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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Nicolas Cadiet</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>BISPOS DEVEM GARANTIR A VIDA CRISTÃ</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 13:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente, é preciso reconhecer que a vida da Igreja atravessa uma grave crise, apesar do zelo sincero de muitos clérigos em exercer seu ministério da melhor maneira possível. A FSSPX assegura aos fiéis que a desejam o alicerce estável para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/bispos-devem-garantir-a-vida-crista/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.saiamodesta.com.br/img/estudo/122-20210202095947.jpg" alt="As sagrações episcopais de 1988 por Lefebvre não criaram um cisma?" width="572" height="340" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Infelizmente, é preciso reconhecer que a vida da Igreja atravessa uma grave crise, apesar do zelo sincero de muitos clérigos em exercer seu ministério da melhor maneira possível. A FSSPX assegura aos fiéis que a desejam o alicerce estável para uma vida cristã integral a que têm direito e com o qual, infelizmente, não podem, a priori, confiar em suas paróquias. Este apostolado exige um ministério episcopal.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm16">Fonte: </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/st_vincent_2603_41.pdf"><span class="tm7">Le Saint-Vincent nº 41</span></a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="tm6 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">O direito dos fiéis aos bens espirituais</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">O Código de Direito Canônico promulgado em 1983 afirma, no que diz respeito aos direitos e deveres dos fiéis da Igreja, que eles “</span><em><span class="tm11">têm o direito de receber dos sagrados pastores o auxílio proveniente dos bens espirituais da Igreja, sobretudo da palavra de Deus e dos sacramentos</span></em><span class="tm10">” (213(1)</span><span class="tm10">).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Esse direito decorre das exigências da vida cristã, que compreende:</span></p>
<ul class="Normal tm6 tm12" style="text-align: justify;">
<li class="tm13"><span style="color: #000000;"><span class="tm14">o culto divino (“</span><em><span class="tm11">adorar a Deus em espírito e em verdade</span></em><span class="tm10">”, Jo 4,23), em particular por meio do culto público, que é a liturgia;</span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span class="tm14" style="color: #000000;">a batalha espiritual para vencer o pecado dentro de si mesmo;</span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span class="tm14" style="color: #000000;">as obrigações do dever de estado (familiar – em particular, educacional – cívico e profissional);</span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span class="tm14" style="color: #000000;">e o zelo da caridade, através do exercício de obras de misericórdia e o empenho em imbuir a sociedade com um espírito cristão, na medida de suas possibilidades.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">A vida do fiel católico desenrola-se normalmente dentro da estrutura disciplinar estabelecida pela hierarquia legítima; mas suas exigências são tais que o próprio direito canônico prevê casos de jurisdição de suplência para casos particulares previsíveis (2). </span>Para todos os casos imprevisíveis, o Código de Direito Canônico limita-se a recordar, e esta é propositadamente a sua última palavra, que &#8220;<em><span class="tm11">a salvação das almas é a lei suprema na Igreja </span></em><span class="tm10">(3)”.</span></span></p>
<p class="tm6 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Os deveres correspondentes do clero</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">O clero tem, portanto, o dever de assegurar aos fiéis o ensino da doutrina católica integral, sem erros e sem ambiguidades, concernente aos mistérios da fé e à moral cristã, sobretudo nos domínios minados pelos erros contemporâneos. Esse ensino inclui também a preparação correta para a recepção dos sacramentos.</span><span id="more-34523"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">O clero deve, além disso, assegurar as cerimônias litúrgicas (“<em>o culto integral do Corpo Místico de Jesus Cristo</em>(4)</span><span class="tm10">”) sejam realizadas de tal modo que o culto divino seja celebrado de maneira digna e não vulgar, chocante ou blasfema, o que escandalizaria os fiéis. Além disso, como nos recorda o conhecido adágio </span><em><span class="tm11">lex orandi, lex credendi (5)</span></em><span class="tm10">, a oração da Igreja expressa a fé e, por conseguinte, deve expressá-la de maneira verdadeira, em vez de alimentar, por timidez, ambiguidades sobre assuntos controversos. Por fim, a liturgia deve também ser eficaz: a oração, pela qual a Igreja pede à bondade divina as graças necessárias ao povo cristão, deve ser formulada de modo a ser atendida(6); os sacramentos e sacramentais — entre os quais os exorcismos – devem ser celebrados respeitando cuidadosamente suas condições de validade.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Essa obra do clero, à qual os fiéis têm direito, requer um ministério episcopal: dois sacramentos são reservados ao bispo (confirmação e ordenação), bem como múltiplos sacramentais, entre os quais a consagração dos óleos necessários aos sacramentos.</span></p>
<p class="tm6 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">O estado atual da vida paroquial</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Infelizmente, é preciso constatar que, sob todos esses aspectos, a vida da Igreja está mergulhada em uma grave crise, independentemente do zelo sincero de muitos clérigos em exercer seu ministério da melhor maneira possível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">A pregação é frequentemente diluída para não contradizer o espírito da época, de modo que, em vez de recordar os fins últimos, a batalha espiritual, etc., ela adota prontamente slogans contemporâneos (ecologia, migrantes, etc.) ou omite deliberadamente pontos doutrinários como a imoralidade da contracepção. Dá-se ampla atenção àqueles que desrespeitam os ensinamentos definitivos da Igreja(7)</span><span class="tm10">, ao mesmo tempo em que se oprime aqueles que se obstinam a pregar integralmente a doutrina e a moral. Os eventos organizados no âmbito do compromisso ecumênico ou do diálogo inter-religioso sugerem que não é necessário abraçar a fé católica (<em>in re</em> ou mesmo meramente <em>in voto</em>(8)) para ser salvo. Além disso, pouco resta do conceito de salvação, uma vez que a justiça divina e os fins últimos já não têm lugar na pregação atual.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Quanto à liturgia, ela é frequentemente sujeita a abusos que precisam ser corrigidos, até mesmo o próprio Papa Francisco admitiu(9). Independentemente de como ela é efetivamente celebrada, estudos acumulados desde a promulgação do Missal Paulo VI demonstraram que seus autores pretendiam ocultar diferenças doutrinais com o protestantismo [10]. Numerosas orações foram suprimidas ou diluídas [11], assim como os exorcismos do batismo. Há até relatos de casos em que funcionários de paróquias criam deliberadamente falhas processuais na preparação para o matrimônio a fim de facilitar uma declaração de nulidade em caso de crise conjugal: em outras palavras, eles trabalham deliberadamente para invalidar o sacramento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">É preciso reconhecer que não se pode, a priori, exigir das famílias católicas de todo o mundo que confiem em sua paróquia para receber o ensino adequado para levar sua vida cristã e participar de uma liturgia digna.</span></p>
