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	<title>DOMINUS EST &#187; Sacramentos</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A SEGUNDA TÁBUA DE SALVAÇÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 14:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é ao sacerdote que nos confessamos, mas ao próprio Jesus; o sacerdote é apenas um instrumento. Quão bondoso Jesus era para com aqueles que se aproximavam dele! Fonte: Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est “Tendo proferido estas palavras, soprou sobre &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-segunda-tabua-de-salvacao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/03/confessionnal.jpg" alt="" width="499" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não é ao sacerdote que nos confessamos, mas ao próprio Jesus; o sacerdote é apenas um instrumento. Quão bondoso Jesus era para com aqueles que se aproximavam dele!</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Seignadou-2026-03.pdf">Le Seignadou</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Tendo proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-Ihes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser&#8211;Ihes-ão retidos.” (João 20, 22-23).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis o poder extraordinário que Nosso Senhor Jesus Cristo deu aos seus Apóstolos e aos seus sacerdotes: apagar os pecados em Seu Nome. Ele providenciou um remédio tão eficaz e acessível quanto o mal e o pecado que abundavam no mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sacramento da penitência, comumente chamado de <em>&#8220;confissão&#8221;, </em>é uma obra de justificação e santificação. Destina-se a perdoar os pecados cometidos após o batismo. Santo Tomás de Aquino chama-o de<em> “a segunda tábua de salvação&#8221;.(1) </em>No coração do sacramento, por meio do sacerdote, seu instrumento livre e consciente, é o próprio Jesus quem age diretamente sobre a alma. Ele apaga as manchas do pecado e vivifica a alma com a vida sobrenatural da graça santificante. Essa graça tem dois aspectos: é<em> &#8220;curativa&#8221; </em>e<em> &#8220;elevadora&#8221;; </em>isto é, cura as feridas do pecado pessoal e eleva a alma a uma vida cristã mais perfeita. Essa é a parte de Jesus no sacramento da penitência.</span><span id="more-34437"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas a obra da justificação também requer uma parte do penitente que confessa seu pecado. Sob o impulso da graça atual, a alma do pecador deve lamentar sinceramente suas faltas. Que juiz perdoaria um culpado sem arrependimento? Assim, uma boa confissão requer boa preparação. Antes de ir ao confessionário, examinemos nossa consciência a respeito de nossas falhas habituais, as tendências e ações que percebemos não estarem em conformidade com a vontade de Deus. Devemos nos julgar como Deus nos julga. Ao fazê-lo, evitemos o escrúpulo que destrói a vida espiritual; o escrúpulo que vê o mal onde não existe e exagera a culpa é uma falta de confiança em Jesus, um indício de falta de simplicidade e equilíbrio, às vezes até mesmo uma sugestão diabólica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Catecismo do Concílio de Trento exige que “<em>a acusação seja clara, simples e sincera… de modo que nos revele ao sacerdote tal como nos conhecemos</em>”. Mas especifica que <em>“aqueles que demonstram discrição e modéstia em sua acusação não podem ser louvados em demasia</em>”. Basta confessar ao sacerdote nossos pecados tais como aconteceram, com a simplicidade de nossos corações. Não devemos ocultar um pecado cometido no passado por falsa vergonha. Não é ao sacerdote que nos confessamos, mas ao próprio Jesus; seu sacerdote é apenas um instrumento. Quão bondoso Jesus era com aqueles que se aproximavam dele! Quanta condescendência e misericórdia ele demonstrava aos pobres pecadores nos caminhos da Palestina! É Ele ainda quem está no confessionário hoje quando nos confessamos; ele continua sendo tão bondoso, condescendente e misericordioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A contrição é essencial ao sacramento da confissão; para ser eficaz, deve ser interior e habitual. Para receber a graça do sacramento, basta ter atrição, isto é, arrependimento pelos nossos pecados por medo das punições que merecem. Mas esse temor servil deve, pouco a pouco, transformar-se em temor filial, que se arrepende do pecado por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao nosso Pai dos dois. Com ele, desenvolve-se a firme resolução, a vontade firme de nos opormos ao pecado e de permanecermos corajosos em nossas resoluções. Ao sair do confessionário, não devemos simplesmente dizer a nós mesmos:<em> &#8220;Pronto, estou a salvo por duas semanas!&#8221;. Infelizmente, ainda teremos que lutar, porque as consequências do pecado original permanecem em nós.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, mesmo que o pecado seja perdoado, permanece em nós uma desordem causada por ele. A falta moral foi perdoada, mas nossa alma está ferida; sofreu uma desordem que precisa ser reparada. Essa desordem requer satisfação ou reparação; a penitência dada pelo confessor e aceita pelo penitente é suficiente para a validade da absolvição. Mas a reparação completa de nossas injustiças pode levar tempo. É por isso que as almas no purgatório permanecem lá até que a punição devida ao pecado seja suportada e essas almas sejam perfeitamente purificadas. A satisfação é alcançada não apenas pela penitência sacramental imposta pelo confessor, mas se completa pela oração diária, pelos sacrifícios oferecidos e pelas privações aceitas em espírito de reparação pelos nossos pecados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o sacramento da penitência, a<em> “segunda tábua de salvação</em>”, requer que os atos do penitente sejam realizados corretamente para dar frutos: confissão simples e completa dos pecados cometidos, arrependimento sincero das faltas e firme propósito de combatê-las com coragem, reparação generosa das faltas pela penitência sacramental e prática diária da virtude da penitência. Tudo isso fazemos sob o olhar de Jesus, depositando em seu Coração todo o nosso coração para receber a alegria de ser perdoados.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Louis-Edouard Meugniot, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nota:</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>(1) Ilia, q. 84, art. 6 </em></span></p>
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		<title>TEM PIEDADE DE MIM, Ó DEUS, SEGUNDO A VOSSA MISERICÓRDIA</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Vicente Betin]]></category>

