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	<title>DOMINUS EST &#187; São Pio X</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A PASCENDI EXPLICADA &#8211; LUZES DA ENCÍCLICA PARA OS CATÓLICOS DE HOJE</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” Papa São Pio X Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata Quando voltei a ler a encíclica “Pascendi” (08/09/1907) de São Pio X, tive &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://www.abim.inf.br/wp-content/uploads/2014/08/Sao-Pio-X-artigo-11.jpg" alt="PASCENDI — a monumental encíclica que fulminou a heresia modernista (PARTE  II) – Agência Boa Imprensa – ABIM" width="247" height="353" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Papa São Pio X </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando voltei a ler a encíclica “<em>Pascendi</em>” (08/09/1907) de São Pio X, tive um profundo sentimento de agradecimento para com o último Papa canonizado. Esse documento é uma pedra angular na defesa verdadeira e equilibrada do catolicismo. Tem a assinatura de um Papa Santo, cheio de Fé e de Caridade. Lembra a voz do Bom Pastor, reconhecida pelas ovelhas. Lembra que não existe pregação caritativa da Verdade sem condenação explícita dos erros e heresias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O santo Papa do século XX nos entrega nesta encíclica um trabalho fundamental, preciso e paciente. Explica para os católicos, com uma precisão que maravilha, todo o sistema modernista. Define o erro com as palavras adequadas e mostra a raiz do mal. Encontrada a raiz do mal, as soluções e os remédios seguem naturalmente.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prezado leitor, o modernista não é utópico, sonhador, idealista. Isso é a sua aparência exterior. O modernista é visceralmente orgulhoso. Orgulhoso na sua inteligência e também na sua vontade. O modernismo é um sistema que mente ao homem sobre a realidade da sua natureza. Atribui ao homem faculdades que não são de seu alcance. Diz assim que: “<strong>a <em>religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</em></strong><em>.”. </em>E São Pio X conclui:<em> “Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”. Mas ao mesmo tempo o modernismo recusa reconhecer outras faculdades que são próprias a todos os homens quando conhecem uma coisa qualquer ou uma realidade. Nega a capacidade da inteligência humana de conhecer a natureza, a essência das coisas. Pela abstração a inteligência humana conhece muito mais do que a cor do pôr-do-sol! Conhece a beleza do pôr-do-sol. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o modernista conhece apenas a cor da religião e nada de sua beleza e grandeza essencial. Conhecem ainda as palavras típicas da religião católica, mas sem poder dar definições definitivas a cada uma delas. Usam as palavras Missa, Deus, alma, graça, religião, fé, dogma, tradição para se servir delas e defini-las segundo a experiência religiosa de cada um! O modernismo não quer mais receber de Deus a religião, mas construir uma que o ‘elevará’ até a divinização do Homem pelo Homem.</span><span id="more-14259"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estimado leitor, como seria aparentemente terrível falar assim se um Santo Papa não o houvesse feito primeiro! São Pio X tinha motivos bem fundados para escrever essa encíclica, a saber, a gravidade sem precedente do mal descrito dentro da Igreja. Há cem anos que a ‘<em>Pascendi</em>’ foi escrita e o diagnóstico segue em pé. “<em>E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, esse precioso documento deve nos ajudar a atravessar a tempestade sem cair nos erros e nas armadilhas. O Evangelho que pregou Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o Evangelho pregado hoje pela Igreja católica fundada por Jesus Cristo. A pregação não se dirige aos mesmos homens, mas deve ser essencialmente a mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos fazer uma aplicação prática que manifesta a atualidade da encíclica ‘<em>Pascendi</em>’. Vejam por exemplo, neste documento fundamental da Igreja, como o modernismo desvirtua o culto católico, reduzido a um conjunto de sinais capazes de despertar sentimentos religiosos. Se oficialmente a Santa Missa é devolvida pelo Papa Bento XVI a muitos católicos, qual é a razão desse bem? Devolver à Santa Missa e a sua teologia o seu devido lugar, ou reconhecer a validade da experiência religiosa e da <strong>sensibilidade religiosa</strong> de muitos católicos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns vão responder também: os dois! Ou: um pouco dos dois! Mas os dois não são compatíveis. Um exclui o outro. A doutrina modernista exclui a doutrina católica. O que é errado exclui o verdadeiro! Agora, podemos também considerar, como o faz Dom Fellay na última carta aos amigos e benfeitores, que por ser incompatíveis um com o outro, uma presença publicamente e claramente autorizada da Verdade litúrgica no seio da Igreja, provocará também uma luta doutrinal contra o erro. Do lado dos modernistas o motivo pode ser pernicioso, mas do lado de Deus, esse mesmo motivo poderá ser não a causa, mas a ocasião de um bem maior. O homem nunca pode fazer um mal para que dele venha um bem, mas Deus sabe tornar o mal ocasião de bem. O pecado original, mal moral gravíssimo, foi a ocasião de dar para nós o divino Redentor, e a liturgia canta: “<em>Oh felix culpa</em>” na Vigília de Páscoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, rezemos pela Igreja e por nós, e peçamos a São Pio X os dons do Espírito Santo que o animaram desde a sua juventude até sua santa morte e seu triunfo como santo no céu. Procuremos as graças escondidas nas chagas gloriosas do Salvador para discernir sempre entre o bem e o mal, e escolher o bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Joël Danjou Nos 100 anos da Encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em> do Papa São Pio X</span></p>
<p style="text-align: center;">*****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1) OS FUNDAMENTOS da filosofia religiosa modernista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dois princípios entrelaçados: Agnosticismo e imanência vital</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fundamento da filosofia religiosa modernista é o agnosticismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o agnosticismo, a razão humana só consegue conhecer fenômenos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>A razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pensando assim, o filósofo modernista diz que não pode conhecer a realidade como ela é, não conhece o que são as coisas. Não se trata mais de compreender a realidade, mas o que aparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o homem estabelece primeiro, por ele mesmo, certa ciência da realidade conhecendo os fenômenos. E, depois, ele aplica este conhecimento imperfeito e superficial sobre a realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o agnosticismo diz que não conhece a realidade, mas admite um conhecimento sensível da realidade, os fenômenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esse caminho, a conclusão lógica é a negação da existência de Deus. Se não consegue definir ou dizer o que é uma pêra ou uma maçã que vê, que poderá dizer de Deus que ninguém vê! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal homem, cuja inteligência pretende não poder dizer o que é a realidade, mas só designá-la ou qualificá-la, se torna prisioneiro e encarcerado em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, tudo o que consegue dizer ou viver esse homem é uma expressão do que está nele. O homem diz às coisas o que são. Estamos no subjetivismo: O sujeito, o &#8220;eu&#8221; é afirmado em primeiro lugar, e daí se segue o resto!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Mas, então, por que um modernista não professa diretamente e imediatamente o ateísmo?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não nega o sensível. A religião pode observar-se também de maneira sensível: <em>Vejo uma pessoa rezar</em>! Logo, o filósofo modernista deve explicar esse fenômeno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Qual será a única resposta possível?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião vem do interior do homem (imanente = <em>in</em>&#8211;<em>manere</em> = dentro-permanecer = permanece dentro) e pertence aos fenômenos sensíveis. É o que a encíclica <em>Pascendi</em> chama de “<em>imanência vital</em>”. A religião é uma forma de vida humana (<em>vita</em> = vida, <em>vitalis</em> = vital) que nasce e permanece dentro dos homens, e procura e reage aos fenômenos. É, segundo os modernistas, uma necessidade do homem, ou, em outros termos, do coração humano. Há, no homem, uma necessidade do divino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé modernista é a aceitação voluntária pela consciência desta necessidade do divino que o homem experimenta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé é a resposta à necessidade do divino cuja origem exata não é conhecida. Não posso conhecer as coisas além do sensível, mas pela “fé”, aceito a realidade da experimentação deste “além”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência do divino é a única prova formal da sua existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Explicação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filósofo modernista explica que o conhecimento da ciência e da história se mantém necessariamente entre dois limites.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do mundo visível e da consciência “&#8230; <em>acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência</em>&#8230; (&#8230;)&#8230; <em>gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular&#8230;.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato de descobrir a existência do incognoscível não corresponde a um ato da inteligência, mas a uma experiência religiosa. Assim, visito um convento, uma igreja, vejo um filme, escuto o testemunho de um convertido&#8230; e nasce em mim uma atitude interior, uma impressão que não consigo explicar, quer com os elementos do mundo visível, quer com a minha consciência atual das coisas e deste fenômeno!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que nasce então em mim é um certo sentimento que responde à necessidade de aderir ou aproximar-se deste misterioso “quê” divino. E considero tal sentimento essencial, porque é ele que, “&#8230; <em>de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é a Revelação, Deus que se revela, para o modernismo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o modernismo a Revelação é o divino manifestado. Mas, manifestado adentro do homem. Segundo a encíclica <em>Pascendi</em>, a “Revelação” modernista, ou ao menos o seu princípio, é “<em>aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência</em>” (que chamam “fé”: assentimento da consciência à necessidade subconsciente do divino), ou “<em>também <strong><u>o mesmo Deus a manifestar-se às almas</u></strong></em>” pelo meio desta fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação não é mais externa ao homem, assim como o ensina o catolicismo (A Revelação tem duas fontes: a Tradição e a Sagrada Escritura), mas interna, imediata, direta, sem intermediário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O natural pode ser ao mesmo tempo o sobrenatural! É contraditório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma grave confusão e, logicamente, graves conseqüências: “<em>Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou de disciplina</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>A lei deve erigir a consciência religiosa como regra universal do agir</u></strong>. Desse ponto se segue que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa não podem ter limites. <strong><u>Toda consciência humana é divinizada</u></strong>. Isto explica todo o concílio Vaticano II e o magistério pós-conciliar! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes</em> [<strong>E essa encíclica tem 100 anos!</strong>&#8230;]<em>, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja. Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural. Vai-se muito mais longe ainda; <strong>chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</strong>. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é a religião neste sistema?