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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Vincent Grave</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>NÃO COLOQUE SUAS ORAÇÕES DE FÉRIAS</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 13:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Fonte: Lou Pescadou n° 201  &#8211; Tradução: Dominus Est Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-coloque-suas-oracoes-de-ferias-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-24197" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg" alt="ferias" width="233" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2019/10/lou_pescadou_201.pdf">Lou Pescadou n° 201</a></span>  &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se aproximavam, nossos professores nos advertiam: as férias são um bom teste para mensurar o fervor. Longe da vida comunitária, sem parte dos serviços em comum, pode ser difícil manter uma vida de oração tão fervorosa como no seminário. Esta observação também pode ser feita a vocês, queridos fiéis. Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Assim, para ajudá-lo a não colocar a oração de férias, gostaríamos de relembrar algumas verdades sobre essa “<em>elevação de nossa alma a Deus</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira coisa a se convencer é que a oração é necessária. Em outras palavras: não pode não ser. É a respiração da alma. Respiramos para nos mantermos vivos. Rezamos para permanecermos unidos ao Autor da Vida. Entrentanto, uma objeção pode surgir na cabeça das pessoas: mas por que rezar, falar com Deus, fazer pedidos a Ele, já que Ele conhece tudo? O catecismo do Concílio de Trento responde. Ele diz que não somos animais sem razão, e que Deus não é uma abstração, um ser imaginário. É uma Pessoa, é nosso Pai. Portanto, é normal que seus filhos conversem com Ele. É claro que Deus poderia nos atender sem nenhum pedido, sem nenhuma oração. Mas se obtivéssemos tudo sem pedir, acabaríamos nos esquecendo do Deus para o qual fomos feitos. É por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz: <em>Devemos sempre orar</em> (Lc 18, 1). E acrescenta um argumento decisivo, o da nossa fraqueza: <em>Sem mim nada podeis fazer</em> (Jo 15,5); <em>vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca</em> (Mt 26,41).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Pio XII, em um discurso aos pregadores da Quaresma, disse em 1943: <em>Ninguém pode, sem oração, guardar a lei divina por muito tempo e evitar uma falta grave</em>. Porque a oração, diz o teólogo Garrigou-Lagrange, é o meio normal, universal e eficaz pelo qual Deus deseja que obtenhamos todas as graças atuais de que necessitamos. Lembremos que essas graças atuais são ajudas temporárias de Deus, para fazer o bem e evitar o mal.</span><span id="more-30886"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, devemos rezar. Mas, acima de tudo, devemos &#8230; rezar bem. Para fazer isso, é importante lembrar que rezar não significa apenas pedir. Rezamos, antes de tudo, para adorar a Deus, para reconhecer que Ele é o criador e mestre de todas as coisas. Em seguida, rezamos para agradecê-lo. Devemos saber como fazer novenas de ação de graças. Rezamos ainda para pedir perdão. Finalmente rezamos para pedir as graças de que necessitamos. Mas devemos primeiro pedir bens espirituais antes dos bens materiais. É por isso que Nosso Senhor diz: <em>Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas [comida e roupas] vos serão dadas por acréscimo</em> (Mt 6,33).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezar bem também significa que nossa oração deve ser acompanhada por certas qualidades. Antes de mais nada, devemos mostrar humildade. São Tiago nos adverte: <em>Deus resiste aos orgulhosos e concede Sua graça aos humildes</em> (Tg 4, 6). O mesmo apóstolo nos faz entender que devemos orar com confiança: <em>Mas peça-o com fé, sem hesitação; quem hesita [&#8230;] nada receberá do Senhor</em> (Tg 1, 6-7). A confiança nasce da fé na onipotência de Deus, na sua bondade e na sua misericórdia. Santa Teresinha do Menino Jesus disse que a confiança é o vaso com o qual atraímos a graça de Deus. Quanto maior for, mais recebemos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também é importante rezar com atenção. Com efeito, não podemos pedir a Deus que nos escute &#8230; se nós mesmo não prestarmos atenção ao que dizemos. Nosso Senhor censurou os fariseus: <em>Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim</em> (Mt 15,8). Claro, não somos anjos, espíritos puros; distrações são humanas. Mas, muitas vezes frequentes, porque esquecemos de nos colocar na presença de Deus antes de rezar. Antes de rezar, lembremo-nos a quem nos dirigimos. E devemos saber como colocar nossas preocupações aos pés do tabernáculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda devemos rezar com perseverança. O catecismo do Concílio de Trento afirma: <em>É principalmente por esse meio que a oração é eficaz. </em>Nosso Senhor tem uma parábola para mostrar a importância da perseverança na oração: a da viúva e do juiz iníquo (Lc 18,1-8). Uma viúva pede a um juiz que trate de um caso que lhe diz respeito. Este juiz, que não teme a Deus nem aos homens, não quer intervir, no início. Mas quando a viúva insistiu, ele disse: Porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça. E Nosso Senhor acrescenta: <em>Ouvi o que diz este juiz iniquo</em>. <em>E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam por ele dia e noite, e tardará em os socorrer?</em> Devemos perseverar e, portanto, adquirir o hábito da oração diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos também rezar com contrição, com sincero arrependimento por nossos pecados. O catecismo do Concílio de Trento fala dos pecados que dificultam nossas orações. Ele cita crimes, raiva, recusa em perdoar, dureza para com os pobres, orgulho, desrespeito aos mandamentos. <em>Tenhamos cuidado, diz ele, para permanecermos implacáveis ​​para com aqueles que nos fizeram mal. </em>É por isso que Nosso Senhor afirma: <em>Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe os vossos pecados</em> (Mc 11,25).