<p class="tm6 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Centros de Missa Tradicionais</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Sem dúvida, argumentar-se-á que existem múltiplas possibilidades para assistir à Missa no Rito Tridentino: as concessões provisórias da década de 1980, seguidas pelas aberturas concedidas por Roma sob a supervisão da Comissão Ecclesia Dei a partir de 1988, e o Motu Proprio </span><em><span class="tm11">Summorum Pontificum</span></em><span class="tm10"> de 2007. Contudo, o Motu Proprio de 2007 foi revogado em 2021, o que proporcionou uma oportunidade para avaliar a hostilidade e o desprezo enfrentados pelos fiéis apegados à liturgia tradicional. Esses eventos obscureceram, em grande parte, o fato de que essas concessões eram, muitas vezes, drasticamente limitadas. Não se pode dizer que se leva em conta as necessidades dos fiéis quando se autoriza parcimoniosamente apenas uma missa dominical, nem sempre semanal, com exclusão do catecismo e dos outros sacramentos, acrescentando ainda a recomendação de zelar para que a comunidade dos fiéis em questão não cresça.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">As condições para se beneficiar dessas aberturas são, aliás, ambíguas: já na década de 1980, Jean Madiran havia destacado a posição contraditória em que as aberturas romanas colocavam aqueles que desejavam se beneficiar delas: “</span><em><span class="tm11">Os únicos autorizados a solicitar a permissão são aqueles que não têm nenhum motivo para fazê-lo: em todo caso, nenhum motivo religioso(12).</span></em><span class="tm10">”</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Isso resultou no argumento pouco convincente de que o apego à liturgia antiga é um &#8220;</span><em><span class="tm11">carisma&#8221;</span></em><span class="tm10">, uma &#8220;</span><em><span class="tm11">sensibilidade</span></em><span class="tm10">&#8220;, reduzindo assim essa escolha a uma espécie de capricho tolerado a uma determinada parcela dos fiéis. Atitude que, aliás, seria inadmissível se a reforma da liturgia tivesse sido conduzida de maneira adequada.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Nessas condições, certamente se podem encontrar capelas aqui e ali onde existe vida paroquial, mas geralmente à margem da vida diocesana e sem qualquer intenção real de cumprir a intenção declarada de Bento XVI de um “enriquecimento mútuo” das comunidades e dos ritos. Isto justifica, em última análise, a acusação de deslealdade mencionada na carta do Papa Francisco que explica </span><em><span class="tm11">a Traditionis Custodes(13)</span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Sem dúvida, poderíamos nos alegrar com a possibilidade, ainda que limitada, oferecida a toda a Igreja de beneficiar da liturgia tradicional(14). Mas os acontecimentos demonstraram que as intenções de Roma não eram, de modo algum, rever o Concílio e os próprios princípios das reformas pós-conciliares, e, em última análise, estas aberturas não respondem às legítimas necessidades dos fiéis. É, portanto, natural que aqueles que têm meios o façam para remediar esta situação.</span></p>
<p class="tm6 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Conclusão</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Mas ela continua assim, para garantir aos fiéis que o desejam o ambiente estável de vida cristã integral a que têm direito e com o qual, infelizmente, não podem, a priori, contar em suas paróquias. Esse apostolado requer um ministério episcopal, e é por isso que ela se permite prover tal ministério. Ela o faz com a mesma intenção de D. Lefebvre, que escreveu aos candidatos ao episcopado:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“<em>Concederei a vós essa graça, confiante de que, sem demora, a Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente católico, nas mãos do qual podereis depositar a graça do vosso episcopado para que ele a confirme(15)</em></span><span class="tm7"><em>.</em>”</span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm18">Notas</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">(1) O Código de 1983 reitera, nesse ponto, o cânon 682 do Código de 1917, que expressa não uma disposição de direito positivo, mas uma exigência essencial da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">(2) </span><span class="tm20">Por exemplo, para a confissão, absolvição em perigo de morte, em casos de erro comum e o levantamento da censura em casos urgentes; para o casamento, a forma canônica extraordinária.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">(3) </span><span class="tm20">CIC 1983 c.1752.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(4) </span>Pio XII, encíclica <em><span class="tm21">Mediator Dei</span></em><span class="tm20">, 20 de novembro de 1947.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(5) </span>Literalmente: “<em><span class="tm21">ut legem credendi lex statuat supplicandi”, Indiculus</span></em><span class="tm20"> , composto por São Próspero da Aquitânia por volta de 440, c.8. Denzinger-Hünermann, </span><em><span class="tm21">Símbolos</span></em><span class="tm20"> e Definições da Fé Católica, Cerf, 1996, nº 246.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(6) </span>Lembra-se da resposta de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré sobre os raios ausentes na imagem da Medalha Milagrosa: &#8220;Estas são as graças que não me são pedidas.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(7) </span>A esse respeito, o Caminho Sinodal Alemão é uma caricatura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(8) </span><em><span class="tm21">In re</span></em><span class="tm20"> significa conversão efetiva, que se manifesta pelo batismo ou pela abjuração dos erros dos não-católicos. </span><em><span class="tm21">In voto</span></em><span class="tm20"> refere-se à disposição das pessoas que buscam genuinamente o verdadeiro Deus, mas que, de fato, não têm os meios para conhecer a verdadeira religião. Cf. Pio XII, Encíclica </span><em><span class="tm21">Mystici Corporis</span></em><span class="tm20">, 29 de junho de 1943, DS 3821.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(9) </span>Carta explicativa do Motu Proprio <em><span class="tm21">Traditionis Custodes</span></em><span class="tm20">, Carta Apostólica </span><em><span class="tm21">Desiderio desideravi,</span></em><span class="tm20"> 29 de junho de 2022, n. 54.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(10) </span>Cf. Pe. Grégoire Célier, <em><span class="tm21">A Dimensão Ecumênica da Reforma Litúrgica,</span></em><span class="tm20"> Fideliter, 1987.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(11) </span>Orações que expressam propiciação, pedindo a conversão de pecadores e não-católicos, implorando o perdão dos pecados, pedindo para aprender a desprezar os bens terrenos e desejar os do céu, e simplesmente as orações da liturgia pelos defuntos para pedir libertação das penas do Purgatório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(12) </span>Jean Madiran, “The Mass Returns”, <em><span class="tm21">Itinéraires</span></em><span class="tm20"> 288, dezembro de 1984, p. 39.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(13) </span>https://Église.catholique.fr/vatican/motu-proprio/517386-motu-proprio-traditionis-custodes-la-lettre-explanative-du-papefrancois-aux-eveques/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(14) </span>Vale ressaltar também que Bento XVI provavelmente não teria tomado essa decisão se não tivesse sido solicitada pela Fraternidade São Pio X, fortalecida por seus bispos e pelo número crescente de membros, como pré-requisito para as discussões doutrinárias que ocorreram dois anos depois.