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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Philippe Bourrat</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>O ESTADO, EDUCADOR UNIVERSAL?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 14:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Philippe Bourrat]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando as leis ameaçam a boa educação dos filhos, é necessário, nestes tempos de início de ano letivo, recordar os princípios naturais e católicos: da família, da Igreja e da nação &#8211; quem é responsável em matéria de educação? Fonte: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-educador-universal/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/09/jean-baptiste-de-la-salle-wiki.jpg" alt="" width="509" height="345" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm8">Quando as leis ameaçam a boa educação dos filhos, é necessário, nestes tempos de início de ano letivo, recordar os princípios naturais e católicos: da família, da Igreja e da nação &#8211; quem é responsável em matéria de educação?</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/morale/doctrine-sociale/letat-educateur-universel">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“</span><em><span class="tm10">Para enervar a influência do ambiente familiar, acresce hoje o facto de que, quase por toda a parte, se tende a afastar cada vez mais da família a juventude, desde os mais tenros anos, da família</span></em><span class="tm9">”. Essas observações são de uma atualidade premente. Criticam o crescente papel do Estado na educação, sempre sob o pretexto do melhor para a criança. No entanto, eles foram escritos há quase 90 anos pelo Papa Pio XI!</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Quem é responsável por ensinar e educar as crianças? A resposta a esta pergunta parece ter sido estabelecida na França desde a Revolução Francesa: é o Estado que reivindica e estabelece a si o monopólio da educação, depois de ter hesitado por muito tempo entre &#8220;</span><em><span class="tm10">instrução pública</span></em><span class="tm9">&#8221; e &#8220;</span><em><span class="tm10">educação nacional</span></em><span class="tm9">”. Com efeito, dependendo do período, cabia ainda aos pais e à Igreja educar os filhos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Desde que as congregações docentes foram expulsas do país no final do século XIX, o Estado tomou, de fato, o lugar da Igreja para ensinar a maioria das crianças da França. Hoje, o Estado é responsável pela instrução e educação, a fim de garantir um modelo de vida social comum. Os diversos totalitarismos do século XX fazem parte dessa herança, e no século XXI quase todos estão convencidos da validade dessa situação. Desde o fim do Primeiro Império, que instituiu o monopólio estatal, nenhum regime contestou essa situação. Pode ser interessante consultar o magistério da Igreja para conhecer a perene doutrina católica sobre esta questão.</span><span id="more-29052"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Foi precisamente o Papa Pio XI que, em 31 de dezembro de 1929, publicou uma encíclica completa sobre a educação: </span><em><span class="tm10">Divini illius magistri,</span></em><span class="tm9"> da qual são extraídas as citações que se seguem. Nela, ele recorda em particular os respectivos papéis das diferentes sociedades (Igreja, família, Estado) no domínio da educação dos filhos. Basta-nos transcrever a exposição do Papa para recordar os princípios benéficos para a sociedade e para os indivíduos que deveriam, em si mesmos, inspirar os servidores do bem comum, independentemente das situações concretas e históricas de cada país.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">A MISSÃO DE CADA SOCIEDADE</span></strong></span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">1° O da Igreja</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">A Igreja, que é a sociedade mais perfeita em virtude de sua ordem e seus fim sobrenaturais, possui dois títulos distintos que justificam seu dever de educar a juventude:</span></p>
<ul class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;">
<li class="tm13"><span class="tm7" style="color: #000000;">A missão e a autoridade do Magistério que lhe foi dada por Cristo lhe conferem um direito inviolável ao livre exercício daquele Magistério. Sua missão é ensinar a Verdade (o próprio Deus) e toda a verdade revelada por Ele.</span></li>
<li class="Normal tm5 tm13"><span class="tm7" style="color: #000000;">Sua maternidade sobrenatural pela qual ela engendra, eleva e nutre as almas na vida da graça. Ela é responsável por dar-lhes todos os meios sobrenaturais necessários para a salvação: as verdades a serem cridas, os deveres a serem praticados, as ferramentas sobrenaturais para alcançar o fim sobrenatural conhecido pela fé e desejado pela vontade movida pela graça.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">As consequências são: </span></p>
