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A AUTORIDADE É UM DIREITO
“O princípio da autoridade é a base de toda a sociedade bem organizada.” (Imbert de Saint-Amand, A côrte de Luiz XIV (Mame) p.58.)
Qual é a origem deste direito?
Procuremo-la na própria etimologia da palavra autoridade.
Autoridade (em latim: auctoritas) vem do substantivo (em laim: auctor).
A autoridade é, portanto, uma prerrogativa de autor.
Há alguma autoridade legítima que possa ter outra origem?
Não, porque a uma outra autoridade que não fosse a do autor poderiam dizer:
“Quem é o senhor? Não o conheço; não lhe devo nada; devo tudo Aquele que me fez; mas nada devo senão a Ele e àqueles que O representam.” (Mgr. Dupanloup, Da educação, t. II, p.14)
Pelo contrário, ao seu autor responde naturalmente:
“És Vós? Aqui estou eu. Vós fizeste-me aquilo que eu sou; acaba a Vossa obra; ordena; eu obedeço.” (Ibid.)
Quais são os benefícios deste direito?
1º – Deus em primeiro lugar. Ele é o autor necessário e universal; tem, portanto, uma autoridade plena e pessoal sobre todas as coisas.
É por isso que todas as criaturas se voltam para Deus para Lhe dizer: “Aqui estamos. Adsumus” (Job, XXXVIII,35). O próprio homem, o rei da criação, se aproxima do Criador e diz-Lhe: “Tuus sum ego; eu sou vosso” (Ps. CXVIII,94). – “Deus meus es tu: in manibus tuis sortes mece. Vós sois o meu Deus; os meus destinos estão nas Vossas mãos“. (Ps.XXX,15).
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A FSSPX NÃO ESTÁ EM CISMA – DEBATE ENTRE PE. GRUNER E JOHN VENNARI
DEVOÇÃO DE SANTO AFONSO À PAIXÃO DE JESUS CRISTO
O ESPÍRITO SANTO E A MISSA NOVA

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O Espírito Santo nos incita à oração, à união com Nosso Senhor Jesus Cristo, à união com Deus, através da oração. Então é o dom da piedade que o Espírito Santo nos dá. Dom de piedade que se manifesta particularmente pela virtude da religião, que eleva nossas almas a Deus; virtude da religião que faz parte da virtude da justiça. Pois é justo e digno que rendamos um culto e o culto que Deus quer que Lhe rendamos, através de Nosso Senhor Jesus Cristo, através do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Santa Missa. Deus queria que Lhe rendêssemos toda honra e toda glória, com Nosso Senhor Jesus Cristo, por Nosso Senhor Jesus Cristo, em Nosso Senhor Jesus Cristo, no Santo Sacrifício da Missa. É o que os senhores vêm fazer, é o que a Igreja nos pede para fazer todos os domingos: nos unir ao sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é a mais bela oração. Esta é a maior oração. Então, é aqui que o Espírito Santo nos inspira essa virtude da religião, esse espírito de profunda devoção, muito mais espiritual do que sensível.
É porque, novamente, há um erro na reforma litúrgica, quando é dada muita ênfase à participação dos fiéis. Eu mesmo ouvi Mons. Bugnini – aquele que tem sido a chave mestra da reforma litúrgica – nos dizer: “Toda essa reforma foi feita com o objetivo de tornar os fiéis mais participativos na liturgia”.
Mas qual participação? A participação exterior, a participação oral. Mas nem sempre são as melhores participações.
Por que a participação exterior? Por que essas cerimônias, por que essas músicas, por que essas orações vocais? Para a união interior, para a união espiritual, para a participação espiritual, sobrenatural, para unir nossas almas a Deus. Continuar lendo
RESPEITO DEVIDO À DIGNIDADE SACERDOTAL
FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE PENTECOSTES (FSSPX) – DE CHARTRES À PARIS (2019)
A Peregrinação iniciou em Chartres no sábado, dia 08, com 4500 fiéis para a caminhada e finalizou em Paris, no dia 10, com 7000 presentes na Missa de encerramento.
