NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SEGUNDA CARTA – PARTE 2

Resultado de imagem para céu catolicoI I

Provas da tradição: o fato simplesmente afirmado por Santo Atanásio, S. Paulino, Santo Agostinho, Honório e Berti – As consolações tiradas deste fato, por Santo Ambrósio para os irmãos; por Fócio para os parentes; por S. Jerônimo, Santo Agostinho e, mais ainda, S. João Crisóstomo, para as viúvas.

A luz despedida sobre este objeto pela tradição católica é tão viva e constante que passa através de todas as nuvens dos sofismas e da preocupação.

Os testemunhos podem dividir-se em duas classes: os que afirmam simplesmente o fato, e os que dele tiram uma consolação.

Entre as obras muitas vezes atribuídas a Santo Atanásio, esta glória tão pura do IV século, encontra-se uma que tem por título: Questões necessárias que nenhum cristão deve ignorar. Ora, na resposta à XXII questão lê-se: “Deus concede às almas justas, no Céu, um grande bem, o de se conhecerem mutuamente”.[1]

No fim do mesmo século, S. Paulino, que mais tarde foi Bispo de Nola, escrevia ao seu antigo preceptor, o poeta Ausónio:

“A alma sobrevive ao corpo, e é necessário que ela guarde os seus sentimentos e as suas afeições, tanto quanto a sua vida. Ela não pode esquecer que é imortal. Para qualquer lugar que Nosso Senhor me mande depois da minha morte, levar-vos-ei em meu coração, e o fatal golpe que me separar do meu corpo não porá termo ao amor que vos consagro”.[2]

No século V, o grande Bispo de Hipona dizia a seu auditório: “Conhecer-nos-emos todos no Céu. Pensais vós que me conhecereis, por me haverdes conhecido na terra, mas não conhecereis meu pai, porque nunca o vistes? Repito-vos, conhecereis todos os santos. Eles se conhecerão, não porque vejam a face uns dos outros, mas verão como os profetas costumam ver na terra; ou ainda dum modo bem mais excelente. Verão divinamente. Por isso que estarão cheias de Deus”[3].
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O QUE É O VERDADEIRO DOM DE LÍNGUAS?

Resultado de imagem para pentecôteNesse domingo de Pentecostes, aproveitando a leitura do dia (At. 2, 1-11) nada melhor que saber o que é o verdadeiro Dom de Línguas, qual seu significado segundo a Tradição da Igreja, os Santos, Papas e Padres da Igreja. Dom tão confundido com o “chinelohavaianaschupabalahalls” protestante.

Clique na imagem para acessar o texto.

QUE TAL UM GESTO DE CARIDADE NESSE MÊS?

Resultado de imagem para caridadePrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blogvocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundo, vocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

CLIQUE AQUI E SAIBA COMO!

Faça um gesto nobre de caridade, por amor à Santa Igreja!!

Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

AMOR DE DEUS PARA COM OS HOMENS NA MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO

Da festa de Pentecostes

Et repleti sunt omnes Spirit Sancto, et coeperunt loqui variis linguis – “E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em várias línguas” (Act. 2, 4).

Sumário. No sacramento da Confirmação todos nós recebemos o mesmo Espírito Santo que Maria Santíssima e os apóstolos receberam hoje tão abundantemente. Consideremos o amor que neste sublime mistério nos mostraram as três Pessoas divinas apesar dos maus tratos que o mundo infligiu a Jesus Cristo. Já que o amor se paga com amor, roguemos ao Espírito divino, que nos abrase o coração com suas felizes chamas, e nos conceda que com a língua louvemos a Deus e o façamos louvar pelos outros.

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I. Antes de partir desta terra, o divino Redentor prometeu várias vezes aos apóstolos, que, uma vez voltado para o céu, havia de pedir ao Pai lhes mandasse outro Consolador, o Espírito de verdade, que ficaria sempre com eles. Eis que hoje Jesus cumpre fielmente a sua promessa.

Refere São Lucas que “quando se completaram os dias de Pentecostes, todos os discípulos estavam juntos no mesmo lugar e perseveravam unanimamente na oração com as mulheres e Maria, a Mãe de Jesus. E veio de repente do céu um ruído, como de vento que soprasse com ímpeto e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram repartidas umas como que línguas de fogo que repousaram sobre cada um deles. E foram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em várias línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.

Consideremos aqui o amor que Deus nos mostrou em tão sublime mistério, porquanto no sacramento da Confirmação nós temos recebido o mesmo Espírito Santo, o Consolador, que Maria Santíssima e os apóstolos receberam hoje tão abundantemente e de um modo tão admirável. O Pai Eterno, não satisfeito de nos ter dado seu Filho divino, quis ainda dar-nos o Espírito Santo afim de que habitasse sempre em nossas almas e conservasse nelas aceso o fogo sagrado do amor. O mesmo faz o Filho Eterno, não obstante os maus tratos que os homens lhe infligiram na terra. Continuar lendo

MAIS 23 SACERDOTES PARA A FSSPX – ORDENAÇÕES NO HEMISFÉRIO NORTE

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 29 junho de 2017, na festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no seminário de Ecône, na Suíça), D. Alfonso de Galarreta, ordenará 12 novos sacerdotes para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X: 11 franceses e 1 espanhol. Serão também ordenados diáconos outros 4 franceses (2 para a FSSPX e 2 para os capuchinhos de Morgon) e 1 inglês.