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião é o testemunho da resposta da consciência humana ao sentimento do divino em nós. <u>Todas as religiões</u> são eflorescências dessa necessidade do divino. E como há uma diversidade de expressões há também diversas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá&#8221;, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E o que é o dogma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a inteligência vai pensar e analisar esses sentimentos religiosos do homem, ela irá traduzir “<em>em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma primeira etapa, a inteligência exprime esses sentimentos com proposições simples, mas “<em>depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, derivadas certamente da primeira, porém, mais polidas e distintas. Estas proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dogma é útil ao crente para que possa dar razão a sua fé. A inteligência do crente analisa a sua fé, a consciência do divino, e encontra fórmulas para determiná-lo. Porém, segundo a definição da fé modernista, a consciência do divino de ontem, de hoje e de amanhã, corresponde a diferentes experiências e percepções do sentimento religioso. O verdadeiro dogma modernista é necessariamente vivo e adaptado à expressão vital do religioso em mim! Ou seja, o dogma na sua formulação muda segundo as experiências variadas ou repetidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a Encíclica <em>Pascendi</em> mostra que tal dogma tem duas funções para o crente. Primeira, ser <u>símbolo</u> do divino intrínseco, mas símbolo sempre incompleto porque não se pode definir o que são as coisas. As fórmulas dogmáticas “<em>são expressões inadequadas</em>” do objeto do dogma. Segunda função, o dogma é também <u>instrumento</u> do homem para falar do divino aos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, como todo conhecimento está limitado aos fenômenos sensíveis e a fé depende deles, na medida em que o dogma é a expressão desta fé, então o dogma deve variar tanto como as várias sensações religiosas do crente. Caso contrário não seria mais símbolo verdadeiro do divino!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E enquanto instrumento, pelo dogma, o homem deverá falar de maneira infinitamente variada do que está vivendo, do seu “vivido”. Em hipótese contrária seria a morte da religião! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Daí surge uma nova “tradição”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O princípio da experiência religiosa é transmitido à Tradição. Ela é comunicação e transmissão da fé, ou seja, transmissão da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova tradição é a transmissão das experiências sensíveis vividas. E, enquanto vividas, pertencem imediatamente ao âmbito da religião. As experiências fixas, ao contrário, não são expressões da religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal tradição tem, portanto, uma virtude sugestiva. Provoca uma reação sensível, faz tomar consciência do vivido do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos, assim, por exemplo, como é justo dizer que o “carismatismo” é um modernismo organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, o modernista crente explica assim a presença da realidade divina na sua alma: “<em>Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. — Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, <u>caem na opinião dos protestantes e</u> <u>dos pseudo-místicos</u></em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os sacramentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São sinais sensíveis que produzem (eles mesmos) uma “graça”, uma virtude sugestiva, que provoca uma reação sensível, que desperta o sentimento. O cristão é “interpelado” pelos ritos, pelos gestos, pelas palavras e pelos sinais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não perder a sua força sugestiva, o sacramento deve seguir interpelando o crente. Por isso a necessidade de poder variar os gestos, as palavras&#8230; e de reformar as reformas litúrgicas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. <strong>Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia</strong>. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema</em>.” (Pascendi – <em>o modernista teólogo</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Igreja</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja nasce de duas necessidades:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de comunicar sua fé aos outros</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de organizar-se quando a fé é comum a vários, quando se torna coletiva, a fim de conservar e propagar esse tesouro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, portanto, é o fruto da consciência religiosa coletiva, a reunião de todas as reações individuais. Um conjunto de pessoas que se juntam porque fazem experiências semelhantes do divino e que se organizam para proteger, desenvolver e dar a conhecer esse bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, uma igreja é também um grupo de consciências que consta de uma mesma origem vital. Para os católicos, Jesus Cristo. Para os muçulmanos, Maomé, para certos protestantes, Lutero, para outros, Calvino, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Constituem-se grupos, faz-se “igreja” que é a consciência universal. E, é enquanto há “posta em comum”, que se constitui a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, <strong>toda religião</strong>, não executada sequer a dos idólatras, <strong>deve ser tida por verdadeira</strong>. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo. Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. <strong>Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e <u>merece mais o título de cristã</u>, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo</strong>. &#8211; A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. <strong>Absurdíssimo é</strong>, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las.&#8221;, </em>Pascendi &#8211; O modernista crente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A autoridade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como qualquer organização, essa igreja vai precisar de um chefe. Mas essa autoridade deverá estar, sobretudo, atenta às experiências, ouvindo essas experiências individuais de cada um para não desfigurar a consciência coletiva do grupo, estar ao serviço de cada um para nutrir seus sentimentos religiosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: Encontrar o rito que melhor convém a cada um, mas conservando ao mesmo tempo a unidade do grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que o grupo fique unido, para evitar uma dissociação que diminui a força do sentimento coletivo, essa autoridade pode e deve condenar o que representa um perigo para esta unidade coletiva a fim de preservar a consciência universal que é a fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: A autoridade dará um golpe contra a teologia da libertação quando considera que exagera no progressismo, e outro golpe contra Dom Lefebvre que exageraria na sua fidelidade (“fixista”) à Igreja de sempre! Assim, a autoridade não passa de um simples serviço vital de organização e de controle. O Papa só toma o “pulso” universal do grupo a fim de prever e evitar abusos mortais à consciência coletiva e preservar sua identidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, no modernismo, o chefe religioso é um ‘organizador de compartilhamento’. Não há mais autoridade propriamente dita. A autoridade não vem mais de Deus imediatamente. “<em>Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, <u>e por esta razão fica dependente da</u> <u>mesma</u></em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a autoridade esquece ou parece desprezar essa consciência religiosa estará legitimamente declarada tirânica, retrógrada ou ultra conservadora!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quanto às relações da Igreja com as sociedades temporais, os estados temporais, elas estão inevitáveis.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A regra de atuar nesta matéria deverá considerar a natureza e o fim de cada uma destas sociedades. Quanto à natureza, os modernistas recusam seguir a doutrina multissecular da Igreja, que ensina que Ela é instituída diretamente por Deus. Para eles, a Igreja e o Estado são sociedades feitas pelo homem e que respondem essencialmente a diferentes necessidades do homem. Ora, mesmo assim, observam que os fins e objetivos de cada uma delas são essencialmente distintos. Fim espiritual para a Igreja, fim temporal para o Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como conseqüência, temos, segundo os modernistas, duas sociedades existindo e necessitadas pelo bem do ‘homem total’ e cujos objetivos são efetivamente e absolutamente distintos. Daí, Deus estando afastado das suas constituições essenciais, não se pode falar da superioridade de uma sobre a outra. Cada uma deverá certamente respeitar a outra, mas não será mais admitido ensinar que o temporal possa ser subordinado ao espiritual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reclamando então a separação da Igreja e do Estado, os modernistas reclamam necessariamente também a separação do católico e do cidadão, do católico na sua vida privada e do católico na vida pública. Mas esta separação e aparente igualdade de tratamento levam necessariamente à submissão do espiritual ao temporal!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, a cada instante o católico dará a impressão de entrar no terreno do outro! Ser católico unicamente na vida privada significa ser invisível na vida pública! E isto não se consegue sem esconder as necessárias conseqüências visíveis da religião! Mas como é absolutamente impossível evitar toda manifestação pública exterior da religião, a Igreja deverá aceitar submeter-se ao Estado nestas circunstâncias! Culto, sacramentos (matrimônio!), atividades eclesiásticas, questões morais, todas essas manifestações exteriores da religião entram também no âmbito temporal das sociedades. O Estado separado da Igreja reclamará então a submissão da Igreja à suas decisões nestas matérias públicas! Lógica fria! Mas lógica!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. — E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o ‘<em>modernista reformador</em>’ insiste: “<em>Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito”, </em>Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A encíclica denuncia claramente essas idéias que, infelizmente, triunfaram nos anos sessenta no concílio Vaticano II. Hoje, a hierarquia modernista de nosso século nascente chora e se lamenta frente à invasão planetária do aborto e de tantos outros males públicos, mas não quer enxergar as causas que ela mesma promoveu e edificou!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O princípio radical do modernismo: A evolução de tudo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vimos, o modernismo tem um quadro e certos limites, mas o seu fundamento seguro é o âmbito do sensível, os fenômenos. Ora, o sensível é variável. Logo, o modernismo reclamará, como uma necessidade e uma condição absoluta, uma religião evolutiva. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta evolução é considerada boa porque é o resultado de uma oposição frutuosa entre uma força conservadora e outra progressista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com a vida. — Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso. De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O progresso vem dos compromissos e das transações entre as duas forças! A base pressiona a autoridade que pode assim colecionar as reações individuais. Se a pressão se desenvolve e se torna mais viva, a autoridade deverá tomar conta dela e, assim, modificar as posições do momento presente para outras, novas e mais adaptadas à consciência coletiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um equilíbrio sempre instável, não perdura, o seu destino é mudar sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste contexto, quando um pseudo-teólogo, modernista ou progressista demais, está publicamente repreendido, ele é imediatamente considerado pelos colegas como vítima necessária do progresso. Ele mesmo proclama não poder entender que a Igreja o condena quando favorece o seu bem, o seu progresso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sistema modernista está então claramente apoiado sobre princípios determinados: agnosticismo, imanência vital, evolucionismo. Mas a conseqüência concreta destes princípios desastrosos e caóticos é necessariamente confusa e nebulosa. Daí a impressão que têm os católicos de que o modernismo não tem bases claras e sólidas. Mas não é assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imaginemos encontrar um homem jogando pela janela, um atrás do outro, todos os livros da sua biblioteca. “Perdeu a cabeça”, dizem os sensatos! “Deve estar todo confuso!” “Não se dá mais conta do que está fazendo!” Mas ele poderia responder no seu interior: “Confuso? Eu? Não! Estou apenas procurando uma citação de alguém que possa exprimir o sentimento que sinto vibrar agora dentro de mim! O resto não vale mais nada!