<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Dominus Est</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/author/admin/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Sun, 06 Sep 2026 14:48:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>A FÉ EM DEUS NÃO SE LIMITA À SUA UNIDADE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fe-em-deus-nao-se-limita-a-sua-unidade/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fe-em-deus-nao-se-limita-a-sua-unidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 14:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35621</guid>
		<description><![CDATA[Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa terceira parte relembra que Deus é o Criador de todas as coisas, que Ele pode &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-fe-em-deus-nao-se-limita-a-sua-unidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/thai-ch-hamelin-chokdidesign-cyogyywc_kq-unsplash.jpg?itok=DcDrVUrA" alt="" width="578" height="334" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Publicada em 24 de junho de 2026, a <a href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/">Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</a> é apresentada aqui em várias partes. Essa terceira parte relembra que Deus é o Criador de todas as coisas, que Ele pode ser conhecido pela razão humana e que Se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Ela reafirma que o mistério da Santíssima Trindade deve ser professado integralmente, sem omissões nem atenuações.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>II &#8211; Deus, princípio e fim de todas as coisas, Santíssima Trindade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">18 &#8211; Professo a existência de um Deus único, pessoal, vivo e verdadeiro, princípio primeiro e fim último de todas as coisas, que no começo criou a partir do nada o céu e a terra, as coisas visíveis e invisíveis. Infinitamente perfeito, eterno e onipotente, imutável, incompreensível na sua essência e soberanamente livre nas suas obras, Ele é distinto do mundo que criou livremente, que conserva na existência e que governa por meio de sua Providência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">19 &#8211; Professo que Deus pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir das suas criaturas, como a causa é conhecida pelos seus efeitos. A fé católica reconhece, de fato, que a inteligência humana é capaz de atingir verdadeiramente a realidade das coisas, de conhecer frequentemente as suas causas e de chegar a verdadeiras certezas.</span><span id="more-35621"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">20 &#8211; Por essa razão, rejeito o agnosticismo moderno, o ceticismo filosófico, o subjetivismo idealista, e todas as doutrinas que limitam o alcance do conhecimento humano aos fenômenos sensíveis ou às construções da consciência, negando, assim, até a possiblidade de um Magistério eclesiástico e de uma verdadeira teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">21 &#8211; Confesso que na única natureza divina subsistem três Pessoas realmente distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade consubstancial e indivisível. O Pai é sem princípio; o Filho é gerado desde toda a eternidade pelo Pai; o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho como de um só princípio. Mas essas três Pessoas são uma só e mesma substância divina: são um só Eterno e não três Eternos; um só Deus sábio, bom e onipotente, e não três deuses igualmente sábios, bons e onipotentes; são um só na vontade e na providência divina, e gozam de uma só e mesma glória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">22 &#8211; Rejeito as profissões diminuídas da fé trinitária que, a pretexto de unidade religiosa ou de prudência ecumênica, calam voluntariamente o que Deus revelou acerca de si mesmo. Não basta dizer, com os judeus e os muçulmanos, que Deus é um; não basta reconhecer, com os arianos, que o Filho é de mesma natureza que o Pai; não basta, tampouco, confessar, com os gregos cismáticos, que o Espírito Santo procede do Pai, calando o <em>Filioque</em>. Esse falso irenismo busca uma concórdia ilusória. Ao omitir a profissão de certas verdades reveladas, põe a confusão no lugar da clareza e ameaça a integridade da fé.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fe-em-deus-nao-se-limita-a-sua-unidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MISSA DO XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO/SP</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xv-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xv-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 11:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=30272</guid>
		<description><![CDATA[Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/live/OpAInHFY-w0?si=ZrriATM7LQuglOFI"><img class="size-full wp-image-19788 aligncenter" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2020/05/Missa-publ.jpg" alt="Missa publ" width="571" height="291" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Para assistir a Santa Missa clique na imagem acima</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/missa-do-xv-domingo-depois-de-pentecostes-direto-do-priorado-de-sao-paulosp-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O MOÇO DE NAIM E A LEMBRANÇA DA MORTE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/xv-domingo-depois-de-pentecostes-o-moco-de-naim-e-a-lembranca-da-morte-6/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/xv-domingo-depois-de-pentecostes-o-moco-de-naim-e-a-lembranca-da-morte-6/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 09:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Afonso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=30270</guid>
		<description><![CDATA[Acesse a leitura clicando na imagem. Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa página exclusiva no blog clique aqui, pelo nossa página no Facebook ou por nosso Canal no Telegram]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/xv-domingo-depois-de-pentecostes-o-moco-de-naim-e-a-lembranca-da-morte/"><img class="aligncenter" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/jovem_Naim-300x200.jpg" alt="jovem_Naim" /></a><span style="color: #000000;"><strong>Acesse a leitura clicando na imagem.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Você pode acompanhar diariamente as Meditações de Santo Afonso em nossa <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/meditacoes-de-santo-afonso-para-cada-dia-do-ano/">página exclusiva no blog</a></span></span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/meditacoes-de-santo-afonso-para-cada-dia-do-ano/"> </a><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/meditacoes-de-santo-afonso-para-cada-dia-do-ano/">clique aqui</a>, <span style="color: #000000;">pelo nossa <a style="color: #0000ff;" href="https://www.facebook.com/catolicosribeiraopreto">página no Facebook</a> ou por nosso <a style="color: #0000ff;" href="https://t.me/catolicosribeiraopretofsspx">Canal no Telegram</a></span></span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/xv-domingo-depois-de-pentecostes-o-moco-de-naim-e-a-lembranca-da-morte-6/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>UMA PEREGRINAÇÃO ISLÂMICO-CRISTÃ A LOURDES</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/uma-peregrinacao-islamico-crista-a-lourdes/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/uma-peregrinacao-islamico-crista-a-lourdes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 14:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35676</guid>
		<description><![CDATA[Poucos meses antes de proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/uma-peregrinacao-islamico-crista-a-lourdes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/image19_0.jpg?itok=L8gbpieS" alt="" width="562" height="320" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Poucos meses antes de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lourdes-mgr-micas-interdit-la-fsspx-les-celebrations-dans-le-sanctuaire-60685">proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário</a></span>, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos foram convidados a rezar e meditar em torno de uma suposta imagem comum de Maria.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/un-pelerinage-islamo-chretien-lourdes-60710">DICI</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De 18 a 21 de outubro de 2025, cerca de 100 cristãos e muçulmanos de toda a França reuniram-se em Lourdes para a primeira edição da peregrinação &#8220;<em>Juntos com Maria&#8221;</em>. O evento foi organizado pela associação de mesmo nome com várias entidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O site oficial do Santuário anunciou uma &#8220;<em>experiência de oração, partilha, meditação e convívio&#8221;</em>, na presença de D. Jean-Marc Micas, bispo de Tarbes e Lourdes. O objetivo declarado era permitir que os participantes <em>&#8220;refletissem, recarregassem suas energias, partilhassem, se conhecessem melhor e avançassem juntos em um caminho de esperança&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma cerimônia na capela de Nossa Senhora</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os participantes foram acolhidos na Cité Saint-Pierre, uma instalação dos Serviços Católicos de Assistência em Lourdes. Durante três dias, sucederam-se ensinamentos, discussões em pequenos grupos e momentos de oração. Entre os palestrantes estavam o Padre Jean-François Bour, um frade dominicano do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos, Tareq Oubrou, o Grande Imã de Bordeaux, bem como Georges Jousse e Hamid Demmou.