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	<title>DOMINUS EST &#187; Textos e Reflexões</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>PROTEGER AS CRIANÇAS DA SUPERPROTEÇÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 13:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãs da FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Pierrot, de um ano, sai para explorar o mundo. Ele solta a barra da cadeira com uma mão… depois com a outra… e acaba caindo no chão de uma forma um pouco &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/proteger-as-criancas-da-superprotecao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/10/enfant-maman-main.jpg" alt="" width="403" height="266" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/proteger-les-enfants-de-la-surprotection">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pierrot, de um ano, sai para explorar o mundo. Ele solta a barra da cadeira com uma mão… depois com a outra… e acaba caindo no chão de uma forma um pouco brusca. Surpreso com o acidente, olha para a mãe, sem saber o que fazer. Nesse momento há duas possibilidades:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a mãe corre até ele, preocupada: <em>“Oh, coitadinho! Se machucou?</em>” A reação de Pierrot é imediata: ele percebe pela reação da mãe que é séria e começa a chorar, o que só piora a reação dela: <em>“Não se mexa, fique sentado.</em>” </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ou, ao contrário, a mãe olha para Pierrot com um sorriso gentil e encorajador: “<em>Vamos lá, Pierrot, está tudo bem, tente de novo.</em>” E, tranquilizado, Pierrot continua sua exploração. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este incidente aparentemente insignificante e banal ilustrou vividamente duas atitudes opostas: ao se deparar com as pequenas dificuldades da vida, pode-se ajudar a criança a superá-las para prepará-la para os maiores desafios da vida adulta ou, inversamente, sufocar toda iniciativa por meio da superproteção. É ao longo de toda a educação que a abordagem correta deve ser escolhida. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pierrot está prestes a iniciar o ano letivo. Será que sua mãe, ainda mais preocupada que o próprio filho, multiplicará suas recomendações, repetindo &#8220;não tenha medo&#8221; que, na verdade, são dirigidas a sim mesma? Será que ela derramará algumas lágrimas ao ver as crianças desaparecerem na sala de aula? Ou será que ela a encorajará: &#8220;<em>Você já é um menino grande, Pierrot; você terá muita coisa para nos contar esta noite, mal posso esperar para ouvir.</em>&#8220;</span><span id="more-35679"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E eis que Pierrot volta um dia com um castigo: <em>&#8220;Meu pobre querido, tenho certeza de que a professora foi injusta; este castigo é muito longo. Vou escrever um bilhete de justificativas.&#8221;</em> Não seria melhor dizer: &#8220;<em>Bem, sim! Esse é o risco que se corre quando não se comporta direito! Você não vai fazer isso de novo, não é? Vá depressa e pague seu castigo; vou guardar sua parte no lanche.&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pierre cresceu e vai para um internato. Ele visitou a escola antes do início das aulas; sua mãe arrumou a mala com ele para mostrar como se faz, mas apenas na primeira vez; tudo foi muito bem explicado — o trem, a mesada… e os anjos da guarda cuidariam do resto. Pierre seguiu em frente sentindo-se confiante, já que não tinha ouvido sua mãe lamentar a separação, mencionar as dificuldades de adaptação, o nível acadêmico e todos os possíveis desastres. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na sexta-feira à noite, Pierre volta do internato tenso e com enxaqueca: &#8220;<em>Você entende, mamãe, eu tenho uma prova de matemática terrível na segunda-feira.</em>&#8221; Não, a mãe não vai ter pena dele, nem vai conseguir um atestado médico para justificar a ausência pela enxaqueca. Uma prova de matemática&#8230; Ele enfrentará muitas outras! Mas ela se mostra tranquilizadora e encorajadora: <em>&#8220;Organize seu cronograma de estudos para o fim de semana; levarei os irmãos mais novos para passear no sábado à tarde para que você possa ter um pouco de paz e sossego, e domingo acenderemos uma vela para São José de Cupertino.</em>&#8221; Com o sorriso gentil da mãe, Pierre recupera a coragem&#8230; e tudo corre bem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde que o responsável pelos acólitos mudou, o ambiente no grupo não é mais o mesmo; há um clima negativo e a organização está sendo afetada… E Pierre está com muita vontade de desistir de tudo: &#8220;<em>Vamos lá, Pierre, você assumiu um compromisso para o ano todo, precisa honrá-lo; você tentou criar um bom ambiente, apoiar o novo responsável? Se todos fizessem como você…</em>&#8221; Com o apoio e os conselhos de sua mãe, Pierre perseverou até junho, apesar das dificuldades, e o prior, muito satisfeito com ele, decidiu confiar-lhe a tarefa mais honrosa do grupo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O papel das mães não é eliminar todas as dificuldades dos filhos, mas ensiná-los a superá-las: mostrar, encorajar, acalmar, aconselhar, apoiar, com um sorriso que aquece e ilumina. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pierre se tornou um adulto confiável: perseverante, não se deixa abater facilmente e sabe assumir responsabilidades. Nos momentos difíceis de sua vida espiritual, familiar ou profissional, ele se lembra do conselho e do sorriso de sua mãe: <em>&#8220;Tenha coragem, meu filho, o reino dos céus te espera.&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Irmãs da Fraternidade São Pio X</span></strong></p>
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		<title>O DEPÓSITO DA FÉ NÃO SE ALTERA</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de fé católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Esta segunda parte relembra que a fé católica não é fruto de uma evolução nem de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-deposito-da-fe-nao-se-altera/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/thai-ch-hamelin-chokdidesign-cyogyywc_kq-unsplash.jpg?itok=DcDrVUrA" alt="" width="602" height="343" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Publicada em 24 de junho de 2026, a<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/">Profissão de fé católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</a></span> é apresentada aqui em várias partes. Esta segunda parte relembra que a fé católica não é fruto de uma evolução nem de uma experiência religiosa, mas da adesão à Revelação divina confiada de uma vez por todas à Igreja, que a transmite fielmente por meio da Sagrada Escritura e da Tradição.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>I -A Revelação divina, a fé e a Tradição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; Creio que Deus, na sua bondade, chamou o homem, pelo dom da graça, a alcançar a visão beatífica. Sustento firmemente e professo que essa exaltação do homem ultrapassa as forças e as exigências da natureza humana, e que é um dom gratuito de Deus, ou seja, um dom sobrenatural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; Creio que Deus não deixou o homem entregue às suas meras forças naturais, mas lhe revelou os mistérios de sua vida divina e do destino sobrenatural a que o chama. Foi por isso que, depois de ter falado outrora aos profetas na Antiga Aliança, falou definitivamente, por meio do seu único Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, na Nova Aliança, com a qual a Revelação divina se completou perfeitamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9 &#8211; Essa Revelação é a palavra veraz de Deus, confiada à Igreja como um depósito, e proposta aos homens como regra de fé na forma de um corpo de doutrina, onde os mistérios são formulados de uma maneira que os torna inteligíveis e exprimíveis em palavras. A Revelação não é a expressão progressiva de uma consciência religiosa, nem o fruto de uma experiência coletiva da comunidade dos crentes; é a verdade mesma de Deus comunicando-se de modo sobrenatural à inteligência dos homens para a sua salvação.</span><span id="more-35619"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10 &#8211; Creio que o depósito da fé se encerrou com a morte do último Apóstolo. Depois dos Apóstolos, a Igreja não recebe uma nova Revelação, mas guarda, explica, defende e transmite o depósito recebido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11 &#8211; Reconheço nas provas externas da Revelação, em particular nos milagres e nas profecias, sinais certíssimos pelos quais a origem divina da religião cristã é demonstrada de maneira adaptada à inteligência humana em todo tempo e lugar. Reconheço também na própria Igreja, pela sua unidade, santidade, catolicidade, fecundidade e estabilidade invencível, um motivo permanente de credibilidade e um testemunho irrefutável da sua missão divina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">12 &#8211; Professo que a fé é a submissão sobrenatural da inteligência, movida pela graça, à verdade revelada exteriormente por Deus. Repousa não na evidência das coisas vistas, nem no juízo privado, nem na experiência do que se vive, mas na autoridade mesma de Deus que fala e que, sendo a Verdade primeira, não pode enganar-se nem nos enganar. A fé não é, pois, nem um sentimento religioso cego, nem uma emoção da alma, nem uma convicção íntima produzida pela consciência pessoal ou coletiva. É a virtude sobrenatural que levanta a inteligência humana e lhe permite conhecer a Deus tal como é, graças ao testemunho que Deus dá de si mesmo, à espera da Sua visão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">13 &#8211; Rejeito, por conseguinte, o erro do modernismo, tal como nos assola ainda atualmente, e que reduz a fé a uma experiência interior, a uma aspiração sensível, ou a uma progressiva tomada de consciência da comunidade dos crentes. Tal concepção destrói a própria noção de dogma e torna impossível a obrigação de crer, pondo no lugar da verdade divina a sinceridade subjetiva e abandonando a doutrina às flutuações da história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">14 &#8211; Professo também que o depósito da doutrina revelada por Deus está encerrado nas suas duas fontes, que são as Sagradas Escrituras e a Tradição. Professo que a Tradição contém mais de uma verdade revelada por Deus que não se encontra nas Escrituras, e que portanto as Escrituras devem ser lidas e entendidas de acordo com a Tradição .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">15 &#8211; Professo que as Sagradas Escrituras, cujos livros foram escritos inteiramente, em todas as suas partes, por inspiração do Espírito Santo, é verdadeiramente a palavra de Deus, isenta de qualquer erro e confiada à interpretação autêntica do Magistério da Igreja, segundo a norma da Tradição e segundo a analogia da fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">16 &#8211; Rejeito, portanto, a exegese racionalista, que trata os livros santos como documentos que têm somente o homem por autor, que exclui <em>a priori </em>a possibilidade do sobrenatural, que separa artificialmente o Cristo histórico da fé da Igreja, que dissolve os milagres no símbolo, ou que submete as Escrituras às hipóteses cambiantes e às manipulações dos métodos críticos naturalistas. A verdadeira ciência bíblica deve pôr-se a serviço da inteligência da fé; não lhe cabe erigir-se em regra, em intérprete ou em juiz da palavra de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">17 &#8211; Professo, enfim, que a Tradição não é uma memória morta, mas a transmissão viva da doutrina recebida dos Apóstolos. Permanece viva, no que se distingue na Revelação, que está encerrada. Está a um só tempo na atividade do Magistério da Igreja docente e na profissão de fé da Igreja discente, cujo “sentire cum Ecclesia” é o resultado do ensinamento do Magistério. A Tradição pode ser chamada de “viva” não no sentido de que mudaria de significado, mas no sentido de que o Magistério vivo propõe ao longo dos séculos, de maneira sempre mais clara e mais explícita, a mesma verdade com o mesmo significado. O que foi crido por todos, sempre e em todo lugar, como pertencente a fé, não pode ser negado nem posto em dúvida por nenhuma voga teológica, nenhuma pressão pastoral, nenhuma necessidade diplomática, nenhuma pretensa exigência do mundo moderno.</span></p>
