
A consciência é a manifestação da vontade de Deus que é transmitida aos homens pela voz da razão, pelos ditames do seu intelecto
Fonte: Bulletin Hostia ( SSPX Great Britain & Ireland) – Tradução: Dominus Est
1. A consciência é frequentemente chamada de “voz da razão” ou “voz de Deus“, porque nos exorta a fazer o bem e evitar o mal. Caim, que viveu muito antes de Moisés, sabia que havia cometido um mal ao matar Abel. Ainda hoje, em países pagãos que nunca ouviram falar dos mandamentos, os homens distinguem o bem do mal pela sua consciência. Por meio dela, conhecem a Deus; ela os exorta a obedecer.
Como disse São Paulo, falando dos gentios que não conheciam a lei judaica: “Com efeito quando os gentios, que não têm lei (escrita), fazem naturalmente as coisas que são da lei, esses, não tendo lei, a si mesmos servem de lei, e mostram que o que a lei ordena está escrito nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua própria consciência e os pensamentos de dentro que os acusam, se fizerem o mal, ou também os defendem, se fizerem o bem.” (Rom 2, 14-15).
2. Se sempre obedecermos aos ditames da nossa consciência, jamais ofenderemos a Deus. Ela é um guia que Ele espera que sigamos. Surge do conhecimento da lei, seja ela natural ou revelada. Antes de qualquer ação, a consciência se manifesta a favor ou contra. Após a ação, conforme a tenhamos seguido ou ignorado, a consciência nos enche de paz ou inquietação.
Se uma pessoa é tentada a roubar, parece ouvir uma voz interior dizendo: “Não roube. Você sabe que roubar é errado.” Essa voz interior é a consciência. A consciência nos diz que Deus é nosso Legislador, nosso Juiz, nosso Recompensador e nosso Vingador.