<ul class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;">
<li class="tm13"><span class="tm7" style="color: #000000;">a independência da Igreja de todo poder terreno, tanto na origem como no exercício da sua missão educativa e, </span></li>
<li class="Normal tm5 tm13"><span class="tm7" style="color: #000000;">o direito de julgar e de usar todo conhecimento, como meio a ser empregado ou não em relação ao fim sobrenatural que lhe é próprio.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">A subordinação dos fins naturais do homem ao seu fim sobrenatural reflete-se na hierarquia das sociedades naturais (família e sociedade civil) em relação à sociedade sobrenatural, que é a Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“É, pois, com pleno direito que a Igreja promove as letras, as ciências e as artes, enquanto necessárias ou úteis à educação cristã, e a toda a sua obra para a salvação das almas, fundando e mantendo até escolas e instituições próprias em todo o gênero de disciplina e em todo o grau de cultura.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Esta missão constitui, aliás, uma grande ajuda para as famílias e não pode prejudicar a ordem civil, pois a Igreja procura aproximar-se do poder público para o bem comum. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“O exercício deste direito não pode considerar-se ingerência indevida, antes é preciosa providência maternal da Igreja tutelando os seus filhos contra os graves perigos de todo o veneno doutrinal e moral.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Finalmente, sua missão é universal: “</span><em><span class="tm10">Ensinai a todas as nações</span></em><span class="tm9">” (Mt 28,19). Isso, em si mesmo, dá à Igreja o direito de difundir a verdade a todos os povos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Isto resultará numa verdadeira concórdia e harmonia entre estas prerrogativas da Igreja e os direitos da família e da sociedade civil.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">2° O da família</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Em primeiro lugar, com a missão educativa da Igreja concorda admiravelmente a missão educativa da família, porque de Deus procedem ambas, de maneira muito semelhante. À família, de facto, na ordem natural, Deus comunica imediatamente a fecundidade, que é princípio de vida, e por isso princípio de educação para a vida, simultaneamente com a autoridade que é princípio de ordem.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A família recebe um direito à educação antes de qualquer direito da sociedade civil sobre a criança. “</span><em><span class="tm10">O filho é, por natureza, algo do pai</span></em><span class="tm9">” (Santo Tomás de Aquino, </span><em><span class="tm10">Summa Theologica,</span></em><span class="tm9"> H-H, q. 10, a. 12). A família, portanto, mantém o direito de educar até que a criança seja capaz de ser auto-sufuciente.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A Igreja recordou este dever parental no Código Canónico de 1917: “</span><em><span class="tm10">Os pais têm a gravíssima obrigação de zelar, com todas as suas forças, pela educação religiosa e moral, bem como pela educação física e cívica dos seus filhos; devem também prover o seu bem temporal</span></em><span class="tm9">” (cânon 1113), cânon ao qual correspondem os cânones 793 e 1136 do código de 1983.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O Papa Pio XI insiste no grave dever dos pais de zelar pelas almas de seus filhos escolhendo uma boa escola: </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Por natureza os pais têm direito à formação dos filhos, com esta obrigação a mais, que a educação e instrução da criança esteja de harmonia com o fim em virtude do qual, por benefício de Deus, tiveram prole. Devem portanto os pais esforçar-se e trabalhar energicamente por impedir qualquer atentado nesta matéria, e assegurar de um modo absoluto que lhes fique o poder de educar cristãmente os filhos, como é da sua obrigação, e principalmente o poder de negá-los àquelas escolas em que há o perigo de beberem o triste veneno da impiedade”, isto é, nas escolas laicas do Estado e nas escolas que não são totalmente católicas.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Mas é verdade que a Igreja tem encontrado, ao longo dos séculos, uma oposição direta a esses princípios.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm10">O Homem Nasce Cidadão?</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Uma objeção a esses princípios nos vem primeiro de Estados totalitários que reivindicam prioridade sobre a educação das crianças. O homem nasceria, primeiro, como um cidadão. Com efeito, perguntar-se-á: a criança não pertence em primeiro lugar ao Estado, à Nação, como reivindicado por todos aqueles que exigiram o monopólio da educação da juventude? A resposta é mais filosófica do que teológica: a criança, antes de se tornar cidadã, deve nascer. No entanto, ela não recebe a vida do Estado. Além disso, ela entra na sociedade civil não por conta própria, mas por meio de sua família.