Em 1 de Julho de 2017, no Seminário do Sagrado Coração de Jesus (Priesterseminar Herz Jesu, em Zaitzkofen, na Alemanha) – será D. Bernard Tissier de Mallerais quem conferirá o sacerdócio a 2 outros sacerdotes.

Finalmente, em 7 de julho de 2017, D. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, ordenará 9 novos sacerdotes e 6 diáconos no Seminário São Tomás de Aquino, em Dyllwin, EUA.

No total, portanto, 23 novos padres serão ordenados em junho e julho de 2017 para a FSSPX, que contará, então, com 635 sacerdotes, ajudados por 116 Irmãos e 79 Irmãs Oblatas.

Em seus seis seminários pelo mundo são 204 jovens e 36 pré-seminaristas que foram inscritos no início do ano acadêmico.

Em junho/julho são realizadas as ordenações nos seminários do hemisfério norte (EUA, França, Suiça e Alemanha) e em dezembro nos seminários do hemisfério sul (Argentina e Austrália)

Rezemos por esses jovens, para que se mantenham firmes na verdadeira fé católica.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

CAMINHOS DA CONVERSÃO

Resultado de imagem para conversãoPasso a falar-te agora dos pecadores que, forçados pelos sofrimentos da vida e medo dos castigos futuros, procuram livrar-se do egoísmo. Envio-lhes contrariedades, para que compreendam que esta vida não constitui a meta final, que as realidades terrenas são imperfeitas e passageiras, que eu sou o fim último. Por medo da punição, tais pessoas saem do rio do pecado, “vomitando” (na confissão) o “veneno” que o “escorpião” neles injetara em forma de “ouro”. Haviam sido iludidos, mas ao perceber o engano, aos poucos elas se erguem e, dirigindo-se para a margem, agarram-se à ponte.

Mas o temor servil (medo de castigos), sozinhos, não é suficiente para fazer o pecador progredir, limpar sua casa e afastar-se dos pecados mortais. É preciso encher a alma de virtudes, sob o alicerce da caridade. Por si mesmo o temor servil não dá a vida (da graça); o pecador há de coloca-lo no primeiro degrau da ponte (v. 12.1) os dois pés do amor 58 que conduzem até Cristo. É o primeiro degrau da escada do seu corpo. Tal é o primeiro acordar dos escravos do pecado que se convertem: o medo dos castigos! Muitas vezes, os próprios sofrimentos causados pela vida pecaminosa produzem tédio e repulsa. Quando o temor servil é acompanhado pela iluminação da fé, os pecadores passam do mal para o bem. Infelizmente, muitos deles passam a viver em tal tibieza que com facilidade retrocedem, após ter atingido as margens do rio do pecado; ventos contrários obrigam-nos a retornar às ondas no caudal tenebroso do pecado.

Umas vezes, é o vento da prosperidade. Sem ter atingido o primeiro degrau por negligência, ainda sem amor à virtude, o homem retorna aos prazeres desordenados. Outras vezes, é o vento da adversidade. Então, retrocedem por impaciência. Tendo deixado o pecado só por medo das penas e não porque se trata de uma ofensa contra mim, retorna a ele. Em matéria de virtudes, necessita-se da perseverança. Quem não persevera, jamais realiza seus desejos, levando a termo o que começou. Sem perseverança, nada se faz; a força de vontade no cumprimento de um ideal supõe esta virtude.
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NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SEGUNDA CARTA – PARTE 1

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No Céu todos se conhecem

I

Provas da Sagrada Escritura: a parábola do rico avarento, explicada por Santo Irineu, e sobretudo por S. Gregório Magno. – Fato que ele cita em apoio. O juízo final, base da argumentação de S. Teodoro Studita. 

SENHORA,

Todos os bem-aventurados admitidos no Céu conhecem-se perfeitamente, antes mesmo da ressurreição geral. Provam-no tanto a Sagrada Escritura como a Tradição.

Limitar-me-ei a citar-vos o Novo Testamento, tomando apenas dele a parábola do rico avarento e algumas palavras que se referem ao juízo final.

Está parábola é tão bela que não posso resistir ao desejo de apresentar a vossos olhos as suas passagens principais:

Havia um homem rico que trajava esplendidamente e se banqueteava com magnificência, todos os dias.

Havia também ao mesmo tempo um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras, que desejava ardentemente saciar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico, mas ninguém lhas dava, e os cães vinham lamber as suas feridas.

