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	<title>DOMINUS EST &#187; Educação</title>
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		<title>CONCEITO REALISTA DE HISTÓRIA</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2026 12:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[[Do Pe. Guillermo Fraile, O. P. (Historia de la Filosofia I, pgs. 61-69)] A história é um resultado em que se conjugam todas as modalidades que revestem a realidade: a unidade e a diversidade, a necessidade e a liberdade, o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/conceito-realista-de-historia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="aligncenter" src="https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_973470-MLB45983235885_052021-O.webp" alt="Historia De La Filosofia Vol 1 Bac Guillermo Fraile O P | MercadoLivre" width="207" height="274" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">[Do Pe. Guillermo Fraile, O. P. (<em>Historia de la Filosofia I, pgs. 61-69)</em>]</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história é um resultado em que se conjugam todas as modalidades que revestem a realidade: a unidade e a diversidade, a necessidade e a liberdade, o determinismo e a contingência, a estabilidade de leis universais com a mobilidade dos acontecimentos particulares sujeitos a múltiplas circunstâncias variáveis e imprevisíveis que influenciam no rumo dos acontecimentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O resultado de tantos e tão complexos fatores não pode ser um desenvolvimento orgânico, retilíneo e ascensional. Mas tampouco uma dispersão anárquica e fora de toda lei. Há leis invariáveis que regem a natureza física, e outras menos rigorosas – psicológicas, intelectuais e morais – que afetam a natureza humana. Mas junto com a estabilidade dessas leis sucede também o fortuito, o contingente, o circunstancial e, sobretudo, a intervenção da liberdade, que podem alterar e até mudar radicalmente o rumo da história. Acidente fortuito foi a ocultação dos escritos do <em>Corpus Aristotelicum</em>, e fortuita foi sua recuperação, mas ambas coisas influenciaram decisivamente no caráter da Filosofia antiga e medieval. Fortuito foi o conselho do cardeal De Bérulle a Descartes para que dedicasse seus talentos à defesa do catolicismo contra os “libertinos”, mas disso procedeu uma nova orientação, de consequências incalculáveis para a Filosofia moderna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história é uma realidade. Mas nem toda realidade é história, nem é histórica, nem sequer tem história. Devemos especificar o sentido em que entendemos a realidade da história, pois disso provém as múltiplas interpretações que esse conceito permitiu.</span><span id="more-34998"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato histórico, considerado como realidade ontológica, coloca o problema de sua entidade e das condições que o fazem possível. Mas a resposta depende da atitude adotada ante um conjunto de problemas:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">ontológico (entidade do fato histórico);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">gnosiológico (validade do nosso conhecimento);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">cosmológico (conceito de movimento e temporalidade)</span></li>
<li><span style="color: #000000;">antropológico (conceito da essência do homem)</span></li>
<li><span style="color: #000000;">teológico (intervenção providencial de Deus no mundo e no rumo da história) etc</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada coisa tem uma entidade física, uma essência, uma natureza, que pode ser substancial ou acidental. Há também entes naturais e artificiais. As essências das coisas são imutáveis e atemporais. São o mesmo no presente, no passado e no futuro. Portanto, não são históricas. Podem constituir objeto de numerosas ciências, mas não de História.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A historicidade é uma propriedade acidental, que afeta tão somente algumas ações realizadas pelos indivíduos humanos. Mas não isoladamente, e sim dentro de um grupo social ou de alguma coletividade na qual exercem sua influência, e na qual perduram de alguma maneira seus resultados através da sucessão temporal. Por causa disso, a possibilidade de um fato histórico requer um conjunto de condições:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Unidade de sujeito, que pode ser natural ou artificial, individual ou coletivo.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Permanência essencial desse sujeito no meio das mudanças e mutações acidentais.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Mutabilidade e variabilidade acidental. Uma coisa que permanece imutável em sua duração não pode ter história.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Pluralidade sucessiva de momentos em seu desenvolvimento e em sua atividade exterior.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Temporalidade, decorrente de ser uma natureza finita, sujeito de numerosas mutações acidentais.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Continuidade, e simultaneamente conexão e relações de dependência entre os distintos modos do desenvolvimento e de alguns fatos com outros, que prolongam virtualmente no futuro os resultados da atividade exercida em um momento dado.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Contingencia, indeterminação e, portanto, imprevisibilidade dos fatos em que intervêm a livre vontade do homem, como também de outros independentes de sua vontade.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desenvolvamos brevemente algumas dessas condições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A &#8211; Sujeito da história</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O historicismo absoluto deseja reduzir toda realidade à história. Todas as coisas têm duração. Contudo, a imensa maioria delas não é histórica, nem tem história, nem entram em nada no campo da história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus é a realidade suprema, mas não é sujeito da história. Sua duração consiste em sua presença imutável em toda a eternidade. Tampouco têm história os seres inorgânicos do mundo físico, embora sua duração esteja sujeita ao movimento e se meça pelo tempo. Mudam, mas não envelhecem. Nem sequer são sujeitos da história as plantas e os animais. Mudam e envelhecem, mas sua atividade está sujeita ao determinismo e a invariabilidade das leis físicas e biológicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Somente é sujeito da História o ente capaz de fazê-la, e este é exclusivamente o homem, que é uma substância vivente, inteligente e livre. Mas a essência do homem não consiste na historicidade, e não é exato afirmar que o homem não tem natureza, mas somente história. Uma coisa é a essência ou natureza do homem, e outra completamente distinta é sua historicidade. O indivíduo humano não é um puro acontecer nem uma mera sucessão de atos físicos ou biológicos realizados no tempo. O homem não é histórico por essência, nem sua essência consiste na história, mas a historicidade nada mais é do que um acidente que lhe sobrevém como resultado de suas ações. O homem tem história ou faz história mediante suas ações livres realizadas no tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os historicistas exageram a mutabilidade, a contingência e a temporalidade do ser humano, minimizando a realidade das essências permanentes. Mas a possibilidade de que o homem seja um ser histórico decorre justamente de que somente nele ocorre a combinação ou a confluência de uma imutabilidade essencial e uma mutabilidade acidental. Não implica contradição alguma a coexistência, no indivíduo humano, de uma imutabilidade essencial e uma permanência substancial através do tempo, com uma mutabilidade acidental nas formas mais diversas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem tem uma essência própria, pessoal e permanente, imutável ao longo de sua duração. Essa essência, que consiste em ser um animal racional, é o que constitui seu ser enquanto tal, e sendo imutável, não é nem pode ser histórica. Não é uma essência simples, mas composta. O homem consta de um corpo material vivente, sujeito às mesmas leis físicas e biológicas que todos os demais seres do mundo físico (gravidade, dilatação, digestão, reprodução etc). Todas essas funções não entram tampouco no domínio da história, embora sejam realizadas no tempo. Mas na essência do homem entra, ademais, um elemento transcendente, espiritual, que é sua alma racional e livre, a qual não se mede pelo tempo, mas por uma duração especial que os escolásticos denominam <em>evo</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, o homem, considerado como um todo substancial, é temporal, enquanto vive e atua no tempo. Mas, simultaneamente, o tempo não é mais do que um acidente, que não entra na constituição da natureza humana enquanto tal, a qual, sendo imutável, não é temporal nem, portanto, histórica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem não é histórico por sua essência, mas por seus acidentes, ou seja, em virtude de suas ações humanas, conscientes e livres, realizadas no tempo. Por isso, à História enquanto tal não interessa a essência do homem, que constitui objeto de outras ciências – como, por exemplo, a Antropologia. A História não se baseia nas essências, que são imutáveis, mas nos acidentes, nas ações humanas ou em seus produtos, nos resultados da atividade humana no espaço e no tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A História é integrada por <em>fatos</em>, por sucessos ou por acontecimentos. O fato (<em>factum</em>, particípio ativo de <em>facere</em>) é um resultado da <em>ação </em>(<em>fazer</em>), e o termino do <em>fieri</em>. E, por sua vez, a ação é resultado da essência (<em>actiones sunt suppositorum</em>). Mas a ação humana não é instantânea, mas sucessiva. Faz-se e atua-se no tempo. Implica sucessão, potencialidade e dinamicidade. São todos ingredientes da História. Mas em sua constituição devemos nos fixar sobretudo na ação, que é seu elemento especificativo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a essência do homem fosse a história ou a historicidade, todos seus atos seriam históricos. Mas é evidente que de todas as inumeráveis ações realizadas pelos homens desde que existem sobre a terra, apenas uma ínfima minoria chegou a categoria de histórica. Deve-se excluir <em>a fortiori </em>todas as ações físicas ou biológicas, que estão sujeitas a leis invariáveis, nas quais não há margem para a liberdade. Nem sequer entram na História todas as ações espirituais e livres. A vida da maior parte dos homens nada tem de histórica. Passa, e muito pouco é o que fica boiando com a categoria de histórico no naufrágio em que se submergem, no passado, a imensa maioria das ações realizadas pelos homens.