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		<title>COMPREENDER O AMOR DE DEUS POR NÓS</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O que Deus quis ao vir até nós, senão mostrar-nos o seu amor? Se até agora não nos esforçamos para amá-Lo, que ao menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor com amor.&#8221; Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est O que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/compreender-o-amor-de-deus-por-nos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/lire_amour_dieu_2026.jpg?itok=OpLZ3Fm9" alt="" width="601" height="344" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm7">&#8220;</span><em><span class="tm8">O que Deus quis ao vir até nós, senão mostrar-nos o seu amor? Se até agora não nos esforçamos para amá-Lo, que ao menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor com amor.&#8221;</span></em></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:<a href="https://fsspx.news/fr/news/lire-lamour-dieu-pour-nous-60522"><span style="color: #0000ff;"> DICI</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O que não nos aparenta valor atrai pouca atenção. Esse é o destino reservado, com demasiada frequência, ao Evangelho. O fiel católico ouve e lê trechos da Sagrada Escritura todos os domingos na missa. O hábito se instala e, com ele, a falta de atenção. Essa negligência é profundamente prejudicial. Pois o que é a Sagrada Escritura, senão uma sucessão de cartas inspiradas pelo coração de Deus, nas quais Ele se revela às suas criaturas? Para ler essas cartas, é preciso, antes de tudo, possuir o espírito que as inspirou. “</span><em><span class="tm8">A letra mata, mas o espírito vivifica”</span></em><span class="tm7"> (2 Cor 3, 6). Sem a fé e a humildade, o texto sagrado permanece mal compreendido, ou carece da atenção necessária. Torna-se, então, letra morta para a alma.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para evitar essa armadilha, é essencial lembrar-se um fato singular entre todos: Deus escreve ao homem. Deus, na Trindade, digna-se a adaptar-se aos modos de agir do homem, sua criatura, para se dar a conhecer a ele. A simples constatação desse fato demonstra a importância das Sagradas Escrituras na vida de todo cristão. Sobrecarregada pelas muitas preocupações do cotidiano, testada pelas dificuldades da existência ou simplesmente entorpecida pela rotina ou pela mundanidade, a alma fiel chega, às vezes, a esquecer uma verdade que, no entanto, é primordial e fundamental: Deus nos ama, Ele se importa conosco.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A Palavra divina está repleta de exemplos e provas desse amor de Deus por cada um. Ele se manifesta de forma evidente na criação. Deus, então, decidiu livremente compartilhar sua existência, e até mesmo sua vida espiritual, com seres que não existiam. Isso só pode ser explicado por um gesto de amor, pois é preciso amar para dar a vida.</span><span id="more-35632"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Esse amor também se manifesta na divina providência, que cuida de cada uma de Suas criaturas. </span><em><span class="tm8">“O governo da Providência decorre desse amor divino pelo qual Deus ama os seres que criou: o amor, de fato, consiste principalmente no fato de que o amigo deseja o bem àquele que ama. Portanto, quanto mais Deus ama os seres, mais Ele os envolve com sua providência. A Escritura ensina isso neste Salmo: ‘Deus guarda todos aqueles que o amam’, e o filósofo Aristóteles ensina o mesmo quando diz que Deus cuida de maneira especial, como se fossem seus amigos, dos seres que amam as coisas da inteligência. A consequência disso é que Ele ama sobretudo os seres espirituais: os anjos e os homens.”</span></em><span class="tm7"> (Santo Tomás de Aquino, </span><em><span class="tm8">Suma Contra os Gentios</span></em><span class="tm7">, Livro III, Capítulo 90).</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Mas existe uma manifestação ainda mais elevada desse amor. Deus não apenas ama o homem a ponto de lhe dar a vida, mas ama cada um dos homens que cria a ponto de dar a própria vida por sua salvação. Pois o homem pecou. Com isso, ele se afastou de Deus e ofendeu a majestade divina. Muitas vezes, o homem se deleita em seus pecados, vícios e defeitos, em uma vida de egoísmo e vaidade. E, no entanto: “</span><em><span class="tm8">Por que motivo, pois, quando nós ainda estávamos enfermos (pelo pecado) morreu Cristo, no tempo determinado, pelos ímpios? Ora é difícil haver quem morra por um justo; ainda que alguém se resolva talvez a morrer por um homem de bem. Mas Deus manifesta a sua caridade para conosco, porque, quando ainda éramos pecadores”</span></em><span class="tm7"> (Romanos 5, 6-9). Deus, portanto, manifesta o Seu amor por cada pessoa a ponto de dar a Sua vida. </span><em><span class="tm8">“Nisto conhecemos que Deus nos amou: que deu a sua vida por nós”</span></em><span class="tm7"> (1 João 3, 16).</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Essas profundas verdades merecem ser meditadas diariamente. O apóstolo São João ofereceu uma admirável síntese delas numa fórmula de profundidade inesgotável, que poderia se tornar o lema de toda alma cristã: “</span><em><span class="tm8">Nós cremos na caridade”</span></em><span class="tm7"> que Deus tem por nós (1 João 4, 16). Um cristão é aquele que, na e pela fé, vive pelo amor de Cristo por ele. A mais bela prova do amor de Deus pela humanidade foi, portanto, dar a sua vida.</span><em><span class="tm8"> “Ninguém tem maior amor que o daquele que dá a sua vida pelos seus amigos</span></em><span class="tm7">” (João 15, 13).</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ao analisarmos mais atentamente, outras provas desse amor merecem ser destacadas, equão mais comoventes e humanas! Assim, por exemplo, Deus não quer apenas ser adorado e servido, mas também conhecido e amado por suas criaturas. Para isso, Ele deseja revelar a intimidade do mistério da Santíssima Trindade, dessa união inefável e íntima das Três Pessoas, bem como os mistérios da Encarnação de Cristo Jesus e da Redenção que Ele realiza. “</span><em><span class="tm8">É nele que temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça, a qual derramou abundantemente sobre nós, em toda a sabedoria e prudência; a fim de nos tornar conhecido o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que tinha estabelecido consigo mesmo, de restaurar em Cristo todas as coisas.</span></em><span class="tm7">” (Efésios 1, 7-10).</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Além disso, assim como fazemos com alguém que amamos e em quem confiamos, Deus deseja confiar na alma fiel. Dom Delatte explica desta maneira: “</span><em><span class="tm8">Um dos sinais da caridade, do amor puro — o único de que se pode falar na assembleia dos Santos — é compartilhar um segredo.”</span></em><span class="tm7"> Quem confia em alguém realiza um ato de íntima confiança; ele entrega o íntimo de sua alma àquele a quem se confia. É assim que as coisas acontecem entre nós, e é assim que acontecem em Deus. Quando o Senhor ama, Ele não consegue mais guardar Seus segredos. O Senhor é de uma fraqueza incomparável, a partir do momento em que ama. O beato Jacopone de Todi, suposto autor do Stabat Mater, contemplando os excessos de amor, as loucuras do Senhor, embriagado pelo sobrenatural, dizia coisas extravagantes. Seus superiores ficaram indignados e o repreenderam. Um dia, o próprio Senhor pareceu repreendê-lo: “</span><em><span class="tm8">Cuidado, calma, é preciso ser discreto; entusiasmo, tudo bem; mas nada dessas exageradas, nada dessas loucuras.”</span></em><span class="tm7"> E o bom santo respondeu ao Senhor: “</span><em><span class="tm8">Ah! Senhor, o senhor já fez muitas outras!” Pois é, sim, quando o Senhor ama, ele faz loucuras. (…) De que maneira o Senhor, que nos amava, nos mostrou seu amor? Ele nos disse tudo. A nós, pobres átomos, Ele se entregou por inteiro. Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo aquilo que ouvi de meu Pai. </span></em><span class="tm7">(João 15, 15)” (Dom Delatte, </span><em><span class="tm8">Contemplando o Invisível</span></em><span class="tm7"> , pp. 30-31).</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A essas bênçãos somam-se todos os outros dons pelos quais Deus manifesta o seu amor: a sua presença na hóstia todos os dias; o dom do seu sacrifício da cruz renovado nos altares da Missa; o dom da Virgem Maria, sua Santíssima Mãe, a quem Ele verdadeiramente cria como mãe das almas fiéis; e, finalmente, o dom da Igreja, que continua a obra de Cristo e é o seu meio de salvação. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Que resposta dar a um amor assim? Primeiro, recebê-lo com humildade e gratidão; depois, estar profundamente convencido disso pela fé; e, por fim, vivê-lo de maneira habitual. É aí que entra a leitura, repetida e meditada centenas de vezes, do Evangelho. Ela conduz a um conhecimento cada vez mais íntimo de Jesus Cristo: conhecimento de seus pensamentos, de seus julgamentos, de suas palavras, de suas maneiras de agir e de amar. Um simples conhecimento teórico não seria suficiente. O amor verdadeiro pressupõe um conhecimento pessoal e vivido, pois o amor se refere apenas ao que é conhecido, e na medida em que isso é conhecido. Assim, o conhecimento de Cristo torna-se o princípio que ilumina e orienta toda a existência.