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	<title>DOMINUS EST &#187; Textos e Reflexões</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>“MUNUS ET POTESTAS”: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (II) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2026 13:21:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio Esse texto é continuação do: DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) 1 &#8211; A constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja é um &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/munus-et-potestas-a-explicacao-simplista-da-fraternidade-sao-pedro-ii-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://sapientiaechristianae.org/wp-content/uploads/2023/02/4dd01edc-80f7-4d94-a5b7-b99cb0b0bd27.jpeg" alt="O EPISCOPADO – SAPIENTIAE CHRISTIANAE" width="412" height="360" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://courrierderome.org/product/https-courrierderome-org-wp-content-uploads-2026-04-cdr-avril-2026-digital-pdf/">Courrier de Rome nº 696</a> </span>– Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Esse texto é continuação do:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/da-natureza-do-episcopado-a-explicacao-simplista-da-fraternidade-sao-pedro-i-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I)</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; A constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja é um dos textos maiores do concílio Vaticano II. É também um dos documentos mais problemáticos deste Concílio, tendo dado lugar ao que se concorda em designar como uma “nova eclesiologia”. O número 8 desta constituição no capítulo I apresenta, com efeito, a controversa expressão do “Subsistit”, que abriu a porta a um ecumenismo indiferentista. Uma das outras novidades introduzidas pela nova eclesiologia do Vaticano II diz respeito à definição do episcopado, e desemboca numa definição equívoca da colegialidade, ao ponto de pôr em dúvida a natureza monárquica da constituição divina da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; Esta nova definição do episcopado toma o seu ponto de partida na maneira pela qual o poder ao qual corresponde é comunicado àquele que o recebe. O episcopado diz-se, com efeito, ao mesmo tempo, de um poder de ordem e de um poder de jurisdição. O poder de ordem episcopal é o poder de conferir o sacramento da confirmação assim como o poder de ordem (presbiterado, diaconado, subdiaconado, ordens menores). O poder de jurisdição episcopal é o poder de governar e de ensinar em nome do próprio Cristo. Cada um destes dois poderes é formalmente independente do outro na sua própria essência de poder. E cada um deles é comunicado àquele que o recebe de uma maneira formalmente diferente do outro: o poder de ordem é comunicado pelo rito de uma sagração ao passo que o poder de jurisdição é comunicado por um ato da vontade do Papa. Os dois devem, contudo, exercer-se em dependência: o exercício do poder de ordem é o fim, a razão de ser, do poder de jurisdição, pois o governo e o ensinamento, na Igreja, estão ordenados à santificação e à salvação das almas; o exercício do poder de jurisdição é, na Igreja, um poder sagrado — (tal é, aliás, o sentido do adjetivo “hierárquico”: o que corresponde a um poder (archê) sagrado (hierâ)) — e é por isso que aquele que, na Igreja, detém e exerce o poder de jurisdição deve ser consagrado e revestido para tal do poder de ordem. Por outras palavras, o poder de jurisdição depende do poder de ordem segundo os dois pontos de vista da causa final e da causa material. A consequência que daí decorre é a seguinte: o poder de jurisdição deve normalmente ser detido e exercido por um sujeito que possui, por outro lado, o poder de ordem, e que deve, portanto, receber a sagração episcopal (se ainda não a recebeu) o mais cedo possível; ao contrário, o poder de ordem pode muito bem ser detido e exercido por um sujeito que não recebeu e não receberá nunca o poder de jurisdição. Mesmo que esta segunda situação seja relativamente rara na Igreja, ela não é extraordinária, ao passo que a situação de um bispo provido do poder de jurisdição e desprovido do poder de ordem permaneceria sempre extraordinária, mesmo que não fosse rara.</span><span id="more-34918"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; A novidade do concílio Vaticano II está inscrita no número 21, no capítulo III da constituição Lumen gentium: “Episcopalis autem consecratio, cum munere sanctificandi, munera quoque confert docendi et regendi, quae tamen natura sua nonnisi in hierarchica communione cum Collegii Capite et membris exerceri possunt”. Indicamos aqui de propósito o texto latino que se traduz assim: “A sagração episcopal, ao mesmo tempo que o encargo (ou a função) de santificação, confere também os encargos de ensinar e de governar, os quais contudo, pela sua natureza, só podem exercer-se na comunhão hierárquica com o chefe do colégio e os seus membros”. No seu comentário deste texto da constituição dogmática Lumen gentium, o padre Lécuyer considera como uma “evidência” que a sagração episcopal confere os encargos de ensinar e de governar ao mesmo tempo que o encargo de santificar: “A afirmação do segundo concílio do Vaticano incide portanto diretamente sobre as funções de ensinamento e de governo que elas também são conferidas por esta sagração. Isto aparece, aliás, com evidência a quem quer que tenha estudado os textos litúrgicos concernentes à sagração episcopal”¹.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; Vendo nesta análise um erro, o estudo publicado a 11 de abril último no sítio da Fraternidade São Pedro² pretende retificar o que o abade Pagliarani pôde escrever ao cardeal Fernandez a este respeito³. Acredita poder fazê-lo evocando uma distinção entre o “munus” e a “potestas”, por outras palavras entre o encargo e o poder. O texto da constituição Lumen gentium, no número 21, utiliza com efeito, como acabamos de assinalar, o termo “munus” — e não “potestas” — para designar o que é conferido pela sagração episcopal. E a Nota praevia — à luz da qual deve ser compreendido o sentido do texto deste capítulo III da constituição, e que é aqui citada pelo estudo publicado pela Fraternidade São Pedro — insiste sobre esta distinção no seu § 2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Na sagração é dada a participação ontológica nas funções (munera) sagradas como emerge de forma indubitável da Tradição e também da tradição litúrgica. De propósito deliberado emprega-se o termo de funções (munera) e não o de poder (potestas), porque este último poderia entender-se de um poder apto a exercer-se em ato. Mas para que tal poder apto a exercer-se exista, deve intervir a determinação canônica ou jurídica da parte da autoridade hierárquica. Esta determinação do poder pode consistir na concessão particular de uma função ou na atribuição de súditos, e é dada segundo as normas aprovadas pela autoridade suprema. Uma tal norma ulterior é requerida pela natureza da coisa, porque se trata de funções que devem ser exercidas por vários sujeitos que, pela vontade de Cristo, cooperam de forma hierárquica”⁴.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5 -Esta precisão de vocabulário, com a explicação que dela dá a Nota praevia, não convence de erro nenhum o que a Fraternidade fez valer ao cardeal Fernandez, pela boca do seu Superior Geral, ao escrever que, segundo a nova eclesiologia do Vaticano II, a sagração episcopal confere não somente o poder de ordem mas também o poder de jurisdição. Pois basta entendermo-nos sobre o sentido das palavras. A distinção absolutamente fundamental que deve intervir de uma ponta à outra desta questão é a distinção entre o ser do poder e o exercício do poder. Queira-se ou não, na lógica do Vaticano II, a sagração dá de fato o triplo poder na sua essência e no seu ser — ou, para falar a linguagem técnica da teologia, o poder em ato entitativo, e é isso que está entendido, segundo os próprios termos da Nota praevia, pela palavra “munus”. A sagração episcopal dá “a participação ontológica nas funções (munera) sagradas” e esta participação ontológica (que designa o termo “munus”, ou “função”) deve entender-se precisamente por distinção com “um poder apto a exercer-se em ato” (que designa o termo “potestas” ou “poder”). A distinção verbal entre o “munus” e a “potestas”, aqui invocada para desculpabilizar a novidade da tese, é factícia. Que diferença, com efeito, deve fazer-se entre encargo ou função e poder? É a diferença entre o que é dado no seu ser somente e o que é dado no seu ser apto ao seu exercício. A “potestas” comporta portanto o “munus” e lhe acrescenta somente a aptidão ao exercício e o munus corresponde já em si mesmo à realidade do poder, ao seu próprio ser. Fala-se aliás — “como emerge de forma indubitável da Tradição e também da tradição litúrgica” — de triplo munus para qualificar o conjunto dos três poderes: Munus sanctificandi; Munus docendi; Munus regendi⁵. Ora, no caso do “munus sanctificandi”, trata-se bem de um poder dado, pela sagração, em ato entitativo, no seu ser e na sua essência de poder, e que pode exercer-se de maneira válida como tal, embora, para que possa exercer-se de maneira lícita, seja requerida uma intervenção da autoridade. Se se utiliza este mesmo termo “munus” para designar a jurisdição, deve designar a mesma espécie de realidade, e esta mesma palavra deve, portanto, designar a jurisdição como a mesma realidade de um poder dado em ato entitativo e no seu ser e sua essência de poder, tal que poderia exercer-se de maneira válida mas não lícita. O que o prova, é ainda a Nota praevia, na Nota bene final que faz sequência aos quatro parágrafos: “Sem a comunhão hierárquica”, é esclarecido, “a função sacramental ontológica [trata-se do “munus”], que é preciso distinguir do aspeto canônico-jurídico [trata-se da “potestas”], não pode ser exercida. Mas a comissão estimou que não havia lugar para entrar nas questões de licitude e de validade; são deixadas à discussão dos teólogos, especialmente no que diz respeito ao poder que é exercido de fato entre os Orientais separados, e para cuja explicação existem opiniões diversas”. A sagração dá, portanto, como tal, sempre e em toda a parte, o poder de jurisdição, em ato de existência, e apenas se pergunta se, no caso dos bispos sagrados fora da Igreja, o seu exercício seria válido e ilícito ou inválido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; O próprio texto da Nota praevia, em conformidade com o texto da Lumen gentium, confirma o que escrevemos. Se o poder que é dado pela sagração é apresentado como não sendo uma “potestas expedita ad actum”, isso não significa que o poder dado pela sagração é somente dado em potência ao seu ser de poder; isso significa que, dado em ato no seu ser e em potência ao seu exercício, tem necessidade de uma determinação canônica ou jurídica vinda da autoridade hierárquica para poder exercer-se. E além disso, está em potência não ao esse do seu exercício mas ao seu melius esse, quer dizer ao seu esse licitum, ao exercício lícito. É, aliás, isso que diz o próprio texto do n.º 22 da Lumen gentium: “A sagração episcopal, ao mesmo tempo que o encargo de santificação, confere também os encargos de ensinar e de governar, os quais contudo, pela sua natureza, só podem exercer-se na comunhão hierárquica com o chefe do colégio e os seus membros”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; Mas na ótica tradicional, assim sucede somente com o poder de ordem e não com o poder de jurisdição. Este poder de jurisdição é dado pela sagração em potência e não é possuído, em virtude da sagração, no seu ser de poder. Somente a missão canônica que dá o Papa pode dar-lhe a existência e trazê-lo ao ato entitativo. Na lógica do Concílio de Trento e do concílio Vaticano I, a sagração dá o munus sanctificandi em ato entitativo, no seu ser e na sua essência, e dá-o somente em potência ao exercício; por outro lado, dá o munus docendi e o munus gubernandi em potência ao ato entitativo, em potência não somente ao exercício mas ao ser puro e simples. E o Papa intervém não somente para regular o exercício do poder mas para o dar no seu ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; Os autores do texto publicado no sítio da Fraternidade São Pedro confundem-se, aliás, eles próprios, quando oferecem, para justificar a sua análise, uma citação — totalmente parcial — do abade Raymond Dulac, citação extraída do livro bem conhecido do sábio canonista, A Colegialidade episcopal no segundo concílio do Vaticano, Édition du Cèdre, 1979, p. 119-120. ““A sagração”, diz o abade Dulac, produz uma destinação inata, indelével, inscrita no “caráter episcopal” de governar uma porção da Igreja, mas esta aptidão tem necessidade de ser reduzida ao ato por um verdadeiro “poder” de jurisdição”. Com isso, o propósito do abade Dulac viria em apoio da distinção evocada pelo Concílio entre o “munus” e a “potestas”. E fazendo notar que o abade Dulac fala de fato de “autoridade radical inscrita na sagração”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9 &#8211; Sem dúvida. Entretanto nós próprios já citamos, mas desta vez na sua integralidade, e não de maneira seletiva, o propósito do abade Dulac, de modo a restituir exatamente toda a sua significação⁶. Quem aí se reporte verificará facilmente que as citações dadas pelo estudo aparecido no sítio da Fraternidade São Pedro são parciais e retiradas do seu contexto. O contexto inteiro destas passagens figura no capítulo XVI do livro, que é consagrado inteiramente à questão que nos ocupa: “O poder de governo episcopal é essencialmente inerente à sagração?” (páginas 115-124). O abade Dulac recorda que os dois poderes de ordem e de jurisdição são não somente distintos mas separáveis e podem encontrar-se em sujeitos diferentes. “Desde a origem da Igreja, clérigos, embora sendo investidos da ordem episcopal, nunca, de fato, foram providos de um poder de jurisdição: assim os bispos da antiguidade chamados vacantivi, certos correbispos, os bispos designados hoje pelo nome de titulares (in partibus infidelium). Inversamente: clérigos, desprovidos da sagração episcopal, exerceram constantemente, em certos casos, toda ou parte da jurisdição episcopal: assim, os vigários capitulares (governando um diocese durante a sua vacância), numerosos vigários ou administradores apostólicos, etc. Sabe-se também que o sacerdote que recebeu a instituição canónica do episcopado pode exercer todos os atos do governo episcopal antes mesmo de ter sido sagrado. Do mesmo modo, o sujeito eleito Papa, logo que aceitou livremente esta eleição, está provido da jurisdição suprema e universal, mesmo se ainda não foi sagrado bispo” (página 118). “Não é, portanto”, continua o abade Dulac, “pelo único efeito da sua sagração que um bispo tem o poder de governar uma igreja particular e, ainda menos, por ocasião, a Igreja universal (no caso em que é chamado a um concílio ecumênico: este caso é contingente e transitório: não há um estado de concílio)⁷, é por um princípio distinto, não sacramental, a saber a instituição ou a missão que o Papa lhe dá por um ato puramente humano da sua vontade”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10 &#8211; Aos olhos do abade Dulac, não somente a sagração não dá o que a Nota praevia designa como uma “potestas expedita ad actum”, mas ela também não dá o que a mesma Nota praevia pretenderia designar como um “munus”. E é aqui que figura a passagem cujo sentido os autores dos textos aparecidos no sítio da Fraternidade São Pedro falsearam ao retirá-la do seu contexto: “O que produz então a sagração? Uma destinação inata, indelével, inscrita no caráter episcopal, de governar uma porção da Igreja, mas esta aptidão tem necessidade de ser reduzida ao ato para ser um verdadeiro poder de jurisdição”. O que quer dizer o abade Dulac? Isso aparece claramente na sequência de tudo o que disse: a sagração não dá, portanto, o poder de governo em ato entitativo, na realidade da sua essência e do seu ser, o que corresponderia a um “munus”. Ela dá somente uma “aptidão” a receber este poder, isto é uma pura potência, que se deve aqui entender em relação ao ato primeiro, constitutivo da essência, e não em relação ao ato segundo, constitutivo do exercício ou da operação. A sagração não dá a essência do poder, que teria depois necessidade de passar ao ato para poder exercer-se. A sagração dá somente uma potência a receber a essência do poder. “Ao colocar um bispo à frente de um diocese”, continua o abade Dulac numa passagem que o estudo aparecido no sítio da Fraternidade São Pedro teve o bom cuidado de não citar, “o Papa faz portanto mais do que confiar uma matéria a uma autoridade já completa em si, faz mais do que desligar uma potência [no sentido de um poder já em ato] que não teria sido até então senão retida: o Papa acrescenta à causalidade da sagração uma causalidade verdadeiramente nova e real: produz formalmente o poder de governo episcopal in concreto”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11 &#8211; O estudo assinado por “Theologus” e publicado no sítio da Fraternidade São Pedro é demasiado superficial e demasiado insuficiente para poder estabelecer seriamente que a Fraternidade comete um erro quando escreve ao cardeal Fernandez que segundo o ensinamento do Vaticano II a sagração episcopal confere o poder de jurisdição. Não, a Fraternidade não comete erro: tal é bem, evidentemente, o sentido do texto do Concílio, corroborado pela Nota praevia.