DA BONDADE PARA COM OS IGUAIS E OS INFERIORES

Resultado de imagem para caridade catolicaPai da revolta contra a autoridade, o orgulho também cria, para com os iguais, a dureza de cora­ção, e o desprezo para com os inferiores.

Se nada há mais nobre do que sacrificar-se a si próprio, com seus gostos e interesses, por dedicação para com o próximo, nada há mais vil do que tudo querer para si. Uma mãe cristã, atenta a formar em seus filhos uma grande bondade de coração, e em destruir neles o egoismo, falar-lhes-á muitas vezes daquele que, por amor dos homens, se aniqui­lou a ponto de tomar a forma de escravo, e até de morrer sobre uma cruz. Far-lhes-á contrair o cos­tume de fazerem às outras crianças todos os servi­ços que lhes poderem fazer, e sobretudo de terem um terno amor para com seus irmãos e irmãs.

Que encantador espectáculo não oferece uma família, cujos membros são todos unidos por laços duma forte e constante caridade! … E, por outro lado, nada há mais triste, do que encontrar irmãos armados, quase desde a infância, uns contra os outros, inimigos até à morte, nunca se vendo, ou vendo-se com visível desgosto? Atualmente é isso um espec­táculo vulgar. E não é verdade poder dizer-se espe­cialmente hoje este provérbio tão conhecido: É raro que a concórdia reine entre os irmãos? E essa desordem, as mais das vezes, é fruto da negli­gência da mãe, que não teve cuidado de repetir muitas vezes a seu filhos, com o Apóstolo da cari­dade:—«Meus filhos, amai-vos uns aos outros, porque é esse o preceito do Senhor!»

Lemos na vida da Senhora Acarie que exortava seus filhos a serem amigos uns dos outros, e lhes contava muitas vezes as vantagens da concórdia e as conseqüências funestas da desinteligência:—«É preciso sempre ceder, lhes dizia, exceto quando a honra de Deus exige que se resista. Quem cede, ganha sempre a vitória contra o seu adversário.» Os seus filhos mais novos, diz Doval, vinham todas as noites contar-lhe os seus sentimentos, e se tinham tido disputas uns com os outros, como de ordinário lhes acontecia, pediam perdão uns aos outros, e abraçavam-se diante de sua mãe. — Todas as manhãs os filhos da senhora de Ghantal se abraçavam, e estes sinais exteriores de afeição servem muitas vezes, para entreterem a união dos corações, con­tanto que haja grande cuidado em evitar amizades particulares, e familiaridades muito ternas. Continuar lendo

A ATUAL PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA NO MUNDO ISLÂMICO

Nota da Permanência:

Siri Lanka, 21 de abril de 2019. Um grupo de muçulmanos se lançou contra três igrejas deixando um saldo de mais de 200 mortos.

Não se tratou de um caso isolado, no entanto, e sim de apenas um capítulo a mais na longuíssima lista dos crimes do islamismo.

Todos se lembram do massacre do Bataclan ou do assassinato do Padre Hamel, na França; ou ainda, dos atentados do Domingo de Ramos de 2017, no Egito, que deixaram 47 mortos, ou dos ataques em Barcelona no mesmo ano, deixando muitos mortos e mais de cem feridos. Os atentados de 11 de setembro permanecem nas memórias de todos.

No entanto, é pouco conhecida a real extensão da perseguição religiosa atual no mundo islâmico. Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria e Paquistão são alguns dos países em que ela se mostra sistemática, geral e sangrenta. É criminosa a omissão da imprensa em noticiar esses fatos.

O mérito do texto que apresentamos em seguida, tirado do artigo Muslim Persecution of Christians, é precisamente o de revelar a extensão dos horrores que ocorrem nas terras de Alah.

Advertimos o leitor, contudo, contra o uso do termo “cristãos” – adotado pelo autor para designar comumente católicos, protestantes e ortodoxos. Se aos olhos dos algozes islâmicos não há diferença entre eles, tal como a água e o azeite, não se misturam a Verdade e o erro.  

