<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; FSSPX</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/tag/fsspx/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Sep 2026 12:49:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>A VIRTUDE DA FORTALEZA EM TEMPOS DE CRISE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-fortaleza-em-tempos-de-crise/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-fortaleza-em-tempos-de-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 12:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Virtudes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35805</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Le Parvis nº 169 – Tradução: Dominus Est O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza. A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-fortaleza-em-tempos-de-crise/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/Saint_Etienne_martyre.jpg" alt="" width="491" height="331" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/Parvis-169.pdf">Le Parvis nº 169</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O martírio é o principal ato da virtude da fortaleza.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A crise atual na Igreja pode-nos levar a várias perguntas e, entre elas: Quanto tempo irá durar? Parece haver muitas opções para lidar com o sofrimento e as inquietações que ela provoca. Tanto a precipitação quanto a hesitação prolongada, mesmo que com boas ações, nos conduzem pelo caminho errado e nos levam a tomar decisões equivocadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nestes tempos marcados por incertezas, sofrimentos e provações, a doutrina católica oferece uma perspectiva especial por meio da virtude da fortaleza, uma das quatro virtudes cardeais. Ela pode ser definida da seguinte forma: “<em>A fortaleza é a virtude moral que assegura, diante das dificuldades, firmeza e constância na busca do bem. Ela fortalece a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos capacita a vencer o medo, inclusive da morte, e a enfrentar provações e perseguições. Ela nos dispõe a chegar até a abnegação e ao sacrifício da própria vida para defender uma causa justa.”</em> Essa virtude não é uma simples resistência estoica ou uma coragem puramente natural. É uma disposição habitual da alma, aperfeiçoada pela graça, que ordena o apetite irascível — aquela parte de nós que reage às dificuldades e ameaças — segundo a razão iluminada pela fé. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica (I-II, q. 123), esclarece que a fortaleza tem como principal objeto o medo e a ousadia, particularmente diante dos perigos da marte. Consiste em dois movimentos complementares: &#8220;<em>aggredi</em>&#8221; (enfrentar, atacar o mal) e <em>&#8220;sustinere</em>&#8221; (suportar; perseverar). Em tempos de crise, é frequentemente o segundo que prevalece: a paciência e a constância diante daquilo que não pode ser mudado imediatamente.</span><span id="more-35805"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Fortaleza diante das crises contemporâneas na Igreja e da sociedade.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Crises econômicas, sociais, espirituais, religiosas ou pessoais naturalmente geram medo, angústia, desânimo e, por vezes, desespero. Em meio à tempestade, alguns acreditam ser mais prudente abandonar o barco em um mar turbulento e acabam sendo engolidos pelas ondas; outros mudam de rumo às cegas, com uma bússola que se desvia constantemente; outros ainda, como um piloto de avião afetado pela desorientação espacial por não ter mais seus pontos de referência habituais, tomam decisões com base em seus sentimentos e sensações, em vez de confiar nos instrumentos ainda disponíveis. A virtude da fortaleza não nega essas emoções; ela as domina. Impede que a alma fique paralisada. A fortaleza combate primeiramente os inimigos internos: a ansiedade, o medo e as dúvidas que imobilizam. Ela torna a pessoa resiliente, capaz de permanecer fiel ao bem mesmo quando tudo parece desmoronar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa força encontra seu modelo supremo em Jesus Cristo. Na Cruz, Nosso Senhor enfrentou o sofrimento e a morte não por temeridade, mas por amor inabalável. <em>“No mundo tereis aflições; mas tende coragem? Eu venci o mundo</em>” (João 16, 33). Os mártires, cujo sacrifício é considerado por Santo Tomás de Aquino como o ato de força mais perfeito, ilustram essa verdade: eles preferiram a fidelidade a Deus à preservação de suas vidas terrenas. Hoje, a fortaleza se manifesta menos frequentemente no martírio sangrento do que na fidelidade cotidiana: continuar a amar a Igreja, a rezar, a trabalhar pelo bem comum e pela salvação das almas, a defender a verdade apesar das pressões, das perdas ou das incompreensões. A fortaleza não está isolada. Ela se apoia nas outras virtudes cardeais (prudência, justiça, temperança) e, ainda mais, pelas virtudes teologais. A fé dá sentido às provações; a esperança nos impede de ceder ao desespero; a caridade motiva o sacrifício. Ela também é elevada pelo dom do Espírito Santo, que leva o mesmo nome. Assim, o que é impossível apenas com a força humana torna-se possível pela graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Minha força vem do Senhor.” </em>(Salmo 118, 14).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Praticando a Fortaleza hoje</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como cultivar essa virtude em tempos de crise?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeiro, por meio da oração humilde e perseverante, que une a alma à fonte de toda fortaleza. Depois, por meio de atos diários de fidelidade: cumprindo nossos compromissos apesar do cansaço de uma crise prolongada, recusando mentiras ou concessões fáceis, amparando todas as almas que estão desorientadas e aceitando o sofrimento sem amargura. A paciência (suportar o presente) e a perseverança (perseverar na bondade) são preciosas aliadas da força.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso também evitar os extremos opostos: a covardia, que foge do dever, e a imprudência, que se lança ao perigo sem discernimento. Ambas vão contras à virtude da prudência. A verdadeira força é moderada, orientada para o verdadeiro bem e sempre aberta à misericórdia. A força mantém a alma na calma, na paz e na coragem, apesar do desprezo, da injustiça e do ostracismo.</span><br />
<span style="color: #000000;"> Nas crises que abalam o nosso mundo, a Igreja e as nossas vidas, ela transforma as dificuldades em oportunidades de crescimento espiritual e aumenta os nossos méritos. Ela nos lembra que o bem não é vencido pelo mal e que aqueles que confiam em Deus podem permanecer firmes, mesmo quando tudo parece estar desmoronando.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Philippe Pazat, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-virtude-da-fortaleza-em-tempos-de-crise/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O DEMÔNIO TOCA FLAUTA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-demonio-toca-flauta/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-demonio-toca-flauta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 12:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35775</guid>
		<description><![CDATA[As repugnantes blasfêmias proferidas em certas instituições da Igreja não provocam quaisquer reações das autoridades, que estão ocupadas  demais com o processo sinodal. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Um artigo no  site da Conferência Episcopal Alemã, katholisch.de, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-demonio-toca-flauta/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/demon_flute.png.jpg?itok=OsIRxYqF" alt="" width="473" height="270" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As repugnantes blasfêmias proferidas em certas instituições da Igreja não provocam quaisquer reações das autoridades, que estão ocupadas  demais com o processo sinodal.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/le-diable-joue-de-la-flute"> La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://katholisch.de/artikel/70153-experten-viele-biblische-figuren-zeigen-psychische-auffaelligkeiten">artigo no  site da Conferência Episcopal Alemã, katholisch.de</a></span>, provocou protestos em todos os meios de comunicação católicos ditos conservadores. O texto apresenta, sem a menor análise crítica, uma obra publicada por Simone e Claudia Paganini, professores de teologia, exegese e filosofia, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.zeit.de/2026/38/zwischen-wahn-und-weisheit-simone-claudia-paganini-bibel-psychische-erkrankungen">ambos considerados católicos devotos</a></span>. O livro busca, em diversas figuras bíblicas, indícios de distúrbios psicológicos: depressão em Moisés, transtorno obsessivo-compulsivo em Jó (afinal, ele oferece sacrifícios pelos possíveis pecados de seus filhos), tendências maníacas em Judite, uma propensão ao álcool no próprio Jesus (já que seus adversários o chamam de bêbado) e narcisismo em Deus, por ele afirmar ser o único Deus. Era só isso que faltava.</span><span style="color: #000000;">Diante dessa repugnante blasfêmia, ainda aguardamos os comunicados anunciando a proibição de toda oração pública nos santuários de Lourdes ou Mariazell para tais escritores e todos aqueles que os recomendam, como a Conferência Episcopal Alemã. Qual seria a reação?<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://www.la-croix.com/a-vif/mariage-de-cristiano-ronaldo-la-star-du-foot-et-le-pape-sur-un-meme-terrain-20260821">&#8220;E daí?&#8221;, diria Jesus</a></span>,  segundo o evangelho apócrifo do Padre Arnaud Alibert, editor-chefe de <em>La Croix</em>. Assim como nas polêmicas em torno das uniões contra a natureza, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vaticannews.va/fr/pape/news/2026–04/conference-de-presse-leon-xiv-vol-papal.html">nos responderão que isso não é o mais importante</a></span>. O que é urgente é a sinodalidade e a denúncia dos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_cti_doc_20260821_prendersi-cura-casa-comune_it.html">pecados contra a ecologia</a></span>. A Igreja está atordoada com encontros sinodais, mistagógicos e kerigmáticos, e obcecada por cubos de gelo e espécies ameaçadas de extinção.</span><span id="more-35775"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conta-se que um monge do deserto avistou, ao longe, perto de um eremitério, uma nuvem de demônios tentando, sem sucesso, levar um eremita ao pecado. Em outro lugar, perto de uma grande cidade, havia um único demônio tocando flauta. Um ancião explicou ao monge que, naquela cidade, o demônio não tinha lugar, pois os homens já estavam fazendo trabalho dele. Contudo, o monge fiel lhes dava muito mais trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suas regras para discernir espíritos, Santo Inácio analisa o fenômeno da seguinte maneira:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No que diz respeito às pessoas que passam de um pecado mortal para outro, a conduta habitual do inimigo é oferecer-lhes prazeres aparentes, ocupando sua imaginação com deleites e prazeres sensuais, a fim de retê-los e mergulhá-las ainda mais em seus vícios e pecados. O Espírito Bom, ao contrário, age neles de maneira oposta; desperta neles perturbação e remorso, fazendo-os sentir as reprovações da razão.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Igreja conciliar, o demônio pode tocar flauta.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-demonio-toca-flauta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A FSSPX AINDA PODERIA ESPERAR ALGO DE ROMA?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-ainda-poderia-esperar-algo-de-roma/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-ainda-poderia-esperar-algo-de-roma/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35788</guid>
		<description><![CDATA[Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco explica as necessidades práticas que impossibilitaram o adiamento das sagrações episcopais, apesar dos esforços empreendidos junto &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-ainda-poderia-esperar-algo-de-roma/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-UZdfmUC3hc?si=xoH4iZI8DVFyyHh-" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em entrevista concedida ao Distrito italiano da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o Padre Daniele Di Sorco explica as necessidades práticas que impossibilitaram o adiamento das sagrações episcopais, apesar dos esforços empreendidos junto a Roma. Ele também aborda a profissão de fé publicada pela Fraternidade e os obstáculos doutrinais que, até o momento, impediram qualquer acordo verdadeiro.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> Voltando especificamente às sagrações, elas poderiam ter sido evitadas?</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Alguns defendem que a Fraternidade poderia ter esperado mais um pouco, construído um relacionamento com Leão XIV, tentado obter um mandato pontifício ou aguardado uma mudança na liderança do Dicastério para a Doutrina da Fé.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Fraternidade realmente tentou todas as vias possíveis antes de chegar a essa decisão?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por que o senhor considera que era o momento oportuno para sagrar os novos bispos?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> A Fraternidade decidiu prosseguir agora com as sagrações episcopais por uma razão eminentemente prática. </span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Na Fraternidade, restavam apenas dois bispos em atividade. Esses dois bispos estão envelhecendo e enfrentavam dificuldades para atender a todas as necessidades dos fiéis e dos sacerdotes.</span><span id="more-35788"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É claro que alguém poderia perguntar: por que vocês não tentaram estabelecer um diálogo com Roma, para conhecer melhor o novo Papa?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A esse respeito, convém dizer que o diálogo entre a Fraternidade e Roma vem ocorrendo, mais ou menos, desde o início dos anos 2000. Esse diálogo passou por altos e baixos, mas sempre houve uma constante: quando se tratava de chegar a um acordo, sempre se exigia a mesma coisa da Fraternidade. Exigia-se dela a adesão ao Concílio Vaticano II, a adesão ao magistério pós-conciliar e a aceitação da liturgia pós-conciliar.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Isso ocorreu tanto com Bento XVI quanto, posteriormente, com Francisco, e é exatamente o que aconteceu hoje, como podemos ver nos documentos do Dicastério para a Doutrina da Fé. Trata-se, de fato, de uma constante nas relações entre a Fraternidade São Pio X e Roma.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No que diz respeito a Leão XIV, o Padre Davide Pagliarani havia enviado, há mais de um ano, uma carta na qual propunha retomar o diálogo e mencionava a possibilidade de consagrações episcopais. Não houve nenhuma resposta por parte de Roma e, apesar de outros apelos da Casa Geral, não houve qualquer reação de Roma.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Roma só interveio no dia seguinte ao anúncio das sagrações episcopais e, mesmo assim, sem verdadeira intenção de dialogar, mas simplesmente solicitando à Fraternidade que adiasse </span><em><span class="tm9">sine die</span></em><span class="tm7"> as sagrações, com uma intenção claramente dilatória.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, como eu dizia no início, há uma constante na atitude de Roma, e vemos isso também no que disse Leão XIV. Roma não pode, de forma alguma, ignorar a aceitação do Concílio Vaticano II e da nova liturgia.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Há, além disso, outra constatação muito simples.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É certo que, talvez, jogando um pouco com as formulações, teríamos podido chegar a uma certa forma de acordo. Mas há um problema: esse acordo teria um significado para nós e, para Roma, outro. Para que teria servido, então? Não teria passado de uma aparência, por trás da qual o desacordo teria, no entanto, permanecido.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Portanto, não é verdade que a Fraternidade tenha recusado o diálogo, nem que não tenha feito tudo o que estava ao seu alcance para buscar alguma forma de entendimento com Roma. O problema é que Roma, desde o Concílio até hoje, fala uma única língua. Repito: o diálogo teve altos e baixos, mas, no fim das contas, sempre se chegava ao mesmo resultado.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, francamente, considerando as ações de Leão XIV e o fato de o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé ter permanecido o Cardeal Fernández, não me parece que tenham havido mudanças significativas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> Mantendo-se precisamente no tema do diálogo com Roma, a Fraternidade São Pio X publicou, em 24 de junho de 2026, uma profissão de fé. </span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por que o senhor considerou necessário publicar uma profissão de fé especificamente por ocasião das sagrações episcopais? Qual era o objetivo deste documento?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Abbé Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> O objetivo era, antes de tudo, deixar claro que a Fraternidade era e continua sendo totalmente católica.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A doutrina professada pela Fraternidade não é nossa, não é algo que inventamos. </span><span class="tm7">Não se trata de uma opinião que cultivamos em nossos próprios círculos, mas sim da doutrina católica em todos os aspectos. Assim, todos podem constatar que não existe uma “posição da Fraternidade São Pio X”, existe simplesmente a profissão da doutrina católica em sua totalidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, em segundo lugar, todo diálogo deve basear-se na verdade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Exprimimos o que pensamos — o que, repetimos, não é “nosso” pensamento, mas simplesmente a doutrina católica tal como a Igreja sempre e constantemente a ensinou —, para que fique claro sobre quais bases um diálogo deve, então, se desenvolver.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Italia —</span></strong><span class="tm7"> Gostaria agora de ampliar a perspectiva para a forma como ambas as partes se comunicaram sobre este assunto.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por um lado, a Santa Sé enviou uma advertência pedindo que as sagrações não fossem realizadas sem um mandato, uma carta que chegou na véspera das sagrações e, finalmente, o decreto de excomunhão.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por outro lado, a Fraternidade publicou uma longa profissão de fé e diversos documentos para explicar publicamente os motivos de sua escolha.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para além das questões legais relacionadas ao decreto, esta diferença na abordagem à comunicação é notável.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Santa Sé frequentemente afirma priorizar o diálogo e, na prática, o faz com muitas outras entidades religiosas. Mas, à luz dos acontecimentos, você acredita que houve um diálogo autêntico?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Será que este episódio sugere que Roma ainda pretende encontrar uma solução com a Fraternidade, ou que já se engajou em outro caminho?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Abade Di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> Os fatos que acabamos de apresentar falam por si mesmos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É evidente que, neste caso, não houve qualquer tentativa de diálogo por parte de Roma. Ao longo de todos estes anos, temos observado que Roma não gosta de discutir questões doutrinárias. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em particular, em Roma, há uma relutância em discutir os problemas doutrinários levantados pelo Concílio e suas consequências. </span><span class="tm7">Essa discussão permanece sempre marginal, e procura-se, ao contrário, concentrar a atenção nos aspectos jurídicos ou em aspectos de outra natureza, como a desobediência, o cisma ou as sagrações episcopais.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas o cerne da questão, ou seja, a divergência doutrinária entre o Concílio e o pós-Concílio, por um lado, e o ensinamento tradicional, por outro, é sempre deliberadamente deixado de lado.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não creio que a postura de recusa de Roma em relação à Fraternidade vá durar para sempre. Estou convencido de que a crise na Igreja terminará, mais cedo ou mais tarde, e que, mesmo antes do fim dessa crise, as relações entre a Fraternidade e Roma serão retomadas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por um lado, porque a Fraternidade não se apresenta como uma alternativa à Igreja de Roma. A FSSPX faz parte da Igreja de Roma e, obviamente, busca garantir que as autoridades da Igreja de Roma também voltem a professar a doutrina católica em sua totalidade.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, por outro lado, porque o Senhor não pode permitir que a crise na Igreja, o ensino dessas doutrinas errôneas, continue eternamente.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É claro que nenhum de nós sabe quando a crise terminará, ou pelo menos quando se atenuará. Mas temos certeza de que, mais cedo ou mais tarde, isso acontecerá.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E a Fraternidade, naturalmente, aguarda esse momento e cumpre seu dever para apressar sua chegada.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-ainda-poderia-esperar-algo-de-roma/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O CÉU É UMA DÁDIVA, NUNCA UM DIREITO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-e-uma-dadiva-nunca-um-direito/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-e-uma-dadiva-nunca-um-direito/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 14:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35623</guid>
		<description><![CDATA[Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta quarta parte relembra que o homem, criado à imagem de Deus, é chamado gratuitamente a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-e-uma-dadiva-nunca-um-direito/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/gianna-b-s_4upddvg3g-unsplash.jpg?itok=YlN4pjlS" alt="" width="599" height="347" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Publicada em 24 de junho de 2026, a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/">Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</a> </span>é apresentada aqui em várias partes. Esta quarta parte relembra que o homem, criado à imagem de Deus, é chamado gratuitamente a um destino sobrenatural que ultrapassa as forças de sua natureza. Ela reafirma que somente a graça eleva o homem até Deus e rejeita as doutrinas que reduzem a fé a um mero humanismo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">III &#8211; A criação do homem e a ordem sobrenatural da graça</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">23 &#8211; Creio que Deus criou o homem à sua imagem, provido de uma alma espiritual e imortal, capaz de conhecer a verdade, de amar o bem conhecido pela razão natural, e de se voltar livremente para o seu Criador. O homem, portanto, não é o produto necessário de uma evolução cega, nem o mero resultado de forças materiais; vem de Deus como de sua causa criadora, depende de Deus, que o mantém no ser, e está ordenado a Deus como ao seu fim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">24 &#8211; Professo que Deus não destinou o homem à sua perfeição meramente natural, senão que o chamou gratuitamente a um fim sobrenatural que ultrapassa absolutamente as forças e os direitos da natureza criada: a visão beatífica, na qual o homem verá Deus face a face e participará da vida íntima da Santíssima Trindade. Que o homem seja chamado a tornar-se filho de Deus, partícipe da natureza divina e herdeiro do Céu, não é a consumação necessária da sua natureza, mas um puro efeito da liberalidade divina.</span><span id="more-35623"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">25 &#8211; Rejeito, portanto, qualquer doutrina que dissolva a distinção entre natureza e graça, que faça da vida sobrenatural uma exigência da natureza humana, ou que apresente a graça como um simples desenvolvimento interior das capacidades naturais do homem. Tal confusão arruína ao mesmo tempo a gratuidade do sobrenatural e a realidade da natureza. Acaba por reduzir a fé a uma antropologia religiosa e a Redenção, a uma revelação do homem a si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">26 &#8211; Professo, além disso, que a graça não destrói nem substitui a natureza, mas sana-a, eleva e aperfeiçoa, ao mesmo tempo que a conserva. A ordem sobrenatural não se opõe à razão, nem à lei natural, nem às criaturas; antes cura-as e subordina a um fim mais elevado. Por essa razão, a oposição moderna entre a liberdade humana e a graça, entre a dignidade da pessoa e a dependência para com Deus, entre a cultura e a fé, é radicalmente falsa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">27 &#8211; Rejeito o falso humanismo religioso que celebra o homem em si mesmo, como se a Encarnação tivesse revelado em primeiro lugar e unicamente a imagem de Deus na criação do homem, antes que a miséria do pecado e a misericórdia de Deus que se abaixa até o pecador. O homem só é realmente grande quando recebe humildemente a graça que o cura e eleva, e faz penitência pelos seus pecados, submete-se à verdade e vive como filho de Deus. Ao separar-se de Deus, não se exalta, se perde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">28 &#8211; Professo que a dignidade humana, na qual Deus estabeleceu a sua criatura no cume do mundo material, não pode nunca ser invocada contra a lei de Deus, contra a necessidade da conversão ou contra a submissão à verdade revelada. Essa dignidade está ferida pelo pecado, deve ser restaurada e elevada à dignidade de filhos adotivos de Deus, pela graça.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-e-uma-dadiva-nunca-um-direito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MISSA DO XVII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO/SP</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xvii-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xvii-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=30341</guid>
		<description><![CDATA[Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<a href="https://www.youtube.com/live/ytzRixzyih8?si=lq511qWuNanWQasN"><img class="size-full wp-image-19788 aligncenter" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2020/05/Missa-publ.jpg" alt="Missa publ" width="571" height="291" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xvii-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CRISE DE AUTORIDADE: QUANDO UM ÓDIO INCONSCIENTE PARALISA A AUTORIDADE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/crise-de-autoridade-quando-um-odio-inconsciente-paralisa-a-autoridade/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/crise-de-autoridade-quando-um-odio-inconsciente-paralisa-a-autoridade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 12:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35786</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/crise-de-autoridade-quando-um-odio-inconsciente-paralisa-a-autoridade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/pexels-luisa-mierla-352729781-15621211.jpg" alt="" width="573" height="388" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/Seignadou-2026-09.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Seignadou</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Nenhuma sociedade humana pode subsistir sem autoridade. Eis uma verdade fundamental da ordem natural e política: a partir do momento que as pessoas se unem para formar uma comunidade, uma família, uma cidade ou mesmo a Igreja, a existência de um princípio de ordem e direção torna-se absolutamente imprescindível. A autoridade é, portanto, o poder moral conferido a um superior para compelir seus inferiores a agirem em prol do bem comum da sociedade. </span><span class="tm7">Ela não pode ser concebida e não tem sentido senão no âmbito social. </span><span class="tm6">Sem uma orientação clara, sem uma direção firme em direção a esse bem comum para todo o corpo social, e sem a posse de uma força coercitiva legítima capaz de assumir e impor essa direção, a comunidade se dissolve imediatamente no caos da anarquia ou no choque de interesses particulares.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A origem divina e a natureza paternal do poder</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">As Sagradas Escrituras afirmam isso sem ambiguidade: toda autoridade vem de Deus. São Pedro ensina isso explicitamente aos primeiros fiéis: “</span><em><span class="tm7">Sêde, pois, submissos a toda a instituição humana, por amor de Deus: quer ao rei, como a soberano, quer aos governadores, como enviados por ele</span></em><span class="tm6">” (1 Pedro 2, 13-14). E quando a autoridade humana falha em sua missão suprema, os Apóstolos </span><span class="tm7">recordam simultaneamente sua origem e seus limites: </span><span class="tm6">”<em>Deve-se obedecer a Deus antes do que aos homens”</em> (Atos 5, 29). Da mesma forma, diante do poder temporal personificado por Pôncio Pilatos, Nosso Senhor Jesus Cristo já havia declarado:<em> “</em></span><em><span class="tm7">Tu não terias poder algum sobre mim, se te não fosse dado do alto.</span></em><span class="tm6">” (João 19, 11). Portanto, se toda autoridade vem de Deus, então ela não deriva seu princípio fundamental de um contrato social arbitrário ou da mera vontade da maioria.</span></span><span id="more-35786"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ora, uma vez que toda autoridade provém de Deus, </span><span class="tm6">ela deve necessariamente refletir as qualidades e propriedades essenciais da autoridade divina. E a natureza de Deus é ser Pai. A verdadeira autoridade é, portanto, essencialmente paternal: seu papel constitutivo é dar vida, proteger essa vida e educar para a vida através do amor. </span><span class="tm7">Comandar não consiste em oprimir nem dominar em benefício próprio, nem em impor os próprios pontos de vista, mas em gerar e elevar os súditos à sua plena perfeição intelectual, moral e espiritual. É um ato de caridade e de entrega de si mesmo, como também explica Leão XIII: <em>“Que os príncipes tomem como modelo o Deus Altíssimo, de quem derivam seu poder; e que, inspirando-se em seu exemplo na administração dos assuntos públicos, se mostrem justos e íntegros no comando, e combinem a severidade necessária com um afeto paternal</em>.” (Leão XIII, Encíclica Diutumum, § 11).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A ilusão da crise de obediência</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Contudo, </span><span class="tm7">observamos hoje uma crise grave e generalizada da autoridade. Diante da deterioração das instituições, torna-se comum chamar atenção, com demasiada frequência, para o sujeito que não obedece.</span><span class="tm6"> Denuncia-se incessantemente o cidadão indisciplinado, a criança desobediente ou o fiel rebelde. </span><span class="tm7">Acusa-se esse sujeito de almejar independência absoluta, de recusar qualquer restrição ou de se deleitar em uma inércia moral e uma preguiça decorrentes da imersão total nos bens materiais e no conforto moderno. A crise de autoridade é, então, reduzida, de forma simplista, a uma crise de obediência (ou melhor, de desobediência…) por parte do subordinado.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">É inegável que o individualismo contemporâneo alimenta essa desobediência. Mas essa análise permanece incompleta e superficial. Pois, na realidade, a crise de autoridade começa, antes de tudo, </span><span class="tm7">na liderança, naquele que detém o poder. O mal mais profundo não é a rebelião vinda de baixo, mas a falha vinda de cima. De fato, observa-se hoje homens investidos de um cargo público ou espiritual, mas aterrorizados com a ideia de exercer suas funções. Eles têm medo de comandar, medo de ser exigentes, medo de errar ou de serem pegos em falta, medo de deixar a iniciativa para seus subordinados. Eles têm medo, enfim e acima de tudo, de “arranjar problemas”. Na era das redes sociais, </span><span class="tm6">da ditadura dos comentários imediatos e dos boatos devastadores que circulam dentro dos grupos sociais, o medo de “o que dirão?” se transformou em tirania absoluta. Todos esses temores interiores conduzem a uma paralisia quase total da autoridade. O Estado não age mais, o chefe da família abdica, o superior eclesiástico se cala. Assim, na Igreja de hoje, os líderes temem a contradição, temem a mídia, temem o que o mundo vai dizer. Por causa desse medo, já não ousam exercer sua autoridade para defender a fé e o bem das almas. É assim que o erro se infiltra por toda parte sem encontrar qualquer obstáculo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Ignorância da ordem natural e a fuga para o legalismo.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A raiz desse fracasso reside em uma dupla deficiência: ignorância e recusa. A autoridade paralisada já não sabe o que é o verdadeiro bem comum e o imenso fardo de abnegação que ele exige. Promover o bem comum muitas vezes requer que os líderes sacrifiquem sua própria paz de espírito, sua popularidade e seu bem pessoal. Essa falha, portanto, decorre de uma rejeição completa da ordem natural das coisas e de Deus, seu criador. Nossa era já não sabe o que é uma sociedade, já não compreende a natureza humana e, consequentemente, ignora o bem comum, os meios adequados para alcançá-lo e o papel vital e o propósito último do poder. Recusa-se a submeter-se a Deus.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Não conhecendo mais os meios apropriados a serem empregados, a autoridade deficiente busca desesperadamente tranquilizar-se. Cai então, seja no autoritarismo arbitrário e brutal, seja, na maioria das vezes, numa gestão puramente administrativa. Refugia-se atrás daquilo que hoje se denomina </span><span class="tm6">&#8220;protocolos de ação&#8221;. Esses procedimentos cegos </span><span class="tm7">apresentam a enorme vantagem de evitar a necessidade de refletir e de proporcionar um confortável abrigo jurídico: pode-se sempre refugiar-se neles para afastar de si a responsabilidade pessoal, mesmo quando se ocupa o cargo supremo.</span><span class="tm6"> Quando a ordem natural e a fé são esquecidas, a autoridade torna-se nada mais do que uma máquina administrativa. Refugia-se atrás de comitês, sindicatos, protocolos e regulamentos para evitar ter que tomar decisões pessoais corajosas. Esta é a morte da verdadeira autoridade espiritual e humana.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Nesse processo de degradação, esquecemos o princípio fundamental: o que vem em primeiro lugar é a vida real dos homens em sociedade; </span><span class="tm7">tudo o que diz respeito às leis, à regulamentação e à administração vem apenas em segundo plano, a serviço e em apoio a essa vida.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Ódio inconsciente a si mesmo e a rejeição da Providência.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">É preciso ousar levar o diagnóstico até o fim, por mais duro que seja:</span><span class="tm6"> a autoridade decadente de hoje sofre de uma aversão inconsciente a si mesma. A pessoa investida do poder odeia, no fundo, a própria autoridade que representa. </span><span class="tm7">Não querendo mais assumir seu peso, sua solidão e sua responsabilidade sagrada, ela passa a ver sua função com aversão, ao mesmo tempo em que se recusa a abandoná-la. Assim, ela usa sua função para outros fins, muitas vezes cegada por todo tipo de ideologias. Esse ódio reprimido provém da hipertrofia do orgulho e do amor-próprio que, ao negligenciar a humildade, fazem com que se perca o contato com a realidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Esse espetáculo desolador de inércia se confirma em todos os níveis do corpo social: no Estado, manifesta-se por meio desses governantes incapazes de proteger seus cidadãos ou de impor o respeito à justiça elementar, preferindo multiplicar decretos ilegíveis e comissões de inquérito sem resultados concretos, em vez de agir com a firmeza de um pai de família protetor. No seio da família, personifica-se em pais que, por medo do conflito ou de deixarem de ser amados pelos filhos, se recusam a exercer a obrigação natural de educar, disciplinar e orientar, abandonando assim seus filhos à desorientação e à tirania das telas e do grupo. Por fim, na Igreja, esse mal torna-se ainda mais devastador. Numerosos pastores </span><span class="tm7">já não promovem aquilo que constitui o bem comum espiritual que lhes foi confiado:</span><span class="tm6"> a transmissão integral da fé, a administração segura dos sacramentos, a defesa da moral católica e da verdadeira liturgia. Tomados pelo desgosto pela própria missão paterna, preferem adaptar o discurso cristão ao espírito do mundo, às modas efêmeras, em vez de pregar a verdade que salva.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A crise eclesial, portanto, não é primordialmente uma crise de desobediência entre os fiéis, mas o resultado direto de uma autoridade pastoral que passou a desprezar sua própria função natural: a de dar vida divina, educar as almas na santidade e prover incansavelmente os meios de união com Deus. Essa autoridade falha torna-se, então, estéril: queda trágica da natalidade, declínio das vocações, paróquias e vilarejos que se esvaziam… Recuperar o verdadeiro sentido da autoridade é retornar à humildade da Cruz e à caridade do Pai, as únicas capazes de afastar o medo e devolver ao mandamento seu brilho de amor e verdade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Pe. François Delmotte, FSSPX</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/crise-de-autoridade-quando-um-odio-inconsciente-paralisa-a-autoridade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O EXERCÍCIO DA AUTORIDADE NA EDUCAÇÃO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-exercicio-da-autoridade-na-educacao/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-exercicio-da-autoridade-na-educacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35782</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Le Seignadou &#8211; Tradução: Dominus Est “Meu filho não me obedece, o que esperam que eu faça?” Desiludido, esse pai desistiu; não suporta mais os caprichos do filho, seus gritos, suas lágrimas. Prefere deixar os dias passarem sem lutar; há &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-exercicio-da-autoridade-na-educacao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/Atelier-poterie-pour-les-enfants-aux-Poteries-dAlbi-7-1024x538-1.jpg" alt="" width="578" height="307" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/09/Seignadou-2026-09.pdf">Le Seignadou</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Meu filho não me obedece, o que esperam que eu faça?”</em> Desiludido, esse pai desistiu; não suporta mais os caprichos do filho, seus gritos, suas lágrimas. Prefere deixar os dias passarem sem lutar; há uma certa paz em renunciar à autoridade, a paz de um cão exausto a deriva, a paz do vencido que se submete à tirania do vencedor, a paz da morte quando a vida abandona o corpo sem alma. Amanhã, essa criança se tornará um adolescente, resistente a toda autoridade, incapaz de tolerar um único comentário ou restrição; ele próprio tiranizado por suas paixões, oscilará entre entusiasmos passageiros e desânimos recorrentes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, na vida adulta, pelo menos em termos de idade, esse indivíduo inflexível e caprichoso será, dependendo da escolha, um revolucionário sempre em guerra contra injustiças reais ou presumidas, um adulto instável incapaz de tomar uma decisão a longo prazo, um cônjuge infiel ou egoísta, um zumbi translúcido sem caráter e sem combatividade, uma pessoa ansiosa e depressiva, sempre inquieta, nunca em paz.</span><span id="more-35782"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A sabedoria do Livro dos Provérbios</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livro de Provérbios está repleto de sabedoria inestimável para a educação de nossos filhos. <em>“Onde não há quem governe perecera o povo”</em> (Provérbios 11, 14), adverte-nos. O exercício da autoridade deve ter como finalidade dar um objetivo prático às ações daqueles que nos foram confiados. Não qualquer objetivo, mas aquele necessário para o bem comum da família, para o aprimoramento virtuoso da criança e, em última instância, para a salvação de sua alma na bem-aventurança eterna. Deus nos mostra que “<em>o</em> <em>filho sábio ama a correção; o que porém é mofador não faz caso, quando é repreendido.</em>” (Provérbios 13,1). Como dissemos anteriormente, uma criança sem direção se torna insensata, enquanto uma criança dócil se aperfeiçoa: “<em>O insensato despreza a correção de seu pai; o que faz caso das repreensões tornar-se-á mais avisado.</em>” (Provérbios 15, 5). Os Provérbios concluem com este ditado ponderado: “<em>Castiga o teu filho, não percas a esperança da (emenda), mas não chegue a tua severidade ao excesso de lhe dares a morte.”</em>  (Provérbios 19,18).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A autoridade dos pais vem de Deus.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Toda a autoridade vem de Deus</em>” (Rm 13, 1). “<em>Por esta causa dobro os joelhos diante do Pai, do qual toda a paternidade nos céus e na terra toma o nome</em>” (Ef 3,14). A autoridade dos pais é concedida pelo próprio Bom Deus: “<em>Pois, segundo o ensinamento católico, a autoridade dos pais e dos professores é simplesmente um fluxo da autoridade do Pai e do Mestre celeste; e, assim, não só deriva sua origem e força deste último, como também necessariamente toma emprestado sua natureza e caráter. É por isso que o Apóstolo exorta os filhos a obedecerem a seus pais em Deus e a honrarem pai e mãe, que é “o primeiro mandamento com promessa”</em> (Hb 13,4). E aos pais ele diz: “<em>Pais, não incitem seus filhos à rebeldia; antes, criem-nos na disciplina e na justiça do Senhor</em>” (Ef 5,23). (Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici, 28 de dezembro de 1878).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O exercício da autoridade é uma arte.