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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Benoît de Jorna</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>POR QUE ADMIRAMOS GRANDES HOMENS?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o mundo mergulha no marasmo, é porque está à altura dos &#8220;heróis&#8221; que escolheu a si próprios: homens inúteis cuja fama assenta unicamente na cobertura midiática e não mais na verdadeira virtude. Fonte: Editorial da revista Fideliter n°263 – Tradução: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/porque-admiramos-grandes-homens/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/Notre-Dame_de_Paris_-_Galerie_des_Rois_-_Au_centre_8eme_roi_represente_par_Eugene_Viollet-le-Duc_sculpte_par_Chenillon_en_1858.jpg" alt="" width="408" height="386" />Se o mundo mergulha no marasmo, é porque está à altura dos &#8220;heróis&#8221; que escolheu a si próprios: homens inúteis cuja fama assenta unicamente na cobertura midiática e não mais na verdadeira virtude.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/revue-fideliter-n-263-mgr-vladimir-ghika-une-ame-delite">Editorial da revista Fideliter n°263</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A admiração instiga a reflexão. Um acontecimento inusitado, uma atitude inapropriada, uma resposta absurda, surpreende-nos. Todos os sentidos despertados nos incitam a encontrar a razão dessas manifestações inusitadas. E então, com mais ou menos cuidado, nos preocupamos em descobrir o porquê. Alguns se cansarão rapidamente da busca, mas outros, mais perseverantes, irão querer fugir dessa ignorância que os atormenta. Sabemos que os grandes pensadores foram todos pessoas obstinadas que viraram e reviraram, em todos os sentidos, estas observações iniciais para finalmente descobrir o segredo escondido sob a aparência inicialmente desoladora. Conhecemos, por exemplo, o grito de vitória de Arquimedes em sua banheira: <em>eureka</em>, encontrei; e conhecemos o pessimismo de Blaise Pascal, inquieto, que admitiu: “<em>O que mais me surpreende é o fato que nem todos estão surpreendidos com sua fraqueza</em>.” Mas o exemplo mais tocante e mais divino de admiração continua sendo o da Bem-Aventurada Virgem Maria quando o anjo lhe anuncia o privilégio de se tornar a mãe de Deus: &#8220;<em>Como se fará isso, eu que não conheço homem algum?</em>”</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;O extraordinário provoca admiração e emoção.&#8221;</em></strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O inusitado, por definição, como o extraordinário, o incomum, o raro, efetivamente provoca admiração; é uma emoção que pode lançar uma vida inteira na busca de uma certeza. O nosso tempo, por mais rico que seja em descobertas científicas, não vê apaziguar esta furiosa paixão pelas novas descobertas, sob o risco de abolir não só toda a moral, mas também as leis naturais sobre as quais não pode deixar de se apoiar. Mas, paradoxalmente, os meios eletrônicos atuais tendem a abafar qualquer admiração: a facilidade que oferecem para possuir tudo e rapidamente gera, em muitos, desencanto e decepção. Mentes desiludidas e cansadas tornam-se incapazes de admirar; o virtual destrói o inusitado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, no entanto, a natureza, sua flora e fauna criadas pelo bom Deus, nunca deixará de nos surpreender no pouco que lhe prestamos atenção. “<em>Que Deus me conceda o dom de ouvir sempre… a imensa música das coisas…de descobrir os maravilhosos bordados da vida</em>”, disse um jesuíta inclinado ao Ômega.</span><span id="more-26787"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o inusitado pode ter um encanto tão grande que a admiração que provoca mergulha em temor reverencial. A Sagrada Escritura não é desprovida de expressões quando quer expressar a emoção da alma diante de Deus, feita de temor misturado com respeito pela grandeza incompreensível da onipotência divina; São Pedro diz bem: “<em>Vós sois a raça eleita… para que possais proclamar a grandeza daquele que vos chamou das trevas para a sua admirável luz</em>”. Todos os milagres e discursos de Nosso Senhor admiravam as almas de boa vontade; São Mateus o atesta: “<em>Tendo Jesus terminado todos os seus discursos, o povo admirava a sua doutrina</em>.” Se a República abdicasse de sua inveja, seus filhos poderiam então descobrir o segredo divino: o coração do Filho de Deus é o santuário da justiça e do amor, liberal a todos os que o invocam.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;A grandeza sobrenatural provoca admiração e imitação.&#8221;</em></strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, quando o inusitado é uma bela ação humana, a admiração cessa e a contemplação invade a mente. A emoção torna-se admiração. Esse sentimento de estima pelo grande homem que foi capaz de realizar essa ação provoca a imitação e inspira o desejo de reproduzir, incentiva a imitar ou a se assemelhar. A admiração é a fonte da elevação pessoal: a magnanimidade aparece então ao alcance daquele que primeiro se surpreendeu. A grandeza, seja ela natural ou sobrenatural, é imitada. Um herói desperta a coragem de muitos homens e um santo conduz à virtude. Uma sociedade inteira é finalmente aprimorada. É óbvio, então, que a fonte da dignidade de uma vida social humana e virtuosa é a admiração. Se o mundo mergulha no marasmo, é porque está à altura dos heróis que escolheu a si próprios: homens inúteis cuja fama assenta unicamente na cobertura midiática e não mais na verdadeira virtude.  Mas os católicos, marcados com o selo do batismo de Jesus Cristo, tendem sempre por sua vocação a serem dignos cidadãos do céu, precisamente admiradores dos santos e dos justos que nunca deixam de dar-lhes o exemplo.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito da Fsspx na França</span></strong></p>
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		<title>SABEDORIA DA IDADE E RESPEITO DA JUVENTUDE</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 13:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[A reverência que devemos aos mais velhos mantém a memória de que precisamos para agir com prudência. Fonte: Fideliter nº 265 – Tradução: Dominus Est Tradidi quod et accepi, “Transmiti o que recebi”. Consideramos quase banal essa frase, pois convivemos com ela &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sabedoria-da-idade-e-respeito-da-juventude/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/06/together-we-are-strong-g41e1bdf87_1920-1.jpg" alt="indefinido - Fonte: Pixabay.  Livre de royalties." width="495" height="294" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A reverência que devemos aos mais velhos mantém a memória de que precisamos para agir com prudência.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/revue-fideliter-n-265-la-place-des-anciens">Fideliter nº 265</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Tradidi quod et accepi, </em>“<em>Transmiti o que recebi</em>”. Consideramos quase banal essa frase, pois convivemos com ela cotidiamente. Preparando-se para sua sucessão, D. Marcel Lefebvre repetiu-a muitas vezes e quis que fosse gravado em seu túmulo. Retomou estas palavras que São Paulo escreveu aos Coríntios: “<em>Foi do Senhor que aprendi o que vos ensinei.</em>” Não podemos deixar de dar graças por tal gesto de heróica prudência, em um momento em que a chamada Missa de São Pio V tendia a desaparecer. Sem a sabedoria prática deste Bispo, esta Missa simplesmente teria desaparecido. Com efeito, desde o Vaticano II, tem sido afirmado e constantemente repetido que a única liturgia conforme à doutrina deste Concílio é a chamada missa de Paulo VI. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, contra todas as probabilidades, mesmo romanas, D. Lefebvre forneceu aos católicos os meios para preservar, para manter e fortalecer sua fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. As <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-sagracoes-da-fsspx/">sagrações de 1988</a></strong></span>, essa &#8220;<em>operação sobrevivência</em>&#8220;, como ele a chamava, salvou a Tradição de seu desaparecimento, ou mais precisamente, mantiveram-na. Desta forma, outros Bispos poderiam assegurar futuras ordenações sacerdotais tradicionais para que outros sacerdotes continuassem a dispensar os sacramentos que são os meios ordinários de nossa Salvação.</span><span id="more-27695"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>As consagrações de 1988 mostram a sabedoria de D. Lefebvre</strong></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este ato, infelizmente mal compreendido pela maioria, é, no entanto, bastante surpreendente, ou seja, admirável: mostra em abundância a sabedoria da velhice e sua respeitabilidade. Em seu Tratado sobre a Prudência, Santo Tomás de Aquino enuncia algumas sentenças características desta época. Ele, primeiramente, lembra que a Bíblia, no livro do Eclesiástico, afirma: “<em>Põe-te no meio dos antigos… e una o seu coração à sabedoria deles</em>”. Explica então: “<em>é do passado que temos de traçar a nossa previsão e conhecimento do futuro</em>”. E depois acrescenta: “A prudência é uma matéria em que o homem precisa, mais do que em qualquer outro lugar, das luzes do próximo; os antigos, entre todos, estão qualificados para iluminá-lo, que chegaram a uma compreensão sólida dos fins relativos às ações. Daí a frase: “<em>é importante estar atento às declarações e opiniões indescritíveis ​​dos mais velhos.”