MISSA DO IX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
NONO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A RUÍNA DE JERUSALÉM E O FIM DE UMA ALMA DESCUIDADA
AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 6 – LE TRÈS SAINT SACREMENT (BÉLGICA)
A FSSPX está presente em 37 países e visita outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.
Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.
No post de hoje veremos uma delas: Le Très Saint Sacrement, em Anvers, na Bélgica.
Clique aqui e acompanhe o Especial “As mais belas igrejas da FSSPX”
O DEVOTO DE MARIA SANTÍSSIMA DEVE IMITAR-LHE AS VIRTUDES
MODERNISMO, CÂNCER DO CATOLICISMO
DESEJO DE JESUS DE SOFRER POR NÓS
QUE O HOMEM NÃO SEJA IMPACIENTE NOS SEUS NEGÓCIOS
Jesus: Filho, confia-me sempre teus negócios, eu disporei tudo bem a seu tempo. Espera minha determinação, e disso tirarás proveito.
A alma: Senhor, de mui boa vontade vos confio todas as coisas, porque pouco adianta o meu cuidado. Oxalá não me perturbasse com os conhecimentos futuros, mas me oferecesse sem demora ao vosso beneplácito!
Jesus: Filho, muitas vezes procura o homem com ânsia uma coisa que deseja; logo, porém, que a alcança, muda de parecer, porque as afeições não persistem muito ao mesmo objeto, mas facilmente passam de um para outro. Pelo que, não é pouco renunciar-se o homem a si mesmo, ainda nas coisas pequenas.
O verdadeiro progresso do homem consiste na abnegação de si mesmo, e quem assim se abnegou, goza grande liberdade e segurança. Contudo, o antigo inimigo, o adversário de todo o bem não desiste da tentação, armando dia e noite perigosas ciladas, para ver se pode precipitar algum incauto no laço do seu engano. Vigiai e orai, diz o Senhor, para que não entreis em tentação (Mt 26, 41)
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
SANTO AFONSO, MODELO DE DEVOÇÃO A JESUS SACRAMENTADO
UMA PEQUENA E TRISTE ANÁLISE DAS CONSEQUÊNCIAS DO CVII

…”Cinquenta anos depois, compreendemos ainda melhor o significado daquela ruptura com a expressão tradicional da fé católica no culto tridentino: o povo católico, (até agora em grande parte deformado pela nova missa e alheio aos ritos anteriores [ao CVII], até mesmo por razão de idade), de católico – mesmo involuntariamente – agora tem muito pouco. De fato, quanto mais essas pessoas são assíduas às novas funções, menos parecem acreditar e raciocinar como católicas. De modo análogo e ainda mais triste é a situação dos padres e bispos que tiveram que extrair sua identidade do novo rito, perdendo completamente o sentido de suas funções.”
Trecho extraído do post UM NEFASTO ANIVERSÁRIO, sobre os 50 anos da Missa Nova.
A VIDA DOS RELIGIOSOS É MAIS SEMELHANTE À DE JESUS CRISTO
É PERMITIDO A UM CATÓLICO ESPECULAR NA BOLSA DE VALORES OU NO MERCADO DE CÂMBIO?

