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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Pierre-Marie Laurençon</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>O DESEJO: NECESSIDADE INSTINTIVA, ASPIRAÇÃO RAZOÁVEL, IMPULSO SOBRENATURAL</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Advento]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Pierre-Marie Laurençon]]></category>

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		<description><![CDATA[Os movimentos de nossa alma são de origem e natureza muito diferentes e podem nos levar a direções opostas. Fonte: Le Parvis n ° 115 – Tradução: Dominus Est Durante o período do Advento, a Igreja inflama o coração dos seus filhos para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-desejo-necessidade-instintiva-aspiracao-razoavel-impulso-sobrenatural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/12/La-porte.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-26168" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/12/La-porte.jpg" alt="La porte" width="248" height="251" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Os </em><em>movimentos de nossa alma</em><em> são de origem e natureza muito diferentes e podem nos levar a direções opostas.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/12/Le-parvis-n%C2%B0115.pdf">Le Parvis n ° 115</a></span> – Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante o período do Advento, a Igreja inflama o coração dos seus filhos para prepará-los à nova vinda do Messias: já presente na nossa alma pela sua graça, Jesus Cristo vem reinar mais a cada dia, fazendo desaparecer os restos do pecado graças às obras de penitência. A liturgia, portanto, inspira-nos os desejos mais ardentes e os esforços mais generosos, recordando-nos as disposições ideais dos Patriarcas, na expetativa do advento histórico do Salvador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta ocasião, é importante discernir os movimentos de nossa alma que são de origem e naturezas muito diferentes e podem nos conduzir em direções opostas. Que possamos, portanto, recordar noções elementares, mas também esclarecedoras, para uma jornada de sucesso em direção ao Natal e receber todas as bênçãos celestiais ligadas a esta grande festa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Necessidade instintiva</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal como os animais, o corpo humano expressa suas necessidades através de impulsos espontâneos que já se manifestam nos recém-nascidos: com efeito, desde o nascimento, a pequena criança sabe como tornar conhecida a sua necessidade de comida, sono, etc., através de gestos ou choros: estas são necessidades instintivas, naturais e completamente normais. Repetimos que esse fenômeno pode ser observado tanto nos humanos quanto nos animais, mas não é experimentada da mesma forma por um e por outro. O instinto no animal regula-se de forma física, mecânica e automática de tal forma que os seus desejos não correm o risco de serem provocados em excesso ou de haver consequências nefastas e infelizes. Nos seres humanos, ao contrário, os desejos podem tornar-se caprichosos e desordenados: a criança, portanto, precisa de educação para aprender a se controlar e, mesmo quando adulto, o homem deve impor-se uma certa disciplina de vida para evitar os abusos no uso de seu corpo e preservar sua dignidade. Eis porque a penitência frequentemente se torna indispensável para corrigir as tendências depravadas e maus hábitos que nos levam a cair em faltas quase inevitáveis ​​pelo pecado original, mesmo depois de receber o batismo.</span><span id="more-26167"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tempo do Advento é, antes de mais nada, um período de purificação e reordenação em nossa vida sensível e corporal, a fim de recuperar a bela harmonia que nossos primeiros pais desfrutaram inicialmente através do dom da “<em>integridade</em>”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Aspirações razoáveis</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dotado de um espírito porque foi criado à imagem de Deus, o homem é semelhante aos anjos e, a esse respeito, não tem mais nenhum ponto em comum com os animais, dos quais se distingue radicalmente. O homem é, portanto, chamado a viver razoavelmente, isto é, em conformidade com as leis de seu espírito e no exercício de suas duas faculdades de inteligência e vontade. A &#8220;<em>consciência</em>&#8221; humana não é outra senão a voz de Deus em sua alma espiritual que lhe manifesta Sua vontade e o encoraja a se submeter aos Seus mandamentos: o que é chamado de &#8220;<em>lei natural</em>&#8220;, gravada