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	<title>DOMINUS EST &#187; Ecumenismo</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>LEÃO XIV DESEJA REDESCOBRIR O &#8220;POTENCIAL ECUMÊNICO&#8221; DA CONFISSÃO DE AUGSBURGO</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 14:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A quatro anos antes do quinto centenário da Confissão de Augsburgo,texto fundador do luteranismo, Leão XIVdeseja torná-la um novo passo na aproximação com os protestantes. Mas que unidade pode ser construída sobre erros aos quais a Igreja já respondeu oficialmente &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-deseja-redescobrir-o-potencial-ecumenico-da-confissao-de-augsburgo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 637px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/fede_luth.png.jpg?itok=e_TmSSzO" alt="" width="627" height="358" /><p class="wp-caption-text"><em><span style="color: #000000;">Leão XIV recebe uma delegação da Federação Luterana Mundial no Vaticano, em 1º de outubro de 2026.</span></em></p></div>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A quatro anos antes do quinto centenário da Confissão de Augsburgo,</span><span class="tm7">texto fundador do luteranismo, Leão XIV</span><span class="tm7">deseja torná-la um novo passo na aproximação com os protestantes. Mas que unidade pode ser construída sobre erros aos quais a Igreja já respondeu oficialmente em 1530?</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/leon-xiv-veut-redecouvrir-le-potentiel-oecumenique-la-confession-daugsbourg-61451">DICI </a></span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ao receber uma delegação da Federação Luterana Mundial, em 1º de outubro de 2026, Leão XIV expressou sua esperança de que o 500º aniversário da Confissão de Augsburgo, em 2030, se tornasse uma &#8220;profunda experiência ecumênica&#8221;, dando uma &#8220;nova energia e nova alegria&#8221; à caminhada rumo à &#8220;unidade plena e visível&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O Papa começou por expressar a sua satisfação com o amadurecimento das relações entre luteranos e católicos nas últimas décadas. </span><span class="tm7">Ele destacou, em particular, como “uma etapa importante do caminho ecumênico” a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada em Augsburgo em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ele também mencionou os trabalhos conjuntos dedicados à Eucaristia e ao ministério eclesial. “Uma comunhão renovada na fé apostólica, nos sacramentos e nos ministérios é o objetivo de nosso caminho ecumênico de graça”, declarou ele.</span></span><span id="more-35897"></span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Retornar a 1530</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O ponto central da intervenção papal dizia respeito, no entanto, à </span><em><span class="tm12">Confessio Augustana</span></em><span class="tm7">, apresentada ao imperador Carlos V durante a Dieta de Augsburgo, em 25 de junho de 1530.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Redigido principalmente por Filipe Melanchthon e apresentado em nome de vários príncipes e cidades adeptos da Reforma, esse documento tinha como objetivo expor as convicções dos partidários de Lutero, na esperança de se chegar a um acordo religioso </span><span class="tm7">dentro do Império.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Leão XIV enfatizou este contexto: &#8220;Quando a </span><em><span class="tm12">Confessio Augustana</span></em><span class="tm7"> foi lida em Augsburg em 25 de junho de 1530, a unidade da Igreja Ocidental estava ameaçada, mas ainda não havia sido rompida.&#8221;</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ecoando uma declaração feita por João Paulo II em 1980, o Papa enfatizou que os autores do documento pretendiam testemunhar sua fé &#8220;na Igreja una, santa, católica e apostólica&#8221;. Ele concluiu que &#8220;a Confissão de Augsburgo foi originalmente concebida como um documento de reconciliação dentro da Igreja&#8221; e que foi somente &#8220;mais tarde&#8221; que passou a ser entendida &#8220;como um texto confessional divisivo&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Daí a perspectiva proposta para o aniversário de 2030: “Seria bom que pudéssemos, mais uma vez, afirmar juntos o potencial ecumênico pré-confessional da </span><em><span class="tm12">Confessio Augustana</span></em><span class="tm7">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Essa orientação corresponde exatamente à da Federação Luterana Mundial. Seu presidente, o bispo luterano dinamarquês Henrik Stubkjær, expressou o desejo de que católicos e luteranos comemorem juntos o 500</span><sup><span class="tm7">º</span></sup><span class="tm7"> aniversário, em 25 de junho de 2030, em Augsburgo. A Comissão Internacional Luterano-Católica sobre a Unidade, que entrou em sua sexta fase de trabalhos, já está preparando uma declaração conjunta para essa ocasião.</span></span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Um texto de conciliação, mas já uma confissão doutrinal.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm13" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em 1530, a Reforma Protestante ainda era recente. Apenas 13 anos haviam se passado desde as 95 Teses de Lutero em Wittenberg, e 9 desde sua excomunhão por Leão X. A ruptura já havia se aprofundado consideravelmente, mas as novas confissões protestantes ainda não estavam definitivamente constituídas nas formas que assumiriam posteriormente.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É historicamente correto afirmar que a Confissão de Augsburgo, em 1530, buscou evitar uma ruptura definitiva. Seu preâmbulo manifestava o desejo de restabelecer a concórdia religiosa, enquanto vários de seus artigos mantinham verdades professadas pela Igreja Católica: a Trindade, a Encarnação, o pecado original, a necessidade do batismo, o batismo de crianças ou ainda a presença real do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A resposta católica redigida no mesmo ano, a </span><em><span class="tm12">Confutatio pontificia</span></em><span class="tm7">, aliás, não tratou o texto como um todo inteiramente herético. Os teólogos designados por Carlos V receberam expressamente a missão de aprovar o que estava em conformidade com a doutrina católica e de apontar o que se desviava dela.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Mas é aí que reside a impossibilidade de considerar a Confissão de Augsburgo como a expressão de uma herança “pré-confessional” comum: as divergências doutrinárias já estão inscritas no texto de 1530 e foram </span><span class="tm7">assim reconhecidas pela Igreja.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O Artigo IV afirma que as pessoas são justificadas &#8220;gratuitamente pela fé em Cristo&#8221;, quando creem que seus pecados são perdoados por causa dele. O Artigo VI acrescenta que as boas obras devem certamente ser praticadas, mas não se deve confiar nelas &#8220;para merecer justificação diante de Deus&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em outras palavras, a justificação é aqui atribuída somente à fé, sem que as obras realizadas sob a influência da graça tenham qualquer valor meritório. É neste ponto que a doutrina católica difere da concepção luterana: a graça é primária e absolutamente necessária, mas o homem, movido por ela, coopera verdadeiramente em sua salvação, e suas obras realizadas em estado de graça possuem genuíno mérito sobrenatural.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A </span><em><span class="tm12">Confutatio</span></em><span class="tm7"> católica destacou precisamente essa oposição: ao mesmo tempo que aprovava a rejeição do erro pelagiano da salvação obtida apenas por forças humanas, recordava a necessidade dessa cooperação do homem na obra da graça.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A controvérsia, portanto, não foi um mal-entendido que surgiu posteriormente: ela já tocava em um dos pontos centrais da doutrina luterana.</span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">A Igreja, a Missa e os Sacramentos</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm13" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Outras divergências também aparecem na Confissão.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O seu Artigo VII define a Igreja como &#8220;a assembleia dos santos na qual o Evangelho é corretamente ensinado e os sacramentos corretamente administrados&#8221;, acrescentando que é suficiente, para &#8220;a verdadeira unidade da Igreja&#8221;, concordar com o ensino do Evangelho e a administração dos sacramentos.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A doutrina católica, ao contrário, ensina que a unidade visível da Igreja repousa sobre três laços indissociáveis: unidade de fé, unidade de culto e sacramentos, e unidade de governo sob a autoridade do sucessor de Pedro. Este último elemento desaparece da comcepção de unidade exposto pela Confissão de Augsburgo.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A segunda parte do documento também se opõe a outros elementos da doutrina e disciplina católica: exige que a comunhão seja distribuída sistematicamente aos leigos em ambas as espécies, defende o casamento dos sacerdotes e critica os votos religiosos.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Acima de tudo, o Artigo XXIV, dedicado à Missa, vai ao cerne da divergência. A Confissão de Augsburgo rejeita o ensinamento de que o sacrifício de Cristo instituiu a Missa como uma oferta &#8220;pelos pecados cotidianos, veniais e mortais&#8221;. Ao contrário, invoca a Epístola aos Hebreus para afirmar que &#8220;o sacrifício de Cristo, realizado uma vez por todas, expiou os pecados de todos&#8221; e que &#8220;não há necessidade de nenhum outro sacrifício pelos pecados&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Missa, portanto, deixou de ser reconhecida como um verdadeiro sacrifício propiciatório oferecido pelos vivos e pelos mortos. A resposta católica de 1530 opôs-se expressamente a essa doutrina e manteve o caráter sacrificial da Missa.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Diante desses erros sobre a justificação, os sacramentos, o sacrifício da Missa e até mesmo o sacerdócio, o Concílio de Trento teve que reafirmar e definir solenemente, alguns anos depois, a doutrina que a Igreja já professava.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Assim, a Confissão de Augsburgo constitui, de fato, uma tentativa histórica de reconciliação, mas uma tentativa formulada numa época em que doutrinas incompatíveis com a fé católica já estavam sendo professadas e ensinadas.</span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">De 1530 a 1999</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm13" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, a leitura proposta por Leão XIV não começa com o seu pontificado.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">João Paulo II já havia solicitado, em 1980, um exame dos pontos em comum entre católicos e luteranos presentes na Confissão de Augsburgo. O diálogo iniciado após o Concílio Vaticano II culminou, sobretudo, em 31 de outubro de 1999, com a assinatura, em Augsburgo, da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Essa declaração afirma que existe, a partir de então, entre católicos e luteranos, um “consenso sobre as verdades fundamentais da doutrina da justificação”, de modo que as condenações doutrinárias do século XVI não se aplicariam mais às formulações expostas no documento comum.