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em uma passagem particularmente comovente, o profeta Isaías revela o amor pessoal de Deus por cada alma: </span><em><span class="tm8">“Entretanto eis o que diz o Senhor que te criou, ó Jacob, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, e te chamei pelo teu nome; tu és meu… Porque tu te tornaste precioso e glorioso a meus olhos, eu te amei,”</span></em><span class="tm7"> (Isaías 43, 1-4). Deus, portanto, chama cada um pelo nome, de maneira muito pessoal. Cabe a cada um responder a esse amor, sobretudo pelo cumprimento fiel e generoso de seus mandamentos. “</span><em><span class="tm8">Aquele que retém os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei (também), e me manifestarei a ele.” </span></em><span class="tm7">(João 14, 21). O amor de Deus é reconhecido por este sinal de caridade. Manifesta-se também no zelo em tornar esta caridade conhecida e amada por aqueles que nos rodeiam, particularmente através da preocupação com a salvação das almas. Como escreve Santo Agostinho: </span><em><span class="tm8">O que Deus quis ao vir até nós, senão mostrar-nos o seu amor? Se até agora não nos esforçamos para amá-Lo, que ao menos não demoremos mais em retribuir-Lhe amor com amor.</span></em><span class="tm7">&#8220;</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Padre François Delmotte, FSSPX</span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>NÃO HÁ UNIDADE NA AMBIGUIDADE</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-ha-unidade-na-ambiguidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/08/Rassemblement-oecumenique-a-Notre-Dame-de-paris.jpg" alt="" width="480" height="327" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/oecumenisme/pas-dunite-dans-lambiguite">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain Bataille, arcebispo de Bourges, insistiu: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-ordinations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la-situation-editorial-de-monseigneur-bataille/">&#8220;<em>Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade</em></a></span>&#8220;. A isso, só podemos concordar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, na véspera de sua nomeação como Arcebispo de Bourges, em 15 de outubro de 2025, um encontro ecumênico organizado pela diocese foi realizado em sua sede episcopal com o tema: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://web.archive.org/web/20251013013819/https://www.diocese-bourges.org/agenda/11902-decouvrir-des-manieres-de-prier-avec-luther-et-calvin/">“</a></span><em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://web.archive.org/web/20251013013819/https://www.diocese-bourges.org/agenda/11902-decouvrir-des-manieres-de-prier-avec-luther-et-calvin/">Descobrindo Formas de Orar… com Lutero e Calvino</a></span></em>”. Após apresentações sobre Martinho Lutero e John Calvino — uma delas feita pelo presidente da Igreja Reformada de Bourges — seguiu-se uma discussão, e depois uma oração em comum. Durante a discussão sobre a doutrina dos sacramentos, um padre católico presente insistiu no respeito tanto pela teologia protestante quanto pela católica, já que ambas evoluíram: &#8220;<em>Em certo momento, tínhamos 12 sacramentos&#8230; Nós também evoluímos!&#8221;</em>. Nenhuma explicação foi dada para essa afirmação. Tampouco foi mencionada a questão de que a doutrina católica expressa a verdade revelada, enquanto o protestantismo a contradiz. A cortesia ecumênica exige isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deveríamos considerar isso apenas um deslize ocasional, levando em conta que uma conversa informal pode conter imprecisões, ou  até mesmo descuidos?</span><span id="more-35672"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, a ambiguidade vem de cima. É o decreto <em>Unitatis Redintegratio</em> que, ao encorajar calorosamente o movimento ecumênico, dá o tom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeira ambiguidade: esse movimento, que designa “<em>as iniciativas e ações promovidas e organizados em favor da unidade dos cristãos</em>” (§4), não tem como objetivo a unidade da Igreja, uma vez que é um dado adquirido e afirmado no <em>Credo</em>. Como o ecumenismo se distingue explicitamente da obra de conversão e reconciliação dos indivíduos (§4), o que se entende por “<em>unidade dos cristãos</em>” senão a unidade da Igreja de Cristo? E como é possível manter relações diligentes e cordiais e, ao mesmo tempo, continuar a afirmar a fé, não como uma tradição teológica entre outras, mas como verdade revelada?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segunda ambiguidade: o decreto afirma que as comunidades cristãs não católicas “<em>não são de modo algum desprovidas de significado e valor no mistério da salvação. O Espírito de Cristo, aliás, não se recusa a usá-las como meio de salvação</em>” (§3). Deveríamos concluir disso que o protestantismo em si é um meio de salvação? Ou a ortodoxia? Mas, visto que consistem respectivamente em heresia e cisma, como isso pode ser sustentado? Ou talvez se encontre a salvação nelas apesar dessa heresia e desse cisma; mas então seria razoável recomendar essas comunidades dessa maneira? E quando protestantes ou cristãos ortodoxos pedem para serem recebidos na Igreja Católica, é concebível que sejam aconselhados a permanecer como estão? Gostaríamos de acreditar que D. Bataille porá fim a qualquer tentativa de unidade nessa ambiguidade. Infelizmente, parece que a unidade e a comunhão na Igreja hoje são buscadas principalmente no rigor jurídico e não na fé.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Abbé Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>A FÉ CATÓLICA INTEGRAL, NADA MENOS QUE ISSO!</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicada em 24 de junho de 2026, a Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada aqui em várias partes. Essa primeira parte expõe as razões que tornam necessária, hoje em dia, uma profissão integral da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-fe-catolica-integral-nada-menos-que-isso/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/grant-whitty-exv72ahe4se-unsplash-2.jpg?itok=kdzDqNkK" alt="" width="589" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Publicada em 24 de junho de 2026, a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/">Profissão de Fé Católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X</a></span> é apresentada aqui em várias partes. Essa primeira parte expõe as razões que tornam necessária, hoje em dia, uma profissão integral da fé, sem diminuir em nada a doutrina transmitida pela Igreja.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em nome da santa e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Preâmbulo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 – Professo e abraço a inteira verdade da fé católica, tal como foi “recebida pelos Apóstolos dos próprios lábios de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou transmitida como de mão em mão pelos próprios Apóstolos conforme lhes ditava o Espírito Santo”, e a seguir conservada fielmente até chegar a nós por uma sucessão ininterrupta na Igreja católica, através da pregação dos papas e dos bispos, dos escritos dos Padres da Igreja e dos teólogos, e das definições dos santos concílios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 – Recebo firmemente todas e cada uma das verdades que a Igreja infalível propôs como divinamente reveladas e necessárias para a salvação, seja pelas definições do seu Magistério solene, seja pela unanimidade do seu Magistério ordinário e universal <a style="color: #000000;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/profissao-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-almas-confrontadas-com-os#_bookmark21"><sup>3</sup></a>. Recebo também tudo o que pertence à doutrina católica em razão de uma conexão necessária com o depósito revelado <a style="color: #000000;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/profissao-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-almas-confrontadas-com-os#_bookmark22"><sup>4</sup></a>, e tenho por certas as verdades que a Igreja ensinou com constância a fim de preservar esse depósito em face dos erros <a style="color: #000000;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/profissao-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-almas-confrontadas-com-os#_bookmark23"><sup>5</sup></a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; Rejeito, consequentemente, todos os erros contrários a essa fé, especialmente os do liberalismo, do  indiferentismo, do modernismo, do ecumenismo e do laicismo, condenados pelos papas Pio IX , Leão XIII, São Pio X, Pio XI e Pio XII. Tais erros, com efeito, obscurecem a doutrina revelada, falseiam a Tradição, desfiguram a santa liturgia, corrompem a moral, enfraquecem o espírito missionário e desagregam a ordem social cristã, causando grave prejuízo à salvação das almas.</span><span id="more-35617"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; Professo essa fé e rejeito todos os erros que lhe sejam contrários, porque quero permanecer fielmente submisso à santa Igreja católica, apostólica e romana, Mestra da verdade, bem como ao Papa, Vigário de Cristo, na fidelidade à Roma eterna que recebeu a missão de guardar santamente e de expor fielmente o depósito revelado até o fim dos séculos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5 – Acrescento que, na confusão presente, não basta mais recordar algumas verdades isoladas. Faz-se indispensável expor claramente a ordem inteira da doutrina católica, na sua coerência sobrenatural e na sua harmonia luminosa, sem omitir nenhum dogma, sem diminuir nenhuma verdade, sem substituir a fé recebida por uma linguagem equívoca ou truncada que, pretextando o ecumenismo ou a adaptação ao mundo, desfigura essa doutrina com uma audácia cada vez maior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; É a própria caridade que manda professar essa doutrina com clareza, paciência e fortaleza, para a glória de Deus, para a honra da Igreja e para a salvação das almas.</span></p>