no coração de cada homem, mesmo naqueles que não receberam nenhuma revelação ou pregação sobre religião. Por vezes nos surpreendemos ao encontrar, ainda hoje, “<em>pagãos</em>”, isto é, almas sem qualquer cultura ou prática religiosa que, no entanto, mantêm uma vida relativamente sã, mostrando uma certa retidão moral pelo simples fato de observar corajosamente as regras elementares de sua consciência. Estas almas de boa vontade procuram sinceramente fazer o bem e evitar o mal tanto na sua vida privada como nas suas relações sociais e nas suas atividades quotidianas: trata-se, de fato, de &#8220;<em>aspirações racionais</em>&#8221; muito nobres e meritórias que podem conduzir ao &#8220;<em>batismo de desejo</em>&#8220;. Tais exemplos manifestam o poder de uma consciência justa e suas nobres disposições, tal como o Bom Deus oferece a possibilidade, a cada homem, de seu plano de salvação, sem exceção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para os cristãos, o tempo do Advento consiste também em examinar o seu profundo estado de espírito para verificar a autenticidade da sua devoção: que valor poderiam ter as práticas de piedade, mesmo numerosas e contínuas, que acompanhariam e esconderiam graves violações do primeiros deveres e apelos de consciência?</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Impulsos sobrenaturais</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acabamos de ver que a superioridade do homem consiste, em primeiro lugar, em sua natureza de criatura racional capaz de conhecer a Deus, de amá-Lo e de servi-Lo. Mas muito mais do que isso, a dignidade do homem deve ser reconhecida em seu destino como filho de Deus, chamado a compartilhar sua própria felicidade e glória. Com as prerrogativas do batismo, o cristão é dotado de todo um organismo sobrenatural de virtudes e dons que lhe permitem tender para esta bem-aventurança infinita. Toda a religião com seus dogmas, preceitos e culto foi elevada a esse nível, que coloca uma distância infinita entre a natureza e a graça. Para o homem não se trata mais de respeitar apenas as leis de sua consciência, mas de entrar no mistério trinitário: no Evangelho, Jesus nos convida a desejar ser &#8220;<em>perfeitos como o Pai Celestial é perfeito</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante o Advento, a liturgia da Igreja eleva as nossas almas, recordando a sua sublime vocação e inspirando os desejos correspondentes. O cristão não tem o direito de recusar a deixar-se invadir e dominar pelas preocupações terrenas: a graça o convida incessantemente a colocar o seu coração e o seu tesouro nas realidades divinas &#8220;<em>terrena despicere et amare caelestia</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O profeta Daniel agradou a Deus, especialmente, como um “<em>homem de desejo</em>” (Daniel 9, 23). É exatamente este o programa que nos é proposto durante o tempo do Advento: santificar-nos pelo valor dos nossos desejos (re) ordenando os desejos instintivos da nossa sensibilidade, cumprindo as aspirações racionais da nossa alma e seguindo o sobrenatural impulsos de graça.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Pierre-Marie Laurençon, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>O SIGNIFICADO DAS VESTIMENTAS</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 13:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Modéstia]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Pierre-Marie Laurençon]]></category>

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		<description><![CDATA[O vestuário é o reflexo e a expressão da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver. Fonte: Le Parvis n ° 111 – Tradução: Dominus Est Hoje em dia, somos aconselhados a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-significado-das-vestimentas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" alignright" src="https://www.modestiaepudor.com/uploads/images/2017/04/1492710503.jpg" alt="Algumas palavrinhas sobre homens, mulheres e a &amp;quot;pessoa certa&amp;quot; - Modéstia e  Pudor" width="370" height="233" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O vestuário é o reflexo e a expressão </em>da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver<em>.