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	<title>DOMINUS EST &#187; Concílio Vaticano II</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>ITÁLIA &#8211; ULTIMATO DO  RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 15:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est  &#8220;Se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/italia-ultimato-do-rabino-chefe-de-roma-os-lefebvristas-ou-nos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.datocms-assets.com/118011/1708035024-rabbi-riccardo-di-segni.jpg?auto=format&amp;w=1088" alt="Rabbi Riccardo Di Segni – Portraits in Faith" width="529" height="360" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada?</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/italie-ultimatum-du-grand-rabbin-de-rome-eux-ou-nous-26-janvier-2010?utm_source=chatgpt.com">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6"> </span><em><span class="tm7"><strong>&#8220;Se a paz com os &#8216;lefebvristas&#8217; significa renunciar às aberturas do Concílio (Vaticano II, nota do editor), a Igreja terá que decidir: ou eles ou nós!</strong> ”</span></em><span class="tm6">, declarou o Rabino Chefe de Roma, </span><strong><span class="tm8">Riccardo Di Segni,</span></strong><span class="tm6"> em 26 de janeiro (2010), poucos dias após a visita de Bento XVI à sinagoga de Roma, e na véspera do Dia da Lembrança dedicado às vítimas do Holocausto.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Em entrevista à revista mensal católica italiana online </span><em><span class="tm7">Il Consulente Re</span></em><span class="tm6">, Riccardo Di Segni acrescentou ainda que a expressão usada por </span><span class="tm8">João Paulo II</span><span class="tm6"> durante sua visita à sinagoga em Roma, em 1986, para descrever os judeus como &#8220;</span><span class="tm8">irmãos mais velhos</span><span class="tm6">&#8220;, era </span><em><span class="tm7">&#8220;muito ambígua do ponto de vista teológico, porque os irmãos mais velhos na Bíblia são os ímpios&#8221;</span></em><span class="tm6">. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Aos olhos do rabino-chefe, falar de &#8220;</span><em><span class="tm7">irmãos mais velhos&#8221;</span></em><span class="tm6"> significa: &#8220;</span><em><span class="tm7">Vocês estavam lá, agora não tem mais relevância!&#8221; </span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Por fim, Riccardo Di Segni considerou que a </span><span class="tm8">Comunidade de Santo Egídio</span><span class="tm6"> (movimento leigo fundado em Roma em 1968, responsável por encontros inter-religiosos como o de Assis em 1986) era </span><em><span class="tm7">“um belo exemplo de colaboração” </span></em><span class="tm6">entre judeus e católicos.</span></span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Outras fontes:</strong></span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com">https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&amp;m=1">https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&amp;m=1</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MONS. STAGLIANÒ: &#8220;EU, BISPO DA IGREJA CATÓLICA, DIGO-VOS: JOHN LENNON TEM RAZÃO.&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 16:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>

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		<description><![CDATA[Mons.Antonio Staglianò, presidente da Pontifícia Academia de Teologia, apresentou a famosa canção Imagine, de John Lennon — que nos convida a imaginar um mundo sem paraíso, sem religião e, em última instância, sem Deus — como &#8220;a canção mais bela do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/mons-stagliano-eu-bispo-da-igreja-catolica-digo-vos-john-lennon-tem-razao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/2k5bd8n.jpg?itok=dPP20oID" alt="" width="520" height="296" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Mons.Antonio Staglianò, presidente da Pontifícia Academia de Teologia, apresentou a famosa canção <em>Imagine</em>, de John Lennon — que nos convida a imaginar um mundo sem paraíso, sem religião e, em última instância, sem Deus — como <em>&#8220;a canção mais bela do mundo&#8221;</em>, chegando a afirmar: &#8220;<em>Eu, bispo da Igreja Católica, digo-vos: John Lennon tem razão.&#8221;</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-stagliano-president-lacademie-pontificale-theologie-ne-peux-pas-etre-un-eveque-heretique">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O prelado italiano, nomeado chefe da Pontifícia Academia de Teologia pelo Papa Francisco em 6 de agosto de 2022, lidera esta venerável instituição do Vaticano, fundada em 1718 pelo Papa Clemente XI com o objetivo de formar teólogos competentes e promover o estudo da teologia católica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Considerada uma das mais antigas academias da Santa Sé, ela deveria ser um local eminente de defesa e transmissão da ortodoxia doutrinária, mas desde o Concílio Vaticano II, e ainda mais desde as reformas de João Paulo II (1999) e depois de Francisco (2023), ela passou por uma profunda reorientação, sendo agora chamada a tornar-se um fórum de discussão para os principais temas conciliares: diálogo com os não crentes, ecumenismo, diálogo inter-religioso, envolvimento em questões sociais e culturais contemporâneas e a ampla participação do &#8220;<em>povo de Deus&#8221;</em> na reflexão teológica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">&#8220;John Lennon tem razão&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um breve vídeo publicado em 18 de maio e compartilhado nas redes sociais, Mons. Staglianò declarou: “<em>Vamos abolir a religião, abolir Deus, abolir o paraiso. Quem diz isso? Hum… John Lennon, na canção mais linda do mundo, Imagine, o hino à paz, um hino universal à paz. Ele está certo ou errado? Eu, bispo da Igreja Católica, digo a vocês: John Lennon está certo.”</em></span><span id="more-35135"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lançada em 1971, a canção <em>Imagine</em> convida, de fato, a imaginar um mundo sem paraíso, sem religião e, por fim, sem Deus. Ela se tornou um dos hinos mais conhecidos do humanismo ateísta contemporâneo, baseado na ideia de que as divisões religiosas constituiriam uma das principais causas dos conflitos entre os homens e que a paz poderia ser alcançada através da superação das crenças transcendentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ciente da dificuldade que representa, para um bispo católico, elogiar tal canção, Mons. Staglianò oferece sua própria interpretação. Segundo ele, John Lennon não está condenando todas as religiões, mas apenas aquelas <em>&#8220;pelas quais é preciso matar ou morrer&#8221;.</em> Ele evoca desde o Valhalla viking até o extremismo islâmico, ou ainda o que chama, de forma depreciativa, de &#8220;<em>paraíso católico das Cruzadas</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O martírio é colocado em questão</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja sempre ensinou que a fé não pode ser imposta pela força e que a violência cometida injustamente em nome de Deus é contrária ao Evangelho. No entanto, as declarações de Mons. Staglianò vão muito além dessa afirmação quando ele declara: &#8220;<em>Eu também, tal como John Lennon, não quero uma religião pela qual tenha de matar ou morrer; não quero um paraíso pelo qual tenha de matar ou morrer; não quero um Deus pelo qual tenha de matar ou morrer. E não se preocupem: isto já foi dito, antes de John Lennon, há dois mil anos, por Jesus de Nazaré&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tradição católica sempre considerou o martírio o testemunho supremo da Verdade, que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde os primeiros séculos, a Igreja venerou aqueles que preferiram perder a vida a negar a verdadeira fé. O próprio Cristo deu o exemplo desse testemunho ao aceitar livremente a sua Paixão e morte. Da mesma forma, os Apóstolos, os mártires dos primeiros séculos e os inúmeros cristãos perseguidos ao longo da história demonstraram que as verdades da fé valem a pena ser defendidas, mesmo ao ponto de sacrificar a própria vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Um Cristo reinventado</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para justificar sua leitura de <em>Imagine</em>, Mons. Staglianò também atribui a Cristo um discurso no qual ele rejeita explicitamente certos episódios do Antigo Testamento, notadamente os castigos divinos narrados no Livro do Êxodo ou em livros históricos: <em>“Diante do sumo sacerdote, Jesus de Nazaré disse: ‘Afasta da mente a ideia de que meu Abba, meu Deus, meu Pai, tenha matado todos esses primogênitos do Egito, que tenha exterminado todos os cavaleiros e cavalos do exército egípcio, que tenha pedido a Saul que passasse à espada homens, mulheres e crianças. Tire isso da sua mente, porque meu Abba é apenas amor, sempre e somente amor. Com meu Abba, você só pode fazer a paz, a reconciliação e o perdão</em>.”. Jesus Cristo revelaria, portanto, um Deus que é unicamente amor e a quem não se podem atribuir os atos de justiça divina mencionados na Antiga Aliança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal oposição entre o Antigo e o Novo Testamento é inadmissível. A Igreja sempre professou a unidade da Revelação divina. O Deus que fala aos patriarcas, que liberta Israel do Egito e que guia a história da salvação é o mesmo Deus que se revela plenamente em Nosso Senhor Jesus Cristo. Cristo não veio para corrigir ou substituir o Deus da Antiga Aliança, Ele veio para cumprir as Escrituras e manifestar plenamente o plano divino nelas contido: <em>“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir”</em> (Mt 5,17).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O amor de Deus não se opõe à sua justiça. Esses dois atributos estão harmoniosamente unidos no mistério divino. Reduzir Deus a uma concepção exclusivamente sentimental de amor obscurece diversos aspectos essenciais da Revelação, incluindo o pecado, a necessidade da redenção e o próprio significado do sacrifício de Cristo na cruz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">&#8220;Não posso ser um bispo herege.&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante de uma série de reações indignadas tanto de leigos quanto de padres escandalizados, Mons. Staglianò, longe de se retratar, ironizou em um novo vídeo publicado em 22 de maio: <em>“Eu, um bispo herege? Esse é um luxo que não posso me dar. Sou bispo e, além disso, com todo o respeito, presidente da Pontifícia Academia de Teologia; portanto, não posso ser um bispo herege. <strong>Se alguém pensa que professo heresia, claramente tem alguma confusão doutrinal na cabeça.</strong> Como eu poderia ser um herege? Dizendo que não se pode associar violência e castigo à Sagrada Face do Senhor?