</em> Foi precisamente na noite de sua vida, cheia de experiência e fortalecida pelo tempo vivido, que D. Lefebvre sagrou quatro Bispos. Este magnífico exemplo mostra todo o respeito e veneração que devemos aos mais velhos, pois eles guardam o passado, cuja memória precisamos preservar para agir com prudência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, além da atenção cuidadosa aos mais velhos, para que nossas ações não sejam aventureiras ou desprovidas de verdadeira sabedoria, é bom saber honrá-los com uma virtude que desapareceu completamente do agir contemporâneo: a piedade. Não podemos afirmar ser cristãos se não soubermos honrar àqueles cujas vidas nos são caras. Os nossos pais e nossos avós têm direito a esta dívida essencial: aquela que é devida aos nossos pais pelo simples fato de serem pais, porque são o princípio vivo da nossa existência. E Cícero ainda diz que não se pode ser um homem de bem se não se dá o dever e o culto aos pais; dever que se relaciona ao serviço e culto ao respeito, diz ele. A ausência dessas virtudes humanas, que podemos ver assim que entramos no transporte público, revela que, praticamente, vivemos hoje sem Deus. Deixar de honrar ou respeitar os próprios pais não é nem mais nem menos desprezar o próprio Deus, que é o princípio do ser e do governo de uma maneira infinitamente mais excelente do que eles. O comportamento habitual esconde uma recusa de obediência e uma negação da dependência. Pretendemos viver sem Deus nem mestre. &#8220;<em>Do passado façamos ‘tábula rasa’, multidão escrava, levante-se! Levante-se, o mundo vai mudar desde as bases: não somos nada, sejamos tudo!</em>&#8220;. Essas palavras são retiradas da <em>Internacional</em>, o antigo hino nacional soviético, composto pelo maçom francês Eugène Pottier.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>A sabedoria da idade exige o respeito da juventude.</strong></em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas circunstâncias em que foi proclamado, o lema &#8220;<em>Tradidi quod et accepi&#8221;</em> não apenas significa um profundo apego à Tradição da Igreja, mas afirma que não há outra civilização além da civilização cristã, ou seja, que o bom Deus é nosso Pai.</span></p>
<h2 style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Editorial do Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito da FSSPX na França</span></h2>
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		<title>ESTEJAMOS PREPARADOS &#8211; A VIRTUDE DA FORTALEZA NAS FUTURAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 23:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária em uma circunstância crucial: o anúncio de novas sagrações para continuar a &#8220;operação sobrevivência&#8221; da Tradição Católica. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Queridos amigos e benfeitores, Em 30 de junho &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/estejamos-preparados-a-virtude-da-fortaleza-nas-futuras-sagracoes-episcopais-da-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/07/mrg-lefebvre-sacres1.jpg" alt="" width="555" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária em uma circunstância crucial: o anúncio de novas sagrações para continuar a &#8220;</strong><em><strong>operação sobrevivência</strong></em><strong>&#8221; da Tradição Católica.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/lettre-aux-amis-et-bienfaiteurs-n95-soyons-forts">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Queridos amigos e benfeitores,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 30 de junho de 1988, há 36 anos, D. Lefebvre realizava a &#8220;<em>operação sobrevivência&#8221;</em> da Tradição Católica, ao <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-lefebvre-sermao-das-sagracoes-episcopais-de-1988/">sagrar quatro bispos auxiliares para a Fraternidade São Pio X</a></span></strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, o venerado prelado fez de tudo para evitar essas sagrações, indo particularmente a Roma muitas e muitas vezes para abrir os olhos das autoridades eclesiásticas para a gravíssima crise, talvez a pior de sua história, que a Igreja atravessa: desvio doutrinal e, agora, moral, decomposição litúrgica, desaparecimento da prática religiosa, preocupante desaparecimento das vocações sacerdotais e religiosas e, como consequência, uma expunção cada vez mais rápida da marca cristã em nossos países, seguida pela implementação de leis persecutórios relativas ao segredo de confissão, à pregação evangélica, à defesa da vida, à manutenção dos padrões morais e à afirmação da natureza das coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, nada foi feito. Diante desta cegueira inexplicável, D. Lefebvre compreendeu, em oração e meditação, que a vontade de Deus era que ele atribuísse a si mesmo alguns auxiliares, e, depois, sucessores, no ofício episcopal de conferir o sacramento da confirmação e o sacramento da Ordem, para que a Igreja pudesse prosseguir. Não havia se passado sequer 20 anos de fundação da Fraternidade São Pio X.</span><span id="more-32267"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas sagrações episcopais confrontaram todo católico ligado à Tradição com a &#8220;<em>trágica necessidade de escolher</em>&#8220;.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>(É) Impossível permanecer neutro: essas sagrações episcopais confrontaram todo católico ligado à Tradição com a &#8220;trágica necessidade de escolher&#8221;.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Era impossível permanecer neutro, deixar de lado, fingir não escolher. Ou aceitavam os &#8220;<em>padres de Écône</em>&#8220;, ordenados pelos novos bispos, ou recusavam qualquer relação com eles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi uma batalha impressionante, que dividiu as famílias, os amigos, as associações, as capelas. Embora, contrariamente à previsão de Mons. Perl, 80% dos fiéis tenham permanecido fiéis, e menos de 20% creram que deviam se separar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X já comemorou seus 50 anos. Desde 1988, ela mais do que triplicou o número de seus sacerdotes: passando de 200 para 700 padres. Multiplicou seus Priorados, capelas, escolas, assim como suas obras de piedade e doutrina, inclusive, agora, na internet, onde é possível encontrar milhares de textos, gravações e vídeos que proporcionam formação cristã e uma compreensão clara, tanto da situação atual da Igreja quanto do papel providencial que a Fraternidade São Pio X está desempenhando nela, sem ter escolhido fazê-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para os católicos ligados à Tradição que recorrem ao ministério da Fraternidade São Pio X, a vida religiosa se tornou, de certa forma, mais fácil, pelo menos na França. Conheci um homem que, na década de 1970, para poder assistir a uma missa de verdade, era obrigado a pegar o trem na Holanda para se juntar a Monsenhor Ducaud-Bourget, em Paris. Esse não é mais o nosso caso: se ainda estivesse vivo, ele não precisaria viajar centenas de quilômetros, pois se beneficiaria de quatro locais de culto da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em seu país, outros na Bélgica e, finalmente, locais de culto na França próximos da fronteira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa relativa facilidade para uma vida cristã fiel à Tradição é, como na linguagem de Esopo, o melhor e o pior dos mundos. É bom, pois permite que mais almas se beneficiem das riquezas da graça. Mas também é um perigo, pois corremos o risco de adormecer no conforto, e perder o vigor, o dinamismo, o ímpeto de nossa vida espiritual.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A vida cristã fiel à Tradição é mais fácil, o que pode ser o melhor e o pior dos mundos.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Penso, em particular, em nossos jovens. Eles conheceram uma Fraternidade de São Pio X já razoavelmente bem estabelecida em igrejas e capelas, ou, pelo menos, em locais de culto decentes e convenientes, longe dos galpões sujos e imundos do início. Já conheceram, ainda, uma rede de escolas verdadeiramente católicas, e nunca sentiram em seus pais a angústia de saber como transmitir uma educação cristã na ausência de uma escola católica digna desse nome. Para eles, os bispos auxiliares da Fraternidade São Pio X são uma instituição normal, que, de certa forma, sempre existiu, sem que eles se perguntem quando e como foram sagrados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O perigo é que, por causa dessa facilidade (benéfica em si mesma), eles percam o gosto pelo esforço, o sentido do combate, o amor pelo sacrifício. Não estou dizendo que todos sejam afetados de modo grave, pois vejo muitos jovens &#8220;<em>tradis</em>&#8221; generosos, fiéis, corajosos, e me regozijo com isso. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não notar a proporção daqueles que, por assim dizer, seguem apenas intermitentemente a linha de fidelidade absoluta à fé que nos foi ensinada por D. Lefebvre.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Um dia cristão, no outro mundano? Se quisermos conservar integralmente a fé hoje em dia, não podemos vacilar, fazer concessões, falsificar, mitigar: haveria aí um perigo mortal de rolar pela ladeira da negligência.