NÃO OS AFASTEIS DOS SACRAMENTOS

Resultado de imagem para jovem desanimadoHavia em Tolosa (França) uma família pouco religiosa. Como o colégio dos Jesuítas era sem dúvida o melhor da cidade, os pais resolveram internar nele seu primeiro filho.

O menino, mais dado à piedade que seus pais, começou a frequentar os sacramentos e disso tirava grande proveito espiritual.

Tendo notícia desse fato, correu a mãe do menino no Diretor do colégio e disse-lhe:

– Padre, o Sr. está fazendo de meu filho um beato, um carola. Saiba que não quero que ele seja um frade ou um vigário.

Não contente com isso, e para vigiá-lo melhor, mudou-se para a cidade e pôs o filho no colégio como externo. Assim poderia impedir as comunhões frequentes.

Pobre mãe! Tinha medo que o menino se desse todo a Deus e que fosse um cristão fervoroso.

Que é, porém que aconteceu? Eis: pouco a pouco as comunhões do jovem foram sendo mais raras… até que, afinal, nem uma por ano, nem pela Páscoa… O mais se adivinha facilmente. A corrupção invadira o coração do rapaz e tomara o lugar da virtude e da piedade.

Quando o percebeu a infeliz mãe, correu alvoroçada a suplicar ao Diretor que fizesse seu filho voltar à comunhão e à moral cristã. Mas o Padre deu-lhe uma resposta:

– Minha senhora, é demasiado tarde; seu filho está perdido. Cumpri com o meu dever; era preciso que a senhora cumprisse com o seu.

E o Padre tinha razão. Não levou muito tempo o desgraçado jovem morreu consumido de vícios horrendos e vergonhosos.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

QUEM É O SUPREMO SENHOR?

Resultado de imagem para são cristovaoRefere a lenda que no 3º século depois de Cristo, um gigante pagão, chamado Cristóvão, teve um propósito interessante: “Mostrem-me o maior senhor do mundo, só a ele quero servir!”

“O maior senhor é o rei”, responderam-lhe. Cristóvão entrou pois ao serviço do rei.

Todavia, certa vez, por ocasião de brilhante festa da corte, Cristóvão notou que o rei empalidecia,quando um dos trovadores começou a cantar o poder de Satanás.

“Este deve ser mais forte que o rei”, pensou Cristóvão consigo, e entrou a servir o demônio.

Um dia, a estrada passava diante de um crucifixo; mas o demônio começou a tremer,  os sinais de terror: não tinha coragem de passar em frente do crucifixo e retrocedeu covardemente.

“Este homem na cruz é mais forte do que Satã”, disse Cristóvão consigo mesmo. E interpelo uo eremita ajoelhado diante da imagem: “Irmão,como poderei eu servir ao Crucificado”?

“Reza!” foi a resposta.

“Rezar? Que é rezar? Não sei!”

“Então jejua!”

“Jejuar, eu? Não vês que colosso sou! Preciso comer muito”.

“Faze, pois, assim, retorquiu o ermitão. “És bastante grande; coloca-te aqui junto ao rio, e carrega nas costas, através da água, as pessoas que quiserem passar”.
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MEU FILHO, TUA MÃO ESTA CURADA

São João DamascenoConta o evangelista S. Mateus, no capitulo doze, versículo 10 a 14  que Jesus, entrando na sinagoga (casa  de orações  dos judeus), encontrou um homem  que tinha seca uma das mãos. Teve pena dele e disse-lhe “Estende a tua mão’’.Tendo-a estendido, Jesus restituiu-lha sã  como a outra.

Extraordinário milagre! Grande bondade de Jesus.

Coisa semelhante conta-se na vida de S. João Damasceno, célebre Doutor da Igreja. Esse Santo, falecido em 780, era primeiramente prefeito da cidade Damasco, na Síria. Depois abandonou tudo (pois lera no Evangelho que é muito difícil um rico ganhar o céu) e fez-se sacerdote. No tempo de imperador Leão Isauro publicou-se leis perversas contra o culto das imagens. Foi proibido venerar Nossa Senhora e os Santos. Grupos de pessoas, por ordem do imperador, andavam espedaçando todas as imagens que encontrassem. (Esses homens são chamados iconoclastas, isto é, destruidores de imagens). S. João, que sabia escrever muito bem, defendeu publicamente o culto e a veneração das imagens sagradas.

O governador de Damasco, cheio de ira, não podendo contra o zelo e o saber do Santo, mandou  prende-lo e corta-lhe mão direita. Sem essa mão não poderia mais escrever.

Que faz S. João? Devotíssimo de Nossa senhora dirige-se a uma linda imagem, levando com a esquerda a mão decepada.

Aos pés de Maria, fez a prece seguinte:

Minha boa Mãe, a Senhora sabe por que perdi a mão. Foi para defendê-la. Se a Senhora me restituir, continuarei a combater os inimigos até a morte’’.

A boníssima Mãe não esperou que repetisse o pedido.

Meu filho – disse-lhe ternamente – tua mão está curada, faze dela bom uso, conforme prometeste”.

E a mão estava unida ao antebraço, deixando apenas ver uma leve cicatriz.

Quem não vê nisso imensa bondade da Mãe de Deus e dos homens?

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M

UMA PRIMEIRA COMUNHÃO E UMA CURA

Imagem relacionadaLuís e Zélia Martin, pais de S. Teresinha, tinham uma filhinha chamada Maria, que se preparava para a primeira comunhão. Ao mesmo tempo a Irmã Maria Dositéia, tia da pequena, estava afetada de tuberculose. Um dos conselhos mais veementes que Zélia dava à filha era o de arrancar de Deus a cura da Irmã Dositéia.

 ”No dia da primeira comunhão, repetia ela a cada passo, alcança-se tudo o que se pede”.

A criança assim o entendeu. Estudou o catecismo com entusiasmo e fez uma verdadeira ofensiva de orações e sacrifícios. Estava certa do milagre, como se já o visse feito. O que ela queria, em sua ingênua teimosia, era, se fosse necessário, fazer mudar a vontade de Deus. S. José servia-lhe de advogado.

Chegou , enfim, o grande dia da primeira comunhão: 2 de julho de 1869. A pequenita ainda não completara nove anos e meio. Falando da neo-comungante, dizia a mãe:

– Oh! como ela estava bem preparada; parecia uma santinha. O Pe. Capelão disse-me que estava muito satisfeito com ela e deu-lhe o primeiro prêmio de catecismo.

Maria, após a comunhão, dizia que havia rezado tanto pela tia Dositéia que tinha a certeza de ser ouvida por Deus.

Realmente a tia começou a melhorar: as lesões pulmonares foram cicatrizando rapidamente. Mais tarde, não sem uma certa melancolia, havia de dizer à sobrinha:

– A você é que devo estes sete anos de vida.

A pequenita, por seu lado, atribuía as honras da cura a S. José, e na confirmação, quis que acrescentassem ao seu nome o de Josefina.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

A FIDELIDADE AOS PAIS

Resultado de imagem para mães e filhas modestiaConforme a vontade de Deus deve antes de tudo dedicar aos teus pais amor e fidelidade. São Jerônimo refere-se um belo exemplo desta fidelidade na vida da Santa Eustáquia, filha de Santa Paula, notável dama romana. Segundo conta, ela portou-se em tudo, como boa filha, ternamente amorosa para com a sua mãe. Amava a mãe de todo o coração e se empenhava por imitá-la em todo o bem.

