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	<title>DOMINUS EST &#187; Textos e Reflexões</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DOM SCHNEIDER NOVAMENTE: A FSSPX PERTENCE À NOSSA FAMÍLIA. ELA NÃO ESTÁ FORA DA IGREJA</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:33:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[For anyone still capable of looking beyond the tribalism. . . pic.twitter.com/RKBoQibPn0 — Michael J. Matt (@Michael_J_Matt) July 2, 2026 “Ela não é, de forma alguma, cismática. E precisamos corrigir o próprio significado de ‘cismático’. Nos últimos séculos, tivemos uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/dom-schneider-novamente-a-fsspx-pertence-a-nossa-familia-ela-nao-esta-fora-da-igreja/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p dir="ltr" lang="en" style="text-align: center;">For anyone still capable of looking beyond the tribalism. . . <a href="https://t.co/RKBoQibPn0">pic.twitter.com/RKBoQibPn0</a></p>
<p style="text-align: center;">— Michael J. Matt (@Michael_J_Matt) <a href="https://x.com/Michael_J_Matt/status/2072808287649644843?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><script src="https://platform.x.com/widgets.js" async="" charset="utf-8"></script></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">“Ela não é, de forma alguma, cismática. E precisamos corrigir o próprio significado de ‘cismático’. Nos últimos séculos, tivemos uma visão muito reducionista do que é cisma, uma visão completamente legalista. E também tivemos uma visão reducionista do que é obediência. Chegamos até a absolutizar a obediência ao Papa, que é uma criatura, não Deus. O Papa não é Deus. E, de fato, devo afirmar que na mentalidade de muitas pessoas, tradicionais ou conservadoras, inclusive bispos e cardeais até os dias de hoje —, há uma divinização implícita do papa. Digo implícita. Não formal, não explícita, implícita. Portanto, qualquer desobediência é imediatamente rotulada: você é cismático, porque é desobediente.</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Isso era estranho à grande tradição da Igreja. Era completamente estranho aos Padres da Igreja. Sou um estudioso da patrística e, portanto, quando Santo Atanásio desobedeceu ao papa, este o excomungou. E o mesmo fez o Papa Libério. Creio que essa excomunhão foi de natureza formal. Naturalmente, segundo a lei, tratava-se de uma excomunhão. Mas acredito que essa excomunhão foi, aos olhos de Deus, inválida. Como pôde o Papa Libério, que colaborou de alguma forma com os arianos, com tamanha ambiguidade, excomungar o maior defensor da ortodoxia? Aos olhos da história, essa excomunhão do Papa Libério contra Santo Atanásio foi injusta e, creio eu, inválida aos olhos de Deus. </span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Penso que neste momento, a questão das sagrações da Fraternidade São Pio X é, de certa forma, providencial. Deus permite isso porque somos uma grande família e a Fraternidade São Pio X faz parte da nossa família. Ela não está fora da Igreja.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">+ </span><strong><span class="tm8">Atanásio Schneider</span></strong><span class="tm6"> </span></span></p>
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		<title>CISMÁTICOS BONS X “CISMÁTICOS” MAUS</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Frédéric Weil]]></category>

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		<description><![CDATA[Roma condena a FSSPX em nome do cisma, ao mesmo tempo em que faz vista grossa a cismas bem reais. Ainda se pode falar em coerência? Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est É possível ter um raciocínio lógico e, ainda &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/cismaticos-bons-x-cismaticos-maus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/3egjw76.jpg?itok=-yobhrYQ" alt="" width="547" height="312" /><p class="wp-caption-text"><strong><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV e o catolicato Aram I, líder da Igreja cismática armênia, na audiência geral na Praça de São Pedro, Vaticano, em 20 de maio de 2026.</span></strong></p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Roma condena a FSSPX em nome do cisma, ao mesmo tempo em que faz vista grossa a cismas bem reais. Ainda se pode falar em coerência?</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/les-bons-et-les-mauvais-schismatiques-59995">DICI</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível ter um raciocínio lógico e, ainda assim, estar errado. Mas o inverso não é possível: afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. É assim que alguns tentam usar as próprias armas da FSSPX, procurando demonstrar a incoerência de uma posição que afirma, ao mesmo tempo, jurar obediência ao papa e, no entanto, desobedecê-lo abertamente. Não se trata aqui de voltar a discutir a fragilidade de tal objeção, que esquece que a autoridade pode falhar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O objetivo não é discutir novamente a coerência da posição da FSSPX, que já foi amplamente comprovada, aliás —, mas de examinar a coerência da própria Roma. Sem admitir, nem por um instante, que a FSSPX seja cismática, examinemos se Roma é coerente ao tratá-la como tal, tendo em vista sua atitude em relação a grupos verdadeiramente cismáticos:</span><span id="more-35434"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; Roma <a style="color: #000000;" href="https://fsspx.news/fr/news/peut-interdire-la-fsspx-ce-que-lon-permet-au-parti-communiste-chinois-57189">reconheceu as sagrações episcopais com jurisdição realizadas em um espírito claramente cismático pelo Partido Comunista Chinês</a> e continua a reconhecer bispos nomeados por um governo oficialmente ateu e doutrinariamente materialista que busca controlar e subverter a doutrina católica para fins ideológicos. No entanto, Roma se recusa a reconhecer as sagrações episcopais sem jurisdição realizadas sem intenção cismática pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) para o bem das almas. O cisma reivindicado é tolerado; o cisma explicitamente rejeitado é condenado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; As excomunhões de 1054 contra os chamados cismáticos &#8220;ortodoxos&#8221; — também hereges em vários pontos(1) foram revogadas e &#8220;legadas ao esquecimento&#8221; por Paulo VI em 1965(2). Desde então, os ortodoxos sagraram centenas de bispos com jurisdição, sem mandato papal, sem a menor consideração por Roma e contra a vontade do Papa(3), sem que o Vaticano lhes impusesse a menor sanção. No entanto, a FSSPX só teve suas excomunhões revogadas em 2009(4) para vê-las serem restabelecidas apenas alguns anos depois, por sagrações que, aliás, não conferiam jurisdição, realizadas em situação de necessidade e com uma vontade genuína de obter a compreensão de Roma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; O novo Código de Direito Canônico de 1983, no cânon 844 §2, permite que católicos — em desrespeito à disciplina tradicional — se confessem a um padre cismático em determinadas circunstâncias e reconhece, de passagem, a validade habitual do sacramento da penitência entre certos cismáticos(5). No entanto, o decreto de 2 de julho nega essa validade das confissões aos padres da FSSPX. Por que lógica singular a confissão seria válida entre os cismáticos orientais, mas inválida na FSSPX, considerada cismática?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; O cânon 1117 do mesmo Código dispensa aqueles que nasceram no cisma da obrigação de observar a “forma canônica” do matrimônio. Em outras palavras, os matrimônios entre cismáticos são considerados válidos à luz do direito canônico. Por outro lado, a nota de 2 de julho considera inválidos os casamentos celebrados no seio da FSSPX, mas, ao mesmo tempo, considera a FSSPX como cismática desde 1988, correndo o risco de uma contradição total(6).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5 &#8211; O cardeal Ratzinger afirmava, a respeito dos cismáticos orientais, que “Roma não deve exigir do Oriente, no que diz respeito à doutrina do primado, mais do que aquilo que foi formulado e vivido durante o primeiro milênio”.(7) Por outro lado, a nota do Dicastério para a Doutrina da Fé exige que os membros da FSSPX reconheçam que o Concílio Vaticano II constitui um magistério autêntico ao qual se deve aderir. Aos primeiros, pede-se os primeiros mil anos; à FSSPX, os últimos cinquenta anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; Seguindo os passos de João Paulo II, Roma reconhece agora os cismáticos orientais como “Igrejas irmãs”, e documentos romanos oficialmente aprovados afirmaram — em desrespeito ao dogma proclamado por Bonifácio VIII — que a primazia do papa não era um elemento necessário para a salvação(8) e que a conversão dos cismáticos orientais não deveria mais ser buscada. (9) No entanto, o DDF declarou, em 2 de julho, em um tom que se pensava ter desaparecido sem deixar vestígios após o Concílio Vaticano II, que “todos os fiéis são exortados a permanecer firmes na comunhão com o Pontífice Romano”. Isso dirigido à FSSPX, que, no entanto, reitera a primazia do papa contra e apesar de um colegialismo destrutivo da autoridade pontifícia. O que já não é relevante para os verdadeiros cismáticos, que não reconhecem essa primazia, passa a ser reivindicado de forma teatral diante daqueles que, no entanto, já reconhecem essa primazia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; O Papa estendeu seu tapete vermelho para receber <a style="color: #000000;" href="https://fsspx.news/fr/news/le-saint-siege-deroule-le-tapis-rouge-devant-sarah-mullally-description-du-voyage-58848">a “arcebispa” de Canterbury, Sarah Mullaly</a>, com todas as honras devidas a um arcebispo, embora a doutrina católica não reconheça nem a validade das sagrações anglicanas nem a ordenação de mulheres e, além disso, defenda posições gravemente contrárias à moral tradicional sobre a homossexualidade, a comunidade LGBT e o aborto. No entanto, Roma não se apressa em responder às cartas do Superior Geral de uma congregação plenamente católica e se recusa obstinadamente a atender aos seus repetidos pedidos para ser recebido pelo Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; No último dia 26 de março, Roma promoveu Dom Heiner Wilmer da sé de Hildesheim para a de Münster, três vezes maior. No entanto, esse bispo apoia abertamente o Caminho Sinodal alemão, cujas reivindicações conduzem cada vez mais ao cisma e até mesmo à heresia: ordenação de mulheres, questionamento da moral sexual, bênção de casais do mesmo sexo. Roma recompensa, assim, um bispo que acompanha essa deriva cismática, ao mesmo tempo em que nega a nomeação de bispos àqueles que se esforçam para manter intacta a fé católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9 &#8211; Em 5 de março de 2023, o cardeal Fernández, então arcebispo de La Plata, <a style="color: #000000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=-6kE6WpOZb0">proferiu uma homilia</a> na qual criticava a teologia tradicional da Igreja: “[A Igreja] desenvolveu toda uma filosofia e uma moral repletas de classificações, para classificar as pessoas, para colar rótulos nelas. ‘Este é assim, aquele é assado. Este pode receber a comunhão, aquele não. A este, podemos perdoar; àquele, não&#8230;’ É terrível que isso tenha acontecido conosco na Igreja. Graças a Deus, o Papa Francisco nos ajuda a nos libertar desses esquemas. » No entanto, aquele que recusava dessa forma a exclusão e os rótulos, pronuncia hoje a exclusão de tantos fiéis ligados à fé católica, classifica-os sob o rótulo infamante de &#8220;cismáticos&#8221; e estabelece condições <em>sine qua non</em> precisas para o “retorno” dos membros da FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve-se, então, concluir que existiriam duas categorias de cismáticos? Os primeiros, os “bons cismáticos”, recebidos com benevolência quando rejeitam efetivamente os dogmas católicos e a autoridade da Sé Apostólica. Os segundos, os “maus cismáticos”, tratados com severidade inflexível porque se recusam a aceitar que a doutrina católica seja alterada, ao mesmo tempo em que se esforçam por permanecer unidos ao Pontífice Romano. Em outras palavras, maus cismáticos… precisamente porque não são cismáticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, essa atitude possui, em sua essênciauma certa coerência evocada por Nosso Senhor quando afirma: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). De fato, não se pode procurar aproximar-se das periferias da Igreja sem, ao mesmo tempo, afastar-se de seu centro. Não se pode oferecer amizade àqueles que rejeitam a fé católica sem acabar por olhar com desconfiança para aqueles que se esforçam por mantê-la intacta e que, mais cedo ou mais tarde, tornam-se uma reprovação viva e um obstáculo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Consequentemente, torna-se quase inevitável que aqueles que rejeitam a fé sejam tratados como parceiros, enquanto aqueles que se recusam a abandoná-la tornam-se os verdadeiros adversários. A severidade de Roma presta, assim, um testemunho indireto à integridade da FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Frédéric Weil, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Em particular, a primazia papal, a infalibilidade papal e a Imaculada Conceição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) <a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/paul-vi/fr/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651207_common-declaration.html">Declaração conjunta do Papa Paulo VI e do Patriarca Atenágoras de 7 de dezembro de 1965.