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será que a autoridade na Igreja bastaria, portanto, para tornar infalível e incapaz de heresia aquele que a exerce? Tal raciocínio talvez satisfaça certos defensores de um voluntarismo eclesiológico desligado da realidade, mas dificilmente convencerá os católicos perplexos que, com o catecismo em mãos, constatam, desde o Concílio Vaticano II, a ruptura manifesta de muitos homens da Igreja com o ensinamento tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mons. Staglianò já havia sido alvo de críticas severas quando participou, em 16 de fevereiro de 2024, de um encontro a portas fechadas com os dirigentes das principais obediências da maçonaria italiana. Organizada pelo GRIS (Grupo de Pesquisa e Informação Socio-Religiosa) na Fundação Ambrosianeum de Milão, essa reunião contou com a presença, em particular, dos grão-mestres das três principais lojas maçônicas do país, ao lado de vários prelados católicos, entre os quais o arcebispo de Milão, Dom Mario Delpini, e o cardeal Francesco Coccopalmerio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Um sintoma de uma crise mais profunda.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A poucas semanas das sagrações episcopais previstas pela Fraternidade São Pio X em Écône, essa desconcertante indiferença por parte do presidente de uma instituição tão prestigiosa quanto a Pontifícia Academia de Teologia é mais um exemplo, entre tantos outros, do estado de emergência em que se encontra a Igreja. Essa indiferença que leva, apoiada em uma canção de John Lennon, a questionar pontos tão fundamentais quanto a unidade da Revelação ou o valor do testemunho dos mártires.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A crise atual é uma crise da própria fé, e cada vez mais clérigos e fiéis em todo o mundo estão tomando consciência disso. Diante dessa situação, a Fraternidade São Pio X pretende prosseguir com determinação, no lugar que lhe cabe, sua obra a serviço da Tradição, a fim de transmitir intacto às gerações futuras o tesouro da fé católica, tal como a Igreja sempre acreditou e ensinou ao longo dos séculos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Nc8H5BUD3Lk?si=JCk7lesuKS2oZnRE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>MAGNIFICA HUMANITAS – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[O católico espera que o Papa lhe explique em que aspectos o uso da inteligência artificial é moralmente bom e em que aspectos não o é, à luz de uma moral que se define com referência à Lei de Deus. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/magnifica-humanitas-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image1_16.png?itok=Y8UofzgE" alt="" width="518" height="295" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O católico espera que o Papa lhe explique em que aspectos o uso da inteligência artificial é moralmente bom e em que aspectos não o é, à luz de uma moral que se define com referência à Lei de Deus.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/magnifique-humanite-59566">DICI</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a primeira Carta Encíclica do Papa Leão XIV data de 15 de maio de 2026, um ano após a eleição de Robert Francis Prevost para a Santa Sé. Com um total de 245 parágrafos, o texto do novo Papa não é nem mais nem menos extenso do que as Encíclicas de seu predecessor imediato. Conforme explica no § 3 do capítulo 1, Leão XIV quis aproveitar a ocasião do 135° aniversário da Encíclica <em>Rerum novarum</em> de Leão XIII, publicada em 1891, para dar continuidade, por sua vez, a &#8220;<em>essa reflexão sobre a sociedade, a economia e a política que hoje chamamos de Doutrina Social da Igreja&#8221;</em>. E isso, por si só, já deveria ser suficiente para causar consternação entre os católicos, ou pelo menos agravar ainda mais a perplexidade em que se encontram os pobres fiéis há mais de 60 anos, desde que se realizou o Concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma nova concepção de doutrina social</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, o objetivo de um documento do Magistério eclesiástico, como é o caso de uma encíclica papal, não é conduzir &#8220;uma reflexão&#8221;, mas transmitir, com a própria autoridade de Deus, um ensinamento, a fim de declarar e explicar o sentido da verdade revelada por Deus. E a Doutrina Social da Igreja não é, pelo menos em primeiro lugar e acima de tudo, uma reflexão &#8220;<em>sobre a sociedade, a economia e a política&#8221;.</em> Ela é parte da doutrina moral que a Igreja ensina aos seus fiéis em nome de Deus, ou seja, a doutrina que deve indicar-nos como orientar as nossas ações com vista à salvação eterna das nossas almas.</span><span id="more-35150"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, a regra que rege as ações humanas é a eterna lei divina, que se expressa tanto na lei divina natural (isto é, nos Dez Mandamentos revelados por Deus a Moisés) quanto na lei divina positiva (isto é, nos preceitos e conselhos do Evangelho, revelados por Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, e fielmente transmitidos na Santa Igreja por seus apóstolos e seus sucessores, os bispos). Além disso, essas ações humanas nunca são puramente individuais, pois o homem, sendo por natureza o que é, não pode alcançar sua perfeição humana e muito menos alcançar a perfeição sobrenatural da santidade e salvar sua alma sem viver em sociedade, ou seja, sem coordenar suas ações com as dos outros sob a direção de uma autoridade, a fim de obter, com a ajuda dos outros, aquilo que não poderia realizar por sua própria atividade individual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por isso que a &#8220;<em>doutrina social&#8221;</em> da Igreja faz parte de sua doutrina moral, ou, mais precisamente, constitui a expressão plena, em conformidade com as exigências da natureza humana, dessa doutrina moral — doutrina moral, se assim se quiser, considerada em tudo o que a natureza do homem implica, inclusive na vida em sociedade. E essa doutrina social nada mais é do que o ensinamento pelo qual o Papa e os bispos indicam aos fiéis como suas ações, realizadas no âmbito dessa vida em sociedade, devem estar em conformidade com a lei de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A “<em>reflexão</em>” que representa a Doutrina Social da Igreja no espírito do Papa Leão XIV é descrita como “<em>uma herança de sabedoria na qual encontramos princípios para pensar, critérios para discernir e julgar, e orientações concretas para agir</em>”. O vago caráter dessas expressões, que não faz nenhuma referência à elevação gratuita do gênero humano à ordem sobrenatural, não satisfará ninguém entre os católicos preocupados em permanecer fiéis às promessas de seu batismo. Ainda menos porque o objetivo dessa reflexão não parece mais claramente orientado pela salvação eterna das almas: essa doutrina social “<em>ajuda-nos a analisar com lucidez os desafios do presente, identificando os caminhos próprios para viver um autêntico testemunho cristão com alegria e a serviço do mundo</em>” […] <em>“que preserva a vocação da humanidade para uma vida plena e justa</em>” (§ 3). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa retórica vazia, que faz malabarismos com o vocabulário padronizado da nova teologia conciliar, tem dificuldade em indicar-nos qual é o objeto formal e adequado da doutrina social da Igreja. Mas essa inadequação não é nova: tem suas raízes profundas na constituição pastoral <em>Gaudium et spes</em> , uma verdadeira obra-prima de uma conversa fiada inconsistente — e de ilusões modernistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Da lei de Deus à dignidade humana</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, além desse absurdo, a verdadeira desgraça é que, parafraseando Pierre Gaxotte, esse engano das palavras não é inocente, pois abre caminho para os desvios do espírito. Para além desse discurso à primeira vista indeciso, a nova “doutrina social” encontra seu significado profundo por referência a fundamentos e princípios que são recordados no capítulo 2 da Encíclica: o fundamento dessa doutrina é a falsa ideia da dignidade humana, introduzida pelo Concílio Vaticano II, especialmente na Declaração <em>Dignitatis humanae</em> sobre a liberdade religiosa, mas também na Constituição Pastoral <em>Gaudium et spes</em>; os princípios são a nova falsa ideia do bem comum e da ordem social, consequência desse falso fundamento da dignidade humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A essência da Encíclica está, portanto, resumida nos parágrafos 48 a 58. É aí que reside o cerne da questão, pois é aí que o Papa nos indica, desta vez em linguagem suficientemente clara e precisa, o verdadeiro objeto formal — ou ideia norteadora — de toda a sua argumentação. É certo que esta Encíclica trata, como seu tema, das novas técnicas que se impuseram ao uso do homem – notadamente e principalmente a inteligência artificial. Mas se a Encíclica fala delas, é para indicar como devem ser utilizadas, em conformidade com uma nova doutrina social cujo fundamento é a dignidade ontológica da pessoa humana, “<em>imagem do Deus Trino</em>”. A própria essência, o verdadeiro coração da Encíclica a este respeito, encontra-se no parágrafo 52, que nenhum católico digno desse nome poderia ler sem se sentir tomado por um genuíno temor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Quando falamos de dignidade, nem sempre empregamos a palavra da mesma forma: por vezes, referimo-nos à dignidade moral, ou seja, à forma como uma pessoa orienta as suas escolhas e ações; outras vezes, pensamos na dignidade social, ou seja, nas condições de vida da pessoa e no respeito concreto que lhe é reconhecido pela sociedade; noutros casos ainda, referimo-nos à dignidade existencial, ou seja, à forma como uma pessoa percebe o valor de si mesma e da própria vida. Estas dimensões da dignidade podem aumentar ou diminuir. No entanto, além destes significados, existe um nível mais profundo – o mais importante – que consiste na dignidade ontológica. É a dignidade que pertence a cada ser humano simplesmente porque existe, foi desejado, criado e amado por Deus: nenhum pecado, nenhum fracasso, nenhuma humilhação, nenhuma exclusão pode afetar o valor profundo de uma vida humana que Ele desejou e chamou à existência.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O homem no centro da discussão</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a partir dessa perspectiva que o Papa Leão XIV pretende avaliar tudo o mais. O uso das novas tecnologias e da inteligência artificial é considerado em sua relação com &#8220;<em>a dignidade inerente a cada ser humano simplesmente em virtude de sua existência, de ter sido desejado, criado e amado por Deus</em> &#8220;, uso esse que deve contribuir para o <em>&#8220;desenvolvimento humano integral</em>&#8220;, em referência à encíclica Populorum <em>Progressio</em> (1967) do Papa Paulo VI, ou seja, desenvolvimento &#8220;<em>orientado para a promoção de cada indivíduo e da pessoa como um todo</em>&#8220;. Portanto, &#8220;<em>o desenvolvimento humano integral é o horizonte a partir do qual podemos interpretar as transformações do nosso tempo, inclusive as da revolução digital</em>&#8221; (§ 85). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a questão fundamental que a “<em>reflexão”</em> da Encíclica busca responder é esta: “ estas inovações tecnológicas – nomeadamente a inteligência artificial” […] “<em>contribuem realmente para fazer crescer as pessoas e os povos em humanidade e fraternidade, no respeito pela Casa Comum e pelas gerações futuras?</em><em>”</em> (§ 85). Não para fazer avançar as pessoas no caminho para o Céu, mas para ajudá-las a crescer no respeito pelo mundo e pela humanidade aqui na Terra. <strong>O santo Cura d&#8217;Ars prometera ao menino que encontrou em seu caminho que lhe indicaria o caminho para o Paraíso: “<em>Tu me mostraste o caminho para Ars, eu te mostrarei o caminho para o Céu”.</em> Se ele ainda estivesse vivo hoje, atento às palavras do Papa Leão XIV, para não abandonar a Barca de Pedro rompendo a comunhão hierárquica, não deveria dizer ao menino desta vez: “<em>Tu me mostraste o ChatGPT, eu lhe explicarei como adotar uma atitude ecológica</em>”?&#8230;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O discurso de Leão XIII, na Encíclica <em>Rerum novarum</em>, situava-se em outro nível. O Papa falava ali das inovações — mais econômicas do que técnicas — de seu tempo, mas falava delas para indicar o uso que se devia fazer delas em conformidade com a lei de Deus, a fim de praticar a verdadeira justiça, que é de ordem sobrenatural, e não colocar obstáculos à salvação das almas. O fundamento que inspirava todo o discurso desse Papa era a grande realidade dos fins últimos, realidade que constitui a ideia orientadora de todo o discurso da Igreja, desde que o Verbo Encarnado veio pregar o Reino dos céus. Agora, a nova Encíclica do novo Papa vem pregar-nos o novo Reino da Casa Comum e da Fraternidade universal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O esquecimento do pecado e do fim último</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em última análise, a grande ideia ausente na <em>Magnifica humanitas</em> é justamente aquela que está no fundamento da moralidade e, com ela, no fundamento de toda a doutrina social da Igreja: a ideia de pecado. O ângulo a partir do qual devemos abordar os problemas que o uso da inteligência artificial pode suscitar é precisamente este: os católicos esperam que o Papa lhes diga de que maneiras esse uso é moralmente bom e de que maneiras não o é, em relação a uma moralidade definida pela Lei de Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O católico espera que o Papa lhe diga em que medida esse uso seria pecaminoso e comprometeria a salvação de sua alma. Mas isso significaria adotar uma atitude “teocêntrica”, ou mesmo “cristocêntrica”, em que o homem deve encontrar sua verdadeira dignidade não em si mesmo, mas na dependência que deve ligar seus atos ao absoluto de Deus. O fundamento indicado por Leão XIV no capítulo 2 de sua Encíclica ficaria, assim, subvertido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, as palavras do Evangelho (Mateus 16, 26-27) não passarão: <em>“Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma? Ou, o que dará ele em troca da sua alma?”</em> IA?</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>A DIGNIDADE QUE ENCOBRE TODOS OS PECADOS</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Em nome da dignidade humana, o pecador é intocável.  Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est Por ocasião do 15º aniversário da abolição da pena de morte no estado americano de Illinois, o Papa Leão XIV retomou a decisão de seu predecessor &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-dignidade-que-encobre-todos-os-pecados/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image11_0.png?itok=pcrLKsvJ" alt="" width="449" height="256" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Em nome da dignidade humana, o pecador é intocável. </span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/la-dignite-qui-couvre-tous-les-peches-58930">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião do 15<sup>º</sup> aniversário da abolição da pena de morte no estado americano de Illinois, o Papa Leão XIV retomou a decisão de seu predecessor de rejeitar, por princípio, a pena capital(1) .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para sustentar sua afirmação, ele se baseia em <em>&#8220;seus predecessores recentes&#8221;</em> que recomendaram fazer justiça e proteger os cidadãos sem recorrer a tais extremos. Na verdade, é difícil para ele se basear em João Paulo II para rejeitar o princípio da pena de morte como contrário ao Evangelho, visto que o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em 1992, afirma:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O ensinamento tradicional da Igreja não exclui […] o recurso à pena de morte, se esse for o único meio viável de proteger eficazmente a vida humana contra o agressor injusto(2).”</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Catecismo da Igreja Católica §2267</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A razão apresentada por Francisco e depois por Leão XIV é que &#8220;<em>a dignidade de uma pessoa não se perde, mesmo após a prática de crimes gravíssimos&#8221;.</em> É em virtude desse mesmo princípio que <em>a Dignitatis humanae</em> afirma que o direito à liberdade religiosa é inalienável.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O direito a essa imunidade de toda coerção [em matéria religiosa] persiste mesmo naqueles que não cumprem a obrigação de buscar a verdade e aderir a ela!, <em>visto que é</em> “em virtude de sua dignidade”<em> que os homens devem buscar por si mesmos a verdade.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Declaração Dignitatis Humanae §2.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, no entanto, o encarceramento e o trabalho forçado infligidos a criminosos não parecem imorais, embora violem a liberdade à qual uma pessoa pode aspirar em virtude de sua dignidade. E não foi o próprio Deus quem permitiu que a <em>&#8220;morte entrasse no mundo</em>(3) como castigo pelo pecado? Deus não respeita, portanto, a dignidade humana? O que aconteceu?</span><span id="more-34762"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que acontece é que se perde a dignidade ao cometer o pecado: &#8220;<em>Pelo pecado, o homem se afasta da ordem prescrita pela razão; por isso, ele perde a dignidade humana(4</em>)&#8221;. Em outras palavras: &#8220;<em>O homem que abusa do poder que lhe foi concedido merece perdê-lo </em>(5)&#8221;. É o que Leão XIII reitera:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a inteligência adere as opiniões falsas, se a vontade escolhe o mal e a ele se apega, nem uma nem outra atinge a sua perfeição, ambas decaem da sua dignidade nativa e se corrompem.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Leão XIII, encíclica Immortale Dei, 1 de novembro de 1885.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem que se percebesse, passou-se da noção antiga de dignidade, fundamentada na semelhança com Deus e na nobreza de vida — dignidade que se perde pelo pecado, mas que pode ser recuperada pela conversão e pela graça —, para a noção moderna, kantiana, que eleva o homem a um absoluto(6). Hoje, essa dignidade, indiferente ao bem e ao mal no que diz respeito à punição dos crimes, indiferente ao verdadeiro e ao falso no que diz respeito à tolerância dos falsos cultos, acaba por encobrir todos os pecados, e já não nos surpreende que os culpados sejam frequentemente tratados melhor do que as vítimas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Mensagem em vídeo de 27 de abril de 2026. Texto disponível em https://www.vatican.va/content/leo-xiv/en/messages/pont-messages/2026/documents/20260424-videomessaggio-illinois.html</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) O Papa Francisco alterou este texto em 11 de maio de 2018.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) Romanos 5,12</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(4) Santo Tomás de Aquino, <em>Summa Theologica</em>, IIa IIae q.64 a.2 ad 3.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(5) Ibidem IIa IIae q.65 a.3 ad 1.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(6) Cf. Guilhem Golfin, “Narciso sem rosto, ou dignidade subvertida” em Bernard Dumont, Miguel Ayuso, Danilo Castollano (orgs.) A d<em>ignidade humana, alegrias e infortúnios de um conceito conturbado</em>, Paris, Pierre-Guillaume Roux, 2020, pp. 61–88.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>LEÃO XIV E A SRA. MULLALY – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendo permanecido até agora indiferente às iniciativas empreendidas pelo Superior Geral da Fraternidade São Pio X para obter dele uma simples audiência, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira, 26 de abril, com todas as honras devidas a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-e-a-sra-mullaly-pelo-pe-jean-michel-gleize/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image4_4.png?itok=1ApDnbsY" alt="" width="512" height="299" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Tendo permanecido até agora indiferente às iniciativas empreendidas pelo Superior Geral da Fraternidade São Pio X para obter dele uma simples audiência, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira, 26 de abril, com todas as honras devidas a um arcebispo, a representante oficial do cisma anglicano, que incentiva o lobby LGBT, se declara aberta à possibilidade do aborto e recebeu uma ordenação inválida, perpetrada em desrespeito ao direito divino.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/leon-xiv-et-madame-mullaly-58806">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma visita estranha</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Uma mulher atravessa o pátio de São Dâmaso no Vaticano, vestida com uma batina púrpura, uma faixa, um colarinho romano, uma cruz peitoral e um anel episcopal. Cardeais a saúdam, abrem-lhe as portas e a acompanham até o gabinete do Papa. Ela posará ao lado de Leão XIV. Receberá as honras devidas a um primaz. Ela abençoará a todos, conforme o costume dos bispos. A imagem circulará pelas primeiras páginas, abrirá os noticiários televisivos, ficará gravada nos livros de história ecumênica. E a imagem dirá, sem palavras, mas com extrema eloquência, o seguinte: diante dessa pessoa e diante do sucessor de Pedro, os sinais sacramentais são intercambiáveis..