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A História é resultado das ações humanas, mas não de todas – somente de algumas especialmente importantes, as quais não desaparecem por completo no passado, mas perduram de algum modo, prolongando sua ação em uma espécie de sobrevivência no futuro. Os fatos históricos não são puramente passados, mas também de algum modo atuais, enquanto perduram incorporados de modo virtual no presente. Nesse sentido, todos os fatos históricos não são iguais, mas neles há graus maiores ou menores de historicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos, pois, que o fato histórico se constitui por uma ação humana livre, realizada no passado, que perdura projetada ao futuro. Mas o acréscimo da historicidade não é nenhuma propriedade essencial de nenhum ato humano, mas somente de algumas ações, individuais e sociais, e mesmo nelas de modo extrínseco e acidental.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma coisa é o sujeito que <em>faz </em>a história e outra coisa o sujeito <em>da </em>História. Os fatos históricos, e portanto a História, são produtos ou resultados das ações dos homens, sejam individualmente, sejam em coletividades naturais ou artificiais. Mas esse sujeito deve ser concreto e real. As abstrações, como o “Homem”, a ‘Humanidade” ou a “Sociedade” não podem ser sujeito da história. A História fizeram nem o espírito universal (Weltgeist) nem o espírito nacional (Volkgeist), mas homens concretos, particulares e existentes, mediante ações realizadas num tempo determinado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao contrário, o sujeito <em>da </em>história não pode ser individual, mas coletivo. O indivíduo considerado isoladamente não é história, nem tem História, mas faz história, e a faz dentro de um grupo humano, de uma coletividade (natural ou artificial), de agrupamentos sociais, políticos, científicos, artísticos, religiosos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há História propriamente dita de um homem singular. Primeiro, porque a História requer continuidade, que no individuo isolado somente ocorre enquanto vive. Os atos estritamente individuais não perduram além da morte ou da cessação da existência individual. Mas não são históricos se não têm alguma influência exterior, relação, conexão com outros atos, e persistência com projeção até ao futuro, além do indivíduo que os realiza. Mas o indivíduo vive e atua dentro de um grupo social, natural ou artificial, de uma comunidade ou de uma coletividade. Acima das pessoas individuais formam-se comunidades sociais, unidas por laços espirituais, políticos, econômicos, culturais, artísticos, científicos etc. Nessas coletividades é que há, por um lado, as relações e conexões necessárias para constituir a História, e por outro lado, onde perdura a influência das ações particulares dos indivíduos e onde propriamente há sucessão e continuidade, que são a base do acontecer histórico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o segundo, por que as ações exteriores dos indivíduos que fizeram a História – Platão, Aristóteles, Lutero, Carlos V, Cristóvão Colombo – realizam-se dentro de um ambiente intermediário social, plenitude de seu sentido. Basta imaginar qualquer um desses indivíduos deslocado de seu lugar social para que suas ações adquiram significado completamente distinto, inclusive se tornando ininteligíveis, ou ao menos para que não tenham o mesmo sentido que tiveram. Maomé, colocado nas circunstâncias de Cristóvão Colombo, não teria sido o que foi, nem Cristóvão Colombo na corte de Carlos V, nem Carlos V na época de Aristóteles. Ou seja, qualquer fato histórico, seja do gênero que for, implica uma ressonância social, e somente conserva seu sentido quando se situa dentro da rede de relações que lhe ocasionaram e pelas quais foi ocasionado simultaneamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não havendo sujeito unitário e permanente da História, tampouco cabe uma evolução nem um processo de tipo dialético ao modo de Hegel. No desenvolvimento histórico predomina a heterogeneidade sobre a unidade, que nunca pode ser estrita, mas sempre muito relativa. E assim, dada a heterogeneidade e a confinação geográfica e temporal em que se realizaram os fatos históricos, somente cabe falar de História universal em sentido muito amplo. Nosso horizonte histórico abarca escassamente uns seis milênios, precedidos de centenas de séculos em que a humanidade existiu sobre a terra, realizando inumeráveis ações que desapareceram irreparavelmente no decurso do tempo. [Nota do editor: ponto não sem controvérsias].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar de a espécie humana ter unidade originária de estirpe comum, não seguiu uma linha de desenvolvimento uniforme nem homogênea. A História sempre foi feita separadamente pelos distintos grupos étnicos, raciais, sociais ou políticos, muitos dos quais viveram em um isolamento quase absoluto, sem influências apreciáveis entre si. É muito frequente o contraste entre povos que, num mesmo lapso cronológico, alcançam elevado nível de cultura, ao lado de outros que permanecem submersos na barbárie. Por isso, em vez de uma história universal da Humanidade, cabe falar de Histórias parciais dos diversos grupos e associações humanas. Mas não a modo de uma somatória de coisas parecidas dentro de uma totalidade, mas com marcado caráter de heterogeneidade. Tampouco é legítimo falar de um sujeito unitário em História da Filosofia, e sim que dentro de uma unidade muito relativa, predominam nela a pluralidade e a diversidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>B – Temporalidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">À essência física e permanente do homem sobrevém inúmeras modificações acidentais, uma das quais é a temporalidade, que por sua vez deriva-se da mutabilidade. O homem vive e atua no tempo, físico ou histórico, e nesse sentido – acidental – entra no campo da historicidade. Mas tanto a mutabilidade como a temporalidade, e por isso também a historicidade, são propriedades ou modificações acidentais, acrescentadas, que não afetam a essência do indivíduo enquanto tal. Assim, a história não se identifica com a essência do homem, nem com sua mutabilidade, nem com sua temporalidade, mas é um resultado, também acidental, das ações humanas realizadas no tempo. O desenvolvimento histórico se mede pelo tempo, e permanece fixado nos distintos momentos da sucessão temporal em que se realiza. Por isso, a cronologia é elemento imprescindível da História.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas a história não se reduz à pura temporalidade. A temporalidade é elemento da história, mas por si só é insuficiente para transformar um fato físico em histórico. Não são a mesma coisa o passado e o histórico. Todo fato histórico é passado. Mas nem todo fato passado é histórico. O ser do sucesso histórico não é um mero passado. Há infinidade de sucessos passados que não alcançaram a categoria de históricos. A historicidade acrescenta algo positivo ao mero ser passado. Somente chegam a ser históricos os fatos passados que, de alguma maneira influenciam, permanecem, ou perduram no futuro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ontologicamente, o sucesso histórico foi, já não existe. Mas persiste, e portanto não é totalmente passado, mas segue sendo de alguma maneira, enquanto perdura incorporado virtualmente em um presente no qual segue exercendo influência. Dessa maneira, o presente atual sobrepassa sua própria entidade ontológica, enquanto encerra em si implicitamente, como acumulados, inviscerados ou atesourados, outros sucessos anteriores que lhe enriquecem e lhe enchem de um sentido complementar que não teria em seu puro ser físico. Por sua vez, esse presente é uma soma de possibilidade projetadas para o futuro, o qual não é um impedimento, mas um horizonte. Por isso, a matéria da História não são os fatos puramente físicos, mas os sucessos, os acontecimentos, os eventos, ou seja, os fatos que tiveram alguma tensão, alguma projeção até o futuro. A ação é também um prolongamento do nosso ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas não há um tempo absoluto, ao modo de Newton: nem tampouco um tempo como forma <em>a priori</em>, ao modo de Kant. O tempo físico é um acidente real que tem como fundamento um movimento real medido por uma inteligência. Mas na adoção de um tipo concreto de movimento para ajustar a cronologia – v. gr. o movimento da Terra ao redor do Sol – há muito de relativo e de convencional. Uma coisa é o movimento dos seres inorgânicos, outra o dos viventes e outra o do homem, ser racional e livre, o qual, ao menos por sua alma, que é sua parte principal, fica fora do determinismo que rege o movimento de todos os demais seres.