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) A menos que se considere, de forma arriscada, que os papas aceitem tais sagrações, o que levanta muitos outros problemas teológicos graves e constitui mais uma incoerência em relação à FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(4) É importante notar que o decreto de 2009 apenas revogou as supostas excomunhões dos quatro bispos, sem jamais mencionar os sacerdotes da FSSPX. Deve-se concluir que Roma não considerava os padres da FSSPX como excomungados, ao contrário do que afirma a surpreendente nota de 2 de julho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(5) O cânon 844 §2 afirma: “[…] os fiéis a quem seja física ou moralmente impossível recorrer a um ministro católico, podem licitamente receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos doentes dos ministros não católicos, em cuja Igreja existam aqueles sacramentos válidos”. Este cânon pressupõe logicamente que o sacramento da Penitência já seja costumeiramente válido entre os cismáticos, mesmo antes da exceção em questão. O Diretório para a Aplicação dos Princípios e Normas sobre o Ecumenismo de 1993 reitera a mesma disposição no parágrafo 123, precisando que isso se aplica aos ministros das Igrejas cismáticas orientais. Isso levanta uma questão subsidiária, pois o cânon 966 exige que o sacerdote que confessa tenha recebido essa faculdade da autoridade, assim como o cânon 722, §2, do Código das Igrejas Orientais. De que maneira se considera que os cismáticos tenham recebido essa faculdade de confessar de uma autoridade pontifícia que, no entanto, é por eles rejeitada? Duas hipóteses: – Ou Roma concede uma substituição de jurisdição geral aos cismáticos, caso em que não se entende por que tal coisa seria negada à FSSPX. – Ou Roma se baseia na nova ideia do Concílio Vaticano II, segundo a qual a jurisdição seria conferida pela sagração episcopal, para concluir que os bispos cismáticos podem conceder essa faculdade de confessar aos seus sacerdotes. Mas, então, como Roma poderia justificar que a FSSPX não disponha desse poder? Seria preciso concluir que a FSSPX efetivamente não possui nenhuma jurisdição, como ela mesma afirma, o que implica que a jurisdição não decorre dasagração, ao contrário do que sustenta o Concílio Vaticano II, e, portanto, que a FSSPX não é cismática? Que entenda quem puder&#8230; Por nossa parte, continuaremos a confessar validamente em virtude de uma suplência de jurisdição decorrente da analogia do direito (can. 20/CIC 1917; can. 19/CIC 1983).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(6) Partindo do pressuposto de que a FSSPX seja cismática (o que não admitimos), seria, por outro lado, coerente, à luz do direito canônico, considerar inválidos os casamentos dos católicos que “entraram em cisma” ao longo de suas vidas, pois seriam então considerados como tendo abandonado a Igreja por meio de um ato formal e, portanto, abrangidos pelo Motu proprio Omnium in mentem de Bento XVI, que os obriga a seguir a forma canônica e, assim, invalida seus casamentos. Mas isso jamais poderia se aplicar a duas partes que nasceram após 1988 na FSSPX, em virtude do cânon 1117. Deve-se, portanto, ver na nota de 2 de julho um reconhecimento velado de que os fiéis da FSSPX seriam, em grande parte, católicos provenientes das estruturas oficiais? Ou seria necessário, afinal, ver nela uma admissão de que a FSSPX não é cismática e, portanto, está sujeita às leis comuns da Igreja sobre a forma canônica do matrimônio? Deixamos que Roma tente resolver suas próprias contradições e, por nossa parte, continuaremos a casar validamente os fiéis em virtude do cânon 1098/CIC 1917 (c. 1116/CIC 1983).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(7) Joseph Ratzinger, Theologische Prinzipienlehre: Bausteine ​​​​zur Fundamentaltheologie, Munique, 1982, p. 209 [trad. francês. Os Princípios da Teologia Católica. Esquisse et matériaux, Paris, Téqui, 1985, p. 222].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(8) “O ius divinum não deve ser interpretado como implicando que a primazia universal, enquanto instituição permanente, tenha sido diretamente instituída por Jesus durante sua vida na Terra. Esse termo também não significa que a primazia universal seja uma “fonte da Igreja”, como se a salvação de Cristo devesse passar por ela”, Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana (ARCIC I), citada pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos em O Bispo de Roma: Primazia e Sinodalidade nos Diálogos Ecumênicos e Respostas à Encíclica Ut unum sint, publicada com a aprovação do Papa Francisco, n.º 49.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(9) “Esta forma de ‘apostolado missionário’, [&#8230;] que tem sido chamada de ‘Uniatismo’, não pode mais ser aceita nem como método a ser seguido, nem como modelo da unidade almejada por nossas Igrejas. » Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, O uniatismo, método de união do passado, e a busca atual da plena comunhão (Declaração de Balamand, 23 de junho de 1993), n.º 12, citado pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos em O Bispo de Roma. Primazia e sinodalidade nos diálogos ecumênicos e nas respostas à encíclica Ut unum sint, publicado com a aprovação do Papa Francisco, n.º 131.</span></p>
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		<title>RELATOS INDICAM UMA FREQUÊNCIA REGULAR OU CRESCENTE NAS CAPELAS DA FSSPX EM TODO O MUNDO.</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 18:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Registros da frequência às Missas de domingo indicam que a ameaça de excomunhão do Vaticano aos fiéis que &#8220;aderem&#8221; ao &#8220;cisma&#8221; da FSSPX não desestimulou a frequência às suas capelas. Fonte: Life Site News &#8211; Tradução: Dominus Est Várias reportagens &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/relatos-indicam-uma-frequencia-regular-ou-crescente-nas-capelas-da-fsspx-em-todo-o-mundo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/07/shutterstock_506390818.jpg" alt="Featured Image" width="549" height="342" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Registros da frequência às Missas de domingo indicam que a ameaça de excomunhão do Vaticano aos fiéis que <em>&#8220;aderem</em>&#8221; ao &#8220;<em>cisma</em>&#8221; da FSSPX não desestimulou a frequência às suas capelas</strong>.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/reports-indicate-regular-or-increased-attendance-at-sspx-chapels-worldwide/">Life Site News</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/news/reports-indicate-regular-or-increased-attendance-at-sspx-chapels-worldwide/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Várias reportagens indicam que, desde que o cardeal Víctor Manuel “Tucho” Fernández emitiu um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_ddf_doc_20260702_decreto-scomunica-fsspx_it.html">decreto</a></span> de excomunhão contra a Fraternidade São Pio X (FSSPX) por suas sagrações episcopais, a frequência às capelas da FSSPX permaneceu estável ou  mesmo aumentou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Republicando fotos tiradas no último domingo em frente às capelas da FSSPX como prova, a Mason-Dixon Latin Mass Mason-Dixon <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://x.com/MDLatinMass/status/2073870929348722754">compartilhou</a></span> no domingo que &#8220;<em>as capelas da FSSPX estão lotadas hoje</em>&#8221; e que há filas de pessoas tentando entrar nas capelas que se estendem pelas calçadas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“As pessoas estão se ajoelhando nas ruas em frente às igrejas apenas para poderem estar presentes no Santo Sacrifício da Missa”,</em> observou a conta do X.</span><span id="more-35446"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fotos compartilhadas pelo grupo de mídia católica Restoring the Faith mostram fiéis ajoelhados do lado de fora das capelas da FSSPX em Roma e Barcelona devido à falta de espaço na capela. </span></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p dir="ltr" lang="it" style="text-align: center;">‍♂️ Diverse foto mostrano un’interessante partecipazione di fedeli nelle cappelle FSSPX oggi, con persone fino in strada. Così ad occhio il tandem Fernández-Müller ha fatto un servizio involontario alla Tradizione. Schema 1988 rispettato al millimetro. Più forte, ragazzi! <a href="https://t.co/RMAsxR7FI1">pic.twitter.com/RMAsxR7FI1</a></p>
<p style="text-align: center;">— Radio Spada (@RadioSpada) <a href="https://x.com/RadioSpada/status/2073832848390299939?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></p>
</blockquote>
<p><script src="https://platform.x.com/widgets.js" async="" charset="utf-8"></script> Uma foto da capela da FSSPX em São Paulo, Brasil, mostra uma longa fila de pessoas esperando para entrar na Missa das 9h de domingo.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p>
Fila no Priorado para Missa das 9 h. Aguardando a saida dos fiéis da missa das 7h. Pessoal ainda não preencheu o &#8220;Formulário&#8221; do Tucho! Rsrs FSSPX SÃO PAULO BRASIL. <a href="https://t.co/22seH8dYpV">pic.twitter.com/22seH8dYpV</a> — Trad+ (@RoiChrist34672) <a href="https://x.com/RoiChrist34672/status/2073762558830432766?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a>
</p></blockquote>
<p><script src="https://platform.x.com/widgets.js" async="" charset="utf-8"></script></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma fila semelhante se formou para uma igreja da Fraternidade São Pio X (FSSPX) no norte de Idaho, que fica a nove minutos de carro de uma igreja da Fraternidade de São Pedro (FSSP).</span></p>
<p style="text-align: center;">There is a line out the door to get to the SSPX Mass in North Idaho.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p dir="ltr" lang="en">It’s been like this all morning. Packed, standing room only….</p>
<p>This is the 5th mass today, and it’s not the last either. <a href="https://t.co/jllGlLGeVm">pic.twitter.com/jllGlLGeVm</a></p>
<p>— David J. Reilly (@realDaveReilly) <a href="https://x.com/realDaveReilly/status/2073841694832033798?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><script src="https://platform.x.com/widgets.js" async="" charset="utf-8"></script></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O “The Catholic Esquire” <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://x.com/EsquireCatholic/status/2073901111837446604">noticiou</a></span> que o priorado da FSSPX em Denver estava lotado para a Missa de domingo, apesar da existência de uma paróquia da FSSP a menos de uma hora de distância de carro. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_ddf_doc_20260702_decreto-scomunica-fsspx_it.html">Os registros de frequência às Missas nas capelas da FSSPX indicam que a ameaça</a></span> de excomunhão do Vaticano aos fiéis que <em>&#8220;aderem&#8221;</em> ao &#8220;cisma&#8221; da FSSPX não desestimulou a frequência às capelas da FSSPX. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo Jeff Cassman, um homem católico <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://x.com/JeffCassman/status/2073898029573173737">disse</a></span> que não ia à Missa há 10 anos, mas que desejava participar de uma Missa da FSSPX após as sagrações e excomunhões para &#8220;<em>ver do que se tratava</em> tudo isso&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma nota emitida pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) afirma que “<em>a imposição de uma pena canônica sobre leigos pertencentes à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X não deve ser presumida automaticamente, mas sim avaliada caso a caso</em>”. Afirma ainda que leigos que assistem frequentemente às celebrações litúrgicas da FSSPX e compartilham formalmente suas posições doutrinais, bem como aqueles que são membros da Ordem Terceira da Fraternidade, podem ser considerados “imputáveis” no que diz respeito ao cisma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota foi declarada ineficaz penalmente em relação aos leigos por canonistas. Um canonista <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://substack.com/home/post/p-204979512">escreveu</a></span> ao Dr. Peter Kwasniewski:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O que fica claro é que a excomunhão não pode ser imputada automaticamente aos fiéis em geral. Primeiro, porque a Nota não é um instrumento penal. Somente o Decreto (aquele que abrange os seis bispos) tem efeito penal efetivo. A nota explicativa, onde aparecem as alegações sobre a excomunhão de leigos, é um documento expositivo/doutrinário, não uma lei, um preceito ou uma sentença declaratória. Ela não pode, por si só, impor ou declarar uma censura. Parece que o DDF está agindo de forma amadora.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Mesmo em seus próprios termos, a nota exige julgamento individual. Ela incorpora a Nota de 1996 do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que estabelece um teste em duas partes para a &#8220;adesão formal ao cisma&#8221;: a saber, um elemento interno (uma vontade genuinamente cismática: escolher o julgamento pessoal em detrimento da obediência ao Papa) e um elemento externo (que se traduzirá em atos concretos). De acordo com o mesmo texto, a mera participação na Missa ou em ocasiões específicas, sem a adesão à postura desunificadora em si, não atende aos critérios. Cada caso deve ser julgado individualmente, no fórum apropriado — e não declarado de forma generalizada para todo um grupo de fiéis.