Fonte: La Porte Latine, DICI e Pèrelinages de Tradition – Tradução: Dominus Est
A MISSA DE PARTIDA EM CHARTRES
Os peregrinos vieram de toda a França e também de vários países. Foram cerca de 4.500 inscritos.
Depois da missa, os fiéis partiram pela Beauce para 3 dias de caminhada de Chartres até Paris.
O Pe. Guillaume Gaud, Prior de Brest – que celebrou a Missa da manhã nos jardins atrás da catedral – lembrou, em seu sermão, que a reconstrução da cristandade deve andar de mãos dadas com a preocupação com bem comum e o espírito de solidariedade, através do Corpo Místico do qual somos membros pelo nosso batismo. O pregador incitou a combatermos o egoísmo, o individualismo – contrário ao espírito de serviço – e a sermos generosamente apóstolos, estando intimamente unidos a Deus. Nomeado Superior do Seminário Santo Cura d’Ars, em Favigny, no último verão, o Padre Gaud terminou com um vibrante apelo pelas vocações.
A SAÍDA E A CAMINHADA DO SÁBADO DE MANHÃ
Depois da missa, milhares de peregrinos partiram pelas estradas da Bauce para um trajeto de 40 quilômetros, sob um sol radiante. Centenas de pequenos caminhantes deram o exemplo peregrinando nos caminhos de Chartres à Paris.
Não há dúvida de que Nossa Senhora de Fátima se comoverá pelas súplicas destes jovens peregrinos que rezam pelas intenções da Santa Igreja e pela conversão da nossa querida pátria.
A CAMINHADA DO SÁBADO DE TARDE
CAMINHADA E MISSA PONTIFICAL DO DOMINGO
No final do segundo dia de caminhada e oração, os peregrinos se reuniram em Villepreux, perto de Versalhes. Desde o dia anterior, o número de inscritos aumentou: 4800.
A Missa do Domingo de Pentecostes foi celebrada perante milhares desses peregrinos que já viajaram mais de 80 km em dois dias.
Durante a Missa pontifícal, celebrada às 18 horas, D. Bernard Tissier de Mallerais entusiasmou os fiéis, lembrando-os dos planos de Dom Marcel Lefebvre para o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O padre assistente dessa magnífica cerimônia pontifical foi o Pe. Benoit de Jorna, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Os outros ministros que oficiaram foram:
– Diácono-assistente: Pe. Benoît-Joseph de Villemagne, Superior da Escola Saint-Michel (36)
– Diácono-assistente: Pe. Gonzague Peignot, Superior da Escola Saint-Joseph-des-Carmes (11)
– Diácono: Pe. Jean-Yves Tranchet, Superior da Escola Saint Bernard (78)
– Subdiácono: Pe. Arnaud d’Humières, Superior da Saint- Jean School Michael Garicoits (64)
O serviço de missa foi prestado pelos estudantes da escola de Saint-Jean-Baptiste-de-la-Salle, que vieram em grande número com o Superior do estabelecimento, Pe. Michel Poinsin de Sivry.
BIVOUAC E LOGÍSTICA
CAMINHADA DA SEGUNDA-FEIRA E ENTRADA EM PARIS
MISSA DA SEGUNDA FEIRA, NA PLACE VAUBAN
Atrás do Palácio dos Invalidos, a Place Vauban forma uma série de elegantes avenidas simétricas, e foi lá que a Missa de encerramento foi celebrada, para cerca de 7000 fiéis (segundo a prefeitura de Paris), pelo Padre Benoît de Jorna, Superior do Distrito da França. Ele foi assistido pelos padres Xavier Lefebvre , Diretor da Escola Primária do Menino Jesus, em Bailly (78) e Jehan Pluvié, diretor da escola primária Petit Musc, em Paris(75).
NECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA REGULAR PARA UM RELIGIOSO
D. LEFEBVRE – SERMÃO DAS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988
A PENA DOS SENTIDOS NO INFERNO
DOSSIÊ: A MISSA DE PAULO VI
Pe. François-Marie Chautard, FSSPX
A missa é o que há de mais belo e melhor na Igreja […] Assim, o diabo sempre procurou,
através dos hereges, privar o mundo da missa. – Santo Afonso de Ligorio
A despeito de tal pensamento, Lutero não mascarou sua vigorosa rejeição da Missa: “Quando a Missa for destruída, penso que teremos derrubado o papado! Pois é sobre a missa, como sobre uma rocha, que todo o papado descansa, com seus mosteiros, seus bispados, suas universidades, seus altares, seus ministros e sua doutrina … Tudo ruirá quando ruir essa missa sacrílega e abominável.”1
Para além da virulência da intenção, é evidente o abismo que separa a concepção luterana e a doutrina católica sobre a missa.
Esta oposição parece ter sido consideravelmente diminuída com a reforma do Missal Romano operada por Paulo VI, em abril de 1969. Já em maio de 1969, o protestante Max Thurian, da comunidade de Taizé, afirmava placidamente: “Com a nova liturgia, as comunidades não-católicas poderão celebrar a Ceia do Senhor com as mesmas orações que a Igreja Católica. Teologicamente, é possível.”
Como explicar tal mudança? O novo rito estaria mais próximo da posição protestante? Ou foram os protestantes que mudaram? Duas opiniões, uma, de um católico, outra, um de protestante, favorecem a primeira interpretação.
Monsenhor Bugnini, principal arquiteto da reforma litúrgica, admitiu com surpreendente simplicidade: “[na reforma litúrgica] a Igreja foi guiada pelo amor das almas e pelo desejo de fazer tudo para facilitar aos nossos irmãos separados o caminho da união, removendo qualquer pedra que pudesse constituir sequer uma sombra de risco de tropeço ou desagrado.”2
Os termos utilizados são reveladores: “fazer tudo”, “sombra de risco”, “tropeço ou desagrado”. Para evitar essa “sombra de risco”, Monsenhor Bugnini não negligenciou nada. Seis pastores protestantes foram chamados para ajudá-lo a projetar a nova missa.
A segunda opinião vem de um protestante. Em 1984, após o indulto do Papa João Paulo II autorizando a celebração da Missa de São Pio V sob certas condições, o jornal Le Monde publicou o seguinte texto, assinado pelo pastor Viot 3:
“A reintrodução da Missa de São Pio V (…) é muito mais do que uma questão de linguagem: é uma questão doutrinal da mais alta importância, no centro dos debates entre católicos e protestantes, debates que, da minha parte, julgava felizmente estarem encerrados (…) Muitos dos nossos antepassados na fé reformada de acordo com a Palavra de Deus preferiram ir à fogueira ao invés de assistir esse tipo de missa que o Papa Pio V tornou oficial contra a Reforma. Ficamos, portanto, encantados com as decisões do Vaticano II sobre o assunto e a firmeza de Roma em relação àqueles que não quiseram se submeter ao Concílio e continuaram a usar uma missa que, aos nossos olhos, contraria o Evangelho.”
O pensamento é claro, a linguagem é direta: a irredutibilidade da doutrina protestante e da Missa tradicional permanece.
A mudança de posição não vem, portanto, dos protestantes, mas do rito católico. Eis a conclusão que precisamos fundamentar em bases sólidas.
O estudo da missa de Paulo VI não é, pois, de interesse trivial. Esclarecemos, para evitar qualquer mal-entendido, que o exame desse rito cobrirá apenas o texto oficial de 1962, e não as adaptações inacreditáveis, mas infelizmente recorrentes.
Para abordar a reforma do missal litúrgico, procederemos da seguinte maneira:
- Alguns lembretes sobre a doutrina católica.
- O paralelo com a missa de Lutero.
- Deficiências doutrinais da missa de Paulo VI.
- Seus autores.
- O delicado problema de sua validade.
- Consequências morais no comparecimento à missa de Paulo VI.
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1. Citado por Cristiani, Du luthéranisme au protestantisme, 1910.
2. Todas essas citações foram tiradas de La messe a-t-elle une histoire? , éd du MJCF, 2002, p. 134.
3. Retornou desde então à Igreja Católica e foi ordenado padre.
A SALVAÇÃO É O NEGÓCIO MAIS IMPORTANTE E O MAIS DESCUIDADO
MISSA DE PENTECOSTES
DOMINGO DE PENTECOSTES: AMOR DE DEUS PARA COM OS HOMENS NA MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO
A ESSÊNCIA DO PROGRESSISMO
É inútil nos iludirmos. O que aconteceu depois do último Concílio prova que “o progressismo cristão”, condenado pelos papas precedentes com diferentes qualificativos (L’Avenir por Gregório XVI; os “católicos liberais” por Pio IX; o “americanismo” por Leão XIII; o “modernismo” e o Sillon de Marc Sangnier por Pio X), terminou por intoxicar grande parte da Igreja, até os mais altos escalões.
O espírito pós-conciliar, na realidade, é o espírito progressista. O verdadeiro espírito pós-conciliar, fundado no respeito à doutrina e à tradição, se é que chegou a existir, foi abafado há já muito tempo.
A atual mutação da Igreja foi desejada e preparada desde Lamennais, isto é, desde há 150 anos.
Depois de ter caminhado de maneira subterrânea, a heresia progressista chegou à tona no momento do Concílio; o que até então eram raízes perniciosas, desabrochou e deu os frutos envenenados que surpreenderam e envolveram bom número de padres conciliares (os que não pertenciam à minoria ativa, que, ela sim, sabia perfeitamente o que fazia).
Não é fácil discernir o vírus progressista — freqüentemente não se descobre sua presença a não ser constatando seus efeitos (como numa doença). Seus efeitos são múltiplos, o que engana muitas vezes os católicos fiéis.
São Pio X, que o desmascarou de maneira extraordinária, constatava: “Combinando em si o racionalismo e o catolicismo, eles (os modernistas) o fazem com tal refinamento de habilidade, que transviam os espíritos desprevenidos… Ah! se se tratasse somente deles, poderíamos, talvez, contemporizar; mas é a religião católica e sua segurança que estão em jogo.”
I — O Espírito Progressista, Chave do Problema
O espírito progressista difere enormemente do espírito de um católico romano. A fé que professa não é a nossa.
Para o modernista, precisa São Pio X, “a fé, princípio e fundamento de toda religião, reside em certo sentimento íntimo decorrente da necessidade do divino… A Revelação não pode ser outra coisa senão a consciência adquirida pelo homem das relações existentes entre Deus e ele.” Continuar lendo
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 9º DIA
ROMA RETORNARÁ À TRADIÇÃO – D. MARCEL LEFEBVRE
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 8º DIA
ENTREVISTA DE D. FELLAY: “MAIS DO QUE TUDO, O MUNDO ATUAL PRECISA DE PADRES”
Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est
Sua Eminência, o senhor acaba de publicar um livro belamente intitulado “Por Amor à Igreja”. O senhor pode nos dizer algo sobre suas origens?
Dom Fellay: Este livro tem uma longa história. Minha agenda não me dava toda a liberdade necessária para escrever tal trabalho. Ele foi pensado pela primeira vez há cerca de quatro anos, e a escrita foi concluída há mais de um ano. Como resultado, os temas relacionados às notícias estão parcialmente desatualizados.
“Por amor à Igreja” nos convida a questionar o lugar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X na Igreja. Não deveria este lugar estar em Roma, porque Roma é a cabeça e também o coração da Igreja?
O coração da Igreja é o Espírito Santo, é o amor de Jesus, e é também o sacerdócio, tão intimamente ligado a Nosso Senhor e ao Seu Sagrado Coração. O chefe da igreja é Cristo.
Aqui abaixo, o líder visível da Igreja é o Papa, a quem estamos naturalmente sujeitos, a quem respeitamos e temos sempre respeitado, assim como todas as autoridades legítimas da hierarquia eclesiástica.
O lugar da Fraternidade é no centro, no coração da Igreja. Pois o sacerdócio e a Santa Missa, intimamente ligados uns aos outros, são o coração da Igreja; a bomba que transmite a vida da graça por todo o corpo.
