
“Enquanto Roma planejava um procedimento para os padres que desejassem deixar a FSSPX, muitos padres do clero diocesano e de comunidades religiosas continuam, em todo o mundo, a se aproximar da Fraternidade ou a ingressar nela”, observou a FSSPX.
Fonte: Life Site News – Tradução: Dominus Est
A Fraternidade São Pio X (FSSPX) divulgou na sexta-feira uma lista de padres diocesanos e religiosos de todo o mundo que se uniram à Fraternidade recentemente, sem se deixarem intimidar pelas penalidades ou pelas (injustas e inválidas) excomunhões declaradas pelo Vaticano.
“Após as sagrações, os padres diocesanos continuam a se voltar para a Tradição”, escreveu a conta oficial da FSSPX no Twitter, em uma publicação em francês.
A conta da rede social passou a nomear padres de todo o mundo que se juntaram à FSSPX mesmo depois de os bispos da FSSPX terem sido declarados “excomungados” em julho de 2026, ou que se juntaram anteriormente, mas permaneceram nela, sem se deixarem intimidar pelas sanções impostas pelos seus bispos diocesanos.
Après les sacres, des prêtres diocésains continuent de se tourner vers la Tradition.
Aux États-Unis, le diocèse de Knoxville a annoncé, le 2 octobre, retirer au Père David Mary Engo « toutes les facultés, permissions et autorisations » en raison de son activité pastorale « associée à la FSSPX et la soutenant ». Ordonné en 1997, ancien franciscain et fondateur des Franciscan Brothers Minor, une communauté d’inspiration capucine, il exerçait encore récemment comme chapelain d’une communauté de religieuses contemplatives.
Quelques jours auparavant, l’abbé Philip Conklin, ordonné en 2024 dans le Minnesota, faisait lui aussi l’objet d’une procédure canonique après avoir confirmé son affiliation à la FSSPX. « Je suis un prêtre qui ne pouvait tout simplement pas ignorer sa conscience », expliquait-il, désireux de célébrer exclusivement les sacrements traditionnels et de « prêcher 100 % du catholicisme ».
L’abbé David Fulton a, quant à lui, rejoint l’apostolat de la Fraternité l’an dernier après 21 années de ministère diocésain et deux ans de formation auprès d’elle.
En Pologne, l’abbé Wojciech Kmak, venu du diocèse de Łowicz, a commencé sa probation à Varsovie le 29 juin. Il rejoint plusieurs prêtres issus du clergé diocésain ou de communautés religieuses, parmi lesquels les abbés Tomasz Kolendo, Marcin Leszczynowicz, Piotr Dzierżak, Piotr Świerczek et Michał Wierzejewski.
Au Brésil, l’abbé Rodrigo de Oliveira Silva, suspendu par son diocèse en février, s’est rapproché de la FSSPX et a entrepris l’établissement d’un nouveau lieu de culte. En août, son évêque lui imputait de nouvelles sanctions canoniques.
En Irlande, le Père Ailbe Michael O’Reilly poursuit son ministère auprès de la Fraternité et a publiquement qualifié les sanctions romaines d’« injustes » et d’« invalides ».
En Italie, le supérieur du district évoque plusieurs groupes de « prêtres amis de la Fraternité », pour la plupart diocésains.
En Autriche, la réunion sacerdotale de septembre a réuni 19 prêtres de la FSSPX, quatre prêtres associés et deux prêtres diocésains amis collaborateurs. Le district compte cinq prêtres associés.
Les séminaires de la FSSPX accueillent également des prêtres déjà ordonnés, venus approfondir leur formation doctrinale, spirituelle et liturgique auprès de la Fraternité.
Alors que Rome prévoit une procédure pour les prêtres souhaitant quitter la FSSPX, de nombreux prêtres issus du clergé diocésain et des communautés religieuses continuent, à travers le monde, de se rapprocher de la Fraternité ou de la rejoindre.
