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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. François Delmotte</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>O DIREITO DE NÃO SABER</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 14:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é prova da vaidade e da presunção da alma. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Em 8 de junho de 1978, em um famoso discurso &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-direito-de-nao-saber/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/Droit-de-ne-pas-savoir.jpg" alt="" width="295" height="412" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é prova da vaidade e da presunção da alma.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/spiritualite/le-droit-de-ne-pas-savoir">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 8 de junho de 1978, em um famoso discurso na Universidade de Harvard (EUA), o dissidente russo Alexander Solzhenitsyn defendeu um novo direito humano.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Todos têm o direito de saber tudo. Mas esse é um slogan falso, fruto de uma falsa era. De valor muito maior é este direito confiscado, o direito das pessoas de não saber, de não terem sua alma divina sufocada por fofocas, estupidez e palavras vazias. Uma pessoa que leva uma vida plena de trabalho e significado não tem absolutamente nenhuma necessidade desse fluxo pesado e incessante de informações. (&#8230;) A imprensa é o lugar privilegiado onde se manifestam essa pressa e essa superficialidade que constituem a doença mental do século XX. Ir ao cerne dos problemas é-lhe contraindicado, isso não está em sua natureza; ela retém apenas as frases sensacionalistas.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alexander Solzhenitsyn, discurso proferido na Universidade de Harvard, 8 de junho de 1978.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas Soljenítsin está só.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem o ouviu? Quem reivindicou para si esse “<em>direito de não saber</em>”? E quem o colocou em prática? Ninguém, ou quase ninguém…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse apelo de Soljenitsyn denuncia um sintoma: o da superficialidade. Por trás desse sintoma, há uma doença. E essa doença tem um nome: a vaidade da alma humana. Na imprensa, nas redes sociais ou em conversas privadas, frases sensacionalistas e julgamentos precipitados são, com demasiada frequência, preferidos ao esforço pela verdade e à caridade do real.</span><span id="more-34602"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que isso? Sem dúvida, em primeiro lugar, porque a ignorância é assustadora. De fato, é preciso tempo para refletir, para conhecer as coisas com exatidão. Por outro lado, divulgar uma informação requer apenas algumas palavras ou um clique. Assim, é fácil, e demasiado tentador, preencher o vazio que a ignorância provoca com suposições ou conjecturas sem fundamento. Elas são falsas ou distorcidas, mas parecem verdadeiras para quem as formula, porque estão em conformidade com suas crenças. E essa pessoa pouco se importa em verificar se correspondem à realidade. O que é ainda mais grave é o fato de que essas conjecturas nunca são refutadas com a mesma força do anúncio inicial. Elas se tornam, então, verdades aceitas na mente dos ouvintes, criando uma realidade paralela construída sobre areia. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;A necessidade de fornecer informações imediatas e confiáveis nos obriga a preencher as lacunas com conjecturas, a repetir rumores e suposições que jamais serão desmentidas e permanecerão gravadas na memória coletiva. Todos os dias, quantos julgamentos precipitados, temerários, presunçosos e falaciosos obscurecem a mente dos ouvintes – e ali se fixam!&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alexander Solzhenitsyn, discurso proferido na Universidade de Harvard, 8 de junho de 1978.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é uma prova da vaidade e da presunção de uma alma. Em última análise, trata-se de um traço de orgulho. Soljenitsyne evoca a necessidade de transmitir informações com segurança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é isso que o homem pensa na maioria das vezes? Todos acreditam ter a necessidade, a obrigação, de dar sua opinião. Será isso sabedoria e reflexão? São Paulo, porém, é claro a esse respeito: “<em>Não aspireis a coisas altas, mas acomodai-vos as humildes. Não queirais ser sábios aos vossos olhos</em>” (Rm 12,16). E em outro trecho, ele zomba dessa suposta sabedoria: “<em>Se alguém se lisonjeia de saber alguma coisa, este ainda não conheceu de que modo se deve saber</em>.” (1 Cor 8, 2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em segundo lugar, é preciso reconhecer que é heroico admitir que não se sabe algo. Falar sobre tudo cria a ilusão de conhecimento e compreensão. E nada é pior do que não saber ou não entender. Admitir a própria ignorância é visto como uma fraqueza, uma pequena morte do ego. Em uma discussão, muitas vezes é difícil admitir: &#8220;<em>Não sei; não conheço esse assunto; não tenho opinião sobre esse assunto&#8221;. </em>Isso implica reconhecer as próprias limitações, de sua ignorância. E é preciso ser forte — com aquela força que a humildade proporciona – para confessá-lo com toda a simplicidade e franqueza. Muitas vezes, a alma superficial prefere, mesmo assim, falar para assim mascarar sua ignorância sobre o assunto. A verborragia esconde os limites. Ao fazer isso, ela leva a fazer prevalecer, na prática, o erro sobre a humildade, preferindo ter uma opinião errada a não ter opinião alguma. Um erro que gera outro, e acaba por acontecer que a pessoa nem mesmo consegue mais ver ou reconhecer a própria ignorância, a falta de conhecimento para tratar com seriedade e competência o assunto em questão. Trata-se de uma manifestação da vaidade, do orgulho que busca obter uma pequena e reconfortante glória de suas palavras e julgamentos. Mas isso é um erro.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Peca-se por vaidade quando se busca manifestar a própria excelência por meio de palavras arrogantes, ou falando de coisas que não se conhece para parecer sábio.