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, pois, embora os acontecimentos históricos possam ser medidos e ordenados conforme um padrão mais ou menos universal e convencional de ”tempo” (meses, anos, séculos, milênios), acima dessa cronologia há outra consideração mais profunda, segundo a qual o pretérito aparece como permanecendo virtualmente no presente e no futuro e prolongando neles sua ação. Nesse conceito de “tempo histórico”, baseia-se a Historiografia moderna, diferentemente da antiga, para a qual o fato histórico era um simples passado, que exigia apenas ser reconstruído em crônicas ou narrações com base em recordações posteriores ou de testemunhos e documentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>C – Temporalidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os fatos históricos não somente há sucessão temporal, mas também continuidade, relações, conexões e concatenação de uns com outros. Um fato isolado não é histórico. Os sucessos históricos se situam um ao outro em relação como causas e efeitos, ou melhor, como condições e condicionados. Por isso é preciso enquadrá-los dentro de uma totalidade, embora não seja necessário que seja absoluta, mas relativa e restringida. O <em>Quijote </em>se compreende dentro do ambiente criado pelos livros de cavalaria, mas perderia seu sentido enquadrado no ambiente da cultura asteca. As catedrais românicas têm significação clara na Europa cristã do século XII, mas seriam absurdas na Rússia soviética do século XX. A <em>Crítica </em>de Kant não é difícil de entender em função das duas correntes do dogmatismo leibniziano e do empirismo inglês, mas seria ininteligível situada no ambiente das Cruzadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou seja, a História universal implica uma visão totalitária do passado histórico, na qual se ordenam os fatos concretos conforme suas relações, implicações e explicações, inseridos na totalidade de um processo. As coisas se sucederam de tal ou qual maneira em virtude de uma conjunção de circunstâncias ou de causas livres ou necessárias, que poderiam ter sido outras, mas que de fato foram assim e não de outro modo. O ofício do historiador consiste em narrar a História tal como efetivamente foi, não tal como poderia ter sido, e menos ainda como a ele pareceu ter sido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>D – Indeterminação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A História se constitui por ações e relações que ultrapassam a ordem física ou biológica, entrando na da contingência e, por isso, na da liberdade. O desenvolvimento histórico depende de um conjunto de circunstâncias, livres ou fortuitas, independentes da vontade dos indivíduos que fazem a história. Somente o homem, como sujeito livre, possui o privilégio de fazer história. Mas às vezes as circunstâncias arrastam inevitavelmente aos indivíduos. Do cruzamento, da interferência ou do choque entre tantos fatores diversos resulta a orientação da história, a qual tem sempre uma ampla margem de indeterminação e imprevisibilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mundo físico e o biológico estão sujeitos a leis invariáveis e a processos cíclicos, nos quais os acontecimentos se repetem e podem ser preditos. Um físico sabe que todos os corpos estão sujeitos à lei da gravidade. Um químico pode prever com segurança as reações entre determinados elementos. Um astrônomo pode predizer um eclipse de sol. Um astrônomo pode prever um eclipse solar. Um biólogo sabe que as andorinhas seguirão fazendo seus ninhos daqui a mil anos como fazem hoje. Mas não há leis fixas que rejam o desenvolvimento da História humana, nem processos cíclicos rigorosos. Por isso, é impossível uma Filosofia da História que pretenda predizer os acontecimentos futuros, reduzindo-a numa ciência exata. A História está entrelaçada de ações e interações entre seres humanos livres. Os futuros contingentes não são objeto de ciência humana, em razão de sua dependência de muitas circunstâncias imprevistas e imprevisíveis. A História não se repete jamais, e o devir histórico não pode ser deduzido <em>a priori</em>, como um teorema de Geometria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na História há uma certa unidade e uma concatenação dos sucessos acima ou abaixo das divisões cronológicas. O passado influencia no futuro, e o condiciona e determina até certo ponto. Mas nem por isso fica anulada a contingência, nem os cruzamentos em que, de maneira absolutamente imprevisível, cruzam-se as séries causais que dão origem a estruturas e movimentos muito diversos. Sempre deve-se contar, ademais, com o fator da liberdade, que pode mudar e alterar profundamente o curso de um processo histórico. O historiador pode ser “profeta do passado”. Mas nunca poderá ser, em sentido rigoroso, profeta do futuro. Não há uma Dialética da História. Os fatos podem ser conhecidos, ordenados e interpretados <em>post factum</em>. Mas <em>ante factum</em> somente podem ser preditos, deixando ampla margem para equívocos. Mais que uma Filosofia, o que cabe ser feito é uma Teologia da História; mas sempre pressupondo se manter dentro de linhas muito gerais, e que somente podemos conhecer os desígnios divinos na exata medida em que Deus no-los queira comunicar por revelação</span></p>
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		<title>EDUCAÇÃO: SUBMETER-SE AO RESPEITO HUMANO?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãs da FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Os bons pais cristãos preocupam-se em zelar pela alma de seus filhos. Para protegê-los do mal, eles supervisionam suas brincadeiras, suas leituras, seus amigos&#8230; No entanto, apesar de toda essa vigilância, às vezes sentem a a dor de constatar que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/educacao-submeter-se-ao-respeito-humano/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/571743667_1118933073727081_3547367319774178108_n_0.jpg?itok=pG8EWdg8" alt="" width="538" height="312" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Os bons pais cristãos preocupam-se em zelar pela alma de seus filhos. Para protegê-los do mal, eles supervisionam suas brincadeiras, suas leituras, seus amigos&#8230; No entanto, apesar de toda essa vigilância, às vezes sentem a a dor de constatar que um de seus filhos é mais influenciável e se deixa levar pelo covarde respeito humano.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/education-soumettre-le-respect-humain-58947">DICI</a> </span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, o respeito humano é um inimigo temível que ameaça toda alma, e particularmente o adolescente e o estudante quando deixam seu ambiente protegido. Uma simples palavra de escárnio, um sorriso de desprezo, um gesto de pena feito por um colega medíocre, e eis que já não se ousa ser verdadeiro, falar, agir como cristão, fica-se paralisado por esse medo do “<em>o que dirão?</em>”!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O respeito humano é definido como o temor que temos do julgamento e das palavras dos outros. A palavra respeito é sinônimo de consideração ou respeito. Quando se fala de respeito humano, trata-se de uma pressão que se exerce sobre a conduta, porque se leva em conta o que os homens podem pensar e estão prestes a dizer de nós, esquecendo-se de que nossa referência essencial são Deus e seus representantes! Certamente, devemos ter consideração e deferência para com o próximo, mas é o excesso que é condenável e que deve ser evitado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se, queridos pais, vocês, com a graça de Deus, educaram seus filhos na virtude, também poderão protegê-los contra esse inimigo que é o respeito humano, desde a mais tenra idade.</span><span id="more-34770"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como se pode imaginar, para evitar isso, uma atitude primordial é essencial: &#8220;<em>Deus em primeiro lugar&#8221;</em>. A família vive segundo esse lema. Os filhos percebem que seus pais colocam Deus no centro da vida familiar, que Ele é verdadeiramente o Senhor. Eles veem que os pais julgam os acontecimentos, que decidem todas as coisas segundo Deus e não segundo o julgamento dos homens e do mundo. O julgamento dos pais será baseado nos ensinamentos do catecismo, nos princípios católicos, na reta razão e no bom senso, e não nos pronunciamentos do Sr. X… Os pais cristãos usarão os bens deste mundo apenas na medida em que lhes forem necessários e não porque está na moda ou por medo de parecerem antiquados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os pais também demonstrarão aos seus filhos esse santo orgulho de serem cristãos não apenas durante essas manifestações públicas da nossa fé, como procissões e peregrinações, mas também quando, por exemplo, simplesmente rezam antes de uma refeição na companhia de um convidado ou quando não temem expressar a sua opinião, recusando-se a fazer concessões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O exemplo dos pais é uma força na educação; e quanto mais pode este exemplo do cristão corajoso, capaz de renunciar a tudo para ser fiel a Deus, armar nossos filhos contra esta escravidão do respeito humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se é preciso transmitir com entusiasmo o orgulho de ser cristão, é igualmente necessário fazer com que a criança realize atos que afirmem sua coragem. Na escola, a criança deseja ser apreciada pelos colegas ou teme ser ridicularizada. Ensinemos-lhe a superar esse medo dos outros. A escolha de suas roupas será feita com base no que agrada a Deus, na harmonia das cores… e não porque tal colega está vestido assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se uma criança se queixa de provocações, devemos encorajá-las a suportá-las seguindo o exemplo de seu Salvador, a não dar importância a elas, mostrando-lhe o quão insignificantes são e que o que importa é o julgamento que Deus faz de nós. Querer proteger seu filho dessas pequenas provações é, de antemão, torná-lo fraco diante da provação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A educação para a honestidade também ajudará a criança a o medo do julgamento alheio, pois ela aprende a dizer a verdade sem receio do que os outros possam pensar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Madre Marie Christiane, irmã de D. Lefebvre, relata em suas memórias que o jovem Marcel era frequentemente alvo de zombaria por parte dos colegas mais velhos. “<em>Eu lhe dizia: ‘É a você que eles estão se dirigindo?’” Marcel nem sequer me respondia. Eu admirava sua autoconfiança…”</em> Mas se se tratava de outra pessoa, mais fraca, ou mesmo da honra de Deus, da Igreja, então Marcel reagia com veemência: “<em>Era preciso uma certa coragem, e aqueles que aprenderam a lição não voltavam a fazê-lo</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inculquemos, portanto, em nossos filhos a coragem cristã que os capacitará a preferir Deus ao julgamento dos homens. O respeito humano é uma verdadeira forma de servidão; a liberdade dos filhos de Deus, ao contrário, consiste em fazer o bem sem temer o escárnio ou a oposição. Peçamos essa força a Nosso Senhor e à Virgem Maria.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Irmãs da FSSPX</span></strong></p>
