Jesus preso à coluna e flagelado
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NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 50
Uma belíssima versão polifônica renascentista desse Salmo pode ser ouvida aqui.
Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.
Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado.
Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado.
Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento.
Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.
Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.
Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.
Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.
Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.
Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.
De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito.
Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.
Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.
Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará.
Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores.
Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis.
Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.
Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém.
Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.
SEGUNDA-FEIRA SANTA – MEDITAÇÃO PARA A MANHÃ
NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 37

Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis,
porque as vossas flechas me atingiram, e desceu sobre mim a vossa mão.
Vossa cólera nada poupou em minha carne, por causa de meu pecado nada há de intacto nos meus ossos.
Porque minhas culpas se elevaram acima de minha cabeça, como pesado fardo me oprimem em demasia.
São fétidas e purulentas as chagas que a minha loucura me causou.
Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza.
Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne.
Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes.
Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto.
Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos.
Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe.
Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições.
Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios.
Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar.
Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus.
Eis meu desejo: Não se alegrem com minha perda; não se ensoberbeçam contra mim, quando meu pé resvala;
pois estou prestes a cair, e minha dor é permanente.
Sim, minha culpa eu a confesso, meu pecado me atormenta.
Entretanto, são vigorosos e fortes os meus inimigos, e muitos os que me odeiam sem razão.
Retribuem-me o mal pelo bem, hostilizam-me porque quero fazer o bem.
Não me abandoneis, Senhor. Ó meu Deus, não fiqueis longe de mim.
Depressa, vinde em meu auxílio, Senhor, minha salvação!
DOMINGO DE RAMOS: JESUS FAZ A SUA ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM
Ecce rex tuus venit tibi mansuetus, sedens super asinam et pullum filium subiugalis — “Eis que o teu Rei aí vem a ti cheio de mansidão, montado sobre uma jumenta e um jumentinho, filho do que está sob o jugo” (Matth. 21, 5).
Sumário. Imaginemos ver Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. O povo em júbilo lhe vai ao encontro, estende seus mantos na estrada e juncam-na de ramos de árvores. Ah! Quem teria dito então que o Senhor, acolhido agora com tão grande honra, dentro em poucos dias teria de passar ali como réu, condenado à morte? Mas é assim: O mundo muda num instante o Hosanna em Crucifige. E não obstante isso somos tão insensatos, que por um aplauso, por um nada nos expomos ao perigo de perdermos para sempre a alma, o paraíso de Deus.
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I. Estando próximo o tempo da Paixão, o nosso Redentor parte de Betânia para fazer a sua entrada em Jerusalém. Contemplemos a humildade de Jesus Cristo, que, sendo o Rei do céu, quer entrar naquela cidade montado numa jumenta. — Ó Jerusalém, eis que o teu rei aí vem humilde e manso. Não temas que Ele venha para reinar sobre ti ou apossar-se das tuas riquezas; porquanto vem a ti cheio de amor e piedade para te salvar e dar-te a vida pela sua morte.
Entretanto os habitantes da cidade, que, havia já tempos, O veneravam por causa de seus milagres, foram-Lhe ao encontro. Uns estendem os seus mantos na estrada por onde passa, outros juncam o caminho, em honra de Jesus, com ramos de árvores. — Oh! Quem teria dito que o mesmo Senhor, acolhido agora com tanta demonstração de veneração, havia de passar por ali dentro em poucos dias como réu condenado à morte, com a cruz aos ombros!?
Meu amado Jesus, quisestes fazer a vossa entrada tão gloriosa, a fim de que a vossa paixão e morte fosse tanto mais ignominiosa, quanto maior foi a honra então recebida. A cidade, ingrata, em poucos dias trocará os louvores que agora Vos tributa, por injúrias e maldições. Hoje cantam: “Glória a vós, Filho de Davi; sêde sempre bendito, porque vindes para nosso bem em nome do senhor.” E depois levantarão a voz bradando: Tolle, tolle, crucifige eum (1) — “Tira, tira, crucifica-O”. — Hoje tiram os próprios vestidos; então tirarão os vossos, para Vos açoitar e crucificar. Hoje cortam ramos e estendem-nos debaixo de vossos pés; então tomarão ramos de espinheiro, para Vos ferir a cabeça. Hoje bendizem-Vos, e depois hão de cumular-Vos de contumélias e blasfêmias. — Eia, minha alma, chega-te a Jesus e dize-Lhe com afeto e gratidão: Bendictus, qui venit in nomine Domine (2) — “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Continuar lendo
UM URGENTE APELO PELA RENOVAÇÃO DO MONAQUISMO

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est
Em nossos dias fala-se muito sobre a restauração na Igreja mas raramente consideramos a maneira como a Cristandade foi primeiramente estabelecida. A resposta é simples — monges.
A seguir estão as seleções de uma série maior, em duas partes: “… Forward to Benedict” originalmente publicado no The Angelus de 2001. A série completa foi publicada neste site em homenagem à festa de São Bento de 2018.
Acima, dissemos: “a resposta é simples — monges”. Monges seguindo a Regra de São Bento para ser preciso. Pode ser uma simplificação, mas qualquer estudante de história sabe que os mosteiros foram a principal influência cristianizadora e civilizadora em uma Europa pagã (na melhor das hipóteses, ariana).
Não devemos ter uma noção incorreta de como o monasticismo [ou monaquismo] afeta a sociedade. Certamente não é por esforçar-se no sentido de implementar um programa político. Não, os meios são inteiramente sobrenaturais. As armas são, pela graça de Deus, oração, fé, esperança e caridade. É como Nosso Senhor prometeu: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas” (Mt. 6,33).
O monasticismo que resolverá os problemas sociais é aquele que visa principalmente a reforma do indivíduo. Sem santidade, nada … com santidade, tudo.
Hoje, em todas as nações, os homens pensantes reconhecem que nossa civilização se encontra à beira da ruína. Felizmente não há necessidade de ir ao político, ao economista ou ao estudante superficial de ciência política ou sociologia para uma análise do problema atual.

São Bento — Pai do Monaquismo Ocidental
Nunca o mundo estivera em uma condição tão deplorável do que no final dos primeiros cinco séculos da Cristandade. Todos os historiadores retratam a confusão, a corrupção e o desespero. Na moral, na lei, na ciência e na arte, tudo estava em ruínas. Os seguidores do Cristianismo estavam irremediavelmente divididos pela heresia e em todo o Império Romano não havia um imperador, rei, príncipe ou governante que não fosse pagão, ariano ou eutiquiano. Continuar lendo
NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 31
Feliz aquele cuja iniqüidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido.
Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo.
Enquanto me conservei calado, mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos.
Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão.
Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniqüidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado.
Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele.
Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação.
Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos:
não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti.
São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve.
Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração.
JESUS É APRESENTADO AOS PONTÍFICES E POR ELES CONDENADO À MORTE
At illi, tenentes Iesum, duxerunt ad Caiphan principem sacerdotum — Eles, prendendo a Jesus, O levaram a Caifás, príncipe dos sacerdotes (Matth. 26, 57).