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O exercício normal da autoridade depende não apenas daqueles que devem obedecer, mas também, e em grande medida, daqueles que deve comandar. Uma coisa é o direito de exercer autoridade e dar ordens; outra coisa é a superioridade moral que torna esse direito operante, eficaz e efetivo — em suma, que consegue se impor às crianças e obter obediência. O primeiro direito é confiado aos pais e educadores legítimos no próprio ato de educar ou ensinar; mas a segunda prerrogativa, a superioridade moral, é a aquisição da virtude pessoal, que a assegura e a aumenta, ao mesmo tempo que pode diminui-la e se perder por nossa própria culpa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Algumas dicas práticas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como podemos adquirir e manter esse poder moral sobre as crianças que nos foram confiadas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confiança: diante de uma criança que tenta desobedecer, demonstre uma firmeza gentil e razoável, que não ceda. Nunca se deve ceder a um capricho, por mais que isso custe. Pode-se moderar a decisão, adiar sua execução se necessário, mas a criança precisa saber que você não cederá. Portanto, não perca muito tempo deliberando na frente dela; comande de maneira calma, precisa e firme. Não dê a impressão de estar pedindo docilidade, respeito e obediência como se fossem favores; imponha sua vontade à criança. As crianças respeitam aqueles que se impõem e desprezam os fracos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Equilíbrio: considere as circunstâncias específicas em que você ordena uma ação: cansaço, fome e distrações causadas por fatores externos podem reduzir a capacidade das crianças de obedecer. A autoridade nos é concedida não para esmagar, mutilar ou extinguir, mas para desenvolver e expandir a alma da criança, para guiá-la a praticar atos virtuosos; às vezes, a autoridade é exercida causando um pouco de dor para fortalecer e orientar, como a tesoura do viticultor em sua videira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Autocontrole: mantenha sua autoridade acima de qualquer mal; não podemos nos dar ao luxo de mentir, falar mal, difamar ou usar linguagem frívola e impróprias. Nossa própria aparência externa, nossas vestimentas, nossa postura nobre e distinta, sem exagero, inspiram respeito. Não devemos buscar conquistar o afeto das crianças a qualquer custo; uma criança ama um professor que a corrige com justiça e respeito. No início deste ano letivo, ao retomarmos a responsabilidade pela educação acadêmica de nossos filhos, apliquemos este conselho de São Paulo: “Portanto, como convém ao povo escolhido de Deus, santo e amado, tenha um coração cheio de misericórdia e bondade, humildade, mansidão e paciência” — <em>“Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor”</em> (Colossenses 3,12, 20).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Louis-Edouard Meugniot, FSSPX</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-exercicio-da-autoridade-na-educacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>OS CÁTAROS MODERNOS &#8211; PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/os-cataros-modernos-pelo-pe-jose-maria-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/os-cataros-modernos-pelo-pe-jose-maria-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35798</guid>
		<description><![CDATA[Revmo. Pe. José Maria, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo sexto Domingo depois de Pentecostes, sobre a necessidade de evitarmos um rigorismo excessivo para com o próximo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Revmo. Pe. José Maria, igreja de Nossa Senhora Rainha de Portugal, Lisboa, no décimo sexto Domingo depois de Pentecostes, sobre a necessidade de evitarmos um rigorismo excessivo para com o próximo.</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><strong> <iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nnC_UwTNnWo?si=HexuyiIJP3IjEpUM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/os-cataros-modernos-pelo-pe-jose-maria-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O ESTADO DE NECESSIDADE INVOCADO PELA FSSPX É REAL?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-invocado-pela-fsspx-e-real/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-invocado-pela-fsspx-e-real/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35734</guid>
		<description><![CDATA[Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco explica por que os erros decorrentes do Concílio Vaticano II não podem ser combatidos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-invocado-pela-fsspx-e-real/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-UZdfmUC3hc?si=wGjWOyk3WzoajO-w" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X e publicada em 14 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco explica por que os erros decorrentes do Concílio Vaticano II não podem ser combatidos por meras críticas e como a atual crise da Igreja gera um verdadeiro estado de necessidade espiritual.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/letat-necessite-invoque-par-la-fsspx-est-il-reel-60862"> DICI </a></span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> O que o senhor responderia aos católicos que reconhecem o caráter problemático desses episódios (oração inter-religiosa em Assis, beijo no Alcorão por João Paulo II, cerimônia da Pachamama no Vaticano e recepção a Sarah Mullaly), mas consideram a reação da Fraternidade São Pio X excessiva ou injustificada?</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> Existem, de fato, católicos chamados de conservadores e que se opõem a esses excessos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Por exemplo, católicos que não aceitam a legitimação da homossexualidade, que não aceitam a comunhão a pessoas divorciadas e recasadas, que ficam profundamente perplexos diante de documentos como o de Abu Dhabi, onde se afirma que todas as religiões são fruto da vontade de Deus, que constituem uma riqueza desejada por Deus.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O problema é que esses conservadores param por aí.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Eles rejeitam, digamos, a segunda fase do modernismo, mas aceitam a primeira. Não compreendem que esses desenvolvimentos na esfera moral ou dogmática nada mais são do que as consequências lógicas dos erros do Concílio Vaticano II.</span><span id="more-35734"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Muitas vezes, esses católicos conservadores reclamam. </span><span class="tm7">Alguns talvez até escrevam artigos na internet, mas sua reação para por aí. Eles não acham que também seja preciso fazer algo prático, como faz a Fraternidade, a fim de resolver o problema e, sobretudo, para permitir que aqueles que permanecem católicos possam se beneficiar do ensino tradicional e dos sacramentos tradicionais.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em outras palavras, eles não percebem que de pouco adianta criticar certos desvios do magistério atual se, em seguida, não houver padres para oferecer esse tipo de ensino, se não houver padres que ensinem a doutrina católica como sempre foi ensinada e que celebrem os sacramentos como sempre foram celebrados.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Esse é o principal problema.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">FSSPX Itália —</span></strong><span class="tm7"> A referência ao estado de necessidade feita pela Fraternidade São Pio X foi contestada.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Segundo alguns, trata-se de um conceito vago, desprovido de uma definição precisa, desenvolvido pela própria Fraternidade ou, em todo caso, inaplicável à situação atual, na qual não seria absolutamente impossível ter acesso aos sacramentos e à pregação tradicional, por exemplo, nos institutos da Ecclesia Dei.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Outros sustentam, além disso, que, mesmo supondo que o estado de necessidade exista, isso não seria suficiente para justificar as medidas tomadas pela Fraternidade.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O senhor poderia, em primeiro lugar, explicar qual a diferença entre uma simples crise na Igreja e um verdadeiro estado de necessidade, como este último é definido pela teologia moral e pelo direito canônico, e quais são as fontes que definem seus contornos?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre di Sorco —</span></strong><span class="tm7"> A crise na Igreja é para o estado de necessidade o que a causa é para o efeito. Há uma crise na Igreja, e essa crise produz um estado de necessidade. </span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Contudo, como nos ensinam os canonistas, o estado de necessidade não está definido nos textos legislativos da Igreja. Não o encontramos no Código de Direito Canônico, nem em quaisquer outros textos, e, consequentemente, devemos recorrer à doutrina, isto é, ao que nos ensinam os doutores em direito canônico.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O que dizem os especialistas em direito canônico sobre isso?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Um estado de necessidade é uma situação em que existe perigo: perigo para o corpo, caso em que falamos de necessidade física, ou perigo para a alma, caso em que falamos de necessidade espiritual. Esse perigo permite desconsiderar certas leis, precisamente porque, nesse caso específico, observar certas leis se torna prejudicial e porque, em vez disso, pode-se beneficiar de certos privilégios, certas prerrogativas previstas em lei.