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Até o novo direito humano: o direito de contradizer Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A última conseqüência do sistema modernista será a legitimação necessária de afirmações contraditórias. A religião do sentimento divino imanente leva necessariamente a sentir hoje o que não sentia assim ontem. Mas os dois sentimentos são válidos no seu contexto, no seu tempo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! <u>E admitindo-se a contradição, que é</u> <u>o que se não admitirá?</u></em>”, Pascendi </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) AS CAUSAS DO MODERNISMO</span></h1>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2.1) Causas morais: <u>Curiosidade</u> e <u>orgulho</u></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perversão do espírito é evidentemente a mais grave. Tal perversão tem duas causas principais, a curiosidade sem regras &#8211; ou o amor das novidades &#8211; e o orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao orgulho, este se manifesta já na própria raiz do modernismo, quando pretende elevar-se para dominar o real e não estar mais submisso a ele. É certamente poderosa a razão humana, mas foi feita para ser submissa ao real. Quanto mais a inteligência conhece o real, mais se abre e se desabrocha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem não deve dizer “penso, então o real é assim”, mas, “penso que o real é assim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. <strong>Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho</strong>. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do que ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma conseqüência concreta desta disposição errada e perversa é a recusa da autoridade que representa o real, o que é. Daí surge inevitavelmente o velho conflito entre liberdade e autoridade. E daí também as fortes recomendações e ordens do Papa São Pio X: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O orgulho de um modernista &#8211; Um exemplo histórico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;Teólogo&#8221; do Concílio Vaticano II, o padre Yves Congar reconhece que a liberdade religiosa não existe mas prefere inventá-la falsamente! </em></strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu contribuí aos últimos parágrafos da declaração Dignitatis Humanae (Vaticano II – Declaração sobre a liberdade religiosa) – os quais menos me satisfazem. <u>Tratava-se de mostrar que o tema da liberdade religiosa já aparecia nas Escritura</u>. <strong><u>Ora, não aparece aí</u></strong>. <strong><u>Então</u></strong>, eu trabalhei com dois biblistas, um jesuíta, o Padre Lyonnet, e um dominicano, o Padre Bento, da Escola Bíblica de Jerusalém. Nós nos esforçamos em mostrar como Jesus mesmo não tinha sido violento” </em>(Padre Yves Congar, OP, co-fundador em 1965 da revista modernista <em>Concilium,</em> <em>apud “</em>À direita do Pai”, 1994)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela curiosidade e o orgulho a inteligência está descontrolada e quer saber tudo por si mesma. Há, então, no fundamento do modernismo, uma verdadeira disposição habitual de má vontade, mais ou menos consciente ou voluntária, muito difícil de corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.2) Causa intelectual: <u>a ignorância</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A aliança de uma falsa filosofia com a fé produz todo um sistema falso. Esse sistema encontra três grandes obstáculos que os modernistas intentam desprezar, silenciar ou corromper.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Três obstáculos incomodam sobremaneira os modernistas:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A filosofia escolástica e o “<em>método escolástico de raciocinar</em>”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A autoridade dos Padres com a Tradição</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O magistério eclesiástico</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Saibamos observar como os modernistas usando os Padres da Igreja têm habitualmente o objetivo de opô-los explicitamente ou implicitamente aos santos teólogos escolásticos (cujo mestre e doutor comum é santo Tomás de Aquino). Costumam citar os primeiros para fazer pensar que os outros são secos e frios, sem contato direto com o “vivido”. Explicaremos esta impressão quando falarmos dos remédios para modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também usarão os escritos dos Santos Padres, sem a luz da Igreja para compreendê-los corretamente. Porém, são precisamente os esclarecimentos dos escolásticos, dos tomistas, que permitem saborear com prudência e com bons frutos esses escritos influenciados pela filosofia outrora dominante, o platonismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não esqueçamos que os modernistas têm uma visão extremamente falsa da Tradição, reduzida a uma comunicação da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam&#8230;, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade&#8230; ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica».</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos assim que o magistério tradicional incomoda e bloqueia as afirmações e conclusões dos modernistas. “<em>Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, apesar da noção distorcida que têm do magistério, quando séculos de ensino e escritos da hierarquia eclesiástica condenam e contradizem o que pensam, escrevem e pregam, não encontram outro remédio senão recorrer a “lei do silêncio”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.3) Mais duas notas e causas do modernismo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os que têm costume de <em>escrever com demais liberdade</em> ou precipitação.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal costume resulta de uma falta de rigor e de trabalho. O leigo ou o clero que atua assim vai deixando mais facilmente de lado os princípios e procura naturalmente fazer “algo novo”, diferente, para ser lido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem. Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O mau espírito</em> que anima os modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é o aspecto mais visível, mas é gravíssimo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos neste caso que é a prática que vai revelar claramente ou desmascarar os modernistas. Os católicos devem preservar-se e proteger-se deste mau espírito. Devem conhecer e aprender a reconhecer os bons livros, lê-los e voltar também a lê-los de vez em quando para lembrar os grandes princípios e esclarecer as idéias pervertidas pelas máximas do mundo. </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) OS REMÉDIOS</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após uma detalhada analise do sistema modernista e de suas causas, São Pio X não deixa a Igreja sem esperança e grandes remédios. O Bom Pastor denuncia os erros e sara as almas. Não foge diante do modernismo e de seus falsos ensinos como o mercenário diante do lobo. Não ensina tampouco que o lobo é um amigo! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos remédios que resumimos aqui, podemos também reconhecer ainda que quem lê São Pio X, seja modernista ou católico, não precisa de uma segunda leitura ‘<em>com a lupa</em>’ para entender ou interpretar o que está afirmado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.1) A filosofia escolástica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros</em>” (&#8230;) “<em>O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás. Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico</em>.”, Pascendi<em>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia escolástica dogmática estuda a Verdade, Deus, sem fazer considerações históricas. É o trabalho e os raciocínios da inteligência iluminada pelos dados da Fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia chamada “positiva” estuda também Deus, mas a partir dos escritos históricos e suas circunstâncias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As tentativas modernistas quanto à teologia positiva consistem em exagerar a sua faceta viva. A história conta fatos vividos. Logo, dizem que a teologia positiva estuda a Fé vivida. Daí, para os modernistas, será muito fácil dar mais um passo dizendo que a fé fundada e verdadeira é só uma fé vivida e legitimar o falso princípio da necessária evolução desta fé. E inevitavelmente chegam assim a relativizar a Verdade! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra conseqüência imediata desse desvio será a repugnância com relação à escolástica, acusada implicitamente de estudar uma fé morta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma aplicação concreta desta atitude modernista foi o caso dos catecismos! Os catecismos seguindo o método tradicional, com boa doutrina (!!!) e com perguntas e respostas, método aconselhadíssimo e usado por São Pio X, desapareceram nos anos sessenta após o concílio Vaticano II. Considerados secos e inaptos, foram substituídos por outros com desenhos (muitos deles horríveis) e textos teoricamente mais vivos e bem adaptados à juventude! O resultado é hoje visível&#8230; um imenso vazio onde entraram facilmente abundantes seitas de qualquer espécie.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos então este parágrafo lembrando que o papel da teologia positiva é de ajudar e confirmar a teologia dogmática, e não de incitar o teólogo ou os leigos a criticar ou desprezar a escolástica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.2) A exclusão dos modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa São Pio X reclama uma grande vigilância: “<em>Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido. Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! — A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.3) As publicações autorizadas ou proibidas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como diz São Pio X, o modernista reformador reclama que : « <em>Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. »,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, São Pio X é Papa e portanto rege, ensina e santifica. Conseqüentemente, decide proteger os sacerdotes e os fiéis instituindo, além do ‘Índice’ instaurado pelo Concílio de Trento, a ‘<em>imprimatur</em>’. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo.”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. — E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra ‘Imprimatur’, que deverá ser precedida do ‘Nihil obstat’ e do nome do Censor.”,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONCLUSÃO do Papa São Pio X</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. – Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado. PIO X, PAPA.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pelo Pe. Joël Danjou, FSSPX(*)</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;">(*) Hoje o Pe. Danjou não se encontra mais na FSSPX</p>