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		<description><![CDATA[Devemos aceitar que só na misericórdia de Deus e no seu amor encontraremos apoio, confiança e despreocupações. Essa é a maravilhosa surpresa que cada uma de nossas confissões nos reserva. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Por que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/tem-piedade-de-mim-o-deus-segundo-a-vossa-misericordia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/image.jpeg" alt="" width="378" height="378" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Devemos aceitar que só na misericórdia de Deus e no seu amor encontraremos apoio, confiança e despreocupações. Essa é a maravilhosa surpresa que cada uma de nossas confissões nos reserva.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <a href="https://laportelatine.org/formation/catechisme/ayez-pitie-de-moi-mon-dieu-selon-la-grandeur-de-votre-misericorde-psaume-50-1"><span style="color: #0000ff;">La Porte Latine</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que nossas confissões frequentemente se assemelham a monólogos, nos quais o acusador apresenta ao confessor uma série de faltas de importância e significado tão diversos? Esse amontoado indistinto revela uma consciência que não estabelece uma hierarquia entre as faltas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A confissão não é uma formalidade que se cumpre por hábito ou obrigação. Quando nos aproximamos do confessionário, devemos ter a intenção de ser perdoado e de receber o perdão de Cristo pela virtude de seu sangue. Este sacramento que Nosso Senhor instituiu para nos perdoar é um ato profundamente humano. Graças a ele, Deus suscita e aperfeiçoa interiormente, no coração do pecador, atos de fé viva, de arrependimento e de reparação, e isso no momento mesmo em que pede ao pecador que expresse exteriormente suas disposições através da confissão de seus pecados.</span><span id="more-34435"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Lava-me inteiramente da minha culpa … (Salmo 50, 4)”</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não basta que o penitente relate seus pecados. Ele deve confessá-los verdadeiramente, arrepender-se deles e comprometer-se a corrigir-se e reparar o mal. Esses atos são como a água que deve correr sobre a testa para que o batismo aconteça: são necessários, mas são apenas a matéria do sacramento, cuja forma é a absolvição. O que acontece durante a confissão vai muito além das ações do penitente. Essas ações são meramente a matéria do sacramento, cujo propósito é alcançar a contrição perfeita, esse arrependimento &#8220;formado&#8221; pela Caridade, cujo único princípio é o Amor de Deus ferido pelo pecado. Através das ações do penitente, mas também através de tudo o que envolve a confissão — como a admoestação do sacerdote — Cristo, na absolvição pronunciada, leva o arrependimento inicial do pecador à sua plenitude e completude na Caridade. Este é o ato de Cristo na alma; é uma conversão; é a obra da graça. Claro, dizemos isso em termos abstratos&#8230; O que sabemos da nossa conversão real? O que podemos afirmar da obra da graça em nós? Só sabemos uma coisa: quando há conversão, há graça e perdão de Deus, e quando há perdão de Deus, há conversão. Então, que o Bom Deus escolha minha alma!</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Porque eu reconheco a minha maldade, e o meu pecado esta sempre diante de mim. … (Salmo 50, 5)”</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante dessa incerteza quanto às nossas disposições, certifiquemo-nos de que nossa acusação seja bem-intencionada, simples e verdadeira, feita verbalmente e que envolva todo o nosso ser. Quando um amigo ofende gravemente outro, se o ama verdadeiramente e deseja reconciliar-se, sempre guardará, em maior ou menor grau, a dor interior de tê-lo ofendido, de ter ferido sua amizade generosa e pura. O mesmo acontece com Deus. Essa dor interior por ter ferido a amizade divina é o que os antigos chamavam de compunção. Cultivemos essa bela virtude da compunção em cada momento de nossas vidas. A paz interior, íntima e profunda que a confissão proporciona não é o tipo de tranquilidade sinônimo de uma frivolidade irresponsável, como se os pecados fossem mera poeira na alma e o sacramento, uma espécie de espanador que remove essa poeira; como se tudo se tornasse, num instante e sem esforço, tão limpo quanto um móvel empoeirado. A paz reside, surpreendentemente, na compunção, essa dor cheia de esperança que permanece após o perdão daquele a quem ofendemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/image-1024x1024.jpeg" alt="" width="223" height="223" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Pequei contra ti só, fiz o que e mau diante dos teus olhos, … (Salmo 50, 6)”</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A confissão não me livra da sensação de ter ofendido a Deus: “Contra Ti somente, Senhor, pequei”. Ter contrição é ter consciência do pecado, e ter consciência do pecado é ter consciência de Deus. Não basta ter ideias claras sobre o que é pecado para ter consciência do pecado. Se apenas temos consciência de ter violado uma lei, uma regra, um dever, não temos consciência do pecado. Ter consciência do pecado&#8230; é uma graça primordial do Bom Deus, que a inicia e planta essa semente na alma do pecador, como uma intuição inicial que precisa ser cultivada. Temos o exemplo de Jó no Antigo Testamento. Atingido por todas as desgraças, ele recebe a visita de seus três amigos, que se esforçam para lhe provar que nada acontece sem uma causa e que seus sofrimentos são o sinal e a consequência de seus pecados. Jó é um homem justo, e ele sabe disso. Com razão, ele “persiste em se considerar justo”. Mas diante de Deus, quem poderia realmente se considerar justo? Então o próprio Deus intervém. Ele não mostra ao seu servo as imperfeições ou pecados que ele possa ter cometido. Não. Deus descreve a ele o seu poder e a sua glória. Jó compreende. Esta é uma graça inicial: a intuição da santidade única de Deus e da sua própria indignidade. Então ele responde ao Senhor: “Meus ouvidos tinham ouvido falar de ti, mas agora os meus olhos te viram. Por isso, me arrependo e me humilho sobre pó e a cinza”. A visão da face de Deus deu a Jó a consciência do seu pecado e o levou ao arrependimento.</span></p>
<div style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/image-2.jpeg" alt="" width="409" height="403" /><p class="wp-caption-text"><em><span style="color: #000000;">São João Nepomuceno confessando a Rainha da Boêmia.</span></em></p></div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Eis que te comprazes na sinceridade do coração, e no meu intimo me ensinas a sabedoria … (Salmo 50, 8)”</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A consciência do pecado, quando reside na alma, torna a confissão um momento de rara intensidade sobrenatural. É nesse instante que a alma experimenta o perdão de Deus, tão diferente do perdão humano. Quando uma pessoa perdoa outra, perdoa no sentido de renunciar à sua má vontade para com essa pessoa: não olha mais para a ofensa cometida contra ela, não quer mais olhar para ela, esquece a ofensa e, às vezes, até mesmo o ofensor… liberta-se de uma dívida. Aquele que muda no perdão é aquele que perdoa. É por isso que o perdão é muitas vezes doloroso. O perdão humano é um ato generoso, mas limitado. O homem que perdoa tem o poder de mudar o seu próprio coração, de renunciar à sua animosidade, mas não tem o poder de mudar o coração do seu inimigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo contrário, é precisamente isso que o perdão de Deus faz. Pois Deus não muda. Ele é Aquele que É. Se dissermos que Deus perdoa, ou não significa nada — o que seria absurdo — ou significa que há uma mudança real, não em Deus, mas naquele que é perdoado. O inimigo de Deus, aquele que ofendeu, torna-se Seu amigo por meio de uma conversão interior do coração, que se origina em Deus. O penitente suspeita disso quando entra no confessionário? No entanto, é isso que acontece sempre que o sacramento é recebido com frutos. O sacramento é o meio que o Bom Deus instituiu para que conheçamos ao mesmo tempo a alegria da graça, do perdão e da conversão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/image-3-684x1024.jpeg" alt="" width="323" height="481" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“O meu sacrificio, o Deus, e um espírito contrito: não desprezaria, o Deus, um coração contrito e humilhado… (Salmo 51, 19)”</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns tentam se tranquilizar procurando confessar tudo. É claro que devemos confessar os pecados graves, em número e em detalhes. No entanto, confessar todas as nossas faltas é impossível, tanto metafisicamente quanto psicologicamente. E, no fim das contas, é buscar no ato humano uma segurança que não se adequa às relações de fé que existem entre uma alma e Deus. Na escuridão do confessionário, diante de Deus, compreendemos esta passagem das Escrituras: “<em>Ninguém sabe se é digno de amor ou de ódio”.