Fonte: Permanencia
A lei natural do direito à propriedade privada traz consigo o direito de comprar e vender, possuir e, conseqüentemente, negociar bens como ações de empresas públicas ou privadas. Esse investimento privado é, de fato, absolutamente essencial para o bem comum, pois sem capital não pode haver produção. O fato de o resultado de tais investimentos ser altamente arriscado não altera a moralidade, desde que um homem não invista os fundos necessários para o sustento de sua família. Tampouco se o ganho de um homem for, paralelamente, a perda de outro, desde que não haja engano, fraude ou que se tire proveito da ignorância dos demais.
Especulação, no entanto, não é a mesma coisa que investimento, mas é a colocação de dinheiro a curto prazo, em ações ou moedas, a fim de obter um ganho rápido com uma venda rápida no momento em que o mercado estiver forte.
Tal especulação não é contrária à justiça, uma vez que os termos do contrato são mantidos, nem pode ser considerada em si um pecado, uma vez que todos os termos dos vários contratos de compra e venda e os requisitos do direito civil são observados. No entanto, “eles não são moralmente louváveis, a menos que sejam exigidos por alguma necessidade comercial” (Merkelbach, Summa Theologiae Moralis, II, §604).
O princípio é dado pelo Papa Pio XII em uma mensagem de rádio para o mundo inteiro, em 1º de setembro de 1944, na qual ele condena não apenas o comunismo, por sua negação do direito à propriedade privada, mas também “o capitalismo… fundado em uma concepção errônea que arroga para si um direito ilimitado sobre a propriedade fora de toda subordinação ao bem comum”, tendo isso sempre sido condenado pela Igreja “como algo contrário à lei natural”1
O católico de reta consciência deve fazer uso do seu capital e de seus investimentos não apenas para seu próprio lucro, mas também para o bem comum da sociedade. É altamente duvidoso que especulações transitórias nos mercados acionários ou monetários redundem em alguma contribuição real ao bem comum. Ao contrário, devem ser supostas como egoístas e prejudiciais ao bem comum.
O Pe. Merkelbach explica o porquê de não considerar a especulação como algo moralmente louvável:
“[tais especuladores] retém indevidamente seu capital em operações intermediárias que não têm utilidade real; e buscam obter riquezas sem mão de obra proporcional e sem subordinação ao bem comum, com prejuízo aos outros que não se expõem livremente ao acaso, mas são obrigados a fazê-lo por razões comerciais. Além disso, o costume de se preocupar com especulações monetárias leva a um desejo avassalador de ganhos, ao qual subordinam todas as coisas e todas as atividades; engendra uma ansiedade constante e expõe empresas e famílias a um grande perigo de desperdício, ociosidade e ruína financeira.” (Ibidem)
É lamentável que alguns católicos tradicionais considerem que esse modo de vida seja compatível com o Reinado Social de Jesus Cristo, engajando-se, como fazem, em tais comércios pela Internet, sem se perguntarem se esse comércio especulativo poderia servir a Cristo Rei, ou talvez seguindo o falso princípio de que os fins justificam os meios. Podemos conhecer o pensamento da Igreja sobre esse ponto na tradicional interdição do Código de Direito Canônico (1917) desse tipo de especulação dessa sorte para todos os clérigos e religiosos, mesmo se feita em benefício da Igreja ou de outras pessoas (Can. 142).
-Fr. Scott, maio de 2007
1. Disponível no site do Vaticano (em espanhol): http://w2.vatican.va/content/pius-xii/es/speeches/1944/documents/hf_p-xii_spe_19440901_al-compiersi.html
REMORSO DO CONDENADO: EU ME CONDENEI POR UM NADA
NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS…
… a todos que ajudam de alguma forma, financeiramente ou por orações, a FSSPX e, de maneira especial, nossa Missão em Ribeirão.
Cada um dentro de suas possibilidades, uns de perto, outros de longe, outros ainda anônimos….porém todos sabendo que é pelo bem da Igreja, para honra e glória de Nosso Senhor.
Contem com as orações e Missas oferecidas pela FSSPX em favor seus benfeitores, que é o único meio para agradecermos.
À todos nosso muito obrigado, de coração, e que Nossa Senhora e São José possam os recompensar de alguma forma.
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PRUDÊNCIA COM OS BENS DA ALMA
Sermão proferido pelo Revmo. Carlos Mestre, do Priorado de São Pio X, Lisboa, Portugal por ocasião do 8º Domingo depois de Pentecostes, 2020 sobre a parábola do Administrador Desonesto.
MISERICÓRDIA DE DEUS EM CHAMAR O PECADOR À PENITÊNCIA
MISSA DO VIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
OITAVO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: O FEITOR INFIEL E O DIA DAS CONTAS
AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 5 – SAINT WILLIBRORD (HOLANDA)
A FSSPX está presente em 37 países e visita outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.
Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.
No post de hoje veremos uma delas: a de Saint Willibrord, em utrecht, na Holanda.
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DA CONFIANÇA QUE DEVEMOS TER EM MARIA, COMO NOSSA MÃE
PENITÊNCIA E MORTIFICAÇÃO
Revmo. Pe. Carlos Mestre sobre a importância da penitência e da mortificação.
SEJAM SEMPRE FELIZES, FILHOS DE DEUS

