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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Gonzague Peignot</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>D. TISSIER DE MALLERAIS, OU, A CONFIANÇA DE UM FILHO</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2025 16:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Mons. Tissier de Mallerais]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Gonzague Peignot]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente, nosso bom D. Tissier demonstrou uma profunda confiança em D. Lefebvre e na obra por ele fundada. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Editorial do Pe. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-tissier-de-mallerais-ou-a-confianca-de-um-filho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/04/mgr_tissier_et_mgr_lefebvre.jpg" alt="" width="533" height="359" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Além de uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente, nosso bom D. Tissier demonstrou uma profunda confiança em D. Lefebvre e na obra por ele fundada.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/mgr-tissier-de-mallerais-ou-la-confiance-dun-fils">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Editorial do Pe. Gonzague Peignot (<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.clovis-diffusion.com/fideliter-n-281-septembre-octobre-2024-c2x41600343">Fideliter nº 281</a></span>)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As tempestades aqui na Terra justificam que nos apeguemos a um homem, assim como a uma embarcação, para evitar o afogamento? Não nos adverte o profeta Jeremias quando clama: “<em>Ai do homem que confia em outro homem</em>”? Não é Deus o único que merece nossa confiança?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contra todas as probabilidades, essa foi, no entanto, a atitude do nosso bom D. Bernard Tissier de Mallerais, decano dos bispos da Fraternidade São Pio X, que partiu para a eternidade há algumas semanas. Contra todas as probabilidades, ele foi capaz de discernir em D. Lefebvre o homem que a Providência havia levantado para salvar a Igreja do seu naufrágio. Ele foi capaz de discernir isso e teve a graça de segui-lo. A Igreja foi abalada por uma crise terrível. Quase 80.000 padres estavam prestes a deixar a vida sacerdotal, e os seminários estavam começando a passar por uma revolução que o Dr. Jean-Pierre Dickès relatou em seu comovente livro: <em>La Blessure.</em> A formação sacerdotal foi jogada pela janela junto com as batinas</span><span id="more-32864"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em meio a esse cataclismo, ele procurou um seminário católico.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi em meio a esses anos terríveis que o jovem Bernard Tissier de Mallerais, sentindo-se chamado ao sacerdócio, começou a procurar, em meio a esse cataclismo, uma formação que o capacitasse a se tornar um verdadeiro sacerdote católico. Teria ele a mínima chance de encontrá-la, de modo que pudesse levar sua vida sacerdotal no espírito da Tradição? A Providência velava por ele e o jovem Bernard conheceu D. Marcel Lefebvre, Superior Geral dos Espiritanos, já conhecido por suas corajosas intervenções no Concílio. O jovem Bernard teve conversas sinceras com ele e concordou em se colocar sob sua direção quando D. Lefebvre abriu uma espécie de seminário para o primeiro ano em 1969.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele então teve a oportunidade de observar esse Arcebispo, ouvi-lo, e conversar com ele. E, pouco a pouco, descobriu nele o homem de Deus que a Providência havia formado para levar grande socorro às almas na crise que a Igreja atravessava. Dom Tissier de Mallerais, contudo, não estava cego por uma admiração puramente humana. Na biografia que escreveu do fundador de Écône, ele soube refletir, sem esconder nada, as limitações humanas de seu herói. Mas sua visão foi além, foi verdadeiramente sobrenatural. Com seu temperamento, com suas limitações, D. Lefebvre foi o homem escolhido por Deus. Bernard Tissier de Mallerais estava convencido e certo disso. Por isso, ele adotou a atitude correta, a única correta diante de Deus: ele confiou e, D. Lefebvre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em diversas ocasiões ele teve uma opinião diferente da dele. Ele foi capaz de expressar sua reserva em certas circunstâncias, foi capaz de argumentar e, às vezes, até de convencer o D. Lefebvre.  Mas quando este último decidiu, o Pe. Bernard Tissier de Mallerais apoiou sem hesitação a bandeira do fundador da Fraternidade São Pio X e o seguiu com zelo e coragem. Ele sabia que a decisão havia sido tomada sob o olhar atendo de Deus, com a ajuda do Espírito Santo. Ele confiou, com uma confiança sobrenatural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em resumo, e citando o próprio fundador, &#8220;<em>para a glória da Santíssima Trindade, pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela devoção à Santíssima Virgem Maria, pelo amor à Igreja, pelo amor ao Papa, pelo amor aos bispos, aos padres, a todos os fiéis</em>&#8220;, era necessário permanecer completamente fiel a D. Lefebvre e à obra que ele havia criado, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma obra providencial, uma obra abençoada por Deus, um refúgio de salvação em meio à tempestade. E por ter confiança sobrenatural em D. Lefebvre, a quem ele corretamente acreditava que Deus havia levantado para se opor à crise na Igreja, ele manteve uma lealdade inabalável, uma lealdade filial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece-me que podemos, por nossa vez, receber de D. Bernard Tissier de Mallerais este legado, que é ainda mais necessário nestes tempos cada vez mais difíceis. Além de uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente, nosso bom D. Tissier demonstrou uma profunda confiança em D. Lefebvre e na obra por ele fundada, apesar das inevitáveis falhas humanas que aí podemos detectar. Por fim, uma lealdade inabalável à referida Fraternidade e ao seu fundador. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dom Lefebvre recebeu a graça de sagrar bispos. Nós recebemos a graça de segui-Lo.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião do décimo aniversário das sagrações de 1988, na <em>Revista Fideliter,</em> D. Tissier de Mallerais resumiu sua linha de conduta: “<em>D. Lefebvre recebeu a graça de sagrar bispos. Nós recebemos a graça de segui-lo</em>.&#8221; Que essa seja, por sua vez, a nossa linha de conduta!</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Gonzague Peignot, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>A ACÉDIA</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Feb 2024 15:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Gonzague Peignot]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas, do que se trata? Por que falar sobre isso? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est A acédia é uma forma de tristeza avassaladora que produz, no espírito humano, um profundo desânimo, uma verdadeira desolação da alma. É uma “depressão”, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-acedia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/01/tristesse-acedie.jpg" alt="" width="408" height="273" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Mas, do que se trata? Por que falar sobre isso?</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/spiritualite/lacedie">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A acédia é uma forma de tristeza avassaladora que produz, no espírito humano, um profundo desânimo, uma verdadeira desolação da alma. É uma “</span><em><span class="tm8">depressão</span></em><span class="tm7">”, na qual qualquer forma de entusiasmo, de desejo genuíno, são transformadas e concentradas em um único desejo: o de não fazer mais nada, de cessar a luta.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Santo Tomás de Aquino define-a como “</span><em><span class="tm8">um torpor do espírito que não consegue empreender o bem</span></em><span class="tm7">”. Em última análise, é uma tendência que mergulha a alma em um grande cansaço, dando-lhe aversão aos exercícios espirituais e ao devido respeito pelas exigências da religião. Portanto, ela afeta, de modo particular, o exercício da nossa vida cristã.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Devemos estar atentos porque esse defeito, porque é efetivamente um defeito, é um mal que pode acarretar sérias consequências se não for combatido. É por isso que é necessário falar sobre isso.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">São Gregório afirma: “</span><em><span class="tm8">Ninguém pode permanecer muito tempo sem prazer, em companhia da tristeza</span></em><span class="tm7">”. O mesmo acontece com a natureza humana e vemos que uma pessoa triste terá, obviamente, uma tendência a se afastar daquilo que lhe está causando dor e a se voltar para outras atividades nas quais espera encontrar prazer e alegria.</span></span><span id="more-31024"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Mas isso é ainda mais verdadeiro para o homem que sofre de acedia. Esse pesado langor, que o impede de realizar suas atividades, é uma fonte de tormentos tão grande que ele buscará, mais do que qualquer outra coisa, escapar dessa tristeza. Como diz Aristóteles: “</span><em><span class="tm8">Aqueles que não conseguem saborear as alegrias espirituais voltam-se para as alegrias corporais</span></em><span class="tm7">&#8220;. Assim, quem passa por essa provação não apenas tenderá a abandonar sua vida de oração, ou mesmo a prática religiosa, por vezes até mesmo odiando-a, mas também se voltará para coisas exteriores que proporcionam prazer e aliviam sua tristeza. É a fuga para prazeres proibidos de todos os tipos: desde a divagação da mente à má curiosidade, passando pela calúnia e até pela difamação; da má curiosidade à rejeição de quaisquer preceitos morais. Esse é o triste destino das almas que abandonam Deus.</span></span></p>