</em> (Ecl 9,1) Compreendemos a necessidade de nos abandonarmos a Deus. E quanto à sinceridade da nossa confissão, à caridade nela contida? Nossos corações estarão sempre parcialmente obscurecidos. Devemos aceitar essa condição de não enxergar com clareza dentro de nós mesmos. Trata-se menos de falar do que de se arrepender, e só falamos para aperfeiçoar nosso arrependimento. Pois Deus vê tudo, e somente Ele sonda as mentes e os corações. Devemos aceitar que encontraremos apoio, confiança e despreocupação somente na misericórdia e no amor de Deus. Esta é a maravilhosa surpresa que cada uma de nossas confissões nos reserva.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vicent Bétin, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA: O DEMÔNIO MUDO E AS CONFISSÕES SACRÍLEGAS</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 10:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acesse a leitura clicando na imagem. Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram &#160;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/terceiro-domingo-da-quaresma-o-demonio-mudo-e-as-confissoes-sacrilegas/"><img class="aligncenter" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/conf1.jpg" alt="conf" width="465" height="361" /></a><span style="color: #000000;"><strong>Acesse a leitura clicando na imagem.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/meditacoes-de-santo-afonso-para-cada-dia-do-ano/">página exclusiva no blog</a>, p</span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #000000;">elo nossa <a style="color: #0000ff;" href="https://www.facebook.com/catolicosribeiraopreto">página no Facebook</a> ou por nosso <a style="color: #0000ff;" href="https://t.me/catolicosribeiraopretofsspx">Canal no Telegram</a></span></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>MISSA TRIDENTINA EM CRAVINHOS – 20, 21 E 22 DE FEVEREIRO</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 17:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
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		<description><![CDATA[PARA MAIS INFORMAÇÕES, CLIQUE AQUI]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/missa-mass-four-ends-1-300x218.jpg" alt="missa-mass-four-ends (1)" width="349" height="261" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">PARA MAIS INFORMAÇÕES,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/agenda-missas/">CLIQUE AQUI</a></span></strong></p>
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		<title>BRASIL: D. FELLAY ADMINISTRA CERCA DE 500 CONFIRMAÇÕES</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 17:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espirito Santo]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: DICI Crédito das fotos à Caritatem Fotografia Durante seis cerimônias realizadas nas últimas semanas em diversos Centros de Missa atendidos pela FSSPX no Brasil, cerca de 500 fiéis receberam o sacramento da Confirmação (incluindo as sub conditione). As celebrações &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/brasil-d-fellay-concede-cerca-de-500-confirmacoes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-066.jpg?itok=MkWOax5J" alt="" width="555" height="326" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/bresil-pres-500-confirmations-conferees-par-mgr-fellay-55529">DICI</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Crédito das fotos à <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.instagram.com/caritatemfotografia?igsh=MXAzenRiNWxmYTU3bg==">Caritatem Fotografia</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante seis cerimônias realizadas nas últimas semanas em diversos Centros de Missa atendidos pela FSSPX no Brasil, cerca de 500 fiéis receberam o sacramento da Confirmação (incluindo as <em>sub conditione</em>). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-006.jpg" alt="" width="563" height="568" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As celebrações mais significativas ocorreram nos dias 1 e 2 de novembro, quando D. Fellay confirmou 162 fiéis em São Paulo e acolheu 14 postulantes na Ordem Terceira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-007.jpg" alt="" width="576" height="832" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-051.jpg" alt="" width="563" height="395" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-057.jpg" alt="" width="563" height="327" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-058.jpg" alt="" width="561" height="406" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Fiéis vindos de longe</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-070.jpg" alt="" width="550" height="374" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cerimônia em São Paulo reuniu não apenas os fiéis da cidade, mas também crismandos de diversas regiões do país. Alguns viajaram 300, 400 ou até 1500 quilômetros para receber o sacramento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-092.jpg" alt="" width="550" height="436" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/daiane_cristina_azevedo_varanda_1-2.jpg" alt="" width="550" height="801" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/murilo_571.jpg" alt="" width="553" height="405" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esforços que ilustram a sede espiritual por receber os sacramentos e a determinação de muitos católicos em viver plenamente sua fé, apesar das distâncias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-159.jpg" alt="" width="544" height="371" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Um apelo à confiança e à coragem.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seus sermões, D. Fellay enfatizou a sublime realidade da presença do Espírito Santo na plenitude de seus dons. Ele encorajou os crismandos a não se deixarem influenciar pelas pressões mundanas ou pela perspectiva de isolamento que a fidelidade à fé pode acarretar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-147.jpg" alt="" width="559" height="355" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-143.jpg" alt="" width="560" height="413" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A confirmação dá ao cristão a força para resistir, amar e seguir em frente, enquanto Deus permanecer como protetor, companheiro e artista divino para transformar as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-192.jpg" alt="" width="576" height="348" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-025.jpg" alt="" width="567" height="842" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com essas confirmações e as novas admissões à Ordem Terceira, a Casa autônoma da FSSPX no Brasil confirma seu dinamismo, impulsionado por uma juventude numerosa e motivada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-207.jpg" alt="" width="560" height="830" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-041.jpg" alt="" width="559" height="379" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-209.jpg" alt="" width="555" height="377" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-212.jpg" alt="" width="553" height="374" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/crisma25fsspx-215.jpg" alt="" width="549" height="376" /></p>
