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	<title>DOMINUS EST &#187; Modernismo</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A ECLESIOLOGIA ILUSÓRIA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>

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		<description><![CDATA[O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est “Sagrações legítimas?” Este é o título de um texto assinado por “Theologus” e publicado em 11 de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-eclesiologia-ilusoria-da-fraternidade-de-sao-pedro-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/507.jpg" alt="" width="510" height="345" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://laportelatine.org/actualite/lecclesiologie-en-trompe-loeil-de-la-fraternite-saint-pierre"><span style="color: #0000ff;">La Porte Latine</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Sagrações legítimas</em>?” Este é o título de um texto assinado por “<em>Theologus</em>” e publicado em 11 de abril de 2026 no site <em>“claves.org</em>”(1) pelos sacerdotes da Fraternidade São Pedro. Nele, tentam demonstrar que a argumentação apresentada pela FSSPX para estabelecer a legitimidade das sagrações episcopais que se prepara para realizar, no próximo dia 1º de julho, seria vã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse tipo de discurso não é novo. De fato, desde o início, ou seja, desde o “<em>verão de 1988</em>”, os sacerdotes determinados a não seguir D. Lefebvre em sua decisão de nomear sucessores para o episcopado têm se esforçado para justificar sua posição. Foram, principalmente, os sacerdotes da então nascente Fraternidade São Pedro e, entre eles, o padre Josef Bisig(2). E o fizeram apresentando a iniciativa das sagrações como conduzindo a um episcopado não católico, um episcopado cismático, um episcopado que veicula uma heresia implícita. Reforçado pelo padre de Blignières(3), o estudo do padre Bisig inspira em grande parte a reflexão atual dos padres da Fraternidade São Pedro, em particular tal como se expressa no texto publicado online em 11 de abril(4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A novidade, se é que existe alguma, consiste em contestar os argumentos apresentados pela FSSPX por ocasião do anúncio das futuras sagrações de 1º de julho de 2026. E em acompanhar o estudo com uma &#8220;<em>enfática homenagem</em>&#8221; do Cardeal Sarah.</span><span id="more-34634"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa homenagem do Cardeal Sarah descreve o texto como &#8220;<em>luminoso&#8221;, &#8220;maravilhoso, claro e bem elaborado&#8221;</em>. Ele reitera, sobretudo, o que parece ser um dos postulados adotados por todos aqueles que contestam a validade das sagrações de Ecône: “<em>Devemos saber que não somos nós que salvamos as almas. </em><em>É Cristo, e somente Cristo, quem salva. Nós, nós somos apenas instrumentos nas Suas Mãos</em><em>.&#8221; &#8220;Não somos nós que salvamos a Igreja, mas a Igreja que nos salva</em>&#8220;, já escrevia o padre Bisig(5). Como se o Corpo Místico de Cristo fosse algo diferente dos membros de Cristo. Trata-se aqui de uma concepção da Igreja que tenderia a transformar seus membros em meros instrumentos inertes, ou em meros espectadores, e não em atores, de sua salvação. Lutero e Calvino já haviam considerado isso — mas o Concílio de Trento nos lembra que Deus nos convida a fazer o que podemos e a pedir o que não podemos(6). E fazer o que podemos, não é contribuir, cada um em seu nível, com as graças recebidas de Deus, para salvar a Igreja, salvando as almas na e pela Igreja?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A refutação dos argumentos apresentados pela Fraternidade São Pedro pode ser resumida em dois pontos, e <strong>demonstraremos sua futilidade em um artigo a ser publicado no <em>Courrier de Rome</em></strong>. O importante aqui é destacar que, antes de empreender essa refutação, os sacerdotes da Fraternidade São Pedro começam apresentando esses argumentos como &#8220;<em>o argumento fundamental da Fraternidade São Pio X em defesa das sagrações planejadas para 1º de julho de 2026</em>&#8220;. E é aí que tudo já desmorona, pois, na verdade, esse não é o <em>&#8220;argumento fundamental</em>&#8221; da FSSPX. Os próprios autores da Fraternidade São Pedro admitem isso, aliás, eles próprios, quando apresentam essa argumentação como tendo sido “<em>resumida oficialmente em um Anexo à resposta do padre Pagliarani ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, em 18 de fevereiro de 2026</em><em>&#8220;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se, precisamente, nem mais nem menos do que de um “<em>Apêndice</em>”, cujo objeto é uma questão técnica de eclesiologia, cuja explicação visa apenas servir de apoio — um apoio secundário — à argumentação principal da Fraternidade, que se encontra em outro lugar. Ela se encontra precisamente no texto da Carta endereçada pelo Pe. Pagliarani ao Cardeal Fernandez (7). Encontra-se também no sermão proferido pelo próprio Pe. Pagliarani no Seminário Flavigny em 2 de fevereiro, durante as cerimônias de tomada de batina, quando o Superior Geral de nossa Fraternidade anunciou as sagrações para 1º de julho (8). Finalmente, encontra-se também nas respostas que o Pe. Pagliarani deu em 7 de fevereiro aos jovens reunidos para a Universidade de Inverno organizada pelo Distrito Francês da Fraternidade (9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa “<em>argumentação fundamental</em>” baseia-se na realidade do estado de necessidade, realidade notavelmente agravada desde o verão de 1988, e que exige, mais uma vez, a sagração de novos bispos plenamente católicos para a salvação das almas. Aliás, não são os padres da Fraternidade São Pedro os primeiros a ter de reconhecer que as promessas que lhes foram feitas em 2 de julho de 1988 com o Motu proprio <em>Ecclesia Dei afflicta</em> não foram cumpridas? … Promessas que continuam ameaçadas pelo Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desse estado de necessidade, os sacerdotes do movimento Ecclesia Dei, como se vê claramente, evitam falar com demasiada frequência. O Padre de Blignières minimiza-o cada vez mais (10). Os sacerdotes da Fraternidade de São Pedro não falam sobre isso. No entanto, é justamente esse estado de necessidade que justifica, por sí só, a iniciativa de sagrações. E justifica-se porque a lei suprema na Igreja é, de fato, a salvação das almas, contra a qual nenhuma disposição do direito canônico pode prevalecer. No texto publicado em 11 de abril, esse argumento fundamental totalmente ignorado. Os sacerdotes da Fraternidade São Pedro, em uma análise minuciosa e complexa, desviam a atenção de seus leitores para um ou outro ponto da nova eclesiologia do Concílio Vaticano II, cuja falsidade foi justamente denunciada pela Fraternidade São Pio X. Mas não é a refutação desses pontos da nova eclesiologia que representa a razão profunda na qual a referida Fraternidade pretende se basear para justificar as sagrações episcopais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X, sem dúvida, contesta a ideia absolutamente nova de que a sagração conferiria, por si só, não apenas o poder de ordem, mas também o poder de jurisdição. A Fraternidade demonstra ainda que conferir o episcopado contra a vontade do Papa não é de modo algum um ato intrinsecamente mau ou contrário à lei divina. Mas essas discussões especializadas, embora ainda importantes, são uma cortina de fumaça: evitam encarar de frente a verdadeira razão que justifica as consagrações: o estado de necessidade, a situação de crise generalizada da qual a Igreja está longe de ter saído e na qual os detentores da autoridade suprema abusam de seu poder em grande e grave prejuízo da salvação das almas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, sim, se não houver estado de necessidade, se a Igreja estiver em um estado normal, se o Papa agir como verdadeiro Vigário de Cristo para exercer seu poder em benefício da salvação das almas, condenando todos os erros que ameaçam a fé dos fiéis, então sim, não é legítimo consagrar bispos contra a vontade do Papa, e as normas habituais do direito da Igreja mantêm toda a sua força para proibir tal iniciativa. Mas é a circunstância extraordinária da crise, é a situação incomum em que a pessoa de um Papa, como diz Caetano, se recusa a submeter-se ao seu ofício papal, que faz toda a diferença. Ocultar essa circunstância e raciocinar como se a Igreja pós-Vaticano II estivesse no mesmo contexto que sob São Pio X ou Pio XII é cair no legalismo mais estreito – e impedir-se de socorrer as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Somos obrigados a reconhecer isso</em>”: esta é a frase-chave que resume toda a atitude de D. Lefebvre, uma expressão do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. O legalismo da Fraternidade de São Pedro, por outro lado, foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">**************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Outras respostas do Pe. Gleize à Fraternidade São Pedro e ao Pe. Blignières podem ser vistas nos links abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">PARTE 3: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://claves.org/des-sacres-legitimes/">https://claves.org/des-sacres-legitimes/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Sobre a Sagração Episcopal Contra a Vontade do Papa, com aplicação às sagrações conferidas em 30 de junho por D. Lefebvre.&#8221; Ensaio teológico coletivo de membros da Fraternidade São Pedro, sob a direção do Padre Josef Bisig, 1988, 2ª edição, parcialmente ampliada e corrigida, sem data.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na página do site da Fraternidade São Vicente Ferrer de 30 de setembro de 2022.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este não é o único caso. Em uma conferência proferida em 8 de abril em Paris, o Padre Hilaire Vernier desenvolveu o mesmo tipo de argumento para tentar provar que seria &#8220;contrário à lei divina conferir o episcopado contra a vontade do Papa, mesmo sem querer conceder-lhe jurisdição&#8221;. </span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como citação final, na página 75 do ensaio citado anteriormente.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concílio de Trento, sessão 6 sobre justificação, capítulo 11 (DS 1536).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/">https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/ </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/">https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video">https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/">https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/</a></span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>PADRE DE BLIGNIÈRES E A UNIDADE DA IGREJA &#8211; PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 14:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[A unidade da Igreja se baseia, em primeiro lugar, na fé, e não na obediência. Inverter esses princípios equivale a transformar a autoridade papal numa tirania. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Desde o anúncio das sagrações ocorrido &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/09/Saint-Pierre-Ingres.jpg" alt="" width="365" height="387" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A unidade da Igreja se baseia, em primeiro lugar, na fé, e não na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">obediência</a></span>. Inverter esses princípios equivale a transformar a autoridade papal numa tirania.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/le-pere-de-blignieres-et-lunite-de-leglise">La Porte Latine</a> </span>– Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde o anúncio das sagrações ocorrido no último dia 2 de fevereiro, o padre de Blignières ataca, com força redobrada, a Fraternidade São Pio X<a style="color: #000000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>. De acordo com ele, as sagrações episcopais de 1º de julho serão <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-cisma/">cismáticas</a></strong></span> e passíveis, como tais, da excomunhão <em>latae sententiae</em>. Ora, não o são, com toda a certeza, porque representam a medida excepcional à qual é legítimo recorrer em razão de um estado de necessidade bem óbvio para que ele precise ser demonstrado. Bem óbvio também para que seja possível demonstrar sua não existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, de que meio o padre de Blignières se dota para concluir pelo <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-cisma/"><strong>cisma</strong></a></span>?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Duas estratégias lhe continuam viáveis. A primeira consiste em minimizar o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/"><strong>estado de necessidade</strong> </a></span>para concluir, daí, que ele não beira ao ponto de exigir a medida tão excepcional que as sagrações episcopais representam. A segunda consiste em invocar canonicamente o direito divino: ainda que o estado de necessidade exigisse a medida excepcional supramencionada, não deixaria de ser menos ilegítima e, portanto, impossível, porque consagrar bispos em contradição com a vontade do Papa seria contrário ao direito divino.</span><span id="more-34538"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira estratégia – que prega a convertidos – é manifestada pelo padre de Blignières nas colunas desta confortável e tranquilizadora revista que se tornou a <em>Famille chrétienne</em>. A segunda estratégia, suscetível de atingir os eclesiasticistas eventualmente hesitantes, apresenta, na revista <em>Sedes sapientiae</em>, todos os recursos do direito canônico e da teologia, no padrão Vaticano II. Desses recursos, aliás, demonstramos a inanidade<a style="color: #000000;" href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Indicamos aqui apenas a ideia mestra da entrevista publicada na <em>Famille chrétienne</em>: ela cobre seu autor com a mais avassaladora vergonha. Como pode acusar a Fraternidade São Pio X de não <em>“se importar mais com a unidade da Igreja”</em>? A verdadeira unidade da Igreja se baseia, inicialmente, e antes de tudo, na fé, assim como ensina o Papa Pio XI na Encíclica <em>Mortalium animos</em>: “Porque a caridade se apoia na fé integra e sincera como em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal.” O vínculo principal, ou seja, o elo que é, por si, o fundamento da unidade de governo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, que faz o Papa Leão XIV com este ecumenismo e este diálogo inter-religioso que ocultam cada vez mais, ao ponto de enfraquecer, o vínculo principal da unidade da Igreja? Que fizeram antes dele todos os seus predecessores desde o Vaticano II? Na verdade, separaram os católicos da Igreja, sob o pretexto de agradar aqueles que dela estão separados. Com efeito, devemos aplicar-lhes as próprias palavras do Papa Leão XIII, que condena o indiferentismo em sua Carta Apostólica <em>Testem benevolentiae</em>: “<em>Longe de nós diminuir ou suprimir, por qualquer motivo, qualquer doutrina que tenha sido transmitida. Tal política tenderia a separar os católicos da Igreja, em vez de atrair aqueles que discordam.</em>” De tanto omitirem ou minimizarem os pontos doutrinais que diferenciam os católicos daqueles que não o são, de tanto quererem se abrir ao mundo, tal como tem ocorrido desde 1789, todos esses Papas, de Paulo VI a Leão XIV, mereceram essa recriminação lançada injustamente pelo padre de Blignières na face da Fraternidade São Pio X. Não, não é ela, mas sim Leão XIV e seus predecessores desde o Vaticano II que parecem <em>“não se importar mais com a unidade da Igreja”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na realidade, a Fraternidade São Pio X, mais do que qualquer outro, tem uma grande preocupação com a unidade da Igreja, em uma época onde as verdades mais elementares da fé católica são cada vez mais desconhecidas pelos católicos, de tanto serem colocadas debaixo do alqueire pelas mais altas autoridades na Igreja, pelo Papa e pela maioria dos bispos. E essa constatação não é feita apenas por nós, mas também por Dom Schneider, cuja palavra é ouvida cada vez mais como o eco daquela sustentada por Dom Lefebvre em seu tempo. Que lhe retrucará o padre de Blignières? Deveríamos ver nas afirmações sustentadas pelo bispo auxiliar de Astana, a exemplo daquelas sustentadas atualmente pela Fraternidade São Pio X, uma <em>“maximização irracional das críticas”</em> que Dom Lefebvre outrora dirigia ao Concílio e à reforma litúrgica? Certamente, não. Pelo contrário, é o padre de Blignières que denigre injustamente a Fraternidade ao minimizar a realidade do estado de necessidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas palavras do bom padre, a Fraternidade se fixara <em>“progressivamente em uma separação voluntária cada vez mais radical”</em>. Porém, separação de quem e de quê?… Obviamente, não separação da unidade da Igreja, mas separação dos erros que prejudicam essa unidade. A separação justificada com as orientações dos homens da Igreja não equivale de forma alguma a se separar da Igreja. Todos os teólogos o atestam. <em>“O cisma”</em>, diz o Dicionário de Teologia Católica para resumir sua concepção<a style="color: #000000;" href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, <em>“é uma separação ilegítima </em>(sublinhada em itálico no texto)<em> da unidade da Igreja”</em>, pois <em>“poderia haver uma separação legítima, como se alguém recusasse a obedecer ao Papa, este ordenando uma coisa má ou indevida. […] Haveria aqui uma separação da unidade puramente exterior e putativa”</em>, em outras palavras, uma separação aparente, mas não real.