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em><strong>Continua&#8230;..</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">*************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/"><span style="color: #0000ff;">CLICANDO AQUI</span></a>.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Notas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">¹ Joseph Lécuyer, “O episcopado como sacramento” em L’Eglise de Vatican II, tomo 3, Cerf, coleção Unam sanctam, 51c, p. 751.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">² https://claves.org/des-sacres-legitimes/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">³ Anexo à Carta dirigida pelo abade Pagliarani ao cardeal Fernandez: https://fsspx.news/fr/news/ordre-et-juridiction-inanite-laccusation-schisme-57305</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁴ Texto latino original da Nota praevia: “In consecratione datur ontologica participatio sacrorum munerum, ut indubie constat ex Traditione, etiam liturgica…” [etc.]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁵ Todos os teólogos e canonistas o atestam. Cf. Joachim Salaverri, sj, “De Ecclesia”, tese 7, n.º 306: “… munus hierarchicum, idest triplex potestas docendi, sanctificandi et regendi a Christo instituta…”; tese 8, n.º 332: “Munus apostolorum in genere est complexus omnium potestatum quae in Ecclesiae bonum ipsis a Christo concessae sunt” em Sacrae theologiae summa, I, Theologia fundamentalis, 1962.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁶ Cf. o artigo “O episcopado autónomo do Padre de Blignières” no número de outubro de 2022 do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁷ O abade Dulac precisa aliás mais adiante (página 120): “Se um dia o Papa chama um bispo, um grupo de bispos, todos os bispos a governar com ele a Igreja universal, ou mesmo simplesmente uma porção da Igreja superior às suas dioceses, não pode ser senão por uma assunção ao exercício do seu Pontificado supremo, as autoridades episcopais, exercício do qual não há, desta vez, a “destinação inata”, a “habilidade” radical, reconhecida há pouco na sagração em relação à jurisdição diocesana, parcial”.</span></p>
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		<title>A BOCA TRANSBORDA DAQUILO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2026 19:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” Nas últimas semanas, desde o anúncio oficial da Fraternidade São Pio X sobre as sagrações que se realizarão, pela graça de Deus, no dia 1º de julho, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-boca-transborda-daquilo-que-o-coracao-esta-cheio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 392px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTrmHvnjHe5YtVb3Giy63w0inwfr2Bt2bGaWg&amp;s" alt="" width="382" height="254" /><p class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;"><strong>“OS CÃES LADRAM, E A CARAVANA PASSA”</strong></span></p></div>
<p class="western" align="center"><em>“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”</em></p>
<p class="western" align="justify">Nas últimas semanas, desde o <span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-casa-geral-da-fsspx-anuncia-futuras-sagracoes/">anúncio oficial da Fraternidade São Pio X sobre as sagrações</a></u></strong></span> que se realizarão, pela graça de Deus, no dia 1º de julho, em Écône, o mundo intelectual católico entrou em uma verdadeira frenesi, com debates e mais debates sobre a licitude da ação dos sucessores da obra de Dom Marcel Lefebvre.</p>
<p class="western" align="justify">Debates, aliás, que se pretendem de alto nível, e cujo propósito é esmiuçar as razões, os motivos, os argumentos que têm conduzido nossos superiores em suas decisões.</p>
<p class="western" align="justify">Aos que não perceberam, praticamente toda a argumentação da Fraternidade São Pio X orbita em torno do <span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/"><i>estado de necessidade</i></a></u></strong></span>, que, para alguns, não existe, pois não faria sentido aludir a uma situação que já perduraria por quase 40 anos – há situações que cremos que só serão resolvidas com o fim do mundo! -, enquanto, para outros, as razões permanecem, e<span style="color: #0000ff;"><strong> <u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/e-possivel-ignorar-o-estado-de-necessidade-da-igreja/">se agravam</a></u></strong></span> a olhos vistos.<span id="more-34927"></span></p>
<p class="western" align="justify">Este é o primeiro ponto necessário para entender a questão, e é justamente por isso que há todo um esforço para diminuir, ou até mesmo deslegitimar, as premissas dessa tese.</p>
<p class="western" align="justify">O segundo é entender que a origem desse estado reside no Concílio Vaticano II e em todas as <span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/do-liberalismo-a-apostasia/">“reformas”</a></u></strong></span> produzidas a partir de seus textos ambíguos.</p>
<p class="western" align="justify">Ainda que pareçam simples, tais pontos constituem, em todo caso, um tema complexo, sério, que deveria ser exclusivo das mais competentes personalidades no campo teológico e jurídico.</p>
<p class="western" align="justify">Ocorre que, infelizmente, por razões que fogem à nossa compreensão, ou das quais não podemos fazer um juízo temerário, as autoridades do Vaticano não estão dispostas a levar este debate a cabo. À Igreja que sempre primou pelo debate saudável de tudo aquilo que não é dogmático – e o Concílio Vaticano II se apresenta como não dogmático – sobreveio uma Igreja que está aberta a todo tipo de discussão herética e mundana, mas que rejeita com violência qualquer questionamento que coloque em xeque doutrinas e procedimentos que não têm ligação com a Tradição católica.</p>
<p class="western" align="justify">Não é difícil perceber que o que os papas de outrora excomungaram, os conciliaristas readmitiram, gerando <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-aberta-aos-catolicos-perplexos/"><u>perplexidade entre os católicos</u> </a></strong></span>bem formados.</p>
<p class="western" align="justify">Diante desse cenário, podemos afirmar sem qualquer escrúpulo que a Fraternidade São Pio X, e não só ela, mas principalmente ela, constitui-se num meio providencial para proteger aqueles que não querem fazer parte da destruição da Igreja, uma destruição que é promovida a partir de dentro, por essas mesmas autoridades, que reconhecem o mal, mas temem em nomeá-lo.</p>
<p class="western" align="justify">Ela, essa pequena Fraternidade, não se arroga ser a catolicidade. Ela propaga o que sempre foi crido no catolicismo, sem rodeios, sem atenuantes. Ensina a verdadeira moral, ministra os verdadeiros sacramentos, diz a Missa segundo o missal romano, cujo rito se desenvolveu, de forma orgânica, dos apóstolos até a Reforma, numa perfeita paz, sendo preservado de qualquer mudança, em razão de Lutero e de seus sectários, por São Pio V, que o codificou e o eternizou na <span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/alcance-juridico-da-bula-quo-primum/">bula Quo Primum Tempore</a></u></strong></span>: “<i>Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo</i>”.</p>
<p class="western" align="justify">Guardamos a fé, guardamos a moral, guardamos a catolicidade. Somos católicos, ainda que discordemos parcialmente da autoridade reinante, pois nem ela está acima da verdade.</p>
<p class="western" align="justify">Assim, desde sua fundação, a Fraternidade São Pio X mantém a mesma conduta, combate pelo mesmo objetivo: a restauração das verdades católicas em seu todo.</p>
<p class="western" align="justify">Quer dizer que na paróquia da minha esquina não se ensina mais o catolicismo? Não, nunca foi dito isso. Este é o argumento que nos imputam para que as pessoas não se conscientizem sobre os problemas que corroem a fé.</p>
<p class="western" align="justify">Todavia, dificilmente encontrará uma paróquia onde a verdade não será ensinada junto com o erro, onde o veneno não será inoculado em pequenas doses, em cada cerimônia, transformando os fiéis, aos poucos, sem perceberem, em adeptos de uma religião que não é mais sobrenatural, mas puramente naturalista e relativista. Dirão: tudo salva, tudo é bom, tudo é permitido, o inferno não existe, o que importa é o coração, o que importa é ser feliz, tanto faz a roupa, o linguajar, somos todos filhos do mesmo Pai; a “Igreja” se modernizou, agora ela fala como o mundo, todos somos irmãos, todos os caminhos são válidos, abraçamos a todos os pecadores, independente do arrependimento, abraçamos, abraçamos todos, todos, todos. Infelizmente, menos estes católicos!</p>
<p class="western" align="justify">Prosseguindo, combatemos pela restauração do catolicismo integral, sem ambiguidades. Combatemos em um profundo estado de necessidade, onde as próprias autoridades são incapazes – presumimos – de nomear as fontes dos males que nos atormentam. E em razão disso, para guardar a fé, recorremos a padres que foram formados de acordo com o ensino pré-conciliar, recorremos à Fraternidade São Pio X.</p>
<p class="western" align="justify">Do ponto de vista prático, é tudo muito simples, ainda que os nossos motivos sejam objeto de debates acalorados.</p>
<p class="western" align="justify">E aceitamos esses debates, aceitamos dialogar, sem, contudo, renunciar ao que cremos, o que, para a geração <i>mimimi,</i> pode parecer grosseiro. O debate sempre será bem vindo, quando feito com honestidade, com decência.</p>
<p class="western" align="justify">Aceitamos também a falsa qualificação de cismáticos, de desobedientes – novamente, como Satanás deu um <span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-golpe-de-mestre-de-satanas/">golpe de mestre</a></u></strong></span> nos católicos -, de sermos “contra o papa”, aceitamos adjetivos como <i>radtrad</i>. Nada disso nos afeta, não nos diz respeito. As pessoas precisam aprender a separar a intenção – que só Deus conhece &#8211; da propaganda de nossos inimigos.</p>
<p class="western" align="justify">O que não aceitamos, contudo, é a malícia e a mentira – a dos 50% de deserção foi o ápice da fabulação.</p>
<p class="western" align="justify">E foi justamente isso que sobressaiu, nestes dias, na esgotosfera brasileira, em uma dita página “católica”.</p>
<p class="western" align="justify">Certo indivíduo histriônico, que entre palavras eruditas e frases bem construídas faz uso de um linguajar digno da pior rodinha de birosca de discípulos Obrolavetianos, quis inocular sua malícia em um ataque <i>ad hominem</i>.</p>
<p class="western" align="justify">Vejam só! A Fraternidade São Pio X jamais utilizou os pecados das autoridades eclesiásticas para deslegitimar seus argumentos. Os erros promovidos por meio de documentos, encíclicas, bulas ou o que quer que seja são combatidos pelo que são: e não por quem os promove.</p>
<p class="western" align="justify">E como qualquer organização composta por homens, tal como toda a Igreja – ainda que esta seja de natureza divina -, a Fraternidade São Pio X jamais se apresentou como a morada dos imaculados, de seres que não cometem pecados.</p>
<p class="western" align="justify">E diferentemente das insinuações e da malícia que o sabichão pretende instilar, em todos os casos de desvios morais de seus padres, as autoridades agiram com prudência e zelo, tal como a Igreja sempre fez – ou seria justo dizer que as autoridades eclesiásticas se constituíram numa fábrica de acobertamento porque agem com prudência?</p>
<p class="western" align="justify">Além do mais, dói ver um indivíduo consagrado fazer uso da miséria das pessoas para alimentar seu espetáculo dantesco. Constatar que este senhor jamais teve a compaixão e a caridade de pedir àqueles que o idolatram para rezarem por todos os fiéis que ele insensivelmente se alegra em demonizar já seria capaz de deixar qualquer indivíduo de bom senso em alerta. Mas, agora, manipular dramas pessoais para tentar difamar e pousar de vitorioso numa conversa na qual ele fala com as paredes &#8211; afinal, debate exige a participação da contraparte -, é o cúmulo!</p>
<p class="western" align="justify">Utilizar polêmicas atrasadas, como sempre faz, dando ar de novidade e eloquência a assuntos já batidos e refutados no meio tradicionalista europeu &#8211; como podem ver nos inúmeros textos aqui publicados -, requentando casos cujas devidas providências foram rigorosamente tomadas; fazer uso de predadores sexuais, psicopatas, embusteiros, efeminados que se escondem atrás da batina para denegrir uma congregação religiosa não é só abjeto, também indica o nível de má-fé daquele que quer gritar pela “imoralidade” dos outros, ao passo que glorifica um “trabalho de limpeza” que só existe em sua percepção subjetiva.</p>
<p class="western" align="justify">Os casos apresentados por esse senhor – aguardamos o dossiê que ele fará de sua própria diocese, afinal, ao que tudo parece, para ele não se trata de perseguição ou de falta de compaixão, se trata da isenta apresentação de fatos! – não são insignificantes. São escândalos promovidos por traidores. E só! Não diminuem em nada o trabalho institucional da Fraternidade, nem a transformação moral que Deus, por meio de seus padres, opera em milhares de famílias e indivíduos.</p>
<p class="western" align="justify">Uma árvore podre não pode produzir bons frutos. E os milhões de bons frutos produzidos nas capelas – inclusive elogiados em um dos libelos do sabichão – estão aí para testemunhar contra as maçãs podres que eventualmente surgem em nosso meio. Se querem conhecer a vida real, longe do mundinho imaginário da mente de um doutor qualquer, basta se dirigirem a uma capela, conversar com as pessoas sem os preconceitos estabelecidos, viver em uma comunidade católica tradicional &#8211; o uso do qualificativo tradicional busca apenas distinguir os católicos que seguem os ensinamentos pré e pós Concílio. Verão que será libertador.</p>
<p class="western" align="justify">Por tudo isso, recusamo-nos a fazer parte deste tipo de discussão, ainda que manifestemos nossa consternação. Ela só demonstra que esse senhor não entendeu nada da razão de ser da Fraternidade.</p>
<p class="western" align="justify">E que esse tipo de procedimento se restrinja à turba emocionada da internet, com seu deus de barro, que aprendeu com o meio político a arte de criar dossiês para tentar diminuir o adversário. Talvez por isso o “trabalho de limpeza” tem sido tão eficiente nas paróquias e dioceses: benditos dossiês!</p>
<p class="western" style="text-align: right;" align="justify"><strong>Robson Carvalho</strong></p>
<p class="western" style="text-align: right;" align="justify">Um zé-ninguém sem doutorado</p>
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		<title>SAGRAÇÕES EPISCOPAIS: O QUE O PADRE PAGLIARANI DISSE AOS MEMBROS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Davide Pagliarani]]></category>

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		<description><![CDATA[A preparação dos corações às sagrações episcopais Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est Caros fiéis e amigos, No contexto da preparação às sagrações episcopais previstas em Écône, em 1º de julho próximo, excepcionalmente desejamos colocar à vossa disposição um editorial &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sagracoes-episcopais-o-que-o-padre-pagliarani-disse-aos-membros-da-fraternidade-sao-pio-x/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/4338536b-99cf-49c8-ba44-4abaf0ed84e8.jpg?itok=wz3yFv3Q" alt="" width="615" height="350" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A preparação dos corações às sagrações episcopais</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/sacres-episcopaux-ce-que-labbe-pagliarani-aux-membres-la-fraternite-saint-pie-x-59244">DICI</a> </span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caros fiéis e amigos,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No contexto da preparação às sagrações episcopais previstas em Écône, em 1º de julho próximo, excepcionalmente desejamos colocar à vossa disposição um editorial que o Reverendíssimo Superior Geral dirigiu, no último dia 7 de março, aos membros da Fraternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este texto não reconsidera a questão das sagrações em si, mas concentra-se em recordar o espírito no qual elas devem ser preparadas e vividas: espírito de fé, de caridade, de confiança sobrenatural e de amor pela Igreja. Porque não basta esclarecer vossa inteligência, se, ao mesmo tempo, não prepareis o coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, a algumas semanas desta cerimônia tão importante para toda a Igreja, parece-nos conveniente compartilhar estas reflexões com os fiéis e os amigos da Fraternidade, afim que todos possamos nos unir mais profundamente a esta preparação, na oração, sacrifício e paz interior.</span><span id="more-34935"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nela encontrareis especialmente um apelo a conservar, nas circunstâncias presentes, um olhar profundamente sobrenatural, um espírito de docilidade e de força, e uma caridade animada por uma verdadeira preocupação com o bem das almas e da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desejando-vos uma boa leitura, agradecemos-vos por continuarem a colocar estas intenções em vossas orações, sob o olhar de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Foucauld le Roux</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Secretário Geral</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">*********************************</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Editorial aos membros da Fraternidade</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">Et nos credidimus caritati</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">“Também nós cremos na caridade.”</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">I Jo 4, 16</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Caros confrades e membros da Fraternidade,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É com um grande prazer que, após o anúncio público das sagrações, e após toda uma série de explicações, posso, enfim, dirigir-me a vós de modo mais pessoal. Desejo compartilhar convosco alguns conselhos, para nos ajudar em nossa preparação moral e espiritual enquanto membros da Fraternidade. Por nossa vez, é esta preparação que nos permitirá acompanhar adequadamente os fiéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A necessidade e o contexto das sagrações</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não faltam argumentos apologéticos: trata-se de preservar a fé e todos os meios necessários para transmiti-la e animá-la nas almas. Se já era possível evocar o estado de necessidade em 1988, essa necessidade, infelizmente, é ainda mais evidente em 2026. Isso explica porque a decisão da Fraternidade suscita uma compreensão que supera amplamente suas fronteiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma constatação positiva acompanha esta situação: o anúncio de 2 de fevereiro não deixou ninguém indiferente na Igreja. Quase todos se sentem envolvidos e experimentam o dever de exprimir sua aprovação ou sua desaprovação. Isso é providencial, pois, por vezes, ocorre das palavras, dos posicionamentos e das declarações não serem suficientes. Devem vir acompanhadas de atos significativos, que a Providência pode utilizar para sacudir as consciências e a própria Igreja. Acredito firmemente que a Providência está agindo no debate atual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A prudência sobrenatural</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a nós, devemos ser capazes de nos distanciar um pouco deste debate, mesmo estando completamente implicados nele. A decisão de realizar as sagrações episcopais deve ser, inicialmente, guiada pela prudência sobrenatural. Essa prudência não diz respeito somente àqueles que tomam essa decisão, mas também àqueles que a acolhem e a seguem. Em outras palavras, a questão é tão importante que cada membro da Fraternidade deve poder, em seu nível, compreender e assumir pessoalmente essa decisão diante de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A caridade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, a gravidade dessa decisão é tal que ela não pode ser guiada somente pela prudência sobrenatural. Para que essa decisão seja bem compreendida e explicada como convém, ou seja, pelas causas mais elevadas, <em>sub specie ӕternitatis</em> – à luz da eternidade –, é primordial pedir ao Espírito Santo que nos conceda sua sabedoria. Ora, não devemos nos esquecer de que a verdadeira sabedoria, aquela que deve nos guiar nessa escolha excepcional, é filha da caridade. Somente a virtude da caridade pode nos conceder uma certa conaturalidade com Nosso Senhor e, consequentemente, tornar-nos capazes de perceber a realidade um pouco ao modo de Deus. Somente nesta condição é que podemos ter sua justa apreciação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já dissemos e repetimos que a razão que fundamenta a decisão de proceder às sagrações episcopais é a salvação das almas. Não é necessário ver aqui uma simples fórmula retórica nem uma simples justificativa de ordem canônica. Essa razão de caridade diante das almas e da Igreja é aquela que, de forma definitiva, deve verdadeiramente preparar as nossas almas, e aquelas dos fiéis, à cerimônia de 1º de julho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por vezes, quando se fala de caridade, alguns têm a impressão de que cedemos a uma forma de fraqueza ou, no mínimo, que misturamos uma certa pieguice à profissão autêntica da fé católica. Tal sensibilidade é incompatível com o espírito de Dom Lefebvre, com aquele da Fraternidade, e, mais ainda, com o espírito da Redenção: a força de Nosso Senhor, em sua Paixão e sobre a cruz, nada mais é senão a medida de sua caridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É com essa mesma caridade que, agora mais do que nunca, devemos amar as almas e a Igreja, ainda que seus representantes oficiais devam – uma vez mais – nos declarar excomungados e cismáticos: <em>“Disse-vos essas coisas para vos preservar de alguma quedar. Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a mim. Disse-vos, porém, essas coisas para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei.”</em> (Jo 16, 1-4)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A prova derradeira de que estamos na verdade será a nossa capacidade de conservar este espírito de caridade, independente do que aconteça, e perante todos, sem distinção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em que consiste concretamente essa caridade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inicialmente, trata-se de nunca cair na amargura: se de fato temos o dever de fazer tudo o que está ao nosso alcance para justificar e explicar as razões profundas das sagrações, isso deve ocorrer com firmeza, mas jamais na amargura, ou deixando transparecer um ponto de zelo amargo. Certamente, alguém pode cair na amargura por excesso de zelo, mas também porque teria preferido tal data, tal candidato, ou porque as coisas transcorrem de modo diferente. Pouco importa a causa material da amargura, o remédio é sempre o mesmo: <em>caritas patiens est </em>– a caridade é paciente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante de nossos interlocutores, sejam quais forem, quer nos compreendam ou não, sempre devemos testemunhar a bondade. Quando não há compreensão diante de nós, quando sequer há disponibilidade em ouvir o nosso discurso e em compreender suas razões, é muito fácil, humanamente falando, cair no rancor. <em>Caritas benigna est</em> – a caridade é benevolente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos sempre nos lembrar de que se a Providência nos fez a misericórdia de nos conceder um pouco de luz, de nos permitir conservar a Tradição da Igreja e de assumir os meios para defendê-la, isso corresponde a uma graça excepcional que não merecemos. Essa consciência deve condicionar totalmente a nossa atitude. Se as sagrações representam uma graça para toda a Fraternidade – graça da qual devemos desde agora agradecer à Providência -, esta alegria profundamente sobrenatural não deve ser confundida com um triunfalismo inapropriado, como se se tratasse de uma vitória humana que atribuímos a nós-mesmos, o que diminuiria, inevitavelmente, seu valor intrínseco. <em>Caritas non agit perperam, no inflatur </em>– a caridade não é temerária, não se infla de orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na esteira de Dom Lefebvre, em tudo o que fazemos, não devemos buscar o nosso próprio interesse nem a sobrevivência de uma obra pessoal, mas o bem das almas e da Igreja. A Fraternidade nada mais é que um meio para permanecer fiel à Igreja. Se hoje assumimos meios excepcionais para conservar a fé, o santo sacrifício da Missa e o sacerdócio, é porque queremos que, um dia, toda a Igreja e toda alma, sem distinção, possa livremente se beneficiar disso. Tudo isso pertence à Igreja, e somos apenas os seus guardiões. Não pedimos nada para nós mesmos: nossa única recompensa será ver toda a Igreja se reapropriar de sua Tradição um dia. <em>Caritas non quaerit quae sua sunt</em> – a caridade não busca seus próprios interesses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se devemos empregar todos os nossos esforços para defender as sagrações – e a Fraternidade já dispõe, neste sentido, de todo um “arsenal” &#8211; , se uma santa ira é mais do que nunca necessária diante dos desvios terríveis que sacodem a Igreja, não devemos, contudo, manifestar nem desprezo nem irritação em nossas explicações diante de nossos interlocutores, e, sobretudo, em relação à hierarquia da Igreja. É preciso saber permanecer ao mesmo tempo firme e dócil. Mas isso só é possível com o socorro de Nosso Senhor. <em>Caritas no irritatur </em>– a caridade não se zanga.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se viermos a ser declarados excomungados e cismáticos, isso não significará que buscamos tal sanção nem que nos rejubilamos com ela, pois seria objetivamente injusta. Uma coisa é se alegrar por ter uma nova humilhação a ser oferecida a Deus; outra seria se rejubilar, em um espírito de desafio, por um mal e uma injustiça objetiva, que provoca um escândalo para toda a Igreja. <em>Caritas non gaudet super iniquitatem</em> – a caridade não se compraz da injustiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se, ao contrário, existe, na Igreja, toda uma porção que acolhe positivamente e sustenta a decisão da Fraternidade, se as sagrações se tornam a ocasião providencial de uma coragem e de um entusiasmo renovados tanto no interior, quanto no exterior da Fraternidade, só podemos nos rejubilar com isso, como o próprio Deus pode se rejubilar. <em>Caritas congaudet veritati </em>– a caridade se rejubila na verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ninguém melhor que São Paulo soube resumir em quatro palavras o programa dos quatro meses que nos separam das sagrações, e a força que deve caracterizar nossa caridade: <em>omnia suffert, omnia credit, omnia sperat, omnia sustet </em>– tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso vale para o momento presente e para sempre: <em>caritas numquam excidit</em> – a caridade jamais extinguirá.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O exemplo da Santíssima Virgem Maria</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, mais do que nunca, o Coração Imaculado de Maria deve ser o refúgio da Fraternidade e o modelo de cada um dentre nós. É por amor das almas e por amor da Igreja que ela aceitou oferecer seu próprio Filho ao Calvário. Sua vontade constituía uma única e mesma vontade com aquela do Eterno e Sumo Sacerdote, mesmo no momento em que esse se oferecia ao Pai como vítima de expiação. É essa caridade e esta dor incomensuráveis que fizeram de Nossa Senhora a corredentora do gênero humano, e que lhe concederam uma glória única no tempo e na eternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, apesar de tudo o que esse Coração Imaculado, transpassado por uma espada de dor, pôde sofrer, jamais o menor amargor, nem o menor ressentimento obscureceram, nem que por um único instante, o brilho de sua caridade, inclusive em relação àqueles que tinham condenado à morte seu Filho divino. Assim como ela não hesitou por um único instante na realização do sacrifício, até o fim, assim sua caridade para com os pecadores jamais cambaleou. Mistério insondável de força, doçura e amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É com esses sentimentos e essa caridade que devemos preparar a cerimônia de 1º de julho, e nos esforçar para preparar todos os fiéis sob a nossa responsabilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus vos abençoe!</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Menzingen, 7 de março, na festa de Santo Tomás de Aquino</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Davide Pagliarani, Superior Geral</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>PADRE MURR, ANTIGO COLABORADOR DO CARDEAL GAGNON, TAMBÉM SE PRONUNCIA: &#8220;A SAGRAÇÃO DOS BISPOS DA FSSPX ESTÁ TOTALMENTE CORRETA.&#8221;</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/padre-murr-antigo-colaborador-do-cardeal-gagnon-tambem-se-pronuncia-a-sagracao-dos-bispos-da-fsspx-e-totalmente-correta/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/padre-murr-antigo-colaborador-do-cardeal-gagnon-tambem-se-pronuncia-a-sagracao-dos-bispos-da-fsspx-e-totalmente-correta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34920</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est Ontem, observamos como a confusão comunicativa-doutrinária do Vaticano (e de alguns neoconservadores) colocou a FSSPX em uma situação em que ela só tem a ganhar. As confirmações vêm chegando com força há algum tempo e  — embora &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/padre-murr-antigo-colaborador-do-cardeal-gagnon-tambem-se-pronuncia-a-sagracao-dos-bispos-da-fsspx-e-totalmente-correta/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/05/sddefault-9.jpg" alt="Anche don Murr, già collaboratore del Card. Gagnon, prende posizione: «La consacrazione dei vescovi FSSPX è del tutto corretta»" width="484" height="369" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte:</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/05/anche-don-murr-gia-collaboratore-del-card-gagnon-prende-posizione-la-consacrazione-dei-vescovi-fsspx-e-del-tutto-corretta/">Radio Spada</a> </span>– <span style="color: #000000;">Tradução: </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ontem, observamos como a <strong>confusão comunicativa-doutrinária do Vaticano (e de alguns neoconservadores) colocou a FSSPX em uma situação em que ela só tem a ganhar.