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é uma realidade tangível aquela destes jovens nascidos de famílias totalmente comprometidas com a luta da Fraternidade São Pio X, desses jovens que frequentaram apenas as capelas e escolas da FSSPX, que se constata um dia cristãos e no outro mundanos? Num dia FSSPX, no outro <em>Ecclesia Dei</em>, até mesmo carismático; num dia missa tradicional, no outro missa nova; num dia a peregrinação de Pentecostes em uma direção, no outro a peregrinação na direção oposta?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, para manter a fé intacta hoje em dia, não se pode vacilar, fazer concessões, falsificar ou mitigar: haveria aí um perigo mortal de rolar pela ladeira da negligência. Pelo contrário, é necessário, e isso não é fácil, nadar incessantemente contra a correnteza, ir contra o pensamento dominante, reagir ao mal que nos rodeia e tenta penetrar-nos. E isso é cansativo, doloroso, desgastante e desanimador. Sentimos vontade de entregar os pontos, espreguiçarmo-nos por alguns instantes à beira da estrada e deixar, pelo menos por um tempo, de vivermos sistematicamente “em reação”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há aí uma grande tentação, que afeta a todos nós, mas sobretudo os jovens, que amam naturalmente as mudanças, a novidade. Por outro lado, a monotonia e a repetição das mesmas (pequenas) dificuldades consomem sua energia, suas boas disposições, suas resoluções mais firmes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É aí que todos nós precisamos, crianças, jovens, adultos e idosos, da virtude da fortaleza, que renova constantemente, apesar da passagem do tempo, nossa determinação absoluta e intangível de permanecer fiel até o fim. Essa virtude da fortaleza, enfatiza Santo Tomás de Aquino, &#8220;<em>é-nos particularmente necessária para suportarmos um mal menor, quando esse se prolonga por muito tempo. Pois essa resistência a um mal menor, mas interminável, se aproxima do método de tortura (provavelmente mítico) conhecido como &#8220;tortura da gota d&#8217;água</em>&#8220;. Trata-se de apenas uma gota d&#8217;água caindo na cabeça, que realmente não causa nenhum mal, que ocasiona apenas um pequeno desconforto. Contudo, a repetição interminável, durante horas, dias, acaba se tornando absolutamente insuportável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, precisamos, especialmente os nossos jovens, da virtude da fortaleza, que permite suportar os pequenos inconvenientes de uma vida totalmente fiel à Tradição Católica, manter a consonância da fé, não transigir com o que não lhes convém, mesmo que essa &#8220;<em>intransigência</em>&#8220;, às vezes, seja um pouco difícil pessoalmente, familiarmente, amigavelmente, profissionalmente.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em breve, necessitaremos de força para enfrentar o acontecimento eclesial que começa a tomar forma: sagrações de auxiliares, que um dia serão os seus substitutos, aos bispos sagrados por D. Lefebvre em 1988.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a virtude da fortaleza nos é absolutamente necessária para perseverar numa vida cristã totalmente fiel à Tradição, para suportar seus pequenos inconvenientes e a relativa monotonia, também precisaremos dela, em breve, para enfrentar o acontecimento eclesial que começa a tomar forma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como disse no início, no dia 30 de junho de 1988, D. Lefebvre realizou a &#8220;<em>operação de sobrevivência</em>&#8221; da Tradição Católica ao sagrar quatro bispos auxiliares. Esses bispos, que eram bem jovens na época, obviamente envelheceram 36 anos depois. Como a situação eclesial não melhorou desde 1988, tornou-se necessário considerar a possibilidade de atribuir-lhes auxiliares, que um dia serão seus substitutos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando tal decisão for anunciada pelo Superior Geral, devemos esperar uma explosão midiática contra os <em>&#8220;fundamentalistas&#8221;, os &#8220;rebeldes&#8221;, os &#8220;cismáticos&#8221;, os &#8220;desobedientes&#8221;</em>, e assim por diante. Neste momento, teremos que enfrentar contradições, insultos, desprezos, rejeições e, talvez, até rompimentos com pessoas próximas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária nesta ocasião crucial, e deveremos, tanto uns como os outros, demonstrar, graças a ela, a nossa absoluta fidelidade à fé católica integra, à verdadeira Tradição da Igreja, a Nosso Senhor Jesus Cristo Rei dos indivíduos, das famílias e das sociedades, e também à Fraternidade São Pio X, a arca da salvação suscitada pela Providência em meio ao dilúvio que ameaça engolir a Igreja e a civilização.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito Francês da FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><em><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/lettre-aux-amis-et-bienfaiteurs-n95-soyons-forts">Carta aos amigos e Benfeitores n° 95</a></strong></em></span></p>
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		<title>DO FOGO QUE ASSA O PÃO AO FOGO DO AMOR DIVINO</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 14:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de um café da manhã divinamente preparado, Jesus Cristo confiou o cuidado da sua Igreja ao primeiro Papa. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Editorial do Pe. Benoît de Jorna, FSSPX Não estávamos às margens do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-fogo-que-assa-o-pao-ao-fogo-do-amor-divino/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/07/FR356036B.jpg" alt="" width="491" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>No final de um café da manhã divinamente preparado, Jesus Cristo confiou o cuidado da sua Igreja ao primeiro Papa.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/spiritualite/ecriture-sainte/du-feu-qui-cuit-le-pain-au-feu-de-lamour-divin">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><strong>Editorial do Pe. Benoît de Jorna, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não estávamos às margens do Lago Tiberíades quando, nas primeiras horas da manhã após sua ressurreição, Nosso Senhor Jesus Cristo convidou os Apóstolos a se alimentarem dos peixes que havia lhes preparado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta cena maravilhosa do Evangelho é, particularmente, comovente. São Pedro, sempre ardente, logo que percebe que é a voz de Jesus chamando, atita-se no lago para nadar mais rápido que os demais discípulos. Mas, uma vez que todos chegam à margem, ficam espantados ao ver que o Deus feito homem teve cuidado de cozinhar alguns peixes sob brasas. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Café da manhã divinamente preparado</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sob o brilho pálido do sol nascente, no frescor da manhã, é possível ouvir o bater da água na margem e, depois de uma noite de trabalho, saborear o café da manhã habitual desses pescadores; ele foi preparado com um cuidado comovente e atenção divina: pão e peixe cozidos sob as cinzas.  Que felicidade! Quanto tempo Jesus, o Criador do céu e da terra, demorou a preparar essa frugal refeição em benefício dos seus Apóstolos e especialmente do seu primeiro vigário, Pedro, a quem vai confiar, como aos seus sucessores, o cuidado de sua Igreja, essa sociedade visível e monárquica constituída para reunir todos os chamados e eleitos?  Mesmo antes de essa sociedade ser formada, Pedro foi escolhido para alimentar as ovelhas do rebanho do Bom Pastor.</span><span id="more-31930"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E no final daquela refeição, diante de todos os outros discípulos, Jesus pergunta: <em>“Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?</em>” A pergunta é repetida três vezes. Cefas deve reconquistar o título que Jesus lhe tinha dado antes de ceder à carne e ao sangue. E três vezes Pedro responde: “<em>Sim, Senhor, sabeis que vos amo”</em>.  A emoção de São Pedro é ainda maior do que durante a refeição matinal, durante o qual ninguém ousou perguntar a Cristo: “<em>Quem sois vós?”</em>, porque sabiam que era o Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus, Deus eterno e todo-poderoso, disse três vezes a Cefas: “<em>Apascenta os meus cordeiros; apascenta meu rebanho; apascenta minhas ovelhas</em>.” E São Pedro finalmente se rendeu definitivamente ao seu Mestre, que tudo sabe, tudo prevê e tudo ordena para sua glória: “<em>Senhor, vós sabeis tudo; sabeis que vos amo</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, confia todo o seu rebanho ao primeiro papa para guiá-lo às pastegens da salvação. A função do Sumo Pontífice é definida em princípio: levar a Jesus Cristo todas as almas, não apenas as de uma capela, uma paróquia, uma diocese; não, todas as do mundo inteiro. A primado de Pedro é afirmado.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Um pontífice cego desvia as ovelhas.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, Jesus, a verdade substancial, o eterno pregador da fé, anuncia então a Pedro: <em>“Eu te darei as chaves do reino dos céus.”