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		<title>DE MITOS E MALDIÇÕES. O &#8220;MITO&#8221; CRISTÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 14:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[  O sacerdote modernista não é mau sujeito, está tentando &#8220;chegar&#8221; com a &#8220;mensagem&#8221; da melhor forma que encontra, porque já perdeu a ideia de que está &#8220;renovando um &#8220;fato&#8221; que tem efeitos em e por si mesmo. por Dardo Juan &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/de-mitos-e-maldicoes-o-mito-cristao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6"><span class="tm7"> <img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/2020/nouvelle_messe.jpg?itok=n2mwZbSX" alt="Les 50 ans de la nouvelle messe : la fabrication du nouveau missel | FSSPX  Actualités" width="565" height="328" /></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm9">O sacerdote modernista não é mau sujeito, está tentando &#8220;chegar&#8221; com a &#8220;mensagem&#8221; da melhor forma que encontra, porque já perdeu a ideia de que está &#8220;renovando um &#8220;fato&#8221; que tem efeitos em e por si mesmo.</span></em></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">por<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://www.ultramontano.com/pt/de-mitos-y-maldiciones-el-mito-cristiano-11502">Dardo Juan Calderón</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Não creio que restem muitos que não pensem que o relato evangélico e muito mais o do antigo testamento não seja um &#8220;mito&#8221; que tem uma &#8220;mensagem&#8221; a decifrar, à maneira do mito grego ou de outras religiões. O Mito Bíblico. Que não é algo histórico que ocorreu realmente e que, captando o sentido oculto, este nos ajudará a entender algo de nossa existência. E então me pus a pensar que este assunto da fé nesse conjunto de histórias que foram reveladas ao cristão para que cresse, conselhos para que seguisse e leis para que obedecesse, na medida em que passam a ser entendidas como mitos não necessitam de fé, mas de interpretação (hermenêutica), porém… como os outros mitos, atenção, pois devem necessariamente conter uma maldição!</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">O que se nos quer dizer com isso de que Deus se encarnou em Jesus de Nazaré? Se é um mito, devemos explicá-lo, extrair a &#8220;mensagem&#8221;. A missa passaria a ser a teatralização do mito, uma atualização dos símbolos desse mito do Deus encarnado que, com a liturgia da palavra, há que ir esclarecendo para os simples. O sacerdote faz um pouco de teatro e o explica. Isso é a nova teologia e a nova liturgia, e isso explica o porquê da suma importância que tem a &#8220;liturgia da palavra&#8221;, a explicação do mito, a interpretação do mito. A hermenêutica. Quanto ao que corresponde à &#8220;teatralização&#8221; do mito, é possível que para a melhor interpretação seja necessário fazer uma &#8220;versão adaptada&#8221; ao novo público e ao novo tempo, utilizando uma simbologia mais adequada a esse público e a esse tempo, como o filme da Odisseia e como as mil versões adaptadas de &#8220;Shakespeare&#8221; que há no cinema. E essa &#8220;adaptação&#8221; depende da perícia e das condições do &#8220;adaptador&#8221;, que consegue que a &#8220;mensagem&#8221; chegue de melhor maneira. Ratzinger dizia que a crucificação era o símbolo perfeito para a mensagem do sacrifício pelos outros naquela época do século I, mas hoje se pode dizer o mesmo com a ideia do &#8220;trabalho&#8221; e se entenderia melhor. E algo parecido com a ressurreição, que naqueles tempos significava que despertou da morte, mas que a mensagem é que &#8220;hoje vive em nós&#8221; e podemos prescindir daquele símbolo pelo de que o amor torna presente aquele que morreu (&#8220;A estranha teologia de Ratzinger&#8221;, dizia em sua obra Monsenhor Tissier).</span><span id="more-35628"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">A fé nos diz que não há nenhuma mensagem oculta, mas um fato expresso que aconteceu: Deus Se Encarnou e Padeceu por nós, obtendo Ele a Redenção com sua morte, e depois Ressuscitou. Não quis &#8220;dizer&#8221; nada com isso, quis Encarnar-Se, padecer e ressuscitar para &#8220;fazer&#8221; algo Ele mesmo com esse fato, além de que nós tirássemos ou não conclusões e mensagens edificantes. Esse &#8220;fato&#8221; histórico e sobrenatural haveria de ter &#8220;efeitos&#8221; reais e concretos, na história e nas almas, independentemente de que o entendêssemos ou não, de que o interpretássemos corretamente ou não. Como vimos, o mito serve para algo se tiro as conclusões correspondentes, e se não, pois não serve para nada. Ao entender a missa nesse sentido mitológico e não como um &#8220;fato&#8221; que efetivamente acontece, entende-se que há que esclarecê-lo e que toda a ritualidade e o simbolismo não só é conveniente que sejam interpretados e esclarecidos, mas que mais cedo do que tarde, e ainda a despeito de que se entende a importância pedagógica do simbolismo, vá diminuindo sua importância e vá desaparecendo em prol da interpretação da mensagem.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">O que a fé nos diz é que o &#8220;rito&#8221; produz um &#8220;fato&#8221;. Realiza-o, não o simboliza. Por isso o sacerdote o faz ainda que esteja sozinho, e a nova liturgia não tem sentido se não há um público ao qual se esclarece na inteligência e na emoção pela participação no rito simbólico, mas deve compreender os símbolos! E há que adaptá-los.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Mas há algo mais curioso, e é que todos os ritos, ainda os mais humanos como o da mesa, a cortesia, os bélicos e os nupciais, valem a pena ser sustentados não pelo que querem dizer, mas por aquilo que efetivamente &#8220;fazem&#8221; e realizam entre as pessoas. Quando um grupo de amigos se reúne todas as quintas-feiras no bar, não quer simbolizar a amizade, quer alimentá-la, mantê-la, reiterar o &#8220;fato&#8221;. As duas velhinhas que no filme Nagasaki se reúnem para tomar chá, com seus ritos ancestrais, em silêncio durante uma hora, não querem dizer nada, estão &#8220;fazendo&#8221; algo, estão renovando um fato, sua amizade forjada no drama. De outra maneira esses ritos, em breve, são apenas fanfarrices, divertidos enigmas ou hipocrisias. O ritual que se faz entre amigos ou acresce e renova a causa da amizade, ou é uma farsa em que umas velhas que se odeiam e criticam mantêm a hipocrisia do chá de canastra para obter fofocas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">O &#8220;rito&#8221; é por essência a renovação do &#8220;fato fundante&#8221; de uma relação, ainda os mais humanos, e o que o rito realiza é a repetição desse fato que, embora sob uma nova modalidade, é o mesmo em seu conteúdo, se reitera, não se &#8220;recorda&#8221;. Têm um valor em si mesmos e são um recurso mais que necessário para a subsistência das relações humanas. A perda do rito é uma das causas de um mundo que destruiu todas as relações humanas (Recomendo o livro de Byung-Chul Han sobre o tema).</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Confirmemos o acerto: se se trata da reconsideração ou interpretação de um mito, o &#8220;rito&#8221; se perde, passa a ser a teatralização do mito que necessariamente deve ir adequando sua simbologia aos tempos e aos auditórios. O rito é por definição sempre o mesmo, ou não é rito.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Mas digamos que nossa religião parte de um mito e não de um &#8220;fato&#8221;, um mito fundante e até um riquíssimo mito pleno de significação, como o trata e considera toda a nova teologia. Então é lógico que não responda a um rito sempre igual, mas a uma encenação adequada com o uso de uma simbologia variável e adequada ao tempo e ao auditório. E isso é o que produziu a Reforma Litúrgica e em decorrência da qual todos os abusos litúrgicos se explicam. São esforços interpretativos do mito que dependem das circunstâncias já mencionadas. O sacerdote modernista não é mau sujeito, está tentando &#8220;chegar&#8221; com a &#8220;mensagem&#8221; da melhor forma que encontra, porque já perdeu a ideia de que está &#8220;renovando um &#8220;fato&#8221; que tem efeitos em e por si mesmo. O que importa é como chega a &#8220;mensagem&#8221; e não se se produz o &#8220;fato&#8221;. E a repetição igual de um &#8220;rito&#8221; é contraproducente à compreensão do mito, nem se fala se se faz em uma &#8220;língua ritual&#8221;. Agora se entende para que eu falava de mitos? (com suas consequentes maldições), o que não obedecia a uma pedanteria, mas a nos preparar para notar a diferença. E também se entenderá que me importa muito pouco comparecer a uma farsa (a Nova Missa) para a interpretação do mito que me faz um pobre sujeito, com escassa cultura na maioria das vezes, se eu estou muito melhor preparado do que ele para fazê-lo. O que pretendo é um verdadeiro Sacerdote, um Ungido, que mediante um Rito verdadeiro, respeitando a língua ritual, reproduza o FATO, renove aquele fato fundante da Relação Redentora de Deus com o Homem. Não me vendam ilusões.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">E a maldição?! Se a Redenção do gênero humano pela Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo fosse um Mito, sua mensagem seria que, em seu exemplo, somos uma espécie de deuses encarnados em virtude da dignidade humana em que fomos criados, que devemos padecer generosamente nos trabalhos da vida pelos demais, para renascer dessa tomada de consciência como homens fraternais, pacíficos e solidários… sim, muito bonito… Mas nunca se produz, está como a cenoura na vara para produzir uma ansiedade interminável e uma frustração permanente, para sermos malamente surpreendidos por uma morte sem ver o fruto de nossa redenção humana.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Ora bem, voltemos ao mito e sua estrutura: se completamos o quadro de todo mito que se preze e que parte de um Deus que foi ofendido e quer cobrar-se, que como a Sísifo nos pôs numa tarefa que se desfaz a cada momento e que deve ser reiniciada para desfazer-se, tarefa para a qual nossas forças e tendências não servem, tudo com base em um &#8220;paradigma&#8221; falso e irrealizável que foi um engano e uma condenação, não nos daremos conta de que o relato evangélico não é o Mito! É A MALDIÇÃO.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm13" style="text-align: justify;"><span class="tm10" style="color: #000000;">Cristo é a maldição. Nietzsche soube adivinhar e não há judeu que não tenha se dado conta da verdadeira interpretação do mito cristão e não esteja seguro disso. E por mais tolos que sejam esses modernistas que estão indagando o mito, não tardarão em perceber, quando já há muitos que se deram conta, o erro. Se é um &#8220;Fato&#8221;, Cristo o realizou; se é um Mito, Cristo é a maldição. E esses patetas dos modernistas não estão se dando conta. Ou estão? E o estão desmontando com o cuidado com que se desmonta uma bomba…</span></p>