</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa equivalência visual é falsa. E é falsa de uma forma realmente importante, porque os sinais sagrados não são meros ornamentos protocolares. São o que Santo Agostinho chamava de <em>verba</em> <em>visibilia</em>, palavras visíveis: comunicam uma realidade teológica. [&#8230;] Significam que aquele que os ostenta recebeu, pela imposição de mãos em sucessão apostólica ininterrupta, o poder da ordenação, o caráter sacramental. [&#8230;] Esse poder é, na fé católica, a única razão pela qual o bispo se veste como se veste e abençoa como abençoa. Quando o sinal é separado de seu conteúdo, ele não permanece neutro: torna-se ativo na direção oposta. Informa que o conteúdo nunca importou de fato(1).</span><span id="more-34722"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>Este tipo de gesto não corresponde a um ecumenismo baseado na clareza doutrinal, mas dilui os limites que a própria Igreja precisamente definiu </em>” (2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim se expressa o site &#8220;<em>Infovaticana</em>&#8220;, um site conservador fundado pelo jornalista espanhol Gabriel Ariza(3). Todos — pelo menos entre aqueles que ainda mantém a fé católica e à razão — concordarão que seria difícil contestar essa afirmação. E o que mais se poderia dizer?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As origens profundas do anglicanismo: um cisma herético complexo</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mulher que percorreu os corredores do Vaticano no final de abril de 2026 era ninguém menos que Sarah Mullaly, Primaz da Comunhão Anglicana e Arcebispa de Canterbury. Ela foi de fato recebida pelo Papa Leão XIV na manhã de segunda-feira, 27 de abril de 2026. Mas, ainda hoje, permanece à frente de uma pseudoigreja, que na realidade representa uma ruptura com a verdadeira Igreja, uma dupla ruptura de cisma e heresia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Comunhão Anglicana, de fato, teve origem no cisma provocado em 1534 pelo Rei Henrique VIII da Inglaterra (1509-1547) com o Ato de Supremacia, que consistia no princípio da rejeição da jurisdição papal sobre a Igreja da Inglaterra. Pior ainda, sob o reinado do sucessor de Henrique VIII, o jovem Rei Eduardo VI (1547-1553), por instigação do Arcebispo de Canterbury, Thomas Crammer, o Reino da Inglaterra aderiu á heresia protestante. Em 1549, Crammer aboliu a antiga liturgia e compôs o <em>Livro de Oração Comum</em>, ou <em>Livro de Oração</em>, o equivalente ao missal e breviário católicos para os protestantes na Inglaterra. Paralelamente, em 1550, surgiu o novo <em>Ordinal</em> Anglicano , com os ritos de ordenação às ordens sagradas: este é o rito cuja invalidade Leão XIII definiria em 1896. Por fim, ainda em 1552, Crammer publica uma Confissão de Fé em 42 artigos, essencialmente calvinista, com pontos da doutrina luterana, zwingliana e católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após um breve retorno ao catolicismo sob o reinado de Maria Tudor (1553-1558), o Reino da Inglaterra mergulhou definitivamente no cisma e na heresia sob Elizabeth I (1558-1603). Em 1559, a rainha depôs os quinze bispos do reino que se recusaram a prestar juramento de respeito ao Ato de Supremacia. Todos os bispados do reino ficaram vagos. Uma nova hierarquia precisava ser criada. Em 1º de agosto de 1559, Matthew Parker foi eleito Arcebispo de Canterbury pelo capítulo; sua sagração ocorreu em 17 de dezembro de 1559. Seguiu-se uma grande perseguição anticatólica, durante a qual muitos católicos morreram como mártires (entre eles o jesuíta Santo Edmundo Campion). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Ordenações inválidas e pseudo-bispos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A consagração de Matthew Parker é a origem de toda a hierarquia anglicana e foi declarada inválida pelo Papa Leão XIII em 1896. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os Papas já haviam declarado essa invalidade de forma consistente, muito antes da declaração de Leão XIII, por exemplo, Júlio III em 1554 e Paulo IV em 1555. E até o século XIX, a Igreja sempre exigiu que a pessoa fosse reordenada incondicionalmente e como se o ordenando nunca tivesse recebido nada, visto que os ministros haviam recebido as ordens na comunhão anglicana, segundo o rito de Eduardo VI. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ato solene e infalível que estabelece definitivamente a invalidade de princípio das ordenações anglicanas é a Carta Apostólica <em>Apostolicae curae,</em> de 18 de setembro de 1896.(4) O Papa Leão XIII explica nela que o próprio rito de ordenação desenvolvido e usado pelos anglicanos não é o verdadeiro rito da Igreja. As ordenações conferidas segundo esse rito são, portanto, inválidas por três razões: primeiro, por falta de forma; segundo, por falta de intenção, porque o ministro que usa esse rito não pode ter a intenção exigida, que é fazer o que a Igreja faz, isto é, usar o seu rito; terceiro, por falta de um ministro, visto que, desde a consagração de Matthew Parker, nenhum ministro da Comunhão Anglicana é verdadeiramente sacerdote ou bispo. Embora alguns pseudo-bispos anglicanos tenham conseguido, ao longo dos últimos dois séculos, solicitar e obter uma ordenação válida de bispos cismáticos ortodoxos, o fato é que as ordenações conferidas por esses ministros anglicanos sempre foram inválidas pelos dois primeiros motivos indicados acima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Leão XIV acumula escândalos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após o Jubileu Ecumênico, após a viagem à Turquia e a recitação do Credo sem o &#8220;Filioque&#8221;, omitido para não ofender os ortodoxos, o Papa Leão XIV agora se aventura no surreal. Esta visita de Sarah Mullaly vai muito além do escopo de uma simples visita diplomática. Trata-se claramente da visita de uma líder religiosa, recebida como tal por outro líder religioso, o Arcebispo de Canterbury e o Bispo de Roma, dois chefes de Igrejas que se consideram irmãs. Já na Mensagem que lhe dirigiu por ocasião de sua entronização(5), em 20 de março, o Papa expressou reconhecimento oficial da missão da Sra. Sarah, invocando o Espírito Santo por ela em diversas ocasiões e pedindo o Espírito da Sabedoria. Ao fazer isso, Leão XIV dá a impressão de considerar a pseudo-Igreja Anglicana como um instrumento de salvação, na medida em que encoraja a Sra. Mullaly – que não é mais bispa do que Santa Joana d&#8217;Arc – em sua missão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao autorizar também todo este protocolo, que não é apenas um protocolo simples, como nos lembra o site &#8220;Infovaticana&#8221;, o Papa Leão XIV coloca-se em aberta contradição com os seus dois predecessores, Leão XIII, que declarou a invalidade das ordenações anglicanas, e também João Paulo II, que, pela Carta Apostólica <em>Ordinatio sacerdotalis</em> de 22 de maio de 1994, condenou a possibilidade de ordenar mulheres às funções sagradas do sacerdócio(6).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O estado de necessidade</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os últimos escrúpulos que ainda poderiam fazer hesitar certas consciências, desde que o Superior Geral da Fraternidade São Pio X anunciou novas sagrações episcopais para o próximo dia 1º de julho, não devem encontrar aqui motivo para preocupação. Sem dúvida, sim, a operação prevista pela Fraternidade apresenta um aspecto um tanto paradoxal, já que envolve a sagração de bispos contra a vontade do Papa. Mas não é o paradoxo mais escandaloso, por parte do Papa Leão XIV, essa atitude que leva a complacência ecumênica além dos seus limites? Que credibilidade poderia o Sumo Pontífice encontrar, depois disso, em excomungar aqueles que desejam permanecer fiéis ao ensinamento de Leão XIII, que declarou inválidas as ordenações anglicanas? Ou mesmo ao de João Paulo II, que declarou impossível ordenar mulheres bispas? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será que as coroações de 1º de julho levarão Leão XIV a demonstrar um rigor e uma severidade nunca antes vistos nele? Alguns já o profetizam (7). Se assim fosse, ele traria sobre a santa Igreja de Deus, já profundamente afligida pelas consequências incessantes e cada vez piores do Concílio Vaticano II, o escândalo indizível de uma injustiça flagrante. Tendo permanecido até então surdo aos pedidos de D. Davide Pagliarani por uma simples audiência, o Papa recebe com todas as honras devidas a um arcebispo a representante oficial do cisma anglicano, que apoia o movimento LGBT, que se declara aberta à possibilidade do aborto(8) e que recebeu uma ordenação inválida, perpetrada em desrespeito ao direito divino.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://infovaticana.com/fr/2026/04/26/qui-est-sarah-mullally-la-eveque-recue-avec-honneurs-a-rome/">https://infovaticana.com/fr/2026/04/26/qui-est-sarah-mullally-la-eveque-recue-avec-honneurs-a-rome/</a></li>
<li><a href="https://infovaticana.com/fr/2026/04/25/polemique-benediction-de-sarah-mullally-au-vatican-avant-sa-reunion-avec-le-pape/">https://infovaticana.com/fr/2026/04/25/polemique-benediction-de-sarah-mullally-au-vatican-avant-sa-reunion-avec-le-pape/</a></li>
<li>Gabriel Ariza não goza de boa reputação no Vaticano: <a href="https://benoit-et-moi.fr/archives/2018/actualite/vatican-vs-infovaticana.html">https://benoit-et-moi.fr/archives/2018/actualite/vatican-vs-infovaticana.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/fr/messages/pont-messages/2026/documents/20260320-arcivescovo-canterbury.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiv/fr/messages/pont-messages/2026/documents/20260320-arcivescovo-canterbury.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/fr/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html">https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/fr/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html</a></li>
<li><a href="https://tribunechretienne.com/le-pape-leon-xiv-serait-pret-a-excommunier-la-fraternite-saint-pie-x/">https://tribunechretienne.com/le-pape-leon-xiv-serait-pret-a-excommunier-la-fraternite-saint-pie-x/</a></li>
<li><a href="http://www.belgicatho.be/archive/2025/10/04/une-femme-soutenant-l-avortement-et-la-cause-lgbt-nommee-nou-6565177.html">http://www.belgicatho.be/archive/2025/10/04/une-femme-soutenant-l-avortement-et-la-cause-lgbt-nommee-nou-6565177.html</a><br />