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, só podemos encorajá-los, queridos fiéis, a rezar em família. O Papa Pio XII, no discurso já citado aos pregadores da Quaresma, insiste: <em>Despertem nas almas dos fiéis o sentimento do antigo e piedoso costume da oração familiar comum. Que seja feito de tal forma que as crianças não se sintam cansadas ou com repugnância, mas antes sintam-se atraídas a aumentá-lo. [&#8230;] E como a vida pública, cheia de distrações e armadilhas, muitas vezes em vez de promover os bens mais preciosos da família &#8211; a fidelidade conjugal, a fé, a virtude e a inocência das crianças, &#8211; as coloca em perigo. A oração no lar doméstico é quase mais necessária hoje do que em tempos passados</em>. O Papa explica que os pais que rezam em família são exemplos: <em>a imagem da mãe de família em oração é, para o marido e para os filhos, uma visão da graça de Deus; e a memória de um pai que, em sua profissão, mesmo em uma posição eminente, administra grandes empresas enquanto permanece um homem de piedade e devoção, é frequentemente um exemplo de admiração salutar pelo jovem que luta com os perigos e lutas espirituais da meia idade.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que essas poucas considerações nos encham de fervor, pois <em>a oração fervorosa dos justos tem muito poder</em> (Tg 5,16).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vincent Grave, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>REZAR O TERÇO EM FAMÍLIA</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 13:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Vincent Grave]]></category>

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		<description><![CDATA[Respostas a duas objeções comuns: Por que repetir a Ave Maria 50 vezes? E é realmente possível recitar e meditar o Terço ao mesmo tempo? Fonte: Lou Pescadou n° 247 – Tradução: Dominus Est Um dia, uma jovem chegou a Le Pointet para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/rezar-o-terco-em-familia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/09/Chapelet-en-famille.jpg" alt="" width="277" height="464" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Respostas a duas objeções comuns: Por que repetir a </em></strong><strong>Ave Maria<em> 50 vezes? E é realmente possível recitar e meditar o Terço ao mesmo tempo?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/09/Lou-Pescadou-247-Pourquoi-prier-la-sainte-Vierge-2410.pdf">Lou Pescadou n° 247</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia, uma jovem chegou a Le Pointet para um Retiro de Santo Inácio. Ela não era uma de nossas fiéis. Era, como se diz, uma conciliar. No entanto, ela seguiu os exercícios espirituais corretamente. Ela disse que ficou “<em>encantada</em>” com esses cinco dias. Mas o que a levou ao Retiro? Talvez… o terço: ela explicou aos pregadores que o recita todos os dias há dez anos! Ao iniciarmos o mês do Terço, estejamos cada vez mais conscientes do poder dessa oração e decidamos ser fiéis a ela. Para isso, precisamos responder a duas objeções clássicas ao Terço: por que repetir a <em>Ave Maria</em> 50 vezes? E podemos realmente recitar e meditar o Terço ao mesmo tempo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto à primeira objeção, é preciso dizer que a qualidade da oração é melhor do que a quantidade.  São Luís-Maria Grignion de Montfort, na sua obra <em>O Admirável Segredo do Terço,</em> escreve: “<em>Uma única Ave-Maria bem rezada tem maior mérito do que cento e cinquenta mal rezadas. (…) Muitos rezam o terço, mas por que tão poucos corrigem os seus pecados e avançam na virtude, senão porque não rezam estas orações adequadamente</em>.” Mas este método de oração, que pode até nos fazer repetir a Ave Maria 153 vezes, vem da Santíssima Virgem Maria, que inspirou a São Domingos. E há uma boa razão para essas repetições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se pensarmos bem, perceberemos que a vida é feita de repetições. Todos os dias fazemos as mesmas ações, as mesmas saudações com as mesmas fórmulas. Há ainda a mesma repetição de batimentos cardíacos nos seres humanos, sem a qual não haveria vida&#8230; Portanto, é precisamente a repetição das Ave-Marias que dá vida e atmosfera à oração. Esta repetição criará um hábito, uma facilidade, um ritmo também, que nos permitirá nos elevar em direção a Deus. Assim, naturalmente, depois de estarmos atentos às palavras durante um certo tempo, estaremos atentos aos mistérios, depois a Deus. Santo Tomás de Aquino fala destes três graus da oração: atenção às palavras, depois aos mistérios, finalmente a Deus. É como um violino de três cordas: você começa usando apenas uma corda. Mas o ideal é tocar as três ao mesmo tempo. Chegamos lá com o tempo. É isso que a repetição das <em>Ave-Marias</em> traz: um meio de unir-se mais intimamente a Deus por pelo menos 20 minutos.</span><span id="more-32219"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Do que acabamos de dizer segue-se a resposta à segunda objeção: sim, podemos recitar e meditar ao mesmo tempo. Graças à repetição, recitamos com facilidade, sem tensão, e assim ficamos muito mais livres internamente para meditar. Sobre o que meditar? A oração da Missa de Nossa Senhora do Terço nos diz: a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Filho único de Deus. E acrescenta: imitar estes mistérios e obter o que eles prometem. São Luís-Maria Grignion de Montfort escreve ainda: “<em>Os mistérios do Terço são obras de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem; estão repletos de maravilhas, de perfeição e de instruções profundas e sublimes, que o Espírito Santo revela às almas humildes e simples que os honram.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, não tenhamos medo de repetir essas <em>Ave-Marias.</em> Sejamos fiéis na recitação e meditação do nosso terço. E procuremos, como aconselha o Padre de Montfort, recitá-lo em comum, em família e até mesmo em dois coros. “<em>De todas as maneiras de recitar o Terço, fazê-lo publicamente em dois coros é o caminho mais glorioso para Deus, o mais salutar para a alma, o mais terrível para o demônio. Deus ama as assembleias. Nosso Senhor aconselhou expressamente essa prática aos seus apóstolos e discípulos, e prometeu-lhes que sempre que dois ou três se reunissem em seu nome, ele seria encontrado no meio deles. Que alegria ter Jesus Cristo em sua companhia! Para possuí-lo basta reunir-se para rezar o terço</em>.” Note que Nosso Senhor fala de <em>dois ou três reunidos em (seu) nome</em> (Mt 18,20). É, portanto, a menor sociedade possível, mas deve ser unida em nome de Jesus Cristo. Nesta condição, ele promete estar presente no meio dela, e a sua presença tornará a oração irresistível diante de Deus. É por isso que, nos primeiros tempos da Igreja, os cristãos reuniam-se com tanta frequencia para rezar apesar das ameaças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Padre de Montfort enumera várias vantagens de rezar em dois coros. Primeiro, a mente fica mais atenta. Em segundo lugar, quando rezamos em comum, apenas uma voz se eleva. Assim, se alguém em particular não reza tão bem, outro membro da assembleia que reza melhor compensa a sua deficiência. O santo chega mesmo a dizer: uma pessoa que reza seu terço sozinha tem o mérito de apenas um terço; se o reza com trinta pessoas, tem o mérito de trinta terços!  Por fim, o Padre de Montfort salienta que a Igreja, guiada pelo Espírito Santofez uso de orações públicas em todos os momentos de calamidade.  E cita o exemplo de Gregório XIII que declara, na sua Bula, que devemos acreditar piamente que as orações públicas e as procissões dos confrades do Santo Terço contribuíram muito para obter de Deus a grande vitória de Lepanto sobre os turcos, no primeiro domingo de outubro de 1571.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezemos o terço juntos, em família. O Papa Pio XII tem algumas reflexões muito boas sobre o assunto. Ele disse aos pregadores da Quaresma em 1943: “<em>Despertai nas almas dos fiéis o sentimento do antigo e piedoso costume da oração familiar em comum. (…) E tal como a vida pública, cheia de distrações e armadilhas, muitas vezes em vez de promover os bens mais preciosos da família – a fidelidade conjugal, a fé, a virtude e a inocência dos filhos – os coloca em perigo, a oração no lar doméstico é hoje quase mais necessário do que em tempos passados.”</em> São Pio X escreveu em seu testamento: “<em>Se quereis que a paz reine em vossas famílias e em seu país, rezem o terço todos os dias com seus entes queridos</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um conselho: ao rezar em família, devemos levar em conta a capacidade das crianças. O Papa Pio XII, no mesmo discurso de 1943, disse: “<em>Que a oração seja feita de tal maneira que as crianças não se sintam cansadas ou repugnadas com ela, mas antes se sintam atraídas a intensificá-la.”</em> Podemos, portanto, com crianças pequenas, começar por dizer uma ou duas dezenas em comum e depois aumentar com o tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, é preciso dizer uma palavra sobre as distrações que podem nos dominar durante o terço. O Padre de Montfort faz distinção entre distrações voluntárias e involuntárias.  As primeiras constituem uma grande irreverência, “<em>que tornaria infrutíferos os nossos terços e nos encheria de pecados. Como ousamos pedir a Deus que nos ouça se não ouvimos a nós mesmos?”</em> As distrações involuntárias são quase inevitáveis, diz o santo. Mas devemos usar todos os meios para reduzi-las e fixar a nossa imaginação. Devemos lembrar-nos de nos colocar na presença de Deus, de acreditar que Deus e a sua santa Mãe olham para nós. Podemos imaginar Nosso Senhor e Sua Mãe Santíssima no mistério que honramos. O santo ainda aconselha ter intenções de oração, e porque não a cada dezena. E diz que se tivermos muitas distrações, mas nos esforçarmos, nosso terço será ainda mais fecundo. “<em>O vosso terço é ainda melhor por ser mais meritório; é ainda mais meritório por ser mais difícil</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Duas palavras da Santíssima Virgem nos convencerão a rezar nosso terço, sozinhos ou com nossa família. Em Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, ela disse: “<em>Eu sou Nossa Senhora do Terço. Recitem o terço todos os dias</em>.” Cinco séculos antes, ela havia dito ao Beato Alain de La Roche: “<em>Quem perseverar na recitação do meu Terço receberá todas as graças que pedir.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vincent Grave, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>NÃO COLOQUE SUAS ORAÇÕES DE FÉRIAS</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 14:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Fonte: Lou Pescadou n° 201  &#8211; Tradução: Dominus Est Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-coloque-suas-oracoes-de-ferias-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-24197" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg" alt="ferias" width="233" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2019/10/lou_pescadou_201.pdf">Lou Pescadou n° 201</a></span>  &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se aproximavam, nossos professores nos advertiam: as férias são um bom teste para mensurar o fervor. Longe da vida comunitária, sem parte dos serviços em comum, pode ser difícil manter uma vida de oração tão fervorosa como no seminário. Esta observação também pode ser feita a vocês, queridos fiéis. Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Assim, para ajudá-lo a não colocar a oração de férias, gostaríamos de relembrar algumas verdades sobre essa “<em>elevação de nossa alma a Deus</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira coisa a se convencer é que a oração é necessária. Em outras palavras: não pode não ser. É a respiração da alma. Respiramos para nos mantermos vivos. Rezamos para permanecermos unidos ao Autor da Vida. Entrentanto, uma objeção pode surgir na cabeça das pessoas: mas por que rezar, falar com Deus, fazer pedidos a Ele, já que Ele conhece tudo? O catecismo do Concílio de Trento responde. Ele diz que não somos animais sem razão, e que Deus não é uma abstração, um ser imaginário. É uma Pessoa, é nosso Pai. Portanto, é normal que seus filhos conversem com Ele. É claro que Deus poderia nos atender sem nenhum pedido, sem nenhuma oração. Mas se obtivéssemos tudo sem pedir, acabaríamos nos esquecendo do Deus para o qual fomos feitos. É por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz: <em>Devemos sempre orar</em> (Lc 18, 1). E acrescenta um argumento decisivo, o da nossa fraqueza: <em>Sem mim nada podeis fazer</em> (Jo 15,5); <em>vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca</em> (Mt 26,41).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Pio XII, em um discurso aos pregadores da Quaresma, disse em 1943: <em>Ninguém pode, sem oração, guardar a lei divina por muito tempo e evitar uma falta grave</em>. Porque a oração, diz o teólogo Garrigou-Lagrange, é o meio normal, universal e eficaz pelo qual Deus deseja que obtenhamos todas as graças atuais de que necessitamos. Lembremos que essas graças atuais são ajudas temporárias de Deus, para fazer o bem e evitar o mal.</span><span id="more-30884"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, devemos rezar. Mas, acima de tudo, devemos &#8230; rezar bem. Para fazer isso, é importante lembrar que rezar não significa apenas pedir. Rezamos, antes de tudo, para adorar a Deus, para reconhecer que Ele é o criador e mestre de todas as coisas. Em seguida, rezamos para agradecê-lo. Devemos saber como fazer novenas de ação de graças. Rezamos ainda para pedir perdão. Finalmente rezamos para pedir as graças de que necessitamos. Mas devemos primeiro pedir bens espirituais antes dos bens materiais. É por isso que Nosso Senhor diz: <em>Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas [comida e roupas] vos serão dadas por acréscimo</em> (Mt 6,33).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezar bem também significa que nossa oração deve ser acompanhada por certas qualidades. Antes de mais nada, devemos mostrar humildade. São Tiago nos adverte: <em>Deus resiste aos orgulhosos e concede Sua graça aos humildes</em> (Tg 4, 6). O mesmo apóstolo nos faz entender que devemos orar com confiança: <em>Mas peça-o com fé, sem hesitação; quem hesita [&#8230;] nada receberá do Senhor</em> (Tg 1, 6-7). A confiança nasce da fé na onipotência de Deus, na sua bondade e na sua misericórdia. Santa Teresinha do Menino Jesus disse que a confiança é o vaso com o qual atraímos a graça de Deus. Quanto maior for, mais recebemos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também é importante rezar com atenção. Com efeito, não podemos pedir a Deus que nos escute &#8230; se nós mesmo não prestarmos atenção ao que dizemos. Nosso Senhor censurou os fariseus: <em>Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim</em> (Mt 15,8). Claro, não somos anjos, espíritos puros; distrações são humanas. Mas, muitas vezes frequentes, porque esquecemos de nos colocar na presença de Deus antes de rezar. Antes de rezar, lembremo-nos a quem nos dirigimos. E devemos saber como colocar nossas preocupações aos pés do tabernáculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda devemos rezar com perseverança. O catecismo do Concílio de Trento afirma: <em>É principalmente por esse meio que a oração é eficaz. </em>Nosso Senhor tem uma parábola para mostrar a importância da perseverança na oração: a da viúva e do juiz iníquo (Lc 18,1-8). Uma viúva pede a um juiz que trate de um caso que lhe diz respeito. Este juiz, que não teme a Deus nem aos homens, não quer intervir, no início. Mas quando a viúva insistiu, ele disse: Porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça. E Nosso Senhor acrescenta: <em>Ouvi o que diz este juiz iniquo</em>. <em>E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam por ele dia e noite, e tardará em os socorrer?</em> Devemos perseverar e, portanto, adquirir o hábito da oração diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos também rezar com contrição, com sincero arrependimento por nossos pecados. O catecismo do Concílio de Trento fala dos pecados que dificultam nossas orações. Ele cita crimes, raiva, recusa em perdoar, dureza para com os pobres, orgulho, desrespeito aos mandamentos. <em>Tenhamos cuidado, diz ele, para permanecermos implacáveis ​​para com aqueles que nos fizeram mal. </em>É por isso que Nosso Senhor afirma: <em>Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe os vossos pecados</em> (Mc 11,25).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, só podemos encorajá-los, queridos fiéis, a rezar em família. O Papa Pio XII, no discurso já citado aos pregadores da Quaresma, insiste: <em>Despertem nas almas dos fiéis o sentimento do antigo e piedoso costume da oração familiar comum. Que seja feito de tal forma que as crianças não se sintam cansadas ou com repugnância, mas antes sintam-se atraídas a aumentá-lo. [&#8230;] E como a vida pública, cheia de distrações e armadilhas, muitas vezes em vez de promover os bens mais preciosos da família &#8211; a fidelidade conjugal, a fé, a virtude e a inocência das crianças, &#8211; as coloca em perigo. A oração no lar doméstico é quase mais necessária hoje do que em tempos passados</em>. O Papa explica que os pais que rezam em família são exemplos: <em>a imagem da mãe de família em oração é, para o marido e para os filhos, uma visão da graça de Deus; e a memória de um pai que, em sua profissão, mesmo em uma posição eminente, administra grandes empresas enquanto permanece um homem de piedade e devoção, é frequentemente um exemplo de admiração salutar pelo jovem que luta com os perigos e lutas espirituais da meia idade.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que essas poucas considerações nos encham de fervor, pois <em>a oração fervorosa dos justos tem muito poder</em> (Tg 5,16).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vincent Grave, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>NÃO COLOQUE SUAS ORAÇÕES DE FÉRIAS</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 13:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Vincent Grave]]></category>

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		<description><![CDATA[Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Fonte: Lou Pescadou n° 201  &#8211; Tradução: Dominus Est Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-coloque-suas-oracoes-de-ferias-4/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-24197" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg" alt="ferias" width="233" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2019/10/lou_pescadou_201.pdf">Lou Pescadou n° 201</a></span>  &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se aproximavam, nossos professores nos advertiam: as férias são um bom teste para mensurar o fervor. Longe da vida comunitária, sem parte dos serviços em comum, pode ser difícil manter uma vida de oração tão fervorosa como no seminário. Esta observação também pode ser feita a vocês, queridos fiéis. Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Assim, para ajudá-lo a não colocar a oração de férias, gostaríamos de relembrar algumas verdades sobre essa “<em>elevação de nossa alma a Deus</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira coisa a se convencer é que a oração é necessária. Em outras palavras: não pode não ser. É a respiração da alma. Respiramos para nos mantermos vivos. Rezamos para permanecermos unidos ao Autor da Vida. Entrentanto, uma objeção pode surgir na cabeça das pessoas: mas por que rezar, falar com Deus, fazer pedidos a Ele, já que Ele conhece tudo? O catecismo do Concílio de Trento responde. Ele diz que não somos animais sem razão, e que Deus não é uma abstração, um ser imaginário. É uma Pessoa, é nosso Pai. Portanto, é normal que seus filhos conversem com Ele. É claro que Deus poderia nos atender sem nenhum pedido, sem nenhuma oração. Mas se obtivéssemos tudo sem pedir, acabaríamos nos esquecendo do Deus para o qual fomos feitos. É por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz: <em>Devemos sempre orar</em> (Lc 18, 1). E acrescenta um argumento decisivo, o da nossa fraqueza: <em>Sem mim nada podeis fazer</em> (Jo 15,5); <em>vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca</em> (Mt 26,41).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Pio XII, em um discurso aos pregadores da Quaresma, disse em 1943: <em>Ninguém pode, sem oração, guardar a lei divina por muito tempo e evitar uma falta grave</em>. Porque a oração, diz o teólogo Garrigou-Lagrange, é o meio normal, universal e eficaz pelo qual Deus deseja que obtenhamos todas as graças atuais de que necessitamos. Lembremos que essas graças atuais são ajudas temporárias de Deus, para fazer o bem e evitar o mal.</span><span id="more-30882"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, devemos rezar. Mas, acima de tudo, devemos &#8230; rezar bem. Para fazer isso, é importante lembrar que rezar não significa apenas pedir. Rezamos, antes de tudo, para adorar a Deus, para reconhecer que Ele é o criador e mestre de todas as coisas. Em seguida, rezamos para agradecê-lo. Devemos saber como fazer novenas de ação de graças. Rezamos ainda para pedir perdão. Finalmente rezamos para pedir as graças de que necessitamos. Mas devemos primeiro pedir bens espirituais antes dos bens materiais. É por isso que Nosso Senhor diz: <em>Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas [comida e roupas] vos serão dadas por acréscimo</em> (Mt 6,33).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezar bem também significa que nossa oração deve ser acompanhada por certas qualidades. Antes de mais nada, devemos mostrar humildade. São Tiago nos adverte: <em>Deus resiste aos orgulhosos e concede Sua graça aos humildes</em> (Tg 4, 6). O mesmo apóstolo nos faz entender que devemos orar com confiança: <em>Mas peça-o com fé, sem hesitação; quem hesita [&#8230;] nada receberá do Senhor</em> (Tg 1, 6-7). A confiança nasce da fé na onipotência de Deus, na sua bondade e na sua misericórdia. Santa Teresinha do Menino Jesus disse que a confiança é o vaso com o qual atraímos a graça de Deus. Quanto maior for, mais recebemos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também é importante rezar com atenção. Com efeito, não podemos pedir a Deus que nos escute &#8230; se nós mesmo não prestarmos atenção ao que dizemos. Nosso Senhor censurou os fariseus: <em>Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim</em> (Mt 15,8). Claro, não somos anjos, espíritos puros; distrações são humanas. Mas, muitas vezes frequentes, porque esquecemos de nos colocar na presença de Deus antes de rezar. Antes de rezar, lembremo-nos a quem nos dirigimos. E devemos saber como colocar nossas preocupações aos pés do tabernáculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda devemos rezar com perseverança. O catecismo do Concílio de Trento afirma: <em>É principalmente por esse meio que a oração é eficaz. </em>Nosso Senhor tem uma parábola para mostrar a importância da perseverança na oração: a da viúva e do juiz iníquo (Lc 18,1-8). Uma viúva pede a um juiz que trate de um caso que lhe diz respeito. Este juiz, que não teme a Deus nem aos homens, não quer intervir, no início. Mas quando a viúva insistiu, ele disse: Porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça. E Nosso Senhor acrescenta: <em>Ouvi o que diz este juiz iniquo</em>. <em>E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam por ele dia e noite, e tardará em os socorrer?</em> Devemos perseverar e, portanto, adquirir o hábito da oração diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos também rezar com contrição, com sincero arrependimento por nossos pecados. O catecismo do Concílio de Trento fala dos pecados que dificultam nossas orações. Ele cita crimes, raiva, recusa em perdoar, dureza para com os pobres, orgulho, desrespeito aos mandamentos. <em>Tenhamos cuidado, diz ele, para permanecermos implacáveis ​​para com aqueles que nos fizeram mal. </em>É por isso que Nosso Senhor afirma: <em>Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe os vossos pecados</em> (Mc 11,25).