<p class="tm5 tm9" style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong><span class="tm10">ALGUMAS CAUSAS</span></strong></span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">O demônio</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas de onde vem essa desolação, esse cansaço, esse desgosto, esse sentimento de tristeza que às vezes parece querer nos invadir? As causas são bem diversas para esse estado de espírito, algumas das quais podem ser concomitantes. Embora a tibieza de nossas vidas obviamente favoreça a acedia e mereça nossa atenção (o que faremos seguindo as considerações do Padre Hyacinthe-Marie Cormier O.P. no próximo artigo), são necessárias outras causas mais sutis às quais é necessário prestar atenção.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em primeiro lugar, é claro, há o demônio. O demônio, em seu ódio a Deus e às almas fervorosas, se servirá de todas as “</span><em><span class="tm8">causas secundárias</span></em><span class="tm7">”, ou seja, as nossas fraquezas humanas, nossas fragilidades, nosso ambiente de vida, nossas penas, etc., para agir sobre a nossa imaginação, ampliar nossas misérias e nos fazer afundar no desânimo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O discernimento dos espíritos, tão caro a Santo Inácio, ensina-nos muito sobre as &#8220;</span><em><span class="tm8">técnicas</span></em><span class="tm7">&#8221; que Satanás usa para nos fazer cair em pecado grave.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Assim, para aqueles que vivem habitualmente em pecado mortal, o demônio agirá de forma grosseira despertando prazeres aparentes para melhor prendê-los aos seus pecados. Mas para aquelas almas fervorosas que vivem afastadas do pecado mortal e que se esforçam para combater o pecado venial e permanecer fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo, então Satanás agirá de uma maneira “</span><em><span class="tm8">diabolicamente</span></em><span class="tm7">” mais sutil para tentar perturbá-las, entristecê-las e fazê-las perder a paz de sua alma.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7"><span style="color: #000000;">Não nos esqueçamos que Satanás é o pai da mentira. Ele tentará destruir qualquer forma de entusiasmo na vida cristã dessas belas e fiéis almas, suscitando falsos raciocínios para instilar temor e ansiedade em seus corações, temor pelas suas faltas passadas, embora bem acusadas e absolvidas na confissão, ansiedades sobre o futuro ou angustia por não cumprir perfeitamente o dever de Estado. Todos esses ataques do diabo são “</span></span><em style="color: #000000;"><span class="tm8">comuns</span></em><span class="tm7">” em pessoas com temperamentos um tanto temerosos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em termos gerais, Satanás cria todas as condições necessárias para perturbar e agitar nossa alma, para melhor desviá-la do seu dever principal. Assim, em vez de trabalhar para corrigir as poucas falhas e imperfeições do próprio comportamento, em vez de ter o cuidado de intensificar a contrição da própria imperfeição e de honrar a Misericórdia divina que tanto nos perdoou, o nosso coração concentra-se nesta angústia e permanece paralisado a ponto de não empreender mais nenhuma reforma, a ponto de desesperar pela nossa salvação.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Assim, a oração torna-se uma tarefa árdua, sem esperança e a vida espiritual, um pensamento tedioso e repulsivo. Mas não esqueçamos que Satanás é e continua sendo um mentiroso, mestre nesse assunto, se é que se pode falar de maestria, e a confusão e a dúvida fazem parte de seus artifícios. Trata-se, portanto, de rejeitá-los como rejeitamos as tentações da impureza.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A confusão e a complexidade não são de Deus. O Bom Deus deseja que as almas vivam em paz. Essa é a paz interior, a paz da alma, longe de todo tumulto, todo medo, toda angústia.</span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Falta de discernimento nas tentações</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Depois há, como outra fonte desta tristeza espiritual, a falta de discernimento entre “</span><em><span class="tm8">tentação e pecado</span></em><span class="tm7">”, e também “c</span><em><span class="tm8">ulpa diante das tentações</span></em><span class="tm7">”.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A alma acredita ser pecadora no próprio ato da tentação e, então, considera impossível a fidelidade a Deus. A vida espiritual a desencoraja. Foi o caso de Lutero que, atordoado pelo temor resultante desse estado, simplesmente inventou outra religião para se libertar do seu erro! Quais são as consequências deste empreendimento funesto!</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">É necessário, portanto, fazer uma distinção clara. O que é tentação? A tentação é uma solicitação ao mal, um movimento interior, excitado em nós, para nos levar ao pecado. Portanto, a tentação não é pecado. O que é pecaminoso é o consentimento que damos a ela.. É, portanto, absolutamente fundamental diferenciar a tentação do pecado. Há uma espécie de gradação da tentação ao pecado que devemos perceber cuidadosamente para não nos confundirmos sem motivo. &#8220;</span><em><span class="tm8">Sentir ou consentir</span></em><span class="tm7">&#8220;, eis a verdadeira questão!