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nota da DDF também é problemática porque os leigos não &#8220;<em>pertencem&#8221;</em> à FSSPX, já que se trata de uma sociedade sacerdotal e apenas os sacerdotes constituem seu quadro de membros efetivo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Três posts recentes sobre uma análise canônica da situação podem ser vistas aqui:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/analise-canonica-o-decreto-ddf-de-2026-sobre-a-fsspx/"><strong>ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX</strong></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-parecer-de-mais-um-canonista-sobre-a-possivel-excomunhao-apos-as-sagracoes/">O PARECER DE MAIS UM CANONISTA SOBRE A POSSÍVEL EXCOMUNHÃO APÓS AS SAGRAÇÕES</a> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/professor-da-diocese-de-maiorca-sobre-o-tema-das-sagracoes-nem-cisma-nem-pecado/">PROFESSOR DA DIOCESE DE MAIORCA SOBRE O TEMA DAS SAGRAÇÕES: “NEM CISMA, NEM PECADO”</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>AS 3 FRATERNIDADES</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR Algumas breves palavras sobre três fraternidades. Fonte: FSSPX México &#8211; Tradução: Dominus Est Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.  A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-3-fraternidades/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.mx/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/district-mexico/20260125t1900-pope-vespers-christian-unity-1811929-1-1024x683.jpg?itok=pbhjGBJm" alt="" width="734" height="424" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR</strong></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Algumas breves palavras sobre três fraternidades.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.mx/es/news/la-fraternidad-farisaica-la-fraternidad-conciliar-59866">FSSPX México</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> A </span><u><span class="tm10">fraternidade farisaica</span></u><span class="tm10"> não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão </span><em><span class="tm11">“sepulcros caiados</span></em><span class="tm10">”. E há a </span><u><span class="tm10">fraternidade conciliar</span></u><span class="tm10">, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: </span><em><span class="tm11">&#8220;não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”</span></em><span class="tm10">, &#8220;ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: </span><em><span class="tm11">“O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa</span></em><span class="tm10">” (25/6/2026): </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa"><span class="tm10">https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa</span></a></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> A ACI Prensa continua: “</span><em><span class="tm11">Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título &#8216;Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração</span></em><span class="tm10">&#8216;”.</span></span><span id="more-35338"></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;"> A fraternidade farisaica do Concílio é claríssima, e apenas os malabaristas, como o Padre Javier Olivera e o Padre Federico Highton, se dedicam diariamente a dar voltas e mais voltas ao assunto para fazê-lo parecer inofensivo, negando o estado de tremenda necessidade e o fato de que esse lixo causa estragos nas almas. São cúmplices do farisaísmo, quer queiram quer não.  </span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Filha do diabo, portanto, filha do pai da mentira, a fraternidade conciliar farisaica faz uso extensivo do engano. Assim como a fraternidade farisaica atribuía a Cristo a natureza do demônio, a fraternidade conciliar acusa os seguidores da Tradição Católica (em sua integridade) de não serem verdadeiramente católicos. É o que agora fazem o Papa Leão XIV, o Prefeito “</span><em><span class="tm11">Tucho” </span></em><span class="tm10">Fernández e padres como os mencionados acima, que, ao se referirem à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (a terceira), querem apresentá-la como estando fora da Igreja e sendo protestante. Esse circo esquizofrênico, que consiste em apontar nos outros aquilo que eles próprios estão pregando, praticando e endossando, desmorona por si só; e é preciso realmente colocar a Grande Muralha da China na frente dos olhos para não ver que foram os Papas conciliares e pós-conciliares que fizeram e continuam a fazer concessões ao Protestantismo e a outros movimentos heréticos e cismáticos. É por isso também que o grande discípulo de Bartolomé de las Casas, ou seja, o padre Federico Higton, preso à sua falta de realismo e obstinado em seu laboratório fraudulento, profere o que chama de &#8220;</span><em><span class="tm11">O Credo Lefebvrista Oculto&#8221;</span></em><span class="tm10"> com alegações infundadas, porque não consegue se livrar da realidade esmagadora de que Leão XIV pratica o falso ecumenismo que seus predecessores conciliares fundaram em documentos redigidos de próprio punho e implementados à risca. A evidência é agora o instrumento definitivo para obliterar esses sofistas eclesiásticos da atualidade.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Assim como outrora fez a hipócrita fraternidade farisaica com Cristo, também agora a astuta fraternidade conciliar — que permanece viva até os nossos dias com o Papa Leão XIV — tenta destruir a integridade católica; e, visto que hoje a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é a Ordem guerreira que luta com todas as forças em defesa dessa integridade, é lógico que, consequentemente, se busque igualmente a sua destruição: “</span><em><span class="tm11">Expulsarão vocês das sinagogas; e chegará o tempo em que quem os matar pensará que está oferecendo uma oferta a Deus</span></em><span class="tm10">” (Jo 16,2). </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">E, em relação à citação bíblica mencionada, dirigem-se à abominável fraternidade conciliar — que constitui uma violação direta do primeiro mandamento do Decálogo — as palavras do ilustre Monsenhor Straubinger: “Eles acreditarão que estão estar prestando um serviço a Deus: isto é, chega-se a cometer os maiores males acreditando estar agindo bem; ou seja, por falta de conhecimento da verdade revelada que nos torna livres, caímos nas armadilhas do pai da mentira (8, 44). Por isso diz: ‘porque não conheceram o Pai nem a Mim’, isto é, não os conheciam, embora presunçosamente acreditassem conhecê-los, para não se inquietarem com a indiferença deles (…). Esta é a &#8216;operação do erro&#8217; (da qual São Paulo fala com tanta eloquência em 2 Tes 2, 9ss.), pela qual Deus nos abandona por não termos acolhido com amor a verdade que está em sua Palavra (17, 17), e nos permite que “acreditemos na mentira”. Não foi esse, por acaso, o pecado de Eva e de Adão? Pois, se não tivessem acreditado no engano da serpente e confiado em suas promessas, é claro que não teriam ousado desafiar a Deus. Nossa situação será melhor do que a deles se aproveitarmos essa advertência de Jesus. Raramente alguém faz o mal pelo mal em si, e daí a especialidade de Satanás. Enganador extremamente habilidoso, ele nos leva ao mal sob a aparência do bem. Assim, Caifás condenou Jesus, dizendo piedosamente que ficava escandalizado ao ouvi-lo blasfemar, e todos concordaram com Caifás e cuspiram em Jesus por blasfêmia (Mt 26, 65 ss.). Ele nos anuncia aqui que assim acontecerá também com seus discípulos”.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Lá vão, então, os referidos eclesiásticos amigos da fraternidade conciliar, lá vão eles divulgando aos quatro ventos seu incenso falso, que consiste em “construir a fraternidade por meio do diálogo e da colaboração”; só que, como bem sabem, reservam à integridade católica o golpe, a condenação, o silêncio e a tentativa de assassinato. </span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10"> “</span><em><span class="tm11">Em seu discurso de boas-vindas – segundo Aciprensa – o Cardeal George Jacob Koovakad, Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, lamentou que o conceito de fraternidade &#8216;seja frequentemente considerado uma ideia utópica&#8217; (&#8230;)”, e o cardeal completa a farsa afirmando que “o Velho Continente é um rico caldeirão de grupos étnicos, línguas e tradições religiosas. Um patrimônio que deve ser valorizado para criar ‘uma sociedade inclusiva, coesa e harmoniosa que respeite a dignidade e os direitos humanos, incluindo o direito de professar e praticar a própria religião’.”</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Vamos relembrar e reavivar a triste e terrível distorção doutrinária que hoje se quer fazer passar por católica. Palavras de Leão XIV: <em>“Meu querido predecessor, o Papa Francisco, observou que o caminho sinodal da Igreja Católica ‘é e deve ser ecumênico, assim como o caminho ecumênico é sinodal’ (Discurso a S.S. Mar Awa III, 19 de novembro de 2022). Isso se refletiu nas duas Assembleias do Sínodo dos Bispos de 2023 e 2024, caracterizadas por um profundo zelo ecumênico e enriquecidas pela participação de numerosos delegados fraternos. Creio que este seja um caminho para crescermos juntos no conhecimento mútuo de nossas respectivas estruturas e tradições sinodais. Comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecumênicas e a comunicar uns aos outros quem somos, o que fazemos e o que ensinamos (…). Quanto mais buscamos e encontramos, em comunhão ecumênica, a unidade na fé em Jesus Cristo, mais nos tornamos uma só coisa também entre nós</em>”: </span><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.religiondigital.org/leon-xiv/leon-xiv-querido-predecesor-observo_1_1440759.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAYnJpZBExc1ZzMnA4Szc0R2RWdnJmb3NydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR7KkH-2kYY42wewFG-_U-rucL7ZM0VkkYOdgzIL6-G3S4oFqZFG6zhzn0zcoQ_aem_Nz"><span class="tm10">https://www.religiondigital.org/leon-xiv/leon-xiv-querido-predecesor-observo_1_1440759.html</span></a></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm10">Ah, sim, sim! Mais uma vez eles negaram e ainda vão negar… Lá vem mais uma vez a velha cantilena de que os “</span><em><span class="tm11">Lefe</span></em><span class="tm10">” interpretam mal o ecumenismo, ao qual chamam de falso. Por isso, deixamos aqui o que publicou a Aciprensa: </span><em><span class="tm11">“Líderes religiosos de destaque, representantes do cristianismo e das religiões dhármicas (budismo, hinduísmo, jainismo e sikhismo) compareceram a este encontro, concebido como uma oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco</span></em><span class="tm10">”. Porque a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar se alimentam mutuamente, aprendem uma com a outra e afirmam enriquecer-se, pois nelas se dá “</span><em><span class="tm11">a oportunidade para a escuta mútua, o aprendizado e o enriquecimento recíproco</span></em><span class="tm10">”</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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		<title>MÜLLER, CURA TE IPSUM!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est Entre os críticos mais severos das sagrações episcopais da FSSPX destaca-se o Cardeal Müller (que acabou de ordenar padres para o IBP), um dos principais expoentes do &#8220;conservadorismo&#8221;, que comparou os continuadores da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/muller-cura-te-ipsum/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/07/Jpg-1-1-1280x640.jpg" alt="Müller, cura te ipsum!" width="529" height="274" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/07/muller-cura-te-ipsum/">Radio Spada</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os críticos mais severos das sagrações episcopais da FSSPX destaca-se o Cardeal Müller (<span style="text-decoration: underline;"><strong>que acabou de ordenar padres para o IBP</strong></span>), um dos principais expoentes do <em>&#8220;conservadorismo&#8221;</em>, que comparou os continuadores da obra de D. Lefebvre ao herege Lutero e ao cismático Henrique VIII(1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bem, a ambas as acusações pode-se responder tranquilamente: <em>&#8220;Médico, cura-te a ti mesmo!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a Henrique VIII, que, como é sabido, deu origem a um cisma e a uma hierarquia antirromana para que seu adultério e concubinato fossem legitimados, lembramos que o Eminentíssimo esteve entre os defensores da ortodoxia da <em>Amoris laetitia</em> (aprovação prática do concubinato(2) e entre os críticos das modalidades de apresentação das infames <em>dubia(3)</em>.