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	<title>DOMINUS EST &#187; Ecclesia Dei</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 14:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio — 1 — Uma censura injustificada 1 &#8211; Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-natureza-do-episcopado-a-explicacao-simplista-da-fraternidade-sao-pedro-i-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://sapientiaechristianae.org/wp-content/uploads/2023/02/4dd01edc-80f7-4d94-a5b7-b99cb0b0bd27.jpeg" alt="O EPISCOPADO – SAPIENTIAE CHRISTIANAE" width="412" height="360" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://courrierderome.org/product/https-courrierderome-org-wp-content-uploads-2026-04-cdr-avril-2026-digital-pdf/">Courrier de Rome nº 696</a> </span>– Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 1 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma censura injustificada</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas com a Inquisição¹. Foi lançado à prisão. Quando reapareceu, após vários anos, começou sua aula de retorno com estas palavras: “Dizia-vos eu no outro dia…”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; A anedota é relatada por Simon Leys, no início dos seus <em>Ensaios sobre a China</em>². Veio-nos à mente quando tomamos conhecimento da recente prosa do Padre Louis-Marie de Blignières³. Nela, o fundador da Fraternidade São Vicente Ferrer evoca certos teólogos que, segundo ele, “há algum tempo”, consideram que a necessidade do mandato pontifício exigido para as consagrações episcopais pertence ao direito eclesiástico. “Há algum tempo”… Por ora, os teólogos da corrente <em>Ecclesia Dei </em>— e o Padre de Blignières faz parte dela — querem fazer-nos crer que a doutrina teológica mais segura e mais conforme com os dados tradicionais do Magistério seria uma novidade recente, forjada “do zero” pelos discípulos de Dom Lefebvre, para servir aos fins da própria causa. As falsas explicações do Padre de Blignières tentam inutilmente aprisionar, à sombra de uma desqualificação injusta, a sã teologia do episcopado. Mas elas passarão, assim como passaram os anos de prisão que Frei Luís de León teve de suportar. Quanto à verdadeira teologia, essa não passa. Finalmente liberta de todos os sofismas que grassam aqui e acolá, neste período de neo-modernismo, que esperamos tão cedo encerrado, ela poderá impor-se sem se deparar com certos obstáculos nas almas: “Dizia-vos eu no outro dia…”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; Mais recentemente ainda, o sítio “<em>Claves</em>” da Fraternidade São Pedro, no estudo assinado por “Theologus”, publicado na página de 11 de abril⁴, pretende validar esta falsa interpretação. “Infelizmente”, escreve, “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção de episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Na realidade, são precisamente as comunidades da corrente <em>Ecclesia Dei</em> — dentre as quais, aqui, a Fraternidade São Pedro, através do texto que publica em seu sítio — que se entregam a tal “falsificação”, em consonância com uma nova eclesiologia inventada, “do zero”, durante o último concílio Vaticano II. Vejamos um pouco.</span><span id="more-34903"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 2 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A nova tese de “Theologus” e os seus principais argumentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; A ideia central, reiterada e repetida com uma monotonia desesperadora, é aquela onde se pretende tornar absolutamente indissociáveis os dois poderes de ordem e de jurisdição, num “episcopado” redefinido segundo os critérios da <em>Lumen gentium</em>: não somente a sagração episcopal confere a todo o bispo, por si, as duas funções (“munera”), a do poder de santificar e a do poder de governar⁵, mas assim também seria porque a noção católica do episcopado o exigiria. Como tal, a ideia, que seria defendida pela Fraternidade São Pio X, de um episcopado “reduzido ao exercício do poder de ordem (ordenar sacerdotes e confirmar fiéis)” ou, “ainda, à função de distribuidor dos sacramentos pelos bispos a mando dos superiores da FSSPX”, estaria em contradição com o Concílio de Trento, com o ensinamento de Santo Tomás de Aquino, bem como com as afirmações dos Papas Leão XIII e Bento XIV, citados na página de “<em>Claves</em>”. Consequentemente, ela se crê na condição de poder concluir deste modo: “Assim, esta concepção de um episcopado reduzido ao poder de ordem opõe-se praticamente à afirmação revelada, segundo a qual os bispos são “estabelecidos pelo Espírito Santo para governar (apascentar, poimainein) a Igreja de Deus” (Atos, XX, 28)”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 3 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento do Concílio de Trento</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5 &#8211; Estes argumentos superficiais arrancam algumas risadas. O Concílio de Trento? Segundo “Theologus”, ele ensina em dois momentos que “a pregação é o encargo principal (praecipuum munus) dos bispos” (Sessão 5, Decretum de reformatione, c. 2, e Sessão 24, Decretum de reformatione, c. 4; Mansi, 33, 30 e 159). Sem dúvida, sim — e ainda assim seria necessário esclarecer o ponto de vista exato desta “principalidade”: ela entende-se na ordem da geração, e no sentido em que é preciso primeiro pregar antes de santificar; mas não entende-se na ordem da perfeição, e no sentido em que a pregação seria a razão última e o fim último da atividade episcopal: com efeito, a razão última da atividade de um bispo, que é a da Igreja através dele, não é a pregação, mas a santificação e a salvação das almas. A pregação não é o único encargo do bispo e, se todo o bispo deve pregar, pode fazê-lo a títulos bem diferentes: seja porque possui ele próprio o poder de jurisdição, sendo bispo residencial colocado à frente de um diocese; seja porque recebe esta jurisdição, que não possui propriamente (sendo simples bispo titular), senão de outro bispo que está munido desta jurisdição, enquanto bispo residencial. Contra isto, a passagem alegada do Concílio de Trento não prova absolutamente nada. Aliás, tanto menos porque é isso que reconhece o próprio texto publicado em “<em>Claves</em>”: “Sim, na Igreja, um bispo que não recebeu súditos para governar (bispo titular) ou que renunciou (bispo emérito), não confirma nem ordena os súditos de outros bispos sem a permissão dos seus Ordinários próprios. […] Sempre que um bispo sem jurisdição atual exerce o seu poder sacramental episcopal, fá-lo, portanto, com uma missão recebida daqueles que têm jurisdição (bispos diocesanos ou Superiores religiosos)”. Logo, conforme admite o próprio “Theologus”, na Igreja, existem efetivamente bispos desprovidos de jurisdição própria, e cujo episcopado, no que neles permanece como proveniente da sua sagração, está de fato “reduzido ao exercício do poder de ordem (ordenar sacerdotes e confirmar fiéis)” ou, “ainda, à função de distribuidor dos sacramentos”, a mando dos superiores. Assim, onde está a falsificação de uma “noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 4 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento de Leão XIII</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; Apareceria na contradição que a oporia ao ensinamento de Leão XIII? “Theologus” acredita poder estabelecer este ponto com o auxílio de uma citação retirada de seu contexto. Segundo ele, a Fraternidade São Pio X pretenderia “constituir bispos que não têm relação com o governo real da Igreja, e que não são “verdadeiros príncipes na hierarquia eclesiástica” (Leão XIII, encíclica Sapientiæ christianæ, 10 de janeiro de 1890)”. Mas o que Leão XIII pretende dizer aqui, do que está falando? Todo o contexto da citação permite compreender o seu sentido, que de modo algum é aquele pretendido por “Theologus”:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Há uma diferença entre a prudência política, relativa ao bem geral, e aquela que diz respeito ao bem individual de cada um. Esta mostra-se nos particulares que, sob a sua própria condução, obedecem aos conselhos da reta razão: aquela é própria dos homens encarregados de dirigir os negócios públicos e, particularmente, dos príncipes que têm por missão exercer o poder de mando. Assim, a prudência civil dos particulares parece consistir inteiramente em executar fielmente os preceitos da autoridade legítima. Estas mesmas disposições e esta mesma ordem devem encontrar-se no seio da sociedade cristã, e tanto mais que a prudência política do Pontífice Supremo se estende a um número maior de objetos. Com efeito, não tem apenas de governar a Igreja no seu conjunto, mas também de ordenar e dirigir as ações dos cidadãos cristãos em vista da realização da sua salvação eterna. Vê-se por isso quão indispensável é que, além da perfeita concórdia que deve reinar nos seus pensamentos e nos seus atos, os fiéis tomem sempre religiosamente por regra da sua conduta a sabedoria política da autoridade eclesiástica. Ora, imediatamente após o Pontífice Romano, e sob a sua direção, o governo dos interesses religiosos do cristianismo pertence aos bispos. Ainda que não estejam situados no topo da potência pontifical, são, contudo, verdadeiramente príncipes na hierarquia eclesiástica: e como cada um deles está preposto ao governo de uma Igreja particular, são, diz Santo Tomás, “como os principais obreiros na construção do edifício espiritual”, e têm os membros do clero para dividir os seus trabalhos e executar as suas decisões. Cada um deve regular a sua vida segundo esta constituição da Igreja, que não compete a nenhum homem alterar. Assim, do mesmo modo que, no exercício do seu poder episcopal, os bispos devem estar unidos à Sé Apostólica, assim também os membros do clero e os leigos devem viver numa união muito estreita com os seus bispos”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; Aqui, Leão XIII fala precisamente da hierarquia de jurisdição, no seio da qual o Papa possui a autoridade suprema, e os bispos, uma autoridade subordinada. Os bispos são “verdadeiros príncipes”, mas não o são nada mais nada menos senão na hierarquia eclesiástica do poder de jurisdição. O mesmo não ocorre com a hierarquia do poder de ordem, onde o bispo é aquele que possui nada mais nada menos que “a plenitude do sacerdócio”: então é “príncipe”, mas num sentido bem diferente, pois é-o na ordem do culto, e não mais na ordem do governo. Certamente, o episcopado é uma função que carrega o que é preciso para presidir a ambos, ao culto e ao governo, mas nem todo o bispo é necessariamente chamado a presidir a ambos. Na Igreja existem bispos desprovidos de jurisdição, e que são “príncipes” apenas na ordem do culto. Neste sentido, o bispo possui e exerce, como diz Santo Irineu, citado por “Theologus”, uma “graça de chefe, recebida na sagração”, mas é precisamente, como, aliás, reconhece “Theologus”, uma graça que se exerce na ordem do culto, e num sentido análogo em relação à função de jurisdição propriamente dita. Todavia, que esta graça de chefe exista na ordem do culto, e que seja atestada por Santo Irineu, não autoriza a concluir, como “Theologus” gostaria de fazê-lo, que “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Bem pelo contrário: a Fraternidade São Pio X pretende fazer a distinção, como faz Santo Irineu, e como fizeram todos os Papas, entre a hierarquia tal como baseada no poder de ordem, e a mesma hierarquia baseada no poder de jurisdição. Logo, o texto de Leão XIII é invocado aqui no sentido inverso de seu significado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 5 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento de Santo Tomás</strong></span><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; Este gênero de equívoco atinge o seu cúmulo quando o estudo publicado por “<em>Claves</em>” pretende mobilizar por conta própria a autoridade do Doutor Angélico. “A noção católica do episcopado”, diz-nos, “é perfeitamente afirmada por Santo Tomás: “O bispo tem uma ordem em relação ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, sobre a qual recebe um encargo principal e quase real” (Tratado da perfeição da vida espiritual, capítulo 24, n.º 4)”. Também aqui, a frase citada é desviada do seu verdadeiro sentido, por falta de ser situada no seu contexto, e o contexto não deixa margem a nenhum equívoco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9 &#8211; Santo Tomás responde a uma objeção, e esta argumenta que o episcopado seria somente um poder de jurisdição, e não um “ordo”, uma ordem, ou seja, um certo grau no poder de santificar. Ao responder do seu modo que “o bispo tem uma ordem em relação ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, sobre a qual recebe um encargo principal e quase real “<em>[Habet quidem enim ordinem episcopus per comparationem ad corpus Christi mysticum, quod est Ecclesia; super quam principalem accipit curam, et quasi regalem…]</em>”, Santo Tomás pretende fazer a distinção entre os dois poderes, e qualificar o bispo na linha do seu poder de ordem, independentemente de qualquer poder de jurisdição. Quer dizer que, nesta mesma linha do poder de ordem, o bispo não tem somente, como o sacerdote, um poder sobre o Corpo físico de Cristo, na administração do sacramento da eucaristia, mas também um poder sobre o Corpo místico de Cristo, no âmbito da colação das ordenações ou da sagração das igrejas. O encargo “de chefe” — assim convém traduzir o latim “principalem”, que vem de “princeps”, e não fazendo valer um insignificante “principal” — é um encargo não “real”, mas “quase real”, ou seja, no sentido impróprio e analógico já assinalado, no âmbito do culto, e não da jurisdição. A citação do original latino traz um “quidem”, isto é, uma restrição, omitida na tradução de “Theologus”: o sentido é que Santo Tomás distingue aqui a prerrogativa do bispo em relação à do sacerdote, e, portanto, no âmbito do culto e do poder de ordem: <em>“Habet quidem enim ordinem episcopus per comparationem ad corpus Christi mysticum, quod est Ecclesia, super quam principalem accipit curam, et quasi regalem; sed quantum ad corpus Christi verum, quod in sacramento continetur, non habet ordinem supra presbyterum”</em>. Nesta linha do poder de ordem, o bispo certamente tem algo próprio, com o poder que detém sobre o Corpo místico de Cristo, mas, ao inverso, o poder que detém sobre o Corpo físico de Cristo não lhe confere nada além do que o simples sacerdote já possui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10 &#8211; A sequência do texto ainda insiste, para conferir, se necessário fosse, toda a precisão: <em>“Quod autem aliquem ordinem habeat, et non jurisdictionem solam, sicut archidiaconus vel curatus, patet ex hoc quod episcopus potest multa facere quae non potest committere, sicut conferre ordines, consecrare basilicas, et huiusmodi; quae vero jurisdictionis sunt, potest aliis committere”</em>. O que prova que o bispo possui um poder de ordem, e não somente um poder de jurisdição, como possui o arquidiácono ou o pároco, é que o bispo pode realizar muitos atos, tais como as ordenações ou as consagrações de igrejas, que somente ele pode realizar, enquanto pode mandar que outros realizem — isto é, delegar — os atos do poder de jurisdição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11 &#8211; Última prova, que manifesta ainda mais que o poder “quase real” de que se trata deve ser entendido na linha do poder de ordem: <em>“Idem etiam patet ex hoc quod si episcopus depositus restituatur, non iterum consecratur tanquam potestate ordinis remanente”</em>. Se um bispo deposto, isto é, a quem se viu retirado seu poder de jurisdição, é restabelecido na posse deste, ele não é consagrado novamente, o que deixa a entender que o seu poder de ordem, o famoso poder “quase real”, nele permanece como algo inalienável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">12 &#8211; A exploração da passagem citada de Santo Tomás, de que “Theologus” quisera servir-se para provar que o episcopado é, essencialmente, e em virtude da própria sagração, um poder de regência e de jurisdição, um “poder real”, é totalmente inoperante. Santo Tomás fala aqui do encargo do poder de ordem, que qualifica precisamente não de “encargo principal” — qualquer latinista teria sabido fazer a distinção entre “praecipuus” e “principalis” — mas de “encargo de príncipe, encargo de chefe”, e também de encargo “quase real”. E entende estes qualificativos, dando-lhes um alcance analógico, isto é, na ordem do culto, e não mais na ordem do governo propriamente dito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 6 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento da liturgia da sagração</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">13 &#8211; Por fim, “Theologus” pretendia tirar um argumento da liturgia da sagração. “A Tradição”, diz-nos, “exprime-se, além do mais, sobretudo nos ritos litúrgicos e no costume da Igreja, tanto oriental como ocidental. Pelos ritos da sagração episcopal, ela demonstra que os bispos não somente recebem um poder de ordem específico, mas assumem a função de Cristo como Mestre e Pastor. Assim, o Pontifical romano tradicional dirige, a todos os bispos, mesmo àqueles que não têm o encargo de um rebanho particular: “Dai-lhe, Senhor, uma cátedra episcopal para reger a vossa Igreja e o povo que lhe é confiado”. E Bento XIV invoca outro texto do Pontifical: “Recebei o Evangelho, e ide anunciá-lo ao povo que vos é confiado”. (Carta Apostólica ao Cardeal delle Lanze, 4 de agosto de 1747)”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">14 &#8211; Este tipo de argumento, repetido à exaustão, tanto no Vaticano II como desde então, perde todo o seu peso assim que se capta, por menor que seja,o