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		<title>“DES”ORDEM SACRAMENTAL</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2025 13:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Louis-Marie Berthe]]></category>

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		<description><![CDATA[A ordem dos sacramentos entre si é muitas vezes ignorada na prática contemporânea.  Fonte: Apostol, maio 2025 – Tradução: Dominus Est Na Páscoa deste ano, novamente, os batismos de adultos e adolescentes aumentaram de forma exponencial. Essa é, sem dúvida, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/desordem-sacramental/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/05/FR450854S.jpg" alt="" width="420" height="283" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A ordem dos sacramentos entre si é muitas vezes ignorada na prática contemporânea. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/05/Apostol-196-mai_2025.pdf">Apostol, maio 2025</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Páscoa deste ano, novamente, os batismos de adultos e adolescentes aumentaram de forma exponencial. Essa é, sem dúvida, uma boa notícia, mas também reflete (como não é novidade) uma profunda descristianização do país (e, correlativamente, uma queda não menos espetacular no número de batismos de bebês), mas que também mostra que a graça de Jesus Cristo continua a trabalhar nos corações e que a fé católica não disse a sua última palavra, especialmente porque precisamos acrescentar a esses recém-batizados aqueles que, embora já batizados, estão agora chegando à fé e à Igreja porque não foram ensinados por suas famílias e/ou paróquias. A Igreja Católica <span style="text-decoration: line-through;">na França</span> poderia, portanto, encontrar um novo impulso se esses batismos fossem suficientemente bem-preparados e acompanhados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas nada é menos certo: alguns tipos de relatórios (que, reconhecidamente, não têm a precisão e o rigor das estatísticas) mostram que o sacramento do batismo, às vezes, é conferido fora de qualquer lógica sacramental. Por exemplo: o matrimônio católico nem sempre é exigido daqueles que, embora já vivam como casal, solicitam o batismo ou a crisma. Muito frequentemente, a participação na Missa dominical não é condição <em>sine qua non </em>para quem pede o batismo, como se a lei da Igreja – ainda em vigor – não expressasse o vínculo essencial entre o batismo e a Eucaristia, com o batismo encontrando sua realização na comunhão na Missa e a Missa dominical fornecendo o alimento indispensável que permite que o batismo se fortaleça, floresça e dê frutos.</span><span id="more-33056"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa desordem sacramental também é evidente na confissão, que nem sempre é exigida, ou mesmo oferecida àqueles que recebem a confirmação ou a Eucaristia. Pelo contrário, às vezes é dado a pessoas que vivem em uma situação conjugal irregular, de modo que os sacramentos da penitência e do matrimônio são desconectados e vividos separadamente (e, portanto, falsamente).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, a doutrina católica ensina que os 7 sacramentos estão tão interconectados que podemos falar de um organismo sacramental. Se cada um dos sacramentos permite que as pessoas, em diferentes situações da vida, sejam ligadas &#8211; e enxertadas em – a Jesus Cristo, ele não pode ser recebido, sob pena de falsidade e esterilidade, sem um vínculo com os outros. A unidade e a coerência entre os 7 ritos instituídos por Jesus Cristo explicam por que, juntos, eles formam uma ordem sacramental.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com demasiada frequência, a prática atual nas dioceses infelizmente desorganiza o setenário: os sacramentos não estão mais sempre ligados entre si e oferecidos em coerência uns com os outros: eles estão desarticulados como as peças dispersas de um quebra-cabeça, cuja imagem – o homem vestido de Cristo – não aparece mais de forma clara.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Louis-Marie Berthe, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>CAUSAS PRINCIPAIS DOS MATRIMÔNIOS MAL SUCEDIDOS: IGNORÂNCIA E PRESUNÇÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2025 14:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8211; São duas, não é verdade, padre, as causas principais dos matrimônios infelizes? A ignorância e a presunção. &#8211; Sim, duas mesmo, como já expliquei. E em primeiro lugar a ignorância, que leva a profanar o Sacramento. O Sacramento do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/causas-principais-dos-matrimonios-mal-sucedidos-ignorancia-e-presuncao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fly.metroimg.com/upload/q_85,w_700/https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2024/03/08092221/Pais-querem-colocar-filha-com-transtorno-mental-para-adocao.jpg" alt="Pais querem colocar filha com autismo para adoção: “Não a amamos” |  Metrópoles" width="352" height="237" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; São duas, não é verdade, padre, as causas principais dos matrimônios infelizes? A <em>ignorância</em> e a <em>presunção</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Sim, duas mesmo, como já expliquei. E em primeiro lugar a <em>ignorância</em>, que leva a profanar o Sacramento. O Sacramento do matrimônio é de fato o Sacramento em que se cometem mais pecados e sacrilégios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas de que maneira?!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pelo motivo bem simples, que aos outros Sacramentos em geral se preme-te uma boa preparação religiosa, por exemplo, a primeira confissão, a primeira Comuhão, a Crisma e até a Unção dos doentes; esta preparação habitualmente falta para o matrimônio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sobre os outros sacramentos os próprios pais dão instrução mais ou menos suficientes; e para ele muitas explicações se acham no catecismo, nos livros espirituais ou se ouvem na pregação. Para a formação dos jovens em preparação ao matrimônio, poucos há que direta e suficientemente se interessam. E todos sabem, como em geral os noivos, por infelicidade deles, se dispensam facilmente dos sermões e do catecismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O outro coeficiente do fracasso de tantos matrimônios é a <em>presunção</em>. A juventude julga saber tudo, conhecer tudo, estar a par de tudo. Mas o que é ainda pior, se algo ignora, vai aprendê-lo da boca de companheiros sem virtude e suspeitos, de pessoas de pouca ou nenhuma prudência, ou na leituta de livros libertinos. Assim em vez de subir, desce; em lugar de instrui-se, envenena-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então é dever mesmo instruir-se suficientemente e pedir conselhos a pessoas sábias e criteriosas?