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		<title>SER HOMEM E SER CRISTÃO: É A MESMA COISA?</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 13:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Philippe Sulmont]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est A questão do humanismo surgiu desde o início do cristianismo. São Paulo escreve, por um lado, aos Filipenses (capítulo 4):  &#8220;Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amável, de bom nome, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ser-homem-e-ser-cristao-e-a-mesma-coisa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2024/11/Adam_Eve.jpg" alt="" width="426" height="541" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/etre-un-homme-et-un-chretien-est-ce-la-meme-chose">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A questão do humanismo surgiu desde o início do cristianismo. São Paulo escreve, por um lado, aos Filipenses (capítulo 4): </span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">&#8220;Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amável, de bom nome, as virtudes, seja isso o objeto de vossos pensamentos.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E, por outro lado, vejamos os Gálatas (capítulo 6): </span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">&#8220;O mundo morreu para mim na Cruz, e na Cruz eu morri para o mundo.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">São Paulo, portanto, começa por discernir o que vem do mundo: é preciso reter do mundo o que é verdadeiro. Mas há mentiras no mundo. O diabo reina nele como mentiroso. É preciso reter o que é nobre. Mas há baixezas no mundo. O senso de honra às vezes se mistura com a vaidade e a ambição. Devemos extrair do mundo o que é </span><span class="tm7">justo</span><span class="tm6">, mas a injustiça domina o mundo. O que encontramos no mundo é, antes, sede de justiça. É preciso reter do mundo o que nele há de puro. O exemplo natural das crianças, da maioria delas pelo menos, mas o mundo, como vemos com demasiada clareza hoje, está à mercê da imoralidade.</span></span><span id="more-35541"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">As virtudes? Elas existem no mundo pagão: a coragem, as virtudes estoicas, o gosto pelo trabalho, a compaixão, a generosidade. É uma tentação tão antiga quanto o cristianismo a de reduzir a pregação cristã a um humanismo: ser plenamente humano seria muito mais atraente para as pessoas a serem convertidas do que a Cruz e os mistérios cristãos!</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">No entanto, é preciso afirmar claramente que todas as virtudes do mundo, a honestidade, a justiça, a nobreza e tudo o que vem do mundo não são suficientes para garantir a salvação eterna. É necessária a fé em Jesus Cristo, o Salvador; a fé, pelo menos implícita, talvez mal expressa, em uma ajuda que vem do alto.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">As virtudes humanas naturais nem mesmo bastam para garantir um mundo equilibrado, feliz e em paz, pois a natureza foi ferida pelo pecado original. Uma ferida muito profunda, dizem os pessimistas (são Agostinho); uma ferida menos profunda, para os otimistas; em todo caso, uma ferida suficiente para que o mundo seja incapaz de viver feliz e em paz sem a ajuda da religião, da graça, dos sacramentos do batismo e da penitência e sem a participação no sacrifício da Cruz.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Para um cristão, não pode existir o culto ao homem. O culto a Jesus, sim, e a Jesus crucificado.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: right;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Pe. Philippe Sulmont, FSSPX </span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO – PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 2 DE 2</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[“A fidelidade não é estática, é dinâmica, na continuidade da fé que é imutável, mas as situações são sempre novas e o Espírito está incessantemente em ação”&#8230; Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Leia a Parte 1 aqui Aos olhos de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-2-de-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/08/FR420829A.jpg" alt="" width="373" height="555" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">“A fidelidade não é estática, é dinâmica, na continuidade da fé que é imutável, mas as situações são sempre novas e o Espírito está incessantemente em ação”&#8230;</span></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/larcheveque-de-bourges-face-aux-sacres-du-1er-juillet-2e-partie">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Leia a Parte 1 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/">aqui</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Aos olhos de D. Sylvain Bataille de Bourges (1), a Tradição “</span><em><span class="tm9">não consiste numa herança estática, estagnada e intocável. Pelo contrário, é a transmissão viva da própria fé dos Apóstolos, incessantemente aprofundada sob a orientação do Espírito e vivida em diferentes contextos históricos e culturais” </span></em><span class="tm8">[&#8230;]“. </span><em><span class="tm9">A fidelidade não é estática, é dinâmica, na continuidade da fé que é imutável, mas as situações são sempre novas e o Espírito está incessantemente em ação”.</span></em><span class="tm8">  A iniciativa das sagrações de 1 de julho ficaria, assim, privada de sua principal justificativa.</span></span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Aqui encontramos o discurso evolucionista inaugurado pelo Vaticano II e teorizado por Bento XVI, com a ambiguidade que abre as portas a todo tipo de negação, sob o pretexto de aprofundar a compreensão. O parágrafo 17 da </span><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/profissao-de-fe-catolica-da-fraternidade-sao-pio-x-para-esclarecer-as-almas-confrontadas-com-os-erros-modernos/"><span class="tm7">Profissão de Fé</span></a></u></strong></span> apresentada em 24 de junho pela Fraternidade dissipa essa ambiguidade: </span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm6 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A Tradição pode ser chamada de “viva” não no sentido de que mudaria de significado, mas no sentido de que o Magistério vivo propõe ao longo dos séculos, de maneira sempre mais clara e mais explícita, a mesma verdade com o mesmo significado(2). O que foi crido por todos, sempre e em todo lugar, como pertencente a fé, não pode ser negado nem posto em dúvida por nenhuma voga teológica, nenhuma pressão pastoral, nenhuma necessidade diplomática, nenhuma pretensa exigência do mundo moderno</span><span class="tm7"> (3).</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm6 tm10" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Vemos claramente, infelizmente, que a <em>“transmissão viva</em>” à qual se refere Dom Bataille instaura uma forma de praticar a religião que altera o sentido da verdade revelada, sob o pretexto da adaptação. A prática do ecumenismo, por exemplo, insinua cada vez mais o erro do indiferentismo.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">No que diz respeito ao culto, o arcebispo de Bourges gostaria de criticar a expressão <em>“missa de sempre</em>”, utilizada por Dom Lefebvre, para justificar as reformas litúrgicas do pós-Vaticano II:</span><span id="more-35614"></span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ainda se celebra a morte e ressurreição de Cristo, e oferece-se aos fiéis o seu sacrifício, mas em formas que evoluíram ao longo dos séculos. O Papa Pio XII implementou reformas litúrgicas significativas na década de 1950, todas aceitas pela Fraternidade São Pio X. É, portanto, incompreensível por que tudo deveria ficar estagnado em 1962. </span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">As reformas de Pio XII nada têm a ver com as de Paulo VI. As primeiras limitam-se a conferir um significado mais profundo, por meio das palavras e dos gestos renovados do rito, à mesma verdade que o culto deve expressar. As segundas<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/breve_exame_critico_do_novus_ordo_missae.pdf"> “<em>afastam-se de maneira impressionante, tanto no conjunto quanto nos detalhes”</em>, desse mesmo significado, conforme constata o Breve Exame Crítico apresentado na época ao Papa Paulo VI pelos cardeais Ottaviani e Bacci.</a></span> Diz-se que a Missa é &#8220;<em>de sempre</em>&#8220;, na medida em que o rito expressa constantemente, através das várias reformas ou restaurações, o mesmo significado exigido tanto pela profissão de fé como pela eficácia do sacramento. Nesse sentido, a Missa está além e fora do tempo, pois ecoa a eterna palavra santificadora de Deus. O mesmo não se aplica às reformas de Paulo VI, que desnaturalizaram esse eco a ponto de torná-lo, a partir de então, a expressão do sentimento da comunidade eclesial, sujeita a todos os caprichos de sua história.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Os números 124 e 125 da profissão de fé apresentada em 24 de junho pela Fraternidade declaram claramente o seguinte: </span></p>
<blockquote>
<p class="Normal tm6 tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Professo que missa tradicional romana, celebrada segundo o rito em uso antes da reforma do </span><span class="tm11">Novus Ordo Missæ</span><span class="tm7">, expressa com incomparável clareza a doutrina católica do sacrifício, do sacerdócio e da presença real. Constato, porém, com grande pesar, que as reformas litúrgicas contemporâneas se afastaram consideravelmente da liturgia tradicional, tanto no seu conjunto como nos detalhes, obscurecendo, assim, o caráter sacrificial e propiciatório da Missa, favorecendo uma concepção democrática do culto, aproximando a expressão litúrgica católica das concepções protestantes, e contribuindo assim de modo preponderante para a perda do senso do sagrado, para a corrupção do espírito cristão, para a diminuição das vocações e para a debilitação geral da fé</span><span class="tm7">(4)</span>. Rejeito, portanto, toda reforma e todo uso litúrgico que, por omissão, ambiguidade doutrinal ou orientação prática, favoreça a heresia, enfraqueça a fé, se afaste da doutrina católica da missa formulada no Concílio de Trento, ou que desvie os fiéis da adoração devida a Deus. O culto público da Igreja deve expressar sem equívoco a fé católica.</span></p>
</blockquote>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Essa não é, evidentemente, a intenção do arcebispo de Bourges. “<em>A liturgia”</em>, esclarece, aliás, Dom Bataille,<em> “continua sendo a experiência da Salvação para nós, pecadores</em>”. A “<em>experiência”</em>: é uma palavra que aparece constantemente nos discursos pontifícios do pós-Vaticano II. É um dos principais indícios da mudança de rumo que se concretizou na época do concílio. Mudança de eixo bem analisada por Dom Lefebvre logo após as sagrações de 30 de junho de 1988 e que consiste na <em>“passagem do direito da verdade para o direito da pessoa</em>”[5]. Passagem, portanto, do ponto de vista do objeto (ou da realidade tal como se impõe ao ato de inteligência ou de vontade) para o ponto de vista do sujeito.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O evolucionismo assinalado tem seu ponto de partida nesse novo ponto de vista, que é o ponto de vista do personalismo. Foi para defender os direitos da verdade, notadamente por meio da liturgia, que é a expressão do verdadeiro culto da verdadeira religião, que a Fraternidade quis dar à Igreja novos bispos fiéis a essa expressão inalterada da fé da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm12" style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm14">Notas:</span></strong></span></span></p>