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm20">(15) </span>Carta aos futuros bispos, 29 de agosto de 1987</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>PECADO POR OMISSÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 14:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Concílio Vaticano II e as fontes da Revelação Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Lido nos meandros do caminho sinodal alemão: “Essa diferença de status [entre clero e leigos], à qual estão atribuídos diferentes direitos e deveres, ainda &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/pecado-por-omissao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/cq5dam.thumbnail.cropped.1500.844_8.jpeg?itok=TguposWA" alt="" width="514" height="293" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Concílio Vaticano II e as fontes da Revelação</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/peche-par-omission">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lido nos meandros do caminho sinodal alemão:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Essa diferença de status [entre clero e leigos], à qual estão atribuídos diferentes direitos e deveres, ainda hoje marca o direito eclesiástico e a liturgia. No entanto, ela não é bíblica. O clericalismo tem suas raízes na ênfase dada a essa diferença de status (1).”</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aparentemente, a mera ausência de qualquer menção nas Sagradas Escrituras é suficiente para invalidar a distinção entre clero e leigos. No entanto, é sabido que muitos elementos da doutrina católica não se encontram na Bíblia: a Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a sua Imaculada Conceição, o próprio cânone das Escrituras, etc. &#8220;<em>Há muitas coisas</em>&#8220;, diz Santo Agostinho, &#8220;<em>que a Igreja universal preserva e que, portanto, temos razão em crer que foram ordenadas pelos Apóstolos, apesar da ausência de textos escritos</em>(2)&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos encarar essa insinuação tendenciosa do sínodo alemão como uma especialidade dos progressistas mais radicais? Na verdade, não, eles podem basear seu argumento em uma polêmica anterior ao Concílio Vaticano II, que se traduziu em um desses textos de compromisso nos quais o Concílio se especializou, nos quais ele se destaca por não dizer as coisas diretamente</span><span id="more-34460"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, ao se aproximar a discussão sobre o esquema conciliar sobre a Revelação, inicialmente intitulado <em>*De fontibus Revelationis*</em>, a ala reformista exigiu que a discussão não se concentrasse em duas fontes da Revelação: Escritura e Tradição, mas de uma única. As razões para rejeitar o esquema inicial incluíam a falta de espírito pastoral e de sensibilidade ecumênica. Entende-se que insistir na Tradição como fonte da Revelação junto com a Escritura não deixava esta sozinha, o que questionava um dos pilares da Reforma protestante. É por isso que o texto finalmente votado tem o cuidado, mesmo ao falar da Tradição, de apresentá-la como indissociável da Escritura, e se abstém obstinadamente de afirmar que certas verdades da fé não se encontram na Bíblia. A única frase que poderia ter evocado isso sobreviveu ao debate nesta forma: &#8220;<em>Não é somente pela Sagrada Escritura que a Igreja obtém a certeza que tem sobre tudo o que é revelado.</em>”(3) O que equivale a dizer que ela não diz mais nada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante os debates, em 24 de setembro de 1965, o Papa Paulo VI transmitiu à Comissão Doutrinária do Concílio a citação de Santo Agostinho acima mencionada. No entanto, “<em>embora tenha sido devidamente transmitida às autoridades competentes, este texto – por razões desconhecidas – nunca foi levado ao conhecimento da Comissão(4)</em> ”… Um procedimento que não parece ter sido uma exceção durante este Concílio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se quiséssemos rever o Concílio, provavelmente teríamos que afirmar de uma vez por todas que não encontramos explicitamente nas Sagradas Escrituras todas as verdades que fazem parte do depósito da fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.synodalerweg.de/fileadmin/Synodalerweg/Dokumente_Reden_Beitraege/beschluese-broschuren/Franzoesisch/SW_4_-_L_existence_sac erdotale_aujourd_hui._Texte_fondamental.pdf">https://www.synodalerweg.de/fileadmin/Synodalerweg/Dokumente_Reden_Beitraege/beschluese-broschuren/Franzoesisch/SW_4_-_L_existence_sac erdotale_aujourd_hui._Texte_fondamental.pdf</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Sunt multa quae universa tenet Ecclesia et ob hoc ab Apostolis praecepta bene creduntur, quamquam scripta non reperiantur.</em>”, Santo Agostinho, <em>De baptismo contra Donatistas</em>, V, XXIII, 31</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Constituição Dogmática <em>Dei Verbum</em>, 18 de novembro de 1965, n. 9.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Giovanni Caprile, SJ, 5 de fevereiro de 1966, citado em <em>Vaticano II – Divina Revelação</em>, t.2, Cerf, col. Unam sanctam 70b, Paris 1968, p.674.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>NOTA DISSONANTE</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/Dance_of_Death_replica_modif.jpg" alt="" width="471" height="176" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/fausse-note">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 de fevereiro, ele abordou a Constituição Dogmática <em>Lumen Gentium</em> sobre a Igreja, em particular sobre o tema da Igreja como “<em>sacramento… da unidade de todo o gênero humano</em>” (LG1). O Papa afirmou que o plano de Deus é “<em>unificar todas as criaturas através da ação reconciliadora de Jesus Cristo</em>”, realizada na Cruz. O efeito dessa ação é reunir as pessoas apesar das “<em>diferenças</em>”, derrubar os “<em>muros de separação entre indivíduos e grupos sociais</em>”. Este é o plano de Deus: “<em>o que Deus quis realizar para toda a humanidade</em>” é este mistério que “<em>se manifesta em experiências locais, que gradualmente se estendem a todos os seres humanos e até mesmo ao cosmos”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ênfase é, portanto, colocada fortemente na unidade dos homens (e até mesmo do universo), a ser restaurada apesar das &#8220;<em>fragmentações&#8221;</em>, como se fosse um fim em si mesma, respondendo ao anseio de unidade que habita no coração humano. Até mesmo a <em>&#8220;união com Deus</em>&#8221; é relacionada à &#8220;<em>união das pessoas humanas</em>&#8220;, que é seu reflexo: &#8220;<em>Tal é a experiência da salvação</em>&#8220;.</span><span id="more-34439"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, nem o Concílio nem o Papa Leão XIV ignoram que o objetivo da vida humana é, antes de tudo, a união com Deus, iniciada pela caridade aqui na Terra e consumada no Céu(1). Mas então por que insistir tão exclusivamente na união dos homens entre si, uma união que, em última análise, nunca será completa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, quando São Paulo fala da unidade do universo(2), é para nos lembrar que tudo se recapitula em Cristo Rei(3), porque “<em>todas as coisas são vossas, mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus</em>”(4). Ora, o Filho de Deus, que veio buscar a ovelha perdida, anuncia que alguns se recusam a voltar para Deus e que serão excluídos da unidade em Cristo: “<em>Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos</em>”(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A orientação do discurso da Igreja aos <em>“valores terrenos</em>”, esse <em>“interesse preponderante do Concílio pelos valores humanos e temporais</em> (6)”, acaba por levar a preferir a unidade a tudo o resto. A que preço? O acontecimento mais recente: a coincidência do início do Ramadã com a Quarta-feira de Cinzas torna-se um &#8220;<em>forte sinal de fraternidade</em>&#8220;, celebrado &#8220;<em>em uníssono (7)</em> &#8220;. Afirmar hoje que somente Jesus Cristo salva pode acabar soando como uma inoportuna nota dissonante. E, no entanto, “<em>não há salvação em nenhum outro</em>”(8).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">(1) Veja LG 14 sobre aqueles que recusam, de fato ou mesmo em desejo, a filiação à Igreja.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(2) Ef 1 e 2, mas também Colossenses 1.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(3) Ef 1, 10</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(4) 1 Cor 3, 22-23</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(5) Mateus 25, 41</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(6) Paulo VI, discurso de encerramento do Concílio, 7 de dezembro de 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(7) https://www.vaticannews.va/fr/eglise/news/2026–02/cote-d-ivoire-jeunecareme-unisson-signe-fort-fraternite-paix.html</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(8) Atos 4,12</span></p>