</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em primeiro lugar, há a sugestão ou simples proposição que é a representação do pecado oferecida ao nosso espírito. É uma solicitação ao mal, mas enquanto não se consente, não há pecado. Depois há o deleite não deliberado produzido por essa sugestão do mal. É uma espécie de complacência ou prazer sentido como resultado dessa sugestão, o fruto de nossa pobre concupiscência. Por mais violento que seja, desde que não seja totalmente deliberado e totalmente voluntário, não é pecado, mesmo que continue a ser uma imperfeição. Por fim há o consentimento à tentação, a etapa que constitui o pecado, a vitória do demônio através da nossa adesão da vontade ao mal sugerido. O prazer desordenado oferecido pela sugestão é livremente desejado, querido, aceito e consentido com plena atenção. Isso é pecado.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É fundamental distinguir claramente esta gradação da tentação ao pecado, porque fazer bem essa distinção é, como dissemos, aliviar muitas consciências que vivem no verdadeiro medo do pecado.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para aqueles que habitualmente se esforçam para renunciar ao pecado, é especialmente importante não se preocupar se houver uma dúvida em seu consentimento. Na maioria das vezes, essa dúvida decorre de um deleite não deliberado. O pecado não está no fato de sentir prazer. Não está em nosso poder não sentir a tentação. O pecado está no consentimento, que pressupõe nossa liberdade moral e depende absolutamente de nossa vontade.</span></p>
<p class="tm5 tm11" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Falta de esperança e confiança em Deus</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Na lista das causas da tristeza espiritual, devemos acrescentar também a falta de recurso real a Deus. Com muita frequência, para não dizer constantemente, confiamos em nossa própria força, sem confiar em Deus, sem o qual nada podemos fazer. Logo nos damos conta de que é absolutamente impossível resistir a todas as exigências do mundo. É nesse momento que desistimos da luta.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Certamente temos razão em pensar que as exigências do mundo ou do demônio excedem, em muito, a nossa capacidade de resistência, mas esquecemos que, se essas exigências excedem a nossa natureza, é precisamente porque Deus nos fornece uma ajuda sobrenatural: a graça. Confiamos em nós mesmos em vez de confiarmos em Deus. Não nos esqueçamos que o Bom Deus não permite que “</span><em><span class="tm8">sejamos tentados além das nossas forças”</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em termos gerais, isso é uma falta na virtude da Esperança. É um pecado que nos paralisa e nos faz desafiar o amor do Bom Deus. Não é o pecado mais grave, mas é o pecado mais perigoso porque nos faz esquecer Aquele que é a nossa força. É tão perigoso que Santo Isidoro pôde dizer: “</span><em><span class="tm8">Quando começamos a nos desesperar, começamos a descer ao Inferno!</span></em><span class="tm7">” &#8220;. Por que palavras tão duras? Porque quando começamos a nos desesperar, começamos a esquecer o motivo e a certeza da nossa vitória, o propósito da nossa vida. Vivemos olhando para o vazio, perdendo o equilíbrio, enquanto deveríamos elevar o olhar para o Céu, mantendo os pés no chão.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Cada dia tem seu próprio castigo, porque cada dia tem sua própria graça de Deus para superar os obstáculos e nos ajudar a suportar as cruzes, por mais pesadas que sejam. A esperança é a certeza dessa graça, não a expectativa dela. Fortalecidos pela esperança, os obstáculos só existem para serem superados.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Portanto, não nos deixemos levar nessa rede de perturbações, angústias, desespero que levam tristeza à alma. É claro que somos fracos, pouco numerosos e pouco poderosos. Mas a nossa força, nosso número, nosso poder é Deus, em quem todas as coisas são possíveis. Nossa coragem está ancorada em Deus, a quem nada nem ninguém pode resistir.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Como bem disse Padre Pio: </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><em><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">“Senhor, abandono o meu passado à vossa misericórdia, meu presente ao vosso amor, o meu futuro à vossa Providência!” </span></strong></em></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Que estas palavras sejam nossas, em total abandono a Deus, nossa única Esperança.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Gonzague Peignot, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>A AÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA COMUNHÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 14:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pe. Gonzague Peignot]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus fala apenas com aqueles que O ouvem. Não negligenciemos o dever de ação de graças. Que frutos podem dar comunhões feitas com tanto descuido? Fonte: Le Seigndou – Tradução: Dominus Est Este artigo é inspirado nas notas de direção espiritual do Pe. Garrigou-Lagrange, A Vida espiritual, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-acao-de-gracas-depois-da-comunhao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/01/priere_fillettes2.jpg" alt="" width="533" height="308" /></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Jesus fala apenas com aqueles que O ouvem. Não negligenciemos o dever de ação de graças. Que frutos podem dar comunhões feitas com tanto descuido?</strong></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Fonte: <span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;"><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/01/Seignadou-2022-02.pdf"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Le Seigndou</span></a></span> – Tradução: <span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;"><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Este artigo é inspirado nas notas de direção espiritual do Pe. Garrigou-Lagrange, <em style="font-weight: inherit;">A</em> <em style="font-weight: inherit;">Vida espiritual</em>, de setembro de 1935: <em style="font-weight: inherit;">As <em style="font-weight: inherit;">Comunhões sem ação de graças.</em></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Se há um dom que exige uma ação de graças especial, é a instituição da Eucaristia e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo à nossa alma a fim de nela habitar, de a tomar posse e a conduzir ao paraíso. Recebemos, neste sacramento, o próprio Autor da salvação e um crescimento na vida da graça, que é a semente da glória, ou o princípio da vida eterna; recebemos uma elevação na caridade, a mais alta das virtudes, que vivifica e anima todas as outras. É, certamente, o maior dom que podemos receber.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Então, quão dolorosa é, para Nosso Senhor Jesus Cristo, a ingratidão daqueles que não sabem conversar com Ele e agradecer-Lhe por Sua vinda depois da Comunhão! Nosso Senhor já havia expressado Sua surpresa quando apenas um dos dez leprosos curados veio agradecer-Lhe. Quão indignado Ele fica diante de todas aquelas almas que não Lhe prestam a devida atenção e não Lhe agradecem quando as enche com Sua presença divina!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Os fiéis que deixam a igreja quase imediatamente após a comunhão, então, esquecem que a Presença Real permanece neles, bem como as espécies sacramentais, durante cerca de um quarto de hora após a comunhão, e não podem fazer companhia à Hóstia Divina durante este curto período de tempo? Como podem não compreender sua irreverência? Nosso Senhor nos chama, Ele se entrega a nós com tanto amor, e nós, não temos nada a Lhe dizer e não queremos ouvi-lo por alguns instantes.</span><span id="more-26615"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Para mostrar a necessidade da ação de graças, diz-se que São Filipe de Neri teve dois acólitos ceroferários que acompanharam uma senhora que deixou a igreja imediatamente após o fim da missa durante a qual ela tinha comungado. Quantas vezes se contou esta lição tão merecida, que muitas vezes deu frutos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Então, por que não retomar a resolução de não faltar mais a ação de graças? Caso contrário, pode haver muitas comunhões e poucos verdadeiros comungantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Os santos, em particular Santa Teresa de Ávila, como Bossuet gostava de recordar, disseram-nos muitas vezes que a ação de graças sacramental era para nós o momento mais precioso da vida espiritual. A essência do Sacrifício da Missa está de fato na dupla consagração, mas é pela comunhão que nós mesmos participamos desse sacrifício de valor infinito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Deve haver, neste momento, um contato da alma santa de Jesus, pessoalmente unida ao Verbo, com a nossa, uma união íntima de Sua inteligência humana iluminada pela luz da glória com nossa inteligência muitas vezes obscurecida, esquecida de nossos grandes deveres, obtusa em relação às coisas divinas. Deve haver também uma união não menos profunda da vontade humana de Cristo, imutavelmente fixada no bem, com nossa vontade vacilante e, finalmente, uma união de Sua sensibilidade, tão pura, com a nossa, por vezes tão conturbada. E na sensibilidade do Salvador, as duas virtudes da força e da virgindade fortalecem e virginizam as almas que d’Ele se aproximam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Mas Jesus fala apenas àqueles que O ouvem. Portanto, não negligenciemos o dever de ação de graças, como muitas vezes acontece hoje. Que frutos podem dar comunhões feitas com tanto descuido?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">A negligência tão frequente na ação de graças depois da Comunhão deriva de nossa ignorância do dom de Deus: <em style="font-weight: inherit;">Si scires donum Dei! </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Peçamos a Nosso Senhor, humilde mas ardentemente, a graça de um grande espírito de fé, que nos permitirá perceber um pouco melhor, a cada dia, o preço da Eucaristia. Peçamos a graça da contemplação sobrenatural deste mistério de fé, princípio de uma fervorosa ação de graças, na medida em que se tem mais consciência da grandeza do dom recebido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Que a Santíssima Virgem Maria, Medianeira de todas as graças, nos conceda, finalmente, tornar-nos filhos cheios de gratidão pela encarnação de seu Filho em nossas almas através da Santíssima Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Pe. <span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Gonzague Peigno</span>t, FSSPX</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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