<ol class="Normal tm6">
<li class="tm15" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-ordinations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la-situation-editorial-de-monseigneur-bataille/"><span class="tm7">https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-orderd-inations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la- situation-editorial-de-monseigneur-bataille/ </span></a></u></span></li>
<li class="Normal tm6 tm15" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm16">Concílio Vaticano I (1870), Constituição Dogmática </span><em><span class="tm17">Dei Filius</span></em><span class="tm18"> , capítulo IV, DS 3020 e cânon 3, DS 3043; Pio IX, na bula </span><em><span class="tm17">Ineffabilis Deus</span></em><span class="tm18"> (8 de dezembro de 1864), que proclama o dogma da Imaculada Conceição, manifesta-o muito bem: “</span><em><span class="tm17">Sempre atenta a guardar e defender os dogmas que lhe foram confiados, a Igreja de Jesus Cristo nunca altera nada neles, nunca retira nada, nunca acrescenta nada; mas, lançando um olhar fiel, discreto e sábio sobre os ensinamentos antigos, ela recolhe tudo o que a antiguidade neles depositou, tudo o que a fé dos Padres neles semeou. Ela se empenha em aperfeiçoá-los, em refinar sua formulação, de modo que esses antigos dogmas da doutrina celestial recebam clareza, luz e distinção, mantendo ao mesmo tempo sua plenitude, sua integridade e seu caráter próprio; em suma, de modo que se desenvolvam sem alterar sua natureza e permaneçam sempre na mesma verdade, no mesmo sentido, no mesmo pensamento”</span></em></span></li>
<li class="Normal tm6 tm15" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm16">São Vicente de Lérins, </span><em><span class="tm17">Commonitorium</span></em><span class="tm18">, citado pelo Primeiro Concílio Vaticano (1870), Constituição Dogmática </span><em><span class="tm17">Dei Filius</span></em><span class="tm18"> , capítulo IV, DS 3020. </span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm15" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm16">Veja o </span><em><span class="tm17">Breve exame crítico do Novus Ordo Missae</span></em><span class="tm18"> apresentado em 3 de setembro de 1969 ao Papa Paulo VI pelos Cardeais Ottaviani e Bacci.</span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm15" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm16">Dom Lefebvre, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-visibilidade-da-igreja-e-a-situacao-atual/">“<em>A Visibilidade da Igreja e a Situação Atual</em>”</a></span> em </span><em><span class="tm17">Fideliter,</span></em><span class="tm18"> número 66, novembro-dezembro de 1988, p. 29.</span></span></li>
</ol>
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		<title>DOM SCHNEIDER: UM ENVOLVIMENTO SÉRIO DO VATICANO COM A FRATERNIDADE SÃO PIO X MARCARIA O “COMEÇO DO FIM” DO PROJETO MODERNISTA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/dom-schneider-um-envolvimento-serio-do-vaticano-com-a-fraternidade-sao-pio-x-marcaria-o-comeco-do-fim-do-projeto-modernista/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 00:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Diane Montagna&#8217;s Substack – Tradução: Dominus Est Dom Athanasius Schneider divulgou sua primeira declaração pública desde que Roma declarou que os seis bispos da FSSPX incorreram em excomunhão automática devido às sagrações episcopais realizadas pela Fraternidade em Écône, em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/dom-schneider-um-envolvimento-serio-do-vaticano-com-a-fraternidade-sao-pio-x-marcaria-o-comeco-do-fim-do-projeto-modernista/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!xyJ0!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F1e95370f-2233-4dde-ae91-2fda05644611_4175x3088.jpeg" alt="" width="384" height="287" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://dianemontagna.substack.com/p/bishop-schneider-serious-vatican">Diane Montagna&#8217;s Substack</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Athanasius Schneider divulgou sua primeira declaração pública desde que Roma declarou que os seis bispos da FSSPX incorreram em excomunhão automática devido às sagrações episcopais realizadas pela Fraternidade em Écône, em 1º de julho, contra a vontade do Papa Leão XIV.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sua Excelência tem sido uma voz ativa no debate sobre as sagrações, e sua reação às consequências do ocorrido era aguardada com particular interesse. Nos meses anteriores, ele implorou repetidamente ao Papa Leão XIV que concedesse à Fraternidade São Pio X um mandato apostólico, em vez de permitir que o ato prosseguisse sem sua aprovação — principalmente em um <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/exclusivo-d-athanasius-schneider-apela-ao-papa-leao-xiv-para-que-construa-uma-ponte-entre-roma-e-a-fsspx/"><strong><em>“Apelo Fraterno</em></strong></a></span>” de 24 de fevereiro, que exortava o Papa a agir como um “<em>construtor de pontes”</em> e alertava contra “<em>uma divisão adicional, verdadeiramente desnecessária e dolorosa, dentro da Igreja</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma nova declaração intitulada &#8220;<em>O dilema entre preservar a integridade inequívoca da fé católica e ser reconhecido canonicamente pelo Papa&#8221;</em> (texto completo abaixo), D. Schneider argumenta que a FSSPX se deparou com uma escolha “<em>trágica”</em> e pouco comum: manter-se fiel à doutrina católica tal como sempre foi ensinada ou garantir o reconhecimento formal da Santa Sé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele enquadra a situação atual como um exemplo de um dilema enfrentado anteriormente na história da Igreja, por <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/02-de-maio-santo-atanasio-3/"><strong>Santo Atanásio de Alexandria</strong></a></span>, no século IV. Quando o Papa Libério, sob pressão imperial, entrou em comunhão com os bispos arianos e exigiu que Atanásio fizesse o mesmo, Atanásio recusou-se — e foi excomungado pelo próprio Papa, acusado de <em>“perturbar a paz da Igreja”</em>.</span><span id="more-35637"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, não emite nenhum julgamento definitivo sobre as ações do Vaticano. Em vez disso, ele se propõe a explicar, por meio desse exemplo histórico, o raciocínio por trás da decisão da Fraternidade São Pio X. Em comentários a este jornalista, Sua Excelência afirmou: “<em>Desejo oferecer elementos para uma reflexão mais profunda sobre a situação atual da Igreja, bem como exemplos históricos que promovam uma maior compreensão do dilema em que a Fraternidade São Pio X acredita estar inserida.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em sua declaração, D. Schneider argumenta ainda que a FSSPX, longe de ameaçar a unidade da Igreja, presta-lhe “<em>um grande serviço</em>” — um serviço de “<em>valor histórico”</em> — através da sua insistência na clareza doutrinal e litúrgica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse serviço, sugere ele, poderia ter consequências para toda a Igreja, caso Roma decidisse reconhecê-lo: “Se a Santa Sé levasse a sério essa posição da Fraternidade São Pio X — e, além disso, reconhecesse as ambiguidades objetivas em certas declarações do Concílio Vaticano II e no rito da Nova Missa —, isso marcaria o início do fim do projeto modernista dentro da Igreja, que, na verdade, teve início há mais de cem anos.”</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Segue abaixo a declaração de D. Atanásio Schneider.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">****************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O DILEMA ENTRE PRESERVAR A INTEGRIDADE INEQUÍVOCA DA FÉ CATÓLICA E SER RECONHECIDO CANONICAMENTE PELO PAPA</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Dom Athanasius Schneider</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É útil recordar um caso histórico em que um grande santo se deparou com o seguinte dilema: a escolha entre preservar a integridade inequívoca da fé católica e ser reconhecido canonicamente pelo Papa. Esse santo foi o Padre da Igreja do século IV, Santo Atanásio de Alexandria. Em 357, o Papa Libério, após assinar uma fórmula de fé ambígua (omitindo o termo doutrinal crucial “consubstancial”), ordenou a Santo Atanásio que entrasse em comunhão com bispos arianos e semiarianos — bispos com os quais o próprio Papa, sob pressão do Imperador, infelizmente havia entrado em comunhão. Santo Atanásio recusou-se a obedecer ao Papa, que, segundo o testemunho de Santo Hilário de Poitiers e outras fontes históricas, o excomungou, acusando-o de perturbar a paz da Igreja. Apesar de ter sido excomungado pelo Papa, Santo Atanásio continuou a governar sua diocese em Alexandria e chegou até a demonstrar compreensão pela conduta lamentável do Papa Libério. No entanto, o Papa São Dâmaso, sucessor do Papa Libério, agradeceu a Santo Atanásio e o consultou sobre os assuntos dos bispos orientais. O Papa Libério foi o primeiro papa a não ser canonizado, enquanto Atanásio não só foi canonizado, como também declarado Doutor da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, Santo Atanásio seria considerado um cismático de acordo com a definição de &#8220;<em>cisma</em>&#8221; no atual Código de Direito Canônico, uma vez que se recusou a estar em comunhão com membros da Igreja (bispos hereges e semi-hereges) que eram canonicamente reconhecidos e, portanto, sujeitos ao Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As sagrações episcopais realizadas em Écône pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) em 1º de julho de 2026 também são um exemplo desse raro dilema: o de ter que escolher entre preservar a integridade inequívoca da fé católica, tal como foi ensinada pelo Magistério ao longo dos séculos, ou ser reconhecido canonicamente pelo Papa. Esse dilema se evidencia nas condições impostas ao reconhecimento canônico da FSSPX pelo Papa: a instituição deve aceitar certas ambiguidades doutrinais recentemente introduzidas (refletidas em alguns ensinamentos não definitivos do Concílio Vaticano II e em certas afirmações e atos do Magistério pós-conciliar), e aceitar não apenas a validade, mas também a correção (legitimidade) do rito da Nova Missa — apesar de sua imprecisão doutrinal e ritual, que marca uma clara ruptura com o Rito Romano tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao abordar