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		<title>EXEGESE FUMÍGENA</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 14:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[  Exegetas semeando dúvidas Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Por ocasião do Natal, tornou-se habitual dar a palavra a estudiosos sobre a historicidade dos relatos evangélicos. O jornal La Croix volta a fazê-lo(1), entrevistando dois especialistas: uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/exegese-fumigena/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em> <img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/12/Ravenne-ego-sum-veritas.jpg" alt="" width="458" height="344" /></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Exegetas semeando dúvidas</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/doctrine/exegese-fumigene">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião do Natal, tornou-se habitual dar a palavra a estudiosos sobre a historicidade dos relatos evangélicos. O jornal La Croix volta a fazê-lo(1), entrevistando dois especialistas: uma exegeta protestante de Montpellier e um padre jesuíta que leciona em Paris.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Percebe-se que eles parecem concordar que situar o nascimento do Salvador em Belém é uma reconstrução teológica e que o relato da vinda dos magos do Oriente não tem qualquer fundamento histórico. Quanto a saber se Jesus tinha consciência de ser Deus, a única certeza é que se trata de uma questão complexa! Nesses casos, basta dizer que essa não é a questão principal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em todas as ciências, incluindo a exegese, o valor das conclusões depende do valor dos princípios, independentemente do rigor do método empregado. Se quisermos estudar as Sagradas Escrituras com os preconceitos do racionalismo e das teorias contemporâneas sobre a composição dos textos sagrados, então podemos, sem dúvida, reescrever tudo sem hesitação; mas não devemos exigir a confiança do leitor sob o pretexto de autoridade científica.</span><span id="more-34084"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fiel, animado pela fé, lê as Sagradas Escrituras como a Igreja(2) as lê, considerando os Evangelhos como relatos históricos [3] porque a vida cristã não se satisfaz com mitos repletos de boas intenções. Além disso, é difícil imaginar um Cristo que não tenha muita certeza de sua própria identidade [4]. Precisamos da verdade, não por alguma vontade de poder que procura “<em>capturar</em>” a verdade, segundo a caricatura complacentemente mantida para evitar o rigor intelectual [5], mas porque é a lei da nossa inteligência: “<em>Uma ideia que parece muito simples e de fato o é, mas que está longe de ocupar o seu devido lugar na consciência comum, é a de que o homem tem deveres para com a sua inteligência, e que esses deveres são sérios</em> [6]” </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, a vida cristã é uma vida de amizade com Jesus Cristo. O amor da amizade não se alimenta de mentiras nem de ficções: não se pode dizer ser amigo de uma pessoa cuja identidade é incerta. Se a Igreja tivesse cultivado esse gosto pela dúvida, jamais teria se alegrado com a conversão de um Santo Agostinho ou de um John Henry Newman.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">https://www.la-croix.com/religião/que-savons-nous-vraiment-de-jesus-deux-biblelistes-repondent-20251219</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Eu não acreditaria no Evangelho se a autoridade da Igreja Católica não me obrigasse a fazê-lo.” Santo Agostinho, <em>Livro Contra a Chamada Carta Fundamental dos Maniqueus,</em> cap. 5 §6.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O próprio Concílio Vaticano II não considerou oportuno afirmar na Constituição <em>Dei Verbum</em> (18 de novembro de 1965): “De maneira firme e absolutamente constante, a Santa Madre Igreja afirmou e afirma que os quatro Evangelhos enumerados, cuja historicidade ela atesta sem hesitação, transmitem fielmente o que Jesus, o Filho de Deus, enquanto vivia entre os homens, realmente fez e ensinou para a salvação eterna deles, até o dia em que foi levado ao céu.” (n. 19)? É notável que Joseph Ratzinger considere as teorias que negam o nascimento em Belém como “invenções pessoais” (Joseph Ratzinger, <em>A Infância de Jesus</em>, 2012, p. 3).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, por exemplo, sustenta contra os modernistas que Jesus teve a visão beatífica desde a sua concepção: decreto <em>Lamentabili</em>, 3 de julho de 1907, n.º 34; Santo Ofício, 5 de junho de 1918; Pio XII, encíclica <em>Mystici corporis.</em></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A &#8220;doutrina usada como pedras a serem atiradas&#8221;, de acordo com os novos pecados capitais explicados pelo Papa Francisco em 1 de outubro de 2024.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Michel Labourdette, op. cit., curso sobre virtudes.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>QUANDO A BÚSSOLA SE TRANSFORMA EM UM CATAVENTO</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 14:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Do novo rito da Missa à negação do sacrifício Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Em um artigo publicado por La Croix(1), o Pe. Martin Pochon SJ afirma deliberadamente o oposto do Concílio de Trento: Jesus “ofereceu o seu &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/quando-a-bussola-se-transforma-em-um-catavento/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/11/DP214750.jpg" alt="" width="420" height="318" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Do novo rito da Missa à negação do sacrifício</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/quand-la-boussole-devient-girouette">La Porte Latine </a></span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um artigo publicado por <em>La Croix(1)</em>, o Pe. Martin Pochon SJ afirma deliberadamente o oposto do Concílio de Trento: Jesus “<em>ofereceu o seu corpo e sangue, não a Deus, mas aos seus discípulos, em nome do seu Pa</em>i”, considerando que a doutrina tridentina não faz justiça ao verdadeiro significado evangélico da Ceia Pascal, e que o rito de Paulo VI contribuiu para recuperá-lo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordemos o que afirma o Concílio de Trento: “Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus um verdadeiro e autêntico sacrifício ou que “ser oferecido” não significa outra coisa senão o fato de Cristo nos ser dado como alimento: que seja anátema.