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, só podemos encorajá-los, queridos fiéis, a rezar em família. O Papa Pio XII, no discurso já citado aos pregadores da Quaresma, insiste: <em>Despertem nas almas dos fiéis o sentimento do antigo e piedoso costume da oração familiar comum. Que seja feito de tal forma que as crianças não se sintam cansadas ou com repugnância, mas antes sintam-se atraídas a aumentá-lo. [&#8230;] E como a vida pública, cheia de distrações e armadilhas, muitas vezes em vez de promover os bens mais preciosos da família &#8211; a fidelidade conjugal, a fé, a virtude e a inocência das crianças, &#8211; as coloca em perigo. A oração no lar doméstico é quase mais necessária hoje do que em tempos passados</em>. O Papa explica que os pais que rezam em família são exemplos: <em>a imagem da mãe de família em oração é, para o marido e para os filhos, uma visão da graça de Deus; e a memória de um pai que, em sua profissão, mesmo em uma posição eminente, administra grandes empresas enquanto permanece um homem de piedade e devoção, é frequentemente um exemplo de admiração salutar pelo jovem que luta com os perigos e lutas espirituais da meia idade.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que essas poucas considerações nos encham de fervor, pois <em>a oração fervorosa dos justos tem muito poder</em> (Tg 5,16).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vincent Grave, FSSPX</span></strong></p>
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		<title>SOB A PROTEÇÃO DOS ANJOS DA GUARDA</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Oct 2023 14:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Anjos]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma devida devoção ao nosso anjo da guarda não deve cair no exagero nem no esquecimento. Fonte: Lou Pescadou nº 218 – Tradução: Dominus Est O quarto livro de Reis relata que os sírios queriam prender o profeta Eliseu. Ao ver os &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sob-a-protecao-dos-anjos-da-guarda/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/Cortona_Guardian_Angel_01.jpg" alt="" width="309" height="481" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Uma devida devoção ao nosso anjo da guarda não deve cair no exagero nem no esquecimento.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/Lou-Pescadou-218-via-crucis-3-2202.pdf">Lou Pescadou nº 218</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quarto livro de Reis relata que os sírios queriam prender o profeta Eliseu. Ao ver os soldados, o servo do profeta ficou com medo. Então Eliseu lhe disse: <em>“</em><em>Não temas; muitos mais estão conosco do que com eles. </em>E Eliseu, fazendo oração, disse<em>: Senhor, abre os olhos deste, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do criado, e viu, e o monte apareceu cheio de cavalos e de carroças de fogo, ao redor de Eliseu.</em> (4 Reis 6, 16-17). Fillion comenta: “<em>Eliseu e seu servo contemplaram ao redor deles as tropas de anjos, enviados do alto para defendê-los</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta passagem do Antigo Testamento nos revela a existência de anjos, que podem ser enviados por Deus para proteger os homens. De fato, é uma verdade de fé que Deus criou, do nada, no início dos tempos, seres espirituais, e que a tarefa secundária destes é a proteção dos homens e o cuidado com sua salvação. Quase todos os teólogos ainda acreditam – é, portanto, uma sentença comum – que todo homem, mesmo infiel, tenha um santo anjo particular desde seu nascimento. O Catecismo do Concílio de Trento fala disso na explicação do Pai Nosso: “<em>Desde o nosso nascimento, Deus coloca os anjos para nossa guarda e os estabelece individualmente para velar pela salvação de cada um de nós.</em>” Santo Tomás de Aquino ensina: <em>&#8220;Assim como se dá um guarda aos homens que percorrem uma via insegura, assim todo o homem, que está aqui na terra como um peregrino, goza</em> <em>da guarda de um anjo</em>.&#8221; Foi o Papa Clemente X, em 1670, que estabeleceu para a Igreja universal a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/festa-dos-santos-anjos-da-guarda/">Festa dos anjos da guarda em 2 de outubro</a>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos nos perguntar quando “<em>recebemos</em>” este anjo: no nascimento ou no batismo? <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/em-que-momento-a-pessoa-passa-a-ter-seu-anjo-da-guarda/">Santo Tomás de Aquino responde que é desde o nascimento</a></span> (por isso todo homem tem um anjo), mas este anjo desempenha um novo papel a partir do batismo. E antes do nascimento? O mesmo teólogo afirma: “<em>A criança, não estando separada de sua mãe, é confiada à guarda do anjo que vela por ela.</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teria, Nosso Senhor, um anjo da guarda? Eis a resposta de Santo Tomás de Aquino: “<em>Cristo, enquanto homem, sendo regido imediatamente pelo verbo de Deus, não precisava da guarda dos anjos. E, demais, era, pela alma, compreensor; mas era, em razão da passibilidade do corpo, viandante. E por isso, não lhe era devido, nenhum anjo custódio como superior, mas antes um anjo ministrante, como inferior</em>. É por isso que o Evangelho diz: “<em>Os anjos se aproximaram e O serviram</em>” (Mt 4,11). Acrescentemos que no Horto das Oliveiras, um anjo vem especialmente para consolá-lo (Lc 22,43). E no momento de sua prisão, disse a São Pedro: <em>Julgas porventura que eu não posso rogar a meu Pai, e que ele me não porá aqui logo mais de doze legiões de anjos?</em> (Mt 26, 53)</span><span id="more-26730"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso Senhor falou também dos anjos da guarda das crianças: <em>Vede, não desprezeis um só destes pequeninos, pois vos declaro que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai, que está nos céus</em> (Mt 18,10). Ele evocou também suas frequentes relações com os anjos: <em>Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.</em> (Jo 1,51). Comentando este versículo, Fillion explica que Nosso Senhor estava em perpétua comunicação com o Céu, e os anjos estavam constantemente à sua disposição para cumprir suas vontades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os Padres da Igreja vêem três grandes funções desempenhadas pelos anjos da guarda e lhes dão três nomes específicos para isso. São João Crisóstomo fala do <u>anjo da paz</u>, porque ele protege a alma de problemas exteriores e interiores. O Pastor de Hermas evoca o <u>anjo da penitência</u>, porque ele pode nos repreender e nos punir quando nos desviamos do caminho certo. Santa Francisca Romana foi assim, um dia, esbofeteada por seu anjo depois de ter se comportado mal&#8230; Quanto a Tertuliano, ele fala <u>do anjo da oração</u>, porque o anjo da guarda transmite nossos pedidos a Deus e nos assiste na oração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás de Aquino acrescenta que o anjo da guarda desempenha um papel tanto na alma quanto no corpo. Apresenta à inteligência as ideias que quer sugerir. Não força a vontade, mas pode excitá-la, ajudá-la na prática do bem. Ele é o guarda-costas. Sobre este assunto, pode surgir uma objeção: por que  sempre há acidentes? Será que os anjos da guarda têm momentos de ausência? Não, claro que não, mas aqui tocamos no problema da permissão do mal. Deus não o quer, mas pode permitir, porque é poderoso o suficiente para obter dele um bem maior. Santo Tomás escreve mesmo: “<em>Os anjos bons não nos afastam das ciladas do demônio, que devem servir para a salvação da nossa alma.</em>” Podemos pensar também no que o Cura d&#8217;Ars costumava dizer: <em>o anjo da guarda não entra nos bailes, fica à porta</em>. Em outras palavras: também nos podemos colocar em ocasiões perigosas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, não nos esqueçamos de nosso anjo da guarda. Rezemos a ele diariamente, recorramos a ele com frequência. O Pe. Calmel, em seu livro <em>Os Mistérios do Reino da Graça, </em>dá exemplos. “<em>Quando estiveres prestes a ter uma entrevista, especialmente se temes que será difícil ou tempestuosa, é bom que confies em seu anjo; não na esperança de que vá mudar teu caráter ou o da pessoa que tens diante de ti; mas para além de poder limitar os danos que seus defeitos de caráter tenderiam a causar, teu anjo, se o invocares com piedade e perseverança, não deixará de inspirar teus pensamentos e sentimentos, durante e depois deste encontro, de modo que, ainda que falhes em algum deles, dará frutos espiritualmente e permitirá que cresças na caridade.</em>” </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dominicano também pensa nos estudos. “<em>Estás lidando com uma questão doutrinal particularmente difícil, dando voltas e invertendo as coisas, multiplicando leituras e pesquisas sem nunca conseguir colocar a questão em termos justos, nem vislumbrando a resposta, nem percebendo o que está em segundo plano, nem compreendendo a relação exata com as verdades reveladas? Bem, nesta aflição e neste labor, por que não recorres a este companheiro luminoso, que compreendeu a questão antes de ti e melhor do que ti, que nunca deixa de vê-la em um flash radiante cuja percepção é mais aguçada e melodiosa que a de todos os doutores humanos, porque é a percepção de um espírito puro?</em>” </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não será surpresa descobrir que D. Lefebvre, em seu <em>Itinerário Espiritual</em>, fez eco a esta doutrina sobre os anjos da guarda: &#8220;<em>Quão grande é o prejuízo causado às nossas almas por esquecermos este mundo espiritual de anjos mais numerosos do que os homens, mais perfeitos do que eles. A influência de anjos bons ou maus em nossas almas é muito mais importante do que pensamos. O simples fato de termos um anjo da guarda que nos vigia enquanto contemplamos a face de Deus deve nos encorajar a conversar com ele, a pedir seu socorro, para que ele nos ajude a conquistar a vida eterna e a compartilhar sua felicidade</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que Nossa Senhora dos Anjos nos ajude a ter uma justa devoção ao nosso anjo da guarda, que não caia no exagero nem no esquecimento.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vicent Grave, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais sobre os Anjos da Guarda podem ser vistos <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/02-de-outubro-dia-dos-santos-anjos-da-guarda-3/">clicando aqui.</a></strong></span></span></p>
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		<title>NÃO COLOQUE SUAS ORAÇÕES DE FÉRIAS</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2021 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Orações e Piedade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Vincent Grave]]></category>

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		<description><![CDATA[Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Fonte: Lou Pescadou n° 201  &#8211; Tradução: Dominus Est Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-coloque-suas-oracoes-de-ferias/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-24197" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/06/ferias.jpg" alt="ferias" width="233" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2019/10/lou_pescadou_201.pdf">Lou Pescadou n° 201</a></span>  &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando estávamos no primeiro ano do seminário, e as férias em família se aproximavam, nossos professores nos advertiam: as férias são um bom teste para mensurar o fervor. Longe da vida comunitária, sem parte dos serviços em comum, pode ser difícil manter uma vida de oração tão fervorosa como no seminário. Esta observação também pode ser feita a vocês, queridos fiéis. Com as férias, às vezes é difícil cumprir os horários, e a vida de oração pode ser prejudicada. Assim, para ajudá-lo a não colocar a oração de férias, gostaríamos de relembrar algumas verdades sobre essa “<em>elevação de nossa alma a Deus</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira coisa a se convencer é que a oração é necessária. Em outras palavras: não pode não ser. É a respiração da alma. Respiramos para nos mantermos vivos. Rezamos para permanecermos unidos ao Autor da Vida. Entrentanto, uma objeção pode surgir na cabeça das pessoas: mas por que rezar, falar com Deus, fazer pedidos a Ele, já que Ele conhece tudo? O catecismo do Concílio de Trento responde. Ele diz que não somos animais sem razão, e que Deus não é uma abstração, um ser imaginário. É uma Pessoa, é nosso Pai. Portanto, é normal que seus filhos conversem com Ele. É claro que Deus poderia nos atender sem nenhum pedido, sem nenhuma oração. Mas se obtivéssemos tudo sem pedir, acabaríamos nos esquecendo do Deus para o qual fomos feitos. É por isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz: <em>Devemos sempre orar</em> (Lc 18, 1). E acrescenta um argumento decisivo, o da nossa fraqueza: <em>Sem mim nada podeis fazer</em> (Jo 15,5); <em>vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca</em> (Mt 26,41).