Ora, aconteceu morrer este pobre, e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico morreu também e teve por túmulo o Inferno. E quando estava em tormentos, levantou os olhos para o Céu e viu, ao longe, Abraão e Lázaro em seu seio; e, exclamando, diz estas palavras:
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CRUZADA DE ROSÁRIOS – JUNHO 2017

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que estão em oração conosco na NOVA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX, segue abaixo a planilha para acompanhamento em JUNHO.

JUNHO

Os que quiserem informar a quantidade de terços e sacrifícios oferecidos em maio podem nos enviar pelo gespiox@yahoo.com.br que repassaremos ao Priorado de São Paulo para a contabilização.

Que Nossa Senhora nos mantenha fiel na verdadeira Fé.

SE NÃO FOSSE NOSSA SENHORA!

Resultado de imagem para imaculado coração de mariaConta o grande doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório, o fato seguinte que nos mostra como Nossa Senhora é boa para todos os que a invocam e lhe tem alguma devoção.

Em 1604 viviam em Flandres dois estudantes que, desleixando os estudos, se entregavam a jogos, a extravagâncias e graves pecados.

Uma noite eles foram a certo lugar de pecados. Um deles, chamado Ricardo, depois de algum tempo, retirou-se para casa. Cansado, jogou-se logo na cama. Lembrou-se, porém, que ainda não rezara uma Ave-Maria que costumava dizer todas as noites, levantou-se e recitou-as. (E foi sua grande sorte!)

Não pegara ainda no sono, quando alguém lhe bate fortemente na porta. E antes de levantar-se, para abrir, ali estava seu companheiro de farra todo desfigurado.

– Quem és tu? Perguntou aterrorizado.

– Não me conheces? Respondeu o outro.

– Mas como mudaste? Parece um demônio!

– Ai de mim! Exclamou o infeliz, ao sair daquela casa infame, veio o diabo e me sufocou. Meu corpo ficou na rua e minha alma está no inferno. Sabes, acrescentou, a mesma sorte cabia a ti. Mas, porque rezaste aquelas Ave-Marias, a Virgem Santa te protegeu. A Ela deves a Salvação.

E desapareceu. Continuar lendo

VENDA DO DVD – CURSO SOBRE SÃO JOÃO DA CRUZ

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em fevereiro havíamos lançado uma campanha para divulgação do trabalho da FSSPX, através da venda de palestras que são proferidas pelos padres do Priorado de Santa Maria/RS (clique aqui e veja). As unidades foram vendidas muito rapidamente, com a graça de Deus.

Como sabem, infelizmente, o apostolado da FSSPX no Brasil ainda é pequeno. São apenas 9 sacerdotes para atender 19 missões. E quantos outros grupos não podem ser atendidos por essa limitação!!!!

Porém, há planos de expansão das Missões e Priorados.

Agora em março foi inaugurada a Casa Autônoma da FSSPX no Brasil, mostrando a estruturação e organização para seu devido crescimento.

Em 2016 foi ordenado mais um brasileiro e em 2017/2018 serão ordenados mais 5 sacerdotes daqui do Brasil.

Quem é atendido pela FSSPX conhece o trabalho incansável dos padres, veem como prezam pela santificação dos fiéis (acima de tudo), e como são frutuosos seus incessantes trabalhos. Só não fazem mais porque, humanamente, não há condições para tal.

Sendo assim, como leigos, estamos trabalhando (e rezando) para que esse trabalho seja amplamente divulgado e todos os títulos das aulas estejam novamente disponíveis em breve.

Hoje lançamos esse curso sobre São João da Cruz.

Infelizmente a quantidade é pequena e os primeiros que enviarem email (gespiox@yahoo.com.br) com a solicitação, serão atendidos.

Conseguimos também algumas poucas unidades do DVD de São Tomás de Aquino e de Santo Agostinho.

As descrições, quantidade e valores (já com frete PAC incluso) estão abaixo:

SÃO JOÃO DA CRUZ (R$40,00) – Disponibilidade: ESGOTADO

  • Introdução Geral
  • O desastroso século XVI
  • El Gran Imperio
  • Contemplação
  • História da Ordem Carmelita
  • Formação de São João da Cruz
  • A Reforma Teresiana
  • Prisão de Toledo
  • Prisão de Toledo e Escritos
  • Subida ao Monte Carmelo
  • Noite Escura
  • Crise Interna
  • Paixão e Morte de Fr. Juan
  • Santa Teresinha, autêntica interprete
  • Conclusão

SÃO TOMAS DE AQUINO (R$40,00) – Disponibilidade: ESGOTADO

  • Introdução Geral
  • Boecio & Cassiodoro
  • São Bernardo e Abelardo
  • Fé e Razão
  • Hugo de São Vitor
  • Sto. Alberto Magno
  • Origens de Santo Tomás
  • Começo da vida intelectual e religiosa
  • Da ordenação sacerdotal até Colônia
  • Fim de sua vida. Seu papel na Igreja