(2)”</span><span id="more-33942"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus anunciou que oferecia a própria vida (João 10, 17-18) e, na Última Ceia, afirmou que o seu sangue é derramado para a remissão dos pecados (Mateus 26, 28), uma clara alusão aos sacrifícios cruentos da Lei de Moisés destinados a obter o perdão das faltas. As epístolas de São Paulo explicam o caráter sacrificial desse ato:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>“Porquanto Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Cor 5, 7),</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>Ele &#8220;se entregou a si mesmo por nós a Deus, como oferenda e sacrifício de suave odor&#8221; (Ef 5, 2), e é nele que &#8220;temos a redenção, a remissão dos pecados&#8221; (Cl 1, 14).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Epístola aos Hebreus explica como este sacrifício é superior aos da Antiga Lei, de modo que é verdadeiramente eficaz e não precisa ser renovado: Jesus “é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, estando sempre vivo para interceder em seu favor. De fato, esse é precisamente o sumo sacerdote de que precisávamos, santo, inocente, imaculado, separado agora dos pecadores, elevado acima dos céus, que não precisa diariamente, como os sumos sacerdotes, oferecer vítimas primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo, pois isso ele fez de uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.” (3)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos sacrifícios antigos, a manducação da vítima imolada pelos oferentes simbolizava a união intencional destas com o sacrifício e o recebimento de dons divinos. O Salvador instituiu o sacramento da Eucaristia à semelhança dessa refeição sacrificial, que nos permite unir-nos a Ele após a oferta do sacrifício. Nesse sentido, há um dom concedido aos fiéis, mas como fruto do sacrifício.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O padre jesuíta nega esse sacrifício. Como podemos explicar o abandono explícito de um dogma de fé claramente conhecido – ele dá a referência em seu artigo – em favor de uma interpretação distorcida do Evangelho(4)? Como podemos explicar uma relativização tão flagrante de uma declaração dogmática pronunciada por um Concílio Ecumênico [5]?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode-se propor a seguinte explicação: a liturgia tem um sentido e molda mentes. No entanto, o autor do artigo afirma: “<em>Quatro séculos depois [do Concílio de Trento], a reforma litúrgica que se seguiu ao Concílio Vaticano II procurou aproximar-se do significado da Última Ceia, tal como nos é apresentado pelos Evangelhos e pelo Apóstolo Paulo na sua Primeira Carta aos Coríntios. A comissão encarregada de rever o ritual percebeu que <a style="color: #000000;" href="https://www.la-croix.com/Definitions/Lexique/Quest-messe-tridentine-2021-12-01-1701187877"><span style="color: #0000ff;">a afirmação tridentina</span> </a>era</em> infundada, porque Jesus nunca pretendeu especificar com que autoridade falava e agia e, sobretudo, ofereceu o seu corpo e sangue não a Deus, mas aos seus discípulos, em nome do Pai.  ”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A opinião publicada pelo La Croix, que deve ser considerada herética, se é que as palavras ainda têm significado, talvez seja um resultado direto do Concílio e da nova liturgia.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Martin Pochon SJ, “Como restaurar a unidade da Igreja se ela não está fundada nos Evangelhos?”, <em>La Croix</em> , 24 de outubro de 2025, <a style="color: #000000;" href="https://www.la-croix.com/a-vif/comment-retablir-l-unite-ecclesiale-si-elle-nest-pas-fondee-sur-les-evangiles-20251024">https://www.la-croix.com/a-vif/comment-retablir-l-unite-ecclesiale-si-elle-nest-pas-fondee-sur-les-evangiles-20251024</a> . O autor resume seu livro <em>A Eucaristia: Dom ou Sacrifício?,</em> Vie chrétienne, 2025.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Concílio de Trento, <em>doutrina e cânones sobre o sacrifício da Missa</em>, 17 de setembro de 1562, cânon 1. Essa formulação, com a ameaça de anátema (excomunhão), expressa claramente a intenção do Concílio de definir uma verdade de fé.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Hebreus 7, 26-27</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Após um longo período de trabalho, o autor publicou uma extensa obra exegética sobre <em>a Epístola aos Hebreus à luz dos Evangelhos</em>, Cerf, 2020.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">E lembrada por João Paulo II na encíclica <em>Ecclesia de Eucharistia</em> em 2003.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>&#8220;NÓS O INCITAREMOS AO CISMA!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 14:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Tal como a Revolução, o pós-Concílio redefine o bom cidadão da Igreja. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Em um testemunho publicado em 2009, pouco antes da sua morte, D. Jacques Masson(1) (1937–2010) relatou que o seu bispo, D. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nos-o-incitaremos-ao-cisma/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/09/Robespierre.jpg" alt="" width="227" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Tal como a Revolução, o pós-Concílio redefine o bom cidadão da Igreja.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/nous-le-pousserons-au-schisme">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um testemunho publicado em 2009, pouco antes da sua morte, D. Jacques Masson(1) (1937–2010) relatou que o seu bispo, D. Jacques Ménager, furioso com a sua colaboração à obra de D. Lefebvre, exclamou durante uma entrevista acalorada com ele em 1971: “<em>D. Lefebvre é um integrista, fez de tudo para sabotar o Concílio. Diz que é fiel ao Papa, mas desobedece a Paulo VI: recusa-se a celebrar a missa nova. Pois bem! Veremos até onde irá a sua fidelidade ao Papa: faremos com que o Papa Paulo VI proíba a Missa de São Pio V: ou ele obedecerá ao Papa celebrando a missa nova, ou nós o incitaremos ao cisma(2)!</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Ménager foi bispo auxiliar de Versalhes, bispo de Meaux, depois arcebispo de Reims, presidente da Comissão Francesa &#8220;<em>Justiça e Paz</em>&#8221; (!) do episcopado francês quando esta foi criada em 1967.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O episódio tem o mérito de mostrar que quanto mais se prega a abertura e o diálogo, mais se abrem as hostilidades.</span><span id="more-33667"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela ilustra, sobretudo, a tendência pós-conciliar de redefinir o bom católico como aquele que está em sintonia com o progressismo revolucionário, tal como os teóricos da Revolução de 1789 redefiniram o cidadão(3). Assim, D. Daniel Pézeril, bispo auxiliar de Paris, encontrou a maneira de dizer ao professor Jérôme Lejeune, que veio pedir o apoio dos bispos à sua luta contra o aborto, que ele era um “<em>mau cristão</em>”. A respeito da Missa tradicional, o famoso professor Andrea Grillo se destacou recentemente ao afirmar que “<em>aqueles que vocês chamam de ‘tradicionalistas fiéis a Roma’ são, na realidade, pessoas que, por diversas razões, estão em ruptura com Roma, e não em uma relação de fidelidade(4)</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa exclusão do âmbito dos cidadãos oficiais da Igreja não se preocupa com a legalidade. Note-se a contradição de D. Ménager, que acusa Dom Lefebvre de “<em>desobedecer a Paulo VI</em>” por não celebrar a nova missa, antes de se dar conta que será necessário proibi-la&#8230; o que pressupõe que ela é autorizada. Preocupa-se ainda menos com a finalidade da Igreja, ou seja, a fé que salva e que se expressa na pregação da doutrina revelada e no culto litúrgico verdadeiro e digno. Preocupar-se com as acusações de cisma feitas pelos “<em>patriotas</em>” da missa nova seria dar demasiado crédito ao escândalo farisaico.(5).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Jacques Masson (1937–2010) foi o primeiro diretor do Seminário de Ecône, antes de se dissociar da Fraternidade em 1974, lamentando um endurecimento do tom em relação a Roma.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O testemunho completo (14 partes) de D. Masson ainda está disponível neste <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://hermas.over-blog.org/article-36526484.html">site</a></span></strong>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cf. por exemplo Philippe Pichot-Bravard, A Revolução Francesa, Via Romana, 2015.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://blog.messainlatino.it/2024/06/interview-with-prof-andrea-grillo-on.html">https://blog.messainlatino.it/2024/06/interview-with-profandreagrillo-on.html </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">IIa IIae q.43 a.7.</span></li>
