Nesta batalha espiritual, não basta a confiança em Deus e a desconfiança de nós mesmos. Somente com estas duas armas, não nos venceremos a nós mesmos,mas cairemos muitas vezes. E assim, além destas duas virtudes, é necessário uma terceira coisa: o exercício.
É preciso exercitar a inteligência e a vontade.Quanto à inteligência, deve ela ser resguardada de duas coisas que a costumam obscurecer: a ignorância e a curiosidade.
A ignorância deixa a mente em trevas e impede que ela conheça a verdade, que é o objeto próprio da inteligência.
Com o exercício, devemos tornar a mente clara e lúcida, para que possa ver e discernir bem, quanto é mister para purificar a alma das paixões desordenadas e orná-la com as santas virtudes.
De dois modos poderemos obter este resultado, O primeiro, é o mais importante a oração. Peçamos ao Espírito Santo que se digne infundir suas luzes em nossos corações. E o Divino Espírito o fará, se, em verdade, procurarmos a Deus somente,e se, em todas as causas, pusermos o juízo dos nossos padres espirituais, acima do nosso.
O segundo modo é um contínuo, profundo e leal exame de nós mesmos, para ver se somos bons ou maus, não segundo a aparência boa ou má dos nossos atos, nem conforme o juízo dos sentidos e o critério do mundo, mas segundo o juízo do Espírito Santo. Continuar lendo
Sensus fidei
Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade.
Fonte: 
Também o homem justo, ao encerrar sua vida terrena no amor, já não poderá progredir na virtude. Para sempre continuará a amar no grau de caridade que atingiu até chegar até mim. Também será julgado na proporção do amor. Continuamente me deseja, continuamente me possui; suas aspirações não caem no vazio. Ao desejar, será saciado; ao saciar-se, sentirá ainda fome; distanciando-se, assim, do fastio da saciedade e do sofrimento da fome. Os bem-aventurados gozam da minha eterna visão. Cada um no seu grau, de acordo com a capacidade em que vieram participar de tudo o que possuo. Por terem vivido no meu amor e no amor dos homens; por terem praticado a caridade em geral e em particular, qual fruto de um único amor desfrutam – na alegria e gozo – dos bens pessoais e comuns que mereceram. Colocados entre os anjos e santos, com eles se rejubilam na proporção do bem praticado na terra. Entre si congraçados na caridade, os bem-aventurados de modo especial comunicam com aqueles que amaram no mundo. Realizam-no naquele mesmo amor que os fez crescer na graça e nas virtudes. Na terra, ajudavam-se uns aos outros; tal amor continua na eternidade. Conservam-no, partilham-no profundamente entre si; com maior intensidade até, associando-se à felicidade geral.
A educação que se faz inteiramente no seio da família, será preferível à que, tendo começado sob a inspeção materna, vai terminar num pensionado? Não ousamos responder a esta questão. O ilustre bispo de Orleans, a quem a grande experiência dá tanta autoridade sobre o que diz respeito à mocidade, não quer que a educação pública comece muito cedo, mas julga-a preferível à educação privada.
















Étienne Couvert
Qui me invenerit, inveniet vitam, et hauriet salutem a Domino— “Aquele que me achar, achará a vida, e terá do Senhor a salvação” (Prov. 8, 35).
Antes da conflagração européia de 1914, o escritor francês Henri Lavedan, era também ateu fanático. Ninguém como ele, sabia zombar de Deus e da religião. Todavia, ao romper a guerra, chamado às armas, retratou sua incredulidade, em comovente confissão ao povo francês:
Sub umbra illius quem desideraveram sedi; et fructus eius dulcis gutturi meo — “Eu me sentei debaixo da sombra daquele a quem tanto tinha desejado; e o seu fruto é doce ao meu paladar” (Cant. 2, 3).
Iesus ergo fatigatus ex itinere, sedebat sic supra fontem — “Jesus, pois, fatigado do caminho, estava assim assentado sobre o poço” (Io. 4, 6).
Peccator videbit et irascetur, dentibus suis fremet et tabescet; desiderium peccatorum peribit — “Vê-lo-á o pecador e se indignará; rangerá os dentes e se consumirá; o desejo dos pecadores perecerá” (Ps. 111, 10).
Fonte: 
Et vos estote parati; quia, qua hora non putatis, Filius hominis veniet — “Vós outros, pois, estai preparados; porque na hora em que menos cuideis, virá o Filho do homem” (Luc. 12, 40).
















Na revolução francesa de 1793, a igreja de São Pedro de Besançon foi entregue a um padre cismático. Os padres católicos, porém, fiéis às leis da Igreja, eram presos e assassinados pelos revolucionários.





























































































































Regenerada pelas águas do batismo, a criança cresce pouco a pouco, e bem depressa começa, pelo seu sorriso, a dar o primeiro indício de inteligência. Então nascem novos deveres para a mãe; é mister que desde então se aplique com zelo à grande obra da educação. Educar a criança é cultivar o seu espírito, e o seu coração: o espírito enriquecendo-o com os conhecimentos necessários ou úteis: o coração, sufocando nele o gérmen das paixões e dos vícios, que crescem conosco, e implantando nele o amor do bem e da virtude.