
“Consideramos que chegou a hora daqueles que passaram a fazer parte do movimento litúrgico tridentino reconsiderem sua posição”, escreveram o professor John Cavadini e seus coautores em 2022.
Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est
O Papa Leão XIV entregará pessoalmente o Prêmio Ratzinger deste ano a um teólogo que questionou o Summorum Pontificum .
O Vatican News anunciou na terça-feira que o Dr. John C. Cavadini, professor de teologia da Universidade de Notre Dame, foi selecionado pelo Comitê Científico da “Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI” para receber o prêmio, que leva o nome do Papa Bento XVI. O Papa Leão XIV aprovou a premiação e a entregará pessoalmente a Cavadini no Palácio Apostólico em 19 de dezembro.
Cavadini, que dedicou seus estudos especialmente aos Padres da Igreja e a Santo Agostinho, foi coautor de uma série publicada em 2022 pelo Church Life Journal, na qual argumentava que aqueles que frequentam a Missa Tridentina deveriam deixar de fazê-lo, retornando ao Novus Ordo Missae.
“Consideramos que chegou a hora daqueles que passaram a fazer parte do movimento litúrgico tridentino reconsiderem sua posição”, escreveram Cavadini, Mary Healy e Thomas Weinandy. Os autores sustentaram que “é imprescindível que aqueles que fazem parte do movimento tridentino, para o bem do Corpo de Cristo, retornem à forma litúrgica ordinária da Igreja”, em prol da “unidade”.
Os autores acreditam que a Missa tradicional e latim é, na verdade, deficiente devido à sua “incapacidade” de expressar plenamente o “sacerdócio” laico.
“O que faltava e ainda falta na Missa Tridentina é a plena expressão do sacerdócio batismal e sua correspondente interação litúrgica com o sacerdócio ordenado”, escreveram eles. “A Missa Tridentina corre o risco de acentuar o sacerdócio ordenado, ao mesmo tempo que subestima o sacerdócio dos fiéis, de modo que nem o celebrante nem os leigos desempenham plenamente seus legítimos papéis litúrgicos em relação uns aos outros. As reformas do Concílio Vaticano II devem ser entendidas como uma recuperação desse sacerdócio comum, fundamentado no sacerdócio único de Jesus Cristo.”
Suas afirmações são contrárias ao motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI, que esclareceu que a Missa Antiga nunca foi abolida e que todo sacerdote no mundo inteiro tem o direito de celebrá-la, sem necessidade da permissão de seus bispos para fazê-lo.
“O que as gerações anteriores consideravam sagrado, continua sendo sagrado e grandioso para nós também”, escreveu Bento XVI.
Diversos comentaristas do X consideraram a premiação uma “vergonha” para a memória de Bento XVI.
Em resposta à notícia de que receberia o Prêmio Ratzinger, Cavadini disse: “ Procurei viver minha vocação como teólogo seguindo o modelo de Orígenes de Alexandria – um teólogo do século III que declarou repetidamente seu desejo de ser um vir ecclesiasticus, um homem da Igreja. Em Notre Dame, pude viver minha vocação tanto como homem da Igreja quanto como homem da academia. Sou particularmente grato por este prêmio porque ele reconhece esses dois aspectos da minha vocação como teólogo.”