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Leão XIV se insere explicitamente nessa continuidade. O próprio Francisco havia declarado perante a Federação Luterana Mundial, em 2021, que o ecumenismo não era “um exercício de diplomacia eclesial, mas um caminho de graça”. Seu sucessor retomou essa formulação quase textualmente em 1º de outubro.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O próximo objetivo é agora 2030.</span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Duas concepções de unidade</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm13" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Leão XIV exortou católicos e luteranos a retornarem &#8220;às nossas raízes comuns, à fé da Igreja primitiva e dos Padres da Igreja&#8221;, a fim de redescobrir &#8220;a herança apostólica e pré-confessional que verdadeiramente nos une como irmãos e irmãs em Cristo&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O retorno à fé da Igreja primitiva e dos Padres não pode ser autenticamente católico se levar a deixar de lado os desenvolvimentos pelos quais a Tradição, sob a orientação do Magistério, explicou ao longo dos séculos o depósito da fé. As definições proferidas diante dos erros protestantes não se substituíram à fé dos Padres: elas precisaram e defenderam seu conteúdo quando este foi contestado.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em 1928, Pio XI condenou, na encíclica </span><em><span class="tm12">Mortalium animos</span></em><span class="tm7">, a concepção segundo a qual a unidade da Igreja ainda estaria por construir entre diferentes comunidades cristãs separadas. Ele lembrou que a Igreja fundada por Jesus Cristo permanece uma, visível, dotada de um mesmo magistério e de um mesmo governo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">“Não é permitido promover a unidade dos cristãos a não ser incentivando o retorno dos dissidentes à única e verdadeira Igreja de Cristo”, escreveu Pio XI.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O pontífice também enfatizou que a verdadeira caridade não pode ser estabelecida à custa da fé: &#8220;É a unidade da fé que deve ser o principal vínculo que une os discípulos de Cristo.&#8221;</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Duas concepções de unidade se opõem radicalmente aqui. Uma, conciliar, busca reconstruir a unidade a partir do que resta em comum, colocando entre parênteses as verdades que dividem; a outra, católica, afirma que a unidade já existe na Igreja fundada por Jesus Cristo e que só pode ser reencontrada retornando a ela na integridade da fé.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A verdadeira caridade não consiste em alimentar a ilusão de uma unidade apesar do erro, mas em conduzir as almas à unidade na verdade.</span></p>
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		<title>IDE E “DIALOGAI” EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 13:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ide-e-dialogai-em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espirito-santo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/district-italia/cristianesimo-ebraismo_0.jpg?itok=co3N5RXj" alt="" width="491" height="280" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e para a Doutrina da fé. A presença desse último, na pessoa do cardeal Fernández, é particularmente significativa: ela enfatiza a extensão doutrinária do documento.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/allez-et-dialoguez-au-nom-du-pere-du-fils-et-du-saint-esprit-61116">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se da nota <a href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_ddf_doc_20260916_nota-cammino-speranza_po.html"><span style="color: #0000ff;"><em>Um caminho de esperança. Sessenta anos de diálogo e de fraternidade inter-religiosa à luz da declaração conciliar</em> <em>Nostra ætate</em></span><em>. </em></a>O título e o subtítulo já dizem quase tudo. Limitar-nos-emos a algumas observações. Aqueles que desejarem aprofundar a questão encontrarão material suficiente nos textos citados em nota.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota recorda que <em>“a declaração Nostra ætate nasceu após a Segunda Guerra mundial e que inicialmente não se referia ao diálogo com as demais religiões, mas constituía uma resposta às trágicas consequências do antissemitismo, que culminaram na Shoah”</em>. Foi após o seu encontro <em>“com o judeu Jules Isaac</em> (ateu e comunista, <em>ndt.</em>), <em>tornado possível pela mediação de Maria Vingiani, fundadora do Secretariado para as Atividades Ecumênicas”</em>, que João XXIII, <em>“já muito sensível a essa questão, […] encarregou o cardeal Augustin Bea de redigir um texto conciliar destinado a sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu”</em> (§ 4).</span><span id="more-35821"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na base, um erro de lógica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O texto afirma que as autoridades da Igreja, sob João XXIII, empreenderam <em>“sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu”</em> <strong>como resposta </strong>aos trágicos efeitos do antissemitismo. Logicamente, tal raciocínio é um <em>non sequitur</em>: a conclusão não decorre das premissas. Perguntamo-nos, com efeito: que<strong> elo de casualidade</strong> existe entre o antissemitismo e a doutrina católica, que teria obrigado a Igreja a “retificar” essa última? Nenhum. A Igreja já tinha condenado explicitamente o antissemitismo de origem racial[1]. Em contrapartida, o que ela sempre ensinou diz respeito ao <strong>domínio religioso</strong> e jamais deve conduzir à perseguição física dos judeus. Se tais perseguições ocorreram, sua responsabilização deve ser imputada aos homens que delas participaram, e não ao ensinamento bimilenar da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O magistério entre defesa dos judeus e crítica do judaísmo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que a doutrina católica relativa à reprovação dos judeus não pode ser retificada?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inicialmente, porque ela é ensinada explicitamente pelo Salvador em várias passagens do Evangelho, especialmente na parábola dos vinhateiros homicidas[2] e nesta sentença: <strong><em>“Assim vos digo, o Reino de Deus vos será retirado e será entregue a uma nação que produzirá frutos.”</em></strong> Em seguida, porque ela se apoia na Tradição, desde os Padres da Igreja até o consentimento unânime dos teólogos <strong>antes de 1960</strong>, coincidentemente[3].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível encontrar uma síntese esclarecedora disso em Jean Daniélou, teólogo progressista francês, muito influente no Concílio Vaticano II, e representante da <em>nouvelle théologie</em>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Resta este fato essencial de que o povo judeu, ao rejeitar o cristianismo, associou-se efetivamente à decisão de seus líderes contra Jesus. Com efeito, ao se recusar a reconhecer a divindade de Cristo, ele deveria considerá-lo como um blasfemo e, de acordo com a Lei, decretar sua morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo, se podemos dizer que a morte de Cristo foi, em sua decisão inicial, uma questão apenas dos chefes do povo judeu, <strong>todo o povo ratificou em seguida essa decisão por sua incredulidade.</strong> Assim, o povo judeu, depositário da Promessa e da Aliança, rejeitou, no dia em que lhe foi dado, o objeto da Promessa. Não diremos que essa recusa atribui a cada um dos membros desse povo uma responsabilidade ou uma reprovação pessoal. Cremos, antes, que se trata de uma misteriosa economia coletiva.[4]”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que o judaísmo diz do cristianismo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todavia, a hierarquia eclesiástica contemporânea não quer ouvir nada, e a cada ano multiplica cada vez mais os <em>non sequitur.</em> A nota continua: <em>“Quando, a propósito do judaísmo, afirmamos que não podemos ignorar uns aos outros, isso implica igualmente que a religiosidade dos atuais judeus – e não só aquela ligada ao Primeiro Testamento – apresenta um interesse para os cristãos.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Como afirma o papa Francisco: “Deus continua a agir no povo da Antiga Aliança” (Evangelii gaudium). A religiosidade hebraica pode, com efeito, ser considerada <strong>como um efeito da Palavra revelada, sempre viva e eficaz, que eles acolheram</strong>; ela constitui, por essa razão, um valor atual e dinâmico, que sempre pode nos enriquecer” </em>(§ 13). Logo, eis a teologia da substituição sendo dispensada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, há mais. Prestemos atenção nas palavras: o texto afirma que a <em>“religiosidade dos <strong>atuais judeus</strong>”</em>, enquanto <em>“efeito da Palavra revelada, <strong>sempre</strong> viva e eficaz”</em>, constitui <em>“um <strong>valor atual </strong>e dinâmico, que pode sempre <strong>nos enriquecer</strong>”</em>. Ora, todo aquele que possui um conhecimento, mesmo elementar, da religiosidade atual dos judeus sabe que seu texto de referência fundamental é o <em>Talmud</em>, em certos aspectos, antes mesmo da <em>Torah</em> (ou seja, o Pentateuco), porque o <em>Talmud</em> possibilita interpretar a <em>Torah</em>, captar o seu mais autêntico sentido e ir além, pela coletânea das diversas tradições hebraicas. Sem nos estender sobre esse ponto, recordamos que o <em>Talmud</em> designa Jesus por uma série de expressões ofensivas que omitimos por simples decência, e afirma que ele estaria queimando no inferno, mergulhado em excrementos borbulhantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra obra importante para a fé hebraica é o <em>Livro do conhecimento</em> de Maimônides, compêndio de regras e ritos, cuja versão hebraica[5] afirma que é dever de cada crente <em>“exterminar com as próprias mãos”</em> os infiéis (os não judeus), entre os quais <em>“Jesus de Nazaré e seus discípulos, […] possa seu nome maligno ser apagado”</em>. É interessante constatar que essa última invocação anticristã não aparece na tradução inglesa impressa comparada: somente os judeus e aqueles que conhecem o hebraico podem, portanto, lê-la[6].  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que os fiéis católicos (ou deveríamos dizer os católicos fiéis?) tenham isso em mente, pois o papa, fazendo eco à <em>Nostra ætate,</em> reafirma que <em>“<strong>o respeito e a estima</strong> são os fundamentos indispensáveis do diálogo interreligioso e das relações com o judaísmo”</em> (§ 9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ide e… dialogai</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota acrescenta que <em>“<strong>o diálogo judaico-cristão não pode ser considerado como uma prática acessória</strong> para os cristãos, cujo único propósito seria conhecer melhor o judaísmo, manter relações diplomáticas ou até simplesmente cultivar a amizade com o povo judeu: trata-se, na verdade, de conscientizar-se plenamente da sua própria identidade original”</em>. Isso é estranho: durante dois milênios, a palavra “diálogo” não aparece uma única vez nos documentos dos concílios, das encíclicas ou em qualquer outra parte da pregação católica[7]; todavia, ela aparece 150 vezes nesta nota. Apresentam-nos esse diálogo como um meio necessário para sabermos quem somos, em nossa relação com aqueles que blasfemam o nome de Cristo e que desejariam ver os cristãos desaparecerem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É melhor pararmos por aqui, com um brevíssimo resumo dos efeitos dessa catequese baseada no diálogo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O católico médio, falamos do famoso “católico de banco”, tem começado a refletir e a tirar as consequências disso. Se o padre nos diz para irmos ouvir a pastora “Valnice” na paróquia, ou até mesmo a convida para pronunciar a homilia na igreja durante a Semana de oração pela unidade dos cristãos, então isso significa que:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Um padre católico e a pastora são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A Igreja católica e os protestantes são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A missa católica e o culto protestante são a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém é protestante, de nada lhe serve se converter ao catolicismo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">As mulheres também podem ser sacerdotes, e os sacerdotes podem se casar;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">De nada serve ouvir o Papa e a Igreja, basta ler a Bíblia de vez em quando;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém não vai à missa de domingo, que mal há nisso?