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/07/Le-parvis-n%C2%B0111.pdf">Le Parvis n ° 111</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje em dia, somos aconselhados a &#8220;<em>dar sentido</em>&#8221; a qualquer atividade ou iniciativa, e esta fórmula convencional nos é muito conveniente pela sua relevância: de fato, o cristão não pode suportar a insignificância que consiste, sobretudo, em adotar um comportamento e realizar suas atividades de forma mecânica e rotineira, isto é, na ausência de uma verdadeira intenção ou de uma forma mundana, ou seja, sob a inspiração dominante do respeito humano. São Paulo encorajou seus fiéis a “<em>fazer tudo para a glória de Deus</em>”, mesmo enquanto comiam ou dormiam. O modo de vestir certa peça de roupa nunca ser banalizado, pois ao vestir-se, inevitavelmente torna-se portador de uma forte mensagem pela qual, de uma mesma forma, se assume responsabilidades e consequências. Trata-se, portanto, de determinar, de forma consciente, o significado que se pretende dar ao uso de tal ou tal vestuário, levando em consideração pelo menos os três parâmetros a seguir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Um sinal de identificação e decoro na vida social</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo menos em tempos normais (e, portanto, fora de períodos de crises políticas, perseguições religiosas, etc.) é legítimo e mesmo oportuno se fazer reconhecer, à primeira vista, por uma aparência evidente: o fato de vestir um traje é a melhor ilustração. Um oficial de trânsito é imediatamente respeitado porque seu uniforme o identifica como representante da polícia. Entusiasmamo-nos em homenagear a bravura de nossos soldados quando desfilam em seus trajes cerimoniais. Sem dúvida, a escolha da roupa é, em grande parte, uma questão de gosto individual, mas apenas até certo ponto porque nunca pode ser deixada a uma pura fantasia, nem ao capricho do momento. Uma das primeiras regras dos bons modos e do respeito elementar devido ao próximo exige vestir-se de acordo com os costumes legítimos e as adequações ligadas à idade, sexo, condição, função, circunstâncias (casamento ou funeral por exemplo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessas circunstâncias, as práticas do mundo às vezes são muito esclarecedoras: em um restaurante um pouco &#8220;chique&#8221;, os garçons devem usar roupas adequadas para respeitar a honorabilidade dos clientes, mesmo que esse traje seja bastante desconfortável para ele. Por outro lado, em uma cantina para &#8220;<em>caminhoneiros</em>&#8220;, pode-se permitir, sem escrúpulos, colocar-se à vontade prestando o serviço de camiseta, bermuda e tênis. O bom senso obviamente tolera o uso roupas &#8220;<em>banais</em>&#8221; em certas atividades como a prática esportiva e o trabalho manual. Por outro lado, as relações com os outros exigem que todos tornem seu emprego pelo menos tolerável, porque não agradável, e a esse respeito: roupas adequadas, limpas, de bom gosto e até mesmo elegantes se tornam um elemento apreciável de convivência.</span><span id="more-24442"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Arma de combate e de vitória na vida espiritual</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Bíblia fornece a origem da vestimenta na história da queda de nossos primeiros pais: assim que ofenderam a Deus, descobriram a desordem da concupiscência e a revolta dos sentidos contra a razão e imediatamente sentiram a necessidade de se vestir para, pelo menos, aliviar parte dessa vergonha. A Igreja fez disso um dos primeiros dogmas essenciais da nossa fé: todo cristão deve saber que, como &#8220;<em>redimido</em>&#8220;, permanece muito vulnerável e nunca está completamente livre desta luta da carne contra o espírito, apesar da graça inicial do batismo e da ajuda da vida cristã com a oração e os sacramentos. Mas os efeitos da Redenção não nos permitem desanimar diante desta dura realidade: amparado pela graça, o homem possui os meios para recuperar uma certa &#8220;<em>integridade</em>&#8221; na qual a alma recupera toda a sua dignidade e excelência em relação ao corpo que, mais uma vez, consegue dominar. Mas é uma questão de praticar um verdadeiro ascetismo, que São Paulo declarou ser necessário em referência à sua própria experiência: &#8220;<em>Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que não suceda que, tendo prègado aos outros, eu mesmo venha a ser réprobo.</em>&#8221; (1 Cor 9,27). Essa &#8220;<em>mortificação</em>&#8221; da carne pode ser praticada de maneira suficiente e muito santificadora, sem ir até as sangrentas austeridades dos anacoretas e seus feitos de penitência obtidos com suas flagelações, cilícios e outros instrumentos de &#8220;<em>tortura</em>&#8220;&#8230; A simples fidelidade de usar uma roupa decente em todas as ocasiões, como a exigida pela Igreja para a recepção da Sagrada Comunhão, pode ser suficiente para honrar nossa condição de &#8220;<em>penitentes</em>&#8221; sem passar por isso, mas vivendo-a com um nobre ideal: &#8221; <em>trazendo sempre em nosso corpo a mortificação de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste nos nossos corpos</em>&#8221; (2 Cor 4,10).