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COROINHA DE NOSSA SENHORA

Oração diária obrigatória a todos os consagrados à Nossa Senhora pelo método de São Luiz de Montfort, indicada pelo Santo nos números 234 e 235 do seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” e válida também a todos que quiserem louvar nossa Mãe Santíssima de forma mais digna e recorrer a ela em suas necessidades.
- Segunda prática. Recitarão todos os dias de sua vida, sem, entretanto, nenhum constrangimento, a coroinha da Santíssima Virgem, composta de três Pai-Nossos e doze Ave-Marias, em honra dos doze privilégios e grandezas da Santíssima Virgem. Esta prática é muito antiga e tem seu fundamento na Sagrada Escritura. São João viu uma mulher coroada de doze estrelas, vestida do sol e tendo a lua debaixo de seus pés (Ap 12, 1) e esta mulher, na opinião dos intérpretes (*), é a Santíssima Virgem.
(*) Entre outros, S. Agostinho (Tratct. De Symbolo ad Catechumenos, 1. IV, cap. I); S. Bernardo (Sermo super “Signum Magnum”, n. 3).
- Há muitos modos de rezar bem esta coroinha e seria demasiado longo mencioná-los. O Espírito Santo o inspirará àqueles e àquelas que mais fiéis se mostrarem a esta devoção. Para rezá-la bem simplesmente é preciso dizer em primeiro lugar: “Dignare me laudare te, Virgo sacrata; da mihi virtutem contra hostes tuos”(**); em seguida, reza-se o credo, depois um Pai-Nosso, quatro Ave-Marias e um Glória ao Pai; ainda um Pai-Nosso, quatro Ave-Marias, e um Glória ao Pai; e assim por diante. Ao terminar, diz-se: “Sub tuum praesidium”.
(**) “Fazei-me digno de vos louvar, ó Virgem sagrada, e dai-me força contra os vossos inimigos”. Continuar lendo
AS VIRTUDES DO BOM LADRÃO E A SEGUNDA PALAVRA DE JESUS NA CRUZ
A MAÇONARIA ASSUME A EDUCAÇÃO DOS JOVENS – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
Disse Leão XIII: “A seita dos maçons também tem como objetivo, com uma suma conspiração de vontades, arrebatar para si a educação dos jovens”.
Depois do divórcio, a seita agora apropria a educação dos jovens. É tão evidente que salta aos olhos. O progresso do laicismo no ensino nos países de todo o mundo são evidentes.
Organismos como a UNESCO, supostamente criados para difundir o ensino pelo mundo e lutar contra o analfabetismo, na verdade são administrados pela Maçonaria para difundir a educação laica e ateísta em todo o mundo com o pretexto falacioso de permitir que todos os homens tenham acesso à cultura.
Vimos isso muito bem em nossas missões. Nossos maiores problemas eram com as organizações da UNESCO, porque tinham muito dinheiro e colocavam escolas laicas em todos os lugares onde tínhamos escolas católicas, sendo que havia muitos lugares para colocá-las e que não havia escolas católicas. Mas não, as colocavam propositadamente perto das nossas para destruir a influência da Igreja Católica. Com o dinheiro que tinham era fácil e pagavam aos professores muito mais do que poderíamos pagar Continuar lendo
JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, MODELO DE VIRTUDE
INÍCIO DO ANO LETIVO NO SEMINÁRIO DE FLAVIGNY, NA FRANÇA: 22 JOVENS NO PRIMEIRO ANO
No sábado, 3 de outubro, o Seminário Santo Cura d’Ars de Flavigny,, acolheu os novos aspirantes ao sacerdócio, que farão sua formação em língua francesa. No final de um curso de seis anos de vida de oração e estudo, eles serão um dia ordenados sacerdotes para a eternidade – se Deus quiser. Um postulante também entrou no noviciado dos Irmãos.