Sumário. Imaginemos ver a Jesus Cristo perante o tribunal de Caifás. Ali é esbofeteado, tratado de blasfemador, declarado réu de morte, e como tal, maltratado de mil modos. Jesus, porém, no meio de tantos opróbrios, nada perde de sua serenidade e doçura, e parece que com o seu silêncio nos diz: Se quiserdes desagravar-me das injúrias que me fazem, suportai por meu amor os desprezos, assim como eu os suporto por vosso amor.
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Eis que o Redentor é levado como em triunfo à presença de Caifás, que já O estava esperando, e vendo-O diante de si, só e desamparado de seus discípulos, ficou cheio de contentamento. Minha alma, contempla o teu Senhor, que ali está todo humilde e manso. Contempla o seu belo rosto, que, no meio de tantas injúrias e desprezos, não perdeu a sua serenidade e doçura. O ímpio pontífice interroga Jesus sobre seus discípulos e sobre sua doutrina para achar algum pretexto de condenação. Jesus responde-lhe com humildade: “Eu não falei em segredo, mas em público; todos estes que aqui estão podem dar testemunho do que eu falei”. Senão, quando depois de uma resposta tão justa e tão branda, um algoz mais insolente avança do meio da chusma e, tratando Jesus de atrevido, lhe dá uma forte bofetada dizendo: “É assim que respondes ao sumo sacerdote?” Ó Deus, como pôde uma resposta tão humilde e tão modesta merecer tão grave insulto?
Entretanto, o Conselho procurava testemunhas para o condenar à morte; mas não encontravam; pelo que o pontífice vai novamente buscar matéria de condenação nas palavras de nosso Salvador mesmo, e lhe diz: Adiuro te per Deum vivum, ut dicas nobis, si tu es Christus Filius Dei (1) — “Eu te conjuro, pelo Deus vivo, que nos digas, se tu és o Cristo, o Filho de Deus”. O Senhor, ouvindo que O conjuravam em nome de Deus, confessa a verdade e responde: “Sim, eu o sou: e um dia me verás, não tão desprezível como estou agora diante de ti, mas assentado num trono de majestade como juiz de todos os homens, acima das nuvens do céu”. Ouvindo estas palavras, o pontífice, em vez de prostrar-se com o rosto em terra para adorar a seu Deus, rasga seus vestidos e diz: “Para que mais precisamos de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia. Quid vobis videtur? (2) — “Que vos parece?” E todos os outros sacerdotes responderam que sem dúvida alguma Ele era réu de morte. — Ah, meu Jesus, o mesmo disse também vosso Eterno Pai, quando Vos oferecestes a expiar os nossos pecados. Meu Filho, disse, já que queres satisfazer pelos homens, és réu de morte, e por isso é necessário que morras.
Tunc expuerunt in faciem eius, et colaphis eum ceciderunt(3) — “Então cuspiram-Lhe no rosto e deram-Lhe bofetadas”. Sendo Jesus Cristo declarado réu de morte, puseram-se todos a maltratá-Lo como a um malfeitor. Um cospe-Lhe no rosto, outro dá-Lhe empuxões, mais outro Lhe dá bofetadas. Vendando-Lhe os olhos com um pano, escarnecem d’Ele, chamando-O falso profeta, e dizendo: “Já que és profeta, profetiza agora quem Te bateu”. Escreve São Jerônimo que foram tantos os insultos e injúrias que naquela noite foram feitos ao Senhor, que só no dia do juízo final serão conhecidos todos. Continuar lendo
MÃES, SEJAM SANTAS!

Santa Mônica com seu filho Santo Agostinho
Eis um texto para nossas mães de família. Rezemos para que Deus nos dê mães santas.
Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
“Lembrem-se desta grande palavra de Cristo: “E através deles me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.” É o mesmo que toda mãe cristã dever dizer. A santificação é um dever pessoal, mas se infelizmente se se chega a esquecer disso como um dever pessoal, pelo menos deve ser lembrado como um dever maternal, como uma dívida para com seus filhos. Só Deus sabe a influência que tem a santidade de uma mãe tem nas almas de seus pequeninos. Quase todos os grandes santos tinham mães muito piedosas. A primeira graça que é dada a um homem é ter uma mãe segundo o coração de Deus. Temos o hábito de dizer: “Tal pai, tal filho” … mas diríamos de forma ainda melhor: “Tal mãe, tal filho “.
Saibam Mães, que sua maternidade não terminará enquanto, em sua tarefa, não tenham feito crescer Jesus Cristo no coração de seus filhos. A Igreja, esta Mãe divina através da qual Deus exerce principalmente a sua própria maternidade, deu à luz aos seus filhos para a vida eterna. O batismo é apenas uma semente e o batizado nada mais é do que um recém-nascido. Depois de colocar a semente, é necessário cultivá-la … após o nascimento, o crescimento. Esse é o seu dever e as senhoras não poderão fazê-lo sem serem santas. Oh, que missão a sua! Quantas coisas dependem das senhoras! Se a sociedade está tão doente ao ponto que nos perguntamos se está morrendo é porque há muito poucos cristãos. Agora, se há poucos cristãos, há poucas mães suficientemente cristãs. “
Cardeal Pie
PREPARAÇÃO PARA A ORAÇÃO MENTAL – MEDITAÇÃO VIII – DA MISERICÓRDIA DE DEUS
Vamos conversar com Deus sobre o importantíssimo negocio da salvação das nossas almas; porem, para que os nossos infernais inimigos não nos embaracem, armemo-nos primeiro com o sinal da Cruz, dizendo com vivíssima fé: Pelo sinal da Santa Cruz, etc…
Feito o sinal da Cruz, digamos:
Espíritos tentadores e demônios malditos apartem-vos de mim e deste lugar para as profundezas do inferno, e não me estorveis nesta oração, dirigida para a honra e glória de Deus, e salvação da minha alma.
Façamos atos da presença de Deus.
Eu creio meu Deus e Senhor, firmemente, que vós estais aqui presente, dentro de mim, penetrando no meu interior, presenciando ainda os mais ocultos pensamentos do meu coração, sem que eu me possa esconder aos vossos puríssimos olhos; porém (prostrem-se) prostrado por terra com o corpo e com a alma, unido ao mesmo pó, me humilho na vossa divina presença desejo adorar-vos como adora a Maria Santíssima, os anjos e os santos do céu e os justos da terra: – Porem, ai de mim, oh meu Deus! Eu pequei, Senhor, perdoe-me, que eu proponho de me emendar e de não tornar mais a pecar. (levantem-se da prostração)
Ato de petição
Pai Eterno pelo sangue de Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima conceda-me as luzes, auxílio e graças para fazer bem e com fruto essa meditação. (Rezar um Pai Nosso e Uma Ave Maria)
Leiam-se agora os pontos da meditação, um de cada vez; e quando se encontrarem esses pontinhos (…) deve-se parar por algum tempo, a fim de se ponderar bem o sentido do que se tiver lido; e depois de cada ponto se ficará em silencio, meditando, pelo menos, dez minutos, de maneira que a meditação dos três pontos perfaça, pelo menos, meia hora; e ultimamente se darão graças ao Senhor.