</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Lutero tinha razão;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A Igreja estava errada;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se a Igreja estava errada no século XVI, ela também pode estar errada hoje.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o convidado especial for um rabino, o “católico de banco” tirará as seguintes consequências lógicas:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Judeus e cristãos acreditam no mesmo Deus;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Judaísmo e cristianismo são uma única e mesma religião;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Se alguém é judeu, de nada lhe serve se converter ao cristianismo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Ir à sinagoga ao sábado ou à igreja ao domingo dá no mesmo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Acreditar em Deus e acreditar em Jesus Cristo é a mesma coisa;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O rabino é mais inteligente, melhor preparado e mais crente que o meu padre&#8230;”[8]</span></li>
</ol>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Vincenzo Gubitosi</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Cf. Decreto do Santo Ofício de 25 de março de 1928, Acta Apostolicæ Sedis, 20 (1928), p. 103-104” <em>Qua caritate permota Apostolica Sedes eundem populum (iudaicum) contra iniustas vexationes protexit, et quemadmodum omnes invidias ac simultates inter populos reprobat, ita vel maxime damnat odium adversus populum olim a Deo electum, odium nempe illud, quod vulgo “antisemitismi” nomine nunc significari solet” (Impelida por esta caridade, a Sé apostólica protegeu este mesmo povo (judeu) contra as perseguições injustas e, assim como reprova qualquer inveja e inimizade entre os povos, ela condena particularmente o ódio pelo povo outrora eleito por Deus, ou seja, este ódio que hoje é geralmente designado sob o nome de antissemitismo). É necessário notar que algumas traduções recentes desta passagem, como a do </em><em>L’Osservatore Romano</em><em>, </em><em>“Je suis Joseph, votre frère”</em><em>, 9 de junho de 2020, omitem traduzir o advérbio </em><em>olim</em><em> (outrora, antigamente), em razão da nova teologia da “irrevocabilidade” da Antiga Aliança. Cf. também Pio XI, discurso aos colaboradores da Rádio católica belga, 6 de setembro de 1938: “Notem bem que Abraaão é chamado de nosso patriarca, nosso ancestral. O antissemitismo não é compatível com o pensamento e a realidade sublimes expressas neste texto. É um movimento […] do qual nós cristãos não podemos participar de forma alguma. Por Cristo e em Cristo, somos a descendência espiritual de Abraão. Não, não é possível aos cristãos participar do antissemitismo. Reconhecemos a todos o direito de se defender, de adotar os meios de se proteger contra tudo o que ameaça os seus interesses legítimos. Mas o antissemitismo é inadmissível. Somos espiritualmente semitas.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Cf. Mt 21, 33-46.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Cf. J.-M. Gleize, <em>Vero Israele e falso giudaismo</em>, Edizioni Piane, Casale Monferrato, 2022, especialmente p. 90 e seguintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Jean Daniélou, « Jésus et Israël », <em>Études</em>, nº 258, julho-agosto 1948, p. 72-73.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ele se refere à edição bilíngue hebraico/inglês publicada em Jerusalém, em 1962, por Boys Town, sob a direção de Moses Hyanson.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Cf. I. Shahak, <em>Storia ebraica e giudaismo. Il peso di tre millenni</em>, CLS, Verrua Savoia, 2006, p. 46-47 e 52-53.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Cf. R. Amerio, <em>Iota unum</em>, Lindau, Turim, 2006, p. 323 e seguintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> A. Gnocchi et M. Palmaro, <em>Cattivi maestri. Inchiesta sui nemici della verità</em>, Piemme, Milão, 2009, p. 175-176.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>LEÃO XIV RECEBEU OS LUTERANOS NORUEGUESES</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 19:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Após receber Sarah Mullally como Arcebispa Anglicana de Canterbury, Leão XIV acolheu os bispos luteranos da Noruega e os convidou a construir a comunhão sobre o fundamento de um &#8220;batismo comum&#8221; e uma &#8220;missão compartilhada&#8221;. Fonte: DICI &#8211; Tradução gentilmente &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-recebeu-os-luteranos-noruegueses/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/3fdbjx81.jpg?itok=rHpOIOPu" alt="" width="540" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Após <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-e-a-sra-mullaly-pelo-pe-jean-michel-gleize/">receber Sarah Mullally como Arcebispa Anglicana de Canterbury</a></span>, Leão XIV acolheu os bispos luteranos da Noruega e os convidou a construir a comunhão sobre o fundamento de um &#8220;batismo comum&#8221; e uma &#8220;missão compartilhada&#8221;.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/leon-xiv-recu-les-lutheriens-norvegiens-60848">DICI</a></span> &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 26 de agosto de 2026, Leão XIV recebeu no Vaticano uma delegação de onze bispos da &#8220;Igreja da Noruega&#8221;, a denominação luterana oficial do país. Vários membros dessa delegação eram mulheres. Esses títulos de &#8220;bispo&#8221;, usados sem reservas pela própria Santa Sé, não designam, contudo, um episcopado ou sacerdócio sacramentalmente válido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa invalidade remonta ao estabelecimento da Reforma no Reino da Dinamarca-Noruega em 1536-1537. Após a deposição dos bispos católicos, o reformador Johannes Bugenhagen instalou os primeiros sete &#8220;superintendentes&#8221; luteranos das dioceses dinamarquesas em 2 de setembro de 1537. Bugenhagen havia recebido a ordenação sacerdotal católica em 1509, antes de sua conversão a Lutero, mas nunca fora consagrado bispo. Portanto, não podia transmitir a autoridade episcopal que não possuía. A sucessão apostólica foi, assim, interrompida desde o início dessa nova hierarquia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa ruptura material foi agravada pelo abandono da doutrina católica do sacerdócio sacrificial e pela alteração do rito e da intenção necessários para a validade do sacramento da Ordem. Quanto às mulheres agora </span><span style="color: #000000;">apresentadas como &#8220;bispas&#8221;, elas são, em todo caso, fundamentalmente incapazes de receber validamente a ordenação.</span><span id="more-35754"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A audiência foi organizada por iniciativa do núncio apostólico nos países nórdicos, Monsenhor Julio Murat, como parte de uma viagem de estudos dedicada a jovens adultos e ao ecumenismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois de Roma, onde a delegação também se encontraria com o Cardeal Kurt Koch, Prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, os representantes luteranos visitariam a comunidade de Taizé.</span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma comunhão buscada por meio da ação conjunta.</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seu discurso, o Papa falou dos conflitos e da &#8220;crescente animosidade entre os povos&#8221;, bem como da acrimônia que frequentemente caracteriza os debates políticos e sociais. Diante dessa situação, ele conclamou católicos e luteranos a &#8220;buscarem caminhos concretos para a reconciliação e a fraternidade&#8221;, assegurando-lhes que &#8220;a bondade e a caridade têm o poder de desarmar&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Leão XIV agradeceu então aos seus visitantes pelo desejo de &#8220;buscar maneiras de construir a comunhão&#8221;. Citando a oração de Cristo pela unidade dos seus discípulos – &#8220;para que sejam perfeitamente um&#8221; (Jo 17,23) – expressou o seguinte desejo: &#8220;Fundamentados no nosso batismo comum e na nossa missão partilhada no mundo, rezo para que possamos sempre crescer juntos no nosso serviço à paz e à justiça.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a comunhão é concebida como tendo início com o batismo e a cooperação prática nas áreas da paz, da justiça e da fraternidade. As diferenças entre o catolicismo e o luteranismo, contudo, não foram mencionadas.</span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma &#8220;teologia um pouco diferente&#8221;</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O relatório publicado pela Igreja da Noruega permite-nos apreciar melhor a importância deste encontro. Olav Fykse Tveit, que preside à conferência dos supostos &#8220;bispos&#8221; luteranos, afirmou perante Leão XIV que os cristãos pertencem uns aos outros porque creem &#8220;no mesmo Jesus&#8221;, apesar de &#8220;uma teologia e tradição um pouco diferentes&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fórmula minimiza significativamente as rupturas causadas pela Reforma. A rejeição do sacrifício da Missa, do sacerdócio, da autoridade papal e de vários sacramentos é apresentada não como uma oposição às verdades reveladas, mas como uma simples diferença teológica e tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Olav Fykse Tveit foi além: “O fato de sermos um é uma dádiva de Deus, que compartilhamos como irmãs e irmãos em Cristo”. Para as comunidades separadas, isso não significaria retornar à unidade da Igreja, mas sim tornar mais visível uma unidade que já existe. Essa concepção corresponde à mudança trazida pelo ecumenismo do Concílio Vaticano II: a unidade não é mais o resultado de um retorno à mesma fé e à mesma autoridade, mas uma realidade preexistente que o diálogo e a cooperação têm a missão de revelar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O encontro terminou com a recitação conjunta da <em>Oração do Senhor </em>, liderada por Leão XIV. O líder luterano também convidou o Papa a visitar a Noruega para o jubileu nacional em 2030 e a rezar na Catedral de Nidaros, que abriga o túmulo de Santo Olavo, como um &#8220;irmão em Cristo e peregrino&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O convite é altamente simbólico. Antiga catedral do arcebispado católico de Nidaros, o santuário passou para as mãos dos luteranos durante a Reforma Protestante imposta à Noruega em 1537. Uma oração ecumênica do Papa neste local apoiaria, por meio de um gesto, o reconhecimento prático de uma comunidade que rompeu com a Fé, os sacramentos e a autoridade da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além dessas rupturas históricas, existem sérias dissensões em questões morais. Em janeiro de 2017, a assembleia suprema desta comunidade aprovou, por 83 votos a 112, uma liturgia destinada a celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo. Essa liturgia está em uso desde 1º de fevereiro de 2017.