Várias nacionalidades estão representadas entre os 22 jovens que entram em 2020
Para o seminário, em vista ao sacerdócio:
- 15 franceses
- 2 suíços
- 1 belga
- 1 inglês
- 1 brasileiro
- 1 espanhol
Para o noviciado dos Irmãos:
- 1 italiano
ENTRADA DA ALMA NO CÉU
TOMADA DE BATINA NO SEMINÁRIO SANTO TOMÁS DE AQUINO, EM DYLLWIN, VIRGINIA (EUA)
No dia 7 de outubro, Festa de Nossa Senhora do Rosário, 19 homens receberam suas batinas no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dyllwin, Virginia (EUA).
A VIDA PRESENTE É UMA VIAGEM PARA A ETERNIDADE
DO AMOR À SOLIDÃO
MISSA DA FESTA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
12 DE OUTUBRO: DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA – VIVA MÃE DE DEUS E NOSSA…!!!
FRATELLI TUTTI, A ENCÍCLICA MAÇÔNICA
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, do Priorado de São Pio X em Lisboa, por ocasião do 19º Domingo depois de Pentecostes 2020
MISSA DO XIX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
XIX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES: A PARÁBOLA DO BANQUETE NUPCIAL E A IGREJA CATÓLICA
EDITORIAL DA REVISTA PERMANENCIA NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SANTA TERESINHA (1973)
Julgamos oportuno dedicar um número inteiro de PERMANÊNCIA à memória de Thérèse Martin (2 de janeiro de 1873) que entrou no Carmelo de Lisieux com quinze anos de idade, e pronunciou os santos votos em 8 de setembro de 1890. No mesmo mês recebeu o hábito com o nome de Soeur Thérèse de l’Enfant-Jesus et de la Saint Face. Viveu somente sete anos a vida obscura e silenciosa de uma pequenina religiosa ignorada do mundo, rejeitada pelo mundo, mortificada, morta antes de morrer porque nunca escolheu nada entre os nadas do mundo, tendo escolhido TUDO da Santa Vontade de DEUS. Deixou por obediência um caderno de apontamentos onde registrou os pequeninos passos, ínfimos, quase imperceptíveis, de uma vida exterior insignificante. Esse caderno, depois de sua morte, foi publicado pelas freiras de Lisieux com o título “História de uma Alma”. E aqui começa uma outra história, a desse livro, que pode sem nenhum exagero ser considerada um dos espantosos milagres do século que terminava engalanado, estrepitoso, iluminado para festejar as grandezas de uma civilização desviada de Deus. Misteriosamente, incompreensivelmente, milagrosamente o insignificante livro de uma história insignificante, que facilmente poderia ser afastada como convencional ou como presunçosa, começa a difundir-se, aos milhares, aos milhões, e chega em pouco tempo até os confins do Extremo Oriente. Mas o milagre ainda maior foi o de ter sido compreendido, diríamos quase adivinhado, por carvoeiros, cozinheiros, por padres, por Papas e até por intelectuais. Muitos desses leitores descobriram o segredo profundo de Teresinha, o segredo da santidade, a grandeza da pequenês, a glória da humildade, e todos os demais paradoxos da Cruz, sinal de contradição, de tropeço e de escândalo. O sucesso explosivo, humanamente inexplicável da pequenina carmelita de Lisieux foi uma resposta de Deus ao estardalhaço dos homens.
Nas matinas de Natal a Igreja rezava (ainda reza?) o Salmo II com que a Esposa de Cristo muito visivelmente respondia às insolências do mundo: “Quare fremuerunt gentes: et populi medittati sunt insânia?” E adiante: “Aqueles que habita nos céus se rirá deles”, se rirá dos poderosos que se coligaram contra o Senhor. Continuar lendo
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DA VIDA SOLITÁRIA E RECOLHIDA
“…OS IDIOTAS AMANHECERAM NOVOS E CONFIANTES…”
Em homenagem ao Homo postconciliarius (que Corção cita no texto)…..