</span><span id="more-35418"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a Lutero, convém lembrar que o cardeal em questão está entre os signatários do documento católico-luterano “<em>Do conflito à comunhão</em>”(4), preparatório para a escandalosa comemoração do quinto centenário da rebelião protestante por parte de Bergoglio(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste documento ecumênico (portanto contrário à verdade revelada e à reta razão) encontram-se elogios ao herege saxão e afirmações que rebaixam, ao nível de meras percepções, as sentenças dogmáticas do Concílio de Trento e as heresias por elas anatematizadas, as quais negam implicitamente o dogma da transubstanciação:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">29 &#8211; Isso fica evidente nas declarações do cardeal Willebrands e do papa João Paulo II. A redescoberta dessas duas características centrais de sua pessoa e de sua teologia levou a uma nova compreensão ecumênica de LUTERO COMO “TESTEMUNHO DO EVANGELHO”.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">88 &#8211; O Concílio de Trento, embora em grande parte uma reação à Reforma Protestante, não condenou indivíduos ou comunidades, mas posições doutrinais específicas. Visto que seus decretos doutrinários foram redigidos, em grande parte, em reação ao que ele considerava erros protestantes, deu origem a uma atmosfera polêmica entre protestantes e católicos que tendeu a definir o catolicismo em contraste com o protestantismo.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">153 &#8211; A questão da realidade da presença de Jesus Cristo na Santa Ceia NÃO É UM OBJETO DE CONTROVÉRSIA entre católicos e luteranos.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem é que está agindo como luterano?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Doutor, cura-te a ti mesmo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, lembremos que Müller:</span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">utilizou palavras, no mínimo, confusas (e não há indícios de retratação) sobre a <a style="color: #000000;" href="https://www.radiospada.org/2019/12/sulla-verginita-perpetua-di-maria/">realidade física e biológica da virgindade de Maria durante e após o parto</a>(6)</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">ele usou palavras igualmente confusas (e não há retratações) no que diz respeito à Eucaristia, duvidando de que “Corpo e Sangue de Cristo” […] signifiquem os componentes materiais do homem Jesus durante sua vida ou em sua corporeidade transfigurada”(7);</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">ele aceitou de fato a declaração de <em style="font-weight: inherit;">Abu Dhabi(8)</em>, <em style="font-weight: inherit;">Querida Amazônia(9)</em> e <em style="font-weight: inherit;">Fratelli Tutti(10)</em>, marcos bergoglianos no caminho do neomodernismo, portanto radicalmente estranhos e opostos à fé apostólica católica romana.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://lanuovabq.it/it/scisma-compiuto-mueller-dalla-fraternita-uneresia-nella-prassi">https://lanuovabq.it/it/scisma-compiuto-mueller-dalla-fraternita-uneresia-nella-prassi</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2016/04/amoris-laetitia-un-documento-davvero-terrificante/">“<em>Amoris Laetitia</em>: un documento davvero terrificante” di don Mauro Tranquillo </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.uccronline.it/2017/02/01/il-card-muller-a-il-timone-non-e-amoris-laetitia-ad-aver-creato-confusione/">https://www.uccronline.it/2017/02/01/il-card-muller-a-il-timone-non-e-amoris-laetitia-ad-aver-creato-confusione/</a>, <a style="color: #0000ff;" href="https://www.catholicculture.org/news/headlines/index.cfm?storyid=30641">https://www.catholicculture.org/news/headlines/index.cfm?storyid=30641</a>, <a style="color: #0000ff;" href="https://web.archive.org/web/20170925040645/https:/cruxnow.com/commentary/2017/06/03/mullers-defense-amoris-laeitia-reads-church-tradition/">https://web.archive.org/web/20170925040645/https://cruxnow.com/commentary/2017/06/03/mullers-defense-amoris-laeitia-reads-church-tradition/</a>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.christianunity.va/content/unitacristiani/it/dialoghi/sezione-occidentale/luterani/dialogo/documenti-di-dialogo/2013-dal-conflitto-alla-comunione.html?fbclid=IwY2xjawS18zBleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBSRUF1QklhTGk4Z2R1bU5rc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHuivUN9zJgIRAor4a_CEcV1HrwmFZ6_d3GedYb9gTdEkqRaIi_BOHS2YsJLo_aem_WwlOUxuK5YLKJco51UsxFA">https://www.christianunity.va/content/unitacristiani/it/dialoghi/sezione-occidentale/luterani/dialogo/documenti-di-dialogo/2013-dal-conflitto-alla-comunione.html?fbclid=IwY2xjawS18zBleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBSRUF1QklhTGk4Z2R1bU5rc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHuivUN9zJgIRAor4a_CEcV1HrwmFZ6_d3GedYb9gTdEkqRaIi_BOHS2YsJLo_aem_WwlOUxuK5YLKJco51UsxFA</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2016/11/gratitudine-per-leresia-limbarazzante-dichiarazione-congiunta-di-lund/">https://www.radiospada.org/2016/11/gratitudine-per-leresia-limbarazzante-dichiarazione-congiunta-di-lund/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://collegeofcardinalsreport.com/it/cardinali/cardinal-gerhard-ludwig-muller/">https://collegeofcardinalsreport.com/it/cardinali/cardinal-gerhard-ludwig-muller/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://collegeofcardinalsreport.com/it/cardinali/cardinal-gerhard-ludwig-muller/">https://collegeofcardinalsreport.com/it/cardinali/cardinal-gerhard-ludwig-muller/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2020/01/muller-fa-distinguo-ma-intenzione-generale-dichiarazione-abu-dhabi-deve-essere-apprezzata/?fbclid=IwY2xjawS15jFleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETBSRUF1QklhTGk4Z2R1bU5rc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHtv02SJ3zZ0OLIxasJc1j3Zor78423X42VZ1yk44GG8up6gbEtj505OEwqBB_aem_plw0aEnIsMsQTcVQAJIrxg">https://www.radiospada.org/2020/01/muller-fa-distinguo-ma-intenzione-generale-dichiarazione-abu-dhabi-deve-essere-apprezzata/?fbclid=IwY2xjawS15jFleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETBSRUF1QklhTGk4Z2R1bU5rc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHtv02SJ3zZ0OLIxasJc1j3Zor78423X42VZ1yk44GG8up6gbEtj505OEwqBB_aem_plw0aEnIsMsQTcVQAJIrxg</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2020/02/gravissime-dichiarazioni-del-card-muller-su-querida-amazonia/">https://www.radiospada.org/2020/02/gravissime-dichiarazioni-del-card-muller-su-querida-amazonia/</a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2020/10/ovviamente-il-conservatore-muller-corre-a-difendere-fratelli-tutti/">https://www.radiospada.org/2020/10/ovviamente-il-conservatore-muller-corre-a-difendere-fratelli-tutti/</a></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>ANÁLISE CANÔNICA: O DECRETO DDF DE 2026 SOBRE A FSSPX</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo Cônego de Shaftesbury, vigário judicial (não pertencente à FSSPX) Fonte: Rorate Caeli &#8211; Tradução: Domimus Est A questão é se o Decreto e a Nota Explicativa emitidos pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) em 2 de julho de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/analise-canonica-o-decreto-ddf-de-2026-sobre-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><img class="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdh83rvlsmD_-B4AzIrNbALTk-lUKCpJkB5U9rdFrXLk83AmUCwX28lKYBOE_k_MUXRo4Lmgq-q4HtCn8gzCtQmUwUc70o06ujy_fqx5rzwUhT1vx28iHvHi0ENEiD4aNV3weOmVUGyyZfOqu5Ap5Lj8trZAUODMpSr2c17zYzoYIgfsviU7Dq/w320-h213/mick-haupt-7Kv1Elbagcc-unsplash.jpg" alt="" width="395" height="268" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Pelo Cônego de Shaftesbury, vigário judicial (não pertencente à FSSPX)</span></em></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://rorate-caeli.blogspot.com/2026/07/canonical-analysis-2026-ddf-decree-on.html">Rorate Caeli</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Domimus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">A questão é se o Decreto e a Nota Explicativa emitidos pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF) em 2 de julho de 2026 de fato concretizaram o que muitos afirmam, a saber, a excomunhão de seis bispos, mais de setecentos sacerdotes e um número não especificado de fiéis. A resposta sucinta, ao ler os documentos à luz do Código de Direito Canônico, é que não, não se concretizaram..</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">O próprio Decreto nomeia seis indivíduos: quatro bispos recém-sagrados, o sagrante principal (D. de Galarreta) e um co-sagrante (D. Fellay). A acusação contra os cinco primeiros baseia-se no cânon 1387 CDC, que impõe uma excomunhão </span><em><span class="tm7">latae sententiae</span></em><span class="tm8"> a qualquer bispo que sagre sem mandato pontifício, e também àquele que recebe tal sagração.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">É importante notar que D.Fellay não é acusado com base no cânon 1387, mas sim no cânon 1364 §1, a disposição geral sobre cisma. Esta é uma divergência juridicamente significativa. O Código não trata automaticamente a sagração episcopal não autorizada como cisma. A invocação da </span><em><span class="tm7">Ecclesia Dei Adflicta</span></em><span class="tm8"> (1988) pelo Cardeal Fernández para caracterizar o ato como cismático baseia-se num salto lógico (de um ato de desobediência para uma rejeição total da primazia papal, mas não se trata de um salto verdadeiro, visto que reafirmaram a sua fidelidade ao Santo Padre) que o texto do cânon 751 não sustenta. O cânon 751 define cisma como uma retirada da submissão: um repudio total e deliberado da autoridade, não um único ato de desobediência. Desobediência e cisma são ofensas distintas. Pode-se dizer &#8220;</span><em><span class="tm7">Não posso fazer isto</span></em><span class="tm8">&#8221; e ainda assim reconhecer uma autoridade. Isso não é o mesmo que dizer “</span><em><span class="tm7">Você não tem autoridade sobre mim”</span></em><span class="tm8">.</span></span><span id="more-35405"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Além disso, é necessário distinguir entre incorrer em uma pena e declarar uma pena. As penas </span><em><span class="tm7">latee sententiae</span></em><span class="tm8"> são automáticas no foro interno; aplicam-se no momento em que o delito é cometido, pressupondo-se que todas as condições de imputabilidade estejam preenchidas. Contudo, isso não equivale a uma pena </span><em><span class="tm7">declarada</span></em><span class="tm8">. O cânone 1720 exige que, antes da declaração de qualquer pena, o acusado seja:</span></span><span class="tm8" style="color: #000000;"> </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">1) informado da acusação e das provas; </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">2) tenha a oportunidade de se defender; </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">3) seja julgado em um decreto que indique os motivos de direito e de fato. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O cânone 1341 exige ainda que todos os recursos pastorais (correção, repreensão, diálogo) sejam esgotados antes do início do processo penal.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Nada disso foi feito pelos sacerdotes da Fraternidade. Parece haver um ar de má-fé na forma como todo o decreto foi redigido e apresentado. Nenhum sacerdote foi nomeado individualmente. Nenhuma acusação foi comunicada. Nenhuma oportunidade de defesa foi oferecida. A consequência prática dessa omissão é decisiva: o cânon 1335, §2, dispõe que, onde </span><em><span class="tm7">não</span></em><span class="tm8"> tenha sido declarada uma censura </span><em><span class="tm7">latae sententiae</span></em><span class="tm8">, um fiel pode solicitar sacramentos ou atos sacramentais por qualquer motivo justo, e o ministro não está impedido de os fornecer. O desejo por sacramentos válidos, doutrina ortodoxa e culto reverente (que até João Paulo II reconheceu como &#8220;</span><em><span class="tm7">aspirações legítimas</span></em><span class="tm8">&#8221; na </span><em><span class="tm7">Ecclesia Dei,</span></em><span class="tm8"> §5) constitui claramente causa justa.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Há também questionamentos quanto à Nota Explicativa. Uma Nota Explicativa que acompanha um Decreto não é uma lei, nem um decreto, nem um preceito penal, nem uma sentença judicial. Trata-se de um comentário doutrinário. O cân. 7 estabelece que uma lei deve ser promulgada. De acordo com o cân. 8, §1, as leis universais são promulgadas por meio da </span><em><span class="tm7">Acta Apostolicae Sedis</span></em><span class="tm8">, com um período padrão </span><em><span class="tm7">de vacatio legis</span></em><span class="tm8"> (período de espera, geralmente de três meses) antes de entrarem em vigor. A Nota foi publicada em um documento PDF e não atende a nenhum desses requisitos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O cânone 18 exige a interpretação estrita de qualquer instrumento que imponha uma penalidade ou restrinja direitos. Interpretação estrita, neste contexto, significa que o instrumento deve significar exatamente o que está escrito; nada mais, nada menos, e a ambiguidade deve ser resolvida em favor do acusado. A Nota não pode estender as penalidades do Decreto por meio de alegação, nem pode converter uma advertência em declaração.