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SERMÃO COMPLETO DE D. LEFEBVRE EM LILLE (1976)
O NADA DOS BENS DO MUNDO
SOMOS OBRIGADOS, SEMPRE, EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, A CONTAR A VERDADE E NADA MENOS QUE A VERDADE COMPLETA?

Moralistas costumam começar a resposta a essa pergunta primeiramente fazendo a distinção entre preceitos positivos e negativos.
Preceitos negativos obrigam sempre, em todas as circunstâncias, pois eles proíbem a prática de atos intrinsecamente maus. Por exemplo, o 5º Mandamento indica que, simplesmente, não há um caso possível em que nos seria permitido matar um inocente.
Por outro lado, preceitos positivos sempre obrigam, mas não em todas as circunstâncias de nossas vidas. Eles requerem a prática de atos bons; eles sempre são vinculantes, mas nem sempre efetivos, em razão de uma falta de capacidade, ou de uma ocasião adequada, ou de circunstâncias apropriadas… A sua aplicação é flexível, porque algumas obrigações positivas normalmente entram em conflito com outras obrigações positivas. Portanto, o preceito de amor ao próximo como a nós mesmos indica que – por exemplo – nós devemos dar esmolas a aqueles necessitados, mas não demanda que nós demos todo nosso dinheiro, porque temos o dever de sustentar nossa própria família…
Contar a verdade é um preceito positivo e, como tal, não obriga sempre. Certamente, nunca é permitido mentir. Mas isso não significa que nós temos que contar a verdade completa sempre, em toda ocasião, em toda circunstância… Podemos escolher permanecer em silêncio, porque contar a verdade pode entrar em conflito com outra obrigação positiva – por exemplo, guardar um segredo, proteger uma reputação, preservar o bem comum…
Portanto, às vezes é lícito esconder a verdade. São Tomás (IIa-Iiae, q. 110, a. 3, ad 4) ensina que, embora nunca seja lícito contar uma mentira, “às vezes é lícito esconder, prudentemente, a verdade” — ou seja, às vezes, a verdade pode ser ocultada para um fim honesto, para proteger bens importantes ao bem da alma ou do corpo.
Mas esconder a verdade é proibido se outro preceito (fé, caridade, justiça, etc) exige que seja contada. Nesses casos, se a verdade for ocultada, dois pecados podem ser cometidos, um contra a veracidade e o outro contra a outra virtude afetada. Portanto, é proibido esconder a verdade quando somos obrigados pelo preceito a confessar a Fé, ou, quando ex officio (em razão de nosso ofício ou função) há uma obrigação de ensinar a verdade ao outro (especialmente se formos pagos para isso), ou quando um juiz, que tem o direito legítimo de saber a verdade, interroga-nos; ou quando um superior religioso interroga seus subordinados sobre as coisas relativas ao governo deles; ou quando um confessor indaga seu penitente sobre coisas necessárias para julgar retamente o estado da alma…
Inversamente, fora desses casos e com razão suficientemente proporcional, é permitido omitir a verdade à pessoa que pergunta.
DA TIBIEZA
MISSA DO TERCEIRO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
O PENSAMENTO DA ETERNIDADE
CARTA 8 DO PRIOR DO PRIORADO DE SÃO PAULO AOS FIÉIS: FORÇA E PERSEVERANÇA
O SANTO SUDÁRIO – UM RETRATO DA PAIXÃO DE CRISTO
Acabamos de assistir ao impressionante filme “A Paixão de Cristo” que tem suscitado tanta polêmica. O trabalho que vou apresentar tem por finalidade mostrar como o Santo Sudário de Turim corresponde perfeitamente a tudo que Nosso Senhor sofreu, em sua flagelação, em sua Via Sacra, na sua horrível morte na Cruz. Permanece para nós a imagem rápida, sutil, mas quão bela e verdadeira, do “esvaziamento” do sudário, como o filme nos apresentou. Que seja esta imagem o ponto de partida do nosso estudo.