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[…] O que pude garantir ao meu amigo não-católico é que antigamente a atitude média dos idiotas era tímida, modesta e respeitosa. E isto que se observava nas ruas, nas aulas particulares, nos salões de bilhar e nos clubes de xadrez, observava-se também na Igreja. De repente, em certo ângulo da história, mercê de algum gás novo na atmosfera, ou de algum fator ainda não deslindado, os idiotas amanheceram novos e confiantes. Já ouvi e li muitas vezes o termo “mutação” surrupiado das prateleiras da genética e aplicado à história, à Igreja, ao dogma e aos costumes. Dois ou três bispos franceses não sabem falar dez minutos sem usar o termo “um mundo em mutação”.
Se mutação houve, estou inclinado a crer que foi naquele ponto a que atrás aludimos: os idiotas que antigamente se calavam estão hoje com a palavra, possuem hoje todos os meios de comunicação. O mundo é deles. Será genético o fenômeno e por conseguinte transmissível?
— “Receio muito”, gemeu a voz de meu amigo, “você não leu os jornais da semana passada?”
— O quê? — perguntei com a aflição já engatilhada.
— A descoberta do capim!
Não tinha lido tão importante notícia, e o meu amigo explicou-me: um sábio, creio que dinamarquês, chegou à conclusão de que o capim é um dos melhores alimentos do homem. Meu amigo não me explicou que se tratava do Homo Sapiens, do Everlasting Man – de Chesterton, ou do Homo postconciliarius. Seja como for, dentro de quatro ou cinco anos teremos a humanidade de quatro e espalhada nos pastos.
Trecho do incrível texto de Corção: ANTIGAMENTE CALAVAM-SE (Leia por inteiro clicando nesse link)
PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS CRISTO NA CRUZ
ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI: UM MAGISTÉRIO AUTO-REFERENCIADO
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Em 3 de outubro último, o Papa Francisco publicou uma nova encíclica: “Fratelli Tutti” sobre a Fraternidade Universal. Enquanto se aguarda um estudo mais aprofundado do mesmo, um dos elementos da primeira análise que pode surpreender o leitor diz respeito às referências do documento.
Este texto de 200 páginas (na tradução oficial da Conferência dos Bispos da França) conta com 285 referências nas notas de rodapé [1] . No entanto, entre estas, a grande maioria refere-se aos discursos e escritos do próprio Papa Francisco. Existem, portanto, 172 dessas autocitações (60% das referências citadas na nota). Em sua maioria, são citações dos seus discursos com nomes evocativos como “Discurso no encontro pela liberdade religiosa com a comunidade hispânica e outros imigrantes” ou “Encontro inter-religioso com jovens, em Maputo – Moçambique”. O texto mais citado (22 vezes) é a encíclica Laudato si’ sobre ecologia. Ainda mais surpreendente, o Papa se cita 3 vezes [2] pelo filme de Wim Wenders: Papa Francisco, um homem de palavra , produzido em 2018 pelo Vaticano para a glória do Papa reinante. Já o conhecíamos de um magistério midiático por meio da imprensa e de um magistério aeroportuário por meio de suas entrevistas em aviões…agora temos um magistério Hoolywoodiano.
Gráfico das referências da “Fratelli Tutti “
O Papa não carece de inspiração externa, como ele mesmo expressa no início da encíclica [3]:
Além disso, se para a escrita da Laudato si´ encontrei uma fonte de inspiração em meu irmão Bartolomeu, Patriarca Ortodoxo que muito vigorosamente promoveu a salvaguarda da criação, neste caso eu particularmente senti-me encorajado pelo Grande Iman Ahmad Al-Tayyeb que conheci em Abu Dhabi para lembrar que Deus “criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade e os chamou a coexistir como irmãos entre si “
O Papa, então, cita 9 vezes esta escandalosa declaração de Abu Dhabi [4]. As citações do próprio Concílio Vaticano II são relativamente poucas. Estaria o Concílio desatualizado? Por outro lado, podemos notar 16 citações de Bento XVI em sua Encíclica Caritas in Veritate.