verdadeiro alcance da liturgia da sagração. As explicações dadas por Dom Luigi Carli, durante o Concílio, no momento em que o esquema da futura constituição <em>Lumen gentium</em> estava em discussão, são suficientes para dar esta compreensão⁶. Em suma, “dizer que o poder de jurisdição é dado em virtude da sagração ([vi consecrationis]) e dizer que é dado ao mesmo tempo que ela ([cum consecratione]) são duas coisas bem distintas”. Com efeito, as preces litúrgicas que se pronunciam aquando da sagração dos bispos e os ritos que daí decorrem foram ajustados e utilizados numa época em que só se consagravam os bispos que já tinham sido legitimamente designados para serem colocados à frente de uma igreja particular, e que já possuíam, portanto, por outro lado, a missão canônica. Assim, não é de se admirar que o rito litúrgico da sagração se compraz em descrever os três encargos do bispo, como se os três poderes correspondentes fossem confiados somente aquando desta sagração. Guardadas as devidas proporções, o mesmo se passava com o rito da sagração dos Reis de França: o Rei recebia, aquando da sua sagração, as insígnias da realeza (a coroa, a espada, o cetro) embora já fosse Rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">15 &#8211; Acrescentemos a isto que na época em que foi elaborada a liturgia da sagração dos bispos, a autoridade competente, em virtude de um costume legítimo, pôde decidir que o poder de jurisdição seria dado ao mesmo tempo que a sagração episcopal (o que acontece atualmente, por exemplo, no Código da Igreja do Oriente). Vê-se bem que se, nas partes descritivas desta liturgia, os três encargos do bispo são bem destacados, isso ocorre depois da fórmula da sagração. Aliás, é esta mesma liturgia que é utilizada para a sagração dos bispos auxiliares [desprovidos de qualquer poder de jurisdição]. Mesmo para eles, trata-se da cátedra episcopal que lhes é confiada para que governem o povo a eles confiado, ao passo que, na realidade, não detém nenhuma. “Eis porque”, conclui Dom Carli, “as fórmulas da liturgia não podem por si só dirimir a questão da origem do poder de jurisdição”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 7 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A raiz do sofisma</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">16 &#8211; Definitivamente, a nova tese defendida pelo sítio da Fraternidade São Pedro se fundamenta numa confusão. Confusão entre o episcopado e o bispo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">17 &#8211; O episcopado é uma função divinamente instituída, e que exige, para poder existir e ser exercida integralmente na Igreja, os dois poderes, de ordem e de jurisdição. Contudo, o episcopado é uma função que só existe e que só é exercida concretamente <em>em</em> e <em>pela</em> pessoa daquele que dela é revestida, e que é o bispo. E, concretamente, existe não apenas um único bispo, mas vários. Há bispos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">18 &#8211; O bispo que é revestido deste episcopado é, na maioria das vezes, ou ordinariamente, o sujeito do episcopado integral, mas também pode ser, com menor frequência e pouco comumente (mas não extraordinariamente), o sujeito da ordem sem a jurisdição — e isso pelas necessidades da Igreja, das quais a Igreja é juiz. Embora quase nunca seja (ou de maneira somente extraordinária e provisória) o sujeito da jurisdição sem a ordem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">19 &#8211; Este dado elementar da eclesiologia não é “uma noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”, e que a Fraternidade São Pio X forjaria cada vez mais claramente. Podemos citar aqui, para ilustrá-la e justificá-la, duas autoridades reconhecidas no assunto: o cardeal Charles Journet e o cardeal Louis Billot.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">20 &#8211; Charles Journet explica a verdadeira natureza do episcopado na sua obra <em>A Igreja do Verbo Encarnado</em>, tomo 1: “A hierarquia apostólica”, Desclée de Brouwer, 1955, nas páginas 34 e 639-640. “O poder de ordem e o poder de jurisdição são dois poderes realmente distintos. Contudo, não são, digamos-no, aqui já sucintamente, independentes um do outro. Uma das tarefas do poder de jurisdição é determinar as condições de exercício do poder de ordem. Sob este aspeto, é o poder de ordem que depende do poder de jurisdição. Depende dele sempre no que diz respeito ao seu exercício legítimo. Depende dele mesmo às vezes no que diz respeito ao seu exercício válido” […] “Por outro lado, o poder de jurisdição depende, por sua vez, do poder de ordem. Assinalemos uma dupla dependência do poder jurisdicional: uma abordagem dos sujeitos onde reside, outra das energias que rege. O poder de jurisdição não pode encontrar-se de uma maneira regular e conatural senão num sujeito que foi habilitado pelo poder de ordem. Depende, assim, do poder de ordem do lado da sua causa material, sendo o poder de ordem a qualidade que prepara e que consagra os sujeitos aos quais é concedida a jurisdição. […] A esta dependência, abordada a partir dos sujeitos nos quais reside o poder de jurisdição, há que se acrescentar outra. É o poder de ordem, que ao mundo trará à tona as fontes mais elevadas das energias que o poder de jurisdição tem por tarefa canalizar. De sorte que, se por impossível o poder de ordem desaparecesse, o poder de jurisdição perderia, por esse fato, não certamente todo o seu sentido, mas a maior parte dele”. Tendo assim recordado a distinção fundamental e a relação que deve existir entre os dois poderes de ordem e de jurisdição, o teólogo suíço prossegue: “Sem dúvida, num sujeito particular, estes dois poderes podem estar desligados um do outro. Os bispos que passam ao cisma ou à heresia, ou que são sagrados no cisma e na heresia, estão, de si, privados de jurisdição. Por outro lado, segundo a disciplina atualmente em vigor, a investidura jurisdicional é muitas vezes conferida aos bispos antes da sua sagração. E é por isso que se diz que, se a jurisdição requer a ordem, é para existir num sujeito de uma maneira regular e conatural. Contudo, se, no lugar de se limitar à consideração de sujeitos particulares, analisa-se toda a Igreja, então é necessário afirmar que é de uma maneira necessária e absoluta que o poder de jurisdição exige a presença do poder de ordem nos sujeitos aos quais é concedido. A jurisdição no seu conjunto nunca subsistiu e nunca poderá subsistir onde falta o poder de ordem. A Escritura e o Magistério o testemunham”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">21 &#8211; Estas reflexões de Journet encontram-se já em Billot, no tratado do episcopado, tese 32, § 1, que figura ele próprio no tratado dos sacramentos, t. 2, p. 315. O célebre teólogo afirma que “não repugna que haja um verdadeiro bispo desprovido de jurisdição, embora, de maneira geral, a autoridade do governo [ou poder de jurisdição] não possa encontrar-se de si como no seu sujeito senão naquele que possui o poder de ordem episcopal”. A mesma coisa é repetida no tratado da Igreja, questão 9, tese 15, p. 339 e 343-345.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">22 &#8211; A tese falsificada que “Theologus” pretenderia defender aparece, assim, pelo que é: uma desnaturação do episcopado, segundo a qual o poder de ordem exigiria, por natureza, naquele que o recebe, o poder de jurisdição, ou até mesmo já seria em si mesmo um poder de regência. Esta desnaturação provém aqui de uma confusão, e esta, como sempre, resulta do desconhecimento das distinções. Distinção entre o ser e o exercício do poder. Distinção, ao nível do <em>ser do</em> <em>poder</em>, entre o objeto e o <em>sujeito do poder</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 8 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A verdadeira natureza do episcopado</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">23 &#8211; Em seu ser, e como tais, independentemente de qualquer exercício, os dois poderes são formalmente distintos e bastam-se a si mesmos, na linha do seu objeto. O que é verdade, ao contrário do que pretende (e inventa) o estudo publicado pelo sítio “<em>Claves</em>”, é que, na linha do seu sujeito, há uma interdependência entre os dois poderes, ao nível do seu ser. Com efeito, como recorda Journet, “o poder de jurisdição não pode encontrar-se de uma maneira regular e conatural senão num sujeito que foi habilitado pelo poder de ordem”. Portanto, não é o poder de ordem que exigiria a jurisdição, ou que já realizaria a sua dimensão; é a jurisdição que exige não o poder de ordem tomado como tal, mas o fato de encontrar-se num sujeito que possua o poder de ordem: assim, a jurisdição exige o poder de ordem, diz ainda Journet, “do lado da sua causa material, sendo o poder de ordem a qualidade que prepara e que consagra os sujeitos aos quais é concedida a jurisdição”. Deste ponto de vista da causa material, em contrapartida, o poder de ordem não reclama de modo algum a jurisdição, pois ao inverso do poder de jurisdição, o poder de ordem pode encontrar-se num sujeito que não foi habilitado pelo poder de jurisdição. Há, portanto, aqui, sob a pena de “Theologus”, um contrassenso completo e um desconhecimento espantoso da teologia do episcopado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">24 &#8211; No seu exercício, os dois poderes estão interligados, porque, por um lado, o exercício do poder de ordem é a causa final, o fim e a razão de ser última, do exercício do poder de jurisdição: a Igreja instrui e governa as almas para santificá-las. E, por outro lado, o exercício do poder de jurisdição é a condição necessária ao bom exercício do poder de ordem, ou seja, a um exercício legítimo, porque realizado segundo a boa ordem que a sociedade exige, tal como Deus a desejou. E, às vezes, mesmo este exercício depende da jurisdição no seu ser de modo geral, isto é, em sua validade, como no caso, por exemplo, do sacramento da penitência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">25 &#8211; Logo, o estado de necessidade caracteriza uma situação em que aquele que deveria exercer a jurisdição abusa do seu poder ao impedir o exercício do poder de ordem, tornado, não obstante, gravemente necessário pela salvação das almas. Esta é uma outra questão, à qual ainda voltaremos, mas já aqui ela encontra a sua solução, com uma definição correta da natureza do episcopado⁷.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><em><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/munus-et-potestas-a-explicacao-simplista-da-fraternidade-sao-pedro-ii-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-2/">Continua aqui&#8230;..</a></strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">*************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/"><span style="color: #0000ff;">CLICANDO AQUI</span></a>.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">¹ Frei Luís de León (1528-1591) é um monge agostiniano, ao qual devemos a edição princeps das obras de Teresa de Ávila. Suspeitava-se que punha em questão o valor da Vulgata, versão oficial da Bíblia imposta pelo Concílio de Trento. Saiu inocentado do processo. Escreveu na prisão estes versos que ficaram célebres: “Aqui a inveja e a mentira me retiveram encerrado. Feliz o humilde estado do sábio que se retira deste mundo mau”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">² Simon Leys, Essais sur la Chine, Robert Laffont, coleção “Bouquins”, 1998, Prefácio, p. VII. Simon Leys é o nome de pluma de Pierre Ryckmans (1935-2014), reputado sinólogo, que foi um dos primeiros intelectuais a denunciar no Ocidente a revolução cultural chinesa e a maolatria. A oposição de intelectuais católicos franceses maoístas custou-lhe, em 1971, a perspetiva de uma carreira na Universidade francesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">³ Louis-Marie de Blignières, “A comunhão hierárquica dos bispos” em Sedes sapientiae, n.º 174 (dezembro de 2025), publicado pelo sítio “Claves” da Fraternidade São Pedro: https://claves.org/les-sacres-de-la-fraternite-sacerdotale-saint-pie-x-une-usurpation-de-juridiction/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁴ https://claves.org/des-sacres-legitimes/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁵ Ver a este respeito o artigo “Munus et potestas” no presente número do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁶ Observações de Dom Luigi Carli sobre o esquema da futura constituição sobre a Igreja Lumen gentium em Acta concilii oecumenici vaticani secundi, vol. III, pars I, p. 660. Dom Carli não é o único: com ele, o cardeal Michaël Browne, op (1887-1971) antigo Mestre Geral da Ordem dos Frades Pregadores (Acta, ibidem, p. 629-630), Dom Giuseppe Pronti (1890-1974) bispo de Acquapendente em Itália de 1938 a 1951 e depois de Nocera Umbra-Gualdo Tadino de 1951 a 1974 (Acta, ibidem, p. 746-749) e o Padre Aniceto Fernandez Alonso (1895-1981) Mestre Geral da Ordem dos Frades Pregadores de 1962 a 1974 (Acta, ibidem, p. 692-708) opõem ao texto do esquema exatamente as mesmas objeções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁷ O leitor do Courrier de Rome poderá reportar-se a todos os números onde já respondemos por múltiplas vezes a todas estas objeções oriundas da corrente Ecclesia Dei: números de setembro de 2019, julho-agosto de 2022, outubro de 2022, novembro de 2022, janeiro de 2025, março de 2025, junho de 2025.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>A HIPOCRISIA ECLESIADISTA: SILÊNCIO SOBRE OS ESCÂNDALOS DE ROMA, CRÍTICAS FERRENHAS CONTRA AS SAGRAÇÕES DE ÉCÔNE</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2026 16:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Media Presse Info &#8211; Tradução: Dominus Est No âmbito das polêmicas eclesiásticas do momento, poucos espetáculos são mais edificantes do que o de um oponente flagrado em contradição. É precisamente o caso das comunidades Ecclesia Dei que, desde o anúncio das &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-hipocrisia-eclesiadista-silencio-sobre-os-escandalos-de-roma-criticas-ferrenhas-contra-as-sagracoes-de-econe/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://media.medias-presse.info/wp-content/uploads/2023/12/les-derives-conciliaires-du-barroux-lpl-decemre-2023.jpg" alt="" width="552" height="369" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.medias-presse.info/le-double-etalon-ecclesiadeiste-silence-sur-les-scandales-de-rome-vituperations-contre-les-sacres-decone/221822/">Media Presse Info</a> </span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No âmbito das polêmicas eclesiásticas do momento, poucos espetáculos são mais edificantes do que o de um oponente flagrado em contradição. É precisamente o caso das <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong></a></span> que, desde o anúncio das próximas <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-sagracoes-da-fsspx/"><strong>sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X</strong></a></span>, competem entre si para condenar o que chamam enfaticamente de “<em>ato cismático</em>”. Um curioso entusiasmo, de fato, por parte de instituições que, diante dos mais graves escândalos doutrinais oriundos da própria Roma, mantêm silêncio absoluto! Essa geometria variável da indignação merece um exame mais detalhado, na medida em que lança uma luz implacável sobre a verdadeira natureza do que convém chamar de eclesiadismo contemporâneo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">O silêncio cúmplice diante dos excessos romanos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordemos, antes de tudo, os fatos. <em>A Fraternidade São Pio X <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.org/pt/publications/sobre-exortacao-pos-sinodal-amoris-laetitia-36038"><strong>emitiu uma declaração sobre a Amoris Laetitia</strong></a></span> em 2 de maio de 2016</em> , denunciando com notável clareza os erros contidos nessa exortação pós-sinodal que subverteu a doutrina tradicional sobre o matrimônio e a família. Onde estavam as vozes da Fraternidade de São Pedro, do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote, do Instituto do Bom Pastor e de todas aquelas comunidades que hoje se revestem com as aparências da ortodoxia? Onde estavam seus protestos contra o que foi, de fato, uma revolução pastoral de magnitude sem precedentes?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi um silencio absoluto. Pior ainda, foi cúmplice. Pois <em>essas comunidades &#8220;eclesiásticas&#8221; devem, em contrapartida, reconhecer a nova Missa como um rito legítimo e abster-se de denunciar os erros do Vaticano II</em>. Este é o preço do seu reconhecimento canônico: a aceitação tácita de todos os desvios, desde que lhes seja concedido o uso da liturgia tradicional. <em>Tal silêncio constitui, em si mesmo, uma cumplicidade culpável</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa atitude não é nova. <em>Para obter o reconhecimento canônico da Igreja conciliar, as <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/">comunidades Ecclesia Dei</a></span></strong> concordaram em calar-se sobre os erros doutrinais e escândalos da hierarquia eclesiástica, chegando até mesmo a justificá-los</em>. O exemplo do Mosteiro de Barroux é particularmente elucidativo a esse respeito. <em>Dom Gérard, seu Superior, havia declarado que o reconhecimento de seu mosteiro por Roma não implicaria &#8220;nenhuma concessão doutrinal ou litúrgica&#8221; e que &#8220;nenhum silêncio seria imposto à sua pregação antimodernista</em> &#8220;. Os acontecimentos subsequentes demonstraram a futilidade de tais garantias: <em>poucos anos depois, o mosteiro de Barroux tornou-se defensor do Concílio Vaticano II e da liberdade religiosa</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">A indignação seletiva dos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">ralliés</a></span>(1)</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas eis que a Fraternidade São Pio X anunciou sua intenção de prosseguir com novas sagrações episcopais e, de repente, um milagre! As línguas se soltaram, as canetas se agitaram, a indignação explodiu. <em>A edição de abril de 2026 do Courrier de Rome oferece um estudo doutrinal de primeira linha sobre a natureza do episcopado, em resposta às críticas formuladas pelo <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/">movimento Ecclesia Dei</a></strong></span>, particularmente pela Fraternidade de São Pedro</em>. Pois é preciso reconhecer que essas comunidades, tão rápidas em se calar diante dos erros doutrinais da hierarquia moderna, de repente encontram uma voz estrondosa quando se trata de condenar atos de resistência tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa diferença de tratamento não é acidental, mas inerente à própria lógica do pensamento eclesiástico. <em>Todos aqueles que desaprovam as <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-lefebvre-sermao-das-sagracoes-episcopais-de-1988/"><strong>sagrações de 1988</strong></a></span> também adotam uma avaliação muito menos alarmista da crise da Igreja do que a Fraternidade São Pio X. Isso ocorre porque não conseguem enxergar o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/"><strong>Estado de Necessidade</strong></a></span> dentro da Igreja. O problema fundamental não é a questão do reporte de D. Lefebvre a Roma em 1988, mas sim a avaliação feita do desastre conciliar</em>. Eis o cerne da questão: aqueles que minimizam a gravidade da crise não conseguem compreender a necessidade de medidas excepcionais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Hipocrisia teológica</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso aprofundar a análise e reconhecer que essa atitude revela uma hipocrisia teológica fundamental.<strong> Afinal, o que é mais grave: realizar sagrações episcopais sem mandato pontifício para garantir a sobrevivência da Tradição católica, ou permitir que os erros doutrinários mais perniciosos se espalhem sem protestar? O que há de mais escandaloso: violar uma regra disciplinar para preservar a integridade da fé, ou calar-se complacentemente diante da subversão dessa mesma fé por aqueles que têm a missão de guardá-la?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A resposta é evidente para qualquer católico genuinamente formado, ou mesmo simplesmente de boa fé. <em>Sem dúvida, o recente Motu proprio Traditionis custodes vem dar razão à prudência do fundador da Fraternidade São Pio X e justificar, de um ponto de vista estratégico, o ato da operação de sobrevivência da Tradição realizado em 30 de junho de 1988. Por esse mesmo fato, D. Lefebvre condenava antecipadamente a estratégia excessivamente tímida de todos aqueles que ainda esperavam alguma benevolência por parte das autoridades modernistas</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os acontecimentos recentes apenas confirmam essa análise profética. <em>Reunidos em 31 de agosto, 12 Superiores desses Institutos estabelecidos na França <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/">assinaram uma (vergonhosa) carta conjunta </a></strong></span>expressando sua reação ao motu proprio Traditionis custodes do Papa Francisco. Eles manifestaram contra sua adesão ao Magistério do Vaticano II e aos ensinamentos posteriores, e se dirigiram aos bispos da França, em uma linguagem patética e lacrimosa, a fim de implorar sua compreensão e misericórdia</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">A armadilha do reconhecimento canônico</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta situação lamentável ilustra perfeitamente a armadilha em que caíram as <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong></a></span>. <em>Este silêncio é o preço a pagar pelo reconhecimento oficial e pela possibilidade de ministrar nas dioceses</em>. Mas que tipo de ministério se pode exercer de forma autêntica quando se proíbe a si mesmo de denunciar as próprias causas da destruição da fé? <em>Em particular, alguns membros dessas comunidades reconhecem os estragos causados pelo modernismo triunfante na Igreja. Mas, em público, permanecem em silêncio sobre as causas da destruição da fé nas almas, que, no entanto, como qualquer sacerdote, têm o dever de denunciar e combater</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa contradição entre a convicção privada e a atitude pública só pode conduzir a uma lenta, porém inexorável, da mente. <em>É extremamente difícil permanecer fiel aos próprios princípios em um ambiente contaminado</em>. <em>Os sacerdotes, em particular, são silenciados pela engrenagem da máquina eclesiástica. O sacerdote convertido se vê dividido entre o desejo de fazer o bem e a obediência ao bispo local e ao Papa. Seus sermões inevitavelmente refletem isso</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote oferece um exemplo particularmente revelador dessa evolução. <em>O Instituto de Cristo Rei (ICR) é por vezes considerado uma terceira via entre a rejeição do Concílio (Fraternidade São Pio X e comunidades afins) e o alinhamento dos grupos da Ecclesia Dei (Fraternidade São Pedro, Instituto Bom Pastor, etc.) à linha geral da Roma atual. O ICR é visto como um meio-termo moderado, uma espécie de ponte diplomática, que concilia o reconhecimento oficial, o tradicionalismo genuíno e uma certa boa vontade para com a Fraternidade</em>. Mas essa “<em>terceira via”</em> revela-se uma ilusão, como demonstra <em>a aceitação, por parte dos sacerdotes do ICR, da concelebração da Missa Crismal com bispos diocesanos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste ponto, só podemos agradecer à Divina Providência por ter salvado a FSSPX no último minuto, e em diversas ocasiões, do suicídio planejado entre 2009 e 2018.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">O ensino da história</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história dos últimos 30 anos nos dá uma lição incontestável. <em>Ao verem a armadilha se fechando, será que os Institutos Ecclesia Dei irão se recompor? Ou, para salvar a própria pele, vão se curvar ainda mais? Infelizmente, a atitude que têm demonstrado nos últimos 30 anos deixa pouca esperança</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante dessa deriva, a posição da Fraternidade São Pio X e das demais comunidades que a apoiam ou compartilham sua linha teológica parece ser a única coerente com as exigências da fé católica. <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/"><strong>A carta de 18 de fevereiro de 2026, assinada pelo Pe. Davide Pagliarani,</strong></a></span> Superior Geral da Fraternidade São Pio X, constitui um documento crucial para a compreensão do estado real das relações com Roma. O tom é respeitoso, a estrutura metódica, mas o conteúdo é inequívoco. A recusa é clara. Ele escreve que não pode aceitar &#8220;a perspectiva e os objetivos em nome dos quais o Dicastério propõe a retomada do diálogo na conjuntura atual</em> &#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa firmeza, longe de ser obstinação, provém de uma lucidez teológica que 38 anos de crise apenas confirmaram. <em>Ela cita, em particular, Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium, Amoris laetitia e menciona Traditionis custodes. Segundo ela, esses textos demonstram que o quadro doutrinal já está determinado</em>. Nessas condições, o que poderia o diálogo esperar senão a capitulação total aos erros modernos?</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Conclusão: uma farsa</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O contraste marcante entre o silêncio cúmplice das <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong> </a></span>diante dos escândalos doutrinários de Roma e sua indignação ruidosa diante das ordenações tradicionalistas revela abertamente a verdadeira natureza de sua postura. Não se trata de defender a fé católica em sua integridade, mas de preservar a todo custo um reconhecimento canônico conquistado a um alto preço, à custa do silêncio sobre questões essenciais. Ouvimos pouco do Padre de Blignières, por exemplo, denunciar a&#8230;(zzz)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa atitude constitui uma grande impostura teológica, pois inverte a ordem das prioridades católicas: onde se deveria clamar, cala-se; onde se deveria compreender e apoiar, condena-se e injuria-se. Tal inversão de valores só pode resultar de uma cegueira espiritual cujas consequências ultrapassam em muito o destino particular dessas comunidades, comprometendo o próprio futuro da Tradição católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tempo dos compromissos e das meias-medidas acabou. É hora de resistência integral diante da subversão modernista, mesmo que isso implique a incompreensão daqueles que preferiram a segurança canônica à integridade doutrinária. Pois, como profeticamente anunciou Dom Lefebvre, é melhor estar na verdade sem o reconhecimento oficial do que no erro com as honras do mundo.</span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/</a></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>A ECLESIOLOGIA ILUSÓRIA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>

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		<description><![CDATA[O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est “Sagrações legítimas?” Este é o título de um texto assinado por “Theologus” e publicado em 11 de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-eclesiologia-ilusoria-da-fraternidade-de-sao-pedro-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/507.jpg" alt="" width="510" height="345" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://laportelatine.org/actualite/lecclesiologie-en-trompe-loeil-de-la-fraternite-saint-pierre"><span style="color: #0000ff;">La Porte Latine</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Sagrações legítimas</em>?” Este é o título de um texto assinado por “<em>Theologus</em>” e publicado em 11 de abril de 2026 no site <em>“claves.org</em>”(1) pelos sacerdotes da Fraternidade São Pedro. Nele, tentam demonstrar que a argumentação apresentada pela FSSPX para estabelecer a legitimidade das sagrações episcopais que se prepara para realizar, no próximo dia 1º de julho, seria vã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse tipo de discurso não é novo. De fato, desde o início, ou seja, desde o “<em>verão de 1988</em>”, os sacerdotes determinados a não seguir D. Lefebvre em sua decisão de nomear sucessores para o episcopado têm se esforçado para justificar sua posição. Foram, principalmente, os sacerdotes da então nascente Fraternidade São Pedro e, entre eles, o padre Josef Bisig(2). E o fizeram apresentando a iniciativa das sagrações como conduzindo a um episcopado não católico, um episcopado cismático, um episcopado que veicula uma heresia implícita. Reforçado pelo padre de Blignières(3), o estudo do padre Bisig inspira em grande parte a reflexão atual dos padres da Fraternidade São Pedro, em particular tal como se expressa no texto publicado online em 11 de abril(4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A novidade, se é que existe alguma, consiste em contestar os argumentos apresentados pela FSSPX por ocasião do anúncio das futuras sagrações de 1º de julho de 2026. E em acompanhar o estudo com uma &#8220;<em>enfática homenagem</em>&#8221; do Cardeal Sarah.</span><span id="more-34634"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa homenagem do Cardeal Sarah descreve o texto como &#8220;<em>luminoso&#8221;, &#8220;maravilhoso, claro e bem elaborado&#8221;</em>. Ele reitera, sobretudo, o que parece ser um dos postulados adotados por todos aqueles que contestam a validade das sagrações de Ecône: “<em>Devemos saber que não somos nós que salvamos as almas. </em><em>É Cristo, e somente Cristo, quem salva. Nós, nós somos apenas instrumentos nas Suas Mãos</em><em>.&#8221; &#8220;Não somos nós que salvamos a Igreja, mas a Igreja que nos salva</em>&#8220;, já escrevia o padre Bisig(5). Como se o Corpo Místico de Cristo fosse algo diferente dos membros de Cristo. Trata-se aqui de uma concepção da Igreja que tenderia a transformar seus membros em meros instrumentos inertes, ou em meros espectadores, e não em atores, de sua salvação. Lutero e Calvino já haviam considerado isso — mas o Concílio de Trento nos lembra que Deus nos convida a fazer o que podemos e a pedir o que não podemos(6). E fazer o que podemos, não é contribuir, cada um em seu nível, com as graças recebidas de Deus, para salvar a Igreja, salvando as almas na e pela Igreja?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A refutação dos argumentos apresentados pela Fraternidade São Pedro pode ser resumida em dois pontos, e <strong>demonstraremos sua futilidade em um artigo a ser publicado no <em>Courrier de Rome</em></strong>. O importante aqui é destacar que, antes de empreender essa refutação, os sacerdotes da Fraternidade São Pedro começam apresentando esses argumentos como &#8220;<em>o argumento fundamental da Fraternidade São Pio X em defesa das sagrações planejadas para 1º de julho de 2026</em>&#8220;. E é aí que tudo já desmorona, pois, na verdade, esse não é o <em>&#8220;argumento fundamental</em>&#8221; da FSSPX. Os próprios autores da Fraternidade São Pedro admitem isso, aliás, eles próprios, quando apresentam essa argumentação como tendo sido “<em>resumida oficialmente em um Anexo à resposta do padre Pagliarani ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, em 18 de fevereiro de 2026</em><em>&#8220;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se, precisamente, nem mais nem menos do que de um “<em>Apêndice</em>”, cujo objeto é uma questão técnica de eclesiologia, cuja explicação visa apenas servir de apoio — um apoio secundário — à argumentação principal da Fraternidade, que se encontra em outro lugar. Ela se encontra precisamente no texto da Carta endereçada pelo Pe. Pagliarani ao Cardeal Fernandez (7). Encontra-se também no sermão proferido pelo próprio Pe. Pagliarani no Seminário Flavigny em 2 de fevereiro, durante as cerimônias de tomada de batina, quando o Superior Geral de nossa Fraternidade anunciou as sagrações para 1º de julho (8). Finalmente, encontra-se também nas respostas que o Pe. Pagliarani deu em 7 de fevereiro aos jovens reunidos para a Universidade de Inverno organizada pelo Distrito Francês da Fraternidade (9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa “<em>argumentação fundamental</em>” baseia-se na realidade do estado de necessidade, realidade notavelmente agravada desde o verão de 1988, e que exige, mais uma vez, a sagração de novos bispos plenamente católicos para a salvação das almas. Aliás, não são os padres da Fraternidade São Pedro os primeiros a ter de reconhecer que as promessas que lhes foram feitas em 2 de julho de 1988 com o Motu proprio <em>Ecclesia Dei afflicta</em> não foram cumpridas? … Promessas que continuam ameaçadas pelo Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desse estado de necessidade, os sacerdotes do movimento Ecclesia Dei, como se vê claramente, evitam falar com demasiada frequência. O Padre de Blignières minimiza-o cada vez mais (10). Os sacerdotes da Fraternidade de São Pedro não falam sobre isso. No entanto, é justamente esse estado de necessidade que justifica, por sí só, a iniciativa de sagrações. E justifica-se porque a lei suprema na Igreja é, de fato, a salvação das almas, contra a qual nenhuma disposição do direito canônico pode prevalecer. No texto publicado em 11 de abril, esse argumento fundamental totalmente ignorado. Os sacerdotes da Fraternidade São Pedro, em uma análise minuciosa e complexa, desviam a atenção de seus leitores para um ou outro ponto da nova eclesiologia do Concílio Vaticano II, cuja falsidade foi justamente denunciada pela Fraternidade São Pio X. Mas não é a refutação desses pontos da nova eclesiologia que representa a razão profunda na qual a referida Fraternidade pretende se basear para justificar as sagrações episcopais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X, sem dúvida, contesta a ideia absolutamente nova de que a sagração conferiria, por si só, não apenas o poder de ordem, mas também o poder de jurisdição. A Fraternidade demonstra ainda que conferir o episcopado contra a vontade do Papa não é de modo algum um ato intrinsecamente mau ou contrário à lei divina. Mas essas discussões especializadas, embora ainda importantes, são uma cortina de fumaça: evitam encarar de frente a verdadeira razão que justifica as consagrações: o estado de necessidade, a situação de crise generalizada da qual a Igreja está longe de ter saído e na qual os detentores da autoridade suprema abusam de seu poder em grande e grave prejuízo da salvação das almas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, sim, se não houver estado de necessidade, se a Igreja estiver em um estado normal, se o Papa agir como verdadeiro Vigário de Cristo para exercer seu poder em benefício da salvação das almas, condenando todos os erros que ameaçam a fé dos fiéis, então sim, não é legítimo consagrar bispos contra a vontade do Papa, e as normas habituais do direito da Igreja mantêm toda a sua força para proibir tal iniciativa. Mas é a circunstância extraordinária da crise, é a situação incomum em que a pessoa de um Papa, como diz Caetano, se recusa a submeter-se ao seu ofício papal, que faz toda a diferença. Ocultar essa circunstância e raciocinar como se a Igreja pós-Vaticano II estivesse no mesmo contexto que sob São Pio X ou Pio XII é cair no legalismo mais estreito – e impedir-se de socorrer as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Somos obrigados a reconhecer isso</em>”: esta é a frase-chave que resume toda a atitude de D. Lefebvre, uma expressão do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. O legalismo da Fraternidade de São Pedro, por outro lado, foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">**************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Outras respostas do Pe. Gleize à Fraternidade São Pedro e ao Pe. Blignières podem ser vistas nos links abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">PARTE 3: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://claves.org/des-sacres-legitimes/">https://claves.org/des-sacres-legitimes/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Sobre a Sagração Episcopal Contra a Vontade do Papa, com aplicação às sagrações conferidas em 30 de junho por D. Lefebvre.