Assinalavam-se, constantemente, por uma voluntária e pontual obediência, e cumpria-lhe prazerosa os menores desejos. Sempre ficava satisfeita, quando podia proporcionar-lhe alguma alegria. Seu maior gosto era permanecer em sua presença e assisti-la, com incansável dedicação e ilimitada diligência, tanto nos dias de saúde, como nos de doença, até o derradeiro momento de sua existência. Tais foram às disposições e o procedimento de uma filha verdadeiramente boa, que tu, donzela cristã, deverás ternamente imitar.

Sim, cumpre com absoluta fidelidade, os teus deveres para com teus pais que, segundo a determinação de Deus são os teus maiores benfeitores. Lembra-te, por um instante que tudo deve agradecer a teus pais. Vê quanto por ti se afadigou teu pai, no decorrer de muitos anos. Todos os dias, pela manhã, erguia-se do leito e, depois de curta oração, encaminhava-se para os duros trabalhos de sua profissão. Quantas pesadas gotas de suor derramou para satisfazer às suas obrigações! Quantas vezes sentia que as forças ameaçavam abandoná-lo, e as mãos denunciavam cansaço! Sem embargo, o pensamento em ti, o amor por ti, estimulava-o sempre a continuar o trabalho, não obstante toda a fadiga.

Enumera, se puderes, os penosos passos que deu por ti, as muitas alegrias e prazeres de que se privou para que nada te faltasse, os gastos incalculáveis que fez para que tivesses o necessário e te instruísses convenientemente. Contempla os duros calos de suas mãos, os sulcos de sua fronte, a gravidade que lhe transparece na face e em todo o ser – tudo isso te fará lembrar uma infinidade de incômodos e cuidados que teu pai suportou por tua causa. Interpela, depois tua mãe, sobre o que tem feito. Responder-te-á: Minha filha, não te posso narrar, é impossível. Horas e dias consecutivos trouxe-te em meus braços, acalentei-te ao meu coração e velei-te no berço; cumulei-te de carícias, antes que tu as pudesses compreender. Tu me fatigaste, muitas vezes; longas horas me roubaste ao repouso noturno pelo qual suspirava e do sono de que eu tanto necessitava. Sustentei a tua fraca vida, alimentei-te e tanta coisa suportei, até que pudesses falar, andar e de algum modo agir por ti mesma. E, que de cuidados eu não sentia por tua vida, quando ela de qualquer modo corria perigo! Como eu oscilava entre a angústia e a esperança, esquecendo o comer e o beber, quando alguma doença te retinha no pequeno leito.
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QUANDO É QUE SOU DEVOTO DE NOSSA SENHORA?

Resultado de imagem para nossa senhora auxiliadoraÉ, sem dúvida, imensa a felicidade daqueles que são verdadeiros devotos da Mãe de Deus. Pois viverão

sempre felizes. Receberão todas as graças e bênçãos celestiais. E depois da morte terão o lindo Céu como recompensa.

Vejamos o que faz o devoto de Maria.

1) Antes de tudo ele procura conhecer bem a vida e as virtudes de sua Mãe. Há de ler livros que falam do poder, da grandeza e da bondade dela.  Não é possível que haja quem não conheça de perto e a fundo o extraordinário prodígio que é a Mãe de Jesus.

2) O devoto da Virgem Imaculada recorre muitas vezes a ela. Conversa familiarmente com sua Mãe como o bom filho faz com sua mãe terrena. Confia a ela suas mágoas, seus aborrecimentos, suas dúvidas e receios, na certeza sempre de que ela se interessa por ele e o ajude. Nossa Senhora gosta  de que confiemos cegamente nela e que lhe peçamos muitas graças.

3) O devoto de Maria gosta  de visitá-la nas igrejas e Santuários. Aprecia suas imagens. Faz romarias aos lugares onde atende com mais facilidade e às vezes maravilhosamente. Continuar lendo

NOVENA A SÃO JOSÉ – SEGUNDO DIA

esposoJosé, Esposo da Mãe de Deus

São José, castíssimo Esposo Mãe de Deus e Guarda fiel de sua virgindade: obtende-me por Maria a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo–vos também os esposos cristãos para que unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça se amparem mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amem.

Rogai por nós São José, Esposo da Mãe de Deus:
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! 

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

† Reza-se um terço

Pode acrescentar-se todos os dias:

ORAÇÃO: Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria: Louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o Consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta Novena ……… Eu vos escolho por meu especial Protetor. Sêde, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refugio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me finalmente como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor . Assim seja.

ACAMPAMENTO DE MENINAS – JULHO 2017

Estão abertas as inscrições para o Acampamento da Companhia Santa Joana D’arc 2017. Todas as meninas e moças a partir de 7 até os 34 anos estão convidadas para participar ou ajudar nesses 10 dias que fazem tanto bem às almas e alegram o Imaculado Coração de Maria.
O acampamento acontecerá do dia 12 a 22 de julho de 2017, na Chácara Rosa Mística, em Mogi das Cruzes- SP. 
No dia 22 de julho teremos o encerramento com apresentação de teatro, dança, música e nosso tradicional almoço com os pais e amigos. 
Pedimos que as inscrições sejam realizadas pelo e-mail companhiasjda@gmail.com enviando nome, idade, RG da menina e cidade de origem.
Inscrições até dia 30 de junho! Sabemos que os gastos são muitos para as grandes famílias, antecipem-se, paguem parcelado. 
Pagamento:
R$ 230,00 até o dia 30 de junho;

R$ 250,00 a partir do dia 1 de julho.

Pode ser feito em até 5 parcelas de R$46 (março, abril, maio, junho, julho).
Todas são muito bem-vindas e estamos à disposição para qualquer dúvida.

O RESPEITO HUMANO

Resultado de imagem para filhas de mariaDistinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nesta franqueza e firmeza tanta satisfação, que tomou consigo a jovem e – o que é mais notável – adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a a piedade e à virtude. Se esta filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, mui provavelmente, não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

1º – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação.

“Teme a Deus e observa os seus mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl. 12,13). Lembra-te de que Deus é Teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será Teu reto Juiz, a fim de lhe prestar contas de toda a tua vida, e que da Sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lho com as seguintes palavras: “Vede, isto é o homem, uma mão cheia de pó!” Continuar lendo

SERMÃO DAS CINZAS

Resultado de imagem para cinzas fsspx§ I
 
Que o Criador, e as criaturas todas estejam continuamente lembrando ao homem, que há de morrer; e que possa o homem esquecer-se deste desengano! Muito é para admirar, e muito mais para sentir. Se estendermos os olhos da consideração por tudo o que abraça a redondeza do Céu e da terra, acharemos que em todo o tempo, e em toda a parte nos tem Deus postos manifestos avisos, e sinais da nossa morte. Mas também acharemos, que em todo o tempo, e em toda a parte tem o homem posto os sinais do esquecimento da sua morte. Que outra cousa é o movimento dessas estrelas, o ocaso dos planetas, a roda dos tempos, o combate dos elementos, o curso e recurso das águas, a diferença das idades, a mudança dos impérios, a instabilidade dos costumes, e leis, e a perpétua inconstância de todo o século; que outra coisa é, digo, senão uma viva e repetida lembrança que Deus nos faz da morte? E que outra cousa é também a ambição da glória do mundo, a estimação de seus gostos vãos, tantas esperanças, tantos temores sem fundamento; que cousa é todo o reino, ou escravidão do pecado, senão claros sinais do esquecimento que o homem tem da morte?
Enfim, que Deus por sua boca diz: Caelum et terra transibunt1. E o pecador por suas obras responde: Non movebor à generatione in generationem2. Nos tempos de Noé naufragou o mundo em dous dilúvios: um de águas, e outro de pecado: Terra repleta est iniquitate. Multiplicate sunt aquae e omnia repleverunt in superficie terrae3. Avisou Deus primeiro que mostrasse sua ira, e desprezaram os homens sua misericórdia, com tal excesso que Deus, sendo a mesma imutabilidade, mostrou pesar de haver criado o homem; e o homem, sendo a mesma mudança, não mostrou pesar de haver ofendido a Deus. Edificava pois Noé a arca, público desengano daquela destruição geral; e edificavam juntamente os pecadores palácios, e casas de prazer pelo desenho de sua vaidade. Cada prevenção de Noé é um aviso, cada golpe um protesto, tudo são cautelas para escapar da morte, e os pecadores tudo prevenções para lograr-se da vida. Entraram todos os animais naquele estreito refúgio de sua conservação (caso estupendo) e não entrou ninguém em si para tomar o acordo de segui-los.

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UM LAR CRISTÃO

Fonte: FSSPX México – Tradução: Sensus Fidei

É a oração em família que fortalecerá a união de suas almas, que lhes dará força, incentivo e conforto nas dificuldades e provações e que atrairá as bênçãos do céu em seu lar.

“Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós lhes suplicamos queridos esposos…” — disse o Papa Pio XII —”… que guardem intacta a bela tradição das famílias cristãs: a oração da noite em família. A família reúne-se, no final de cada dia, para implorar a bênção de Deus e honrar a Virgem Imaculada através da recitação do Santo Rosário… os louvores de todos aqueles que irão dormir sob o mesmo teto … “.

Complementando essa vida de oração, o lar também encontrará sua força para frequentar os sacramentos: a confissão frequente, especialmente em momentos de tentações e dificuldades, e também para frequentar o Sacramento da Eucaristia e a Santa Missa, enquanto renovação do Sacrifício Calvário. Porque a união de Nosso Senhor com a humanidade (da qual o matrimônio é a imagem) foi realizada sobre a Cruz, não devemos esquecer. É nesse momento que Nosso Senhor deu sua vida por sua Esposa Mística nascida do sangue e da água vertidos de seu Coração trespassado. Então, é a assistência frequente e fervorosa ao Santo Sacrifício da Missa que manterá e ressuscitará a graça de seu matrimônio. A Santa Missa é a pedra angular da família cristã e, portanto, ela é a fonte da civilização cristã.

Como a Missa nova atenuou de forma alarmante tudo o que pode lembrar-nos que a Missa é realmente o Sacrifício da Cruz, é preciso fundamentar seus lares na Missa Tradicional, não se pode construir sobre a areia… deve-se construir sobre a rocha. Sua fidelidade e esforços para participar da Missa Tradicional (mesmo que seja necessário levantar cedo e percorrer muitos mais quilômetros) obterão as graças de paz e bem-aventuranças em seus lares, fundamentados na Cruz de Jesus Cristo.

Pe. M.D. Roulon, O.P., Les Sacraments

NOVIDADE: PALESTRAS DOS PADRES DA FSSPX EM DVD

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como sabem, infelizmente, o apostolado da FSSPX no Brasil ainda é pequeno. São apenas 9 sacerdotes para atender 19 missões.

Porém, há planos de expansão das Missões e Priorados.

Em 2016 foi ordenado mais um brasileiro e em 2017/2018 serão mais 5 sacerdotes de nosso país.

Agora em março será inaugurada a Casa Autônoma da FSSPX no Brasil, mostrando a estruturação e organização para seu devido crescimento.

Quem é atendido pela FSSPX conhece o trabalho incansável dos padres, veem como  prezam pela santificação dos fiéis (acima de tudo), e como são frutuosos seus incessantes trabalhos. Só não fazem mais porque, humanamente, não há condições para tal.

Sabendo disso, os padres do Priorado de Santa Maria/RS gravaram várias aulas/palestras sobre assuntos diversos (que são dadas aos fiéis do local) e que agora disponibilizaremos àqueles que querem se aprofundar no aprendizado da verdadeira Doutrina Católica.

Abaixo colocamos uma lista das palestras disponíveis, nesse começo. Os valores já estão com o frete incluso (envio PAC).

ATENÇÃO: Como temos pouquíssimas unidades, infelizmente venderemos aos que mais rápido fizerem seus pedidos pelo email: gespiox@yahoo.com.br

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AS COROAS DE NOSSA SENHORA (R$25,00) – (ESGOTADO)

  • A Predestinação de Nossa Senhora e a Maternidade Divina
  • A Virgindade Perpétua de Nossa Senhora
  • A Imaculada Conceição
  • Assunção de Nossa Senhora e a Coroação de seus Privilégio

A FAMILIA CATÓLICA (R$25,00) – (ESGOTADO)

Na primeira desta série de palestras é exposto o modelo de família católica tal como sempre se entendeu e depois esse modelo é contrastado com o degenerado modelo liberal dos dias de hoje. Em seguida é feita uma exposição sobre a encíclica de Pio XI que trata da santidade do casamento, controle de natalidade e aborto. Por fim é feita uma exposição acerca dos princípios e práticas aplicáveis à educação dos filhos.

  • Família Católica e a Liberal
  • Comentários à Casti Connubii
  • Educação Católica dos Filhos
  • Manual de Sobrevivência para Pais Católicos

SANTO TOMÁS DE AQUINO (R$35,00) (ESGOTADO)

  • Introdução Geral
  • Boecio & Cassiodoro
  • São Bernardo e Abelardo
  • Fé e Razão
  • Hugo de São Vitor
  • Sto. Alberto Magno
  • Origens de Santo Tomás
  • Começo da vida intelectual e religiosa
  • Da ordenação sacerdotal até Colônia
  • Fim de sua vida. Seu papel na Igrela

A SANTA MISSA (R$25,00) – (ESGOTADO)

Passando pelo Concílio de Trento e pelas explicações de cada parte da Missa de sempre, fica explicado neste ciclo de palestras aquilo que o fiel precisa saber do essencial no assunto. Logo após são apresentados os problemas encontrados na missa nova promulgada por Paulo VI e os demais perigos a que o fiel católico está exposto nos dias de hoje.