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		<title>ONDE A TRADIÇÃO É VERDADEIRAMENTE VIVIDA, A IGREJA CRESCE.</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 13:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Um sacerdote húngaro, o padre Daniel Östör, responsável pelo apostolado da juventude da FSSPX na Hungria, regressou de uma viagem de estudos aos Estados Unidos e transmitiu o seguinte relato. Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est No início da Quaresma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-a-tradicao-e-verdadeiramente-vivida-a-igreja-cresce/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/district-deutschland/SMA-3.jpg?itok=DICVm7Uw" alt="" width="577" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Um sacerdote húngaro, o padre Daniel Östör, responsável pelo apostolado da juventude da FSSPX na Hungria, regressou de uma viagem de estudos aos Estados Unidos e transmitiu o seguinte relato.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/la-ou-la-tradition-est-reellement-vecue-leglise-grandit-58457">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No início da Quaresma de 2026, durante minha viagem aos Estados Unidos, tive a oportunidade de visitar dois lugares de particular importância na vida da Fraternidade São Pio X: a cidade de Armada, no estado de Michigan, e St. Marys, no estado do Kansas. Esses dois lugares diferem em tamanho e história, mas manifestam duas faces da mesma realidade eclesial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://stjosephs-priory.com/en">Armada</a> </strong></span>é uma comunidade familiar com cerca de 600 a 800 membros — a primeira fundação da Fraternidade nos Estados Unidos — que se encontra hoje no início de uma nova fase de desenvolvimento. <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/ao-vivo-dedicacao-e-consagracao-da-immaculata-a-maior-igreja-construida-pela-fsspx/">St. Marys</a>,</span></strong> por outro lado, com seus 5.000 a 6.000 mil fiéis, é quase uma pequena cidade católica, e sob essa forma praticamente única no mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história de Armada remonta aos primórdios da Fraternidade. A comunidade foi fundada em 1973 pelo próprio D. Marcel Lefebvre. Foi uma experiência especial visitar locais diretamente ligados à sua pessoa e à sua obra. Durante a minha estadia, realizou-se um funeral: foi sepultado um pai de família com mais de noventa anos que, após o serviço militar, dedicou toda a sua vida à Fraternidade. Era pai de mais de dez filhos. A presença de numerosos filhos, netos, familiares e fiéis demonstrou de forma impressionante o quanto essas comunidades se apoiam nas famílias.</span><span id="more-34623"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após muitos anos, a comunidade de Armada chegou agora ao ponto de empreender um projeto de construção de maior envergadura. Já foi adquirido um terreno adequado, no qual devem ser erguidos uma igreja, uma escola e um priorado. O plano foi cuidadosamente elaborado: começará-se pela construção da escola; em seguida, a comunidade se mudará para o novo local; depois os edifícios atuais serão vendidos, e o produto dessa venda permitirá financiar a construção da igreja e do priorado. Esta não será a primeira mudança da comunidade. Sua história sempre foi marcada pelo fato de que, assim que um local mais adequado para a missa era encontrado, ele rapidamente se tornava pequeno demais e era necessário se instalar novamente em instalações mais amplas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assegurar a vida espiritual para as famílias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma particularidade da realidade americana é o alto grau de mobilidade. O que muitas vezes nos parece estranho na Europa — famílias mudando de residência para se juntar a uma comunidade religiosa — é muito mais comum nos Estados Unidos. Isso é particularmente evidente em St. Marys. Conversei com várias famílias que escolheram conscientemente se estabelecer lá. Algumas admitiram abertamente que havia sido um grande sacrifício para elas. St. Marys está localizada em uma região bastante isolada e sem grandes atrativos do Kansas, onde o clima às vezes pode ser, por vezes, muito extremo. Mesmo assim, muitas famílias aceitaram esses desafios porque era importante para elas que seus filhos crescessem em um ambiente católico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história de St. Marys é notável. Originalmente, era o local de um grande centro jesuíta, que mais tarde foi abandonado. A Fraternidade conseguiu adquirir essa vasta propriedade por um preço simbólico. Quatro anos depois, no entanto, a igreja principal do campus foi completamente destruída por um incêndio. A comunidade, portanto, teve que viver e funcionar por muitos anos em circunstâncias excepcionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As missas de domingo eram celebradas, por exemplo, no ginásio. Cinco missas sucediam-se imediatamente, e os fiéis tinham de deixar rapidamente o local após cada celebração, pois o grupo seguinte já aguardava. Os antigos confessionários ainda existem hoje, e foram criadas possibilidades adicionais para a confissão no priorado. Mesmo nos Estados Unidos, foram necessários quase vinte anos para que se pudesse construir um primeiro Priorado. A situação atual é, portanto, fruto de muitos anos de privações, humilhações e grandes sacrifícios materiais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma diferença fundamental entre a situação nos Estados Unidos e na Hungria reside no fato de que, nos Estados Unidos, não houve uma ruptura completa na tradição litúrgica. Sempre houve uma geração que cresceu no rito tradicional. Na Hungria, por outro lado, essa continuidade foi quase totalmente interrompida. É por isso que muito precisa ser reconstruído do zero. Quanto mais tarde esse trabalho começar, mais tempo será necessário para que uma comunidade estável possa se formar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos Estados Unidos, observa-se também claramente que as comunidades católicas vivas costumam desenvolver-se em torno de suas escolas. No entanto, essas escolas representam um encargo financeiro significativo para as famílias. Muitas têm vários filhos – frequentemente dez ou mais – e as mensalidades escolares constituem, portanto, um peso considerável. Acontece que, em algumas famílias, as meninas são educadas em casa, enquanto os meninos frequentam a escola. A educação católica das crianças exige, portanto, grandes sacrifícios, mas constitui, ao mesmo tempo, um dos alicerces mais importantes para o futuro da comunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A igreja de St. Marys é um edifício impressionante. Sua construção custou o equivalente a cerca de quinze bilhões de forints. O edifício foi construído sem grandes concessões; apenas os vitrais coloridos tiveram de ser temporariamente removidos. Em seu lugar, o padre Rutledge concebeu um vasto programa iconográfico executado na forma de afrescos. Sob a igreja encontra-se, além disso, uma sala muito ampla, utilizada como igreja inferior e sala de reuniões polivalente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tamanho da comunidade é notável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">St. Marys assemelha-se, em muitos aspectos, a uma pequena cidade católica. Cerca de 5 a 6 mil fiéis assistem regularmente à missa dominical. Cerca de 450 crianças frequentam a escola primária, um número semelhante o ensino médio, e outros de 100 estudantes também pertencem à comunidade. Durante a missa dominical solene, cerca de 1.600 fiéis estão presentes, e a igreja fica completamente lotada por três vezes. A secretaria paroquial emprega seis colaboradores leigos em tempo integral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A organização da liturgia é extremamente cuidadosa. Existem seis equipes de sacristãos, cada uma composta por vários membros. Os acólitos também cumprem seu serviço de acordo com uma divisão precisa, e em cada missa há assistência prevista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma sala de aula do ensino fundamental, perguntei quem gostaria de se tornar padre. Sem hesitar, três meninos levantaram a mão. Isso aconteceu de forma natural – sem grande entusiasmo, mas também sem qualquer receio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comunidade também inclui 9 religiosas que, quando não estão lecionando, cantando ou cumprindo seus deveres domésticos, passam grande parte do tempo na igreja em oração silenciosa e adoração eucarística.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É claro que também existem tensões e correntes diferentes, por exemplo, pequenos grupos com posições mais radicais dentro do movimento tradicional. No entanto, eles continuam sendo uma minoria muito pequena.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitos convertidos vêm do protestantismo, incluindo alguns membros do clero. Um padre observou que muitas comunidades protestantes, ao longo do tempo, perderam a seriedade e a profundidade espiritual, levando alguns fiéis a buscar uma base religiosa mais sólida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que me impressionou, particularmente, foi a grande amabilidade e a disponibilidade das pessoas. Desde o aeroporto, fiquei impressionado com essa atitude. Nas famílias, também notei uma grande simplicidade e uma verdadeira humildade; percebe-se muito pouco orgulho ou presunção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">St. Marys cresceu tanto que a comunidade se tornou quase uma cidade por si só. Talvez exista ali um limite natural ao crescimento, pois, a partir de um certo tamanho, torna-se difícil abranger a vida comunitária em sua totalidade. Mas o que vemos hoje é, acima de tudo, fruto de décadas de paciência, trabalho árduo e grandes sacrifícios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que determina o futuro de uma comunidade católica?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma convicção se enraizou profundamente em mim ao longo desta viagem: o futuro de uma comunidade católica se decide, em última instância, nas famílias e na educação. Onde existem famílias sólidas e escolas onde a fé é transmitida, uma comunidade pode crescer e perdurar. Onde esses alicerces faltam, mesmo as melhores intenções não trazem frutos duradouros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para concluir, gostaria de mencionar um encontro pessoal que me alegrou particularmente. Nos Estados Unidos, encontrei um padre de origem húngara: o padre Steve Soos, cujo pai é húngaro. Ele gosta muito da Hungria e da cultura húngara. Embora, infelizmente, não fale a língua, ele espera poder visitar em breve o nosso país. Ele reza pela comunidade católica na Hungria.</span></p>