Como católicos romanos, nosso lugar também está em Roma. Mas você sabe que estamos passando por uma crise terrível, uma verdadeiramente desorientação diabólica, que substituiu a Roma eterna, mestra da sabedoria e da verdade, por uma nova Roma, nascida do Concílio Vaticano II, uma Roma neo-modernista com tendências liberais, que devemos resistir para manter a fé. Continuar lendo
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 7º DIA
TRECHO DO FANTÁSTICO SERMÃO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE EM LILLE (1976)
“Pois se, ao invés do que fiz naquele tempo eu tivesse formado meus seminaristas assim como eles são formados hoje em dia nos seminários atuais eu que seria excomungado.
Se tivesse ensinado o catecismo assim como ele está sendo ensinado hoje nas escolas, eu é que seria chamado de herege.
Se eu tivesse celebrado a Santa Missa do modo que ela é celebrada hoje, eu é que seria considerado suspeito de heresia e fora do âmbito da Igreja.
Isto que acontece está além da minha compreensão.
Isto significa que alguma coisa mudou dentro da Igreja.
Na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar: “O que fizeste com seu episcopado? ” O que fizeste dom sua graça episcopal e sacerdotal? Eu não quero ouvir de seus lábios as terríveis palavras: “Ajudastes a destruir a Igreja assim como os demais”.”
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 6º DIA
DO RESPEITO E DA SUBMISSÃO PARA COM OS PAIS
«Hoje, escreve Mgr. Dupanloup, tem estranhamente diminuído o conhecimento de tudo quanto há de divino num pai e numa mãe, e o sentimento do soberano respeito que a Sagrada Escritura manda que se lhes dê. Também, para nossa desgraça, a autoridade dos pais e das mães tende a desaparecer, e, segundo afirmam, são forçados a abdicá-la, para prevenirem grandes desordens. Nada explica a estranha negligência, a inconcebível tibieza de certos pais, para fazerem valer os direitos da sua autoridade, para com seus filhos. É duro mas é forçoso confessá-lo. Não se sabe quando se há de usar a autoridade paterna e materna. Quando as crianças têm doze ou treze anos, não têm forças para os conter, e já nada se lhes pode exigir seriamente. Quantas vezes tenho ouvido dizer: — «Mas se ele não quer como é que o ei de obrigar?» Mas para que estais vós na terra, pai e mãe, senão para quererdes com sabedoria, e fazerdes querer com autoridade?» As mães, principalmente, são quase sempre duma fraqueza extrema. Quem há aí, que as não tenha ouvido dizer ao filho: «Se não fazes o que te mando, faço queixa ao pai! «E quem sois vós, infeliz mãe, que assim falais? pergunta Mgr. Dupanloup. Não recebestes de Deus nenhum direito, nenhuma obrigação séria, nenhuma autoridade a exercer? Ignorais que o Senhor vos pedirá contas do uso que fizerdes dum poder de que vos revestiu? [1]
Não contentes de deixarem calcar a sua própria autoridade aos pés da sua fraqueza, certas mulheres chegam a ponto de tornar impossível, na família, o exercício da autoridade do marido.
Na sua opinião, o pai nunca sabe o que manda, e as crianças que ele castiga com razão, são sempre inocentes vítimas, injustamente punidas. E ainda achando pouco estas palavras que proferem, ajuntam-lhe quase sempre o exemplo. O marido é o chefe da mulher, como Jesus Cristo é o chefe da Igreja, tal é a doutrina de S. Paulo, que daí tira, como inevitável conclusão, que as mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, em tudo o que não é contrario à lei divina. Ora as mulheres de que falamos, não mostram muitas vezes, para os maridos, que representam a seu respeito a autoridade do próprio Deus, senão insobordinação e desprezo, em vez de obediência e respeito, de maneira que são as primeiras a arvorar nas famílias o estandarte da rebelião, e a soprar o vento da discórdia. Daí a revolta, a anarquia no lar doméstico, para dar em resultado o desaparecimento de toda a paz e tranquilidade. Continuar lendo
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 5º DIA
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 4º DIA
A DISNEY A FAVOR DO ABORTO
Fonte: Boletim Permanencia
A Disney se tornou um império bilionário humanizando animais. Agora, coloca esses animais humanizados a serviço da desumanização dos homens: tornou-se a favor do aborto.