  • Trento e a Missa
  • As Partes da Missa
  • Os Problemas da Missa Nova
  • Os Santos e a Missa
  • Conclusão

O LEÃO DE SÃO MARCOS (R$30,00) – (ESGOTADO)

  • A história do Liberalismo e a ação de São Pio X
  • Introdução Geral
  • História do Liberalismo
  • Liberalismo Católico
  • Noção de Liberdade
  • Liberdade e Autoridade
  • Giuseppe Sarto
  • Ação de São Pio X

MESTRE DE ABISMOS – GUSTAVO CORÇÃO (R$30,00) – (ESGOTADO)

  • Introdução Geral
  • Descoberta do Outro
  • Os Conversos
  • O Polemista
  • Lições de Abismo
  • A Outra
  • Abismos e Conclusão

A CONVERSÃO DE UM INTELECTUAL – SANTO AGOSTINHO (R$35,00)- (ESGOTADO)

  • Introdução Geral
  • Império Romano
  • A Conversão do Império
  • A Formação de Santo Agostinho
  • A Formação de Santo Agostinho
  • De Caída em Caída
  • Nas Vias  do Retorno
  • Conversão
  • Sacerdote e Bispo
  • Luta contra os Maniqueus e Donatistas
  • Consideração Doutrinal: a Verdade e o Sujeito. Crise Pelagiana
  • Subjetivismo. O Mal, a Liberdade e a Graça
  • Ação Infatigável – Visão de Conjunto de sua Obra Literária
  • Resenha de “A Cidade de Deus”
  • Amante da Beleza – Resenha de “Confissões e Retratações”

OS CINCO SEPTENÁRIOS DE HUGO DE SÃO VÍTOR (R$25,00) – (ESGOTADO)

  • Introdução Geral
  • Os Vícios
  • Organismo Espiritual
  • Falsa Dialéticas dos Saberes

CHESTERTON – APÓSTOLO DO BOM SENSO (R$25,00) – (ESGOTADO)

  • Introdução Geral
  • Movimento de Oxford
  • Anti-Pessimismo
  • Resenha das Obras
  • E o Verbo de fez Carne: Conversão ao Catolicismo
  • Roma e Romance: Uma Tentativa de Conclusão

A RETÓRICA (R$25,00) – (ESGOTADO)

  • A Retórica Verbal
  • A Retórica Musical no Barroco Alemão

O PASTORZINHO VEIO A SER PAPA

Resultado de imagem para Sixto VUm dia, lá pelo ano de 1530, um frade de Áscoli, na Marca de Ancona (Itália), perdera o caminho. Encontrando por acaso um pastorzinho, aproximou-se do pequeno e perguntou-lhe:

– Por onde é que se vai a Áscoli?

– Áscoli? Sei, sim, senhor. Caminhemos devagar, a passo de meus cordeirinhos, e eu o levarei até lá – Disse o menino.

Pelo caminho iam conversando. O frade notou que o pequeno era vivo, amável e de boa prosa. Foi interrogando-o e soube, então, que era filho de um trabalhador muito pobre, que morava num casebre ali perto, e mal ganhava para comer. Em vista disso, havia posto o filho a ciudar das ovelhas e porcos de um vizinho mais abastado. O menino não sabia ler. Entretinha-se a cantar alguns cânticos religiosos, que lhe ensinara sua boa mamãe. Era tudo.

O frade ficou encantado com o rapazinho e, depois que este lhe mostrou o caminho e a cidade não muito longe, convidou-o a visitá-lo em seu convento em Áscoli.

O pastorzinho não se fez revogar. Foi ver o amigo e, daí em diante, o seu passeio favorito, quando tinha tempo, era ir conversar com o frade, seu conhecido. Um dia, tendo apresentado o menino ao superior do convento, perguntou-lhe se não era pena deixar sem instrução um rapaz tão desembaraçado e inteligente. O superior foi da mesma opinião. Era preciso fazer estudar aquele pastorzinho. Continuar lendo

AMA A TUA MÃE

Resultado de imagem para nossa senhora menino jesusO conhecido jesuíta Alexandre Baumgartner viajava certa vez com dois companheiros pela Islândia. De uma feita tiveram de pernoitar numa quinta, pertencente a uma família protestante, onde foram servidos de maneira modesta e simples, mas sincera e leal. No momento de separação, o Pe. Geyer, um dos companheiros de Baumgartner, convidou a senhora da casa a escolher como lembrança uma das três imagenzinhas que lhe foram apresentadas: a de Cristo, a da Mãe de Deus, e a do Anjo da guarda. A senhora fixou bem as três imagens e escolheu a da Mãe de Deus. Perguntou-lhe então o Pe. Geyer se ela venerava também a Maria. Sem delongas respondeu a protestante: “Certamente, pois Ela é a Mãe de Nosso Senhor!”

Se essa mulher que não tinha a felicidade de pertencer à nossa Igreja Católica, possuía tais sentimentos para com a Bem-aventurada Virgem Maria, não se esforçará uma boa católica, muito mais ainda, em honrá-lA fielmente e com todo o zelo? Faze-o também e alcançarás muitas bênçãos.

1º- Venera, fielmente, a Bem-aventurada Virgem Maria, por Sua relação íntima com o Salvador.

Nenhum homem, por mais perfeito, nenhum anjo, ainda o mais puro e mais elevado, esteve em relação tão intima e tão estreita com Deus como a Virgem Maria. O Filho Eterno e consubstancial de Deus, quando assumiu no tempo a natureza humana para nossa salvação, A escolheu para Sua verdadeira Mãe carnal. Ela trouxe, portanto, em Seu seio virginal Aquele que o Céu dos céus não pode conter; deu à luz, no tempo, Aquele que desde toda a eternidade foi gerado pelo Pai Celeste; recebeu diariamente em Nazaré provas de reverência e obediência Daquele cujo aceno obedecem os anjos do céu.

Ela se acha numa relação toda singular e extraordinária para com o Divino Salvador; criatura alguma pode nisto equipar-se a Ela. Se amamos a Jesus Cristo sobre todas as coisas, se Ele é nosso tudo, como realmente deve ser, porventura não será também Maria digna de veneração toda particular? Objetos que se relacionam com o Divino Salvador apenas de modo extrínseco e transitório têmo-lo nós os cristãos por santificados; pensamos, com amor e veneração na Sua Gruta; na Sua Cruz e no Seu Sepulcro. Maria, que conviveu com Ele, na mais íntima relação que podemos imaginar, não será mil vezes mais digna da nossa veneração?
Continuar lendo

VANTAGENS DAS CONGREGAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA

O DEVOTO DE MARIA SANTÍSSIMA DEVE IMITAR-LHE AS VIRTUDES | DOMINUS EST

Ingredere tu et omnis domus tua in arcam — “Entra na arca tu e toda a tua casa” (Gen. 7, 1).

Sumário. As Congregações Marianas são como outras tantas arcas de Noé, onde os seculares acham a salvação no naufrágio comum. Não somente por causa da proteção especial com que Maria cuida dos seus congregados, senão também por causa dos meios de salvação que nelas se encontram. Se quiseres, pois, o mais possível assegurar a salvação de tua alma, deixa-te alistar em alguma destas Congregações. Lembra-te, porém, que para seres congregado, não é bastante que dês teu nome, mister é que guardes também as regras.

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I. As Congregações, especialmente as de Nossa Senhora, são como tantas arcas de Noé, em que acham refúgio os pobres seculares no dilúvio das tentações e dos pecados que inundam o mundo. Regularmente falando, encontram-se mais pecados num homem que não frequenta a Congregação do que em vinte que a freqüentam. Sim, porque nela adquirem os congregados muitas defesas contra o inferno e praticam, para conservar-se na divina graça, diversos meios, de que fora dela os seculares dificilmente usam. Continuar lendo

INFELICIDADE DOS PECADORES

Resultado de imagem para pecadoresExpliquei qual é a ilusão dos pecadores no seu desordenado temor e como sou um Deus imutável, livre da acepção de pessoas, unicamente atento ao desejo santo. Foi o que te revelei no simbolismo da árvore. Passo a falar dos que sofrem e dos que não sofrem ante os espinhos e dores que a terra produziu depois do pecado (original). Tendo-me ocupado da situação dos pecadores que se deixam iludir pela própria sensualidade, vou explicar-te em que sentido essas pessoas são feridas por tais espinhos.

Todos os que nascem e vivem neste mundo passam por fadigas corporais e espirituais. Sim, também os meus servidores padecem nos seus corpos; mas em seus espíritos não, porque suas vontades estão identificadas com a minha. O que faz o homem sofrer é a vontade. Quanto aos pecadores, sofrem na alma e no corpo. Eles experimentam no mundo as primícias do Inferno, como os meus servidores já gozam a garantia do Céu.

Sabes qual é a grande felicidade dos santos? É possuir a vontade satisfeita em todas as suas aspirações. Ao desejar-me, possuem-me, tendo deixado o peso do corpo que produzia a lei que luta contra o espírito. Na vida terrena, o corpo impedia o perfeito conhecimento da Verdade e minha visão face a face. Separando-se do corpo, a vontade dos bem-aventurados realiza-se: ao desejo de ver-me corresponde a visão, e com ela, a beatitude. Vendo, conhecem-me; conhecendo, amam-me; amando, saboreiam-me; saboreando, realizam-se quanto ao desejo de me ver e conhecer. Desejando, possuem; possuindo, desejam. Como disse (14.4), o sofrimento está distante do desejo e fastio da saciedade. Como vês, meus servidores são felizes, especialmente na visão celeste. Ela satisfaz seus desejos, sacia suas vontades. Neste sentido afirmei (14.9) que a vida eterna consiste na posse das coisas que a vontade deseja, isto é, conhecer-me, ver-me.
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AMOR DE DEUS EM FAZER-SE CRIANÇA

Natividad de Jesús - Wikipedia, la enciclopedia libre

Parvulus natus est nobis, et filius datus est nobis — “Nasceu-nos uma criança, e foi-nos dado um filho” (Is. 9, 6).

Sumário. Querendo o Filho de Deus fazer-se homem, podia aparecer no mundo como homem perfeito, assim como foi criado Adão. Como, porém, as crianças atraem mais facilmente o amor dos que as vêem, Jesus Cristo quis aparecer na terra como criança, e como a criança mais pobre e humilde que jamais tenha nascido. Como é então possível, ó meu Jesus, que sejam tão poucos os que Vos amam? Do número destes poucos eu também quero ser. Sim, ó Bondade infinita, amo-Vos de todo o coração e sobre todas as coisas.

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I. Querendo o Filho de Deus fazer-se homem por nosso amor, podia fazer sua entrada no mundo na idade de homem já perfeito, assim como foi criado Adão. Como, porém, as crianças soem atrair mais facilmente o amor dos que as vêem, quis Ele aparecer na terra como criança, e como a criança mais pobre e humilde que jamais tenha nascido. “É assim que quis nascer nosso Deus”, escreve São Pedro Crisólogo, “porque quis ser amado.” Já o profeta Isaías predissera que o Filho de Deus devia nascer criança e dar-se assim todo inteiro a nós, pelo amor que nos tinha: Parvulus natus est nobis, et filius datus est nobis (1) — “Nasceu-nos uma criança, e nos foi dado um filho”. Continuar lendo

NAVEGANTES E NAUFRAGANTES

Resultado de imagem para naufragosFonte: Capela Santa Maria das Vitórias

Na travessia do mar tempestuoso desta vida há católicos que infelizmente preferem ouvir o canto da Sereia ao canto da Stella Maris, o canto da Senhora Soberana do céu e da terra. Certissimamente vão naufragar porque se recusam a sofrer todas as humilhações que a Providência Divina envia aos eleitos para purificá-los na demanda do reino do céu.

A vida do católico aqui na terra sempre foi e será um esforço constante para não desertar do combate a ser travado sob os estandartes de Cristo Rei contra o reino de Satanás e do Anticristo. É a doutrina exposta e defendida pelos grandes teólogos e mestres da vida espiritual com base na Sagrada Escritura. É a doutrina de Santo Agostinho na monumental Cidade de Deus. Em um regime de cristandade, em um estado confessional católico, onde as autoridades políticas se empenham em organizar a sociedade conforme a lei de Deus, a luta contra os inimigos da salvação pode ser menos renhida, mas, mesmo assim, a vida do católico será sempre uma luta.

Desgraçadamente, a partir do Vaticano II semelhante concepção da vida católica como um combate foi sendo deixada de lado para ser finalmente substituída pelo mito do diálogo. Não o diálogo como sempre o entendeu toda a tradição desde a antiguidade, como, por exemplo, Platão. Não o diálogo como uma investigação de pessoas que, tendo os mesmos princípios e valores, se unem em um esforço comum para chegar à solução de um problema ou sanar uma dúvida que aflige a todos. Mas um diálogo de céticos desesperados e contraditórios que, não vendo sentido em nada, se unem apenas no afã de descobrir uma regra geral de como compartilhar melhor as alegrias e penas de uma vida efêmera. Sinceramente, acho que não há exagero nestas palavras.

Foi assim que deixando de lado o hino Stella Maris, muitos católicos passaram a ouvir e a cantar o canto da Sereia e abraçaram os ídolos dos tempos modernos: democracia, liberdade, igualdade de oportunidades, direitos humanos. E agora vêem-se até defrontados com a necessidade de dialogar sobre questões que a princípio pode causar-lhes alguma repugnância mas terão de engolir se não quiserem receber a pecha de fundamentalistas. Refiro-me aos tópicos constantes da agenda da nova ordem mundial: direitos reprodutivos e sexuais da mulher, aborto, “casamento homossexual”, ideologia do gênero etc. Continuar lendo

O VALOR DA COMUNHÃO

Resultado de imagem para menino comungandoa) Lê-se na biografia do Cardeal Newman um episódio edificante. Ele, antes de se tornar católico, era protestante e alto dignatário da Igreja anglicana com um vultuoso estipêndio anual, pago pelo governo inglês.

Mesmo nessa condição quis estudar as razões e fundamentos da Igreja Católica; e, conhecida a verdade, abraçou-a prontamente. Como se sabe, tornou-se um católico fervorosíssimo; preparou-se, fez-se sacerdote e foi um apóstolo da Eucaristia.

Antes da conversão procurou-o um amigo e disse-lhe:

– Pense sériamente no passo que vai dar; saiba que, fazendo-se católico, o governo não lhe dará mais nada e lhe retirará a prebenda.