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 2022, os bispos luteranos noruegueses voltaram a saudar o desenvolvimento da &#8220;aceitação e igualdade&#8221; das pessoas homossexuais na sociedade e dentro de suas comunidades como uma mudança &#8220;grande e positiva&#8221;.</span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma unidade que não é a da Igreja.</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Leão XIV concluiu expressando sua esperança de que católicos e luteranos vivessem “cada vez mais verdadeiramente como irmãos e irmãs” e prestassem “testemunho comum” de Cristo. Mas tal testemunho permanece profundamente ambíguo quando aqueles que afirmam prestá-lo não professam a mesma Fé e contradizem publicamente a moral cristã em pontos fundamentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao reduzir o ecumenismo a destacar o que permanece em comum, enquanto os desacordos doutrinais são deixados em segundo plano, a abordagem inaugurada pelo Concílio Vaticano II mantém a ideia de que a unidade pode ser construída gradualmente por meio do diálogo, gestos de reaproximação e ação conjunta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pio XI, contudo, nos lembrou na encíclica <em>Mortalium animos </em>que a unidade cristã só pode ser alcançada incentivando &#8220;o retorno dos dissidentes à única e verdadeira Igreja de Cristo, já que outrora tiveram o infortúnio de se separar dela&#8221;. A Caridade autêntica, portanto, não pode prescindir da verdade nem silenciar o chamado à conversão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A paz e a justiça são, sem dúvida, bens desejáveis, desde que sejam genuínas. Contudo, não podem substituir uma missão sobrenatural cujo objetivo primordial é transmitir plenamente a Fé revelada e salvar as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) <a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/pius-xi/fr/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos.html?utm_source=chatgpt.com"><u>Pio XI, encíclica <em>Mortalium animos </em>, 6 de janeiro de 1928</u></a> </span></p>
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		<title>UMA PEREGRINAÇÃO ISLÂMICO-CRISTÃ A LOURDES</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 14:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<description><![CDATA[Poucos meses antes de proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/uma-peregrinacao-islamico-crista-a-lourdes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image19_0.jpg?itok=L8gbpieS" alt="" width="562" height="320" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Poucos meses antes de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lourdes-mgr-micas-interdit-la-fsspx-les-celebrations-dans-le-sanctuaire-60685">proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário</a></span>, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos foram convidados a rezar e meditar em torno de uma suposta imagem comum de Maria.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/un-pelerinage-islamo-chretien-lourdes-60710">DICI</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De 18 a 21 de outubro de 2025, cerca de 100 cristãos e muçulmanos de toda a França reuniram-se em Lourdes para a primeira edição da peregrinação &#8220;<em>Juntos com Maria&#8221;</em>. O evento foi organizado pela associação de mesmo nome com várias entidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O site oficial do Santuário anunciou uma &#8220;<em>experiência de oração, partilha, meditação e convívio&#8221;</em>, na presença de D. Jean-Marc Micas, bispo de Tarbes e Lourdes. O objetivo declarado era permitir que os participantes <em>&#8220;refletissem, recarregassem suas energias, partilhassem, se conhecessem melhor e avançassem juntos em um caminho de esperança&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma cerimônia na capela de Nossa Senhora</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os participantes foram acolhidos na Cité Saint-Pierre, uma instalação dos Serviços Católicos de Assistência em Lourdes. Durante três dias, sucederam-se ensinamentos, discussões em pequenos grupos e momentos de oração. Entre os palestrantes estavam o Padre Jean-François Bour, um frade dominicano do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos, Tareq Oubrou, o Grande Imã de Bordeaux, bem como Georges Jousse e Hamid Demmou.</span><span id="more-35676"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O encontro pretendia concretizar o diálogo islâmico-cristão, com seus <em>&#8220;caminhos pelas cristas</em> &#8220;, segundo a expresão de Gérard Testard, presidente do <em>Juntos com Maria</em>. Ele convidou os participantes a permanecerem comprometidos com &#8220;<em>a fraternidade e a esperança que nos inspiram a todos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No domingo, 19 de outubro, das 15h às 18h, o principal evento público da peregrinação aconteceu na capela de Nossa Senhora. O encontro reuniu testemunhos, leituras, cantos, orações e momentos de convívio. Os relatos da Anunciação encontrados no Alcorão e no Evangelho foram lidos em paralelo: por meio dessa justaposição, os organizadores pretendiam apresentar Maria como uma &#8220;<em>figura unificadora</em>&#8221; entre as duas religiões. Ela seria, tanto para cristãos quanto para muçulmanos, &#8220;um modelo de fé e fidelidade a Deus&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após a cerimônia inter-religiosa, os cerca de 100 participantes compartilharam uma refeição na presença de D. Micas. Aqueles que desejassem foram então convidados a participar da procissão com tochas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Maria como instrumento de diálogo inter-religioso</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há vários anos, a associação vem desenvolvendo encontros entre muçulmanos e cristãos em torno da figura de Maria, inspirada por uma iniciativa que surgiu no Líbano, onde cristãos e muçulmanos celebram juntos a Anunciação desde 2007. O governo libanês chegou a declarar o dia 25 de março feriado nacional, apresentando-o como um feriado nacional islãmico-cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na França, <em>o Juntos com Maria</em> também administra as <em>&#8220;Casas da Paz</em>&#8220;. Compostas por 6 a 10 cristãos e muçulmanos de uma mesma região, esses grupos se reúnem cerca de 6 vezes por ano em torno de temas como o Ramadã e a Quaresma, a paz, as fronteiras ou &#8220;<em>a Palavra de Deus em tempos de provação</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Duplas formadas por cristão e muçulmanos também realizam intervenções em escolas primárias, secundárias e de ensino médio, além de mesquitas. O objetivo é combater o preconceito, promover o <em>&#8220;enriquecimento mútuo&#8221; </em>e aprender a viver &#8220;<em>como irmãos e irmãs em um mundo plural</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma ambiguidade cuidadosamente mantida</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A empreitada baseia-se inteiramente em uma ambiguidade. Como o Alcorão fala de Maria, menciona o nascimento virginal de <em>Issa</em> e lhe confere o título de Messias, existiria entre católicos e muçulmanos uma fé mariana comum, mas o uso dos mesmos nomes não é suficiente para designar as mesmas pessoas que Deus revelou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com a tradição católica, a Virgem Maria é filha de Santa Ana e São Joaquim e mãe de Jesus Cristo. A Maria do Alcorão é apresentada como filha de <em>Imran</em> e &#8220;<em>irmã de Aarão&#8221;,</em> uma designação que remete a Miriam, irmã de Moisés e Aarão. O texto do Alcorão, mantém, assim, uma confusão que os comentaristas muçulmanos tentam explicar de diversas maneiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acima de tudo, <em>Issa</em> não é Nosso Senhor Jesus Cristo tal como a Igreja o reconhece. O Alcorão nega expressamente a sua divindade, rejeitando assim o próprio mistério da Encarnação. Ora, Jesus Cristo é o Verbo eterno feito carne, verdadeiro Deus e verdadeiro homem: porque seu Filho é Deus, Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. Essa maternidade divina fundamenta a sua dignidade incomparável e ilumina todos os seus privilégios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Islã não reconhece essa maternidade divina, nem a Imaculada Conceição,e  nem mesmo a Assunção. A religião muçulmana nega as verdades centrais da fé cristã: a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus Cristo, sua Encarnação redentora, sua morte na Cruz e sua Ressurreição. Não existe, portanto, uma fé mariana comum entre o Catolicismo e o Islã; existe apenas uma semelhança de nomes por trás da qual se escondem duas doutrinas contraditórias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A caridade exige que amemos os muçulmanos, que rezemos por sua conversão e a que lhes demos a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo, mas não nos permite colocar a religião revelada e uma religião falsa no mesmo nível, nem omitir a divindade do Salvador para obter uma aparência de fraternidade religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O contraste observado pelo Distrito de França</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A recepção dada a esta peregrinação islamica-cristã assume hoje um significado particular. Após as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026 e o ​​decreto publicado por Roma, a Fraternidade São Pio X teve sua autorização revogada para celebrar missas, administrar os sacramentos e organizar orações públicas no Santuário de Lourdes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seu comunicado de 22 de agosto, o padre Gonzague Peignot, superior do Distrito da França, destaca esse contraste:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>De fato, os simples filhos da Igreja Católica, que de modo algum pretendem substituir a Igreja e cuja única ambição é permanecer fiéis a ela, estão proibidos de se reunir para rezar publicamente à sua Mãe no Céu, enquanto que no ano anterior, em outubro de 2025, o Santuário de Lourdes acolheu, inclusive na Capela de Nossa Senhora, uma peregrinação que reuniu cristãos e muçulmanos, durante quatro dias, em torno da figura de Maria, com um momento de oração, uma missa, uma procissão com tochas, uma oração na Gruta e encontros inter-religiosos.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O comunicado continua:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">“Como não se espantar – ou mesmo se indignar – com o fato de que aqueles que não reconhecem a Divina Maternidade da Bem-Aventurada Virgem Maria, nem o dogma de sua Imaculada Conceição, nem a divindade de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, tenham permissão para entrar onde hoje se impõe a proibição aos fiéis da FSSPX, impedindo-os de rezar publicamente à Bem-Aventurada Virgem Maria em seu santuário de Lourdes?”</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa Senhora de Lourdes não se apresentou como uma figura religiosa indefinida, capaz de unir crenças contraditórias. Em 25 de março de 1858, ela declarou a Santa Bernadette: <em>“Eu sou a Imaculada Conceição</em>”. O fato de os fiéis da Fraternidade serem hoje impedidos de honrá-la publicamente em seu Santuário, enquanto encontros com uma falsa religião que rejeita esse dogma e a divindade de Cristo são ali incentivados, demonstra a profunda crise que a Igreja atravessa.</span></p>