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		<title>SERMÃO PELA FESTA DE SÃO PIO X &#8211; PELO PE. OLIVIERI TOTI, FSSPX</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 14:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Olivieri Toti]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[São Pio X &#8211; Patrono da Fraternidade Proferido na Missa do domingo, 07/09 (09:00h), no Priorado Padre Anchieta, em São Paulo/SP. + In festo Sancti Pii Decimi, Papae et Confessoris[1] Patroni principalis Fraternitatis Sacerdotalis Sancti Pii X Em nome do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sermao-pela-festa-de-sao-pio-x-pelo-pe-olivieri-toti-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" aligncenter" src="https://quemrezasesalva.com.br/wp-content/uploads/2019/09/A95.jpg" alt="Oração a São Pio X pela Igreja - Quem reza se salva" width="230" height="308" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em><strong>São Pio X &#8211; Patrono da Fraternidade</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Proferido na Missa do domingo, 07/09 (09:00h), no Priorado Padre Anchieta, em São Paulo/SP.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>+</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>In festo Sancti Pii Decimi, Papae et Confessoris<strong>[1]</strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Patroni principalis Fraternitatis Sacerdotalis Sancti Pii X</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Amadíssimos irmãos,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de tudo, gostaria de agradecer ao Padre Prior por me haver dado a honra de celebrar neste ano a solenidade do Patrono da nossa Fraternidade, o grande Papa São Pio X! Além disso, festejamos os vinte anos de fundação do nosso Priorado de São Paulo. Portanto, hoje, queridos amigos, é verdadeiramente um dia de ação de graças! Todavia, se temos muitos motivos para comemorar, caríssimos irmãos, temo-los também não poucos para nos preocupar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vivemos uma grande crise, que foi declarada, assinalada e até vislumbrada em seu desenvolvimento futuro por São Pio X. Podemos dizer que ele morreu de tristeza diante dos acontecimentos que se aproximavam. Não se tratava apenas da Primeira Guerra Mundial. O que ele via era algo ainda maior: toda essa sombra que adentrou a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, vivemos em densas trevas, mas o olhar cristão, quanto mais sombras enxerga, mais descobre nelas os sinais da Divina Providência. São tempos de grandes graças, pois o céu jamais permitiria uma crise tão profunda em sua Igreja sem preparar, digamos assim, “uma revanche”. São Pio X previu essa crise, e em seu pontificado, em sua pessoa, em suas ações, manifestam-se claramente dois princípios em combate: o modernismo, que ele condena, e o Papado, que ele representa. Esses são os dois princípios em confronto; combate terrível, que ainda hoje vivemos em episódios dramáticos.</span><span id="more-33621"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em São Pio X brilhou a santidade do Papado. Houve Papas santos, seja por seu martírio seja por sua piedade. Podemos dizer que, embora não tenha sido o único, em São Pio X brilhou de um modo especial a santidade própria do ofício papal. Trata-se de uma santidade como Papa, como Pontífice, como Sumo Pontífice. Ademais, brilhou nele a solene denúncia da gravidade do modernismo, feita de modo muito incisivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grande golpe que São Pio X desferiu contra o modernismo foi desmascará-lo na Encíclica <em>Pascendi<a style="color: #000000;" href="#_ftn2" name="_ftnref2"><strong>[</strong></a><strong>2]</strong></em>, na qual ele expôs a verdadeira natureza e o modo de operação desta heresia. Então, trataremos nesse sermão sobre a gravidade do modernismo, esse adversário contra o qual o Papado e a Igreja devem combater[3]; e a importância e santidade do Papado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A heresia modernista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O modernismo e sua gravidade foram denunciados por São Pio X com uma força que nenhum outro Papa demonstrou, queridos fiéis. Todos os Papas do fim do século XIX e começo do século XX combateram o modernismo, porém São Pio X o enfrentou de maneira singular. Ele agiu com firmeza para evitar a infiltração modernista, que visava corromper a própria autoridade eclesiástica, os sacerdotes e bispos. A palavra &#8220;modernismo&#8221; foi escolhida com precisão, pois toda a Idade Moderna se caracteriza por esse processo crescente de mundanização e tibieza, que levou séculos para invadir pouco a pouco a Cristandade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, o modernismo se opõe diametralmente ao Papado. E isso não é difícil de compreender: numa família, o grande inimigo do filho preguiçoso é o pai, quem precisa despertá-lo, corrigi-lo, castigá-lo. Daí que todo esforço deste filho indolente é resistir, combater a autoridade. Essa revolução, que se chama modernismo, começou historicamente com o chamado Humanismo do Renascimento, e se manifestou, desde o início, como rebelião contra a autoridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeiro, os chefes políticos cristãos se rebelaram contra a autoridade da Igreja, dos Papas, dos bispos. Então, os bons cristãos, os mais fervorosos, ao longo desse processo de esfriamento da caridade e obscurecimento da fé, foram se agrupando em torno da Sé de São Pedro, em torno do Papa. Dois concílios marcaram esse tempo: o Concílio de Trento[4] e o Concílio Vaticano I[5]. Podemos dizer que cada um desses Concílios foi seguido por um Papa santo: a Trento, São Pio V; ao Vaticano I, São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Concílio de Trento, a Igreja reafirmou a autoridade Papal. Contudo, esse processo de degradação continuou. O dito “iluminismo” minou a filosofia, fomentou um espírito subversivo, que dispôs os ânimos para a Revolução Francesa. Então, os príncipes cristãos – que se deixaram contaminar pela tibieza – pagaram com a própria cabeça a rebelião contra Aquele que confirmava sua própria autoridade. Enquanto isso, milhares de clérigos e leigos eram perseguidos e guilhotinados, em nome dos supostos “direitos do homem”; em nome da liberdade, igualdade, fraternidade. Contra isso, a Igreja novamente – como sempre! &#8211; se reuniu em torno da autoridade suprema, a do Papa. O Concílio Vaticano I — embora não tenha concluído todos os seus trabalhos — teve um papel fundamental ao confirmar a autoridade do magistério papal, o dogma da infalibilidade papal[6], dentro das devidas condições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todas as forças se agruparam em torno da Sé de São Pedro, mas também todo o ataque se voltou contra ela — até que ocorreu aquele grande drama com o Concílio Vaticano II, no qual a própria autoridade foi contaminada pelo espírito do mundanismo, pela tibieza, que se infiltrou e atingiu todas as instituições eclesiásticas, deturpando a vida cristã autêntica, aquela ensinada por Nosso Senhor, a verdadeira vida do Evangelho, a verdadeira santidade cristã. Surge, então, o termo que temos usado e que reflete essa realidade: uma “nova Igreja”<a style="color: #000000;" href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a>, isto é, uma tendência que começa a modificar todas as instituições eclesiais — o conceito mesmo da autoridade e seu exercício, a liturgia, o direito canônico, o catecismo, as Sagradas Escrituras etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O modernismo, numa definição breve, mas creio que exata, é uma justificação doutrinal da tibieza cristã. O pecador — como todos nós, seres humanos — tende sempre a se justificar. E o modernismo pretende ser justamente isso: uma justificação “teológica”, “filosófica” da tibieza cristã, da tibieza católica. São Pio X apontou sua gravidade com palavras duríssimas, especialmente na Encíclica <em>Pascendi</em>, mas também em muitos outros atos de seu pontificado, e na forma como combateu com firmeza essa heresia — verdadeira heresia! — que há muito já se infiltrava na Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E por que é grave? Porque, se o pecador chega a justificar plenamente seu pecado, humanamente já não há mais possibilidade de redenção. O arrependimento só existe enquanto se reconhece que se está fazendo o mal. Quando alguém passa a chamar o mal de bem, está perdido. Pois, ao justificar-se frente ao pecado, o homem perde a consciência do mal que está fazendo, perde a noção de sua tibieza. E passa a se convencer de que está bem, de que é um católico normal. É precisamente isso que o faz pecar contra o Espírito Santo — um pecado que, por sua natureza, torna-se irredimível, imperdoável, pois o indivíduo se fecha à própria ideia de seu estado espiritual[8].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, trata-se de uma heresia particularmente oculta, pois não parte de apóstatas ou inimigos declarados da Igreja, mas da tibieza daqueles que – contraditoriamente – desejam continuar sendo católicos. Isso foi algo que São Pio X também assinalou com clareza. O modernista deseja permanecer na Igreja; por isso, busca encobrir e disfarçar sua justificação, de modo que não seja apontado como herege — e isso é o que torna essa heresia ainda mais grave[9].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O modernismo é um magistério alternativo, uma justificação doutrinal com seus próprios &#8220;mestres&#8221; e &#8220;doutores&#8221;[10]. O homem sabe que sua justificativa pessoal não o convence plenamente — ele precisa de quem a confirme, de quem o apoie naquilo que quer pensar. E foi isso que o modernismo passou a oferecer: doutores com prestígio, sobretudo mundano, que foram dando forma a essa estrutura de sofismas para justificar a tibieza. Falo de tibieza no sentido próprio, mas poderíamos dizer também de mundanismo cristão, que é quase um sinônimo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se de um pecado gravíssimo e oculto, pois este tíbio deseja continuar sendo tíbio e, ao mesmo tempo, católico dentro da Igreja. Por isso, ele não enfrenta diretamente a verdade nem argumenta contra os ensinamentos do magistério. O que o modernismo faz, como indica São Pio X, é introduzir o princípio do subjetivismo. É diluir a verdade para se acomodar, para não ser condenado diretamente. Ele não a enfrenta abertamente; destrói-a sem o declarar, esvaziando-a para adequar-se à própria atitude, à própria tibieza[11]. Este é o funcionamento dessa heresia e sua gravidade: ela permanece oculta, mantendo-se sob o título de &#8220;cristão normal&#8221;, enquanto destrói a fé, todos os princípios da fé, esvaziando tudo, caindo, assim, em todas as heresias, pois, ao negar a certeza da verdade e sua própria natureza, nega-se tudo[12].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Duas atitudes errôneas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante do modernismo, São Pio X, ao denunciar sua natureza, previne-nos contra dois erros extremos: um por excesso e outro por omissão. De um lado, o erro por excesso. Dado que a tibieza, após o pecado original e mesmo após a vinda de Cristo, é muito comum — são poucos os profundamente, heroicamente fervorosos — a maioria dos cristãos tende, em maior ou menor grau, a justificar sua conduta. Portanto, quase todos – de certo modo – possuem algo de conduta modernista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro erro seria, então, rotular de modernista qualquer pessoa um pouco tíbia. Com isso, estaríamos afirmando que quase toda a Igreja, em quase todos os tempos, teria sido modernista&#8230; Considerar modernista – no sentido estrito da palavra – todo católico que não reagiu fortemente, que não percebeu tudo isso que tem ocorrido na Igreja; que estão de boa vontade no erro, por falta de formação, de bons exemplos; por uma obediência mal entendida (já que essa infiltração veio justamente através da hierarquia, que até então era o principal ponto de oposição ao modernismo), seria afirmar que a imensa maioria dos fiéis está formalmente na heresia, o que não é verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O segundo erro, por defeito, bastante comum hoje, consiste em minimizar a gravidade do modernismo — especialmente após o último Concílio, quando se deixou de advertir contra esse perigo. Muitos passaram a vê-lo apenas como uma tendência, uma espécie de mundanidade normal entre os cristãos; pensava-se que se podia conviver com ele, que era apenas uma tendência teológica inconveniente, e que o melhor é ser tomista (enquanto se aceitam os erros)&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não! O alerta de São Pio X continua atual: quando o erro — a tibieza — se institucionaliza como doutrina, torna-se perverso e causa de profunda corrupção. Para um médico, confundir um câncer com uma gripe é um erro gravíssimo! E esse é justamente o segundo erro a evitar. O modernismo é tão grave quanto indicou São Pio X. Não se trata de exageros de sua personalidade ou de seu temperamento&#8230; O modernismo é, de fato, a soma de todas as heresias, pois esvazia toda a doutrina. Não é uma teologia simplesmente inferior: é a pior de todas as heresias[13].