Newman pôs-se em pé e exclamou com ar de desprezo:

– Que é um punhado de ouro, em confronto com uma comunhão?

E logo depois fez-se católico.

Aquelas palavras merecem ser meditadas.

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Resultado de imagem para menino comungandob) Luísa compreende o valor da comunhão. Tem apenas nove anos e não pode ir comungar senão aos domingos na missa, às dez horas. Sua mãe, temendo que ela adoeça por ter de ficar tanto tempo em jejum, proíbe-lhe a comunhão. Luísa, usando de esperteza, finge quebrar o jejum, mas durante a semana inteira, não come nem bebe antes do almoço.

– Mamãe, a Sra. me dá licença de comungar amanhã?

– Não, filhinha; a comunhão é muito tarde… você ficaria doente.

– Mas, mamãe, eu passei toda a semana em jejum até o almoço e não me sinto mal…

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

AMOR DE DEUS EM FAZER-SE HOMEM

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - Vida Cristã - Franciscanos Vida Cristã  - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Verbum caro factum est, et habitavit in nobis — “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Io. 1, 14).

Sumário. Que se havia de dizer, se um príncipe, por compaixão de um verme morto, quisesse tornar-se verme, e fazendo um banho de seu sangue, morresse para restituir o verme à vida? Mais porém do que isso fez por nós o Verbo Eterno, que, sendo Deus, quis fazer-se homem como nós e morrer por nós, a fim de nos merecer a vida da graça divina que tínhamos perdido. Apesar disso, quão poucos são os que se Lhe mostram gratos! Do número destes poucos sejamos também nós.

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I. Consideremos o amor imenso que Deus nos mostrou fazendo-se homem, para nos adquirir a salvação eterna. Adão, nosso primeiro pai, peca, e por se ter rebelado contra Deus, é expulso do paraíso e condenado, com todos os seus descendentes, à morte eterna. Eis, porém, que o Filho de Deus, vendo o homem perdido e querendo livrá-lo da morte, se oferece a tomar a natureza humana e morrer justiçado sobre uma cruz. Mas — assim se me afigura que Lhe dissesse então o Pai — mas, meu Filho, reflete que na terra terás de levar uma vida humilde e penosa. Deverás nascer numa gruta fria e serás posto numa manjedoura. Ainda criança, terás de fugir par ao Egito a fim de te livrares das mãos de Herodes. De volta do Egito terás de viver numa oficina como humilde aprendiz, pobre e desprezado. Finalmente, perderás a vida sobre uma cruz, à força de dores, coberto de opróbrios e abandonado de todos. — Meu Pai, responde o Filho, não importa, aceito tudo, com tanto que o homem seja salvo. Continuar lendo

MOMENTO DA MORTE

Santa Mãe de Deus!: Os Novíssimos: Morte, Juízo, Céu e Inferno

Si ceciderit lignum ad austrum aut ad aquilonem, in quocumque loco ceciderit, ibi erit — “Se a árvore cair para o sul ou para o norte, em qualquer lugar onde cair, aí ficará” (Eccles. 11, 3.)

Sumário. É uma verdade da fé que a morte é um momento de que depende a eternidade. Quem a errar então, tê-la-á errado para sempre, sem esperança de remédio. Se cremos nesta verdade, porque não tomamos a resolução de nos afastarmos de todo o perigo e de tomar todas as providências para nos assegurarmos uma boa morte? Nenhuma cautela será demasiada para nos assegurarmos a vida eterna! Lembremo-nos de que os dias da nossa vida são outras tantas graças que Deus nos concede para o ajuste das contas, antes que venha o momento terrível.

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I. Considera que a morte é o momento do qual depende a eternidade. Já está o homem nos extremos da vida e, portanto, próximo a uma das duas eternidades. A sua sorte depende do último suspiro, depois do qual, no mesmo instante, a alma ou está salva ou condenada para sempre. Ó momento, ó suspiro, de que depende uma eternidade, ou de glória ou de tormentos; uma eternidade, ou sempre feliz ou sempre desgraçada; ou de prazeres, ou de angústias; uma eternidade de todo o bem ou de todo o mal; uma eternidade no paraíso ou no inferno. — Numa palavra, se naquele momento te salvas, nada mais terás a sofrer; estarás sempre contente e feliz. Se, ao contrário, erras o passo e te condenas, viverás sempre aflito e desesperado, enquanto Deus for Deus. Na morte conhecerás o que quer dizer paraíso, inferno, pecado, Deus ofendido, lei de Deus desprezada, pecados calados na confissão, restituição omitida. Continuar lendo

NOS GRAUS DE GRAÇAS E GLÓRIA É PRECISO UNIFORMARMO-NOS COM O DIVINO QUERER

Imagem relacionadaEnfim, também nos graus de graças e glória é preciso uniformarmo-nos com o di­vino querer: devemos estimar aquelas coi­sas, que pertencem à gloria de Deus, mas devemos estimar ainda mais a Sua divina vontade: devemos desejar amá-lO mais que os Serafins; mas não devemos desejar maior grau de amor, que não seja aquele que o Senhor tem determinado conceder-nos. O padre Ávila diz (Audi. filia. C. 22.) «Eu creio que os Santos desejariam ser ainda melhores do que foram; porém esses dese­jos não perturbavam a paz de suas almas, porque eles, se assim o desejavam, não era por motivos de próprio interesse, mas para glória de Deus, a cujas distribuições se submetiam, ainda que Ele menos lhes desse; estimando como perfeito amor o estarem satisfeitos com o que Deus lhes tinha dado, e não apetecendo mais».

Assim Rodriguez o interpreta (Trat. 8. G. 30.), que, ainda que devemos ser diligentes em aspirar a perfeição até onde possamos chegar, para não servir de escusa a nossa preguiça e tibieza, como alguns fazem, e dizermos: Deus nos dará isto; eu posso fazer só isto: com tudo quando faltamos nesta carreira, não devemos perder a nossa paz de espirito, nem a conformidade com a vontade divina, a qual permitiu nossa falta, humilhar-nos e arrepender-nos; e pro­curando maior adjutório em Deus, prosseguir nossa carreira. Por este modo, ainda que aspiremos a ser exaltados no Céu ao coro dos Serafins, não por certo para termos maior glória, mas sim para a dar maior a Deus, e amá-lO ainda mais, todavia de­vemos resignar-nos à sua santa vontade, contentando-nos com aquele grau, que a Sua misericórdia se digne conceder-nos.

Seria pois grande culpa desejar dons de sobrenatural oração, e particularmente êxtases e revelações. Os mestres da vida espi­ritual nos ensinam, quando as almas são favorecidas com tais dons, que deveriam orar para serem privadas deles, para po­derem amar a Deus pelo puro caminho da fé, o qual é o mais seguro. Muitos tem che­gado à perfeição, sem esses sobrenaturais favores; a virtude é bastante para elevar a alma à santidade, e principalmente a da uniformidade com a vontade de Deus. E se Deus se não apraz de elevar-nos a um sublime grau de graça e glória, devemos conformar-nos à Sua santa vontade, pedin­do-Lhe que ao menos, por Sua misericórdia, sejamos salvos. Se assim fizermos, a recom­pensa não será pequena, a qual o nosso bom Senhor derramará sobre nós pela Sua bon­dade, porque Ele ama sobretudo aqueles que se resignam às Suas determinações.  Continuar lendo

PACIÊNCIA DE DEUS EM ESPERAR QUE O PECADOR FAÇA PENITÊNICA

A Penitência Quaresmal - Caminhada de Emaús

Propterea, expectat Dominus, ut misereatur vestri — “Por isso o Senhor espera, para ter misericórdia de vós” (Is. 30, 18).