</em> Portanto, todos estão sujeitos às suas chaves; todos, príncipes, chefes, povos, pastores. Jesus ordena a Pedro que pastoreie e governe todos, os cordeiros e as ovelhas, os jovens e as mães.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o que significa esta pergunta de Jesus, Rei das nações: “<em>Tu me amas? Apascenta minhas ovelhas.” </em>Santo Agostinho dá a resposta no seu comentário ao Evangelho segundo São João<em>. Se me amais, não penseis em vossas vantagens pessoais; apascentai as minhas ovelhas como minhas ovelhas e não como vossas; procurai, ao conduzi-las, não a vossa glória, mas a minha, para estabelecer o meu império e não o vosso, os meus interesses e não os vossos</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em meio às trevas da Sexta-feira Santa, Jesus, a Luz da Luz, morre na cruz para a salvação de todos. Ele então confia a Pedro sua missão: anunciar ao mundo que não há salvação a não ser nessa cruz. O zelo do primeiro dos Apóstolos e de seus sucessores era converter o mundo a Jesus Cristo. São Pio X, o último Papa canonizado, fez desse seu lema: “<em>Omnia instaurare in Christo</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partir de então, um Pontífice cega-se e perde o rumo da Luz eterna se dispersa o rebanho e desvia as ovelhas em ideologias humanas, mundanas e profanas. O <em>Syllabus</em> de Pio IX condenava, de fato, a seguinte proposição: “<em>o Romano Pontífice pode e deve reconciliar-se e aceitar o progresso, o liberalismo e a cultura moderna</em>”. A Pedro, momentaneamente desviado por uma preocupação demasiada humana, Cristo disse: </span><em>“Retira-te de mim, Satanas! Tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terrível!</span></p>
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		<title>A VIRTUDE DA FORTALEZA NAS FUTURAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DA FSSPX</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 16:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária em uma circunstância crucial: o anúncio de novas sagrações para continuar a &#8220;operação sobrevivência&#8221; da Tradição Católica. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Queridos amigos e benfeitores, Em 30 de junho &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-forca-nas-futuras-sagracoes-episcopais-da-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/07/mrg-lefebvre-sacres1.jpg" alt="" width="555" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária em uma circunstância crucial: o anúncio de novas sagrações para continuar a &#8220;</strong><em><strong>operação sobrevivência</strong></em><strong>&#8221; da Tradição Católica.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/lettre-aux-amis-et-bienfaiteurs-n95-soyons-forts">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Queridos amigos e benfeitores,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 30 de junho de 1988, há 36 anos, D. Lefebvre realizava a &#8220;<em>operação sobrevivência&#8221;</em> da Tradição Católica, ao <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-lefebvre-sermao-das-sagracoes-episcopais-de-1988/">sagrar quatro bispos auxiliares para a Fraternidade São Pio X</a></span></strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, o venerado prelado fez de tudo para evitar essas sagrações, indo particularmente a Roma muitas e muitas vezes para abrir os olhos das autoridades eclesiásticas para a gravíssima crise, talvez a pior de sua história, que a Igreja atravessa: desvio doutrinal e, agora, moral, decomposição litúrgica, desaparecimento da prática religiosa, preocupante desaparecimento das vocações sacerdotais e religiosas e, como consequência, uma expunção cada vez mais rápida da marca cristã em nossos países, seguida pela implementação de leis persecutórios relativas ao segredo de confissão, à pregação evangélica, à defesa da vida, à manutenção dos padrões morais e à afirmação da natureza das coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, nada foi feito. Diante desta cegueira inexplicável, D. Lefebvre compreendeu, em oração e meditação, que a vontade de Deus era que ele atribuísse a si mesmo alguns auxiliares, e, depois, sucessores, no ofício episcopal de conferir o sacramento da confirmação e o sacramento da Ordem, para que a Igreja pudesse prosseguir. Não havia se passado sequer 20 anos de fundação da Fraternidade São Pio X.</span><span id="more-31778"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas sagrações episcopais confrontaram todo católico ligado à Tradição com a &#8220;<em>trágica necessidade de escolher</em>&#8220;.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>(É) Impossível permanecer neutro: essas sagrações episcopais confrontaram todo católico ligado à Tradição com a &#8220;trágica necessidade de escolher&#8221;.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Era impossível permanecer neutro, deixar de lado, fingir não escolher. Ou aceitavam os &#8220;<em>padres de Écône</em>&#8220;, ordenados pelos novos bispos, ou recusavam qualquer relação com eles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi uma batalha impressionante, que dividiu as famílias, os amigos, as associações, as capelas. Embora, contrariamente à previsão de Mons. Perl, 80% dos fiéis tenham permanecido fiéis, e menos de 20% creram que deviam se separar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X já comemorou seus 50 anos. Desde 1988, ela mais do que triplicou o número de seus sacerdotes: passando de 200 para 700 padres. Multiplicou seus Priorados, capelas, escolas, assim como suas obras de piedade e doutrina, inclusive, agora, na internet, onde é possível encontrar milhares de textos, gravações e vídeos que proporcionam formação cristã e uma compreensão clara, tanto da situação atual da Igreja quanto do papel providencial que a Fraternidade São Pio X está desempenhando nela, sem ter escolhido fazê-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para os católicos ligados à Tradição que recorrem ao ministério da Fraternidade São Pio X, a vida religiosa se tornou, de certa forma, mais fácil, pelo menos na França. Conheci um homem que, na década de 1970, para poder assistir a uma missa de verdade, era obrigado a pegar o trem na Holanda para se juntar a Monsenhor Ducaud-Bourget, em Paris. Esse não é mais o nosso caso: se ainda estivesse vivo, ele não precisaria viajar centenas de quilômetros, pois se beneficiaria de quatro locais de culto da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em seu país, outros na Bélgica e, finalmente, locais de culto na França próximos da fronteira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa relativa facilidade para uma vida cristã fiel à Tradição é, como na linguagem de Esopo, o melhor e o pior dos mundos. É bom, pois permite que mais almas se beneficiem das riquezas da graça. Mas também é um perigo, pois corremos o risco de adormecer no conforto, e perder o vigor, o dinamismo, o ímpeto de nossa vida espiritual.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A vida cristã fiel à Tradição é mais fácil, o que pode ser o melhor e o pior dos mundos.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Penso, em particular, em nossos jovens. Eles conheceram uma Fraternidade de São Pio X já razoavelmente bem estabelecida em igrejas e capelas, ou, pelo menos, em locais de culto decentes e convenientes, longe dos galpões sujos e imundos do início. Já conheceram, ainda, uma rede de escolas verdadeiramente católicas, e nunca sentiram em seus pais a angústia de saber como transmitir uma educação cristã na ausência de uma escola católica digna desse nome. Para eles, os bispos auxiliares da Fraternidade São Pio X são uma instituição normal, que, de certa forma, sempre existiu, sem que eles se perguntem quando e como foram sagrados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O perigo é que, por causa dessa facilidade (benéfica em si mesma), eles percam o gosto pelo esforço, o sentido do combate, o amor pelo sacrifício. Não estou dizendo que todos sejam afetados de modo grave, pois vejo muitos jovens &#8220;<em>tradis</em>&#8221; generosos, fiéis, corajosos, e me regozijo com isso. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não notar a proporção daqueles que, por assim dizer, seguem apenas intermitentemente a linha de fidelidade absoluta à fé que nos foi ensinada por D. Lefebvre.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Um dia cristão, no outro mundano? Se quisermos conservar integralmente a fé hoje em dia, não podemos vacilar, fazer concessões, falsificar, mitigar: haveria aí um perigo mortal de rolar pela ladeira da negligência.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é uma realidade tangível aquela destes jovens nascidos de famílias totalmente comprometidas com a luta da Fraternidade São Pio X, desses jovens que frequentaram apenas as capelas e escolas da FSSPX, que se constata um dia cristãos e no outro mundanos? Num dia FSSPX, no outro <em>Ecclesia Dei</em>, até mesmo carismático; num dia missa tradicional, no outro missa nova; num dia a peregrinação de Pentecostes em uma direção, no outro a peregrinação na direção oposta?