</span><span id="more-35676"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O encontro pretendia concretizar o diálogo islâmico-cristão, com seus <em>&#8220;caminhos pelas cristas</em> &#8220;, segundo a expresão de Gérard Testard, presidente do <em>Juntos com Maria</em>. Ele convidou os participantes a permanecerem comprometidos com &#8220;<em>a fraternidade e a esperança que nos inspiram a todos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No domingo, 19 de outubro, das 15h às 18h, o principal evento público da peregrinação aconteceu na capela de Nossa Senhora. O encontro reuniu testemunhos, leituras, cantos, orações e momentos de convívio. Os relatos da Anunciação encontrados no Alcorão e no Evangelho foram lidos em paralelo: por meio dessa justaposição, os organizadores pretendiam apresentar Maria como uma &#8220;<em>figura unificadora</em>&#8221; entre as duas religiões. Ela seria, tanto para cristãos quanto para muçulmanos, &#8220;um modelo de fé e fidelidade a Deus&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após a cerimônia inter-religiosa, os cerca de 100 participantes compartilharam uma refeição na presença de D. Micas. Aqueles que desejassem foram então convidados a participar da procissão com tochas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Maria como instrumento de diálogo inter-religioso</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há vários anos, a associação vem desenvolvendo encontros entre muçulmanos e cristãos em torno da figura de Maria, inspirada por uma iniciativa que surgiu no Líbano, onde cristãos e muçulmanos celebram juntos a Anunciação desde 2007. O governo libanês chegou a declarar o dia 25 de março feriado nacional, apresentando-o como um feriado nacional islãmico-cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na França, <em>o Juntos com Maria</em> também administra as <em>&#8220;Casas da Paz</em>&#8220;. Compostas por 6 a 10 cristãos e muçulmanos de uma mesma região, esses grupos se reúnem cerca de 6 vezes por ano em torno de temas como o Ramadã e a Quaresma, a paz, as fronteiras ou &#8220;<em>a Palavra de Deus em tempos de provação</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Duplas formadas por cristão e muçulmanos também realizam intervenções em escolas primárias, secundárias e de ensino médio, além de mesquitas. O objetivo é combater o preconceito, promover o <em>&#8220;enriquecimento mútuo&#8221; </em>e aprender a viver &#8220;<em>como irmãos e irmãs em um mundo plural</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma ambiguidade cuidadosamente mantida</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A empreitada baseia-se inteiramente em uma ambiguidade. Como o Alcorão fala de Maria, menciona o nascimento virginal de <em>Issa</em> e lhe confere o título de Messias, existiria entre católicos e muçulmanos uma fé mariana comum, mas o uso dos mesmos nomes não é suficiente para designar as mesmas pessoas que Deus revelou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com a tradição católica, a Virgem Maria é filha de Santa Ana e São Joaquim e mãe de Jesus Cristo. A Maria do Alcorão é apresentada como filha de <em>Imran</em> e &#8220;<em>irmã de Aarão&#8221;,</em> uma designação que remete a Miriam, irmã de Moisés e Aarão. O texto do Alcorão, mantém, assim, uma confusão que os comentaristas muçulmanos tentam explicar de diversas maneiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acima de tudo, <em>Issa</em> não é Nosso Senhor Jesus Cristo tal como a Igreja o reconhece. O Alcorão nega expressamente a sua divindade, rejeitando assim o próprio mistério da Encarnação. Ora, Jesus Cristo é o Verbo eterno feito carne, verdadeiro Deus e verdadeiro homem: porque seu Filho é Deus, Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. Essa maternidade divina fundamenta a sua dignidade incomparável e ilumina todos os seus privilégios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Islã não reconhece essa maternidade divina, nem a Imaculada Conceição,e  nem mesmo a Assunção. A religião muçulmana nega as verdades centrais da fé cristã: a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus Cristo, sua Encarnação redentora, sua morte na Cruz e sua Ressurreição. Não existe, portanto, uma fé mariana comum entre o Catolicismo e o Islã; existe apenas uma semelhança de nomes por trás da qual se escondem duas doutrinas contraditórias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A caridade exige que amemos os muçulmanos, que rezemos por sua conversão e a que lhes demos a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo, mas não nos permite colocar a religião revelada e uma religião falsa no mesmo nível, nem omitir a divindade do Salvador para obter uma aparência de fraternidade religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O contraste observado pelo Distrito de França</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A recepção dada a esta peregrinação islamica-cristã assume hoje um significado particular. Após as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026 e o ​​decreto publicado por Roma, a Fraternidade São Pio X teve sua autorização revogada para celebrar missas, administrar os sacramentos e organizar orações públicas no Santuário de Lourdes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seu comunicado de 22 de agosto, o padre Gonzague Peignot, superior do Distrito da França, destaca esse contraste:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>De fato, os simples filhos da Igreja Católica, que de modo algum pretendem substituir a Igreja e cuja única ambição é permanecer fiéis a ela, estão proibidos de se reunir para rezar publicamente à sua Mãe no Céu, enquanto que no ano anterior, em outubro de 2025, o Santuário de Lourdes acolheu, inclusive na Capela de Nossa Senhora, uma peregrinação que reuniu cristãos e muçulmanos, durante quatro dias, em torno da figura de Maria, com um momento de oração, uma missa, uma procissão com tochas, uma oração na Gruta e encontros inter-religiosos.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O comunicado continua:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">“Como não se espantar – ou mesmo se indignar – com o fato de que aqueles que não reconhecem a Divina Maternidade da Bem-Aventurada Virgem Maria, nem o dogma de sua Imaculada Conceição, nem a divindade de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, tenham permissão para entrar onde hoje se impõe a proibição aos fiéis da FSSPX, impedindo-os de rezar publicamente à Bem-Aventurada Virgem Maria em seu santuário de Lourdes?”</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa Senhora de Lourdes não se apresentou como uma figura religiosa indefinida, capaz de unir crenças contraditórias. Em 25 de março de 1858, ela declarou a Santa Bernadette: <em>“Eu sou a Imaculada Conceição</em>”. O fato de os fiéis da Fraternidade serem hoje impedidos de honrá-la publicamente em seu Santuário, enquanto encontros com uma falsa religião que rejeita esse dogma e a divindade de Cristo são ali incentivados, demonstra a profunda crise que a Igreja atravessa.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/uma-peregrinacao-islamico-crista-a-lourdes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A FSSPX PRATICA UM &#8220;LIVRE EXAME&#8221; DA TRADIÇÃO?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-pratica-um-livre-exame-da-tradicao/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-pratica-um-livre-exame-da-tradicao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 13:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Daniele di Sorco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35683</guid>
		<description><![CDATA[Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X, e publicada em 11 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco responde à acusação de “livre exame” frequentemente dirigida à FSSPX, e explica porque ela &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-pratica-um-livre-exame-da-tradicao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PljRoV6Pfn0?si=vJQQRr9g7JE3we64" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Em uma entrevista concedida ao Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X, e publicada em 11 de agosto de 2026, o padre Daniele Di Sorco responde à acusação de “livre exame” frequentemente dirigida à FSSPX, e explica porque ela considera que pode recusar determinados ensinamentos do Vaticano II em nome do magistério anterior da Igreja.</span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://fsspx.news/fr/news/la-fsspx-pratique-t-elle-un-libre-examen-la-tradition-60713"><span style="color: #0000ff;">DICI</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;"><strong>FSSPX Itália</strong> – A Fraternidade Sacerdotal São Pio X nasceu, sem que isso constituisse a sua única razão de ser, como reação a certas doutrinas e orientações pastorais que surgiram com ou após o Concílio Vaticano II, consideradas em ruptura com o magistério anterior da Igreja. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As questões evocadas com maior frequência dizem respeito à liberdade religiosa, ao ecumenismo, à colegialidade episcopal – cuja sinodalidade constitui hoje um desenvolvimento suplementar – e a reforma litúrgica. De acordo com a Fraternidade, esses elementos não seriam conciliáveis com o ensinamento perene da Igreja. Logo, a questão envolve diretamente o primeiro dos três vínculos da comunhão eclesial: a profissão da mesma fé.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Se tal é o diagnóstico, é necessário, todavia, se perguntar sobre as consequências teológicas e eclesiológicas. Como é possível afirmar que se permanece em plena comunhão eclesial quando, ao mesmo tempo, se considera que uma parte da hierarquia da Igreja ensina ou promove doutrinas incompatíveis com o magistério anterior?