</span><span id="more-16021"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Perfeitamente. Instruir-se pelo estudo do Catecismo e de bons livros, escritos propositalmente para os noivos e os esposos; e aconselhar-se com pessoas prudentes, sábias e idôneas, como por exemplo: o Vigário e o Padre Confessor. Não imitar o fulano que foi ter com um advogado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Com advogado? &#8230; Conte, Padre; deve ser interessante.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"> *******************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Escuta, então! &#8230; Era um mocetão, com seus trinta anos, bom como a marmelada, mas ingênuo e simples como criança. Cansado de ficar sem uma companhia e também de pagar a taxa imposta, em seus país, aos solteiros, foi pedir conselho a um advogado. Lá diante do legista, tímido e embaraçado, volvendo e resolvendo o chapéu nas mãos, começou a dizer:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Senhor advogado, queria casar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Muito bem, case, sim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas estou com dúvida; tenho medo de me arrepender.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Sim, sim&#8230;É o acontece a muitíssimos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Portanto?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Portanto não case.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas não casando, não tenho ninguém que me faça companhia&#8230; ninguém a quem deixar os meus haveres! &#8230; E então?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então case.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; E se casando, caisse em companhia de uma esbanjadora, vaidosa, egoísta e avarenta?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nada mais fácil. Terá que adaptar-se!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ai de mim! &#8230; e de meus poucos haveres! &#8230; E então?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então deixe de casar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas não casando, quem cuidará de mim, quando doente? quem derramará uma lágrima à minha morte? Quem fará uma prece por mim?! &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ótimo, ótimo! &#8230; Case então.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Fácil dizê-lo. Mas &#8230;se&#8230;depois&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Com os mas&#8230;, com os se&#8230;, com os depois nada se conclui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda coisa tem o seu lado bom e o seu lado ruim, o bem e o mal, a esperança e o perigo. Aqui convém decidir-se, ou sim ou não !!!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O senhor me atrapalha&#8230; eu queria fazer as coisas&#8230; ir devagar&#8230; pensar bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pois não &#8230;, pense e reflita bem; depois voltará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Muito bem, senhor advogado, assim gosto; vou pensar ainda &#8230; muito obrigado &#8230; até a volta&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Um momentinho! Pague primeiro o incômodo!?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Que incômodo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Os conselhos que lhe dei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Que conselhos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O conselho de casar e de não casar, de esperar e de pensar melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pois sim! Compreendi. E quanto devo pelos conselhos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mil liras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Misericórdia! &#8230; Mil liras! Oh! quanto custa casar!!!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> E lá se foi, esfregando o queixo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luís Chiavarino</span></p>
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		<title>DA ACUSAÇÃO DOS PECADOS DA ABSOLVIÇÃO E PENITÊNCIA</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 14:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, em quê consiste a confissão? MESTRE — A confissão, diz o catecismo, consiste na acusação distinta dos pecados feita ao Confessor para receber a absolvição e a penitência. DISCÍPULO — O quê significa a palavra distinta? MESTRE &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-acusacao-dos-pecados-da-absolvicao-e-penitencia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1200/1*ePqxoDDZimTVzZDl5LVSQA.jpeg" alt="Resultado de imagem para confissão sacramento" width="383" height="216" data-iml="1552860044312" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO</span></u></strong><u> </u><span style="font-size: 11pt;">— Padre, em quê consiste a confissão?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><u><span style="font-size: 11pt;">MESTRE</span></u></strong></span><span style="font-size: 11pt;"> — <em>A confissão, diz o catecismo, consiste na acusação distinta dos pecados feita ao Confessor para receber a absolvição e a penitência. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O quê significa a palavra distinta?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Quer dizer que acusar os pecados em geral não é o suficiente, como por exemplo: eu pequei contra a lei de Deus e da Igreja&#8230; Pequei por blasfêmia, por furto, por impureza, etc&#8230; Devemos acusá-los distintamente, como violações, mais ou menos graves, deste ou daquele mandamento, manifestando o número deles, e além disso as circunstâncias que lhes mudam a espécie. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, deve-se também dizer o nome das pessoas companheiras de pecado?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Não, a confissão deve ser prudente; não devo dar a conhecer os pecados dos outros; não se diga o nome do cúmplice, porque nunca é lícito desonrar alguéMestre</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Nesse caso como é que se pode manifestar certos pecados e as circunstâncias que lhes mudam a espécie?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — No caso disso não ser possível sem indicar as pessoas com quem se pecou, deve-se manifestar não o nome, mas a qualidade, ou o grau de qualidade, ou o grau de parentesco que se tem com as mesmas. Diga-se por exemplo: irmão, irmã, primo, um parente próximo, uma pessoa religiosa, etc&#8230; E se o Confessor fizer perguntas, o penitente deve responder com toda a sinceridade, pois que ele interroga justamente para suprir a algum esquecimento da parte do penitente, para conhecer melhor a espécie, o número, e as circunstâncias dos pecados. <em>Todavia, a regra é sempre a mesma: que nunca seja revelado o nome do cúmplice do pecado.</em> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O quê diz dessas mulheres que confessam as culpas do marido e dos filhos?