AS 3 FRATERNIDADES

DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR

Algumas breves palavras sobre três fraternidades.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.

 A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão “sepulcros caiados”. E há a fraternidade conciliar, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: “não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”, “ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. 

A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: “O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa” (25/6/2026): https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa

 A ACI Prensa continua: “Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título ‘Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração‘”.

 A fraternidade farisaica do Concílio é claríssima, e apenas os malabaristas, como o Padre Javier Olivera e o Padre Federico Highton, se dedicam diariamente a dar voltas e mais voltas ao assunto para fazê-lo parecer inofensivo, negando o estado de tremenda necessidade e o fato de que esse lixo causa estragos nas almas. São cúmplices do farisaísmo, quer queiram quer não.  

Filha do diabo, portanto, filha do pai da mentira, a fraternidade conciliar farisaica faz uso extensivo do engano. Assim como a fraternidade farisaica atribuía a Cristo a natureza do demônio, a fraternidade conciliar acusa os seguidores da Tradição Católica (em sua integridade) de não serem verdadeiramente católicos. É o que agora fazem o Papa Leão XIV, o Prefeito “Tucho” Fernández e padres como os mencionados acima, que, ao se referirem à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (a terceira), querem apresentá-la como estando fora da Igreja e sendo protestante. Esse circo esquizofrênico, que consiste em apontar nos outros aquilo que eles próprios estão pregando, praticando e endossando, desmorona por si só; e é preciso realmente colocar a Grande Muralha da China na frente dos olhos para não ver que foram os Papas conciliares e pós-conciliares que fizeram e continuam a fazer concessões ao Protestantismo e a outros movimentos heréticos e cismáticos. É por isso também que o grande discípulo de Bartolomé de las Casas, ou seja, o padre Federico Higton, preso à sua falta de realismo e obstinado em seu laboratório fraudulento, profere o que chama de “O Credo Lefebvrista Oculto” com alegações infundadas, porque não consegue se livrar da realidade esmagadora de que Leão XIV pratica o falso ecumenismo que seus predecessores conciliares fundaram em documentos redigidos de próprio punho e implementados à risca. A evidência é agora o instrumento definitivo para obliterar esses sofistas eclesiásticos da atualidade.

Assim como outrora fez a hipócrita fraternidade farisaica com Cristo, também agora a astuta fraternidade conciliar — que permanece viva até os nossos dias com o Papa Leão XIV — tenta destruir a integridade católica; e, visto que hoje a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é a Ordem guerreira que luta com todas as forças em defesa dessa integridade, é lógico que, consequentemente, se busque igualmente a sua destruição: “Expulsarão vocês das sinagogas; e chegará o tempo em que quem os matar pensará que está oferecendo uma oferta a Deus” (Jo 16,2). 

E, em relação à citação bíblica mencionada, dirigem-se à abominável fraternidade conciliar — que constitui uma violação direta do primeiro mandamento do Decálogo — as palavras do ilustre Monsenhor Straubinger: “Eles acreditarão que estão estar prestando um serviço a Deus: isto é, chega-se a cometer os maiores males acreditando estar agindo bem; ou seja, por falta de conhecimento da verdade revelada que nos torna livres, caímos nas armadilhas do pai da mentira (8, 44). Por isso diz: ‘porque não conheceram o Pai nem a Mim’, isto é, não os conheciam, embora presunçosamente acreditassem conhecê-los, para não se inquietarem com a indiferença deles (…). Esta é a ‘operação do erro’ (da qual São Paulo fala com tanta eloquência em 2 Tes 2, 9ss.), pela qual Deus nos abandona por não termos acolhido com amor a verdade que está em sua Palavra (17, 17), e nos permite que “acreditemos na mentira”. Não foi esse, por acaso, o pecado de Eva e de Adão? Pois, se não tivessem acreditado no engano da serpente e confiado em suas promessas, é claro que não teriam ousado desafiar a Deus. Nossa situação será melhor do que a deles se aproveitarmos essa advertência de Jesus. Raramente alguém faz o mal pelo mal em si, e daí a especialidade de Satanás. Enganador extremamente habilidoso, ele nos leva ao mal sob a aparência do bem. Assim, Caifás condenou Jesus, dizendo piedosamente que ficava escandalizado ao ouvi-lo blasfemar, e todos concordaram com Caifás e cuspiram em Jesus por blasfêmia (Mt 26, 65 ss.). Ele nos anuncia aqui que assim acontecerá também com seus discípulos”.

Lá vão, então, os referidos eclesiásticos amigos da fraternidade conciliar, lá vão eles divulgando aos quatro ventos seu incenso falso, que consiste em “construir a fraternidade por meio do diálogo e da colaboração”; só que, como bem sabem, reservam à integridade católica o golpe, a condenação, o silêncio e a tentativa de assassinato. 

 “Em seu discurso de boas-vindas – segundo Aciprensa – o Cardeal George Jacob Koovakad, Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, lamentou que o conceito de fraternidade ‘seja frequentemente considerado uma ideia utópica’ (…)”, e o cardeal completa a farsa afirmando que “o Velho Continente é um rico caldeirão de grupos étnicos, línguas e tradições religiosas. Um patrimônio que deve ser valorizado para criar ‘uma sociedade inclusiva, coesa e harmoniosa que respeite a dignidade e os direitos humanos, incluindo o direito de professar e praticar a própria religião’.”

Vamos relembrar e reavivar a triste e terrível distorção doutrinária que hoje se quer fazer passar por católica. Palavras de Leão XIV: “Meu querido predecessor, o Papa Francisco, observou que o caminho sinodal da Igreja Católica ‘é e deve ser ecumênico, assim como o caminho ecumênico é sinodal’ (Discurso a S.S. Mar Awa III, 19 de novembro de 2022). Isso se refletiu nas duas Assembleias do Sínodo dos Bispos de 2023 e 2024, caracterizadas por um profundo zelo ecumênico e enriquecidas pela participação de numerosos delegados fraternos. Creio que este seja um caminho para crescermos juntos no conhecimento mútuo de nossas respectivas estruturas e tradições sinodais. Comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecumênicas e a comunicar uns aos outros quem somos, o que fazemos e o que ensinamos (…). Quanto mais buscamos e encontramos, em comunhão ecumênica, a unidade na fé em Jesus Cristo, mais nos tornamos uma só coisa também entre nós”: https://www.religiondigital.org/leon-xiv/leon-xiv-querido-predecesor-observo_1_1440759.html

Ah, sim, sim! Mais uma vez eles negaram e ainda vão negar… Lá vem mais uma vez a velha cantilena de que os “Lefe” interpretam mal o ecumenismo, ao qual chamam de falso. Por isso, deixamos aqui o que publicou a Aciprensa: “Líderes religiosos de destaque, representantes do cristianismo e das religiões dhármicas (budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo) compareceram a este encontro, concebido como uma oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco”. Porque a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar se alimentam mutuamente, aprendem uma com a outra e afirmam enriquecer-se, pois nelas se dá “a oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco