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	<title>DOMINUS EST &#187; Ecclesia Dei</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A ECLESIOLOGIA ILUSÓRIA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>

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		<description><![CDATA[O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est “Sagrações legítimas?” Este é o título de um texto assinado por “Theologus” e publicado em 11 de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-eclesiologia-ilusoria-da-fraternidade-de-sao-pedro-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/507.jpg" alt="" width="510" height="345" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O legalismo da Fraternidade São Pedro foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://laportelatine.org/actualite/lecclesiologie-en-trompe-loeil-de-la-fraternite-saint-pierre"><span style="color: #0000ff;">La Porte Latine</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Sagrações legítimas</em>?” Este é o título de um texto assinado por “<em>Theologus</em>” e publicado em 11 de abril de 2026 no site <em>“claves.org</em>”(1) pelos sacerdotes da Fraternidade São Pedro. Nele, tentam demonstrar que a argumentação apresentada pela FSSPX para estabelecer a legitimidade das sagrações episcopais que se prepara para realizar, no próximo dia 1º de julho, seria vã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse tipo de discurso não é novo. De fato, desde o início, ou seja, desde o “<em>verão de 1988</em>”, os sacerdotes determinados a não seguir D. Lefebvre em sua decisão de nomear sucessores para o episcopado têm se esforçado para justificar sua posição. Foram, principalmente, os sacerdotes da então nascente Fraternidade São Pedro e, entre eles, o padre Josef Bisig(2). E o fizeram apresentando a iniciativa das sagrações como conduzindo a um episcopado não católico, um episcopado cismático, um episcopado que veicula uma heresia implícita. Reforçado pelo padre de Blignières(3), o estudo do padre Bisig inspira em grande parte a reflexão atual dos padres da Fraternidade São Pedro, em particular tal como se expressa no texto publicado online em 11 de abril(4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A novidade, se é que existe alguma, consiste em contestar os argumentos apresentados pela FSSPX por ocasião do anúncio das futuras sagrações de 1º de julho de 2026. E em acompanhar o estudo com uma &#8220;<em>enfática homenagem</em>&#8221; do Cardeal Sarah.</span><span id="more-34634"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa homenagem do Cardeal Sarah descreve o texto como &#8220;<em>luminoso&#8221;, &#8220;maravilhoso, claro e bem elaborado&#8221;</em>. Ele reitera, sobretudo, o que parece ser um dos postulados adotados por todos aqueles que contestam a validade das sagrações de Ecône: “<em>Devemos saber que não somos nós que salvamos as almas. </em><em>É Cristo, e somente Cristo, quem salva. Nós, nós somos apenas instrumentos nas Suas Mãos</em><em>.&#8221; &#8220;Não somos nós que salvamos a Igreja, mas a Igreja que nos salva</em>&#8220;, já escrevia o padre Bisig(5). Como se o Corpo Místico de Cristo fosse algo diferente dos membros de Cristo. Trata-se aqui de uma concepção da Igreja que tenderia a transformar seus membros em meros instrumentos inertes, ou em meros espectadores, e não em atores, de sua salvação. Lutero e Calvino já haviam considerado isso — mas o Concílio de Trento nos lembra que Deus nos convida a fazer o que podemos e a pedir o que não podemos(6). E fazer o que podemos, não é contribuir, cada um em seu nível, com as graças recebidas de Deus, para salvar a Igreja, salvando as almas na e pela Igreja?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A refutação dos argumentos apresentados pela Fraternidade São Pedro pode ser resumida em dois pontos, e <strong>demonstraremos sua futilidade em um artigo a ser publicado no <em>Courrier de Rome</em></strong>. O importante aqui é destacar que, antes de empreender essa refutação, os sacerdotes da Fraternidade São Pedro começam apresentando esses argumentos como &#8220;<em>o argumento fundamental da Fraternidade São Pio X em defesa das sagrações planejadas para 1º de julho de 2026</em>&#8220;. E é aí que tudo já desmorona, pois, na verdade, esse não é o <em>&#8220;argumento fundamental</em>&#8221; da FSSPX. Os próprios autores da Fraternidade São Pedro admitem isso, aliás, eles próprios, quando apresentam essa argumentação como tendo sido “<em>resumida oficialmente em um Anexo à resposta do padre Pagliarani ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, em 18 de fevereiro de 2026</em><em>&#8220;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se, precisamente, nem mais nem menos do que de um “<em>Apêndice</em>”, cujo objeto é uma questão técnica de eclesiologia, cuja explicação visa apenas servir de apoio — um apoio secundário — à argumentação principal da Fraternidade, que se encontra em outro lugar. Ela se encontra precisamente no texto da Carta endereçada pelo Pe. Pagliarani ao Cardeal Fernandez (7). Encontra-se também no sermão proferido pelo próprio Pe. Pagliarani no Seminário Flavigny em 2 de fevereiro, durante as cerimônias de tomada de batina, quando o Superior Geral de nossa Fraternidade anunciou as sagrações para 1º de julho (8). Finalmente, encontra-se também nas respostas que o Pe. Pagliarani deu em 7 de fevereiro aos jovens reunidos para a Universidade de Inverno organizada pelo Distrito Francês da Fraternidade (9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa “<em>argumentação fundamental</em>” baseia-se na realidade do estado de necessidade, realidade notavelmente agravada desde o verão de 1988, e que exige, mais uma vez, a sagração de novos bispos plenamente católicos para a salvação das almas. Aliás, não são os padres da Fraternidade São Pedro os primeiros a ter de reconhecer que as promessas que lhes foram feitas em 2 de julho de 1988 com o Motu proprio <em>Ecclesia Dei afflicta</em> não foram cumpridas? … Promessas que continuam ameaçadas pelo Motu proprio <em>Traditionis