</span><span id="more-35683"></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Sobretudo, se o desacordo não se refere a simples escolhas prudenciais ou pastorais, mas sobre questões que afetam a fé e a sua transmissão, que consequências isso gera para a própria noção de comunhão com a Igreja? </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Padre Daniele di Sorco</span></strong><span class="tm7"> – É uma questão muito complexa. Vamos tentar respondê-la por etapas. </span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Inicialmente, é necessário um esclarecimento. A Fraternidade não nasceu precisamente com o propósito de se opor aos erros contidos no Concílio ou na reforma litúrgica, isso foi uma ocasião para o seu nascimento. A Fraternidade persegue igualmente toda uma série de outros objetivos: o apostolado do tipo paroquial, a educação nas escolas, a assistência aos padres, etc.. Todavia, certamente é verdade que a Fraternidade se caracteriza por sua marca fortemente antimodernista, se por modernismo entendemos a heresia condenada por São Pio X, em 1907, na </span><em><span class="tm9">Pascendi</span></em><span class="tm7">. </span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É justo recordar que o problema que constatamos na Igreja atual afeta o primeiro vínculo de pertencimento à Igreja: o da fé. Seria necessário até mesmo esclarecer, como dizem os teólogos, que os dois outros vínculos, o do culto e o do governo, dependem de algum modo do primeiro. Não podemos considerar como normal a situação de uma Igreja na qual se mantém um certo vínculo de governo, uma certa dependência em relação ao Papa, mas na qual, quanto ao culto e à fé, existem opiniões completamente divergentes, ao ponto que algumas pessoas professarem abertamente artigos de fé diferentes. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Isso nos conduz ao cerne da questão: o problema da fé. É precisamente por essa razão que a Fraternidade reage.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Além do mais, para completar o que dizia antes, a Fraternidade não somente não é cismática, mas tampouco desobediente. Por quê? Porque a obediência possui um limite: não devemos obedecer quando nos pedem algo ruim, algo que constitui um pecado.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, nos casos das consagrações episcopais, o Papa nos pedia, de fato, algo ruim. Abster-se das sagrações episcopais é, em si, um ato moralmente indiferente, contudo, situado no contexto atual, o que teria acontecido se a Fraternidade São Pio X não tivesse realizado as sagrações episcopais em 1° de julho? Teria significado que os padres ou os fiéis, para receberem os sacramentos, deveriam ter que se voltar para bispos ou padres que pertencem à Igreja moderna, que aceitam o Vaticano II e os erros modernos. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">E em quais condições os fiéis teriam podido receber os sacramentos desses bispos e padres? O próprio Vaticano no-lo disse nas cartas enviadas repetidamente à Fraternidade. Para estar de acordo com Roma, é preciso aceitar o Vaticano II, é preciso aceitar os ensinamentos posteriores ao Vaticano II apresentados pelos papas, é preciso aceitar a nova liturgia. Ora, é óbvio, como veremos logo mais, que não podemos fazê-lo, porque aceitar esses ensinamentos e a nova liturgia significaria ir contra o que a Igreja já ensinou de modo definitivo, e, portanto, ir contra a fé. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Eis porque a sagração episcopal realizada em 1 de julho não é somente um ato que não é cismático: ele não é sequer, na nossa opinião, um ato de desobediência.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Passemos agora aos principais pontos nos quais se manifesta essa contradição entre o ensinamento do Vaticano II e o ensinamento de dois mil anos de magistério eclesiástico.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Começaria dizendo que se trata de questões que, teologicamente, apresentam uma certa complexidade. Se quiséssemos tratá-las de modo exaustivo, seria preciso não uma, mas dez ou vinte entrevistas, logo, vou me limitar ao essencial. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em segundo lugar, gostaria de assinalar um problema de método. Muitos nos acusam de praticar um tipo de livre exame: “Os senhores criticam o magistério moderno, o ensinamento dos papas, do Concílio e do pós-Concílio com base na sua própria interpretação da Escritura ou da Tradição, compreendida como outra fonte da Revelação”. Por exemplo: “Os senhores recusam a comunhão aos divorciados em segunda união porque, de acordo com a sua interpretação, ela vai contra o Evangelho”.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Porém não é assim que procedemos. Opomo-nos a esses ensinamentos não porque vão contra a nossa interpretação da Escritura ou da Tradição, mas porque vão contra o que já foi ensinado de modo definitivo pelo magistério eclesiástico no passado. Retomando o exemplo dado anteriormente, seria como se, um certo dia, um Papa dissesse: “Ouçam, nos enganamos: na realidade, a Santa Virgem não é imaculada.” É óbvio que isso não seria aceitável. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Nesse caso, não somente poderíamos, mas deveríamos recusar esse ensinamento. Porque, como já dissemos, quando se encontra diante de um ensinamento definitivo do magistério eclesiástico, o próprio Papa deve se conformar a ele. O Papa não pode modificar esse tipo de ensino. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A liberdade religiosa </span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Voltemos aos três pontos principais sobre os quais o Concílio se encontra em oposição com o ensinamento anterior. O primeiro é a liberdade religiosa. Aqui devemos esclarecer algo. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quando a Fraternidade se pronuncia contra a liberdade religiosa, não é necessário imaginar que ela seja favorável às conversões forçadas ou a uma religião imposta pela força. A liberdade religiosa significa algo bem preciso.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O que significa? </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Significa a liberdade concedida às falsas religiões, ou seja, às religiões diferentes da religião católica, de se manifestar publicamente, de ter um culto público, de fazer proselitismo e, eventualmente, atacar a fé católica.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, se examinarmos o ensino constante da Igreja, desde os Padres – pensamos em Santo Agostinho, Santo Ambrósio e outros – até Pio XII, o ensino da Igreja sobre esse ponto sempre foi muito claro. O Estado, por si, não deve conceder às falsas religiões a liberdade de praticar publicamente o seu culto e, sobretudo, de fazer proselitismo, porque ao agir assim, claramente se corre o risco de fazer com que os fiéis percam a sua alma, dando a alguns a liberdade de enganá-los.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Hoje, isso pode nos surpreender, porque estamos mergulhados em uma mentalidade segundo a qual uma pessoa deveria ser livre para fazer tudo o que a sua consciência lhe ditar. Mas é algo que constatamos também habitualmente em um Estado moderno. Em um Estado moderno, não é legítimo fazer apologia de um crime ou de incitar uma pessoa a cometer um delito, isso é até mesmo considerado um crime, punido consequentemente. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O mesmo raciocínio vale no domínio religioso. Se não posso fazer apologia do furto ou do homicídio, porque isso evidentemente constituiria um perigo para a vida ou os bens das pessoas que vivem em sociedade, porque poderia fazer apologia de uma falsa religião que leva as pessoas a perderem a sua alma e as impede de se salvar?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Repito: isso sempre constituiu um ensinamento constante da Igreja. Poderíamos dar numerosos exemplos históricos, mas seria impossível no âmbito de uma entrevista.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Certamente, a Igreja admite a possibilidade e, por vezes, até a necessidade de tolerar o culto público ou a manifestação pública das falsas religiões a fim de evitar males mais graves, contudo, trata-se precisamente da tolerância de um mal, não se trata de um direito para propagar o erro.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O que diz o Vaticano II?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O Vaticano II diz exatamente o contrário. Afirma que existe um direito natural de viver segundo sua própria religião e a manifestar exteriormente suas próprias convicções religiosas, independentemente do fato que se trata da verdadeira ou de uma falsa religião. Logo, vemos que, sobre esse ponto, o Vaticano II oferece um ensino diametralmente contrário ao que a Igreja sempre ensinou de modo constante durante dois mil anos.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Além do mais, esse ensino conduz indiretamente ao relativismo, porque se a Igreja não solicita que o Estado a reconheça como a verdadeira religião nem requer que ele limite a expressão pública das falsas religiões, isso significa implicitamente que se admite que não existem critérios objetivos que permitam distinguir a verdadeira das falsas religiões. Isso explica porque, atualmente, os Estados se comportam de modo complemente indiferente face às religiões, mantendo-se igualmente distante de todas elas. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">O ecumenismo</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A segunda doutrina do Vaticano II na qual constatamos uma ruptura em relação ao ensino tradicional da Igreja diz respeito ao ecumenismo. Aqui também devemos fazer um esclarecimento.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A doutrina católica tradicional não diz que não se deve ter nenhum contato com os representantes das demais religiões, ela tampouco diz que não se deve buscar conhecer melhor as outras religiões. Ela afirma simplesmente que existe um único meio de salvação: a pertença à Igreja católica.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Essa pertença pode evidentemente se realizar de diferentes maneiras. Pode se realizar normalmente pelo batismo e a pertença explícita à Igreja Católica. Também pode existir no caso de uma pessoa que professa uma religião diferente da religião católica porque, sem culpa da sua parte, ela ignora a fé católica, e que, não obstante, se esforça para viver segundo o que considera de boa fé como sendo a vontade de Deus. Essa pessoa, diz Pio XII, pertence, na realidade, à Igreja Católica por desejo, e pode, consequentemente, se salvar.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Todavia, a Igreja nunca ensinou que as outras religiões seriam meios de salvação. As outras religiões são, ao invés disso, obstáculos à salvação, precisamente porque não ensinam a verdade. Elas não são meios de salvação. Eis porque a Igreja sempre insistiu sobre a necessidade da conversão. Vemos a Igreja enviar para o mundo inteiro os seus missionários, mesmo ao custo de suas vidas e das perseguições, a fim de converter as pessoas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O que diz, ao contrário, o Vaticano II, especialmente em </span><em><span class="tm9">Unitatis redintegratio</span></em><span class="tm7">?</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ele afirma que as outras religiões são meios que Deus se serve para salvar as pessoas. Certamente, meios que não seriam tão perfeitos quanto a religião católica, mas, ainda assim, meios. Essa doutrina, além de se opor ao magistério tradicional, conduz posteriormente ao indiferentismo. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Muitos criticam o documento de Abu Dhabi como se se tratasse de uma invenção do papa Francisco. Na realidade, ele constitui a consequências lógica do que o Concílio ensina. Se todas as religiões são meios de salvação, ainda que eventualmente sejam menos perfeitos, isso significa que as demais religiões têm, ainda assim, algo de bom na medida em que elas permitem se salvar. Mas, então, qual é a necessidade da conversão? Qual a necessidade de fazer proselitismo? Qual é a necessidade da missão? Nenhuma. Ora, no final das contas, seria possível se salvar em todas as religiões, ou até mesmo sem nenhuma religião.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A colegialidade</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Passemos agora ao terceiro ponto: o da colegialidade. É o ponto mais difícil de explicar; é preciso, portanto, entender bem o que significa.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Na Igreja, existe um sujeito, ou seja, um detentor do poder supremo: o Sumo Pontífice. Isso não significa que, na Igreja, o Papa possui todos os poderes, nem que todo o poder que existe na Igreja seja concentrado na pessoa do Papa. Isso significa, contudo, que, na Igreja, o poder supremo pertence ao Papa. Os bispos também possuem um poder, mas esse poder não é supremo: é um poder subordinado. Eis o ensinamento tradicional da Igreja, resumido pelo Concílio Vaticano I.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O que diz, ao contrário, o Vaticano II?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ele afirma que existem dois sujeitos, dois detentores do poder supremo: de um lado o Papa sozinho, e, do outro, o colégio dos bispos, ou seja, o conjunto dos bispos com o Papa.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É preciso fazer aqui uma distinção muito específica. Já existia, antes do Vaticano II, um certo número de teólogos que falavam efetivamente de um duplo sujeito do poder supremo: o Papa com os bispos, em uma época em que se falava sobretudo dos bispos reunidos em concílio. Mas como eles compreendiam essa doutrina? Quando lemos esses teólogos, descobrimos um ponto muito importante. Para eles, o conjunto dos bispos, o colégio dos bispos unidos ao Papa, seria sujeito do poder supremo não somente com o Papa e, subordinadamente ao Papa, mas igualmente porque receberia seu poder do Papa. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em outras palavras, para esses teólogos, o poder do colégio episcopal, sempre unido ao Papa – o que também diz o Vaticano II – não seria um poder que o colégio dos bispos receberia diretamente de Deus, seria um poder que ele recebe do Papa. Assim, em definitivo, a doutrina segundo a qual existe um único detentor do poder supremo, o Papa, estava salvaguardada. O Papa podia exercer esse poder sozinho, ou tornar partícipe dele, conferindo-o igualmente ao colégio dos bispos unidos a ele. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">É precisamente sobre esse ponto que o Vaticano II se afasta do ensinamento tradicional. Ele não afirma que o poder do colégio dos bispos unidos ao Papa deriva do Papa. Consequentemente, não se trata mais, no sentido próprio, de um segundo sujeito do poder supremo que seria subordinado ao Papa porque ele recebe deste o seu poder, mas de algo que tende a ser colocado sobre um plano equivalente. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Qual é a consequência desse ensinamento do Vaticano II?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Hoje temos isso debaixo dos olhos: a sinodalidade. É a ideia de uma Igreja na qual Deus assiste a base, onde Deus se comunicaria, de um certo modo, com a base, e, onde, a partir dessa base, e através dos bispos, as decisões subiriam em seguida até o Papa. Seguramente, o Concílio não falava propriamente de sinodalidade, porém ele fornece o elemento doutrinal a partir do qual se torna possível desenvolver a doutrina atual da sinodalidade.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A reforma litúrgica</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Enfim, permanece um último ponto, que não se encontra diretamente nos atos do Concílio, mas que é considerado por todos como uma das suas consequências: a reforma litúrgica. Trata-se da reforma realizada por Pio VI, em particular da reforma da missa, a missa nova que entrou em vigor em 1969.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Contrariamente ao que muitos ainda pensam hoje, essa reforma não consistiu simplesmente em traduzir o missal latino para as línguas vernáculas e virar os altares: a reforma litúrgica mudou completamente o rito da missa. O problema é que esse novo rito da missa não exprime mais de modo adequado a doutrina católica quanto ao sacramento da Eucaristia e o sacrifício do Calvário, o novo rito tende a eliminar as diferenças existentes entre a doutrina católica e a doutrina protestante.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Vejamos alguns exemplos.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A Presença real</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">De acordo com a doutrina católica, durante a missa, o pão e o vinho são consagrados e se transubstanciam no Corpo e no Sangue de Cristo. Não se trata simplesmente de um símbolo, não se trata de uma simples transformação de significado, trata-se do verdadeiro Corpo físico de Nosso Senhor Jesus Cristo sob as espécies do pão e do vinho. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para os protestantes, por outro lado, se pode falar de uma presença de Jesus Cristo durante o culto, mas trata-se de uma presença espiritual: a presença de Cristo nos membros da assembleia, conforme o que lemos igualmente no Evangelho: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei no meio deles.”</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Na missa nova, todos os gestos que exprimiam de modo claro a Presença real foram fortemente reduzidos. Pensamos no fato de que se passou de quatorze genuflexões na missa antiga para somente três na missa nova. Essas genuflexões têm, além do mais, um significado ambíguo, porque, na missa nova, o padre não faz a genuflexão imediatamente após ter pronunciado as palavras da consagração, mas após ter mostrado a hóstia ao povo. Logo, não fica claro se a genuflexão é feita diante da Presença real de Jesus Cristo na Eucaristia ou diante da presença espiritual de Jesus na assembleia.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Outrora, existia igualmente uma grandiosíssima atenção dada aos fragmentos eucarísticos, o padre não podia separar os indicadores dos polegares depois da consagração, ele purificava os dedos. A comunhão era dada de joelhos, aqui também como sinal de adoração, e era recebida sobre a língua. Na missa nova, tudo isso desapareceu. O fiel recebe a comunhão de pé e pode recebê-la na mão.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Como podem ver, a maioria dos sinais que atestavam sem ambiguidade a Presença real desapareceram. Não é de se surpreender que, hoje, conforme uma pesquisa recente, 70% dos católicos praticantes italianos não acreditam mais na Presença real.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">O sacrifício</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Existe um outro ponto sobre o qual a doutrina católica difere da doutrina protestante: a noção de sacrifício.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para os católicos, a missa é um verdadeiro sacrifício. É o mesmo sacrifício que o do Calvário, tornado novamente presente. Logo, não se trata somente de um sacrifício de louvor e de ação de graças, ou seja, de um sacrifício no sentido amplo, no qual louvamos Deus, o imploramos e lhe damos graças. É um verdadeiro sacrifício de expiação, de reparação pelos pecados e de impetração, ou seja, um sacrifício pelo qual pedimos a Deus novas graças. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para os protestantes, por outro lado, a missa poderia eventualmente ser considerada como um sacrifício de louvor ou de ação de graças, mas de forma alguma ela pode ser considerada como um sacrifício de expiação ou impetração. De acordo com os protestantes, o sacrifício de Jesus Cristo ocorreu de uma vez por todas no Calvário, e não se renova sobre os nossos altares.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, se examinarmos o novo rito da missa, constatamos que todos os elementos que exprimem essa noção de sacrifício de expiação e de impetração foram suprimidos. As orações do ofertório foram especialmente suprimidas e substituídas por novas orações.