</ol>
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		<title>SALVAR O PLANETA OU SALVAR AS ALMAS</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 13:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Sacerdócio]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[A liturgia tradicional das ordenações expressa categoricamente o significado do sacerdócio. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O final de junho trouxe a alegria das ordenações de novos padres (veja aqui, aqui e aqui). No Rito Romano, o cerimonial &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/salvar-o-planeta-ou-salvar-as-almas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/07/La-messe-van-der-Weyden.jpg" alt="" width="542" height="438" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">A liturgia tradicional das ordenações expressa categoricamente o significado do sacerdócio.</span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/spiritualite/liturgie/sauver-la-planete-ou-sauver-les-ames">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O final de junho trouxe a alegria das ordenações de novos padres (veja <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/dillwyn-ordenacoes-ao-diaconato-e-sacerdocio-2025/">aqui</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/econe-ordenacoes-ao-diaconato-e-sacerdocio-2025/">aqui</a></span></strong> e<span style="color: #0000ff;"><strong> <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/zaitzkofen-ordenacoes-ao-diaconato-e-sacerdocio-2025/">aqui</a></strong></span>). No Rito Romano, o cerimonial prevê que a Missa iniciada pelo Bispo seja interrompida para prosseguir com os ritos de ordenação, após os quais os novos padres concelebram com o Bispo que acaba de lhes conferir a Ordem. Então, rezam juntos o que é, de fato, a verdadeira primeira Missa deles.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">É notável que a primeira oração que os novos sacerdotes recitam com o Bispo, a primeira oração que eles recitam em virtude de seu ofício como sacerdotes, é a do ofertório:</span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Recebei, ó Pai Santo, Deus Onipotente e Eterno, esta Hóstia imaculada que eu, vosso indigno servo, vos ofereço, meu Deus vivo e verdadeiro, em reparação aos meus inúmeros pecados, ofensas e negligências, e em favor de todos os aqui presentes e por todos os fiéis cristões, vivos e defuntos, a fim de que seja útil para a salvação minha e deles na vida eterna(1).</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Desde o início de sua vida sacerdotal, o novo sacerdote inicia seu ministério com seu ato principal: oferecer um sacrifício propiciatório, ou seja, um sacrifício que satisfaça ou compense os pecados que ofendem a majestade divina. Ao nos privarmos de algo legítimo em honra a Deus, compensamos de alguma forma o que arrogamos indevidamente a nós mesmos por meio do pecado.</span><span id="more-33206"></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Nossos próprios sacrifícios não podem ser suficientes para reparar a ofensa feita a Deus, mas o sacrifício do Filho de Deus feito homem, o sacrifício pelo qual ele deliberadamente renunciou à sua vida, é capaz de oferecer ao Pai, &#8220;</span><em><span class="tm10">toda a honra e glória</span></em><span class="tm8">(2)&#8221;. Por este sacrifício, o Verbo encarnado mostra que ama a majestade de Deus e as almas a serem redimidas mais do que a sua própria vida humana: &#8220;</span><em><span class="tm10">Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos</span></em><span class="tm8">&#8221; (Jo 15, 13). Em resposta a este amor sacrificial, Deus concede a sua graça de forma superabundante.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Ao confiar aos Apóstolos seu Corpo e Sangue, com o preceito de “</span><em><span class="tm10">fazei isto em memória de Mim</span></em><span class="tm8">”, o Salvador lhes confia seu sacrifício a ser oferecido todos os dias, para que a aplicação de seus frutos possa ajudar a salvar almas.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Assim, desde os primeiros minutos do seu sacerdócio, o sacerdote está imerso no coração do seu ministério; todo o resto, a pregação, o ensino, o contato com as almas, a preocupação com a unidade de uma paróquia, tudo isso consiste em espalhar os frutos deste sacrifício e levar as almas a participarem dele, a fim de conduzi-las todas à unidade da Santíssima Trindade.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Propiciação, sacrifício, satisfação, salvação das almas, este vocabulário não corresponde à noção pós-conciliar do padre, que parece ser muito mais um animador comunitário responsável por ouvir e implementar as conclusões sinodais do povo de Deus para salvar o planeta e acolher os migrantes.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Este detalhe do rito da Missa e da ordenação já demonstra por si só que, por trás da batalha entre o rito tradicional e </span><em><span class="tm10">o Novus Ordo</span></em><span class="tm8">, há muito mais do que questões de sensibilidade e estética. Ou, para aqueles que pensam apenas em termos sociológicos, isto é, indiferentes ao verdadeiro e ao falso, ao bem e ao mal, trata-se de muito mais do que questões de identidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">Notas </span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm14" style="color: #000000;">(1) Missal Romano de 1962, Ofertório.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm14" style="color: #000000;">(2) Conclusão do Cânon Romano.</span></p>
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		<title>O ZELO PELA PLENA COMUNHÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 13:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Como o rei Ezequias considerou o retorno à plena comunhão.  Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Os livros históricos do Antigo Testamento (especialmente Juízes, os livros de Samuel, Reis e Crônicas) contam a história de Israel como uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-zelo-pela-plena-comunhao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/06/profanation-du-Temple-2.jpg" alt="" width="457" height="327" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Como o rei Ezequias considerou o retorno à plena comunhão. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/le-zele-pour-la-pleine-communion">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os livros históricos do Antigo Testamento (especialmente Juízes, os livros de Samuel, Reis e Crônicas) contam a história de Israel como uma sucessão de infidelidades e reformas até o último castigo divino que culminou na queda de Jerusalém diante das tropas de Nabucodonosor. O autor sagrado extrai lições desse fato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partir do reinado de Roboão (século X a.C.), filho de Salomão, dez tribos se separaram de Judá e Benjamim para formar o reino de Israel, cuja capital era Samaria. Seu primeiro rei, Jeroboão, acreditava que poderia garantir a unidade de seu reino estabelecendo o culto a vários bezerros de ouro dentro das fronteiras do reino para afastar o povo do Templo em Jerusalém. O cisma conduziu à distorção do verdadeiro culto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O reinado do rei Ezequias de Judá (final do século VIII a.C.) seguiu-se aos desastrosos reinados da usurpadora Atalia e do rei Acaz, descendentes da funesta Jezabel. Os falsos cultos triunfaram no reino, até mesmo no próprio Templo de Jerusalém, profanado sob Acaz, e Ezequias decidiu erradicá-los. Por ocasião da purificação do Templo, ele considerou celebrar solenemente a festa da Páscoa e convidou as tribos separadas a se juntarem — zelo pela plena comunhão!