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás de Aquino, Summa Theologica, IIa-IIae, Q. 132, art. 1</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>As consequências dessa cobiça do conhecimento</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que cria esse desejo irrefletido de saber tudo? Por um lado, uma certa ilusão: a de controlar as coisas. E isso tranquiliza o homem de espírito pouco profundo. Por outro lado, cria também uma espécie de nova opressão: a da informação contínua, sobre todos os assuntos: saber tudo sobre tudo, o tempo todo, e rapidamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas essa vã agitação é extremamente prejudicial à alma. Tal saturação de informações e fofocas impede a reflexão profunda e o verdadeiro conhecimento da realidade. Além disso, torna impossível o silêncio, que é condição <em>essencial</em> para a vida interior, para uma verdadeira existência intelectual e espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, e de forma insidiosa, essa pretensão do homem de saber tudo sobre tudo prejudica fortemente a verdade, a caridade e a vida social. A verdade, pois muitas vezes nas discussões expressam-se apenas ideias da moda. Mesmo sem que a pessoa se dê conta disso. Pois pode-se estar na moda do tempo… ou mesmo na moda daqueles que se opõem à moda do tempo! Existe, assim, um conformismo do anticonformismo. É lisonjeiro para o ego ser “<em>aquele que sabe”,</em> “<em>aquele que não se deixa enganar pela desinformação”,</em> e assim por diante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso também prejudicial à caridade. Quem é responsável pelas suas palavras hoje em dia? Pois, quando são injustas, distorcem a realidade ou propagam rumores infundados. Ao fazê-lo, além de prejudicar a reputação alheia, perder tempo discutindo o que não nos diz respeito, ou o que está além da nossa compreensão, também fere a alma e o espírito de quem o faz. Quantos julgamentos precipitados são feitos sem que se dedique tempo ou esforço para verificar os fatos! Reclamamos e denunciamos o dia todo as <em>notícias falsas</em> e a desinformação que achamos que nos saturam. Mas com que frequência fazemos o mesmo? Em vez de julgar à distância, sem conhecimento real, com base em rumores em vez de fatos comprovados (método comum de certos meios de comunicação e redes sociais, e de calúnias e difamações), por que não priorizar a interação direta? Já fomos, ao menos uma vez, conversar com o nosso vizinho para expressar a nossa surpresa com a sua conduta e perguntar-lhe, com preocupação pela caridade e pela verdade, as suas razões? Isso permitiria ouvi-lo antes de julgá-lo. E talvez até mesmo de rever o seu julgamento, já que, possivelmente, teremos a oportunidade de descobrir as verdadeiras razões de seu agir, que permaneciam ocultas, pois não podemos, nem devemos, saber tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, é um incômodo para a vida em sociedade. Pois todo membro de qualquer sociedade, seja qual for a sua natureza, deve reconhecer que existem assuntos que não lhe dizem respeito, informações que fogem à sua área de especialização. Negar isso é sucumbir à ideologia igualitária, a ideologia que nos faz acreditar que todos são iguais em todos os aspectos e, consequentemente, deveriam saber tudo sobre tudo. Pode-se ser o primeiro a denunciar o totalitarismo ou a ditadura de uma única forma de pensar… mas depois reivindicar e exercer esse falso direito de saber tudo sobre tudo e sobre todos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O escudo das virtudes contra a cobiça de tudo saber.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A virtude da fé diz respeito ao que o homem não pode ver ou conhecer por si mesmo. Ela adere a um mistério que lhe é revelado por Deus. Em contraste com a pretensão de saber tudo, é a aceitação alegre e livre de que nem tudo pode ser compreendido. Isso permite que a alma receba os dons de Deus. De fato, no Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo muitas vezes não responde a todas as perguntas. Em contrapartida, Ele sempre desperta e chama à fé aqueles com quem fala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o homem sente incessantemente essa necessidade de julgar e comentar, é muitas vezes por ansiedade: um desejo de se tranquilizar e controlar a realidade através da linguagem. Em contrapartida, a virtude da esperança liberta a alma da necessidade dessas ansiedades tão humanas. Ela se apoia apenas na graça divina concedida pelos sacramentos. Essa é a virtude dos filhos de Deus. E, como todos os filhos, o cristão não perde tempo tentando saber tudo; ele confia em seu Pai Celestial. Ao fazer isso, ele é livre. Não saber tudo permite a verdadeira liberdade interior do cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Julgamentos precipitados prejudicam a alma tanto de quem os profere quanto de quem os ouve. A caridade assenta num movimento inverso: ama o próximo como a si mesmo, por amor a Deus. Ama, portanto, o próximo o suficiente para não procurar encaixá-lo numa definição, num rótulo ou num boato. Em vez de ser uma caixa de ressonância para os rumores (as calúnias, a imprensa, as redes sociais), a alma torna-se uma sarça ardente que queima as fofocas sem as propagar. “<em>Ora eu digo-vos que de qualquer palavra ociosa que tiverem proferido os homens, darão conta dela no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras será justificado ou condenado.”</em> (Mt 2, 36-37)</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. François Delmotte, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>VIVER NA PRESENÇA DE DEUS</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 14:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não queirais pois andar (demasiadamente) inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã cuidará de si; a cada dia basta o seu cuidado.”(Mt 6, 34) Fonte:  Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est Estas palavras são bem conhecidas. O que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/viver-na-presenca-de-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/06/Reims-FR-51-la_cathedrale_avant_1914-statue_du_Beau_Dieu-a1.jpg" alt="" width="509" height="509" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">“Não queirais pois andar (demasiadamente) inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã cuidará de si; a cada dia basta o seu cuidado.</span></em><span class="tm6">”</span><em><span class="tm7">(Mt 6, 34)</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:  <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/01/Seignadou-2026-02.pdf">Le Seignadou</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9"><span style="color: #000000;">Estas palavras são bem conhecidas. O que é menos conhecido é que elas são de</span> Nosso Senhor Jesus Cristo. E, infelizmente, não são as mais bem compreendidas. Seria essa uma sentença da filosofia epicurista ou, pelo contrário, de uma máxima do Evangelho? Será que Jesus pretende incitar seus discípulos a uma vida despreocupada? Será que ele se esquece da necessidade de um mínimo de prevenção? O paradoxo é reforçado quando sabemos que é o mesmo Deus que nos ensina a agir com sabedoria e a organizar nossas vidas para não sermos pegos desprevenidos: “</span><em><span class="tm7">Por isso estai vós também preparados, porque não sabeis a que hora virá o Filho do homem.</span></em><span class="tm9">” (Mt 24, 44). Por um lado, Cristo condena a preocupação e a ansiedade estéreis que nos paralisam. Por outro, ele nos encoraja à prudência e à vigilância para viver sob o olhar de Deus. Então, devemos viver na despreocupação do momento presente ou devemos viver em vigilância constante?</span></span></p>
<p class="tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">Viver no presente de Deus</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">A verdadeira vida está no presente. É por isso que devemos viver um dia de cada vez, como Nosso Senhor nos recomenda.</span><span id="more-34284"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">A principal razão para isso é a existência de Deus. O que isso significa? Deus existe, certamente. Mas o que devemos considerar cuidadosamente é que essa existência ocorre em um presente eterno. Pois, diferentemente de sua criação, Deus não está no tempo. Ele está na eternidade. E é nesse presente eterno que Ele pensa em nós e nos cria a cada instante, mantendo-nos, assim, vivos.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-684x1024.jpeg" alt="" width="374" height="557" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Devemos, então, fazer um ato de fé nessa criação de Deus, uma criação não apenas de um momento fugaz, do passado, mas de cada momento, de cada dia. A fé nos permite reconhecer e amar essa contínua dependência que temos em relação a Deus. Não há necessidade de nos determos no passado e no futuro que não existe ou já não existe mais. Devemos pensar em Deus neste momento presente que nos permite viver com Ele.<br />