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A importância do Papa</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E aqui surgem dois novos erros a evitar: por uma parte, crer que o Papa, pelo simples fato de ocupar a Sé de São Pedro, é automaticamente um bom e santo Papa. Ora, isso jamais fora ensinado pela Igreja. Compreende-se, dada a grande confiança que devemos ter no Papado, que muitos tenham caído nessa ilusão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outra parte, igualmente condenável é considerar um erro a Igreja ter se reunido em torno da Sé de São Pedro, julgando isso um exagero, uma espécie de &#8220;tridentinismo&#8221;, &#8220;vaticanoprimeirismo&#8221;, &#8220;piodecismo&#8221;. É ignorar que o Papado é precisamente a rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja. É por meio da Sé de São Pedro, a Santa Sé, que a luz de Cristo, a doutrina, o ensinamento e a graça de Nosso Senhor se difundem na Igreja. Cristo reuniu suas ovelhas dispersas por meio da instituição do sacerdócio e do Papado — o Papa é a cabeça do sacerdócio. É a partir dessa autoridade que a verdade pode voltar a brilhar e dissipar as trevas do modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há, realmente, um mistério nisto: sim, foram os Papas que se deixaram contagiar por esse espírito, sem embargo somente os Papas podem restaurar a Igreja, devolvê-la à saúde, ao vigor, e fazer com que a graça e a doutrina voltem a se difundir plenamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O nosso Superior Geral, Dom Davide Pagliarani, em seu sermão em Roma, no dia 20/08 passado, dizia: <em>“como poderíamos resumir, em algumas palavras, a história dos Papas, do Papado? Eles tiveram apenas uma única coisa em mente; orientaram todos os seus esforços a um único propósito, um propósito muito simples: recapitular e restaurar tudo em Nosso Senhor. Eles consagraram todas as suas forças para dar a Nosso Senhor seu lugar, seus direitos. A impelir todos os homens a reconhecerem os direitos de Nosso Senhor. Tal foi o propósito, o objetivo de toda a obra do Papado através dos séculos: dar a Nosso Senhor a primazia em todas as coisas (&#8230;) contudo, essa ideia de restaurar, de recapitular tudo em Nosso Senhor, conduz a uma luta incessante: a luta contra o pecado, contra as consequências do pecado. E essa luta, esse esforço, durarão até o fim dos tempos, e devem continuar até o fim da história; só terminarão na eternidade (&#8230;) não existe, no homem ou neste mundo, uma esfera independente que não esteja submetida ao Reinado de Nosso Senhor. E essa ideia moderna [e poderíamos acrescentar, modernista], revolucionária, esse modo moderno de pensar, de que haveria no homem algo que não esteja submetido à autoridade e à Realeza de Nosso Senhor, eis precisamente o que os Papas buscaram destruir, combater. Esse combate de Nosso Senhor é o nosso combate”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E esses continuam sendo os princípios que seguimos, queridos fiéis, até que a Divina Providência nos envie um Papa que verdadeiramente volte a assumir aquilo que ele é; que redescubra as graças e a força doutrinal imensas do seu cargo; o poder real, pois se trata do poder de Nosso Senhor. O Papa é o Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo. E Cristo venceu o mundo[14].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, um Papa pode vencer o mundo. Sim, pode vencê-lo, sendo ele mesmo mártir, e mártir seu sucessor, e talvez outros mais, como aconteceu com tantos dos primeiros Papas, uma lista de Papas mártires, que venceram o mundo. Pois a Sé de São Pedro possui essa força, e somente ela pode fazer a Igreja ressurgir desta densa escuridão, desta crise tão profunda em que se encontra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A restauração de todas as coisas em Cristo — lema de São Pio X — só pode se realizar a partir da Sé de São Pedro. É ali que reside a força, pois é sobre essa pedra que a Igreja está edificada. A Igreja não se apoia em nenhuma outra base, nem em nenhuma outra instituição — nem mesmo na Fraternidade São Pio X! Pois a força da Igreja está — e sempre esteve — na Sé de São Pedro, na Santa Sé Apostólica. É por isso que Monsenhor Lefebvre, desde o começo, rechaçou o dito “sedevacantismo”[15]. Ele jamais deixou de acudir ao chamado do Papa[16], de rezar por ele e defender a sua autoridade, apesar de os últimos Papas o terem tratado como um Bispo rebelde, terem-no suspendido e excomungado, terem condenado a sua obra&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar do que dizem os nossos inimigos, hoje – de fato – somos os únicos a defender verdadeiramente a Santa Sé, o Papado, a autoridade do Vigário de Cristo. E, se somos obrigados – em consciência – a desobedecê-lo, a resistir às suas ordens, isso ocorre unicamente porque ele – imbuído das ideias modernistas – não tem agido como Vigário de Cristo, mas contra Cristo[17], contra o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, contra o Magistério perene, contra as Sagradas Escrituras, enfim, contra tudo o que ensinaram e fizeram seus antecessores, em particular, São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi isso o que nos ensinou Monsenhor Lefebvre: estar situados corretamente, sem cair em nenhum desses extremos: nem no orgulho de achar que somente nós estamos livres do modernismo, nem na indiferença de quem se acostuma a ele e o considera inofensivo. E quanto ao Papa, é preciso reconhecer que é dele que deve vir a resistência contra essa invasão do mal. O drama da crise atual é justamente que aquele que deveria se opor foi atingido, contaminado, ferido por esse modernismo. A nós, queridos filhos, compete rezar, oferecer nossos sacrifícios e lágrimas, nossas obras abnegadamente, heroicamente, mesmo derramar o nosso sangue, se assim o Bom Deus o pedir, para que esse Pai da Cristandade se levante novamente; que Roma volte a ser cátedra da verdade e farol que ilumine com a luz de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse foi o combate de São Pio X. Este é o nosso combate. De tal modo, que até mesmo os adversários da Fraternidade nos identificam inteiramente com ele. Há, sim, uma identificação real, plena — histórica e doutrinal — desse combate. Mesmo os modernistas convictos reconhecem claramente que a Fraternidade continua no mesmo espírito, a mesma obra de São Pio X. Por isso, estão tão irritados tanto com ela quanto com ele. Trata-se do mesmo combate contra o modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E daí provém a nossa confiança de que São Pio X, nosso patrono, sempre nos assistirá e nos guiará neste combate tão difícil e tão superior às nossas forças. Peçamo-lo, também, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria e do Glorioso Patriarca São José.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Notas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Este sermão é uma adaptação de duas homilias pregadas pelo Rev. Padre Álvaro Calderón, no Seminário de La Reja, Argentina, em 2013 e 2017.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[2] Encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em>, 08/09/1907</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[3] <em>“Não se afastará da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes [&#8230;] não já fora, mas dentro da Igreja, tramam perniciosos conselhos”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[4] 1545-1563</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[5] 1869-1870</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[6] Constituição dogmática <em>“Pastor Aeternus”</em>, 18/07/1870</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[7] <em>“Esta nova religião não é a religião católica; é estéril e incapaz de santificar a sociedade e a família”</em>, Mons. Lefebvre, Prólogo ao livro: “Itinerário espiritual, seguindo a São Tomás de Aquino em sua Suma Teológica”, Saint-Michel-en-Brenne, 29/01/1990</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[8] Catecismo Maior de São Pio X, V Parte, Cap. VI, perguntas 961 e 962</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[9] <em>“Os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, [&#8230;] se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[10] De Lubac, Rahner, Urs von Baltazar, Congar, Ratzinger, etc; <em>“Fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[11] <em>“O fundamento da filosofia religiosa dos modernistas assenta sobre a doutrina, que chamamos agnosticismo [&#8230;] a religião deve explicar-se como fenômeno da vida [&#8230;] daqui procede o princípio da imanência religiosa [&#8230;] o sentimento religioso [&#8230;] é o germe de toda a [falsa] religião”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[12] <em>“Fundam a religião na imanência vital [&#8230;] o sentimento religioso é princípio de toda religião [&#8230;] daí a evolução e mutabilidade dos dogmas”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[13] <em>“E visto que os modernistas [&#8230;] constituem um corpo de doutrina e, se ajuntadas todas, formam um só corpo, com suma razão se pode dizer que o modernismo é a síntese de todas as heresias”</em>, São Pio X, Encíclica <em>Pascendi.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[14] <em>“Disse-vos estas coisas, para que tenhais paz em mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tende confiança, eu venci o mundo”</em> (Jo. XVI, 33)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[15] <em>&#8220;A questão da visibilidade da Igreja é demasiado importante para sua existência para que Deus possa omiti-la durante décadas. O argumento dos que afirmam a inexistência do Papa põe a Igreja em situação confusa. Quem nos dirá onde está o futuro Papa? Como poderia ser designado um Papa onde não há mais Cardeais? Este espírito é um espírito cismático, ao menos para a maioria dos fiéis, que se filiarão a seitas verdadeiramente cismáticas como a de Palmar de Tróia, a da Igreja Latina de Toulouse, etc. <strong>Nossa Fraternidade repudia absolutamente compartilhar desses raciocínios</strong>. Queremos permanecer aderidos a Roma, ao sucessor de Pedro, porém repelimos seu liberalismo por fidelidade a seus Antecessores. Não temos medo de dizê-lo respeitosa, porém firmemente, como São Paulo frente a São Pedro. Por isso, longe de repudiar as orações pelo Papa, aumentamos nossas preces e suplicamos para que o Espírito Santo o ilumine e fortaleça no sustentar e defender a fé. Por isso jamais recusamos ir a Roma a seu chamado ou ao chamado de seus representantes. A Verdade deve esperar-se de Roma mais do que de qualquer outro lugar. Pertence a Deus, que a fará triunfar”</em>, Posição de Monsenhor Lefebvre sobre a Nova Missa e o Papa, publicado em Roma N° 67, 08/11/1979.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[16] “Por que vou a Roma?”, publicado no site <a style="color: #000000;" href="http://www.fsspx.com.br">www.fsspx.com.br</a>, trecho da homilia pronunciada no Seminário de Zaitzkofen, em 26/02/1983, Cor Unum, nº 92 (2009).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[17] <em>“Estando a Cadeira de Pedro e os postos de autoridade de Roma ocupados por <strong>anticristos</strong>, a destruição do Reino de Nosso Senhor alastra rapidamente no seio de seu Corpo Místico nesta terra, especialmente pela corrupção da Santa Missa(&#8230;)”</em>, Monsenhor Lefebvre, carta aos futuros Bispos, 29/08/1987; <em>“Então, (devido a) essa descristianização, penso que se pode dizer que essas pessoas que ocupam Roma hoje são <strong>anticristos.</strong> Não digo Anticristo, digo anticristos, como diz São João. “O anticristo já está presente em nosso tempo”, diz São João em sua primeira carta. O anticristo, os anticristos. Eles são anticristos, isso é certo, absolutamente certo. Então, diante de uma situação como essa, acredito que não devemos nos preocupar com as reações dessas pessoas, que, necessariamente, são contra nós. Como eu disse ao cardeal: “Nós somos totalmente a favor de Cristo e eles são contra Cristo. Como quereis que possamos nos entender?”</em>, Conferência de Mons. Lefebvre no retiro de Padres, Écône, 04/09/1987.</span></p>