custodes</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desse estado de necessidade, os sacerdotes do movimento Ecclesia Dei, como se vê claramente, evitam falar com demasiada frequência. O Padre de Blignières minimiza-o cada vez mais (10). Os sacerdotes da Fraternidade de São Pedro não falam sobre isso. No entanto, é justamente esse estado de necessidade que justifica, por sí só, a iniciativa de sagrações. E justifica-se porque a lei suprema na Igreja é, de fato, a salvação das almas, contra a qual nenhuma disposição do direito canônico pode prevalecer. No texto publicado em 11 de abril, esse argumento fundamental totalmente ignorado. Os sacerdotes da Fraternidade São Pedro, em uma análise minuciosa e complexa, desviam a atenção de seus leitores para um ou outro ponto da nova eclesiologia do Concílio Vaticano II, cuja falsidade foi justamente denunciada pela Fraternidade São Pio X. Mas não é a refutação desses pontos da nova eclesiologia que representa a razão profunda na qual a referida Fraternidade pretende se basear para justificar as sagrações episcopais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X, sem dúvida, contesta a ideia absolutamente nova de que a sagração conferiria, por si só, não apenas o poder de ordem, mas também o poder de jurisdição. A Fraternidade demonstra ainda que conferir o episcopado contra a vontade do Papa não é de modo algum um ato intrinsecamente mau ou contrário à lei divina. Mas essas discussões especializadas, embora ainda importantes, são uma cortina de fumaça: evitam encarar de frente a verdadeira razão que justifica as consagrações: o estado de necessidade, a situação de crise generalizada da qual a Igreja está longe de ter saído e na qual os detentores da autoridade suprema abusam de seu poder em grande e grave prejuízo da salvação das almas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, sim, se não houver estado de necessidade, se a Igreja estiver em um estado normal, se o Papa agir como verdadeiro Vigário de Cristo para exercer seu poder em benefício da salvação das almas, condenando todos os erros que ameaçam a fé dos fiéis, então sim, não é legítimo consagrar bispos contra a vontade do Papa, e as normas habituais do direito da Igreja mantêm toda a sua força para proibir tal iniciativa. Mas é a circunstância extraordinária da crise, é a situação incomum em que a pessoa de um Papa, como diz Caetano, se recusa a submeter-se ao seu ofício papal, que faz toda a diferença. Ocultar essa circunstância e raciocinar como se a Igreja pós-Vaticano II estivesse no mesmo contexto que sob São Pio X ou Pio XII é cair no legalismo mais estreito – e impedir-se de socorrer as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Somos obrigados a reconhecer isso</em>”: esta é a frase-chave que resume toda a atitude de D. Lefebvre, uma expressão do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. O legalismo da Fraternidade de São Pedro, por outro lado, foge à vista do lobo e abandona as ovelhas.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">**************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Outras respostas do Pe. Gleize à Fraternidade São Pedro e ao Pe. Blignières podem ser vistas nos links abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">PARTE 3: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://claves.org/des-sacres-legitimes/">https://claves.org/des-sacres-legitimes/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Sobre a Sagração Episcopal Contra a Vontade do Papa, com aplicação às sagrações conferidas em 30 de junho por D. Lefebvre.&#8221; Ensaio teológico coletivo de membros da Fraternidade São Pedro, sob a direção do Padre Josef Bisig, 1988, 2ª edição, parcialmente ampliada e corrigida, sem data.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na página do site da Fraternidade São Vicente Ferrer de 30 de setembro de 2022.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este não é o único caso. Em uma conferência proferida em 8 de abril em Paris, o Padre Hilaire Vernier desenvolveu o mesmo tipo de argumento para tentar provar que seria &#8220;contrário à lei divina conferir o episcopado contra a vontade do Papa, mesmo sem querer conceder-lhe jurisdição&#8221;. </span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como citação final, na página 75 do ensaio citado anteriormente.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concílio de Trento, sessão 6 sobre justificação, capítulo 11 (DS 1536).</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/">https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/ </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/">https://catolicosribeiraopreto.com/pe-pagliarani-sagracoes-por-fidelidade-a-igreja-e-as-almas/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video">https://laportelatine.org/actualite/labbe-pagliarani-repond-aux-questions-des-jeunes-sur-les-sacres-video</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/">https://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/</a></span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SEJAM RACIONAIS: TORNEM-SE PROTESTANTES!</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 14:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[O que dizer a todos aqueles que querem permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, mas que consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos? Fonte: Courrier de Rome nº 681 – Tradução: Dominus Est &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sejam-racionais-tornem-se-protestantes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/03/Numerisations-001.jpg" alt="" width="476" height="405" /><p class="wp-caption-text"><strong><span style="color: #000000;">Observadores protestantes que participaram da reunião do &#8220;Consilium&#8221; de liturgia para o desenvolvimento da nova Missa. </span></strong></p></div>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">O que dizer a todos aqueles que querem permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, mas que consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos?</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Fonte: </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-De_cembre-2024-digital.pdf"><span class="tm10">Courrier de Rome nº 681</span></a></u></span><span class="Forte"><span style="color: #0000ff;"> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Pelo Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">1. A celebração da Missa no âmbito da peregrinação a Chartres poderia tornar-se problemática, como já escrevemos(1). Com efeito, mesmo na melhor das hipóteses, onde as autoridades eclesiásticas não recusariam aos padres que participam dessa peregrinação celebrar de acordo com o Missal de São Pio V, ainda assim os organizadores da Peregrinação não pretendiam permitir que a missa fosse celebrada de acordo com o Missal de Paulo VI. Essa recusa coloca os católicos do movimento Ecclesia Dei em um dilema. Porque, das duas, uma: ou as razões dessa recusa coincidem com aquelas pelas quais a Fraternidade São Pio X também não aceita a celebração do </span><em><span class="anfase">Novus Ordo</span></em>, razões essas que fazem dessa recusa uma atitude de princípio, e então o movimento Ecclesia Dei encorre no suposto cisma que inicialmente quis evitar ao recusar seguir D. Lefebvre; ou a dita corrente pretende manter-se fiel às suas origens, distinguindo-se por princípio da atitude adotada pela Fraternidade São Pio X, e então ela não pode tornar suas as razões pelas quais a referida Fraternidade recusa por princípio o novo Missal de Paulo VI, o que a leva, para recusar esse novo Missal, a descobrir outras razões impossíveis que, por ora, se dão ao álibi de um improvável “<em><span class="anfase">DNA</span></em>”&#8230;</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">2. A mesma lógica de evitar o suposto cisma deveria levar a desconsiderar a recusa da mesma missa de Paulo VI, tal como justificada pela Fraternidade São Pio X. O meio utilizado é idêntico entre todos os detratores do combate conduzido por D. Lefebvre: é o recurso ao único argumento extrínseco da autoridade, tanto mais que a crítica interna do novo rito da Missa, do qual o </span><strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/breve_exame_critico_do_novus_ordo_missae.pdf"><em><span class="anfase">Breve Exame Crítico </span></em>dos Cardeais Ottaviani e Bacci</a></span></strong> representa a realização mais perfeita, deixa pouca esperança aos possíveis apologistas do Missal de Paulo VI.</span><span id="more-33273"></span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;A Fraternidade São Pio X rejeita a celebração da Missa Nova por princípio, citando a autoridade dos Papas antes do Concílio Vaticano II.&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">3. Esse argumento de autoridade invocado contra a FSSPX é, neste caso, o da autoridade da lei da Igreja, que, dirigida como é pelo Espírito de Deus, jamais poderia, por questão de princípio, estabelecer uma disciplina que seja perigosa ou prejudicial à fé ou à moral dos fiéis. A referência preferencial é a condenada proposição n.º 78 da Constituição Apostólica </span><em><span class="anfase">Auctorem Fidei</span></em> do Papa Pio VI. Ele pretende aqui condenar aqueles que se dão a liberdade de escolher, entre as leis da Igreja, “<em><span class="anfase">o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito, e o que é inútil ou mais penoso do que a liberdade dos filhos da nova aliança pode suportar, e ainda mais o que é perigoso ou prejudicial porque leva à superstição ou ao materialismo</span></em>”. A ideia, especificamente condenada, é aquela segundo a qual seria permitido submeter a exame “<em><span class="anfase">a disciplina estabelecida ou aprovada pela Igreja &#8211; como se a Igreja, que é governada pelo Espírito de Deus, pudesse estabelecer uma disciplina que não só é inútil e mais pesada do que a liberdade cristã pode suportar, mas também perigosa, prejudicial, levando à superstição e ao materialismo</span></em>”. Da mesma forma, na Encíclica <em><span class="anfase">Mirari vos,</span></em> o Papa Gregório XVI declarou que “<em><span class="anfase">seria, portanto, uma ofensa, uma derrogação formal do respeito que merecem as leis eclesiásticas, culpar [&#8230;] a disciplina que a Igreja consagrou, que regula a administração das coisas santas”</span></em>. E, finalmente, na Encíclica <em><span class="anfase">Mediator Dei,</span></em> o Papa Pio XII lembra àqueles que se apegam desnecessariamente a antigos costumes litúrgicos que “<em><span class="anfase">os ritos litúrgicos mais recentes também são dignos de honra e observância, pois nasceram sob a inspiração do Espírito Santo, que assiste a Igreja em todas as épocas até a consumação dos séculos”</span></em>.</span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;A reação da Fraternidade São Pio X não é a de uma Igreja discente que se coloca como Igreja docente, mas a da Igreja já discente durante séculos e que deve rejeitar uma doutrina que é manifestamente oposta àquela que já foi ensinada.&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">4. A inadequação desse tipo de argumento foi apontada desde o início por D. Lefebvre, em todas as suas respostas ao Papa Paulo VI(2). O erro condenado por Pio VI, Gregório XVI e Pio XII é aquele em que a consciência individual dos fiéis pretende julgar por si mesma as decisões da autoridade, imputando a esta uma deficiência que nada pode presumir. Esta é a reação de uma Igreja discente que se coloca como Igreja docente, mas a reação da Fraternidade São Pio X pode ser explicada e justificada por um motivo totalmente diferente(3). Pode acontecer, diz Santo Hilário, que “</span><em><span class="anfase">os ouvidos do povo sejam mais santos do que os corações dos sacerdotes</span></em>”(4). Precisamente, são os “<em><span class="anfase">ouvidos”</span></em> que são mais santos, e o são porque já ouviram a palavra da verdade que santifica, mesmo que por agora os corações e as bocas dos sacerdotes não a façam mais ouvir como fizeram até aqui. Repitamos essas evidências(5). A Igreja permanece sempre o que é, mesmo em tempos de crise, mesmo no período pós-Vaticano II: uma sociedade essencialmente desigual, onde a Igreja discente reage sempre em dependência da pregação da Igreja docente. A resistência de D. Lefebvre e da FSSPX em relação ao <em><span class="anfase">Novus</span></em> <em><span class="tm11">Ordo Missae</span></em><span class="tm9"> de Paulo VI é justificada pelo critério estabelecido por São Paulo na Epístola aos Gálatas, capítulo I, versículo 8: “</span><em><span class="anfase">praeterquam quod evangelizavimus vobis</span></em>”. A Igreja discente deve considerar como anátema uma doutrina oposta àquela que já lhe foi ensinada. A rejeição do <em><span class="anfase">Novus Ordo</span></em> é precisamente a rejeição de uma Igreja discente, uma rejeição de uma Igreja já instruída por ter recebido de seus pastores a expressão inalterável do culto divino e da fé católica divinamente revelada, através da liturgia do Missal de São Pio V. A rejeição do novo missal de Paulo VI é a rejeição daquilo que se “<em><span class="anfase">afasta</span></em>” dessa liturgia do Missal de São Pio V, a rejeição de qualquer coisa que “<em><span class="anfase">se afaste</span></em>” da “<em><span class="anfase">disciplina que a Igreja consagrou e que regula a administração das coisas santas</span></em>&#8220;, para usar as palavras do Papa Gregório XVI.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">5. Essa é a verdadeira – e única – razão que pode legitimamente rejeitar a nova liturgia de Paulo VI. Essa razão deriva, ela própria, da natureza essencial da Igreja Católica, uma sociedade essencialmente desigual, onde a profissão de fé da Igreja discente ecoa continuamente, inalterada, as diretrizes do ensinamento da Igreja. Continuamente, isto é, ao longo dos séculos, desde São Pedro até o último Papa da história, e sem possível contradição. No entanto, considerada em sua essência, a nova liturgia de Paulo VI está em clara contradição com a liturgia secular da Igreja: em sua essência, ou seja, como um sinal e, portanto, naquilo que deveria significar. O significado da missa de Paulo VI afasta-se demasiadamente daquilo que a Igreja docente sempre pretendeu que sua liturgia significasse para que a reforma do </span><em><span class="anfase">Novus Ordo Missae</span></em> fosse considerada a expressão legítima de fé e disciplina à qual a Igreja docente deveria se conformar. O distanciamento da nova missa não apenas a torna menos boa ou imperfeita ou passível de aperfeiçoamento; torna-a má, porque é perigosa e prejudicial à fé dos fiéis e desagradável aos olhos do Todo-Poderoso. Representa, para todos, um escândalo, isto é, uma ocasião de ruína espiritual. Rejeitá-la, portanto, não é apenas legítimo, mas necessário: é um dever imposto à consciência de todo católico determinado a permanecer fiel às suas promessas batismais.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">6. Essa verdadeira razão para a recusa é muitas vezes ignorada e silenciada pelos fiéis do movimento Ecclesia Dei, e não é a apresentada pelos organizadores da peregrinação. Se eles não fizerem isso, será cada vez mais difícil, se não impossível, manter sua credibilidade diante das exigências das autoridades eclesiásticas.</span></p>
<blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">&#8220;Como pode o motu proprio </span><span class="tm12">Ecclesia Dei afflicta</span><span class="tm10">, cuja base é impedir qualquer oposição em princípio a essas mesmas reformas, ser usado para rejeitar a nova missa e as reformas resultantes do Vaticano II?&#8221;</span></strong></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">7. O primeiro princípio da própria existência do movimento Ecclesia Dei, sua razão de ser radical, é evitar o suposto cisma de D. Lefebvre. Esse princípio está claramente enunciado na alínea c) do parágrafo 5 do Motu Proprio </span><em><span class="anfase">Ecclesia Dei afflicta:</span></em> “<em><span class="anfase">Desejo, sobretudo</span></em>”, diz João Paulo II, “<em><span class="anfase">dirigir um apelo, ao mesmo tempo solene e comovido, paterno e fraterno, a todos aqueles que até agora, de diversos modos, estiveram ligados ao movimento do Arcebispo Lefebvre, a fim de que cumpram o grave dever de permanecerem unidos ao Vigário de Cristo na unidade da Igreja Católica, e de não continuarem a apoiar de modo algum esse movimento</span></em>. […] <em><span class="anfase">A todos estes fiéis católicos, que se sentem vinculados a algumas precedentes formas litúrgicas e disciplinares da tradição latina, desejo manifestar também a minha vontade &#8211; a qual peço que se associem a dos Bispos a de todos aqueles que desempenham na Igreja o ministério pastoral &#8211; de lhes facilitar a comunhão eclesial, mediante as medidas necessárias para garantir o respeito das suas justas aspirações.”</span></em></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Em outras palavras, a possibilidade dada aos fiéis que assim o desejarem de assistir à celebração da Missa de acordo com o Missal de São Pio V é, na intenção do Papa, apenas o meio de facilitar a esses fiéis a comunhão eclesial agora baseada na adesão às reformas posteriores ao Concílio Vaticano II e de os desviar das orientações seguidas pela Fraternidade São Pio X; o meio, consequentemente, de evitar que eles se recusem a celebrar a missa de acordo com o novo Missal de Paulo VI, que está lenta mas seguramente permitindo que o modernismo penetre nas mentes das pessoas, levando gradualmente a uma ampla protestantização da Igreja.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">8. O que dizer, então, a todos aqueles que desejam permanecer firmemente ligados ao Motu Proprio que fundou o movimento Ecclesia Dei, e que, no entanto, consideram os fiéis da Fraternidade São Pio X como cismáticos? O que lhes dizer, se não: “</span><em><span class="anfase">Sejam racionais: tornem-se modernistas ou, melhor ainda, protestantes</span></em>”.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="Forte">Notas</span></strong></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(1) Veja o artigo “</span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-De_cembre-2024-digital.pdf"><span class="tm9">Uma peregrinação cismática?</span></a></u></span><span class="tm9">” nesta edição do Courrier de Rome. </span></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">(2) Veja o número da revista do Instituto Universitário São Pio X dedicado a este ponto, sob o título &#8220;Vaticano II. A autoridade de um concílio em questão&#8221;, Vu de haut n°13, 2006.</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(3) Ver, em particular, as edições de julho-agosto de 2011 (“Magistério e Fé”) e de fevereiro de 2012 (“Magistério e Tradição Viva”) do Courrier de Rome, bem como o artigo intitulado “<span style="color: #0000ff;"> </span></span><u><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-novembre-2024-digital_0.pdf"><span class="tm9"><span style="color: #0000ff;">Uma Igreja Inspirada</span>”</span></a></u><span class="tm9">  na edição de novembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">(4) Santo Hilário, Contra Auxêncio, n.º 6 em Migne latim, vol. X, 613</span></p>
<p class="Normal_Web_" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">(5) Veja “</span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/01/CDR-novembre-2024-digital_0.pdf"><span class="tm9">Uma Igreja Inspirada”</span></a></u></span><span class="tm9">  na edição de novembro de 2024 do Courrier de Rome.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A REAÇÃO PARADOXAL DAS COMUNIDADES “EX-ECCLESIA DEI” AO MOTU PROPRIO TRADITIONES CUSTODES</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230; Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-reacao-paradoxal-das-comunidades-ex-ecclesia-dei-ao-motu-proprio-traditiones-custodes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.95tt~19e93/w:auto/h:auto/q:75/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/08/DBj5oDGXkAACSuI.jpg" alt="La réaction paradoxale des communautés « ex-Ecclesia Dei » au motu proprio  Traditionis Custodes • La Porte Latine" width="361" height="275" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">Se a nova missa é “fecunda” e “legítima”, por que recusar seu uso exclusivo? Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/ecclesiadeisme/la-reaction-paradoxale-des-communautes-ex-ecclesia-dei-au-motu-proprio-traditionis-custodes">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução cedida pelo nosso amigo Bruno Rodrigues da Cunha</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Amicus Plato, sed magis amica veritas.</em> “<em>Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade</em>”. Se por um lado lastimamos sinceramente um <em>motu proprio</em> que revoga quase todo direito de cidadania à liturgia tradicional, por outro lado não podemos deixar de notar o caráter paradoxal das reações dos institutos “<em>ex-Ecclesia Dei</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reação mais emblemática é, sem dúvida, a do padre Paul-Joseph, Superior do Distrito francês da Fraternidade São Pedro. Numa entrevista à <em>Famille Chrétienne</em>, ele disse que <em>“a Fraternidade São Pedro nunca rejeitou o Concílio Vaticano II. Para nós, ele não contém dificuldades fundamentais, mas unicamente demanda esclarecimentos acerca de determinados pontos, que nós interpretamos à luz da tradição da Igreja tal como preconiza Bento XVI</em>”. Disse também que <em>“jamais colocamos em dúvida a validade e a fecundidade do missal de Paulo VI</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas palavras nos lembram que, diferentemente do que alguns pensam, as posições da Fraternidade São Pedro sobre o Concílio e a missa nova são completamente diferentes das posições da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que no Concílio e no ensinamento dos papas pós-conciliares há erros, que se colocam em descontinuidade em relação à doutrina católica de sempre. Por exemplo, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a colegialidade, citando apenas os pontos mais importantes. A Fraternidade São Pedro reduz tudo isso a um problema de interpretação e de esclarecimentos a serem dados.</span><span id="more-25132"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X afirma que a missa nova, ainda que não seja inválida, é, contudo, sempre ilícita, porque ela exprime a fé de um modo fundamentalmente ambíguo – que pode ser aceita tanto por um católico como por um protestante, como os próprios teólogos protestantes afirmaram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguém poderia objetar que os padres da Fraternidade São Pedro não têm a mesma posição que seu Superior de distrito. Isso talvez seja verdade. Mas desde quando um católico, acerca de matéria que se relaciona com a fé, tem o direito de ter uma posição pública (meramente por pertencer a um instituto que detém oficialmente essa posição) que está em contradição com sua posição privada? Se fosse assim, não haveria mártires.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma questão sobre a qual poderíamos ir longe. Aqui, queremos apenas relembrar que a reação do padre Paul-Joseph ao <em>motu proprio Traditiones Custodes </em>é incoerente até mesmo com sua própria posição doutrinal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, a moral nos ensina que, ao se escolher entre duas ações, na qual uma é <em>em si mesma </em>melhor e a outra é <em>em si mesma </em>pior (mas também boa); se o superior nos ordena fazer a pior, é ela que se torna, não mais em si, mas <em>de fato</em>, a melhor. E, portanto, não há razão alguma para se opor. Por exemplo, entre estudar e rezar, esta é em si mesma melhor. Contudo, se o superior ordena que se estude em vez de rezar, não tenho direito algum de lhe resistir, porque estudar é também uma boa ação, que pode ser objeto de uma ordem legítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acontece o mesmo para a nova missa. A Fraternidade São Pedro pensa que ela é “<em>fecunda</em>” (Pe. Paul-Joseph), “<em>absolutamente legítima</em>” (carta de 71 padres da FSSP ao padre Bisig, 8 de setembro de 1999; recurso da FSSP perante à Comissão “<em>Ecclesia Dei</em>”, 29 de junho de 2000) e, portanto, ela é boa, ainda que seja menos boa do que a missa tradicional (mesmo se Francisco, na carta aos bispos que acompanha seu <em>motu proprio</em>, condena tal opinião).