um cristão, saindo de sacrifícios idólatras, apresenta-se no altar do Senhor; ele ousa, com os outros, receber a Eucaristia; <em>mas ele não pode levá-la à boca; ao abrir as mãos, não encontra alí senão cinzas</em>” (<em>De lapsis</em>, 26).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Mas então, por que ele se aproximou para fazer sua oferta ao Senhor?&#8221; Por que os presentes receberam sobre as <em>mãos postas o</em>que ele havia oferecido, apesar de seus vícios e impurezas?” (<em>Contra epistulam Parmeniani</em> , II, 7, 13).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RIGHETTI, <em>Manual de história litúrgica</em>, vol. III, Milão, Ancora, 1949, p. 422.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A passagem de São Basílio invocada em favor da comunhão na língua é a seguinte: “Não é grave se, fora dos tempos de perseguição, na ausência de um sacerdote ou de um diácono, alguém se veja obrigado a comungar com suas próprias mãos” (<em> 93</em>). Estas palavras apenas atestam o costume, ainda vivo na época, de comungar quando o ministro sagrado estava ausente. Eles não sugerem de forma alguma que, quando o padre ou diácono estava presente, a comunhão era dada na língua. O resto da carta diz exatamente o contrário: “Mesmo na igreja, quando o padre dá a cada um a sua parte, aquele que a recebe a segura com total poder sobre ela, e é assim que a leva à boca <em>com as próprias mãos</em>&#8221; &#8211; São Leão limita-se a dizer: &#8220;o que acreditamos pela fé, recebemos pela boca&#8221; ( <em>De ieiunio septimi mensis</em>, 3). Quem não vê a fraqueza do argumento? Mesmo no rito atual da Missa, o celebrante diz: “Que possamos guardar com pureza de espírito, Senhor, o que recebemos pela boca”. E ainda assim ele tocou o Santíssimo Sacramento com suas mãos! &#8211; O texto de São Gregório é, por outro lado, mais relevante. Ele fala de um milagre realizado pelo Papa Santo Agapet I (535-536). Ele foi apresentado a um homem manco e mudo. Depois de ter celebrado a missa, o Papa “deixou o altar, pegou na mão do coxo, e então, à vista de todos os presentes, levantou-o do chão e o pôs de pé. Então <em>ele colocou o corpo do Senhor em sua boca</em>, e sua língua, por tanto tempo silenciosa, estava solta, pronta para proferir palavras” (<em>Dialogi</em>, III, 3). Este episódio, entretanto, é muito especial para testemunhar uma prática comum. Uma vez que o coxo não podia ficar de pé, seria impossível dar-lhe a Comunhão nas mãos. A única solução era colocá-la diretamente na boca. Essa seria a prática usual para os enfermos. Mas nada prova que o mesmo acontecesse com os saudáveis. &#8211; Mais de dois séculos e meio depois, João Diácono (825-880) afirma que São Gregório recusou a comunhão a uma senhora romana por causa de sua atitude irreverente &#8220;tirando-lhe a mão <em>de sua boca</em> &#8221; (<em>Vita S. Gregorii,</em>II, 41). Mas a fórmula utilizada para dar a comunhão, que não data de antes do século IX, mostra que o autor provavelmente projetou para a época de São Gregório os costumes litúrgicos de seu tempo. Alguns até pensam que toda essa história é lendária. Cf. J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em> , t. II, Paris, Aubier, 1952, p. 305, nota 2.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 313, onde se mencionam, em nota (n. 43), os testemunhos de Santo Atanásio (295-373), de São João Crisóstomo († 407) e de São Césario d&#8217;Arles (470-543).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 313, onde se mencionam, em nota (n. 47), os testemunhos de São Césario d&#8217;Arles (470-543) e do Sínodo de Auxerre (578 ou 585).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catequeses mistagógicas</em>, V, 21. &#8211; Este é o ensinamento comum dos Padres da Igreja. Para referências precisas cf. A. SCHNEIDER, <em>Dominus est</em>, Perpignan, Artège, 2008, II, cap. 4.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao narrar a vida de São Cædmon, irmão leigo (entre 657 e 684), São Beda o Venerável (673-735) fala da comunhão nas mãos como uma prática ainda normal em seu tempo: “Ele [São Cædmon] disse: “Trazei-me a Eucaristia”. Depois de recebê-la <em>em suas mãos</em>, questionou os presentes se estavam todos em paz com ele [&#8230;]. &#8211; As primeiras evidências confiáveis de um uso generalizado da comunhão na língua remontam às primeiras décadas do século IX. “Um sínodo, de Córdoba (839), condena a seita dos cassianistas que se recusaram a admitir que a Eucaristia foi posta nos lábios dos comungantes” (J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 314, nota 52). Em Rouen, um concílio celebrado por volta de 878 estabeleceu que o sacerdote &#8220;deve distribuir a Eucaristia aos leigos e às mulheres, não pela mão, mas apenas pelos lábios&#8221; (cf. <em>ibid</em> ., Texto).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 314, nota 51. – É alegado, contrariamente, o cânon 2 de um concílio celebrado em Rouen por volta de 650 (texto em GD MANSI, <em>Sacrorum Conciliorum nova amplissima collectio</em>, t. X, Florença, Zatta, 1764, col. 1199-1200; cf. col. 1204-1206). No entanto, a datação é muito duvidosa e estudiosos mais recentes acreditam que a assembleia em questão ocorreu apenas no século IX. Ver M. AUGÉ, <em>A proposito della comunione sulla mano</em>, in “Ecclesia orans” 8 (1991) 293-304.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. II, Paris, Aubier, 1952, p. 306-307.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BÉRAUDY, <em>A iniciação cristã</em>, em A.-G. MARTIMORT (ed.), <em>A Igreja em oração</em>, Tournai, Desclée et Cie, 1961, p. 594.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse também é o pensamento de J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em>, t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 315.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">M. RIGHETTI, <em>Manuale di storia liturgica</em>, vol. III, Milão, Ancora, 1949, p. 425; J.-A. JUNGMANN, <em>Missarum sollemnia</em> , t. III, Paris, Aubier, 1958, p. 308-309.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O arqueologismo</em>não deve ser confundido com o <em>apego à tradição. </em>O arqueólogo rejeita o desenvolvimento <em>homogêneo</em> da doutrina e da liturgia católica, isto é, o processo pelo qual a fé e o culto, embora permanecendo o mesmo em substância, são expressos de forma cada vez mais clara, explícita, definida. Por outro lado, aqueles que estão apegados à tradição rejeitam o desenvolvimento <em>não homogêneo</em> da doutrina e do culto, um desenvolvimento pelo qual a fé e o culto são modificados em sua substância ou então são feitos passar do mais claro ao menos claro, do mais explícito ou menos explícito, do mais definido ao menos definido: é o caso das doutrinas e da liturgia do Vaticano II.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">KC JONES, <em>Index of Leading Catholic Indicators, Roman Catholic Books</em>, 2003.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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