Nesse momento, a alma da fé pode compreender o preceito da vigilância. “</span><em><span class="tm12">Vigiai e orai”</span></em><span class="tm9">, repete-nos incessantemente Nosso Senhor (Mt 26,41). A vigilância deve centrar-se no facto de estarmos unidos a Deus no momento presente. É assim que conseguiremos não deixar nossos pensamentos se perderem no passado ou no futuro, nem deixar nosso coração se perder em ansiedades, medos, projetos vãos ou imaginações fúteis. A virtude da fé nos permite sempre descobrir o rosto de Cristo e nos unir a ele, independentemente dos acontecimentos sob os quais ele aparece.</span></span></p>
<div style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-1.jpeg" alt="" width="495" height="315" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">A agonia de Jesus, Giovanni Bellini, por volta de 1460</span></p></div>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">Vivendo no presente com Deus, nosso Pai.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Outro motivo nos convence a viver o momento presente com Deus: Ele é nosso Pai.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Ele repete isso incessantemente no Evangelho, especialmente no Sermão da Montanha: “</span><em><span class="tm12">porque um só é o vosso Pai, que está nos céus.” </span></em><span class="tm9">(Mt 23, 9). Se Deus é nosso Pai, então ele cuida de nós. Ele é a Providência. Ele zela por cada uma de nossas necessidades: </span><em><span class="tm12">“Não andeis (demasiadamente) inquietos nem com o que (vos é preciso) para alimentar a vossa vida, nem com o que (vos é preciso) para vestir o vosso corpo. Porventura não vale mais a vida que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e contudo vosso Pai celeste as elas? E qual de vós, por muito que pense, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestido? Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam. E digo-vos todavia que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu jamais como um deles. Se pois Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé! Não vos aflijais pois, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram (com excessivo cuidado) todas estas coisas. Vosso Pai sabe que tendes necessidade de todas elas.</span></em><span class="tm6">”</span><span class="tm9"> (Mt 6, 25-32)</span></span></p>
<div style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-2-781x1024.jpeg" alt="" width="437" height="571" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">O Retorno do Filho Pródigo, Rembrandt, por volta de 1668</span></p></div>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Esta divina Providência vela por nós, não de forma geral e distante, mas sim a cada instante. Depois da admiração e do amor a Deus que esta bondade desperta na alma, é sobretudo um imenso ato de esperança que deve brotar do coração cristão. Faz-nos confiar unicamente na graça de Deus e na sua benevolência para conosco. Compreendemos, então, a confiança inabalável em Deus que habita nas almas fiéis. Mesmo em meio às nossas maiores dificuldades, o Bom Deus jamais nos abandonará. Isso nos encoraja a sermos ativos: confiar em Deus não é passividade nem indiferença. Torna-nos plenamente ativos e responsáveis pelas nossas ações, entregando-as, confiando-as a Deus.</span></p>
<p class="tm5 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">Viver o momento presente da graça.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">A graça santificadora é a terceira razão pela qual precisamos viver na presença de Deus.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">De fato, é toda a Santíssima Trindade que, pela graça, verdadeiramente habita em nossa alma. Deus nos torna, assim, “</span><em><span class="tm12">participantes de sua divindade</span></em><span class="tm9">”, nas palavras de São Pedro (2 Pd 1, 4). A partir de então, desde o batismo, e enquanto vivermos em estado de graça — isto é, enquanto não tivermos perdido este dom divino por causa do pecado mortal — as Três Pessoas Divinas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, verdadeiramente habitam em nossa alma. E “</span><em><span class="tm12">se Deus é por nós, quem será contra nós?</span></em><span class="tm9">” (Rm 8, 31).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Esta grande e magnífica verdade da nossa fé deve ser meditada e constantemente lembrada. Já não somos apenas nós que vivemos, mas Cristo em nós. Necessariamente, a nossa alma será impelida a praticar um ato de caridade, este amor sobrenatural que nos faz amar a Deus. E aqui, mais uma vez, devemos estar atentos: um ato de amor nunca se dirige apenas à realidade presente. Mesmo que o objeto do nosso amor seja passado, continuamos a amá-lo porque ele está presente em nós, através da sua imagem ou memória. Esta é a razão suprema pela qual devemos viver com Deus no momento presente: estar unidos a Ele pela fé e amá-Lo realmente. O “</span><em><span class="tm12">Eu te amo</span></em><span class="tm9">” é dito apenas à pessoa que está diante de nós, e é dito apenas no momento presente…</span></span></p>
<div style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-3-961x1024.jpeg" alt="" width="445" height="473" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">A Ressurreição, Piero délia Francesca, 1463–1465.</span></p></div>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Além disso, essa presença divina também nos oferece a oportunidade de praticar um ato de caridade para com o nosso próximo. De fato, só podemos amar verdadeiramente o nosso próximo — ajudá-lo com misericórdia ou suportá-lo com paciência — no momento presente, sem nos lembrarmos do que possa ter acontecido no passado, nem nos preocuparmos com o que possa acontecer no futuro. O momento presente é o ponto de contato com a vontade de Deus; é o momento em que ele se manifesta. É também nesse momento que encontramos a presença de Deus: estamos onde Ele nos quer e nos espera. A alma, então, domina as coisas, com uma soberana indiferença de julgamento, indiferença no sentido positivo do termo: não são os acontecimentos que ditam a minha vida, mas a minha caridade que se fortalece a partir deles. Isso é estar verdadeiramente apegado à vontade de Deus e desapegado da nossa própria vontade falível. A sucessão desses momentos oferecidos a Deus constitui um instante perpétuo e já prenuncia a eternidade. Santa Teresa do Menino Jesus disse: &#8220;Vós sabeis, ó meu Deus! Para amar-Vos na terra, só me resta o hoje.&#8221; Em última análise, não é esta a melhor maneira de cumprir o mandamento: &#8220;</span><em><span class="tm12">Permanecei no meu amor</span></em><span class="tm9">&#8221; (Jo 15, 9)?</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Pe. François Delmotte</span><span class="tm6">, FSSPX</span></span></strong></p>