</span><span id="more-33142"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Plena comunhão, mas não a qualquer preço: os fiéis tinham de ir ao Templo em Jerusalém, local do verdadeiro culto. Eles foram incentivados a fazer isso condenando os pecados de seus antecessores: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Não façais como vossos pais e irmãos, que se afastaram do Senhor Deus de seus pais, que os entregou à morte, como vós vedes. Não endureçais as vossas cervizes, como vossos pais; dai as mãos (obedecei) ao Senhor, vinde ao seu santuário, que ele santificou para sempre, servi ao Senhor Deus de vossos pais, e a ira do seu furor se afastara de vós.</em></strong> (<em>2 Crônicas 30, 7–8)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabemos como identificar o pecado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, muitos zombaram dos enviados do rei Ezequias (Ibid., v.10). Mas, para azar deles, o culto não seria mudado: a adoração é dirigida primeiramente a Deus. Aproveitaram isso para destruir os altares dos falsos cultos (II Crônicas 30, 14; 31, 1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As regras do culto não foram desconsideradas: enquanto os fiéis tinham de oferecer suas próprias vítimas, aqueles que não haviam respeitado as regras de pureza legal foram substituídos por levitas (30, 15-17).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, muitos vieram e comeram a Páscoa sem ter passado pelos ritos habituais de purificação; era difícil controlar tudo, e as desordens do período anterior os escusavam destas negligências. Ezequias achou que deveria deixar passar essa ruptura às exigências dos ritos puramente externos, contando com a misericórdia de Deus para aqueles que já haviam se esforçado para vir. E Deus abençoa essa obra (30, 18-20).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A celebração foi um sucesso tão grande que se estendeu por uma semana — pura alegria, inequívoca porque se tratava do verdadeiro culto e do verdadeiro Deus, sem que ninguém imaginasse precisar justificar a apostasia sob o pretexto da misericórdia. A unidade é alcançada na verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, escritores eruditos preocupados com a unidade eclesial, particularmente no contexto das controvérsias sobre a perseguição de Roma ao rito tradicional da Missa, queixam-se de que o lecionário da liturgia tradicional não deixa espaço suficiente para a Bíblia hebraica e, portanto, para o Deus de Jesus Cristo(1)… Na verdade, sem ir tão longe quanto a maneira muito particular com que o profeta Elias concebeu o diálogo inter-religioso (2), há, de fato, uma necessidade urgente de redescobrir o sentido da verdadeira comunhão, redescobrindo, por meio da leitura do Antigo Testamento, como a “<em>paixão pela unidade</em>” é ilustrada na Sagrada Escritura: de acordo com a verdade e a piedade. Espera-se que as autoridades oficiais da Igreja estejam em conformidade com a doutrina contida no Antigo Testamento. Como diz São Jerônimo, “<em>A ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”!</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>(1)</strong>    Gregory Solari, “<em>Peregrinação de Chartres: “Precisamos dizer aos jovens peregrinos que há outro caminho</em>”, <em>La Croix,</em> 9 de junho de 2025.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>(2)</strong>    Cf. III Reis, 18.</span></p>
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		<title>ESSES CATÓLICOS QUERIAM UMA RELIGIÃO, ENTÃO SE TORNARAM PROTESTANTES</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2025 14:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[À luz da doutrina de Leão XIII, faz-se urgente o retorno ao objetivo principal da Igreja, a salvação das almas.  Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Os acontecimentos atuais na Igreja convidam-nos a refletir a figura e o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/esses-catolicos-queriam-uma-religiao-entao-se-tornaram-protestantes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/05/Leon-XIII.jpg" alt="" width="477" height="312" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>À luz da doutrina de Leão XIII, faz-se urgente o retorno ao objetivo principal da Igreja, a salvação das almas. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/oecumenisme/ces-catholiques-voulaient-une-religion-alors-ils-sont-devenus-protestants">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os acontecimentos atuais na Igreja convidam-nos a refletir a figura e o ensinamento do Papa Leão XIII, cuja solicitude em questões sociais, ilustrada pela <a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html"><span style="color: #0000ff;">Encíclica Rerum novarum</span> </a>(1891), é frequentemente evocada por seu atual sucessor. No entanto, o rico ensinamento doutrinário do predecessor direto de São Pio X diz respeito a muitas outras áreas da doutrina católica, em particular sobre a questão da Igreja, conforme discutido na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiii/es/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_29061896_satis-cognitum.html">Encíclica Satis cognitum</a></span> (29 de junho de 1896) sobre a unidade da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, sendo a Igreja a extensão da obra do Salvador, a melhor maneira de explicar sua unidade é especificar seu propósito:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como a missão divina [de Jesus Cristo] deveria ser duradoura e perpétua, fez discípulos aos quais transmitiu Seu poder e, tendo enviado sobre eles do céu “o Espírito da verdade”, ordenou-lhes que fossem por toda a Terra e pregassem fielmente a todas as nações o que Ele mesmo havia ensinado e prescrito, para que, professando Sua doutrina e obedecendo a Suas leis, a humanidade pudesse adquirir santidade na Terra e, no céu, felicidade eterna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este é o plano segundo o qual a Igreja foi constituída, estes são os princípios que presidiram ao seu nascimento.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O papel da Igreja é, portanto, conduzir as almas à santidade aqui na terra e ao céu no futuro. Essa é a tarefa principal, e o trabalho de civilização, pacificação e preocupação com os problemas terrenos decorrem espontaneamente dela, embora sejam tarefas secundárias. A missão principal é evangelizar, transmitir a fé, porque “<em>quem crer e for batizado será salvo; quem não crer será condenado</em>” (1).