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		<title>3 DE SETEMBRO &#8211; DIA DE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 13:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo: 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS DIA DE SÃO PIO X &#8211; SOBRE O &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-9/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.arquidioceseolindarecife.org/wp-content/uploads/2015/08/s%C3%A3o-pio-x.jpg" alt="Resultado de imagem para sÃÂ£o pio x" width="217" height="271" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/03-de-setembro-dia-de-sao-pio-x/">03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-santo-providencial-dos-tempos-modernos/">SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-2/">DIA DE SÃO PIO X</a> &#8211; SOBRE O SANTO</strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/homenagem-a-sao-pio-x-por-ocasiao-do-65o-aniversario-de-sua-canonizacao/">HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">JURAMENTO ANTI-MODERNISTA</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">A PASCENDI EXPLICADA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-contra-o-sionismo-os-judeus-nao-reconheceram-nosso-senhor-e-por-isso-que-nao-podemos-reconhecer-o-povo-judeu/">SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU&#8221;</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a class="row-title" style="color: #0000ff;" title="Editar “ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA”" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/enciclica-il-fermo-proposito-para-o-estabelecimento-e-desenvolvimento-da-acao-catolica/">ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-acerbo-nimis/">CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sancte-pie-decime/">SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-fin-dalla-prima-de-sao-pio-x-sobre-o-regime-da-acao-catolica-popular/">MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5871">SANTIDADE E ACÇÃO SOBRENATURAL DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=hB9qeiwWULg">SÃO PIO X, MODELO DE SANTIDADE (SERMÃO)</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>3 DE SETEMBRO &#8211; DIA DE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 10:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo: 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS DIA DE SÃO PIO X &#8211; SOBRE O &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-8/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.arquidioceseolindarecife.org/wp-content/uploads/2015/08/s%C3%A3o-pio-x.jpg" alt="Resultado de imagem para sÃÂ£o pio x" width="217" height="271" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/03-de-setembro-dia-de-sao-pio-x/">03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-santo-providencial-dos-tempos-modernos/">SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-2/">DIA DE SÃO PIO X</a> &#8211; SOBRE O SANTO</strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/homenagem-a-sao-pio-x-por-ocasiao-do-65o-aniversario-de-sua-canonizacao/">HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">JURAMENTO ANTI-MODERNISTA</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">A PASCENDI EXPLICADA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-contra-o-sionismo-os-judeus-nao-reconheceram-nosso-senhor-e-por-isso-que-nao-podemos-reconhecer-o-povo-judeu/">SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU&#8221;</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a class="row-title" style="color: #0000ff;" title="Editar “ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA”" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/enciclica-il-fermo-proposito-para-o-estabelecimento-e-desenvolvimento-da-acao-catolica/">ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-acerbo-nimis/">CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sancte-pie-decime/">SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-fin-dalla-prima-de-sao-pio-x-sobre-o-regime-da-acao-catolica-popular/">MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5871">SANTIDADE E ACÇÃO SOBRENATURAL DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=hB9qeiwWULg">SÃO PIO X, MODELO DE SANTIDADE (SERMÃO)</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>VIRGO DOLOROSA</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
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		<description><![CDATA[A festa de Nossa Senhora das Sete Dores convida-nos a contemplar a participação de Maria na Paixão. Seguem abaixo alguns trechos da encíclica Ad Diem Illum de São Pio X.  Por isto, entre Maria e Jesus reinou perpétua sociedade de vida &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/virgo-dolorosa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/02/Bening-sept-douleurs.jpg" alt="" width="370" height="546" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">A festa de Nossa Senhora das Sete Dores convida-nos a contemplar a participação de Maria na Paixão. Seguem abaixo alguns trechos da encíclica Ad Diem Illum de São Pio X. </span></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isto, entre Maria e Jesus reinou perpétua sociedade de vida e sofrimentos, que nos permite aplicar a ambos estas palavras do Profeta: <em>A minha vida vai se consumindo com a dor e os meus anos com os gemidos</em> (Sl 30, 11). E quando chegou a hora derradeira de Jesus, vemos a Virgem &#8220;<em>aos pés da cruz</em>&#8220;, horrorizada certamente ante a visão do espetáculo, &#8220;<em>mas feliz porque seu Filho se oferecia como vítima pela salvação dos homens e, ademais, de tal modo partícipe de suas dores que teria preferido padecer os tormentos que cruciavam o seu Filho, tal lhe fosse dado fazer</em>&#8221; (S. Bonav., 1 Sent., d. 48, ad Litt., dub. 4). — Em conseqüência dessa comunhão de sentimentos e de dores entre Maria e Jesus, a Virgem <em>fez jus ao mérito de se tornar legitimamente a reparadora da humanidade decaída</em> (Eadmeri Mon., <em>De Excellentia Virginis Mariæ</em>,c. IX) e, portanto, dispensadora de todos os tesouros que Jesus nos adquiriu por sua morte e por seu sangue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se pode dizer, sem dúvida, que a dispensação destes tesouros não seja de alçada própria e particular de Jesus Cristo, porque fruto exclusivo de sua morte e por Ele mesmo, em virtude de sua natureza, o mediador entre Deus e os homens. Contudo, em vista dessa comunhão de dores e de angústia, já mencionada, entre a Mãe e o Filho, foi concedido à Virgem o <em>ser, junto do Filho unigênito, a medianeira poderosíssima e advogada de todo o mundo</em> (Pio IX, Bula Ineffabilis)</span><span id="more-31329"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O manancial, pois, é Jesus Cristo: <em>E todos nós recebemos de sua plenitude</em> (Jo 1, 16), <em>do qual todo o corpo coligado e unido por todas as juntas que mutuamente se auxiliam, segundo a operação da medida de cada membro, efetua o aumento do corpo de si mesmo em caridade </em>(Ef. 4, 16). Como nota com acerto S. Bernardo, Maria é, na verdade, o <em>aqueduto</em> (Serm. De Temp., in Nativ. B. V., De Aquæductu, n. 4); ou então, essa parte média que tem por missão unir o corpo à cabeça e transmitir àquele os influxos e eficácias desta, o que vale dizer: o pescoço. Sim, diz S. Bernadino de Sena, <em>ela é o pescoço de nossa Cabeça, pelo qual comunica todos os dons espirituais a seu corpo místico</em> (S. Bern. Sen., Quadrag. de Evangelio æterno serm. X, a. III, c. 3). Torna-se, por conseguinte, evidente que não atribuímos à Mãe de Deus uma virtude geradora da graça, virtude esta que é só de Deus. Contudo, porque Maria excede a todos em santidade e em união com Cristo, e por ter sido associada por Ele à obra redentora, ela nos merece de <em>congruo</em>, segundo a expressão dos teólogos, o que Jesus Cristo nos mereceu de <em>condigno</em>, sendo ela ministra suprema da dispensação das graças. <em>Ele (Jesus) está sentado à direita da Majestade nas alturas</em> (Heb 1, 3). Ela, Maria, está à direita de seu Filho: <em>O refúgio mais seguro, o mais valioso amparo de quantos se acham em perigo; nada, pois, temos a temer sob sua conduta, seus auspícios, seu patrocínio, sua égide</em> (Pio IX, Bula Ineffabilis).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estabelecidos estes princípios, e para tornarmos ao Nosso propósito, quem não reconhecerá termos afirmado com justa razão ser Maria, companheira inseparável de Jesus desde a casa de Nazaré até ao Calvário, conhecedora mais que ninguém dos segredos do seu coração, dispensadora, como de direito materno, dos tesouros de seus méritos, tornando-se, por todos esses motivos, um auxílio certíssimo e muito eficaz para se chegar ao conhecimento e ao amor de Jesus Cristo? Ah! Esses homens que, seduzidos pelos artifícios do demônio ou enganados por falsas doutrinas, julgam poder prescindir do auxílio da Virgem, nos fornecem disto em sua prova assaz peremptória. Pobres infelizes, desconhecem Maria, sob pretexto de tributar honra a Cristo! Como se pudéssemos <em>achar o menino de outro modo que não pela Mãe</em>!</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">São Pio X, Encíclica <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.capela.org.br/Magisterio/Pio%20X/imaculada50anos.htm"><em>Ad Diem Illum</em></a></span>, pelo aniversário da definição do Dogma da Imaculada Conceição, 2 de fevereiro de 1904. </span></strong></p>
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		<title>3 DE SETEMBRO &#8211; DIA DE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Sep 2023 10:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo: 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS DIA DE SÃO PIO X &#8211; SOBRE O &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-7/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.arquidioceseolindarecife.org/wp-content/uploads/2015/08/s%C3%A3o-pio-x.jpg" alt="Resultado de imagem para sÃÂ£o pio x" width="217" height="271" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/03-de-setembro-dia-de-sao-pio-x/">03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-santo-providencial-dos-tempos-modernos/">SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-2/">DIA DE SÃO PIO X</a> &#8211; SOBRE O SANTO</strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/homenagem-a-sao-pio-x-por-ocasiao-do-65o-aniversario-de-sua-canonizacao/">HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">JURAMENTO ANTI-MODERNISTA</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">A PASCENDI EXPLICADA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-contra-o-sionismo-os-judeus-nao-reconheceram-nosso-senhor-e-por-isso-que-nao-podemos-reconhecer-o-povo-judeu/">SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU&#8221;</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a class="row-title" style="color: #0000ff;" title="Editar “ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA”" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/enciclica-il-fermo-proposito-para-o-estabelecimento-e-desenvolvimento-da-acao-catolica/">ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-acerbo-nimis/">CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sancte-pie-decime/">SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-fin-dalla-prima-de-sao-pio-x-sobre-o-regime-da-acao-catolica-popular/">MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5871">SANTIDADE E ACÇÃO SOBRENATURAL DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 14:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[MOTU PROPRIO DO SUMO PONTÍFICE PIO X FIN DALLA PRIMA* Sobre o regime da Ação Católica Popular Tradução: Dominus Est Desde a nossa primeira Encíclica ao Episcopado de todo o mundo, fazendo eco ao que nossos gloriosos predecessores haviam estabelecido &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-fin-dalla-prima-de-sao-pio-x-sobre-o-regime-da-acao-catolica-popular/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://cdnarautos.s3.amazonaws.com/2021/07/R236-D-HAG-Sao-Pio-X-em-1904.jpg" alt="São Pio X – Grande Papa na História, grande Santo na Igreja – Revista  Arautos do Evangelho" width="394" height="271" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">MOTU PROPRIO<br />
DO SUMO PONTÍFICE<br />