</span></span><span id="more-16015"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Digo que fazem muito mal! </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Eu ouvi contar que um homem, indo confessar-se logo depois da mulher recitou o Confiteor e depois se calou. Como o Confessor o incitava a dizer os seus pecados, respondeu:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O senhor já os conhece Padre; a minha mulher já os disse todos: ouvi-os distintamente!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Essa mulher merecia a lição dada a esta outra.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um dia, uma dessas mulherzinhas que são o tormento dos maridos, apareceu no confessionário e foi logo dizendo:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Padre eu sou uma infeliz: tenho um marido bestial. Ele berra, impreca, blasfema, profana os dias santificados, freqüenta botequins!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E a senhora ajuntou o Confessor.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu sou uma pobre mártir, mas ele, meu marido, goza, come, bebe, passeia e, se alguma vez eu falo, ele logo levanta as mãos contra mim.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Mas a senhora, como se comporta?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu? Eu não faço nada: o mau exemplo da família é ele; é a ruína da casa, o meu desespero.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Basta! Já entendi; continue a suportar o seu purgatório aqui na terra e, enquanto isso reze por penitência três Ave-Marias pelos seus pecados; mas reze também três vezes o Rosário inteiro, ou seja três vezes os quinze mistérios, pelos pecados de seu marido.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Pelos pecados de meu marido? Se ele os cometeu, que reze a penitência!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ele os cometeu, mas quem os confessou foi a senhora e a penitência se dá á pessoa que se confessa!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E, fechando a portinhola, foi-se embora, deixando-a a pensar que não se deve confessar os pecados de outrem.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O que quer dizer &#8220;confissão integral?&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE <em>— Quer dizer que devemos confessar todos os pecados mortais de que nos lembramos depois de um exame diligente, e também os que não tínhamos confessado, ou confessado mal nas confissões passadas.</em> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Qual a ordem que se deve observar para a acusação?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Seria bom confessar antes de tudo os pecados; depois expor as dúvidas, as penas e temores, tudo aquilo, enfim, que perturba a consciência.</em> Seria ainda aconselhável confessar primeiramente os pecados mais graves, os que se cometem com maior freqüência e que constituem a paixão predominante. O empenho que demonstrarmos nessa luta contra o defeito predominante, além de ser um tormento que nos traz proveito, ajudará o Confessor a nos curar melhor. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Em quê consiste a sinceridade?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE <em>— A sinceridade consiste em manifestar singelamente tudo o que interessa à própria alma, sem esconder nada por temor ou por vergonha, sem diminuir o número das faltas, sem calar as circunstâncias que revelam toda a nossa miséria, mesmo em se tratando somente de culpas veniais e imperfeições. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Não é preciso, porém, cair no exagero e fazer como alguns homens e rapazes que, chegando-se para o Confessor desencadeiam uma chuva de blasfêmias e palavrões grosseiros e por mais que o Confessor procure refreá-los continuam imperturbáveis a repeti-los todos sem exceção. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Nem se deve proceder como certas mulheres que repetem as imprecações que costumam lançar contra o marido, as crianças ou os animais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Também não devemos imitar aquela moça simples demais que, tendo-se acusado de ter cantado uma canção, e, tendo o confessor perguntado que canção era, se pôs a cantá-la em voz alta no confessionário, estando a Igreja repleta de gente!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Oh, que simplória! Porém é preferível exagerar para mais do que para menos, não é Padre?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Isso é que não! <em>Não devemos agravar propositadamente a nossa culpabilidade, nem acusando culpas não cometidas, nem assegurando as que são duvidosas. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Eu não me importo de parecer mais culpado do que realmente sou, contanto que esteja certo de estar fazendo uma boa confissão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE —<em> Isso é zelo exagerado, meu caro, e que não merece aprovação. Será que você age dessa forma com o médico, quando se trata de tomar remédios ou de se submeter a uma operação?&#8230; </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Vamos sempre para a frente com a sinceridade tão recomendada por Jesus Cristo! </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Finalmente, Padre, o quê significa: a confissão deve ser humilde?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Significa que à integridade e à sinceridade na acusação devemos acrescentar a humildade. Humilhar-nos o mais possível deve até ser o nosso principal empenho, porque quanto mais alguém se acusa, mais Deus o escusa. Por isso mesmo a confissão é chamada a sacramento da humildade, o patíbulo do amor próprio.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E o quê devemos fazer para nos humilharmos sempre mais?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Não nos devemos limitar a expor só o que é pecado; tratemos de especificar as causas secretas das faltas costumeiras, as intenções e desejos ocultos que nos passam pela cabeça e a negligência em afugentá-los; as pequenas afeições ou agarramentos, que, mesmo se não consentimos neles plenamente, nos causam pesar quando somos obrigados a deixá­-los. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Digamos, em suma, bem claramente o que mais custa à nossa soberba e nos causa maior humilhação, mesmo que os nossos lábios se ruborizem, mesmo que os suores e calafrios nos percorram o corpo. A medida que expelirmos o veneno sentiremos alívio enorme: o sangue de Jesus Cristo, espargido sobre as nossas chagas assim descobertas poderá curá-las mais rapidamente e com mais perfeição.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um dos mais célebres oradores franceses, Henrique João Batista Lacordaire, dominicano, nos dá um exemplo de confissão profundamente humilde. O eloqüente pregador dirigia-se lá pelos fins do outono de 1852, para Tolosa para fundar ali uma nova casa para a sua ordem. Passando por Dijon, entrou na sacristia da Igrejinha da Visitação, cujo capelão era o jovem abade de Bougaud. Este voltava do altar onde tinha celebrado, e, assim que acabou de despir os paramentos, o Padre Lacordaire chegou-se para ele e disse: </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— &#8220;Quer ter a bondade de me ouvir em confissão?