PAPA LEÃO XIV CELEBRA O LEMA MAÇÔNICO E REVOLUCIONÁRIO FRANCÊS “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE”

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O Papa Leão XIV celebrou um lema usado pelos maçons que remonta à sangrenta Revolução Francesa, período marcado pelo ódio anticatólico.

Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est

O Papa Leão XIV celebrou um lema da Revolução Francesa usado pelos maçons — “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” — como “imperativos éticos universais” durante um discurso no Palácio do Eliseu na sexta-feira.

“A França foi responsável por avanços significativos em nosso mundo, incluindo o reconhecimento dos direitos humanos fundamentados na natureza da pessoa humana, particularmente a liberdade religiosa”, afirmou Leão na presença do presidente Emmanuel Macron e de autoridades francesas.

“Essa ênfase constante na dignidade inerente a cada pessoa encontra eco em vosso lema nacional. Liberdade, igualdade e fraternidade não são simplesmente palavras estampadas na fachada dos vossos edifícios públicos; referem-se a imperativos éticos universais que encontram também na mensagem do Evangelho uma fonte inesgotável de inspiração e realização”, disse o pontífice.

A referência de Leão a “Liberdade, igualdade e fraternidade” como “imperativos éticos universais” é preocupante porque, embora essas palavras sirvam como lema nacional da França, elas também servem como lema do Grande Oriente Maçônico e da Grande Loja da França. O lema tem origem na Revolução Francesa, que se opôs ferozmente à Igreja Católica e matou milhares de bispos, padres, religiosos e leigos católicos na guilhotina durante o “Reino do Terror”.

O elogio de Leão à “liberdade religiosa” que, segundo ele, foi reconhecida pela França também contraria a compreensão tradicional da Igreja Católica sobre o assunto. A encíclica Quanta Cura e o Syllabus, do Papa Pio IX, condenaram a ideia de que “todo homem é livre para abraçar e professar a religião que, guiado pela luz da razão, considerar verdadeira”.

Ao mesmo tempo, o papa pareceu reprovar o laicismo da França durante o discurso de sexta-feira, que, por sua vez, remonta à Revolução Francesa.

“O cristão envolvido na vida pública, que age à luz de sua consciência iluminada pela fé, não pode ser considerado um proselitista ou uma ameaça à unidade da pátria”, disse Leão XIII, de acordo com a correspondente do AdVaticanum no Vaticano, Niwa Limbu.

“Um secularismo justo, portanto, não consiste em excluir a religião da esfera pública ou da educação, mas em comprometer-se a garantir que o Estado e as instituições religiosas dialoguem entre si e unam forças a serviço do bem comum”, afirmou o Papa.

Ele pareceu criticar diretamente a política francesa de “laicidade”, que preconizava a separação total entre Estado e religião. Essa política foi codificada pela Lei de 1905 sobre a Separação entre Igreja e Estado.

No ano passado, Macron fez um discurso à nação elogiando o caráter laico do país, afirmando que a “República laica” significa que a França não representa “uma identidade nascida de origens culturais, religiosas ou particulares”. Ele elogiou a lei de 1905 como “a concretização da Revolução Francesa”.

O Papa Leão XIV destacou na sexta-feira as “profundas raízes cristãs” da França, que remontam a Santo Irineu de Lyon e ao batismo de Clóvis, rei dos francos, em 496, que inaugurou o título da França como “Filha Primogênita da Igreja”.

Leo também enfatizou a importância do direito à vida e condenou o aborto, o suicídio assistido e a barriga de aluguel na presença de autoridades francesas, segundo o jornal The Tablet. Ao fazer isso, ele repreendeu as próprias leis francesas pró-aborto e de morte assistida. O país aprovou recentemente uma legislação que legaliza a eutanásia e o suicídio assistido sob certas condições.

“A proteção do direito à vida constitui o fundamento indispensável de todos os outros direitos humanos”, disse o pontífice.

Ele afirmou a necessidade de “acolher a vida incondicionalmente, apoiar a fragilidade com carinho, acompanhar cada etapa da vida com respeito e confiança mútua e defender com coragem e compaixão aqueles que não conseguem fazer ouvir as suas vozes e aqueles que se sentem ignorados ou negligenciados”.

Leão também expressou preocupação com “tendências na sociedade que correm o risco de transformar a ciência e a tecnologia em empreendimentos movidos pelo lucro, promovendo manipulação genética, barriga de aluguel, comércio de órgãos humanos ou a possibilidade de planejar a própria morte”.

“Não nos esqueçamos de que o respeito mútuo e a proteção de toda vida humana são um dever que incumbe a cada um de nós”, continuou Leo, lembrando que a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” foi proferida pela primeira vez em Paris.

Leão reuniu-se em privado com Macron no Palácio do Eliseu antes do seu discurso às autoridades civis e ao corpo diplomático francês, tudo parte da sua primeira parada na França. A sua viagem apostólica decorre de 25 a 28 de setembro e incluirá uma visita à sede da UNESCO, à Catedral de Notre Dame e ao santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

NOTA DO BLOG: leia o que disse D. Lefebvre sobre esse assunto: LIBERDADE RELIGIOSA, IGUALDADE COLEGIAL, FRATERNIDADE ECUMÊNICA