</strong> As confirmações vêm chegando com força há algum tempo e  — embora tenha havido até mesmo o caso recente de um padre italiano que deixou a FSSPX anos atrás e defendeu sua antiga congregação, e também tenhamos visto padres e bispos <em>&#8220;não lefebvristas</em>&#8221; defendendo abertamente a causa das consagrações — agora é a vez do Padre Murr.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre e escritor renomado, colaborador do Cardeal Gagnon (autor do conhecido <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.floscarmeliedicoes.com.br/assassinato-em-33-grau?srsltid=AfmBOoraIlLYRFMU4D-qLH-uSWuf0BvRAyUw5ln30lLACMOqNZIO6l5m">dossiê sobre a infiltração da Maçonaria no Vaticano</a></strong></span>), Dom Murr concedeu uma entrevista à revista <em>La Fe de la Iglesia</em> , traduzida por Claudio Forti e editada por <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.aldomariavalli.it/2026/05/19/don-murr-sono-con-la-fsspx-dobbiamo-stare-dalla-parte-della-verita-contro-chi-vuole-creare-una-nuova-religione/">Aldo Maria Valli</a></span>.</strong> Trata-se de uma intervenção contundente, da qual reproduzimos alguns trechos, com destaques nossos.</span><span id="more-34920"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[…] Embora eu não pertença à FSSPX, <strong>digo-lhes abertamente e com toda a franqueza que concordo com eles</strong>. E digo isso por uma razão muito, muito importante. Um de seus bispos afirmou que “<em>a Igreja hoje está em crise nos níveis litúrgico, doutrinal e moral”.</em> E eu digo que aqueles que não acham que a Igreja está em crise não têm olhos para ver nem ouvidos para ouvir. Porque é óbvio. Até mesmo um cego consegue ver isso. <strong>Estamos em uma grave crise, e quando se está em um estado de necessidade como o atual, a Fraternidade São Pio X deve continuar fazendo o que está fazendo. A lei suprema da Igreja Católica, e também do direito canônico, é o bem das almas, a sua salvação.</strong> E o que a FSSPX está fazendo pela salvação das almas nesta situação de necessidade, o faz muito bem. Estamos ou não em estado de crise? Claro que sim! Portanto, <strong>a sagração de bispos pela Fraternidade está totalmente correta.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">[…] <span style="color: #000000;">Em relação ao que você disse, gostaria de dar apenas um exemplo entre muitos. Acreditamos no que Jesus Cristo disse: “<em>Eu sou o caminho. Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim”</em>. Há alguma ambiguidade nessas palavras? Como poderia ser mais claro, certo? Ninguém pode chegar ao Pai senão por Cristo. Ora, recentemente tivemos um papa que disse que “<em>todas as religiões são desejadas por Deus</em>”.<strong> Nesse ponto, de que lado você está? Com ​​ele ou com Jesus Cristo?</strong> As Sagradas Escrituras falam muito claramente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[…] <strong> Os lefebvristas são atacados simplesmente por serem católicos!</strong> Simples assim! Além disso, conheço muitos padres da Fraternidade São Pio X e posso afirmar que são os homens mais moderados que se possa imaginar. Conversando com eles, percebi que são bem-humorados e sem qualquer ressentimento. Não são rígidos, raivosos ou apegados de forma obsessiva à Tradição. Não, eles são católicos! <strong>O problema é que o mundo de hoje não sabe mais o que é o catolicismo. Por isso não o reconhece.</strong> Aqui onde moro, em uma cidade na Espanha, estou ministrando um curso de exercícios espirituais para padres destituídos por seus bispos. Eles perderam suas paróquias, e um deles foi afastado de seu cargo de professor universitário simplesmente por defender a posição católica tradicional em seus sermões. Um deles disse que, em consciência, não podia abençoar duplas homossexuais e, no dia seguinte, recebeu do seu arcebispo e cardeal a suspensão, com a proibição de pregar. Qual foi o seu erro? Não estou exagerando. O seu erro foi ter defendido firmemente a doutrina tradicional da Igreja. Conheço muitos casos como este. E é assim que vemos claramente a crise em que nos encontramos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[…] Não sei se já lhe contei sobre a experiência que o Cardeal Gagnon, meu grande amigo, teve na época, em seu encontro com a Fraternidade. Em 1988, ele foi enviado a Écône, na Suíça, pelo papa João Paulo II para conversar com D. Lefebvre e pedir-lhe que não sagrasse os quatro bispos. No mês seguinte a esse encontro, o cardeal Gagnon ficou comigo por uma semana e me contou sobre sua experiência. Ele me disse que D. Lefebvre respondeu ao papa dizendo: “<em>Não posso</em>”. <strong>E sabe o que o Cardeal Gagnon acrescentou? &#8220;<em>O senhor acha que eu o repreendi?&#8221;</em> Não, ele respondeu: &#8220;<em>O senhor tem razão. O senhor tem razão em não confiar em mim.&#8221;</em> E quando perguntei a Gagnon qual tinha sido a sua impressão da visita apostólica ao seminário de Écône, ele me disse: <em>“Exemplar. Poderia ser um modelo”.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>POR QUE A CONFUSÃO COMUNICATIVA-DOUTRINÁRIA DO VATICANO (E DOS NEOCONSERVADORES) COLOCOU A FSSPX EM UMA SITUAÇÃO EM QUE ELA SÓ TEM A GANHAR?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/por-que-a-confusao-comunicativa-doutrinaria-do-vaticano-e-dos-neoconservadores-colocou-a-fsspx-em-uma-situacao-em-que-ela-so-tem-a-ganhar/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2026 18:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est O Vaticano e seus neoconservadores estão acertando em cheio. Sim, por transformarem as sagrações da FSSPX em uma situação onde qualquer que seja a &#8220;jogada&#8221;, só ela tem a ganhar (ou seja, &#8220;qualquer movimento &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/por-que-a-confusao-comunicativa-doutrinaria-do-vaticano-e-dos-neoconservadores-colocou-a-fsspx-em-uma-situacao-em-que-ela-so-tem-a-ganhar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/05/Gemini_Generated_Image_hab4i0hab4i0hab4-1280x640.jpg" alt="Perché il pasticcio comunicativo-dottrinale vaticano (e cons-moderato) ha messo la FSSPX in una situazione win-win" width="550" height="283" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/05/perche-il-pasticcio-comunicativo-dottrinale-vaticano-e-cons-moderato-ha-messo-la-fsspx-in-una-situazione-win-win/">Radio Spada</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Vaticano e seus <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/conservador-corruptor/">neoconservadores</a></strong></span> estão acertando em cheio. Sim, por transformarem as sagrações da FSSPX em uma situação onde qualquer que seja a &#8220;jogada&#8221;, só ela tem a ganhar (ou seja, &#8220;<em>qualquer movimento que se faça acaba fortalecendo-a</em>&#8220;), superando até mesmo suas expectativas mais otimistas. Que fique bem claro: aqui, a questão não é tática. Mas isso também importa e é preciso falar sobre o assunto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Vaticano</em></strong>: Estamos diante de uma combinação perfeita para uma explosão. De um lado, o caos doutrinal, senhoras vestidas como &#8220;<em>arcebispas</em>&#8221; anglicanas sendo recebidas com grande pompa, concessões às cegas para nomeações diocesanas pelo Partido Comunista Chinês, bispos que inauguram lojas maçônicas, cerimônias semelhantes ao orgulho gay na Basílica de São Pedro, vice-presidentes da CEI aprovando as escolhas LGBT, sem mencionar todo o resto. Do outro lado – em relação à FSSPX – um rigor burocrático com o estilo de um funcionário público às vesperas da aposentadoria no <em>mérito</em>, combinado com poses de guarda de trânsito que se julga o Rambo nos <em>métodos</em>. Note-se: estamos indo além do princípio de &#8220;<em>aberto a todos, exceto católicos</em> &#8221; para nos aproximarmos – como já foi observado antes – do modelo Brega-Verdone em<em> Un sacco bello</em>, e talvez até mesmo superá-lo. A segunda e última<a style="color: #000000;" href="https://www.radiospada.org/2026/05/dichiarazione-ufficiale-vaticana-verso-la-scomunica-per-le-consacrazioni-fsspx/"> </a><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/sobre-a-declaracao-recente-do-cardeal-fernandez-13-de-maio-de-2026-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">declaração de Fernández</a></strong></span>, na qual ele reiterou a ameaça de excomunhão, foi essencialmente uma cópia da primeira. Inútil, repetitiva, vazia, publicada por um<a style="color: #000000;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/comunicado-da-casa-geral-da-fsspx-sobre-a-nota-doutrinal-sobre-alguns-titulos-marianos-referidos-a-cooperacao-de-maria-na-obra-da-salvacao/"> <span style="color: #0000ff;"><strong>negador da Corredenção</strong></span></a> no aniversário de Fátima. Não acrescentava nada, a não ser problemas para quem a divulgava.</span><span id="more-34912"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Os <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/conservador-corruptor/">neoconservadores</a></span></em></strong><strong> (e, junto a eles, os <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">ralliés</a></span>, com posições ambivalentes e o grupo conciliador</em>)</strong>. Os fiéis viram aquilo que defendem ser maltratado, testemunharam o colapso das frentes que tentavam manter uma luta mínima, as<em> dubia</em> evaporaram, os avisos amigáveis foram ignorados, um ano perdido defendendo o indefensável e negando as evidências do <em>novo reinado</em>, o silêncio sobre tudo o que podia ser silenciado. E o que fizeram? Bateram continência diante de Tucho e começaram a gritar contra a FSSPX. Claro, nem todos, nem em todos os campos e nem sempre: alguns protestaram sobre um único tema, outros fizeram <em>distinções </em>sobre as sagrações, outros ainda conseguiram até mesmo alinhar alguns pontos. O quadro descrito acima, se fosse tomado como uma descrição precisa e não como um horizonte ideal, seria exagerado. Mas nos entendemos: depois de 60 anos de evidências, continuar a ficar em cima do muro gera inconvenientes. Portanto, ninguém se incomode com a simplificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bloco, em sua abrangência como o arco parlamentar da revolução — como uma Convenção Nacional que reúne em si desde os <em>montanheses</em> mais radicais até os <em>girondinos</em> mais indecisos — por si só já bastaria para encerrar a discussão. Mas há algo a acrescentar. Sim, pois o dever (mais dever do que <em>direito</em>) de assegurar um sacerdócio que seja integralmente católico por parte dos bispos que podem perpetuá-lo não é apenas de evidente clareza em si mesmo mas – à luz dos últimos acontecimentos – corre o risco de se tornar evidente até mesmo para o homem comum.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesse sentido, a questão da <em>&#8220;jogada&#8221;</em> (descrita no primeiro parágrafo) não é um slogan, mas um retrato de uma dinâmica que, a esta altura, até mesmo muitos observadores externos começam a perceber. Diante de um Vaticano confuso, contraditório, oscilando entre aberturas ilimitadas para com o mundo e rigidez seletiva em relação aos <em>&#8220;tradicionalistas&#8221;</em>, a FSSPX surge — mesmo aos olhos de muitos fiéis desorientados — como uma entidade coerente que se manteve de pé. Se, por sua vez, o Vaticano elevar o tom, ameaçar, endurecer a linha ou tentar novas medidas disciplinares, a Fraternidade terá a (triste, mas eficaz) vantagem de quem é <em>perseguido</em> que, por ter preservado o que ontem era normal, hoje se torna vítima. E se, em vez disso, houver aberturas, concessões ou tentativas de compromisso, a narrativa muda para o padrão de reabilitação implícita: &#8220;<em>Vocês ameaçaram, agora cedem?</em>&#8220;. Em tudo isso, os neoconservadores, divididos entre a fidelidade formal e o instinto de autopreservação, acabam desempenhando o papel mais ingrato: defender decisões que sua própria &#8220;<em>base&#8221;</em> percebe como inconsistentes, contribuindo involuntariamente para fortalecer justamente aquilo que buscavam conter. É aqui que o curto-circuito na comunicação se torna evidente: toda manobra destinada a isolar a FSSPX acaba, ao menos em termos de percepção e narrativa, por fortalecê-la ainda mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O paradoxo final é este: quanto mais o “sistema” (e não a “Igreja”, vale ressaltar) tenta marginalizar a FSSPX, mais contribui para torná-la inteligível, plausível e até atraente aos olhos daqueles que até ontem a desconheciam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que posso dizer? Continuem assim.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>DA NATUREZA DO EPISCOPADO: A EXPLICAÇÃO SIMPLISTA DA FRATERNIDADE SÃO PEDRO (I) – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 14:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Courrier de Rome nº 696 – Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio — 1 — Uma censura injustificada 1 &#8211; Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-natureza-do-episcopado-a-explicacao-simplista-da-fraternidade-sao-pedro-i-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://sapientiaechristianae.org/wp-content/uploads/2023/02/4dd01edc-80f7-4d94-a5b7-b99cb0b0bd27.jpeg" alt="O EPISCOPADO – SAPIENTIAE CHRISTIANAE" width="412" height="360" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://courrierderome.org/product/https-courrierderome-org-wp-content-uploads-2026-04-cdr-avril-2026-digital-pdf/">Courrier de Rome nº 696</a> </span>– Tradução gentilmente cedida por André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 1 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma censura injustificada</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; Frei Luís de León, que ensinava na Universidade de Salamanca no século XVI, teve de acertar as contas com a Inquisição¹. Foi lançado à prisão. Quando reapareceu, após vários anos, começou sua aula de retorno com estas palavras: “Dizia-vos eu no outro dia…”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; A anedota é relatada por Simon Leys, no início dos seus <em>Ensaios sobre a China</em>². Veio-nos à mente quando tomamos conhecimento da recente prosa do Padre Louis-Marie de Blignières³. Nela, o fundador da Fraternidade São Vicente Ferrer evoca certos teólogos que, segundo ele, “há algum tempo”, consideram que a necessidade do mandato pontifício exigido para as consagrações episcopais pertence ao direito eclesiástico. “Há algum tempo”… Por ora, os teólogos da corrente <em>Ecclesia Dei </em>— e o Padre de Blignières faz parte dela — querem fazer-nos crer que a doutrina teológica mais segura e mais conforme com os dados tradicionais do Magistério seria uma novidade recente, forjada “do zero” pelos discípulos de Dom Lefebvre, para servir aos fins da própria causa. As falsas explicações do Padre de Blignières tentam inutilmente aprisionar, à sombra de uma desqualificação injusta, a sã teologia do episcopado. Mas elas passarão, assim como passaram os anos de prisão que Frei Luís de León teve de suportar. Quanto à verdadeira teologia, essa não passa. Finalmente liberta de todos os sofismas que grassam aqui e acolá, neste período de neo-modernismo, que esperamos tão cedo encerrado, ela poderá impor-se sem se deparar com certos obstáculos nas almas: “Dizia-vos eu no outro dia…”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; Mais recentemente ainda, o sítio “<em>Claves</em>” da Fraternidade São Pedro, no estudo assinado por “Theologus”, publicado na página de 11 de abril⁴, pretende validar esta falsa interpretação. “Infelizmente”, escreve, “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção de episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Na realidade, são precisamente as comunidades da corrente <em>Ecclesia Dei</em> — dentre as quais, aqui, a Fraternidade São Pedro, através do texto que publica em seu sítio — que se entregam a tal “falsificação”, em consonância com uma nova eclesiologia inventada, “do zero”, durante o último concílio Vaticano II. Vejamos um pouco.