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Testemunho de fidelidade na consagração a Deus</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cristão sabe que não basta crer para ser salvo, mas cada um deve manifestar publicamente a sua fé, seja qual for o seu estado e a sua função: “<em>Porque com o coração se crê para (alcançar) a justiça, mas com a boca se faz a confissão para conseguir a salvação</em>” (Rom. 10,10). Com efeito, para alcançar este brilho exterior, todo batizado recebe o sacramento da confirmação que lhe confere a missão e as armas de um “<em>soldado de Cristo</em>”. Mas em que consiste este apostolado e quais são as verdades que são especialmente importantes dar a conhecer? Parece que o santo Papa Pio XII respondeu a esta dupla questão quando recomendou aos peregrinos que o visitavam em Roma: “<em>deveis ser encontrado &#8216;habitado&#8217; enquanto vives no mundo</em>”. Esta exortação do pontífice é fácil de entender: para tornar-se um representante autêntico de Cristo, não é necessário tornar-se um &#8220;Testemunha de Jeová&#8221; assediando as pessoas em suas casas, mas basta irradiar a presença de Deus dentro de si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade que, na recepção do batismo, a nossa alma foi antes de tudo purificada e enriquecida com a vida sobrenatural, mas também o nosso corpo foi santificado pelo santo Crisma que a Igreja usa para a consagração de um cálice, de uma Igreja e das mãos do novo sacerdote. A fim de incitar os primeiros cristãos a renunciar a todas as formas de impureza, São Paulo empregou principalmente este argumento: “<em>Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?</em>” (1 Cor 6,19). Estamos obviamente no extremo oposto das afirmações das feministas que: declaram: &#8220;<em>meu corpo me pertence</em>!&#8221; Além disso, sabemos que o sacerdote é obrigado a usar batina mesmo fora das cerimônias litúrgicas, porque deve se comportar em todos os lugares como um “<em>homem de Deus</em>”, mesmo em suas ocupações mais comuns. Tampouco é permitido ao cristão ser apenas um “<em>homem como os demais</em>”, mas ele é obrigado a proclamar em todos os lugares e em todo momento sua dignidade e orgulho em oferecer um tabernáculo vivo para a hóstia divina, seguindo São Paulo: “<em>Glorificai (pois) e trazei a Deus no vosso corpo</em>.”(1Cor. 6, 20). E na maioria das vezes, a maneira de se vestir como cristão é suficiente, por si só, para realizar este excitante programa, tornando-se um verdadeiro apóstolo de Cristo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vamos repetir: a roupa nunca pode permanecer neutra, mas é inevitavelmente o reflexo e a expressão da nossa mais profunda personalidade e da nossa adesão pessoal a um modo particular de pensar e de viver: trata-se, portanto, de ser coerente consigo mesmo e à realidade de quem somos. O “ser” e “parecer” são indissociáveis:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; cuidar da própria “<em>imagem</em>” externa com a preocupação prioritária de agradar ou ser aceito, seria expor-se à vaidade ou à cumplicidade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; por outro lado, ocultar as próprias convicções interiores, principalmente pelo medo de ser criticado ou marginalizado, seria correr o risco de covardia ou pusilanimidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na prática, o homem também pode, por meio das roupas que veste, elevar-se e elevar os outros à verdade, ao bom, ao belo.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Pierre-Marie Laurençon, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">NOTA DO BLOG:</span> Diversos textos sobre a modéstia podem ser lidos <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;"><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/modestia/">clicando aqui</a></span></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>A VOCAÇÃO DE TODOS</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2021 13:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos os seres humanos recebem a mesma vocação, de alcançar sua salvação. Fonte: Le Parvis n° 110 – Tradução: Dominus Est A chamada à vida religiosa ou sacerdotal merece ser chamada, em sentido estrito, de “vocação”, como consagração a Deus. Contudo, o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-vocacao-de-todos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/voc.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23897" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/voc.jpg" alt="voc" width="297" height="302" /></a><span style="color: #000000;"><strong><em>Todos os seres humanos recebem a mesma vocação, de alcançar sua salvação.