1 – O objeto Sudário
1.1. – A mortalha
O Sudário é uma mortalha de linho, um tecido de boa qualidade, trançado em “espinha de peixe” no Oriente Próximo; “uma sarja facilmente encontrada nas lojas de Jerusalém no princípio do séc. I”. Mede 4,30 m x 1,10 m e tem estampada a figura bem esmaecida de um corpo de homem, tanto de frente quanto de costas, em posição de sepultamento. Vêem-se ainda marcas de queimaduras, de dobras e alguns remendos. Muito importante também são as marcas de cor sépia que, à primeira vista, nos leva imediatamente a pensar em sangue emanado das feridas que se pode apenas perceber no corpo, visto a olho nu. Voltaremos a este assunto mais à frente, pois ele tem uma importância capital.
O quadro de Giovanni Battista della Rovere nos mostra com muita propriedade como os judeus costumavam preparar o morto para o enterro, envolvendo-o numa mortalha comprida que passava por baixo, pelas costas, dobrava pela cabeça e voltava novamente cobrindo a parte da frente do corpo. Esta a razão dos 4,30 m de comprimento. (Continue a leitura)
1.2 – Um pouco de história
Através de gravuras, quadros e manuscritos antigos que nos contam histórias de nobres, cavaleiros e até saqueadores, pode-se traçar com certa precisão um roteiro por onde teria andado o sudário desde a morte de Cristo até o ano de 1356, em Lirey. Continuar lendo
DO AMOR QUE SÃO JOSÉ TEVE A JESUS E MARIA
DA MORTE
VATICANO II: INTRODUÇÃO A UMA NOVA RELIGIÃO
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Simpósio Teológico Internacional
Instituto Universitário São Pio X – Paris
4 a 6 de Outubro de 2002
MISSA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
FESTA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO
Em 1º de maio, a Igreja celebra a festa de São José Operário, padroeiro dos trabalhadores, coincidindo com o Dia Mundial do Trabalho. Esta celebração litúrgica foi instituída em 1955 pelo Papa Pio XII, diante de um grupo de trabalhadores reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Naquela ocasião, o Santo Padre pediu que “o humilde operário de Nazaré, além de encarnar diante de Deus e da Igreja a dignidade do trabalho manual, seja também o providente guardião de vocês e suas famílias”.
Pio XII desejou que o Santo Custódio da Sagrada Família, “seja para todos os trabalhadores do mundo, especial protetor diante de Deus e escudo para proteger e defender nas penalidades e nos riscos de trabalho”.
Nessa Festa de São José, seguem alguns textos para leitura:
- O FIEL DEPOSITÁRIO
- DA DIGNIDADE DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- DA GLÓRIA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA IGREJA
- FESTA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
- A PREDESTINAÇÃO DE SÃO JOSÉ E SUA EMINENTE SANTIDADE
- MOTIVOS QUE TEMOS DE HONRAR A SÃO JOSÉ
- CONVIVÊNCIA DE SÃO JOSÉ COM JESUS E MARIA
- DO AMOR QUE SÃO JOSÉ TEVE A JESUS E MARIA
- A ESPADA DE DOR NAS MÃOS DE SÃO JOSÉ
- NOSSA SENHORA, TESOURO DE SÃO JOSÉ
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UM BELO EXEMPLO SOBRE A ORAÇÃO, TÃO NECESSÁRIA ÀS VOCAÇÕES RELIGIOSAS
323 VOCAÇÕES RELIGIOSAS – A ORAÇÃO FAZ MILAGRES
Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
“Grande é, na verdade, a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe.” (Lc. 10, 2).
Em 1881, as mulheres de Lu (Monferrato), uma pequena cidade ao norte da Itália, levaram muito a sério essa exortação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Toda semana elas se reuniam em sua igreja rezando junto com seu pároco em frente ao Sacrário para pedir vocações religiosas. Além disso, rezaram com essa intenção todo primeiro domingo do mês após receber a Santa Comunhão, e no final da Missa, rezavam juntas a seguinte oração:
“Oh Senhor, dei-me a graça de que um dos meus filhos se torne sacerdote. Eu mesma quero viver como uma boa cristã e instruir meus filhos para todo o bem, para que eu consiga a graça de poder oferece- Lhe, ó Senhor, um santo sacerdote.”