Sarah Mullally expressou suas opiniões pró-aborto em um blog, onde escreveu em 2012: “<em>Acho que descreveria minha abordagem a essa questão como pró-escolha em vez de pró-vida(sic), embora, se fosse um espectro, eu me colocaria em algum lugar entre pró-vida em relação à minha própria escolha e pró-escolha em relação à escolha de outros, se isso fizer sentido</em>.”</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>LEI DA SHARIA NO VATICANO</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Se houvesse muçulmanos vivendo no Vaticano e pedissem a aplicação da sharia, deveria-se atender a esse pedido? Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Há algo de repugnante nisso… E, no entanto, a declaração Dignitatis humanae, uma das mais &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/lei-da-sharia-no-vaticano/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/Cathedrale-mosquee-de-Nicosie.jpg" alt="" width="500" height="337" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Se houvesse muçulmanos vivendo no Vaticano e pedissem a aplicação da sharia, deveria-se atender a esse pedido?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/la-charia-au-vatican">La Porte Latine</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há algo de repugnante nisso… E, no entanto, a declaração <em>Dignitatis humanae</em>, uma das mais famosas do Concílio Vaticano II, parece afirmá-lo claramente:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;A liberdade religiosa exige que os grupos religiosos não sejam impedidos de dar a conhecer livremente a eficácia especial da própria doutrina para ordenar a sociedade e vivificar toda a atividade humana.&#8221; Dignitatis Humanae nº 4</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como se chega a essa conclusão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Declaração afirma que o homem deve estar isento de qualquer coação, seja ela qual for, em matéria religiosa, por parte de qualquer poder humano. Essa imunidade é apresentada como um direito inalienável decorrente da natureza humana e deve ser inscrita na legislação civil (DH n.º 2). Desse direito decorre o de manifestar no espaço público tudo o que a religiosidade comporta de social (DH n.º 4). A única restrição imposta é a dos  “<em>justos limites</em>” (DH n.º 2), baseados nas “<em>justas exigências da ordem pública</em>” (DH n.º 4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É difícil entender como pode haver &#8220;<em>limites justos</em>&#8221; ao exercício desse direito se as necessidades do indivíduo são tão amplas e inalienáveis. Essa é a ambiguidade dos direitos humanos, que estabelecem exigências absolutas em relação à pessoa humana, antes de percebermos que a realidade impõe leis ainda mais absolutas! Pode-se sempre proclamar o direito à alimentação suficiente, mas o que isso significa se, após um naufrágio, dez pessoas se encontrarem em uma jangada com apenas uma lata de sardinhas e sem abridor de latas?</span><span id="more-34689"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, parece correto condenar a coerção em matéria religiosa: não se deve forçar alguém a praticar um ato de fé, e é compreensível que um Estado cristão não impeça uma família de educar os seus filhos na sua religião, mesmo que falsa, porque isso constituiria uma violação da autoridade natural dos pais (1). Como podemos explicar estas intuições?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás de Aquino observa que existem inclinações naturais no homem, como preservar a própria vida, perpetuar-se através da descendência, viver em sociedade e buscar a Deus (2). Seria um erro contrariar tal inclinação natural (3) Mas aquele que se desvia da ordem da razão pode sofrer tal frustração. Em outras palavras, uma pessoa deve ter liberdade de movimento, mas um criminoso pode ser preso (4) <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/la-charia-au-vatican#footnote_4_257186">.</a></sup> Portanto, normalmente deve-se dar livre curso à religiosidade dos indivíduos; mas, se ela for desviada, pode ser legítimo limitá-la. Como o Estado é o garante do bem comum, é necessário que este último esteja ameaçado para justificar uma limitação do exercício de falsos cultos (5) .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Declaração conciliar prefere fundamentar-se na doutrina moderna dos direitos humanos, fundamentada na mera qualidade da pessoa humana, sujeito de direitos inalienáveis. O exercício desses direitos é indiferente ao verdadeiro e ao falso, assim como ao bem e ao mal, uma vez que se afirma que &#8220;<em>o direito a essa imunidade [em matéria religiosa] persiste mesmo naqueles que não cumprem a obrigação de procurar a verdade e de aderir a ela</em> &#8221; (DH n.º 2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, a própria Declaração estabelece o princípio de uma interpretação errônea. De fato, ela não permite explicar que tipos de limites podem ser impostos pelo Estado à religiosidade dos cidadãos. Eis um exemplo de conceito cuja “<em>utilização… é sempre inoportuna</em>”, pois “<em>requer explicações numerosas e constantes, a fim de evitar que se desvie do sentido corretO (6)</em>», e <em>“</em>não serve à fé do povo de Deus (7)” .</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Outros estudos e textos sobre a DIGNITATIS HUMANÆ podem ser lidos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/uma-continuidade-impossivel-sobre-a-dignitatis-humanae/">aqui</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-tissier-de-mallerais-contra-a-hermeneutica-da-continuidade-na-dignitatis-humanae/">aqui</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-conceito-de-liberdade-religiosa-na-dignitatis-humanae-do-concilio-vaticano-ii/">aqui</a></span>, e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/nao-se-pode-salvar-a-dignitatis-humanae/">aqui</a></span>.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suma Teológica, IIa IIae q.10 a.12; Pio XI, encíclica <em>Divini illius Magistri</em>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">ST, Ia IIae q.94 a.2.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">ST, IIa IIae q.133 a.1. É assim que SANTO Tomás explica a natureza imoral da escravidão (Ia q.96 a.4), da difamação (IIa IIae q.72 a.2) e do homicídio (IIa IIae q.64 a.1 c. e ad 2).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cf. ST IIa IIae q.65 a.3 ad 1; mas também IIa IIae q.64 a.2 ad 3 sobre a pena de morte.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As encíclicas de Leão XIII, <em>Libertas</em> e <em>Immortale Dei,</em> afirmam suficientemente a importância de proteger os cidadãos contra os erros e a imoralidade associados às falsas religiões. Aliás, a falsidade deças deve ser reconhecida como um mal hoje em dia, a julgar pela forte repressão às chamadas <em>fake news”</em></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para perceber isso, basta examinar a literatura publicada para justificar que a Declaração <em>Dignitatis humanae</em> está em conformidade com a Tradição, particularmente com o <em>Syllabus</em> de Erros de Pio IX. Como diz o Padre Congar, <em>a Dignitatis humanae </em>afirma  “<em>materialmente algo diferente do Syllabus de 1864, e até mesmo quase o oposto das proposições 15, 77 a 79 desse documento”,</em>  em <em>La crise dans l&#8217;Eglise et Mgr Lefebvre, </em>Cerf , 1977, pp. 54–55.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cf. Dicastério para a Doutrina da Fé, Nota <em>Mater populi fidelis,</em> 4 de novembro de 2025, n°22.</span></li>
</ol>
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		<title>NOTA DISSONANTE</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/Dance_of_Death_replica_modif.jpg" alt="" width="471" height="176" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/fausse-note">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 de fevereiro, ele abordou a Constituição Dogmática <em>Lumen Gentium</em> sobre a Igreja, em particular sobre o tema da Igreja como “<em>sacramento… da unidade de todo o gênero humano</em>” (LG1). O Papa afirmou que o plano de Deus é “<em>unificar todas as criaturas através da ação reconciliadora de Jesus Cristo</em>”, realizada na Cruz. O efeito dessa ação é reunir as pessoas apesar das “<em>diferenças</em>”, derrubar os “<em>muros de separação entre indivíduos e grupos sociais</em>”. Este é o plano de Deus: “<em>o que Deus quis realizar para toda a humanidade</em>” é este mistério que “<em>se manifesta em experiências locais, que gradualmente se estendem a todos os seres humanos e até mesmo ao cosmos”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ênfase é, portanto, colocada fortemente na unidade dos homens (e até mesmo do universo), a ser restaurada apesar das &#8220;<em>fragmentações&#8221;</em>, como se fosse um fim em si mesma, respondendo ao anseio de unidade que habita no coração humano. Até mesmo a <em>&#8220;união com Deus</em>&#8221; é relacionada à &#8220;<em>união das pessoas humanas</em>&#8220;, que é seu reflexo: &#8220;<em>Tal é a experiência da salvação</em>&#8220;.</span><span id="more-34439"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, nem o Concílio nem o Papa Leão XIV ignoram que o objetivo da vida humana é, antes de tudo, a união com Deus, iniciada pela caridade aqui na Terra e consumada no Céu(1). Mas então por que insistir tão exclusivamente na união dos homens entre si, uma união que, em última análise, nunca será completa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, quando São Paulo fala da unidade do universo(2), é para nos lembrar que tudo se recapitula em Cristo Rei(3), porque “<em>todas as coisas são vossas, mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus</em>”(4). Ora, o Filho de Deus, que veio buscar a ovelha perdida, anuncia que alguns se recusam a voltar para Deus e que serão excluídos da unidade em Cristo: “<em>Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos</em>”(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A orientação do discurso da Igreja aos <em>“valores terrenos</em>”, esse <em>“interesse preponderante do Concílio pelos valores humanos e temporais</em> (6)”, acaba por levar a preferir a unidade a tudo o resto. A que preço? O acontecimento mais recente: a coincidência do início do Ramadã com a Quarta-feira de Cinzas torna-se um &#8220;<em>forte sinal de fraternidade</em>&#8220;, celebrado &#8220;<em>em uníssono (7)</em> &#8220;. Afirmar hoje que somente Jesus Cristo salva pode acabar soando como uma inoportuna nota dissonante. E, no entanto, “<em>não há salvação em nenhum outro</em>”(8).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">(1) Veja LG 14 sobre aqueles que recusam, de fato ou mesmo em desejo, a filiação à Igreja.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(2) Ef 1 e 2, mas também Colossenses 1.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(3) Ef 1, 10</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(4) 1 Cor 3, 22-23</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(5) Mateus 25, 41</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(6) Paulo VI, discurso de encerramento do Concílio, 7 de dezembro de 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(7) https://www.vaticannews.va/fr/eglise/news/2026–02/cote-d-ivoire-jeunecareme-unisson-signe-fort-fraternite-paix.html</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(8) Atos 4,12</span></p>