&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu, conta Bougaud, reconheci logo o célebre pregador mas, antes que eu pudesse oferecer-lhe um genuflexório, ele já se tinha ajoelhado no chão, aos meus pés e me disse: <em>&#8220;Peço-lhe que ouça não só a minha confissão semanal, mas a confissão de todas as culpas da minha vida desde a infância&#8221;.</em> Depois, começou, e eu não faltarei ao segredo da confissão dizendo que ele me contou a história de toda a sua vida; <em>fez a acusação de todas as faltas que cometeu em criança, quando moço, como sacerdote e como religioso, com uma humildade, um arrependimento, um ardor, realmente singulares.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Ao fim dessa confissão extraordinária, logo depois da absolvição, beijou-me os pés repetidas vezes, e acrescentou:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Agora peço-lhe ainda uma graça, que o senhor com certeza não me negará.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O quê poderia eu negar-lhe? Respondi. E enquanto eu esperava que desse explicações, tirou debaixo da túnica um açoite formado por sólidas tiras de couro e me disse:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— A graça que eu lhe peço agora, é de me dar cem açoitadas de disciplina.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Jamais! disse eu perplexo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O senhor recusa-me então essa caridade? Aquele olhar, o acento daquelas palavras, eu jamais o esquecerei; aceitei pois a contra-gosto o encargo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">O Padre Lacordaire era muito sensível; logo no décimo quinto ou vigésimo golpe começou a gemer profunda mas docemente, e continuou assim até o fim. Eu queria parar, mas ele não o permitiu e eu tive que continuar no meu sangrento ofício.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Quando acabei, ele se levantou, abraçou-me e, desobrigando-me do segredo da confissão, me deu licença de lhe lembrar todos os próprios pecados e de os contar a quem quer que fosse.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Não posso descrever em que estado eu me achava. Quem não é capaz de se sentir comovido até o mais profundo das entranhas, não é digno de assistir a cenas como esta. É assim, meu caro, que os grandes homens sabem humilhar-se: saibamos aproveitar tais exemplos!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Oh, Padre, quantas coisas admiráveis! Se todos os que freqüentam a confissão fizesse assim, ficaríamos logo santos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Mesmo que não ficássemos santos evitar-mos-ia pelo menos a rotina estereotipada que não traz proveito algum e não opera a transformação que esse sacramento deveria efetuar.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, o senhor disse que é bom acusar também os pecados da vida passada: de quê modo podemos fazê-lo?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>A acusação não deve ser geral, como é costume de muitos. Devemos procurar especificar as culpas de modo que possamos, provar-lhes verdadeiramente a matéria e a dor.</em> Digamos, por exemplo: confesso ainda iodos os pecados da minha vida passada, <em>principalmente os que cometi contra a obediência, a caridade, a pureza e os deveres do meu estado ou então de todos os maus exemplos e escândalos dados durante a minha vida. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E os que têm pecados que absolutamente não ousam confessar?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Que digam logo ao Confessor: <em>“Padre, eu cometi pecados que não ouso confessar&#8221;, que se entreguem à sua caridade e prudência e respondam com toda a sinceridade e confiança às perguntas que ele fizer. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E se alguém se vir atrapalhado por causa de más confissões feitas no passado?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Esse vá logo dizendo<em>: Padre, tenho atrapalhações na consciência, preciso da sua caridade; ajude-me porque há algum tempo ou há muito tempo que me confesso mal. O Confessor saberá esclarecê-lo e livrá-lo; a paz e a consolação lhe inundarão a alma, que ficará surpreendida por ter podido comprar a sua felicidade, por tão baixo, preço. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Agradecido, Padre; diga-me ainda: o quê é a absolvição?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>A absolvição é a sentença pela qual o sacerdote, em nome de Jesus, remete os pecados. É o ponto culminante do Sacramento, a panacéia infalível, o remédio divino que penetra nas almas, cicatrizando-lhes as feridas, curando-lhes desde a raiz as mais graves enfermidades; ressuscita-as, quando mortas pela culpa; dá-lhes força e vigor para que possam viver bem e lhes abre as portas do Paraíso.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Ao recebermos a santa absolvição, façamos de conta que estamos abraçados aos pés de Jesus e que ELE nos lava com o seu sangue.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Oh, quantos prodígios operou e opera continuamente essa fórmula sagrada que Jesus, pela boca do sacerdote, pronuncia sobre nós! De quantas manchas já limpou as almas. Quantas, já envelhecidas no vício, foram por fim restabelecidas e salvas. É pois com a confiança ilimitada, que a devemos receber, como um remédio inteligente de efeito infalível; e choremos de consolação todas as vêzes que a recebemos. </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um condenado à morte tinha tido a boa sorte de ter sido preparado para o passo terrível por um sacerdote zeloso e cheio de caridade. Quando subiu ao patíbulo, pouco antes que o laço fatal o enforcasse, <em>e o Confessor que o assistia renovou a absolvição de todas as culpas, ele desatou em copioso pranto.</em> Perguntaram-lhe a razão: <em>&#8220;Eu não choro, disse, pela sorte que me toca, nunca chorei na minha vida; nem quando a justiça me alcançou, nem quando leram a minha sentença de morte: se agora choro é pensando que Deus me perdoou!&#8221; A comoção foi geral: grande parte dos milhares de espectadores enxugaram as lágrimas. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Nós também deveríamos chorar assim, depois de cada absolvição, ao pensarmos que Deus nos perdoou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E se no momento da absolvição não pensamos nisso, ou não nos sentimos comovidos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Não nos devemos perturbar com isso. <em>Os sacramentos operam ex opere operato, ou seja, por si próprios. Mesmo se não ouvíssemos nem sequer o som das palavras da absolvição, o seu efeito seria o mesmo.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, a absolvição cancela sempre os pecados?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Sim, cancela-os todos e sempre, quando a confissão é bem feita, isto é, quando dissemos todos os pecados de que nos lembramos, quando sentimos pesar, e quando fizemos firme propósito de fugir até das ocasiões; em caso contrário não cancela nada, mesmo que fosse repetida cem vezes. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Então procedem mal, os que, não tendo boas disposições, vão à procura de um Confessor indulgente de quem possam arrancar a absolvição.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Malíssimo! Coitados, cavam a própria cova, obrigando Deus a condená-los.