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ideia que o padre de Blignières se faz da unidade da Igreja surge então em toda sua falsidade: não é mais a unidade de fé, é uma pseudo unidade baseada na obediência absoluta ao Papa. De tanto insistir na necessidade dessa obediência, acabam por menosprezar a extrema gravidade de todas as iniciativas que escandalizam cada vez mais os membros da Igreja em sua fé e costumes. A fé é preterida pela obediência, e, de modo equivalente, a autoridade de Deus sobrevêm àquela dos homens da Igreja. Acontece como se o Papa não fosse mais o que deve ser – não mais o vigário de Cristo, encarregado de transmitir a única palavra da Única verdade – mas um homem revestido da mais absoluta autoridade para impor todos os caprichos de sua teologia pessoal. Em termos precisos, um verdadeiro tirano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao acusar a Fraternidade de não se importar mais com a unidade da Igreja, tal como a concebe, o padre de Blignières encoraja essa tirania.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma outra resposta do Pe. Gleize ao Pe. Blignières pode ser vista nos links abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">PARTE 3: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Artigo intitulado: “A communion hiérarchique des évêques est-elle de droit divin?”, publicado na edição 174, de dezembro de 2025, da revista Sede sapientiae e disponibilizada no site dessa revista em 4 de fevereiro de 2026. “Entrevista” publicada no site da Famille chrétienne, em 13 de fevereiro de 2026. Artigo intitulado: “Les sacres de la Fraternité sacerdotale Saint Pie X: une usurpation de juridiction”, disponibilizado no site da revista Sedes sapientiae em 21 de fevereiro de 2026 e republicado no site Claves da Fraternidade São Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) Ver em particular a edição do Courrier de Rome de junho de 2025.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) Artigo “Cisma” no Dictionnaire de Théologie catholique, tomo XIV, primeira parte, Letouzey et Ané, 1939, col. 1302.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SURGEM FOTOS DE ROBERT PREVOST EM CULTO A PACHAMAMA</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 13:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa abominação é antiga, mas tem uma atualização também nisso: LEÃO XIV INAUGURA A MISSA BERGOLIANA PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO ************************ O portal LifeSiteNews publicou, pela primeira vez, uma série de fotografias nas quais o atual Papa Leão XIV, então o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/surgem-fotos-de-robert-prevost-em-culto-a-pachamama/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/photo-prev-e1773690852992-810x500.jpg" alt="Featured Image" width="616" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa abominação é antiga, mas tem uma atualização também nisso: <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-inaugura-a-missa-bergoliana-pelo-cuidado-da-criacao/">LEÃO XIV INAUGURA A MISSA BERGOLIANA PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO</a></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;">************************</p>
<p><span style="color: #000000;"><span class="tm6"><span style="color: #000000;">O portal LifeSiteNews publicou,</span> pela primeira vez, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/blogs/unearthed-1995-photo-shows-pope-leo-xiv-participating-in-pachamama-ritual/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=usa">uma série de fotografias nas quais o atual Papa Leão XIV, então o agostiniano Robert Francis Prevost, aparece de joelhos participando em um rito da Pachamama durante um simpósio celebrado em São Paulo, em janeiro de 1995.</a></span> As imagens vêm das atas oficiais do encontro, editadas em 1996 com o título </span><em><span class="tm7">Ecoteologia: uma perspectiva desde San Agustín</span></em><span class="tm6">.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A reportagem se apoia no trabalho do sacerdote Charles Murr, que prepara um livro sobre o atual Pontífice e afirma ter recompilado, durante meses, a documentação do caso. Segundo Murr, três sacerdotes argentinos identificaram sem margem de dúvida a Prevost na fotografia principal, na qual é visto ajoelhado com outros participantes no contexto do rito.</span><span id="more-34516"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.17-1.jpeg" alt="" width="571" height="759" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O próprio volume em que aparecem as imagens não deixa margem a interpretações sobre a natureza do ato. A nota da foto descreve a cena como uma “Celebração do Rito da Pachamama (mãe terra)”, definido como um rito agrícola próprio de culturas andinas, especialmente no Peru e na Bolívia. A fotografia mostra vários assistentes de joelhos em torno a um altar, em atitude inequivocamente religiosa.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.10-2.jpeg" alt="" width="584" height="439" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">As atas incluem, além disso, outras imagens que confirmam a presença de Prevost no simpósio, como uma fotografia de grupo de todos os participantes, e outra que corresponde a uma celebração eucarística no mesmo lugar. LifeSiteNews afirma, também, que a identificação do então religioso agostiniano foi reforçada pela comparação com imagens da época, publicadas em revistas internas da ordem.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O contexto do evento remete a correntes teológicas latino-americanas vinculadas à chamada ecoteologia, em que se promovia o diálogo com cosmovisões indígenas. Contudo, o que as imagens mostram vai além de um intercâmbio cultural ou acadêmico: trata-se da participação em um rito dirigido a uma divindade estranha à fé católica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.23-1.jpeg" alt="" width="579" height="435" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O caso torna-se particularmente doloroso pelas circunstâncias pessoais de Prevost naquele momento. Próximo dos 40 anos e com uma trajetória já consolidade dentro da ordem agostiniana, sua presença de joelhos em uma cerimônia desse tipo não pode ser atribuída à falta de formação ou maturidade. A cena documenta um gesto objetivamente escandaloso no que, atualmente, ocupa a Sé de Pedro.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/Screenshot-2026-03-18-at-22.18.36-9-e1773948649556-810x500.png" alt="Featured Image" width="567" height="353" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A publicação dessas imagens pode gerar confusão profunda entre muitos fiéis. A referência à Pachamama não é meramente decorativa ou simbólica, mas remete a práticas religiosas que seguem existindo hoje, e em cujo nome continuam-se realizando sacrifícios humanos. Por isso, a gravidade do fato não se encerra no passado, mas se projeta no presente da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Contudo, o episódio pode e deve ser esclarecido. A situação exige uma explicação pública sobre o contexto daquela participação e, se confirmado, uma retificação clara. Pedir perdão e marcar um caminho de correção não debilitaria o Pontífice, mas ajudaria a dissipar o estupor e a reparar, ao menos parcialmente, o dano causado por imagens que são difíceis de engolir por qualquer católico.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Enquanto isso, a informação difundida por LifeSiteNews e o trabalho prévio de Charles Murr colocam na mesa um fato de enorme gravidade: Robert Prevost, hoje papa Leão XIV, foi fotografado de joelhos em um rito da Pachamama, em plena idade adulta, e em contexto explicitamente religioso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/hw_LNPzln9Y?si=kuszephQZpcegHFm" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>“ONDE ESTÁ O CISMA?”, PELO PADRE JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 12:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[O cisma existe de fato. Mas não está onde alguns acreditam vê-lo. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio O anúncio das sagrações episcopais, previstas para o próximo dia 1º de julho, não deixou ninguém &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-esta-o-cisma-pelo-padre-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/IT575447B.jpg" alt="" width="516" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O cisma existe de fato. Mas não está onde alguns acreditam vê-lo.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/ou-est-le-schisme">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-casa-geral-da-fsspx-anuncia-futuras-sagracoes/">anúncio das sagrações episcopais</a></span>, previstas para o próximo dia 1º de julho, não deixou ninguém indiferente. Especialmente porque a Carta endereçada em 18 de fevereiro passado ao Cardeal Fernández pelo Superior Geral da Fraternidade permaneceu, até agora, sem qualquer reação por parte de Roma. Diante deste silêncio de Roma, bispos se pronunciam: uns para censurar a iniciativa das sagrações, outros para justificá-la e defendê-la contra as censuras incorridas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As declarações de Dom Schneider são agora bem conhecidas.<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-revela-detalhes-de-sua-audiencia-com-leao-xiv-e-fala-sobre-a-fsspx/"> Recebido em audiência em 18 de dezembro de 2025 pelo Papa Leão XIV, o bispo auxiliar de Astana já havia pleiteado a causa da Fraternidade São Pio X</a></span>. Posteriormente, em uma entrevista concedida em 17 de fevereiro ao jornalista Robert Moynihan, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/rome-et-la-fraternite-mgr-schneider-repond-au-cardinal-fernandez-57406">Dom Schneider opôs-se firmemente às declarações feitas pelo Cardeal Fernández</a> </span>ao Superior Geral da Fraternidade São Pio X durante o encontro de 12 de fevereiro — declarações tornadas públicas, pelas quais o Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé pretendia impor à Fraternidade a retomada de um diálogo que já se previa sem saída, e que teria como único efeito tangível adiar sine die a data das sagrações episcopais, em grande detrimento da salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 24 de fevereiro, Dom Schneider tornou público um &#8220;<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/exclusivo-d-athanasius-schneider-apela-ao-papa-leao-xiv-para-que-construa-uma-ponte-entre-roma-e-a-fsspx/">Apelo fraterno dirigido ao Papa Leão XIV</a></span>&#8220;: &#8220;<em>A Santa Sé</em>&#8220;, declara ele, &#8220;<em>deveria estar grata à FSSPX, pois ela é atualmente quase a única entidade eclesiástica de relevo a sublinhar aberta e publicamente a existência de elementos ambíguos e incorretos em certas declarações do Concílio e no Novus Ordo Missae. Nesta empreitada, a FSSPX é guiada por um amor sincero à Igreja: se não amasse a Igreja, o Papa e as almas, não empreenderia este trabalho, nem dialogaria com as autoridades romanas — e sua vida seria, sem dúvida, mais fácil&#8221;</em>. E concluiu que o Papa deveria conceder sem condições o mandato apostólico para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026. Por fim, em 9 de março passado, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-schneider-les-consecrations-episcopales-la-fsspx-ne-seront-aucun-cas-schismatiques-57822">em uma longa entrevista concedida ao jornalista Andreas Wailzer no canal de YouTube Kontrapunkt</a></span>, Dom Schneider afirma categoricamente que as sagrações episcopais não serão cismáticas, pois são a reação necessária e legítima exigida pela salvação das almas por parte da Fraternidade São Pio X.</span><span id="more-34504"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, Dom Strickland, bispo emérito de Tyler,<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-strickland-loue-hautement-mgr-lefebvre-49411">já se tornara conhecido por seu elogio enfático a Dom Lefebvre e à Declaração de 21 de novembro de 1974</a></span>. Não contente em reconhecer o estado de necessidade na Igreja e justificar a atitude da Fraternidade São Pio X, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/uma-carta-de-dom-joseph-strickland/">o prelado dos Estados Unidos chega a legitimar as futuras sagrações episcopais anunciadas por Dom Davide Pagliarani</a></span>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes dois prelados reconhecem, ambos, o estado de grave necessidade que assola a Igreja desde o Vaticano II. E, fato notável, ambos remontam também às causas profundas desta situação. Segundo eles, a crise generalizada que afeta toda a Igreja não se explica apenas por simples abusos provenientes de uma má aplicação das reformas empreendidas pelo Concílio ou na dependência deste. A crise encontra, antes de tudo, sua verdadeira explicação nas próprias reformas, na nova doutrina social baseada no falso princípio da liberdade religiosa, na nova eclesiologia ecumenista, na concepção colegialista e sinodalizante do governo da Igreja e na nova liturgia protestantizada. Assim, ambos os prelados dão inteira razão à obra empreendida por Dom Lefebvre para assegurar a sobrevivência da Igreja através da sobrevivência de seu sacerdócio. Sobrevivência da unidade da Igreja, contra todas as forças de dissolução que a ameaçam cada vez mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De outro lado, seguindo o Cardeal Sarah, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://lesalonbeige.fr/fsspx-mgr-eleganti-conteste-linterpretation-de-mgr-schneider/">Dom Eleganti acaba de se manifestar</a></span> para denunciar &#8220;um estado de espírito e um comportamento cismáticos&#8221; na vontade de realizar as sagrações episcopais previstas para o próximo 1º de julho. Seu discurso apresenta-se como um desmentido ao de Dom Schneider. No entanto, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-eleganti-critique-fortement-vatican-ii-et-la-nouvelle-liturgie-54923">embora crítico como este último em relação às reformas oriundas do Concílio Vaticano II</a></span> (<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-eleganti-vatican-ii-ou-le-printemps-annonce-qui-na-jamais-eu-lieu-56019">leia também aqui</a></span>), o antigo bispo auxiliar de Coira recua diante das medidas de exceção a serem tomadas para garantir a sobrevivência da Igreja em sua fé e em seus costumes, face à corrupção generalizada da doutrina e da moral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas onde está o cisma? &#8220;De acordo com o cânon 1325 do Código de Direito Canônico de 1917, no § 2&#8243;, explica o especialista em direito canônico Raoul Naz[1], o cisma atenta contra a unidade da Igreja &#8220;<em>porque supõe uma recusa sistemática e habitual de dependência. Ao contrário, a desobediência pode ser apenas um ato passageiro, sem que seu autor conteste de modo algum a autoridade da lei ou do legislador, ou queira subtrair-se a ela de forma habitual&#8221;</em>. Ora, é claro e comprovado que nem Dom Lefebvre nem seus sucessores à frente da Fraternidade jamais quiseram separar-se da unidade da Igreja, pois nunca quiseram recusar o princípio mesmo da dependência em relação a Roma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a Fraternidade é cismática, por que então todos esses contatos da Fraternidade com o Vaticano, com Roma? Por que, após a eleição de Leão XIV, o Superior Geral da Fraternidade escreveu ao Papa pedindo para encontrá-lo? Portanto, não apenas a Fraternidade nunca quis separar-se da unidade da Igreja em sua intenção, mas também, independentemente dessa boa intenção, o ato em si da sagração episcopal, tomado isoladamente e embora realizado aparentemente contra a vontade de Roma, não representa um cisma. Há cisma apenas se o bispo que sagra outros bispos tem a pretensão de lhes dar autoridade para governar, pois isso somente o Papa pode fazer. Sagrar bispos, mesmo contra a vontade do Papa, sem lhes conferir jurisdição, não é fazer um cisma, pois não é recusar em seu princípio o poder do Papa, que é a fonte da jurisdição. Dom Eleganti confunde tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cisma existe de fato. Mas não está onde Dom Eleganti acredita vê-lo. E está onde ele não o vê. O cisma é esse ecumenismo desenfreado perseguido com uma obstinação terrível pelo Papa Leão XIV. O que atenta gravemente contra a unidade da Igreja, com efeito, não são as sagrações de Ecône, é o ecumenismo, é o diálogo inter-religioso. Pois, tomadas em si mesmas, estas iniciativas supõem todas que a dependência em relação a Deus não passa necessariamente pela dependência em relação ao Vigário de Cristo, que é o Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em dezembro passado, durante sua viagem ao Líbano, o Papa Leão XIV disse, dirigindo-se ao mesmo tempo a cristãos católicos e muçulmanos: &#8220;Vossa presença aqui hoje, neste lugar notável onde os minaretes e as torres das igrejas se erguem lado a lado, mas ambos se elevam para o céu, testemunha a fé inabalável desta terra e a devoção sem falhas de seu povo ao Deus único. Aqui, nesta terra amada, que cada som de sino, cada adhān, cada apelo à oração se funda e se eleve em um só hino, não apenas para glorificar o Criador misericordioso do céu e da terra, mas também para elevar uma oração sincera pelo dom divino da paz&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Onde está o cisma?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Nota:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Raoul Naz (1889–1977) é o especialista incontestado em Direito Canônico no século XX, autor de um clássico Dicionário de Direito Canônico, Letouzey et Ané, 1965, no sétimo volume do qual (col. 886 e seguintes) figura o verbete “Cisma”, do qual extraímos as seguintes considerações</span></p>