</span><span id="more-34903"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 2 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A nova tese de “Theologus” e os seus principais argumentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; A ideia central, reiterada e repetida com uma monotonia desesperadora, é aquela onde se pretende tornar absolutamente indissociáveis os dois poderes de ordem e de jurisdição, num “episcopado” redefinido segundo os critérios da <em>Lumen gentium</em>: não somente a sagração episcopal confere a todo o bispo, por si, as duas funções (“munera”), a do poder de santificar e a do poder de governar⁵, mas assim também seria porque a noção católica do episcopado o exigiria. Como tal, a ideia, que seria defendida pela Fraternidade São Pio X, de um episcopado “reduzido ao exercício do poder de ordem (ordenar sacerdotes e confirmar fiéis)” ou, “ainda, à função de distribuidor dos sacramentos pelos bispos a mando dos superiores da FSSPX”, estaria em contradição com o Concílio de Trento, com o ensinamento de Santo Tomás de Aquino, bem como com as afirmações dos Papas Leão XIII e Bento XIV, citados na página de “<em>Claves</em>”. Consequentemente, ela se crê na condição de poder concluir deste modo: “Assim, esta concepção de um episcopado reduzido ao poder de ordem opõe-se praticamente à afirmação revelada, segundo a qual os bispos são “estabelecidos pelo Espírito Santo para governar (apascentar, poimainein) a Igreja de Deus” (Atos, XX, 28)”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 3 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento do Concílio de Trento</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5 &#8211; Estes argumentos superficiais arrancam algumas risadas. O Concílio de Trento? Segundo “Theologus”, ele ensina em dois momentos que “a pregação é o encargo principal (praecipuum munus) dos bispos” (Sessão 5, Decretum de reformatione, c. 2, e Sessão 24, Decretum de reformatione, c. 4; Mansi, 33, 30 e 159). Sem dúvida, sim — e ainda assim seria necessário esclarecer o ponto de vista exato desta “principalidade”: ela entende-se na ordem da geração, e no sentido em que é preciso primeiro pregar antes de santificar; mas não entende-se na ordem da perfeição, e no sentido em que a pregação seria a razão última e o fim último da atividade episcopal: com efeito, a razão última da atividade de um bispo, que é a da Igreja através dele, não é a pregação, mas a santificação e a salvação das almas. A pregação não é o único encargo do bispo e, se todo o bispo deve pregar, pode fazê-lo a títulos bem diferentes: seja porque possui ele próprio o poder de jurisdição, sendo bispo residencial colocado à frente de um diocese; seja porque recebe esta jurisdição, que não possui propriamente (sendo simples bispo titular), senão de outro bispo que está munido desta jurisdição, enquanto bispo residencial. Contra isto, a passagem alegada do Concílio de Trento não prova absolutamente nada. Aliás, tanto menos porque é isso que reconhece o próprio texto publicado em “<em>Claves</em>”: “Sim, na Igreja, um bispo que não recebeu súditos para governar (bispo titular) ou que renunciou (bispo emérito), não confirma nem ordena os súditos de outros bispos sem a permissão dos seus Ordinários próprios. […] Sempre que um bispo sem jurisdição atual exerce o seu poder sacramental episcopal, fá-lo, portanto, com uma missão recebida daqueles que têm jurisdição (bispos diocesanos ou Superiores religiosos)”. Logo, conforme admite o próprio “Theologus”, na Igreja, existem efetivamente bispos desprovidos de jurisdição própria, e cujo episcopado, no que neles permanece como proveniente da sua sagração, está de fato “reduzido ao exercício do poder de ordem (ordenar sacerdotes e confirmar fiéis)” ou, “ainda, à função de distribuidor dos sacramentos”, a mando dos superiores. Assim, onde está a falsificação de uma “noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 4 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento de Leão XIII</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6 &#8211; Apareceria na contradição que a oporia ao ensinamento de Leão XIII? “Theologus” acredita poder estabelecer este ponto com o auxílio de uma citação retirada de seu contexto. Segundo ele, a Fraternidade São Pio X pretenderia “constituir bispos que não têm relação com o governo real da Igreja, e que não são “verdadeiros príncipes na hierarquia eclesiástica” (Leão XIII, encíclica Sapientiæ christianæ, 10 de janeiro de 1890)”. Mas o que Leão XIII pretende dizer aqui, do que está falando? Todo o contexto da citação permite compreender o seu sentido, que de modo algum é aquele pretendido por “Theologus”:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Há uma diferença entre a prudência política, relativa ao bem geral, e aquela que diz respeito ao bem individual de cada um. Esta mostra-se nos particulares que, sob a sua própria condução, obedecem aos conselhos da reta razão: aquela é própria dos homens encarregados de dirigir os negócios públicos e, particularmente, dos príncipes que têm por missão exercer o poder de mando. Assim, a prudência civil dos particulares parece consistir inteiramente em executar fielmente os preceitos da autoridade legítima. Estas mesmas disposições e esta mesma ordem devem encontrar-se no seio da sociedade cristã, e tanto mais que a prudência política do Pontífice Supremo se estende a um número maior de objetos. Com efeito, não tem apenas de governar a Igreja no seu conjunto, mas também de ordenar e dirigir as ações dos cidadãos cristãos em vista da realização da sua salvação eterna. Vê-se por isso quão indispensável é que, além da perfeita concórdia que deve reinar nos seus pensamentos e nos seus atos, os fiéis tomem sempre religiosamente por regra da sua conduta a sabedoria política da autoridade eclesiástica. Ora, imediatamente após o Pontífice Romano, e sob a sua direção, o governo dos interesses religiosos do cristianismo pertence aos bispos. Ainda que não estejam situados no topo da potência pontifical, são, contudo, verdadeiramente príncipes na hierarquia eclesiástica: e como cada um deles está preposto ao governo de uma Igreja particular, são, diz Santo Tomás, “como os principais obreiros na construção do edifício espiritual”, e têm os membros do clero para dividir os seus trabalhos e executar as suas decisões. Cada um deve regular a sua vida segundo esta constituição da Igreja, que não compete a nenhum homem alterar. Assim, do mesmo modo que, no exercício do seu poder episcopal, os bispos devem estar unidos à Sé Apostólica, assim também os membros do clero e os leigos devem viver numa união muito estreita com os seus bispos”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7 &#8211; Aqui, Leão XIII fala precisamente da hierarquia de jurisdição, no seio da qual o Papa possui a autoridade suprema, e os bispos, uma autoridade subordinada. Os bispos são “verdadeiros príncipes”, mas não o são nada mais nada menos senão na hierarquia eclesiástica do poder de jurisdição. O mesmo não ocorre com a hierarquia do poder de ordem, onde o bispo é aquele que possui nada mais nada menos que “a plenitude do sacerdócio”: então é “príncipe”, mas num sentido bem diferente, pois é-o na ordem do culto, e não mais na ordem do governo. Certamente, o episcopado é uma função que carrega o que é preciso para presidir a ambos, ao culto e ao governo, mas nem todo o bispo é necessariamente chamado a presidir a ambos. Na Igreja existem bispos desprovidos de jurisdição, e que são “príncipes” apenas na ordem do culto. Neste sentido, o bispo possui e exerce, como diz Santo Irineu, citado por “Theologus”, uma “graça de chefe, recebida na sagração”, mas é precisamente, como, aliás, reconhece “Theologus”, uma graça que se exerce na ordem do culto, e num sentido análogo em relação à função de jurisdição propriamente dita. Todavia, que esta graça de chefe exista na ordem do culto, e que seja atestada por Santo Irineu, não autoriza a concluir, como “Theologus” gostaria de fazê-lo, que “cada vez mais claramente a FSSPX forja uma noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”. Bem pelo contrário: a Fraternidade São Pio X pretende fazer a distinção, como faz Santo Irineu, e como fizeram todos os Papas, entre a hierarquia tal como baseada no poder de ordem, e a mesma hierarquia baseada no poder de jurisdição. Logo, o texto de Leão XIII é invocado aqui no sentido inverso de seu significado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 5 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento de Santo Tomás</strong></span><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8 &#8211; Este gênero de equívoco atinge o seu cúmulo quando o estudo publicado por “<em>Claves</em>” pretende mobilizar por conta própria a autoridade do Doutor Angélico. “A noção católica do episcopado”, diz-nos, “é perfeitamente afirmada por Santo Tomás: “O bispo tem uma ordem em relação ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, sobre a qual recebe um encargo principal e quase real” (Tratado da perfeição da vida espiritual, capítulo 24, n.º 4)”. Também aqui, a frase citada é desviada do seu verdadeiro sentido, por falta de ser situada no seu contexto, e o contexto não deixa margem a nenhum equívoco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">9 &#8211; Santo Tomás responde a uma objeção, e esta argumenta que o episcopado seria somente um poder de jurisdição, e não um “ordo”, uma ordem, ou seja, um certo grau no poder de santificar. Ao responder do seu modo que “o bispo tem uma ordem em relação ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, sobre a qual recebe um encargo principal e quase real “<em>[Habet quidem enim ordinem episcopus per comparationem ad corpus Christi mysticum, quod est Ecclesia; super quam principalem accipit curam, et quasi regalem…]</em>”, Santo Tomás pretende fazer a distinção entre os dois poderes, e qualificar o bispo na linha do seu poder de ordem, independentemente de qualquer poder de jurisdição. Quer dizer que, nesta mesma linha do poder de ordem, o bispo não tem somente, como o sacerdote, um poder sobre o Corpo físico de Cristo, na administração do sacramento da eucaristia, mas também um poder sobre o Corpo místico de Cristo, no âmbito da colação das ordenações ou da sagração das igrejas. O encargo “de chefe” — assim convém traduzir o latim “principalem”, que vem de “princeps”, e não fazendo valer um insignificante “principal” — é um encargo não “real”, mas “quase real”, ou seja, no sentido impróprio e analógico já assinalado, no âmbito do culto, e não da jurisdição. A citação do original latino traz um “quidem”, isto é, uma restrição, omitida na tradução de “Theologus”: o sentido é que Santo Tomás distingue aqui a prerrogativa do bispo em relação à do sacerdote, e, portanto, no âmbito do culto e do poder de ordem: <em>“Habet quidem enim ordinem episcopus per comparationem ad corpus Christi mysticum, quod est Ecclesia, super quam principalem accipit curam, et quasi regalem; sed quantum ad corpus Christi verum, quod in sacramento continetur, non habet ordinem supra presbyterum”</em>. Nesta linha do poder de ordem, o bispo certamente tem algo próprio, com o poder que detém sobre o Corpo místico de Cristo, mas, ao inverso, o poder que detém sobre o Corpo físico de Cristo não lhe confere nada além do que o simples sacerdote já possui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">10 &#8211; A sequência do texto ainda insiste, para conferir, se necessário fosse, toda a precisão: <em>“Quod autem aliquem ordinem habeat, et non jurisdictionem solam, sicut archidiaconus vel curatus, patet ex hoc quod episcopus potest multa facere quae non potest committere, sicut conferre ordines, consecrare basilicas, et huiusmodi; quae vero jurisdictionis sunt, potest aliis committere”</em>. O que prova que o bispo possui um poder de ordem, e não somente um poder de jurisdição, como possui o arquidiácono ou o pároco, é que o bispo pode realizar muitos atos, tais como as ordenações ou as consagrações de igrejas, que somente ele pode realizar, enquanto pode mandar que outros realizem — isto é, delegar — os atos do poder de jurisdição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">11 &#8211; Última prova, que manifesta ainda mais que o poder “quase real” de que se trata deve ser entendido na linha do poder de ordem: <em>“Idem etiam patet ex hoc quod si episcopus depositus restituatur, non iterum consecratur tanquam potestate ordinis remanente”</em>. Se um bispo deposto, isto é, a quem se viu retirado seu poder de jurisdição, é restabelecido na posse deste, ele não é consagrado novamente, o que deixa a entender que o seu poder de ordem, o famoso poder “quase real”, nele permanece como algo inalienável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">12 &#8211; A exploração da passagem citada de Santo Tomás, de que “Theologus” quisera servir-se para provar que o episcopado é, essencialmente, e em virtude da própria sagração, um poder de regência e de jurisdição, um “poder real”, é totalmente inoperante. Santo Tomás fala aqui do encargo do poder de ordem, que qualifica precisamente não de “encargo principal” — qualquer latinista teria sabido fazer a distinção entre “praecipuus” e “principalis” — mas de “encargo de príncipe, encargo de chefe”, e também de encargo “quase real”. E entende estes qualificativos, dando-lhes um alcance analógico, isto é, na ordem do culto, e não mais na ordem do governo propriamente dito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 6 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O argumento da liturgia da sagração</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">13 &#8211; Por fim, “Theologus” pretendia tirar um argumento da liturgia da sagração. “A Tradição”, diz-nos, “exprime-se, além do mais, sobretudo nos ritos litúrgicos e no costume da Igreja, tanto oriental como ocidental. Pelos ritos da sagração episcopal, ela demonstra que os bispos não somente recebem um poder de ordem específico, mas assumem a função de Cristo como Mestre e Pastor. Assim, o Pontifical romano tradicional dirige, a todos os bispos, mesmo àqueles que não têm o encargo de um rebanho particular: “Dai-lhe, Senhor, uma cátedra episcopal para reger a vossa Igreja e o povo que lhe é confiado”. E Bento XIV invoca outro texto do Pontifical: “Recebei o Evangelho, e ide anunciá-lo ao povo que vos é confiado”. (Carta Apostólica ao Cardeal delle Lanze, 4 de agosto de 1747)”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">14 &#8211; Este tipo de argumento, repetido à exaustão, tanto no Vaticano II como desde então, perde todo o seu peso assim que se capta, por menor que seja,o verdadeiro alcance da liturgia da sagração. As explicações dadas por Dom Luigi Carli, durante o Concílio, no momento em que o esquema da futura constituição <em>Lumen gentium</em> estava em discussão, são suficientes para dar esta compreensão⁶. Em suma, “dizer que o poder de jurisdição é dado em virtude da sagração ([vi consecrationis]) e dizer que é dado ao mesmo tempo que ela ([cum consecratione]) são duas coisas bem distintas”. Com efeito, as preces litúrgicas que se pronunciam aquando da sagração dos bispos e os ritos que daí decorrem foram ajustados e utilizados numa época em que só se consagravam os bispos que já tinham sido legitimamente designados para serem colocados à frente de uma igreja particular, e que já possuíam, portanto, por outro lado, a missão canônica. Assim, não é de se admirar que o rito litúrgico da sagração se compraz em descrever os três encargos do bispo, como se os três poderes correspondentes fossem confiados somente aquando desta sagração. Guardadas as devidas proporções, o mesmo se passava com o rito da sagração dos Reis de França: o Rei recebia, aquando da sua sagração, as insígnias da realeza (a coroa, a espada, o cetro) embora já fosse Rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">15 &#8211; Acrescentemos a isto que na época em que foi elaborada a liturgia da sagração dos bispos, a autoridade competente, em virtude de um costume legítimo, pôde decidir que o poder de jurisdição seria dado ao mesmo tempo que a sagração episcopal (o que acontece atualmente, por exemplo, no Código da Igreja do Oriente). Vê-se bem que se, nas partes descritivas desta liturgia, os três encargos do bispo são bem destacados, isso ocorre depois da fórmula da sagração. Aliás, é esta mesma liturgia que é utilizada para a sagração dos bispos auxiliares [desprovidos de qualquer poder de jurisdição]. Mesmo para eles, trata-se da cátedra episcopal que lhes é confiada para que governem o povo a eles confiado, ao passo que, na realidade, não detém nenhuma. “Eis porque”, conclui Dom Carli, “as fórmulas da liturgia não podem por si só dirimir a questão da origem do poder de jurisdição”.