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/05/Le-parvis-n%C2%B0110-h.pdf">Le Parvis n° 110</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A chamada à vida religiosa ou sacerdotal merece ser chamada, em sentido estrito, de “vocação”, como consagração a Deus. Contudo, o destino de cada homem está bem predeterminado por nosso Criador em seu fim último, o Céu e, neste sentido “ampliado”, podemos afirmar que todos os seres humanos recebem a mesma vocação de alcançar sua salvação. Em todos os casos de vocação, seja de modo particular na consagração a Deus ou universal na busca da salvação, o Bom Deus parece usar o mesmo “método” para nos guiar em direção ao nosso objetivo. Verificamos isso estudando a vocação “sublime” dos próprios apóstolos e aplicando a cada fiel o que lhe é próprio, ainda que, por sua vez, o cristão que vive no mundo só esteja comprometido com a chamada vocação dita “comum”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O insigne favor de Deus e irresistível atração do discípulo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Evangelho relata a origem da vocação dos apóstolos dessa maneira bem impressionante: “<em>Jesus retirou-se ao monte a orar e passou toda a noite em oração a Deus. Quando se fez dia, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, aos quais deu o nome de Apóstolos</em>” (S. Lucas 6,12). Notamos que a iniciativa vem inteiramente do próprio Jesus, uma vez que Ele se dará ao trabalho de nos lembrar ocasionalmente: <em>&#8220;Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi&#8221;</em> (S. João 15, 16). Podemos especificar que a chamada dos apóstolos também poderia ter sido feita individualmente, por exemplo, como no caso de São Mateus <em>“Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu sentado no telónio, e disse-lhe: segue-me. Ele, levantando-se, o seguiu”</em> (S. Marcos 2,14).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, Jesus se dirige aos seus escolhidos sob a forma de um mandamento, sem procurar explicar sua decisão ou dispor deles a uma resposta positiva e os apóstolos unanimemente dão sua concordância imediata e incontestável, como acabamos de ver em São Mateus e como é também é relatado para vários deles: <em>&#8220;Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca juntamente com seu pai Zebedeu, consertando as suas redes, e chamou-os. E eles imediatamente, deixando a barca e o pai, o seguiram&#8221;</em> (S. Mateus 4, 21-22).</span><span id="more-23894"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a maioria de nós, a entrada na vida de filhos de Deus representa uma marca de maravilhosa predileção da qual fomos favorecidos desde tenra idade, sem o mínimo mérito de nossa parte e mesmo na mais completa inconsciência. Como única explicação para este incrível privilégio, podemos muito bem aplicar a cada alma que se tornou cristã esta declaração de amor: <em>&#8220;Eu amei-te com amor eterno, por isso mantive o meu favor para contigo&#8221; </em>(Jeremias 31, 3). E uma vez que a recepção desta graça inicial ocorreu sem o nosso consentimento, a cerimônia da “comunhão solene” proporcionou gradualmente a oportunidade de se apropriar de tal dom pela promessa de estarmos apegados a Jesus para sempre. Ao longo das nossas vidas, é importante valorizar cada vez mais este tesouro precioso e totalmente livre da nossa elevação à vida da graça e afastarmo-nos de tudo o que possa comprometê-la e causar-nos a sua perda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Eficácia e disponibilidade soberana da graça, mas santificação lenta e incompleta do discípulo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Evangelho não procura de modo algum ocultar a modesta origem dos apóstolos, que vieram de um ambiente rural e envolvidos em trabalhos manuais, uma vez que a maioria deles eram pescadores. Mas, ainda mais surpreendente, descobriu-se que até mesmo os apóstolos tinham muitos defeitos graves que muitas vezes levaram a severas reprovações do seu Mestre. A esse respeito, podemos limitar-nos a citar esta pungente queixa do Salvador dirigida não apenas à multidão de judeus, mas também aos seus próprios discípulos: <em>“Ó geração incrédula e perversa, até quando vos hei de suportar?”