<p style="text-align: center;">***************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” SOBRE TEMAS COMO CISMA, OBEDIÊNCIA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>NOTA DISSONANTE</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/Dance_of_Death_replica_modif.jpg" alt="" width="471" height="176" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/fausse-note">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 de fevereiro, ele abordou a Constituição Dogmática <em>Lumen Gentium</em> sobre a Igreja, em particular sobre o tema da Igreja como “<em>sacramento… da unidade de todo o gênero humano</em>” (LG1). O Papa afirmou que o plano de Deus é “<em>unificar todas as criaturas através da ação reconciliadora de Jesus Cristo</em>”, realizada na Cruz. O efeito dessa ação é reunir as pessoas apesar das “<em>diferenças</em>”, derrubar os “<em>muros de separação entre indivíduos e grupos sociais</em>”. Este é o plano de Deus: “<em>o que Deus quis realizar para toda a humanidade</em>” é este mistério que “<em>se manifesta em experiências locais, que gradualmente se estendem a todos os seres humanos e até mesmo ao cosmos”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ênfase é, portanto, colocada fortemente na unidade dos homens (e até mesmo do universo), a ser restaurada apesar das &#8220;<em>fragmentações&#8221;</em>, como se fosse um fim em si mesma, respondendo ao anseio de unidade que habita no coração humano. Até mesmo a <em>&#8220;união com Deus</em>&#8221; é relacionada à &#8220;<em>união das pessoas humanas</em>&#8220;, que é seu reflexo: &#8220;<em>Tal é a experiência da salvação</em>&#8220;.</span><span id="more-34439"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, nem o Concílio nem o Papa Leão XIV ignoram que o objetivo da vida humana é, antes de tudo, a união com Deus, iniciada pela caridade aqui na Terra e consumada no Céu(1). Mas então por que insistir tão exclusivamente na união dos homens entre si, uma união que, em última análise, nunca será completa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, quando São Paulo fala da unidade do universo(2), é para nos lembrar que tudo se recapitula em Cristo Rei(3), porque “<em>todas as coisas são vossas, mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus</em>”(4). Ora, o Filho de Deus, que veio buscar a ovelha perdida, anuncia que alguns se recusam a voltar para Deus e que serão excluídos da unidade em Cristo: “<em>Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos</em>”(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A orientação do discurso da Igreja aos <em>“valores terrenos</em>”, esse <em>“interesse preponderante do Concílio pelos valores humanos e temporais</em> (6)”, acaba por levar a preferir a unidade a tudo o resto. A que preço? O acontecimento mais recente: a coincidência do início do Ramadã com a Quarta-feira de Cinzas torna-se um &#8220;<em>forte sinal de fraternidade</em>&#8220;, celebrado &#8220;<em>em uníssono (7)</em> &#8220;. Afirmar hoje que somente Jesus Cristo salva pode acabar soando como uma inoportuna nota dissonante. E, no entanto, “<em>não há salvação em nenhum outro</em>”(8).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">(1) Veja LG 14 sobre aqueles que recusam, de fato ou mesmo em desejo, a filiação à Igreja.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(2) Ef 1 e 2, mas também Colossenses 1.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(3) Ef 1, 10</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(4) 1 Cor 3, 22-23</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(5) Mateus 25, 41</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(6) Paulo VI, discurso de encerramento do Concílio, 7 de dezembro de 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(7) https://www.vaticannews.va/fr/eglise/news/2026–02/cote-d-ivoire-jeunecareme-unisson-signe-fort-fraternite-paix.html</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(8) Atos 4,12</span></p>
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		<title>A PASCENDI EXPLICADA &#8211; LUZES DA ENCÍCLICA PARA OS CATÓLICOS DE HOJE</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” Papa São Pio X Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata Quando voltei a ler a encíclica “Pascendi” (08/09/1907) de São Pio X, tive &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://www.abim.inf.br/wp-content/uploads/2014/08/Sao-Pio-X-artigo-11.jpg" alt="PASCENDI — a monumental encíclica que fulminou a heresia modernista (PARTE  II) – Agência Boa Imprensa – ABIM" width="247" height="353" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Papa São Pio X </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando voltei a ler a encíclica “<em>Pascendi</em>” (08/09/1907) de São Pio X, tive um profundo sentimento de agradecimento para com o último Papa canonizado. Esse documento é uma pedra angular na defesa verdadeira e equilibrada do catolicismo. Tem a assinatura de um Papa Santo, cheio de Fé e de Caridade. Lembra a voz do Bom Pastor, reconhecida pelas ovelhas. Lembra que não existe pregação caritativa da Verdade sem condenação explícita dos erros e heresias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O santo Papa do século XX nos entrega nesta encíclica um trabalho fundamental, preciso e paciente. Explica para os católicos, com uma precisão que maravilha, todo o sistema modernista. Define o erro com as palavras adequadas e mostra a raiz do mal. Encontrada a raiz do mal, as soluções e os remédios seguem naturalmente.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prezado leitor, o modernista não é utópico, sonhador, idealista. Isso é a sua aparência exterior. O modernista é visceralmente orgulhoso. Orgulhoso na sua inteligência e também na sua vontade. O modernismo é um sistema que mente ao homem sobre a realidade da sua natureza. Atribui ao homem faculdades que não são de seu alcance. Diz assim que: “<strong>a <em>religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</em></strong><em>.”. </em>E São Pio X conclui:<em> “Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”. Mas ao mesmo tempo o modernismo recusa reconhecer outras faculdades que são próprias a todos os homens quando conhecem uma coisa qualquer ou uma realidade. Nega a capacidade da inteligência humana de conhecer a natureza, a essência das coisas. Pela abstração a inteligência humana conhece muito mais do que a cor do pôr-do-sol! Conhece a beleza do pôr-do-sol. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o modernista conhece apenas a cor da religião e nada de sua beleza e grandeza essencial. Conhecem ainda as palavras típicas da religião católica, mas sem poder dar definições definitivas a cada uma delas. Usam as palavras Missa, Deus, alma, graça, religião, fé, dogma, tradição para se servir delas e defini-las segundo a experiência religiosa de cada um! O modernismo não quer mais receber de Deus a religião, mas construir uma que o ‘elevará’ até a divinização do Homem pelo Homem.</span><span id="more-14259"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estimado leitor, como seria aparentemente terrível falar assim se um Santo Papa não o houvesse feito primeiro! São Pio X tinha motivos bem fundados para escrever essa encíclica, a saber, a gravidade sem precedente do mal descrito dentro da Igreja. Há cem anos que a ‘<em>Pascendi</em>’ foi escrita e o diagnóstico segue em pé. “<em>E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, esse precioso documento deve nos ajudar a atravessar a tempestade sem cair nos erros e nas armadilhas. O Evangelho que pregou Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o Evangelho pregado hoje pela Igreja católica fundada por Jesus Cristo. A pregação não se dirige aos mesmos homens, mas deve ser essencialmente a mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos fazer uma aplicação prática que manifesta a atualidade da encíclica ‘<em>Pascendi</em>’. Vejam por exemplo, neste documento fundamental da Igreja, como o modernismo desvirtua o culto católico, reduzido a um conjunto de sinais capazes de despertar sentimentos religiosos. Se oficialmente a Santa Missa é devolvida pelo Papa Bento XVI a muitos católicos, qual é a razão desse bem? Devolver à Santa Missa e a sua teologia o seu devido lugar, ou reconhecer a validade da experiência religiosa e da <strong>sensibilidade religiosa</strong> de muitos católicos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns vão responder também: os dois! Ou: um pouco dos dois! Mas os dois não são compatíveis. Um exclui o outro. A doutrina modernista exclui a doutrina católica. O que é errado exclui o verdadeiro! Agora, podemos também considerar, como o faz Dom Fellay na última carta aos amigos e benfeitores, que por ser incompatíveis um com o outro, uma presença publicamente e claramente autorizada da Verdade litúrgica no seio da Igreja, provocará também uma luta doutrinal contra o erro. Do lado dos modernistas o motivo pode ser pernicioso, mas do lado de Deus, esse mesmo motivo poderá ser não a causa, mas a ocasião de um bem maior. O homem nunca pode fazer um mal para que dele venha um bem, mas Deus sabe tornar o mal ocasião de bem. O pecado original, mal moral gravíssimo, foi a ocasião de dar para nós o divino Redentor, e a liturgia canta: “<em>Oh felix culpa</em>” na Vigília de Páscoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, rezemos pela Igreja e por nós, e peçamos a São Pio X os dons do Espírito Santo que o animaram desde a sua juventude até sua santa morte e seu triunfo como santo no céu. Procuremos as graças escondidas nas chagas gloriosas do Salvador para discernir sempre entre o bem e o mal, e escolher o bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Joël Danjou Nos 100 anos da Encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em> do Papa São Pio X</span></p>
<p style="text-align: center;">*****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1) OS FUNDAMENTOS da filosofia religiosa modernista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dois princípios entrelaçados: Agnosticismo e imanência vital</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fundamento da filosofia religiosa modernista é o agnosticismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o agnosticismo, a razão humana só consegue conhecer fenômenos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>A razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pensando assim, o filósofo modernista diz que não pode conhecer a realidade como ela é, não conhece o que são as coisas. Não se trata mais de compreender a realidade, mas o que aparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o homem estabelece primeiro, por ele mesmo, certa ciência da realidade conhecendo os fenômenos. E, depois, ele aplica este conhecimento imperfeito e superficial sobre a realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o agnosticismo diz que não conhece a realidade, mas admite um conhecimento sensível da realidade, os fenômenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esse caminho, a conclusão lógica é a negação da existência de Deus. Se não consegue definir ou dizer o que é uma pêra ou uma maçã que vê, que poderá dizer de Deus que ninguém vê! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal homem, cuja inteligência pretende não poder dizer o que é a realidade, mas só designá-la ou qualificá-la, se torna prisioneiro e encarcerado em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, tudo o que consegue dizer ou viver esse homem é uma expressão do que está nele. O homem diz às coisas o que são. Estamos no subjetivismo: O sujeito, o &#8220;eu&#8221; é afirmado em primeiro lugar, e daí se segue o resto!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Mas, então, por que um modernista não professa diretamente e imediatamente o ateísmo?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não nega o sensível. A religião pode observar-se também de maneira sensível: <em>Vejo uma pessoa rezar</em>! Logo, o filósofo modernista deve explicar esse fenômeno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Qual será a única resposta possível?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião vem do interior do homem (imanente = <em>in</em>&#8211;<em>manere</em> = dentro-permanecer = permanece dentro) e pertence aos fenômenos sensíveis. É o que a encíclica <em>Pascendi</em> chama de “<em>imanência vital</em>”. A religião é uma forma de vida humana (<em>vita</em> = vida, <em>vitalis</em> = vital) que nasce e permanece dentro dos homens, e procura e reage aos fenômenos. É, segundo os modernistas, uma necessidade do homem, ou, em outros termos, do coração humano. Há, no homem, uma necessidade do divino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé modernista é a aceitação voluntária pela consciência desta necessidade do divino que o homem experimenta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé é a resposta à necessidade do divino cuja origem exata não é conhecida. Não posso conhecer as coisas além do sensível, mas pela “fé”, aceito a realidade da experimentação deste “além”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência do divino é a única prova formal da sua existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Explicação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filósofo modernista explica que o conhecimento da ciência e da história se mantém necessariamente entre dois limites.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do mundo visível e da consciência “&#8230; <em>acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência</em>&#8230; (&#8230;)&#8230; <em>gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular&#8230;.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato de descobrir a existência do incognoscível não corresponde a um ato da inteligência, mas a uma experiência religiosa. Assim, visito um convento, uma igreja, vejo um filme, escuto o testemunho de um convertido&#8230; e nasce em mim uma atitude interior, uma impressão que não consigo explicar, quer com os elementos do mundo visível, quer com a minha consciência atual das coisas e deste fenômeno!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que nasce então em mim é um certo sentimento que responde à necessidade de aderir ou aproximar-se deste misterioso “quê” divino. E considero tal sentimento essencial, porque é ele que, “&#8230; <em>de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é a Revelação, Deus que se revela, para o modernismo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o modernismo a Revelação é o divino manifestado. Mas, manifestado adentro do homem. Segundo a encíclica <em>Pascendi</em>, a “Revelação” modernista, ou ao menos o seu princípio, é “<em>aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência</em>” (que chamam “fé”: assentimento da consciência à necessidade subconsciente do divino), ou “<em>também <strong><u>o mesmo Deus a manifestar-se às almas</u></strong></em>” pelo meio desta fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação não é mais externa ao homem, assim como o ensina o catolicismo (A Revelação tem duas fontes: a Tradição e a Sagrada Escritura), mas interna, imediata, direta, sem intermediário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O natural pode ser ao mesmo tempo o sobrenatural! É contraditório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma grave confusão e, logicamente, graves conseqüências: “<em>Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou de disciplina</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>A lei deve erigir a consciência religiosa como regra universal do agir</u></strong>. Desse ponto se segue que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa não podem ter limites. <strong><u>Toda consciência humana é divinizada</u></strong>. Isto explica todo o concílio Vaticano II e o magistério pós-conciliar! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes</em> [<strong>E essa encíclica tem 100 anos!</strong>&#8230;]<em>, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja. Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural. Vai-se muito mais longe ainda; <strong>chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</strong>. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é a religião neste sistema?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião é o testemunho da resposta da consciência humana ao sentimento do divino em nós. <u>Todas as religiões</u> são eflorescências dessa necessidade do divino. E como há uma diversidade de expressões há também diversas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá&#8221;, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E o que é o dogma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a inteligência vai pensar e analisar esses sentimentos religiosos do homem, ela irá traduzir “<em>em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma primeira etapa, a inteligência exprime esses sentimentos com proposições simples, mas “<em>depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, derivadas certamente da primeira, porém, mais polidas e distintas. Estas proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dogma é útil ao crente para que possa dar razão a sua fé. A inteligência do crente analisa a sua fé, a consciência do divino, e encontra fórmulas para determiná-lo. Porém, segundo a definição da fé modernista, a consciência do divino de ontem, de hoje e de amanhã, corresponde a diferentes experiências e percepções do sentimento religioso. O verdadeiro dogma modernista é necessariamente vivo e adaptado à expressão vital do religioso em mim! Ou seja, o dogma na sua formulação muda segundo as experiências variadas ou repetidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a Encíclica <em>Pascendi</em> mostra que tal dogma tem duas funções para o crente. Primeira, ser <u>símbolo</u> do divino intrínseco, mas símbolo sempre incompleto porque não se pode definir o que são as coisas. As fórmulas dogmáticas “<em>são expressões inadequadas</em>” do objeto do dogma. Segunda função, o dogma é também <u>instrumento</u> do homem para falar do divino aos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, como todo conhecimento está limitado aos fenômenos sensíveis e a fé depende deles, na medida em que o dogma é a expressão desta fé, então o dogma deve variar tanto como as várias sensações religiosas do crente. Caso contrário não seria mais símbolo verdadeiro do divino!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E enquanto instrumento, pelo dogma, o homem deverá falar de maneira infinitamente variada do que está vivendo, do seu “vivido”. Em hipótese contrária seria a morte da religião! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Daí surge uma nova “tradição”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O princípio da experiência religiosa é transmitido à Tradição. Ela é comunicação e transmissão da fé, ou seja, transmissão da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova tradição é a transmissão das experiências sensíveis vividas. E, enquanto vividas, pertencem imediatamente ao âmbito da religião. As experiências fixas, ao contrário, não são expressões da religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal tradição tem, portanto, uma virtude sugestiva. Provoca uma reação sensível, faz tomar consciência do vivido do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos, assim, por exemplo, como é justo dizer que o “carismatismo” é um modernismo organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, o modernista crente explica assim a presença da realidade divina na sua alma: “<em>Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. — Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, <u>caem na opinião dos protestantes e</u> <u>dos pseudo-místicos</u></em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os sacramentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São sinais sensíveis que produzem (eles mesmos) uma “graça”, uma virtude sugestiva, que provoca uma reação sensível, que desperta o sentimento. O cristão é “interpelado” pelos ritos, pelos gestos, pelas palavras e pelos sinais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não perder a sua força sugestiva, o sacramento deve seguir interpelando o crente. Por isso a necessidade de poder variar os gestos, as palavras&#8230; e de reformar as reformas litúrgicas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. <strong>Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia</strong>. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema</em>.” (Pascendi – <em>o modernista teólogo</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Igreja</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja nasce de duas necessidades:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de comunicar sua fé aos outros</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de organizar-se quando a fé é comum a vários, quando se torna coletiva, a fim de conservar e propagar esse tesouro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, portanto, é o fruto da consciência religiosa coletiva, a reunião de todas as reações individuais. Um conjunto de pessoas que se juntam porque fazem experiências semelhantes do divino e que se organizam para proteger, desenvolver e dar a conhecer esse bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, uma igreja é também um grupo de consciências que consta de uma mesma origem vital. Para os católicos, Jesus Cristo. Para os muçulmanos, Maomé, para certos protestantes, Lutero, para outros, Calvino, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Constituem-se grupos, faz-se “igreja” que é a consciência universal. E, é enquanto há “posta em comum”, que se constitui a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, <strong>toda religião</strong>, não executada sequer a dos idólatras, <strong>deve ser tida por verdadeira</strong>. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo. Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. <strong>Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e <u>merece mais o título de cristã</u>, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo</strong>. &#8211; A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. <strong>Absurdíssimo é</strong>, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las.&#8221;, </em>Pascendi &#8211; O modernista crente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A autoridade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como qualquer organização, essa igreja vai precisar de um chefe. Mas essa autoridade deverá estar, sobretudo, atenta às experiências, ouvindo essas experiências individuais de cada um para não desfigurar a consciência coletiva do grupo, estar ao serviço de cada um para nutrir seus sentimentos religiosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: Encontrar o rito que melhor convém a cada um, mas conservando ao mesmo tempo a unidade do grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que o grupo fique unido, para evitar uma dissociação que diminui a força do sentimento coletivo, essa autoridade pode e deve condenar o que representa um perigo para esta unidade coletiva a fim de preservar a consciência universal que é a fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: A autoridade dará um golpe contra a teologia da libertação quando considera que exagera no progressismo, e outro golpe contra Dom Lefebvre que exageraria na sua fidelidade (“fixista”) à Igreja de sempre! Assim, a autoridade não passa de um simples serviço vital de organização e de controle. O Papa só toma o “pulso” universal do grupo a fim de prever e evitar abusos mortais à consciência coletiva e preservar sua identidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, no modernismo, o chefe religioso é um ‘organizador de compartilhamento’. Não há mais autoridade propriamente dita. A autoridade não vem mais de Deus imediatamente. “<em>Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, <u>e por esta razão fica dependente da</u> <u>mesma</u></em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a autoridade esquece ou parece desprezar essa consciência religiosa estará legitimamente declarada tirânica, retrógrada ou ultra conservadora!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quanto às relações da Igreja com as sociedades temporais, os estados temporais, elas estão inevitáveis.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A regra de atuar nesta matéria deverá considerar a natureza e o fim de cada uma destas sociedades. Quanto à natureza, os modernistas recusam seguir a doutrina multissecular da Igreja, que ensina que Ela é instituída diretamente por Deus. Para eles, a Igreja e o Estado são sociedades feitas pelo homem e que respondem essencialmente a diferentes necessidades do homem. Ora, mesmo assim, observam que os fins e objetivos de cada uma delas são essencialmente distintos. Fim espiritual para a Igreja, fim temporal para o Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como conseqüência, temos, segundo os modernistas, duas sociedades existindo e necessitadas pelo bem do ‘homem total’ e cujos objetivos são efetivamente e absolutamente distintos. Daí, Deus estando afastado das suas constituições essenciais, não se pode falar da superioridade de uma sobre a outra. Cada uma deverá certamente respeitar a outra, mas não será mais admitido ensinar que o temporal possa ser subordinado ao espiritual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reclamando então a separação da Igreja e do Estado, os modernistas reclamam necessariamente também a separação do católico e do cidadão, do católico na sua vida privada e do católico na vida pública. Mas esta separação e aparente igualdade de tratamento levam necessariamente à submissão do espiritual ao temporal!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, a cada instante o católico dará a impressão de entrar no terreno do outro! Ser católico unicamente na vida privada significa ser invisível na vida pública! E isto não se consegue sem esconder as necessárias conseqüências visíveis da religião! Mas como é absolutamente impossível evitar toda manifestação pública exterior da religião, a Igreja deverá aceitar submeter-se ao Estado nestas circunstâncias! Culto, sacramentos (matrimônio!), atividades eclesiásticas, questões morais, todas essas manifestações exteriores da religião entram também no âmbito temporal das sociedades. O Estado separado da Igreja reclamará então a submissão da Igreja à suas decisões nestas matérias públicas! Lógica fria! Mas lógica!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. — E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o ‘<em>modernista reformador</em>’ insiste: “<em>Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito”, </em>Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A encíclica denuncia claramente essas idéias que, infelizmente, triunfaram nos anos sessenta no concílio Vaticano II. Hoje, a hierarquia modernista de nosso século nascente chora e se lamenta frente à invasão planetária do aborto e de tantos outros males públicos, mas não quer enxergar as causas que ela mesma promoveu e edificou!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O princípio radical do modernismo: A evolução de tudo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vimos, o modernismo tem um quadro e certos limites, mas o seu fundamento seguro é o âmbito do sensível, os fenômenos. Ora, o sensível é variável. Logo, o modernismo reclamará, como uma necessidade e uma condição absoluta, uma religião evolutiva. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta evolução é considerada boa porque é o resultado de uma oposição frutuosa entre uma força conservadora e outra progressista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com a vida. — Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso. De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O progresso vem dos compromissos e das transações entre as duas forças! A base pressiona a autoridade que pode assim colecionar as reações individuais. Se a pressão se desenvolve e se torna mais viva, a autoridade deverá tomar conta dela e, assim, modificar as posições do momento presente para outras, novas e mais adaptadas à consciência coletiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um equilíbrio sempre instável, não perdura, o seu destino é mudar sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste contexto, quando um pseudo-teólogo, modernista ou progressista demais, está publicamente repreendido, ele é imediatamente considerado pelos colegas como vítima necessária do progresso. Ele mesmo proclama não poder entender que a Igreja o condena quando favorece o seu bem, o seu progresso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sistema modernista está então claramente apoiado sobre princípios determinados: agnosticismo, imanência vital, evolucionismo. Mas a conseqüência concreta destes princípios desastrosos e caóticos é necessariamente confusa e nebulosa. Daí a impressão que têm os católicos de que o modernismo não tem bases claras e sólidas. Mas não é assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imaginemos encontrar um homem jogando pela janela, um atrás do outro, todos os livros da sua biblioteca. “Perdeu a cabeça”, dizem os sensatos! “Deve estar todo confuso!” “Não se dá mais conta do que está fazendo!” Mas ele poderia responder no seu interior: “Confuso? Eu? Não! Estou apenas procurando uma citação de alguém que possa exprimir o sentimento que sinto vibrar agora dentro de mim! O resto não vale mais nada!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Até o novo direito humano: o direito de contradizer Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A última conseqüência do sistema modernista será a legitimação necessária de afirmações contraditórias. A religião do sentimento divino imanente leva necessariamente a sentir hoje o que não sentia assim ontem. Mas os dois sentimentos são válidos no seu contexto, no seu tempo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! <u>E admitindo-se a contradição, que é</u> <u>o que se não admitirá?</u></em>”, Pascendi </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) AS CAUSAS DO MODERNISMO</span></h1>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2.1) Causas morais: <u>Curiosidade</u> e <u>orgulho</u></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perversão do espírito é evidentemente a mais grave. Tal perversão tem duas causas principais, a curiosidade sem regras &#8211; ou o amor das novidades &#8211; e o orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao orgulho, este se manifesta já na própria raiz do modernismo, quando pretende elevar-se para dominar o real e não estar mais submisso a ele. É certamente poderosa a razão humana, mas foi feita para ser submissa ao real. Quanto mais a inteligência conhece o real, mais se abre e se desabrocha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem não deve dizer “penso, então o real é assim”, mas, “penso que o real é assim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. <strong>Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho</strong>. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do que ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma conseqüência concreta desta disposição errada e perversa é a recusa da autoridade que representa o real, o que é. Daí surge inevitavelmente o velho conflito entre liberdade e autoridade. E daí também as fortes recomendações e ordens do Papa São Pio X: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O orgulho de um modernista &#8211; Um exemplo histórico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;Teólogo&#8221; do Concílio Vaticano II, o padre Yves Congar reconhece que a liberdade religiosa não existe mas prefere inventá-la falsamente! </em></strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu contribuí aos últimos parágrafos da declaração Dignitatis Humanae (Vaticano II – Declaração sobre a liberdade religiosa) – os quais menos me satisfazem. <u>Tratava-se de mostrar que o tema da liberdade religiosa já aparecia nas Escritura</u>. <strong><u>Ora, não aparece aí</u></strong>. <strong><u>Então</u></strong>, eu trabalhei com dois biblistas, um jesuíta, o Padre Lyonnet, e um dominicano, o Padre Bento, da Escola Bíblica de Jerusalém. Nós nos esforçamos em mostrar como Jesus mesmo não tinha sido violento” </em>(Padre Yves Congar, OP, co-fundador em 1965 da revista modernista <em>Concilium,</em> <em>apud “</em>À direita do Pai”, 1994)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela curiosidade e o orgulho a inteligência está descontrolada e quer saber tudo por si mesma. Há, então, no fundamento do modernismo, uma verdadeira disposição habitual de má vontade, mais ou menos consciente ou voluntária, muito difícil de corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.2) Causa intelectual: <u>a ignorância</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A aliança de uma falsa filosofia com a fé produz todo um sistema falso. Esse sistema encontra três grandes obstáculos que os modernistas intentam desprezar, silenciar ou corromper.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Três obstáculos incomodam sobremaneira os modernistas:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A filosofia escolástica e o “<em>método escolástico de raciocinar</em>”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A autoridade dos Padres com a Tradição</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O magistério eclesiástico</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Saibamos observar como os modernistas usando os Padres da Igreja têm habitualmente o objetivo de opô-los explicitamente ou implicitamente aos santos teólogos escolásticos (cujo mestre e doutor comum é santo Tomás de Aquino). Costumam citar os primeiros para fazer pensar que os outros são secos e frios, sem contato direto com o “vivido”. Explicaremos esta impressão quando falarmos dos remédios para modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também usarão os escritos dos Santos Padres, sem a luz da Igreja para compreendê-los corretamente. Porém, são precisamente os esclarecimentos dos escolásticos, dos tomistas, que permitem saborear com prudência e com bons frutos esses escritos influenciados pela filosofia outrora dominante, o platonismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não esqueçamos que os modernistas têm uma visão extremamente falsa da Tradição, reduzida a uma comunicação da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam&#8230;, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade&#8230; ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica».</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos assim que o magistério tradicional incomoda e bloqueia as afirmações e conclusões dos modernistas. “<em>Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, apesar da noção distorcida que têm do magistério, quando séculos de ensino e escritos da hierarquia eclesiástica condenam e contradizem o que pensam, escrevem e pregam, não encontram outro remédio senão recorrer a “lei do silêncio”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.3) Mais duas notas e causas do modernismo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os que têm costume de <em>escrever com demais liberdade</em> ou precipitação.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal costume resulta de uma falta de rigor e de trabalho. O leigo ou o clero que atua assim vai deixando mais facilmente de lado os princípios e procura naturalmente fazer “algo novo”, diferente, para ser lido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem. Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O mau espírito</em> que anima os modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é o aspecto mais visível, mas é gravíssimo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos neste caso que é a prática que vai revelar claramente ou desmascarar os modernistas. Os católicos devem preservar-se e proteger-se deste mau espírito. Devem conhecer e aprender a reconhecer os bons livros, lê-los e voltar também a lê-los de vez em quando para lembrar os grandes princípios e esclarecer as idéias pervertidas pelas máximas do mundo. </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) OS REMÉDIOS</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após uma detalhada analise do sistema modernista e de suas causas, São Pio X não deixa a Igreja sem esperança e grandes remédios. O Bom Pastor denuncia os erros e sara as almas. Não foge diante do modernismo e de seus falsos ensinos como o mercenário diante do lobo. Não ensina tampouco que o lobo é um amigo! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos remédios que resumimos aqui, podemos também reconhecer ainda que quem lê São Pio X, seja modernista ou católico, não precisa de uma segunda leitura ‘<em>com a lupa</em>’ para entender ou interpretar o que está afirmado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.1) A filosofia escolástica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros</em>” (&#8230;) “<em>O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás. Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico</em>.”, Pascendi<em>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia escolástica dogmática estuda a Verdade, Deus, sem fazer considerações históricas. É o trabalho e os raciocínios da inteligência iluminada pelos dados da Fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia chamada “positiva” estuda também Deus, mas a partir dos escritos históricos e suas circunstâncias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As tentativas modernistas quanto à teologia positiva consistem em exagerar a sua faceta viva. A história conta fatos vividos. Logo, dizem que a teologia positiva estuda a Fé vivida. Daí, para os modernistas, será muito fácil dar mais um passo dizendo que a fé fundada e verdadeira é só uma fé vivida e legitimar o falso princípio da necessária evolução desta fé. E inevitavelmente chegam assim a relativizar a Verdade! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra conseqüência imediata desse desvio será a repugnância com relação à escolástica, acusada implicitamente de estudar uma fé morta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma aplicação concreta desta atitude modernista foi o caso dos catecismos! Os catecismos seguindo o método tradicional, com boa doutrina (!!!) e com perguntas e respostas, método aconselhadíssimo e usado por São Pio X, desapareceram nos anos sessenta após o concílio Vaticano II. Considerados secos e inaptos, foram substituídos por outros com desenhos (muitos deles horríveis) e textos teoricamente mais vivos e bem adaptados à juventude! O resultado é hoje visível&#8230; um imenso vazio onde entraram facilmente abundantes seitas de qualquer espécie.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos então este parágrafo lembrando que o papel da teologia positiva é de ajudar e confirmar a teologia dogmática, e não de incitar o teólogo ou os leigos a criticar ou desprezar a escolástica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.2) A exclusão dos modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa São Pio X reclama uma grande vigilância: “<em>Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido. Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! — A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.3) As publicações autorizadas ou proibidas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como diz São Pio X, o modernista reformador reclama que : « <em>Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. »,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, São Pio X é Papa e portanto rege, ensina e santifica. Conseqüentemente, decide proteger os sacerdotes e os fiéis instituindo, além do ‘Índice’ instaurado pelo Concílio de Trento, a ‘<em>imprimatur</em>’. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo.”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. — E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra ‘Imprimatur’, que deverá ser precedida do ‘Nihil obstat’ e do nome do Censor.”,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONCLUSÃO do Papa São Pio X</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. – Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado. PIO X, PAPA.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pelo Pe. Joël Danjou, FSSPX(*)</strong></span></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;">(*) Hoje o Pe. Danjou não se encontra mais na FSSPX</p>
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		<title>PODE A FSSPX SER PROIBIDA DE FAZER O QUE É PERMITIDO AO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 14:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[A resposta agora cabe a Roma. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/pode-a-fsspx-ser-proibida-de-fazer-o-que-e-permitido-ao-partido-comunista-chines/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Fernandez-Pagliarani.jpeg" alt="" width="620" height="353" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">A resposta agora cabe a Roma.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/peut-on-interdire-a-la-fsspx-ce-que-lon-permet-au-parti-communiste-chinois">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX que ocorrerão no próximo dia 1º de julho, ao mesmo tempo em que reconhece, tolera ou ratifica a posteriori as nomeações impostas pelo Partido Comunista Chinês?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não se trata de um paralelo artificial. Os fatos são públicos, repetidos, documentados. Há anos, o poder comunista chinês — oficialmente ateu, doutrinariamente materialista, estruturalmente hostil à realeza social de Cristo — intervém diretamente na nomeação dos bispos. Não o faz para servir a Igreja, mas para controlá-la. Não o faz para proteger a fé, mas para a supervisionar, vigiar e orientar de acordo com os interesses de um Estado ideológico.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, diante dessas graves interferências na constituição divina da Igreja, Roma dialoga, negocia, concilia. Chega a reconhecer certas nomeações realizadas sem mandato pontifício, unilateralmente, em nome de um pragmatismo diplomático apresentado como necessário para o bem das almas, a fim de preservar o acordo assinado desde 2018 entre o governo de Pequim e a Santa Sé.</span><span id="more-34305"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Invoca-se então o contexto. Fala-se de realismo. Explica-se que é preciso evitar uma ruptura total, manter um canal de comunicação e o que ainda pode ser preservado da vida católica em um ambiente de perseguição.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas então surge a questão: por que esse raciocínio, aceitável diante de uma potência comunista, se tornaria inaceitável diante da FSSPX?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Afinal, qual é a intenção da FSSPX? Servir a um Estado? Fundar uma igreja nacional? Promover uma ideologia alheia à fé? Evidentemente que não. Sua única razão de ser é a salvaguarda do sacerdócio católico, a transmissão integral da fé, a defesa da missa tradicional, a proteção das almas em uma crise sem precedentes da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quando a FSSPX fala da necessidade de bispos, não se refere à jurisdição territorial ou pessoal. Refere-se às confirmações, às ordenações e à continuidade sacramental. Refere-se à sobrevivência concreta de um sacerdócio formado segundo uma doutrina de sempre. Refere-se ao direito dos fiéis de receberem os sacramentos em sua integridade doutrinal e litúrgica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A finalidade é radicalmente diferente. Por um lado, um poder ateu impõe bispos para escravizar a Igreja. Do outro, uma sociedade sacerdotal considera bispos para preservar a fé e os sacramentos. Colocar essas duas realidades no mesmo plano disciplinar, sem considerar a intenção nem o contexto de crise da Igreja, equivaleria a aplicar a lei de maneira abstrata, separada do fim para o qual ela existe: a salvação das almas.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, é precisamente esse princípio que Roma invoca na China. Aceita-se uma situação imperfeita para preservar um bem maior. O bem das almas estaria menos comprometido quando se trata da Tradição? O perigo para a fé seria menor quando os fiéis são privados de crismas, ordenações, padres formados segundo a doutrina constante da Igreja?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quem pode seriamente sustentar que a ameaça que pesa sobre as almas provém mais da FSSPX do que de um aparato estatal comunista que prende bispos fiéis, vigia os seminários e reescreve a doutrina à luz do marxismo?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A desproporção é tal que perturba muitos fiéis, muito além das fileiras da Tradição. Eles observam a paciência demonstrada em relação a Pequim. Observam também as restrições, pressões e suspeitas impostas às comunidades tradicionais. Eles constatam que se tolera amplamente onde a fé é ameaçada pelo ateísmo do Estado, mas que se mostra intransigente onde ela é defendida em sua integridade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não se trata de desafiar a autoridade da Santa Sé, nem de negar o seu direito de nomear bispos. Trata-se de recordar que o exercício dessa autoridade faz sempre parte da ordem da salvação das almas, que continua a ser a lei suprema da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Se, para preservar essa salvação, Roma pode reconhecer situações canonicamente irregulares na China, como poderia considerar as consagrações motivadas unicamente pela salvaguarda do sacerdócio e da Tradição como um perigo maior?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O Santo Padre sabe — e a FSSPX sempre afirmou isso — que não se trata de estabelecer uma hierarquia paralela ou usurpar jurisdição. Trata-se de um ato de necessidade num contexto de crise doutrinária e litúrgica generalizada, comparável em seu princípio a outras medidas extraordinárias tomadas na história da Igreja quando a fé estava gravemente ameaçada.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No fundo, a questão colocada não é disciplinar, mas eclesial e doutrinária. Ela diz respeito à maneira como a autoridade percebe a crise atual. Se a gravidade dessa crise da Igreja for reconhecida, certas medidas excepcionais se tornam compreensíveis. Se ela for minimizada, elas parecem intoleráveis. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A resposta agora cabe a Roma.</span></p>
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		<title>ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FSSPX &#8211; &#8220;SUPREMA LEX, SALUS ANIMARUM&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 09:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Davide Pagliarani]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: FSSPX Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="tm7" style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Interview-Superior-General-Screenshot03_retouchee.jpg" alt="" width="555" height="324" /></p>
<p class="tm7" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/entrevista-com-o-superior-geral-da-fraternidade-sao-pio-x-suprema-lex-salus-animarum-57070">FSSPX</a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.</strong></span></p>
<blockquote>
<p class="tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">1. </span></em><span class="tm17">FSSPX.News: </span><em><span class="tm15">Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparação</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">ordens</span> <span class="tm19">está</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">dom</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesmo,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">pelas</span> <span class="tm19">mãos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Maria.</span> <span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">festa mariana</span> <span class="tm19">de extrema importância,</span> <span class="tm19">pois,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">anunciar uma espada de dor a Nossa Senhora,</span> <span class="tm19">Simeão</span> <span class="tm19">manifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, Nossa</span> <span class="tm19">Senhora</span> <span class="tm19">acompanha</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">futuro</span> <span class="tm19">sacerdote</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">formação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">longo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">quem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm21" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">2. </span><span class="tm17">Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimento</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Dom</span> <span class="tm17">Tissier</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Mallerais,</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">outubro</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">2024.</span> <span class="tm17">Por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">esperou</span> <span class="tm17">até</span> <span class="tm17">agora?</span></em></span></strong><span id="more-34264"></span></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Assim como Dom Lefebvre em seu tempo, a Fraternidade tem sempre o cuidado de não se antecipar à Providência, mas segui-la, deixando-se guiar pelos seus sinais. Uma decisão tão importante não pode ser tomada levianamente, nem com precipitação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm24" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">particular,</span> <span class="tm19">visto tratar-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">questão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">interesse</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">autoridade</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">da Igreja, era necessário antes fazer gestões junto à Santa Sé – coisa que nós fizemos – e aguardar um prazo razoável para que pudessem nos responder. Não é uma decisão que poderíamos tomar sem manifestar concretamente o nosso reconhecimento da autoridade do Santo Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">3. </span><span class="tm17">Na</span> <span class="tm17">sua homilia,</span> <span class="tm17">o senhor disse</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">tinha de</span> <span class="tm17">fato escrito ao Papa. Poderia contar-nos</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">acerca </span><span class="tm22">disso?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No verão passado, escrevi ao Santo Padre para lhe pedir uma audiência. Não tendo recebido resposta, escrevi-lhe uma nova carta alguns meses mais tarde, de maneira simples e filial, sem lhe esconder nada</span> <span class="tm19">das nossas necessidades. Mencionei nossas divergências doutrinais, mas também o nosso desejo sincero de servir incansavelmente a Igreja católica, pois somos servidores da Igreja, apesar do nosso estatuto canônico não reconhecido.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm29" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em decorrência desta segunda carta, chegou-nos, há alguns dias, uma resposta de Roma, da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández.</span> <span class="tm19">Infelizmente,</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">leva</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">consideração</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">proposta</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">formulamos, nem propõe nada que responda às nossas solicitações.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esta proposta, tendo em conta as circunstâncias de todo particulares em que se encontra a Fraternidade, consiste concretamente em pedir que a Santa Sé aceite deixar-nos continuar temporariamente em nossa situação de exceção, para bem das almas que recorrem a nós. Prometemos ao Papa envidar todos os esforços para preservar a Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja. Parece-me que tal proposta</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo realista e</span> <span class="tm19">razoável,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">poderia,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesma,</span> <span class="tm19">receber</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">aprovação</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Santo </span><span class="tm20">Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm30" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">4. </span><span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">nesse</span> <span class="tm17">caso,</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">recebeu</span> <span class="tm17">essa</span> <span class="tm17">aprovação,</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">razão</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">deve, mesmo assim, realizar as consagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se de um expediente extremo, proporcional a uma necessidade real e igualmente extrema. É certo que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">simples</span> <span class="tm19">existência</span> <span class="tm19">de uma</span> <span class="tm19">necessidade para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">significa</span> <span class="tm19">que,</span> <span class="tm19">para responder</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">ela, </span><span class="tm20">toda</span> <span class="tm20">e</span> <span class="tm20">qualquer</span> <span class="tm20">iniciativa</span> <span class="tm20">esteja</span> <span class="tm20">automaticamente justificada.</span> <span class="tm20">Mas</span> <span class="tm20">no</span> <span class="tm20">nosso</span> <span class="tm20">caso,</span> <span class="tm20">depois</span> <span class="tm20">de</span> <span class="tm20">um longo</span> <span class="tm20">período </span><span class="tm19">de</span> <span class="tm19">espera,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">observação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">oração,</span> <span class="tm19">parece-nos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">hoje</span> <span class="tm19">afirmar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">estado</span> <span class="tm19">objetivo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">grave necessidade em que se encontram as almas, a Fraternidade e a Igreja, exige uma decisão dessa ordem.