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		<title>SEM ILUSÕES E NEM DISPERSÕES: COMO VIVER NA PRESENÇA DE DEUS</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 14:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver o momento presente é o que o Bom Deus pede aos seus filhos, porque é a forma privilegiada de comungar com a presença eterna d’Ele. Fonte: Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est Uma disposição fundamental: receber O momento presente &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sem-ilusoes-e-nem-dispersoes-como-viver-na-presenca-de-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/07/jesus-christ-898330_960_720.jpg" alt="" width="564" height="381" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Viver o momento presente é o que o Bom Deus pede aos seus filhos, porque é a forma privilegiada de comungar com a presença eterna d’Ele.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/01/Seignadou-2026-02.pdf">Le Seignadou</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="tm5 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Uma disposição fundamental: receber</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O momento presente é um instante no tempo. Mas o tempo nos é dado, não de uma só vez, mas gota a gota, a cada instante. Como, então, podemos viver o momento presente enquanto pensamos em Deus?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Antes de tudo, recebendo-o como um dom de Deus. Devemos, portanto, acolhê-lo, recebê-lo como um dom e desejar serenamente a ação que lhe está associado, sem sermos passivos, sem sofrermos nossa vida. Nossa alma poderá então oferecer mais facilmente a Deus as ações que realizamos, por meio de um ato voluntário de caridade. Ela deve primeiro ser receptiva, antes de se lançar em múltiplas atividades. Se nossa mente está ocupada com muitas outras coisas — julgamentos, murmurações, modos de pensar mais ou menos deficientes, etc. — ela não pode estar na atitude de quem recebe, de quem acolhe. A constante fixação no passado, a recusa em desapegar-se de certas coisas, as intermináveis projeções para o futuro, o medo do que pode acontecer nele — tudo isso esgota a pessoa. O Bom Deus nos dá a vida no presente, não para nos esgotar. Devemos, portanto, saber acolher este momento presente com humildade e gratidão.</span><span id="more-34281"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-4.jpeg" alt="" width="383" height="294" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Observa-se, com razão, que este é o sentido da oração do Evangelho e da Igreja. Na Oração do Pai Nosso, Nosso Senhor nos ensina a pedir &#8220;</span><em><span class="tm10">o pão nosso de cada dia</span></em><span class="tm9">&#8220;. E, por sua vez, a Igreja, nos ensina a rezar à Virgem Maria &#8220;</span><em><span class="tm10">agora</span></em><span class="tm9">&#8220;, pois esse é o termo usado na oração da Ave Maria. A nossa alma eleva-se até ela, &#8220;</span><em><span class="tm10">nunc</span></em><span class="tm9">&#8220;, ou seja,, a cada instante de nossas vidas. Além disso, a liturgia demonstra abundantemente essa atenção ao momento presente. Isso explica a grande quantidade de vezes que a Igreja escreve </span><em><span class="tm10">&#8220;hodie</span></em><span class="tm9">&#8221; em suas orações. E é também a razão pela qual ela celebra todos os dias a Santa Missa da mesma maneira, sem se deixar atrair pela rotina ou pela monotonia.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-9.jpeg" alt="" width="406" height="291" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">É importante lembrar também que o pecado original dispersou nossa alma, desordenando suas faculdades. Ela está, portanto, desunida e precisa de tempo para se reordenar a Deus. Isso não pode acontecer sem a graça de Deus, obtida pelo batismo e pelos outros sacramentos, e sem a oração. Podemos, portanto, multiplicar ao longo do dia invocações simples e fervorosas. Elas são uma maneira concreta de viver sob o olhar de Deus. Ajudam-nos a pensar nEle e a manter essa disposição de valorizar o tempo que Ele nos dá e usá-lo para cumprir a Sua santa vontade. Essas breves orações são como flechas de amor lançadas em direção ao Céu. Elas não interrompem o nosso trabalho, mas transformam a intenção dele. Permitem preencher o intervalo entre uma tarefa e outra, entre uma palavra e um silêncio.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Podemos escolhê-las e variá-las de acordo com a atitude espiritual que desejamos manter: amor, adoração, confiança. Para nos unirmos à vontade de Deus a cada momento, podemos repetir: &#8220;</span><em><span class="tm10">Jesus, eu te amo!</span></em><span class="tm9">&#8221; (invocação predileta de Santa Teresa do Menino Jesus) ou &#8220;</span><em><span class="tm10">Meu Deus e meu Tudo!</span></em><span class="tm9">&#8221; (São Francisco de Assis). Diante da preocupação, do medo ou de um imprevisto: &#8220;</span><em><span class="tm10">Jesus, eu confio em vós</span></em><span class="tm9">!&#8221; ou &#8220;</span><em><span class="tm10">Senhor, seja feita a vossa vontade</span></em><span class="tm9">&#8220;. Para santificar o trabalho ou uma ação que está começando, podemos dizer: &#8220;</span><em><span class="tm10">Tudo para a maior glória de Deus!&#8221;</span></em><span class="tm9"> (Santo Inácio de Loyola) ou, mais simplesmente: &#8220;</span><em><span class="tm10">Por vós, Jesus</span></em><span class="tm9">&#8220;. É fácil inserir essas invocações em momentos de transição ou esforço. Ao iniciar uma tarefa, ou antes de atender o telefone, começar um relatório ou lavar a louça, oferecemos esse trabalho a Deus, nosso Pai: &#8220;</span><em><span class="tm10">Por amor a vós</span></em><span class="tm9">&#8220;. Em momentos de agitação ou tentação,ou diante de uma contrariedade ou de um pensamento mau, confiamos-nos à misericórdia de Deus: &#8220;</span><em><span class="tm10">Meu Jesus, tende piedade!</span></em><span class="tm9">&#8221; Multiplicando estas invocações simples e fervorosas, concretizamos a nossa atenção a Deus e fazemos de toda a nossa vida um ato de adoração, transformando o tempo recebido numa dádiva a Deus.</span></span></p>
<div style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-5-787x1024.jpeg" alt="" width="335" height="432" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">O Pai Nosso, de James Tissot, entre 1886 e 1894.</span></p></div>
<p class="tm5 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Remover obstáculos</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Devemos também eliminar tudo o que nos impede de viver o momento presente. Pois, se a nossa mente estiver sobrecarregada, não poderá ser receptiva. Os obstáculos são inúmeros. Incluem não apenas as nossas preocupações e medos, mas também distrações incessantes, raciocínio falho, julgamento constante, más tendências e hábitos, e padrões mentais falsos que nos impedem de ver o presente como ele é, ou ainda o facto de pensar em várias coisas ao mesmo tempo, os nossos planos compulsivos ou a nossa tendência para fugir para o imaginário, etc. Por fim, pode incluir nossas formas de agir, às vezes puramente passivas, compostas unicamente por hábitos, instintos, impulsividade ou mesmo cansaço. Tudo isso dispersa nossa atenção e esgota nosso corpo e nossa alma. Portanto, é importante não nos determos constantemente no passado, lembrando-nos do que possa ter nos prejudicado.</span></p>