Breve método da oração
Meditação VIII – Da misericórdia de Deus
Ponto 1º – Considera quanto é admirável a misericórdia de Deus para com os pecadores arrependidos. – Deus aborrece, sim, o pecado, porem ama tanto as criaturas, que apenas a alma se arrepende do pecado, é logo amada de Deus. O Senhor deseja salvar a todos, porque Ele nos criou para o céu, e não para o inferno. Ele nos afirma que não quer a morte do pecador, mas sim que ele se converta e viva; e promete esquecer-se dos nossos pecados e lança-los no fundo do mar se, sinceramente contritos, deles fizermos penitencia. E que mais queres tu, pecado? Qual a dificuldade de voltar para o Senhor? Tens medo que te aborreça, ou te castigues?… Ah! Nada disso receie. Sabes oque Ele te diz? Continuar lendo
NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 6
Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis.
Tende piedade de mim, Senhor, porque desfaleço; sarai-me, pois sinto abalados os meus ossos.
Minha alma está muito perturbada; vós, porém, Senhor, até quando?…
Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela vossa bondade.
Porque no seio da morte não há quem de vós se lembre; quem vos glorificará na habitação dos mortos?
Eu me esgoto gemendo; todas as noites banho de pranto minha cama, com lágrimas inundo o meu leito.
De amargura meus olhos se turvam, esmorecem por causa dos que me oprimem.
Apartai-vos de mim, vós todos que praticais o mal, porque o Senhor atendeu às minhas lágrimas.
O Senhor escutou a minha oração, o Senhor acolheu a minha súplica.
Que todos os meus inimigos sejam envergonhados e aterrados; recuem imediatamente, cobertos de confusão!
COMEMORAÇÃO DAS SETE DORES DE MARIA SANTÍSSIMA
O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte, si est dolor sicut dolor meus — “Ó vós todos os que passais pelo caminho, atendei e vede, se há dor semelhante à minha dor” (Thr. 1, 12).
Sumário. Bem compete à Bem-Aventurada Virgem o título de Rainha dos Mártires, porque, semelhante em tudo a Jesus, sofreu, em toda a sua vida, no coração um martírio, ao mesmo tempo o mais longo e o mais doloroso. E o seu martírio não ficou estéril; muito ao contrário, produziu um fruto inestimável de vida eterna, de modo que todos os que se salvam, são disso devedores, depois de Jesus Cristo, às dores de Maria. Se nos queremos mostrar verdadeiros filhos da nossa aflita Mãe, imitemos a sua paciência e resignação.
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Assim como Jesus se chama Rei de Dores e Rei dos Mártires, porque padeceu na sua vida mais que todos os outros mártires; assim Maria é com razão chamada Rainha dos Mártires. Mereceu este titulo por ter sofrido o martírio maislongoe mais doloroso que se possa padecer depois do de seu Filho.
A Virgem pôde dizer o que o Senhor disse pela boca de Davi: Defecit in dolore vita mea, et anni mei in gemitibus (1) — A minha vida passou-se toda em dor e lágrimas, porquanto a minha dor, que era a compaixão de meu amado Filho, não se afastava jamais do meu pensamento, vendo eu sempre todas as penas e a morte que Ele um dia devia padecer. — Revelou a mesma divina Mãe a Santa Brígida, que, ainda depois da morte do Filho e depois de sua ascensão ao céu, a lembrança da sua paixão estava sempre fixa e recente no seu terno coração de mãe, quer comesse, quer trabalhasse.
O martírio de Maria foi também de todos o mais doloroso, porquanto, ao passo que os outros mártires tiveram o corpo dilacerado pelo ferro, ela teve a alma traspassada e martirizada, como já lhe predisse São Simeão: Et tuam ipsius animam (doloris) gladius pertransibit (2) — “E uma espada (de dor) te traspassará a alma”. Ora, quanto a alma é mais nobre que o corpo, tanto maior foi a dor de Maria que a de todos os mártires. — A tudo isso acresce que ela padeceu sem alívio algum. Para os outros mártires, o seu amor a Jesus fazia-lhes os tormentos doces e suaves; para a divina Mãe, porém, o mesmo amor se lhe tornou cruel algoz, e fazia todo o seu martírio. Numa palavra, conclui um sábio escritor, o martírio de Maria na Paixão do Filho foi tão grande, porque ela só podia dignamente compadecer-se da morte de um Deus feito homem. Continuar lendo
ACAMPAMENTO DE MENINAS – JULHO 2018
Estão abertas as inscrições para o Acampamento da Companhia Santa Joana D’arc 2018. Todas as meninas e moças a partir de 7 até os 17 anos estão convidadas para participar ou ajudar nesses 10 dias que fazem tanto bem às almas e alegram o Imaculado Coração de Maria.
O acampamento acontecerá do dia 19 a 28 de julho de 2018, na Chácara Rosa Mística, em Mogi das Cruzes- SP.
No dia 28 de julho teremos o encerramento com apresentação de teatro, dança, música e nosso tradicional almoço com os pais e amigos.
Pedimos que as inscrições sejam realizadas pelo e-mail companhiasjda@gmail.com enviando nome, idade, RG da menina e cidade de origem.
Inscrições até dia 06 de julho! Sabemos que os gastos são muitos para as grandes famílias, antecipem-se, paguem parcelado.
Pagamento:
R$ 230,00 até o dia 30 de junho;
R$ 250,00 a partir do dia 1 de julho.
Todas são muito bem-vindas e estamos à disposição para qualquer dúvida.
“ELES TÊM OS TEMPLOS, VÓS A FÉ APOSTÓLICA”
Fonte: FSSPX Distrito do México – Tradução: Dominus Est
Carta de São Atanásio, Bispo de Alexandria, aos seus fiéis, onde lhes fala sobre a importância de permanecer dentro da verdadeira fé e adesão à Tradição.
“Que Deus vos conforte! … O que tanto vos entristece é que os inimigos ocuparam vossos templos pela violência, enquanto vós, em todo esse tempo, encontrais-vos fora.
É um fato que eles têm os edifícios, os templos, mas, por outro lado, vós tendes a fé apostólica. Eles conseguiram tirar-nos nossos templos, mas estão fora da verdadeira fé. Vós tendes que permanecer fora dos lugares de culto, mas permaneceis, contudo, dentro da fé.
Reflitamos: o que é mais importante, o lugar ou a fé? Evidentemente, a verdadeira fé. Nesta luta, quem perdeu, quem ganhou: aquele que guardou o lugar ou aquele que guardou a fé?
O lugar, é verdade, é bom, (mas) quando nele se prega a fé apostólica; é santo se tudo o que nele acontece e passa é santo.
Sois afortunados, porque permaneceis na Igreja por vossa fé, que chegou até vós através da Tradição Apostólica e se, sob pressão, um zelo execrável pretendeu quebrantar vossa fé, essa pressão não obteve êxito. São eles os que se separaram, na presente crise da Igreja.
Ninguém jamais prevalecerá contra vossa fé, caríssimos irmãos. E nós sabemos que um dia Deus nos devolverá nossos templos.
Assim, pois, quanto mais eles insistem em tirar nossos lugares de culto, mais eles se separam da Igreja. Eles pretendem representar a Igreja, quando, na realidade, expulsaram-se a si mesmos e se extraviaram.
Os católicos que permanecem leais à Tradição, ainda que reduzidos a um pequeno resto, são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”.
Santo Atanásio
JESUS É PRESO, LIGADO E CONDUZIDO A JERUSALÉM
Comprehenderunt Iesum et ligaverunt eum — “Eles prenderam a Jesus e o ligaram” (Io. 18, 12)
Sumário. Imaginemos ver a Jesus, que, abandonado de seus discípulos, é preso, ligado e levado a desoras e com grande tumulto pelas ruas de Jerusalém. Ao verem-No assim, todos que O veneraram, já O odeiam e se envergonham de O terem tido pelo Messias. Se nós, à vista de um Deus tão humilhado por nosso amor e para nosso ensino, ainda amarmos os bens fugazes da terra, ambicionarmos as honras e preeminências, não somos dignos do nome de cristãos.
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O Redentor, sabendo que Judas se aproximava, acompanhado dos Judeus e dos soldados, levanta-se, banhado ainda no suor da agonia mortal. Com o rosto pálido, mas com o coração todo abrasado em amor, vai-lhes ao encontro para se lhes entregar nas mãos, e vendo-os chegados perto, diz:Quem quaeritis?— “A quem buscais?” — Afigura-te, minha alma, que neste momento Jesus te pergunta também: Dize-me, a quem buscas? Ah, meu Senhor, a quem poderei buscar senão a Vós, que descestes do céu à terra para me buscar e não me ver perdido?
Comprehenderunt Iesum, et ligaverunt eum — “Eles prenderam a Jesus e o ligaram”. Ó céus, um Deus ligado! Que diríamos, se víssemos um rei preso e ligado pelos seus servos? E que dizemos agora vendo um Deus entregue às mãos da gentalha? Ó cordas bem-aventuradas! Vós que ligastes o meu Redentor, ah! Liga-me a Ele, mas liga-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor. — Considera, minha alma, como um lhe liga as mãos, outro o injuria, mais outro o empurra, e o Cordeiro inocente se deixa ligar e empurrar quanto quiserem. Não procura fugir das mãos deles, não chama por auxílio, não se queixa de tantas injúrias, nem mesmo pergunta por que é tratado assim. Eis, pois, realizada a profecia de Isaías: Oblatus est quia ipse voluit, et non aperuit os suum; sicut ovis ad occisionem ducetur (2) — “Foi oferecido, porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; ele será levado como uma ovelha ao matadouro”.
Mas onde é que se acham os seus discípulos? Que fazem? Já não podendo livrá-Lo das mãos de seus inimigos, ao menos que o tivessem acompanhado para defenderem a inocência de Jesus perante os juízes, ou sequer para o consolarem com a sua presença! Mas não; o Evangelho diz: Tunc discipuli eius, relinquentes eum, omnes fugerunt (3) — “Então os seus discípulos desamparando-O, fugiram todos”. Qual não devia ser a tristeza de Jesus, vendo que até os seus discípulos queridos fugiam e O desamparavam? Mas, ó céus, então o Senhor viu ao mesmo tempo todas aquelas almas que, sendo por Ele mais favorecidas, haviam de abandoná-Lo depois e de Lhe virar as costas. Continuar lendo
CATECISMO EM VÍDEO – AULA 15: O PARAÍSO TERRESTRE
SUBDIACONATO E ÚLTIMAS ORDENS MENORES CONFERIDOS EM ECÔNE – 2018
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
ORDENS MENORES DE ACÓLITO E EXORCISTA
Em 17 de março de 2018, no sábado conhecido como “Sitientes”, do nome do Introito da missa do dia, 5 jovens levitas receberam o subdiaconato das mãos de Mons. Bernard Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X .
Esta primeira ordem maior, da lista das que levam ao sacerdócio, implica a entrega total de si mesmo a Deus através dos votos de castidade e a obrigação de recitar o breviário em nome da Igreja.
Na mesma cerimônia, outros 12 clérigos receberam as duas últimas ordens menores de Acólito e Exorcista.
ELEVAÇÃO AO SUBDIACONATO
Após as admoestações relativas aos seus compromissos definitivos, os ordenandos se prostraram no chão, de bruços, em sinal de humildade e adoração, como faziam os patriarcas e os profetas.
Então, em harmonia com todos os eleitos do Céu, é cantada a Ladainha de Todos os Santos, a oração favorita da Igreja em que todos os títulos meritórios e as obras do Homem-Deus são apresentados à Santíssima Trindade. Esta prostração e ladainha precedem a ordenação ao diaconato e também ao sacerdócio.
O papel do subdiácono é apresentar a patena e o cálice ao diácono nas Missas solenes, verter água no cálice e cantar a Epístola. Ele também é responsável pela purificação de panos sagrados.
Ao receber a primeira ordem maior, o subdiaconato, os jovens levitas se comprometem, por um voto implícito, a levar uma vida de castidade perpétua (ver Código de Direito Canônico de 1917, Canon 132 ).
Mons. Tissier de Mallerais dirigiu-se a eles com as seguintes palavras prescritas:
“Meus queridos filhos, ao receberem esta Ordem, não vos será mais lícito afastarem-se de vosso objetivo e serão sempre obrigados a estar ao serviço a Deus (De servi-Lo para que Ele reine) e com Sua ajuda irão guardar a castidade e permanecerão sempre envolvidos no ministério da Igreja. Por consequência, enquanto houver tempo, examinem-se e vejam se estão determinados a perseverarem em vossa santa resolução e a darem esse passo em nome de Nosso Senhor.”
Além do compromisso com o celibato, os subdiáconos são obrigados a recitar todo o breviário diariamente. Durante a cerimônia, o pontífice pede ao Espírito Santo para que preencha os novos subdiáconos com seus dons, a fim de que possam cumprir dignamente as altas funções que a Igreja lhes confiou.
Rezemos por essas vocações e peçamos a Nossa Senhora para suscitar muitos chamados à vida religiosa nas famílias católicas.
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”
JESUS ORA NO HORTO E SUA SANGUE
Tunc venit Iesus cum illis in villam, quae dicitur Gethsemani — “Então foi Jesus com eles a uma herdade, que é chamada Gethsemani” (Matth 26, 36)
Sumário. O Filho de Deus, para nos ensinar o modo de orar, pede no horto a seu Pai divino, que O exima de beber o cálice de sua Paixão; com resignação, porém, acrescenta que se conforma em tudo à divina vontade. Prostra-se com a face na terra, e é tão grande o temor, o aborrecimento e a tristeza que Lhe sobrevém pela previsão dos seus padecimentos e da nossa ingratidão, que chega a suar sangue vivo. Ah, meu pobre Senhor, se eu menos houvera pecado, Vós menos teríeis sofrido.