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Com o legado que nos foi deixado pelo Papa Francisco, as razões de fundo que já haviam justificado as sagrações de 1988 subsistem plenamente e parecem mesmo, sob muitos aspectos, ter ganhado uma nova premência. O Concílio Vaticano II mais do que nunca segue sendo a bússola que orienta os homens da Igreja, e estes, ao que parece, não irão mudar de rumo no futuro próximo. As principais diretrizes que</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">se delineiam para o novo pontificado, em particular por meio do último consistório, só fazem confirmar isso: percebe-se nelas uma determinação explícita de conservar a linha de Francisco como um caminho irreversível para toda a Igreja.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm33" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Prometemos</span> <span class="tm9">ao</span> <span class="tm9">Papa</span> <span class="tm9">envidar</span> <span class="tm9">todos</span> <span class="tm9">os</span> <span class="tm9">esforços</span> <span class="tm9">para</span> <span class="tm9">preservar</span> <span class="tm9">a</span> <span class="tm9">Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">É algo triste de constatar, mas é um fato: numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. Isso diz respeito, em particular, à pregação integral da verdade e da moral católicas, bem como à administração dos sacramentos tal como a Igreja desde sempre o tem feito. Temos aí um resumo do que é o estado de necessidade. E nesse contexto crítico, os nossos bispos estão envelhecendo, e com o crescimento contínuo do apostolado, já não são suficientes para responder às demandas dos fiéis no mundo inteiro.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm36" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">5. </span><span class="tm17">Em que sentido o senhor considera que o consistório do mês passado confirma a direção tomada pelo Papa Francisco?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Naquela ocasião, o cardeal Fernández, em nome do papa Leão, convidou a Igreja a retornar à intuição fundamental de Francisco, expressa em </span><em><span class="tm11">Evangelii gaudium</span></em><span class="tm19">, sua encíclica-chave: trata-se, de um modo geral,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">reduzir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">anúncio</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Evangelho</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">primitiva</span> <span class="tm19">essencial,</span> <span class="tm19">valendo-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fórmulas</span> <span class="tm19">muito concisas e impactantes – o </span><em><span class="tm11">“querigma” </span></em><span class="tm19">–, tendo em vista uma “experiência”, um encontro imediato com Cristo, deixando de lado todo o resto, por mais precioso que seja – em termos concretos, o conjunto dos elementos da Tradição, tidos por acessórios e secundários. É esse método de nova evangelização que produziu o vazio doutrinal característico do pontificado de Francisco, fortemente sentido por todo um setor da Igreja.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que, numa perspectiva como essa, é sempre necessário preocupar-se em oferecer respostas novas e adequadas às questões que vão surgindo: essa tarefa, porém, deve ser realizada por meio da reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">respostas</span> <span class="tm19">clássicas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">sempre</span> <span class="tm19">válidas</span> <span class="tm19">fornecidas</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">Tradição da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Foi</span> <span class="tm19">assim,</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">“sopro</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Espírito”</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">Francisco</span> <span class="tm19">conseguiu</span> <span class="tm19">impor</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">toda a Igreja decisões catastróficas, como a que autoriza a comunhão dos divorciados que se casaram de novo ou a bênção de casais do mesmo sexo.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em síntese: de um lado, pelo </span><em><span class="tm11">“querigma”</span></em><span class="tm19">, isola-se o anúncio do Evangelho de todo o </span><em><span class="tm11">corpus</span> </em><span class="tm19">da doutrina e da moral tradicionais; de outro, pela sinodalidade, substituem-se as respostas tradicionais por decisões aleatórias,</span> <span class="tm19">frequentemente</span> <span class="tm19">absurdas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">doutrinalmente</span> <span class="tm19">injustificáveis.</span> <span class="tm19">O</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Zen</span> <span class="tm19">considera</span> <span class="tm19">esse método</span> <span class="tm19">manipulador</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">julga</span> <span class="tm19">blasfemo</span> <span class="tm19">atribuí-lo</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">Espírito</span> <span class="tm19">Santo.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">receio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">infelizmente</span> <span class="tm19">ele</span> <span class="tm19">tenha</span> <span class="tm19">razão.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm38" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">6. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">fala</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">servir</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Igreja,</span> <span class="tm17">mas,</span> <span class="tm17">na</span> <span class="tm17">prática,</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm17">dar</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">impressão</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">desafiar a Igreja, sobretudo no caso de sagrações episcopais. Como o senhor explica isso ao Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Servimos à Igreja, antes de tudo, servindo às almas. Trata-se de um fato objetivo, independentemente de qualquer outra consideração. A Igreja, em sua essência, existe para as almas: tem por finalidade sua santificação e salvação. Todos os belos discursos, os mais diversos debates, os grandes temas sobre os quais se discute ou se poderia discutir, não têm sentido nenhum se não tiverem como objetivo a salvação das almas. É importante lembrar isso, pois hoje existe o perigo de a Igreja ocupar-se de tudo e de nada ao mesmo tempo. A preocupação ecológica, por</span> <span class="tm19">exemplo, ou a defesa dos direitos das</span> <span class="tm19">minorias, das</span> <span class="tm19">mulheres ou dos imigrantes, trazem o risco de nos fazer perder de vista a missão essencial da Igreja. Se a Fraternidade São Pio X luta por manter a Tradição, com tudo o que isso acarreta, é unicamente porque esses tesouros são indispensáveis para a salvação das almas, e porque nada mais busca além disto: o bem das almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm39" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. </span></span><span style="color: #000000;"><span class="tm42">Temos</span> <span class="tm42">aí um resumo</span> <span class="tm42">do que</span> <span class="tm42">é</span> <span class="tm42">o estado de </span><span class="tm43">necessidade.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Ao agir assim, pomos a serviço da própria Igreja aquilo que nós mantemos. Oferecemos à Igreja não um museu de coisas antigas e empoeiradas, mas a Tradição em sua plenitude e fecundidade; a Tradição que santifica as almas, que as transforma, que suscita vocações e famílias autenticamente católicas. Noutras palavras, é para o próprio Papa, enquanto tal, que mantemos esse tesouro, até o dia em que o seu valor</span> <span class="tm19">seja novamente compreendido</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">queira usar desse</span> <span class="tm19">tesouro para</span> <span class="tm19">o bem</span> <span class="tm19">de toda</span> <span class="tm19">a Igreja.</span> <span class="tm19">Pois é</span> <span class="tm19">a Ela que pertence a Tradição.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">7. </span><span class="tm17">O senhor fala do bem das almas, mas a Fraternidade não tem missão sobre as almas. Pelo contrário, foi canonicamente suprimida há mais de cinquenta anos. Com base em quê se pode justificar uma missão da Fraternidade junto às almas?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se simplesmente de uma questão de caridade. Não queremos atribuir-nos uma missão que não temos. Mas,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo tempo,</span> <span class="tm19">não podemos</span> <span class="tm19">ficar</span> <span class="tm19">de braços</span> <span class="tm19">cruzados</span> <span class="tm19">diante da aflição</span> <span class="tm19">espiritual</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas que estão, cada vez mais, perplexas, desorientadas e perdidas. Elas clamam por socorro. E, depois de</span> <span class="tm19">terem procurado por muito tempo, é natural que seja nas riquezas da Tradição da Igreja integralmente vivida onde irão encontrar, com profunda alegria, a luz e o consolo. Em relação a essas almas, temos uma verdadeira responsabilidade, ainda que não tenhamos nenhuma missão oficial: se alguém vê na rua uma pessoa em perigo, tem o dever</span> <span class="tm19">de lhe prestar socorro de acordo com as suas possibilidades,</span> <span class="tm19">ainda que não seja bombeiro nem policial.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa forma, o</span> <span class="tm19">número de almas</span> <span class="tm19">que nos têm procurado vem crescendo sem parar com o</span> <span class="tm19">passar</span> <span class="tm19">dos</span> <span class="tm19">anos, e inclusive aumentou consideravelmente na última década. Ignorar as suas necessidades e abandoná-las seria o mesmo que traí-las e, assim, trair a própria Igreja, pois, não custa repetir: a Igreja existe para as almas e não para alimentar discursos vãos e fúteis.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Essa caridade é um dever que preside a todos os demais. É o próprio direito da Igreja que prescreve que seja</span> <span class="tm19">assim.</span> <span class="tm19">No</span> <span class="tm19">espírito</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">direito</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">jurídica</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">caridade,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">vem antes de tudo. Representa verdadeiramente a lei das leis, à qual todas as demais estão subordinadas e contra a qual nenhuma lei eclesiástica pode prevalecer. O axioma </span><em><span class="tm11">suprema lex, salus animarum </span></em><span class="tm19">– a salvação</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">lei</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">–</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">máxima</span> <span class="tm19">clássica</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">tradição</span> <span class="tm19">canônica,</span> <span class="tm19">retomada</span> <span class="tm19">explicitamente pelo cânon final do Código de 1983; no atual estado de necessidade, é desse princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado e da nossa missão junto às almas que vêm nos procurar. Trata-se, para nós, de um papel de suplência, em nome dessa mesma caridade.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm44" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">8. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">está</span> <span class="tm17">ciente</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">considerar</span> <span class="tm17">novas</span> <span class="tm17">sagrações</span> <span class="tm17">episcopais,</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">colocar</span> <span class="tm17">os</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">que recorrem</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">diante</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">dilema:</span> <span class="tm17">ou</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">escolha</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm17">Tradição</span> <span class="tm17">integral,</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">tudo</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">que isso implica, ou a “plena” comunhão com a hierarquia da Igreja?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esse dilema é,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">realidade,</span> <span class="tm19">apenas aparente.</span> <span class="tm19">É evidente que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deve manter, ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">a Tradição integral e a comunhão com a hierarquia. Não pode escolher entre esses bens, que são ambos </span><span class="tm20">necessários.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Porém o que com demasiada frequência se esquece é que a comunhão está fundada essencialmente na fé católica, com tudo o que isso implica: a começar por uma verdadeira vida sacramental e pelo exercício de um governo que prega essa mesma fé e faz com que ela seja posta em prática, usando de sua autoridade não de modo arbitrário, mas realmente em vista do bem espiritual das almas que lhe foram confiadas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É justamente para garantir esses fundamentos, essas condições necessárias à própria existência da comunhão</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">aquilo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">opõe</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">essa</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">desvirtua, ainda quando, paradoxalmente, isso vem daqueles mesmos que exercem a autoridade na Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm46" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">9. </span><span class="tm17">Poderia</span> <span class="tm17">dar-nos</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">exemplo</span> <span class="tm17">concreto</span> <span class="tm17">daquilo</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm22">aceitar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">exemplo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">me vem</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">mente</span> <span class="tm19">remonta</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">ano</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">2019,</span> <span class="tm19">quando</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco,</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ocasião da sua visita à península arábica, assinou junto com um imã a famosa declaração de Abu Dhabi. Nela ele afirmava, juntamente com o chefe muçulmano, que a pluralidade das religiões como tal era algo desejado pela Sabedoria divina.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que uma comunhão que se fundasse na aceitação de tal afirmação, ou que a incluísse, simplesmente</span> <span class="tm19">não seria</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">pois</span> <span class="tm19">implicaria</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pecado</span> <span class="tm19">contra</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">mandamento</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">negação</span> <span class="tm19">do primeiro artigo do Credo. Considero que uma afirmação como aquela é mais do que um simples erro. É algo</span> <span class="tm19">simplesmente</span> <span class="tm19">inconcebível.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">fundamento</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">causa da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">dissolução.</span> <span class="tm19">Creio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deveria</span> <span class="tm19">preferir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">martírio</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">semelhante</span> <span class="tm19">afirmação.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">10. </span><span class="tm17">Em todo o mundo, a percepção dos erros denunciados desde há muito tempo pela Fraternidade vem crescendo, especialmente na internet. Não seria conveniente deixar que esse movimento se desenvolvesse, confiando na Providência, em vez de intervir por meio de um gesto público tão impactante como o são as sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">movimento</span> <span class="tm19">certamente</span> <span class="tm19">positivo,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">deixar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">nos</span> <span class="tm19">alegrar</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ele.</span> <span class="tm19">Decerto</span> <span class="tm19">vem ilustrar a legitimidade daquilo que a Fraternidade defende, e cabe encorajar essa difusão da verdade por todos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">meios disponíveis. Dito isso, trata-se de um movimento que tem limites, pois</span> <span class="tm19">o combate da fé não pode restringir-se nem esgotar-se em discussões e posicionamentos que têm por arena a internet ou as redes sociais.