Atual perseguição religiosa no mundo islâmico  

Robert Spencer

A imagem popular das Cruzadas apresenta os guerreiros ocidentais aterrorizando os infiéis, convertendo-os à força, expulsando-os de suas terras e impondo-lhes governos cristãos. Muitos acreditam que elas ainda existem e não são meras ruínas da História. Para evitar as acusações de estar seguindo seus “passos negros”, o presidente George W. Bush retirou tal palavra do seu vocabulário, logo que os europeus o repreenderam por referir-se a uma “cruzada americana contra o terrorismo”. De fato, as Cruzadas foram uma tentativa de resgatar as terras cristãs que o Islã conquistou, mas hoje o que se vê é a ocultação do poderio islâmico ressurgente – uma realidade temível – pela doutrina do “politicamente correto”. Não existem cruzadas cristãs em curso, mas apenas uma irresoluta e inconsistente campanha contra o terrorismo; a única ofensiva religiosa atual é a perseguição implacável e brutal de cristãos em territórios islâmicos, como não se via desde os tempos do Império Otomano. 

A partir da fatwa infame de Osama Bin Laden contra “judeus e cruzados” decretada em 1998, os jihadistas declararam guerra ao Ocidente, justificando seus ataques como campanhas de defesa a uma suposta guerra santa cristã. Em janeiro de 2011, o jornalista de esquerda Seymour Hersh repetiu essa teoria no Qatar, e afirmou que o general aposentado Stanley McChrystal, junto com militares que estavam de serviço nas unidades de operações especiais, integrava uma conspiração cujo objetivo era promover uma cruzada contra os muçulmanos: “Eles sabem muito bem o que estão fazendo, essa não é uma atitude incomum entre os militares; sem dúvida, trata-se de uma cruzada. Eles se consideram os defensores dos cristãos e, como no século XIII, protegem-nos dos muçulmanos. É a tarefa deles” 1 Continuar lendo

RECUPEROU A VISTA

Resultado de imagem para são joséEm Vinovo, aldeia pouco distante de Turim, na Itália, uma moça chamada Maria Stardero teve a desgraça de perder totalmente a vista.

Desejando recuperá-la, fêz uma visita a S. João Bosco, que então construía, com as esmolas do povo de Turim, a magnífica igraja de Maria Auxiliadora. A môça, depois de ter rezado diante de uma imagem de Nossa Senhora, falou com S. João Bosco, que lhe perguntou:

– Faz muito tempo que perdeu a vista?

– Sim, muito; faz um ano que não vejo nada.

– Tens consultado os médicos?

– Ah! padre, já não sabem o que receitar-me.

– Distingues os objetos grandes ou pequenos?

– Não; como disse, não vejo nem pouco nem muito.

– Mas não vês a luz desta janela?

– Não, senhor; nada.

– Queres recuperar a vista?

– Sr. padre, sou pobre e preciso dela para ganhar a vida.

– Servir-te-ás da vista para proveito de tua alma e não para ofender a Deus?

– Prometo-o sinceramente.

– Confia, pois, em Nossa Senhora e S. José. – E, em tom solene, D. Bosco acrescentou: – Para a glória de Deus, da SS. Virgem e de S. José, dize: que é que tenho na mão?

A moça abre os olhos, que antes não viam nada, e diz:

– Uma medalha de Nossa Senhora.

– E isto, que é?

– Um ancião com a vara florida; é S. José.

Estava operando o milagre. Pode-se imaginar a alegria da môça e de seus pobres pais!…

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

O PODER DA ORAÇÃO

Imagem relacionadaFonte: Boletim Permanencia

Uma boa frase vale mais do que mil palavras.

