31/05/2026 – 200 ANOS DA DECLARAÇÃO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA COMO PADROEIRO DO BRASIL

São Pedro de Alcântara confessando Santa Teresa, Museu do Prado

No dia 31 de maio de 1826, a pedido do Imperador Dom Pedro I, o papa Leão XII declarou São Pedro de Alcântara padroeiro do Brasil.

Em tempos de incertezas e de catástrofes internacionais, em tempos de crise moral e crise na Igreja, pedimos a intercessão do santo para que cada um faça sua parte na obra de glorificação de Deus.

Pedimos também a intercessão do santo pelo Brasil e pela Igreja Católica no Brasil]

Fonte

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Nascido em Alcântara, Espanha, 1499; falecido em 18 de outubro de 1562. Seu pai, Pedro Garavita, era governador do lugar, e sua mãe da família nobre de Sanabia. Depois de aprender gramática e filosofia em sua cidade natal, foi enviado aos 14 anos à Universidade de Salamanca. Retornando para casa, tornou-se um franciscano no convento de Observância Estrita em Manxaretes, em 1515. Com 22 anos foi enviado para fundar uma nova comunidade de Observância Estrita em Badajoz. Foi ordenado padre em 1524, e no ano seguinte feito guardião do convento de Santa Maria dos Anjos em Robredillo. Em alguns anos começou a pregar sermões com muito sucesso. Preferia pregar aos pobres; e seus sermões, baseados em sua maioria nos Profetas e Livros Sapienciais, respiram a mais tenra simpatia humana. Os “Frades Menores Descalços” tinham conventos na Espanha e a Custódia de Santa Maria Pietatis em Portugal, no tempo em que São Pedro entrou na ordem.

Eleito ministro da província de São Gabriel em 1538, Pedro pôs-se a trabalhar. No capítulo de Placência em 1540, escreveu as constituições dos Franciscanos de Observância, mas suas ideias severas receberam tamanha oposição que ele renunciou ao ofício de provincial e retirou-se com João de Ávila para as montanhas de Arabida, Portugal, onde se juntou com o Frei Martinho de Santa Maria em sua vida de solidão eremítica. Contudo, outros frades vieram se juntar a eles, e várias comunidades foram criadas – e Pedro escolhido como guardião e mestre de noviços no convento de Pallais. Em 1560, tais comunidades foram erigidas na Província de Arabida. Voltando à Espanha em 1553, ficou mais dois anos em vida solitária, depois viajando descalço até Roma, obtendo permissão do Papa Júlio III para fundar conventos na Espanha sob jurisdição do superior dos Conventuais. Conventos foram erguidos em Pedrosa, Placência e em outros lugares; em 1556 foram transformados num comissariado, com Pedro como superior, e em 1561, em província com o título de São José. Sem desanimar com a oposição sofrida na província de São Gabriel, escreveu as constituições da nova província com maior severidade do que antes. A reforma se espalhou rapidamente para outras províncias da Espanha e Portugal.

Em 1562, a província de São José foi posta sob a jurisdição do superior-geral dos Observantes, e duas novas custódias foram formadas: São João Batista em Valência, e São Simão em Galícia. Além dos associados a São Pedro listados acima, podemos mencionar São Francisco Borja, João de Ávila e o Ven. Luis de Granada. Em Santa Teresa d’Ávila, São Pedro viu uma alma escolhida por Deus para uma grande obra, e o sucesso dela na reforma do Carmelo foi, em grande medida, devido a seu conselho, encorajamento e defesa. Foi uma carta de São Pedro (14 de abril de 1562) que a encorajou a fundar seu primeiro monastério em Ávila, em 24 de agosto do mesmo ano. A autobiografia de Santa Teresa é fonte de muitas informações sobre a vida de São Pedro, seu trabalho, seus dons de milagres e profecias.

Talvez a mais notável das graças de São Pedro foi seu dom de contemplação e sua virtude de penitência. Não menos notável foi seu amor a Deus, que era por vezes tão ardente que lhe causava dor física (como em São Felipe Neri), e frequentes êxtases. A pobreza que praticava e impunha era tão alegre quanto real, e muitas vezes se privava até do necessário para a vida. Em confirmação das virtudes e de sua missão de reforma, Deus fez muitos milagres por sua intercessão e por sua mera presença. Foi beatificado por Gregório XV em 1622, e canonizado por Clemente IX em 1669. Além das constituições dos Franciscanos de Estrita Observância e muitas cartas sobre assuntos espirituais (especialmente para Santa Teresa), compôs um pequeno tratado sobre a oração, que foi traduzido para todas as línguas europeias. Sua festa é no dia 19 de outubro.

(Nota: em 1926, São Pedro de Alcântara foi nomeado padroeiro do Brasil, e em 1962 – no quarto centenário de sua morte – padroeiro de Extremadura)