esta questão complexa, é essencial manter uma perspectiva sóbria, esclarecer a terminologia e ter sempre em mente o verdadeiro e último objetivo da Igreja, bem como sua grande tradição; pois essa tradição remonta muito além dos últimos séculos ou décadas. Ao fazer isso, é preciso também considerar situações análogas às grandes crises da história da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao longo dos últimos séculos, dois desenvolvimentos prejudiciais ocorreram na Igreja, levando a uma visão estreita da realidade: a tendência de tratar o aspecto legal como quase absoluto, ou seja, o legalismo; e a tendência de absolutizar a pessoa do Papa e a obediência a ele, ou seja, o papismo. O legalismo, isto é, a adesão rígida à letra da lei, e o papismo, isto é, a obediência indiferenciada e quase absoluta ao Papa, passaram a ser priorizados em detrimento da necessidade de clareza na fé e na liturgia. No entanto, durante todas as grandes crises doutrinárias da história da Igreja, a regra de ferro era evitar qualquer tipo de ambiguidade doutrinária, como no caso do Papa Honório I, cujas cartas doutrinariamente ambíguas, emitidas como parte de seu Magistério ordinário, foram firmemente condenadas pelos papas posteriores e por três Concílios Ecumênicos, apesar das tentativas de seu segundo sucessor, o Papa João IV, de estabelecer uma espécie de hermenêutica da continuidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos dias de hoje, é amplamente difundido dentro da Igreja que não pode haver conflito de consciência entre obedecer ao Papa e preservar a pureza inequívoca da fé. Isso significa, em última análise, que a obediência ao Papa é valorizada a tal ponto que se considera melhor aceitar ambiguidades em questões de fé e ritos litúrgicos do que agir contra uma ordem do Papa — mesmo que essa ordem seja meramente humana e possa conter falhas. Além disso, surgiu igualmente uma compreensão restrita da comunhão, seja com o Papa, seja com a Igreja. A obediência ao Papa é vista como indistinguível da comunhão com a Igreja. Isso corre o risco de elevar a obediência ao Papa ao mesmo nível da obediência à revelação divina de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso também distinguir entre a lei positiva — ou seja, as leis disciplinares promulgadas pela autoridade humana da Igreja — e a Lei Divina, ou seja, as verdades da fé reveladas por Deus. Ninguém pode contradizer a Lei Divina e permanecer católico. Em circunstâncias verdadeiramente extraordinárias e raras, porém, um católico pode ser obrigado, em consciência, a agir contrariamente à lei positiva, precisamente para permanecer incondicionalmente fiel à Lei Divina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os próprios conceitos de <em>“cisma”</em> e <em>“submissão”</em> ainda não foram totalmente esclarecidos em sua aplicação prática e concreta. O Código de Direito Canônico (cânon 751) define cisma como “<em>a recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos</em>”. De fato, na história recente da Igreja, surgiu uma compreensão muito restrita de <em>“cisma” </em>e<em> “submissão</em>”, na qual a desobediência material ao Papa — independentemente da intenção — é praticamente equiparada ao cisma formal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso também levar em conta o estado de cisma formal, que significa a rejeição, em princípio, da autoridade papal por meio do estabelecimento de uma hierarquia separada — como foi o caso da Igreja Ortodoxa Grega em 1054 e, posteriormente, com os numerosos e diversos grupos sedevacantistas até os dias atuais. Contudo, não se pode falar em estado de cisma formal enquanto persistir a fé sobrenatural no dogma da primazia e infalibilidade papal, juntamente com o desejo de viver em submissão concreta à autoridade papal — mesmo que, devido a uma crise extraordinária na Igreja, isso não possa ser plenamente realizado no momento. Tal crise extraordinária na Igreja pode envolver uma obscurecimento ou suspensão temporária do dever primordial do ministério papal, a saber, defender e proclamar, sem ambiguidade, a integridade da fé e da liturgia católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mesmo se aplica ao conceito de estar “<em>em comunhão</em>” com o Papa. Durante um longo período, as ordenações episcopais foram realizadas sem o envolvimento direto do Papa, e igrejas particulares e bispos individuais expressavam sua comunhão com ele de diversas maneiras. Somente mais tarde na história da Igreja os papas passaram a exigir que toda ordenação episcopal ocorresse com um mandato papal. No entanto, mesmo após essa evolução, o Direito Canônico não considerava as ordenações episcopais ilícitas — ou seja, aquelas realizadas contra a vontade do Papa — como ofensas à unidade da Igreja, como atos inerentemente cismáticos ou como intrinsecamente maus. Ainda hoje, o atual Código de Direito Canônico inclui as ordenações episcopais ilícitas entre as ofensas relativas à celebração dos sacramentos ou as classifica como atos de usurpação de cargo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, a norma que exige um mandato papal para as sagrações episcopais é uma questão de direito positivo, não de Direito Divino. Caso contrário, essa norma teria sido observada ao longo de toda a história da Igreja, sempre, em todos os lugares e por todos, sem exceção. É claro que um mandato papal para as sagrações episcopais é normalmente necessário e foi sabiamente estabelecido para garantir melhor a submissão hierárquica do episcopado ao Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A natureza extraordinária da atual crise na Igreja se revela, no presente caso, pelo fato de uma comunidade cuja característica essencial é o desejo de ser fiel ao Papa — e a Fraternidade São Pio X se considera como tal — se depara com uma escolha trágica: ou obedecer ao Papa e, com isso, ser forçada a aceitar aspectos incertos e pouco claros da doutrina e da liturgia, ou desobedecer ao Papa em uma questão de grave importância, como a sagração de bispos, com a única intenção de preservar os meios para transmitir a fé e a liturgia em sua plena integridade — como um serviço às almas e, portanto, a toda a Igreja, incluindo o próprio papado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não se deve ignorar a real dimensão da crise atual da Igreja, mas sim encarar essa crise com honestidade, remontando às suas raízes mais profundas. Essas raízes residem em certas declarações doutrinárias vagas e ambíguas do Concílio Vaticano II que, ao longo dos últimos 60 anos, semearam confusão, como o relativismo doutrinário decorrente do ensino e da prática do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, que contribuíram para minar a singularidade de Jesus Cristo e de Sua Igreja como o único caminho para a salvação. Além disso, algumas falhas doutrinárias e rituais da reforma litúrgica, com suas tendências protestantizantes, obscureceram a natureza sacrificial central da Missa e seu foco cristocêntrico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Henrique Newman fez a seguinte observação, notável e oportuna: “Os bispos, quando não ensinam formalmente [<em>ex cathedra</em>], podem errar, como constatamos que erraram no século IV. O Papa Libério podia assinar uma fórmula eusebiana [ariana] em Sírmio e a missa de bispos em Ariminum [Rimini] ou em outro lugar, e ainda assim, apesar desse erro, podiam ser infalíveis em suas decisões <em>ex cathedra ” ( Arianos do Século IV</em> , Londres, 1876, p. 464). O que o Bispo de Regensburg, D. Rudolf Graber afirmou, há mais de 50 anos, caracteriza ainda mais a situação atual da Igreja: “O que aconteceu há mais de 1.600 anos está se repetindo hoje, mas com duas ou três diferenças: Alexandria é hoje toda a Igreja Universal, cuja estabilidade está sendo abalada, e o que foi empreendido naquela época por meio da força física e da crueldade está agora sendo transferido para um nível diferente. O exílio é substituído pelo banimento para o silêncio da indiferença, e o assassinato, pelo assassinato de caráter” (Atanásio e a Igreja do Nosso Tempo, Edimburgo 1974, p. 23; original: Athanasius und die Kirche unserer Zeit, Abensberg 1973).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A FSSPX é praticamente a única comunidade na Igreja hoje que chama a atenção abertamente para as evidentes ambiguidades doutrinais em certas declarações conciliares e no rito da Nova Missa, exigindo seu esclarecimento inequívoco e, se necessário, até mesmo sua correção, de acordo com o Magistério constante da Igreja. A “<em>hermenêutica da continuidade”</em> ou da “<em>reforma na continuidade</em>” — uma abordagem que, em si mesma, é válida e útil — também pode se tornar uma espécie de “camisa de força”, que se limita a encobrir, de forma superficial, as feridas causadas pelas ambiguidades e confusões doutrinárias e litúrgicas. Na prática, a Santa Sé exige uma espécie de raciocínio circular: que tudo está em ordem, desde que se envidem esforços intelectuais suficientemente intensos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, por meio de sua incansável insistência na clareza da doutrina e da liturgia, a FSSPX presta um grande serviço a toda a Igreja — um serviço de valor histórico. Se a Santa Sé levasse a sério essa posição da FSSPX — e, além disso, reconhecesse as ambiguidades objetivas em certas declarações do Concílio Vaticano II e no rito da Nova Missa — isso marcaria o início do fim do projeto modernista dentro da Igreja, que, na verdade, começou há mais de 100 anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A atual crise entre a Santa Sé e a FSSPX também pode ser ilustrada pela seguinte parábola: Um incêndio irrompe em uma grande casa. O chefe dos bombeiros permite o uso apenas dos novos métodos de combate a incêndio, embora estes tenham se mostrado menos eficazes do que os métodos e ferramentas antigos e testados. Um grupo de bombeiros desafia essa ordem, continua a usar os métodos testados e comprovados e até recruta novos bombeiros — tudo apesar da proibição do chefe dos bombeiros — e, de fato, o fogo é contido em muitos pontos. No entanto, esses bombeiros são tachados de desobedientes e cismáticos e punidos por isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ampliar ainda mais a parábola: o chefe dos bombeiros agora admite apenas os bombeiros que reconhecem os novos métodos e obedecem aos novos regulamentos do quartel. Mas, dada a enorme dimensão do incêndio, a luta desesperada para contê-lo e a insuficiência dos métodos oficiais, outros ajudantes intervêm abnegadamente — apesar da proibição do chefe dos bombeiros — trazendo habilidade, conhecimento e boas intenções e, no fim, ajudando a salvar justamente a casa que o chefe dos bombeiros estava se esforçando para proteger.