SANTO AGOSTINHO (R$40,00) – Disponibilidade: ESGOTADO

  • Introdução Geral
  • Império Romano
  • A Conversão do Império
  • A Formação de Santo Agostinho
  • A Formação de Santo Agostinho
  • De Caída em Caída
  • Nas Vias  do Retorno
  • Conversão
  • Sacerdote e Bispo
  • Luta contra os Maniqueus e Donatistas
  • Consideração Doutrinal: a Verdade e o Sujeito. Crise Pelagiana
  • Subjetivismo. O Mal, a Liberdade e a Graça
  • Ação Infatigável – Visão de Conjunto de sua Obra Literária
  • Resenha de “A Cidade de Deus”
  • Amante da Beleza – Resenha de “Confissões e Retratações”

AMOR DE UM VELHINHO

Resultado de imagem para S. Afonso RodríguezUm dia estava rezando, diante de uma imagem de Maria, S. Afonso Rodríguez, irmão leigo jesuíta, muito bom e muito santo.

Já era velhinho e passava longas horas aos pés de sua boa Mãe do céu. Às vezes punha-se a chorar como uma criança; às vezes sorria como um anjo. Tinha algum sofrimento? Ia logo comunicá-lo a Nossa Senhora.

Sentia alguma alegria? Depressa, ia contá-la à Mãe do céu. Tentavam-no os demônios? Corria aos pés da Imaculada e pedia-lhe que não o desamparasse nem na vida nem na morte.

Naquele dia estava ele a dizer a Nossa Senhora que a amava de todo o seu coração. E parecia ao santo velhinho que a Virgem Santíssima lhe sorria amavelmente. Ouviu, enfim, ou pareceu-lhe ouvir do fundo de sua alma uma voz que dizia:

– Afonso, quanto me amas?

E o bom do velho respondeu:

– Olha, minha boa Mãe do céu: amo-te tanto, tanto, que é impossível me possas amar tanto como eu te amo.

A Senhora, ouvindo isso, levanta a mão amorosa, dá-lhe uma leve bofetada e diz:

– Cala-te, Afonso, cala-te!… que estás dizendo? Eu te amo imensamente mais do que tu me podes amar.

Eis por que devemos amar a Maria: ama-nos tanto que jamais poderemos compreender toda a grandeza de seu amor.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

A FOTO DO GRUPO DAS “PRIMEIRAS-DAMAS”, O CAVALO DE CALÍGULA E DESTENAY

grupo

Fonte: Corrispondenza Romana – Tradução: Dominus Est

Está rodando o mundo a foto do grupo das “primeiras-damas” na reunião da OTAN em Bruxelas, onde junto a 9 mulheres aparece um homem de terno e gravata, aparentemente um “intruso”, rodeado por companheiras e esposas dos presidentes e primeiros-ministros internacionais. 

Quem é o valentão posando entre Brigitte Trogneux , esposa de Emmanuel Macron, Melania Trump, Emine Gülbaran, esposa do presidente turco Erdogan, rainha Mathilde da Bélgica, Ingrid Schulerus, companheira do Secretário Geral da OTAN Stoltenberg, Desislava Radeva, companheira do presidente búlgaro, Amelie Derbaudrenghien,  companheira do premier belga, Mojca Stropnik, parceira do primeiro-Ministro esloveno e Thora Margret, primeira-dama da Islândia?

RETRATO SÓCIO-CULTURAL

A resposta é deprimente e representa, mais uma vez, emblematicamente, a concreta e surreal mudança sociocultural que ocorre em nossa sociedade.

O décimo componente, “bendito entre as mulheres” – de fato, segundo os ditames éticos globais, leva o “título” por posar junto às outras primeiras-damas, uma vez que Gauthier Destenay, “marido” de Xavier Bettel, primeiro-ministro de Luxemburgo é, quanto tal, “primeira-dama”, em pé de igualdade com todas as outras.

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O protocolo do “politicamente correto” deve, portanto, inclui-lo na foto de grupo das “primeiras-damas”, apesar da evidente e macroscópica contradição decorrente da pertença a um outro sexo. Podemos apostar que a partir de agora veremos lentamente desaparecer da linguagem jornalística o termo “primeira-dama” em nome de um inclusivo e respeitoso “primeiro-parceiro”.

O CAVALO DE CALIGOLA & DESTENAY

Tal patético encontro recorda o episódio de Calígula, que fez de seu próprio cavalo um senador seguindo à letra todas as disposições jurídicas necessárias à sua, formalmente válida, eleição.

Uma visão invertida pela qual é o direito positivo – entendido como uma lei posta pelo homem para construir a realidade ao seu próprio gosto e, não o contrário, seja o último a inspirar e definir as normas estabelecidas pelo legislador.

Bem como o cavalo de Calígula, embora tivesse sido o melhor cavalo de carga, não poderia de forma alguma aspirar ao status de senador porque, não sendo um ser humano, era desprovido ontologicamente dos requisitos necessários, do mesmo modo, Gauthier Destenay imortalizado posando entre as mulheres como uma “primeira-dama” é, na realidade, desprovido pela natureza das prerrogativas essenciais para ser considerado uma “primeira-dama”.

Neste sentido, a foto da reunião da OTAN em Bruxelas é uma total distorção da realidade e do bom senso comum.