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — <em>Mesmo quando conseguem enganar o confessor, não podem enganar a Deus que lê nos corações, não é mesmo, Padre?  &#8220;Sempre confessados, sempre perdoados, No fundo do inferno, fomos sepultados&#8221;.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Justamente!</em> Eles terão a mesma sorte daquele querelante que, tendo-se arruinado com querelas reduzido à extrema miséria, magro, esquelético, maltrapilho, deixou aos seus herdeiros os seus retratos com este escrito:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Sempre briguei, sempre ganhei:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Eis aqui como fiquei.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">E eles deverão exclamar:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Sempre confessados e sempre perdoados. o fundo do inferno seremos sepultados.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Quando e como se deve fazer a penitência dada pelo confessor?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — É bom fazê-lo o mais depressa possível, e mesmo logo depois de deixarmos o confessionário; e deve ser feita com pontualidade e precisão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">No tempo que ainda se impunham penitências rigorosas, dois homens de bem, culpados talvez pelas mesmas faltas, deviam fazer a pé, por penitência, uma peregrinação a um santuário distante.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Andam durante duas horas em boa marcha, mas depois um deles diz:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ande mais devagar, amigo: eu não posso mais! Doem-me os pés! Saiba que o confessor ordenou como penitência, que eu pusesse grãos de bico no sapato.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ora, a mim também deu a mesma ordem.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E você não os pôs?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Pus, sim.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E os seus pés não doem?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Nem um pouco! Eu até sinto alívio com isso! — Mas como?!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu os pus cozidos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O homem era bem esperto!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Esperto sim, ou pelo menos, nada tolo&#8230; <em>Mas no entanto, você compreende que ele não estava cumprindo a penitência com precisão, pois a intenção do confessor era outra. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Confessai-vos bem</span></em><span style="font-size: 11pt;"> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></span></p>
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		<title>COM QUE FREQUÊNCIA DEVO ME CONFESSAR?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Oct 2024 13:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Em consonância com a lei divina, a Igreja enfatiza a necessidade de confessar todo e cada pecado mortal de que se lembre após exame diligente e adequado, com todas as circunstâncias que podem alterar a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/com-que-frequencia-devo-me-confessar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><img class=" alignright" src="https://r2.padrepauloricardo.org/uploads/episodio/share_image/630/qual-e-a-materia-do-sacramento-da-confissao.jpg" alt="Qual é a matéria do sacramento da Confissão?" width="424" height="242" /></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5579">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em consonância com a lei divina, a Igreja enfatiza a necessidade de confessar todo e cada pecado mortal de que se lembre após exame diligente e adequado, com todas as circunstâncias que podem alterar a espécie do pecado. Nos tempos presentes, como consequência da obrigação de receber comunhão ao menos uma vez por ano, temos, também, por preceito eclesiástico, a obrigação grave de confessar, ao menos uma vez por ano, quaisquer pecados mortais ainda não acusados em confissão válida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja não exige nada mais — nem uma frequência maior, nem a confissão dos pecados veniais — mas tanto a Igreja quanto todos os autores espirituais aconselham e encorajam-nos a duas coisas adicionais. Em primeiro lugar, buscar a absolvição dos nossos pecados mortais o quanto antes e tão frequentemente quanto preciso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em segundo lugar, também somos aconselhados e encorajados à confissão devocional mesmo de nossos pecados veniais. Como o Concílio de Trento estabelece:</span><span id="more-18713"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Pecados veniais, que não nos privam da graça de Deus, e nos quais caímos com maior frequência, podem retamente e com benefício ser acusados na confissão, como torna clara a prática das pessoas devotas. [Também] podem não ser declarados sem [que configure] qualquer falta, e podem ser expiados de várias outras formas&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A prática piedosa da confissão frequente assegura um progresso mais rápido no caminho da perfeição. Por exigir um exame frequente da consciência e o conhecimento de nossas fraquezas, aumenta o autoconhecimento e o crescimento na humildade; &#8220;nossos maus hábitos são corrigidos, a negligência e a tibieza encontram resistência, a consciência é purificada, a vontade fortalecida, um salutar autocontrole é atingido, e a graça é aumentada em razão do sacramento em si&#8221; (Pio XII, <em>Mystici Corporis</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se para os religiosos a lei canônica requer a confissão semanal, e para os sacerdotes, ao menos a cada duas semanas, para leigos, confissão “frequente&#8221; geralmente significa mensal, de acordo com as possibilidades e as necessidades dos indivíduos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para avançar na perfeição espiritual, a confissão frequente, ordinariamente, exige um confessor regular. Ele será a pessoa mais qualificada para sugerir a frequência adequada ao desenvolvimento espiritual e às possibilidades físicas e morais do penitente.</span></p>
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		<title>CRISMAS &#8211; FSSPX &#8211; 2024 &#8211; SÃO PAULO/SP</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 22:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[D. Bernard Fellay]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Ministradas por S. E. R. D. Bernard Fellay, na Casa de Portugal, em São Paulo/SP, no sábado, 05/10. Clique na imagem para assistir a cerimônia. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Ministradas por S. E. R. D. Bernard Fellay, na Casa de Portugal, em São Paulo/SP, no sábado, 05/10.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><a style="color: #000000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=u_AUvrvGhBk&amp;t=3814s"><img class="aligncenter size-full wp-image-25091" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/09/20210904_192502.jpg" alt="crisma" width="720" height="394" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Clique na imagem para assistir a cerimônia. </strong></span></p>
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