RECONCILIAÇÃO DA ANTIGA CAPELA DA VISITAÇÃO EM PUY-EN-VELAY (FRANÇA)

Na terça-feira, 16 de julho de 2019, na festa de Nossa Senhora do Carmo, realizou-se a bonita e comovente cerimônia de reconciliação da antiga Capela da Visitação, em Puy-en-Velay, na França, recentemente adquirida pela FSSPX, em junho passado. 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Uma história turbulenta

De fato, durante a turbulência revolucionária, a capela conventual das Visitandinas, construída em 1655, foi transformada em um farsante tribunal julgando e condenando à morte muitos sacerdotes, religiosos e leigos por sua fé e seu vínculo à Igreja. Esses sacrilégios e sucessivas profanações, todas essas graves ofensas contra Deus, impediram qualquer celebração cultual nesta capela, enquanto não fosse “reconciliada” de acordo com o ritual da Igreja.

Retomada da Fraternidade São Pio X e reconciliação

O Pe. Pierre Barrère oficiou, cercado pelos fiéis da região que puderam assistir a esta rara cerimônia pela qual o Céu retoma a posse de sua propriedade. Primeiro, as paredes exteriores são aspergidas com água benta, recitando o salmo “Miserere mei Deus“. Depois todos voltam para a capela, invocando os santos. Então o Salmo 67 é cantado. Cada verso é precedido pela antífona “Exsurgat Deus” [Deus se levanta e seus inimigos se dispersam, seus adversários fogem diante de Sua face]. Finalmente as paredes interiores são aspergidas … A Missa do dia pode começar.

Durante sua homilia, o celebrante evocou a santidade do lugar, pelas religiosas de S. Francisco de Sales que ali se santificaram e pelo sangue derramado pelos numerosos mártires. Santidade dos locais em torno, o Monte Anis, escolhido entre milhares pela Santíssima Virgem para ser servida e honrada até o fim dos séculos. De fato, insígnia graça, a capela da Visitação está a 400 m da catedral-basílica de Puy-en-Velay.

A cerimônia desse dia é um novo ponto de partida para uma reconquista e de uma conquista da santidade pessoal sob o olhar benevolente de Nossa Senhora e do Menino Jesus. Do Monte Carmelo ou do Monte Anis, Nossa Senhora é igualmente maternal e pronta para nos ajudar, para a glória de Deus, o bem das almas, da França e de toda a cristandade.

A tradição diz que a basílica Puy foi consagrado pelos anjos, aqueles mesmos anjos que celebram Nossa Senhora do Carmo, como podemos cantar no Intróito da Missa do dia: “Alegremo-nos juntos no Senhor porque a festa que estamos celebrando hoje é a da Bem-aventurada Virgem Maria. Esta Solenidade alegra os anjos e todos em coro louvam o Filho de Deus. “

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE PENTECOSTES (FSSPX) – DE CHARTRES À PARIS (2019)

A Peregrinação iniciou em Chartres no sábado, dia 08, com 4500 fiéis para a caminhada e finalizou em Paris, no dia 10, com 7000 presentes na Missa de encerramento.

Fonte: La Porte Latine, DICI e  Pèrelinages de Tradition – Tradução: Dominus Est

A MISSA DE PARTIDA EM CHARTRES 

Os peregrinos vieram de toda a França e também de vários países. Foram cerca de 4.500 inscritos.

Depois da missa, os fiéis partiram pela Beauce para 3 dias de caminhada de Chartres até Paris.

O Pe. Guillaume Gaud, Prior de Brest – que celebrou a Missa da manhã nos jardins atrás da catedral – lembrou, em seu sermão, que a reconstrução da cristandade deve andar de mãos dadas com a preocupação com bem comum e o espírito de solidariedade, através do Corpo Místico do qual somos membros pelo nosso batismo. O pregador incitou a combatermos o egoísmo, o individualismo – contrário ao espírito de serviço – e a sermos generosamente apóstolos, estando intimamente unidos a Deus. Nomeado Superior do Seminário Santo Cura d’Ars, em Favigny, no último verão, o Padre Gaud terminou com um vibrante apelo pelas vocações.

A SAÍDA E A CAMINHADA DO SÁBADO DE MANHÃ

Depois da missa, milhares de peregrinos partiram pelas estradas da Bauce para um trajeto de 40 quilômetros, sob um sol radiante. Centenas de pequenos caminhantes deram o exemplo peregrinando nos caminhos de Chartres à Paris.

Não há dúvida de que Nossa Senhora de Fátima se comoverá pelas súplicas destes jovens peregrinos que rezam pelas intenções da Santa Igreja e pela conversão da nossa querida pátria.