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Pensamos na oração pela qual o padre oferece a hóstia: “Receba, ó Pai Santo, Deus onipotente e eterno, esta hóstia imaculada que eu, indigno servo teu, vos ofereço, Deus vivo e verdadeiro, por todos os meus inumeráveis pecados, ofensas e negligências…” Eis expressa com toda a claridade a finalidade expiatória. Essa oração foi completamente suprimida, assim como as outras orações do ofertório nas quais essa noção de sacrifício expiatório e impetratório era claramente expressa. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Vejamos outro exemplo: Na missa antiga, durante o Cânon, o padre traça vários sinais da cruz sobre os oblatas, sobre a hóstia e sobre o cálice, tanto antes quanto depois da consagração. Para que servem esses sinais da cruz? Não simplesmente para abençoar as oferendas. Se assim fosse, porque faria tantos sinais da cruz? Eles servem para designar, ou seja, para manifestar que, quando o padre narra a instituição da Eucaristia, quando ele fala da Hóstia pura, santa e imaculada, ele não fala somente de Jesus Cristo se imolando no Calvário, mas dessa imolação que se faz novamente presente sobre o altar. Isso também desapareceu.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">O sacerdócio</span></strong></span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Enfim, chegamos ao último ponto: o sacerdócio.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Segundo a doutrina católica tradicional, os sacerdotes são aqueles que podem oferecer o sacrifício. Eles são sacerdotes no sentido próprio, não os fiéis. Pode-se, no máximo, dizer que eles se unem ao padre durante a celebração da missa, mas eles não são sacerdotes, porque não podem oferecer o sacrifício. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Entre os protestantes, ao contrário, não existe nenhuma diferença essencial entre o sacerdócio do ministro e o dos fiéis. Se examinarmos o novo rito, constatamos que muitíssimos elementos que distinguam o padre dos fiéis foram suprimidos. Pensamos na supressão das balaustradas. Pensamos no fato de que muitos papéis antes reservados aos ministros consagrados, como as leituras ou a distribuição da comunhão, podem agora ser realizados por leigos.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Qual foi o resultado de toda essa reforma?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Vários teólogos protestantes têm afirmado que eles também poderiam celebrar a missa nova. Um protestante, sem modificar a sua doutrina, poderia celebrar tranquilamente o novo rito da missa de Paulo VI, porque não encontraria aí nada contrário à sua própria doutrina. </span></p>
<p class="Corpodetexto tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Em outras palavras, estamos diante de uma liturgia que eliminou tudo o que era especificamente católico, ou que, no mínimo, deixou muito pouco dele, e que, consequentemente, não exprime mais de modo adequado a fé católica. E o resultado, nós o constatamos em seguida entre os fiéis. Se lhes perguntarmos o que eles pensam da missa, o que pensam da Presença real – como já evocamos -, veremos que, frequentemente, eles têm uma concepção muito mais protestante que católica. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC.,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-fsspx-pratica-um-livre-exame-da-tradicao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A MARCHA DE SÃO PIO X &#8211; HINO DA FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-marcha-de-sao-pio-x-hino-da-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-marcha-de-sao-pio-x-hino-da-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 15:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35709</guid>
		<description><![CDATA[Por ocasião da festa de seu patrono, convidamos nosso leitores a ouvir a Marcha de São Pio X. Criada para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, ela retoma o refrão histórico do Hino da Fraternidade, ao qual foram acrescentados &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-marcha-de-sao-pio-x-hino-da-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/st_pie_x_statue_2026.png.jpg?itok=FI1nE8X7" alt="" width="490" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião da festa de seu patrono, convidamos nosso leitores a ouvir a <em>Marcha de São Pio X.</em> Criada para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026, ela retoma o refrão histórico do Hino da Fraternidade, ao qual foram acrescentados novos versos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade São Pio X celebra hoje a festa de seu Santo padroeiro, escolhido por D. Marcel Lefebvre como modelo e protetor de sua obra sacerdotal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Papa da Eucaristia e do catecismo, defensor destemido da fé contra o modernismo, São Pio X dedicou seu pontificado à restauração de todas as coisas em Cristo, segundo o lema que escolheu: <em>Instaurare omnia in Christo</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os novos versos desta marcha foram cantados pela primeira vez em Écône, durante as sagrações episcopais de 1º de julho. Até então, a <em>Marcha de São Pio X</em> podia ser ouvida na transmissão ao vivo daquele dia histórico. Agora, ela é publicada e tem sua letra abaixo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Pio X, rogai pela Igreja e pela Fraternidade que leva o vosso nome.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/WhbET3ZFv_k?si=19z8PXclcFY93tbM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Texto: H. Le Roux e padre L. Le Roux</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Música: Padre M.-A. Moulin</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Letra/Tradução:</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; Ó São Pio X, Pastor zeloso,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Que inflama nosso coração fervoroso;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Reunidos sob o vosso pendão,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Marchamos sob a vossa proteção.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Cantando: <em>“Sancte Pie Decime, gloriose patrone, ora, ora pro nobis.”</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; A Santa Liturgia restaurastes</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">E sua antiga harmonia recuperastes;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Nossas vozes, em santo ardor</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Se elevam ao Eterno Senhor.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; Pontífice santo e vigilante,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Reformastes o clero triunfante;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Vosso filho, nosso fundador,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Seguirá vossos passos com fervor.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; Da verdadeira fé, baluarte sagrado,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">O erro se dissipa ao vosso chamado;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Pelo fulgor que de vossa cátedra reluz,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Nossas almas se enchem de luz.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">5 &#8211; Chefe soberano, ante os malfeitores,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Convosco a Igreja caminha sem temores,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Imitando a vossa santa humildade,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Ela triunfa sobre a iniquidade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; Aos vossos filhos ofereceis a Hóstia sagrada</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Pelo Cordeiro nossa alma é purificada;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">O Pão dos fortes nos traz fortaleza,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">E a chama da nossa fé recupera a certeza.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; Em Jesus Cristo tudo enfim restaurar,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Do seu Amor tudo esperar;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Confiamos esta humilde oração</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Ao nosso Deus, à nossa Mãe da salvação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; Protejais a nossa santa Fraternidade,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Guiai-nos à eterna felicidade;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Sede para nós a luz providencial,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">E nos encontraremos no Paraíso celestial.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Refrão</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-marcha-de-sao-pio-x-hino-da-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>3 DE SETEMBRO &#8211; DIA DE SÃO PIO X</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-9/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-9/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=32415</guid>
		<description><![CDATA[Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo: 03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS A MARCHA DE SÃO PIO X &#8211; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-9/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.arquidioceseolindarecife.org/wp-content/uploads/2015/08/s%C3%A3o-pio-x.jpg" alt="Resultado de imagem para sÃÂ£o pio x" width="217" height="271" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta data tão importante para a Igreja, listamos abaixo alguns links que já postamos sobre o Santo:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/03-de-setembro-dia-de-sao-pio-x/">03 DE SETEMBRO – DIA DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-santo-providencial-dos-tempos-modernos/">SÃO PIO X, SANTO PROVIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-marcha-de-sao-pio-x-hino-da-fsspx/">A MARCHA DE SÃO PIO X &#8211; HINO DA FSSPX</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-2/">DIA DE SÃO PIO X</a> &#8211; SOBRE O SANTO</strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/homenagem-a-sao-pio-x-por-ocasiao-do-65o-aniversario-de-sua-canonizacao/">HOMENAGEM A SÃO PIO X POR OCASIÃO DO 65º ANIVERSÁRIO DE SUA CANONIZAÇÃO</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/juramento-anti-modernista/">JURAMENTO ANTI-MODERNISTA</a></strong></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">A PASCENDI EXPLICADA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/sao-pio-x-contra-o-sionismo-os-judeus-nao-reconheceram-nosso-senhor-e-por-isso-que-nao-podemos-reconhecer-o-povo-judeu/">SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU&#8221;</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a class="row-title" style="color: #0000ff;" title="Editar “ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA”" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/enciclica-il-fermo-proposito-para-o-estabelecimento-e-desenvolvimento-da-acao-catolica/">ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-acerbo-nimis/">CARTA ENCÍCLICA ACERBO NIMIS: SOBRE O ENSINO DO CATECISMO</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/sancte-pie-decime/">SANCTE PIE DÉCIME (MÚSICA)</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/motu-proprio-fin-dalla-prima-de-sao-pio-x-sobre-o-regime-da-acao-catolica-popular/">MOTU PROPRIO FIN DALLA PRIMA, DE SÃO PIO X, SOBRE O REGIME DA AÇÃO CATOLICA POPULAR</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5871">SANTIDADE E ACÇÃO SOBRENATURAL DE SÃO PIO X</a></strong></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=hB9qeiwWULg">SÃO PIO X, MODELO DE SANTIDADE (SERMÃO)</a></strong></span></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/3-de-setembro-dia-de-sao-pio-x-9/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>UM GRAVE EQUÍVOCO SOBRE A CULTURA CATÓLICA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 14:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35698</guid>
		<description><![CDATA[Por Dardo Juan Calderón Fonte: Revista Ultramontano Por ocasião da publicação do livro &#8220;O nascimento da Cultura Cristã&#8221; de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site Infocatólica uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://hqtmhlmqwliaxdjjzleb.supabase.co/storage/v1/object/public/imagenes/autor-dardo-juan-calderon-1779251169158.png" alt="Dardo Juan Calderón" width="225" height="225" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Dardo Juan Calderón</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ultramontano.com/un-grave-equivoco-sobre-la-cultura-cristiana-27196">Revista Ultramontano</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião da publicação do livro <strong>&#8220;O nascimento da Cultura Cristã&#8221;</strong> de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site <em>Infocatólica</em> uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade que a obra percorre, tenta-se uma definição sobre <strong>&#8220;em que consiste essa cultura&#8221;</strong> e <strong>&#8220;quais são os seus momentos mais altos&#8221;</strong>, partindo do pressuposto de que o entrevistado é um &#8220;especialista&#8221;. No meio da entrevista, e a modo de conclusão, recorrendo à obra de John Senior, responde à pergunta fazendo um panorama descritivo de todos aqueles fenômenos que constituem essa cultura nos âmbitos artísticos e intelectuais; arquitetura, literatura, pensamento filosófico e teológico de vários autores durante a idade média e, em concordância com a ideia de Senior, dois pontos centrais: primeiro, <strong>&#8220;a ideia de justiça, de perdão e de humildade, todos derivados do mandamento de amor ao próximo que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo&#8221; </strong>e<strong> &#8220;Em segundo lugar, uma série de tradições e rituais… sobretudo o tesouro enorme da Santa Missa. Todos eles formam parte da cultura cristã e nos identificam como herdeiros e membros dessa cultura. John Senior com acerto afirma que a missa é o centro e o coração da cultura cristã, já que foi em torno da celebração da santa missa onde e como se formou a nossa cultura&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo muito lindo, sim, sim. Mas não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tratando de sair do ambiente esteticista e emotivo em que estes dois autores se instalam, para gozo de seu frívolo mundinho católico, ensaiemos uma resposta mais adequada: a cultura cristã forma-se na consideração e adoção espiritual da Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos, guardada e interpretada pelo Magistério da Igreja – para isso instituída pelo próprio Cristo – que se encarna numa sociedade política que busca o cumprimento das promessas evangélicas, produzindo com este sentido tudo o que é relacionado à vida de uma sociedade concreta na história. Transformando sob uma nova luz todos os elementos culturais positivos das culturas humanas anteriores.</span><span id="more-35698"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cultura cristã é o resultado de uma sociedade iluminada, em todas as suas expressões, pela Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste processo, o elemento central é a &#8220;inteligência&#8221; que da Revelação faz o Magistério da Igreja, e não podemos esquecer que esse esforço da inteligência tem o seu momento culminante na obra teológico-filosófica de Santo Tomás de Aquino. Com ela podemos entender, apreender e julgar o acerto de todas as expressões culturais pré-cristãs e cristãs que compuseram essa cultura, como também o desacerto da anti-cultura anticristã da modernidade. Dir-me-ão: como fica o Magistério? Pois Santo Tomás não é &#8220;revelação&#8221;; mas a partir de Santo Tomás todo o Magistério infalível se expressará a partir desta Teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação, a liturgia – especialmente a Santa Missa – os sacramentos e todos os mistérios da nossa religião têm o seu sustento numa &#8220;doutrina&#8221;, e são compreendidos e aprendidos (na medida humana possível) na sua maior profundidade possível a partir da Teologia de Santo Tomás, constituindo por isso o &#8220;fato&#8221; cultural mais importante da cristandade. O que não implica desmerecimento do efeito salvífico que a Celebração dos Mistérios, com o derramamento da graça sobre as almas, sempre produziu desde a sua primeira ocorrência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esclareçamos. Há marcos literários, arquitetônicos, musicais etc. dentro da Cultura Cristã. Mas o marco da inteligência, que é a expressão cultural humana primordial, foi Santo Tomás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E isto é o que não percebem – e até negam – os dois autores que trazemos, Senior e no seu seguimento Peretó Rivas, produzindo e encarnando a ideia de que a mensagem da Revelação não está dirigida em primeiro lugar à inteligência humana, mas às suas emoções. E com isso, desancorando o cultural do inteligente, vindo a encalhar numa espécie de élan estético e até gnóstico, que se liberta do Magistério Eclesiástico para se abrir no caos dos sentimentos, tornando impossível uma restauração da correta intelecção da nossa cultura e da nossa fé, que foi enormemente afetada por esta tendência emotiva, profundamente protestante. Diz na entrevista: <strong>&#8220;Este ano tive a possibilidade de visitar a catedral de Zamora, um edifício românico, de uma beleza maciça e impactante, construído no século XII. Quando passeava por ela, fria e vazia, dizia-me: &#8216;Isto é a cultura cristã'&#8221;</strong>. O que estava vazia, porém quente, era a sua cabeça. Muitos jamais visitaremos a Catedral de Zamora, mas quando leio o Tomismo, digo-me: <strong>&#8220;Isto é a cultura cristã&#8221;</strong>, com a cabeça cheia e fria. A catedral é &#8220;produto&#8221; da cultura católica; a inteligência do <em>traditum</em> é a cultura católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Provemos o dito. Ambos autores são avessos ao tomismo; aversão expressa de maneiras ambíguas para não serem escandalosos, mas suficientes para se perceber. Peretó diz de maneira camuflada com o seu personagem The Wanderer, num artigo que se intitula &#8220;<em>La segunda redención</em>&#8221; e que, pela sua importância, publicou duas vezes. O artigo, escrito em 2007, já era frívolo, mas a sua reedição estabelece uma espécie de contumácia na frivolidade. A afirmação que ali se faz é a seguinte: <strong>&#8220;Posso estar equivocado, mas parece-me um erro a pretensão de constituir a doutrina tomista em regra de juízo da catolicidade de uma pessoa ou de uma doutrina&#8221;</strong>. Entende o autor que não seria católico tudo o anterior a Santo Tomás, salvo se se entendesse como uma prefiguração do mesmo, e dessa forma a redenção necessariamente se faria tomista e não cristã. Mas não somos tolos: o problema não é se o anterior devia ser tomista, mas se ele, Pereto, deve ser tomista; o seu argumento é sofístico e implica o desgosto de ver-se &#8220;atado&#8221; pelo Magistério. Retorna aos antigos para demonstrar que se podia ser católico sem ser tomista, logo ele, Pereto, quer ser católico, daqui em diante, sem ser tomista. Podia-se ser cristão sem São Paulo, como Estêvão antes de São Paulo? Com certeza. Mas não depois.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senior tem o mesmo problema e exprime-o mais rebuscadamente quando ensaia a Restauração da Cultura Cristã, pondo-se na posição de recuperar muitos dos efeitos, mas não a &#8220;inteligência&#8221; cristã que se decantou no tomismo. Mais ainda: foge do tomismo e descarta-o. Vejamos: <strong>&#8220;Eu não preconizo nada que se pareça com uma renovação do tomismo&#8221;… &#8220;não preconizo de modo algum uma volta a Santo Tomás, como não preconizaria a construção de uma réplica do Mont Saint Michel ou de Chartres&#8221;</strong>. Uma restauração da cultura cristã sem Santo Tomás?! E vêm as desculpas, pondo Santo Tomás nas nuvens, julgando-o incompreensível para a mentalidade contemporânea. Para enfrentar o tomismo, diz-nos, há que percorrer todas as artes liberais, a gramática, a lógica, a retórica, as matemáticas, a música — toda a educação musical! — com a sua história, a literatura, a dança e… a ginástica! <strong>&#8220;porque a ginástica é o fundamento de todo saber segundo a máxima nihil in intellectu nisi prius in sensu&#8221;</strong>. Isto é: impossível. Descartado Santo Tomás de toda possibilidade de restauração; ufa! Livramo-nos desse peso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que o artigo propõe é a velha e batida postura de um esteticismo católico que transcorre fora do tempo e do espaço, que se perfila na romântica postura de um &#8220;caminhante&#8221; sem raízes, sem Magistério, que toma e deixa o que lhe agrada ou não, e cujo único critério de catolicidade é uma libérrima relação com um Cristo que encontra nas nuvens e não na encruzilhada histórica em que Ele o pôs, livre para libar das flores do jardim a que mais apraz ao seu &#8220;<em>bon goût</em>&#8220;. Não quero cair em psicologismos ferinos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizia um bom padre comentando esta passagem de Senior: <strong>&#8220;seria interessante saber que exercícios de ginástica praticava Santo Tomás antes de escrever a Summa. Tende-se a crer que se contentava com pôr-se de joelhos para recitar &#8216;o creator ineffabilis…'&#8221;. &#8220;O estudo de Santo Tomás não requer em absoluto este longo preâmbulo; basta ter bom senso e boa vontade. Há inúmeras passagens acessíveis a todos e bons autores para as mais difíceis, bons comentadores com simpleza: o Padre Emmanuel, Dom Lefebvre com o seu &#8216;Itinerário Espiritual seguindo Santo Tomás de Aquino'&#8221;</strong>. No nosso meio abundam excelentes comentários e recomendo-vos os sermões dos padres da FSSPX, de estrita estrutura tomista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás é perfeitamente acessível e não há restauração possível da Cultura Cristã sem ele, restauração que parte da inteligência da nossa fé a partir do Magistério. A questão litúrgica depende da doutrina que a rodeia e a significa, não do seu valor cultural ou estético julgado pelas emoções que inspira muito subjetivamente. A beleza surge da Verdade, não o contrário.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>QUE &#8220;COMUNHÃO&#8221;? &#8211; PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/que-comunhao-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/que-comunhao-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35700</guid>
		<description><![CDATA[Na festa de São Pedro e São Paulo, o Papa evocou as chaves como símbolo da unidade da Igreja. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio Nosso Santo Padre o Papa Leão XIV, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/que-comunhao-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2017/10/saint-pierre-1633682_1920.jpg" alt="" width="464" height="312" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Na festa de São Pedro e São Paulo, o Papa evocou as chaves como símbolo da unidade da Igreja.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/quelle-communion">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso Santo Padre o Papa Leão XIV, Vigário de Jesus Cristo e Chefe supremo de toda a Igreja universal, celebrou no dia 29 de junho passado, na presença dos cardeais reunidos em Roma por ocasião do Consistório, a missa da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo. Foi nessa celebração que o Papa impôs o pálio aos novos arcebispos metropolitanos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na homilia que proferiu nesse dia, Leão XIV insistiu na “solicitude fiel e paciente pela unidade” que cabe ao sucessor de Pedro e que é “muito bem expressa pelo símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19)”. E desenvolveu assim a descrição da metáfora: “Uma chave, com efeito, não derruba as portas, mas as abre e depois as fecha, procurando em seu interior as alavancas certas e acompanhando seus movimentos, para que os bloqueios se desfaçam, as fechaduras deslizem e as portas girem livremente sobre seus gonzos, unindo assim os espaços e fazendo dos numerosos cômodos isolados uma única e mesma casa acolhedora”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como se deve, portanto, compreender, à luz dessa metáfora, a definição da unidade e da comunhão na Igreja? “Do mesmo modo”, explica Leão XIV, “a comunhão na Igreja não se constrói fixando-se nas próprias posições, mas buscando, no coração de cada um, os pontos de encontro na Verdade, à única luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento”. E é aqui que surge a questão fundamental: de que “Verdade” se trata? O bispo de Bourges, Dom Sylvain Bataille, fez recentemente eco a essa reflexão do Papa quando, posicionando-se, em um comunicado datado de 13 de julho passado, a respeito das sagrações realizadas pela Fraternidade São Pio X, o recente sucessor de Dom Jérôme Beau declara: “Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade” [1].</span><span id="more-35700"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa ambiguidade, tampouco nós queremos, tão certo é que, uma vez nela instalado, “todo esforço para dissipar os mal-entendidos não teria outro efeito senão multiplicá-los” [2]. E é justamente por essa razão que, desde suas primeiras origens, a Fraternidade expõe claramente as razões profundas de sua atitude, que são as razões de sua obediência ao Magistério da Igreja católica, ao mesmo tempo em que são também as razões da desobediência do concílio Vaticano II a esse mesmo Magistério. Ainda que a afirmação possa parecer um tanto forte, nem por isso deixa de ser verdadeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas notemos também que, do lado de Roma e dos episcopados do mundo inteiro, na França como em outros lugares, a ambiguidade é igualmente rejeitada, como inaceitável, e isso em nome dos próprios textos do Concílio, os quais, precisamente, quando lidos à luz de sua lógica profunda, escapam — infelizmente — a toda ambiguidade. Pois eles veiculam uma nova definição da Igreja e de sua unidade, que está em oposição clara e nítida com a definição da Igreja tal como o Magistério nos havia ensinado até então. A unidade da Igreja aparece nesses textos não mais como a da Igreja católica, mas como a da Igreja de Cristo, que “subsiste” somente na Igreja católica, e que está também “presente e atuante” fora da estrutura visível da Igreja católica, nas comunidades separadas, ditas “cristãs não católicas”. A unidade dos cristãos, que se propõe como objetivo o ecumenismo, adquire então todo o seu sentido, fora de qualquer ambiguidade, pois se trata da unidade da Igreja de Cristo, que progride, e que permanece distinta da unidade da Igreja católica. Como diz explicitamente o decreto Unitatis redintegratio do concílio Vaticano II, por essa via do ecumenismo, “pouco a pouco, depois de superados os obstáculos que impedem a perfeita comunhão eclesial, hão de reunir-se, numa única celebração eucarística, na unidade de uma só e única Igreja, todos os cristãos. Essa unidade, Cristo a concedeu à sua Igreja desde o princípio. Cremos que ela subsiste de modo inamissível na Igreja católica e esperamos que ela cresça dia a dia até a consumação dos séculos”. Está aqui claramente dito, fora de qualquer ambiguidade, ao mesmo tempo que: 1) a unidade concedida por Cristo à sua Igreja — logo, a unidade da Igreja de Cristo — “subsiste de modo inamissível” na Igreja católica, e que 2) “esperamos que ela cresça dia a dia”, na medida em que ela está apenas “presente e atuante” fora da unidade da Igreja católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que, então, a Fraternidade São Pio X é tida como cismática? Simplesmente porque ela recusa essa nova eclesiologia, que pretende estabelecer uma distinção real entre a Igreja de Cristo e a Igreja católica. Essa recusa se expressou ainda recentemente com a Profissão de fé de 24 de junho passado, mas Dom Lefebvre já constatava isso na homilia que proferiu por ocasião das sagrações episcopais de 30 de junho de 1988:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E por que, Excelência (me dirão), o senhor interrompeu esses colóquios que pareciam, no entanto, ter certo sucesso? Precisamente porque, no mesmo momento em que eu dava minha assinatura ao Protocolo (de acordo), no exato minuto, o enviado do cardeal Ratzinger que me trazia esse protocolo para assinar me entregava em seguida uma carta na qual me pedia para pedir perdão pelos erros que eu cometia. Se estou no erro, se ensino erros, é claro que devem me reconduzir à Verdade, no espírito daqueles que me enviam essa folha para assinar, para que eu reconheça meus erros. Isto é: Se o senhor reconhecer seus erros, nós o ajudaremos a voltar à verdade. Qual é essa verdade para eles? Senão a verdade do Vaticano II, senão a verdade dessa Igreja conciliar, é claro! Por conseguinte, é claro que, para o Vaticano, a única verdade que existe hoje é a verdade conciliar, é “o espírito do concílio”, é o espírito de Assis. Eis a verdade de hoje. E disso não queremos, por nada neste mundo, por nada neste mundo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando o Papa Leão XIV diz que a comunhão na Igreja deve se construir “buscando, no coração de cada um, os pontos de encontro na Verdade”, trata-se precisamente, e sem qualquer ambiguidade, dessa nova Verdade do Vaticano II. A Fraternidade, e com ela seus seis bispos, dos quais quatro foram sagrados no último dia 1º de julho, não a querem por nada neste mundo, pois essa Verdade é uma falsa Verdade, ela só tem a aparência da Verdade ao se apresentar com o falso rosto do Magistério, quando na realidade não é senão a expressão dos erros já condenados por esse mesmo Magistério. E a Fraternidade, com seus seis bispos plenamente católicos, espera de todo coração que o Papa e o cardeal Fernandez saibam não se fixar nas próprias posições de uma teologia que, por ter encontrado sua expressão maior no concílio Vaticano II, permanece contestável em mais de um ponto, à luz dos ensinamentos seculares do Magistério da Igreja, tais como resultam claramente da Profissão de fé emitida pela Fraternidade em 24 de junho passado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Leão XIV termina, aliás, sua homilia de 29 de junho dirigindo com alegria “uma cordial saudação aos membros da delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada por meu caríssimo irmão Sua Santidade Bartolomeu e conduzida por Sua Eminência Emanuel, metropolita de Calcedônia”. Delegação de uma comunidade que, no entanto, permanece ainda cismática, há mais de 9 séculos, mesmo que em 1964 o Papa Paulo VI tenha querido levantar o anátema da excomunhão sofrida por Miguel Cerulário por ocasião do cisma de 1054.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Longe de todo espírito cismático, a Fraternidade professa a mesma fé do apóstolo São Pedro, a fé no Primado do bispo de Roma. Por isso, ela ousa esperar da parte do Santo Padre ao menos uma “cordial saudação”, tanto mais merecida quanto, diferentemente dos bispos ortodoxos Bartolomeu e Emanuel, diferentemente também da senhora Sarah Mullaly, suposta “arcebispo” anglicana de Cantuária e recebida no Vaticano pelo Papa em 27 de abril passado [3], diferentemente ainda dos 14 (6 mulheres e 8 homens) supostos “bispos” luteranos da Noruega, também eles recebidos no Vaticano por Leão XIV em 26 de agosto passado [4], ela pretende permanecer fiel às definições dos concílios ecumênicos de Lyon I e II, de Florença, de Trento e do Vaticano I.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/">https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-2-de-2/">https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-2-de-2/ </a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Étienne Gilson, Matières et formes, Vrin, 1964, p. 20.</span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-e-a-sra-mullaly-pelo-pe-jean-michel-gleize/">https://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-e-a-sra-mullaly-pelo-pe-jean-michel-gleize/</a></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fr.zenit.org/2026/08/26/leon-xiv-la-bonte-et-la-charite-ont-le-pouvoir-de-desarmer/">https://fr.zenit.org/2026/08/26/leon-xiv-la-bonte-et-la-charite-ont-le-pouvoir-de-desarmer/</a> <span style="color: #000000;">e</span> <a style="color: #0000ff;" href="https://www.vaticannews.va/fr/pape/news/2026-08/leon-xiv-petits-gestes-bonte-charite-peuvent-desamorcer-conflits.ht">https://www.vaticannews.va/fr/pape/news/2026-08/leon-xiv-petits-gestes-bonte-charite-peuvent-desamorcer-conflits.ht</a></span></li>
</ol>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/que-comunhao-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – SETEMBRO/26</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-setembro26/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-setembro26/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35686</guid>
		<description><![CDATA[Caros fiéis,  Neste mês de nosso padroeiro, São Pio X, convém trazer à tona a célebre frase que ele pronunciou com profunda tristeza, mas irredutível firmeza, quando, em 9 de dezembro de 1905, a Terceira República Francesa aprovou a Lei de Separação da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-setembro26/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://rsborgbr.s3.amazonaws.com/rede/noticias/sao-pio-x-rede-salesiana-brasil-rsb-capa.webp" alt="São Pio X e Inspetoria Salesiana do Sul do Brasil" width="547" height="310" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caros fiéis, </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste mês de nosso padroeiro, São Pio X, convém trazer à tona a célebre frase que ele pronunciou com profunda tristeza, mas irredutível firmeza, quando, em 9 de dezembro de 1905, a Terceira República Francesa aprovou a Lei de Separação da Igreja e do Estado. Dirigindo-se ao episcopado na Encíclica Gravissimo Officii Munere (10 de agosto de 1906), declarou o Papa: Queridos bispos da França, “prefiro uma Igreja pobre, mas livre.” Ou seja, uma Igreja independente do mundo e com mais razão, independente do espírito do mundo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poderíamos nos perguntar por que este santo Pontífice assim procedeu com o país considerado a “Fille aînée de l’Église”— a nação mais rica em catedrais barrocas, mosteiros românicos e conventos. A resposta é simples: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 32). Trata-se da liberdade própria daquele que fala com autoridade e simplicidade, movido por uma convicção inabalável, pois a Verdade é simples, perfeita, infinita, imutável, eterna e única. A Verdade é o próprio Deus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Teologia Moral, um famoso axioma prescreve: Bonum ex integra causa, malum ex quocumque defectu (“Para que uma coisa seja boa, deve sê-lo em toda a sua integridade; para que seja má, basta-lhe um único defeito”).</span><span id="more-35686"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Queridos fiéis, nestes tempos incertos em que vivemos, este axioma deve nos animar a abraçar, mais do que nunca, a Tradição em sua totalidade. Quando muitos exigem apenas uma parte da fé ou a alteram em múltiplos aspectos, este princípio já os condena. Quando abordamos o conceito de estado de necessidade, referimo-nos a um momento em que se cessa a vigência ordinária de certas leis positivas ou disciplinarias (atos exteriores) devido à impossibilidade de observá-las sem dano grave e recorre-se a princípios mais elevados em vista de conservar um bem superior. Deste modo, afirma a teologia moral que o fim reto especifica o agir e lhe confere a sua razão de bondade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">À primeira vista, alguém poderia erroneamente supor que a máxima atribuída a Nicolau Maquiavel (“os fins justificam os meios”) estaria correta. A precisão teológica, no entanto, aclara que o fim reto determina a bondade da obra, sempre quando os atos exteriores (o objeto) e as circunstâncias que os acompanham não sejam intrinsecamente maus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para trazer essa reflexão ao plano concreto imaginemos um homem honrado que recebe a notícia de que sua esposa entrou em trabalho de parto iminente. Ele a acomoda no carro e parte às pressas rumo ao hospital. Para ele, os limites normais de velocidade deixam de vigorar da mesma forma; um sinal vermelho não o detém e os radares registrarão apenas as lembranças dessa nova vida que vem ao mundo. O quadro é claro. Todos hão de concordar que, ainda que a infração seja registrada e a multa chegue à residência desse pai, jamais o acusaríamos de violar de má-fé as leis de trânsito. Pelo contrário: se esse pai decidisse parar em cada sinal e reduzir timidamente a velocidade a cada radar enquanto a vida de sua esposa e de seu filho estivesse em risco, todos exclamariam: &#8211; “Que seja preso este inconsequente!” Por mais que os guardas de trânsito não compreendam a gravidade do momento e apliquem a sanção, isso não faz do pai um criminoso. Se a causa justa que moveu o pai a transgredir uma norma positiva de trânsito era boa, a ação em seu conjunto foi boa. Pretender que avançar o sinal tenha sido uma imprudência, mas ultrapassar o limite de velocidade não o tenha sido, seria fazer uma distinção artificial, sem qualquer fundamento na realidade (Bonum ex integra causa, malum ex quocumque defectu). Se faltar à norma no primeiro caso fosse errado, faltar no segundo também o seria — e salvar o recém-nascido tornar-se-ia, absurdamente, uma ação má. Havendo, porém, um estado de necessidade superior fundado em um bem maior, a ação inteira se justifica, pois não infringe nenhuma lei natural ou divina. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordar este princípio moral é de grande importância para apaziguar nossos firmes fiéis em seu combate, para instruir e fortalecer os que ainda estão perplexos e esclarecer, com cuidado paternal, aqueles que se erigem como juízes supremos sobre quais sacramentos receber na FSSPX e quais não. A situação atual é grave e nos exige uma profunda coerência no agir — um profundo amor à Verdade que se alcança na oração e na contemplação do Crucifixo, o único “livro” escrito pelas próprias mãos do Salvador! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabemos, com rigor e coerência, que se nossos matrimônios fossem inválidos, todos os demais sacramentos se tornariam ao menos ilícitos. Contudo, com a consciência límpida de que o nosso único fim (sem infringir nenhuma lei natural ou divina) — perante a grave crise que assola a Igreja — é conservar a Doutrina de sempre, a Tradição perene e os dogmas infalíveis da Esposa de Cristo, sustentamos com firme certeza a bondade de nosso apostolado em seu todo e dos sacramentos que administramos. Nos respaldamos nos próprios cânones do Direito Canônico e diante da dolorosa dificuldade dos fiéis em encontrar sacerdotes que ofereçam bons conselhos na confissão ou instruam adequadamente os noivos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi esta Verdade a causa das dores do Imaculado e Doloroso Coração de Maria; mas foi também pela fidelidade à Verdade — o Verbo Encarnado — a razão pela qual, “terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. (S.S. Pio XII) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa Senhora das Dores, rogai por nós! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Pio X, rogai por nós!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre João Maria Ferreira da Costa, Prior</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/boletim-prioradosp-setembro-2026.pdf">CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BOLETIM COMPLETO DE SETEMBRO/26, QUE INCLUI O CALENDÁRIO LITÚRGICO DO MÊS, AVISOS, ETC.</a></strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-setembro26/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