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, para manter a fé intacta hoje em dia, não se pode vacilar, fazer concessões, falsificar ou mitigar: haveria aí um perigo mortal de rolar pela ladeira da negligência. Pelo contrário, é necessário, e isso não é fácil, nadar incessantemente contra a correnteza, ir contra o pensamento dominante, reagir ao mal que nos rodeia e tenta penetrar-nos. E isso é cansativo, doloroso, desgastante e desanimador. Sentimos vontade de entregar os pontos, espreguiçarmo-nos por alguns instantes à beira da estrada e deixar, pelo menos por um tempo, de vivermos sistematicamente “em reação”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há aí uma grande tentação, que afeta a todos nós, mas sobretudo os jovens, que amam naturalmente as mudanças, a novidade. Por outro lado, a monotonia e a repetição das mesmas (pequenas) dificuldades consomem sua energia, suas boas disposições, suas resoluções mais firmes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É aí que todos nós precisamos, crianças, jovens, adultos e idosos, da virtude da fortaleza, que renova constantemente, apesar da passagem do tempo, nossa determinação absoluta e intangível de permanecer fiel até o fim. Essa virtude da fortaleza, enfatiza Santo Tomás de Aquino, &#8220;<em>é-nos particularmente necessária para suportarmos um mal menor, quando esse se prolonga por muito tempo. Pois essa resistência a um mal menor, mas interminável, se aproxima do método de tortura (provavelmente mítico) conhecido como &#8220;tortura da gota d&#8217;água</em>&#8220;. Trata-se de apenas uma gota d&#8217;água caindo na cabeça, que realmente não causa nenhum mal, que ocasiona apenas um pequeno desconforto. Contudo, a repetição interminável, durante horas, dias, acaba se tornando absolutamente insuportável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, precisamos, especialmente os nossos jovens, da virtude da fortaleza, que permite suportar os pequenos inconvenientes de uma vida totalmente fiel à Tradição Católica, manter a consonância da fé, não transigir com o que não lhes convém, mesmo que essa &#8220;<em>intransigência</em>&#8220;, às vezes, seja um pouco difícil pessoalmente, familiarmente, amigavelmente, profissionalmente.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em breve, necessitaremos de força para enfrentar o acontecimento eclesial que começa a tomar forma: sagrações de auxiliares, que um dia serão os seus substitutos, aos bispos sagrados por D. Lefebvre em 1988.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a virtude da fortaleza nos é absolutamente necessária para perseverar numa vida cristã totalmente fiel à Tradição, para suportar seus pequenos inconvenientes e a relativa monotonia, também precisaremos dela, em breve, para enfrentar o acontecimento eclesial que começa a tomar forma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como disse no início, no dia 30 de junho de 1988, D. Lefebvre realizou a &#8220;<em>operação de sobrevivência</em>&#8221; da Tradição Católica ao sagrar quatro bispos auxiliares. Esses bispos, que eram bem jovens na época, obviamente envelheceram 36 anos depois. Como a situação eclesial não melhorou desde 1988, tornou-se necessário considerar a possibilidade de atribuir-lhes auxiliares, que um dia serão seus substitutos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando tal decisão for anunciada pelo Superior Geral, devemos esperar uma explosão midiática contra os <em>&#8220;fundamentalistas&#8221;, os &#8220;rebeldes&#8221;, os &#8220;cismáticos&#8221;, os &#8220;desobedientes&#8221;</em>, e assim por diante. Neste momento, teremos que enfrentar contradições, insultos, desprezos, rejeições e, talvez, até rompimentos com pessoas próximas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A virtude da fortaleza ser-nos-á muito necessária nesta ocasião crucial, e deveremos, tanto uns como os outros, demonstrar, graças a ela, a nossa absoluta fidelidade à fé católica integra, à verdadeira Tradição da Igreja, a Nosso Senhor Jesus Cristo Rei dos indivíduos, das famílias e das sociedades, e também à Fraternidade São Pio X, a arca da salvação suscitada pela Providência em meio ao dilúvio que ameaça engolir a Igreja e a civilização.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito Francês da FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><em><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/lettre-aux-amis-et-bienfaiteurs-n95-soyons-forts">Carta aos amigos e Benfeitores n° 95</a></strong></em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>AS DEMOCRACIAS ATUAIS DESONRAM OS DIREITOS DE DEUS</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 14:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[As democracias nascidas de 1789 não são as dos antigos gregos. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Entre os gregos, o governo da cidade era confiado à massa de cidadãos a fim de garantir o interesse geral. Pelo fato de todos os &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-democracias-atuais-insultam-os-direitos-de-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/02/Athenes-democratie.jpg" alt="" width="418" height="281" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em><strong>As democracias nascidas de 1789 não são as dos antigos gregos.</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><strong style="font-style: inherit;">Fonte: </strong><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/les-democraties-du-jour-injurient-les-droits-de-dieu">La Porte Latine</a></strong></span></span><strong> &#8211; Tradução: </strong><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Entre os gregos, o governo da cidade era confiado à massa de cidadãos a fim de garantir o interesse geral. Pelo fato de todos os cidadãos serem considerados iguais, todos eles podiam reivindicar a defesa do bem comum sem que nenhum deles fosse superior. Esse era o regime constitucional comumente chamado hoje de democracia. Regime esse diferente dos outros dois (regime monárquico ou aristocrático), pois todos tinham acesso ao poder e não apenas um ou alguns como nesses citados. Nessas democracias, nenhum cidadão tinha mais poder que outro e ninguém era mais subserviente do que qualquer outro, mas todos tinham a obrigação de subscrever as leis em vigor e governar com justiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Essa forma de governo baseava-se, portanto, na igualdade de todos os cidadãos e, consequentemente, também na liberdade política de cada indivíduo. Um pouco quimérico, é verdade, esse regime poderia degenerar-se devido à falta de virtude por parte dos seus cidadãos, e a democracia seria, na verdade, uma corrupção desse regime constitucional. Os pobres aproveitavam-se disso para enriquecer impunemente.</span><span id="more-31105"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Mas já não é mais assim.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">&#8220;As democracias nascidas de1789 não são as dos antigos gregos.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">A Revolução Francesa modificou bastante esse regime. Se ainda leva o nome de democracia é porque o poder não vem de uma única pessoa, mas da maioria. Apenas a liberdade política de qual os gregos se orgulhavam, sujeita a leis mais ou menos baseadas na natureza, mudou. Essa liberdade tornou-se uma ausência de sujeição política, entendida como autonomia, tanto individual quanto coletiva, que já não tem mais limites. Sem Deus, sem mestre, não podem mais alegar que estabelecem as regras para uma ação social justa: as próprias leis são feitas por aqueles que governam. Essa autonomia fundamental é, uma portanto, prerrogativa do regime democrático. Hoje, democracia significa liberdade e vice-versa.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">&#8220;A democracia tornou-se o regime político do liberalismo: sem Deus, sem mestre.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Estamos obviamente muito longe da verdade proclamada por Leão XIII em 1888: “<em style="font-weight: inherit;">dizemos que o homem deve, necessariamente, permanecer inteiramente na dependência real e incessante de Deus e que, consequentemente, é absolutamente impossível compreender a liberdade do homem sem submissão a Deus e sujeição à sua vontade&#8230; Negar esta soberania de Deus e recusar submeter-se a ela não é liberdade, é abuso de liberdade e rebelião, e é precisamente a partir de tal disposição de alma que o vício capital do liberalismo se constitui e nasce.