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 7 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A raiz do sofisma</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">16 &#8211; Definitivamente, a nova tese defendida pelo sítio da Fraternidade São Pedro se fundamenta numa confusão. Confusão entre o episcopado e o bispo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">17 &#8211; O episcopado é uma função divinamente instituída, e que exige, para poder existir e ser exercida integralmente na Igreja, os dois poderes, de ordem e de jurisdição. Contudo, o episcopado é uma função que só existe e que só é exercida concretamente <em>em</em> e <em>pela</em> pessoa daquele que dela é revestida, e que é o bispo. E, concretamente, existe não apenas um único bispo, mas vários. Há bispos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">18 &#8211; O bispo que é revestido deste episcopado é, na maioria das vezes, ou ordinariamente, o sujeito do episcopado integral, mas também pode ser, com menor frequência e pouco comumente (mas não extraordinariamente), o sujeito da ordem sem a jurisdição — e isso pelas necessidades da Igreja, das quais a Igreja é juiz. Embora quase nunca seja (ou de maneira somente extraordinária e provisória) o sujeito da jurisdição sem a ordem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">19 &#8211; Este dado elementar da eclesiologia não é “uma noção do episcopado manifestamente contrária à Tradição católica”, e que a Fraternidade São Pio X forjaria cada vez mais claramente. Podemos citar aqui, para ilustrá-la e justificá-la, duas autoridades reconhecidas no assunto: o cardeal Charles Journet e o cardeal Louis Billot.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">20 &#8211; Charles Journet explica a verdadeira natureza do episcopado na sua obra <em>A Igreja do Verbo Encarnado</em>, tomo 1: “A hierarquia apostólica”, Desclée de Brouwer, 1955, nas páginas 34 e 639-640. “O poder de ordem e o poder de jurisdição são dois poderes realmente distintos. Contudo, não são, digamos-no, aqui já sucintamente, independentes um do outro. Uma das tarefas do poder de jurisdição é determinar as condições de exercício do poder de ordem. Sob este aspeto, é o poder de ordem que depende do poder de jurisdição. Depende dele sempre no que diz respeito ao seu exercício legítimo. Depende dele mesmo às vezes no que diz respeito ao seu exercício válido” […] “Por outro lado, o poder de jurisdição depende, por sua vez, do poder de ordem. Assinalemos uma dupla dependência do poder jurisdicional: uma abordagem dos sujeitos onde reside, outra das energias que rege. O poder de jurisdição não pode encontrar-se de uma maneira regular e conatural senão num sujeito que foi habilitado pelo poder de ordem. Depende, assim, do poder de ordem do lado da sua causa material, sendo o poder de ordem a qualidade que prepara e que consagra os sujeitos aos quais é concedida a jurisdição. […] A esta dependência, abordada a partir dos sujeitos nos quais reside o poder de jurisdição, há que se acrescentar outra. É o poder de ordem, que ao mundo trará à tona as fontes mais elevadas das energias que o poder de jurisdição tem por tarefa canalizar. De sorte que, se por impossível o poder de ordem desaparecesse, o poder de jurisdição perderia, por esse fato, não certamente todo o seu sentido, mas a maior parte dele”. Tendo assim recordado a distinção fundamental e a relação que deve existir entre os dois poderes de ordem e de jurisdição, o teólogo suíço prossegue: “Sem dúvida, num sujeito particular, estes dois poderes podem estar desligados um do outro. Os bispos que passam ao cisma ou à heresia, ou que são sagrados no cisma e na heresia, estão, de si, privados de jurisdição. Por outro lado, segundo a disciplina atualmente em vigor, a investidura jurisdicional é muitas vezes conferida aos bispos antes da sua sagração. E é por isso que se diz que, se a jurisdição requer a ordem, é para existir num sujeito de uma maneira regular e conatural. Contudo, se, no lugar de se limitar à consideração de sujeitos particulares, analisa-se toda a Igreja, então é necessário afirmar que é de uma maneira necessária e absoluta que o poder de jurisdição exige a presença do poder de ordem nos sujeitos aos quais é concedido. A jurisdição no seu conjunto nunca subsistiu e nunca poderá subsistir onde falta o poder de ordem. A Escritura e o Magistério o testemunham”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">21 &#8211; Estas reflexões de Journet encontram-se já em Billot, no tratado do episcopado, tese 32, § 1, que figura ele próprio no tratado dos sacramentos, t. 2, p. 315. O célebre teólogo afirma que “não repugna que haja um verdadeiro bispo desprovido de jurisdição, embora, de maneira geral, a autoridade do governo [ou poder de jurisdição] não possa encontrar-se de si como no seu sujeito senão naquele que possui o poder de ordem episcopal”. A mesma coisa é repetida no tratado da Igreja, questão 9, tese 15, p. 339 e 343-345.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">22 &#8211; A tese falsificada que “Theologus” pretenderia defender aparece, assim, pelo que é: uma desnaturação do episcopado, segundo a qual o poder de ordem exigiria, por natureza, naquele que o recebe, o poder de jurisdição, ou até mesmo já seria em si mesmo um poder de regência. Esta desnaturação provém aqui de uma confusão, e esta, como sempre, resulta do desconhecimento das distinções. Distinção entre o ser e o exercício do poder. Distinção, ao nível do <em>ser do</em> <em>poder</em>, entre o objeto e o <em>sujeito do poder</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>— 8 —</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A verdadeira natureza do episcopado</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">23 &#8211; Em seu ser, e como tais, independentemente de qualquer exercício, os dois poderes são formalmente distintos e bastam-se a si mesmos, na linha do seu objeto. O que é verdade, ao contrário do que pretende (e inventa) o estudo publicado pelo sítio “<em>Claves</em>”, é que, na linha do seu sujeito, há uma interdependência entre os dois poderes, ao nível do seu ser. Com efeito, como recorda Journet, “o poder de jurisdição não pode encontrar-se de uma maneira regular e conatural senão num sujeito que foi habilitado pelo poder de ordem”. Portanto, não é o poder de ordem que exigiria a jurisdição, ou que já realizaria a sua dimensão; é a jurisdição que exige não o poder de ordem tomado como tal, mas o fato de encontrar-se num sujeito que possua o poder de ordem: assim, a jurisdição exige o poder de ordem, diz ainda Journet, “do lado da sua causa material, sendo o poder de ordem a qualidade que prepara e que consagra os sujeitos aos quais é concedida a jurisdição”. Deste ponto de vista da causa material, em contrapartida, o poder de ordem não reclama de modo algum a jurisdição, pois ao inverso do poder de jurisdição, o poder de ordem pode encontrar-se num sujeito que não foi habilitado pelo poder de jurisdição. Há, portanto, aqui, sob a pena de “Theologus”, um contrassenso completo e um desconhecimento espantoso da teologia do episcopado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">24 &#8211; No seu exercício, os dois poderes estão interligados, porque, por um lado, o exercício do poder de ordem é a causa final, o fim e a razão de ser última, do exercício do poder de jurisdição: a Igreja instrui e governa as almas para santificá-las. E, por outro lado, o exercício do poder de jurisdição é a condição necessária ao bom exercício do poder de ordem, ou seja, a um exercício legítimo, porque realizado segundo a boa ordem que a sociedade exige, tal como Deus a desejou. E, às vezes, mesmo este exercício depende da jurisdição no seu ser de modo geral, isto é, em sua validade, como no caso, por exemplo, do sacramento da penitência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">25 &#8211; Logo, o estado de necessidade caracteriza uma situação em que aquele que deveria exercer a jurisdição abusa do seu poder ao impedir o exercício do poder de ordem, tornado, não obstante, gravemente necessário pela salvação das almas. Esta é uma outra questão, à qual ainda voltaremos, mas já aqui ela encontra a sua solução, com uma definição correta da natureza do episcopado⁷.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Padre Jean-Michel Gleize, FSSPX</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em><strong>Continua&#8230;..</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">*************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/"><span style="color: #0000ff;">CLICANDO AQUI</span></a>.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">¹ Frei Luís de León (1528-1591) é um monge agostiniano, ao qual devemos a edição princeps das obras de Teresa de Ávila. Suspeitava-se que punha em questão o valor da Vulgata, versão oficial da Bíblia imposta pelo Concílio de Trento. Saiu inocentado do processo. Escreveu na prisão estes versos que ficaram célebres: “Aqui a inveja e a mentira me retiveram encerrado. Feliz o humilde estado do sábio que se retira deste mundo mau”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">² Simon Leys, Essais sur la Chine, Robert Laffont, coleção “Bouquins”, 1998, Prefácio, p. VII. Simon Leys é o nome de pluma de Pierre Ryckmans (1935-2014), reputado sinólogo, que foi um dos primeiros intelectuais a denunciar no Ocidente a revolução cultural chinesa e a maolatria. A oposição de intelectuais católicos franceses maoístas custou-lhe, em 1971, a perspetiva de uma carreira na Universidade francesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">³ Louis-Marie de Blignières, “A comunhão hierárquica dos bispos” em Sedes sapientiae, n.º 174 (dezembro de 2025), publicado pelo sítio “Claves” da Fraternidade São Pedro: https://claves.org/les-sacres-de-la-fraternite-sacerdotale-saint-pie-x-une-usurpation-de-juridiction/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁴ https://claves.org/des-sacres-legitimes/</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁵ Ver a este respeito o artigo “Munus et potestas” no presente número do Courrier de Rome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁶ Observações de Dom Luigi Carli sobre o esquema da futura constituição sobre a Igreja Lumen gentium em Acta concilii oecumenici vaticani secundi, vol. III, pars I, p. 660. Dom Carli não é o único: com ele, o cardeal Michaël Browne, op (1887-1971) antigo Mestre Geral da Ordem dos Frades Pregadores (Acta, ibidem, p. 629-630), Dom Giuseppe Pronti (1890-1974) bispo de Acquapendente em Itália de 1938 a 1951 e depois de Nocera Umbra-Gualdo Tadino de 1951 a 1974 (Acta, ibidem, p. 746-749) e o Padre Aniceto Fernandez Alonso (1895-1981) Mestre Geral da Ordem dos Frades Pregadores de 1962 a 1974 (Acta, ibidem, p. 692-708) opõem ao texto do esquema exatamente as mesmas objeções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">⁷ O leitor do Courrier de Rome poderá reportar-se a todos os números onde já respondemos por múltiplas vezes a todas estas objeções oriundas da corrente Ecclesia Dei: números de setembro de 2019, julho-agosto de 2022, outubro de 2022, novembro de 2022, janeiro de 2025, março de 2025, junho de 2025.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O QUE ACONTECERÁ EM 1º DE JULHO DE 2026?</title>
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		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-acontecera-em-1o-de-julho-de-2026/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34812</guid>
		<description><![CDATA[Mesmo nas colunas “moderadas” da Paix Liturgique, há uma posição claramente a favor das sagrações. Uma análise de Philippe de Labriolle Fonte: Paix Liturgique – Tradução: Dominus Est O prazo de 1º de julho de 2026, estabelecido pela FSSPX para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-acontecera-em-1o-de-julho-de-2026/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjSO99TgHevYkxc0zytWYy4QnDvcogaNLUw4ZXZ0tgyBhSw7uenOgKrGWG_xYoATScj_wygCKU59mIv2Zkx8Jt7C9x1l51kLImu5sf_iaTWJzwNX_xjjL8A_69YYA7HI2VX3t3CpTo4Z3dMqLUefUcqZ1LuC0v1adVthh0bGB_l3VpT4a6VBpa0=w400-h266" alt="SAGRAÇÕES EPISCOPAIS NA FSSPX? APRENDENDO COM O PASSADO | DOMINUS EST" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span dir="auto">Mesmo nas colunas <em>“moderadas”</em> da Paix Liturgique, há uma posição claramente a favor das sagrações.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma análise de Philippe de Labriolle</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fr.paix-liturgique.org/aff_lettre.asp?LET_N_ID=4456">Paix Liturgique</a></span> – Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O prazo de 1º de julho de 2026, estabelecido pela FSSPX para proceder com a sagração de bispos inegavelmente fiéis à Tradição da Igreja e à Fé Católica recebida dos Apóstolos, é um prenúncio bem-vindo de um dia de alegria. Aqueles que lamentam a política de autoafirmação de Ecône, mesmo compartilhando a Fé imutável e sendo adeptos do <em>vetus ordo</em>, se deparam com a ambiguidade de sua posição. Seus antecessores, tendo lamentado em 1988 as sagrações que Roma não desejava, deixaram a FSSPX na esperança de que a Santa Sé lhes agradeceria. O grupo <em>Ecclesia Dei</em> (1988/2019), formado para dar essa impressão, jamais serviu de baluarte, muito menos de um refúgio, contra a fúria dos Ordinários que, vangloriando-se no púlpito de estarem abertos a todos, reservavam sua ira apenas para os católicos tradicionalistas, salvo raras exceções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que acontecerá, de uma perspectiva humana, após essas novas sagrações? A priori, nada, a não ser incluir os novos bispos sagrados no próximo dia 2 de julho na situação geral da FSSPX, a qual, ao longo de 30 anos, passou de uma excomunhão de grande proporção à validação de suas confissões pelo Papa e de seus casamentos pelos Ordinários por ordem papal. Mas não entremos em detalhes. Em resumo, as sagrações de 1988, uma vez passado o choque inicial, foram assimiladas. O mesmo ocorrerá com as seguintes, em virtude da jurisprudência, e porque a Igreja não pode renunciar formalmente à sua Tradição sem assumir a responsabilidade por heresias cuja acumulação equivale a um cisma. Os conciliaristas estão no poder: o cisma emocional e cognitivo mascara, cada vez menos, o cisma real.