A CAMINHADA DO SÁBADO DE TARDE

CAMINHADA E MISSA PONTIFICAL DO DOMINGO

No final do segundo dia de caminhada e oração, os peregrinos se reuniram em Villepreux, perto de Versalhes. Desde o dia anterior, o número de inscritos aumentou: 4800.

A Missa do Domingo de Pentecostes foi celebrada perante milhares desses peregrinos que já viajaram mais de 80 km em dois dias.

Durante a Missa pontifícal, celebrada às 18 horas, D. Bernard Tissier de Mallerais entusiasmou os fiéis, lembrando-os dos planos de Dom Marcel Lefebvre para o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

O padre assistente dessa magnífica cerimônia pontifical foi o Pe. Benoit de Jorna, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Os outros ministros que oficiaram foram:

– Diácono-assistente: Pe. Benoît-Joseph de Villemagne, Superior da Escola Saint-Michel (36) 

– Diácono-assistente: Pe. Gonzague Peignot, Superior da Escola Saint-Joseph-des-Carmes (11) 

– Diácono: Pe. Jean-Yves Tranchet, Superior da Escola Saint Bernard (78) 

– Subdiácono: Pe. Arnaud d’Humières, Superior da Saint- Jean School Michael Garicoits (64)

O serviço de missa foi prestado pelos estudantes da escola de Saint-Jean-Baptiste-de-la-Salle, que vieram em grande número com o Superior do estabelecimento, Pe. Michel Poinsin de Sivry.

BIVOUAC E LOGÍSTICA

CAMINHADA DA SEGUNDA-FEIRA E ENTRADA EM PARIS

MISSA DA SEGUNDA FEIRA, NA PLACE VAUBAN

Atrás do Palácio dos Invalidos, a Place Vauban forma uma série de elegantes avenidas simétricas, e foi lá que a Missa de encerramento foi celebrada, para cerca de 7000 fiéis (segundo a prefeitura de Paris), pelo  Padre Benoît de Jorna, Superior do Distrito da França. Ele foi assistido pelos padres Xavier Lefebvre , Diretor da Escola Primária do Menino Jesus, em Bailly (78) e Jehan Pluvié, diretor da escola primária Petit Musc, em Paris(75).

ENTREVISTA DE D. FELLAY: “MAIS DO QUE TUDO, O MUNDO ATUAL PRECISA DE PADRES”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Sua Eminência, o senhor acaba de publicar um livro belamente intitulado “Por Amor à Igreja”. O senhor pode nos dizer algo sobre suas origens? 

Dom Fellay: Este livro tem uma longa história. Minha agenda não me dava toda a liberdade necessária para escrever tal trabalho. Ele foi pensado pela primeira vez há cerca de quatro anos, e a escrita foi concluída há mais de um ano. Como resultado, os temas relacionados às notícias estão parcialmente desatualizados.

“Por amor à Igreja” nos convida a questionar o lugar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X na Igreja. Não deveria este lugar estar em Roma, porque Roma é a cabeça e também o coração da Igreja?

O coração da Igreja é o Espírito Santo, é o amor de Jesus, e é também o sacerdócio, tão intimamente ligado a Nosso Senhor e ao Seu Sagrado Coração. O chefe da igreja é Cristo.

Aqui abaixo, o líder visível da Igreja é o Papa, a quem estamos naturalmente sujeitos, a quem respeitamos e temos sempre respeitado, assim como todas as autoridades legítimas da hierarquia eclesiástica.

O lugar da Fraternidade é no centro, no coração da Igreja. Pois o sacerdócio e a Santa Missa, intimamente ligados uns aos outros, são o coração da Igreja; a bomba que transmite a vida da graça por todo o corpo.

Como católicos romanos, nosso lugar também está em Roma. Mas você sabe que estamos passando por uma crise terrível, uma verdadeiramente desorientação diabólica, que substituiu a Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade, por uma nova Roma, nascida do Concílio Vaticano II, uma Roma neo-modernista com tendências liberais, que devemos resistir para manter a fé. Continuar lendo

TRECHO DO FANTÁSTICO SERMÃO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE EM LILLE (1976)

“Pois se, ao invés do que fiz naquele tempo eu tivesse formado meus seminaristas assim como eles são formados hoje em dia nos seminários atuais eu que seria excomungado.

Se tivesse ensinado o catecismo assim como ele está sendo ensinado hoje nas escolas, eu é que seria chamado de herege.

Se eu tivesse celebrado a Santa Missa do modo que ela é celebrada hoje, eu é que seria considerado suspeito de heresia e fora do âmbito da Igreja.

Isto que acontece está além da minha compreensão.

Isto significa que alguma coisa mudou dentro da Igreja.

Na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar: “O que fizeste com seu episcopado? ” O que fizeste dom sua graça episcopal e sacerdotal? Eu não quero ouvir de seus lábios as terríveis palavras: “Ajudastes a destruir a Igreja assim como os demais”.”