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Pio XII, em um discurso aos pregadores da Quaresma, disse em 1943: <em>Ninguém pode, sem oração, guardar a lei divina por muito tempo e evitar uma falta grave</em>. Porque a oração, diz o teólogo Garrigou-Lagrange, é o meio normal, universal e eficaz pelo qual Deus deseja que obtenhamos todas as graças atuais de que necessitamos. Lembremos que essas graças atuais são ajudas temporárias de Deus, para fazer o bem e evitar o mal.</span><span id="more-24196"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, devemos rezar. Mas, acima de tudo, devemos &#8230; rezar bem. Para fazer isso, é importante lembrar que rezar não significa apenas pedir. Rezamos, antes de tudo, para adorar a Deus, para reconhecer que Ele é o criador e mestre de todas as coisas. Em seguida, rezamos para agradecê-lo. Devemos saber como fazer novenas de ação de graças. Rezamos ainda para pedir perdão. Finalmente rezamos para pedir as graças de que necessitamos. Mas devemos primeiro pedir bens espirituais antes dos bens materiais. É por isso que Nosso Senhor diz: <em>Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas [comida e roupas] vos serão dadas por acréscimo</em> (Mt 6,33).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rezar bem também significa que nossa oração deve ser acompanhada por certas qualidades. Antes de mais nada, devemos mostrar humildade. São Tiago nos adverte: <em>Deus resiste aos orgulhosos e concede Sua graça aos humildes</em> (Tg 4, 6). O mesmo apóstolo nos faz entender que devemos orar com confiança: <em>Mas peça-o com fé, sem hesitação; quem hesita [&#8230;] nada receberá do Senhor</em> (Tg 1, 6-7). A confiança nasce da fé na onipotência de Deus, na sua bondade e na sua misericórdia. Santa Teresinha do Menino Jesus disse que a confiança é o vaso com o qual atraímos a graça de Deus. Quanto maior for, mais recebemos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também é importante rezar com atenção. Com efeito, não podemos pedir a Deus que nos escute &#8230; se nós mesmo não prestarmos atenção ao que dizemos. Nosso Senhor censurou os fariseus: <em>Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim</em> (Mt 15,8). Claro, não somos anjos, espíritos puros; distrações são humanas. Mas, muitas vezes frequentes, porque esquecemos de nos colocar na presença de Deus antes de rezar. Antes de rezar, lembremo-nos a quem nos dirigimos. E devemos saber como colocar nossas preocupações aos pés do tabernáculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda devemos rezar com perseverança. O catecismo do Concílio de Trento afirma: <em>É principalmente por esse meio que a oração é eficaz. </em>Nosso Senhor tem uma parábola para mostrar a importância da perseverança na oração: a da viúva e do juiz iníquo (Lc 18,1-8). Uma viúva pede a um juiz que trate de um caso que lhe diz respeito. Este juiz, que não teme a Deus nem aos homens, não quer intervir, no início. Mas quando a viúva insistiu, ele disse: Porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça. E Nosso Senhor acrescenta: <em>Ouvi o que diz este juiz iniquo</em>. <em>E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam por ele dia e noite, e tardará em os socorrer?</em> Devemos perseverar e, portanto, adquirir o hábito da oração diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos também rezar com contrição, com sincero arrependimento por nossos pecados. O catecismo do Concílio de Trento fala dos pecados que dificultam nossas orações. Ele cita crimes, raiva, recusa em perdoar, dureza para com os pobres, orgulho, desrespeito aos mandamentos. <em>Tenhamos cuidado, diz ele, para permanecermos implacáveis ​​para com aqueles que nos fizeram mal. </em>É por isso que Nosso Senhor afirma: <em>Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe os vossos pecados</em> (Mc 11,25).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, só podemos encorajá-los, queridos fiéis, a rezar em família. O Papa Pio XII, no discurso já citado aos pregadores da Quaresma, insiste: <em>Despertem nas almas dos fiéis o sentimento do antigo e piedoso costume da oração familiar comum. Que seja feito de tal forma que as crianças não se sintam cansadas ou com repugnância, mas antes sintam-se atraídas a aumentá-lo. [&#8230;] E como a vida pública, cheia de distrações e armadilhas, muitas vezes em vez de promover os bens mais preciosos da família &#8211; a fidelidade conjugal, a fé, a virtude e a inocência das crianças, &#8211; as coloca em perigo. A oração no lar doméstico é quase mais necessária hoje do que em tempos passados</em>. O Papa explica que os pais que rezam em família são exemplos: <em>a imagem da mãe de família em oração é, para o marido e para os filhos, uma visão da graça de Deus; e a memória de um pai que, em sua profissão, mesmo em uma posição eminente, administra grandes empresas enquanto permanece um homem de piedade e devoção, é frequentemente um exemplo de admiração salutar pelo jovem que luta com os perigos e lutas espirituais da meia idade.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que essas poucas considerações nos encham de fervor, pois <em>a oração fervorosa dos justos tem muito poder</em> (Tg 5,16).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Pe. Vincent Grave, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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