<div style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-7-732x1024.jpeg" alt="" width="310" height="427" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">O Paraíso, Jan Bruegel Le Jeune, 1620.</span></p></div>
<p class="tm5 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">As telas que criam uma barreira</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">É importante também abraçar a simplicidade e não viver sob o olhar dos outros. Dar demasiada importância a isso nos impede de ter o foco necessário para realizar bem nossas tarefas. A paz de espírito se perde se agirmos unicamente para a aprovação alheia, buscando constantemente por sua aprovação ou procurando se tranquilizar por meio da aprovação dos demais.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Também é urgente restringir ou cortar os meios audiovisuais que nos bombardeiam com exigências excessivas. Note-se que esses dispositivos apelam apenas a dois dos nossos sentidos: a visão e a audição. Ao fazê-lo, empobrecem o resto do nosso ser e desequilibram as nossas capacidades cognitivas. Ver, sentir ou aprender sobre qualquer coisa através da lente de uma tela não nos ajuda a perceber a verdadeira realidade daqueles que nos rodeiam, nem nos permite julgá-los com justiça. As telas, e o que nelas é dito, desconectam-nos da realidade mais do que percebemos e roubam a paz das nossas almas.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O perigo espiritual das telas reside, sobretudo, nessa rápida sucessão que nos aprisiona no anedótico. Elas criam uma espécie de presença simulada. A tela nos dá a ilusão de estarmos presentes, enquanto nos mantém em outro lugar. Ao fragmentar nossa atenção, ela nos afasta do silêncio necessário para ouvir a Deus e nos impede de ter uma presença genuína para com nós mesmos e com os outros. A nossa atenção é constantemente saturada por esses estímulos breves e constantes. Isso nos torna fundamentalmente indisponíveis para Deus, para a nossa própria vida espiritual e para o apelo do próximo.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-8.jpeg" alt="" width="389" height="265" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">É impressionante observar como nossas mentes agora imitam essa tecnologia: muitas vezes vivemos em um estado de &#8220;</span><em><span class="tm10">rolagem interna</span></em><span class="tm9">&#8220;, deixando nossos pensamentos passarem como imagens em uma tela, sem nunca nos fixarmos em nada. Essa instabilidade, seja digital ou mental, na verdade mascara uma fuga ou uma evitação da realidade. Para reencontrar a vida espiritual, precisamos de parar de fugir do momento presente e aceitar parar, pois é na estabilidade do momento presente que podemos receber a graça de Deus.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Portanto, permitamo-nos momentos de descanso, especialmente da tecnologia digital. Como em qualquer outra atividade humana, é prudente estabelecer regras para o uso de dispositivos digitais e celulares. É assim que evitamos carregá-los conosco constantemente, definimos horários específicos para verificar nossas mensagens e determinamos o que precisamos fazer com esses aparelhos para não nos vermos rolando a tela infinitamente, enquanto as horas de nossas vidas passam sem sentido.</span></p>
<p class="tm5 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Estar presente naquilo que se está presente no que fazemos</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Paralelamente a esse necessário desapego, devemos ensinar nossa alma a aceitar a realidade como ela se apresenta ao nosso redor e dentro de nós. Que ela esteja atenta à maneira como recebe o momento presente e à maneira como vive cada um dos acontecimentos que compõem o seu dia.</span></p>
<div style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-6-986x1024.jpeg" alt="" width="407" height="422" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">Cristo na casa de Marta e Maria, Jan Bruegel e Rubens, 1628.</span></p></div>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Antes de se dedicar totalmente ao que faz, a alma deve aprender a se dedicar totalmente ao que recebe. Não se pode fazer duas coisas ao mesmo tempo. O nosso corpo e a nossa mente não podem, ao mesmo tempo, receber as informações que vêm do mundo que nos rodeia e agir em todas as direções simultaneamente. A sabedoria dos antigos expressava isso sucintamente: &#8220;</span><em><span class="tm10">Age quod agis</span></em><span class="tm9">&#8220;. Estar inteiramente presente — corpo, alma, espírito, imaginação — onde se deve estar; e fazer o que se deve fazer com atenção, mas sem tensão.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">De fato, concentrar-se é uma decisão da vontade que unifica as forças do espírito num único ponto. Essa unificação não é cansativa, ao contrário da dispersão que evita. A concentração é, antes, uma reunião de todas as nossas faculdades em um único ato. Ela é alcançada com flexibilidade da mente e dos sentidos, não com rigidez e tensão. Isso é bem conhecido nos esportes de combate: um corpo flexível e treinado absorve melhor os golpes e sente menos dor. Por outro lado, um corpo rígido absorve muito mal os golpes e se lesiona com facilidade.</span></p>
<div style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/image-10-983x1024.jpeg" alt="" width="348" height="362" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">São Bento, pintura mural no mosteiro de Subiaco.</span></p></div>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Existe em nós uma faculdade para viver o momento presente: os nossos sentidos. Devemos, portanto, exercitá-los. Isso só pode ser feito com uma certa lentidão e sem emitir o menor pensamento, pois precisamos sentir a sua ação. Que os olhos se esforcem para ver, para discernir as diferentes cores e não apenas as formas dos objetos. Que os ouvidos se esforcem para perceber e distinguir vários sons. O mesmo vale para o paladar e o olfato.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Mas, acima de tudo, é o sentido do tato que importa aqui. É ele que nos situa no espaço e no tempo. É também, por excelência, o sentido do equilíbrio. Como podemos usá-lo adequadamente se não o sentimos, se não o usamos de acordo com suas próprias leis?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Como podemos exercitar-nos nisso? A resposta está em desacelerar as nossas ações. Devemos reservar tempo para fazer as coisas devagar, sem pressa. Isso se assemelha, em certa medida, à tradição beneditina de Ora </span><em><span class="tm10">et</span></em><span class="tm9"> Labora </span><em><span class="tm10">(</span></em><span class="tm9">oração e trabalho). A Regra de São Bento nos ensina a realizar cada tarefa diária — seja rezar, cozinhar, cuidar do jardim ou estudar — com plena atenção tanto à ação quanto ao pensamento. Não fazer nada com pressa, mas realizar tudo como se estivéssemos na presença de Cristo.