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		<title>AJUDE O COLÉGIO SÃO JOSÉ – FSSPX</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 15:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[O nosso Colégio São José, finalmente nasceu e recorre à sua generosidade. Somos como uma grande família: “em seus inícios, enfrenta muitos desafios, com grandes esforços e gastos, até alcançar a estabilidade, quando os irmãos mais velhos já podem ajudar &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ajude-o-colegio-sao-jose-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://ajude-o-colegio-sao-jose.com/_next/image?url=%2Flogo.png&amp;w=384&amp;q=75" alt="Colégio São José" width="231" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O nosso Colégio São José, finalmente nasceu e recorre à sua generosidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Somos como uma grande família: “em seus inícios, enfrenta muitos desafios, com grandes esforços e gastos, até alcançar a estabilidade, quando os irmãos mais velhos já podem ajudar os mais novos.” Desde já, agradecemos sua liberalidade, pois dela depende o futuro de nossas crianças, o crescimento de nossa Fraternidade e a esperança do nosso Brasil.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Há quem dá liberalmente e se torna mais rico; há quem retém mais do que é justo e acaba na pobreza.” </span><span style="color: #000000;">Provérbios 11, 24</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="https://ajude-o-colegio-sao-jose.com/"><span style="color: #0000ff; text-decoration: underline;">Clicando aqui</span> </a></span></strong></span>encontrarão gastos e objetos concretos que necessitamos. Podem ajudar em dinheiro ou com o bem físico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muito obrigado — Que Deus os abençoe</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. João Maria Ferreira da Costa, Diretor</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>BEM-AVENTURADOS OS MANSOS, NÃO OS FRACOS!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 13:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos ver claramente que a gentileza não é inata. Ela é aprendida através de uma tríplice formação: formação do coração, formação da mente e formação do discernimento. Fonte: Foyers ardents, nº 55  &#8211; Tradução: Dominus Est Joãozinho, de três anos, está &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/bem-aventurados-os-mansos-nao-os-fracos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/05/Jean_baptiste_de_la_Salle.jpg" alt="Jean-Baptiste de La Salle - Wikipedia" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Podemos ver claramente que a gentileza não é inata. Ela é aprendida através de uma tríplice formação: formação do coração, formação da mente e formação do discernimento.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/01/Composition-FA-55-pour-site.pdf">Foyers ardents, nº 55</a></span>  &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Joãozinho, de três anos, está brincando com carrinhos na sala de estar de seu bisavô, fazendo barulhos tão altos e cansativos que o avô pede aos pais que o levem para brincar em outro lugar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Ah, não sei se o Joãozinho vai querer… Joãozinho, você poderia ir para o quarto?”</em> Os barulhos continuam mais altos do que nunca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Ah, desculpe, ele não está me ouvindo, vai se irritar e gritar se eu insistir&#8230;”</em> Isso continua até que um tio pega o Joãozinho pela mão, explica que a sala de estar não é uma sala de jogos, motiva-o e cria uma distração indo brincar com ele por alguns instantes no quarto. Quem exerceu a verdadeira virtude da mansidão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Mansidão e firmeza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Batista de La Salle (1651–1719), um grande educador, atribui à mansidão o lugar mais elevado entre as 12 virtudes que exige de um bom professor (1). No entanto, a mansidão não é fraqueza nem tolerância. A mansidão deve ser firme, tendo em vista o bem que se busca alcançar: a prática das virtudes, a santificação, o bem particular de um indivíduo ou o bem comum. Na educação, deve ser combinada com a força para se opor à desordem, a coragem para estabelecer e manter regras de vida equilibradas e a perseverança diante dos obstáculos e fracassos.</span><span id="more-34181"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os defeitos opostos à firmeza são facilmente detectados por nossos interlocutores:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Tolerância excessiva, a fraqueza de não punir.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Inconstância na ação: dar ordens ou ameaças sem agir.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Familiaridade excessiva ou excesso de palavras, que geram desprezo e insubordinação.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Timidez excessiva, um ar preocupado ou constrangido.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é a verdadeira mansidão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Batista de La Salle cita quatro tipos de mansidão A do espírito, que julga sem amargura, sem paixão ou interesse próprio. A do coração, que busca obter as coisas sem obstinação e de maneira justa. A da moral: que envolve conduzir-se segundo bons princípios, sem buscar reformar aqueles sobre os quais não se tem direito, ou assuntos que não nos dizem respeito. Por fim, a da conduta: que consiste em agir com simplicidade, integridade, sem contradizer os outros e com moderação razoável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um programa e tanto! Para nos ajudar nesse caminho de imitação de Jesus Cristo, o Santo nos adverte contra os seguintes defeitos:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Susceptibilidade: Como reagimos a comentários inoportunos feitos a nosso respeito?</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Vivacidade e reações impetuosas Atenção, sanguíneos!</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Humor sombrio, bizarro e rude, com uma atmosfera melancólica. Atenção, melancólicos!</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Maneiras ríspidas ou desdenhosas, um semblante excessivamente orgulhoso.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Palavras duras, ofensivas ou simplesmente tristes.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Distúrbios violentos, sanções precipitadas ou intensificadas.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esses defeitos, opostos a mansidão, ameaçam obviamente o equilíbrio da nossa vida doméstica, a educação dos filhos e até mesmo o nosso sucesso profissional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em contrapartida, a verdadeira mansidão se manifestará em maneiras envolventes ou persuasivas, benevolência, sensibilidade e, às vezes, até mesmo em atenção afetuosa para com os outros. Ela elimina do comando sua parte de dureza e austeridade. A insinuação, a persuasão e a gentileza obterão resultados mais duradouros do que a coerção fria ou a violência, porque tocarão o destinatário mais profundamente, em seu intelecto, vontade e coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como praticar a mansidão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Batista de La Salle recomenda algumas ações para a educação das crianças:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Corrigir os próprios modos rudes ou grosseiros, que são o oposto da mansidão.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Definir regras e ordens equilibradas, levando em consideração habilidades, circunstâncias, personalidades e temperamentos, o momento apropriado, sem perder de vista o objetivo desejado.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Ser simples, preciso e paciente: a regra deve ser compreendida e seguida diligentemente, embora sem zelo excessivo.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Evitarconversas excessivas e sermões prolongados.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Manter uma atenção gentil e vigilante, com igual bondade para com todos.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Quando for necessário repreender uma criança, não o faça sob o efeito da raiva! Evite ser amargo, insultá-la ou humilhá-la. O objetivo deve ser que a criança, depois de se acalmar, entenda o erro e aceite a punição.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Dê liberdade à criança para expressar suas dificuldades, por exemplo, no trabalho, ouvindo-a realmente, pois isso pode fornecer pistas para ações futuras.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Saber elogiar e recompensar, o que incentiva a fazer o bem.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Diariamente, tenha uma palavra edificante, fale de uma virtude&#8230; O tempo fará o seu trabalho.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Aprenda a ser educado! É essencial para viver bem em sociedade.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos ver claramente que a mansidão não é inata. Ela é aprendida por meio de uma tripla formação. Formação do coração para inclinar-se para as virtudes, adquirir bons hábitos, afastar as paixões e os vícios. Formação da mente: amar nossa religião e seus dogmas, falar com justiça e bom senso, agir sabendo discernir o objetivo louvável a ser alcançado e sabendo explicar suas escolhas. Formação do julgamento: julgar a relação entre as coisas, distinguir o bem e o mal em nossa conduta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, a mansidão é a virtude dos fortes, daqueles que trilham o caminho para o Reino de Deus e que sabem que, na prática, é preciso repetir o trabalho centenas de vezes!