</span><span class="tm8">PIO X</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm9">FIN DALLA PRIMA*</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Sobre o regime da Ação Católica Popular</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Desde a nossa primeira Encíclica ao Episcopado de todo o mundo, fazendo eco ao que nossos gloriosos predecessores haviam estabelecido em torno da Ação Católica do laicato, declaramos laudabilíssima essa obra e ainda necessária diante das condições atuais da Igreja e da sociedade civil. E não podemos deixar de louvar, grandemente, o zelo de tantos ilustres personagens que, há muito tempo, se dedicam a esta nobre tarefa, e o ardor de tão seleta juventude que, esforçadamente, se apressaram em prestar a ela seu trabalho. O XIX Congresso Católico, recentemente celebrado em Bolonha, por nós promovido e incentivado, mostrou suficientemente a todos o vigor das forças católicas, e o que se pode obter de útil e salutar em meio às populações crentes, desde que essa ação seja bem dirigida e disciplinada, e que a união de pensamentos ,afetos e trabalho reinem naqueles que dela participam.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Entretanto, lamentamos constatar que, em seu meio, tenham surgido certas diferenças que suscitaram muitas polêmicas, que, se não fossem oportunamente reprimidas, poderiam dividir as mesmas forças e torná-las menos eficazes. Nós que, antes do Congresso preconizamos, sobretudo, a união e a harmonia dos pensamentos para estabelecer de comum acordo o que é aderido às normas práticas da ação católica, não podemos agora permanecer em silêncio. E uma vez que as diferenças de pontos de vista no campo prático podem facilmente transcender ao campo teórico, e de fato nisso devem necessariamente manter seu foco, é necessário consolidar os princípios nos quais toda ação católica deve ser formada.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Leão XIII, nosso ilustre predecessor, delineou brilhantemente as normas da ação popular cristã nas admiráveis Encíclicas </span><em><span class="tm7">Quod Apostolici muneris</span></em><span class="tm6"> de 28 de dezembro de 1878, </span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> de 15 de maio de 1891 e </span><em><span class="tm7">Graves de communi</span></em><span class="tm6"> de 18 de janeiro de 1901; e ainda em particular, a Instrução emitida pela Sagrada Congregação para os Assuntos Eclesiásticos Extraordinários, em 27 de janeiro de 1902.</span></span><span id="more-28002"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E nós, que não vemos menos que nosso predecessor, a grande necessidade da devida moderação e conduta da ação popular cristã, desejamos que essas normas mais prudentes sejam exatamente observadas; e que ninguém se atreva, portanto, a afastar-se minimamente delas.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E, portanto, para mantê-las mais facilmente vivas e presentes, decidimos recolhê-las, como um compêndio, nos artigos seguintes, como Ordem fundamental da ação cristã popular, retirando-as desses próprios Atos. Esta deve ser, para todos os católicos, a regra constante de sua conduta .</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">ORDEM FUNDAMENTAL DA AÇÃO POPULAR CRISTÃ</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">I. A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é composta de elementos desiguais, assim como desiguais são os membros do corpo humano: torná-los todos iguais é impossível, e resultaria na destruição da mesma sociedade (</span><em><span class="tm7">Encíclica Quod Apostolici muneris</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">II. A igualdade dos diversos membros da sociedade consiste unicamente no fato de que todos os homens tem sua origem em Deus Criador; foram redimidos por Jesus Cristo e devem, segundo a medida exata de seus méritos e de seus deméritos, ser julgados, recompensados ou punidos por Deus. (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Quod Apostolici muneris</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">III. Daí vem que, na sociedade humana, é segundo a ordenação de Deus que deve haver príncipes e súditos, senhores e proletários, ricos e pobres, cultos e ignorantes, nobres e plebeus, que unidos todos em um vínculo de amor, devem ajudar uns aos outros a alcançar seu fim último no Céu; e aqui, na terra, seu bem-estar material e moral (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Quod Apostolici muneris</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">IV. O homem tem sobre os bens da terra não apenas seu uso direto, como os brutos; mas também o direito de propriedade permanente: não apenas a propriedade dessas coisas que são consumidas pelo uso, mas também daquelas cujo uso não as consome (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">V. A propriedade privada, fruto de trabalho ou indústria, ou da venda ou doação de outrem, é direito indiscutível da natureza; e todos podem razoavelmente dispor dela como bem entender (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">VI. A fim de resolver a disputa entre os ricos e os proletários, é necessário distinguir a justiça e a caridade. Não há direito de reinvindicação, exceto quando a justiça é infringida (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">VII. As obrigações da justiça, no que diz respeito ao proletario e aos patrões, são estas: realizar completo e fielmente o trabalho que livremente e segundo a justiça foi acordado; não prejudicar materialmente, nem ofender a pessoa dos patrões; na própria defesa de seus direitos, abster-se de atos violentos ou nunca transformá-los em motins (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">VIII. As obrigações de justiça, em relação aos capitalistas e aos patrões, são estas: render a justa recompensa aos trabalhadores; não prejudicar as suas justas economias, seja com violência, fraude, e nem com evidente ou paliativa usura; dar-lhes liberdade para cumprir seus deveres religiosos; não os expor a seduções corruptas e aos perigos do escândalo; não os afastar do espírito de família e do amor à salvação; não lhes impor obras desproporcionais à sua força, ou inadequados à idade ou ao sexo (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">IX. O dever de caridade dos ricos e dos abastados é o de socorrer os pobres e os necessitados, segundo o preceito evangélico. Este preceito os obriga tão severamente, que no dia do juízo o cumprimento desse preceito será exigido de modo especial, de acordo com o próprio Cristo (Mat. XXV) (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">X. Os pobres não devem, portanto, envergonhar-se de sua indigência, nem desprezar a caridade dos ricos, sobretudo porque tem em vista Jesus Redentor, que, podendo nascer entre as riquezas, se fez pobre para enobrecer a indigência e enriquecê-la com incomparáveis méritos para o Céu (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">XI. Os capitalistas e os próprios trabalhadores podem contribuir muito para a resolução da questão dos trabalhadores com instituições destinadas a fornecer ajuda adequada aos necessitados e para aproximar as duas classes e uni-las. Tais são as sociedades de ajuda mútua; as múltiplas seguradoras privadas; os patronatos para crianças, e sobretudo as associações de artes e ofícios (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Rerum Novarum</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">XII. Para esse fim, deve dirigir-se especialmente à Ação Popular Cristã ou à Democracia-Cristã com suas muitas e variadas obras. Esta Democracia Cristã deve então ser entendida no sentido já declarado com autoridade, que, muito longe da </span><em><span class="tm7">Social Democracia</span></em><span class="tm6"> , tem como base os princípios da fé e da moral católica que, acima de tudo, não prejudique de forma alguma o direito inviolável da propriedade privada (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Graves de communi</span></em><span class="tm6"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">XIII. Além disso, a Democracia Cristã nunca deve interferir na política, nem devem servir a partidos e fins políticos; este não é o seu campo: mas deve ser benéfica em favor do povo, fundada no direito da natureza e nos preceitos do Evangelho (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm6">Graves de communi</span></em><span class="tm6">) (Instrução, da SC da AA. EE. SS.).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Os democratas-cristãos na Itália deverão abster-se completamente de participar de qualquer ação política que, nas atuais circunstâncias, </span><em><span class="tm7">por razões da mais alta ordem</span></em><span class="tm6">, é proibida a qualquer católico (Instr, cit.).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">XIV. No cumprimento das suas partes, os democratas-cristãos têm a mais estreita obrigação de depender da Autoridade Eclesiástica, tendo plena sujeição e obediência aos Bispos e a quem os representa. Não é zelo meritório nem piedade sincera empreender coisas belas e boas sem si mesmas, quando não são aprovadas pelo próprio Pastor (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Graves de communi</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">XV. Para que tal ação democrats-cristã tenha unidade de direção, na Itália, ela deve ser dirigida pela Sociedade de Congressos e Comitês Católicos,; cuja Obra em tantos anos de louváveis ​​esforços mereceu tanto da Santa Igreja, e à qual Pio IX e Leão XIII confiaram a tarefa de dirigir o movimento católico geral, sempre sob os auspícios e a orientação dos Bispos (<em><span class="tm7">Encíclica </span></em></span><em><span class="tm7">Graves de communi</span></em><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">XVI. Os escritores católicos, para tudo o que toca os interesses religiosos e a ação da Igreja na Sociedade, devem submeter-se plenamente, no intelecto e na vontade, como todos os outros fiéis, aos seus Bispos e ao Romano Pontífice. Acima de tudo, eles devem ter o cuidado de não impedir os julgamentos da Sé Apostólica sobre qualquer assunto grave (Instrução do SC da AA. EE. SS.).</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">XVII. Os escritores democrata-cristãos, como todos os escritores, devem submeter à censura prévia do Ordinário todos os escritos relativos à religião, moral cristã e ética natural, em virtude da Constituição Officiorum et munerum (art.41). Os eclesiásticos então, na forma da mesma Constituição (art. 42), mesmo publicando escritos de natureza puramente técnica, devem primeiro obter o consentimento do Ordinário (Instrução do SC da AA. EE. SS.).</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">XVIII. Devem também fazer todos os esforços e todos os sacrifícios para que a caridade e a harmonia reinem entre eles, evitando qualquer insulto ou reprovação. Quando surgirem motivos de desacordo, ao invés de publicar qualquer coisa nos jornais, terão de recorrer à Autoridade Eclesiástica, que providenciará conforme a justiça. Uma vez repreendidos pelos mesmos, devem obedecer prontamente, sem prevaricação e sem queixas públicas; salvo, na devida forma e quando exigido pelo caso, recurso à Autoridade superior (Instrução do SC da AA. EE. SS.).</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">XIX. Finalmente, os escritores católicos, ao defenderem a causa dos proletários e dos pobres, devem ter o cuidado de não usar uma linguagem que possa inspirar no povo aversão às classes mais altas da sociedade. Que não falem de reivindicações e justiça, quando se trata de mera caridade, como foi explicado anteriormente. Que se lembrem que Jesus Cristo quis unir todos os homens com o vínculo do amor mútuo, que é a perfeição da justiça, e que traz a obrigação de trabalhar para o bem mútuo (Instrução da SC dos AA. EE. SS.).</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Nós, por Nossa Autoridade Apostólica, renovamos estas normas fundamentais em todas as suas partes e ordenamos que sejam transmitidas a todas as Comissões, Círculos e Uniões Católicas de qualquer natureza e forma. Tais sociedades devem mantê-las afixadas em suas sedes e escritórios e lê-las frequentemente em suas reuniões. Também ordenamos que os jornais católicos os publiquem na íntegra e declarem que os observam; e que, de fato, observem religiosamente: caso contrário, serão seriamente admoestados e, se admoestados, não forem corrigidos, serão banidos pela Autoridade Eclesiástica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Assim como as palavras e o vigor da ação são inúteis se não forem precedidas, acompanhadas e constantemente seguidas pelo exemplo; a característica necessária que deve resplandecer em todos os membros de qualquer Obra Católica é a de manifestar abertamente a fé pela santidade da vida, com a integridade dos costumes e com a escrupulosa observância das leis de Deus e da Igreja. E isso porque é dever de todo cristão, e também </span><em><span class="tm8">para que os nossos adversários sejam confundidos, não tendo mal algum a dizer de nós.</span></em><span class="tm6">(Tt. II, 8).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Destas Nossas preocupações pelo bem comum da ação católica, especialmente na Itália, esperamos com a bênção divina, copiosos e felizes frutos.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Dado em Roma, junto a São Pedro, a 18 de Dezembro de 1903, primeiro ano do Nosso Pontificado</span></em><span class="tm6"> .</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">*AAS, vol. XXXVI (1903-04), pp. 339-345.</span></p>