Na pessoa do presidente da companhia, Bob Iger, a Disney ameaçou encerrar suas atividades no estado da Georgia, nos EUA, se a lei estadual antiaborto recentemente aprovada entrar mesmo em vigor em abril do ano que vem. Antes dela, a Netflix já anunciara decisão semelhante.
A Georgia é considerada a Hollywood do Sul, porque oferece incentivos fiscais para a industria cinematográfica filmar em seu território.
No dia 7 de maio, o governador do estado, o republicando Brian Kemp, assinou a lei proibindo qualquer tipo de aborto quando o coração do bebê já puder ser detectado da barriga da mãe.
Vários atores e atrizes já haviam se declarado contra a lei e a favor do aborto, mas Netflix e Disney foram as primeiras empresas a se manifestar publicamente. Por ora, tudo segue no terreno da ameaça e é de supor que os respectivos departamentos financeiros estejam estudando o que será melhor para os negócios: abrir mão dos incentivos ou aderir ao boicote.
O fato é que Disney e Netflix decidiram apoiar os abortistas. Na Georgia? Não, obviamente, não. Nos EUA e no mundo.
O que podem os católicos esperar das próximas levas de filmes produzidos pela gigante do streaming e dos filmes para crianças (para as crianças que sobreviverem, bem entendido) da Disney?
OBS: Remetemos o leitor a outro post deste ano em que tratamos da pauta politicamente correta desta companhia.
NOVENA DO ESPÍRITO SANTO – 3º DIA
A EUTANÁSIA EM QUESTÃO
Dom Bernard Tissier de Mallerais
Nota da Permanência: No momento em que a Cultura da Morte se lança sobre mais uma vítima, convém conhecer o que a Igreja nos ensina acerca do problema da Eutanásia.
Os motivos invocados: da compaixão ao cinismo
O sentimento de pena por aqueles que não têm cura, no estágio das “dores terminais”, intoleráveis para ele e para mim, obrigam-me a abreviar os seus sofrimentos. Eu vou lhe aplicar uma injeção, como fazemos com os animais. Desse modo, não faço mais do que apressar uma morte absolutamente inevitável (cf. D. C. 1885, 1128).
A dignidade humana funda um “direito a morrer com dignidade”. Ora, os sofrimentos intoleráveis ou o estágio de inconsciência são indignos do homem. Eu tenho portanto o direito de preveni-los ou abreviá-los… (cf. L’Alsace 21.09.1984)
A liberdade, apanágio da pessoa humana, deve estender-se igualmente à “escolha da vida”, à “escolha da morte” (tema do Congresso de Nice, 21-23.09.1984 — organizado pela ADMD: Associação pelo Direito de uma Morte Digna). Eu afirmo minha liberdade ao não me deixar impôr pela natureza uma morte contrária ao meu alvitre. O suicídio de Henri de Montherlant, condenado pelo seus médicos, foi a morte de um homem livre!
O interesse da sociedade… “Cremos que a sociedade não tem nem o interesse nem a necessidade genuína da sobrevivência de um doente condenado” (declaração de quarenta personalidades, entre as quais três prêmios Nobel, 1974). “A morte legal pode se situar após os 80 anos, data além da qual os médicos poderiam se manter isentos… Eu não creio mais absolutamente no ponto de vista tradicional segundo o qual todos os homens nascem iguais e sagrados” (Professor Crick, Tribune médicale, 21.11.1970). Continuar lendo



































































































































































































