</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Hervé Lepère</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>(1) As Doze Virtudes de um Bom Professor</em> &#8211; São João Batista de La Salle e Irmão Agathon. Um manual prático de 90 páginas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>NOVA IGREJA DA FSSPX EM NAIRÓBI, NO QUÊNIA</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 13:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Isto vai se tornar isto. Esta é a Igreja Católica da Santa Cruz. A única igreja no Quênia que oferece a Missa tradicional em latim, sob o cuidado da FSSPX. E, nos últimos 22 anos, a Santa Cruz tem levado &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nova-igreja-da-fsspx-em-nairobi-no-quenia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4TTqoAGC2gE?si=ZYaLWTV13sNj-kuY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Isto vai se tornar isto. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Esta é a Igreja Católica da Santa Cruz. A única igreja no Quênia que oferece a Missa tradicional em latim, sob o cuidado da FSSPX. E, nos últimos 22 anos, a Santa Cruz tem levado a Missa tridentina não apenas para centenas de fiéis quenianos, mas também para milhares em todo o mundo. Bem-vindos ao novo projeto da igreja Santa Cruz, FSSPX, aqui em Nairóbi, Quênia.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Desde 2005, a Igreja Católica da Santa Cruz continua a servir diferentes classes sociais, desde as mais abastadas até às áreas mais densamente povoadas, em comunidades mais marginalizadas. O caráter missionário único desta igreja permite que todas as famílias, independentemente de sua condição social, venham adorar o Deus Todo-Poderoso da forma como os santos sempre adoraram.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A Igreja Católica da Santa Cruz não apenas promove a Missa tradicional em latim, preservando-a e celebrando-a fielmente, como também avança em sua missão, proporcionando uma sólida educação católica para centenas de crianças no Quênia e em alguns outros países.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Com uma população estudantil crescente, a Escola Internacional Católica da Santa Cruz acolhe alunos brilhantes e talentosos de todas as classes sociais. Isso demonstra verdadeiramente a missão da FSSPX de proporcionar uma educação católica sólida e de qualidade a todos os alunos, integrando o currículo internacional ao catecismo da Igreja Católica. Ao final, essas crianças se tornam católicas devotas, cruzados da Eucaristia e discernem suas vocações desde muito jovens.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Paralelamente à sua missão de construir uma nova igreja da Santa Cruz, FSSPX aqui em Nairóbi, Quênia, ela continua a difundir a verdade por meio de boa literatura católica, sacramentais, devocionais e muitos outros artigos católicos que você pode encontrar na única livraria tradicional do Quênia, a Livraria Católica da Santa Cruz. Parte da missão da FSSPX é a formação de sacerdotes santos. E nas últimas duas décadas, aqui na Paróquia da Santa Cruz, temos visto um aumento tremendo no número de vocações. E à medida que essas vocações para o sacerdócio continuam a aumentar, torna-se imprescindível que construamos um novo Priorado ao lado da nova capela da Santa Cruz, FSSPX para podermos atender a todas essas vocações que recebemos para a vida religiosa e o sacerdócio.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Dito isso, precisamos da sua ajuda para construir esta nova igreja da Santa Cruz, FSSPX, que será a única paróquia tradicional da FSSPX aqui no Quênia. Nossa comunidade está crescendo, desde os fiéis da igreja até nossos alunos, passando pelas jovens famílias católicas e pelas gerações futuras. Portanto, apelamos a você para que doe para este projeto. Cada tijolo, cada banco, cada pedra, cada doação, grande ou pequena, nos ajudará a alcançar o maior número possível de almas, oferecendo esta Missa de sempre e proporcionando uma comunidade onde as almas são verdadeiramente salvas ao participar da missa dos santos. Você pode encontrar todos os detalhes sobre doações em nossas páginas, na descrição, nas legendas e, claro, no site da Fraternidade São Pio X da Santa Cruz Católica. Sinta-se à vontade para compartilhar esta informação com suas paróquias, seus amigos e familiares, e doar para esta nobre causa, à medida que promovemos a missão da Fraternidade São Pio X de restaurar todas as coisas em Cristo &#8211;</span><em><span class="tm7"> Instaurare omnia in Christo</span></em><span class="tm6">. Para a Immaculata TV, meu nome é Esther.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: center;"><strong><span class="tm9" style="color: #000000;"><a href="https://holycross.sc.ke/"><span style="color: #0000ff;"> CLIQUE AQUI</span> </a>e conheça o Colegio Internacional da Santa Cruz, no Quênia.</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="tm10" style="color: #000000;"><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><span dir="auto">Para apoiar o projeto de construção da igreja, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://new.holycross.ke/donate/">CLIQUE AQUI.</a></span></span></span></span></strong></p>
<p class="Normal">
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		<title>SABEDORIA DA IDADE E RESPEITO DA JUVENTUDE</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 13:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[A reverência que devemos aos mais velhos mantém a memória de que precisamos para agir com prudência. Fonte: Fideliter nº 265 – Tradução: Dominus Est Tradidi quod et accepi, “Transmiti o que recebi”. Consideramos quase banal essa frase, pois convivemos com ela &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sabedoria-da-idade-e-respeito-da-juventude/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/06/together-we-are-strong-g41e1bdf87_1920-1.jpg" alt="indefinido - Fonte: Pixabay.  Livre de royalties." width="495" height="294" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A reverência que devemos aos mais velhos mantém a memória de que precisamos para agir com prudência.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/revue-fideliter-n-265-la-place-des-anciens">Fideliter nº 265</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Tradidi quod et accepi, </em>“<em>Transmiti o que recebi</em>”. Consideramos quase banal essa frase, pois convivemos com ela cotidiamente. Preparando-se para sua sucessão, D. Marcel Lefebvre repetiu-a muitas vezes e quis que fosse gravado em seu túmulo. Retomou estas palavras que São Paulo escreveu aos Coríntios: “<em>Foi do Senhor que aprendi o que vos ensinei.</em>” Não podemos deixar de dar graças por tal gesto de heróica prudência, em um momento em que a chamada Missa de São Pio V tendia a desaparecer. Sem a sabedoria prática deste Bispo, esta Missa simplesmente teria desaparecido. Com efeito, desde o Vaticano II, tem sido afirmado e constantemente repetido que a única liturgia conforme à doutrina deste Concílio é a chamada missa de Paulo VI. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, contra todas as probabilidades, mesmo romanas, D. Lefebvre forneceu aos católicos os meios para preservar, para manter e fortalecer sua fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. As <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-sagracoes-da-fsspx/">sagrações de 1988</a></strong></span>, essa &#8220;<em>operação sobrevivência</em>&#8220;, como ele a chamava, salvou a Tradição de seu desaparecimento, ou mais precisamente, mantiveram-na. Desta forma, outros Bispos poderiam assegurar futuras ordenações sacerdotais tradicionais para que outros sacerdotes continuassem a dispensar os sacramentos que são os meios ordinários de nossa Salvação.</span><span id="more-27695"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>As consagrações de 1988 mostram a sabedoria de D. Lefebvre</strong></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este ato, infelizmente mal compreendido pela maioria, é, no entanto, bastante surpreendente, ou seja, admirável: mostra em abundância a sabedoria da velhice e sua respeitabilidade. Em seu Tratado sobre a Prudência, Santo Tomás de Aquino enuncia algumas sentenças características desta época. Ele, primeiramente, lembra que a Bíblia, no livro do Eclesiástico, afirma: “<em>Põe-te no meio dos antigos… e una o seu coração à sabedoria deles</em>”. Explica então: “<em>é do passado que temos de traçar a nossa previsão e conhecimento do futuro</em>”. E depois acrescenta: “A prudência é uma matéria em que o homem precisa, mais do que em qualquer outro lugar, das luzes do próximo; os antigos, entre todos, estão qualificados para iluminá-lo, que chegaram a uma compreensão sólida dos fins relativos às ações. Daí a frase: “<em>é importante estar atento às declarações e opiniões indescritíveis ​​dos mais velhos.”</em> Foi precisamente na noite de sua vida, cheia de experiência e fortalecida pelo tempo vivido, que D. Lefebvre sagrou quatro Bispos. Este magnífico exemplo mostra todo o respeito e veneração que devemos aos mais velhos, pois eles guardam o passado, cuja memória precisamos preservar para agir com prudência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, além da atenção cuidadosa aos mais velhos, para que nossas ações não sejam aventureiras ou desprovidas de verdadeira sabedoria, é bom saber honrá-los com uma virtude que desapareceu completamente do agir contemporâneo: a piedade. Não podemos afirmar ser cristãos se não soubermos honrar àqueles cujas vidas nos são caras. Os nossos pais e nossos avós têm direito a esta dívida essencial: aquela que é devida aos nossos pais pelo simples fato de serem pais, porque são o princípio vivo da nossa existência. E Cícero ainda diz que não se pode ser um homem de bem se não se dá o dever e o culto aos pais; dever que se relaciona ao serviço e culto ao respeito, diz ele. A ausência dessas virtudes humanas, que podemos ver assim que entramos no transporte público, revela que, praticamente, vivemos hoje sem Deus. Deixar de honrar ou respeitar os próprios pais não é nem mais nem menos desprezar o próprio Deus, que é o princípio do ser e do governo de uma maneira infinitamente mais excelente do que eles. O comportamento habitual esconde uma recusa de obediência e uma negação da dependência. Pretendemos viver sem Deus nem mestre. &#8220;<em>Do passado façamos ‘tábula rasa’, multidão escrava, levante-se! Levante-se, o mundo vai mudar desde as bases: não somos nada, sejamos tudo!</em>&#8220;. Essas palavras são retiradas da <em>Internacional</em>, o antigo hino nacional soviético, composto pelo maçom francês Eugène Pottier.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>A sabedoria da idade exige o respeito da juventude.</strong></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas circunstâncias em que foi proclamado, o lema &#8220;<em>Tradidi quod et accepi&#8221;</em> não apenas significa um profundo apego à Tradição da Igreja, mas afirma que não há outra civilização além da civilização cristã, ou seja, que o bom Deus é nosso Pai.</span></p>