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É claro que a santificação de uma alma depende de uma profissão de fé autêntica, mas esta deve levar afinal a uma verdadeira vida cristã. Ora, no domingo as almas não precisam consultar uma plataforma da internet; precisam de um sacerdote que as confesse e instrua, que celebre para elas a Santa Missa, que as santifique verdadeiramente e as conduza a Deus. As almas precisam de sacerdotes. E, para que haja sacerdotes, é preciso haver bispos, e não “</span><em><span class="tm11">influencers</span></em><span class="tm19">”. Noutras palavras, é preciso voltar à realidade, isto é, à realidade das almas e das suas necessidades objetivas concretas. As sagrações episcopais não têm outra</span> <span class="tm19">finalidade</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">esta:</span> <span class="tm19">garantir,</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">ligados</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">Tradição,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">administração</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">sacramento</span> <span class="tm19">da Confirmação, da Ordem e de tudo o que deles decorre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">11. </span><span class="tm17">O senhor não teme que, apesar das suas boas intenções, a Fraternidade possa, de algum modo, acabar por se achar a Igreja, ou atribuir-se um papel insubstituível?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">De</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">deseja</span> <span class="tm19">colocar-se</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">lugar</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">assumir</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missão</span> <span class="tm19">dela;</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">contrário, conserva uma profunda consciência de existir unicamente para servi-la, apoiando-se exclusivamente naquilo que a própria Igreja sempre e universalmente pregou, acreditou e realizou.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade, além disso, tem plena consciência de que não é ela que salva a Igreja, pois somente Nosso Senhor guarda e salva a sua Esposa – Ele que nunca deixa de velar por ela.</span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja. Atenta à missão da sua Mãe, que durante vinte séculos alimentou os seus </span><span style="color: #000000;"><span class="tm19">filhos pela doutrina e pelos sacramentos, a Fraternidade consagra-se filialmente à preservação e à defesa da Tradição integral, usando de uma liberdade sem paralelo,</span> <span class="tm19">a fim de poder permanecer fiel a esse legado. Segundo a expressão de Dom Lefebvre, a Fraternidade é somente uma obra “da Igreja católica, que continua a transmitir a doutrina”; o seu papel</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">como o de</span> <span class="tm19">um “carteiro que leva uma carta”.</span> <span class="tm19">E o seu maior desejo é que todos os pastores católicos se juntem a ela no cumprimento desse dever.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong><span class="tm16">12. </span><span class="tm17">Voltemos</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">Papa.</span> <span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">realista</span> <span class="tm17">pensar</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">Santo</span> <span class="tm17">Padre</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">aceitar,</span> <span class="tm17">ou</span> </strong><span class="tm17"><strong>sequer tolerar, que a Fraternidade consagre bispos sem mandato pontifício</strong>?</span></em></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">tudo,</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pai.</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">tal,</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">capaz</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">discernir</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">intenção</span> <span class="tm19">reta,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">vontade</span> <span class="tm19">sincera de servir a Igreja e, sobretudo, um verdadeiro caso de consciência numa situação excepcional. Esses elementos são objetivos, como todos os que conhecem a Fraternidade podem reconhecer, mesmo sem necessariamente partilhar das suas posições.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">13. </span><span class="tm17">Isso</span> <span class="tm17">é</span> <span class="tm17">compreensível</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">teoria.</span> <span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">pensa</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">concretamente,</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">tolerar</span> <span class="tm17">uma decisão desse tipo por parte da Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">O futuro permanece nas mãos do Santo Padre e, evidentemente, nas da Providência. No entanto, é preciso reconhecer que a Santa Sé é por vezes capaz de dar mostras de um certo pragmatismo, e mesmo de uma flexibilidade surpreendente, quando está convencida de agir para o bem das almas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm50" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Tomemos o caso muito atual das relações com o governo chinês. Apesar de um verdadeiro cisma da Igreja patriótica chinesa; apesar de uma perseguição ininterrupta contra a Igreja do Silêncio, fiel a Roma; apesar de acordos repetidamente renovados e em seguida violados pelo governo chinês: apesar de tudo isso, em 2023 o Papa Francisco aprovou </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xangai pelas autoridades chinesas. Mais recentemente, o Papa Leão XIV acabou aceitando </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xinxiang, designado</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vacância</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Sé</span> <span class="tm19">Apostólica,</span> <span class="tm19">enquanto</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bispo</span> <span class="tm19">fiel</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">várias</span> <span class="tm19">vezes encarcerado,</span> <span class="tm19">ainda</span> <span class="tm19">estava</span> <span class="tm19">encarregado</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">diocese.</span> <span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">ambos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">casos,</span> <span class="tm19">trata-se</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">prelados favoráveis ao governo, impostos unilateralmente por Pequim com o objetivo de controlar a Igreja Católica na China. Convém notar que não se trata aqui de meros bispos auxiliares, mas sim de bispos residenciais, isto</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">os pastores ordinários da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">respectiva</span> <span class="tm19">diocese</span> <span class="tm19">(ou</span> <span class="tm19">prefeitura),</span> <span class="tm19">com jurisdição</span> <span class="tm19">sobre os sacerdotes e os fiéis locais. Em Roma, sabe-se muito bem com que finalidade esses pastores foram escolhidos e impostos unilateralmente.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm51" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade</span> <span class="tm9">São Pio X nada mais</span> <span class="tm9">busca além disto: o bem das</span> <span class="tm9">almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">caso</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">diferente:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">evidente</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">estamos</span> <span class="tm19">aí</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">favorecer</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">poder</span> <span class="tm19">comunista ou anticatólico, mas apenas para salvaguardar os direitos de Cristo Rei e da Tradição da Igreja, num momento de crise e de confusão generalizadas em que estes direitos se encontram gravemente comprometidos. As intenções</span> <span class="tm19">e as finalidades evidentemente não são as mesmas. O Papa sabe disso. Além do quê, o Santo Padre sabe muito bem que a Fraternidade de modo nenhum pretende conferir aos seus bispos qualquer jurisdição que seja, o que equivaleria a criar uma Igreja paralela.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Francamente, não vejo como o Papa poderia recear um perigo maior para as almas da parte da Fraternidade que da parte do governo de Pequim.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm52" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">14. </span><span class="tm17">O senhor acha que, no que diz respeito à missa tradicional, a necessidade das almas é hoje tão grave</span> <span class="tm17">quanto</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">1988? Após</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">vicissitudes por</span> <span class="tm17">que passou</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">rito de</span> <span class="tm17">São</span> <span class="tm17">Pio</span> <span class="tm17">V</span></em><span class="tm17">, </span><em><span class="tm15">sua</span> <span class="tm17">liberação</span> <span class="tm17">por Bento</span> <span class="tm17">XVI</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2007,</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">restrições</span> <span class="tm17">impostas</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">Francisco</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2021&#8230;</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">direção</span> <span class="tm17">estamos</span> <span class="tm17">indo com o novo Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Até onde me é dado saber, o Papa Leão XIV guardou certa discrição sobre esse tema, que tem suscitado grande expectativa no mundo conservador. Mas há bem pouco tempo um texto do Cardeal Roche sobre a liturgia, inicialmente destinado aos cardeais que participavam do consistório do mês passado, veio a público.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">há</span> <span class="tm19">razão</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">duvidar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">texto</span> <span class="tm19">corresponde,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">suas</span> <span class="tm19">linhas</span> <span class="tm19">gerais,</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">orientação </span><span class="tm19">desejada pelo Papa. Trata-se de um texto muito claro e, sobretudo, lógico e coerente. Infelizmente, apoia- se numa premissa falsa.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Concretamente, esse texto, em perfeita continuidade com </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes</span></em><span class="tm19">, condena o projeto litúrgico do Papa Bento XVI. Segundo este, o rito antigo e o novo seriam duas formas mais ou menos equivalentes, e que em todo caso expressariam a mesma fé e a mesma eclesiologia, sendo, portanto, capazes de se enriquecerem mutuamente. Preocupado com a unidade da Igreja, Bento XVI quis promover</span> <span class="tm19">a coexistência dos dois ritos e publicou em 2007 o Motu proprio </span><em><span class="tm11">Summorum Pontificum</span></em><span class="tm19">. Para muitos, providencialmente,</span> <span class="tm19">isso</span> <span class="tm19">permitiu</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">sempre;</span> <span class="tm19">mas,</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">também</span> <span class="tm19">fez</span> <span class="tm19">surgir um movimento de questionamento do novo rito, movimento que foi visto como problemático e que </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes </span></em><span class="tm19">em 2021 procurou conter.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Fiel a Francisco, o Cardeal Roche por sua vez apregoa a unidade da Igreja, mas segundo uma ideia e por meios diametralmente opostos aos de Bento XVI: ao mesmo tempo em que mantém a afirmação de uma continuidade entre um rito e outro através da reforma, opõe-se firmemente à sua coexistência. Enxerga nela</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">fonte</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">divisão,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ameaça</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">unidade,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">superada</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">retorno</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">autêntica comunhão litúrgica: “O bem primordial da unidade da Igreja não se obtém ‘congelando’ a divisão, mas ao encontrarmo-nos todos na partilha daquilo que não pode deixar de ser partilhado”. A Igreja “deve ter um único rito”, em plena harmonia com o verdadeiro sentido da Tradição.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Como princípio, é</span> <span class="tm19">justo</span> <span class="tm19">e coerente, pois</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja, tendo</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">fé e</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">eclesiologia,</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">deixar de ter uma só liturgia capaz de expressá-las adequadamente… Mas o princípio foi mal aplicado, pois, seguindo a lógica da nova eclesiologia pós-conciliar, o Cardeal Roche concebe a Tradição como algo evolutivo,</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">novo</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">viva</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">nosso</span> <span class="tm19">tempo;</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">valor do</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">não pode, portanto, ser considerado senão como algo que ficou para trás, e o seu uso, quando muito, uma “concessão”, “de modo algum uma promoção”.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Agora, portanto, ficou mais claro que existe uma “divisão” e uma incompatibilidade atual entre os dois ritos. Mas não nos enganemos: a única liturgia que expressa adequadamente, de modo imutável e não evolutivo, a concepção tradicional da Igreja, da vida cristã, do sacerdócio católico, é aquela de sempre. Quanto a este ponto, a oposição da Santa Sé parece, mais do que nunca, irrevogável.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">15. </span><span class="tm17">O Cardeal Roche, não obstante, reconhece que existem ainda alguns problemas na aplicação da reforma litúrgica. O senhor pensa que isso possa conduzir a uma tomada de consciência quanto aos limites dessa reforma?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É interessante ver que, passados sessenta anos, ainda se reconhece a existência de uma</span> <span class="tm19">dificuldade real</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">aplicação da reforma litúrgica, cuja riqueza</span> <span class="tm19">ainda estaria por descobrir:</span> <span class="tm19">é um refrão</span> <span class="tm19">que vimos ouvindo desde sempre, sempre que se aborda esse tema, e que o texto do Cardeal Roche não deixa de mencionar. Porém, em vez de se perguntar sinceramente sobre as deficiências intrínsecas da nova missa, e portanto sobre o fracasso geral dessa reforma, em vez de encarar o</span> <span class="tm19">fato de que as igrejas se esvaziam e as vocações diminuem; em vez de se perguntar por que razão o rito tridentino continua a atrair tantas almas… a única solução que o Cardeal Roche consegue vislumbrar é uma urgente formação prévia dos fiéis e dos </span><span class="tm20">seminaristas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm55" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sem se dar conta, ele entra num círculo vicioso: na verdade é a própria liturgia que deveria formar as almas. Durante quase dois mil anos, as almas, muitas vezes analfabetas, foram edificadas e santificadas pela própria liturgia, sem necessidade de nenhuma formação prévia. Não reconhecer a incapacidade intrínseca do </span><em><span class="tm11">Novus Ordo </span></em><span class="tm19">para edificar as almas, exigindo ademais uma melhor formação, parece-me ser um sinal de cegueira incurável. Chegamos, assim, a paradoxos chocantes: a reforma foi desejada para favorecer a participação dos fiéis; ora, estes abandonaram a Igreja em massa, porque essa liturgia insossa não foi capaz de alimentá-los; e isso supostamente não teria nada a ver com a própria reforma!</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">16. H</span><span class="tm17">oje, em muitos países, ainda existem grupos não ligados à Fraternidade e que no entanto se beneficiam do uso do missal de 1962. Tais possibilidades quase não existiam em 1988. Não constituiriam</span> <span class="tm17">eles</span> <span class="tm17">uma</span> <span class="tm17">alternativa</span> <span class="tm17">suficiente</span> <span class="tm17">para</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">momento,</span> <span class="tm17">tornando</span> <span class="tm17">assim</span> <span class="tm17">prematuras</span> <span class="tm17">novas sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A pergunta que devemos fazer é a seguinte: tais possibilidades correspondem àquilo de que a Igreja e as almas têm necessidade? Respondem de maneira suficiente à necessidade das almas?