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A família tem o primeiro direito sobre a criança e, consequentemente, o dever de assumir essa função educativa. Isso, entretanto, não confere aos pais nenhum direito sobre os filhos, mas o que decorre do dever de conduzi-los ao seu fim. “</span><em><span class="tm10">Não se segue que o direito educativo dos pais seja absoluto ou despótico, pois que está inseparavelmente subordinado ao fim ultimo e à lei natural e divina</span></em><span class="tm9">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Então qual é o lugar reservado ao Estado no trabalho de educação?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">3° O da sociedade civil</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">E mais especificamente, que direitos são conferidos à sociedade civil?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Os direitos relativos à educação dos filhos são atribuídos à sociedade civil, ou seja, ao Estado, &#8220;</span><em><span class="tm10">não a título de paternidade, como à Igreja e à família, mas sim em razão da autoridade que lhe compete para promover o bem comum e temporal, que é precisamente o seu fim próprio. Por consequência a educação não pode pertencer à sociedade civil do mesmo modo porque pertence à Igreja e à família, mas de maneira diversa, correspondente ao seu próprio fim”.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm9" style="color: #000000;">Qual é o lugar do Estado ao lado da Igreja e da família?</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“O direito, de fato, que eles [os pais] têm de educar seus filhos, , como acima declaramos, não é absoluto ou despótico, mas dependente da lei natural e divina, e por isso sujeito à autoridade e juízo da Igreja, e outrossim à vigilância e tutela jurídica do Estado em ordem ao bem comum, tanto mais que a família não é sociedade perfeita que tenha em si todos os meios necessários ao seu aperfeiçoamento. Em tal caso, excepcional de resto, o Estado não se substitui já à família, mas supre as deficiências e providência com os meios apropriados, sempre de harmonia com os direitos naturais da prole e com os sobrenaturais da Igreja</span></em><span class="tm9">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Por ser responsável pelo bem comum, a sociedade civil tem o direito de vigilância e autoridade sobre as famílias, sem privá-las do direito de educar seus filhos. Esta autoridade permite assegurar a ordenação ao bem comum de todos os cidadãos que compõem as famílias governadas. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Ora este fim; o bem comum de ordem temporal, consiste na paz e segurança de que as famílias e os cidadãos gozam no exercício dos seus direitos, e simultaneamente no maior bem-estar espiritual e material de que seja capaz a vida presente mediante a união e o coordenamento do esforço de todos.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Se o Estado tem direitos, ele também tem o dever, em matéria de educação, de proteger por suas leis o direito anterior da família à educação cristã da criança, e conseqüentemente respeitar o direito sobrenatural da Igreja a essa mesma educação. </span><em><span class="tm10">“Dupla é, portanto, a função da autoridade civil, que reside no Estado: proteger e promover, e de modo nenhum absorver a família e o indivíduo, ou substituir-se-lhes</span></em><span class="tm9">”, explica Pio XI, ainda na mesma encíclica.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O Estado também deve proteger os direitos da criança em caso de deficiência dos pais.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O Estado deve descartar tudo na vida pública que seja contrário à educação moral e religiosa da juventude. Ele procurará promover a ação da Igreja e a complementará, quando necessário.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Portanto é injusto e ilícito todo o monopólio educativo ou escolástico, que física ou moralmente constrinja as famílias a frequentar as escolas do Estado, contra as obrigações da consciência cristã ou mesmo contra as suas legítimas preferências.” </span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Qualquer monopólio da educação por parte do Estado seria, portanto, uma grave injustiça, ainda que reservasse justamente a gestão das escolas necessárias ao seu bom funcionamento: escolas preparatórias para determinados serviços públicos, tais como o exército, a polícia, a administração.