AMANHÃ, EXCOMUNHÃO!

“Como o rebaixamento do nível litúrgico, teológico e pastoral poderia ajudar a Igreja?”

“Este clero, que está se perdendo, não teme perder-se ainda mais.”

Fonte: Media Presse Info – Tradução: Dominus Est

A poucas semanas da cerimônia de sagração de quatro bispos em Ecône, na Suíça, onde são esperados cerca de 15.000 fiéis, algumas palavras que o espírito de um católico convicto exige, dirigidas àqueles que, ainda em número excessivo, negam a sua pertinente necessidade.

Em primeiro lugar, digamos simplesmente que é uma grande alegria para nós, fiéis, receber novos bispos católicos na Igreja Católica!

Há 60 anos, o clero conciliar, que afirma estar em “plena comunhão” com a Igreja e se vangloria de sua “unidade”, abraçou o registro da novidade doutrinal, da novidade litúrgica e da novidade eclesiástica, e o alimenta continuamente sem se preocupar com a ruptura que gera com o magistério anterior a João XXIII .

Os jardineiros do Vaticano II (veja o post de 16 de setembro de 2017) não cessam de arar a terra católica, não para torná-la mais fértil para a semente cristã, mas para renovar sua face aos olhos do mundo.

O retorno às origens do clero moderno – mais inteligente, é claro, do que aquele que o precedeu – a sobriedade sacerdotal e pastoral, a busca pela “pedra viva” e pela “água viva”, o florescimento de “novas” comunidades, a audaciosa “nova” teologia, a experiência assídua da convivência em vista da fraternidade universal ou ainda a efervescência de uma moral mais leve, contribuem, todas juntas, para o caráter trágico de um “povo de Deus” que vagueia ao sabor dos solavancos da modernidade.

Novidades, mais novidades, sempre novidades. Essa é o ritmo do mundo. Pois o homem moderno gosta das tendências; gosta de segui-las ou, melhor ainda, surfar nelas. Hávia a corrida de domingo e agora também as correrias que se fazem aos domingos.

A Fraternidade São Pio X (FSSPX) irá sagrar bispos dentro de algumas semanas para dar continuidade ao sacerdócio católico, simples assim.

Para dar continuidade à obra católica dos religiosos e das ordens terceiras ordem que a cercam, para ampliar a educação católica das famílias e de seus filhos na escola, ela deseja administrar os sacramentos católicos da mesma forma que o clero católico os tem oferecido ao longo de 1965 anos, em lealdade e fidelidade aos seus antecessores.

Ela deseja dar continuidade à Igreja em sua missão, que é a sua própria missão sobre a terra: conduzir ao céu as almas fracas, perdidas ou desviadas, ou seja, todas as almas. Ela deseja isso, nada além disso, mas tudo isso.

Tudo isso que o clero contemporâneo apaga em favor do diálogo com as outras religiões, da inculturação, da ideia de que “todos já estão salvos”, do fim do inferno e do purgatório, da “presença simbólica” na Eucaristia, da colegialidade, da sinodalidade (a Igreja horizontal), e em breve, sem dúvida, de padres casados e mulheres sacerdotisas…

Pois esse clero, que está se perdendo, não teme perder-se ainda mais.

Ele desenvolve todo tipo de heresias que exalam cisma doutrinário e litúrgico: se o cisma, em sentido estrito, é uma ruptura de natureza disciplinar em relação à autoridade pontifical, é também uma ruptura epistemológica em relação à doutrina e à liturgia do Concílio de Trento, do Syllabus, do juramento antimodernista, de Quas Primas, que, notadamente, constituem autoridade.

Repitamos: os quatro pilares da Igreja são: a doutrina, a liturgia, o clero e a disciplina do clero.

Esses quatro pilares estão abalados há 60 anos, desde que as quatro características da Igreja (una, santa, católica e apostólica) foram elas próprias afetadas.

A FSSPX defende com firmeza e determinação uma eclesiologia baseada em um Magistério multisecular. Roma se distancia dela repetidamente.

Ela difunde “urbi et orbi” a estupidez, a indignidade e a fealdade.

O clero aplaude no meio de um “povo de Deus” em camisetas e bermudas, de forma hilária.

Regozijemo-nos com as sagrações, com esta iniciativa cheia de força de espírito

Roma enfurece-se e brande o decreto de excomunhão .

Os institutos “ex-ecclesia dei” vilipendiam aqueles que deveriam ser os mais fortes apoiadores de seus irmãos mais velhos na luta pela fé. Mas, infelizmente, sua assinatura no final do ato de adesão à Roma conciliar os faz soar a corneta de caça. A tristeza do perjúrio. A rendição do pensamento.

Saudemos a coragem inabalável do Pe. Gleize que, desde o anúncio de 2 de fevereiro, não cessou de defender, por escrito e oralmente, a causa de sua família sacerdotal, em uma fidelidade inabalável ao seu fundador, D. Lefebvre.

Gilles Colroy.

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