Deus escutou aquelas súplicas como ninguém havia esperado: dentro de algumas dezenas de anos, havia na pequena cidade de Lu, que contava com apenas 3.000 habitantes, 323 vocações religiosas, entre eles: 2 bispos, 152 padres e 171 religiosas. O mais conhecido dos sacerdotes é Filipo Rinaldi, que fora o terceiro sucessor de São João Bosco na direção da Ordem dos Salesianos.
A Santa Igreja precisa de muitos santos sacerdotes. Como isso pode ser acontecer? Nosso Senhor nos dá a solução: “Grande é a messe“, diz Ele, “mas os operários são muito poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe“. Há, portanto, uma solução para a falta de sacerdotes; um remédio eficaz. Não importa a idade que tenhamos, sempre podemos contribuir efetivamente para a obtenção de santos sacerdotes: é necessário rezar, rezar ao Deus bom todos os dias, para que ele possa enviar operários à sua messe. Se não temos padres é, sobretudo, porque não rezamos o suficiente para obtê-los.
ORAÇÃO PARA PEDIR VOCAÇÕES RELIGIOSAS
O Pai Nosso Sacerdotal:
Pai nosso que estais no céu …
Para que Vosso nome seja santificado, para que sejais conhecido e amado por todos os homens … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que o Vosso Reino venha e para que a Igreja se expanda por toda a face da Terra … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que todos conheçamos Vossa Vontade e possamos cumpri-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que todos os homens tenham sempre à sua disposição o Pão Diário: a Santa Eucaristia e que saibam aproveitá-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que possamos obter o perdão de Deus no Tribunal da Penitência e para que, em todos os lugares, reine a santa caridade e a paz… DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que possamos resistir às tentações, aos ataques e às seduções do demônio … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Para que sejamos livres de todo mal e cheios de todo bem … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.
Padre Lionel Héry
Oh, Jesus, eterno Pastor das almas,
dignai-Vos enxergar com olhos de misericórdia
para esta porção do seu amado rebanho.
Senhor, gememos na orfandade,
dai-nos vocações, dai-nos sacerdotes e religiosos santos.
Pedimos isso através da intercessão de Vossa Mãe Imaculada, Santa Maria de Guadalupe.
Ó Jesus, dai-nos sacerdotes segundo vosso coração. Amém
Senhor, dai-nos sacerdotes
Senhor, dai-nos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas
Senhor, dai-nos famílias católicas
São Pio X, rogai por nós
DA ORAÇÃO DEPENDE A NOSSA SALVAÇÃO
COMO DEUS É DELICIOSO EM TUDO E SOBRETUDO A QUEM O AMA
A alma: Vós sois meu Deus e meu tudo! Que mais quero eu e que dita maior posso desejar? Ó palavra suave e deliciosa! Mas só para quem ama a Deus, e não o mundo nem as suas coisas. Meu Deus e meu tudo! Para quem a entende basta esta palavra, e quem ama acha delicia em repeti-la a miúdo. Porque, quando estais presente tudo é aprazível, mas, se vos ausentais, tudo enfastia. Vós dais ao coração sossego, grande paz e jubilosa alegria. Vós fazeis que julguemos bem de todos e em tudo vos bendigamos; nem pode, sem vós, coisa alguma agradar-nos por muito tempo, mas, para ser agradável e saborosa, é necessário que lhe assista a vossa graça e a tempere o condimento da vossa sabedoria.