</span><span id="more-34812"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os grupos tradicionalistas que se opuseram às sagrações demonstraram sofisma. Teorizaram, com a mão no coração, que essa era a única opção que preservaria, temporariamente, sua presença em território inimigo. Como em 1988, esperavam clemência, não por meio do diálogo com as dioceses, mas sim por meio de uma rejeição conjunta desses bispos de outrora, que cederam à audácia dos rebeldes e não a si mesmos, que são inocentes ou desejam sê-lo. Em suma, esses tradicionalistas pensavam em seus próprios interesses, em vez de pensarem na Igreja. Isso não surpreende, visto que, em 1988, em troca da incorporação à &#8220;<em>Ecclesia Dei</em>&#8220;, aceitaram uma cláusula de silêncio a respeito dos já evidentes estragos do Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esses institutos poderiam ter permanecido em silêncio, sem se unirem ao coro daqueles que os sufocam. Mas tal silêncio poderia ter sido interpretado como cumplicidade com Écône, da qual são indistinguíveis, exceto pelo rótulo. O silêncio, exigido em relação ao desastroso Concílio, teria sido culpável onde a liberdade de expressão foi comprometida desde o início<strong>.</strong> Em contrapartida, os bispos franceses, em Lourdes nas últimas semanas, deixaram claro que não se deixaram enganar. Por trás da adesão ao <em>usus antiquior</em> e à sua <em>lex orandi</em>, existe, de fato, um problema de eclesiologia e uma rejeição do Vaticano II, desconhecido até mesmo pelos mais ingênuos. Não lhes passou despercebido que, ao nunca se falar do Concílio Vaticano II, torna-se lógico agir como se ele nunca tivesse ocorrido. O Concílio Pastoral, impondo uma prática desviada sem jamais proclamar a extinção do dogma, mas esquecendo-se de evocar seu vigor, acabou encontrando sua réplica, sob o paradoxo de um silêncio imposto</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqueles que foram proibidos de questionar o Vaticano II e de estudar os textos perversos — aos quais as “<em>Atas do Concílio”</em> proporcionam acesso tão fácil — inverteram, quer queiram quer não, a situação. Agir como se o Vaticano II nunca tivesse existido historicamente não enriqueceu a cultura teológica e histórica de seus seminaristas, mas consolidou a impostura, como um não-evento, inacessível por meio de documentação, que era ela própria proibida. Essa quarentena do Concílio não ocorreu pela razão correta — que teria sido expurgá-lo de seu veneno — mas sim por meio de um processo de tutela. A estratégia de estender a <em>lex orandi </em>de ontem, partindo da <em>lex credendi </em>recebida dos apóstolos, enquanto se marginaliza o Vaticano II por obediência é uma prática que funciona, para grande desgosto dos bispos, que, não sem razão, mantêm a marginalização desses suspeitos, que são mais frutíferos do que seu próprio clero. Enquanto o caos eclesiástico desestabiliza gravemente a Cidade e torna a República impotente, a crise da consciência europeia no século XXI torna ilusórias as ressurgências coletivas diante da galopante entropia da apostasia. Em suma, é mais urgente desenvolver do que seduzir o inimigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os círculos tradicionais que escolheram a aliança errada, depois de negarem sua dívida para com Ecône na esperança de uma conciliação com as autoridades que as sufocam, demonstram que continuam a acreditar que instituições traiçoeiras — que já estão mortas — ainda estão vivas. Se lhes fosse ordenado estudar metodicamente o Vaticano II, veriam, ainda que com pesar, o veneno misturado a lembretes inócuos. Se, tendo visto o veneno, permanecerem em silêncio, que credibilidade conservarão aos olhos de seus próprios seguidores? E se falarem alto e claro, como faz a FSSPX, e esta batalha pela Fé levar à sua exclusão das dioceses, bem, não terão outra escolha senão voltar a integrar a FSSPX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que acontecerá, do ponto de vista humano, na noite de 2 de julho? Aqueles que se opuseram se envergonharão de sua covardia. Ousarão apresentar acusações contra seus irmãos mais corajosos?</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Philippe de Labriolle, Psiquiatra hospitalar</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<item>
		<title>DOM SCHNEIDER, MAIS UMA VEZ SOBRE AS SAGRAÇÕES DE 1º DE JULHO: &#8220;NÃO CONCORDO QUE CONSTITUA UM CISMA.&#8221;</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/dom-schneider-mais-uma-vez-sobre-as-sagracoes-de-1o-de-julho-nao-concordo-que-constitua-um-cisma/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2026 12:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Athanasius Schneider]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.&#8221; Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est O bispo auxiliar de Astana, Dom &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/dom-schneider-mais-uma-vez-sobre-as-sagracoes-de-1o-de-julho-nao-concordo-que-constitua-um-cisma/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-miKWeBH3W0?si=K28nGycQFGxuyS0n" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-schneider-defend-la-fsspx-sur-ewtn-premiere-chaine-catholique-du-monde-59143"> DICI</a></span> – Tradução:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O bispo auxiliar de Astana, Dom Athanasius Schneider, convidado do programa de Raymond Arroyo, concedeu uma entrevista em 15 de maio à EWTN, a maior rede de televisão católica do mundo, com transmissão em mais de 160 países e alcance de mais de 435 milhões de lares. Além da parte referente a FSSPX, o bispo também fez uma crítica contundente ao relatório do Grupo de Estudos nº 9 do Sínodo sobre a Sinodalidade, que ele acusa abertamente de promover a ideologia homossexual no próprio âmago das estruturas oficiais do Vaticano.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">[&#8230;]</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A entrevista passa então a abordar as futuras sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X. O jornalista lembra que o cardeal Víctor Manuel Fernández declarou oficialmente que as sagrações previstas para 1º de julho constituiriam um ato cismático passível de excomunhão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider respondeu imediatamente: &#8220;<em>Acredito que eles [FSSPX] levarão adiante o projeto de sagração. Mas não concordo com a afirmação de que seria cismático.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bispo então se referiu à recente declaração doutrinal publicada pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X<em>: “Ao lê-la, percebe-se que é inteiramente católica. Foi escrita com tamanha devoção ao Santo Padre. Eles dizem: ‘Santo Padre, queremos apenas ser seus bons filhos da Igreja Católica Romana’”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele continua: “<em>Eles reconhecem a plena autoridade do Papa, sua jurisdição, seu magistério e lhe pedem: ‘Por favor, fortaleça-nos nesta fé católica que professamos.’ E o que eles professam é a doutrina constante da Igreja. Todos os pontos que eles enumeram nesta declaração nada mais são do que aquilo que a Igreja sempre professou, desde sempre.”</em></span><span id="more-34896"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider desenvolve então um argumento histórico e canônico: “<em>Na visão tradicional, na visão de longa data da Igreja, a desobediência ao Papa, mesmo no caso de uma sagração episcopal ilícita, nunca foi considerada pela tradição da Igreja como cismática em si mesma. No antigo direito canônico, uma sagração episcopal ilícita contra a vontade do Papa era punida apenas com suspensão, e não com excomunhão. Portanto, não era considerada em si mesma como cismática.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bispo enfatizou a intenção declarada da Fraternidade: &#8220;<em>A Fraternidade escreveu ao Papa Leão XIII em diversas ocasiões e explicou publicamente, inclusive em fevereiro, em Roma, ao Cardeal Fernández, que não deseja estabelecer uma hierarquia paralela. Não concederá a esses bispos nenhuma jurisdição, mas apenas a possibilidade de administrar os sacramentos da Ordem e da Confirmação, nada mais. A intenção é, portanto, clara: não há intenção cismática. Eles desejam, inclusive, colaborar com o Papa e pedir-lhe que permita essas ordenações. Eles querem simplesmente ter a garantia de transmitir a fé de sempre, sem qualquer ambiguidade e sem qualquer compromisso.”</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;Ambiguidades no Concílio e no Magistério pós-conciliar&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O jornalista menciona então a possibilidade de a Fraternidade São Pio X seguir o modelo da Fraternidade São Pedro .</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider respondeu: <em>“O problema é mais profundo. Há ambiguidades em certos textos do Concílio. Há ambiguidades no Magistério pós-conciliar. A Fraternidade de São Pedro, por sua vez, não tem a possibilidade — a Santa Sé a proíbe — de expressar críticas, mesmo críticas construtivas. Ela deve aceitar todos esses ensinamentos do Concílio e do Magistério pós-conciliar. Esse é o problema.”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider, pelo contrário, acredita que a Fraternidade São Pio X presta um verdadeiro serviço à Igreja: &#8220;<em>Há ambiguidades. Devemos abordá-las. Devemos ser honestos. E é por isso que devemos ser gratos à Fraternidade São Pio X por abordá-las publicamente. Devemos ter, dentro da Igreja, a liberdade de debater. &#8220;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider compara a atual atitude de Roma em relação à Fraternidade São Pio X com a grande tolerância demonstrada em outras situações: <em>&#8220;Ao mesmo tempo, enquanto o Papa Leão XIII e o Vaticano promovem a inclusão do caminho sinodal, dos métodos sinodais, enquanto são generosos com o Caminho Sinodal Alemão, generosos com o Partido Comunista Chinês, permitindo-lhes que ordenem bispos lá, o contraste é imenso. E a esses fiéis da Fraternidade São Pio X, que amam o Papa, que rezam pelo Papa, que simplesmente querem a garantia de transmitir a fé de todos os tempos sem qualquer ambiguidade — insisto: sem qualquer ambiguidade —, está sendo negado isso, e agora estão sendo punidos.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider então cita São Basílio durante a crise ariana: <em>&#8220;O único crime que é punido em nosso tempo é a fidelidade à fé e às tradições de nossos pais, enquanto toda blasfêmia tem rédea solta na Igreja.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Schneider conclui alertando que uma eventual excomunhão da Fraternidade São Pio X seria uma mancha na história da Igreja: &#8220;<em>Penso que, se o Papa fizer isso, se não lhes conceder essa permissão e os excomungar, isso ficará na história como um enorme erro de rigidez, de rigidez pastoral e de severidade unilateral para com a Tradição na Igreja.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, o bispo dirigiu um apelo solene ao Papa Leão XIV: &#8220;<em>Santo Padre , por favor, evite tal ferida na Igreja. O senhor pode evitá-la.&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>O CÉU TOCOU A TERRA</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2026 18:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto o mundo ecoava seu grito de desespero lá fora, num singelo campo de Aparecida, mais de 1.600 peregrinos viram o Céu tocar a terra. A foto desse pequeno texto não é minha, mas ela representa perfeitamente o que assistimos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-ceu-tocou-a-terra/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img class="alignnone aligncenter" src="https://i.pinimg.com/736x/94/06/ae/9406aedec086182f2a5d2c3fc9835e9b.jpg" alt="" width="640" height="360" /></p>
<p align="justify">Enquanto o mundo ecoava seu grito de desespero lá fora, num singelo campo de Aparecida, mais de 1.600 peregrinos viram o Céu tocar a terra.</p>
<p align="justify">A foto desse pequeno texto não é minha, mas ela representa perfeitamente o que assistimos ontem, dia 16 de maio de 2026, a menos de dois meses de um grande acontecimento que ficará para a história.</p>
<p align="justify">Fotos minhas, não as tenho. Só quis contemplar e vivenciar da melhor forma possível um dia de muito esforço físico, de sacrifício, mas também de muito amor.<span id="more-34885"></span></p>
<p align="justify">Quis conhecer novos irmãos, rever os velhos amigos, animá-los, ajudá-los, rir, ouvir e falar em uma convivência saudável e serena, dar glórias a Deus por eles e por mim mesmo, por nossas vidas, tão insignificantes aos olhos do mundo, mas tão amadas por Nosso Senhor.</p>
<p align="justify">Confessei-me, e ouvi algo que me atordoou: <i>“a ferida aberta por uma faca jamais vai cicatrizar se continuar a se esfaquear”</i>. É o que precisava! E dou graças pelos padres, pela paciência e fidelidade com as quais nos conduzem sempre na caridade.</p>
<p align="justify">Padres fiéis não precisam fazer caretas, nem videozinhos para desocupados. E os padres que nos acompanham são padres homens, verdadeiros heróis da fé. Destemidos, que em muitas situações precisam abandonar a estrutura cooptada, abrir mão de todo conforto material para abraçar o catolicismo de sempre, a verdadeira religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não divide sua glória com o erro, tampouco está presente no relativismo.</p>
<p align="justify">Dito isso, como foi bom ver o padre Wander, como foi bom conhecer o padre Peterson, que logo receberá uma missão, como foi bom receber uma benção do padre Rodrigo de Oliveira antes de eu pegar o ônibus de volta para casa, de ver o padre Henrik, de São José do Rio Preto, sempre animado, ao ponto de fazer os clientes de um bar ao longo do caminho rezarem juntos com os peregrinos – não vi o padre Françoá, que queria conhecer, e o querido Dom Lourenço, que não pôde estar presente.</p>
<p align="justify">Foi nesse espírito de fé, uma fé que transborda em vivos sentimentos de alegria, que caminhamos, que recebemos o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, em uma missa digna da basílica que já há muito tempo desconhece &#8211; ainda que parcialmente &#8211; as notas do sagrado.</p>
<p align="justify">Não ouvi nenhuma heresia, não vi nenhuma impiedade, nenhuma malícia. Não havia conversas tolas, mundanas, nem liberalidades que conduzem ao pecado. Também não havia despudor, descompostura. Apenas fiéis católicos felizes, todos muito cientes de sua fé, todos gratos pela graça de Deus, que colocou cada um de nós naquele lugar, e que nos faz encher cada vez mais as capelas da Fraternidade São Pio X, uns dos poucos, mas não exclusivos, lugares aonde ainda irradia a luz da verdade e da caridade eterna.</p>
<p align="justify">Ao ver aquela pequena multidão fiel e todo esse ambiente católico, entendemos porque nenhum decreto injusto, nenhum castigo inválido poderá nos demover de nossa fé. Não se trata de uma questão de estética, de uma questão de gosto. Não se trata de rezar a missa em latim ou de usar véu. Não se trata de ter muitos filhos, de se comportar com pudor, com modéstia, de ouvir gregoriano – e não só gregoriano -, e apreciar as artes – as verdadeiras artes. Não se trata de elitismo ou de apego ao passado, de rejeição ao moderno &#8211; que é diferente de modernista. É algo muito maior, algo que transparece em cada sermão, que revivemos em cada consagração.</p>
<p align="justify">E é justamente por isso que nenhum dos adjetivos que ditos católicos andam nos colocando na internet &#8211; como a internet virou um esgoto de loucos que se arrogam conhecer tudo -, que a raiva da turba que late enquanto a caravana passa, que nenhum ódio, que nenhum doutor afetado que se perdeu em sua personagem, que nenhuma polêmica ou baixaria digna dos pagãos ou dos hereges nos separará do amor de Deus.</p>