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I. Finda que foi a ação de graças depois da Ceia, Jesus sai do cenáculo com os seus discípulos, entra no horto de Getsêmani e se põe em oração. Mas, ai! No mesmo instante assaltam-No juntos grande temor, grande aborrecimento e grande tristeza. Com o coração oprimido pela dor, o nosso Redentor diz que a sua alma bendita está triste até à morte: Tristis est anima mea usque ad mortem (1). — Jesus quis que então Lhe fosse presente aos olhos toda a funesta cena dos tormentos e opróbrios que Lhe estavam preparados. Na Paixão, estes tormentos afligiram-No um após outro; mas ali no horto vieram cruciá-Lo todos juntos, as bofetadas, os escarros, os açoites, os espinhos, os cravos e os vitupérios, que depois deveria sofrer. Submisso, aceita-os todos; mas, aceitando-os treme, agoniza e ora.
Mas, meu Jesus, quem Vos constrange a sofrer tantas penas? Constrange-me, responde, o amor que tenho aos homens. — Ah! Que assombro devia causar no céu o ver a força feita fraqueza! Um Deus aflito! E para que? Para salvação dos homens, suas criaturas! Naquele horto foi oferecido o primeiro sacrifício: Jesus foi a vítima, o amor, o sacerdote e o ardor de seu afeto para com os homens foi o fogo sagrado que consumiu o sacrifício.
Pater mi, si possibile est, transeat a me calix iste (2) — “Pai meu, se é possível, passe de mim este cálice”. Assim ora Jesus: Meu Pai, se é possível, isenta-me de beber este cálice tão amargoso. Mas Jesus ora assim, não tanto para ficar isento, como para nos fazer compreender a pena que padece e aceita por nosso amor. Ora assim também para nos ensinar que nas tribulações nos é permitido pedir a Deus que nos livre; mas ao mesmo tempo devemo-nos conformar em tudo com a vontade divina, e dizer o que Ele disse: Verumtamen non sicut ego volo, sed sicut tu (3) — “Todavia não seja como eu quero, mas sim como tu”. Continuar lendo
A TRADIÇÃO VAI À APARECIDA: PEREGRINAÇÃO FSSPX – 2018
Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
No dia 19/05/18 teremos mais uma peregrinação da FSSPX à Aparecida.
Fiéis da FSSPX se reunirão em Pindamonhangaba e de lá partirão a pé para visitar nossa Mãe Santíssima.
Esse ano, devido à algumas mudanças de organização, serão cerca de 20 quilômetros de percurso de uma cidade à outra, completados em 5/6 horas de caminhada, mais ou menos.
No trajeto iremos cantando músicas tradicionais, rezando rosários e os padres ficarão à disposição para ouvir confissões.
Ao final teremos a Missa de encerramento e faremos a visita à nossa Mãe Santíssima na Basílica.
As fotos da Peregrinação do ano passado podem ser vistas aqui: “Fotos e vídeo da peregrinação da FSSPX à Aparecida (2017)”
Aos que quiserem participar conosco e/ou ter mais informações, partindo de Ribeirão Preto, entrem em contato pelo gespiox@yahoo.com.br
Restam poucas vagas.
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OBS: para informações de como serão as saídas dos outros Centros de Missa, Comunidades amigas e Priorados, favor entrarem em contato diretamente com os mesmos (ver aqui).
ORDENS MENORES E SUBDIACONATO NO SEMINÁRIO SÃO TOMÁS DE AQUINO (EUA) – 2018
Fonte: Seminário São Tomás de Aquino (aqui e aqui) – Tradução: Dominus Est
A sexta-feira, 16 de março de 2018, foi um dia de alegria em meio aos dias penitenciais da Quaresma. O Seminário São Tomás de Aquino deu as boas-vindas a Sua Excelência Mons. De Galarreta, que conferiu as Ordens Menores a 8 seminaristas nas solenes cerimônias anuais, que foram uma fonte contínua de graça e alegria para a Igreja.
Cinco seminaristas receberam as ordens de Hostiário e Leitor, enquanto 3 foram elevados às ordens de Exorcista e Acólito. Este ano marca a segunda cerimônia de Ordens Menores na Virgínia, com o seminário novamente hospedando dezenas de amigos e membros da família dos ordinandos.
Já no dia de São Patrício, 17 de março de 2018, Sua Excelência Mons. de Galarretta conferiu o Subdiaconato a 5 candidatos no Seminário Santo Tomás de Aquino, na Virgínia (EUA).
Para saber mais sobre as Ordens Sagradas, incluindo as Ordens Menores, clique aqui.
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“Senhor, dai-nos sacerdotes,
Senhor, dai-nos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,
Senhor, dai-nos famílias católicas,
São Pio X, rogai por nós”
ÚLTIMA CEIA DE JESUS CRISTO COM OS SEUS DISCÍPULOS
Vespere autem facto, discumbebat (Iesus) cum discipulis suis — “Chegada, pois, a tarde, pôs-se (Jesus) à mesa com os seus discípulos” (Matth. 26, 20).
Sumário: Imaginemos ver Jesus Cristo que, sentado à mesa com os discípulos, come o Cordeiro Pascal, figura do sacrifício d’Ele mesmo, que no dia seguinte seria oferecido sobre o altar da Cruz. Imaginemos vê-Lo também no momento de prostrar-Se diante dos Apóstolos e de Judas para lhes lavar os pés. Vendo um Deus que Se humilha a tal ponto por nosso amor, ficaremos sempre tão orgulhosos, que não sabemos suportar uma palavra de desprezo, a mais leve falta de atenção?
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Sabendo Jesus que era chegada a hora de sua morte, em que devia partir deste mundo, como até então tinha amado os homens com amor excessivo, quis naquela hora dar-lhes as últimas e maiores demonstrações de seu amor. Vede-O, como sentado à mesa e todo inflamado de amor, Se volta para os seus discípulos e lhes diz: Desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum (1) — “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa”. Discípulos meus (e o mesmo disse Jesus então a todos nós), sabei que em toda a minha vida não tive outro desejo senão o de celebrar convosco esta Última Ceia; porquanto logo em seguida irei sacrificar-Me pela vossa salvação.
Portanto, ó meu Jesus, tendes tão vivo desejo de dar a vida por nós, as vossas miseráveis criaturas? Ah! Esse vosso desejo, como não deve excitar em nossos corações o desejo de padecer e morrer por vosso amor, visto que por nosso amor desejais tão ansiosamente padecer e morrer! Ó amado Redentor, fazei-nos saber o que quereis de nós; queremos agradar-Vos em tudo. Queremos dar-Vos gosto para respondermos ao menos um pouco ao grande amor que nos tendes.
Entretanto é posto na mesa o cordeiro pascal, figura de nosso Salvador mesmo. Assim como aquele cordeiro foi consumido na Última Ceia, assim o mundo veria no dia seguinte o Cordeiro divino, Jesus Cristo, consumido de dores sobre o altar da Cruz. Continuar lendo
CONSELHO DOS JUDEUS E TRAIÇÃO DE JUDAS
Expedit vobis, ut unus moriatur homo pro populo, et non tota gens pereat — “Convém que morra um homem pelo povo e que não pereça toda a nação (Io. 11, 50).
Sumário. Tendo os iníquos pontífices decretado a morte de Jesus Cristo, tiveram grande satisfação ao ver que Judas, um dos discípulos, se oferecia a traí-Lo e entregar-Lho nas mãos. O Senhor conhece perfeitamente a felonia de Judas e todavia não deixa de tratá-lo como amigo na mesma forma que d´antes; olha-o com benevolência, não recusa a sua companhia e chega a prostrar-se-lhe aos pés para os lavar. Ó inefável benignidade! Que belo exemplo para nós, se o quisermos aproveitar!
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No mesmo tempo em que Jesus andava derramando graças e fazendo milagres para benefício de todos, reúnem-se os primeiros personagens da cidade de Jerusalém a fim de tramarem a morte do Autor da vida. Refere São João que se ajuntaram os pontífices e os fariseus em conselho e diziam: Que fazemos nós? Este homem faz muitos milagres; se o deixamos assim livre, todos crerão nele. Mas um deles, por nome Caifás, respondeu que lhes convinha que um homem morresse pelo povo, e não perecesse a nação toda. “E desde aquele dia”, diz o mesmo São João, “pensavam em como haviam de o fazer morrer.” — Ah, Judeus! Não temais; vosso Redentor não fugirá, porquanto veio à terra exatamente para morrer, e pela sua morte livrar-vos a vós e a todos os homens da morte eterna.
Entretanto Judas apresenta-se aos pontífices e diz: Quid vultir mihi dare, et ego vobis eum tradam? (1) — “Que me quereis dar, e eu vô-Lo entregarei?” Oh! Que alegria deviam sentir os Judeus, pelo ódio que devotavam a Jesus Cristo, ao verem que um dos seus discípulos o queria trair e entregar-Lho nas mãos! Consideremos nisso o júbilo que, por assim dizer, reina no inferno, quando uma alma, depois de servir a Jesus Cristo por muitos anos, vem a traí-Lo por qualquer miserável bem ou vil satisfação.
Mas, ó Judas, já que estás resolvido a vender o teu Deus, exige pelo menos o preço que Ele vale. É um bem infinito, merecedor portanto de um preço infinito. Porque, pois, concluis o negócio por trinta dinheiros? At illi constituerunt ei triginta argenteos (2) — “E eles prometeram-lhe trinta dinheiros de prata”. — Minha alma, deixa Judas, e fixa em ti mesma os teus pensamentos. Dize-me, por que preço vendeste tu mesma tantas vezes a graça divina ao demônio? Continuar lendo
PREPARAÇÃO PARA A ORAÇÃO MENTAL – MEDITAÇÃO VII – DA VOCAÇÃO DE DEUS
Vamos conversar com Deus sobre o importantíssimo negocio da salvação das nossas almas;porem, para que os nossos infernais inimigos não nos embaracem, armemo-nos primeiro com o sinal da Cruz, dizendo com vivíssima fé: Pelo sinal da Santa Cruz, etc…
Feito o sinal da Cruz, digamos:
Espíritos tentadores e demônios malditos apartem-vos de mim e deste lugar para as profundezas do inferno, e não me estorveis nesta oração, dirigida para a honra e glória de Deus, e salvação da minha alma.
Façamos atos da presença de Deus.
Eu creio meu Deus e Senhor, firmemente, que vós estais aqui presente, dentro de mim, penetrando no meu interior, presenciando ainda os mais ocultos pensamentos do meu coração, sem que eu me possa esconder aos vossos puríssimos olhos; porém (prostrem-se) prostrado por terra com o corpo e com a alma, unido ao mesmo pó, me humilho na vossa divina presença desejo adorar-vos como adora a Maria Santíssima, os anjos e os santos do céu e os justos da terra: – Porem, ai de mim, oh meu Deus! Eu pequei, Senhor, perdoe-me, que eu proponho de me emendar e de não tornar mais a pecar. (levantem-se da prostração)
Ato de petição
Pai Eterno pelo sangue de Jesus Cristo e pelas dores de Maria Santíssima conceda-me as luzes, auxílio e graças para fazer bem e com fruto essa meditação. (Rezar um Pai Nosso e Uma Ave Maria)
Leiam-se agora os pontos da meditação, um de cada vez; e quando se encontrarem esses pontinhos (…) deve-se parar por algum tempo, a fim de se ponderar bem o sentido do que se tiver lido; e depois de cada ponto se ficará em silencio, meditando, pelo menos, dez minutos, de maneira que a meditação dos três pontos perfaça, pelo menos, meia hora; e ultimamente se darão graças ao Senhor.
Breve método da oração
Meditação VII – Da vocação de Deus
Ponto 1º – Consideras que, enquanto vives, continuamente te chama Deus para que te salves, e o demônio para que te condenes; Deus por um caminho fácil, suave e gostos; e o demônio por um caminho de trabalhos, de aflições e terrível; Deus mostra-te as delicias do céu, e se oferece para ajudar-te por si e por seus anjos e santos a subir para lá; o demônio convida-te a ser o seu companheiro no inferno, que esta ardendo abaixo de teus pés. A qual dos dois convites tem aceitado? Ao de Deus? Ou ao do demônio?… Ah! Quantas vezes têm tapado os ouvidos a estas vozes com que o Senhor te convida: << Ó meu filho, volta-te arrependido a mim, que quero perdoar-te, pois não quero a tua morte: o que quero é a tua conversão, para que deixeis de fugir-me, de me desprezar, de me açoitar e esbofetear…? E não são estas as vozes que o Senhor tem gritado ao teu coração e que tu tens desprezado?… Ah! Um dia virá em que terás de te arrepender: sim, quando estiveres à beira do sepulcro, e de caminho para a eternidade, conheceras o erro, porem já será tarde…. Agora que o Senhor te chama para te perdoar, vai com lágrimas de contrição lançar-te nos braços da sua misericórdia. Continuar lendo
FESTA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA
Pretiosa in conspectu Domini mors sanctorum eius — «Preciosa é aos olhos do Senhor a morte de seus santos» (Sl 115, 15).
Sumário. Representemo-nos na casa de Nazaré para assistir à morte do santo Patriarca. É opinião bem fundada que São José morreu de puro amor a Deus; porque teve a sorte ditosa de ser assistido por Jesus e Maria, que, com as palavras de vida eterna, que lhe dirigiam alternadamente naquelas extremas, inflamavam-lhe o amor. Se desejamos morrer de morte tão plácida e suave, sem angústias e temores, sejamos muito devotos do grande Santo, imitemos-lhe as virtudes, particularmente o seu amor a Jesus e Maria.