A quem saboreia vossa doçura, que coisa não lhe saberá bem? Mas a quem em vós não se deleita, que coisa lhe poderá ser gostosa? Diante da vossa sabedoria desaparecem os sábios do mundo e os amadores da carne, porque nos primeiros se acha muita vaidade, nos últimos, a morte; os que, porém, vos seguem pelo desprezo do mundo e pela mortificação da carne, esses são verdadeiramente sábios, porque trocam a vaidade pela verdade, e a carne pelo espírito. Esses acham gosto nas coisas de Deus, e tudo quanto se acha de bom nas criaturas, referem-no à glória do seu Criador. Diferente, porém, e mui diferente, é o gosto que se encontra em Deus e na criatura, na eternidade e no tempo, na luz incriada e na luz criada.
Ó luz eterna, superior a toda luz criada, lançai do alto um raio que penetre todo o íntimo do meu coração. Purificai, alegrai, iluminai e vivificai a minha alma com todas as suas potências, para que a vós se una em transportes de alegria. Oh! Quando virá aquela ditosa e almejada hora, em que haveis de saciar-me com a vossa presença, e ser-me tudo em todas as coisas? Enquanto isso não me for concedido, minha alegria não será perfeita. Mas ai! Que ainda vive em mim o homem velho, não de todo crucificado nem inteiramente morto. Ainda se revolta fortemente contra o espírito e move guerras interiores; nem consente em que reine tranqüilidade na alma.
Mas vós, que dominais a impetuosidade do mar e aplacais o furor das ondas, levantai-vos e socorrei-me! Dissipai os poderes que procuram guerras, esmagai-os com o vosso braço (Sl 88,10; 43,26; 67,31). Manifestai, Senhor, as vossas maravilhas, e seja glorificada a vossa destra (Eclo 36,7; Jdt 9,11), pois não tenho outro refúgio senão em vós, meu Senhor e meu Deus!
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
A MALEDICÊNCIA: PECADO DA LÍNGUA OU ALQUIMIA DO DIABO?
E A CORDA ARREBENTOU
Depois de umas pregações, o Padre Millériot deu a uma prisioneira, que com ele se confessara, um escapulário, fazendo-o prometer que nunca o deixaria.
Alguns dias após, tornara a encontra-la no pátio da prisão.
– Então, perguntou-lhe, como vamos?
– Ah! Meu Padre, mal o deixei de ver, tudo aqui tem ido às avessas. Eu me enforquei!
– Enforcou-se? Como isso?
– Sim, meu Padre, enforquei-me. As minhas companheiras acusam-me de uma infâmia. Aborreci-me tanto que pensei em suicidar-me. Corri para o poço do pátio para me atirar nele. Seguraram-me. Daí a pouco subi secretamente ao sótão e me enforquei com uma corda. Já parecia que me ia sufocar, quando a corda arrebentou. Foi então que me lembrei do escapulário, e me arrependi. Maria Santíssima me salvou da morte eterna. Atende-me em confissão, sim?
Na alma limpa voltou a paz de Deus.
Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri
CONVIVÊNCIA DE SÃO JOSÉ COM JESUS E MARIA
SORTEIO DO ORATÓRIO
Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Infelizmente, já tivemos que prorrogar o sorteio do Oratório uma vez, do dia 29/03 para 26/04, datas essas que teríamos Missas aqui na cidade.
Porém, devido a todo esse momento que estamos passando, tivemos que cancelar mais uma vez, visto que não tivemos a visita do padre nesse período.
Por isso, informo que o sorteio será realizado apenas no momento que tivermos restabelecida a Missão da FSSPX aqui em Ribeirão, para que possamos fazer tudo da melhor forma.
Rezemos ao nosso Bom Deus que tenha misericórdia de seu povo, para que possamos ter de volta a frequência aos sacramentos pelo bem de nossas almas e, assim, fazer o sorteio do Oratório.
A venda dos números continuará nesse período. Se houver alguém interessado, clique aqui para mais informações.
Pedimos paciência e oração a todos.
Que Nossa Senhora e São José intercedam por nós.
COMETO O PECADO DE FOFOCA SE FALO À MINHA ESPOSA DE PESSOAS QUE FIZERAM ALGO ERRADO A MIM?