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		<title>A FARSA DOS MALVADOS “LEFEBVRISTAS” QUE REJEITAM A MÃO MISERICORDIOSA DO VATICANO: UM RESUMO DO QUE DIZEM OS DOCUMENTOS REVELADOS PELA FSSPX.</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 13:09:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte &#8220;católica&#8221;) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os &#8220;rebeldes&#8221; de Ecône, os documentos publicados pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) contam uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/02/unnamed-391-1024x640.jpg" alt="La bufala dei lefebvriani cattivi che respingono la mano misericordiosa vaticana: cosa dicono in breve i documenti rivelati dalla FSSPX" width="553" height="353" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/02/la-bufala-dei-lefebvriani-cattivi-e-della-mano-misericordiosa-vaticana/">Radio Spada</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte &#8220;católica&#8221;) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os &#8220;rebeldes&#8221; de Ecône, os <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/">documentos publicados pela Fraternidade São Pio X</a> </span></strong>(FSSPX) contam uma história diametralmente oposta. A recente declaração da Fraternidade, apoiada por uma cronologia documental, revela que o diálogo não está &#8220;apenas começando&#8221;, mas já foi amplamente experimentado e, na verdade, sabotado por reivindicações romanas teologicamente inaceitáveis. Tudo isso, obviamente, admitindo (e não concedendo) que o diálogo com quem nega os fundamentos da doutrina e da razão seja possível em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>O fracasso do &#8220;diálogo&#8221;: mais do que um encerramento, um ultimato.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A narrativa de um &#8220;novo rumo&#8221; para o diálogo agora se revela uma operação exploratória. Os documentos revelam que as tentativas de reconciliação fracassaram não por obstinação “lefebvriana”, mas pela imposição de cláusulas que teriam obrigado a FSSPX a renegar os ensinamentos da Igreja e, portanto, sua própria razão de ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lettre-du-cardinal-muller-mgr-fellay-du-6-juin-2017-57307">A carta do Cardeal Müller a D. Fellay (6 de junho de 2017)</a></strong></span> já havia preparado o terreno para o que se configurava como um verdadeiro <em>ultimato</em>. Nesse texto, o então Prefeito da Doutrina da Fé exigia a plena aceitação do Concílio Vaticano II e a legitimidade da Nova Missa, sem margem para qualquer discussão crítica. A resposta da FSSPX sempre foi clara: a Verdade não pode ser trocada por uma regularização canônica, o que configuraria uma &#8220;armadilha&#8221; doutrinal, que aliás já mostrou seus frutos desastrosos em outras realidades (ver, por exemplo, o caso de Campos).</span><span id="more-34334"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa incompatibilidade e a vacuidade do &#8220;diálogo&#8221; foram confirmadas após a <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lettre-labbe-pagliarani-mgr-pozzo-du-17-janvier-2019-57304">carta do Superior Geral (Pe. Davide Pagliarani) a Monsenhor Guido Pozzo, de 17 de janeiro de 2019</a></span>.</strong> As posições são irreconciliáveis: de um lado, a Tradição perene; de ​​outro, uma visão eclesial que abraçou o ecumenismo e o liberalismo condenados por Papas anteriores. O &#8220;diálogo&#8221; foi interrompido em um ponto de ruptura relacionado à Fé, e não a uma questão burocrática. A proposta — ou melhor, a ameaça — do Vaticano de reabri-lo repentinamente agora, após o anúncio das sagrações (com a cláusula de sua suspensão), mostra que provavelmente o objetivo é outro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma mão estendida? A inversão da realidade: um Vaticano em ruínas <em>versus</em> uma Tradição próspera.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário inverter a perspectiva comunicativa: não é o Vaticano “forte” que estende a mão aos “pobres lefebvrianos” marginalizados. A realidade mostra uma hierarquia em meio a uma crise sem precedentes: igrejas fechando, seminários abandonados, falta de vocações levando à extinção de dioceses inteiras no Ocidente e um caos doutrinário dividindo o Colégio Cardinalício sobre questões fundamentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Neste deserto, a FSSPX parece ser uma realidade próspera e em constante crescimento: seminários lotados, famílias numerosas, escolas católicas e uma fidelidade litúrgica que atrai um número cada vez maior de jovens desiludidos com o modernismo.</strong> A suspeita, corroborada pelos fatos, é de que o renovado interesse do Vaticano seja uma tentativa equivocada de &#8220;normalizar&#8221; (isto é, neutralizar) a única voz que ainda denuncia o fracasso da era pós-Vaticano II, buscando absorver os frutos de uma vitalidade que a Roma neomodernista perdeu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afinal, estamos falando de um verdadeiro &#8220;inverno eclesial&#8221; que se manifesta de forma clara:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;"><strong>A sangria de fiéis e vocações:</strong>  enquanto as dioceses oficiais fecham paróquias rapidamente, vendem igrejas para transformá-las em centros culturais ou bibliotecas e veem seus seminários abandonados, a FSSPX experimenta um crescimento constante. <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/fsspx-tomada-de-batina-tonsura-e-ordens-menores-de-72-seminaristas-nos-seminarios-do-hemisferio-norte/">Os seminários de Ecône, Dillwyn e Zaitzkofen estão cheios de jovens prontos para o sacerdócio</a></span></strong>, um sinal de que a seiva da Tradição nunca secou.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Caos doutrinal e litúrgico:</strong>  O Vaticano hoje se assemelha a uma Torre de Babel teológica, onde documentos ambíguos ou manifestamente errôneos (basta pensar nos excessos sensacionalistas da <em>Fiducia Supplicans</em> ou nos excessos do Caminho Sinodal Alemão, mas sobretudo nas raízes do Vaticano II que sustentam tudo isso) alimentam a confusão e a divisão.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>O fracasso do projeto pós-conciliar:</strong>  a crise da hierarquia não é apenas numérica, mas também de identidade.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Silenciar, com diálogos inconclusivos sobre questões indiscutíveis, uma voz crítica que lembra ao mundo o que a Igreja sempre foi e o que o Vaticano parece ter esquecido, é simplesmente um caminho impraticável. Estamos diante de um sistema que está se desmantelando e, se há algo a ser feito, é a hierarquia neomodernista que precisaria redescobrir aquela Tradição que outros mantêm intacta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>A instrumentalização da obediência</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A declaração da FSSPX deixa claro que ressuscitar propostas antigas, anteriormente rejeitadas, é essencialmente um ato de propaganda. Apresentar a FSSPX na mídia como &#8220;obstinada&#8221; serve para justificar potenciais medidas repressivas, ocultando o fato de que o acordo fracassou porque Roma transformou a fé em um tema de debate e <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">a obediência em uma aceitação do erro</a> </strong></span>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Além das Notícias: Ferramentas para Compreender o &#8220;Golpe&#8221; e a Verdadeira Doutrina</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para compreender plenamente a atual crise eclesial e social sem cair no desânimo simplista ou numa interpretação puramente política dos acontecimentos, é necessário munir-se de ferramentas rigorosas de análise teológica e histórica. A crise atual não é um mero acaso. Existem muitos materiais de estudo disponíveis para evitar uma análise superficial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Acesse nosso “Especial dos Especiais” sobre temas como Obediência, Missa Nova, CVII, Ecumenismo, Estado De Necessidade, Jurisdição de Suplência, Cisma, Papas Pós Conciliares, etc., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Conclusões</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os documentos de 2017 e 2019, juntamente com uma dúzia de outros que poderiam ser citados, são claros: ninguém está buscando um cisma. A &#8220;farsa&#8221; dos malvados &#8220;lefebvristas&#8221; que rejeitam a mão misericordiosa do Vaticano desmorona sob o peso da realidade: a resistência daqueles que se recusam a descartar a Tradição não é contra o Papado, mas contra a demolição da própria Igreja.</span></p>
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		<title>ORDEM E JURISDIÇÃO: O VATICANO NA ENCRUZILHADA &#8211; PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 12:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio O cardeal Marc Ouellet, prefeito emérito do Dicastério para os Bispos, reflete sobre a nomeação de leigos para cargos de autoridade no seio da Cúria Romana, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ordem-e-jurisdicao-o-vaticano-na-encruzilhada-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/11/FR405067B.jpg" alt="" width="455" height="308" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/ordre-et-juridiction-le-vatican-a-la-croisee-des-chemins?feed_id=6108">La Porte Latine</a></span> – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal Marc Ouellet, prefeito emérito do Dicastério para os Bispos, reflete sobre a nomeação de leigos para cargos de autoridade no seio da Cúria Romana, perguntando-se se se trata de uma concessão a ser revista ou de um avanço eclesiológico[1].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reflexão impõe-se de fato, e deve ser espinhosa, no contexto criado pelo anúncio das consagrações episcopais previstas para o próximo 1º de julho, em Ecône. Qual é a dificuldade a resolver? Demos aqui a palavra ao cardeal Ouellet, a quem devemos reconhecer o grande mérito de uma inteira lucidez:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre as decisões audaciosas do Papa Francisco, deve-se contar a nomeação de leigos e de religiosas para cargos de autoridade habitualmente reservados a ministros ordenados, bispos ou cardeais, nos dicastérios da Cúria Romana. O Papa justificou essa inovação pelo princípio sinodal, que chama a uma participação acrescida dos fiéis na comunhão e na missão da Igreja. Essa iniciativa, contudo, choca-se com o costume ancestral de confiar as posições de autoridade a ministros ordenados.