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Finalmente, o Estado pode exigir uma educação cívica para as crianças. Para concluir sobre este assunto, </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“Por esta razão, a escola, considerada até nas suas origens históricas, é por sua natureza instituição subsidiária e complementar da família e da Igreja, e portanto, por lógica necessidade moral deve não somente não contraditar, mas harmonizar-se positivamente com os outros dois ambientes, na mais perfeita unidade moral possível, a ponto de poder constituir juntamente com a família e com a Igreja, um único santuário, sacro para a educação cristã, sob pena de falir no seu escopo, e de converter-se, em caso contrário, em obra de destruição.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">Conclusão</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">O bem da criança depende, portanto, de uma complementaridade harmoniosa entre a Igreja e o Estado, que infelizmente já não existe mais desde a sua separação em 1905.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Quase 115 anos depois, o Estado pretende ir cada vez mais longe e estabelecer a sua ideologia, uma verdadeira religião, já formando a criança o mais cedo possível e deixando assim uma impressão profunda e duradoura nos seus futuros cidadãos, daí a diminuição da idade de escolaridade obrigatória de 6 para 3 anos. Importa, portanto, recordar com Pio XI que, sem negar ao Estado a sua missão de assegurar o verdadeiro bem comum, que o Estado não é o único a se preocupar com o bem comum,&#8230;</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm10">“&#8230;a missão de educar pertence antes de tudo e acima de tudo, em primeiro lugar à Igreja e à família, pertence-lhes por direito natural e divino, e por isso de um modo irrevogável, inatacável, e insubstituível”.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Pe. Philippe Bourrat</span><span class="tm7">, FSSPX</span></span></strong></p>
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		<title>O NOVO LADRÃO CHINÊS</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 13:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Philippe Bourrat]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Philippe Bourrat, FSSPX  É agora, por meio de uma ditadura sanitária, que as maiores restrições e perdas de liberdade emergem. Conheçamos, primeiramente, a tática do “ladrão chinês”. Quando quer roubar um objeto, ele o move alguns centímetros todos os &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-novo-ladrao-chines/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2021/07/200303192318-20200304-coronavirus-conspiracy-theory-super-169-1024x576.jpg" alt="" width="338" height="195" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/o-novo-ladrao-chines/">Pe. Philippe Bourrat, FSSPX </a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>É agora, por meio de uma ditadura sanitária, que as maiores restrições e perdas de liberdade emergem.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conheçamos, primeiramente, a tática do “ladrão chinês”. Quando quer roubar um objeto, ele o move alguns centímetros todos os dias do seu lugar. Seu dono se acostuma a ver o objeto sair gradativamente de seu campo visual, a ponto de não se lembrar mais de seu lugar de origem. O ladrão, então, só tem que roubar o objeto cobiçado e seu dono nem perceberá o seu desaparecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Qualquer que seja a evolução das técnicas de roubos contemporâneos, há uma área onde o processo descrito está sendo claramente revisitado. Desde 2020, fomos roubados de muitas liberdades, em graus variados e sob restrições variáveis e cíclicas que fazem com que muitos esqueçam as liberdades de que gozavam anteriormente. Proibição de visitar os idosos, de ultrapassar um perímetro ridículo de distância, redução da liberdade de culto, impossibilidade de comprar e vender certos produtos considerados não essenciais perto de casa e até de ir à escola. Assim, cortar o cabelo, comprar roupas, oferecer flores eram considerados, nos primeiros confinamentos, atividades perigosas e propícias à contaminação do vírus, enquanto comprar e fumar cigarro, jogar a <em>Française des Jeux</em> [1] obviamente não envolviam nenhum perigo… para os cofres do Estado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É agora, através de uma ditadura sanitária, que as maiores restrições e perdas de liberdade surgirão. Para agradar às empresas farmacêuticas e de informática que ditam sua lei do lucro e do controle populacional, sob a autoridade de órgãos científicos cujos conflitos de interesse são da esfera pública, trata-se de fazer com que aqueles que se recusam a se vacinar se sintam culpados e fiquem à margem do Estado, que prevê o controle de tudo e de todos. E como a adesão ao processo de vacinação encontrou forte oposição na França, procedemos em etapas. O novo “ladrão chinês” opera de forma diferente de seu ancestral: ele rouba as liberdades, mas as restitui, as rouba de novo e assim por diante. De início, acreditamos ter recuperado nossos bens, mas no alívio das poucas liberdades que foram recuperadas, esquecemos que tínhamos muito mais do que nos foi devolvido. O ladrão os guarda zelosamente e põe em prática um mecanismo que funciona muito bem</span><span id="more-24446"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Etapa 1: confinamento, fechamento de negócios declarados não essenciais, de áreas de lazer, perda de todos os tipos de liberdades, caos econômico para certas profissões, caos escolar e universitário, explosão do mal-estar de um grande número, violência, desperdício geral para muitos, mas lucros insolentes para a oligarquia que diligentemente dita as “regras do jogo”.