&#8221; Ensaio teológico coletivo de membros da Fraternidade São Pedro, sob a direção do Padre Josef Bisig, 1988, 2ª edição, parcialmente ampliada e corrigida, sem data.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na página do site da Fraternidade São Vicente Ferrer de 30 de setembro de 2022.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este não é o único caso. Em uma conferência proferida em 8 de abril em Paris, o Padre Hilaire Vernier desenvolveu o mesmo tipo de argumento para tentar provar que seria &#8220;contrário à lei divina conferir o episcopado contra a vontade do Papa, mesmo sem querer conceder-lhe jurisdição&#8221;. </span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como citação final, na página 75 do ensaio citado anteriormente.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concílio de Trento, sessão 6 sobre justificação, capítulo 11 (DS 1536).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/">https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/ </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/">https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video">https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/">https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/</a></span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SEJAM RACIONAIS: TORNEM-SE PROTESTANTES!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 14:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[O que dizer a todos aqueles que querem permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, mas que consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos? Fonte: Courrier de Rome nº 681 – Tradução: Dominus Est &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sejam-racionais-tornem-se-protestantes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/03/Numerisations-001.jpg" alt="" width="476" height="405" /><p class="wp-caption-text"><strong><span style="color: #000000;">Observadores protestantes que participaram da reunião do &#8220;Consilium&#8221; de liturgia para o desenvolvimento da nova Missa. </span></strong></p></div>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">O que dizer a todos aqueles que querem permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, mas que consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos?</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Fonte: </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-De_cembre-2024-digital.pdf"><span class="tm10">Courrier de Rome nº 681</span></a></u></span><span class="Forte"><span style="color: #0000ff;"> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Pelo Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">1. A celebração da Missa no âmbito da peregrinação a Chartres poderia tornar-se problemática, como já escrevemos(1). Com efeito, mesmo na melhor das hipóteses, onde as autoridades eclesiásticas não recusariam aos padres que participam dessa peregrinação celebrar de acordo com o Missal de São Pio V, ainda assim os organizadores da Peregrinação não pretendiam permitir que a missa fosse celebrada de acordo com o Missal de Paulo VI. Essa recusa coloca os católicos do movimento Ecclesia Dei em um dilema. Porque, das duas, uma: ou as razões dessa recusa coincidem com aquelas pelas quais a Fraternidade São Pio X também não aceita a celebração do </span><em><span class="anfase">Novus Ordo</span></em>, razões essas que fazem dessa recusa uma atitude de princípio, e então o movimento Ecclesia Dei encorre no suposto cisma que inicialmente quis evitar ao recusar seguir D. Lefebvre; ou a dita corrente pretende manter-se fiel às suas origens, distinguindo-se por princípio da atitude adotada pela Fraternidade São Pio X, e então ela não pode tornar suas as razões pelas quais a referida Fraternidade recusa por princípio o novo Missal de Paulo VI, o que a leva, para recusar esse novo Missal, a descobrir outras razões impossíveis que, por ora, se dão ao álibi de um improvável “<em><span class="anfase">DNA</span></em>”&#8230;</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">2. A mesma lógica de evitar o suposto cisma deveria levar a desconsiderar a recusa da mesma missa de Paulo VI, tal como justificada pela Fraternidade São Pio X. O meio utilizado é idêntico entre todos os detratores do combate conduzido por D. Lefebvre: é o recurso ao único argumento extrínseco da autoridade, tanto mais que a crítica interna do novo rito da Missa, do qual o </span><strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/breve_exame_critico_do_novus_ordo_missae.pdf"><em><span class="anfase">Breve Exame Crítico </span></em>dos Cardeais Ottaviani e Bacci</a></span></strong> representa a realização mais perfeita, deixa pouca esperança aos possíveis apologistas do Missal de Paulo VI.</span><span id="more-33273"></span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;A Fraternidade São Pio X rejeita a celebração da Missa Nova por princípio, citando a autoridade dos Papas antes do Concílio Vaticano II.&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">3. Esse argumento de autoridade invocado contra a FSSPX é, neste caso, o da autoridade da lei da Igreja, que, dirigida como é pelo Espírito de Deus, jamais poderia, por questão de princípio, estabelecer uma disciplina que seja perigosa ou prejudicial à fé ou à moral dos fiéis. A referência preferencial é a condenada proposição n.º 78 da Constituição Apostólica </span><em><span class="anfase">Auctorem Fidei</span></em> do Papa Pio VI. Ele pretende aqui condenar aqueles que se dão a liberdade de escolher, entre as leis da Igreja, “<em><span class="anfase">o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito, e o que é inútil ou mais penoso do que a liberdade dos filhos da nova aliança pode suportar, e ainda mais o que é perigoso ou prejudicial porque leva à superstição ou ao materialismo</span></em>”. A ideia, especificamente condenada, é aquela segundo a qual seria permitido submeter a exame “<em><span class="anfase">a disciplina estabelecida ou aprovada pela Igreja &#8211; como se a Igreja, que é governada pelo Espírito de Deus, pudesse estabelecer uma disciplina que não só é inútil e mais pesada do que a liberdade cristã pode suportar, mas também perigosa, prejudicial, levando à superstição e ao materialismo</span></em>”. Da mesma forma, na Encíclica <em><span class="anfase">Mirari vos,</span></em> o Papa Gregório XVI declarou que “<em><span class="anfase">seria, portanto, uma ofensa, uma derrogação formal do respeito que merecem as leis eclesiásticas, culpar [&#8230;] a disciplina que a Igreja consagrou, que regula a administração das coisas santas”</span></em>. E, finalmente, na Encíclica <em><span class="anfase">Mediator Dei,</span></em> o Papa Pio XII lembra àqueles que se apegam desnecessariamente a antigos costumes litúrgicos que “<em><span class="anfase">os ritos litúrgicos mais recentes também são dignos de honra e observância, pois nasceram sob a inspiração do Espírito Santo, que assiste a Igreja em todas as épocas até a consumação dos séculos”</span></em>.</span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;A reação da Fraternidade São Pio X não é a de uma Igreja discente que se coloca como Igreja docente, mas a da Igreja já discente durante séculos e que deve rejeitar uma doutrina que é manifestamente oposta àquela que já foi ensinada.&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">4. A inadequação desse tipo de argumento foi apontada desde o início por D. Lefebvre, em todas as suas respostas ao Papa Paulo VI(2). O erro condenado por Pio VI, Gregório XVI e Pio XII é aquele em que a consciência individual dos fiéis pretende julgar por si mesma as decisões da autoridade, imputando a esta uma deficiência que nada pode presumir. Esta é a reação de uma Igreja discente que se coloca como Igreja docente, mas a reação da Fraternidade São Pio X pode ser explicada e justificada por um motivo totalmente diferente(3). Pode acontecer, diz Santo Hilário, que “</span><em><span class="anfase">os ouvidos do povo sejam mais santos do que os corações dos sacerdotes</span></em>”(4). Precisamente, são os “<em><span class="anfase">ouvidos”</span></em> que são mais santos, e o são porque já ouviram a palavra da verdade que santifica, mesmo que por agora os corações e as bocas dos sacerdotes não a façam mais ouvir como fizeram até aqui. Repitamos essas evidências(5). A Igreja permanece sempre o que é, mesmo em tempos de crise, mesmo no período pós-Vaticano II: uma sociedade essencialmente desigual, onde a Igreja discente reage sempre em dependência da pregação da Igreja docente. A resistência de D. Lefebvre e da FSSPX em relação ao <em><span class="anfase">Novus</span></em> <em><span class="tm11">Ordo Missae</span></em><span class="tm9"> de Paulo VI é justificada pelo critério estabelecido por São Paulo na Epístola aos Gálatas, capítulo I, versículo 8: “</span><em><span class="anfase">praeterquam quod evangelizavimus vobis</span></em>”. A Igreja discente deve considerar como anátema uma doutrina oposta àquela que já lhe foi ensinada. A rejeição do <em><span class="anfase">Novus Ordo</span></em> é precisamente a rejeição de uma Igreja discente, uma rejeição de uma Igreja já instruída por ter recebido de seus pastores a expressão inalterável do culto divino e da fé católica divinamente revelada, através da liturgia do Missal de São Pio V. A rejeição do novo missal de Paulo VI é a rejeição daquilo que se “<em><span class="anfase">afasta</span></em>” dessa liturgia do Missal de São Pio V, a rejeição de qualquer coisa que “<em><span class="anfase">se afaste</span></em>” da “<em><span class="anfase">disciplina que a Igreja consagrou e que regula a administração das coisas santas</span></em>&#8220;, para usar as palavras do Papa Gregório XVI.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">5. Essa é a verdadeira – e única – razão que pode legitimamente rejeitar a nova liturgia de Paulo VI. Essa razão deriva, ela própria, da natureza essencial da Igreja Católica, uma sociedade essencialmente desigual, onde a profissão de fé da Igreja discente ecoa continuamente, inalterada, as diretrizes do ensinamento da Igreja. Continuamente, isto é, ao longo dos séculos, desde São Pedro até o último Papa da história, e sem possível contradição. No entanto, considerada em sua essência, a nova liturgia de Paulo VI está em clara contradição com a liturgia secular da Igreja: em sua essência, ou seja, como um sinal e, portanto, naquilo que deveria significar. O significado da missa de Paulo VI afasta-se demasiadamente daquilo que a Igreja docente sempre pretendeu que sua liturgia significasse para que a reforma do </span><em><span class="anfase">Novus Ordo Missae</span></em> fosse considerada a expressão legítima de fé e disciplina à qual a Igreja docente deveria se conformar. O distanciamento da nova missa não apenas a torna menos boa ou imperfeita ou passível de aperfeiçoamento; torna-a má, porque é perigosa e prejudicial à fé dos fiéis e desagradável aos olhos do Todo-Poderoso. Representa, para todos, um escândalo, isto é, uma ocasião de ruína espiritual. Rejeitá-la, portanto, não é apenas legítimo, mas necessário: é um dever imposto à consciência de todo católico determinado a permanecer fiel às suas promessas batismais.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">6. Essa verdadeira razão para a recusa é muitas vezes ignorada e silenciada pelos fiéis do movimento Ecclesia Dei, e não é a apresentada pelos organizadores da peregrinação. Se eles não fizerem isso, será cada vez mais difícil, se não impossível, manter sua credibilidade diante das exigências das autoridades eclesiásticas.</span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;Como pode o motu proprio </span><span class="tm12">Ecclesia Dei afflicta</span><span class="tm10">, cuja base é impedir qualquer oposição em princípio a essas mesmas reformas, ser usado para rejeitar a nova missa e as reformas resultantes do Vaticano II?&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">7. O primeiro princípio da própria existência do movimento Ecclesia Dei, sua razão de ser radical, é evitar o suposto cisma de D. Lefebvre. Esse princípio está claramente enunciado na alínea c) do parágrafo 5 do Motu Proprio </span><em><span class="anfase">Ecclesia Dei afflicta:</span></em> “<em><span class="anfase">Desejo, sobretudo</span></em>”, diz João Paulo II, “<em><span class="anfase">dirigir um apelo, ao mesmo tempo solene e comovido, paterno e fraterno, a todos aqueles que até agora, de diversos modos, estiveram ligados ao movimento do Arcebispo Lefebvre, a fim de que cumpram o grave dever de permanecerem unidos ao Vigário de Cristo na unidade da Igreja Católica, e de não continuarem a apoiar de modo algum esse movimento</span></em>. […] <em><span class="anfase">A todos estes fiéis católicos, que se sentem vinculados a algumas precedentes formas litúrgicas e disciplinares da tradição latina, desejo manifestar também a minha vontade &#8211; a qual peço que se associem a dos Bispos a de todos aqueles que desempenham na Igreja o ministério pastoral &#8211; de lhes facilitar a comunhão eclesial, mediante as medidas necessárias para garantir o respeito das suas justas aspirações.”</span></em></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Em outras palavras, a possibilidade dada aos fiéis que assim o desejarem de assistir à celebração da Missa de acordo com o Missal de São Pio V é, na intenção do Papa, apenas o meio de facilitar a esses fiéis a comunhão eclesial agora baseada na adesão às reformas posteriores ao Concílio Vaticano II e de os desviar das orientações seguidas pela Fraternidade São Pio X; o meio, consequentemente, de evitar que eles se recusem a celebrar a missa de acordo com o novo Missal de Paulo VI, que está lenta mas seguramente permitindo que o modernismo penetre nas mentes das pessoas, levando gradualmente a uma ampla protestantização da Igreja.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">8. O que dizer, então, a todos aqueles que desejam permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, e que, no entanto, consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos? O que lhes dizer, se não: “</span><em><span class="anfase">Sejam racionais: tornem-se modernistas ou, melhor ainda, protestantes</span></em>”.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Notas</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(1) Veja o artigo “</span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-De_cembre-2024-digital.pdf"><span class="tm9">Uma peregrinação cismática?</span></a></u></span><span class="tm9">” nesta edição do Courrier de Rome. </span></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">(2) Veja o número da revista do Instituto Universitário São Pio X dedicado a este ponto, sob o título &#8220;Vaticano II. A autoridade de um concílio em questão&#8221;, Vu de haut n°13, 2006.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(3) Ver, em particular, as edições de julho-agosto de 2011 (“Magistério e Fé”) e de fevereiro de 2012 (“Magistério e Tradição Viva”) do Courrier de Rome, bem como o artigo intitulado “<span style="color: #0000ff;"> </span></span><u><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-novembre-2024-digital_0.pdf"><span class="tm9"><span style="color: #0000ff;">Uma Igreja Inspirada</span>”</span></a></u><span class="tm9">  na edição de novembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">(4) Santo Hilário, Contra Auxêncio, n.º 6 em Migne latim, vol. X, 613</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(5) Veja “</span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-novembre-2024-digital_0.pdf"><span class="tm9">Uma Igreja Inspirada”</span></a></u></span><span class="tm9">  na edição de novembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></span></p>