<h2 style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Editorial do Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito da FSSPX na França</span></h2>
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		<title>O DEVER DE EDUCAR BEM OS FILHOS &#8211; PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 13:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Carlos Mestre]]></category>

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		<description><![CDATA[Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, na Festa da Sagrada Família com uma exortação à boa educação católica dos filhos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, na Festa da Sagrada Família com uma exortação à boa educação católica dos filhos.</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IlxPZWLkNmU?si=BUHd11FY5wCpBguW" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>SEJAMOS SEMPRE ALEGRES!</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/sejamos-sempre-alegres/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Se nossa alma se sente pesada e melancólica, repitamos a ela as palavras do salmista: “Por que estás triste, ó minha alma? Espera em Deus…” Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Para começar, permitam-me narrar um pequeno fato ocorrido &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sejamos-sempre-alegres/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/08/15-Joie-enfantine.jpg" alt="" width="575" height="329" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Se nossa alma se sente pesada e melancólica, repitamos a ela as palavras do salmista:<em> “Por que estás triste, ó minha alma? Espera em Deus…”</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://laportelatine.org/formation/doctrine/soyons-toujours-joyeux"><span style="color: #0000ff;">La Porte Latine</span> </a>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para começar, permitam-me narrar um pequeno fato ocorrido em uma de nossas escolas primárias. Certo dia, fui informada de que um policial me procurava na sala de visitas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apreensiva, dirigi-me à sala indicada e logo me deparei com um jovem que me cumprimentou gentilmente e simplesmente expressou seu desejo de matricular seu filho em nossa escola. Respirei aliviada quando ele explicou os motivos que o levaram a essa decisão. Então, de repente, ele me disse: &#8220;<em>Irmã, faço parte da J.U.D.B.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem entender, me perguntei se não seria uma abreviação de alguma força policial secreta…Mas o rosto sorridente do policial contrastava com meus pensamentos íntimos. “<em>Hum&#8230; O que significa J.U.D.B.?</em>”, perguntei, vagamente preocupada. E o homem me respondeu com um grande sorriso, um pouco surpreso com minha ignorância: &#8220;<em>Ora, é a Jubilosa União de Dom Bosco!&#8221;</em></span><span id="more-34134"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que descoberta! Assim, apesar do nosso mundo moderno e da crise da Igreja, este homem conseguiu manter a sua alma na fé da sua infância e na virtude, graças à sua participação na <em>Società dell&#8217;allegria,</em> fundada por São João Bosco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Sirva ao Senhor com alegria. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A educação do pequeno batizado deve ser conduzida sem fraqueza, sabemos bem, pois por trás de sua cabecinha de anjo, há defeitos gritantes a serem combatidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não correr o risco de prejudicar o caráter da criança, essa educação deve ser alegre e prazerosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Notemos imediatamente que não se trata aqui da alegria segundo o mundo, que muitas vezes se traduz pela palavra “<em>diversão</em>”. A alegria cristã é, antes de tudo, uma alegria interior, fruto e manifestação do nosso amor por Deus. A atmosfera do bom Deus, da sua graça, é alegria. O pecado só gera tristeza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança deve ter aprendido em casa que a virtude esconde alegrias profundas, que a religião nunca é amiga da tristeza, mas, pelo contrário, que abençoa e incentiva toda alegria pura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Que a alegria esteja sempre com você.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança só se desenvolverá plenamente em um ambiente de alegria. Manter a alegria no lar é um dever e uma necessidade para os pais. Um dever, pois eles devem lembrar que as alegrias mais puras da vida são vividas durante a infância. Necessidade também, pois a alegria favorece a saúde física e moral, facilita o despertar da inteligência, afasta o vício, mantém a confiança e, finalmente, contribui para o florescimento da virtude. Cercada por serenidade e alegria, a vontade aceita mais facilmente e executa com mais entusiasmo as ordens e os conselhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Criar um clima de alegria cristã ao seu redor, espalhando seus benefícios por onde passar, é um dos melhores atos de caridade que alguém pode praticar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A maioria dos pais, preocupados em suas próprias responsabilidades, não percebem as riquezas que perdem — tanto para si mesmos quanto para seus filhos — por não sorrirem para eles. Uma criança que não recebe sorrisos não aprende a sorrir. Certamente, a vida apresenta muitas dificuldades e aborrecimentos, mas nada é mais prejudicial ao desenvolvimento harmonioso de uma criança do que expô-la excessivamente a eles, sem levar em conta sua idade.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Viva a alegria, mesmo assim!&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Teófano Venard</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para superar pacificamente as provações que a aguardam, a criança deve saber reagir com bom humor e possuir uma boa dose de otimismo que lhe permita sempre ver o lado positivo das pessoas e das situações. Nada supera o exemplo de uma atitude alegre e sorridente dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É desde os primeiros anos que se deve acostumar a criança a encarar tudo com bom humor, pois essa é uma virtude que se adquire dia após dia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um dia de folga, a mãe planejou um passeio agradável no parque para um piquenique. Todas as crianças estavam animadas. Mas então uma chuva fria e persistente começou a assombrar seus rostinhos. A mãe reúne seus pequenos: “<em>O bom Deus permitiu isso e Ele nos ama. O que faremos? Vamos passear mesmo assim, mostrando que somos valentes e não tememos a chuva? E se isso for impossível, organizaremos uma tarde de jogos em casa.</em>”</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Repito-vos: sejam sempre alegres.&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Paulo</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É nos detalhes concretos do seu dia a dia, aproveitando cada oportunidade, que ensinaremos às crianças pequenas o que é alegria. Suas pequenas tristezas, seus fracassos, suas lágrimas, nós as acolheremos com carinho, mas teremos o cuidado de não dramatizá-las e de animar a criança com um pequeno comentário que a faça sorrir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a criança caprichosa se fechar em um silêncio mal-humorado, o que fazer para tirá-la dessa situação? Com tato e carinho, quando o momento “<em>apaixonado</em>” passar, peça-lhe para sorrir. “<em>Era assim que me corrigiam da minha teimosia, na minha infância</em>”, escreverá Santa Emília de Rodât.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Expressar alegria é uma forma de despertá-la. Durante as refeições, pais e mães, deixem de lado suas preocupações e animem a conversa com alegria. Em seus passeios, compartilhem com seus filhos sua admiração pela beleza da criação. Caminhando à beira de um lago na montanha, pais surpresos ouviram sua filhinha de dois anos exclamar, batendo palmas: “Oh, que bonito!” Várias vezes ela ouvira seus pais exclamarem de admiração diante dessas belezas da natureza e esses sentimentos haviam sido incutidos em sua jovem alma.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Sta allegro&#8221; &#8220;Sejam alegres&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Bosco</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A única maneira de educar os filhos na alegria cristã é, antes de tudo, educar-se a si mesmo. Se nossa alma se sente pesada e melancólica, repitamos-lhe as palavras do salmista: “Por que estás triste, ó minha alma? Espera em Deus&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pais cristãos, peçam incansavelmente a graça da alegria, pois ela é uma graça, àquela que a Igreja chama em suas litanias de “Causa da nossa alegria”. E que o doce sorriso de Nossa Senhora da Alegria ilumine o seu lar e cada um dos seus membros.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ENSINAR-LHES SOBRE OS HERÓIS, OS PENSADORES E OS SANTOS!