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Os cânones 29 e 30 restringem ainda mais o alcance da nota: um decreto geral vinculativo para uma comunidade exige autoridade legislativa, a qual a DDF, como dicastério executivo, não possui sem uma concessão papal expressa. Nenhuma concessão desse tipo é citada na Nota. A alegação da DDF de &#8220;</span><em><span class="tm7">adotar como sua&#8221;</span></em><span class="tm8"> uma opinião de 1996 do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos não sana esses defeitos. Esse texto de 1996 nunca foi submetido à interpretação autêntica nos termos do cânon 16, § 1, nunca foi promulgado nas </span><em><span class="tm7">Actas</span></em><span class="tm8"> e permanececomo um parecer doutrinário não vinculativo. Adotar um parecer por referência não o converte em lei.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Além disso, a própria gramática e o texto</span></em><span class="tm8"> do Decreto impede sua ampla aplicação. O Decreto, dirigido a sacerdotes e fiéis além dos seis bispos nomeados, não afirma que eles estejam excomungados. Adverte que incorreriam em excomunhão caso aderissem ao cisma. Trata-se de uma advertência condicional sobre conduta futura, não de uma declaração de censura presente. A Nota, então, passa, sem explicação, para o presente do indicativo, afirmando que os ministros da Fraternidade estão em cisma e sujeitos à censura. Os dois documentos, emitidos no mesmo dia e com as mesmas assinaturas, são gramatical e juridicamente inconsistentes.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Nos termos do cânon 18, em caso de conflito entre dois textos penais, prevalece e aplica-se a interpretação mais restritiva e menos punitiva. A linguagem condicional do Decreto é determinante; as afirmações indicativas da Nota não podem transformar retroativamente uma advertência em sentença.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Além disso, do ponto de vista processual/legal, uma excomunhão coletiva não é possível dessa forma. Isso viola a práxis canônica. O cânon 1321, § 1, exige que qualquer pena pressuponha uma violação externa gravemente imputável: uma violação cometida com malícia ou culpabilidade no caso concreto. Os cânones 1323-1324 enumeram circunstâncias (incluindo ignorância inculpável da lei ou da pena correspondente, temor grave e necessidade) que eliminam ou reduzem a imputabilidade. Essas não são considerações opcionais; sob o princípio da interpretação estrita (</span><em><span class="tm7">lex odiosa estreitada sunt</span></em><span class="tm8">), presume-se que as circunstâncias atenuantes estejam em vigor, a menos que se prove o contrário. Nenhuma prova nesse sentido foi oferecida ou abordada em relação a qualquer sacerdote ou leigo individualmente.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">A exigência de acusação individual, defesa individual e uma conclusão específica para cada caso, nos termos do Cân. 1720, não pode ser satisfeita por um único documento dirigido a um grupo. A tentativa de fazê-lo não é meramente defeituosa do ponto de vista processual; ela inverte a prática canônica e a presunção. O ônus recai sobre o acusador de provar que as circunstâncias atenuantes não se aplicam, e não sobre o acusado de demonstrar que elas se aplicam.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Aqui também se observa um duplo padrão. Isso também merece fundamentação canônica. Os rigorosos requisitos processuais dos cânones 1341, 1720 e 1321 existem precisamente para garantir que ninguém seja penalizado sem o devido processo legal. Esses requisitos foram rigorosamente aplicados nesse caso, justamente em sua violação. Um dicastério que&#8230;</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">1) emite condenações coletivas sem acusações individuais, </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">2) aplica um texto doutrinal como se fosse lei promulgada, </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">3) ignora cláusulas de exoneração obrigatórias</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">4) contradiz seu próprio Decreto no mesmo fôlego </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">&#8230;não pode alegar, de forma crível, fidelidade à lei que invoca.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Seja qual for a opinião de cada um sobre as posições que não suscitaram resposta penal comparável nas últimas décadas, a disparidade no tratamento é um fato notório. O Código exige o mesmo rigor processual, independentemente da matéria. Quando esse rigor é aplicado seletivamente, a autoridade da lei é minada, não por aqueles que resistem à pena, mas por aqueles que a impõem indevidamente.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Por fim, é importante ressaltar que a validade sacramental dos sacramentos administrados pela FSSPX não é afetada. A validade das confissões e dos casamentos da FSSPX não depende, de forma alguma, da questão da excomunhão.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">As faculdades de confissão foram concedidas por ato papal na </span><em><span class="tm7">Misericordia et Misera</span></em><span class="tm8"> §12 (2016) do Papa Francisco; a delegação matrimonial foi confirmada por uma carta </span><em><span class="tm7">da Ecclesia Dei</span></em><span class="tm8"> em 2017. A nota não revoga nenhuma das duas expressamente. De acordo com o cân. 21, nunca se presume a revogação de uma lei anterior. Um dicastério não pode derrogar um ato papal sem autorização papal específica, e nenhuma é citada. Mesmo no caso de futura revogação, o cân. 144 prevê jurisdição em casos de erro comum ou de dúvida positiva e provável. Dadas as décadas de declarações contraditórias de fontes curiais autorizadas sobre o status jurídico da Fraternidade, tanto a dúvida positiva quanto o erro comum estão prontamente disponíveis para sacerdotes e fiéis que agem de boa-fé.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9">Conclusão</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O Decreto de 2 de julho de 2026 alcançou um único objetivo: nomeou seis bispos como tendo incorrido em excomunhão latae sententiae, em consonância com a prática da Igreja desde 1988. Ele não declarou a excomunhão de nenhum sacerdote, e a nota que pretende estender essa condenação não é um instrumento juridicamente válido. Três pontificados têm tratado consistentemente os sacerdotes da Fraternidade como canonicamente irregulares, mas não excomungados; uma Nota Explicativa não vinculativa não altera essa situação.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Os fiéis que participam das missas da SSPX e buscam os sacramentos da Fraternidade não foram excomungados. A censura contra os bispos citados, mesmo que válida, não foi declarada contra os padres; uma censura não declarada não impede os fiéis de buscar os sacramentos por justa causa, nos termos do cân. 1335 §2; e as faculdades confessionais e matrimoniais anteriormente concedidas por ato papal permanecem em vigor. Nada nos documentos de 2 de julho altera a situação canônica prática para os fiéis.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***************************************</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Esse mesmo cônego já havia escrito uma análise canônica sobre a suposta excomunhão da FSSPX. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-parecer-de-mais-um-canonista-sobre-a-possivel-excomunhao-apos-as-sagracoes/">CLIQUE AQUI </a></span>para lê-la.</strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E um outro canonista, doutor e professor diocesano também já havia feito uma analise canônica.<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/professor-da-diocese-de-maiorca-sobre-o-tema-das-sagracoes-nem-cisma-nem-pecado/"> LEIA AQUI</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm9"><span style="text-decoration: underline;">NOTA DO BLOG:</span> o texto tem foco da punição a padres e fiéis. Sobre a questão das sagrações, se são injustas e nulas, pedimos que acesso nosso Especial dos Especiais <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>, com todos os estudos teológicos, canônicos e filosóficos sobre esse assunto a sobre a crise na Igreja em geral.</span></strong></span></p>
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		<title>A &#8220;EXCOMUNHÃO&#8221; DO ABSURDO (E O RIDÍCULO DOS &#8220;CONSERVADORES DE INTERNET&#8221;)</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 21:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est Em 1º de julho de 2026, Écône reafirmou sua missão: não um ato de rebeldia, mas um ato de suprema fidelidade. Enquanto a tempestade do Concílio continua a dilacerar o Corpo Místico, a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-excomunhao-do-absurdo-e-o-ridiculo-dos-conservadores-de-internet/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/07/Gemini_Generated_Image_pibntspibntspibn-1280x640.jpg" alt="La “scomunica” dell’assurdo (e il ridicolo dei “conservatori da tastiera”)" width="598" height="306" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/07/la-scomunica-dellassurdo-e-il-ridicolo-dei-conservatori-da-tastiera/">Radio Spada</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1º de julho de 2026, Écône reafirmou sua missão: não um ato de rebeldia, mas um ato de suprema fidelidade. Enquanto a tempestade do Concílio continua a dilacerar o Corpo Místico, a sagração de quatro novos bispos representa uma tábua de salvação. Representa a continuidade da ordenação, a sobrevivência do <em>Rito Romano</em> — aquele rito que uma hierarquia desorientada tentou, em vão, relegar ao esquecimento — e a garantia, segundo as promessas divinas, de que a missão católica não se extinga sob o peso do modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por essa razão, ler os delírios publicados por certos círculos que se autodenominam &#8220;conservadores&#8221; — os fariseus de sempre — é um exercício, árduo, de piedade. Eles tentam se agarrar a pretextos da liturgia e do direito canônico para jogar lama sobre a Fraternidade São Pio X, mas acabam apenas expondo sua pobreza espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espanto deles diante da não leitura de um mandato apostólico é sinal de que não compreenderam nada do que está acontecendo. A Igreja não é uma sociedade anônima onde tudo se resolve com uma delegação assinada. Quando a Sé Apostólica é ocupada por aqueles que minam a Fé, a autoridade não desaparece, e a necessidade exige que o essencial seja preservado. Ler a declaração do Padre Pagliarani não é um &#8220;abuso&#8221;, mas sim o ato de um pastor explicando ao seu rebanho por que, em tempos de naufrágio, não se espera pela ordem de um capitão que está afundando o navio.</span><span id="more-35391"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Comparar a Fraternidade a Lutero é um erro que revela a natureza de quem o comete. Lutero queria destruir o Primado de Pedro para fundar uma igreja subjetivista; a FSSPX sagra bispos justamente para <em>salvar</em> o Primado de Pedro de seu atual esvaziamento modernista. Comparar a defesa da Tradição a uma rebelião protestante é o último recurso de quem não tem mais argumentos teológicos e precisa recorrer à demonização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles acusam a FSSPX de mentir ao jurar obediência ao Papa. Esses senhores ignoram que a obediência ao Papa está sempre subordinada à obediência a Deus e à Sua lei. Jurar fidelidade ao Sucessor de Pedro significa jurar fidelidade ao seu ofício de Guardião do Depósito da Fé. Se aquele que ocupa o trono de Pedro trai esse Depósito, a obediência católica — a verdadeira obediência — exige que se permaneça fiel à Sé de Pedro, mesmo resistindo às ordens que levam à ruína das almas. Isso não é blasfêmia, é a distinção elementar entre o homem e o cargo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles têm a coragem de criticar fiéis que, após seis horas de celebração sob um sol escaldante ou uma chuva torrencial, tiveram um momento de distração, tentando fotografar ou documentar um evento que, para eles, é a própria vida? É um comportamento desprezível. Esses censores de teclado, que passam a vida procurando erros no irmão enquanto endossam as heresias oficiais, deveriam se olhar no espelho. Criticar quem reza de joelhos por causa de uma distração passageira é típico daqueles que buscam apenas um pretexto para condenar o coração de quem ainda tem a Fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, além disso, o cúmulo do ridículo: a tempestade. Para esses censores de teclado, a chuva teria sido um “sinal divino” de desaprovação em relação às consagrações. É realmente patético ver como certos indivíduos se improvisam intérpretes da vontade do Altíssimo sempre que o tempo não lhes agrada. Mas vamos raciocinar, se é que são capazes: se Deus quisesse impedir esse ato, teria se limitado a uma chuva passageira? Se o Céu estivesse realmente contra, não teria talvez desencadeado um tornado para varrer todas as tendas, todos os altares, todas as cadeiras e todos os equipamentos, dispersando a nós e à nossa “rebelião”? Pelo contrário, não. Para nós, aquela tempestade não foi um castigo, mas uma prova de amor e de fortaleza. Deus quis mostrar ao mundo quem possuía a temperança do verdadeiro católico. Ele quis testemunhar, diante dos olhos de um mundo indiferente e medroso, a dedicação inabalável de seu povo: idosos, jovens, pais, mães e crianças, todos ali, ajoelhados na lama, indiferentes à água que os encharcava, pois seu olhar estava fixo no Rei dos Reis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquela água lavou as mesquinharias de quem se fixa nas aparências, deixando brilhar a essência de uma fé que não se desintegra ao primeiro aguaceiro. Enquanto esses fariseus se preocupam com o clima suíço, deveriam, ao contrário, começar a tremer diante da tempestade doutrinária — essa sim, destrutiva! — que há anos devasta a Igreja sob seus olhares complacentes. Mas, como se sabe, para os fariseus é sempre infinitamente mais fácil olhar para o céu em busca de uma desculpa, do que olhar para a Verdade em busca de coragem</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que eles dizem não é informação; é propaganda para aqueles que temem a Tradição. Tentam assustar os fiéis falando em excomunhões, mas esquecem que a Fé é um dom que não se extingue com uma assinatura no rodapé de um documento, nem com um <em>blog</em> ofensivo. A Fraternidade cresce porque anuncia Cristo; eles se esforçam para escrever porque seu mundo, impregnado de modernismo e pusilanimidade, está desmoronando. Divirtam-se tentando conter o oceano com uma colher!