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		<title>NÃO HÁ UNIDADE NA AMBIGUIDADE</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-ha-unidade-na-ambiguidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/08/Rassemblement-oecumenique-a-Notre-Dame-de-paris.jpg" alt="" width="480" height="327" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/oecumenisme/pas-dunite-dans-lambiguite">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain Bataille, arcebispo de Bourges, insistiu: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-ordinations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la-situation-editorial-de-monseigneur-bataille/">&#8220;<em>Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade</em></a></span>&#8220;. A isso, só podemos concordar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, na véspera de sua nomeação como Arcebispo de Bourges, em 15 de outubro de 2025, um encontro ecumênico organizado pela diocese foi realizado em sua sede episcopal com o tema: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://web.archive.org/web/20251013013819/https://www.diocese-bourges.org/agenda/11902-decouvrir-des-manieres-de-prier-avec-luther-et-calvin/">“</a></span><em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://web.archive.org/web/20251013013819/https://www.diocese-bourges.org/agenda/11902-decouvrir-des-manieres-de-prier-avec-luther-et-calvin/">Descobrindo Formas de Orar… com Lutero e Calvino</a></span></em>”. Após apresentações sobre Martinho Lutero e John Calvino — uma delas feita pelo presidente da Igreja Reformada de Bourges — seguiu-se uma discussão, e depois uma oração em comum. Durante a discussão sobre a doutrina dos sacramentos, um padre católico presente insistiu no respeito tanto pela teologia protestante quanto pela católica, já que ambas evoluíram: &#8220;<em>Em certo momento, tínhamos 12 sacramentos&#8230; Nós também evoluímos!&#8221;</em>. Nenhuma explicação foi dada para essa afirmação. Tampouco foi mencionada a questão de que a doutrina católica expressa a verdade revelada, enquanto o protestantismo a contradiz. A cortesia ecumênica exige isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deveríamos considerar isso apenas um deslize ocasional, levando em conta que uma conversa informal pode conter imprecisões, ou  até mesmo descuidos?</span><span id="more-35672"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, a ambiguidade vem de cima. É o decreto <em>Unitatis Redintegratio</em> que, ao encorajar calorosamente o movimento ecumênico, dá o tom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeira ambiguidade: esse movimento, que designa “<em>as iniciativas e ações promovidas e organizados em favor da unidade dos cristãos</em>” (§4), não tem como objetivo a unidade da Igreja, uma vez que é um dado adquirido e afirmado no <em>Credo</em>. Como o ecumenismo se distingue explicitamente da obra de conversão e reconciliação dos indivíduos (§4), o que se entende por “<em>unidade dos cristãos</em>” senão a unidade da Igreja de Cristo? E como é possível manter relações diligentes e cordiais e, ao mesmo tempo, continuar a afirmar a fé, não como uma tradição teológica entre outras, mas como verdade revelada?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segunda ambiguidade: o decreto afirma que as comunidades cristãs não católicas “<em>não são de modo algum desprovidas de significado e valor no mistério da salvação. O Espírito de Cristo, aliás, não se recusa a usá-las como meio de salvação</em>” (§3). Deveríamos concluir disso que o protestantismo em si é um meio de salvação? Ou a ortodoxia? Mas, visto que consistem respectivamente em heresia e cisma, como isso pode ser sustentado? Ou talvez se encontre a salvação nelas apesar dessa heresia e desse cisma; mas então seria razoável recomendar essas comunidades dessa maneira? E quando protestantes ou cristãos ortodoxos pedem para serem recebidos na Igreja Católica, é concebível que sejam aconselhados a permanecer como estão? Gostaríamos de acreditar que D. Bataille porá fim a qualquer tentativa de unidade nessa ambiguidade. Infelizmente, parece que a unidade e a comunhão na Igreja hoje são buscadas principalmente no rigor jurídico e não na fé.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Abbé Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>AS 3 FRATERNIDADES</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR Algumas breves palavras sobre três fraternidades. Fonte: FSSPX México &#8211; Tradução: Dominus Est Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.  A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-3-fraternidades/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.mx/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/district-mexico/20260125t1900-pope-vespers-christian-unity-1811929-1-1024x683.jpg?itok=pbhjGBJm" alt="" width="734" height="424" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR</strong></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Algumas breves palavras sobre três fraternidades.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.mx/es/news/la-fraternidad-farisaica-la-fraternidad-conciliar-59866">FSSPX México</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> A </span><u><span class="tm10">fraternidade farisaica</span></u><span class="tm10"> não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão </span><em><span class="tm11">“sepulcros caiados</span></em><span class="tm10">”. E há a </span><u><span class="tm10">fraternidade conciliar</span></u><span class="tm10">, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: </span><em><span class="tm11">&#8220;não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”</span></em><span class="tm10">, &#8220;ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: </span><em><span class="tm11">“O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa</span></em><span class="tm10">” (25/6/2026): </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa"><span class="tm10">https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa</span></a></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> A ACI Prensa continua: “</span><em><span class="tm11">Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título &#8216;Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração</span></em><span class="tm10">&#8216;”.</span></span><span id="more-35338"></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;"> A fraternidade farisaica do Concílio é claríssima, e apenas os malabaristas, como o Padre Javier Olivera e o Padre Federico Highton, se dedicam diariamente a dar voltas e mais voltas ao assunto para fazê-lo parecer inofensivo, negando o estado de tremenda necessidade e o fato de que esse lixo causa estragos nas almas. São cúmplices do farisaísmo, quer queiram quer não.  </span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Filha do diabo, portanto, filha do pai da mentira, a fraternidade conciliar farisaica faz uso extensivo do engano. Assim como a fraternidade farisaica atribuía a Cristo a natureza do demônio, a fraternidade conciliar acusa os seguidores da Tradição Católica (em sua integridade) de não serem verdadeiramente católicos. É o que agora fazem o Papa Leão XIV, o Prefeito “</span><em><span class="tm11">Tucho” </span></em><span class="tm10">Fernández e padres como os mencionados acima, que, ao se referirem à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (a terceira), querem apresentá-la como estando fora da Igreja e sendo protestante. Esse circo esquizofrênico, que consiste em apontar nos outros aquilo que eles próprios estão pregando, praticando e endossando, desmorona por si só; e é preciso realmente colocar a Grande Muralha da China na frente dos olhos para não ver que foram os Papas conciliares e pós-conciliares que fizeram e continuam a fazer concessões ao Protestantismo e a outros movimentos heréticos e cismáticos. É por isso também que o grande discípulo de Bartolomé de las Casas, ou seja, o padre Federico Higton, preso à sua falta de realismo e obstinado em seu laboratório fraudulento, profere o que chama de &#8220;</span><em><span class="tm11">O Credo Lefebvrista Oculto&#8221;</span></em><span class="tm10"> com alegações infundadas, porque não consegue se livrar da realidade esmagadora de que Leão XIV pratica o falso ecumenismo que seus predecessores conciliares fundaram em documentos redigidos de próprio punho e implementados à risca. A evidência é agora o instrumento definitivo para obliterar esses sofistas eclesiásticos da atualidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Assim como outrora fez a hipócrita fraternidade farisaica com Cristo, também agora a astuta fraternidade conciliar — que permanece viva até os nossos dias com o Papa Leão XIV — tenta destruir a integridade católica; e, visto que hoje a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é a Ordem guerreira que luta com todas as forças em defesa dessa integridade, é lógico que, consequentemente, se busque igualmente a sua destruição: “</span><em><span class="tm11">Expulsarão vocês das sinagogas; e chegará o tempo em que quem os matar pensará que está oferecendo uma oferta a Deus</span></em><span class="tm10">” (Jo 16,2). </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">E, em relação à citação bíblica mencionada, dirigem-se à abominável fraternidade conciliar — que constitui uma violação direta do primeiro mandamento do Decálogo — as palavras do ilustre Monsenhor Straubinger: “Eles acreditarão que estão estar prestando um serviço a Deus: isto é, chega-se a cometer os maiores males acreditando estar agindo bem; ou seja, por falta de conhecimento da verdade revelada que nos torna livres, caímos nas armadilhas do pai da mentira (8, 44). Por isso diz: ‘porque não conheceram o Pai nem a Mim’, isto é, não os conheciam, embora presunçosamente acreditassem conhecê-los, para não se inquietarem com a indiferença deles (…). Esta é a &#8216;operação do erro&#8217; (da qual São Paulo fala com tanta eloquência em 2 Tes 2, 9ss.), pela qual Deus nos abandona por não termos acolhido com amor a verdade que está em sua Palavra (17, 17), e nos permite que “acreditemos na mentira”. Não foi esse, por acaso, o pecado de Eva e de Adão? Pois, se não tivessem acreditado no engano da serpente e confiado em suas promessas, é claro que não teriam ousado desafiar a Deus. Nossa situação será melhor do que a deles se aproveitarmos essa advertência de Jesus. Raramente alguém faz o mal pelo mal em si, e daí a especialidade de Satanás. Enganador extremamente habilidoso, ele nos leva ao mal sob a aparência do bem. Assim, Caifás condenou Jesus, dizendo piedosamente que ficava escandalizado ao ouvi-lo blasfemar, e todos concordaram com Caifás e cuspiram em Jesus por blasfêmia (Mt 26, 65 ss.). Ele nos anuncia aqui que assim acontecerá também com seus discípulos”.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Lá vão, então, os referidos eclesiásticos amigos da fraternidade conciliar, lá vão eles divulgando aos quatro ventos seu incenso falso, que consiste em “construir a fraternidade por meio do diálogo e da colaboração”; só que, como bem sabem, reservam à integridade católica o golpe, a condenação, o silêncio e a tentativa de assassinato. </span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> “</span><em><span class="tm11">Em seu discurso de boas-vindas – segundo Aciprensa – o Cardeal George Jacob Koovakad, Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, lamentou que o conceito de fraternidade &#8216;seja frequentemente considerado uma ideia utópica&#8217; (&#8230;)”, e o cardeal completa a farsa afirmando que “o Velho Continente é um rico caldeirão de grupos étnicos, línguas e tradições religiosas. Um patrimônio que deve ser valorizado para criar ‘uma sociedade inclusiva, coesa e harmoniosa que respeite a dignidade e os direitos humanos, incluindo o direito de professar e praticar a própria religião’.