Quanto às citações do Magistério anterior ao Vaticano II, são quase inexistentes (3 citações de Pio XI, duas delas da Quadragesimo Anno). Os papas, portanto, trataram essas questões sociais. Mas, sem dúvida, teria sido difícil citar um São Pio X que disse quase o contrário do Papa Francisco quando afirmou em seu Motu Proprio Fin dalla prima:
“A sociedade humana, tal como Deus a estabeleceu, é composta de elementos desiguais, assim como são desiguais os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível e seria a destruição da própria sociedade.”
São Pio X, que não era egocêntrico, indicou como referência para esta afirmação o seu predecessor, o Papa Leão XIII na encíclica Quod apostolici muneris que afirmava:
“…Existe uma desigualdade de direito e poder que emana do próprio Autor da natureza”
NOTAS:
- Das 288 notas de rodapé, apenas 3 são de esclarecimentos do texto
- Notas 49, 198 e 278
- Fratelli Tutti, n ° 5
- Ele afirmou, particularmente, que “O pluralismo e as diversidades de religião, cor, sexo, raça e línguas são uma sábia vontade divina“
DA COMUNHÃO ESPIRITUAL
A BATALHA DE LEPANTO E O ROSÁRIO
SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO
Quase rosa, plantata super rivos aquarum, fructificate — «Frutificar como rosal plantado sobre as correntes das águas» (Ecclus. 39, 17)
Sumário. O santíssimo Rosário merece ser rezado com respeito e atenção, pois é uma devoção sublime e excelente sob todos os pontos de vista. Foi aprovada pela Igreja, enriquecida de indulgências pelos Sumos Pontífices, e glorificada por Deus com milagres estupendos. Por outro lado, este Saltério celeste, em razão das orações que o compõem, encerra tudo o que há de mais belo na Igreja Católica. Em que estima tens tão precioso tesouro? Como é que costumas rezar o Rosário?
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Considera a excelência da devoção do santíssimo Rosário. Já se sabe que foi revelada a São Domingos pela divina Mãe, na ocasião em que, estando aflito o Santo e lamentando-se, com Nossa Senhora, dos grandes danos que naquele tempo faziam à Igreja os hereges albigenses, a Virgem lhe disse: “este terreno será sempre estéril, enquanto sobre ele não cair a chuva”. Entendeu então São Domingos que esta chuva era a devoção do Rosário que ele devia publicar. Com efeito, o Santo foi logo pregando por toda a parte, e esta devoção veio a ser abraçada por todos os católicos; de tal maneira, que presentemente não há devoção mais praticada por todas as classes dos fiéis do que a do santíssimo Rosário.
Que não têm dito os hereges para desacreditar este uso? Mas, para nos persuadirmos da sua impiedade, basta sabermos que esta devoção foi aprovada pela Igreja, que a honrou com a instituição de uma solenidade especial; os Sumos Pontífices enriqueceram-na de indulgências, e Deus a glorificou por milagres estupendos. Por outra parte, é conhecido o grande bem que ao mundo tem resultado desta nobre devoção. Quantos por meio dela têm sido livres dos pecados? Quantos conduzidos a uma vida santa? Quantos têm obtido uma boa morte e hoje estão salvos? O próprio demônio, obrigado a isso por São Domingos, declarou pela boca de um possesso, que não se condenou nenhum daqueles que até à morte perseveraram em rezar devotamente o Rosário.
Nem isso nos pode admirar; porquanto, sendo este Saltério celeste composto da contemplação dos mistérios, da Oração dominical e da Saudação Angélica, encerra em si tudo o que há de mais sublime na Igreja Católica. Examina-te aqui sobre se tens o santíssimo Rosário na devida estima, já que é uma devoção tão exímia sob todos os pontos de vista. Continuar lendo
A MORTE DO JUSTO É A ENTRADA NA VIDA
O QUE DEVEMOS PENSAR DA DIVINA MISERICÓRDIA?