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		<title>AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</title>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2022 14:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[As sagrações de D. Lefebvre contra a vontade do Papa constituíram um ato cismático? Foram elas apenas uma desobediência a um preceito legítimo? Por falta das distinções necessárias, a argumentação Ecclesia Dei para afastar os fiéis da Fraternidade São Pio X conduz apenas a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/07/histoire-1988-les-sacres-galerie1.jpg" alt="" width="482" height="311" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>As sagrações de D. Lefebvre contra a vontade do Papa constituíram um ato cismático? Foram elas apenas uma desobediência a um preceito legítimo? Por falta das distinções necessárias, a argumentação </em></strong><strong>Ecclesia Dei<em> para afastar os fiéis da Fraternidade São Pio X conduz apenas a um dilema insustentável.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/sacres-1988/lete-1988-3">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa é a continuação de duas partes anteriores:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>***********************</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. Na segunda entrevista, na seção “<em>teologia</em>”, publicada na página de 27 de abril de 2022, do site “Claves.org”, o Pe. de Blignières menciona o estudo apresentado em 1983 a D. Lefebvre pelo Pe. Josef Bisig e retomado após as sagrações de 30 de junho de 1988, sob a forma de um folheto intitulado:  <em>Da sagração episcopal contra a vontade do papa, Ensaio teológico coletivo dos membros da Fraternidade São Pedro</em>(FSSP, Distrito da França, 5, Rue McDonald, 18000 Bourges). Este estudo tinha por finalidade, evidentemente, justificar a posição dos sacerdotes e dos fiéis que se recusaram a seguir D. Lefebvre em sua decisão de prosseguir com as sagrações episcopais contra a vontade do Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. O principal argumento apresentado por este estudo, e que aparece no parágrafo IV da primeira parte, é que as sagrações episcopais realizadas – não apenas <strong>sem </strong>a vontade do Papa, mas também e sobretudo <strong>contra </strong>a sua vontade expressa – são, em si mesmas ou intrinsecamente, um ato mau: “<em>O problema das sagrações de 30 de junho é que elas são contra a vontade explícita daquele por quem toda a jurisdição é dada (principaliter) como a Cabeça visível da Igreja</em>”(1). E este ato é mau, acrescenta o Pe. de Blignières, retomando a substância do estudo do Pe. Bisig, porque prejudica um elemento da fé católica, que é a necessária comunhão hierárquica com os outros bispos católicos, uma comunhão cujo garante é o Bispo de Roma. Mas esse atenta contra essa comunhão por si mesmo ou em seu efeito? É aqui que as inferências dos padres fundadores do movimento <em>Ecclesia Dei</em> podem parecer um pouco precipitadas.</span><span id="more-27302"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ato cismático em si mesmo ou desobediência que prepara para um cisma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. O Motu proprio <em>Ecclesia Dei adflicta </em>qualifica este ato como “<em>cismático</em>” não em si mesmo, mas em sua necessária consequência: “<em>Em si mesmo [in semetipso] tal ato foi uma desobediência ao Romano Pontífice em matéria gravíssima e de importância capital para a unidade da Igreja, como é a ordenação dos bispos, mediante a qual é mantida sacramentalmente a sucessão apostólica. Por isso, tal desobediência ― que traz consigo [secum quae infert](2) uma rejeição prática [repudiatio] do primado do Bispo de Roma, produz como seu efeito [efficit](3) um ato cismático</em>”. Assim, o texto autêntico da Santa Sé, em latim, distingue aqui claramente entre a natureza específica do ato (uma desobediência) e seu efeito (um cisma). Em suma: uma desobediência que levou ao cisma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. Por que essa consequência? Por que essa ligação de causa e efeito entre desobediência e cisma? O número 3 do Motu proprio <em>Ecclesia Dei adflicta </em>explica-o claramente: esta desobediência ao Papa ocorre “<em>em matéria muito grave e de importância capital para a unidade da Igreja</em>”. É, portanto, a matéria, isto é, o objeto circunstanciado, o objeto concreto e factual, sobre o qual se apoia a desobediência, que tem o cisma como consequência. Este objeto circunstancial consiste em recusar-se a levar em conta o preceito dado pelo Papa (que representa o objeto da desobediência na sua totalidade, o objeto que se encontra em qualquer ato de desobediência, seja ele qual for) precisamente quando se trata “<em>a ordenação dos bispos, mediante a qual é mantida sacramentalmente a sucessão apostólica</em>” (que representa o objeto circunstanciado do ato concreto e peculiar de desobediência imputado a D. Lefebvre).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Essas distinções são muito importantes, pois nos dão os meios para justificar a atitude de D. Lefebvre: distinção entre um ato de desobediência e a sua consequência por um lado, distinção entre esse mesmo ato de desobediência e sua matéria, por outro. Se os negarmos, ou pelo menos se os omitirmos muito rapidamente como o Pe. Bisig e o Pe. de Blignières parecem fazer, certamente há aqui uma oportunidade para desacreditar facilmente o ato de 30 de junho de 1988. Mas tal descrédito não pode ser justificado pela letra dos textos publicados por Roma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. A argumentação do Pe. Bisig, semelhante ao do Motu proprio <em>Ecclesia Dei afflicta,</em>é o seguinte. “<em>Transmitir a sucessão apostólica contra a vontade do Papa é um ato cismático. Ora, as sagrações de 30 de junho de 1988 transmitiram a sucessão apostólica contra a vontade do Papa. É por isso que as sagrações de 30 de junho de 1988 constituem um ato cismático”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sucessão apostólica formal e sucessão apostólica material</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. A primeira proposição é indiscutível, desde que se compreenda exatamente o que é a “<em>sucessão apostólica</em>”: trata-se da sucessão no poder de governar a Igreja, o poder de jurisdição, que só o Papa pode dar. É costume entre os teólogos(4) fazer distinção entre uma sucessão apostólica material e uma sucessão apostólica formal. Tal distinção é claramente enunciada na Encíclica <em>Ad apostolorum principis </em>de Pio XII. A primeira é uma sucessão apostólica no sentido impróprio, onde apenas o poder de ordem válida persiste, mas sem que haja o poder de jurisdição. A segunda é propriedade exclusiva dos Bispos que sucedem aos apóstolos no poder de ordem e no poder de jurisdição. Transmitir a sucessão apostólica formal contra a vontade do Papa é um cisma; transmitir a sucessão apostólica material contra a vontade do Papa não é um cisma, mas um ato de desobediência. Acrescentemos que transmitir jurisdição contra a vontade do Papa é ir contra a lei divina e, portanto, nenhuma exceção, nenhum caso de necessidade pode legitimar tal transmissão. Por outro lado, transmitir o poder de ordem contra a vontade do Papa é ir contra a lei eclesiástica e, portanto, certas circunstâncias excepcionais podem legitimar esta transmissão, entre outras, devido a um caso de necessidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. A segunda proposição é falsa se compreendida a partir da transmissão da sucessão formal, e é verdadeira se compreendida a partir da sucessão material. Se a segunda proposta for entendida neste último sentido, a conclusão de que as consagrações de 30 de junho constituíram um ato cismático não pode ser imposta. Com efeito, transmitir apenas a sucessão apostólica material contra a vontade do Papa não é um cisma. Uma vez que foi exatamente isso que aconteceu nas sagrações de Ecône, o argumento do Pe. Bisig não tem poder de conclusão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Preceito legítimo e preceito ilegítimo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9. As sagrações de Ecône constituiriam uma desobediência? Tudo aqui depende do fundamento e da legitimidade do preceito insinuado por João Paulo II a D. Lefebvre<strong>(5)</strong>. Se o estado de necessidade na Igreja é verdadeiro, e é verdade que a implementação do Vaticano II é seriamente prejudicial à salvação das almas, então o preceito de João Paulo II não é legítimo, porque se opõe ao preceito da autoridade de Deus <em>―</em> Deus querendo que cada Bispo dê à Igreja os meios necessários para a salvação das almas, neste caso, uma sagração de Bispos isentos dos erros do Vaticano II. Ao realizar esta sagração, D. Lefebvre não cometeu nenhum ato de desobediência, mas, ao contrário, realizou o ato de obediência heróica à vontade divina. Por outro lado, se não for verificado o estado de necessidade na Igreja, e não for verificado que a implementação do Vaticano II não é gravemente prejudicial à salvação das almas, então o preceito de João Paulo II permanece legítimo e D. Lefebvre cometeu um gravíssimo ato de desobediência. Em suma, a argumentação do Pe. Bisig, bem como sua retomada pelo Pe. de Blignières, são levadas a negar o estado de necessidade e, para tanto, negar também a gravidade do dano causado pelo Vaticano II à salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10. O Pe. de Blignières encontra-se, assim, dividido entre os dois chifres do seu dilema. Ele é obrigado a minimizar a gravidade do dano causado às almas pela aplicação do <em>Novus Ordo Missae</em>de Paulo VI, se quiser retirar toda legitimidade da iniciativa de 30 de junho de 1988 e justificar a reprovação inscrita no Motu proprio <em>Ecclesia Dei Adflicta</em>, que é fundador do movimento de mesmo nome. E é precisamente esse minimalismo que é claramente exposto na terceira intervenção intitulada “<em>Debates abertos sobre o verão de 1988</em>”, na seção “<em>teologia</em>”, publicada na página em 28 de abril de 2022 do site “Claves.org”. Citando o juízo do <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">Breve Exame Crítico do Novus Ordo Missae</a></em></span>, nosso teólogo se apressa a comentar: “<em>Mas cuidado! Este juízo é uma conclusão de teólogos que obviamente não pretende ter a autoridade de um texto do magistério. […] É assim formulado pelo <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">Breve Exame Crítico: O Novo Ordo Missæ […] representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento. Os “cânones” do rito definitivamente fixado naquele tempo constituíam uma barreira intransponível contra qualquer tipo de heresia que pudesse atacar a integridade do Mistério. Falamos de um afastamento e não de uma contradição; e esse afastamento é dito ser em relação à  teologia,  e não à  fé</a></span></em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">”</a></span>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11. Mas, por outro lado, para escapar à censura do Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>e reivindicar – para si e para seus pares, deixando de reivindicá-lo para o conjunto do bom Povo de Deus – o uso exclusivo do Ordo Tradicional de São Pio V, o mesmo Pe. de Blignières é, de fato, obrigado a retirar igualmente qualquer força obrigatória da implementação do <em>Novus Ordo Missae</em> de Paulo VI. Assim o faz na Revista <em>Sedes sapientiae</em>publicada pela Fraternidade São Vicente Ferrier<strong>(6)</strong>. Dando como exemplo de falsa obediência incondicional a atitude, aos seus olhos questionável, do falecido Cardeal Journet, que se considerava estar obrigado, no dever de consciência, a adotar o <em>Novus Ordo</em> de Paulo VI “<em>em nome da obediência</em>”, o Pe. de Blignières chega ao ponto de dizer que “<em>se pretendêssemos exigir a concelebração sacramental como sinal obrigatório de comunhão para um sacerdote que deseja receber um ministério, estaria introduzindo uma prática sem fundamento legal e alheia à verdadeira noção de comunhão. […] Seria necessário um juízo prudencial por parte do padre em questão. Dependeria de um juízo teológico e, se necessário, das Atas Fundadoras do Instituto do qual é membro. Aqui, mais uma vez, estamos longe da obediência incondicional</em>”. No entanto, para além do que prevê a lei até agora em vigor, o Papa tem o poder de exigir tal concelebração a partir de agora, pelas razões que considera fundadas. E é, aliás, esta exigência que foi formulada pela Santa Sé, nas Respostas às Dubias publicadas em 18 de dezembro de 2021.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">12. Então? Por um lado, D. Lefebvre seria “<em>cismático</em>” e “<em>desobediente</em>” por ter querido dar às almas os meios para continuarem a se santificar, apesar da invasão de um <em>Novus Ordo Missae </em>que é gravemente prejudicial à fé, e, por outro lado, o mesmo <em>Novus Ordo Missae</em>, que apenas se afastaria da teologia, e não da fé, não poderia obrigar, em nome da obediência, de modo que a exigência de concelebrá-lo deve ser contestada por um juízo prudente. Como explicar essa oscilação? Como conciliar esta recusa de concelebrar em um rito que se supõe não ser nem herético nem cismático com tanta insistência neste elemento da fé católica que é a comunhão hierárquica, e em cujo nome o ato consagratório de D. Lefebvre é qualificado de cismático?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">13. Em todo caso, é claro que, desde o recente Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>, os fiéis do movimento <em>Ecclesia Dei</em>têm sido confrontados com o dilema que D. Lefebvre já havia colocado claramente na época do Concílio: “<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/para-continuar-sendo-catolico-teria-que-se-tornar-protestante/"><em>Para permanecermos bons católicos, devemos tornar-nos protestantes</em></a></span>”?<strong>(7)</strong>. A fim de preservar a liturgia tradicional, devemos arriscar perder seu espírito aceitando as novidades? Foi para escapar desse dilema que o fundador da Fraternidade São Pio X procedeu às sagrações de 30 de junho de 1988. Ao denunciar essas sagrações como “<em>um gravíssimo à unidade da Igreja</em>”, o Pe. de Blignières dissuadiu os fiéis ligados à liturgia tradicional de recorrer ao ministério dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Mas para mantê-los realmente no movimento <em>Ecclesia Dei</em>, ele não tem outra solução senão negar a obediência ao <em>Novus Ordo Missae</em> de Paulo VI. O tempo dirá se os fiéis terão sido sensíveis a esse tipo de estratégia. Mas não há dúvida de que isso já os priva dos meios necessários para garantir a sobrevivência da verdadeira Missa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Notas</strong></span></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Estudo citado, p. 48-49.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A tradução francesa que aparece no site do Vaticano é defeituosa e imprecisa, pois afirma: “o que constitui em si mesmo” para tornar “secum infert”. A diferença de significado é tanto mais flagrante quanto acima o mesmo número 3 do Motu proprio emprega a expressão latina “in semetipso” para dizer exatamente o que corresponde ao francês “em si mesmo”.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A mesma tradução é muito equívoca quando afirma “constitui um ato cismático” para traduzir “eficiente”. Com efeito, em primeiro lugar, o verbo francês “constituir” pode certamente designar uma eficiência, como quando dizemos, por exemplo, que um decorador constitui um buquê de flores. No entanto, o sentido usual e ordinário da expressão é um segundo significado que é sinônimo de &#8220;ser em si mesmo&#8221;, como quando se diz que o pecado da gula constitui uma espécie de intemperança.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Dominique Palmieri, <em>Prolegomenon de Ecclesia</em>, § 26, p. 215-216; Louis Billot, <em>A Igreja. I – Sua instituição divina e suas notas</em>, questão 6, tese 9, n° 367, 371-372, p. 306-307; 309-310; Charles Journet, <em>A Igreja do Verbo Encarnado</em>, t. 1, Desclée, 1955 (2ª ed.), p. 698-699.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“<em>Com coração paternal, mas com toda a gravidade que requerem as circunstâncias presentes, exorto-vos, Venerável Irmão, a renunciar ao vosso projeto que, se for realizado, não poderá parecer senão um ato cismático, cujas inevitáveis conseqüências teológicas e canônicas são por vós conhecidas.</em>” (Carta do Papa João Paulo II de 9 de junho de 1988). Esta carta do Papa é uma resposta a uma carta de 2 de junho anterior, na qual D. Lefebvre havia especificado: “É para manter intacta a fé de nosso batismo que tivemos que nos opor ao espírito do Vaticano II e às reformas que ele inspirou. O falso ecumenismo, que está na origem de todas as inovações do Concílio, na liturgia, nas novas relações entre a Igreja e o mundo, na concepção da própria Igreja, leva a Igreja à sua ruína e os católicos à apostasia”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Louis-Marie de Blignières, “Obediência incondicional? » in <em>Sedes sapientiae</em>n° 155 (primavera 2021), p. 54-57.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Texto datado de 11 de outubro de 1964 e publicado em <em>Pastoral Letters and Writings</em>, Fideliter, 1989, p. 189-202.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>AS COMUNIDADES ECCLESIA DEI, 30 ANOS DEPOIS</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2022 14:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Hervé Gresland]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=26768</guid>
		<description><![CDATA[Um dos efeitos do motu proprio Traditionis custodes foi produzir, por parte das comunidades Ecclesia Dei, um acordo de adesão ao Concílio Vaticano II e o reconhecimento da benignidade do Novus Ordo. Essa aprovação enfraquece ainda mais a situação dessas comunidades. Fonte: La Couronne de Marie n°103 &#8211; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-comunidades-ecclesia-dei-30-anos-depois/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/2022-02-04-Audience-pape-Francois-1024x683-1.jpg" alt="" width="536" height="363" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Um dos efeitos do motu proprio </em></strong><strong>Traditionis custodes<em> foi produzir, por parte das comunidades Ecclesia Dei</em>,<em> um acordo de adesão ao Concílio Vaticano II e o reconhecimento da benignidade do </em>Novus Ordo<em>. Essa aprovação enfraquece ainda mais a situação dessas comunidades.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/2111-LCM-103.pdf">L<span style="color: #0000ff;">a Couronne de Marie n°103</span></a> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Criada em 1988 pelo Papa João Paulo II na sequencia da sagração de quatro bispos por D. Lefebvre, a Comissão <em>Ecclesia Dei </em>tinha como missão oficial de &#8220;<em>facilitar a plena comunhão eclesial</em>&#8221; daqueles que então se separaram da Fraternidade fundada por Dom Lefebvre, ao mesmo tempo que &#8221; <em>preservavam suas tradições espirituais e litúrgicas </em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sua missão “<em>oficiosa</em>”, havia sido revelada por D. Lefebvre: <em>a Comissão Ecclesia Dei</em>, explicou ele com clarividência, “<em>é responsável pela recuperação dos tradicionalistas a fim de submetê-los ao Concílio</em>” (1). O tempo provou que ele verdadeiramente tinha razão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fim de obter o reconhecimento canônico da Igreja Conciliar, as comunidades <em>Ecclesia Dei </em>concordaram em se calar sobre os erros e escândalos doutrinários da hierarquia eclesiástica, ou mesmo em justificá-los. Não denunciam a nocividade da missa nova, do novo código de direito canônico, do diálogo inter-religioso, da liberdade religiosa etc., e sua contradição com o ensinamento tradicional da Igreja. Este silêncio é o preço a pagar para ser oficialmente reconhecido e poder exercer um ministério nas dioceses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De forma privada, alguns membros dessas comunidades reconhecem os estragos do modernismo triunfante na Igreja. Mas, em público, silenciam-se sobre as causas da destruição da fé nas almas, que eles, como qualquer sacerdote, têm o dever de denunciar e combater.</span><span id="more-26768"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Lefebvre já havia predito isso: “<em>Quando dizem que não desistiram de nada, isso não é verdade. Eles abriram mão da possibilidade de combater Roma. Eles não podem dizer mais nada. Devem ficar calados diante dos favores que lhes foram concedidos. Agora é-lhes impossível denunciar os erros da Igreja conciliar</em>” (2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Se não dizem explicitamente: aceitamos o Concílio e tudo o que Roma atualmente professa, implicitamente o fazem. Colocando-se inteiramente nas mãos da autoridade de Roma e dos Bispos, eles serão praticamente obrigados a concordar com eles</em>”(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O mecanismo da deriva</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando se dá um ensinamento que, sem aprovar positivamente os erros modernistas, já não os condena, pouco a pouco o juízo sobre a crise da Igreja se degenera. Esse compromisso leva, inevitavelmente, a relativizar o alcance dos erros modernistas, a uma incapacidade de distinguir entre erro e o mal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Gérard, Superior do mosteiro de Barroux, tinha declarado que o reconhecimento do seu mosteiro por Roma não vinha acompanhado de “<em>nenhuma contrapartida doutrinal ou litúrgica</em>”, e que “<em>nenhum silêncio seria imposto à sua pregação antimodernista</em>”(4). Bum! A queda foi rápida. Alguns anos mais tarde, o mosteiro de Barroux tornou-se o defensor do Concílio Vaticano II e da liberdade religiosa. Em 1993 publicou um livro:  <em>Sim! o Catecismo da Igreja Católica é católico! </em>em resposta à Fraternidade São Pio X que via nele a exposição da fé da Igreja Conciliar. E Dom Gérard devia declarar: “<em>Aceitamos todo o Magistério da Igreja, de ontem, de hoje e de amanhã</em>” (5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso ocorre porque é muito difícil permanecer íntegro em um ambiente contaminado. O homem é profundamente influenciado pelo meio em que vive. Há aqui uma lei escrita no mais profundo na natureza humana, uma vez que o homem é feito para viver em sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sacerdotes, especialmente, são silenciados pelas engrenagens da máquina eclesiástica. O padre “rallié” está dividido entre seu desejo de fazer o que é certo e sua obediência ao Bispo local e ao Papa. Seus sermões são inevitavelmente afetados por isso. A mesa de imprensa, as revistas também. Por sua submissão pública à hierarquia, ele engana as almas fazendo-as acreditar que a situação da Igreja é normal; não diz publicamente que a Igreja conciliar põe em perigo a fé dos fiéis; ele não prega que a missa nova é ruim, perigosa para a fé. De fato, essas sociedades preferem a Missa tradicional, mas não por motivos de fé; admitem a legitimidade do novo rito e a verdadeira Missa passa a ser forma &#8220;<em>extraordinária</em>&#8221; do rito romano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;Tal como somos&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Superior da Fraternidade de São Pedro na França declarou há alguns anos: &#8220;<em>Que encorajamento ver-nos assim aceitos pela Igreja, pela boca do Sumo Pontífice, como somos, como fomos fundados, como fomos reconhecidos quando a Santa Sé nos erigiu como sociedade de vida apostólica de direito pontifício</em>”(6).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Aceitos como somos</em>”: é nisso que ele quer acreditar, mas desde o início foram aceitos como Roma esperava que eventualmente se tornassem a longo prazo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já em 1988 o Cardeal Decourtray, presidente da Conferência dos Bispos da França, declarava perante todos os seus colegas: “<em>É claro que eles devem progredir no caminho da verdadeira adesão ao Concílio em sua totalidade</em>” (7).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Roma é paciente, levou a seu tempo, o de uma geração. Aqui novamente D. Lefebvre havia dito: “<em>Eles irão devagar, lentamente, mas com segurança</em>”(8).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em 2021, uma nova etapa</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/2109-LCM-101.pdf">artigo anterior</a></span>, vimos a decisão tomada pelo Papa Francisco em julho passado(9) de restringir e marginalizar ao máximo a celebração da Missa tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Francisco recorda que a celebração do rito antigo está subordinada à plena e completa adesão ao Concílio Vaticano II e a todo o magistério pós-conciliar, que é um imperativo para todos. Os Bispos devem garantir que os grupos que ainda são autorizados a usar o antigo rito “<em>não excluam a validade e legitimidade da reforma litúrgica, das disposições do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Sumos Pontífices</em>”(10). Sacerdotes e sociedades que, por concessão, ainda mantêm a Missa tradicional, devem dar sinais tangíveis de alinhamento, por exemplo, participando aos ofícios da Missa nova.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Bento XVI já havia deixado isto claro: “<em>Para viver a plena comunhão, os sacerdotes das comunidades que aderem ao uso antigo não podem, por princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. A exclusão total do novo rito não seria coerente com o reconhecimento do seu valor e da sua santidade</em>” (11). A diferença com Francisco é que ele é autoritário e usa os devidos meios para ser obedecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto aos Bispos, eles querem que essas comunidades sejam mais “solúveis” na realidade e na vida das dioceses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A reação das comunidades envolvidas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dos efeitos produzidos pelo <em>motu proprio</em>, e certamente pretendido, foi o de produzir por parte das comunidades <em>Ecclesia Dei </em>um acordo de adesão ao Concílio Vaticano II e um reconhecimento, não só da validade, mas também da benignidade do <em>Novus Ordo</em>. Essa aprovação fragiliza ainda mais a situação dessas comunidades e torna cada vez mais difícil qualquer crítica ao Concílio, ou ainda sua recusa em celebrar ou concelebrar a missa nova de vez em quando.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/ecclesiadeisme/la-fraternite-saint-pierre-chassee-du-diocese-de-dijon">situação vivida pela Fraternidade São Pedro em Dijon</a></span>, onde a exigência de concelebração foi brandida pelo Bispo, D. Roland Minnerath, para justificar a exclusão da sociedade da diocese, corre o risco de se repetir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A diocese de Paris, que está sendo vigiada de perto em França, definiu a sua linha de conduta. Em carta datada de 8 de setembro, D. Michel Aupetit estabeleceu as regras para a aplicação do motu proprio <em>Traditionis custodes </em>em sua diocese. Ele reduziu drasticamente o número de santuários em que a Missa tradicional pode ser celebrada: apenas cinco igrejas na capital, quando até agora era celebrada em cerca de quinze locais. “<em>Os sacerdotes que receberam de mim a missão escrita poderão celebrar ali de acordo com a antiga forma. </em>E acrescentou: &#8220;<em>Desejo, a fim de promover ainda mais a comunhão, que os sacerdotes chamados estejam abertos aos dois missais</em>&#8220;. Claramente, isso significa a celebração, pelo menos ocasionalmente, da missa nova.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual será o destino das  comunidades <em>Ecclesia Dei </em> ?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os “<em>ecclesiatistas</em>” deram muitos sinais de submissão, chegando ao ponto de justificar a liberdade religiosa ou o encontro de Assis, louvando o “São” João Paulo II…: nada disso ajuda. Quaisquer concessões que se façam à Revolução, quaisquer que sejam as promessas feitas a ela, ela nunca estará satisfeita. Ela quer cada vez mais e esmaga aqueles que pensam que podem colaborar com ela, mostrando sua ignorância dos processos revolucionários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vendo que a armadilha está se fechando, os Institutos <em>Ecclesia Dei </em>vão se recompor? Ou, para salvar suas cabeças, se curvarão um pouco mais? Infelizmente, suas atitudes por trinta anos deixam pouca esperança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reunidos em 31 de agosto, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>doze superiores desses Institutos estabelecidos na França assinaram uma (vergonhosa) carta conjunta na qual expressavam sua reação ao motu proprio <em>Traditionis custodes </em>do Papa Francisco</strong></a></span>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Protestam sua adesão ao Magistério do Vaticano II e posteriores, e voltam-se aos bispos da França, numa linguagem patética e chorosa, para implorar sua compreensão e sua misericórdia. “<em>Nem uma palavra sobre a nocividade fundamental da missa nova de Paulo VI. Nem uma palavra sobre os frutos amargos do Concílio. Nem uma palavra sobre a terrível aceleração da crise na Igreja sob o Papa Francisco</em>” (12).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fim de preservar a Missa tradicional, os doze superiores reivindicam o “<em>carisma</em>” específico de suas sociedades, que os autoriza a abrir exceções. Mas se queremos a Missa tradicional, não é egoisticamente para nós, é para toda a Igreja! E lutamos não só pela Missa tradicional, mas pela fé católica, pela doutrina imutável, pela moral e pelos sacramentos de todos os tempos e, portanto, contra os erros que a ela se opõem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A situação atual nos mostra mais uma vez que a única posição verdadeira e sólida é a da Fraternidade São Pio X. Uma posição que não varia e a que lhe dá credibilidade.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Hervé Gresland, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>POSTS INTERESSANTES SOBRE O ASSUNTO:</strong></span></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/guardar-e-transmitir-a-tradicao-conferencia-do-padre-davide-pagliarani-superior-da-fsspx/">GUARDAR E TRANSMITIR A TRADIÇÃO &#8211; CONFERÊNCIA DO PE. PAGLIARANI</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-piruetas-das-comunidades-ecclesia-dei/">AS PIRUETAS DAS COMUNIDADES ECCLESIA DEI</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-roche-a-responsa-ad-dubia-se-aplica-aos-institutos-ecclesia-dei/">ENTREVISTA DE MONS. ROCHE: AS “RESPONSA AD DUBIA” SE APLICAM AOS INSTITUTOS ECCLESIA DEI?</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/oucamos-novamente-o-que-alguns-recusaram/">OUÇAMOS NOVAMENTE O QUE ALGUNS RECUSARAM</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/lei-da-oracao-ou-lei-da-crenca-o-movimento-ecclesia-dei/">LEI DA ORAÇÃO OU LEI DA FÉ/CRENÇA? O MOVIMENTO ECCLESIA DEI</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-do-superior-geral-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-apos-a-publicacao-do-motu-proprio-traditionis-custodes/"><strong>CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X APÓS A PUBLICAÇÃO DO MOTU PROPRIO “TRADITIONIS CUSTODES”</strong></a></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-traditionis-custodes-pelo-pe-jean-francois-mouroux-fsspx-prior-do-priorado-de-sao-paulo/">MOTU PROPRIO TRADITIONIS CUSTODES, PELO PE. JEAN-FRANÇOIS MOUROUX, FSSPX, PRIOR DO PRIORADO DE SÃO PAULO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-summorum-pontificum-a-traditionis-custodes-ou-da-reserva-ao-zoologico/">DO SUMMORUM PONTIFICUM A TRADITIONIS CUSTODES, OU DA RESERVA AO ZOOLÓGICO</a></strong></span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Notas:</span></strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entrevista à Radio Courtoisie, 22 de novembro de 1989.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entrevista com Dom Marcel Lefebvre, <em>Fideliter </em>n° 79 de janeiro-fevereiro de 1991.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conferência em Flavigny, dezembro de 1988; <em>Fideliter </em>nº 68, março-abril de 1989.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Declaração de 18 de agosto de 1988.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Ouest-France</em> de 11 a 12 de fevereiro de 1995</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Ribeton, sermão de 16 de novembro de 2013, por ocasião do 25º aniversário da Fraternidade São Pedro.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Discurso perante a assembléia plenária dos Bispos em Lourdes, 22 de outubro de 1988.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conferência em Flavigny, dezembro de 1988; <em>Fideliter </em>nº 68, março-abril de 1989.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo motu proprio <em>Traditionis custodes </em>de 16 de julho</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Artigo 3º § 1º do motu proprio.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carta a todos os Bispos, 7 de julho de 2007.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Gleize, <em>La Porte Latine</em>, 3 de setembro de 2021.</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LEI DA ORAÇÃO OU LEI DA FÉ/CRENÇA? O MOVIMENTO ECCLESIA DEI</title>
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		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/lei-da-oracao-ou-lei-da-crenca-o-movimento-ecclesia-dei/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2022 14:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[A ilusão do Movimento Ecclesia Dei foi pretender separar os dois em nome da causa tradicional. Fonte: Courrier de Rome n°649 – Tradução: Dominus Est A Missa em Lille, celebrada há quase 50 anos por D. Lefebvre em 29 de agosto de 1976(1), ficou marcada, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/lei-da-oracao-ou-lei-da-crenca-o-movimento-ecclesia-dei/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/Ordinations-FSSP-2017-5.jpg" alt="" width="566" height="381" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A ilusão do Movimento Ecclesia Dei foi pretender separar os dois em nome da causa tradicional.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/CdR_01_2022.pdf">Courrier de Rome n°649</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sermao-completo-de-d-lefebvre-em-lille-1976/">Missa em Lille, celebrada há quase 50 anos por D. Lefebvre em 29 de agosto de 1976</a></span>(1)</strong>, ficou marcada, sem dúvidas, aos olhos do grande público e da mídia, como o ponto culminante da reação dos fiéis católicos à reforma litúrgica inaugurada pelo Papa Paulo VI sete anos antes, em 3 de abril de 1969, com a promulgação do <em>Novus Ordo Missae</em>. Durante esses anos, vozes foram ouvidas e as colunas do <em>Courrier de Rome</em> foram amplamente abertas a todos os experientes teólogos e canonistas da época, que se tornaram os intrépidos defensores do Missal dito “<em>de São Pio V</em>”. Isso foi particularmente evidenciado nas edições de 1973-1974, onde o Pe. Raymond Dulac (1903-1987)<strong>(2)</strong>, Pe. Jacques-Emmanuel des Graviers<strong>(3)</strong>, o professor Louis Salleron (1905-1992)<strong>(4)</strong> e seu filho Pe. Joseph de Sainte-Marie (1932-1984)<strong>(5)</strong> tentaram justificar o vínculo dos católicos ao seu rito, ao rito católico e romano da Missa, até agora expresso no Missal dito “<em>de São Pio V</em>”, na versão dada pouco antes do Concílio Vaticano II pelo Papa João XXIII. Todos aqueles que contribuíram para o <em>Courrier de Rome</em> naqueles anos fizeram-no, em grande parte, para defender o direito, o bom direito dos católicos de receber da Igreja a Missa de sempre, a Missa celebrada segundo o Missal dito “<em>de São Pio V</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. Essas reflexões chamaram a atenção de D. Aimé-Georges Martimort (1911-2000), co-fundador do Centro Nacional de Pastoral Litúrgica (1943), perito no Concílio Vaticano II (1962-1965), professor do Instituto Católico de Toulouse e consultor da Congregação para o Culto Divino. Em um estudo intitulado “<em>Mas o que é a Missa de São Pio V?” </em>publicado no jornal <em>La Croix </em>de 26 de agosto de 1976<strong>(6)</strong>, ele procurou identificar mais de perto “<em>as razões de uma oposição</em>”. Pois é disso que se trata: o vínculo ao Missal conhecido dito “<em>de São Pio V</em>” é apenas a consequência de uma recusa: a recusa do novo Missal de Paulo VI. Por que essa recusa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. É necessário reconhecer em D. Martimort o mérito de ter rejeitado as explicações insuficientes ou incompletas, recordadas demasiadamente pelos meios de comunicação. <em>A recusa do Novus Ordo Missae de Paulo VI </em>não se justifica fundamentalmente apenas em razão dos abusos que se pode ocasionar durante esta ou aquela celebração, tampouco pela introdução de certas práticas, como o fato de celebrar de frente do povo, ou pelo uso da língua vernácula, ou ainda pelo abandono de algumas outras práticas, como o uso do latim e do canto gregoriano. Também não seria, ainda fundamentalmente, a notável modificação das orações do ofertório, das palavras da consagração, nem a introdução de novas orações eucarísticas.</span><span id="more-26734"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. A verdadeira razão desta recusa, como D. Martimort pensa ter descoberto ao ler os escritos dos primeiros editores do <em>Courrier de Rome</em>, encontra-se perfeitamente expressa, diz ele, “<em>em um estudo de 29 páginas intitulado: </em><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">Breve exame critico do Novus Ordo missae</a></em></strong></span>”, escrito por dois padres italianos e dirigido a Paulo VI pelos cardeais Ottaviani e Bacci.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na carta de apresentação, explicaram ao Papa que este novo Missal, “<em>considerando-se os novos elementos amplamente suscetíveis a muitas interpretações diferentes que estão nela implícitos ou são tomados como certos – representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento</em>”. A carta terminava com o desejo de que não fosse retirada “<em>a possibilidade de continuar a recorrer ao íntegro e fecundo Missal Romano de São Pio V</em>”. Em última análise, para D. Martimort, a “<em>nova missa de Paulo VI</em>”, contra a qual essas críticas foram dirigidas, era apenas um símbolo. “<em>A reforma da liturgia da Missa</em>”, escreveu ele na conclusão de seu estudo, “<em>é a manifestação mais tangível, popular e universal da obra de aggiornamento da Igreja empreendida por João XXIII, proposta pelo Concílio e implementada pelo Papa Paulo VI</em>”. A recusa do novo Missal de Paulo VI é a recusa das novidades do Concílio Vaticano II. A Missa de Paulo VI é, portanto, de fato, a Missa do Concílio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. Não é de se admirar. Pois é precisamente esta recusa que representa, em um primeiro momento lógico, a única razão, séria e convincente, de uma ligação inabalável ao Missal dito “<em>de São Pio V</em>”. Esse apego, com efeito, nada mais é do que o desejo de conformidade à lei da oração de sempre, à antiga <em>Lex orandi</em>, ainda hoje observada. E encontra sua motivação na recusa de uma lei de oração, de uma <em>Lex orandi, </em>que claramente parece ser, no mínimo, duvidosa. Encontramos aqui a aplicação de um princípio do direito segundo o qual, quando uma nova lei, que deveria revogar a anterior, parece nula ou mesmo simplesmente duvidosa, a lei precedente deve permanecer em vigor, até uma nova ordem e como por defeito<strong>(7)</strong>. O dito Missal de São Pio V deve, portanto, permanecer a norma, a lei de oração da Igreja, <em>Lex orandi in Ecclesia</em>, pelo próprio fato de que a reforma de Paulo VI é duvidosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um segundo passo lógico, essa dúvida é propriamente motivada na observação feita pelo <em>Breve exame crítico </em>apresentado ao Papa Paulo VI pelos Cardeais Ottaviani e Bacci. A legitimidade de um novo Missal, que se afasta de maneira impressionante, em geral e nos detalhes, dos ensinamentos do Concílio de Trento, é certamente duvidosa. E este “<em>afastamento</em>”, observável na nova liturgia da Missa de Paulo VI é apenas “<em>a manifestação mais tangível, popular e universal</em>” do afastamento observável nos ensinamentos do Concílio Vaticano II. A nova lei da oração é, portanto, duvidosa na medida em que se desvia da lei da fé, já firmemente estabelecida ao longo dos séculos. É, com efeito, próprio da lei da oração estabelecer a lei da fé, pois a liturgia é, em si mesma, uma profissão de fé. O Papa Celestino I tornou-se famoso por ter dado a este princípio a sua formulação clássica e insuperável: <em>legem credendi lex statuat supplicandi</em><strong>(8)</strong>. A lei da oração estabelece a lei da fé. Desta lei de fé já estabelecida, nenhuma lei posterior de oração pode afastar-se, sob pena de cessar pelo próprio fato de ser o que deveria ser: <em>Lex orandi in Ecclesia</em>. O Missal de Paulo VI representa tanto menos para a liturgia da Igreja uma norma indubitável, quanto mais se afasta da doutrina católica claramente estabelecida. Por conseguinte, o argumento baseado no direito tem suas raízes em outro argumento, baseado na doutrina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. O vínculo ao dito Missal dito “<em>de São Pio V” </em>encontra, em última análise, sua justificação no vínculo à profissão de fé católica, mas através da recusa do Missal de Paulo VI, que está muito distante desta profissão de fé. Como, então, pretender permanecer ligado ao Missal dito “<em>de São Pio V</em>” sem recusar o Missal de Paulo VI? Tal seria o desafio de um argumento que se tornou puramente canônico ou legal. Recusando então a possibilidade de declarar duvidosa a legitimidade do novo Missal de Paulo VI, os fiéis católicos ligados ao antigo Missal dito “<em>de São Pio V</em>” não teriam outra solução senão reivindicar um regime de exceção, uma lei particular baseada nas necessidades pastorais, ou mesmo uma simples tolerância. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi precisamente a intenção de conceder tal regime excepcional que presidiu a todos os indultos pelos quais tanto o próprio Paulo VI como João Paulo II concederam o uso do antigo Missal. O Motu proprio <em>Summorum pontificum</em> de Bento XVI faz parte dessa abordagem, da qual representa o resultado mais formal. Por parte da Santa Sé, entendemos que o uso do Missal tradicional não poderia pretender ser melhor. Mas do lado daqueles que reivindicam mais e melhor, há um desafio em querer retirar o benefício da Missa dentro de limites que, em princípio, permanecerão sempre muito estreitos. Este é o desafio das comunidades do Movimento <em>Ecclesia Dei</em>, pelo menos aqueles que gostariam de se reconhecer como beneficiários do Motu proprio <em>Summorum pontificum </em>do Papa Bento XVI. Este último quis fazer da aceitação do Missal de Paulo VI, reconhecido como lei ordinária da oração na Igreja, a <em>condição sine qua non </em>para o uso do Missal dito “<em>de São Pio V</em>”, considerado como lei extraordinária da oração na Igreja. Longe de restituir a este Missal anterior a 1969 suas “<em>chancelas</em>”, a iniciativa de Bento XVI apenas confirma as de seus predecessores. E pelo Motu próprio <em>Traditionis custodes</em>, o Papa Francisco apenas limitou-se a rever os limites dentro dos quais o uso do chamado Missal “de São Pio V” deve, em qualquer caso, permanecer prisioneiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">7. A ilusão do Movimento <em>Ecclesia Dei </em>foi pretender separar – em nome da causa tradicional – a lei da oração e a lei da fé. Hoje, o Papa Francisco nos demonstra claramente que essa ilusão foi mortal. O Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>é, sem dúvida, uma grande desolação para a santa Igreja de Deus. Mas devemos ao menos reconhecer nele o mérito de destacar o sentido e o alcance do Motu proprio <em>Summorum pontificum</em>, e assim dissipar, esperamos, essa ilusão mortal que gostaria de esquecer o grande princípio lembrado pelo Santo Papa Celestino: <em>legem credendi lex statuat supplicandi</em> . A Lei da oração é inseparável da Lei da fé.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Bernard Tissier de Mallerais, <em>Marcel Lefebvre</em>, une vie. Clovis, 2002, p. 516.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Para alguns elementos biográficos, ver o estudo do Pe. Grégoire Célier, “L&#8217;abbé Dulac et le droit à la messe traditionnelle” nas <em>Atas do XIII Congresso Teológico do Courrier de Rome </em>(14 e 15 de janeiro de 2017), p. 32-34</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Para alguns elementos biográficos, ver também o estudo de Jacques-Régis du Cray, “Des prêtres au secours de la doctrine et du sacerdoce”, <em>ibidem</em>, p. 26-27.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Louis Salleron possui – felizmente – sua página na Wikipedia.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. Jacques-Régis du Cray, <em>ibidem</em>, p. 27-28.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Disponível no site “Sacrosanctum concilium. Nove sed non nova”, página de domingo, 1º de janeiro de 2012.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Código de Direito Canônico de 1917, cânon 6: “Se é duvidoso que uma disposição do Código esteja em desacordo com a lei antiga, é necessário ater-se ao que esta última decide”.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">São Celestino I (422-432), <em>Indiculus</em>, capítulo 8, DS 246.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>ENTREVISTA DE MONS. ROCHE: AS &#8220;RESPONSA AD DUBIA&#8221; SE APLICAM AOS INSTITUTOS ECCLESIA DEI?</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2022 21:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Arthur Roche]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma entrevista, o prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos respondeu, de modo particular, à questão sobre se as &#8220;Responsa ad dubia&#8221; se aplicam aos institutos Ecclesia Dei. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-de-mons-roche-a-responsa-ad-dubia-se-aplica-aos-institutos-ecclesia-dei/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/12/6a00e0099521ee883301b8d1f614bd970c.jpg" alt="" width="462" height="614" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Em uma entrevista, o prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos respondeu, de modo particular, à questão sobre se as &#8220;<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.fsspx.es/pt/news-events/news/resposta-aos-dubia-sobre-traditionis-custodes-70687">Responsa ad dubia</a></span>&#8221; se aplicam aos institutos Ecclesia Dei.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/mgr-roche-sur-traditionis-custodes-maintenant-les-possibilites-liturgiques-sont-en-place">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mons. Arthur Roche, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos respondeu a Edward Pentin, para o <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ncregister.com/interview/archbishop-roche-on-traditionis-custodes-and-its-guidelines-the-liturgical-possibilities-are-in-place">National Catholic Register</a></span></em>, em 22 de dezembro de 2021, a perguntas relativas a Responsa ad dubia, ou seja, as diretrizes relativas à implementação do motu proprio Traditionis custodes. Em particular, ele respondeu à questão de saber se essas Responsa se aplicam aos institutos tradicionais conhecidos como <em>Ecclesia Dei</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Entrevista de Mons. Roche</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Excelência, as Responsa aplicam-se aos antigos Institutos Ecclesia Dei, em particular no que diz respeito às ordenações na forma tradicional do rito romano, ou podem tais ordenações continuar nestes institutos, visto que não são especificamente mencionadas na Responsa?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em primeiro lugar, permitam-me, como introdução a algumas dessas questões, enunciar um ponto importante. A lei universal relativa à liturgia anterior às reformas do Concílio Vaticano II é agora estabelecida pelo Motu Proprio Traditionis Custodis de 16 de julho de 2021, que substitui toda a legislação anterior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As Responsa ad dubia de 4 de dezembro de 2021, publicadas pela Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, constitui uma interpretação autorizada de como esta lei deve ser aplicada. É à Congregação para a Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que tem competência sobre os Institutos particulares que menciona. Esta Congregação não fez uma declaração sobre esses Institutos. No entanto, foi estabelecido o princípio de que as ordenações na Igreja latina são conferidas de acordo com o rito aprovado pela Constituição Apostólica de 1968 [Novos Ritos de Ordenação publicados pelo Papa Paulo VI].</span><span id="more-26425"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A segunda Responsum afirma que o Bispo diocesano não está autorizado a conceder permissão para o uso do Pontifale Romanum. Isso significa que os Bispos não podem usar o Pontifical Romanum ou que não podem dar permissão para utilizá-lo? Neste último caso, a quem não são autorizados permitir sua utilização?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pontificale Romanum desta liturgia antecedente já não está mais em uso. No entanto, foi feita uma concessão para a utilização do Rituale Romanum nas paróquias pessoais, mas que exclui o sacramento da Confirmação, que foi substituído pela Constituição Apostólica em 1971.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os canonistas qualificam as Responsa como ilícitas porque não respeita vários cânones,(1), a integridade do rito tradicional e por outras razões jurídicas/legais. Dizem, portanto, que o documento não tem valor e pode ser ignorado. Qual vossa resposta a isso?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As respostas às várias dubia são obviamente legítimas e em total conformidade com o direito canônico, tal como elaborado por esta Congregação, cuja autoridade na matéria é indiscutível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As Responsa proíbem o caráter público da Missa tradicional no horário de uma paróquia e ainda afirmam que isso não marginaliza os católicos tradicionais. Por que razão foi tomada essa medida se os católicos tradicionais fazem parte dos fiéis e esta iniciativa visa a unidade? Essa acentuação da diferença não acentua apenas divisões, mesmo a nível local?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Está claro na Traditionis Custodes que a celebração da Missa usando o Missale Romanum de 1962 é uma forma de concessão e, portanto, não é a disposição normal da liturgia da Igreja conforme previsto pelo Concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os ritos aprovados pelos “santos” Papas Paulo VI e João Paulo II são a expressão única da liturgia da Igreja. Como o senhor mesmo observou em uma de suas declarações, a maioria dos adeptos do Missal de 1962 não têm quaisquer problemas com a Liturgia Reformada ou com o Concílio Vaticano II, mas preferem o de 1962, razão pela qual a celebração da Missa segundo este Missal lhes é acessível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, deixe-me esclarecer um ponto importante. A liturgia nunca é uma simples questão de gostos ou preferências pessoais. É a lex orandi da Igreja que, em fidelidade à tradição recebida desde os tempos apostólicos, é determinada pela Igreja e não pelos membros individualmente. O Missal Romano dos “santos” Papas Paulo VI e João Paulo II é o testemunho de uma fé inalterada e de uma tradição viva e ininterrupta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Muitos católicos tradicionais afirmam ter sido injustamente discriminados pela Traditionis Custodis e pelas Responsa ad dubia  e excluídos das consultas. Alegam que estas novas regras lhes foram impostas injustamente com base numa investigação realizada em 2020 pela CDF (2) com os Bispos. Contudo, de acordo com relatórios bem fundamentados, contrariamente à nota explicativa do Santo Padre sobre a Traditionis Custodes, a investigação mostrou que a maioria dos Bispos desejava proceder com uma aplicação prudente e cuidadosa do Summorum Pontificum. A CDF então transmitiu esses resultados ao Santo Padre em um relatório detalhado. A Congregação para o Culto Divino levou em consideração todos esses fatores e preocupações em um espírito de sinodalidade e respondeu a eles, como se fizesse parte do atual processo sinodal universal? A congregação também trabalha a partir dos resultados reais da investigação, em vez do que esses relatórios dizem ser uma interpretação errônea deles?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A promoção da liturgia anterior foi restringida, mas isto não constitui discriminação. Nem a Ecclesia Dei de “são” João Paulo II nem o Summorum Pontificum do Papa Bento XVI previram a promoção dessas liturgias que, tendo ocorrido posteriormente, se tornaram problemáticas em relação ao que o Concílio, que é a forma máxima de legislação na Igreja Católica, havia decretado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os senhores se lembrarão do que o Papa Bento XVI disse à imprensa durante sua viagem à França em 2008: “<em>Este Motu Proprio (ele falava do Summorum Pontificum que acabava de ser publicado) é simplesmente um ato de tolerância, com objetivo pastoral, para pessoas que cresceram com esta liturgia, que a amam, a conhecem bem e desejam viver com ela. Eles formam um pequeno grupo, porque isso implica uma formação em latim, formação em uma determinada cultura</em>.” Infelizmente, muitos aproveitaram a oportunidade para tomar a direção oposta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto à sua observação sobre a consulta, o Santo Padre ouviu com muita atenção os bispos e, mais recentemente, a Congregação respondeu às perguntas feitas por eles e por várias outras pessoas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é importante realizar agora é que o Santo Padre falou; as possibilidades litúrgicas estão em vigor; o desafio é seguir em frente sem curar suas feridas quando ninguém foi ferido. Quanto à sua observação sobre a sinodalidade, a palavra significa &#8220;<em>caminhar juntos</em>&#8220;, que é o objetivo preciso do Motu Proprio que expressa a direção em que a Igreja deve caminhar na sua oração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Numerosos fiéis tradicionais não têm problemas com a liturgia reformada ou do Vaticano II, mas preferem a forma tradicional. Por que, então, a forma tradicional do rito romano não pode ser aceita como outras formas tradicionais diferentes do rito romano, como os ritos ambrosiano, galicano, dominicano ou anglicano (ordenado)?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com todo o respeito que lhe devo, sua determinação dos ritos não é totalmente correta. Existe apenas um rito romano, assim como existe apenas um rito ambrosiano e um rito moçárabe. O rito galicano desapareceu há séculos, embora muitas de suas orações tenham sido incorporadas a vários livros litúrgicos atuais. Os outros não são ritos, mas usos &#8211; adaptações ou inculturações do Rito Romano, que receberam a aprovação da Sé Apostólica por motivos específicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A saber, o cânon 18 do CDC de 1983: &#8220;São de interpretação estrita as leis que estabelecem alguma pena, coarctam o livre exercício dos direitos, ou contêm excepção à lei&#8221;, e o cânon 87: &#8220;O Bispo diocesano, sempre que julgar que isso contribui para o bem espiritual dos fiéis, pode dispensá-los das leis disciplinares tanto universais como particulares promulgadas pela autoridade suprema da Igreja para o seu território ou para os seus súbditos, mas não das leis processuais ou penais nem daquelas cuja dispensa esteja especialmente reservada à Sé Apostólica ou a outra autoridade.…”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Congregação para a Doutrina da Fé.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: center;">************************************</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>POSTS INTERESSANTES SOBRE O ASSUNTO:</strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-do-superior-geral-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-apos-a-publicacao-do-motu-proprio-traditionis-custodes/"><strong>CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X APÓS A PUBLICAÇÃO DO MOTU PROPRIO “TRADITIONIS CUSTODES”</strong></a></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-traditionis-custodes-pelo-pe-jean-francois-mouroux-fsspx-prior-do-priorado-de-sao-paulo/">MOTU PROPRIO TRADITIONIS CUSTODES, PELO PE. JEAN-FRANÇOIS MOUROUX, FSSPX, PRIOR DO PRIORADO DE SÃO PAULO</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-summorum-pontificum-a-traditionis-custodes-ou-da-reserva-ao-zoologico/">DO SUMMORUM PONTIFICUM A TRADITIONIS CUSTODES, OU DA RESERVA AO ZOOLÓGICO</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/oucamos-novamente-o-que-alguns-recusaram/">OUÇAMOS NOVAMENTE O QUE ALGUNS RECUSARAM&#8230;</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-piruetas-das-comunidades-ecclesia-dei/">AS PIRUETAS DAS COMUNIDADES ECCLESIA DEI</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>AS PIRUETAS DAS COMUNIDADES ECCLESIA DEI</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2021 00:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Como as comunidades Ecclesia Dei deverão reagir nos próximos meses? Deveriam recusar-se a obedecer ao Motu proprio de Francisco? Mas em nome de quê? Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est 1. A implementação do Motu Proprio Traditionis custodes segue de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-piruetas-das-comunidades-ecclesia-dei/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/12/ECCL.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-26387" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/12/ECCL.jpg" alt="ECCL" width="591" height="330" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Como as comunidades Ecclesia Dei deverão reagir nos próximos meses? Deveriam recusar-se a obedecer ao Motu proprio de Francisco? Mas em nome de quê?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/nouvelle-messe/pirouettes">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. A implementação do <em>Motu Proprio Traditionis custodes</em> segue de forma inexorável. No dia 18 de dezembro, a Sagrada Congregação para o Culto Divino emitiu uma série de esclarecimentos, sob a clássica forma de “<em>Responsa ad dubia</em>”. Onze respostas esclarecem as dúvidas. As coisas estão ainda mais claras: a Missa tradicional de São Pio V não é a norma de culto na Igreja Católica. A Missa, entendida no sentido de rito universal e obrigatório para toda a Igreja, é a Missa de Paulo VI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. E a resposta das diversas comunidades do movimento <em>Ecclesia Dei </em>torna-se também cada vez mais clara. Com efeito, qual é a resposta dos principais líderes destas comunidades? A resposta da Fraternidade de São Pedro (Comunicado de 19 de dezembro de 2021) é que o Motu proprio de François “<em>não se dirige diretamente</em>” a essas comunidades. A resposta da Fraternidade de São Vicente Ferrer (Mensagem de Natal de 23 de dezembro de 2021) é que este Motu proprio não pode dirigir-se a estas comunidades, cujo ato fundador reserva a celebração da liturgia tradicional. Basicamente é isso. E é lamentável. Diante de tais piruetas, o mal-estar só aumenta. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. Em suma: as comunidades <em>Ecclesia Dei </em>defendem a celebração da Missa tradicional, reivindicando-a como seu privilégio e fazendo referência ao Motu proprio de João Paulo II, porque haveria, aos olhos dessas comunidades, a expressão jurídica de sua razão de ser.</span><span id="more-26386"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4. Em tudo o que os representantes dessas comunidades dizem ou escrevem, na tentativa de fugir das exigências do Motu proprio Traditionis custodes, nunca vemos aparecer aquele que deveria ser o verdadeiro argumento para a defesa da Tradição e a razão profunda do apego ao Ordo Missae de 1962. Este argumento real e esta razão profunda são aqueles que a Fraternidade Pio X não cessou de argumentar desde o início: a nova Missa de Paulo VI, o Novus Ordo de 1969 não pode ser a norma de culto na Igreja Católica. Com efeito, esta nova Missa afasta-se de forma impressionante no conjunto e nos detalhes da definição da Missa tal como definida no Concílio de Trento. E é por isso que este Novus Ordo é essencialmente ruim, porque representa um perigo para a fé e promove um retorno à heresia protestante. A Missa tradicional, celebrada de acordo com o Ordo de 1962, e anterior a esta reforma de Paulo VI, deve, portanto, permanecer sendo a norma padrão de culto na Igreja, com a exclusão da nova Missa celebrada de acordo com o Ordo de Novus de 1969.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5. O pecado original das comunidades <em>Ecclesia Dei </em>surge aqui às claras, à luz dos factos, contra os quais não se pode argumentar. Desde seu reconhecimento canônico, em 1988, essas comunidades se abstiveram de declarar pública e oficialmente que o Novus Ordo de Paulo VI se afasta da fé católica e que a nova Missa de Paulo VI é essencialmente ruim. No máximo, podem reivindicar uma preferência ou um privilégio a favor da celebração da Missa antiga. Mas isso com a condição de reconhecer a perfeita catolicidade e a bondade de princípio da nova missa. Isso é o que se afirma na terceira das respostas do recente documento da Congregação para o Culto. Afirma-se ali, claramente, que “<em>se um sacerdote que tenha obtido o uso do Missale Romanum de 1962 não reconhece a validade e legitimidade da concelebração [no novo rito de Paulo VI], nomeadamente recusando concelebrar na Missa Crismal</em>”, não pode continuar a beneficiar da concessão feita para a celebração da Missa no Ordo de 1962.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6. Mas o uso de um privilégio, por mais extenso que seja, é sempre medido pelo respeito pelo direito comum &#8211; e esta é a lei que pretende garantir a comunhão eclesial, na adesão às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.(1) É por isso que a mesma razão que levou o Papa João Paulo II a expandir a celebração da antiga liturgia pode levar os seus sucessores &#8211; e, de fato, leva Francisco hoje &#8211; a restringir esta celebração. O argumento invocado pela Fraternidade de São Pedro e a Fraternidade de São Vicente-Ferrer cai então por terra. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7. Este falso argumento é o do liberalismo, que reivindica o direito da verdade estar ao lado do erro, um erro que também é admitido e reconhecido como uma alternativa possível. Mesmo quando pediu a Roma a possibilidade de experimentar a Tradição, Mons. Lefebvre nunca afirmou que a nova Missa de Paulo VI poderia representar uma alternativa possível em matéria de culto. Pelo contrário, ele sempre se opôs claramente à nocividade fundamental desta nova liturgia. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8. Como as comunidades Ecclesia Dei deverão reagir nos próximos meses? Deveriam recusar-se a obedecer ao Motu proprio de Francisco? Mas em nome de quê senão em nome desta nocividade fundamental da reforma de Paulo VI? Será que os líderes destas comunidades terão finalmente a coragem e a lucidez de denunciar o Ordo de 1969 pelo que ele é? Esta é a graça que devemos desejar-lhes, porque esta graça representa a única solução para aqueles que desejam perseverar até ao fim na fidelidade à liturgia tradicional.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/personne/abbe-jean-michel-gleize">Jean-Michel Gleize</a>, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">(1) Isso é explicitamente afirmado no nº 5 do Motu Proprio <em>Ecclesia Dei afflicta</em>de 2 de julho de 1988.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>POSTS INTERESSANTES SOBRE O ASSUNTO:</strong></span></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-do-superior-geral-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-apos-a-publicacao-do-motu-proprio-traditionis-custodes/"><strong>CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X APÓS A PUBLICAÇÃO DO MOTU PROPRIO “TRADITIONIS CUSTODES”</strong></a></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-traditionis-custodes-pelo-pe-jean-francois-mouroux-fsspx-prior-do-priorado-de-sao-paulo/">MOTU PROPRIO TRADITIONIS CUSTODES, PELO PE. JEAN-FRANÇOIS MOUROUX, FSSPX, PRIOR DO PRIORADO DE SÃO PAULO</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-summorum-pontificum-a-traditionis-custodes-ou-da-reserva-ao-zoologico/">DO SUMMORUM PONTIFICUM A TRADITIONIS CUSTODES, OU DA RESERVA AO ZOOLÓGICO</a></strong></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/oucamos-novamente-o-que-alguns-recusaram/">OUÇAMOS NOVAMENTE O QUE ALGUNS RECUSARAM&#8230;</a></strong></span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230; Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.95tt~19e93/w:auto/h:auto/q:75/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/08/DBj5oDGXkAACSuI.jpg" alt="La réaction paradoxale des communautés « ex-Ecclesia Dei » au motu proprio  Traditionis Custodes • La Porte Latine" width="361" height="275" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/ecclesiadeisme/la-reaction-paradoxale-des-communautes-ex-ecclesia-dei-au-motu-proprio-traditionis-custodes">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues da Cunha</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Amicus Plato, sed magis amica veritas.</em> “<em>Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade</em>”. Se por um lado lastimamos sinceramente um <em>motu proprio</em> que revoga quase todo direito de cidadania à liturgia tradicional, por outro lado não podemos deixar de notar o caráter paradoxal das reações dos institutos “<em>ex-Ecclesia Dei</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reação mais emblemática é, sem dúvida, a do padre Paul-Joseph, Superior do Distrito francês da Fraternidade São Pedro. Numa entrevista à <em>Famille Chrétienne</em>, ele disse que <em>“a Fraternidade São Pedro nunca rejeitou o Concílio Vaticano II. Para nós, ele não contém dificuldades fundamentais, mas unicamente demanda esclarecimentos acerca de determinados pontos, que nós interpretamos à luz da tradição da Igreja tal como preconiza Bento XVI</em>”. Disse também que <em>“jamais colocamos em dúvida a validade e a fecundidade do missal de Paulo VI</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas palavras nos lembram que, diferentemente do que alguns pensam, as posições da Fraternidade São Pedro sobre o Concílio e a missa nova são completamente diferentes das posições da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que no Concílio e no ensinamento dos papas pós-conciliares há erros, que se colocam em descontinuidade em relação à doutrina católica de sempre. Por exemplo, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a colegialidade, citando apenas os pontos mais importantes. A Fraternidade São Pedro reduz tudo isso a um problema de interpretação e de esclarecimentos a serem dados.</span><span id="more-25132"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que a missa nova, ainda que não seja inválida, é, contudo, sempre ilícita, porque ela exprime a fé de um modo fundamentalmente ambíguo – que pode ser aceita tanto por um católico como por um protestante, como os próprios teólogos protestantes afirmaram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguém poderia objetar que os padres da Fraternidade São Pedro não têm a mesma posição que seu Superior de distrito. Isso talvez seja verdade. Mas desde quando um católico, acerca de matéria que se relaciona com a fé, tem o direito de ter uma posição pública (meramente por pertencer a um instituto que detém oficialmente essa posição) que está em contradição com sua posição privada? Se fosse assim, não haveria mártires.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma questão sobre a qual poderíamos ir longe. Aqui, queremos apenas relembrar que a reação do padre Paul-Joseph ao <em>motu proprio Traditiones Custodes </em>é incoerente até mesmo com sua própria posição doutrinal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, a moral nos ensina que, ao se escolher entre duas ações, na qual uma é <em>em si mesma </em>melhor e a outra é <em>em si mesma </em>pior (mas também boa); se o superior nos ordena fazer a pior, é ela que se torna, não mais em si, mas <em>de fato</em>, a melhor. E, portanto, não há razão alguma para se opor. Por exemplo, entre estudar e rezar, esta é em si mesma melhor. Contudo, se o superior ordena que se estude em vez de rezar, não tenho direito algum de lhe resistir, porque estudar é também uma boa ação, que pode ser objeto de uma ordem legítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acontece o mesmo para a nova missa. A Fraternidade São Pedro pensa que ela é “<em>fecunda</em>” (Pe. Paul-Joseph), “<em>absolutamente legítima</em>” (carta de 71 padres da FSSP ao padre Bisig, 8 de setembro de 1999; recurso da FSSP perante à Comissão “<em>Ecclesia Dei</em>”, 29 de junho de 2000) e, portanto, ela é boa, ainda que seja menos boa do que a missa tradicional (mesmo se Francisco, na carta aos bispos que acompanha seu <em>motu proprio</em>, condena tal opinião).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, a partir do momento em que o papa ou o bispo ordenam seja a concelebração, seja celebrar apenas a missa nova, seja (é o caso de <em>Traditiones Custodes)</em> favorecê-la e conduzir a ela, pouco a pouco, os tradicionalistas, por que se opor? Se a missa nova é boa, ela pode ser objeto de uma ordem legítima. Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria o contrário se pensamos, como pensa a Fraternidade São Pio X, que a missa nova é ilícita e, portanto, má. Nesse caso, ela não pode ser objeto de uma ordem legítima. E não somente podemos mas devemos nos opor a ela, porque não pode haver verdadeira obediência a uma ordem intrinsecamente injusta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, das duas uma: se a missa nova é “<em>fecunda” e “legítima</em>”, portanto por que não aceitar, se o Papa quiser, até mesmo seu uso exclusivo? Se a missa nova é má, temos portanto o direito e o dever de permanecer na missa tradicional e de recusar a nova missa.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Daniele di Sorco, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">********************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u>OUTROS POSTS PARA ENTENDER O ASSUNTO:</u></strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-diferentes-posicoes-do-catolicos-no-pos-concilio/">AS DIFERENTES POSIÇÕES DOS CATÓLICOS NO PÓS-CONCÍLIO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-publica-do-pe-calmel-sobre-sua-escolha-de-recusar-o-novus-ordo-de-paulo-vi-e-de-se-ater-a-missa-de-sempre/">DECLARAÇÃO PÚBLICA DO PE. CALMEL SOBRE SUA ESCOLHA DE RECUSAR O NOVUS ORDO DE PAULO VI E DE SE ATER À MISSA DE SEMPRE.</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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