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Vamos relembrar e reavivar a triste e terrível distorção doutrinária que hoje se quer fazer passar por católica. Palavras de Leão XIV: <em>“Meu querido predecessor, o Papa Francisco, observou que o caminho sinodal da Igreja Católica ‘é e deve ser ecumênico, assim como o caminho ecumênico é sinodal’ (Discurso a S.S. Mar Awa III, 19 de novembro de 2022). Isso se refletiu nas duas Assembleias do Sínodo dos Bispos de 2023 e 2024, caracterizadas por um profundo zelo ecumênico e enriquecidas pela participação de numerosos delegados fraternos. Creio que este seja um caminho para crescermos juntos no conhecimento mútuo de nossas respectivas estruturas e tradições sinodais. Comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecumênicas e a comunicar uns aos outros quem somos, o que fazemos e o que ensinamos (…). Quanto mais buscamos e encontramos, em comunhão ecumênica, a unidade na fé em Jesus Cristo, mais nos tornamos uma só coisa também entre nós</em>”: </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.religiondigital.org/leon-xiv/leon-xiv-querido-predecesor-observo_1_1440759.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAYnJpZBExc1ZzMnA4Szc0R2RWdnJmb3NydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR7KkH-2kYY42wewFG-_U-rucL7ZM0VkkYOdgzIL6-G3S4oFqZFG6zhzn0zcoQ_aem_Nz"><span class="tm10">https://www.religiondigital.org/leon-xiv/leon-xiv-querido-predecesor-observo_1_1440759.html</span></a></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Ah, sim, sim! Mais uma vez eles negaram e ainda vão negar… Lá vem mais uma vez a velha cantilena de que os “</span><em><span class="tm11">Lefe</span></em><span class="tm10">” interpretam mal o ecumenismo, ao qual chamam de falso. Por isso, deixamos aqui o que publicou a Aciprensa: </span><em><span class="tm11">“Líderes religiosos de destaque, representantes do cristianismo e das religiões dhármicas (budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo) compareceram a este encontro, concebido como uma oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco</span></em><span class="tm10">”. Porque a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar se alimentam mutuamente, aprendem uma com a outra e afirmam enriquecer-se, pois nelas se dá “</span><em><span class="tm11">a oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco</span></em><span class="tm10">”</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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		<title>ITÁLIA &#8211; ULTIMATO DO  RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 15:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est  &#8220;Se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/italia-ultimato-do-rabino-chefe-de-roma-os-lefebvristas-ou-nos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.datocms-assets.com/118011/1708035024-rabbi-riccardo-di-segni.jpg?auto=format&amp;w=1088" alt="Rabbi Riccardo Di Segni – Portraits in Faith" width="529" height="360" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada?</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/italie-ultimatum-du-grand-rabbin-de-rome-eux-ou-nous-26-janvier-2010?utm_source=chatgpt.com">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6"> </span><em><span class="tm7"><strong>&#8220;Se a paz com os &#8216;lefebvristas&#8217; significa renunciar às aberturas do Concílio (Vaticano II, nota do editor), a Igreja terá que decidir: ou eles ou nós!</strong> ”</span></em><span class="tm6">, declarou o Rabino Chefe de Roma, </span><strong><span class="tm8">Riccardo Di Segni,</span></strong><span class="tm6"> em 26 de janeiro (2010), poucos dias após a visita de Bento XVI à sinagoga de Roma, e na véspera do Dia da Lembrança dedicado às vítimas do Holocausto.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Em entrevista à revista mensal católica italiana online </span><em><span class="tm7">Il Consulente Re</span></em><span class="tm6">, Riccardo Di Segni acrescentou ainda que a expressão usada por </span><span class="tm8">João Paulo II</span><span class="tm6"> durante sua visita à sinagoga em Roma, em 1986, para descrever os judeus como &#8220;</span><span class="tm8">irmãos mais velhos</span><span class="tm6">&#8220;, era </span><em><span class="tm7">&#8220;muito ambígua do ponto de vista teológico, porque os irmãos mais velhos na Bíblia são os ímpios&#8221;</span></em><span class="tm6">. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Aos olhos do rabino-chefe, falar de &#8220;</span><em><span class="tm7">irmãos mais velhos&#8221;</span></em><span class="tm6"> significa: &#8220;</span><em><span class="tm7">Vocês estavam lá, agora não tem mais relevância!&#8221; </span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Por fim, Riccardo Di Segni considerou que a </span><span class="tm8">Comunidade de Santo Egídio</span><span class="tm6"> (movimento leigo fundado em Roma em 1968, responsável por encontros inter-religiosos como o de Assis em 1986) era </span><em><span class="tm7">“um belo exemplo de colaboração” </span></em><span class="tm6">entre judeus e católicos.</span></span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Outras fontes:</strong></span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com">https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&amp;m=1">https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&amp;m=1</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>LEÃO XIV E A SRA. MULLALY – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendo permanecido até agora indiferente às iniciativas empreendidas pelo Superior Geral da Fraternidade São Pio X para obter dele uma simples audiência, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira, 26 de abril, com todas as honras devidas a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-e-a-sra-mullaly-pelo-pe-jean-michel-gleize/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image4_4.png?itok=1ApDnbsY" alt="" width="512" height="299" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Tendo permanecido até agora indiferente às iniciativas empreendidas pelo Superior Geral da Fraternidade São Pio X para obter dele uma simples audiência, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira, 26 de abril, com todas as honras devidas a um arcebispo, a representante oficial do cisma anglicano, que incentiva o lobby LGBT, se declara aberta à possibilidade do aborto e recebeu uma ordenação inválida, perpetrada em desrespeito ao direito divino.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/leon-xiv-et-madame-mullaly-58806">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma visita estranha</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Uma mulher atravessa o pátio de São Dâmaso no Vaticano, vestida com uma batina púrpura, uma faixa, um colarinho romano, uma cruz peitoral e um anel episcopal. Cardeais a saúdam, abrem-lhe as portas e a acompanham até o gabinete do Papa. Ela posará ao lado de Leão XIV. Receberá as honras devidas a um primaz. Ela abençoará a todos, conforme o costume dos bispos. A imagem circulará pelas primeiras páginas, abrirá os noticiários televisivos, ficará gravada nos livros de história ecumênica. E a imagem dirá, sem palavras, mas com extrema eloquência, o seguinte: diante dessa pessoa e diante do sucessor de Pedro, os sinais sacramentais são intercambiáveis..</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa equivalência visual é falsa. E é falsa de uma forma realmente importante, porque os sinais sagrados não são meros ornamentos protocolares. São o que Santo Agostinho chamava de <em>verba</em> <em>visibilia</em>, palavras visíveis: comunicam uma realidade teológica. [&#8230;] Significam que aquele que os ostenta recebeu, pela imposição de mãos em sucessão apostólica ininterrupta, o poder da ordenação, o caráter sacramental. [&#8230;] Esse poder é, na fé católica, a única razão pela qual o bispo se veste como se veste e abençoa como abençoa. Quando o sinal é separado de seu conteúdo, ele não permanece neutro: torna-se ativo na direção oposta. Informa que o conteúdo nunca importou de fato(1).</span><span id="more-34722"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>Este tipo de gesto não corresponde a um ecumenismo baseado na clareza doutrinal, mas dilui os limites que a própria Igreja precisamente definiu </em>” (2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim se expressa o site &#8220;<em>Infovaticana</em>&#8220;, um site conservador fundado pelo jornalista espanhol Gabriel Ariza(3). Todos — pelo menos entre aqueles que ainda mantém a fé católica e à razão — concordarão que seria difícil contestar essa afirmação. E o que mais se poderia dizer?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As origens profundas do anglicanismo: um cisma herético complexo</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mulher que percorreu os corredores do Vaticano no final de abril de 2026 era ninguém menos que Sarah Mullaly, Primaz da Comunhão Anglicana e Arcebispa de Canterbury. Ela foi de fato recebida pelo Papa Leão XIV na manhã de segunda-feira, 27 de abril de 2026. Mas, ainda hoje, permanece à frente de uma pseudoigreja, que na realidade representa uma ruptura com a verdadeira Igreja, uma dupla ruptura de cisma e heresia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Comunhão Anglicana, de fato, teve origem no cisma provocado em 1534 pelo Rei Henrique VIII da Inglaterra (1509-1547) com o Ato de Supremacia, que consistia no princípio da rejeição da jurisdição papal sobre a Igreja da Inglaterra. Pior ainda, sob o reinado do sucessor de Henrique VIII, o jovem Rei Eduardo VI (1547-1553), por instigação do Arcebispo de Canterbury, Thomas Crammer, o Reino da Inglaterra aderiu á heresia protestante. Em 1549, Crammer aboliu a antiga liturgia e compôs o <em>Livro de Oração Comum</em>, ou <em>Livro de Oração</em>, o equivalente ao missal e breviário católicos para os protestantes na Inglaterra. Paralelamente, em 1550, surgiu o novo <em>Ordinal</em> Anglicano , com os ritos de ordenação às ordens sagradas: este é o rito cuja invalidade Leão XIII definiria em 1896. Por fim, ainda em 1552, Crammer publica uma Confissão de Fé em 42 artigos, essencialmente calvinista, com pontos da doutrina luterana, zwingliana e católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após um breve retorno ao catolicismo sob o reinado de Maria Tudor (1553-1558), o Reino da Inglaterra mergulhou definitivamente no cisma e na heresia sob Elizabeth I (1558-1603). Em 1559, a rainha depôs os quinze bispos do reino que se recusaram a prestar juramento de respeito ao Ato de Supremacia. Todos os bispados do reino ficaram vagos. Uma nova hierarquia precisava ser criada. Em 1º de agosto de 1559, Matthew Parker foi eleito Arcebispo de Canterbury pelo capítulo; sua sagração ocorreu em 17 de dezembro de 1559. Seguiu-se uma grande perseguição anticatólica, durante a qual muitos católicos morreram como mártires (entre eles o jesuíta Santo Edmundo Campion). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Ordenações inválidas e pseudo-bispos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A consagração de Matthew Parker é a origem de toda a hierarquia anglicana e foi declarada inválida pelo Papa Leão XIII em 1896. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os Papas já haviam declarado essa invalidade de forma consistente, muito antes da declaração de Leão XIII, por exemplo, Júlio III em 1554 e Paulo IV em 1555. E até o século XIX, a Igreja sempre exigiu que a pessoa fosse reordenada incondicionalmente e como se o ordenando nunca tivesse recebido nada, visto que os ministros haviam recebido as ordens na comunhão anglicana, segundo o rito de Eduardo VI. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ato solene e infalível que estabelece definitivamente a invalidade de princípio das ordenações anglicanas é a Carta Apostólica <em>Apostolicae curae,</em> de 18 de setembro de 1896.(4) O Papa Leão XIII explica nela que o próprio rito de ordenação desenvolvido e usado pelos anglicanos não é o verdadeiro rito da Igreja. As ordenações conferidas segundo esse rito são, portanto, inválidas por três razões: primeiro, por falta de forma; segundo, por falta de intenção, porque o ministro que usa esse rito não pode ter a intenção exigida, que é fazer o que a Igreja faz, isto é, usar o seu rito; terceiro, por falta de um ministro, visto que, desde a consagração de Matthew Parker, nenhum ministro da Comunhão Anglicana é verdadeiramente sacerdote ou bispo. Embora alguns pseudo-bispos anglicanos tenham conseguido, ao longo dos últimos dois séculos, solicitar e obter uma ordenação válida de bispos cismáticos ortodoxos, o fato é que as ordenações conferidas por esses ministros anglicanos sempre foram inválidas pelos dois primeiros motivos indicados acima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Leão XIV acumula escândalos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após o Jubileu Ecumênico, após a viagem à Turquia e a recitação do Credo sem o &#8220;Filioque&#8221;, omitido para não ofender os ortodoxos, o Papa Leão XIV agora se aventura no surreal. Esta visita de Sarah Mullaly vai muito além do escopo de uma simples visita diplomática. Trata-se claramente da visita de uma líder religiosa, recebida como tal por outro líder religioso, o Arcebispo de Canterbury e o Bispo de Roma, dois chefes de Igrejas que se consideram irmãs. Já na Mensagem que lhe dirigiu por ocasião de sua entronização(5), em 20 de março, o Papa expressou reconhecimento oficial da missão da Sra. Sarah, invocando o Espírito Santo por ela em diversas ocasiões e pedindo o Espírito da Sabedoria. Ao fazer isso, Leão XIV dá a impressão de considerar a pseudo-Igreja Anglicana como um instrumento de salvação, na medida em que encoraja a Sra. Mullaly – que não é mais bispa do que Santa Joana d&#8217;Arc – em sua missão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao autorizar também todo este protocolo, que não é apenas um protocolo simples, como nos lembra o site &#8220;Infovaticana&#8221;, o Papa Leão XIV coloca-se em aberta contradição com os seus dois predecessores, Leão XIII, que declarou a invalidade das ordenações anglicanas, e também João Paulo II, que, pela Carta Apostólica <em>Ordinatio sacerdotalis</em> de 22 de maio de 1994, condenou a possibilidade de ordenar mulheres às funções sagradas do sacerdócio(6).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O estado de necessidade</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os últimos escrúpulos que ainda poderiam fazer hesitar certas consciências, desde que o Superior Geral da Fraternidade São Pio X anunciou novas sagrações episcopais para o próximo dia 1º de julho, não devem encontrar aqui motivo para preocupação. Sem dúvida, sim, a operação prevista pela Fraternidade apresenta um aspecto um tanto paradoxal, já que envolve a sagração de bispos contra a vontade do Papa. Mas não é o paradoxo mais escandaloso, por parte do Papa Leão XIV, essa atitude que leva a complacência ecumênica além dos seus limites? Que credibilidade poderia o Sumo Pontífice encontrar, depois disso, em excomungar aqueles que desejam permanecer fiéis ao ensinamento de Leão XIII, que declarou inválidas as ordenações anglicanas? Ou mesmo ao de João Paulo II, que declarou impossível ordenar mulheres bispas? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será que as coroações de 1º de julho levarão Leão XIV a demonstrar um rigor e uma severidade nunca antes vistos nele? Alguns já o profetizam (7). Se assim fosse, ele traria sobre a santa Igreja de Deus, já profundamente afligida pelas consequências incessantes e cada vez piores do Concílio Vaticano II, o escândalo indizível de uma injustiça flagrante. Tendo permanecido até então surdo aos pedidos de D. Davide Pagliarani por uma simples audiência, o Papa recebe com todas as honras devidas a um arcebispo a representante oficial do cisma anglicano, que apoia o movimento LGBT, que se declara aberta à possibilidade do aborto(8) e que recebeu uma ordenação inválida, perpetrada em desrespeito ao direito divino.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://infovaticana.com/fr/2026/04/26/qui-est-sarah-mullally-la-eveque-recue-avec-honneurs-a-rome/">https://infovaticana.com/fr/2026/04/26/qui-est-sarah-mullally-la-eveque-recue-avec-honneurs-a-rome/</a></li>
<li><a href="https://infovaticana.com/fr/2026/04/25/polemique-benediction-de-sarah-mullally-au-vatican-avant-sa-reunion-avec-le-pape/">https://infovaticana.com/fr/2026/04/25/polemique-benediction-de-sarah-mullally-au-vatican-avant-sa-reunion-avec-le-pape/</a></li>
<li>Gabriel Ariza não goza de boa reputação no Vaticano: <a href="https://benoit-et-moi.fr/archives/2018/actualite/vatican-vs-infovaticana.html">https://benoit-et-moi.fr/archives/2018/actualite/vatican-vs-infovaticana.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/apost_letters/documents/litterae-apostolicae-apostolicae-curae-13-septembris-1896.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/fr/messages/pont-messages/2026/documents/20260320-arcivescovo-canterbury.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiv/fr/messages/pont-messages/2026/documents/20260320-arcivescovo-canterbury.html</a></li>
<li><a href="https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/fr/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html">https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/fr/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html</a></li>
<li><a href="https://tribunechretienne.com/le-pape-leon-xiv-serait-pret-a-excommunier-la-fraternite-saint-pie-x/">https://tribunechretienne.com/le-pape-leon-xiv-serait-pret-a-excommunier-la-fraternite-saint-pie-x/</a></li>
<li><a href="http://www.belgicatho.be/archive/2025/10/04/une-femme-soutenant-l-avortement-et-la-cause-lgbt-nommee-nou-6565177.html">http://www.belgicatho.be/archive/2025/10/04/une-femme-soutenant-l-avortement-et-la-cause-lgbt-nommee-nou-6565177.html</a><br />
Sarah Mullally expressou suas opiniões pró-aborto em um blog, onde escreveu em 2012: “<em>Acho que descreveria minha abordagem a essa questão como pró-escolha em vez de pró-vida(sic), embora, se fosse um espectro, eu me colocaria em algum lugar entre pró-vida em relação à minha própria escolha e pró-escolha em relação à escolha de outros, se isso fizer sentido</em>.”</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>CONTORCIONISMO TEOLÓGICO</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 15:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[As palavras do Papa sobre a pluralidade das religiões são aceitáveis a um católico? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Em sua edição de 5 de outubro de 2024, o quinzenário L&#8217;Homme nouveau publicou um artigo do Padre Laurent-Marie &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/contorcionismo-teologico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/Poison.jpg" alt="" width="237" height="350" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>As palavras do Papa sobre a pluralidade das religiões são aceitáveis a um católico?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/oecumenisme/contorsionnisme-theologique">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em sua edição de 5 de outubro de 2024, o quinzenário <em>L&#8217;Homme nouveau</em> publicou um artigo do Padre Laurent-Marie Pocquet du Haut-Jussé, da Congregação dos Servos de Jesus e de Maria, doutorado em teologia, que procura esclarecer as observações feitas pelo Papa Francisco durante a sua viagem à Indonésia: “<em>Todas as religiões são um caminho para Deus. São &#8211; faço uma comparação &#8211; como diferentes línguas, diferentes expressões idiomáticas, para lá chegar. Mas Deus é Deus para todos</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, as palavras do Papa não são novidade na boca dos pontífices que se seguiram ao Concílio Vaticano II. Podemos citar as palavras do futuro João Paulo II:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O trapista ou o cartuxo confessam este Deus com uma vida de total silêncio. É para Ele que se volta o beduíno no deserto quando chega a hora da prece&#8221;. </em>(Cardeal Karol Wojtyla, O sinal da contradição, Paris, Fayard, 1979, página 31).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou de Bento XVI:</span><span id="more-32641"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Os passos que damos para ir ou voltar da sinagoga, da igreja, da mesquita ou do templo, marcam o caminho da nossa história humana única e abrem, pouco a pouco, a estrada para a Jerusalém eterna.&#8221; </em>(Bento XVI, Encontro das organizações para o diálogo inter-religioso, Jerusalém, 11 de maio de 2009<em>.)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Francisco já havia exposto a mesma ideia na Declaração de Abu Dhabi sobre a Fraternidade Humana: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O pluralismo e as diversidades de religião, cor, sexo, raça e língua são uma sábia vontade divina, pela qual Deus criou os seres humanos.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estas declarações, que constituem apenas um desenvolvimento homogêneo dos erros do Vaticano II, em particular do ecumenismo, opõem-se manifestamente ao Magistério da Igreja e às numerosas afirmações da Sagrada Escritura sobre a necessidade da fé, e em particular da fé em Jesus Cristo, Filho de Deus, para a salvação. Limitar-nos-emos a citar uma passagem da encíclica <em>Mit brennender Sorge</em> do Papa Pio XI:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;A fé em Deus não se manterá por muito tempo pura e incontaminada, se não se apoia na fé em Jesus Cristo. “Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem alguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11,27). A vida eterna é esta: que te conheçam a ti como um só Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17,3). Ninguém, pois, pode dizer: Creio em Deus, e isto basta para minha religião. A palavra do Redentor não nos permite subterfúgios deste quilate. “Todo aquele que nega o Filho, também não reconhece o Pai; aquele que confessa o Filho, reconhece o Pai” (1 Jo 2,23). </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta antiga doutrina do Magistério de sempre está resumida na proposição condenada do Syllabus do Papa Pio IX: “<em>Os homens podem encontrar o caminho para a salvação eterna e obter a salvação eterna no culto de qualquer religião”</em>  (proposição 16). Basta dizer que o Papa Francisco cai diretamente sob a condenação do Syllabus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então, como conciliar as palavras do atual Papa com o ensinamento da Igreja? Isto é o que o Padre Pocquet de Haut-Jussé tentará fazer. Ele parte, como fez Madiran ao justificar os encontros de Assis, do caráter religioso da natureza humana: “<em>É da natureza do homem ser religioso, isto é, reconhecer ou procurar estabelecer uma ligação com o infinito</em>. Conclui daí que a existência