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">A Igreja Conciliar nunca cessou de examinar o homem moderno, esse democrata e liberal, om uma atenção que desafia todas as expectativas. Paulo VI declarou, em seu discurso de 7 de dezembro de 1965, durante a última sessão pública do Concílio: “<em style="font-weight: inherit;">A Igreja do Concílio não se contentou em refletir sobre a sua própria natureza e sobre as relações que a unem a Deus. Ela também preocupou-se muito com o homem, como ele realmente se apresenta em nosso tempo&#8230; homem inteiramente ocupado consigo mesmo&#8230; e uma simpatia ilimitada permeou todo o seu ser</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">E, em 8 de dezembro de 1965, Paulo VI concluiu o Concílio dirigindo-se, em primeiro lugar, aos detentores do poder: “<em style="font-weight: inherit;">a Igreja pede-vos apenas liberdade</em>.” Esta proposição assustadora não apenas descoroou Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mas também entregou o homem à sua própria autonomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Nesse mesmo discurso, o Papa também diz, benevolentemente às mulheres: “<em style="font-weight: inherit;">A Igreja orgulha-se de ter dignificado e libertado a mulher, de ter feito resplandecer, ao longo dos séculos, sua igualdade fundamental com o homem</em>&#8220;. E concluiu dirigindo-se aos jovens da época: “<em style="font-weight: inherit;">A Igreja está preocupada com o fato de que essa sociedade que quereis constituir respeite a dignidade, a liberdade, os direitos das pessoas: e essas pessoas sois vós</em>”. O Concílio defendeu, assim, claramente, a igualdade e a liberdade para todos, homens e mulheres, indivíduos e povos, igualdade e liberdade. Os jovens daquela época são os mestres hoje e são eles destilam esse liberalismo que envenena o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Infelizmente, hoje, vemos muitas dessas ideias extravagantes tomando conta da própria Igreja. Então, não poderia essa igualdade para todos, essa liberdade para todos, afetar também a própria Igreja? Poderia, então, mudar o seu regime e também tornar-se uma democracia moderna? O mistério está diante dos nossos olhos: estamos testemunhnado mudanças profundas que afetam a Igreja. Novas leis, agora, dão a todos os mesmos direitos, sejam homens ou mulheres, justos ou injustos: isso é &#8220;<em style="font-weight: inherit;">liberdade irrestrita</em>&#8221; na própria Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Estamos aflitos, mas temos fé. Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica. Acreditamos, ainda hoje, e mais do que nunca, que Nosso Senhor Jesus Cristo fundou a sua Igreja, uma sociedade visível, monárquica, hierárquica, que é perpétua e durará até ao fim do mundo.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Pe. Benoît de Jorna, FSSPX</span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Fonte: Editorial da<span style="color: #0000ff;"> </span></strong><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/revue-fideliter-n-274-de-lincendie-a-la-consolation">revista Fideliter n° 274</a></strong></span></span></p>
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		<title>O MUNDO CAMINHA PARA A SUA RUÍNA. O QUE DEVEMOS FAZER?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 13:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est É inegável que os tempos atuais são, no mínimo, conturbados. A desordem está nas ruas e também na mente das pessoas. Somos civilmente convidados a viver em conformidade com uma ideia precisa de homem &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-mundo-caminha-para-a-sua-ruina-o-que-devemos-fazer/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/06/6-Saint-Paul-Hors-les-Murs-001.jpg" alt="" width="512" height="298" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/le-monde-se-rue-vers-sa-perte-que-devons-nous-faire">La Porte Latine </a></span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É inegável que os tempos atuais são, no mínimo, conturbados. A desordem está nas ruas e também na mente das pessoas. Somos civilmente convidados a viver em conformidade com uma ideia precisa de homem e de história sobre a qual devemos construir a sociedade de hoje e a de amanhã. Os critérios de beleza já não são mais aqueles que podiam ser admirados nas construções do passado. A verdade, hoje, já não deve mais continuar a pretender transcender as opiniões individuais e basear-se em regras de bom senso (senso comum). E a bondade não é mais um código moral cuja quintessência foi resumida nos Dez Mandamentos. Esses três critérios já não se aplicam mais à vida social e estão desaparecendo da vida privada. Nos nossos tempos, eles não devem mais orientar os cidadãos em sua busca por uma conduta que esteja de acordo com a natureza da qual Deus é o autor e, menos ainda, dispor de uma busca pela vida sobrenatural da qual Jesus Cristo é modelo e fonte. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: center;"><strong><em><span class="tm6" style="color: #000000;">&#8220;Diante dos nossos olhos, a vida das sociedades lutam contra Deus&#8221;</span></em></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A vida social está organizada de modo que nem o belo, nem o verdadeiro e nem o bom existam mais. O wokismo, o comunitarismo, o feminismo e o anti-especismo desempenham um papel fundamental nisso, com uma grande publicidade por trás. O passado é apagado e a história reescrita. A nossa sociedade vive, deliberadamente, mudanças radicais e muito rápidas. Não há mais heróis para nos inspirar e nem modelos aos quais se referir. Voluntariamente, nossa vida cívica foi reduzida a um grande empreendimento econômico que beneficia os ricos e empobrece os pobres. Ela deixou de ter uma dimensão política verdadeira, orientada para o desejo virtuoso de um bem comum. Não está mais fundamentada na permanência de princípios duradouros. Consiste em um movimento. Os homens sucedem-se, sem apego, como atores de uma vasta fábrica de produtos virtuais. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Diante dos nossos olhos e apesar de nós mesmos, a vida cívica luta contra Deus, que é fonte e fim dos seres. Submeter a religião ao regime econômico que a governa é simplesmente promover um secularismo combativo e totalitário.</span><span id="more-30932"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Infelizmente, o Concílio Vaticano II estabeleceu como preceito uma perscrutação dos sinais dos tempos e a Igreja Conciliar precipita-se rumo às mesmas loucuras. Romano Amerio, na sua famosa obra </span><em><span class="tm9">Iota Unum</span></em><span class="tm7">, fustigou com razão esse novo cristianismo: “</span><em><span class="tm9">A Igreja parece temer ser rejeitada, tal como ela já positivamente é por uma grande fração da humanidade. Procura, então, descolorir as suas próprias características meritórias e colorir, por outro lado, os traços que tem em comum com o mundo: todas as causas legais apoiadas pelo mundo têm o apoio da Igreja. Ela oferece seus serviços ao mundo e procura assumir a liderança do progresso humano. Dei a essa tendência o nome de cristianismo secundário</span></em><span class="tm7">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Diante desse perigo, a firmeza católica sempre foi a salvação e é, particularmente, importante para nós que assim continue. Mas é necessário que tenhamos um ardor invencível em nossos corações, que a fé na santa Igreja nos vivifique sempre, e que sejamos animados pela bela virtude teologal da esperança. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: center;"><strong><em><span class="tm6" style="color: #000000;">&#8220;A torpeza atual é uma provação purificadora&#8221;</span></em></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Neste momento, devemos suportar muitas provações e dificuldades para atravessar esse mundo corrupto: “</span><em><span class="tm9">Nosso Senhor, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau”</span></em><span class="tm7"> (Gal. 1, 4). Pois o mundo faz tudo o que está ao seu alcance para nos fazer fracassar: oferece-nos todo tipo de torpeza que nos conduz à queda. Esse mundo decadente nos choca ao mesmo tempo que atrai fortemente a nossa concupiscência. É necessário, portanto, atravessá-lo, porque, como cristãos, esperamos firmemente a ressurreição e a vida eterna. Que graça incrível, hoje, poder já alcançar esta felicidade futura no final de uma vida passageira! </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">É necessário esperar, mas, sobretudo, ter esperança, “</span><em><span class="tm9">Porque na esperança é que fomos salvos. Ora a esperança que se vê, não é esperança; porque, como esperar aquilo que se vê?” </span></em><span class="tm9">(Rom. 8, 24)</span><em><span class="tm9">. </span></em><span class="tm7">Em todas as suas Epístolas, São Paulo exorta-nos a ter esperança na glória futura. Ele convida-nos a esperar pacientemente no decorrer do tempo pela redenção completa e definitiva. “</span><em><span class="tm9">A tribulação? ou a angústia? ou a fome? ou a nudez? ou o perigo? ou a perseguição? ou a espada?</span></em><span class="tm7">” (ibid., 35) não podem deter um cristão. E a força conferida pela esperança teologal consiste, precisamente, em não considerar a torpeza presente como um obstáculo, mas antes, como uma prova purificadora que atesta a nossa firmeza no caminho da felicidade eterna. É por isso que São Paulo chega a dizer: “</span><em><span class="tm9">nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, a paciência (produz) a prova, e a prova a esperança, e a esperança não traz engano</span></em><span class="tm7">” (Rom. 5, 3-4).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7" style="color: #000000;">“</span><em style="color: #000000;"><span class="tm9">Mas as coisas loucas segundo o mundo escolheu-as Deus para confundir os </span></em><span class="tm7"><span style="color: #000000;"><i>sábio</i>” (1 Cor 1, 27). Sabemos, com efeito, que a nossa força está em Jesus Cristo e a nossa luta é uma participação na dEle. Neste mundo mau, a esperança não é apenas um consolo, mas também uma alegria, pois atesta que estamos tecemos, para nós mesmos, uma coroa de glória. </span></span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Pe. Benoît de Jorna, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>OS HOMENS FOGEM DA MORTE, CRISTO ALIVIA A DOR</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 14:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Doravante, o sofrimento e a morte não são mais um castigo divino, mas a melhor forma de nos conformarmos com Cristo. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Banalizamos os carros funerários e transformamos os cemitérios em jardins paisagísticos, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-homens-fogem-da-morte-cristo-alivia-a-dor/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/11/IL252354C.jpg" alt="" width="525" height="359" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">Doravante, o sofrimento e a morte não são mais um castigo divino, mas a melhor forma de nos conformarmos com Cristo.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/morale/bioethique/les-hommes-fuient-la-mort-le-christ-en-adoucit-la-peine">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Banalizamos os carros funerários e transformamos os cemitérios em jardins paisagísticos, mas expomos a violência e exibimos as mortes por epidemias ou massacres selvagens. O mundo se esforça para fazer com que Deus desapareça, e assim vagueia sem fé ou razão. E a morte ronda por toda parte à procura de quem devorar, sem que ninguém a consiga evitar. No entanto, não é por falta de tentativas. Todos tentaram em vão, tanto os filósofos como os poetas, um dos quais disse tão bem: </span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm12">“</span></em><span class="tm12">Ó Morte, velho capitão, é tempo! Levantemos a âncora. Esse país nos entedia, ô Morte! Partamos!</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Se o céu e o mar são negros como tinta,</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Nossos corações que conheces estão repletos de raios!</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Verta-nos teu veneno para que ele nos reconforte!</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Queremos, tal é o fogo que queima nosso cérebro,</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Mergulhar ao fundo do abismo, Inferno ou Céu, que importa?</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm12">Ao fundo do Desconhecido para encontrar o novo!”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm13 tm14" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">A morte é assustadora. São Paulo, assim como nós, não escapou desse medo. Mas ele revela, melhor do que ninguém, este mistério da morte: “</span><em><span class="tm12">Infeliz de mim! Quem me livrará deste corpo (em que habita o pecado, que é causa de morte espiritual)? (Somente) a graça de Deus por Jesus Cristo Nosso Senhor. Assim, pois, eu mesmo sirvo à lei de Deus com o espírito; e sirvo à lei do pecado com a carne.</span></em><span class="tm10">” (Rm 7, 24-25).</span></span><span id="more-30557"></span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm13 tm14" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">“A morte é assustadora, mas veio por causa do pecado do homem.”</span></strong></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Desde a sua deslumbrante conversão no caminho de Damasco até ao seu martírio, São Paulo proclamou repetidas vezes, e em todos os tons, que não foi o Deus de amor que causou a morte, mas o homem. </span><em><span class="tm15">“Cristo será glorificado no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. </span><span class="tm6">Porque para mim o viver é (todo para servir a) Cristo, e morrer é um lucro (porque ficarei mais intimamente unido com ele).</span></em><span class="tm10">” (Fl 1, 20-21). Essa é a única resposta ao mistério da morte. O Apóstolo, divinamente inspirado, mostrou que o primeiro Adão é o tipo do segundo. Toda a humanidade concentrou-se uma primeira vez no primeiro homem. Foi concentrada uma segunda vez, e definitivamente, em Jesus Cristo, em quem se beneficiou da Redenção. Adão nos deu a vida natural, pecado e morte. “</span><em><span class="tm12">Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado (original) neste mundo, e pelo pecado a morte, e assim passou a morte a todos os homens</span><span class="tm10">”</span></em><span class="tm10"> (Rm 5, 12). Jesus, por meio de sua morte, nos deu vida.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Santo Tomás explica que “</span><em><span class="tm15">não apenas a vida espiritual de Cristo, nossa cabeça, opera em nós, mas a morte também opera em nós, no sentido de que, pela esperança da ressurreição e pelo amor de Jesus, os vestígios da morte aparecem em nós, expostos aos sofrimentos da morte”</span></em><span class="tm10">.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm5 tm16" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">“Pela sua morte, Cristo abriu o caminho para a ressurreição.”</span></strong></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Doravante, o sofrimento e a morte não são mais um castigo divino, mas a melhor forma de nos conformarmos com Cristo. Ele é a cabeça do corpo místico do qual somos membros. Cabe-nos, então, imitá-lo em tudo: no sofrimento e na morte. São Paulo exclama: “</span><em><span class="tm15">por ele [Cristo], </span><span class="tm6">renunciei todas as coisas, e as considero como esterco para ganhar a Cristo, e ser encontrado nele, não tendo (fá) a minha justiça que vem da (observância da) lei, mas aquela que nasce da fé em Jesus Cristo; a justiça que vem de Deus pela fé, a fim de o conhecer a ele, e a virtude da sua ressurreição, e a participação dos seus sofrimentos, assemelhando-me à sua morte, para ver se dalgum modo posso chegar à ressurreição dos mortos</span><span class="tm10">”</span></em><span class="tm10"> (Fl. 3, 8-11)</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Sem Deus, o homem nada mais é do que uma criatura errante e desiludida. Ele dissipa sua angústia na tripla concupiscência: luxúria, riqueza ou orgulho. Finalmente desiludido, ele se resigna a recusar a sua condição e quer evitar a provação, a única que sempre, em vão, evitou: a morte. Então, prefere entregá-la a si mesmo. Mas então, demasiado tarde, ouvirá esta terrível frase: “</span><em><span class="tm15">Vós que entrais aqui, abandonai toda esperança</span></em><span class="tm10">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">O cântico de vitória do Apóstolo é bem diferente: “</span><em><span class="tm12">E a vida (sobrenatural) com que eu vivo agora na carne, vivo-a da fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim.</span></em><span class="tm10">” (Gl 2,20). A exaltação de São Paulo provem da sua fé no poder de Cristo que nos redimiu com a sua morte, para nos dar a vida, a vida perfeita, a vida divina; “</span><em><span class="tm15">Entro na Vida</span></em><span class="tm10">”, disse Santa Teresa às portas da morte.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Ele entendeu, esse condenado a morte, antes de ser amarrado ao poste: </span><em><span class="tm15">“Diz-se que nem a morte nem o sol olham um para o outro. No entanto, eu tentei. Não sou estóico e é difícil afastar-se daquilo que se ama&#8230;releio a história da Paixão todas as noites, em cada um dos quatro Evangelhos. Rezei muito e foi a oração, eu sei, que me deu um sono tranquilo.</span></em><span class="tm10">”</span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Benoît de Jorna, FSSPX, Superior do Distrito da França</strong></span></p>
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		<title>CREMOS NA IGREJA</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 13:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Editorial: apesar das alarmantes perspectivas do Sínodo, persistimos em crer na indefectibilidade das promessas de Cristo  Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Extraído da Carta aos nossos irmãos Sacerdotes n° 99 Dentro de alguns dias (e, sem dúvida, no &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/cremos-na-igreja/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/10/IT624539K.jpg" alt="" width="561" height="381" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: center;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Editorial: apesar das alarmantes perspectivas do Sínodo, persistimos em crer na indefectibilidade das promessas de Cristo </span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/collegialite/lettre-a-nos-freres-pretres-n99-nous-croyons-en-leglise">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Extraído da </span><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/10/LNFP-99.pdf"><span class="tm7"><span style="color: #0000ff;">Carta aos nossos irmãos Sacerdotes n° 99</span></span></a></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Dentro de alguns dias (e, sem dúvida, no momento em que lerem estas linhas), será realizada a primeira sessão do “</span><em><span class="tm9">sínodo sobre a sinodalidade</span></em><span class="tm8">”. É de temer, infelizmente, que essa assembleia, longe de trabalhar para restaurar sua vitalidade e seu esplendor espiritual da Igreja, acabe por aumentar ainda mais os desvios.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Do ponto de vista humano, não se pode deixar de temer pelas perspectivas cada vez mais alarmantes que pairam sobre a Igreja. A perda da fé, a cessação da prática, a queda das vocações, a apostasia assumida continuam a acelerar. Assim, começamos a compreender melhor a enigmática frase de Jesus: “</span><em><span class="tm9">Quando o Filho do Homem voltar, ainda encontrará fé na terra?