
Cardeal Victor Manuel Fernandez
(*) Essa título foi colocado de forma ilustrativa, apenas como um paralelo entre a situação da época e a contemporânea. Não é um comunicado oficial atual da FSSPX.
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Após uma declaração lacônica datada de hoje, 13 de maio de 2026, o Vaticano, por meio do Cardeal Victor Manuel Fernandez (foto), declara mais uma vez que as futuras sagrações episcopais anunciadas por D. Davide Pagliarani para 1º de julho (1) constituirão um “ato cismático e levarão à excomunhão“.
Neste aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, convidamos todos os fiéis a rezar ao Espírito Santo para que ilumine as mais altas autoridades romanas, a fim de que revertam os seus passos nocivos e anticatólicos resultantes do desastroso Concílio Vaticano II.
Confiando na oração preparada para este fim, que Nossa Senhora apoie a corajosa decisão de D. Davide – e de seu Conselho – de restaurar tudo em Cristo, como fizeram seus predecessores na atualíssima Carta Aberta abaixo, enviada ao Cardeal Gantin, Prefeito da Congregação para os Bispos, e datada de 6 de julho de 1988.
LEIAM COM EXTREMA ATENÇÃO
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CARTA ABERTA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL GANTIN PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS – 06 DE JULHO DE 1988
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Eminência,
Reunidos em torno de seu Superior Geral, os Superiores dos Distritos, Seminários e Casas Autônomas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X consideram oportuno expressar-lhes respeitosamente as seguintes reflexões.
Vossa Eminência considerou necessário, por meio de sua carta de 1º de julho passado, comunicar a Sua Excelência Dom Marcel Lefebvre, a Sua Excelência Dom Antonio de Castro Mayer e aos quatro bispo sagrados no último 30 de junho, em Ecône, sua excomunhão latae sententiae. Julgue Vossa Eminência o valor de tal declaração vinda de uma autoridade que, no exercício de seu ofício, rompe com a de todos os seus predecessores até o Papa Pio XII, no culto, no ensino e no governo da Igreja.
Quanto a nós, estamos em plena comunhão com todos os Papas e todos os Bispos que precederam o Concílio Vaticano II, celebrando exatamente a Missa que eles codificaram e celebraram, ensinando o Catecismo que compuseram, opondo-nos aos erros que condenaram tantas vezes em suas encíclicas e cartas pastorais. Julgue, portanto, de que lado se encontra a ruptura. Estamos profundamente entristecidos pela cegueira do espírito e pelo endurecimento do coração das autoridades romanas.
Por outro lado, jamais quisemos pertencer a esse sistema que se autodenomina Igreja Conciliar e se define pelo Novus Ordo Missae, pelo ecumenismo indiferentista e pela secularização de toda a sociedade. Sim, não temos qualquer participação, nullam partem habemus, no panteão das religiões de Assis; nossa própria excomunhão por um decreto de Vossa Eminência ou de outro dicastério não seria senão a prova irrefutável disso. Nada mais desejamos do que ser declarados ex communione do espírito adúltero que sopra na Igreja há vinte e cinco anos, excluídos da comunhão ímpia com os infiéis. Cremos no Único Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, com o Pai e o Espírito Santo, e seremos sempre fiéis à sua Única Esposa, a Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana.
Ser, portanto, associados publicamente à sanção imposta aos seis bispos católicos, defensores da fé em sua integridade e totalidade, seria para nós um motivo de honra e um sinal de ortodoxia perante os fiéis. Estes têm, de fato, o direito inquestionável de saber que os sacerdotes a quem se dirigem não pertencem à comunhão de uma falsa Igreja, evolutiva, pentecostal e sincretista.
Unidos a esses fiéis, fazemos nossas as palavras do Profeta (1 Reis 7,3): “Praeparate corda vestra Domino et servite illi Soli: et liberabit vos de manibus inimicorum vestrorum. Convertimini ad Eum in toto corde vestro, et auferte deos alienos de medio vestri.” “Dirigi vossos corações ao Senhor e servi a Ele só: e Ele vos livrará das mãos de vossos inimigos. Converti-vos a Ele de todo coração e tirai do meio de vós os deuses estranhos”. ” (I Reis 7, 3).
Confiantes na proteção d’Aquela que esmagou todas as heresias do mundo inteiro, rogamos a Vossa Eminência que creia em nossa devoção Àquele que é o Único Caminho da salvação.
Ecône, 6 de julho de 1988.
Padre Franz Schmidberger, Superior Geral,
Padre Paul Aulagnier, Superior do Distrito da França,
Franz-Joseph Maessen, Superior do Distrito da Alemanha,
Edward Black, Superior do Distrito da Grã-Bretanha,
Anthony Esposito, Superior do Distrito da Itália,
François Laisney, Superior do Distrito dos Estados Unidos,
Jacques Emily, Superior do Distrito do Canadá,
Jean-Michel Faure, Superior do Distrito do México,
Gérard Hogan, Superior do Distrito da Austrália e Nova Zelândia,
Alain Lorans, Superior do Seminário de Ecône,
Jean-Paul André, Superior do Seminário de Flavigny,
Paul Natterer, Superior do Seminário de Zaitzkofen,
Andrés Morello, Superior do Seminário de La Reja,
William Welsh, Superior do Seminário da Santa Cruz na Austrália,
Michel Simoulin, Reitor do Instituto São Pio X em Paris,
Patrice Laroche, Sub-superior do Seminário de Ecône,
Philippe François, Superior da Casa Autônoma da Bélgica e Luxemburgo,
Roland de Mérode, Superior da Casa Autônoma dos Países Baixos,
Georg Pfluger, Superior da Casa Autônoma da Áustria,
Guillaume Devillers, Superior da Casa Autônoma da Espanha,
Philippe Pazat, Superior da Casa Autônoma de Portugal,
Daniel Couture, Superior da Casa Autônoma da Irlanda,
Patrick Groche, Superior da Casa Autônoma do Gabão,
Franck Peek, Superior da Casa Autônoma da África Austral.
Trecho da Revista Fideliter nº 64, julho-agosto de 1988, páginas 11 e 12.
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