</span><span id="more-34378"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É precisamente aqui que começa a dificuldade. De onde vem esse “costume ancestral”? Precisamente, embora “ancestral”, trata-se apenas de um “costume”, isto é, de uma maneira de agir que não está necessariamente ligada à constituição divina da Igreja. Pois, em si mesmo, o poder de jurisdição é outro que o poder de ordem e essencialmente distinto deste, tanto na sua definição formal ou em razão do seu objeto quanto na sua origem ou em razão da causa que o faz existir em um sujeito determinado. O poder de ordem, que é o poder de conferir os sacramentos, é obtido pelo rito de uma consagração[2], ao passo que o poder de jurisdição, que implica o poder de governar, é obtido por um ato da vontade do Papa, designado como “missão canônica”. O costume ancestral quer que, em regra geral, seja um mesmo sujeito que receba ordinariamente um e outro poder: ordinariamente, o poder de governar é atribuído a ministros ordenados, e os ministros ordenados recebem um poder de governar, poder ordinário no caso do bispo ou delegado no caso dos demais ministros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se nos mantivermos nessa lógica, então, sim, permanece sempre possível — porque não absolutamente contrário à constituição divina da Igreja (seja conveniente ou não, o que é outra questão) — confiar, na santa Igreja de Deus, o poder de governar a sujeitos que não sejam ministros ordenados, isto é, a simples clérigos, a simples leigos, inclusive mulheres. Mas isso supõe, evidentemente, como lembrado acima, que o dito poder de jurisdição não decorra de modo algum nem da consagração episcopal nem, muito menos, da ordenação sacerdotal. E isso o supõe necessariamente, de tal modo que, se se postula que o rito da consagração episcopal confere ao mesmo tempo os dois poderes, a ordem e a jurisdição, torna-se absolutamente impossível — por ser contrário ao direito divino — confiar cargos de autoridade na Igreja a outros que não ministros ordenados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim como o seu confrade, o cardeal Ghirlanda, o cardeal Ouellet encontra-se, portanto, no tear, e com ele toda a orientação sinodalista da Igreja conciliar, o falecido Papa Francisco incluído. E o suplício desse cruel dilema é tanto mais dilacerante quanto, precisamente, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que acaba de anunciar, pela voz de seu Superior Geral, a intenção de realizar consagrações episcopais, pretende justificar e legitimar esse gesto apoiando-se na distinção essencial e radical lembrada acima: em plena conformidade com o direito divino da constituição da Igreja, permanece sempre possível conferir o poder de ordem episcopal, mediante o rito de uma consagração, sem alimentar minimamente a pretensão — que seria abusiva e cismática — de conferir ao mesmo tempo o poder de jurisdição, cuja atribuição depende pura e simplesmente de um ato da vontade do Papa, e somente dele. A lógica seguida pela Fraternidade é a de toda a Tradição da Igreja, hoje depreciativamente qualificada de “pré-conciliar”, lógica à qual se opõe formalmente a nova eclesiologia do Vaticano II, na medida em que postula, no número 21 da constituição Lumen gentium, que a jurisdição é conferida pelo próprio ato da consagração episcopal, cabendo à intervenção do Papa apenas moderar o seu exercício. Daí decorre que se torna impossível, se se quiser permanecer coerente — e obediente! — a essa nova eclesiologia do Concílio, realizar “a nomeação de leigos e de religiosas para cargos de autoridade habitualmente reservados a ministros ordenados, bispos ou cardeais, nos dicastérios da Cúria Romana”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os herdeiros do Papa Francisco e, com ele, do Concílio, chegam a uma contradição inevitável: ou vão até o fim do seu sinodalismo, exigido pela lógica profunda da Lumen gentium, e, para isso, devem apoiar-se na lógica “pré-conciliar” invocada pela Fraternidade São Pio X para justificar as sagrações; ou então se afastam dessa lógica anterior ao Vaticano II para permanecer fiéis — e obedientes — à sua nova eclesiologia, e assim ter como qualificar de cismáticas as sagrações previstas na Fraternidade, mas isso também os impede de levar até o fim a lógica do Vaticano II, desembocando no sinodalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal Ouellet julga sair do impasse invocando uma “atenção renovada à ação do Espírito Santo”, o que não convencerá ninguém. “Não se trata aqui de sutilezas”, observa o site reputado conservador Infovaticana, que intitula (maliciosamente?): Os cardeais Ghirlanda e Ouellet pensam como a Fraternidade São Pio X[3]. “Pois a Fraternidade São Pio X defende, no que se refere à LG 21, a mesma posição pré-conciliar que Ghirlanda e Ouellet. Evidentemente, os objetivos são diferentes. Os cardeais querem impor a justiça de gênero na Igreja. A Fraternidade São Pio X quer legitimar as consagrações episcopais previstas. Mas no ponto em que ambos concordam é este: a jurisdição é transferida pelo Papa por via legal, sem que o sacramento da ordem seja necessário (ver o anexo II da carta de 18 de fevereiro de 2026). A Fraternidade São Pio X não se baseia em carismas quiméricos, como Ouellet, mas numa visão pré-conciliar que, de fato, foi defendida por teólogos e Papas: o sacramento da ordem era considerado conferido com a ordenação sacerdotal. Os bispos recebiam então a jurisdição do Papa, o que os tornava bispos diocesanos”. O mesmo site pretende lançar descrédito sobre essa disciplina anterior ao Vaticano II, contudo solidamente enraizada na Tradição doutrinal do Magistério. Pio XII recorda, com efeito, na encíclica Mystici Corporis de 1943, que os bispos recebem a sua jurisdição “imediatamente do Sumo Pontífice”. Nisso, e ao contrário do que afirma o Infovaticana, os bispos não se veem de modo algum transformados “em vigários do Papa, por assim dizer, em seus gerentes de filial”. Esquece-se um pouco depressa que, não sendo o Papa senão o Vigário de Cristo, o seu poder é essencialmente o próprio poder de Cristo: os bispos recebem, portanto, o seu poder de jurisdição como uma participação equivalente tanto no poder do Papa quanto no de Cristo, sendo ambos o mesmo poder. Nesse sentido, não seriam também os bispos, ainda que de outro modo, “vigários de Cristo”?…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se todos os bispos, inclusive o bispo de Roma, recebem a sua jurisdição pela sua sagração, vê-se mal como os bispos seriam “vigários de Cristo” de maneira diferente do bispo de Roma. Seriam todos Papas, enquanto membros do mesmo Colégio? Ora, para magnificar o Colégio a ponto de fazê-lo o verdadeiro sujeito do poder supremo na Igreja, uma tal concepção coloca um sério obstáculo à sinodalidade e à promoção dos leigos a cargos de autoridade na mesma Igreja. O único meio de legitimar esta última seria aderir às posições eclesiológicas defendidas pela Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Os novos hiperpapalistas do Vaticano”, observa o site já citado, “em acordo com a Fraternidade São Pio X, deixam igualmente de lado o sacramento da ordem e afirmam que a nomeação pelo Papa é a única coisa decisiva para exercer a potestas sacra. O Papa Francisco o colocou em prática. Como se sabe, era considerado progressista. Contudo, neste ponto, parece que era um reacionário pré-conciliar, assim como os cardeais mencionados. Tudo isso se torna ainda mais grotesco se se leva em conta que o Papa Francisco pregava ao mesmo tempo o sinodalismo, o que evoca um formato participativo. É praticamente o contrário do que significa a derivação de toda a jurisdição da superpotestas papal. Esse processo torna-se ainda mais grotesco se se considera o ataque ao direito canônico, que não cessou desde o Concílio Vaticano II: Igreja do amor em vez de Igreja do direito. Pois isso significa precisamente a judicialização total da Igreja quando o sacramento da ordem se torna um acessório que não é necessário para governar a Igreja”. Dito e feito…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A conclusão parece difícil de evitar: “O Papa Leão XIV deve agora decidir se o Concílio Vaticano II permanece válido ou não numa questão dogmática decisiva. E deve agir em consequência. Se der um passo atrás em relação ao Concílio Vaticano II — como, infelizmente, parece que o fará —, não ficará pedra sobre pedra. Pois como poderá exigir de modo credível a obediência ao Concílio Vaticano II — diante da Fraternidade São Pio X e de muitos outros — se ele próprio lhe desobedece?”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Todo reino dividido contra si mesmo perecerá[4]”: a nova eclesiologia do Vaticano II encerra em si mesma os germes da sua autodestruição. A Fraternidade São Pio X, por sua vez, encontra na sua fidelidade à eclesiologia tradicional o meio de assegurar a operação de sobrevivência, tão necessária para a salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Notas:</span></strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vaticannews.va/fr/vatican/news/2026–02/cardinal-ouellet-laics-curie-romaine-eveques-synode.html">https://www.vaticannews.va/fr/vatican/news/2026–02/cardinal-ouellet-laics-curie-romaine-eveques-synode.html</a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Esse rito é certamente o de um sacramento para o diaconato e o presbiterato; a questão de saber se o é também para o episcopado permanece teologicamente em aberto.</span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://infovaticana.com/fr/2026/02/23/les-cardinaux-ghirlanda-et-ouellet-pensent-comme-la-fraternite-saint-pie-x/">https://infovaticana.com/fr/2026/02/23/les-cardinaux-ghirlanda-et-ouellet-pensent-comme-la-fraternite-saint-pie-x/</a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Mateus 12,25</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>ASSASSINATO EM 33º GRAU: A INVESTIGAÇÃO DE GAGNON SOBRE A MAÇONARIA NO VATICANO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 16:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Dardo Juan Calderón Fonte: Adelante la Fe &#8211; Tradução: Dominus Est [Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli &#8211; veja aqui] Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/51zoRa+gMDL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg" alt="Assassinato em 33º Grau: A Investigação de Gagnon Sobre a Maçonaria no  Vaticano (Volume 1) | Amazon.com.br" width="444" height="633" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Dardo Juan Calderón</strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://adelantelafe.com/asesinato-en-grado-33-la-investigacion-de-gagnon-sobre-la-masoneria-en-el-vaticano/">Adelante la Fe</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span class="tm6" style="color: #000000;">[Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli &#8211; <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.floscarmeliedicoes.com.br/assassinato-em-33-grau?srsltid=AfmBOoo6JuNLWpSUZkp6-wGBXXb_dqlnYiK58HHT7kDnVEqAzjbsIxd5">veja aqui</a></span></strong>]</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para ser sucesso de vendas. Muito bem escrito, muito ameno, com humor e todas as surpresas de roteiro cinematográfico ou de novela de folhetim. Pode-se ler em algumas horas, esperando que aconteça o que promete o título – o que não acontece – mas não importa! o “embuste” de um título com “gancho” perdoa-se facilmente porque você se divertiu e diz: </span><strong><span class="tm7">“que bobeira!