“</span><em><span class="tm10">Vigiem em todos os momentos as ações de sua vida. Em todo lugar, reconheçam-se com certeza que estão sob o olhar de Deus.</span></em><span class="tm9">” (Regra, Capítulo 4, n.º 48-49). </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Assim, exercitar nossos sentidos lentamente significa rejeitar distrações e permitir-nos santificar o momento presente. Uma simples </span><em><span class="tm10">caminhada</span></em><span class="tm9">, feita em paz na natureza, torna-se então duplamente benéfica: traz-nos de volta à realidade e acalma a alma e, ao ancorar-nos no presente, torna-nos disponíveis para a oração. Em última análise, viver o momento presente é o que Deus pede aos seus filhos, porque é o meio privilegiado de comunhão com a presença eterna de Deus. A salvação de nossas almas acontece neste momento presente: &#8220;</span><em><span class="tm10">Eu te ouvi no tempo aceitável, e te ajudei no dia da salvação.&#8221; </span></em><span class="tm9">(2 Cor 6, 2) </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Que os olhos de nossa alma estejam sempre fixos em Deus, em Cristo Jesus e em Maria, Nossa Senhora. Este simples olhar para Deus proporciona o recolhimento habitual do nosso coração e permite-lhe viver na paz e na serenidade, que não provêm da ausência de dificuldades, mas da caridade divina.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Pe. François Delmotte</span><span class="tm6">, FSSPX</span></span></strong></p>
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		<title>JESUS CRISTO É REI: ROMANTISMO ULTRAPASSADO OU UM REMÉDIO NECESSÁRIO?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 14:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[A questão crucial não é se Cristo é Rei? Mas sim: Uma vez que Cristo é Rei, quem sou eu para viver como se fosse meu próprio soberano? Fonte: Le Seignadou – Tradução: Dominus Est Nas palavras de Pio XI em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/jesus-cristo-e-rei-romantismo-ultrapassado-ou-um-remedio-necessario/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/10/FR447164C-Copie.jpg" alt="" width="543" height="315" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A questão crucial não é se Cristo é Rei? Mas sim: Uma vez que Cristo é Rei, quem sou eu para viver como se fosse meu próprio soberano?</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/11/Seignadou-2025-12.pdf">Le Seignadou</a></span> – Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas palavras de Pio XI em sua encíclica Quas primas (1925), “<em>o remédio eficaz à peste que corrói a sociedade humana</em>” hoje é a Realeza universal de Jesus Cristo. Um Rei? Como solução para os males do século XX? Não seria essa uma visão romantizada do passado? Essa palavra soa como uma moeda velha e enferrujada perdida no fundo de uma gaveta já ultrapassada. Vivemos, antes, na era do indivíduo-rei, do <em>“eu primeiro”</em>, de uma democracia corrompida. Esta verdade fundamental de que Jesus Cristo é Rei se opõe ao laicismo e ao naturalismo contemporâneos, ideologias que afirmam que a sociedade pode e deve ser governada “<em>como se Deus não existisse</em>”. Vemos os frutos amargos disso todos os dias em nossa pobre França… Se retirarmos Cristo Rei das sociedades naturais, o que acontece? A autoridade perde sua fonte sagrada e se torna tirania ou uma mera luta pelo poder. A lei perde sua base imutável e se torna uma opinião majoritária, mudando conforme os caprichos das pesquisas de opinião. A humanidade perde seu destino eterno e se torna uma mera produtora-consumidora destinada ao esquecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então, o que significa que Jesus Cristo é rei? E como isso pode ser vivenciado na realidade atual? Cristo pode ser visto como Deus a quem se presta culto privado, ou, no máximo, como uma bela figura histórica, um mestre espiritual&#8230; mas um rei que comanda?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, o Evangelho (João 18, 37: “<em>Tu o dizes: ‘Eu sou rei’</em>”) e a Igreja, em seu seguimento, são categóricos:</span><span id="more-33977"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Para restabelecer e confirmar a paz, outro meio mais eficiente não encontrávamos do que reconhecer a Soberania de Nosso Senhor.&#8221; (Pio XI, Quas primas, n. 1). </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O reino de Cristo não é deste mundo, certamente, mas abrange este mundo. Nosso Senhor Jesus Cristo é Rei em sua natureza humana, em sua humanidade. O primeiro fundamento deste poder real que Ele recebeu provém daquela “<em>admirável união que se chama união hipostática”</em> (Pio XI, Quas primas, n. 8). Jesus é Rei porque sua natureza humana está unida à natureza divina na única Pessoa divina do Verbo Encarnado. Portanto, sua realeza se exerce sobre todo o universo. Ninguém pode escapar da divindade de Jesus Cristo; portanto, ninguém pode escapar ao seu reinado. “<em>Anjos e homens não devem apenas adorar Cristo como Deus, mas também obedecer e submeter-se à autoridade que Ele possui como homem; pois, somente em virtude da união hipostática, Cristo tem poder sobre todas as criaturas</em>” (Pio XI, Quas primas, n. 8). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, Jesus Cristo também é Rei por conquista. Uma conquista alcançada não com armas ou dinheiro, mas com seu sacrifício de caridade por nossas almas. Ele verdadeiramente derramou seu precioso Sangue por amor a nós. Este é o mistério da Redenção, pelo qual Ele adquiriu os méritos que nos permitem salvar nossas almas. Ora, visto que a Santa Missa é a renovação deste divino sacrifício da Cruz, segue-se que Cristo reina através da Missa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Vocês não sabem que não pertencem a si mesmos, pois foram comprados por um preço?” </em></span><span style="color: #000000;">Disse São Paulo (1 Cor 6, 19-20). Isto afirma claramente: somos súditos de Cristo Rei, redimidos pelo seu sangue e governados por ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A questão fundamental, portanto, não é: Cristo é Rei? Mas sim esta: uma vez que Cristo é Rei, quem sou eu para viver como se fosse meu próprio soberano? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, Nosso Senhor reivindica para si um trono primeiramente em nossos corações e mentes; então, e por meio disso, reinará através de sua doutrina evangélica e sua caridade nas leis da nação e em todas as instituições naturais: famílias, escolas, empresas, comunidades, parlamentos… </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus Cristo é verdadeiramente Rei. Portanto, toda a nossa vida é um ato de submissão. Nosso tempo não nos pertence mais exclusivamente, mas é uma dádiva a ser administrada para a glória dEle. Nosso dinheiro não é meramente nossa posse, mas uma ferramenta para expandir e defender o Seu Reino. Nossas relações não são para nosso próprio prazer, mas oportunidades para viver a caridade divina e irradiá-la. Cristo Rei não vem para tomar um pouco do nosso domingo; Ele vem para reivindicar toda a nossa vida. Ele não vem para um pequeno culto privado, mas para reinar verdadeiramente, pública e socialmente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sejamos honestos conosco mesmos: somos súditos obedientes e zelosos de Cristo, nosso Rei? Ou estamos privando-O de parte de nossa vida, de nossa alma? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” </em></span><span style="color: #000000;"><em>(Mt 7, 21).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cristo Rei não precisa de nossas aclamações superficiais nem de nossas frágeis posturas políticas. Ele precisa de nossa entrega total, amorosa e alegre, aqui e agora, em nossas famílias, nossos negócios, nossas conversas, nossas maneiras de pensar e viver, e até mesmo diante de nossas telas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu reinado divino começa aí: no silêncio de um coração que finalmente escolhe se curvar diante Daquele que, somente Ele, possui as palavras da vida eterna.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. François Delmotte, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">****************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/ultimo-domingo-de-outubro-festa-de-cristo-rei-8/">CLIQUE AQUI </a></span>para ler nossos textos sobre o Reinado Social de Nosso Senhor</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>****************************</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Bibliografia sobre a realeza de Jesus Cristo</strong></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pio XI, <em>encíclica Quas primas,</em> 1925.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Jean de Monléon, <em>Cristo Rei</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jean Ousset, <em>Para que ele reine</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Lefebvre, <em>Eles o destronaram</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Guéranger, <em>Jesus Cristo, Rei da História</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Théotime de Saint-Just, <em>A Realeza Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.</em></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RP Calmel, <em>Que venha o seu reino</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RP Calmel, Teologia da História.</span></li>
</ul>
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		<title>DEVER DE ESTADO OU DEVERES DE ESTADO</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 14:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é esse “dever de estado” que frequentemente é objeto de nossos exames de consciência? Fonte: Le Seignadou (set/22) – Tradução: Dominus Est A expressão &#8220;dever de estado&#8221; não aparece no Evangelho, nem no restante das Sagradas Escrituras. Parece estar ausente &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/dever-de-estado-ou-deveres-de-estado/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/09/Jean-Francois-Millet-the-angelus.jpg" alt="" width="372" height="311" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm8">O que é esse “dever de estado” que frequentemente é objeto de nossos exames de consciência?</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/08/Seignadou-2022-09.pdf">Le Seignadou (set/22)</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A expressão &#8220;</span><em><span class="tm10">dever de estado</span></em><span class="tm11">&#8221; não aparece no Evangelho, nem no restante das Sagradas Escrituras. Parece estar ausente dos escritos dos primeiros Doutores da Igreja para aparecer apenas muito tardiamente. Encontramo-la nos escritos de São Francisco de Sales, na </span><em><span class="tm10">Introdução à Vida Devota</span></em><span class="tm11"> (especialmente nos capítulos 3 e 8 da primeira parte). Ou ainda no </span><em><span class="tm10">Catecismo de São Pio X</span></em><span class="tm11">: “</span><em><span class="tm10">Por deveres do próprio estado entendem-se aquelas obrigações particulares que cada um tem por causa do seu estado, da sua condição e da situação em que se acha. (…) Foi o mesmo Deus que impôs aos diversos estados os deveres particulares, porque estes derivam dos seus divinos Mandamentos. No quarto Mandamento, sob o nome de pai e mãe, entendem-se também todos os nossos superiores; assim deste Mandamento derivam todos os deveres de obediência, de amor e de respeito dos inferiores para com os seus superiores e todos os deveres de vigilância que têm os superiores sobre os seus inferiores.”</span></em><span class="tm11"> (</span><em><span class="tm10">Catecismo de S. Pio X, 3º </span></em><span class="tm11">parte, capítulo 5)</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O que pensar disso? O cumprimento do dever de estado é uma obrigação moral descoberta apenas mais tarde?</span></p>
<h2 class="tm12 tm13" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm15">Uma expressão muito vaga</span></strong></span></h2>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Na realidade, essa lenta e tardia aparição da palavra se deve à reviravolta da mentalidade do homem moderno. Mais ou menos marcado pela filosofia moderna que se afasta da realidade das coisas, o homem hoje prefere falar uma linguagem abstrata. Ele falará, portanto, do “</span><em><span class="tm10">dever do estado</span></em><span class="tm11">”, expressão geral que tem a vantagem muito interessante de permanecer vaga e confusa&#8230; e, portanto, não permitir identificar claramente qual é o dever envolvido. Portanto, como cumprir um dever do qual não conhecemos seus precisos contornos? Como saber se cumprimos nossa obrigação? A expressão “</span><em><span class="tm10">dever do estado</span></em><span class="tm11">”, por mais necessária que seja, não deixa de ser demasiado confusa.</span></span><span id="more-27978"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Algumas luzes sobre o assunto serão encontradas quando soubermos que os Antigos, isto é, os escritores da antiguidade greco-romana, e também os primeiros Padres da Igreja, falaram em uma linguagem mais concreta. Seu realismo fazia com que evocassem os “</span><em><span class="tm10">deveres</span></em><span class="tm11">” (no plural) desta ou daquela profissão ou função na sociedade, ou seja, as atitudes moralmente boas a adotar em nesta ou naquela situação. Cícero, por exemplo, assim evoca o que se deve fazer para ser um homem honesto em seu tratado </span><em><span class="tm10">“De officiis”</span></em><span class="tm11">. Santo Ambrósio retomará esta ideia escrevendo &#8220;</span><em><span class="tm10">De officiis ministrorum&#8221;,</span></em><span class="tm11"> enquanto a </span><em><span class="tm10">A</span></em><span class="tm11"> </span><em><span class="tm10">Pastoral </span></em><span class="tm11">do Papa São Gregório Magno explica e detalha todos os deveres incumbidos a um Bispo ou a um Superior eclesiástico.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Mas quais são esses “</span><em><span class="tm10">deveres do estado</span></em><span class="tm11">”? Um “</span><em><span class="tm10">estado</span></em><span class="tm11">” é uma situação estável e permanente que afeta uma pessoa. Existem, de fato, vários “</span><em><span class="tm10">estados</span></em><span class="tm11">” e, por conseguinte, outros tantos deveres que lhes são inerentes. Assim, por exemplo, o mesmo homem é ao mesmo tempo criatura em relação a Deus, filho em relação aos pais, pai em relação aos filhos, empregado em relação ao seu patrão, cidadão em relação a sociedade em que vive, membro da Igreja em virtude de seu batismo, etc. Este homem terá, portanto, muitos deveres de estado: rogar a Deus, honrar seus pais, educar seus filhos, obedecer a seu chefe, tomar parte na vida da Igreja e da sociedade, e assim por diante. Encontra-se, além disso, no final de quase todas as epístolas de São Paulo, uma lista de vários conselhos e recomendações dirigidas a cada categoria de pessoas, e isso de acordo com seus respectivos deveres.