</span></em><span class="tm8">” (Lc 18, 8).</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Para superar esse inevitável pessimismo humano, devemos manter uma visão de fé sobre a Igreja. A Igreja é humana, profundamente humana e, portanto, experimenta todas as deficiências e todos os pecados que os homens podem cometer em si mesmos. Mas a Igreja também é, sobretudo, fundamentalmente divina. Santificada pelo Espírito, governada por Nosso Senhor Jesus Cristo, consagrada ao culto do Pai celestial, não pode ser abalada nos seus fundamentos, que são santos, que são divinos.</span><span id="more-30449"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">É por isso que cremos na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-igreja-conciliar-e-as-4-notas/">Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica</a></span>. É por isso que cremos na Igreja Católica Romana como a única Igreja de Cristo, meio necessário para todos que são chamados à salvação e convidados a entrar nela sob pena de condenação.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Cremos na Igreja hierárquica, governada pelo Papa, sucessor de Pedro e vigário de Cristo, a quem cabe, não propor uma nova Revelação, mas guardar fielmente a Revelação de Jesus transmitida pelos Apóstolos e apresentá-la pelo seu Magistério, dotado do privilégio da infalibilidade, nas condições estabelecidas por Cristo.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Cremos na Igreja hierárquica, governada em cada diocese, sob a autoridade do Sumo Pontífice, pelos Bispos sucessores dos Apóstolos, e eles próprios assistidos por sacerdotes, diáconos e ministros.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Cremos que todos os fiéis, em virtude de seu batismo e dos demais sacramentos que receberam, sob a direção da santa hierarquia, agindo em virtude do mandato de Cristo e de acordo com seus mandamentos, que todos os fiéis, são chamados a santidade e uma vida em conformidade com o Evangelho.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">E, finalmente, apesar da situação complexa, confusa, dramática que a Igreja vive hoje, e que explica a &#8220;peculiar&#8221; situação da Fraternidade São Pio X (uma situação que ela não queria, mas que lhe foi imposta), não obstante todas estas dificuldades humanas, </span><span class="tm7" style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-do-ano-de-1974/">aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.</a></span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span class="tm8" style="color: #000000;">Pe. Benoît de Jorna, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>DA PRIMAZIA DA EDUCAÇÃO SOBRE A INSTRUÇÃO DOS FILHOS</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 14:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Em nome do secularismo, esta nova religião tanto estatal quanto conciliar, as crianças a partir dos três anos de idade terão agora que receber a escolaridade obrigatória. Mal saíram do seio materno, seus &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-primazia-da-educacao-sobre-a-instrucao-dos-filhos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><img class="aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/04/200103_ecole3ans.jpg" alt="" width="507" height="341" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/fideliter-n-252-de-novembre-decembre-2019-lecole-a-3-ans-menace-pour-les-enfants-4">La Porte Latine </a></span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em nome do secularismo, esta nova religião tanto estatal quanto conciliar, as crianças a partir dos três anos de idade terão agora que receber a escolaridade obrigatória. Mal saíram do seio materno, seus pequenos cérebros são obrigados a engolir noções impostas pelo Estado. Suas imaginações, ainda frágeis e muito tenras, provavelmente ficarão impressionadas, correndo o risco de alterar o processo natural de aprendizagem humana.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas qualquer que seja sua previsível deformação, esse ensino não é, de qualquer forma, uma meio de educação. Na verdade não é nem um nem outro. O primeiro, ainda que bem feito, conduz a inteligência em sua busca pelo conhecimento da realidade, a segunda molda um homem inteiro. Com efeito, outra ciência, outra virtude. Nosso mundo, imbuído dos princípios de Jean-Jacques Rousseau, toma a criança por um deus, mas a fé nos revela e a Igreja nos ensina que a prole que a Natureza dá aos pais nasce com esse pecado da natureza, o pecado original. E essa prole, por mais bela que seja, mesmo restaurada pela graça, carrega os resquícios indeléveis desse pecado. </span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E essa é o verdadeiro desafio da educação desde a primeira infância, quase desde o nascimento. Os pais têm a insigne tarefa de condizir à perfeição, como filhos de Deus, aqueles que eles levaram à pia batismal e que pediram apenas uma coisa: a vida eterna.</span><span id="more-29050"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Mas, com exceção dos Santos Inocentes, a ascensão à glória do Céu não acontece em um dia: é um lento amadurecimento de todas as nossas faculdades, fortes em virtudes naturais e sobrenaturais. E ninguém é virtuoso se não é razoável: é necessário, por assim dizer, que nossa vontade bem regulada tome posse de nossa vida sensível, que é fortemente inerente aos prazeres sensíveis. Eis porque, quase desde o nascimento, a criança deve ser orientada para o bem e afastada do mal. Os pais têm, portanto, essa função eminente de educar seus filhos: eles têm que inculcar bons hábitos através da repetição, por mais tedioso que possa parecer, e corrigir severamente, por vezes, as más inclinações que podem rapidamente se tornar uma fonte de males futuros. A Sagrada Escritura diz tudo sobre este assunto, e sem otimismo, é verdade: &#8220;</span><em><span class="tm8">A loucura está ligada ao coração do menino, mas a vara da disciplina a afugentará.&#8221;. &#8220;A vara e a correcção dão sabedoria ; o menino porém, que é abandonado à sua vontade, é a vergonha de sua mãe.</span></em><span class="tm7">” (Prov 22,15 e 29,15). Esses hábitos são, de fato, o terreno necessário sobre o qual será construído o edifício da verdadeira vida humana, ou seja, da vida virtuosa. Mas para que isso aconteça é necessária uma experiência saudável; fruto da repetição, é a garantia de um futuro promissor. Sabemos muito bem que nada pode ser construído sem alicerces sólidos.</span></span></p>
<h3 class="tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Educar a criança para prepará-la para seu primeiro ato responsável, esse é o desafio.</span></strong></span></h3>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As crianças pequenas procuram, obviamente, um prazer ao seu alcance: um prazer sensível. Muito antes de poderem raciocinar ou fingir querer, eles vivem pela imaginação e pelo desejos. Mas esse pequeno prazer, esse insignificante desejo pode muito bem não estar de acordo com o destino humano e cristão de um homenzinho. Eis a grandeza da tarefa dos pais: desde a mais tenra infância, prepará-lo correta e seriamente para a vida adulta futura. Mais ainda: um pai e uma mãe, juntos, devem preparar essa pequena alma para realizar o ato fundador de toda a sua vida racional. Pensamos nisso? Movido pela ternura, pela fragilidade, pela doçura do pequenino, talvez não dêmos atenção suficiente ao fato de que um dia este pequeno terá que fazer uma escolha inicial que iniciará toda a sua vida racional. O bom Deus nos criou de tal forma que precisássemos de tempo para amadurecer. E toda educação infantil é uma longa elaboração para que a própria criança, de alguma forma, coloque a pedra fundamental de toda a sua vida. Se o ensino dos pequeninos certamente não é obrigatório, sua educação, sem dúvida, é. E por que, afinal? Porque um dia essa criancinha, talvez tão doce, chegará à idade da razão; ela realizará um ato, aparentemente simples, ao final de uma deliberação que está ao seu alcance; ela própria fará, pessoalmente, uma escolha sem escapatória para a qual terá preparado toda sua vida infantil: Deus ou ele mesmo. Neste momento, o pequeno torna-se verdadeiramente racional: começa uma vida de virtude ou, ao contrário, voluntariamente se afasta dela: neste último caso, o pecado entra &#8220;no seu mundo&#8221;.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Nas primeiras horas de sua vida, a criança pediu a fé que a conduz à vida eterna. Na primeira hora de sua vida racional, ela mesmo faz a escolha. Nesse momento está o verdadeiro desafio da educação primária.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">Pe. Benoît de Jorna,</span></strong><span class="tm10"> Superior do Distrito da FSSPX na França</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Retirado da Revista </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publication/clovis-fideliter/fideliter-n-252-de-novembre-decembre-2019-lecole-a-3-ans-menace-pour-les-enfants-5"><span class="tm12">Fideliter n° 252</span></a></u></span><span class="tm10">, de novembro-dezembro 2020</span></span></p>
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