Resposta do Pe. Peter R. Scott sobre a Devoção a Divina Misericórdia, de Irmã Faustina Kowalska, e os decretos de Roma condenando tal devoção:
Condenada pelo Santo Ofício
Há dois decretos de Roma sobre essa questão, ambos do tempo do Papa João XXIII. A Suprema Congregação do Santo Ofício, em reunião plenária em 19 de novembro de 1958, tomou as seguintes decisões:
- A natureza sobrenatural das revelações feitas à Irmã Faustina não é evidente.
- Nenhuma festa da Divina Misericórdia deve ser instituída.
- É proibido divulgar imagens e escritos que propagam essa devoção da forma recebida pela Irmã Faustina.
O segundo decreto do Santo Ofício é de 6 de março de 1959, onde foi estabelecido o seguinte:
- A difusão de imagens e textos que promovem a devoção à Divina Misericórdia sob a forma proposta pela mesma Irmã Faustina foi proibida.
- A prudência dos bispos deve julgar quanto à remoção das imagens referidas que já são expostas para veneração pública.
O que havia nesta devoção que impediu o Santo Ofício de reconhecer sua origem divina? Os decretos não o dizem, mas parece que a razão está no fato de que há muita ênfase na misericórdia de Deus como que para excluir a Sua justiça. Nossos pecados e a gravidade da ofensa que eles infligem em Deus são deixados de lado como sendo de pouca importância. É por isso que o aspecto da reparação do pecado é omitido ou obscurecido. Continuar lendo
DA VIDA RETIRADA
VERDADEIRA CONTRIÇÃO
Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, do Priorado de São Pio X, Lisboa, Portugal por ocasião do 18º Domingo depois de Pentecostes
DO NEGÓCIO DA ETERNA SALVAÇÃO
04 DE OUTUBRO – FESTA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Ego stigmata Domini Iesu in corpore meio porto — “Eu trago em meu corpo os estigmas do Senhor Jesus” (Gal. 6, 17).
Sumário. Posto que São Francisco fosse adornado de todas as virtudes cristãs, a sua virtude característica contudo foi o seu ardente e entranhado amor para com Jesus Cristo. Pelo que mereceu que Jesus Cristo lhe imprimisse os santos estigmas, e que tanto ele como a sua ordem fossem distinguidos pelo mundo todo com o título de Seráfico. Se quisermos que em nós também se acenda esta bela chama do amor, procuremos, à imitação do Santo, viver desapegados dos bens terrestres e sobretudo estudar todos os dias no grande livro que é o Crucifixo.
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Contempla as sublimes virtudes que ornaram a vida deste grande Patriarca. A Providência que o destinou a ser uma cópia viva do divino Redentor, dispôs que, semelhante nisto a Jesus, fosse amantíssimo da pobreza. Dali nasceu no Santo a sua extrema devoção ao mistério da Incarnação; e é opinião comum que foi ele quem primeiro introduziu o uso de se armarem Presépios na festa do Natal.
Quando jovem e destinado ao comércio, fazia tão largas esmolas, que o pai econômico o obrigou a renunciar à sua herança; e o Santo ficou extremamente contente com isso, porque, como dizia, poderia desde então com mais confiança chamar Deus seu Pai. Dali por diante viveu sempre pobre, não quis mais outra companhia senão a de pobres e experimentou todos os incômodos que a pobreza traz consigo. Não foi menor a sua penitência, que o fez inventar mil modos de afligir o seu corpo e fazer-se imagem viva de Jesus crucificado. A sua humildade foi tal que pode fazer suas as palavras do Apóstolo: “Eu sou feito como um néscio por amor de Jesus Cristo… como a imundície do mundo e a escória de todos (2).
A virtude característica, porém, de São Francisco, que foi a motriz de todas as outras, é o seu entranhado amor para com Deus; amor este que o Santo aprendeu pelo estudo contínuo que fazia no grande livro do Crucifixo. Continuar lendo





