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De qualquer forma, enquanto em Écône soprava um vento de serenidade sobrenatural, em Roma consumava-se a farsa. O Dicastério para a Doutrina da Fé, agora reduzido a um escritório de censura ideológica, tirou da cartola um decreto de “excomunhão” contra a Fraternidade. Um espetáculo que merece uma única reação: o riso amargo. Que um cardeal, que ganhou destaque na mídia mais por suas lições sobre “a <em>arte de beijar”</em> do que por seu rigor doutrinário, e apoiado por uma cúpula cujo magistério é motivo de constante perplexidade entre os fiéis, assine um ato de excomunhão, é uma peça de teatro do absurdo que nem mesmo Eugène Ionesco ousaria escrever.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, afinal, que peso tem um documento oficial desses? Em uma Igreja onde se estendem tapetes vermelhos às defensoras do aborto, onde se celebram “missas do arco-íris” e se assina a anulação da Cruz em nome de um falso ecumenismonglobal, a &#8220;excomunhão&#8221; por esses pastores não é uma infâmia: é uma medalha de mérito. Se essas pessoas o atacam, significa que você está no caminho dos santos. Diante de Tucho e de seus burocratas, a resposta é — como Aldo Maria Valli perspicazmente destacou — a de Totò: <em>&#8220;Faça-me um favor!</em> &#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O decreto pretende punir um “ato cismático”. Trata-se de um sofisma grotesco. Conforme reiterado ad nauseam, a Fraternidade nunca negou o Primado de Pedro; recusou o abuso desse poder quando ele é submetido à destruição do dogma. Existe um princípio sagrado, que o Dicastério ignora por conveniência: o estado de necessidade. Quando os pastores conduzem as ovelhas ao matadouro do erro, a <em>salus animarum</em> impõe o dever de agir. Consagrar bispos não é criar uma igreja paralela, é garantir que a Igreja de Cristo continue a respirar no deserto dos modernistas. Citar o cânon 1364 contra quem defende a Missa é o cúmulo da hipocrisia. O verdadeiro cisma é consumado por aqueles que romperam o vínculo com o Magistério perene. Citar o cânone 1387 por “abuso” por parte da Fraternidade é, além disso, uma piada involuntária: o verdadeiro abuso de poder é o desmantelamento sistemático da Tradição. O que eles apresentam é papel velho, sem valor perante o Tribunal de Deus. No ponto 1, a Nota Explicativa divaga sobre uma “recusa prática do Primado”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconhece-se o Papa, mas o Primado não é um passe livre para distorcer a Fé. O poder do Pontífice é concedido para edificar a Igreja, não para destruí-la. Rejeitar suas novidades heréticas não é cisma, é lealdade católica. O ponto 3, por sua vez, é pura blasfêmia jurídica: ousar definir como “inválidos” os sacramentos administrados por esses sacerdotes é um ato de violência espiritual sem precedentes. Pretende-se negar a Graça às almas, mas esquece-se da jurisdição de suplência (<em>Ecclesia supplet</em>). Quando a hierarquia trai, Deus não abandona seu povo: Sua Igreja, em seu cuidado maternal, supre onde pastores indignos falharam. Concluindo: esta Nota não é teologia, é uma declaração de guerra contra quem quer que ainda ouse professar a fé católica integral. Eles perderam o rumo da Tradição e agora tentam punir aqueles que, em meio aos escombros por eles provocados, tiveram a coragem de perseverar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas há mais, e aqui a vã pretensão do Dicastério fracassa miseravelmente também no plano do direito que eles próprios pretendem administrar. Mesmo que se quisesse — por mera hipótese acadêmica — admitir que a Fraternidade estivesse errada, o direito canônico proíbe radicalmente a aplicação da excomunhão neste caso. O direito, de fato, protege aqueles que agem por consciência, convictos de que se encontram em situação de necessidade. O cânon 1323, n.º 4, do Código de Direito Canônico estabelece que quem viola uma lei ou preceito por necessidade não está sujeito a punição. Mas, ainda mais decisivamente, a doutrina canônica ensina que não incorre em censura quem, <em>mesmo erroneamente</em>, mas de boa-fé, considere que subsiste um estado de necessidade tal que justifique sua ação. O Dicastério sabe disso muito bem: para punir a Fraternidade, deveria primeiro demonstrar que não existe nenhuma crise na Igreja, que não há nenhum desvio doutrinário e que não está em curso nenhum ataque ao Depósito da Fé. Mas, como a evidência da crise está aos olhos de todos – e somente quem está cego pelo modernismo pode negá-la –, a consciência do estado de necessidade é real, generalizada e fundamentada. Portanto, essa “excomunhão” não é apenas um ato injusto, mas um ato juridicamente nulo. Eles tentaram brandir a espada da lei, mas a lâmina se partiu em suas mãos. A própria lei que invocam, quando interpretada corretamente, condena-os à sua própria ineficácia. Tentar excomungar quem age para salvar a Missa e a Fé, em uma situação de emergência espiritual, é como tentar proibir o sol: um exercício de arrogância burocrática que não tem qualquer valor no foro interno perante Deus, nem qualquer solidez no foro externo, de acordo com os princípios do direito natural e canônico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o que dizer, por fim, da última ameaça dirigida ao “santo Povo de Deus”? O Dicastério, em seu delírio de onipotência, adverte os fiéis para que não adiram “formalmente” ao cisma da Fraternidade, sob pena de excomunhão latae sententiae. Traduzindo para uma linguagem compreensível: se o senhor, fiel, apoia a obra da Fraternidade e abraça sua luta pela Fé, teimosando em professar a doutrina de sempre e preferindo a Missa de sempre aos espetáculos pós-conciliares, então o senhor é “cisma” e está “excomungado”. Pois bem, se ser fiel à Igreja de sempre significa ser “cismático” para os senhores do Vaticano, então assumimos com orgulho esse “título”. Estamos em excelente companhia, ao lado de gerações de Papas, Bispos, Santos e Mártires que não se ajoelharam diante das novidades do mundo. Se a “excomunhão” é o preço a pagar por não sermos cúmplices da destruição da Fé, aceitamo-la como uma medalha. E então, visto que o número daqueles que decidiram preferir Deus aos homens está em constante e imparável crescimento: <strong>bom “cisma” a todos!</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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		<title>O CONCEITO MODERNISTA DE EXCOMUNHÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Revista Guarde a Fé, Ano I, nº 4, jul/set, 2019 Pe. Juan María de Montagut Puertollano A linguagem e os mitos modernistas Caros fiéis e amigos do Brasil, Os artigos do presente número da nossa revista Guarde a Fé são &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-conceito-modernista-de-excomunhao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.rbsdirect.com.br/imagesrc/14614868.jpg?w=700" alt="Raio atinge Basílica de São Pedro e causa repercussão na internet | GZH" width="559" height="375" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Revista </span><em><span class="tm7">Guarde a Fé</span></em><span class="tm6">, Ano I, nº 4, jul/set, 2019</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Pe. Juan María de Montagut Puertollano</span></strong></p>
<h1 class="tm9" style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">A linguagem e os mitos modernistas</span></strong></span></span></h1>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">Caros fiéis e amigos do Brasil,</span></em></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Os artigos do presente número da nossa revista </span><em><span class="tm7">Guarde a Fé</span></em><span class="tm6"> são densos o bastante para, após uma leitura atenta, entendermos um pouco melhor o mal do modernismo. Esta corrente de pensamento, que começou promovendo um movimento nos ambientes mais acadêmicos da Igreja, passou, do âmbito teórico da filosofia e teologia, a criar uma estratégia capaz de popularizar suas ideologias. Assim, usando de táticas sutis para se infiltrar em todos os âmbitos da vida da Igreja, acabou invadindo a própria alma dos cristãos. Vivemos hoje as consequências: a fé não é mais a fé senão um sentimento; a caridade não é mais a caridade senão a solidariedade filantrópica; a esperança não é mais a esperança senão a confiança nas forças do ‘progresso’&#8230; Sem notar, a maioria dos católicos tem trocado a religião divina e sobrenatural por uma religiosidade natural ao serviço do homem.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Por trás dos bastidores do modernismo inicial e da nossa época, aconteceu o triste evento do Concílio Vaticano II, quem permitiu que esta serpente – que os Papas tiveram tão bem presa desde o século XIX – erguesse a cabeça. Ao obter a carta de cidadania, com a benção papal, o modernismo pôde enfim passar dos textos conciliares à prática, usando os meios de apostolado próprios dos ministros da Igreja. Assim, precisava adaptar a liturgia, a pastoral e a pregação como instrumentos privilegiados para atingir o povo católico fiel, que passou a se chamar habilmente de ‘Povo de Deus’ (expressão aduladora para estimular as vaidades&#8230;)</span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Em 1983, um filósofo católico, Rafael Gambra Ciudad, escrevia o livro </span><em><span class="tm7">A linguagem e os mitos</span></em><span class="tm6">. Nesta interessante obra, ele descreve a sutil manipulação que as ideologias modernas fazem das palavras e da linguagem, quer deformando o seu significando genuíno, quer criando novas expressões. O mestre desta estratégia é o comunismo. Porém, o professor constatava, com tristeza, que </span></span><span style="color: #000000;"><em><span class="tm7">«a incrível mutação na atitude da Igreja é o maior êxito desta técnica de penetração e inversão mental. A admissão de certos termos na linguagem é a ponta de lança para penetrar os espíritos deste ‘novo catolicismo’ ou ‘religião humanista’».</span></em></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E, para melhor compreender a gravidade dos erros modernistas na Igreja, é importante localizar essas palavras novas, ou melhor, com significados novos, para desmascará-los. São muitas, porém gostaria de assinalar algumas que considero recorrentes:</span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">• Comunhão: </span></strong><span class="tm6">o termo ‘comunhão’, tradicionalmente, se refere à união na caridade, ou seja, na graça de Deus. Daí a lógica que tem a expressão ‘receber a comunhão’, em relação à Sagrada Eucaristia, pois este ato expressa exteriormente a união, na graça, de todos os que recebem Jesus sacramentado.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Desta primeira acepção, derivou-se um significado canônico, referente à pertença visível à Igreja Católica (pela profissão da mesma fé, participação nos mesmos sacramentos e obediência aos legítimos pastores); ora, o termo foi mais usado no sentido negativo: o ‘excomungado’ era aquele católico banido da comunhão dos outros fiéis, por decisão da autoridade eclesiástica.</span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Sentido modernista: </span></em></strong><span class="tm6">a palavra ‘comunhão’ é usada atualmente de forma ambivalente, e perdeu a clareza do seu significado clássico. É usada como sinônimo de fraternidade e respeito mútuo, de submissão aos pastores (sem referência alguma à fé católica, fundamento dessa união); e como – eis o pior dos sentidos! – uma mera coincidência material entre crenças e práticas comuns a todos os que se denominam ‘cristãos’. Daí a invenção das expressões ‘comunhão plena’ e ‘comunhão parcial’, como reflexo da maior ou menor proximidade (aparente, exterior, diplomática) entre as chamadas ‘confissões cristãs’. Ora, a comunhão expressa um estado da alma, então, ou ela existe ou não existe, assim como a realidade da graça divina ou está ou não está numa alma, independentemente de seus diversos graus. Por acaso se poderia falar de estar ‘parcialmente’ na graça de Deus? De igual modo, a pertença à Igreja Católica, única Igreja de Cristo, ou é plena ou não é: quer se guardem a fé católica, os sacramentos da Igreja e o reconhecimento da autoridade legítima, quer se rejeite algum desses elementos. Neste último caso, falar-se-á de herege ou cismático, nunca de membro da Igreja (aliás, de qual Igreja?) em ‘comunhão parcial’. Não se dão graus na comunhão, e inventá-los é um modo de relativizar a necessidade da graça de Deus, da verdadeira fé e dos sacramentos, e da pertença à Igreja hierárquica. Eis o trabalho do modernismo, manipulando as palavras para favorecer o mito do falso ecumenismo.