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Etapa 2: promessa de afrouxar o aperto e as restrições, mediante uma vacinação em massa.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Etapa 3: retorno a uma vida mais livre, mas mantendo muitas restrições para despertar um sentimento de alívio e ao mesmo tempo manter uma tensão de espera temerosa.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Etapa 4: novo confinamento, fechamentos, perda de liberdade.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Etapa 5: promessa de um real afrouxamento das restrições e dos confinamentos, mediante maior boa vontade por parte das populações refratárias.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Etapa 6: etc.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cada passo, muito da resistência é atenuada, o cansaço se instala e o desejo de não sofrer novamente a restrição transforma-se em consentimento. Queremos viver em paz, como antes. E acabamos por ressentir-nos daqueles que não entram no jogo. Acusamo-los de atrasar o processo de liberalização e volta ao normal, sem perceber que se trata de uma expropriação definitiva. Das liberdades que nada têm a ver com um perigo para a saúde: testemunhar o controle da população sob o pretexto de proteção à saúde. Estamos então prontos para aceitar tudo: repetir vacinas, exames, o “passaporte (sic) sanitário”, perda do anonimato para todas as suas atividades públicas: restaurantes, cinemas, viagens, lazer… tudo será objeto de controle, identificação, marcação, a pretexto de um perigo para a saúde que acaba por ser inferior a muitas das causas constantes de morte da população (câncer, doenças cardiovasculares devido ao fumo, drogas, etc.). A desproporção entre o perigo incorrido e a resposta fornecida pelos governos é flagrante, mas a propaganda é tal que resulta em um fenômeno de espanto mental que paralisa todo pensamento de bom senso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Soma-se a isso o descrédito da mídia e a censura a qualquer voz que busque alertar a população para as questões da real situação. A “fábrica do consentimento”, como disse Noam Chomsky [2], está trabalhando a todo vapor. O resultado paradoxal está aí: seremos felizes se <strong><em>não formos mais livres</em></strong>. Pela primeira vez, não é o “ladrão chinês”, mas o governo chinês que testou e implementou essa prática de controle permanente de seus cidadãos. Sabemos o que nos espera deste grande país.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será que vamos nos acostumar a perder todas aquelas liberdades fundamentais que, até então, as ficções de Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo) e George Orwell (1984) nos faziam temer sem realmente acreditar nelas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao mesmo tempo, a restrição do direito à educação dos filhos em casa e o controle permanente das escolas, até então um tanto livres de suas pedagogias, fazem parte desse arsenal de regressões sociais cujas dinâmicas totalitárias nem sempre são suficientemente medidas. Quando a vida se reduz à saúde, quando a religião, o pensamento e a educação dos filhos dependem só da “boa vontade” do Estado, estando o processo de propaganda midiática a seu serviço, não estamos longe de ver o desaparecimento dos nossos bens que possuímos para sempre. A liberdade de educação, considerada sagrada na Constituição da Quinta República (na França), será uma memória dos tempos “anteriores à crise da saúde”. Os ladrões da liberdade estiveram aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ladrão chinês de 2021 foi rápido. Mas um dia ele terá que devolver o que nos roubou. A menos que desistamos de reivindicar o que nos é devido, porque preferiríamos, em última análise, o conforto da escravidão, o alívio de não ter mais que defender essa parte da humanidade que era o nosso tesouro, um tesouro emprestado por Deus para nos conduzir a Ele…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Loteria francesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[2] Noam CHOMSKY, Edward HERMAN, A Fabricação do Consentimento – Da propagação midiática em uma democracia. Edição AGONE, Nova edição 2009.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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