&#8230; isso de infiltração maçônica nunca poder-se-á saber com ciência certa, tampouco a segurança de que houve tal assassinato, ou se existiu tal informe que ninguém viu. Mas dá-nos meios de ter a ideia mais conveniente à nossa fantasia!”</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Devemos reconhecer que nenhum livro é “um” livro, mas tantos livros quanto são seus leitores e, em nosso caso, a perspectiva é a partir do mais antiquado “tradicionalismo”, lugar que nos leva às provisórias conclusões que aqui se arriscam e que se fazem desde a comodidade e gratidão de estar fora da ardilosa litis que se conta, longe dos dois bandos, e com a vantagem de ser um observador distante que se alimenta do Vetus Ordo.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Trata-se da luta de dois bandos que dura grande parte do século XX, dentro do Vaticano. Bandos que lutam pelo domínio do governo burocrático, perante uns Papas que não fedem nem cheiram. Melhor dizendo, às vezes fedem e às vezes cheiram, segundo lhes é inspirado o temor. Temor de serem os protagonistas de uma quebra ou cisma da Igreja, cisma que, como a espada de Dâmocles, pendeu sobre suas cabeças fazendo-lhes correr o risco de ficar com o descrédito histórico e eterno de ser, para a posteridade e perante Deus, não o Piloto da Barca de Pedro mas o Capitão do Titanic.</span><span id="more-34336"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O autor entende que esse medo – às vezes pânico – é a causa de suas “santidades” (que de modo algum põe em dúvida), chegando tais papas à categoria de “mártires” por terem sido submetidos ao suplício do ecúleo, que ambas facções puxaram para seus lados (embora o autor acredite se tratar de um lado só). No caso de João Paulo I, seria o que consiste sua “espécie de assassinato em grau 33”: infarto produto de uma tensão brutal causada pelo informe – e pressão – de Mons. Gagnon e do Cardeal Benelli de uma ponta e de outra, a violenta e estridente resposta do maçônico Cardeal Baggio com a proteção do Cardeal Villot (a guarda suíça escutou os gritos), cujas ameças ficaram no segredo dos muros do aposento. Diz-se que morreu por querer enfrentar o problema, coisa que o papa anterior não fez (às vezes otimista, as vezes lacrimoso), nem os dois posteriores pontífices, que sofreram parecidas agonias que mereceriam canonização. Sem dúvida, é a fuga dessa encruzilhada que explica a renúncia de Bento XVI e sua improvável canonização.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O autor nos faz lembrar que o último Papa que governou rodeado de “sua” gente foi Pio X: tradicionalista, antimodernistas e contrarrevolucionário de próprio convencimento e com própria tropa. Depois dele, o tom de cada papado foi dado por aqueles que o rodeavam; conservadores até Pio XII; uma mescla empatada com João XXIII; e marcadamente progressista – e alguns maçons – com os três pós-conciliares. Não se fala de Francisco no livro, mas tem-se a sensação que esse será uma espécie de anti Pio-X, ou seja, modernista declarado e convencido que estabelece o tom de seu entorno, sem muita consideração dada a derrota total e o recuo dos conservadores. Para este papa, os tempos já estariam maduros para que se imponha o modernismo sem maiores oposições ou sofrimentos. Deveríamos recordar a ele que a revolução pare seus próprios carrascos, mas ele faz o que quer. [Nota do editor: o texto foi escrito durante o papado do Papa Francisco]</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Desde o concílio e até hoje, parece que os papas eleitos foram o resultado porco das facções que combatem entre si nos conclaves. Estando os comandantes das facções em luta convencidos que não podem vencer, pressionam os cardeais eleitores em acordos, que buscam no papável mais a debilidade do que a coincidência ideológica. Pesam-se, sobretudo, as razoes acidentais de amizades, companheirismos, favores devidos e contatos comuns, mais do que responder a um ou outro grupo. O assunto primordial da luta não é quem vai ser o Papa, mas quem poderá ser alçado a Secretário de Estado ou ministro.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Na obra resenhada, os dois grupos são preto e branco: conservadores versus maçons infiltrados, nem mais nem menos. No meio, sobrevivem uma enorme legião de parasitas (a falta de caridade é minha) que acumulam cursos e doutorados no academicismo vaticano e cujas cabecinhas estragadas pela fraca filosofia e pela falta de disciplina espiritual (muitas vezes moral), estão dispostos a seguir o curso que seguem os mais fortes. Dispostos tanto ao progressismo quanto ao conservadorismo segundo os ventos. São sempre resgatáveis e utilizáveis por qualquer um que lhes dê comida e assegure sua “instalação”. Igualmente, para o autor, o Concílio carece de grande importância, já que, embora seja um tanto ambíguo, não moverá uma palha dos que estão convencidos em seus grupos, podendo servir de “constituição” para ambos. A legião de idiotas aplaudirá – com o pouco entusiasmo dos medíocres – tanto torcê-lo à esquerda quanto à direita. O conservadorismo costuma não levar em conta a deterioração irrecuperável da experiência decadente.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O argumento do livro é que o grupo conservador (Benelli, Staffa), durante o papado de Paulo VI, provam e documentam que Bugnini e Baggio são maçons juramentados. Colocadas as provas em mãos de Paulo VI, a fresta pela qual via entrar a fumaça de Satanás na Igreja passa a ter nome e sobrenome – e todas as suas obras e pompas levam a ratificação de sua própria assinatura. O primeiro acusado era o autor do Novus Ordo que já estava em funcionamento (e que era o orgulho do Papa), e o segundo era o que decidia a consagração de Bispos de todo o mundo havia anos (e seguiria decidindo por mais tempo). Benelli consegue que Bugnini seja desterrado e que se nomeie um investigador para saber até que ponto chegava a infiltração – para isso promove Gagnon, que aceita. Baggio fica atado a seu cargo – é protegido de Villot que arrisca sua sorte junto com o atacado – removê-los seria um terremoto de implicações universais ao permitir o julgamento de milhares de consagrações de Bispos. Não se toca na obra dos dois maçons. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Gagnon demora três anos para fazer o informe, e os apresenta a Paulo VI que não quer nem ver, nem tocá-los, e morre em poucos meses. Gagnon e os conservadores padecem desilusão por perderem a oportunidade na qual trabalharam e conspiraram de destituir o bando contrário, mas voltam ao ataque com João Paulo I, que parece ser meio progressista, mas sobre ele pode ter mais influência Benelli do que Villot, por velhas relações e por tê-lo promovido no Conclave. O papa Luciani – que para se mostrar bondoso e evitar suspeitas conserva Villot e Baggio, com promessa de nomear para seu lugar o cardeal Benelli – recebe o informe e o lê. Sofre horrivelmente, é um caminhão de esterco, teria preferido mil vezes mais ignorá-lo, mas com temor e terror chama Baggio para acertar contas. Reúnem-se à tarde, discutem fortemente e sem ver a ninguém mais do que Villot ao terminar a audiência, morre João Paulo I. Possível infarto? Villot impede a autópsia, é normal, fazê-la em um Papa seria terrível. Encontram-no na cama em “pose” de santo, deitado pacificamente com a Imitação de Cristo nas mãos, não muito próprio de um infarto, mas enfim&#8230;</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Os conservadores voltam ao ataque com o Informe Gagnon para o novo Papa polaco, em que Benelli apostou (mais uma vez!) todas as suas cartas no Conclave, mas que mal assumindo o papado – para surpresa dos conservadores – deixou em seus cargos Villot, Baggio, e mesmo Marcinkus (que já parecia ser da equipe maçônica). Até mesmo Bugnini voltou, embora para morrer. O papa enrola para receber Gagnon, mas finalmente o recebe, supreendentemente consegue a audiência e é conduzido a ela pelo próprio Villot! João Paulo rechaça rapidamente, sem ler e com caráter azedo as insinuações do informe (que, parece, falava, além da lista de maçons, do possível assunto da P2 e do Banco Vaticano) e Gagnon é quase tocado de lá. O golpe de estado tão esperado pelos conservadores dá em nada. Gagnon aposenta-se e vai para a Colômbia, vencido, longe do poder. Benelli, que acreditou que chegaria à Secretaria de Estado, fica desenganado e em breve morre, muito jovem. Baggio segue a todo vapor. Villot também, mas já tem um câncer terminal de que morrerá em breve, sendo substituído por sua cria, seu secretário Casarolli, um sibilino de antologia (</span><strong><span class="tm7">“falava pouco e nunca expressava opinião própria”</span></strong><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Gagnon voltará, alguns anos depois, convocado por um novo conservadorismo encabeçado por um antigo progressista (voltas das revoluções): o Cardeal Ratzinger que, depois de dois passos adiante, dava um passo para trás. Por ele será nomeado “visitador” da FSSPX, o que é outra história.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A história é o triste relato da aventura conservadora no pós-concílio. Aqueles “mártires” que lutaram “por dentro” para recuperar a Igreja de Cristo e&#8230; fracassaram (até hoje alguns seguem, como esses soldados japoneses em uma ilha do pacífico, que não ficaram sabendo do fim da guerra). Seu grande sacrifício foi se manter humilhados em postos cada vez mais subalternos, engolir o sapo da Reforma Litúrgica que sabiam imposta pela maçonaria, suportar elegantemente o trato – melhor dizendo, “maltrato” – com todos os bispos nomeados pela maçonaria (provavelmente não escolhidos por serem maçons, mas por ser os mais imbecis e venais dos que se encontravam em cada lugar – conselho para a eleição de bispos dado por Napoleão a seus funcionários, logo após a Concordata com a Santa “Cede”)&#8230; E, acima de tudo, acompanhar a decadência, provavelmente apostasia, da Igreja, com visíveis chagas sobre suas inteligências, personalidades e sacerdócios, pelo fato incrivelmente paradoxal de que eram eles os “infiltrados” e os maçons, a maioria. Talvez seu maior sofrimento tenha sido o de se obrigar a ser surdos ao clamor de tantas almas que se precipitaram ao inferno, como resultado da apostasia da cúria; buscando uma estratégia que permitiu que isso acontecesse e que, enfim, não funcionou. Mas isso é apenas a visão facciosa de um “lefebvrista”.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">É-nos, por fim, inexplicável como o autor consegue manter o humor num relato que nos deveria gelar o sangue.</span></p>
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