— FSSPX Actualités (@FSSPXFR) October 9, 2026
A publicação citou, inicialmente, o caso do padre David Mary Engo, que teve “todas as faculdades, permissões e autorizações” revogadas em 2 de outubro pela Diocese de Knoxville, no Tennessee, devido à sua atividade pastoral “associada e de apoio à FSSPX”.
“Alguns dias antes, o padre Philip Conklin, ordenado em 2024 em Minnesota, também se tornou alvo de um processo canônico após confirmar sua filiação à FSSPX”, afirmou a publicação. Nela, Conklin foi citado dizendo: “Sou um padre que, simplesmente, não podia ignorar sua consciência”, acrescentando que buscava oferecer exclusivamente os sacramentos tradicionais e “pregar 100% do catolicismo”.
“O padre David Fulton, que ingressou na FSSPX ‘no ano passado, após 21 anos de ministério diocesano e dois anos de formação na Fraternidade’”, permaneceu nela, segundo a publicação.
“Na Polônia, o padre Wojciech Kmak, da Diocese de Łowicz, iniciou seu período de integração em Varsóvia no dia 29 de junho. Ele se junta a vários sacerdotes do clero diocesano ou de comunidades religiosas, entre os quais os Padres Tomasz Kolendo, Marcin Leszczynowicz, Piotr Dzierżak, Piotr Świerczek e Michał Wierzejewski”.
No Brasil, o padre Rodrigo de Oliveira Silva foi “suspenso por sua diocese em fevereiro” e, apesar disso, “aproximou-se da FSSPX” e está trabalhando para estabelecer um novo local para celebração de missas. Imperturbável diante das excomunhões declaradas, em agosto, “seu bispo impôs novas sanções canônicas contra ele”. (*)Antes dele foram os padres: Fernando, Reinaldo, Henrik, Tiago, Françoá, Wander, Antonio, entre outros que apoiam a FSSPX.
Na Irlanda, o padre Ailbe Michael O’Reilly prossegue seu ministério com a Fraternidade e descreveu publicamente as sanções romanas como “injustas” e “inválidas“.
A publicação mencionou ainda padres em outros países que, embora não façam oficialmente parte da FSSPX, estão associados ou são amigos dela.
Na Itália, ainda existem “diversos grupos de ‘padres amigos da Fraternidade’, a maioria deles diocesanos”.
“Na Áustria, o encontro sacerdotal de setembro reuniu 19 padres da FSSPX, quatro padres associados e dois padres diocesanos amigos”, observou a publicação. “O distrito tem cinco padres associados”, acrescentou.
A lista não é exaustiva, mas demonstra uma forte convicção sobre a missão da FSSPX em um número significativo de padres diocesanos e religiosos.
A Fraternidade também destacou em sua publicação no Twitter que os seminários da FSSPX “também acolhem sacerdotes já ordenados” que desejam “aprofundar sua formação doutrinal, espiritual e litúrgica com a Fraternidade”.
“Enquanto Roma planejava um procedimento para os padres que desejam deixar a FSSPX, muitos padres do clero diocesano e de comunidades religiosas continuam, em todo o mundo, a se aproximar da Fraternidade ou a ingressar nela.”
A Fraternidade São Pio X (FSSPX) teve sua regularização canônica rejeitada pelo Vaticano porque insiste em ter o dever de denunciar claramente as aparentes contradições do Concílio Vaticano II com os ensinamentos perenes da Igreja, como a afirmação de que “no hinduísmo, os homens contemplam o mistério divino” e que “a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa”.
O padre Gerald Murray, especialista em direito canônico, salientou que o documento do Vaticano que anuncia as excomunhões não tem efeito jurídico em quaisquer padres da FSSPX ou leigos que participem de suas missas.
Além disso, a FSSPX apresentou um recurso canônico preliminar contra o decreto de excomunhão do Vaticano, emitido em 2 de julho, suspendendo sua força perante o direito canônico.
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