</em> (S. Mateus 17,17). Como resultado, já podemos tirar uma dupla lição:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">por um lado, a Igreja é divina e não pode perecer: seu Fundador não corre, portanto, o risco de apresentar seres humanos falíveis como sua base e como seus representantes;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">por outro lado, Jesus, o Bom Pastor não hesita, na sua grande misericórdia, em honrar homens comuns com a suprema dignidade de apóstolos, ao passo que poderia ter facilitado sua tarefa ao entregar-se, como colaboradores, pessoas excepcionais com uma trajetória irrepreensível, á imagem de um Cura d&#8217;Ars ou de um Padre Pio, que abundam na história da Igreja.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve-se salientar que ao longo dos três anos em que os apóstolos viveram na presença permanente do seu Mestre, testemunharam os maiores milagres e foram os primeiros beneficiários do ensinamento divino. No entanto, durante todo este período do ministério público de Nosso Senhor e nestas condições ideais para se aperfeiçoarem, os apóstolos progrediram de forma gradual, uma vez que a sua &#8220;conversão&#8221; radical e definitiva em heróis da fé e pilares da Igreja só teve lugar no momento de Pentecostes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fácil transpor este segundo ponto da história dos apóstolos para a vida de cada um de nós. Quer sejamos clérigos, religiosos ou leigos e, portanto, qualquer que seja a nossa vocação, a prestigiosa dignidade que nos é conferida pelo batismo não nos isenta de nenhuma das misérias da condição humana e desta natureza ferida pelo pecado: consequentemente, ninguém pode pretender se isentar da fatídica luta contra os seus próprios defeitos e maus hábitos. No entanto, esquecemo-nos demasiadas vezes desta realidade humilhante e damos, a nós próprios, um ar superior. Nisso merecemos a observação que Jesus fez aos judeus, advertindo-os contra a ilusão fatal de se acreditarem salvos e com direito ao Reino pelo simples fato de pertencerem à raça do povo eleito: <em>“Produzi, pois, verdadeiros frutos de penitência, e não queirais dizer dentro de vós: temos Abraão por pai, porque eu vos digo que Deus pode fazer destas pedras filhos de Abraão”</em>(S. Mateus 3, 8-9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A superabundante bondade de Deus e o destino sublime do discípulo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acabamos de constatar que, entre os apóstolos, os méritos pessoais de cada um permanecem muito limitados e suas próprias personalidades também nos parecem muito comuns. Mas como podemos explicar o fato de, por outro lado, Nosso Senhor lhes ter concedido prerrogativas tão incríveis e lhes ter feito promessas tão vinculativas? Na verdade, não podemos deixar de nos surpreender com o contraste ao descobrir, por exemplo, com que intimidade, Jesus trata seus apóstolos: <em>&#8220;Não mais vos chamarei servos[&#8230;] mas chamo-vos amigos porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai&#8221;.</em> (S. João 15,15). Jesus também assegura uma fecundidade maravilhosa ao apostolado dos apóstolos: “<em>Eu que vos escolhi a vós, e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes a meu pai em meu nome, ele vo-lo concederá.”</em> (S. João 15, 16). Jesus ainda garante aos seus apóstolos poderes ilimitados e imunidade completa: <em>“Eis que vos dei poder de caminhar impunemente sobre serpentes e escorpiões e de vencer toda a força do inimigo, e nada vos fará dano”</em> (S. Lucas 10, 19). E, finalmente, Jesus compromete-se a conceder aos seus apóstolos a recompensa suprema: “<em>Vós sois os que tender permanecido comigo nas minhas tribulações. Por isso eu preparo o reino para vós, como meu Pai o preparou para mim, para que comais e bebais à minha mesa, no meu reino</em>” (S. Lucas 22, 28-30). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, os apóstolos se beneficiaram de tal tratamento preferencial devido à missão única e papel inimitável na fundação e difusão da Igreja nascente. Mas, sem medo de errar, qualquer alma fielmente cristã pode aplicar a si mesma, de alguma forma, aqueles privilégios e compromissos divinos que são apropriados aos apóstolos, mas apenas como uma prioridade. Não devemos desanimar, embora nossas atividades possam parecer banais e nossa vida interior possa parecer de um nível medíocre. Santa Teresinha do Menino Jesus nos enche de esperança através de sua pequena via de &#8220;<em>infância espiritual</em>&#8220;, onde não se trata de acumular méritos pessoais nem de multiplicar os direitos à recompensa: mas o estado de graça fielmente salvaguardado é suficiente em si mesmo e desde a sua primeira aparição para atrair para todos nós a ternura paterna de Deus.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Pierre-Marie Laurençon, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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