<p align="justify">Meus irmãos, quem esteve em Aparecida ontem entende porque não devemos nos perder nesses debates estéreis. Eles não podem nos suscitar nada de bom, porque não são movidos pela caridade e pela verdade, mas pela vaidade, por uma falsa noção de obediência &#8211; como Satanás soube dar um golpe entre os católicos, usando a obediência em favor do erro!</p>
<p align="justify">Palavras podem comover, mas o testemunho é a nossa maior força. E ainda que não existisse a FSSPX, ou que ela deixasse de existir hoje, continuaríamos católicos. Foi a graça de Deus que nos alcançou.</p>
<p align="justify">Desta forma, presentes fisicamente, ontem não éramos 1.600 fiéis indivíduos, éramos milhares formando uma grande família, a família dos filhos de Deus.</p>
<p align="justify">E mesmo em casa, em espírito, cuidando dos filhos, dos entes queridos, trabalhando, estudando, viajando, todos estávamos ajoelhados num grande descampado de Aparecida, absortos num silêncio profundo, contemplando os céus se abrirem e os coros angélicos entoarem seus hinos de louvor Àquele que, sobre o madeiro da cruz, de forma incruenta, realiza em cada missa o mesmo e eterno sacrifício, e que nos diz: “Não temas, eis que estou convosco”.</p>
<p align="justify">É impossível não chorar!</p>
<p style="text-align: right;" align="justify">Robson Carvalho</p>
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		<title>A HIPOCRISIA ECLESIADISTA: SILÊNCIO SOBRE OS ESCÂNDALOS DE ROMA, CRÍTICAS FERRENHAS CONTRA AS SAGRAÇÕES DE ÉCÔNE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-hipocrisia-eclesiadista-silencio-sobre-os-escandalos-de-roma-criticas-ferrenhas-contra-as-sagracoes-de-econe/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2026 16:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Ecclesia Dei]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Media Presse Info &#8211; Tradução: Dominus Est No âmbito das polêmicas eclesiásticas do momento, poucos espetáculos são mais edificantes do que o de um oponente flagrado em contradição. É precisamente o caso das comunidades Ecclesia Dei que, desde o anúncio das &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-hipocrisia-eclesiadista-silencio-sobre-os-escandalos-de-roma-criticas-ferrenhas-contra-as-sagracoes-de-econe/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://media.medias-presse.info/wp-content/uploads/2023/12/les-derives-conciliaires-du-barroux-lpl-decemre-2023.jpg" alt="" width="552" height="369" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.medias-presse.info/le-double-etalon-ecclesiadeiste-silence-sur-les-scandales-de-rome-vituperations-contre-les-sacres-decone/221822/">Media Presse Info</a> </span>&#8211; Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/"> Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No âmbito das polêmicas eclesiásticas do momento, poucos espetáculos são mais edificantes do que o de um oponente flagrado em contradição. É precisamente o caso das <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong></a></span> que, desde o anúncio das próximas <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-sagracoes-da-fsspx/"><strong>sagrações episcopais da Fraternidade São Pio X</strong></a></span>, competem entre si para condenar o que chamam enfaticamente de “<em>ato cismático</em>”. Um curioso entusiasmo, de fato, por parte de instituições que, diante dos mais graves escândalos doutrinais oriundos da própria Roma, mantêm silêncio absoluto! Essa geometria variável da indignação merece um exame mais detalhado, na medida em que lança uma luz implacável sobre a verdadeira natureza do que convém chamar de eclesiadismo contemporâneo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">O silêncio cúmplice diante dos excessos romanos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordemos, antes de tudo, os fatos. <em>A Fraternidade São Pio X <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.org/pt/publications/sobre-exortacao-pos-sinodal-amoris-laetitia-36038"><strong>emitiu uma declaração sobre a Amoris Laetitia</strong></a></span> em 2 de maio de 2016</em> , denunciando com notável clareza os erros contidos nessa exortação pós-sinodal que subverteu a doutrina tradicional sobre o matrimônio e a família. Onde estavam as vozes da Fraternidade de São Pedro, do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote, do Instituto do Bom Pastor e de todas aquelas comunidades que hoje se revestem com as aparências da ortodoxia? Onde estavam seus protestos contra o que foi, de fato, uma revolução pastoral de magnitude sem precedentes?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi um silencio absoluto. Pior ainda, foi cúmplice. Pois <em>essas comunidades &#8220;eclesiásticas&#8221; devem, em contrapartida, reconhecer a nova Missa como um rito legítimo e abster-se de denunciar os erros do Vaticano II</em>. Este é o preço do seu reconhecimento canônico: a aceitação tácita de todos os desvios, desde que lhes seja concedido o uso da liturgia tradicional. <em>Tal silêncio constitui, em si mesmo, uma cumplicidade culpável</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa atitude não é nova. <em>Para obter o reconhecimento canônico da Igreja conciliar, as <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/">comunidades Ecclesia Dei</a></span></strong> concordaram em calar-se sobre os erros doutrinais e escândalos da hierarquia eclesiástica, chegando até mesmo a justificá-los</em>. O exemplo do Mosteiro de Barroux é particularmente elucidativo a esse respeito. <em>Dom Gérard, seu Superior, havia declarado que o reconhecimento de seu mosteiro por Roma não implicaria &#8220;nenhuma concessão doutrinal ou litúrgica&#8221; e que &#8220;nenhum silêncio seria imposto à sua pregação antimodernista</em> &#8220;. Os acontecimentos subsequentes demonstraram a futilidade de tais garantias: <em>poucos anos depois, o mosteiro de Barroux tornou-se defensor do Concílio Vaticano II e da liberdade religiosa</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">A indignação seletiva dos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">ralliés</a></span>(1)</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas eis que a Fraternidade São Pio X anunciou sua intenção de prosseguir com novas sagrações episcopais e, de repente, um milagre! As línguas se soltaram, as canetas se agitaram, a indignação explodiu. <em>A edição de abril de 2026 do Courrier de Rome oferece um estudo doutrinal de primeira linha sobre a natureza do episcopado, em resposta às críticas formuladas pelo <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/">movimento Ecclesia Dei</a></strong></span>, particularmente pela Fraternidade de São Pedro</em>. Pois é preciso reconhecer que essas comunidades, tão rápidas em se calar diante dos erros doutrinais da hierarquia moderna, de repente encontram uma voz estrondosa quando se trata de condenar atos de resistência tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa diferença de tratamento não é acidental, mas inerente à própria lógica do pensamento eclesiástico. <em>Todos aqueles que desaprovam as <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-lefebvre-sermao-das-sagracoes-episcopais-de-1988/"><strong>sagrações de 1988</strong></a></span> também adotam uma avaliação muito menos alarmista da crise da Igreja do que a Fraternidade São Pio X. Isso ocorre porque não conseguem enxergar o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/"><strong>Estado de Necessidade</strong></a></span> dentro da Igreja. O problema fundamental não é a questão do reporte de D. Lefebvre a Roma em 1988, mas sim a avaliação feita do desastre conciliar</em>. Eis o cerne da questão: aqueles que minimizam a gravidade da crise não conseguem compreender a necessidade de medidas excepcionais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Hipocrisia teológica</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso aprofundar a análise e reconhecer que essa atitude revela uma hipocrisia teológica fundamental.<strong> Afinal, o que é mais grave: realizar sagrações episcopais sem mandato pontifício para garantir a sobrevivência da Tradição católica, ou permitir que os erros doutrinários mais perniciosos se espalhem sem protestar? O que há de mais escandaloso: violar uma regra disciplinar para preservar a integridade da fé, ou calar-se complacentemente diante da subversão dessa mesma fé por aqueles que têm a missão de guardá-la?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A resposta é evidente para qualquer católico genuinamente formado, ou mesmo simplesmente de boa fé. <em>Sem dúvida, o recente Motu proprio Traditionis custodes vem dar razão à prudência do fundador da Fraternidade São Pio X e justificar, de um ponto de vista estratégico, o ato da operação de sobrevivência da Tradição realizado em 30 de junho de 1988. Por esse mesmo fato, D. Lefebvre condenava antecipadamente a estratégia excessivamente tímida de todos aqueles que ainda esperavam alguma benevolência por parte das autoridades modernistas</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os acontecimentos recentes apenas confirmam essa análise profética. <em>Reunidos em 31 de agosto, 12 Superiores desses Institutos estabelecidos na França <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/confusao-e-quadratura-do-circulo/">assinaram uma (vergonhosa) carta conjunta </a></strong></span>expressando sua reação ao motu proprio Traditionis custodes do Papa Francisco. Eles manifestaram contra sua adesão ao Magistério do Vaticano II e aos ensinamentos posteriores, e se dirigiram aos bispos da França, em uma linguagem patética e lacrimosa, a fim de implorar sua compreensão e misericórdia</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">A armadilha do reconhecimento canônico</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta situação lamentável ilustra perfeitamente a armadilha em que caíram as <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong></a></span>. <em>Este silêncio é o preço a pagar pelo reconhecimento oficial e pela possibilidade de ministrar nas dioceses</em>. Mas que tipo de ministério se pode exercer de forma autêntica quando se proíbe a si mesmo de denunciar as próprias causas da destruição da fé? <em>Em particular, alguns membros dessas comunidades reconhecem os estragos causados pelo modernismo triunfante na Igreja. Mas, em público, permanecem em silêncio sobre as causas da destruição da fé nas almas, que, no entanto, como qualquer sacerdote, têm o dever de denunciar e combater</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa contradição entre a convicção privada e a atitude pública só pode conduzir a uma lenta, porém inexorável, da mente. <em>É extremamente difícil permanecer fiel aos próprios princípios em um ambiente contaminado</em>. <em>Os sacerdotes, em particular, são silenciados pela engrenagem da máquina eclesiástica. O sacerdote convertido se vê dividido entre o desejo de fazer o bem e a obediência ao bispo local e ao Papa. Seus sermões inevitavelmente refletem isso</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote oferece um exemplo particularmente revelador dessa evolução. <em>O Instituto de Cristo Rei (ICR) é por vezes considerado uma terceira via entre a rejeição do Concílio (Fraternidade São Pio X e comunidades afins) e o alinhamento dos grupos da Ecclesia Dei (Fraternidade São Pedro, Instituto Bom Pastor, etc.) à linha geral da Roma atual. O ICR é visto como um meio-termo moderado, uma espécie de ponte diplomática, que concilia o reconhecimento oficial, o tradicionalismo genuíno e uma certa boa vontade para com a Fraternidade</em>. Mas essa “<em>terceira via”</em> revela-se uma ilusão, como demonstra <em>a aceitação, por parte dos sacerdotes do ICR, da concelebração da Missa Crismal com bispos diocesanos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste ponto, só podemos agradecer à Divina Providência por ter salvado a FSSPX no último minuto, e em diversas ocasiões, do suicídio planejado entre 2009 e 2018.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">O ensino da história</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história dos últimos 30 anos nos dá uma lição incontestável. <em>Ao verem a armadilha se fechando, será que os Institutos Ecclesia Dei irão se recompor? Ou, para salvar a própria pele, vão se curvar ainda mais? Infelizmente, a atitude que têm demonstrado nos últimos 30 anos deixa pouca esperança</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante dessa deriva, a posição da Fraternidade São Pio X e das demais comunidades que a apoiam ou compartilham sua linha teológica parece ser a única coerente com as exigências da fé católica. <em><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/"><strong>A carta de 18 de fevereiro de 2026, assinada pelo Pe. Davide Pagliarani,</strong></a></span> Superior Geral da Fraternidade São Pio X, constitui um documento crucial para a compreensão do estado real das relações com Roma. O tom é respeitoso, a estrutura metódica, mas o conteúdo é inequívoco. A recusa é clara. Ele escreve que não pode aceitar &#8220;a perspectiva e os objetivos em nome dos quais o Dicastério propõe a retomada do diálogo na conjuntura atual</em> &#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa firmeza, longe de ser obstinação, provém de uma lucidez teológica que 38 anos de crise apenas confirmaram. <em>Ela cita, em particular, Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium, Amoris laetitia e menciona Traditionis custodes. Segundo ela, esses textos demonstram que o quadro doutrinal já está determinado</em>. Nessas condições, o que poderia o diálogo esperar senão a capitulação total aos erros modernos?</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Conclusão: uma farsa</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O contraste marcante entre o silêncio cúmplice das <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/tag/ecclesia-dei/"><strong>comunidades Ecclesia Dei</strong> </a></span>diante dos escândalos doutrinários de Roma e sua indignação ruidosa diante das ordenações tradicionalistas revela abertamente a verdadeira natureza de sua postura. Não se trata de defender a fé católica em sua integridade, mas de preservar a todo custo um reconhecimento canônico conquistado a um alto preço, à custa do silêncio sobre questões essenciais. Ouvimos pouco do Padre de Blignières, por exemplo, denunciar a&#8230;(zzz)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa atitude constitui uma grande impostura teológica, pois inverte a ordem das prioridades católicas: onde se deveria clamar, cala-se; onde se deveria compreender e apoiar, condena-se e injuria-se. Tal inversão de valores só pode resultar de uma cegueira espiritual cujas consequências ultrapassam em muito o destino particular dessas comunidades, comprometendo o próprio futuro da Tradição católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tempo dos compromissos e das meias-medidas acabou. É hora de resistência integral diante da subversão modernista, mesmo que isso implique a incompreensão daqueles que preferiram a segurança canônica à integridade doutrinária. Pois, como profeticamente anunciou Dom Lefebvre, é melhor estar na verdade sem o reconhecimento oficial do que no erro com as honras do mundo.</span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/">https://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-das-verdades-oportunas-os-rallies-vistos-por-mons-lefebvre/</a></li>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO &#8220;<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>&#8221; COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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