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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Guy Castelain</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A VIA MARIANA DA “PEQUENA TERESA” NO FIM DE SUA VIDA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Guy Castelain]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Teresinha do Menino Jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[“Convosco sofri e desejo agora, cantar em vosso colo, Maria, porque vos amo, e repetir para sempre que sou vossa filha! &#8220;. Santa Teresinha de Lisieux- Porque vos amo, ó Maria. Fonte: Bulletin de la Confrérie Marie Reine des Cœurs n° 214 – &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-via-mariana-da-pequena-teresa-no-fim-de-sua-vida/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2020/04/sainte_therese_de_lisieux.jpg" alt="" width="517" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;"><strong>“</strong><strong>Convosco sofri e desejo agora, cantar em vosso colo, Maria, porque vos amo, e repetir para sempre que sou vossa filha! &#8220;.</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Santa Teresinha de Lisieux- <em>Porque vos amo, ó Maria.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/09/N%C2%B0214.Octobre.2023.P.Therese.pdf">Bulletin de la Confrérie Marie Reine des Cœurs n° 214</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre as amizades espirituais e sobrenaturais da “<em>Pequena Teresa”,</em> um ser <em>“ocupa um lugar especial”. </em>É “<em>a Santa das Santas, a Virgem Maria</em>” (1). O fim da sua vida foi inteiramente mariano: “<em>contentemo-nos em ver a enferma viver com a sua Mãe”,</em> nos últimos meses da sua vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em maio de 1897, “<em>ela escreveu tudo o que desejava dizer sobre Maria em seu importante poema Por que vos amo, ó Maria</em>”. Foi o seu testamento mariano. Ela até mesmo esboçou “<em>um plano de sermão que ela gostaria de ter proferido se tivesse sido padre”. </em>Provavelmente, o conteúdo deste sermão se assemelharia à sua poesia mariana: “<em>Enfim, disse em meu Cântico tudo o que gostaria de pregar sobre Ela” (2).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Virgem ajuda Teresa a meditar: “<em>Olhando para a Santíssima Virgem esta noite, compreendi (…) que Ela sofreu não apenas da alma, mas também do corpo. (…) Sim, Ela sabe o que é sofrer… Mas, seria talvez errado querer que a Santíssima Virgem tenha sofrido? Eu, que A amo tanto!&#8221;. </em>Ela aproveitou, dessa forma, de seu sofrimento para se unir à sua Mãe. Ela explica isso em sua poesia: “<em>Meditando vossa vida no santo Evangelho, atrevo-me a vos olhar e aproximar-me de vós, acreditando que sou vossa filha, o que não é difícil para mim, pois vos vejo mortal e sofredora como eu”. </em>À Madre Agnès, que já lamentava vê-la morta, respondeu sem hesitar: “<em>A Santíssima Virgem, de fato, segurou o seu Jesus morto em seu colo, desfigurado e ensanguentado! Foi algo diferente do que você verá! &#8220;. </em>Que realismo!</span><span id="more-30361"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teresa pratica o perpétuo recurso a Maria, como outrora dito: <em>“Amo tanto a Santíssima Virgem (…). Se me surge alguma inquietação, algum embaraço, rapidamente recorro a Ela e, sempre como a mais terna das mães, Ela cuida dos meus interesses.” </em>Teresa o faz com a espontaneidade de uma criança durante a doença para “<em>deixar de ficar sonolenta e absorta”,</em> ou para “<em>resolver as coisas”,</em> ou para <em>“suportar o sofrimento”. </em>Ela observava que a Santíssima Virgem “<em>cumpria bem as suas tarefas”. </em>No entanto, quando a Virgem parecia calar-se, ela praticava o abandono: “<em>Quando rogamos à Santíssima Virgem e Ela não nos ouve, é sinal de que Ela não quer. Então, devemos deixá-la fazer o que quer e não a atormentar.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal como nós, Teresa teve seus <em>“altos e baixos”. </em>Em julho de 1897, ela teve “<em>altos”</em> como esse: “<em>Não, a Santíssima Virgem nunca se esconderá de mim”</em>. Mas em agosto ela teve “<em>baixos”</em> como mostra o seguinte: “<em>Gostaria de ter certeza de que Ela, a Santíssima Virgem, me ama”. </em>Assim como nós, ela teve dificuldade em rezar o rosário: “<em>Quando se pensa que durante toda minha vida tive tanta dificuldade em recitar meu rosário”. </em>Muito antes, ela já havia admitido: <em>“Recitar o rosário custa-me mais do que vestir um instrumento de penitência… Sinto que o rezo tão mal! Não importa o quanto eu tente meditar nos mistérios do Rosário, não consigo concentrar minha mente”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, em tudo, ela sempre encontra um equilíbrio. Na doença, Teresa estava <em>“lúcida e abandonada”,</em> “<em>pronta para qualquer coisa”. </em>Sua mente estava repleta de dúvidas sobre a morte e, em 29 de setembro ela se perguntou: “<em>Como vou morrer? Nunca saberei como morrer.” </em>Contudo, “<em>ela não descarta a possibilidade de uma “bela morte”, como suas irmãs esperavam. Ela até mesmo pediu isso à Santíssima Virgem.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em maio de 1897, falando com a Virgem e preparando-se para a morte, ela escreveu: “<em>Em breve, no belo Céu, irei vos ver, Vós que viestes sorrir para mim na manhã de minha vida. Venha e sorria para mim novamente&#8230; Mãe&#8230; Esta é a noite! Já não temo o esplendor de vossa glória suprema. Convosco sofri e agora quero cantar em vosso colo, Maria, porque vos amo, e dizer para sempre que sou vossa filha! &#8220;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teresa passou seus últimos meses na enfermaria. Ela os viveu intimamente com a Virgem Maria: “<em>Teresa nunca tirava os olhos dela: duas imagens e sua estátua fazem-na presente”. </em>No final de uma vida inteiramente mariana, a “<em>Pequena Teresa”</em> morreu em setembro de 1897, “<em>com os olhos ligeiramente fixos acima da sua estátua, depois de A ter suplicado durante toda a sua agonia”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Guy Castelain</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Fonte de todas as citações deste artigo: Guy Gaucher, <em>A paixão de Teresa de Lisieux,</em> Cerf-DDB, 1972, pp. 182–194.