Um sábio educara o filhinho completamente afastado do convívio do mundo e nunca pronunciava diante dele, a palavra “DEUS”. Queria experimentar se a alma, abandonada a si mesma, poderia chegar ao conhecimento de Deus. Quando a criança atingira seus dez anos, o pai notou que o rapazinho se esgueirava de madrugada para o jardim. Seguiu-o de mansinho, e que viu? O menino, ajoelhado no solo, erguia as mãos postas para o sol.
Pobre rapaz! Tomava o servo pelo Rei! Mas, mesmo assim, deu uma brilhante prova de que a alma humana é religiosa por natureza. Fechando-lhes as fontes apropriadas, ela se apega a grosseiras ilusões e erros.
Podemos retroceder até os tempos mais remotos da história dos homens e não encontraremos um único povo que não tivesse religião. A religiosidade é exigência da própria natureza humana. Negar a existência de Deus é violentar a natureza.
Observamos, hoje em dia, a cada passo a confirmação de que a alma do homem anela pela religião, e que sem esta fica desassossegada, impaciente, enferma. Vemo-lo naqueles homens, dignos de lástima, que se afastaram da religião. Acreditas que esses “descrentes” sejam realmente incrédulos? Não! A alma tem sede de fé; ao desviar-se da verdadeira religião, ela se apega com frenesi aos mais diversos substitutos da religião, a caricaturas grotescas de fé.
Floresce em nossos dias a mais crassa e estúpida superstição, não só entre ignorantes, mas também entre os cultos. Provam-no os adeptos do teosofismo, do espiritismo, da astrologia, da cartomancia de todos os tipos, ou como quer que se chamem todos esses “fenômenos ocultos”. Continuar lendo








Quando falamos na palavra “padre” qual é o primeiro pensamento que nos vem em mente?
Já ouvi pessoas dizendo: “A camisa clerical faz o padre da cintura para cima, basta tirar a palheta e pronto! Não se parece mais com um padre! Estará vestida de forma social.”
Rev. Pe. Patrick de La Rocque, FSSPX