Irmãs da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
Como preâmbulo, permitam-me narrar um pequeno fato ocorrido em um de nossos colégios primários. Certo dia, vieram-me avisar que um policial gostaria de falar comigo no parlatório. Com uma ponta de apreensão no coração, dirigi-me ao local indicado e logo me encontrei diante de um jovem que me cumprimentava respeitosamente, e me falava do seu desejo de matricular o filho no nosso colégio. Respirei mais livremente quando me apresentou os motivos que o levaram a essa decisão. Em seguida, declarou à queima-roupa: “Irmã, faço parte da S. D. A”.
Sem compreender do que se tratava, perguntava-me se seria alguma polícia secreta…
Mas o rosto sorridente do policial contrastava com meus pensamentos íntimos. “Eh… O que significa S. D. A.?” perguntei-lhe, vagamente inquieta. O homem respondeu com um enorme sorriso, um pouco surpreso com minha ignorância. “Ora, é a Sociedade da Alegria, de Dom Bosco!”
Que descoberta! Apesar do nosso mundo moderno, e da crise da Igreja, aquele rapaz soubera guardar sua alma na Fé da sua infância e na virtude, graças à Società dell’allegria, fundada por São João Bosco. Continuar lendo
A MEDITAÇÃO DA PAIXÃO DE JESUS CRISTO É UMA ESCOLA DO DIVINO AMOR
ESPANHA: O CREPÚSCULO DA FÉ

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
A Espanha parece atingida por uma onda de abandono da fé. Se acreditarmos nos números publicados em junho de 2020, o número de católicos caiu acentuadamente em apenas 2 meses.
A pesquisa publicada em junho de 2020 pelo Centro de Pesquisas Sociológicas revela números mais que alarmantes: 61% dos espanhóis ainda se declaram católicos, ou seja, 5 pontos a menos que em abril de 2020.
Como é de se esperar, os jovens, privados de referências e que não receberam instruções religiosas dignas desse nome, são os mais afetados pela secularização e pelo ateísmo reinante. Entre os jovens de 25 a 34 anos, apenas 36% se identificam como católicos, enquanto mais de 57% deles afirmam total indiferença, quando não apresentam hostilidade à fé da Igreja.
Outro sinal dessa onda de apostasia geral: a Conferência dos Bispos da Espanha anunciou que, ao mesmo tempo, fechou em 2019, nada menos que 32 mosteiros e conventos. Esta é a conseqüência direta do colapso do número de religiosos: 1.408 a menos em 2018, 1.828 a menos em 2019.
Esses números significam para o episcopado espanhol o início de uma contestação e o retorno aos tesouros da Tradição? Na ausência de uma reação salutar, a queda do catolicismo parece inevitável.
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Dias atrás já publicamos uma matéria sobre os números na Alemanha (leia aqui)
O NOVO CONCEITO DE PENITÊNCIA