</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Pierre Boubée]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda existem heróis capazes de cativar e nutrir nossos filhos? Sim, e cabe a nós torná-los conhecidos e amados. Fonte: Le Chardonne t n° 350 – Tradução: Dominus Est Sempre que as férias se aproximam, os pais ou avós dão provas de imaginação: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ensinar-lhes-sobre-os-herois-os-pensadores-e-os-santos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/07/enfant-lecture.jpg" alt="" width="432" height="322" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Ainda existem heróis capazes de cativar e nutrir nossos filhos? Sim, e cabe a nós torná-los conhecidos e amados.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.saintnicolasduchardonnet.org/wp-content/uploads/2019/11/Chardonnet-350.pdf">Le Chardonne </a><a style="color: #0000ff;" href="https://www.saintnicolasduchardonnet.org/wp-content/uploads/2019/11/Chardonnet-350.pdf">t n° 350</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre que as férias se aproximam, os pais ou avós dão provas de imaginação: como ocupar todos estes jovens, durante tanto tempo sobretudo quando crescem: acampamentos, estadia com os avós, descanso ou turismo familiar, por vezes até um curso utilitário…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas à medida que os dias passam, quantos pais se afligem ao ver seus filhos adolescentes ociosos, ou viciados em filmes, em jogos medíocres nas telas, em histórias em quadrinhos realmente feias e sem nenhuma riqueza&#8230; Mais afortunados são aqueles cujos filhos pedem livros para ler!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poderá este tempo livre trazer algum enriquecimento para suas almas? Existem ainda exemplos capazes de cativá-los, de elevá-los?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, esses heróis, portadores de ideais, estão à nossa porta. Cabe a nós torná-los amados e, portanto, torná-los conhecidos. Não sejamos limitados em nossa ambição: muitos heróis imaginários de aventuras sobre fundos históricos despertam o senso de virtudes que admiramos pouco a pouco antes de imitá-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Objetivamente falando, dificilmente veremos nossos jovens entusiasmarem-se com obras eruditas de reflexão filosófica, histórica ou contra-revolucionária, sobretudo durante o período de férias!</span><span id="more-27807"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que permanece ao seu nível são os espetáculos, as visitas, as conversas, ou as obras que mostram mais do que demonstram. Esta pedagogia não é menor: foi a do Filho de Deus encarnado: contava histórias, tomava exemplos, como o pobre rico e o pobre Lázaro, o bom pastor&#8230; Gostava das comparações: &#8220;<em>Digo-vos: se o grão de trigo não cair na terra…”</em> Este modo é acessível a todos os homens. Esse caminho é ainda mais necessário quando se trata de crianças ou adolescentes. Suas vidas são construídas em um tripé: compreender, admirar, imitar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos, portanto, nos deter apenas na vida dos santos? Ou apenas nas valiosas histórias das vitórias cristãs? Devemos proibi-los de usar a sua imaginação sobre heróis imperfeitos, ou fechar-lhes as alegorias do mundo animal como a de La Fontaine? Seria necessário, então, deixar de chamar o Salvador de “Leão de Judá” ou “Cordeiro de Deus”!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A grandeza de um homem é construída com uma paleta de nuances. Muitos personagens, muitos acontecimentos históricos revelam belas virtudes naturais, terreno que ajuda a fazer crescer o heroísmo cristão. Essas virtudes são capazes de despertar entusiasmo e, às vezes, iniciar verdadeiros pontos de virada na vida. O entusiasmo de um líder militar, a abnegação de um herói em um romance, a devoção de um missionário, a sabedoria de um príncipe, a sagacidade de um vigilante, tudo isto tem uma forte influência na mente das pessoas numa idade em que tudo tem de ser construído. Essas virtudes naturais não podem ser mais negligenciadas do que a fé ou a caridade dos grandes santos da história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O antigo debate de alguns professores vem à mente: devemos formar o espírito de nossos alunos na sabedoria pagã ou na beleza antiga? Não deveríamos concentrar-nos em autores mais recentes e mais cristãos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, os mestres cristãos souberam em geral manter este fundamento de beleza e virtude para consolidar o edifício da graça. A natureza, embora não seja da mesma ordem, já reflete o Criador e serve de trampolim para a obra da graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As inteligências e os corações que não receberam os fundamentos de uma educação sólida têm menos chance de abraçar as formas mais perfeitas da cultura cristã. Não será este o risco comprovado dos meios audiovisuais modernos, que geram instabilidade psicológica? Quanto aos métodos e programas educacionais modernos, eles visam explicitamente destruir a aptidão para o cristianismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">John Sênior escreveu: “E quanto à leitura em casa? Já ninguém mais lê em casa. O movimento a favor dos “grandes clássicos”, lançado pela geração anterior, não falhou tanto em seu objetivo, mas caiu no esquecimento. Os livros em si não estavam em questão. Foram, nas famosas palavras de Matthew Arnold, “o melhor que já se havia pensado e dito”, mas como o vinho se perde em uma garrafa mal arrolhada, os livros se perdem em mentes que não sabem mais ler. Para mudar a comparação, as sementes germinaram, mas o terreno cultural se esgotou. A fecundidade das ideias de Platão, Aristóteles, Santo Agostinho só pode se manifestar no terreno de uma imaginação saturada de fábulas e contos de fadas, histórias e poemas, romances e aventuras – Grimm, Andersen, Stevenson, Dickens, Scott, Dumas e os outros mil bons livros. A tradição ocidental, assimilando tudo o que o mundo greco-romano trouxe de melhor, deu-nos uma cultura na qual a fé prospera. Desde a conversão de Constantino, esta cultura tornou-se cristã. As inteligências e as vontades germinam neste terreno, este terreno é o de todos os estudos literários e científicos, incluindo a teologia, sem os quais são desumanos e destrutivos.(1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele constata com que facilidade os católicos absorveram o absurdo da nova liturgia por nunca terem tido tempo para admirar o que é belo: &#8220;Os católicos aceitaram sem sequer um suspiro de aborrecimento algumas das piores distorções da sua fé na ordem da música, da arte e da literatura, porque nunca ouviram realmente o Tantum ergo ou a Ave Maris Stella. Não lhes faltou fé, mas sim música: ela nunca teve um lugar que lhe teria formado seu gosto e a sua cabeça&#8221;.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;"><strong>Cabe aos pais lutar contra a incultura que ganha terreno, seja qual for a causa.</strong></span></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cabe aos pais lutar contra a in cultura que ganha terreno, seja qual for a causa.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Alguns estão procurando por heróis quimicamente puros. Querem apenas modelos de santidade que “emocionem”: ideais magníficos e inatingíveis, mas que, infelizmente, não despertarão quaisquer sentimentos plausíveis na geração mais jovem.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Mais são aqueles conquistados pela preguiça de educar. A leitura das crianças exige que se saiba julgar a si mesmo(2). O mesmo poderíamos dizer de filmes que só deveríamos permitir com certa parcimônia e formação de julgamento. O que dizer da música quando ela está ausente dos horizontes da família?</span></li>
</ul>
<p><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/07/ados-lecture.jpg" alt="" width="376" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O educador sabe destacar tudo o que pode despertar a alma: o herói, o santo, mas também o homem “mau”, necessário ao enredo de uma aventura; ou o herói da tragédia cuja falta de equilíbrio é evidente. Tudo pode permitir ao educador trazer a luz. Enquanto se prepara para falar de Goethe em seu isolamento, uma paródia da paz, Ernest Hello comenta: “Para o homem que cai, cai na direção que deviaseguir para subir. O abismo que ameaça cada homem assemelha-se, por sua forma e sua natureza, à altura que aguarda esse mesmo homem, se ele quiser subir. Nossa queda tem a forma invertida de nossa possível grandeza. O tipo de mal que fazemos é uma paródia direta do tipo de bem que fomos chamados a fazer(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos participar desta revolução cultural. Devemos ressuscitar e divulgar os grandes exemplos e os personagens que, com suas inconveniências – por vezes – foram animados por esperanças mais elevadas. Superando os heróis dos romances, por que não dar conhecimento de certas figuras políticas, ou autores literários que deram sua contribuição na luta pela civilização?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito cristão é alimentado por tudo o que eleva: virtudes, sabedoria, heroísmo ou santidade. Alguns assuntos ou alguns autores são desprezados ou ridicularizados pela sociedade: é nosso dever devolver-lhes a sua honra devida. </span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/personne/abbe-jean-pierre-boubee">Pe. Jean-Pierre Boubée</a>, FSSPX</span></strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">John Senior, A Restauração da Cultura Cristã, DMM 2001- p. 28–29</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos deixar de recomendar o Plaisir de lire, uma revista que há anos fornece resumos e julgamentos acertados da literatura para jovens&#8230; e, por vezes, os maiores. 57 route Nationale – 80160 – Flers sur Noye. Envio de um número gratuito mediante solicitação para: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://plaisirdelire75@gmail.com">plaisirdelire75@gmail.com</a></span> [nota do editor].</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ernest Hello, The scales, Perrin 1923 – p. 267</span></li>
</ol>
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