Publicado originalmente por Rodolfo de Mattei em osservatoriogender.it

A SANTÍSSIMA TRINDADE E O DOM DE SI

Resultado de imagem para garrigou lagrangeInvocamos a Santíssima Trindade cada vez que fazemos o sinal da cruz, que dizemos o Glória, o Credo. Estas são as primeiras palavras religiosas que são pronunciadas sobre nós ao batismo, estas serão as derradeiras que nos prepararão para passar à vida eterna.
 
Todavia, o dia da festa da Santíssima Trindade, instiga-nos a perguntar: porque este mistério de um só Deus em três pessoas, que parece-nos tão abstrato e enigmático, é o mais amado pelos contemplativos?
 
Santo Agostinho e Santo Tomás respondem-nos: é por este ser o mistério supremo, que nos manifesta a vida intima de Deus em sua infinita fecundidade; é o objeto primordial da visão do céu, e se ele nos fosse plenamente desvendado, todos os demais mistérios, a Encarnação redentora, a Missão do Espírito Santo e a vida da Graça, seriam iluminados do alto e vistos em plena luz. Eles são, com efeito, irradiações da Verdade suprema e da Vida íntima de Deus três vezes santo.
 
 
I. A fecundidade infinita da Vida Divina.
           
Este mistério manifesta-nos primeiramente a fecundidade ilimitada de Deus Pai, que comunica a seu Filho a natureza divina e, por seu Filho, ao Espírito Santo. É o dom de Si, o mais perfeito que se possa conceber e a comunhão mais íntima. Ora, temos tanta necessidade de aprender este generoso dom de Si mesmo, sobretudo nas circunstancias dolorosas em que nos encontramos, na qual não encontramos o equilíbrio e a paz senão doando o que podemos: a verdade que liberta do erro e a bondade de coração que alivia os sofrimentos físicos ajudando-nos a sair da escravidão do pecado.
   
Se soubéssemos abrir os olhos, tudo nos convidaria ao dom de nós mesmos; na natureza, o sol dá seu calor e sua luz, a planta adulta dá a vida a uma outra, o animal a transmite aos seus filhotes e provê a sua subsistência; o artista que entreviu a beleza, quer exprimi-la; o pensador, que descobriu a verdade, quer divulgá-la; o apóstolo, que possui a santa paixão do bem, quer fazê-la nascer nos outros.
   
Em todos os graus da escala dos seres, vemos que o bem é por si difusivo, bonum est essentialiter diffusivum sui, diziam os antigos. E quanto mais elevada a sua ordem, mais se dá abundante e intimamente. Ele atrai para si, fortifica, enriquece, repousa.

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NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – PRIMEIRA CARTA – PARTE 4

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Porque Deus só basta aos escolhidos, seguir-se-á que terão a Deus unicamente? – A sua liberalidade em todas as ordens conhecidas prova qual seja a mesma na ordem da glória. – É falso que nos esqueçamos no Céu ou que sejamos insensíveis à felicidade de nos tornarmos a ver. – Palavras de S. Francisco de Sales sobre este mútuo reconhecimento e sobre a alegria que dele resulta. 

Disseram-vos ainda:

“Só Deus é suficiente aos escolhidos!

Sem dúvida, deixando-se ver e possuir por nós, só Deus seria bastante para nos tornar a todos felizes. Mas que se pode concluir daqui?

Se bastava a si mesmo desde toda a eternidade, direis vós que nada criou no tempo e que nós não existimos? O menor sofrimento do Redentor bastava para nos salvar a todos: negareis Sua Paixão e Sua Morte?

A Sua Divindade é suficiente a si mesma: credes que ela não tenha cuidado algum da Sua humanidade?

Descei desta ordem toda divina até à ordem da graça e da mesma natureza, e contai todos os socorros que nos são oferecidos para santificar nossas almas, todas as iguarias que nos são dadas para nutrir nosso corpo, contai todas as flores que ornam a terra e todos os astros que brilham no firmamento, e dizei se o Senhor se contentou de criar para nós o suficiente, ou se passou muito além dele.

E querer-se-ia que na ordem da glória, quando houver de recompensar os Seus fiéis servos, os Seus apóstolos, os Seus mártires, os Seus pontífices, os Seus confessores e as Suas virgens, se limitasse a dar-lhes estritamente o necessário! Continuar lendo

SINOPSE DOS ERROS IMPUTADOS AO CONCÍLIO VATICANO II

Continuamos nosso trabalho de denúncia dos erros do Concílio Vaticano II. Consideramos ser este tipo de denúncia teológica a única saída, em termos humanos, para a crise que nos atormenta já há décadas, visto que da parte das autoridades do vaticano, os erros continuam a ser ensinados e difundidos. Tanto os Congressos realizados pelo jornal Si Si No No, quanto o recentemente lançado Simpósio de Paris, que deve se repetir de ano a ano, são algumas das iniciativas que temos assistido e que nos permitem aprofundar a análise deste Concílio que, decididamente, não foi católico. Deve ser rejeitado, sim, e o será um dia pela autoridade suprema do Vigário de Cristo. Por enquanto ele ainda é a pedra de tropeço para tantas comunidades religiosas e padres que, acreditando ser possível manter a Tradição e aderir ao Concílio, aceitam acordos que sempre terminaram por inserir estes padres e fiéis no ambiente pervertido, heretizante e modernista que reina no Vaticano.   