A história a seguir é a versão editada de uma das que foram publicadas na última edição da Revista Permanência. Todas têm por protagonista Katharina Tangari, uma dessas personagens anônimas e santas que em segredo aplacam a ira de Deus contra infâmia do mundo.

A história, belíssima, vale ser lida integralmente. Mas a conclusão que Katharina tira dela deveria vir escrita no coração de todos:

“Pouco importa o que pedimos, contanto que o peçamos com grande simplicidade.”

Em busca dum auxílio especial numa situação difícil, planejei uma peregrinação ao santuário da Madona do Rosário de Pompeia. (…) Visitei essa amiga para pedir os conselhos necessários à peregrinação (…). Para minha surpresa, ela ofereceu com muita candura a sua companhia (…) Escolhêramos partir no primeiro sábado do mês do Rosário, dia 1º de outubro de 1949.

Durante a peregrinação aconteceu um estranho episódio que me aproximou ainda mais do Padre Pio. Fazíamos já dez horas de estrada quando, ao atravessar por San Giovanni de Teduccio, um rapazinho veio por trás de nós e, falando comigo, mostrou-me um livreto de orações com a estampa da Madona de Pompeia. Pressuroso, perguntou-me o rapaz: “As senhoras não perderam isto?” e, após dar-me o livro, desapareceu.

Esse livrinho era o da Novena de agradecimento à Madona de Pompeia, que eu levara na intenção de recitá-la ao final da peregrinação. Guardara-o numa bolsinha de couro que estava costurada dentro do bolso do casaco. Junto à novena havia o dinheiro para a viagem de volta — no total, três mil liras — um vale de dezesseis mil liras, a fotografia do meu marido e uma do Padre Pio ofertada por uma irmã franciscana, uma imagem do Menino Jesus encontrada no livro de Del Fante, em que estava escrito: “Abençoada pelas mãos estigmatizadas do Padre Pio”. Continuar lendo

DO SOFRIMENTO DAS INJÚRIAS E QUEM É PROVADO VERDADEIRO PACIENTE

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Jesus: Filho, que é o que estás dizendo? Deixa de te queixar, em vista da minha paixão e dos sofrimentos dos santos. Ainda não tens resistido até derramar sangue. Pouco é o que sofres em comparação do muito que padeceram eles em tão fortes tentações, tão graves tribulações, tão várias provações e angústias. Convém, pois que te lembres dos graves trabalhos dos outros, para que mais facilmente sofras os teus, que são mais leves. E se te não parecem tão leves, olha, não venha isso de tua impaciência. Contudo, sejam graves ou leves, procura levá-los todos com paciência.

Quanto melhor te dispões para padecer, tanto mais paciente serás em tuas ações e maiores merecimentos ganharás; com a resignação e a prática torna-se também mais suave o sofrimento. Não digas: não posso sofrer isto daquele homem, nem estou para aturar tais coisas, pois me fez grave injúria e me acusa de coisas que jamais imaginei; de outros sofreria facilmente, quanto julgasse que devia sofrer. Insensato é semelhante pensar, pois não considera a virtude da paciência nem olha àquele que há de coroá-la, mas só atende às pessoas e às ofensas recebidas.

Não é verdadeiro sofredor quem só quer sofrer quanto lhe parece e de quem lhe apraz. O verdadeiro paciente também não repara em quem exercita a paciência; se for seu superior, ou igual, ou inferior, se for homem bom e santo, ou mau e perverso. Mas, sem diferença de pessoa, sempre que lhe sucede qualquer adversidade, aceita-a gratamente da mão de Deus e a considera um grande lucro para sua alma. Porque aos olhos de Deus qualquer coisa, por insignificante que seja, que soframos por amor dele terá seu merecimento.

Aparelha-te, pois, para o combate, se queres a vitória. Sem peleja não podes chegar à coroa da vitória. Se não queres sofrer, renuncia à coroa; mas, se desejas ser coroado, luta varonilmente e sofre com paciência. Sem trabalho não se consegue o descanso e sem combate não se alcança a vitória.