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">• Tradição: </span></strong><span class="tm6">como ensina o Catecismo, a Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós. Daí que, em sentido estrito, falemos de ‘Tradição apostólica’ e, em sentido amplo, da ‘Tradição’, ao referirmos aos decretos dos Concílios, aos escritos dos Santos Padres, aos atos da Santa Sé, e às palavras e usos da Sagrada Liturgia. Consequentemente, por definição, todo católico deve ser ‘tradicionalista’, pois isso equivale a aceitar a principal fonte da fé revelada.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Sentido modernista: </span></em></strong><span class="tm6">a palavra ‘tradição’ foi, na prática, banida do vocabulário quotidiano, já que se rompeu a continuidade, principalmente, na transmissão do Magistério e do culto católico multissecular. Quando se usa esta palavra, é para exaltar usos e costumes sociais, culturais, ou até religiosos não católicos. Em referência à acepção teológica, a palavra foi substituída pela expressão </span><em><span class="tm7">‘tradição viva’</span></em><span class="tm6">, o que é uma contradição, e um modo de disfarçar seu abandono: pretende-se que a Tradição é ainda conservada na Igreja, porém ela é algo vivo, enquanto se adapta aos tempos e à sociedade cristã oferecendo novas formas. Ou seja, a tradição é algo evolutivo, e os meios de transmissão da mesma (magistério, liturgia, pastoral&#8230;) devem igualmente evoluir, usando novos conceitos, vocabulário e práticas, conforme evoluem as sociedades. É o mito modernista de um progresso sempre superior da humanidade, que superaria o conhecimento e a vida dos cristãos que nos precederam.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">• Carisma: </span></strong><span class="tm6">nos catecismos clássicos nem aparece esta palavra. Ela se refere, na teologia, aos dons extraordinários concedidos por Deus à algumas almas, capazes assim de realizar milagres, falar línguas, profetizar, ler as consciências, etc. Estes dons foram mais abundantes nos primeiros tempos do cristianismo, em que Deus quis enriquecer a sua Igreja com esses sinais externos. Passada esta primeira época, os carismas não desapareceram, contudo se tornaram mais raros, podendo ser identificados na vida de alguns santos.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Sentido modernista: </span></em></strong><span class="tm6">a palavra carisma é uma das mais usadas atualmente. Fala-se de carisma em referência às características próprias das diversas vocações na Igreja. Fala-se de carismas para se referir à pretensos dons extraordinários com ocasião de sessões de oração ou de cura e libertação, promovidos por movimentos modernos de leigos. E, igualmente, se fala de carisma, para definir a si mesmo, querendo enfatizar alguma preferência pessoal ou algum dom natural. Mais um mito criado e difundido por esta palavra: o ‘carisma’ dá um selo ‘divino’ a uma multidão de inclinações ou preferências mais naturais do que sobrenaturais, quando não chega ao ponto de confundir autossugestão ou hipnose com a ação direta de Deus.</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Caros amigos, é necessário permanecer fiéis ao vocabulário católico tradicional, sempre nítido e direto, para expressar a nossa fé e a poder defender melhor. Não é fazer um favor usar os novos termos com católicos ainda mergulhados nos ambientes modernistas. É por caridade, e com paciência, que os devemos ajudar a enxergar as armadilhas e falsas noções que se encerram nas novas palavras inventadas pelo modernismo. Restaurar a linguagem católica é um dos elementos que contribuirá à restauração da fé nas almas.</span></p>
<p class="Normal tm15" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Com a minha bênção,</span></p>
<p class="Normal tm16" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">† Pe. Juan María de Montagut Puertollano</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm17" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm13">Superior do Distrito da FSSPX no Brasil</span></strong></span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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		<title>CARTA DOS SUPERIORES DA FSSPX AO CARDEAL GANTIN, DE 6 DE JULHO DE 1988</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Recordamos essa carta apenas para um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX.  ******************************* CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS &#8211; 06  DE JULHO &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-dos-superiores-da-fsspx-ao-cardeal-gantin-de-6-de-julho-de-1988/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.africa/sites/default/files/district-usa/SSPX%20logo-2%20hearts-white-square.png" alt="The Sacred Heart: A Collection of Devotions, Histories, and Meditations |  District of Africa" width="238" height="238" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordamos essa carta apenas para um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX. </span></p>
<p style="text-align: center;">*******************************</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS &#8211; 06  DE JULHO DE 1988</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/lettre-ouverte-des-superieurs-de-la-fsspx-au-cardinal-gantin-prefet-de-la-congregation-des-eveques-du-6-juillet-1988">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eminência,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões.</span><span id="more-35387"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vossa Eminência considerou necessário, por meio de sua carta de 1º de julho passado, comunicar a Sua Excelência Dom Marcel Lefebvre, a Sua Excelência Dom Antonio de Castro Mayer e aos quatro bispo sagrados no último 30 de junho, em Ecône, sua excomunhão <em>latae sententiae</em>. Julgue Vossa Eminência o valor de tal declaração vinda de uma autoridade que, no exercício de seu ofício, rompe com a de todos os seus predecessores até o Papa Pio XII, no culto, no ensino e no governo da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a nós, estamos em plena comunhão com todos os Papas e todos os Bispos que precederam o Concílio Vaticano II, celebrando exatamente a Missa que eles codificaram e celebraram, ensinando o Catecismo que compuseram, opondo-nos aos erros que condenaram tantas vezes em suas encíclicas e cartas pastorais.<em> </em>Julgue, portanto, de que lado se encontra a ruptura. Estamos profundamente entristecidos pela cegueira do espírito e pelo endurecimento do coração das autoridades romanas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, jamais quisemos pertencer a esse sistema que se autodenomina <span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/pode-se-falar-de-uma-igreja-conciliar/">Igreja Conciliar</a></em></strong></span> e se define pelo <span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-missa-nova/">Novus Ordo Missae</a></em></strong></span>, pelo ecumenismo indiferentista e pela secularização de toda a sociedade. Sim, não temos qualquer participação, <em>nullam partem habemus</em>, no panteão das religiões de Assis; nossa própria excomunhão por um decreto de Vossa Eminência ou de outro dicastério não seria senão a prova irrefutável disso. Nada mais desejamos do que ser declarados <em>ex communione</em> do espírito adúltero que sopra na Igreja há vinte e cinco anos, excluídos da comunhão ímpia com os infiéis. Cremos no Único Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, com o Pai e o Espírito Santo, e seremos sempre fiéis à sua Única Esposa, a Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ser, portanto, associados publicamente à sanção imposta aos seis bispos católicos, defensores da fé em sua integridade e totalidade, seria para nós um motivo de honra e um sinal de ortodoxia perante os fiéis. Estes têm, de fato, o direito inquestionável de saber que os sacerdotes a quem se dirigem não pertencem à comunhão de uma falsa Igreja, evolutiva, pentecostal e sincretista. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Unidos a esses fiéis, fazemos nossas as palavras do Profeta (1 Reis 7,3): “<em>Praeparate corda vestra Domino et servite illi Soli: et liberabit vos de manibus inimicorum vestrorum. Convertimini ad Eum in toto corde vestro, et auferte deos alienos de medio vestri.</em>” “<em>Dirigi vossos corações ao Senhor e servi a Ele só: e Ele vos livrará das mãos de vossos inimigos. Converti-vos a Ele de todo coração e tirai do meio de vós os deuses estranhos</em>”. ” (I Reis 7, 3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confiantes na proteção d’Aquela que esmagou todas as heresias do mundo inteiro, rogamos a Vossa Eminência que creia em nossa devoção Àquele que é o Único Caminho da salvação.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Ecône, 6 de julho de 1988.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Franz Schmidberger, Superior Geral,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Paul Aulagnier, Superior do Distrito da França,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Franz-Joseph Maessen, Superior do Distrito da Alemanha,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Edward Black, Superior do Distrito da Grã-Bretanha,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anthony Esposito, Superior do Distrito da Itália,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">François Laisney, Superior do Distrito dos Estados Unidos,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jacques Emily, Superior do Distrito do Canadá,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jean-Michel Faure, Superior do Distrito do México,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gérard Hogan, Superior do Distrito da Austrália e Nova Zelândia,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alain Lorans, Superior do Seminário de Ecône,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jean-Paul André, Superior do Seminário de Flavigny,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Paul Natterer, Superior do Seminário de Zaitzkofen,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Andrés Morello, Superior do Seminário de La Reja,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">William Welsh, Superior do Seminário da Santa Cruz na Austrália,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Michel Simoulin, Reitor do Instituto São Pio X em Paris,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Patrice Laroche, Sub-superior do Seminário de Ecône,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Philippe François, Superior da Casa Autônoma da Bélgica e Luxemburgo,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Roland de Mérode, Superior da Casa Autônoma dos Países Baixos,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Georg Pfluger, Superior da Casa Autônoma da Áustria,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guillaume Devillers, Superior da Casa Autônoma da Espanha,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Philippe Pazat, Superior da Casa Autônoma de Portugal,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Daniel Couture, Superior da Casa Autônoma da Irlanda,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Patrick Groche, Superior da Casa Autônoma do Gabão,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Franck Peek, Superior da Casa Autônoma da África Austral.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Trecho da <strong>Revista Fideliter nº 64</strong>, julho-agosto de 1988, páginas 11 e 12.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>LEÃO XIV, AS &#8220;CHAVES DE SÃO PEDRO&#8221; E A FRATERNIDADE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 17:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Marcel Lefebvre]]></category>