A presente Sinopse dos Erros de Vaticano II é a tradução da versão francesa do jornal SiSiNoNo, publicada a partir do número 247, de julho-agosto de 2002.    

OS PECADORES SOFREM

Resultado de imagem para pecadoresExpliquei antes que é a vontade que faz o homem sofrer (14.9). Meus servidores não sofrem, porque se despojaram da vontade própria e se revestiram da minha. Eles vivem contentes, sentem minha presença em suas almas. Mesmo que possuíssem o mundo inteiro, não seriam felizes se eu estivesse ausente. As realidades terrenas são menores que o homem, para ele foram criadas, não vice-versa. Por tal motivo os bens materiais não satisfazem; somente eu sou capaz de saciar o homem. Já os infelizes pecadores, como cegos, afadigam-se continuamente, à procura de uma felicidade fora de mim. E sofrem.

Queres saber como sofrem? Quando alguém perde algo, com o que se identificara, seu apego faz sofrer. É o que acontece  com os pecadores, identificados por vários modos com os bens materiais. Eles se materializam. Uns identificam-se com a riqueza, outros com a posição social, outros com os filhos; uns se afastam de mim por apego a uma pessoa; outros transformam o próprio corpo em animal imundo e impuro. Todos eles assim se nutrem de bens terrenos. Gostariam que tais realidades fossem duradouras, mas não o são. São perdidas por ocasião de mortes ou de outros acontecimentos por mim dispostos. Diante de tal perda, os pecadores entram em sofrimento atroz, pois a dor da separação se compara à desordenada afeição a posse. 

Se os pecadores usassem os bens materiais enquanto emprestados, sem nenhum sofrimento os perderiam. Angustiam-se, por não mais ter o que amavam. O mundo não dá a felicidade total; não se sentindo inteiramente saciados, os pecadores sofrem. Quanta ilusão produz, por exemplo, o remorso; como se martiriza quem deseja vingar-se! O homem desejoso de vingança se corrói e morre antes mesmo de matar o inimigo. O primeiro morto é ele mesmo. Mata-se com o punhal do ódio. Quantos padecimentos no ganancioso, que multiplica ao extremo suas necessidades. E o invejoso, a morder-se no próprio coração; jamais se alegra com a felicidade alheia, angustia-se por falsos temores em tudo quanto se apega. Todos estes carregam-se com a cruz do diabo e experimentam nesta vida a certeza da condenação. Vivem diversamente doentes e, se não se corrigirem, vão depois para a morte eterna.    

São homens feridos pelos espinhos das contradições, a torturarem-se interna e externamente. E por cima, sem merecimento algum! Sofrem na alma e no corpo, nada merecem; é sem paciência que padecem esses males. Vivem revoltados, apegando-se aos bens materiais com desordenado amor. Não possuem a graça e a caridade, são árvores mortas (v. 14.2) que produzem frutos mortíferos. Vão se afogando na dor pelo rio do pecado; cheios de ódio entram pela porta do diabo; atingem as águas mortas e chegam à condenação!

O Diálogo – Santa Catarina de Sena

POBRES FILHOS DE UMA SOCIEDADE QUE JÁ NÃO RECONHECE O MAL.

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Queridos filhos,

Quero chamá-los assim, mesmo que não os conheça. Mas, nas longas horas de insônia que seguiram ao anúncio deste terrível ataque, em que muitos de vocês já morreram e muitos ficaram feridos, eu os senti ligados a mim de uma forma especial.

Vocês vieram ao mundo, muitas vezes sem ser desejados, e ninguém lhes deu as “razões adequadas para viver”, como dizia o grande Bernanos a seus contemporâneos adultos. Vocês foram entregues ao mundo sob dois grandes princípios: que podiam fazer o que quisessem, pois cada desejo de vocês é um direito; e a importância de se ter o maior número possível de bens de consumo.

Vocês cresceram assim, acreditando que tivessem tudo. E quando vocês tinham algum problema existencial – antigamente se dizia assim – e o comunicavam aos seus pais, aos seus “adultos”, logo tratavam de agendar um psicanalista para resolver o problema. Eles só se esqueciam de dizer a vocês que existia o Mal. E o Mal é uma pessoa, não um conjunto de forças e energias. É uma pessoa. Esta pessoa estava escondida ali, durante o concerto. E a terrível asa da morte, que a acompanha, se apoderou de vocês.