A doutrina moral católica nos ensina que uma das coisas mais importantes que uma pessoa tem é sua reputação, pois ela é a base a partir da qual nós nos relacionamos entre nós em nossas interações sociais.
Santo Tomás enumera (IIa-IIae, qq. 72-76) todas as maneiras pelas quais podemos danificar o próximo com nossas palavras, ou seja, como nós podemos, injustamente, macular a reputação ou a honra de uma pessoa, que não está presente normalmente, seja contando mentiras sobre ela ou compartilhando verdades sobre ela de forma inapropriada. O murmúrio consiste em falar pelas costas de uma pessoa, danificando sua imagem. A calúnia consiste em contar mentiras que atingem a reputação de uma pessoa. Detração refere-se a revelar certas verdades sobre alguém que, apesar de verdadeiras, não devem ser compartilhadas e que, na verdade, diminuem ou atingem a imagem daquela pessoa ante os outros. Derrisão refere-se a fazer graça de uma pessoa de tal maneira que diminua sua honra e compostura aos olhos dos outros. Maldição é o desejo falado de que uma pessoa sofra um mal.
Todos esses pecados da fala são reunidos, na nossa linguagem comum, sob o nome de “fofoca”.
A gravidade desses pecados é variável, de acordo com o grau de dano causado pelas nossas palavras, com as circunstâncias em que essas palavras são ditas (onde, quando, na presença de quem, que tipo de linguagem etc) e, mais importante, de acordo com a intenção da pessoa que fala.
Certamente, sempre é proibido contar mentiras, e muito mais se essas mentiras causam dano à reputação de uma pessoa. Também é proibido revelar verdades desnecessariamente sobre alguém, verdades que essa pessoa preferiria que não soubessem. Obviamente, pode haver ocasiões quando é necessário compartilhar certas verdades sobre os outros, como para evitar um dano a um terceiro – mas essa revelação deve ser feita com discrição, ou seja, apenas para aqueles que precisam saber, e deve-se contar apenas o que é certamente verdadeiro e, apenas, a verdade que precisa ser revelada, não tudo o mais sobre aquela pessoa.
Não obstante, há momentos em que precisamos falar sobre defeitos ou idiossincrasias de pessoas que não estão presente – por exemplo, quando buscamos conselhos para lidar com alguma pessoa ou com as consequências do que algo que essa pessoa fez conosco, ou quando precisamos de encorajamento em uma situação difícil na qual alguém nos colocou, ou quando nós simplesmente precisamos colocar algo “para fora do nosso peito” antes que esse sentimento nos leve a ressentimentos ou outros atos não caridosos.
Nesses casos, e mantendo o máximo de discrição possível, nós podemos falar a alguém que julgamos confiável e capaz de fornecer ajuda através de um conselho razoável ou apoio solidário.
Se sou casado, não deveria haver ninguém mais próximo de mim que minha esposa, ninguém mais confiável e solidário em meus momentos de necessidade.
Nessas circunstâncias, minhas palavras sobre alguém – mesmo que sejam danosas à sua reputação – não são fofocas, desde que eu transmita o que é certamente verdade, que não busque atingir a reputação do outro, que não encontre nenhuma alegria em expor suas faltas e não tenha nenhuma intenção de que o que contei se espalhe para mais alguém. Mas, ainda assim, devemos ter muito cuidado com esse tipo de conversa, pois podemos cair em pecado muito facilmente.
MOTIVOS QUE TEMOS DE HONRAR A SÃO JOSÉ
MISSA DO SEGUNDO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA, DIRETO DO PRIORADO DE SÃO PAULO
SEGUNDO DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA: JESUS, O BOM PASTOR
CARTA 7 DO PRIOR DO PRIORADO DE SÃO PAULO AOS FIÉIS: QUE FIZEMOS NÓS AO BOM DEUS?