Sumário. A paciência de que o Senhor usa para com os pecadores, esperando que façam penitência, é tão grande, que, no dizer de Santo Agostinho, se não fosse Deus, pareceria que falta à justiça. A misericórdia de Deus impede continuamente as criaturas, que por natural instinto quiseram vingar as injúrias feitas ao Criador; e ao mesmo tempo dispensa-lhe toda sorte de graças, a fim de conduzi-los à resipiscência. Parece que teimosamente lutamos com Deus: nós provocando os seus castigos; Deus oferecendo-nos o perdão. Mas continuará sempre assim? A paciência irritada afinal torna-se furor!

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I. A paciência de que Deus usa para com os pecadores é tão grande, que uma alma santa desejava que se construísse uma igreja e se lhe desse por título: Paciência de Deus. Meu irmão, quando ofendias a Deus, podia fazer-te morrer; mas Deus esperava, conservava-te a vida e acudia-te em todas as necessidades. Fingia não ver os teus pecados, a fim de que viesses à resipiscência: Dissimulas peccata hominum propter poenitentiam (1) — “Dissimulas os pecados dos homens, para que façam penitência”.

Mas como é isto, Senhor, exclama o profeta Habacuc: os vossos olhos são puros, não podeis sofrer a vista de um só pecado, e tantos vedes e Vos calais? (2) Vedes o impudico, o vingativo, o blasfemador, que dia a dia amontoam os pecados, e não os punis? Porque usais de tamanha paciência? Propterea expectat Dominus, ut misereatur vestri. Deus espera pelo pecador, para que se corrija, a fim de assim lhe poder perdoar e salvá-lo. Continuar lendo

MORTIFICAÇÃO E PACIFICAÇÃO DAS PAIXÕES NATURAIS

Resultado de imagem para são joão da cruzPara mortificar e pacificar as quatro paixões naturais que são gozo, esperança, temor e dor, de cuja concórdia e harmonia nascem inumeráveis bens, trazendo à alma grande merecimento e muitas virtudes, o remédio universal é o seguinte:

  • Procure sempre inclinar-se não ao mais fácil, senão ao mais difícil;
  • Não ao mais saboroso, senão ao mais insípido;
  • Não ao mais agradável, senão ao mais desagradável;
  • Não ao descanso, senão ao trabalho;
  • Não ao consolo, mas à desolação;
  • Não ao mais, senão ao menos;
  • Não ao mais alto e precioso, senão ao mais baixo e desprezível;
  • Não ao querer algo, e sim, a nada querer;
  • Não ao andar buscando o melhor das coisas temporais, mas o pior;

Enfim, desejando entrar por amor de Cristo na total desnudez, vazio e pobreza de tudo quanto há no mundo.

Abrace de coração essas práticas, procurando acostumar a vontade a elas. Porque se de coração as exercitar, em pouco tempo achará nelas grande deleite e consolo, procedendo com ordem e discrição.

Subida do Monte Carmelo – São João da Cruz

NECESSIDADE DA ORAÇÃO MENTAL

Arquivos Aprenda a fazer oração mental - Altair Fonseca

Desolatione desolata est omnis terra; quia nullus est qui rerogitet corde — “Toda a terra está inteiramente desolada, porque não há nenhum que considere no seu coração” (Ier. 12, 11.)

Sumário. Afeiçoemo-nos à oração mental e nunca a deixemos de fazer. É ela necessária, para que tenhamos luz na viagem que estamos fazendo para a eternidade e também para que conheçamos os nossos defeitos e os emendemos. Assim como sem a oração mental, não faremos bem a vocal, à qual estão ligadas as graças, assim igualmente nos faltará a força para vencer as tentações e praticar as virtudes. Infeliz, portanto, da alma que não faz oração mental; ela não precisa de demônios para lançá-la no inferno, visto que de si mesma nele se precipita.

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I. A oração mental é, em primeiro lugar, necessária, para que tenhamos luz na viagem que estamos fazendo para a eternidade. As verdades eternas são coisas espirituais, que não são vistas pelos olhos do corpo, senão somente pela consideração do espírito. Quem não faz oração, não as vê, e assim andará com dificuldade no caminho da salvação. — Além disso, quem não faz oração, não conhece os seus defeitos, e assim, como diz São Bernardo, não os aborrece. Tampouco vê os perigos em que se acha a sua salvação e não pensa em evitá-los. Mas quem faz oração logo descobre os seus defeitos e os perigos de perder-se; e vendo-os, pensará em aplicar-lhes o remédio. Por isso o mesmo São Bernardo afirma que “a meditação regula os afetos, endireita as ações e corrige os defeitos”. Continuar lendo

SEXTO DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA: A PARÁBOLA DO FERMENTO E OS EFEITOS DA GRAÇA SANTIFICANTE

Simile est regnum coelorum fermento – “O reino dos céus é semelhante ao fermento” (Mat. 13, 33).

Sumário. Nesta parábola do fermento os santos Padres vêem uma figura da caridade, isto é, da graça santificante. Assim como a levedura penetra toda a massa, levanta-a e lhe dá sabor; assim a graça divina tira da alma a friúra do pecado e, excitando nela santos afetos, torna-a digna de amizade de Deus. Mais: faz com que a alma seja a morada do Espírito Santo, sua filha, sua esposa. Lancemos um olhar sobre nossas almas: estão elas ornadas da graça santificante?

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I. Na parábola do fermento Santo Agostinho, o Bem-aventurado Alberto Magno e outros vêem uma figura da caridade, isto é, da graça santificante. Porquanto, como a levedura penetra toda a massa, levanta-a e lhe dá sabor, assim a graça santificante tira da alma a friúra áspera do pecado, e inflamando-a no amor celeste eleva-a a um estado sobrenatural, torna-a digna da amizade de Deus. – Por isso é que o Espírito Santo chama a graça um tesouro infinito: Infinitus enim thesaurus est hominbus (1) – “É um tesouro infinito para os homens”. Esse tesouro, porém, acrescenta o santo homem Job, é um tesouro oculto, pois, se os homens conhecessem o valor da graça divina, não a trocariam por uma fumaça, um punhado de terra, um vil prazer: Nescit homo pretium eius (2) – “O homem não conhece o seu preço”.