Meus filhos, vocês morreram assim, quase sem razões, do mesmo jeito como viveram. Não se preocupem, afinal ninguém os ajudou a viver; mas farão certamente um belo funeral, no qual se expressará ao máximo esta oca retórica laicista, com todas as autoridades  presentes – incluindo, infelizmente, até os religiosos –, todos de pé, em silêncio. Naturalmente, será um funeral em espaço aberto, mesmo para os que tem fé, já que hoje em dia o único templo é a natureza.

Robespierre riria de tudo isso, pois nem mesmo ele teve essa fantasia. Aliás, nas igrejas não se fazem mais funerais, pois, como diz agudamente o cardeal Roberto Sarah, agora nas igrejas católicas só se celebram os funerais de Deus. Os “adultos” não se esquecerão de colocar nas calçadas os seus bichinhos de pelúcia, as memórias de sua infância, de sua primeira juventude. E depois tudo será arquivado na retórica daqueles que não têm nada a dizer sobre tragédias, pois nada tem nada a dizer sobre a vida.

Espero que, nesse momento, pelo menos alguns destes gurus – culturais, políticos e religiosos – contenham as palavras e não nos atropelem com os discursos habituais,  dizendo que “não se trata de uma guerra de religião”, que “a religião é, por natureza, aberta ao diálogo e à compreensão”. Espero que haja um instante silencioso de respeito. Antes de tudo, pelas suas vidas, ceifadas pelo ódio do demônio, mas também pela verdade. Pois os “adultos” deviam, antes de tudo, ter respeito pela verdade. Podem não servi-la, mas devem ter respeito por ela.

Seja como for, eu que sou um velho bispo que ainda crê em Deus, em Cristo e na Igreja, vou celebrar a missa por todos vocês no dia do seu enterro, para que do outro lado – quaisquer que tenham sido suas práticas religiosas – vocês  encontrem o rosto querido de Nossa Senhora, e que, apertando vocês em seu abraço, os console desta vida desperdiçada, não por culpa de vocês, mas por culpa dos seus “adultos”.

(Dom Luigi Negri é arcebispo de Ferrara, Itália. Texto publicado no dia 23 de maio de 2017, no jornal italiano Nova Bússola Cotidiana, a propósito do ato terrorista ocorrido na véspera, na Inglaterra)

Fonte: Opus Mater Dei

NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – PRIMEIRA CARTA – PARTE 3

Resultado de imagem para céu catolicoSerá verdade que os santos só amam a Deus? – Eles amam-se entre si como concidadãos, como irmãos, como dois amigos que vêem todas as perfeições um do outro. – Deus só é cioso do nosso amor de adoração. – O amor recíproco dos santos glorifica-o como Criador, como Pai, como princípio de toda a amabilidade.

Disseram-vos que os santos amariam só a Deus.

Ouvi a resposta do abade Marcos no seu belo livro sobre a felicidade dos santos:

“A pátria celeste é-nos incessantemente apresentada no Evangelho sob o símbolo dum reino, duma sociedade, duma família. Mas uma sociedade, um Estado, uma família não é simplesmente uma aglomeração de individualidades estranhas umas às outras; mas sim uma reunião de seres inteligentes e racionais, obedecendo a leis comuns e obrigatórias para todos, que fazem um só e mesmo corpo da harmônica união destes diversos membros.

Ora, entre todas estas leis, há uma que é salvaguarda, e como que o laço de todas as outras; é a lei da solidariedade social ou fraternal, que ordena a todos se dediquem por cada um, e que cada um se dedique por todos, à proporção das forças e necessidades de cada membro. É, por outros termos, a lei da mútua caridade, a lei do amor.

No Céu nos amaremos como se amam os filhos dum mesmo pai, como irmãos queridos e ternas irmãs; amar-nos-emos, como se amam dois amigos que só se conhecem desde ontem, e cujos corações, apenas se encontraram, se compreenderam e encadearam um no outro, por uma simpatia que sentem ser indestrutível e eterna.

Desde o momento em que nossas almas tiverem penetrado no seio de Deus, encontrar-se-ão abrasadas duma fervente caridade de umas para com as outras. A sua vista e recíproca presença serão como que uma faísca que operará este abrasamento, assim como na natureza física se vê muitas vezes um corpo inflamar outro corpo, somente pelo efeito do choque ou simples contato. Continuar lendo

DO ESGOTO DO MUNDO À SALVAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS

abcDom Lourenço Fleichman OSB

O que me leva a escrever hoje é a constatação, cada dia mais evidente, da dificuldade que as famílias católicas têm para viver neste mundo enlouquecido e transviado. O espetáculo que estamos assistindo, e que não se limita ao carnaval, mas ao ano todo, e a todos os anos, é de meter medo. Nossas famílias, nossas melhores famílias, não conseguem se isentar deste mundo. Todos pactuam  com práticas diversas de destruição do que resta de decência e de família. Digo “família” porque já não há mais nada de sociedade a ser preservado, já não temos mais o que defender! Tudo está destruído. Mas talvez ainda possamos lutar dentro de nossas famílias, ou dentro de nossos corações.

Ora, é justamente esta constatação da destruição de todas as realidades sadias da  antiga sociedade que explica a dificuldade das pessoas em não se contaminar.  Explico.