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(2) Fraternidade de alma? Montfort transformava seus sermões em cânticos. Teresa também transforma seu “<em>sermão” em cântico</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O RITUAL MAÇÔNICO INICIA-SE PELO ORGULHO</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Guy Castelain]]></category>

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		<description><![CDATA[E não um orgulho qualquer: um orgulho satânico diretamente orientado contra a verdadeira religião. Fonte: Le Chevalier de l’Immaculée n°18 – Tradução: Dominus Est Serge Abad-Gallardo, um ex-maçom, em seu livro intitulado Servi a Lúcifer sem saber (Téqui, 2016), em seu capítulo I: À sombra &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-ritual-maconico-inicia-se-pelo-orgulho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2022/01/mac.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-26513" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2022/01/mac.png" alt="mac" width="292" height="295" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>E não um orgulho qualquer: um orgulho satânico diretamente orientado contra a verdadeira religião.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/01/2022.Chevalier.N%C2%B0018.1%C2%B0Trim.pdf">Le Chevalier de l’Immaculée n°18</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Serge Abad-Gallardo, um ex-maçom<strong>,</strong> em seu livro intitulado <em>Servi a Lúcifer sem saber</em> (Téqui, 2016), em seu capítulo I: <em>À</em> <em>sombra dos símbolos</em> (págs. 23-53), mostra como o ritual maçônico inicia pelo orgulho, e não um orgulho qualquer: mas um orgulho satânico diretamente orientado contra a verdadeira religião. Na página 49 do livro, podemos ler: “A <em>Maçonaria incita seus adeptos, que alcançaram os mais altos escalões, a orgulharem-se de seu progresso iniciático”. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O autor, no parágrafo intitulado <em>Glorificar a si mesmo</em><strong><em>,</em></strong> continua: <em>A Maçonaria, portanto, direciona seus adeptos para uma orgulhosa autonomia desde a iniciação, em particular, através de certos rituais. O mesmo se aplica às Lojas do Grande Oriente da França, que praticam majoritariamente o Rito Francês, rito que se diz</em> laico <em>(sic)”. </em>Ele, então, dá um exemplo: “<em>Durante a cerimônia, o Venerável Mestre declara ao iniciante, que acaba de receber a luz e que acaba de criar um aprendiz maçom, pela imposição da lâmina de sua espada flamejante: “Levante-se, meu F.°., nunca mais te ajoelharás perante ninguém. Um maçom vive de pé e morre de pé” (op. cit.</em> p. 49). É uma verdadeira transposição ritual maçônica do <em>Non serviam,</em> de Lúcifer.</span><span id="more-26512"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso é esquecer que todos os homens terão que dobrar os joelhos perante Cristo Rei no juízo final, como ensina São Paulo aos Filipenses: “<em>Tende entre vós os mesmos sentimentos que (houve) em Jesus Cristo, o qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus; mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, e sendo reconhecido por condição como homem. Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou, e lhe deu um nome que está acima de todo o nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno, e toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.</em> (Fil 2, 5-11). É por isso que todos os maçons terão que, querendo ou não, dobrar seus joelhos perante Cristo Jesus. Que belo espetáculo será!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A humilde Virgem Maria é a mais apta a vencer esse orgulho maçônico, como mostram as considerações do Padre de Montfort no <em>Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem: </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O inimigo mais terrível que Deus constituiu contra o demônio é Maria, sua Santa Mãe&#8230; Ele a teme mais, não só mais que a todos os anjos e homens, mas, num certo sentido, mais do que ao próprio Deus”. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que razão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Não é que a ira, o ódio e o poder de Deus não sejam infinitamente superiores aos da Santíssima Virgem, visto as perfeições d&#8217;Ela serem limitadas; mas é (…) porque Satanás, sendo orgulhoso, sofre infinitamente mais em ser vencido e castigado por uma pequena e humilde serva de Deus, e a humildade desta humilha-o mais que o poder divino.” (op. cit. nº 52). </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É, portanto, muito oportuno que o Pe. Kolbe tenha escolhido derrotar os inimigos da Igreja através da Imaculada, especialmente os maçons. Rezemos, portanto, com fervor, todos os dias, a invocação <em>ó Maria concebida sem pecado.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Guy Castelain, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>POR QUE A CONSAGRAÇÃO DA RUSSIA TORNA-SE CADA VEZ MAIS DIFÍCIL?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 14:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Guy Castelain]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de se realizar na prática? Resposta: Vaticano II Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Nossa Senhora pediu que a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/por-que-a-consagracao-da-russia-torna-se-cada-vez-mais-dificil/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTDb5IdTw93Z8H16YVbUigLGUWl-R24fDA_tBnJxLhO3kijKP5TVQ4s_bmJU7-d63QaTHc&amp;usqp=CAU" alt="L'obstacle à la consécration de la Russie : Vatican II • La Porte Latine" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de se realizar na prática? Resposta: Vaticano II</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/vatican-ii/lobstacle-a-la-consecration-de-la-russie-vatican-ii-par-labbe-guy-castelain-octobre-2016">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa Senhora pediu que a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração fosse realizada pelo papa e pelos Bispos de todo o mundo(1). Ela explicou que, se isso fosse feito, haveria paz no mundo; caso contrário, a Rússia espalharia seus erros, ou seja, o comunismo, pelo mundo. Esta consagração não foi realizada como pedidda. É por isso que o comunismo se espalhou por toda a terra. <strong>Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de ser realizada na prática?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Primeira razão. </strong>A consagração ao Imaculado Coração de Maria é um ato religioso que incide sobre toda a uma nação, isto é, sobre uma realidade política. É, portanto, contrário ao liberalismo político dos Estados, defendido pelo Vaticano II na <em>Dignitatis humanae</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Segunda razão. </strong>Além disso, uma consagração a Maria nada mais é do que uma <em>“preparação para o Reino de Jesus Cristo”(2). </em>No entanto, desde o Concílio, a Roma modernista nunca deixou de desencorajar socialmente Jesus Cristo. De fato, foi ela mesma que sistematicamente organizou <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/medias/ebooks-livres-numeriques/de-loecumenisme-a-lapostasie-silencieuse">a apostasia</a></span></strong> das nações católicas em nome do Vaticano II(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Terceira razão. </strong>Esta consagração conduziria ao retorno dos cismáticos à Igreja Católica(4). É, portanto, contrário à teoria conciliar das <em>“igrejas irmãs”</em> (o <em>subsistit in</em> da <em>Lumen gentium</em>), segundo a qual as igrejas católica, ortodoxa e protestante são três partes da Igreja de Cristo.</span><span id="more-26819"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quarta razão. </strong>Esta consagração é um ato de devoção à Santíssima Virgem. É um apelo à sua mediação universal de todas as graças (<strong>veja <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/maria-medianeira-corredentora-e-dispensadora-de-todas-as-gracas-parte-12/">aqui</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/maria-medianeira-corredentora-e-dispensadora-de-todas-as-gracas-parte-22/">aqui</a></span></strong>). No entanto, desde o Vaticano II, os homens da Igreja pensam que a Virgem é um <em>&#8220;motivo de polêmica&#8221;</em> em relação os protestantes, o que viria a contrariar o ecumenismo(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quinto motivo. </strong>Esta consagração visa uma conversão com vista à salvação. Isto é contrário à doutrina contida nos documentos conciliares <em>Lumen gentium</em> e <em>Unitatis redintegratio</em> que ensinam o valor salvífico das religiões para além dos limites visíveis da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sexta razão</strong>. Além da Ortodoxia, três religiões são oficialmente consideradas pertencentes à tradição russa: judaísmo, islamismo e budismo. Buscar a conversão da Rússia é, portanto, contrário à doutrina conciliar contida na <em>Nostra aetate </em>relativa a essas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sétima razão. </strong>Esta consagração deve ser feita ao Imaculado Coração de Maria. É recordar a Imaculada Conceição e, ao mesmo tempo, o pecado original. É, portanto, denunciar a falsa dignidade humana e o culto do homem promovidos pelo Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Oitava razão. </strong>Esta consagração é anunciada como remédio para o comunismo &#8221; <em>intrinsecamente perverso&#8221;(6).</em> No entanto, o Vaticano II, por razões <em>“pastorais”</em>, recusou-se a condenar o comunismo. Esta consagração é, portanto, contrária à pretensa <em>“pastoral”</em> do Concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Nona razão. </strong>Esta consagração visa obter a paz no mundo por outros meios que não os encontros inter-religiosos, cujo protótipo foi o de <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/medias/videotheque/faux-oecumenisme-et-vrai-scandale-assise-le-27-octobre-1986">27 de outubro de 1986 em Assis</a></strong></span> . Esta consagração se opõe, portanto, ao que os homens da Igreja chamam de <em>“<span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/oecumenisme/assise-1986-et-suivants-les-scandales-qui-officialisent-lapostasie-silencieuse">espírito de Assis</a></strong></span>”</em> .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Décima razão. </strong>A origem desta consagração é sobrenatural. É exigido do Papa e dos Bispos unidos ao Papa como a sua cabeça. Uma vez que se realizaria hierarquicamente, ou seja, por ordem do Céu, através do Papa, não seria fruto de um processo sinodal e colegial do povo de Deus, tão caro ao atual Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O Vaticano II é, portanto, o principal obstáculo à consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria</strong>. Assim, enquanto Roma permanecer ligada ao Concílio e suas reformas, esta consagração será moralmente impossível&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, um milagre sempre pode ser obtido através da oração e da penitência(7).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Guy Castelain, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pedido anunciado em 1917 em Fátima, mas <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/documents/spiritualite/apparitions/apparition-du-13-juin-1929-a-tuy-la-demande-de-notre-seigneur-jesus-christ-la-consecration-de-la-russie">exposto em Tuy, em 1929</a>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem</em>, n° 227.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confira os numerosos exemplos dados por Daniel Leroux em <em><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/documents/crise-eglise/oecumenisme/pierre-maimes-tu-par-m-labbe-daniel-le-roux-juin-1988"><span style="color: #0000ff;">Pierre m&#8217;aimes-tu?</span> </a></em>Edições Fideliter, 1988, pp. 20-21.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta é a tese do <strong> Pierre Caillon</strong>, um renomado fatimologista francês.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confira no <em>Courrier de Rome, Si Si No No</em>de novembro de 1997, p. 4.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confira a encíclica <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html">Divini Redemptoris</a></span> </em>de Pio XI, de 19 de março de 1937.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este foi o objetivo da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/nova-cruzada-de-rosarios-da-fsspx/">Cruzada lançada por D. Fellay entre 15 de agosto de 2016 e 22 de agosto de 2017</a></span> (12 milhões de rosários e cinquenta milhões de sacrifícios contabilizados).</span></li>
</ol>
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		<title>CENTENÁRIO DA MISSA DE MARIA MEDIANEIRA</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2021 13:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Guy Castelain]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ocasião do Concílio Vaticano II, a definição do dogma da Mediação Universal de Maria havia sido expressamente solicitada por 300 bispos. Mas durante a preparação deste Concílio, esta [definição] teve como implacável adversário o futuro Paulo VI. Foi o ecumenismo conciliar, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/centenario-da-missa-de-maria-medianeira/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/05/maria.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-23687" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/05/maria.jpg" alt="maria" width="192" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Por ocasião do Concílio Vaticano II, a definição do dogma da Mediação Universal de Maria havia sido expressamente solicitada por 300 bispos. Mas durante a preparação deste Concílio, esta [definição] teve como implacável adversário o futuro Paulo VI. Foi o ecumenismo conciliar, com os protestantes em particular, que barrou o caminho a uma definição dogmática.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/documents/spiritualite/sainte-vierge-marie/centenaire-de-la-messe-de-marie-mediatrice-2">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este ano de 2021 é o ano do centenário da concessão da Missa de Maria Medianeira por Roma (12 de janeiro de 1921). Concedida pela primeira vez, em 31 de maio, à Bélgica e a todas as dioceses que assim a solicitassem, esta Missa, em alguns lugares, faz parte do <em>Proprio</em> do missal de 1962, no dia 8 de maio. <em>Lex orandi, lex credendi</em>: sendo a lei da oração a lei da fé, esta Missa é a expressão da fé da Igreja a respeito do privilégio da Virgem Santíssima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma doutrina tradicional</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda a tradição católica ensina que Maria é medianeira de todas as graças. Os Padres Apostólicos &#8211; herdeiros diretos dos Apóstolos, os Padres da Igreja, os doutores medievais, os autores da era moderna, os papas, especialmente desde a Revolução até Pio XII &#8211; o último papa do pré-Concilio, todos ensinam esse privilégio de Maria Medianeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mediação de Maria é uma doutrina antiga, como evidencia esta citação de São Gregório de Nazianzo (+389) que se dirige à Mãe de Deus: <em>“Porque sabemos que a graça divina chega a nós por vossa intermediação”.</em> Este ensinamento é anterior ao Concílio de Éfeso, que definiu a Maternidade Divina em 431. Isso mostra sua antiguidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É também, desde muito cedo, uma doutrina universal na Igreja: <em>&#8220;É encontrada pregada nos quatro cantos do mundo mediterrâneo nos séculos III e IV: em Jerusalem por São Cirilo, em Roma por Tertuliano, na Síria por Santo Efrém, em Constantinopla por São João Crisóstomo, no Chipre por São Epifânio, na Capadócia por Santo Anfilóquio, em Verona por São Zeno, em Alexandria por Santo Atanásio, em Milão por Santo Ambrósio, em Cartago por Santo Agostinho.”</em> Todas as grandes sedes episcopais do Cristianismo a pregaram.</span><span id="more-23686"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É também uma doutrina católica, no sentido mais forte da palavra, na medida de que a Igreja sempre a possuiu, como prova a história das heresias e cismas: <em>“Foi no século IX que começaram as dissensões entre Bizâncio e Roma, que acabariam por levar ao cisma definitivo do século XIV. Do século IX ao XIV, vemos nossa doutrina pregada cada vez menos no Oriente e cada vez mais no Ocidente. Enquanto os bizantinos se separavam da Igreja romana, sustentáculo da verdade, a Santíssima Virgem confiava a esta última a prerrogativa de seu privilégio” </em><sup>[1]</sup> .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma doutrina definível</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em sua conclusão no Colóquio Mariano de Lyon em 2006, cujo tema foi a Mediação universal de todas as graças pela Virgem Maria, D. Tissier de Mallerais não hesitou em afirmar que <em>“esta verdade que é ensinada até mesmo por papas recentes, que é objeto de um desejo geral de definição dogmática por parte dos bispos e dos fiéis, pode obviamente ser definida como um dogma de fé católica revelada”</em><sup>[2]</sup><em>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Le Rohellec, espiritano e professor de Mons. Lefebvre, em um relatório sobre este tema ao Congresso Mariano de Notre-Dame du Folgoat (na Bretanha) em 1913, apresenta algumas considerações que podem servir de comentário à declaração do Bispo: <em>“Assim, por um contínuo progresso, a doutrina de Maria Medianeira e dispensadora das graças divinas se desenvolve e se torna mais precisa. Desde os primeiros séculos, aparece envolta de uma forma confusa e implícita nos textos da Tradição. Gradualmente as afirmações se tornam mais claras, mais explícitas, e antes do final do século VIII encontramos esta verdade formalmente expressa. Os testemunhos estão constantemente se multiplicando, e logo nenhuma voz discordante é ouvida. Ao mesmo tempo, a piedosa doutrina é consagrada nas orações e nos monumentos da liturgia. Desde meados do século XIX, especialmente, não são mais apenas teólogos particulares que pronunciam. Os soberanos pontífices, doutores da Igreja universal, fizeram ouvir suas vozes, e esta solene palavra não deixa espaço para a obscuridade. Podemos dizer que a partir de agora, a Maternidade da graça faz parte do ensinamento oficial da Igreja. Este progresso ininterrupto não parece indicar que estamos avançando em direção à plena luz de uma definição dogmática?&#8221;</em><sup>[3]</sup> .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mais célebre desses soberanos pontífices é São Pio X, com sua encíclica <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.capela.org.br/Magisterio/Pio%20X/imaculada50anos.htm"><span style="color: #0000ff;"><em>Ad diem illum</em></span> de 2 de fevereiro de 1904</a></span>, que tratava da Mediação universal de Maria. Nesta encíclica ele consagra a já clássica tese teológica: “<em>porque Maria excede a todos em santidade e em união com Cristo, e por ter sido associada por Ele à obra redentora, ela nos merece de congruo, segundo a expressão dos teólogos, o que Jesus Cristo nos mereceu de condigno, sendo ela ministra suprema da dispensação das graças</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Alguns teólogos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Le Rohellec faz alusão aos teólogos que falam sobre o assunto desde meados do século XIX. Eis as conclusões de alguns teólogos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. de La Broise, professor do Instituto Católico de Paris, num artigo de 15 de maio de 1896 publicado na revista Jesuíta <em>Etudes,</em> escreveu que as razões tradicionais, tiradas do testemunho dos Padres e da prática da Igreja pareciam suficientemente sérias (isto é, de peso) a vários teólogos para sustentar que <em>“a intervenção da Santíssima Virgem em cada uma das graças não é apenas uma verdade, mas também uma verdade relevante do domínio da fé propriamente dito”</em> e que <em>“segundo eles, esta tese estaria contida, ao menos implicitamente, no que Deus nos revelou sobre o papel de Maria, e um dia, quando tiver sido melhor estudada e trazida à luz, poderá ser objeto de uma definição dogmática.”</em><sup>[4]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Bainvel, em um trabalho apresentado ao Congresso Mariano de Friburgo em agosto de 1902, escreveu por sua vez: <em>“Esta dupla cooperação de Maria, na terra</em> (aquisição das graças através da co-redenção) <em>e no céu</em> (distribuição de cada uma das graças) <em>é certamente parte do ensinamento católico: os dois são inseparáveis, e os cristãos dificilmente pensam em distingui-los; vêem que ambos têm seu centro na Maternidade divina, pois são de uma forma ou de outra o exercício normal da mediação e a maternidade espiritual. Tudo isso é inquestionável e indiscutível. Tudo isso pode ser definido</em> (dogmaticamente)”<sup>[5]</sup>. Esses dois autores eram discípulos do grande teólogo jesuíta, o Cardeal Billot.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Merkelbach, dominicano, em sua <em>Mariologia</em>, escreveu em 1939: <em>“É preciso dizer que a Mediação universal da Bem-aventurada Virgem Maria pode ser definida pela Igreja não apenas como certa, mas devido ao legítimo e orgânico progresso da antiga tradição e devido à pregação universal da Igreja, também pode ser definida como verdade dogmática e como um dogma de fé”</em><sup>[6]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Garrigou-Lagrange, também dominicano, em seu belo livro intitulado <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://www.stacruzartigoscatolicos.com.br/livros/a-mae-do-salvador-e-nossa-vida-interior-garrigou-lagrange">A Mãe do Salvador e nossa vida interior</a></em></span>, escreveu justificadamente em 1948: <em>“Essa doutrina parece não só certa, mas definível como um dogma de fé&#8230; É uma verdade explicitamente e formalmente afirmada com consentimento unânime dos Padres, dos Doutores, da pregação universal, a liturgia”</em><sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/documents/spiritualite/sainte-vierge-marie/centenaire-de-la-messe-de-marie-mediatrice-2#footnote_6_127685">[7]</a></sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Padre carmelita João de Jesus-Hóstia, em seu livro <em>Nossa Senhora do Monte Carmelo</em>, afirmava em 1951: <em>“É uma daquelas verdades implicitamente contidas no tesouro da fé &#8230; Seria fácil colher a partir dos escritos de os Padres, um abundante maço de textos que, em termos próprios ou de forma poética, expressariam a crença comum da Igreja primitiva. Hoje a definição dogmática da Mediação universal de Maria está muito próxima e aguarda apenas uma oportunidade favorável. Uma prova eloquente das intenções da Santa Sé sobre este assunto, em virtude do conhecido adágio</em> “<em>lex orandi lex credendi”</em>, <em>é a festa litúrgica de Maria Medianeira concedida a muitas dioceses e ordens religiosas”</em><sup>[8]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos vislumbrar, a partir desses poucos depoimentos, que em meados do século XX, a mediação universal tornou-se o que se denomina em teologia uma <em>“tese comum”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma oportunidade favorável</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já em 1925, o Pe. Le Rohellec escreveu: <em>“Está próximo o dia em que a doutrina de Maria, Mãe da graça e dispensadora de todos os favores divinos, será instituída como um dogma de fé? Nós não sabemos. No entanto, podemos esperar que esta definição, junto com a da Assunção, chegue na hora marcada pelo Espírito Santo, para acrescentar uma jóia preciosa à coroa de glória que a Igreja oferece a Maria”</em><sup> [9]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse dia esteve, de fato, próximo. Por ocasião do Concílio Vaticano II, a definição foi expressamente solicitada por 300 bispos. Roberto de Mattei, em sua obra <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://ecclesiae.com.br/o-concilio-vaticano-ii-uma-historia-nunca-escrita">Vaticano II, uma história nunca escrita</a></em></span>, explica: <em>“No espaço de um século, os papas Pio IX e Pio XII definiram dois grandes dogmas marianos, a Imaculada Conceição</em> (1854) <em>e a Assunção</em> ( 1950)… <em>Um terceiro dogma era aguardado ansiosamente pelo mundo católico, o de Maria Medianeira de todas as graças. O Concílio Vaticano II seria uma oportunidade extraordinária para o Papa, em união com todos os bispos do mundo, proclamá-la solenemente”</em><sup> [10]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Vaticano II</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o Vaticano II mudou o curso das coisas. Durante a preparação desse Concílio, a Mediação universal teve como adversário implacável o futuro Paulo VI. Em 20 de junho de 1962, o Cardeal Montini fez a seguinte declaração: <em>“A proposta de um novo título, especialmente o de Medianeira, a ser concedido a Maria Santíssima, me pareceu inoportuna e até condenável.&#8221;</em> O futuro Papa continuou: <em>&#8221; É melhor falar de maternidade espiritual universal de Maria Santíssima, sua realeza e sua maravilhosa, benigníssima intercessão, mas não de mediação &#8220;. </em>Após tornar-se Papa, <strong>Paulo VI</strong> afirmou, em seu discurso de 29 de setembro de 1963: <em>“Não queremos fazer de nossa fé motivo de polêmica com nossos irmãos separados.&#8221; </em>Foi, portanto, o ecumenismo conciliar, com os protestantes em particular, que barrou o caminho a uma definição dogmática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Rahner, que foi um dos principais pensadores da ala progressista no Concílio, desempenhou um papel deplorável. Ralph Wiltgen, em seu livro intitulado <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.stacruzartigoscatolicos.com.br/livros/o-reno-se-lanca-no-tibre-ralph-wiltgen-s-v-d">O Reno se lança no Tibre</a></span> </em><sup>[11]</sup>, relata: <em>“O ponto que eles atacaram, em particular, foi o ensino do esquema sobre a mediação da Santíssima Virgem Maria, e mais precisamente o título de</em> Medianeira de todas as graças.<em>“ O </em> Padre Rahner alimentou toda a reflexão teológica da Aliança Européia que fez chover e fazer sol na aula conciliar. Segundo o Pe. Congar, que era astuto como uma serpente, o Vaticano II manteve o termo <em>medianeira</em> apenas por razões diplomáticas: <em>“Não podíamos evitar o “medianeira”</em>. <em>A forma como falamos ainda foi a mais discreta. Eu realmente acredito que desaceleramos, se não interrompemos, o movimento frenético que Pio XII havia encorajado.&#8221;</em> A palavra figura no capítulo 8 da <em>Lumen Gentium se</em> dirigindo à Santíssima Virgem, mas não foi ocasião para qualquer desenvolvimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Depois do Concílio</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após o Concílio, uma <em>Nota da Pontifícia Academia Mariana,</em> publicada em 1997, confirma que o Concílio continua sendo a norma: <em>“Não convém abandonar o caminho traçado pelo Concílio Vaticano II e prosseguir com a definição de um novo dogma. O movimento, que postula uma definição dogmática relativa aos títulos marianos de Corredentora, Medianeira e Advogada, não está de acordo com as orientações do grande texto mariológico do Vaticano II”</em><sup>[12]</sup>  Deve-se notar aqui que os Padres, que haviam preparado o Concílio, haviam planejado todo um esquema sobre a Santíssima Virgem e que os progressistas conseguiram reduzi-lo a um simples capítulo conclusivo do esquema sobre a Igreja. Falar sobre <em>“Grande texto mariológico do Vaticano II” é</em> uma fórmula retórica absolutamente contrária aos acontecimentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Conseqüência final</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A linha traçada pelo Concílio Vaticano II atingiu os extremos. Eis aqui um exemplo. Durante a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.vatican.va/content/francesco/es/homilies/2019/documents/papa-francesco_20191212_omelia-guadalupe.html">homilia da festa de Nossa Senhora de Guadalupe</a></span> na Basílica de São Pedro em 12 de dezembro de 2019, o Papa Francisco rejeitou resolutamente o título de <em>“Corredentora”</em>: <em>“Ela nunca se apresentou como Corredentora”. </em>No final desta homilia, acrescentou: <em>“Quando alguém chega com histórias que é preciso declará-la isto ou aquilo, é preciso dar-lhes novos dogmas &#8211; disse o Papa &#8211; não vamos perder tempo com essas </em> bobagens”<sup>[13]</sup>. Outro site em inglês traduz: <em>“Não vamos nos perder em tolices”. </em>O original, em espanhol &#8211; <em>&#8220;No nos perdamos en tonteras&#8221;</em> &#8211; traduz-se exatamente: <em>&#8220;Não nos percamos com bobagens, </em><em>tolices</em><em>&#8220;</em><sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/documents/spiritualite/sainte-vierge-marie/centenaire-de-la-messe-de-marie-mediatrice-2#footnote_13_127685">[14]</a></sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas poucas considerações não são irrelevantes. De fato, tradicionalmente, para expor a Mediação universal de Maria, costuma-se abordar dois temas: Maria na aquisição das graças e Maria na dispensação das graças. O primeiro ponto diz respeito precisamente à questão da corredenção, que é um dos fundamentos da mediação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Fazer o que está em nosso alcance</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 12 de janeiro de 1921, graças à ação perseverante do Cardeal Mercier, Roma concedeu a Missa de Maria Medianeira para a Bélgica (31 de maio, atualmente 8 de maio) e para qualquer diocese que a solicitasse. Ao mesmo tempo, o Pe. Bainvel escreveu: <em>“Com isso temos o principal. Não é necessária uma definição formal: Lex orandi, lex credendi</em>. <em>Basta que a festa concedida à Bélgica se torne uma festa universal</em><sup>[15]</sup>. De fato, no missal de 1962, a Missa tem seu <em>Proprio</em> em alguns lugares, mas pode ser celebrada por todos. E ele especificou:<em> “Com a festa, a devoção não pode deixar de se desenvolver. Por quais meios e em que formas, é o segredo de Deus. É provável que a consagração a Maria, entendida à maneira do Bem Aventurado Grignion de Montfort, tenha muito a ver com isso” </em><sup>[16]</sup>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Exortação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em sua conclusão, do Colóquio Mariano de Lyon, D. Tissier de Mallerais fez esta exortação que reproduzimos aqui: <em>“A história das recentes vicissitudes da Mediação Mariana mostra-nos como o demônio, que havia conseguido fazer desaparecer o</em> Tratado da Verdadeira Devoção <em>durante um século, se esforçou, antes do Concílio Vaticano II, para impedir (por um século?&#8230;) a definição do dogma mariano que, justamente, funda esta verdadeira devoção. A melhor forma de apressar a definição do dogma combatido por Satanás e seus asseclas será praticá-lo. Pois trata-se de um &#8220;dogma de ação&#8221;. Pratiquemo-lo recitando nosso rosário todos os dias e consagrando-nos à Santíssima Virgem, segundo a sagrada escravidão promovida por São Luís Maria Grignion de Montfort. Exercitemos assim a mediação de Maria. Este dogma reservado, ao que parece, para os últimos tempos, será o tão esperado triunfo da Imaculada, esmagando com o seu pé virginal a heresia modernista. Este dogma será a tábua de salvação depois do naufrágio e, além disso, trará o Reinado de Jesus pelo Reinado de Maria” </em><sup>[17]</sup><em> .</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Guy Castelain, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;"><em>Marie Médiatrice</em>, cap. II, Clovis, 2007</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>op.cit.,</em> pág. 279</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Marie, Dispensatrice des grâces divines</em>, Paris, 1925, pág. 79</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Marie, Mère de Grâce</em>, Beauchesne, 1921, pág. 45</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Marie, Mère de Grâce</em>, Beauchesne, 1921, pág. 45</span></li>
<li><span style="color: #000000;">DDB, 1939, n ° 201, pág. 380</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cerf, Paris, pág. 249</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Éditions du Carmel, Tarascon, págs. 19-20</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>op. cit.</em>, pág. 87</span></li>
<li><span style="color: #000000;">pág. 233</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Éditions du Cèdre, Paris, 1973</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Marie Médiatrice</em>, Clovis, 2007, cap. IX</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Tradução da <em>Zenit</em>, agência de notícias próxima da Santa Sé</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Fontes: Royo Marin/Dubois/Vatican.va &#8211; FSSPX.News, 15 de dezembro de 2019</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>op. cit.</em>, pág. 139</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>op. cit. </em>pág. 140</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>op. cit. </em>pág. 281. Errata: A conclusão é de fato de D. Tissier de Mallerais e não do Pe. Castelain</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>A AMORIS LÆTITIA E SÃO LUIS DE MONTFORT</title>
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		<pubDate>Tue, 02 May 2017 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Guy Castelain]]></category>