</span><span id="more-33075"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito do Vaticano II, com a sua confiança otimista nos valores do mundo contemporâneo, que, “<em>na medida em que procedem do gênero humano, que é dom de Deus, são muito bons(2)”</em>, e a sua lógica de liberdade religiosa que leva a uma tímida afirmação pública da fé católica, teve um efeito imprevisto, que Josef Ratzinger, então Arcebispo de Munique, relata:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recentemente, recebi dois bispos sul-americanos com quem conversei sobre projetos sociais, bem como experiências e esforços pastorais. Eles me contaram sobre a intensa publicidade com que uma centena de denominações cristãs que se dizem reformadas invadiram o tradicional catolicismo do país e transformaram a face religiosa do país. Eles se referiram a um resultado estranho que consideraram sintomático e que os obrigou a um exame de consciência sobre o curso da Igreja Católica sul-americana desde o fim do Concílio. Eles contaram que emissários de alguns vilarejos foram até o bispo católico e anunciaram que agora haviam se juntado a uma comunidade evangélica. Eles aproveitaram a oportunidade para agradecer ao bispo por todo o trabalho social que ele havia feito por eles ao longo dos anos, o que eles realmente apreciavam. “Mas também precisávamos de uma religião”, disseram, ‘e é por isso que nos tornamos protestantes’. &#8220;Durante tais encontros, meus dois anfitriões disseram que haviam se conscientizado novamente da profunda religiosidade que habita os índios e os habitantes de seu país, e que a haviam negligenciado um pouco, pensando que era necessário primeiro desenvolver e só depois evangelizar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Joseph Ratzinger, Theologische Prinzipienlehre, Wewel Verlag, 1982, p.139. Tradução francesa: Les principes de la théologie catholique, Téqui, 2005.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mídia está repleta de comentários sobre as informações disponíveis sobre o novo papa, encobrindo suas tendências e atribuindo grande importância a temas como paz mundial, problemas sociais, ecologia, liberdade de expressão, relações com outras religiões, mas também com os cristãos não-católicos, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://ecclesiae.com.br/iota-unum?search=iota%20unum">Iota Unum</a></span>(3), Romano Amerio denunciou o erro do “<em>cristianismo secundário</em>”, que consiste em julgar a religião por seus efeitos secundários. Sua caricatura é a declaração de um controverso pastor protestante, Martin Niemoller:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O cristianismo não é uma religião de fato. É uma mensagem que vem de Deus e que devemos transmitir à humanidade para que se tornem homens. Isso não tem nada a ver com religião. Existem religiões muito mais ricas do que a chamada religião do Novo Testamento.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tem-se a impressão de que as lições desse erro ainda não foram aprendidas. A necessidade urgente na Igreja é precisamente restaurar o espírito da religião, ou seja, do culto divino, começando com a pregação completa e precisa da fé, a exortação à vida interior, a dignidade da liturgia e, para esse fim, o treinamento dos sacerdotes. O restante será dado em acréscimo. “<em>Se eu, pois, sou vosso pai, onde está a honra que me é devida(4)?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossas orações acompanham o novo Papa para realizar esta obra.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Marcos 16, 16</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) Constituição <em>Gaudium et spes</em>, n°11 §2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) Tradução francesa, Nouvelles Editions Latines, 1987</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(4) Malaquias 1, 6</span></p>
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		<title>NIILISMO ECLESIÁSTICO</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2025 15:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
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		<description><![CDATA[As autoridades da Igreja trabalham por sua vida ou pelo seu desaparecimento? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O Superior de uma comunidade contemplativa em declínio, convidado para o aniversário do abade de um de seus confrades, vendo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/niilismo-eclesiastico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/05/Abbaye_dOurscamp_Oise_Ruines.jpg" alt="" width="351" height="464" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>As autoridades da Igreja trabalham por sua vida ou pelo seu desaparecimento?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/nihilisme-ecclesiastique">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Superior de uma comunidade contemplativa em declínio, convidado para o aniversário do abade de um de seus confrades, vendo quão jovem e numerosa a comunidade era, ironizou: &#8220;<em>Nós somos velhos e vocês são jovens; nós somos poucos e vocês são muitos; o que há de errado com vocês</em>?&#8221; É verdade que esta comunidade está adotando cada vez mais práticas tradicionais. A comunidade em questão se ofereceu para ajudar a revitalizar uma comunidade que estava prestes a fechar. A resposta: “<em>Prefiro morrer a pedir ajuda a vocês!”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um Bispo explicou aos seus diocesanos suas diretrizes para organizar a vida paroquial na ausência de um padre. Descrevendo os encontros dominicais entre leigos, ele acrescentou: “<em>E se, por acaso, um padre estiver presente, seria melhor que ele não se manifestasse.</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro Bispo, ao confiar a um de seus sacerdotes o cuidado de assegurar a missa no rito tradicional em uma capela de sua diocese, acrescentou: “<em>Acima de tudo, garanta que a comunidade não se desenvolva</em>”.</span><span id="more-33039"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Deus criou todas as coisas para a existência</em>”, diz o Livro da Sabedoria (1, 14), e, desde o mais humilde até o mais complexo, todos os seres procuram se preservar. Somente o homem, desde sua queda da graça e especialmente desde sua emancipação revolucionária, deixou-se fascinar pela ideia de destruir a si mesmo: envergonhado de sua civilização, enojado pela taxa de natalidade, aborto, suicídio e eutanásia, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa tendência mórbida aparentemente atingiu Igreja, onde comunidades prósperas são perseguidas. Para derrotá-los de forma mais triunfante escondem-se sob alvos feitos à medida(1):</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">O zelo por uma liturgia que expresse adequadamente o mistério da fé e mantenha o temor reverencial adequado ao culto divino é rubricismo e um apego pouco inteligente em velhos hábitos, a marca de uma mente perturbada.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O ativismo religioso é caricaturado como triunfalismo e proselitismo (algo que ninguém consegue definir claramente).</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O ideal do cristianismo está disfarçado de ambição política.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O apego à expressão exata e completa da doutrina católica é agora uma forma arrogante de pretender possuir a verdade.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A intransigência quanto à moralidade é, obviamente, um cheiro de jansenismo possessivo.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suma, querer viver uma vida cristã é uma atitude mórbida a ser combatida! Viver pode levar a doenças graves, mas fique tranquilo, as autoridades estão zelando de sua saúde&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que o Espírito Santo ilumine os cardeais para que dêem à Igreja um Pontífice que derrube esta cultura de morte!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) O Padre Jérôme Kiefer (1907-1985), monge cisterciense da Abadia de Sept-Fons, já havia observado na década de 1950 o declínio do espírito contemplativo em sua Ordem e denunciou o desagradável relato que já o acompanhava: “<em>Quando, nos círculos religiosos, falamos contra a falsa devoção, nove em cada dez vezes é para desencorajar a verdadeira. Em nossos mosteiros, o falso misticismo não é frequente. Não há necessidade de lutar tanto contra ele!</em>” Pe. Jerônimo, <em>Valores</em>, Ad solem, 2025, p. 29.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></p>
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