O sacramento da penitência não pode ser senão individual. Por definição e conforme a sua essência, ele é, como lembrei mais acima, um ato judiciário, um julgamento. Não se pode julgar sem estar a par de uma causa; é preciso ouvir a causa de cada um para julgá-la e depois perdoar ou reter os pecados. S. S. João Paulo II insistiu várias vezes neste ponto, dizendo notadamente no dia 1°. de abril de 1983 a bispos franceses que a confissão pessoal das faltas seguida da absolvição individual “é antes de tudo uma exigência de ordem dogmática”. Por conseguinte é impossível justificar as cerimônias de “reconciliação” explicando que a disciplina eclesiástica se abrandou, que se adaptou às exigências do mundo moderno. Não se trata de um caso de disciplina.
Havia precedentemente uma exceção; a absolvição geral dada em caso de naufrágio, de guerra: absolvição aliás cujo valor é discutido pelos autores. Não é permitido fazer da exceção uma regra. Se se consultam os Atos da Sé apostólica salientam-se as expressões seguintes tanto nos lábios de Paulo VI como nos de João Paulo II em diversas ocasiões: “o caráter excepcional da absolvição coletiva”, “em caso de grave necessidade”, “caráter inteiramente excepcional”, “circunstâncias excepcionais”…
As celebrações deste gênero não deixaram, contudo, de se tornar um hábito, sem, entretanto, serem freqüentes numa mesma paróquia, à falta de fiéis dispostos a pôr-se em ordem com Deus mais de duas ou três vezes no ano. Não se experimenta mais a necessidade disto, o que era de prever, visto que a noção de pecado se extinguiu nos espíritos. Quantos sacerdotes lembram a necessidade do sacramento da penitência? Um fiel me disse que, confessando-se conforme os seus deslocamentos numa ou noutra das igrejas parisienses onde ele sabe poder encontrar um “sacerdote de acolhimento”, recebe freqüentemente as felicitações ou os agradecimentos deste, todo surpreso de ter um penitente.
Estas celebrações submetidas à criatividade dos “animadores” compreendem cantos; ou então se coloca um disco. Depois se dá um lugar à liturgia da palavra antes de uma prece litânica à qual a assembléia responde: “Senhor, tende piedade do pecador que sou”, ou uma espécie de exame de consciência geral. O “Eu pecador me confesso a Deus” precede a absolvição dada uma vez por todas e a todos os assistentes, o que não deixa de pôr um problema: uma pessoa presente que não a desejasse vai receber a absolvição contra a sua vontade? Vejo numa folha roneotipada distribuída aos participantes de uma destas cerimônias, em Lourdes, que o responsável se coloca a questão: “Se desejamos receber a absolvição, venhamos mergulhar nossas mãos na água da fonte e tracemos sobre nós o sinal da cruz” e, no fim: “Sobre aqueles que se benzeram com o sinal da cruz com a água da fonte o sacerdote impõe as mãos (?). Unamo-nos à sua prece e recebamos o perdão de Deus.”
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DA PREPARAÇÃO PARA A SANTA COMUNHÃO E DA AÇÃO DE GRAÇAS
EL MARTIRIO DE LAS COSAS

Incêndio criminoso na Catedral de Nantes
Fonte: Boletim Permanencia
Foi com esses termos que Antonio Montero definiu o anarquismo vermelho durante a guerra civil espanhola. Com efeito, no ano de 1937, a Pastoral dos bispos espanhóis denunciava a destruição de nada menos que 20 mil igrejas no país!
Estamos nós no prelúdio de algo semelhante, só que, dessa vez, em escala mundial?
Já tratamos nesse boletim do ataque a igrejas ocorridos no México (ver aqui e aqui). Também tratamos da loucura chilena, onde mais de dez igrejas foram incendiadas por manifestantes no ano passado.
Nessa semana, a Catedral de Nantes foi incendiada — o fato do fogo ter se iniciado de três pontos diferentes não deixa dúvida sobre a origem criminosa do incêndio.
O episódio de Nantes, contudo, não foi um fato isolado, e sim a coroação de uma semana odiosa, em que ataques contra a Igreja — ou a apologia desses ataques — ocorreram por toda parte, mas, dessa vez, especialmente nos Estados Unidos:
No Estado da California, uma igreja do século XVIII foi inteiramente destruída após um incêndio ocorrido no último dia 11 de julho.

Em Boston, Massachusetts, uma estátua de Nossa Senhora, localizada fora da igreja da paróquia de São Pedro, foi incendiada e sofreu danos. A polícia e os bombeiros locais atenderam ao chamado e afirmam que um indivíduo desconhecido incendiou flores de plástico nas mãos da estátua, causando danos de fumaça e chama no rosto, cabeça e parte superior do corpo da imagem.