Privados da luz da fé, os pagãos julgavam impossível que uma criatura pudesse ser amiga de Deus. E seguindo unicamente a luz natural, tinham razão, pois a amizade, segundo observa São Jerônimo, torna os amigos iguais. Deus, contudo, em muitos lugares nos declarou que, em virtude da sua graça, nos tornamos seus amigos, observando a sua lei: Vos amici mei estis, si feceritis quae praccipio vobis (1) – “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. “Ó bondade de Deus”, exclama São Gregório, “não lhe merecemos o nome de servos, e digna-se chamar-nos seus amigos!” Como se julgaria feliz quem fosse honrado com a amizade de seu rei! Mas seria temeridade para um vassalo o pretender travar amizade com o seu príncipe. No entanto uma alma pode sem temeridade aspirar a amizade do seu Deus. Continuar lendo

O QUARTO MANDAMENTO

Uma desordem total invadiu o nosso século. Em proporções gigantescas e com indomável força ela, dia a dia, conquista os núcleos básicos da comunidade humana.
A característica principal da forma moderna da desordem é a inversão dos valores do convívio humano, que começa cortando os laços que ligam os diversos escalões da hierarquia social e termina no desentendimento total dos homens.
 
Na família, os filhos estão surdos para o timbre da voz paterna. Os pais estupefatos temem os filhos. Temem principalmente perdê-los. Com cabisbaixa fraqueza cedem às suas imposições, para não perderem aqueles que de há muito perderam. Congrega-os o lar apenas por laços de um certo instinto gregário e os interesses monetários dos filhos. Mas o filho já é um estranho na casa.
 
Na escola, a professora condicionada por uma pedagogia que nega a tendência da criança para o mal (tendência que é um claro indício do pecado original) e o valor educativo das punições, docilmente cede a todos os caprichos infantis.
 
Nos ginásios, os adolescentes agrupados na promiscuidade da co-educação, iniciam-se nas “viagens do fumo” e dos tóxicos, preparam-se para o amor nas “inocentes” práticas sexuais, sob os olhares estimulantes e compreensivos dos orientadores educacionais.
 
Nas universidades, os representantes do mais tolo mito do século, o mito do JOVEM, elaboram os programas, impõem e depõem os mestres e dirigentes, sob o pastoral treinamento, nas universidades católicas, de sacerdotes mais imaturos que eles e que os orientam conforme a moral permissiva e a linha subversiva.

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QUANTO OS RELIGIOSOS DEVEM CONFIAR NO PATROCÍNIO DE MARIA

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Ego diligentes me diligo: et qui mane vigilante ad me, invenient me — “Eu amo os que me amam: e os que vigiam desde a manhã por me buscarem, achar-me-ão” (Prov. 8, 17.)

Sumário. Se a divina Mãe ama todos os homens com tão grande afeto, que nenhum outro lhe seja superior, ou mesmo igual, quanto mais não amará os religiosos, que sacrificaram a liberdade, a vida e tudo ao amor de Jesus Cristo? Ponhamos, pois, toda a nossa confiança em tão boa Mãe. Provemos-lhe a nossa devoção, honrando-a fervorosamente e fazendo com que os outros também a honrem. Um religioso que não tem para com nossa Senhora uma devoção especial, perseverará dificilmente.

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Se é certo, como é certíssimo, no dizer de São Pedro Damião, que a divina Mãe Maria ama todos os homens com tamanho afeto, que, depois de Deus, não há nem pode haver quem a exceda ou iguale no amor: amat nos amore invincibili — “ama-nos com amor inexcedível”, quanto devemos pensar que a grande Rainha ama os religiosos, que consagraram a sua liberdade, a sua vida, tudo ao amor de Jesus Cristo? Ela bem vê que a vida deles é mais semelhante à sua e à do seu divino Filho. Vê-os empregados continuamente em louvá-la e em honrá-la com novenas, visitas, rosários, jejuns e outras práticas de devoção. Vê-os muitas vezes a seus pés a invocá-la e a pedir-lhe graças, graças essas todas conformes aos seus santos desejos, como sejam: a perseverança no serviço divino, a força contra as tentações, o desapego da terra, o amor para com Deus. Ah! Como poderemos duvidar que ela deixe de empenhar todo o seu poder e misericórdia em benefício dos religiosos, especialmente de nós, que vivemos nesta santa Congregação (1), na qual, como se sabe, se faz profissão especial de honrar a Virgem Mãe com visitas, jejum no sábado, mortificações particulares nas suas novenas, etc., e com promover por toda a parte a sua devoção, por meio de pregações e novenas em sua honra?

A nossa excelsa Senhora é grata, e tão grata, que, como diz Santo André Cretense, costuma dar grandes coisas em retribuição a quem lhe oferece o mais pequeno obséquio: Solet maxima pro minimis reddere. A quem a honra e procura fazê-la honrar dos outros, ela promete, na sua benevolência, livrá-lo do pecado: Qui operantur in me, non peccabunt; promete-lhe também o paraíso: Qui elucidant me, vitam aeternam habebunt (2). Continuar lendo

DA DILIGENTE EMENDA DE TODA A NOSSA VIDA

Resultado de imagem para rezando joelhosSê vigilante e diligente no serviço de Deus, e pergunta-te a miúdo: a que vieste, para que deixaste o mundo? Não será para viver por Deus e tornar-te homem espiritual? Trilha, pois, com fervor o caminho da perfeição, porque em breve receberás o prêmio dos teus trabalhos; nem te afligirão, daí por diante, temores nem dores. Agora, terás algum trabalho; mas depois acharás grande repouso e perpétua alegria. Se tu permaneceres fiel e diligente no seu serviço, Deus, sem dúvida, será fiel e generoso no prêmio. Conserva a firme esperança de alcançar a palma; não cries, porém segurança, para não caíres em tibieza ou presunção.

Certo homem que vacilava muitas vezes, ansioso, entre o temor e a esperança, estando um dia acabrunhado pela tristeza, entrou numa igreja, e diante dum altar, prostrado em oração, dizia consigo mesmo: Oh! se eu soubesse que havia de perseverar! E logo ouviu em si a divina respostas: Se tal soubesses, que farias? Faze já o que então fizeras, e estarás bem seguro. Consolado imediatamente, e confortado, abandonou-se à divina vontade, e cessou a ansiosa perplexidade. Desistiu da curiosa indagação acerca do seu futuro aplicando-se antes em conhecer qual fosse a vontade e o perfeito agrado de Deus para começar e acabar qualquer boa obra.

Espera no Senhor e faze boas obras, diz o profeta, habita na terra e serás apascentado com suas riquezas (Sl 36,3). Há uma coisa que esfria em muitos o fervor do progresso e zelo da emenda: o horror da dificuldade ou o trabalho da peleja. Certo é que, mais que os outros, aproveitam nas virtudes aqueles que com maior empenho se esmeram em vencer a si mesmos naquilo que lhes é mais penoso e contrariam mais suas inclinações. Porque tanto mais aproveita o homem, e mais copiosa graça merece, quanto mais se vence a si mesmo e se mortifica no espírito.

Não custa igualmente a todos se vencer e mortificar-se. Todavia, o homem diligente e porfioso fará mais progressos, ainda que seja combatido por muitas paixões, que outro de melhor índole, porém menos fervoroso em adquirir as virtudes. Dois meios, principalmente, ajudam muito a nossa emenda, e vêm a ser: apartar-se valorosamente das coisas às quais viciosamente se inclina a natureza, e porfiar em adquirir a virtude de que mais se há mister. Aplica-te também a evitar e vencer o que mais te desagrada nos outros. Continuar lendo