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		<description><![CDATA[Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade. Fonte: Vitis Vera &#8211; Tradução: Dominus Est (Vitis &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-as-chaves-de-sao-pedro-e-a-fraternidade-sao-pio-x/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTF9N-LaW3tBuWLMNkK_ZK7aOM2CP9G5BNdHU9P3DPwxfNjMBkL" alt="La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ..." width="446" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://vitisvera.substack.com/p/leone-xiv-le-chiavi-di-san-pietro">Vitis Vera</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Vitis Vera, blog de Matteo D&#8217;Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “<em>chaves de São Pedro</em>”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da <em>Fraternidade São Pio X</em> e as sagrações de 1º de julho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas.</span><span id="more-35382"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, segundo a Tradição, as chaves que Cristo confia a São Pedro, na qualidade de primeiro Papa, são um símbolo supremo de poder:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8221; <em>E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus, e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.</em> &#8221; (Mateus 16, 18-19)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui, São Pedro surge como o supremo <em>katékhon</em> contra as forças infernais, e as chaves são as chaves de acesso ao reino dos céus, à vida eterna, ao paraíso. É São Pedro quem tem o poder de definir infalivelmente a verdade e o erro, de guardar imutável o <em>depositum</em> da fé, de definir os limites que separam aqueles que pertencem ao rebanho de Cristo (os católicos que guardam a fé ortodoxa, aquilo em que sempre se acreditou) e aqueles que estão excluídos (os hereges que rejeitam os dogmas ensinados pela Igreja). As chaves são as chaves do Reino dos Céus, pois são também as chaves que permitem acessar e pertencer à Santa Igreja Católica, a qual, como Igreja militante, representa a antecipação e a presença do Reino dos Céus no mundo e na história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Pedro, portanto, é antes de tudo o guardião da fé, não o unificador de todas as divergências e diferenças possíveis, não o harmonizador de dissensões e interpretações opostas, não o ponto de equilíbrio entre dogma e heresia, entre verdade e erro. Pedro deve dividir, não unificar, rasgando com a espada da verdade a névoa teológica e o caos doutrinário que são “<em>como a noite em que todas as vacas são pretas</em>”: um abismo vazio no qual os homens se perdem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Parece-me, portanto, que duas ideias muito diferentes sobre o significado das “chaves de São Pedro</em>” estão em conflito aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais adiante, Leo acrescenta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Da mesma forma, a comunhão na Igreja não se constrói endurecendo nas próprias posições, mas procurando, no coração de todos, os pontos de encontro na Verdade, à luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento.</em>” (<a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/it/homilies/2026/documents/20260629-pietro-e-paolo.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiv/it/homilies/2026/documents/20260629-pietro-e-paolo.html</a>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade, não devemos ser rígidos <em>em nossas &#8220;próprias posições</em> &#8220;, mas devemos ser rígidos em nossa crença na verdade; uma coisa é, de fato, uma “<em>posição</em>” (discutível e subjetiva, relativa e passageira), outra coisa é a <em>verdade </em>da fé, ou seja, o <em>dogma </em>(que, por definição, não pode mudar).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No confronto com o erro e com a heresia, a Igreja sempre se  manteve &#8220;<em>rígida</em>&#8220;, a ponto de, nos solenes concílios ecumênicos (pensemos, por exemplo, em Trento), toda proclamação de um dogma que refutasse o erro oposto dos hereges terminar com anatematização de qualquer um que ousasse recusar a definição da verdade dada: &#8220;<em>Anàthema sit</em> !&#8221; era a fórmula usada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o Pontífice, a &#8221; <em>comunhão</em> &#8220;, ou unidade, parece ter se tornado mais importante do que a verdade, e isso é demonstrado pela longa frase final que citamos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comunhão na Igreja se constrói <em>“buscando, no coração de todos, pontos de encontro com a Verdade”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato — em condições normais, de ordem — é a Igreja Magisterial, guiada pelo Papa, que, ao proclamar as verdades da doutrina cristã, ensinar os dogmas e a lei moral, dar a interpretação correta das Escrituras, proteger a unidade e a catolicidade do culto litúrgico, definir e administrar os sacramentos de acordo com a Tradição, garante a comunhão entre os fiéis; os fiéis estão em comunhão entre si porque compartilham o mesmo batismo, a mesma fé, a mesma estrutura hierárquica com o Papa à frente, a mesma Missa. Portanto, a comunhão se fundamenta na verdade da qual o Papa deve ser o garante e guardião, e não é algo que deva ser &#8221; <em>construído</em> &#8221; (não está claro por quem) de baixo para cima, espontaneamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A impressão geral é que, no texto do Papa, a comunhão tenha mais valor do que a verdade, que, na melhor das hipóteses, parece ter sido rebaixada a um instrumento, a um meio capaz de conduzir à comunhão. Mas, para a fé cristã, em última instância, Cristo é a própria Verdade, é o Verbo encarnado, e é o fim último de todo fiel, o centro de tudo, o bem supremo e eterno; não é um mero meio em relação a um fim que o transcende — a comunhão —, que corre o risco de se tornar preponderante e até mesmo de se sobrepor à verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, buscar &#8221; <em>nos corações de todos os pontos de convergência na Verdade</em> &#8221; é, a meu ver, uma expressão um tanto ambígua: Leão XIV parece querer dizer que nos corações de todos (os membros da Igreja Católica) é possível encontrar “<em>pontos de encontro</em>” na verdade, mas não, portanto, a mesma e comum verdade. Ou seja, não é possível encontrar a mesma verdade em todos, mas é possível encontrar em todos pontos de encontro parciais e limitados, nos quais se descobre que uma parte da verdade única e universal é compartilhada. Esse seria o fundamento da comunhão eclesial. É por isso que não se deve endurecer nas próprias posições; ou, o conceito é o mesmo, é por isso que não se deve ter uma ideia “<em>rígida</em>” do dogma católico, da Tradição e do ensinamento da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdade não pode ser rigidamente enquadrada em fórmulas, em símbolos da fé ou em catecismos, pois isso corre o risco de impedir a “comunhão” com aqueles que vivem outras formas de expressão da verdade, ou verdades diferentes. Esses são conceitos já expressos por Francisco, que exortava a não lançar dogmas e verdades “<em>como pedras</em>”. Estamos, no fundo, diante do “<em>mobilismo dogmático</em>” tão característico do modernismo, que nada odeia tanto quanto a clareza doutrinária, as definições dogmáticas, a proclamação da verdade e a condenação do erro — todas coisas que correm o risco de “dividir”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece-me que nessa visão diferente da verdade (e, portanto, do papel da Igreja) reside a dificuldade do Pontífice reinante e de todo o episcopado católico em compreender a posição da <em>Fraternidade São Pio X</em>, que nada mais faz do que permanecer, com razão, ligada à ideia de verdade que a Igreja sempre fez sua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a <em>Fraternidade,</em> o bem da verdade, a ser crida e ensinada de forma incorrupta — é mais importante do que uma obediência não fundamentada na verdade (ou que implique a renúncia a denunciar o erro).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o Papa Leão e para a atual Hierarquia, a obediência, a “comunhão” e a unidade jurídica exterior são mais importantes do que a verdade — que, aliás, não deve obstruir a unidade (não se deve &#8220;enrijecer&#8221;&#8230;) e a obediência. A obediência torna-se, assim, uma obediência vazia, um mero fetiche: obedeço, sim, mas ao mero poder, não à verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o poder e a autoridade, inclusive os do Papa, só são legítimos e autênticos se se basearem na Verdade, pois foram criados para a Verdade, e de forma alguma podem prevalecer sobre a própria Verdade, nem colocá-la em risco, distorcê-la, esquecê-la ou ocultá-la, por exemplo, para agradar aos poderes mundanos, às forças terríveis e ameaçadoras que dominam este mundo de trevas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O estado de grave e universal necessidade em que a Igreja se encontra, que D. Lefebvre profeticamente compreendeu já em 1970, decorre, em última análise, dessa atroz adulteração do próprio conceito de verdade, agora concebido como uma realidade mutável, dialeticamente habitada por contradições, que incessantemente emergem de baixo, dos sentimentos do &#8220;povo de Deus&#8221;, expressando simbolicamente um sentimento religioso obscuro e inconsciente. Nessa perspectiva, a Igreja — na realidade, a facção jacobina que a controlou a partir de 1962 — torna-se a vanguarda revolucionária que compreende o que os fiéis sentem e exigem como uma nova verdade a ser crida, e adapta prontamente a liturgia, os dogmas, o catecismo, a formação seminarística e as normas morais, para não se “tornar rígida” nem ficar para trás em relação ao que o mundo deseja ouvir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No modernismo generalizado, a Igreja perde, assim, seu papel de “<em>única arca de salvação</em>”, passando a ser o eco pálido e histérico do mundo e de seus desejos volúveis e insanos, de sua dissolução, de sua ruína. O homem de Igreja “moderno” (seja clérigo, seja fiel) é, assim, tomado por um voluptuoso <em>cupio dissolvi</em>: vê com alegria o desaparecimento dos sinais daquilo que a Igreja sempre foi, tanto no plano litúrgico quanto no doutrinário. Uma embriaguez insensata o leva a regozijar-se com a destruição do que há de mais sagrado, com a profanação de toda memória, com a zombaria da piedade popular ou dos costumes que atravessaram os milênios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A “nova” Igreja, saída da oficina judaico-maçônica do Concílio Vaticano II, pode tolerar tudo, exceto a <em>Fraternidade São Pio X</em>, que, aos seus olhos, encarna justamente a imagem odiosa da “velha” Igreja, doutrinariamente rígida e fechada ao “diferente” e aos “diferentes” de todo tipo, que deve morrer e ser esquecida por todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em>Fraternidade </em>tem um enorme defeito: possui fé. Ainda acredita na divindade e humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo; acredita na virgindade da Santíssima Maria; acredita nos milagres e se recusa a interpretá-los como meros símbolos ou como “narrações” das primeiras comunidades de fiéis; acredita na imortalidade da alma; acredita no julgamento particular de cada alma após a morte; acredita no fogo eterno do inferno para aqueles que não serão salvos; acredita na Presença Real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do altar; prega com firmeza a castidade pré-matrimonial; honra a virgindade consagrada; condena a homossexualidade; ensina a gravidade do pecado daqueles que recorrem à contracepção; professa a necessidade de que todos os homens, incluindo judeus e muçulmanos, se convertam, recebam o batismo e ingressem na Igreja Católica para salvar suas almas; poderíamos continuar por muito mais tempo, mas a própria <em>Fraternidade </em>já publicou uma lista muito mais completa de artigos doutrinários em uma completa profissão de fé católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os homens da Igreja de hoje têm, justamente, horror dessas verdades sempre ensinadas pela Igreja e sempre acreditadas por quem é sinceramente católico, enquanto, como sempre, são abominadas pelos hereges.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens da Igreja temem as verdades da fé e fogem delas porque sabem, ou intuem, que nada, como a verdadeira doutrina cristã e a verdadeira moral cristã, os exporia ao ódio e à perseguição de um mundo inimigo de Deus e esquecido de toda verdade eterna, de toda fé, de toda verdadeira caridade. Aliás, aproximam-se os tempos em que uma profissão integral da fé católica poderá levar, na melhor das hipóteses, a condenações criminais e a anos de prisão. Se se deseja agradar ao mundo, sabemos disso, é preciso falar de emergência climática, de poluição, de migrantes, de paz, de desmatamento da Amazônia; é preciso fingir que o diálogo ecumênico faz sentido, conversar amigavelmente com hereges e não crentes, convidar rabinos e imãs para as paróquias, abrir as portas aos gays e ao mundo LGBT, inserir com rara coragem algumas mulheres nos altos cargos dos órgãos do Vaticano e, por fim, não condenar ninguém e esquecer as obras de caridade espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em>Fraternidade São Pio X</em>, uma pequena realidade que não faz nada para se destacar no mundo e se tornar conhecida, e que cresceu no silêncio e no esquecimento, no desprezo e na perseguição, quer se goste ou não, é um dos sinais de contradição que Deus escolheu para impedir que os muitos progressistas, aos modernistas, aos conservadores</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">hipócritas, uma hierarquia morna e distraída, se acomodem na falsa paz daqueles que negam o estado de necessidade ou daqueles que pensam – mesmo de boa fé – que a obediência deve sempre prevalecer sobre a verdade, mesmo quando a casa está em chamas e as almas estão perdidas ou não têm ninguém para ajudá-las: “ <em>A língua do bebê grudou no palato de tanta sede; as crianças pediam pão e não havia quem lhes partisse</em>” (Jeremias, Lamentações, 4, 4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus permitiu a crise desencadeada pelo Concílio Vaticano II e a revolução litúrgica da Missa idealizada por Paulo VI, mas não permitiu que houvesse ao menos uma voz profeticamente capaz de recordar, a qualquer custo, para o bem da Igreja universal, <em>Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa perspectiva, a excomunhão iníqua e completamente injusta dos bispos da <em>Fraternidade São Pio X</em> torna-se precisamente o selo sobrenatural e misterioso da correção da posição da própria <em>Fraternidade</em> e de seu papel insubstituível a serviço da Igreja, para o bem das almas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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