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Considera como São José, depois de ter servido tão fielmente a Jesus e Maria, chegou ao termo de sua vida na casa de Nazaré. Ali, cercado de anjos, e assistido pelo Rei dos anjos, Jesus Cristo, e por Maria sua Esposa, que se colocaram aos lados de seu pobre leito, saiu desta vida miserável em tão doce e sublime companhia e com paz paradisíaca na alma. Pela presença de tão digna Esposa e de tão nobre Filho (como o Redentor se dignou ser chamado), a morte de José tornou-se extremamente doce e suave. — E como podia ser-lhe a morte amargosa, morrendo nos braços daquele que é a vida? Quem jamais poderá dizer ou entender as suaves doçuras, as consolações, as doces esperanças, os atos de resignação, as chamas de amor, que foram inspirados ao coração de José pelas palavras de vida eterna que Jesus e Maria lhe dirigiam alternadamente naquela suprema hora? É, pois, bem admissível a opinião, referida por São Francisco de Sales, de que São José morreu de puro amor a Deus.
Assim a morte de nosso Santo foi toda plácida e suave, sem angústias e temores, porque a sua vida fora toda santa. Não pode ser tal a morte daqueles que algum tempo ofenderam a Deus e mereceram o inferno. Mas com certeza receberá então grande conforto aquele que for protegido por São José, a quem, depois que Deus mesmo lhe obedeceu, sem dúvida os demônios terão de obedecer. O Santo os repelirá de seus devotos e não lhes permitirá tentar aqueles que o invocarem na morte.
Bem-aventurada, pois, a alma que na última hora for assistida por tão poderoso advogado, que, por ter morrido assistido de Jesus e Maria, e por ter livrado o Menino Jesus do perigo de morte, fugindo com ele para o Egito, obteve o privilégio de ser padroeiro da boa morte, e de livrar seus devotos moribundos do perigo da morte eterna. Continuar lendo
GARRIGOU-LAGRANGE, RATZINGER E BERGOGLIO
Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa
No quinto aniversário da eleição do bispo de Roma Francisco, parece-me oportuno pôr em evidência alguns pontos em comum entre Bergoglio e seu predecessor Ratzinger, tido por alguns ingênuos, sem nenhum fundamento, como um baluarte da sagrada e imutável tradição da Igreja.
Infelizmente, aqui no Brasil os blogs dos grupos Summorum Pontificum, atrelados à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei Adflicta, não deram a merecida publicidade ao lançamento do livro do filósofo italiano Enrico Radaelli, curador da obra de Romano Amerio, Al cuore di Ratzinger – al cuore del mondo.
Na referida obra, Radaelli imputa a Ratzinger diversos erros filosóficos e teológicos defendidos em sua obra de juventude Introdução ao cristianismo, sendo que em alguns desses erros reincidiu o autor após ter abdicado do trono de São Pedro.
Diz Radaelli que, segundo Ratzinger, a existência de Deus é a melhor hipótese mas não é um dado da razão, como ensina São Tomás de Aquino. Ratzinger, portanto, seria um “tradicionalista rígido”, ou melhor, um fideísta. Quando li que Ratzinger considera Deus a melhor hipótese lembrei-me do que dizia D. Pestana sobre a mentalidade materialista de hoje: “Considera-se Deus uma hipótese inútil”.
Procurei, então, entender o alcance e as consequências do erro defendido pelo ex-papa. E logo me acudiram à memória as 24 teses tomistas concebidas sob o pontificado de São Pio X e publicadas por Bento XV, em 1916. As 24 teses foram elaboradas e propostas como regras seguras de direção intelectual, a fim de que se evitassem erros filosóficos que tivessem consequências deletérias nos estudos teológicos. Continuar lendo
DOMINGO DA PAIXÃO: GRANDE FRUTO QUE SE TIRA DA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO DE JESUS CRISTO
Abraham, pater vester, exultavit, ut videret diem meum: vidit et gavisus est — “Abraão, vosso pai, desejou ansiosamente ver o meu dia: ele o viu e exultou de gozo” (Io. 8, 56).
Sumário. Não é sem razão que Abraão e com ele os demais justos do Antigo Testamento desejavam tão ansiosamente ver o dia do Senhor. Sim, porque depois da vinda de Jesus Cristo, é impossível que uma alma crente que medita nas dores e ignomínias que Ele sofreu por nosso amor, não se abrase em amor e não se resolva firmemente a tornar-se santa. Se, pois, queremos progredir no caminho de perfeição, meditemos a miúdo, e especialmente nestes dias, na Paixão do Redentor, e meditando afiguremo-nos que presenciamos os mistérios dolorosos.
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I. Não é sem razão que o patriarca Abraão desejou ansiosamente ver o dia do Senhor; e que, tendo tido a ventura de vê-lo por uma revelação divina, ainda que em espírito somente, se alegrou em seu coração, como atesta o Evangelho de hoje. Sim, porque o tempo que se seguiu à vinda de Jesus Cristo, já não é mais tempo de temor, mas tempo de amor: Tempus tuum, tempus amantium (1).
Na Lei antiga, antes da Encarnação do Verbo, podia o homem, por assim dizer, duvidar se Deus o amava. Depois de O havermos visto, porém, morrendo por nós, exangue e vilipendiado sobre um patíbulo infame, já não podemos duvidar que Ele nos ame com toda a ternura. — Quem poderá jamais compreender, que excesso de amor levou o Filho de Deus a pagar a pena dos nossos pecados? E, todavia, isso é um ponto de fé: Dilexit nos, et lavit nos in sanguine suo (2) — “Ele nos amou, lavou-nos em seu sangue”. Ó misericórdia infinita! Ó amor infinito de Deus!
Mas porque é que tantos cristãos olham com indiferença para Jesus Cristo crucificado? Que na Semana Santa assistem à comemoração da morte de Jesus, mas sem algum sentimento de ternura e gratidão, como se não se comemorasse um fato verdadeiro, ou não lhes dissesse respeito? Continuar lendo
A PERDA DO ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est
Um dos efeitos da reforma litúrgica é a perda do espírito de sacrifício. O sacrifício já não é mais buscado sem o prazer. Dom Lefebvre denuncia essa nova orientação e lembra por que a Igreja sempre pediu aos fiéis a mortificação.
1 – Se já não há sacrifício da missa, tampouco há espírito de sacrifício
O catolicismo está fundado essencialmente sobre a cruz. Se não existe mais a noção do sacrifício da Cruz, do sacrifício da missa que continua o sacrifício da Cruz, já não se é mais católico. Nesta fé, na Cruz de Jesus e em seu Coração aberto, é onde encontramos a fonte das graças. Quando contemplamos sua cabeça coroada de espinhos e suas mãos transpassadas, encontramos todas as graças de ressurreição e de redenção que necessitamos. Se o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo é suprimido em nossos altares, apenas uma Eucaristia permanece, ou seja, uma refeição compartilhada, uma comunhão. Esse já não é mais o espírito da Igreja Católica que se fundamenta essencialmente na Cruz e no espírito de sacrifício.