HISTÓRIA DA POLIFONIA SACRA
Introdução
As seguintes anotações são, em sua maioria, resumos de diferentes livros de música que, por interesse pessoal, fui fazendo ao longo dos anos. Têm valor de resumo somente. São poucas as apreciações pessoais. É que me parece interessante primeiro conhecer o aspecto histórico do desenvolvimento da música, especialmente da música sacra, através dos séculos, para só depois estudar mais a fundo a sua essência mesma, a sua linguagem.
Para a parte histórica, os resumos foram feitos sobretudo com base em História da Música, de Franco Abbiati (Edições Uteha, em cinco tomos). São poucas as citações entre aspas desta obra. Em geral, resumi a ideia com minhas próprias palavras. Mas a substância vem toda dela [N. do T.: da obra].
São Pio X, em seu Motu Proprio Codex musicae sacrae juridicus, diz que: “(…) o canto gregoriano considera-se, de certo modo, como o mais elevado ideal da música sacra, de maneira que, com razão, se pode assentar como geralmente válida a seguinte regra: uma obra musical que seja apropriada para o uso religioso será tanto mais sagrada e litúrgica, quanto mais, por sua posição, espírito e irradiação, aproximar-se do ‘melos’ gregoriano. Pelo contrário, será menos adequada ao serviço divino quanto mais afastar-se desse modelo”.
Segundo São João da Cruz, a realização artística deve ser simples, pura, evocadora e despojada – para ser pura e simples – para conduzir a alma a Deus sem retê-la no gozo estético1. A arte na liturgia, como acessório que é do culto, deve subordinar-se estritamente a seu fim, a sua função. Será, pois, mais própria para a liturgia, a música que, ao ser escutada nas funções religiosas, não inclinar o ouvinte a deter-se nela, a estancar-se no gozo estético que produz; senão a levar sua alma, através desse gozo, ao recolhimento, à oração e a dispor-se para melhor receber as graças de Deus.
Tendo isso em conta, vejamos agora, pois, essa música que nasceu junto do templo sagrado, para dar mais esplendor e beleza às suas cerimônias, ajudando a piedade e a elevação das almas. Neste aspecto, a “economia de meios” é muitas vezes bastante útil para transmitir a “mensagem” inerente a toda arte. Ela faz com que a parte material, não sendo tão grande, permita expressão mais pura do elemento formal, cuja natureza é intelectual. Em outras palavras: os aspectos materiais da música são a melodia, a harmonia e o ritmo; estes elementos, se demasiado abundantes, sufocam a mensagem da música litúrgica – inspirar piedade. Portanto, a economia de meios, i. e., a sobriedade, muitas vezes permite à arte transmitir a sua mensagem mais puramente2. A moderação caracteriza toda a polifonia sagrada, e, mais especialmente, segundo São Pio X, a Palestrina, considerado o principal compositor da idade de ouro da polifonia clássica, como veremos adiante. Continuar lendo
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DE CARIDADE PARA COM O PRÓXIMO
A CRISE NA IGREJA CATÓLICA PARTE 4 – A MISSA NOVA DE PAULO VI
Nesta quarta parte sobre a Crise na Igreja Católica nossos amigos Diogo e Sara abordam o tema da Missa Nova de Paulo VI. Para além de representar um perigo para a fé, pelas adulterações do ofertório e cânon, todo o seu desenvolvimento está imbuído de um espirito protestante ecumênico que falha em transmitir a doutrina católica. A Santa Missa tem 4 objetivos principais: Adoração a Deus, Remissão dos Pecados (vivos e mortos), Ação de Graças e Petição. A Missa de Paulo VI é por sua vez ecumênica, uma refeição, presidida por um “presidente” da comunidade, toda a sua concepção é errônea e conduz à deformação da fé. Para além de todos os problemas doutrinais, existe ainda envolvente que decorre desta fraquíssima expressão teológica, nomeadamente a imodéstia no vestir, a irreverência (comunhão na mão, de pé, ministros da comunhão), tudo isto frutos de uma ideia errado do Santo Sacrifício.









![morte_del_peccatore_g[1] - 2](http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/morte_del_peccatore_g1-2-300x219.jpg)