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		<description><![CDATA[A AMORIS LÆTITIA OU A &#8220;SABEDORIA&#8221; CONCILIAR &#8230; OU COMO DISFARÇAR A MENTIRA SOB O MANTO DA VERDADE E O VÍCIO SOB O DA VIRTUDE Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Em 19 março de 2016 foi publicada &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-amoris-laetitia-e-sao-luis-de-montfort/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A AMORIS LÆTITIA OU A &#8220;SABEDORIA&#8221; CONCILIAR &#8230; OU COMO DISFARÇAR </strong><strong>A MENTIRA SOB O MANTO DA VERDADE E O VÍCIO SOB O DA VIRTUDE</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="" src="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/026_01_02_2017/loup_deguise_en_agneau_02.jpg" alt="" width="455" height="306" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="http://laportelatine.org/vatican/sanctions_indults_discussions/026_01_02_2017/25_04_2017_amoris_sagesse_conciliaire_castelain.php">La Porte Latine</a> – Tradução: Dominus Est</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 19 março de 2016 foi publicada a Exortação Apostólica Pós-Sinodal <em>Lætitia Amoris,</em> do papa Francisco, sobre o amor na família. Por quê falar sobre este documento pontifício na visão da espiritualidade Montfortnina? Porque o Padre de Montfort lança uma luz singular sobre os problemas apresentados por este documento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um lembrete para começar. A “leitmotiv”, a ideia motriz do Vaticano II foi o &#8220;<em>aggiornamento</em>” &#8211; em latim: <em>accomodatio renovata &#8211;</em> isto é, a abertura e adaptação ao mundo moderno. Paulo VI se explicou no discurso de abertura da Segunda Sessão (1963): &#8220;<em>que o depósito da doutrina cristã seja conservado e apresentado de forma mais eficaz</em>&#8221; e que a doutrina &#8220;<em>seja aprofundada e exposta seguindo os métodos de pesquisa e apresentação utilizada pelo pensamento moderno</em>.&#8221; Tratava-se assim, para falar em termos simples, de unir a doutrina católica com o ateísmo, o evolucionismo, o modernismo, o liberalismo e a imoralidade do mundo moderno. Esse é o problema fundamental: como explicar a revelação divina, isto é, a fé e a moral católica com o pensamento do mundo atual? Esta é, propriamente, uma tentativa de inventar a quadratura do círculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para utilizar, dessa vez, uma terminologia mais &#8220;Montfortnina&#8221;, o problema do Concílio Vaticano II foi o casamento da sabedoria divina com a sabedoria mundana. São Luis Maria Grignion de Montfort não trata disso no livro <em>A</em><em>mor da Sabedoria Eterna,</em> nos números 74-89? O Padre de Montfort explica que o mundo se utiliza &#8220;<em>finamente da verdade para inspirar a mentira, da virtude para permitir o pecado e das máximas do próprio Jesus Cristo para permitir as </em><em>suas</em>&#8221; (n° 79). O Padre Grignon precisa também que a sabedoria do mundo é &#8220;<em>uma perfeita conformidade com as máximas e modas do mundo &#8230; não de maneira grosseira e barulhenta, cometendo qualquer pecado escandaloso, mas de uma maneira fina, enganosa e política;</em><em> </em><em>caso contrário não seria mais sabedoria &#8211; do ponto de vista do mundo &#8211; mas sim libertinagem</em> &#8220;(n°. 75). Finalmente, ele define o mundano como alguém &#8220;<em>que faz um secreto e funesto acordo entre a verdade e mentira, do Evangelho com o mundo, da virtude com o pecado</em>&#8221; (nº 76). Montfort descreveu um século antes (século XIX) a existência do catolicismo liberal, que triunfou no Vaticano II e suas reformas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é a <em>Amoris Lætitia</em>? Um lembrete d<em>a </em>doutrina da indissolubilidade do matrimônio (nos números 52-53, 62, 77, 86, 123 e 178) e, ao mesmo tempo, das afirmações que dão a possibilidade aos divorciados recasados de receberem os sacramentos, quer dizer, à confissão e à comunhão sem conversão, sem arrependimento, sem reparação do escândalo, sem deixar de viver em adultério, sem deixar de pecar (nos números 243, 298-299, 301 305 e especialmente na nota 351). Como prova, o leitor poderá se reportar a duas revistas de fácil acesso, tanto informaticamente como intelectualmente: <em>DICI </em> n° 345 de 25 de Novembro de 2016 (para compra) e a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://laportelatine.org/publications/presse/courrier_de_rome/2017/1701cdr595.pdf"><strong><em>Courrier de Rome n° 595</em></strong></a></span> de janeiro 2017 (gratuito) .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Montfort, com seu olho de águia, bem viu o cerne do problema que hoje nos ocupa: a sabedoria conciliar consiste em disfarçar (um termo caro ao nosso santo, que aparece várias vezes em seus cantos) a mentira sob o manto da verdade e o vicio sob o da virtude. Assim, a <em>Amoris Lætitia</em>, sob o disfarce de caridade, permite transgredir o Decálogo, sob disfarce de misericórdia permite o adultério, e sob um disfarce pastoral permite o sacrilégio. Aliás, o Sínodo 2018 pode realizar o mesmo truque com celibato eclesiástico para permitir a ordenação de homens casados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Montfort é verdadeiramente um homem à frente de seu tempo. Isto porque ele mantém a doutrina católica, aquela do Concílio de Trento, que segue a de São Tomás de Aquino. Na verdade, a história nos ensina que, durante este Concílio, dois livros foram colocados sobre o altar: a Bíblia ou Sagradas Escrituras (a Tradição escrita) e a <em>Summa Theologica</em> de São Tomás de Aquino (representando a Tradição Oral ).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E esta doutrina católica, na época, não foi exposta com a ajuda de uma filosofia ateísta, que se opõe à fé católica, mas com a sã filosofia aristotélica-tomista, chamada Philosophia perennis, que é &#8220;<em>a Serva da teologia</em> &#8221; (Santo Tomás de Aquino).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pe. Guy Castelain, sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</span></p>
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