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o tempo, as circunstâncias históricas mudam, e surge um novo chefe dos bombeiros — alguém que reconhece os efeitos negativos dos novos métodos de combate a incêndios. Ele não apenas concede permissão para que os métodos antigos e comprovados sejam utilizados novamente, mas passa a ser ele próprio um defensor fervoroso deles. Ele também reconhece a contribuição daqueles bombeiros que antes haviam sido incompreendidos, punidos severamente, tratados como párias e expulsos por serem considerados rebeldes — e os acolhe de volta às fileiras. No fim, uma vez que aquela grande turbulência havia passado, o que antes fora condenado como desobediência e rebelião revelou-se um ato de dedicação abnegada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia a história revelará se as seguintes palavras de Santo Agostinho se aplicam à situação atual da FSSPX:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Frequentemente, a Divina Providência permite que até mesmo homens bons sejam expulsos da congregação de Cristo pelas turbulentas sedições de homens carnais. Quando, em prol da paz da Igreja, eles suportam pacientemente esse insulto ou ofensa e não tentam introduzir novidades na forma de heresia ou cisma, ensinam aos homens como Deus deve ser servido com uma disposição verdadeira e com grande e sincera caridade. A intenção desses homens é retornar quando o tumulto tiver se acalmado. Mas, se isso não for permitido porque a tempestade continua ou porque uma tempestade ainda mais violenta poderia ser provocada por seu retorno, eles se mantêm firmes em seu propósito de buscar o bem até mesmo daqueles responsáveis pelos tumultos e comoções que os expulsaram. Eles não formam congregações separadas próprias, mas defendem até a morte e apoiam com seu testemunho a fé que sabem ser pregada na Igreja Católica. A esses, o Pai, que vê no secreto, coroa secretamente. Parece que este é um tipo raro de cristão, mas não faltam exemplos. Assim, a divina providência utiliza todos os tipos de homens como exemplos para o cuidado das almas e para a edificação de seu povo espiritual” (De vera religione, 6:11).</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que Santo Atanásio escreveu aos seus irmãos bispos em todo o mundo, em meio a uma extraordinária crise de fé, também se aplica aos nossos tempos:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Os cânones e decretos da Igreja não foram estabelecidos nos dias de hoje, mas nos foram transmitidos com justiça e firmeza pelos nossos antepassados. A fé também não teve início neste tempo, mas foi-nos transmitida pelo Senhor através dos seus discípulos. Para que, portanto, as ordenanças que foram preservadas nas igrejas desde os tempos antigos até agora não se percam em nossos dias, e para que a confiança que nos foi confiada nos seja exigida, despertem-se, irmãos, como administradores dos mistérios de Deus, ao verem que agora estão sendo usurpados por estranhos.” (Ep. encíclica, 1)</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus, em Sua Providência, escreve reto até mesmo em linhas que, de uma perspectiva meramente legal, parecem tortas. Que Ele conceda que esse dia chegue logo. Alegremo-nos em meio à tribulação e digamos: Creio na invencibilidade da Igreja e do Papado, e creio que a Santa Sé um dia brilhará novamente como a Cátedra da verdade perante o mundo inteiro.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O ARCEBISPO DE BOURGES DIANTE DAS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO &#8211; PELO PE. JEAN MICHEL GLEIZE, FSSPX – PARTE 1 DE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Sua Excelência D. Sylvain Bataille, na qualidade de Arcebispo de Bourges, considerou oportuno divulgar alguns &#8220;pontos de referência para compreender a situação&#8221; referente às sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X( 1). Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/08/Bourges-Cathedrale_Saint-Etienne-43.jpg" alt="" width="508" height="345" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Sua Excelência D. Sylvain Bataille, na qualidade de Arcebispo de Bourges, considerou oportuno divulgar alguns &#8220;pontos de referência para compreender a situação&#8221; referente às sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X( 1).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/larcheveque-de-bourges-face-aux-sacres-du-1er-juillet-1ere-partie">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>É possível colocar-se acima da Igreja, rejeitar um Concílio que reuniu os bispos de todo o mundo? É possível considerar que, há mais de 60 anos, 7 papas sucessivos, os 8.000 bispos do mundo — com poucas exceções — e a imensa maioria dos sacerdotes e fiéis teriam abandonado a verdadeira fé? Na raiz de todos os cismas, sempre se identifica a mesma tentação: a de acreditar que só se detém a verdade, que só se é fiel, que só se é puro, que só se pode salvar a Igreja.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A unidade da Igreja seria, então, a de uma maioria?… Se fosse esse o caso, já se poderia reverter a questão contra seu autor e perguntar-lhe: “Pode-se rejeitar, em nome do ecumenismo, da liberdade religiosa e da colegialidade, cerca de vinte concílios ecumênicos que reuniram os bispos de toda a história?” Pode-se considerar que, durante quase 2000 anos, 260 papas sucessivos, juntamente com os bispos, os padres e os fiéis, teriam cometido graves erros na fé, desconhecendo os verdadeiros princípios da eclesiologia e da doutrina social?”. A bem ver, sim, se a unidade da Igreja é a de uma maioria, foi justamente a Igreja do Concílio Vaticano II que sucumbiu à tentação de acreditar que é a única detentora da verdade, é precisamente a Igreja desses 7 papas, que há mais de 60 anos pregam uma nova eclesiologia e uma nova doutrina social, que sucumbiram à tentação de acreditar que é a única a ser pura, a ser fiel e a poder salvar as almas. É essa Igreja que seria, de fato, cismática.</span><span id="more-35609"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um sentido mais profundo, e na realidade, a unidade da Igreja não é a de uma maioria, pois não se trata da unidade de um sujeito. É a unidade de um objeto, a da única verdade da verdadeira fé, tal como o Magistério divinamente instituído a recebe de Cristo e dos apóstolos para transmiti-la de geração em geração, e até o fim dos séculos, fiel e infalivelmente, conservando-lhe sempre o mesmo significado. A unidade da Igreja é a da profissão pública e social da verdadeira fé e do verdadeiro culto, sob a direção do governo estabelecido por Deus para esse fim. O fracasso maciço — embora não total — que assola o interior da Igreja desde o último concílio ecumênico é um fato que somos obrigados a constatar: os homens da Igreja, desde o Concílio Vaticano II, afastam-se da verdadeira fé e do verdadeiro culto, sob o pretexto de um ecumenismo destrutivo, em nome de uma falsa liberdade de perdição repetidamente condenada por seus predecessores, na ilusão de uma sinodalidade e de uma colegialidade incompatíveis com a constituição divina da Igreja. E é para permanecer fiel à Igreja, no triplo vínculo de sua fé, de seu culto e de seu governo, que a Fraternidade se opõe a todas essas reformas decorrentes do último concílio, a ponto de tomar as medidas necessárias para perpetuar a transmissão do depósito divino, por meio de um episcopado verdadeiramente católico e fiel.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto, com todo o respeito ao Arcebispo de Bourges, não pode estar “em ruptura com a Igreja Católica”. Não, os bispos da Fraternidade não têm a pretensão de arrogar-se um poder ordinário de jurisdição que somente o Papa pode conferir. “Ser bispo”, afirma Dom Bataille, “é ser chamado pelo Papa para entrar no colégio apostólico, ou seja, o colégio dos bispos em torno do sucessor de Pedro”. Encontramos aqui o mesmo sofisma tantas vezes denunciado, que pretende valer-se da ambivalência intrínseca da palavra “bispo&#8221; (2). Essa mesma palavra pode, de fato, designar duas realidades bem diferentes: por um lado, o titular do poder de ordem recebido pela consagração episcopal; por outro, o titular do poder de jurisdição recebido pelo ato de vontade do Papa. Os bispos da Fraternidade são o que são no primeiro sentido desse termo, não no segundo. A ruptura só poderia advir de uma usurpação de jurisdição, o que de forma alguma ocorre aqui por parte dos bispos da Fraternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ruptura, infelizmente, vem da atual liderança da Igreja. Basta consultar o site da Diocese de Bourges para ter uma ideia disso, na página das novas nomeações anunciadas para o mês de setembro de 2026 (3). Em nome da sinodalidade, sem dúvida, onze fiéis leigos — um homem e dez mulheres — foram nomeados responsáveis pelos diversos serviços diocesanos. Entre eles, encontra-se — confiado a uma mulher — um serviço diocesano de ecumenismo, ao qual está vinculado (sob a jurisdição da referida senhora?) um padre responsável pelo ecumenismo. Por fim, nota-se a presença de um cônego delegado episcopal para as celebrações e a pastoral “segundo o rito antigo”, o que relega o verdadeiro culto da Igreja ao status de rito acessório, em perfeita conformidade com o Motu proprio Traditionis custodes. Pode-se bem afirmar: em Bourges, assim como em outros lugares da França e em todo o mundo católico, “o sopro da revolução já passou”&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É justamente para manter o ar puro da verdadeira fé que a Fraternidade quis dar à Igreja novos bispos, na fidelidade à Tradição herdada de Cristo e dos apóstolos ao longo de dois milênios.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-2-de-2/">Continua&#8230;</a></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
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<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-ordinations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la-situation-editorial-de-monseigneur-bataille/"><span style="color: #0000ff;">https://www.diocese-bourges.org/actualites/16137-les-orderd-inations-episcopales-de-la-fraternite-saint-pie-x-points-de-repere-pour-comprendre-la- situation-editorial-de-monseigneur-bataille/</span> </a></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Veja os artigos publicados nas edições de abril, maio e junho do <span style="color: #0000ff;"><em><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/publications/courrier-de-rome">Courrier de Rome</a></em></span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.diocese-bourges.org/actualites/16139-annonce-des-nominations-nouvelle-edition/">https://www.diocese-bourges.org/actualites/16139-annance-des-nominations-nouvelle-edition/ </a></span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-arcebispo-de-bourges-diante-das-sagracoes-de-1o-de-julho-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-parte-1-de-2/feed/</wfw:commentRss>
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