de diferentes religiões é simplesmente a realização deste desejo inerente à alma humana. Mas este raciocínio é falho em dois aspectos: não leva em conta a Revelação divina que se completou com Nosso Senhor e os apóstolos e que liga todos os homens que dela têm conhecimento (“<em>Quem não crer será condenado”</em> &#8211; Mc 16, 16). Faz crer que as religiões são associações de pessoas preocupadas em honrar a Deus e em servi-lo segundo o que a reta razão humana pode conhecer fora da Revelação, quando estas religiões são ou ramos mortos separados da Igreja, ou religiões baseadas em falsas revelações, como é o caso do Islão em particular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partir destas premissas implícitas, o autor deduz a “<em>primeira missão do teólogo e do missionário”</em>: “<em>reconhecer a parte de verdade sobre Deus e sobre o homem que cada tradição religiosa contém</em>”. É preciso, portanto, começar pelo diálogo, um exercício que pressupõe uma certa igualdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os missionários podem confiar em certos elementos saudáveis das religiões professadas por aqueles que querem evangelizar, não é para louvar ou admirar esses elementos, mas apenas como uma introdução ao anúncio do Evangelho. O exemplo de São Paulo em Atenas é bem conhecido. Admitido a falar perante o Aeropage, começa por relatar a descoberta de um altar erigido por estes pagãos ao “<em>deus desconhecido</em>”, com medo de passar por um deus mais discreto que os outros. Fá-lo para lhes anunciar o Deus que eles não conhecem: o Deus único, criador e senhor de todas as coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o Padre Pocquet du Haut-Jussé, o segundo passo para o teólogo é discernir e classificar o que é aceitável nas falsas religiões e o que é aberrante. Trata-se de rejeitar certos elementos inaceitáveis, como “<em>a idolatria em todas as suas formas, a divinização e o culto da natureza, tudo o que vai contra a verdade sobre o homem e a mulher, a dignidade da vida humana</em>”. Apenas as religiões que não contradizem “<em>o desígnio benevolente de Deus para a sua criatura”</em> devem ser mantidas. Vemos aqui novamente a ilusão de acreditar que certas religiões falsas podem ser intérpretes autênticos de uma teodicéia natural preservada do erro e compreendendo um ensino moral fiel à lei natural. Mas, como dizia Chesterton: “<em>Se eliminarmos o sobrenatural, só nos resta o antinatural</em>”. Este filtro <em>pocquetiano</em>, aplicado com rigor, eliminará todas as falsas religiões, incluindo o formalismo judaico e o protestantismo divorcista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As palavras do doutor em teologia tornam-se então mais difíceis de compreender. O título nos anuncia que “<em>Só a Revelação salva</em>”. Estamos, portanto, em completa contradição com as palavras do Papa, mas o autor evita cuidadosamente enfatizar isto. É-nos apresentada a citação obrigatória do Concílio Vaticano II sobre a única religião verdadeira que “<em>subsiste na Igreja Católica”</em>. Este termo ambíguo continua a espalhar o seu veneno porque este verbo pode sugerir que esta verdadeira religião se realiza de outras formas, em outras comunidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O artigo termina com uma pergunta: “<em>O homem é salvo graças à sua religião (não-cristã) ou apesar de sua religião?</em> &#8220;. A resposta pretende ser um compromisso entre o ensinamento herético do Papa e a doutrina tradicional: “<em>O homem salva-se graças aos elementos da verdade natural que se encontram na sua religião e que o dispõem a receber a luz de Cristo e do Evangelho</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o nosso autor, formalmente, o homem é salvo fora da Igreja “<em>pelos elementos da verdade natural”</em> da sua religião. Em outras palavras, todos os homens são salvos, porque o erro absoluto é inconcebível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comparação com um bolo de arsénico mantém toda a sua relevância. O homem se alimenta de bolo de arsênico? Sim, alimenta-se dos bons ingredientes que este bolo contém. Na verdade, ele morre devido à pequena dose de arsênico misturada com excelentes ingredientes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É falso dizer que um muçulmano é salvo pelas verdades naturais contidas no Islã, porque ao mesmo tempo que professa que Deus é um, rejeita a Trindade e, portanto, a divindade de Nosso Senhor. É, portanto, completamente acidental que um elemento do Islão possa permitir a um muçulmano converter-se à verdadeira fé e, portanto, rejeitar o Islã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este artigo ilustra perfeitamente o trabalho ingrato e difícil que <em>os redatores do L&#8217;Homme nouveau </em>empreendem<em>:</em>  continuar citando os ensinamentos do Papa, tentando não se afastar muito da teologia católica O resultado é o exercício de um contorcionista experiente. Aqui, afirmações evidentemente heréticas do Papa são citadas sem serem claramente contraditas. O artigo contém afirmações tradicionais misturadas com erros do Vaticano II que parecem permitir que as palavras do Papa sejam entendidas como consistentes com o ensinamento da Igreja. A interpretação benigna é levada ao limite e temo que a mola tenha sido quebrada há muito tempo. Um gás anestésico que não é nada hilariante.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Ludovic Girod, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>A VELHA HISTÓRIA DO “ASSIS 86: CASO ISOLADO” NÃO FUNCIONA MAIS. A TÉCNICA DO “LAGARTO SEM CAUDA” EXPLICADA EM 2 PONTOS</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 15:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est O livro Golpe na Igreja está abrindo os olhos de muitos, e isso é um grande bem. Dois artigos recentes extraídos do livro suscitaram grande atenção, em particular o de ontem do dia 10/09: Compreendendo João Paulo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-velha-historia-do-assis-86-caso-isolado-nao-funciona-mais-a-tecnica-do-lagarto-sem-cauda-explicada-em-2-pontos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2024/09/IMG_5665-1280x640.jpeg" alt="La vecchia storia “Assisi ‘86: caso isolato” non funziona più. La tecnica “lucertola senza coda” spiegata in 2 punti" width="393" height="202" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2024/09/la-vecchia-sciocchezza-assisi-86-caso-isolato-non-funziona-piu-la-tecnica-lucertola-senza-coda-spiegata-in-2-punti/">Radio Spada</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livro <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.edizioniradiospada.com/component/virtuemart/ecommerce/ed-radio-spada/golpe-nella-chiesa-documenti-e-cronache-sulla-sovversione-dalle-prime-macchinazioni-al-papato-di-transizione-dal-gruppo-del-reno-fino-al-presente-detail.html?Itemid=0">Golpe na Igreja</a></span> está abrindo os olhos de muitos, e isso é um grande bem. Dois artigos recentes extraídos do livro suscitaram grande atenção, em particular o de <span style="text-decoration: line-through;">ontem</span> do dia 10/09: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/compreeder-joao-paulo-ii-para-compreender-francisco-a-apostasia-de-86-bem-explicada-sem-circunstancias-atenuantes-e-trazida-de-volta-ao-presente/">Compreendendo João Paulo II para compreender Francisco. A apostasia de Assis de 86 bem explicada, sem circunstâncias atenuantes e trazida de volta ao presente</a></span>) revelou um caldeirão fervente verdadeiramente interessante. Vamos analisá-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assis 86 e a sua patente apostasia são hoje indefensáveis ​​para qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento da doutrina católica (basta ler o <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://pt.scribd.com/document/191424320/CARTA-ENCICLICA-SYLLABUS-PAPA-PIO-IX">Syllabus</a>, <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Pascendi</a></em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/"> </a></span>ou <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-mortalium-animos-sobre-a-promocao-da-verdadeira-unidade-de-religiao/">Mortalium Animos</a></em></span>) ou para quem não procura se agarrar a qualquer coisa que se fantasia. Aqui, então, – em meio a dificuldades cada vez maiores – a estratégia <em>do lagarto sem cauda</em> é aplicada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seja porque, até de boa fé, pretende-se uma solução fácil, seja por razões de afeto pessoal, seja para demonstrar uma desastrada sagacidade, seja por outros assuntos de foro interno que temos o cuidado de não julgar, há quem lance o slogan: “<em>É tudo é verdade, mas Assis 86 foi um caso isolado!</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ideia baseia-se numa lacuna inviável por duas razões:</span><span id="more-32116"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">É totalmente falso que a prática do ecumenismo indiferentista se reduza ao episódio de 1986. </span><span style="color: #000000;">Os encontros que, desafiando o ensinamento da Igreja, vão nessa direção, são inúmeros nas últimas décadas: visitas a sinagogas, mesquitas, templos protestantes, ou mesmo os pagãos, têm sido uma constante, não sem o tempero de alguma ocasional &#8220;<em>bênção</em>&#8221; de bruxaria. </span><span style="color: #000000;">O <em>formato de Assis </em>foi repetido nas mesmas condições, em vários lugares e de maneira contundente por Bento XVI, em 2011, com o título arrepiante e de sabor relativista: “<em>Peregrinos da verdade, peregrinos da paz</em>”. </span><span style="color: #000000;">O ecumenismo, tal como o conhecemos, não é (apenas) fruto da inspiração joãopaulina, mas é claramente proposto nos “<em>documentos conciliares</em>”, tendo a <em>Unitatis Redintegratio</em> como exemplo para tal.</span></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Ainda há mais. O ecumenismo ao estilo de Assis 86 não só não pode ser isolado de outros episódios relacionados e das doutrinas errôneas do Vaticano II: não pode sequer ser separado dos outros erros neomodernistas com os quais constitui um bloco ideológico articulado. Não há <em>indiferentismo</em> sem <em>liberalismo religioso</em> (ver <em>Dignitatis Humanae</em>), nem se pode entender ambos sem o resultado litúrgico de uma pseudo-reforma que (ecumenicamente) <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/missa-nova-um-caso-de-consciencia/">viu 6 protestantes trabalhando como &#8220;<em>observadores</em>&#8221; muito ativos na comissão preparatória</a></span>. Da mesma forma, não se pode separar essa horizontalização geral da doutrina, das relações Igreja-mundo e da “<em>nova missa</em>”, do típico achatamento da colegialidade e da sinodalidade. Resumindo: o jogo não é jogado.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Voltemos ao nosso lagarto: sabe-se que um de seus mecanismos de defesa é <em>a autotomia caudal</em>, ou seja, a separação da cauda quando ameaçada por um predador. Ele se separa para “<em>salvar</em>” o resto do corpo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui, alguns tentam esse caminho: uma vez evitada a consideração dos erros conciliares nas suas relações e como um todo (quadro geral), uma vez tentado o caminho de separar Assis 86 do resto da catástrofe ecumênico-indiferentista (caso particular), resta apenas truncá-lo com o clichê: “<em>É um caso isolado</em>”. Uma técnica desastrosa, que pode ajudar uma vez e que não torna o lagarto imortal, apenas mutilado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não termine como o réptil, não vale a pena.</span></p>
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