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É inegável que, onde quer que a missa tradicional seja celebrada, é o verdadeiro rito da Igreja que resplandece, com esse profundo senso do sagrado</span> <span class="tm19">que não</span> <span class="tm19">se encontra no novo rito. Contudo, não se pode deixar de lado o contexto em que essas celebrações ocorrem. Ora, independentemente da boa vontade desta ou daquela pessoa, o contexto parece claro, sobretudo desde o </span><em><span class="tm11">Traditionis Custodes</span></em><span class="tm19">, confirmado aliás pelo Cardeal Roche: trata-se de uma Igreja onde o único rito oficial “normal” é o de Paulo VI. A celebração do rito de sempre se dá, portanto, num regime que podemos chamar de exceção: os adeptos desse rito recebem, por benevolência gratuita, dispensas que lhes permitem celebrá-lo, mas estas se inserem na lógica da nova eclesiologia e supõem, por isso, que a nova liturgia continua a ser o critério da piedade dos fiéis e a expressão autêntica da vida da Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">17. </span><span class="tm17">Por que o senhor diz que não é possível deixar de lado esse contexto de exceção? Não há algum</span> <span class="tm17">bem nisso, apesar de tudo? Quais as consequências concretas que deveríamos lamentar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa situação resultam pelo menos três consequências nefastas. A mais imediata é uma profunda fragilidade</span> <span class="tm19">estrutural.</span> <span class="tm19">Os</span> <span class="tm19">sacerdotes</span> <span class="tm19">e os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">gozam</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">privilégios</span> <span class="tm19">que lhes</span> <span class="tm19">permitem</span> <span class="tm19">fazer</span> <span class="tm19">uso da liturgia tridentina vivem angustiados pelo que o dia de amanhã pode trazer: afinal, privilégio não é direito. Enquanto a autoridade os tolerar, podem dedicar-se à sua prática religiosa sem serem incomodados. Mas, tão logo a autoridade formule certas exigências, imponha certas condições ou revogue de uma hora para outra, por uma razão qualquer, as permissões outorgadas, tanto sacerdotes como fiéis</span> <span class="tm19">se veem numa situação conflituosa, sem meio de se defenderem e com isso garantirem de modo eficaz os auxílios tradicionais com os quais as almas têm o direito de contar. Ora, como evitar de modo duradouro tais casos de consciência quando, entre duas concepções inconciliáveis da vida da Igreja, encarnadas em duas liturgias incompatíveis, uma tem direito de cidadania, ao passo que a outra é apenas tolerada?</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Para além</span> <span class="tm19">do quê – e isso me parece mais grave – já não se entende a razão por que</span> <span class="tm19">esses grupos querem</span> <span class="tm19">a liturgia tridentina, o que compromete gravemente os direitos públicos da Tradição da Igreja e, com isso, o bem das almas. Com efeito, se a Missa de sempre pode aceitar que a missa moderna seja celebrada em toda a Igreja, e se se contenta em gozar de um privilégio particular, ligado a uma preferência ou a um carisma</span> <span class="tm19">próprio,</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">entender</span> <span class="tm19">que essa</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de sempre se opõe irremediavelmente à</span> <span class="tm19">missa nova,</span> <span class="tm19">e que continua</span> <span class="tm19">a ser</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">liturgia</span> <span class="tm19">verdadeiramente</span> <span class="tm19">católica</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">ninguém</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">impedido de</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">celebrar?</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">ter</span> <span class="tm19">consciência</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Paulo</span> <span class="tm19">VI</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode ser</span> <span class="tm19">reconhecida,</span> <span class="tm19">porque</span> <span class="tm19">constitui um afastamento considerável da teologia católica da Santa Missa, e que ninguém pode ser obrigado a celebrá-la? E</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">afastar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">eficaz as</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">liturgia envenenada,</span> <span class="tm19">para que</span> <span class="tm19">venham</span> <span class="tm19">beber</span> <span class="tm19">nas fontes puras da liturgia católica?</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm57" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Por fim temos uma consequência mais remota decorrente das duas anteriores, a saber, que a necessidade de</span> <span class="tm19">evitar</span> <span class="tm19">comportamentos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">causem</span> <span class="tm19">incômodo,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">fim</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">comprometer</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">estabilidade</span> <span class="tm19">frágil,</span> <span class="tm19">reduz numerosos pastores a um silêncio forçado, quando seria preciso levantar a voz contra este ou aquele ensinamento escandaloso que corrompe a fé ou a moral. A necessária denúncia dos erros que destroem a Igreja,</span> <span class="tm19">exigida</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">ameaçadas</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">alimento</span> <span class="tm19">envenenado,</span> <span class="tm19">fica</span> <span class="tm19">assim</span> <span class="tm19">paralisada. Esclarece-se</span> <span class="tm19">em privado uma</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">outra pessoa,</span> <span class="tm19">quando ainda se</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">discernir a</span> <span class="tm19">nocividade de tal</span> <span class="tm19">ou qual</span> <span class="tm19">erro,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">tímido</span> <span class="tm19">cochicho,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mal</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">dita</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">liberdade que requer… sobretudo em se tratando de combater princípios tacitamente aceitos. Mais uma vez, são as almas que deixam de ser iluminadas e que são privadas do pão da doutrina, do qual, não obstante, continuam</span> <span class="tm19">famintas: com o tempo, isso vai modificando progressivamente as mentalidades e conduzindo pouco</span> <span class="tm19">a pouco</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">geral</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">inconsciente</span> <span class="tm19">das diversas reformas</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">afetam</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Também em relação a essas almas,</span> <span class="tm19">a Fraternidade sente a responsabilidade de esclarecê-las e de não as abandonar.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não se trata de apontar o dedo nem de julgar quem quer que seja, mas de abrir os olhos e constatar os fatos. Ora, somos obrigados a reconhecer que, na medida em que o uso da liturgia tradicional fica condicionado</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">menos</span> <span class="tm19">implícita das</span> <span class="tm19">reformas</span> <span class="tm19">conciliares,</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">grupos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">disso</span> <span class="tm19">se beneficiam não podem constituir uma resposta adequada às necessidades profundas por que passam a Igreja e as almas.</span> <span class="tm19">É, para retomar uma ideia</span> <span class="tm19">já antes</span> <span class="tm19">expressa, preciso, pelo contrário,</span> <span class="tm19">estar</span> <span class="tm19">em condições</span> <span class="tm19">de oferecer </span><span class="tm19">aos católicos de hoje a verdade sem concessões, ministrada incondicionalmente, junto com os meios de viver dela integralmente, para a salvação das almas e o bem de toda a Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">18. </span><span class="tm17">De</span> <span class="tm17">todo</span> <span class="tm17">modo,</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">acha</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">mostrar-se</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">generosa</span> <span class="tm17">no</span> <span class="tm17">futuro,</span> <span class="tm17">em relação à Missa tradicional?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não é impossível que Roma venha a adotar no futuro uma atitude mais aberta, como já ocorreu em 1988, em circunstâncias análogas, quando o uso do missal antigo foi outorgado a alguns grupos, numa tentativa de afastar os fiéis da Fraternidade. Caso isso viesse de novo a acontecer, seria algo muito político e muito pouco</span> <span class="tm19">doutrinal:</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">missal</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">destina-se</span> <span class="tm19">exclusivamente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">adorar</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">majestade divina</span> <span class="tm19">e a</span> <span class="tm19">alimentar</span> <span class="tm19">a fé;</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">poderia</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">instrumentalizado</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ferramenta</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">ajustamento</span> <span class="tm19">pastoral</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">variável de apaziguamento.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm58" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Mas ainda assim, uma benevolência maior ou menor nada mudaria quanto à nocividade do contexto descrito acima e portanto não mudaria substancialmente a situação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Além</span> <span class="tm19">disso,</span> <span class="tm19">o cenário</span> <span class="tm19">é na</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mais</span> <span class="tm19">complexo:</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco e</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Roche</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">deram conta de que, ao estender o uso do missal de São Pio V, desencadeia-se inevitavelmente um questionamento da reforma litúrgica e do Concílio, em proporções incômodas e sobretudo incontroláveis. É, portanto, difícil prever o que irá acontecer, mas o perigo de encerrar-se dentro de lógicas mais políticas do que doutrinárias é real.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm13" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">19. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">que o senhor gostaria</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">dizer em</span> <span class="tm17">especial</span> <span class="tm17">aos</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">e aos membros</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm22">Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Gostaria de lhes dizer que o momento presente é, antes de tudo, um tempo de oração, de preparação dos corações, das almas e também das inteligências, a fim de nos dispormos à graça que essas sagrações representam</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Isso</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">vivido</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">recolhimento,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">paz</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">confiança</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Providência, que nunca abandonou a Fraternidade, nem irá abandoná-la desta vez</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">20. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">espera</span> <span class="tm17">poder</span> <span class="tm17">encontrar-se</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm22">Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sim, sem dúvida. Parece-me extremamente importante poder conversar com o Santo Padre, e há muitas coisas que eu gostaria de partilhar com ele, e que não pude lhe expor por escrito. Infelizmente, a resposta recebida da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández não fala em nenhum lugar de uma possível audiência com o Papa. Pelo contrário, evoca a ameaça de novas sanções.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">21. </span><span class="tm17">Que</span> <span class="tm17">fará</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Santa</span> <span class="tm17">Sé</span> <span class="tm17">decidir</span> <span class="tm17">condená-</span><span class="tm22">la?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Em primeiro lugar tenhamos em mente que, em tais circunstâncias, eventuais penas canônicas não teriam nenhum efeito real.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No entanto, caso viessem a ser pronunciadas, não há dúvida de que a Fraternidade, sem amargura, aceitaria esse novo sofrimento, assim como aceitou os sofrimentos passados, oferecendo-os sinceramente para o bem da própria Igreja. É pela Igreja que a Fraternidade trabalha. E ela tem a certeza de que, se tal situação viesse a ocorrer, seria necessariamente temporária, pois a Igreja é divina e Nosso Senhor não a </span><span class="tm20">abandona.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">A Fraternidade continuará, pois, a fazer o melhor que pode, na fidelidade à Tradição católica e a servir humildemente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">respondendo</span> <span class="tm19">às</span> <span class="tm19">necessidades</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">continuará</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">rezar</span> <span class="tm19">filialmente</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">Papa, como sempre tem feito, na espera de poder ver-se um dia livre dessas eventuais sanções injustas,</span> <span class="tm19">como se deu</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2009.</span> <span class="tm19">Estamos</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um dia</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">autoridades</span> <span class="tm19">romanas</span> <span class="tm19">reconhecerão</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">gratidão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">essas sagrações episcopais contribuíram providencialmente para mantermos a fé, para a maior glória de Deus e a salvação das almas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm60" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Entrevista concedida</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Flavigny-sur-Ozerain</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fevereiro</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm20">2026, </span><span class="tm19">na</span> <span class="tm19">festa</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Purificação</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Santíssima</span> <span class="tm20">Virgem</span></span></p>
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		<title>VÍDEO AULA: A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA IGREJA &#8211; D. MARCEL LEFEBVRE E A FSSPX</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 13:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Luiz Cláudio Camargo]]></category>

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		<description><![CDATA[O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/camargo_0.png?itok=QLAKSxdJ" alt="" width="572" height="330" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, o Concílio Vaticano II, a fundação da Fraternidade S. Pio X, a crise da Igreja contra a Fraternidade; não houve cisma e a excomunhão não foi válida. Os fundamentos da formação sacerdotal na Fraternidade. A solução para a crise da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Para acessar a aula, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=trCL_rQUydM">CLIQUE AQUI</a></span></strong></span></p>
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		<title>VÍDEO/CURSO 8: O ESPÍRITO DE ASSIS E O MEGA ECUMENISMO DE JOÃO PAULO II</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 13:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1986, pela primeira, o Papa João Paulo II reuniu em Assis, na Itália, representantes de todas as religiões para rezarem juntos. A partir dali, o papa se refere a um &#8220;espírito&#8221; novo, ecumênico, que corresponde à obra inicial do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-8-o-espirito-de-assis-e-o-mega-ecumenismo-de-joao-paulo-ii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/camargo.png?itok=xrgI0bl5" alt="" width="578" height="333" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Em 1986, pela primeira, o Papa João Paulo II reuniu em Assis, na Itália, representantes de todas as religiões para rezarem juntos. A partir dali, o papa se refere a um &#8220;espírito&#8221; novo, ecumênico, que corresponde à obra inicial do ecumenismo no Concílio Vaticano II.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Acesse essa aula do Pe. Gustavo Camargo </span><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=yP2ejR2HlpY"><span class="tm9">CLICANDO AQUI</span></a></u></strong><u><span class="tm10">.</span></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;">*********************************************</p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Veja também alguns de nossos &#8220;Especiais&#8221; sobre assuntos relacionados ao vídeo:</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-o-ecumenismo/">ESPECIAIS DO BLOG: O ECUMENISMO</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-papas-joao-paulo-ii-paulo-vi-e-joao-xxiii/">ESPECIAIS DO BLOG – PAPAS JOÃO PAULO II, PAULO VI E JOÃO XXIII</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-liberdade-religiosa-do-vaticano-ii/">ESPECIAIS DO BLOG: A LIBERDADE RELIGIOSA DO VATICANO II</a></strong></span></p>
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