O episódio de Boston não foi um ato isolado: em Nova Iorque, na Diocese de Brooklyn, uma estátua de 100 anos foi pichada com as palavras “Idol” (ídolo, em inglês); no Tennessee, decapitaram outra estátua da Santíssima Virgem. Na Flórida, arrancaram do pedestal uma estátua de Nosso Senhor e partiram-lhe a cabeça.
Ainda na Flórida, no dia 11 de julho, um homem de 24 anos foi preso e acusado de tentativa de assassinato após incendiar a igreja católica Mary Queen of Peace, diocese de Orlando. Ele dirigiu sua van até a igreja, derramou dez galões de gasolina e acendeu. A igreja não estava vazia, mas felizmente ninguém se feriu.

Podemos mencionar ainda o histérico ataque contra a estátua do missionário São Junípero, na California (vídeo).
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É claro que a imprensa canalha não dará destaque a nada disso.
Estamos presenciando o “retorno dos bárbaros”, como denunciou domingo passado o bispo de Alcalá, Dom Juan Antonio Reig Pla, ao tratar desses episódios de degradação e destruição de estátuas de heróis e santos católicos. Com acerto, disse que esses ataques marcam “o retorno dos bárbaros” e que o nosso tempo não é apenas o do “relativismo moral”, mas do “niilismo”.
Mais que nunca é preciso redobrarmos nossas orações e não nos esquecermos dos cinco sábados pedidos por Nossa Senhora em desagravo ao seu Imaculado Coração.
ANGÚSTIAS DO PECADOR MORIBUNDO
ALEMANHA: RUMO AO COLAPSO DOS SEMINÁRIOS

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Em 1962, ano de abertura do Concílio Vaticano II, a Alemanha ordenou 557 sacerdotes. Quase 60 anos depois, em 2020, apenas 57 ascenderam ao sacerdócio. A Igreja da Alemanha, mais do que nunca presa no pântano sinodal, luta para encontrar soluções.
“Essa é uma tendência alarmante“, preocupa-se Thomas Sternberg, presidente do Comitê Central de Católicos Alemães (Zdk), que especifica que “no ano passado, houve apenas 1 ordenação para cada 11 padres que se aposentaram“.
Uma tendência essencial que não parece se reverter diante da situação dos seminários alemães: “o número de candidatos ao sacerdócio católico passou de 594 em 2011 para 211 atualmente“, explica Mons. Heinrich Timmerevers, bispo de Dresden-Meissen . Uma estatística que revela o colapso do número de seminaristas nas casas de formação.
Consequência previsível: apenas 3 seminários diocesanos – os de Mainz, Munique e Munster – poderiam permanecer abertos, estima o grupo de trabalho da Conferência dos Bispos da Alemanha (DBK), co-presidida por Mons. Timmerevers.
Em vista de uma situação tão catastrófica, fruto da secularização acelerada e da apostasia silenciosa de muitos, a única solução seria o retorno à Tradição, à Missa para sempre, à Filosofia e Teologia de Santo Tomás de Aquino, o que implicaria afastar-se das novidades envenenadas pelo Concílio Vaticano II.
Naufrágio da fé
Os prelados alemães não estão prontos para tal questionamento e preferem negar a realidade, acelerando ainda mais a revolução. Assim, Mons. Georg Bätzing, Bispo de Limbourg e presidente da Conferência Episcopal Alemã, prevê uma nova maneira de aliviar a crise vocacional. A fim de corrigir a situação, ele acredita ter encontrado uma solução na proposta do Caminho Sinodal e recomenda “pedir ao Vaticano que a questão da ordenação diaconal feminina, novamente aberta pelo Papa, continue e que Roma responda positivamente”.
Infelizmente, a cegueira da Igreja na Alemanha vem de longa data. As teses mais progressistas, especialmente em moral, florescem lá há 50 anos com a bênção dos Bispos. Tendo semeado o vento e colhido a tempestade, chegou a hora de naufragar.





