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, a partir do momento em que o papa ou o bispo ordenam seja a concelebração, seja celebrar apenas a missa nova, seja (é o caso de <em>Traditiones Custodes)</em> favorecê-la e conduzir a ela, pouco a pouco, os tradicionalistas, por que se opor? Se a missa nova é boa, ela pode ser objeto de uma ordem legítima. Especialmente se o papa tomou tal decisão motivado pelo desejo de união na Igreja&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria o contrário se pensamos, como pensa a Fraternidade São Pio X, que a missa nova é ilícita e, portanto, má. Nesse caso, ela não pode ser objeto de uma ordem legítima. E não somente podemos mas devemos nos opor a ela, porque não pode haver verdadeira obediência a uma ordem intrinsecamente injusta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, das duas uma: se a missa nova é “<em>fecunda” e “legítima</em>”, portanto por que não aceitar, se o Papa quiser, até mesmo seu uso exclusivo? Se a missa nova é má, temos portanto o direito e o dever de permanecer na missa tradicional e de recusar a nova missa.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Daniele di Sorco, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">********************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u>OUTROS POSTS PARA ENTENDER O ASSUNTO:</u></strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-diferentes-posicoes-do-catolicos-no-pos-concilio/">AS DIFERENTES POSIÇÕES DOS CATÓLICOS NO PÓS-CONCÍLIO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-publica-do-pe-calmel-sobre-sua-escolha-de-recusar-o-novus-ordo-de-paulo-vi-e-de-se-ater-a-missa-de-sempre/">DECLARAÇÃO PÚBLICA DO PE. CALMEL SOBRE SUA ESCOLHA DE RECUSAR O NOVUS ORDO DE PAULO VI E DE SE ATER À MISSA DE SEMPRE.</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/"><strong>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</strong></a></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CONFUSÃO E QUADRATURA DO CÍRCULO</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2021 13:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Reunidos no dia 31 de agosto passado em Courtalain, doze superiores das comunidades Ecclesia Dei assinaram uma carta na qual manifestaram suas reações ao recente motu proprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco. Muito obrigado, Santo Padre?&#8230; Fonte: La Porte Latine &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/09/IED.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-25096" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/09/IED.jpg" alt="IED" width="4096" height="1843" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Reunidos no dia 31 de agosto passado em Courtalain, doze superiores das comunidades Ecclesia Dei <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/ecclesiadeisme/lettre-des-communautes-ecclesia-dei-adressee-aux-eveques-de-france-suite-au-motu-proprio-traditionis-custodes-31-aout-2021">assinaram uma carta</a></span> na qual manifestaram suas reações ao recente motu proprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco. Muito obrigado, Santo Padre?&#8230;</em></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/ecclesiadeisme/desarroi-et-quadrature-du-cercle">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inquietos com a ideia de que seus Institutos estejam sujeitos a visitas apostólicas disciplinares, que poderão chegar a lhes retirar a possibilidade de celebrar a missa segundo o rito de São Pio V, os signatários da cartaafirmam sua adesão ao Magistério do Vaticano II e subsequente, e se voltam aos bispos da França, para implorar por paciência e ouvidos, por compreensão e por misericórdia – num diálogo verdadeiramente humano. Nenhuma palavra acerca da nocividade intrínseca da nova missa de Paulo VI. Nenhuma palavra acerca dos frutos amargos do Concílio. Nenhuma palavra acerca da aceleração lamentável da crise da Igreja sob o Papa Francisco. E a comunhão aos divorciados recasados? E o escândalo da Pachamama? Essa diplomacia, se considerarmos tal carta como diplomacia,está muito próxima da ingenuidade ou da inconsequência, quando não da hipocrisia. O que dirão os pobres e bravos fieis que frequentam tais Institutos?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que pedem, de fato, todos esses superiores gerais? Pedem a liberdade, a liberdade de continuar celebrando o rito da missa antiga, no meio de todos aqueles que celebram o rito da missa nova. Ora, tal liberdade é impossível. E o que é chocante, ao se ler essa carta, é a ausência de qualquer referência à verdade subjacente: a oposição essencial que impede o novo rito da missa de Paulo VI de coabitar pacificamente com a missa de sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que tal oposição? Repitamos a evidência: a lei da oração é expressão da lei da fé. Ora, o novo rito da missa de Paulo VI é a expressão de uma nova fé, em oposição à antiga. Dom Lefebvre apontou isso várias vezes, notavelmente em sua homilia nas ordenações sacerdotais de 29 de junho de 1976: “<em>Temos a convicção que esse rito novo da missa exprime uma nova fé, uma fé que não é a nossa, uma fé que não é a católica. Essa nova missa é um símbolo, uma expressão, uma imagem de uma fé nova, de uma fé modernista. Esse rito novo, subentende – se posso dizer – supõe uma outra concepção da religião católica, uma outra religião”.</em></span><span id="more-25095"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a recíproca é verdadeira: o rito antigo da missa exprime uma fé que não é a do Vaticano II, que não é a fé do Papa Francisco e dos bispos da França plenamente submetidos a ele. É por essa razão tão precisa que o papa decidiu, como explicou na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/nouveau-magistere/pape-francois/le-pape-francois-restreint-lusage-de-la-messe-traditionnelle">carta que acompanhava o <em>motu próprio</em></a></span>, “<em>ab-rogar todas as normas, instruções, permissões e costumes que precedem o motu proprio Traditiones Custodes</em>” e “<em>suspender a faculdade acordada por seus predecessores</em>”. O motivo fundamental dessa decisão, diz-nos o papa, é que existe “<em>uma ligação estreita entre a escolha de celebrações segundo os livros anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição da Igreja e de suas instituições em nome do que chamam</em> “<em>verdadeira Igreja</em>”“.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os doze superiores dos Institutos Ecclesia Dei defendem-se em vão – com o patético de uma verborragia vitimista e chorosa – de igual rejeição, pois ela permanece inscrita na essência mesma do rito antigo da missa. A celebração da missa antiga é, enquanto tal, a rejeição não somente do novo rito de Paulo VI, mas de todo o novo magistério do Vaticano II. Além de uma rejeição de fato, de tal ou qual pessoa, que não representa o movimento Ecclesia Dei – e do qual queremos acreditar que os doze signatários, responsáveis pelos Institutos desse movimento, são inocentes –sempre permanecerá uma rejeição por princípio, que decorre necessariamente, cedo ou tarde, do rito da missa de São Pio V. A missa de sempre é incompatível com a Igreja conciliar. E é por isso que o Papa Francisco, na medida que reivindica para si essa Igreja do Concílio, não pode tolerar a missa de sempre. Dom Lefebvre outrora constatou: “<em>Se, objetivamente, buscamos qual é o motivo verdadeiro que anima aqueles que nos mandam não realizar essas ordenações, se buscamos sua motivação profunda, vemos que é porque ordenamos nossos padres para que rezem a Missa de sempre. E é porque se sabe que esses padres serão fieis à Missa da Igreja, à Missa da Tradição, à Missa de Sempre, qu</em>e somos pressionados para não os ordenar”. (Homilia para as ordenações de 29 de junho de 1976.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os superiores dos Institutos Ecclesia Dei não podem associar sua adesão ao Concílio e sua reivindicação a favor da missa de sempre. É a exigência da comunhão eclesial, fundada sobre a dupla lei da nova fé (Vaticano II) e da nova oração que a exprime (a nova missa de Paulo VI) que lhes interdita. Mas acaso não é essa a constatação já feita pelo papa João Paulo II, no número 5 de seu motu proprio <em>Ecclesia Dei Afflicta</em>? “A <em>todos estes fiéis católicos, que se sentem vinculados a algumas precedentes formas litúrgicas e disciplinares da tradição latina”,</em> diz ele “<em>desejo manifestar também a minha vontade ― a qual peço que se associem a dos Bispos a de todos aqueles que desempenham na Igreja o ministério pastoral ― de lhes facilitar a comunhão eclesial, mediante as medidas necessárias para garantir o respeito das suas justas aspirações”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No espírito de João Paulo II, pai e fundador da Comissão Ecclesia Dei e do movimento de mesmo nome, todas as medidas tomadas a favor de “<em>certas formas litúrgicas e disciplinares anteriores da tradição latina</em>” explicam-se em razão de uma única e mesma finalidade: facilitar a comunhão eclesial aos fiéis saídos do cisma lefebvrista. Trinta e três anos depois, o motu proprio <em>Traditiones Custodes </em>nada faz além de tomar as medidas necessárias para garantir o mesmo fim. E o único meio de salvaguardar a missa de sempre é e recusar essa ilusão de uma falsa “<em>comunhão eclesial</em>” baseada numa nova fé, que não é a fé católica. Os doze signatários conseguirão vencer tal obstáculo? É a graça que devemos desejar para eles – graça que pode ser obtida pelo Papa São Pio X que, para preservar a verdadeira fé, recebeu de Deus uma sabedoria celestial e uma coragem verdadeiramente apostólica.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">OUTROS POSTS PARA ENTENDER O ASSUNTO:</span></strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-diferentes-posicoes-do-catolicos-no-pos-concilio/">AS DIFERENTES POSIÇÕES DOS CATÓLICOS NO PÓS-CONCÍLIO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-publica-do-pe-calmel-sobre-sua-escolha-de-recusar-o-novus-ordo-de-paulo-vi-e-de-se-ater-a-missa-de-sempre/">DECLARAÇÃO PÚBLICA DO PE. CALMEL SOBRE SUA ESCOLHA DE RECUSAR O NOVUS ORDO DE PAULO VI E DE SE ATER À MISSA DE SEMPRE.</a></strong></span></li>
</ul>
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		<title>DECLARAÇÃO PÚBLICA DO PE. CALMEL SOBRE SUA ESCOLHA DE RECUSAR O NOVUS ORDO DE PAULO VI E DE SE ATER À MISSA DE SEMPRE.</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2021 12:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Calmel]]></category>

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		<description><![CDATA[Perante a vergonhosa e já esperada Capitulação conjunta  Declaração conjunta &#8211; dos Institutos Eccleia Dei, que até ontem eram vendidos, por muitos, como defensores da Tradição, republicamos a Carta do Pe. Calmel, escrita em 1970, antes mesmo da fundação da FSSPX, proclamando publicamente sua &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/declaracao-publica-do-pe-calmel-sobre-sua-escolha-de-recusar-o-novus-ordo-de-paulo-vi-e-de-se-ater-a-missa-de-sempre/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Perante a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://rorate-caeli.blogspot.com/2021/09/communique-of-superiors-general-of.html">vergonhosa e já esperada <del>Capitulação conjunta</del>  Declaração conjunta</a> &#8211; <span style="color: #000000;">dos <em>Institutos Eccleia Dei, </em></span></span>que até ontem eram vendidos, por muitos, como defensores da Tradição, republicamos a Carta do Pe. Calmel, escrita em 1970, antes mesmo da fundação da FSSPX, <span style="color: #000000;"><em>proclamando publicamente sua escolha de recusar o novus ordo de Paulo VI e de se ater à M</em></span><span style="color: #000000;"><em>issa de sempre.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Adicionamos aqui também outros 3 textos relacionados ao assunto, mostrando a verdadeira face de tudo isso.</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/e-a-mesma-missa-tridentina-sim-mas-nao-o-mesmo-combate/">É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NÃO O MESMO COMBATE</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS” (VISTOS POR MONS. LEFEBVRE)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-diferentes-posicoes-do-catolicos-no-pos-concilio/">AS DIFERENTES POSIÇÕES DOS CATÓLICOS NO PÓS-CONCÍLIO</a></strong></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/03/Pere-Roger-Thomas-Calmel-255x300.jpg" alt="Père Roger-Thomas Calmel • La Porte Latine" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/nouvelle-messe/je-men-tiens-a-la-messe-traditionnelle">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">A MISSA TRADICIONAL</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu me atenho à MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por quê? Porque, na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa atual, e que se reveste, por um momento, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">UMA REFORMA REVOLUCIONÁRIA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se aceitarmos este rito novo, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como de fato o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?</span><span id="more-25082"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Perguntar-me-iam: ao manter, contra tudo e contra todos, a Missa de sempre, o senhor refletiu a que está se expondo? Certamente. Estou me expondo, se assim posso dizer, a perseverar no caminho da fidelidade a meu sacerdócio, e, portanto, prestar ao Sumo Sacerdote, nosso Supremo Juiz, o humilde testemunho de meu oficio de sacerdote. Exponho-me a tranquilizar os fiéis desamparados, tentados pelo cepticismo ou pelo desespero. De fato, todo padre que se conserve no rito da Missa codificado por São Pio V, o grande Papa dominicano da Contra-reforma, permite que fiéis participem do Santo Sacrifício sem equívoco possível; comunguem, sem risco de ser enganado, o Verbo de Deus Encarnado e imolado, tornado realmente presente sob as sagradas espécies. Por outro lado, o padre que se submete ao novo rito, inteiramente forjado por Paulo VI, colabora, de sua parte, para instaurar progressivamente urna Missa enganosa, onde a presença de Cristo já não será real, mas transformada num memorial vazio. Por isso mesmo o Sacrifício da Cruz já não será real e sacramentalmente oferecido a Deus. Finalmente, a comunhão não passará de uma ceia religiosa em que se comerá um pouco de pão e se beberá um pouco de vinho; nada mais do que isso; como entre os protestantes.</span><!--more--></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não consentir em colaborar para a instauração revolucionária de uma missa equívoca, orientada para a destruição da Missa, será entregar-se a certas desventuras temporais, e certas desgraças neste mundo? O Senhor o sabe, e Sua graça basta. Na verdade, a graça do Coração de Jesus, que chega até nós pelo Santo Sacrifício e pelos Sacramentos, sempre é suficiente. É por isso que Nosso Senhor nos diz tão tranquilamente: “<em>Aquele que perder a sua vida neste mundo por minha causa, salva-la-á na vida eterna”.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">EU RECONHEÇO A AUTORIDADE DO SANTO PADRE</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconheço, sem nenhuma hesitação, a autoridade do Santo Padre. Entretanto, afirmo que qualquer Papa, no exercício de sua autoridade, pode cometer abusos de autoridade. Sustento que Paulo VI comete um abuso de autoridade excepcionalmente grave quando constrói um rito novo da Missa baseado numa definição de Missa que deixou de ser católica. “<em>A Missa</em>”, escreve ele em seu Ordo Missae, “<em>é a reunião do povo de Deus, presidida por um sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor”</em>. Esta definição insidiosa omite propositadamente aquilo que faz católica a Missa católica, sempre irredutível à ceia protestante. Pois a Missa católica não é um memorial qualquer. O memorial é de tal natureza, que contém realmente o Sacrifício da Cruz, porque o Corpo e o Sangue de Cristo se fazem realmente presentes pela virtude da dupla consagração. Isto aparece, inequivocamente, no rito codificado por São Pio V; mas aparece flutuante e equívoco no rito fabricado por Paulo VI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da mesma maneira, na Missa católica o padre não exerce nenhum tipo de presidência; marcado com um caráter divino que o distingue por toda a eternidade, ele é o ministro de Cristo que, por si mesmo, realiza a Missa; é inadmissível que o padre seja assemelhado a um pastor qualquer, um delegado dos fiéis para liderar sua assembleia. Isto é perfeitamente evidente no rito da Missa ordenado por São Pio V mas torna-se dissimulado, se não escamoteado, no novo rito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, não só a simples honestidade &#8211; mas infinitamente mais: a honra sacerdotal, exigem que eu não tenha a impudência de traficar a Missa católica, recebida no dia de minha ordenação. Como se trata de uma questão de lealdade e principalmente  matéria de gravidade divina, não há autoridade no mundo, ainda que seja a autoridade pontifícia, que possa me impedir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outrossim, a primeira prova de fidelidade e de amor que o padre deve dar a Deus e aos homens é manter intacto o depósito infinitamente precioso que lhe foi confiado quando o bispo lhe impôs as mãos. É, primeiramente, sobre esta prova de fidelidade e de amor que serei julgado pelo Supremo Juiz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Espero, com toda a confiança, da Virgem Maria, Mãe do Sumo Sacerdote, que me conceda permanecer fiel até à morte à Missa católica, verdadeira e inequívoca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Tuus sum ego, salvum me fac.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Revista <em>Itinéraires,</em> n° 139, janeiro de 1970</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/50-anos-da-declaracao-do-pe-calmel/">Publicado originalmente em 2019</a></strong></span></p>
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