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		<title>3 DE SETEMBRO &#8211; DIA DE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2022 11:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.arquidioceseolindarecife.org/wp-content/uploads/2015/08/s%C3%A3o-pio-x.jpg" alt="Resultado de imagem para sÃÂ£o pio x" width="217" height="271" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/03-de-setembro-dia-de-sao-pio-x/">03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-santo-providencial-dos-tempos-modernos/">SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-2/">DIA DE SÃO PIO X</a> &#8211; SOBRE O SANTO</strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/homenagem-a-sao-pio-x-por-ocasiao-do-65o-aniversario-de-sua-canonizacao/">HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">JURAMENTO ANTI-MODERNISTA</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">A PASCENDI EXPLICADA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-contra-o-sionismo-os-judeus-nao-reconheceram-nosso-senhor-e-por-isso-que-nao-podemos-reconhecer-o-povo-judeu/">SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU&#8221;</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a class="row-title" style="color: #0000ff;" title="Editar “ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA”" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/enciclica-il-fermo-proposito-para-o-estabelecimento-e-desenvolvimento-da-acao-catolica/">ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-acerbo-nimis/">CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sancte-pie-decime/">SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – SETEMBRO/22</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 14:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-François Mouroux]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[Caríssimos fiéis, Dom Lefebvre inscreveu voluntariamente o apostolado de nossa Fraternidade no espírito de São Pio X, pois o escolheu como seu santo padroeiro. Portanto, contemplando a vida de São Pio X, entenderemos melhor o que nosso fundador queria para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-setembro22/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="https://fratresinunum.files.wordpress.com/2011/09/sc3a3o-pio-x.png" alt="A atitude pessoal de São Pio X para com os modernistas. – Fratres In Unum" width="272" height="344" />Caríssimos fiéis,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Lefebvre inscreveu voluntariamente o apostolado de nossa Fraternidade no espírito de São Pio X, pois o escolheu como seu santo padroeiro. Portanto, contemplando a vida de São Pio X, entenderemos melhor o que nosso fundador queria para nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">I. São Pio X como reformador</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu pontificado foi relativamente curto, de 1903 a 1914, mas foi impulsionado por uma vontade enérgica. As muitas reformas realizadas pelo Papa são testemunho disso: reforma da música sacra, reforma da Cúria, reforma do Código de Direito Canônico, reforma do catecismo, introdução da comunhão frequente e das crianças, etc. Em todas estas áreas, São Pio X realizou uma autêntica reforma, ou seja, uma recentralização. Ele mesmo expressou bem este espírito: “Omnia instaure in Christo”. “Restaurar tudo em Cristo”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Assim, São Pio X foi um papa reformador, o que não significa um papa inovador, mas um papa restaurador. Por suas iniciativas, ele puxou o tapete dos modernistas, falsos reformadores, que não procuraram recentralizar-se no essencial, mas modificar os fundamentos. Assim, São Pio X estabeleceu os princípios de uma verdadeira renovação. Como restaurador, Dom Lefebvre só tinha que apoiar-se sobre o trabalho do santo Papa. É por isso que ele o escolheu como patrono.</span><span id="more-27955"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">II. São Pio X, reformador através do sacerdócio</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 4 de agosto de 1908, em sua exortação Haerent animo por ocasião do 50º aniversário de seu sacerdócio, São Pio X fez a seguinte observação: “Quando o espírito da vocação sacerdotal for renovado e aumentado em todos os membros do clero, nossos outros projetos de reforma, sejam eles quais forem, serão, com a ajuda de Deus, muito mais eficazes. De todas as nossas preocupações a principal é esta: que os homens honrados com o sacerdócio sejam absolutamente tais como o compromisso de seu cargo exige. Estamos, de fato, convencidos de que é a partir daí que devemos esperar o bom estado e o progresso da religião”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nomeado bispo de Mântua em 1884, sua primeira preocupação foi cuidar do seminário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como não sublinhar a semelhança de Dom Lefebvre com a do Papa, que ele escolheu como seu patrono? Dom Lefebvre não queria apenas fundar uma fraternidade, ele queria fundar uma fraternidade sacerdotal. O objetivo deste novo instituto religioso manifesta-se em seu título: formar sacerdotes. Dom Lefebvre estava convencido de que a restauração da Igreja não aconteceria sem a restauração do sacerdócio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">III. São Pio X reformador através de um sacerdócio santo</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O papa santo não estava preocupado apenas com a santidade do próprio sacerdócio, mas com a santidade dos sacerdotes. Ele exortou os bispos a formar Cristo naqueles que, em virtude de seu ofício, devem formar Cristo nos outros. Ele declarou: “Na verdade, há apenas uma coisa que une o homem a Deus, apenas uma coisa que o torna agradável a Deus e o torna um ministro não indigno da sua misericórdia: é a santidade de vida e dos costumes. Se esta santidade, que consiste sobretudo no conhecimento supremo de Jesus Cristo, lhe faltar, tudo lhe falta”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santidade, portanto, significa estar mais próximo de Cristo. Os sacerdotes desempenham as funções sacerdotais em nome de Cristo, portanto, o sacerdote não pode ser bom ou mau para si mesmo. Ele é o trabalhador a quem Cristo veio louvar por trabalhar na sua vinha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Que imenso tesouro é um verdadeiro bom sacerdote onde quer que esteja”, exclamou São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há santidade sem uma vida interior. Esta vida interior é garantida ao sacerdote pela vida de oração, meditação, leitura espiritual, etc. Todas estas coisas Dom Lefebvre previu nos estatutos da Fraternidade. Além disso, existe outro meio para manter esta vida interior: a vida comum, que nos dá apoio mútuo e a regularidade em nosso dever de estado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estas considerações nos fazem perceber como Dom Lefebvre entrou fielmente no espírito do único papa tradicional do século XX que foi canonizado. Entendemos que os estatutos de nossa Fraternidade não são uma compilação arbitrária de elementos dispersos. Para Dom Lefebvre, tratava-se sobretudo de garantir a santidade do sacerdote, fundamento da santidade dos fiéis confiados a seu cuidado. Entremos, portanto, com alegria e generosidade neste plano para preservar a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-François Mouroux, Prior</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/boletim-mensal-do-priorado-padre-anchieta-setembro-2022/">CLIQUE NESSE LINK PARA ACESSAR O BOLETIM COMPLETO DE SETEMBRO</a></strong></span></p>
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		<title>O MODERNISMO: UMA NOVA VISÃO DO MUNDO</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 13:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[“De maneira geral, finalmente, me professo totalmente alheio ao erro pelo qual os modernistas sustentam que, na Sagrada Tradição, não há nada de divino&#8230;” – Trecho do Juramento Anti-modernista de São Pio X O modernismo, uma das tendências filosóficas dominantes &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-modernismo-uma-nova-visao-do-mundo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.africa/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/drupal-7/pius_x.jpg?itok=MbUvskIc" alt="" width="604" height="351" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“De maneira geral, finalmente, me professo totalmente alheio ao erro pelo qual os modernistas sustentam que, na Sagrada Tradição, não há nada de divino&#8230;”</em> – Trecho do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">Juramento Anti-modernista </a></span>de São Pio X</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O modernismo, uma das tendências filosóficas dominantes do século XX que persiste até hoje, baseia-se na errônea doutrina de que o homem é a medida suprema de todas as coisas. O modernismo não se restringe apenas à busca do progresso e da prosperidade, mas defende toda uma nova visão do mundo que é diametralmente oposta à fé católica.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.africa/fr/une-nouvelle-vision-du-monde-30277">FSSPX África</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma percepção subjetiva que se opõe à ordem objetiva</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdade, segundo o modernista, depende da percepção e das crenças relativas a cada indivíduo e não de uma ordem objetiva e universal proveniente de Deus. A verdade muda, portanto, de acordo com as pessoas, idades e lugares: o modernismo insiste que só a razão humana pode determinar o que é certo ou errado, bom ou mau, verdadeiro ou falso. Ainda mais grave, de acordo com essa mesma doutrina, é que todos os indivíduos têm o direito, por sua própria existência, de exercer esse juízo subjetivo segundo sua conveniência, desde que não prejudiquem os direitos de outra pessoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O modernismo, portanto, visa proteger e promover o avanço da condição humana através da justiça natural, do progresso tecnológico, da tolerância religiosa, da paz temporal e da prosperidade material. O homem é a medida e o fim de todas as coisas, e não há nada mais importante do que seu bem-estar natural <em>hic et nunc</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A verdade está para além dos nossos limites</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O catolicismo, pelo contrário, insiste no fato de que há uma verdade objetiva universal e uma grande realidade aberta a todos os homens, para além de nossa limitada e imperfeita vida terrena. Esta verdade é Deus, e esta realidade é a bem-aventurança celeste.</span><span id="more-26269"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus, segundo o catolicismo, criou e sustenta constantemente o universo e, em particular, cada ser humano. Além disso, revelou verdades que tocam em sua natureza interior, além das capacidades do espírito humano. Frequentemente são misteriosas e se relacionam com realidades sobrenaturais. Elas não são menos verdadeiras: elas são simplesmente mais sublimes. Deus ensinou e, através de sua única Igreja, continua a ensinar essas verdades transcendentes, imutáveis ​​e divinas, a fim de que todos os homens possam, um dia, alcançar as alegrias eternas do paraíso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Verdades atemporais, belas e misteriosas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os católicos acreditam que Deus pode e, de fato, revelou infalivelmente essas belas e misteriosas verdades atemporais, ao contrário dos modernistas que professam que o homem deve descobrir toda a verdade por si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta tendência de engrandecer o poder natural e a dignidade do homem tem, por sua vez, encorajado os erros modernistas que conhecemos: liberdade religiosa, ecumenismo, colegialidade e numerosos abusos litúrgicos. Todos esses problemas são claramente identificáveis ​​nos textos do Concílio Vaticano II (1962-1965).</span></p>
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