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Tomemos um exemplo muito prático de necessidade física que todos possam compreender.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O sétimo mandamento nos proíbe de roubar. Mas sabemos que se uma pessoa está prestes a morrer de fome, isto é, se corre perigo iminente de vida, </span><span class="tm7">ela pode tomar o que for necessário para se alimentar, mesmo contra a vontade do proprietário. Temos, portanto, como podemos ver, uma situação de perigo. Trata-se aqui de um caso de necessidade que chamamos de extrema, porque é a própria vida que está em jogo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Portanto, neste caso, por uma razão que não irei detalhar porque nos levaria muito longe do assunto, a regra geral de que é impossível apropriar-se da propriedade alheia não se aplica. Neste caso, como eu disse, a pessoa pode roubar — </span><span class="tm7">mesmo que, na prática, não se trate, então, de um roubo —, ela pode se apropriar do que for estritamente necessário para se alimentar e, assim, sair desse perigo.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">É agora evidente que o estado de necessidade de que falamos é uma necessidade espiritual. </span><span class="tm7">Em outras palavras, devido à crise na Igreja, vemos que um número muito grande de sacerdotes canonicamente regulares estão professando doutrinas errôneas, especificamente as doutrinas do Concílio Vaticano II, às quais muitas vezes acrescentam outros erros. </span><span class="tm7">Eles não ensinam mais a fé como deveriam. No plano moral, costumam afirmar que certas coisas são lícitas, quando na verdade não o são.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E, mesmo no que diz respeito à administração dos sacramentos, constatamos mais de uma vez que certos sacramentos eram administrados de forma inválida. Lembro-me do caso de um padre sobre o qual se soube posteriormente que administrava o batismo mergulhando apenas os pés do batizado. A doutrina da Igreja nos diz que um batismo desse tipo é duvidoso. Ou ainda os padres que administram a crisma com um pedaço de algodão embebido em óleo: os autores afirmam que a crisma administrada dessa maneira é inválida.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Há, então, evidentemente, toda a questão da reforma litúrgica: mesmo quando esses sacramentos são válidos, eles são administrados no contexto de um rito que não expressa mais adequadamente a fé católica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Portanto, se os fiéis tivessem que recorrer habitualmente a esses padres, correriam o risco iminente de perder a fé ou, de qualquer forma, de ver sua fé prejudicada; e também de causar escândalo, pois, ao frequentarem esses padres, dariam a impressão de compartilhar de sua doutrina.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É evidente que estamos diante de uma situação de grave e comum necessidade, que a lei equipara à extrema necessidade individual.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Alguns pensam que os poucos padres dos institutos Ecclesia Dei seriam suficientes para fazer desaparecer esse estado de necessidade. Naturalmente, isso não é verdade. Os padres dos institutos Ecclesia Dei são, de qualquer forma, apenas uma gota d’água no mar. O estado de necessidade comum, portanto, persistiria.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Gostaria de lembrar que um estado de necessidade comum é um estado no qual, ordinariamente, na maioria dos casos, esse perigo existe.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Esse estado de necessidade persiste mesmo que, em um caso específico, eu encontre, por exemplo, um padre que não concorda com o Concílio Vaticano II e que celebra a missa antiga em particular — ou seja, um padre que, de fato, não representa um perigo para mim. O fato de existirem alguns casos isolados em que o perigo não existe não altera em nada a existência do perigo geral.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em segundo lugar, é preciso dizer também que os sacerdotes dos institutos da Ecclesia Dei, pelo menos oficialmente, segundo suas declarações oficiais, aceitaram o Concílio Vaticano II e a nova Missa, mesmo que muitas vezes não a celebrem. Portanto, associar-se a esses sacerdotes significa, também neste caso, expor-se ao perigo de aderir, de uma forma ou de outra, a esses erros.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Fica, portanto, claro que o estado de necessidade não cessa simplesmente pela presença de alguns sacerdotes que ensinam corretamente a doutrina ou celebram a Missa segundo o rito antigo. Isto é tanto mais verdadeiro quando esses sacerdotes declaram oficialmente a sua adesão a esses mesmos erros e a essa mesma liturgia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC.,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-invocado-pela-fsspx-e-real/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O DINHEIRO DA INIQUIDADE &#8211; PE. ÁLVARO CALDERÓN, FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dinheiro-da-iniquidade-pe-alvaro-calderon-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dinheiro-da-iniquidade-pe-alvaro-calderon-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Calderón]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35801</guid>
		<description><![CDATA[Pode um cristão viver com dinheiro sujo? Sermão do VIII Domingo depois de Pentecostes Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Celebramos o oitavo domingo depois de Pentecostes. O Evangelho nos apresenta uma parábola singular &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-dinheiro-da-iniquidade-pe-alvaro-calderon-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vBdK2O90hB4?si=NdT1oP9pIKeQwjP5" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Pode um cristão viver com dinheiro sujo?</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Sermão do VIII Domingo depois de Pentecostes</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Celebramos o oitavo domingo depois de Pentecostes. O Evangelho nos apresenta uma parábola singular de Nosso Senhor, na qual Ele louva o administrador infiel: aquele que, fraudando ainda mais o patrão, faz esmola com bens que não são seus. E, no entanto, o Senhor louva a sua astúcia — uma “misericórdia”, diríamos entre aspas — e dá um conselho que também soa estranho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Fazei-vos amigos com o dinheiro da iniquidade — mammona iniquitatis —, para que, quando morrerdes, vos recebam nas moradas eternas.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mammon é uma palavra de origem semítica para designar o dinheiro. Era costume acrescentar-lhe esse adjetivo — dinheiro da iniquidade —, precisamente neste contexto evangélico.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dinheiro como &#8220;dinheiro da iniquidade&#8221;</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguém poderia pensar que Nosso Senhor, ao pôr o exemplo de um administrador desonesto, quer nos dizer: com maior razão fazei esmola com dinheiro honesto, bem ganho, que seja verdadeiramente vosso. Mas o adjetivo de iniquidade, se se reflete um pouco, corresponde a todo dinheiro. Sempre foi assim; mais ainda em tempos em que as sociedades se desordenam e se afastam da justiça ao se afastarem de Deus.</span><span id="more-35801"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se se fizesse a história de cada cédula que chega às nossas mãos, talvez não a pegássemos. Um vendedor — o senhor Pedro, aqui perto —, se vende a quem sabe que é ladrão e que compra com dinheiro roubado, faz de certo modo o mesmo que comprar o roubado. É um dinheiro que talvez tenha custado ao dono uma cabeça rachada, a alma em depressão e aos filhos a miséria; e depois a gente o recebe, ainda que venda a preço justo, dizendo-se: &#8220;Eu não o roubei; somente vendo no meu negócio&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que ocorre no comércio pode ocorrer de tantas outras maneiras. Quem recebe um salário; a mulher que trabalha na casa de um desonesto ou de um usurário pode receber dele o seu ordenado. Os tratados de moral ensinam que, se há necessidade grave e ela não tem outro lugar onde trabalhar, o trabalho dela é honesto e pode recebê-lo. Mas se pode trabalhar em outra parte, receber um dinheiro mal havido não está bem: é dinheiro da iniquidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também quem recebe hoje o salário do governo — quando se repartem tantas pensões e pequenas ajudas, de que o povo precisa — recebe-o numa ordem social tão estragada, tão injusta. É dinheiro que se reparte, mas que por outro lado se está tirando injustamente: a agricultores, a empresários, com impostos exagerados, com um sistema cada vez mais ideológico. Não julgo aqui casos concretos. São riquezas injustas, mal havidas, que, se há necessidade, podem ser recebidas; mas não deixam de ser dinheiro da iniquidade.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sistema monetário atual</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tampouco basta pensar que as cédulas novas não têm história e, portanto, seriam mais “sadias”. A própria fabricação de dinheiro sem lastro, que produz inflação, é um modo de tirar — de roubar — um pouco do bolso de cada um. Esse é o dinheiro que se recebe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dinheiro que circula por todo o sistema bancário faz parte de um sistema usurário – com maneiras novas de usura, não menos graves que as tradicionais. Hoje tudo funciona assim. Já não se pode receber um salário senão por cartão bancário, e os valores depositados no banco entram nesse mesmo sistema de iniquidade. Sempre foi um pouco assim; hoje, muito mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por algo se vê no Evangelho que Nosso Senhor nunca quis tocar o dinheiro. Várias vezes aparece com clareza: o têm os Apóstolos; entre eles, Judas administra a bolsa apostólica das esmolas e ajudas. O Senhor não a toca. No entanto, é necessário usá-lo. Quando São Pedro deve pagar o imposto que pedem a Nosso Senhor, Ele lhe diz que vá, lance o anzol, e que na boca do primeiro peixe encontrará a moeda com que pagar. Muito provavelmente o Senhor nunca tenha tocado um papel-moeda nem uma moeda; e, de menino, sem dúvida São José teve de se haver com esses negócios. De cada moeda Ele conhecia a história: uma história que, de certa maneira, sempre é de sangue e de lágrimas. Dinheiro da iniquidade.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Necessidade do dinheiro e seu uso moral</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos dizer tão tranquilos que o dinheiro que temos no bolso é completamente honesto: teríamos de fechar os olhos a muita coisa. E, no entanto, é tão necessário ganhá-lo. Há uma obrigação diante de Deus — sobretudo para o pai de família — de ganhar o pão de cada dia, um pão cada vez mais caro. Muitas vezes a mãe, se não há o necessário, deve deixar os filhos; e não convém que falte a presença da mãe no lar, ao menos a maior parte do dia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É grave sofrer necessidade de saúde, de comida, de vestido, de uma casa que não desabe. Os problemas econômicos rompem com facilidade uma família. O pai de família tem de se preocupar diante de Deus para que, na medida do possível, não seja necessário que a esposa também trabalhe, embora nestas sociedades isso ocorra cada vez mais. O dinheiro é necessário; e, com tudo isso, é dinheiro da iniquidade.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Obrigações de restituição e de caridade</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquele que rouba deve, por certo, restituir o roubado se quer estar limpo diante de Deus. Quem compra algo roubado — ainda que seja pelo preço devido e não excessivamente barato —, se não tem claro de onde provém o que adquire, e mais ainda se sabe que é roubado, tem obrigação de restituir. Se não se sabe quem é o dono, deve restituir de alguma maneira à sociedade, ao menos mediante obras de misericórdia e esmola. É obrigação moral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Noutros casos — por exemplo, o da mulher que trabalha na casa de quem ganha mal o dinheiro — não há obrigação de restituir. Contudo, como já se disse, ela não pode permanecer nesse trabalho se não for por necessidade muito grave. Assim que puder viver de outro modo, tem obrigação moral de afastar-se dessa situação. É um dinheiro que não pode desperdiçar; e se há algo além do necessário, há também uma exigência moral de dar o supérfluo em obras de misericórdia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tanto pela dificuldade de ganhá-lo — que já obriga a cuidá-lo — quanto, e isto é o que agora aponto, pela injustiça com que se move toda a sociedade, há uma obrigação moral, de ordem distinta segundo a situação de cada um, de não esbanjar o dinheiro. O que se tem um pouco além do necessário traz consigo a obrigação de fazer esmola e de exercer a misericórdia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, em sociedades tão injustas, não há nenhum dinheiro de todo claro, embora a todos corresponda, em maior ou menor grau, o adjetivo de iníquo: <em>mammona iniquitatis</em>. Nenhum rico pode estar tranquilo com a sua riqueza. Alguns, pela profissão, pelo comércio ou pelos negócios, ganham dinheiro sem que isso seja de maneira claramente desonesta. Ainda assim, todos têm a obrigação de usar de outro modo esse dinheiro, porque ele está sempre como que manchado de sangue e banhado de lágrimas.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Espírito de pobreza cristão</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A necessidade de dar esmola e de usar para o bem dos outros o que não é tão claramente nosso existiu sempre entre os homens; hoje se dá com maior força.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito de pobreza é uma das características mais claras e marcadas de Nosso Senhor. Ele não fez dos jejuns e penitências o traço principal da sua vida, salvo em alguns momentos. Em troca, é patente n’Ele a pobreza, o espírito de pobreza e um certo horror — com toda razão — ao dinheiro. &#8220;Bem-aventurados os pobres&#8221; é a primeira das Bem-aventuranças, porque deles é o Reino dos Céus. É uma condição permanente do cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Num mundo em que o dinheiro é tão facilmente instrumento do mal e instrumento do demônio — e do qual está profetizado que, na medida em que cresça a iniquidade, será o meio privilegiado para afastar o homem de Deus —, São João nos diz no Apocalipse que, nos tempos do Anticristo, ninguém poderá comprar nem vender sem ter a marca da Besta, a marca do inimigo de Deus.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Obrigação moral de usar bem o dinheiro</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito de pobreza e o saber usar as coisas com tanto cuidado são necessários. O dinheiro é condição da vida do homem. É duro estar doente e não ter com que comprar os remédios nem com que ir ao médico; é duro para um pai ver os filhos sofrerem fome ou não ter com que se cobrirem. Essa dureza é fonte de tantos conflitos. O dinheiro é necessário, mas há que usá-lo como dinheiro da iniquidade: com muita sobriedade e com clara consciência de uma grande obrigação moral. Não ficar cômodo quando há um pouco a mais; olhar para os outros; usá-lo não somente para as coisas próprias; não ficar no luxo ou numa comodidade excessiva. Isto vale para todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E vale ainda mais para os religiosos e para os sacerdotes que vivem da esmola dos fiéis. Assim como São Pedro, com o seu peixe, já tinha ouvido de Nosso Senhor que seria pescador de homens, sois vós, de certo modo, quem trazeis nas vossas bocas as moedas necessárias para o clero e para a vida religiosa. Quanta obrigação tem o religioso de usar esse dinheiro para Deus, de verdade, com tanto cuidado. Não quero ofender a ninguém: ele não deixa de ser dinheiro da iniquidade, e assim há que usá-lo. Na medida do possível, empregá-lo no necessário — no muito necessário — e, no restante, olhar a necessidade geral da sociedade e dos outros, sabendo que se tem essa obrigação de esmola.</span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Providência divina</span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E Deus nunca nos faltará na sua Providência. «Buscai o Reino de Deus»: tão longe andam os nossos países, nestas sociedades, de que Deus reine nelas. Buscando o Reino de Deus, Nosso Senhor proverá de tudo o mais. Ele sabe que precisamos desse dinheiro da iniquidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Administradores infiéis: um pouco o somos todos. Nunca é de todo claro nem de todo nosso. E, no entanto, Nosso Senhor nos diz: saibamos fazer esmola com o dinheiro da iniquidade e assim ganharmos uma morada noutro estado, nas moradas eternas, onde sim haverá toda justiça e santidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.</em></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dinheiro-da-iniquidade-pe-alvaro-calderon-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