</span><span class="tm11"> &#8220;</span><em><span class="tm16">Vós, pois, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência; sofrendo-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutuamente, se algum tem razão de queixa contra o outro; assim como o Senhor vos perdoou a vós, assim também vós (deveis perdoar aos outros). </span><span class="tm11"> </span><span class="tm17">Mas, sobretudo os fiéis devem viver para o céu. Sem honra, sem valor diante de Deus isto, tende caridade, que é o vínculo da perfeição; e triunfe em vossos corações a paz de Cristo, à qual também fostes chamados para (formar) um só corpo; e sede agradecidos.</span><span class="tm11"> (…) </span><span class="tm17">Tudo o que fizerdes, em palavras ou por obras, (fazei) tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando por ele graças a Deus Pai. Mulheres, estai sujeitas a vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas mulheres, e não sejais ásperos para com elas. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Pais, não provoqueis à indignação os vossos filhos, para que se não tornem pusilânimes. Servos, obedecei em tudo os vossos senhores temporais, não servindo só quando sob as (suas) vistas, como para agradar aos homens, mas com sinceridade de coração, temendo a Deus. Tudo o que fizerdes, fazei-o de boa vontade, como (quem o faz) pelo Senhor, e não pelos homens; sabendo que recebereis do Senhor a herança (do céu) como recompensa. Servi a Cristo SenhorAquele, pois, que cometer injustiça, receberá segundo o que fez injustamente; e não há acepção de pessoas diante de Deus</span></em> <span class="tm11">(Col, 3,12-25)</span></span></p>
<h2 class="tm12 tm13" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm15">Voltar ao real, ao concreto</span></strong></span></h2>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Devemos </span><em><span class="tm10">então dizer “dever do estado” ou “deveres do estado</span></em><span class="tm11">”? Devemos usar o singular ou o plural nesse contexto? Pode parecer um pouco sem sentido ou inútil debater sobre o assunto&#8230; Mas, ao contrário, a questão é importante, não tanto por si mesma, mas por suas consequências. Por um lado, supomos que é mais fácil saber quais são os deveres dos Estados a cumprir quando os consideramos de forma concreta e no plural, do que permanecermos numa linguagem abstrata. Por outro lado, considerar uma ação concreta a ser tomada (rogar a Deus, educar os filhos, fazer o trabalho solicitado pelo patrão, etc.) permite também conhecer mais facilmente </span><span class="tm7">se deve agir. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">É a realidade tangível do ato a ser realizado que dita a forma pela qual ele é realizado. O cumprimento dos deveres de cada estado equivale, portanto, ao exercício das virtudes cristãs, que são elas mesmas o cumprimento do decálogo. É mais fácil perceber isso em um exemplo. Na confissão alguém pode acusar-se “</span><em><span class="tm10">por não ter cumprido seu dever de estado</span></em><span class="tm11">&#8220;. Fica muito vago&#8230; e pode facilmente corresponder a um aluno que não fez um exercício de matemática em aula, a um pai que não dedica tempo para educar seus filhos, ou mesmo a um empregado, que passa várias horas de seu tempo de trabalho em seu celular. A gravidade da ofensa a Deus nesses vários casos não é a mesma, é claro! </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Então, como pode a alma progredir na vida cristã e corrigir seus defeitos se não sabe claramente o que deve fazer e o que deve evitar? É aí que percebemos que há uma vantagem em conversar com ele(padres) sobre seus deveres na vida real, concreta, e sobretudo as virtudes a serem implementadas para cumprir essas obrigações. Com efeito, isso torna a vida moral mais entusiasmante ao apresentá-la em sua verdadeira luz: uma vida que nos conforma a Deus pela virtude; e não uma vida de obrigações do tipo protestante: </span><em><span class="tm10">&#8220;faça isso, não faça aquilo</span></em><span class="tm11">!&#8221;. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Além disso, esta forma concreta de encarar as coisas também torna possível compreender com maior clareza o papel que assumimos na vida social. Contrariamente ao individualismo contemporâneo, o homem cristão recorda de que faz parte de um todo, da sociedade, da Igreja, e que deve participar em seu lugar na atividade desse todo. Os diferentes estados que afetam cada homem são as muitas funções que ele deve cumprir em relação aos outros. E está mais conforme à realidade considera-las como responsabilidades em vista um bem comum do que vê-las, simplesmente, apenas como imperativos morais.</span></p>
<h2 class="tm12 tm13" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm15">São José, modelo de fidelidade aos seus deveres</span></strong></span></h2>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm11" style="color: #000000;">O Papa São Pio X dirigiu uma oração a São José e na qual pedia-lhe a graça de bem cumprir seu dever de estado. O Santo Pontífice enumera, nessa ocasião, todas as virtudes e qualidades da alma que convém por em atividade a fim de cumprir as obrigações de maneira cristã. </span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm11">&#8220;</span><em><span class="tm10">Glorioso São José, modelo de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espírito de penitência para expiação de meus numerosos pecados; de trabalhar com consciência, pondo o culto do dever acima de minhas inclinações; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderação e paciência, sem nunca recuar perante o cansaço e as dificuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intenção e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omitido e da vã complacência nos sucessos, tão funesta à obra de Deus!</span></em></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitação, ó Patriarca São José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amém.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm11">Tudo é dito aqui. A fidelidade no cumprimento dos diversos deveres exigidos pelos diferentes Estados é a garantia da salvação. Com a condição de não submeter estes deveres, mas de vê-los em sua verdadeira luz: servir ao Bom Deus na caridade e honrá-Lo desenvolvendo os dons que Ele nos deu. Dessa forma, podemos ter um verdadeiro “</span><em><span class="tm10">culto do dever</span></em><span class="tm11">”, não por um bem próprio, mas porque é o Criador e o Redentor a quem, dessa forma, servimos. Ao chegar a noite de nossa vida, podemos então ouvir-nos dizer: “</span><em><span class="tm10">Está bem, servo bom e fiel, já que foste fiel em poucas coisas, dar-te-ei a intendência de muitas; entra no gozo do teu senhor. </span></em><span class="tm11">(Mt, 25, 21).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. François Delmotte,FSSPX</span></strong></p>
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