Devemos reconhecer que o espírito de sacrifício está desaparecendo à nossa volta. Ninguém quer se mortificar, mas gozar e aproveitar a vida, mesmo entre os católicos. Por quê? Porque a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo já não está mais lá. E se já não há mais uma Cruz, já não existe mais uma Igreja Católica. É uma questão de considerável gravidade. É a mudança de orientação que foi feita durante o Concílio.
2 – Sem o espírito de sacrifício, toda a vida familiar é afetada
Em razão do fato de que depois do Concílio já não mais se fala do sacrifício da missa, o espírito de sacrifício desaparece e ninguém mais o entende. Continuar lendo
ABUSO DA DIVINA MISERICÓRDIA – PONTO III
Lê-se na Vida do Padre Luís de Lanusa que, certo dia, dois amigos passeavam juntos em Palermo. Um deles, chamado César, que era ator, vendo o seu companheiro pensativo em extremo, disse-lhe:
“Apostaria que te foste confessar, e por isso estás tão preocupado… Eu não quero acolher tais escrúpulos… Escuta: Disse-me um dia o Padre Lanusa que Deus me concedia ainda doze anos de vida, e que, se nesse tempo não me emendasse, morreria de má morte. Viajei depois por muitos países; sofri de diversas doenças, uma das quais me levou às portas da morte… É neste mês que se completam os famosos doze anos, e sinto-me disposto como nunca…”
Após esta fala, César convidou seu amigo a ver, no sábado seguinte, a estreia de uma comédia de sua autoria…
Naquele sábado, dia 24 de novembro de 1668, quando César se dispunha a entrar em cena, foi acometido subitamente de uma congestão e veio a morrer repentinamente nos braços de uma atriz. Assim acabou a comédia. Pois bem, meu irmão, quando o demônio, por meio da tentação, te excita outra vez ao pecado, se quiseres condenar-te podes cometer livremente o pecado; mas então não digas que desejas tua salvação.
Quando quiseres pecar, considera-te como condenado, e imagina que Deus dita tua sentença, dizendo: Que mais posso fazer por ti, ingrato, além do que já fiz? (Is 5,4). Já que queres condenar-te, condena-te, condena-te, pois… a culpa é tua.
Dirás, acaso: onde está então a misericórdia de Deus?… Desgraçado! Não te parece misericórdia o ter-te Deus suportado tanto tempo, apesar de tantos pecados? Prostrado diante dele e com o rosto em terra, devias estar a render-lhe graças e dizendo: Continuar lendo
DOR DE MARIA SANTÍSSIMA EM CONSENTIR NA MORTE DE JESUS
Proprio Filio suo non pepercit, sed pro nobis omnibus tradidit illum ― «Não poupou a seu próprio Filho, mas entregou-o por nós todos» (Rm 8, 32).
Sumário. Embora Maria Santíssima já tivesse consentido na morte de Jesus Cristo, desde que aceitou a maternidade divina, quis todavia o Pai Eterno, que ela renovasse o consentimento no tempo da Paixão, afim de que, juntamente com a vida do Filho, fosse também sacrificado o coração da Mãe. Pelos merecimentos deste consentimento tão espontâneo como doloroso, a Santíssima Virgem foi feita Reparadora do gênero humano, e credora de toda a nossa gratidão. Quantos, porém, lhe pagam com a ingratidão mais monstruosa, renovando pelo pecado a paixão do Filho e as dores da Mãe!
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Ensina Santo Tomás que, conferindo a qualidade de mãe direitos especiais sobre os filhos, parece conveniente que Jesus, inocente e sem culpa própria merecedora de suplício, não fosse destinado à morte de cruz sem que a Santíssima Virgem consentisse e o oferecesse espontaneamente a morrer. Verdade é que Maria já dera o seu consentimento quando foi escolhida para Mãe do Redentor. Quis, porém, o Eterno Pai que ela o renovasse no tempo da Paixão, afim de que, juntamente com o sacrifício da vida do Filho, fosse também sacrificado o coração da Mãe.
A Bem-Aventurada Virgem, ao pensar no Filho amado, que em breve ia perder, tinha os olhos sempre arrasados de lágrimas, e, como ela mesma revelou à Santa Brígida, um suor frio corria-lhe pelo corpo, por causa do temor do doloroso espetáculo que se avizinhava. Eis que, chegando finalmente o dia destinado, veio Jesus e chorando se despediu da Mãe, para ir morrer. Diz Cornélio a Lapide que, para compreendermos a dor que Maria então sentiu, seria mister que compreendêssemos o amor que tal Mãe tinha a tal Filho. Como, porém, poderemos fazer ideia disso?
Ah! os títulos unidos de serva e mãe, de filho e Deus acenderam no coração da Virgem um incêndio composto de mil incêndios, de tal modo que São Guilherme de Paris chega a dizer que Maria amou a Jesus Cristo tanto, que uma pura criatura não seria quase capaz de amá-lo mais: Quantum capere potuit hominis modus. No tempo da Paixão, todo este incêndio de amor se converteu num mar de dor. Pelo que São Bernardino disse: «Todos os sofrimentos do mundo, se fossem ajuntados, não poderiam igualar à dor de Maria». Pobre Mãe! E nós não nos compadeceremos dela? Continuar lendo
DEZ REFLEXÕES DO PADRE PIO SOBRE A QUARESMA
Fonte: FSSPX Distrito América do Sul – Tradução: Dominus Est
Padre Pio de Pietrelcina acompanha-nos também durante este período de mortificação, através da sabedoria de suas palavras.
1 – Precisamos entender a necessidade da guerra espiritual
Que sempre tenhamos diante de nossos olhos o fato de que aqui na Terra estamos em um campo de batalha e que é no paraíso que receberemos a coroa da vitória.
Que aqui é um banco de provas, o prêmio será outorgado lá em cima.
Que estamos agora em uma terra de exílio, enquanto nossa verdadeira pátria é o Céu a que devemos aspirar continuamente.
Satanás é um leão rugindo à procura de alguém para devorar e devemos manter isso sempre em mente durante a Quaresma.
2 – O Rosário é a arma secreta para a batalha
Empunhar o Rosário com firmeza. Ser gratos à Virgem porque foi ela quem nos deu Jesus.
Por amor à Virgem e para merecer o seu amor, rezar sempre o Rosário e com a maior frequência possível.
3 – A humildade é a chave mestra, a pureza o nosso escudo
A humildade é infinita. A pureza é poder. Imaginar a pureza e segui-la.
Estas também são armas na batalha. Humildade e pureza são as asas que nos levam a Deus e nos tornam quase divinos. Continuar lendo



























