A alma: Tornai-me, Senhor, possível, pela graça, o que me parece impossível pela natureza. Vós bem sabeis quão pouco sei sofrer, e que logo fico desanimado com a menor contrariedade. Tornai-me amável e desejável qualquer prova e aflição, por vosso amor, porque o padecer e penar por vós é muito proveitoso à minha alma.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

MARIA BUSCOU O MENINO DURANTE A NOITE

Resultado de imagem para escapulario carmoVocês todos sabem o que é o escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Se não souberem perguntem à mamãe. Quem recebe esse escapulário e traz consigo devotamente, vai para o Céu. Foi Nossa Senhora mesma quem o prometeu. Em lugar do escapulário também pode-se trazer uma medalha que tenha um lado a imagem do S. Coração de Jesus e no outro a do Puríssimo Coração de Maria. (Outro nome, para escapulário, é bentinho).

Quem de vocês ainda, por acaso, não tenha recebido do Sacerdote o escapulário, procure quanto antes consegui-lo, e depois trazê-lo sempre com respeito e amor.

Um exemplo de um menino que não quis dormir sem o escapulário.

O Padre Reitor de um colégio, fazendo, certa noite, a visita aos dormitórios, encontrou um aluno, de joelhos, ao pé da cama, enquanto os outros já estavam dormindo. O menino entregara seu escapulário ao porteiro, que era também alfaiate, para emendar as fitas. Não queria deitar-se, com o receio de morrer durante a noite.

– Faça um ato de contrição e deita-se: amanhã o bentinho ser-lhe-á entregue, disse o Padre Reitor.

– Não posso deitar-me sem meu escapulário, respondeu o bom menino.

Vendo isso, o Padre foi buscar o bentinho e lho entregou. Satisfeito, adormeceu logo cheio de alegria.

Na manhã seguinte, na hora de levantar, o menino ficou na cama. O Padre quis acorda-lo, mas em vão. Estava  morto.

Com um angélico sorriso nos lábios, apertava nas mãos o escapulário.

Maria Santíssima viera buscar o piedoso menino para premia-lo no Céu.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri

A VINGANÇA DOS COVARDES

Valle de los caídos, Espanha

Fonte: Boletim Permanencia

No pequeno cemitério do Vimieiro, aldeia do centro de Portugal, uma simples lápide de pedra com uma cruz encima e “AOS 1970” gravado em um dos lados, indica a última morada do homem providencial que governou o país entre 1932 e 1968: António de Oliveira Salazar. A poucos metros dali encontra-se a pequena igreja do seu baptismo e, mais acima, a modesta casa que o viu nascer.

O despojamento da sepultura, a simplicidade do povoado, a humildade do lar natal, contrastam com a dimensão extraordinária alcançada pelo homem e pela obra de restauração nacional que realizou em sua pátria.

Três atributos são – ou deveriam ser – fundamentais em um governante: inteligência, integridade e dedicação. Se não é tarefa fácil identificar uma dessas qualidades em um homem público, mais difícil é encontrar duas, e improvável encontrar as três simultaneamente. Para o bem de Portugal e dos portugueses, a Salazar foi concedida – e amplamente – a graça de possuir aquela tríade de ouro do verdadeiro condutor da Polis. Não apenas inteligência, mas uma inteligência superior; não só integridade, mas uma integridade – pese a redundância – absoluta; não apenas dedicação, mas uma dedicação total da sua pessoa a Portugal.

E nele, essas três características essenciais não estavam “soltas” a flutuar no espaço, mas solidamente ancoradas em um profundo amor a Deus e à pátria. Só então pode entender-se o núcleo do seu pensamento político, no qual a nação é o valor supremo na ordem temporal e o Estado “o ministro de Deus para o bem comum” – conceitos naturalmente incompreensíveis para a mentalidade materialista, hedonista e mundialista dos nossos dias. Continuar lendo