Dentro de uma sociedade em vias de corrupção, as pessoas teriam de sair de casa tomando certos cuidados para não serem contaminadas: cuidados com os outdoors, com as bancas de jornal, com o convívio no trabalho, e até mesmo com  os assaltos na rua. Dentro de suas casas, haveria necessidade de lutar constantemente contra os programas de televisão, tomar cuidado com o tipo de gibi ou de video-game que compra para os filhos. Dentro de uma sociedade assim, indiferente a Deus e apóstata da Santa Religião Católica, os pais de família teriam de trazer para seus filhos um bom catecismo, uma Capela onde se celebre a Santa Missa Tridentina, onde o catecismo fosse ensinado segundo a doutrina de sempre da Igreja.

Mas não é numa sociedade em vias de decadência, que nós vivemos. E é nesse ponto que se encontra o erro de tantos pais. Ao achar que a questão é de grau de corrupção, eles procuram defender  suas famílias sem no entanto tirá-las do ambiente em que estão sendo corrompidas.

Vejam bem o que quero dizer: nossa sociedade já não tem mais nada que mereça a nossa atenção. Os valores em voga nessa sociedade formam um esgoto nojento e fedorento que emporcalha tudo e todos. Não há como escapar! Você sai na rua, você vai ao médico, você compra um jornal, você é engenheiro, ou advogado, ou motorista de ônibus, o que seja, o que se faça, na rua ou dentro de casa, o esgoto se espalha, contamina, agarra-se em nossas peles, transmite o seu cheiro insuportável. E é tal a realidade disso que estou dizendo, que, estando todos contaminados, estando todos sujos e fedorentos nas entranhas de nossos costumes e de nossos interesses, os homens não sentem mais o fedor de si mesmos! Todos agem,  pensam, falam, com os critérios da lama e da cloaca. Continuar lendo

DA HUMILDE SUBMISSÃO

Resultado de imagem para submissãoNão te importes muito de saber quem seja por ti ou contra ti; mas trata e procura que Deus seja contigo em tudo que fizeres. Tem boa consciência e Deus te defenderá, pois a quem Deus ajuda não há maldade que o possa prejudicar. Se souberes calar e sofrer, verás, sem dúvida, o socorro do Senhor. Ele sabe o tempo e o modo de te livrar; portanto, entrega-te todo a ele. A Deus pertence aliviar-nos e tirar-nos de toda a confusão. Às vezes é muito útil, para melhor conservarmos a humildade, que os outros saibam os nossos defeitos e no-los repreendam.

Quando o homem se humilha por seus defeitos, aplaca facilmente os outros e satisfaz os que estão irados contra ele. Ao humilde Deus protege e salva, ao humilde ama e consola, ao humilde ele se inclina, dá-lhe abundantes graças e depois do abatimento o levanta a grande honra. Ao humilde revela seus segredos e com doçura a si o atrai e convida. O humilde, ao sofrer afrontas, conserva sua paz, porque confia em Deus e não no mundo. Não julgues ter feito progresso algum, enquanto te não reconheças inferior a todos.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

UMA CURA EM LOURDES

Uma gruta de Lourdes no Marrocos | Diocese de Porto NacionalQuando Jesus andava pelo mundo, bastava a sua palavra e, às vezes, um olhar seu para curar os doentes e ressuscitar os mortos.

A hóstia consagrada, onde se acha oculto, tem o mesmo poder, quando ele o quer.

É muito notável um caso referido pelo célebre médico Dr. Boissarie em seu relatório dos milagres em Lourdes.

Margarida de Sabóia chegou à gruta em estado lastimável: entrevada, metida num caixão como se fora um cadáver, pálida, sem voz, sem carnes, tendo embora 25 anos, pesava apenas 16 quilos.

Quando partiu para Lourdes disseram-lhe os médicos que não teria mais de 15 dias de vida; e os da gruta não se atreveram a tocá-la, por que mal ainda respirava. Nem sequer pensaram em levá-la à piscina, mas contentaram-se de colocá-la diante da Virgem ali mesmo.

Ao passar o Santíssimo, uma sacudida forte e irresistível atirou-a para fora de sua maca. Quando Margarida se deu conta de que estava de joelhos ao pé da caminha, levantou-se por si mesma, sem auxílio de ninguém, e gritou com toda a força:

– Estou curada!

A mãe, atônita, corre ao encontro da filha que a abraça e diz com voz forte:

– Mãe, estou curada!

No mesmo dia – diz o Dr. Boissarie – entrou em nosso escritório, bem segura sobre seus próprios pés, embora meio morta pela debilidade. O seu contentamento era tão grande, a sua alegria tal que nem sentia fraqueza.

Dissemos que pesava 16 quilos; poucos dias após a cura pesava já 44. O crescimento tomou seu curso natural e a estatura aumentou de sete a oito centímetros. Isto na idade de 25 anos!

Aqui não se trata de cura, mas de ressurreição. A virtude do Deus da Eucaristia operou este milagre.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves