ESPECIAIS DO BLOG: O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS

Imagem relacionadaEm uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os capítulos do Livro: O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS, do Pe. Emmanuel-André, Prior do Mosteiro de Mesnil-Saint-Loup. Foram redigidas em 1884-1885, e foram publicadas em 1985.

Padre Emmanuel-André dá precisões surpreendentes sobre o indiferentismo religioso, que corresponde exatamente à heresia ecumênica de nossos dias. Que teria ele dito ou escrito se vivesse em nossa época!? Por seus escritos ele nos encoraja a permanecermos firmes na fé da Igreja Católica e a recusar os compromissos que arruínam a liturgia, sua doutrina e sua moral.

Aproveitem a leitura.

MEIOS DE PREPARAR-SE PARA A MORTE – PONTO III

Imagem relacionadaÉ necessário o cuidado de nos acharmos em qualquer tempo, como quiséramos estar na hora da morte.

“Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor” (Ap 14,13).

Diz Santo Ambrósio que morrem felizmente aqueles que ao morrer já estão mortos para o mundo, ou seja desprendidos dos bens que por força então hão de deixar. Por isso, é necessário que desde já aceitemos o abandono de nossa fazenda, a separação de nossos parentes e de todos os bens terrenos. Se não o fizermos voluntariamente durante a vida, forçosa e necessariamente o teremos de fazer na morte, com a diferença de que então não será sem grande dor e grave perigo de nossa salvação eterna. Adverte-nos, neste propósito, Santo Agostinho, que constitui grande alívio, para morrer tranquilo, regular em vida os interesses temporais, fazendo previamente as disposições relativas aos bens que temos de deixar, a fim de que na hora derradeira somente pensemos em nossa união com Deus. Convirá então só ocupar-se das coisas de Deus e da glória, pois são demasiadamente preciosos os últimos momentos da vida para dissipá-los em assuntos terrenos. No transe da morte se completa e se aperfeiçoa a coroa dos justos, porque é então que se recolhe a melhor soma de méritos, abraçando as dores e a própria morte com resignação ou amor.

Mas não poderá ter na morte estes bons sentimentos quem neles não se exercitou durante a vida. Para este fim alguns fiéis praticam, com grande aproveitamento, a devoção de renovar em cada mês o protesto da morte, com todos os atos em tal transe próprios de um cristão, e isto depois de receber os sacramentos da confissão e comunhão, imaginando que se acham moribundos e a ponto de sair desta vida.

O que se não faz na vida, difícil é fazê-lo na morte. A grande serva de Deus, irmã Catarina de Santo Alberto, filha de Santa Teresa, suspirava na hora da morte, exclamando: Continuar lendo

NÃO IREI DORMIR EM PECADO

Resultado de imagem para confissão criançaQuando fez a sua primeira comunhão, tomou um menino a resolução de nunca ir dormir em pecado mortal na consciência.

O seu propósito era: “Se tivesse a desgraça de cair em falta grave, irei confessar-me no mesmo dia e não irei para a cama antes de me haver conciliado com Deus”.

Alguns meses mais tarde teve a fraqueza de cometer um tal pecado. Era sábado, fazia mau tempo e a igreja era distante. Ele dizia:
– Amanhã, quando for à missa, procurarei o confessor e me confessarei.

Lembra-se, porém, de sua promessa e uma voz interior lhe diz:
– Fazei o que prometeste, vai te confessar…

Contudo, não se resolvia ir e, nessa luta, ajoelhou-se e implorou o auxílio de Nossa Senhora, rezando uma Ave-Maria para que lhe fizesse conhecer a vontade de Deus. Apenas terminara a sua oração, sentiu-se mais vivamente impelido a ir confessar-se imediatamente. Levanta-se, corre à igreja e confessa-se.

De volta encontra-se com sua madrinha, que lhe pergunta de onde vem.

– Acabo de confessar-me, diz com rosto alegre e feliz: cometi um pecado e não quis ir dormir sem alcançar o perdão; agora, sim, tendo recuperado a graça de Deus, posso dormir tranquilo…

Sua mãe tinha o costume de deixá-lo dormir um pouco mais aos domingos; por isso não foi despertá-lo cedo. Às sete horas bate à porta, chama-o pelo nome… Não responde. Passa um quarto de hora e o menino não aparece. Chama-o de novo, mas sem resultado algum.

Inquieta, abre a porta, abeira-se da cama onde o filho jaz imóvel; pega-lhe, está fria; fixa-o um instante, dá um grito e desmaia… O menino estava morto!

E se não tivesse ido confessar-se?

 

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

MEIOS DE PREPARAR-SE PARA A MORTE – PONTO II

Resultado de imagem para moribundoJá que é certo, meu irmão, que tens de morrer, prostra-te aos pés do Crucifixo; agradece-lhe o tempo que sua misericórdia te concede para regular tua consciência, e passa em revista a seguir todas as desordens de tua vida passada, especialmente as de tua mocidade. Considera os mandamentos divinos: recorda os cargos e ocupações que tiveste, as amizades que cultivastes; anota tuas faltas e faze — se ainda a não fizeste — uma confissão geral de toda a tua vida… Oh! quanto contribui a confissão geral para pôr em boa ordem a vida de um cristão.

Cuida que essa conta sirva para a eternidade, e trata de resolvê-la como se a apresentasses no tribunal de Jesus Cristo. Afasta de teu coração todo afeto mau e todo rancor ou ódio. Satisfaze qualquer motivo
de escrúpulo acerca dos bens alheios, da reputação lesada, de escândalos dados, e propõe firmemente
fugir de todas as ocasiões em que possas perder a Deus. Pensa que aquilo que agora parece difícil, impossível te parecerá no momento da morte.

O que mais importa é que resolvas pôr em execução os meios de conservar a graça de Deus. Esses meios são: ouvir Missa diariamente; meditar nas verdades eternas; fazer, ao menos uma vez por semana, a confissão e receber a comunhão; visitar todos os dias o Santíssimo Sacramento e a Virgem Maria; assistir aos exercícios das congregações ou irmandades a que pertenças; praticar a leitura espiritual; fazer todas as noites exame de consciência; escolher alguma devoção especial à Virgem, como jejuar todos os sábados, e, por fim, propor recomendar- se a Deus e à sua Mãe Santíssima, invocando a miúdo, sobretudo no tempo da tentação, os santíssimos nomes de Jesus e Maria. Continuar lendo

A PSICOLOGIA DA APOSTASIA

Resultado de imagem para homem cabisbaixoFoi incansável na tentativa de levar às almas a verdade, tanto natural quanto sobrenatural, o Pe. Leonel Franca, que ilustra o pensamento brasileiro com livros dignos de um mestre. Entre seus escritos, encontra-se um pequeno livro, A Psicologia da Fé, onde o grande jesuíta analisa os detalhes do ato de fé, aquilo que leva o homem a agir pela Fé, o que  falta na atitude daqueles que não têm Fé.

Inspirado neste trabalho, e assistindo já há alguns anos a tantas almas, perguntei-me o que levava os homens ao abandono da fé. Qual a mola interior que conduz a alma humana a passar de uma atitude de  docilidade diante da verdade revelada à oposição total e perda dos atos relativos à fé: oração, confissão freqüente, comunhão, e vida cristã.

Não analiso aqui a atitude dos que não têm Fé, mas sim a atitude e a dinâmica da perda da Fé.

A alma que vive da fé  

Consideremos, então, uma alma posta no sossego da fé: ela crê em Deus e em sua Igreja, ela obedece aos mandamentos, ela reza todos os dias e no domingo prepara a si e aos seus para assistir a Santa Missa. No dia a dia, esbarrando em tantas ocasiões de pecado, em tantas tentações, ela usa os critérios que a Igreja nos propõe para não se deixar levar, para não cair no pecado: fuga das ocasiões, atos de fé, aconselhamento com o sacerdote, e oração freqüente. Assim combate a alma cristã, assim busca a perfeição quem vive da graça. É claro que em diversas ocasiões virão lhe propor atitudes que são contrárias à sua fé. Ela, porém, saberá esquivar-se com prudência de todos os ataques. Aqui com gentilezas, ali com a força do combate, mas sempre protegendo o maior tesouro que recebeu. Saberá ter compaixão para com tantas amizades, tantos parentes que não vivem da Fé e se deixam levar pelas facilidades da vida. Saberá calar e rezar no silêncio do seu quarto, sem no entanto dar a entender que apóia os erros dos seus mais próximos amigos e parentes. As coisas relativas à vida da Igreja serão sempre, para tal alma, motivo de alegria, de estudos, de oração. E se acontecer que uma atitude lhe seja pesada, rapidamente se inclinará à confiança em Deus, no auxílio divino para resistir ao erro. Viverá na Esperança teologal. E como uma vida assim não existe sem que a alma esteja unida à Deus, sem que a alma ame a Deus e ao próximo, a Caridade será a coroa de sua existência.

Vivendo, então, da Fé, da Esperança e da Caridade, a alma verdadeiramente católica busca a perfeição na prática de todas as virtudes. Continuar lendo

MAIS DVDs À DISPOSIÇÃO

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estamos disponibilizando novamente algumas palestras proferidas pelos padres da FSSPX (Priorado de Santa Maria).

Infelizmente a quantidade é pequena e os primeiros a enviarem email (gespiox@yahoo.com.br) com a solicitação, terão suas reservas atendidas.

O valor de cada título é de R$ 40,00 (já com frete PAC incluso).

As descrições e as quantidades disponíveis estão abaixo:

A REPÚBLICA DE PLATÃO

(QTE À DISPOSIÇÃO: ESGOTADO)

  • Introdução
  • O Mundo Grego
  • A Vida de Platão
  • Resenha do Diálogo da República
  • A Virtude da Justiça
  • Paralelo entre a Alma e a Pólis
  • A Justiça e a Sabedoria
  • A Solução Cristã ao Dilema de Platão
  • Conclusão

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A UNIVERSIDADE MEDIEVAL

(QTE À DISPOSIÇÃO: ESGOTADO)

  • Introdução
  • Antecedentes Históricos
  • Civilização Escolástica
  • Os Mosteiros
  • O Aparecimento das Universidades

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A GESTA DE SANTA JOANA D’ARC

(QTE À DISPOSIÇÃO: ESGOTADO)

  • Introdução
  • Fim dos Tempos
  • Guerra dos Cem Anos
  • Missão de Jeanne
  • Batalha de Orleans e Sagração em Reims
  • Universidade de Paris
  • Processo e Martírio
  • Reabilitação e Canonização
  • Retrato Moral
  • Conclusão

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A EDUCAÇÃO CATÓLICA DOS FILHOS

(QTE À DISPOSIÇÃO: 6)

  • A Família, Base da Educação
  • A Alma Humana
  • A Prudência da Educação
  • A Ordem do Bem Comum
  • A Cidade de Deus
  • Conclusão

MEIOS DE PREPARAR-SE PARA A MORTE – PONTO I

Resultado de imagem para moribundoMemorare novissima tua, et in aeternum non peccabis. – “Lembra-te de teus novíssimos, e não pecarás jamais” (Ecl 7, 40)

Todos cremos que temos de morrer, que só uma vez havemos de morrer e que não há coisa mais importante que esta, porque do instante da morte depende a eterna bem-aventurança ou a eterna desgraça.

Todos sabemos também que da boa ou má vida depende o ter boa ou má sorte. Como se explica, pois, que a maior parte dos cristãos vivem como se nunca devessem morrer, ou como se importasse pouco morrer bem ou mal? Vive-se mal porque não se pensa na morte:

“Lembra-te de teus novíssimos, e não pecarás jamais.”

É preciso persuadirmo-nos de que a hora da morte não é o momento próprio para regular contas e assegurar com elas o grande negócio da salvação. As pessoas prudentes deste mundo tomam, nos negócios temporais, todas as precauções necessárias para obter tal benefício, tal cargo, tal casamento conveniente, e, com o fim de conservar ou restabelecer a saúde do corpo, não deixam de empregar os remédios adequados. Que se diria de um homem que, tendo de apresentar-se ao concurso de uma cadeira, esperasse, para adquirir a indispensável habilitação, até ao momento de acudir aos exercícios? Não seria um louco o comandante de uma praça que esperasse vê-la sitiada para fazer provisões de víveres e armamentos? Não seria insensato o navegante que aguardasse a tempestade para munir-se de âncoras e cabos?… Tal é, todavia, o procedimento do cristão que difere até à hora da morte o regular o estado de sua consciência.

“Quando cair sobre eles a destruição como uma tempestade… Então invocar-me-ão e não os escutarei… Comerão os frutos do seu mau proceder” (Pr 1,27.28.31).

A hora da morte é tempo de confusão é de tormenta. Então os pecadores implorarão o socorro do Senhor, mas sem conversão verdadeira, unicamente com o receio do inferno, em que se veem próximos a cair. É por este motivo justamente que não poderão provar outros frutos que os de sua má vida. Continuar lendo

ISLÂNDIA PODE SER O PRIMEIRO PAÍS A ERRADICAR A SÍNDROME DE DOWN

COMO ESTÃO CONSEGUINDO?

COM UMA FORMA SATÂNICA MODERNA BEM SIMPLES: ABORTANDO OS FETOS IDENTIFICADOS!

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De acordo com a CBS News, em 14 de agosto de 2017, a Islândia poderá ser, em breve, o primeiro país livre da Síndrome de Down, já que quase todos os fetos com essa síndrome são mortos.

Fonte: SSPX USA  – Tradução: Dominus Est

Neste país de 330 mil habitantes, apenas uma ou duas crianças com síndrome de Down nascem todos os anos. Segundo a agencia de notícias americana, esses raros nascimentos se devem às “falhas nos exames pré-natais”. As mulheres islandesas tem permissão para abortar após a 16ª semana de gestação se o feto tiver alguma deformidade. A síndrome de Down, obviamente, está incluída nesta categoria. De acordo com as estatísticas apresentadas pela CBS News, “cerca de 100% das mulheres que receberam o teste positivo para a síndrome de Down interromperam sua gravidez”.

O episódio apresenta o geneticista islandês Kari Stefansson regojizando-se pelo fato do país “praticamente ter erradicado a síndrome de Down da nossa sociedade“. Embora não haja “nada de errado em aspirar a ter filhos saudáveis“, ele se pergunta “até onde devemos devemos ir na busca por esses objetivos”. “É uma decisão bastante complicada”, acrescenta.

De acordo com Jor-El Godsey, presidente de um grupo pró-vida americano que também foi entrevistado pela CBS, a questão é bem simples: “Estes são seres humanos preciosos, feitos à imagem de Deus, e nenhum governo ou pessoa na terra tem autoridade para roubar a vida de pessoas com síndrome de Down “.

Abortar fetos com síndrome de Down é uma prática generalizada em todo o mundo. Quase 70% de todos os fetos que apresentam riscos são mortos nos Estados Unidos, 77% na França, 90% na Suíça e 98% na Dinamarca.

ESPECIAIS DO BLOG: CÉU, PURGATÓRIO E INFERNO SEGUNDO SÃO JOÃO BOSCO

Resultado de imagem para são joão boscoEm uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os três capítulos do Livro: Céu, Purgatório e Inferno, de São João Bosco.

São relatos das visitas que o Santo fez a esses locais, através de “sonhos” que tinham caráter sobrenatural. São 3, de muitos que teve durante toda sua vida, na qual o próprio Santo julgava serem frutos de sua imaginação.

Vale a leitura:

HOJE O “MILAGRE DO SOL” COMPLETA 100 ANOS

Um testemunho do Milagre do Sol: “Se não fosse católico, nesse momento ter-me-ia convertido

Fonte: Observador

Bernardo Motta reuniu em livro cerca de centena e meia de testemunhos do Milagre do Sol. O livro sai no último dia das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima. Leia aqui um dos depoimentos.

Há 100 anos, a 13 de outubro de 1917, dezenas de milhares de pessoas assistiram, à hora prevista, ao chamado “Milagre do Sol” — um sinal pedido a Nossa Senhora por irmã Lúcia, três meses antes, para que todos acreditassem nas aparições de Fátima. Bernardo Motta recolheu cerca de centena e meia de depoimentos de testemunhas oculares, que transcreveu e reuniu num livro. O Milagre do Sol segundo testemunhas oculares chega às livrarias esta sexta-feira — o dia em que se encerram as celebrações do Centenário das Aparições de Fátima.

O Observador pré-publica um desses depoimentos: o do e Luís António Vieira de Magalhães e Vasconcelos.

«Depoimento que faz pela sua honra e pela sua fé de cristão, Luís António Vieira de Magalhães e Vasconcelos, solteiro, advogado e oficial do registo civil no concelho de Vila Nova de Ourém, sobre os factos ocorridos nas proximidades do lugar da Fátima, deste concelho, no ano de 1917. Já há meses corriam variadas versões de que a Virgem Nossa Senhora aparecia nas proximidades do lugar da Fátima a umas pequenas pastoras. Eu tinha conhecimento dessas versões e sabia que era grande a afluência de gente de várias categorias sociais ao local indicado pelas referidas pastoras, principalmente nos dias 13 de cada mês, pois eram os dias em que estas diziam que se davam as aparições. Tais boatos começaram a interessar-me e por esse motivo pretendi então informar-me do que se passava. Falando com algumas pessoas que lá tinham estado no dia treze de setembro, umas declararam-me que nada tinham visto, outras que tinham visto uma estrela, outras faziam descrições fantásticas. Tão pouca uniformidade havia nos seus depoimentos que me convenci de que se tratava de uma “blague” sem o menor fundamento. Esta minha convicção mais se avigorou, quando dias depois falei com um venerando sacerdote deste concelho, que me disse ter sabido casualmente que as pequenas pastoras tinham em casa um livro onde se descreviam os milagres de Nossa Senhora de Lourdes e da Virgem de La Salette. Este venerando Sacerdote mostrava-se pouco inclinado a acreditar na sinceridade das revelações feitas pelas pequenas. Continuar lendo

ORDENAÇÕES NO SEMINÁRIO DE LA REJA (ARG)

No sábado, 7 de outubro de 2017, Festa de Nossa Senhora do Rosário, o Superior Geral da Fraternidade São Pio X, D. Bernard Fellay, celebrou uma Missa Pontifical no seminário de Nossa Senhora Corredentora em La Reja (Argentina). Dezoito seminaristas receberam tonsuras, ordens menores ou o sub-diaconato.

  • 5 seminarista do 2º ano receberam a tonsura eclesiástica e entraram no clericato.
  • 5 seminaristas do 3º ano receberam as primeiras ordens menores de Hostiário e Leitor.
  • 1 seminarista do 4º ano recebeu as segundas ordens menores de Exorcista e Acólito.
  • 7 seminaristas do 5º ano receberam a ordenação ao sub-diaconato. Destes, 4 são argentinos, 2 brasileiros e 1 mexicano.

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

12 DE OUTUBRO: VIVA MÃE DE DEUS E NOSSA…!!!

CONVERTIDO POR NOSSA SENHORA

Resultado de imagem para virgem santíssimaUm dia foi S.Francisco Régis chamado para atender um enfermo, que não queria de forma alguma preparar-se para a morte. Desprezava todos os auxílios da santa religião.

O Santo tirou do breviário uma imagem da Mãe de Deus e, mostrando-a ao doente, disse:

– Olha, Maria te ama!

– Como, replicou o pecador, então ela me conhece?

–  Mas eu sei que ela te ama, tornou o Santo.

– Então ela não sabe que reneguei a minha fé e desprezei a religião?

– Sabe.

– Que insultei a seu filho?

– Sabe.

– Que estas mãos estão manchadas de sangue inocente?

– Sabe.

– Padre, o senhor fala a verdade?

– Sim; passarão o Céu e a terra, mas a palavra de Deus não passará. Sabe o que Jesus disse outrora e te

Diz hoje ainda: Filho, eis aí tua Mãe!

– Uma mãe que me ama!… murmurou o pecador comovido; minha mãe, minha…e copiosas lágrimas lhe vinham dos olhos. Eram lágrimas de verdadeiro arrependimento e sincera dor.

Fez piedosa confissão e recebeu com visível fervor a sagrada comunhão e a extrema-unção.

Alguns dias depois, feliz e cheio de confiança, expirou.

                                       *          *          *

Como é agradável saber que no Céu temos uma Mãe que sempre pensa em nós, que vela solícitamente por nós, que nunca nos abandona, mesmo quando nós somos ingratos e pecadores arrependidos.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M

O CARDEAL BURKE PODERIA FALAR DE “CISMA” EM RELAÇÃO À FSSPX?

news-header-imageFonte: DICI – Tradução: Dominus Est

No dia 15 de julho de 2017, o Cardeal Raymond Burke, Patrono da Ordem de Malta e ex-Presidente do Tribunal de Assinatura Apostólica, fez uma conferência em Medford, Oregon, nos Estados Unidos. Interrogado sobre a Fraternidade São Pio X, respondeu que, segundo ele, esta sociedade de sacerdotes está “em estado de cisma”, isso “desde que o falecido Mons. Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem o mandato do Romano Pontífice. Portanto, não é legítimo assistir à Missa ou receber os sacramentos em uma igreja que está sob a jurisdição da Fraternidade São Pio X. “

Proveniente de um dos quatro cardeais signatários da Dubia sobre as passagens heterodoxas da Amoris lætitia, esta declaração, publicada na Internet por um blogueiro americano em 30 de setembro, é surpreendente em diversos aspectos.

O cardeal Burke, eminente canonista, se manifesta, sem dúvida, de forma jurídica, mas parece ignorar que, ainda que as sagrações episcopais de 1988 tenham merecido as sanções mais elevadas aos seus autores, nem os membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, nem os fiéis que frequentam seus priorados, nunca foram declarados cismáticos.

Certamente, o prelado romano sabe que o Papa Bento XVI levantou, em 21 de janeiro de 2009, qualquer tipo de sanção a que os bispos da Fraternidade incorreram e, portanto, admite que os bispos da Fraternidade “não estão mais excomungados”, mas, segundo ele “não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.” Esta “anomalia” lhe parece incompreensível, como o fato do Papa Francisco dar o poder ordinário de confessar a todos os sacerdotes da Fraternidade, e até mesmo reconhecê-los como testemunhas qualificadas da Igreja para os casamentos dos seus fiéis. Então, para declarar pura e simplesmente “em um estado de cisma”, há um passo que nenhum papa autorizou atravessar, mas que o Cardeal Burke cruza um pouco rápido demais. Continuar lendo

DO AGRADECIMENTO PELA GRAÇA DE DEUS

Imagem relacionadaPara que buscas repouso se nascestes para o trabalho? Dispõe-te mais à paciência que à consolação, mais para levar a cruz que para ter alegria. Quem dentre os mundanos não aceitaria de bom gosto a consolação e a alegria espiritual, se a pudesse ter sempre ao seu dispor? As consolações espirituais excedem todas as delícias do mundo e todos os deleites da carne. Pois todas as delícias do mundo ou são vãs ou torpes, e só as do espírito são suaves e honestas, nascidas que são das virtudes e infundidas por Deus nas almas puras. Mas ninguém pode lograr estas divinas consolações à medida de seu desejo, porque não cessa por muito tempo a guerra da tentação.

Grande obstáculo às visitas celestiais é a falsa liberdade do espírito e a demasiada confiança em si mesmo. Deus faz bem dando-nos a graça da consolação; mas o homem faz mal não retribuindo tudo a Deus, com ação de graças. E se não se nos infundem os dons da graça, é porque somos ingratos ao Autor, não atribuindo tudo à fonte original. Pois sempre Deus concede a graça a quem dignamente se mostra agradecido e tira ao soberbo o que costuma dar ao humilde.

Não quero consolação que me tire a compunção, nem desejo contemplação que me seduz ao desvanecimento; porque nem tudo que é sublime é santo, nem tudo que é agradável é bom, nem todo desejo é puro, nem tudo que nos deleita agrada a Deus. De boa mente aceito a graça, que me faz humilde e timorato e me dispõe melhor para renunciar a mim mesmo. O homem instruído pela graça e experimentado com sua subtração não ousará atribuir-se bem algum, antes reconhecerá sua pobreza e nudez. Dá a Deus o que é de Deus, e atribui a ti o que é teu; isto é, dá graças a Deus pela graça, e só a ti atribui a culpa e a pena que a culpa merece.

Põe-te sempre no ínfimo lugar, e dar-te-ão o supremo, porque o mais alto não existe sem o apoio do inferior. Os maiores santos diante de Deus são os que se julgam menores, e quanto mais glorioso, tanto mais humildes são no seu conceito. Como estão cheios de verdade e glória celestial, não cobiçam a glória vã. Em Deus fundados e firmados, nada os pode ensoberbecer. Atribuindo a Deus todo o bem que receberam, não pretendem a glória uns dos outros; só querem a glória que procede de Deus; seu único fim, seu desejo constante é que ele seja louvado neles e em todos os santos, acima de todas as coisas.

Agradece, pois, os menores benefícios e maiores merecerás. Considera como muito o pouco, e o menor dom por dádiva singular. Se considerarmos a grandeza do benfeitor, não há dom pequeno ou de pouco valor; porque não pode ser pequena a dádiva que nos vem do soberano Senhor. Ainda quando nos der penas e castigos, Lho devemos agradecer, porque sempre é para nossa salvação quanto permite que nos suceda. Se desejares a graça de Deus, sê agradecido quando a recebes e paciente quando a perdes. Roga que ela volte, anda cauteloso e humilde, para não vires a perdê-la.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

CAUSAS E TÁTICAS MODERNISTAS

Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora, Veneráveis Irmãos, indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento. As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. Por esta razão o Nosso sábio predecessor Gregório XVI, com toda a verdade escreveu (Encicl. “Singulari Nos” 7/07/1834): «Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre após as novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro». Contudo, o orgulho tem muito maior força para arrastar ao erro os entendimentos; e é o orgulho que, estando na doutrina modernista como em sua própria casa, aí acha à larga de que se cevar e com que ostentar as suas manifestações.

Efetivamente, o orgulho fá-los confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: Nós cá não somos como os outros homens. E, de fato, para o não serem, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a sujeição, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.

Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo! – Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever   resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos  quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister! Continuar lendo

A MULHER SEM ALMA

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Régine Pernoud

Em 1975, “ano internacional da mulher”, o ritmo de referências à Idade Média tornou-se estonteante; a imagem da Idade Média, dos tempos obscuros de onde se emerge, como a Verdade de um poço, impunha-se a todos os espíritos e fornecia um tema básico para os discursos, colóquios, simpósios e seminários de todos os tipos. Como eu mencionasse, um dia, em sociedade, o nome de Eleonora de Aquitânia, obtive logo aprovações entusiásticas: “Que personagem admirável! — exclamou um dos presentes. Numa época em que as mulheres só pensavam em ter filhos…”. Eu lhe fiz uma observação sobre o fato de que Eleonora parecia haver pensado assim pois teve dez e, considerando sua personalidade, isto não poderia ter ocorrido por simples advertência. O entusiasmo tornou-se um pouco menor.

A situação da mulher, na França medieval, é na atualidade assunto mais ou menos novo: poucos estudos sérios lhe foram consagrados, pode-se mesmo dizer que se os poderia contar pelos dedos. A sociedade Jean Bodin, cujos trabalhos são tão notáveis, editou em 1959-1962 dois grossos volumes (respectivamente 346 e 770 páginas) sobre a mulher. Todas as civilizações são sucessivamente examinadas. A mulher é estudada na sociedade do Sião, ou de acordo com os vários direitos cuneiformes, ou no Direito malikité-magrebino, mas, para o nosso Ocidente medieval, não se contam mais do que dez páginas relativas ao Direito canônico, outras dez ao período que vai do século XIII ao fim do século XVII, um estudo consagrado aos tempos clássicos até o Código Civil, um outro, a monarquia Franca, e trabalhos mais pormenorizados sobre a Itália, a Bélgica e a Inglaterra, na Idade Média. E eis tudo. O período feudal é completamente esquecido.

É igualmente inútil procurar nesta obra um estudo sobre a mulher nas sociedades célticas, onde, estamos certos, ela tinha um papel contrastante com o confinamento a que estava sujeita nas sociedades do tipo clássico greco-romano. No que se refere aos celtas, para os historiadores de nossa época, o homem e a mulher se encontravam num pé de igualdade completa, tanto que não se ressalta nunca nem um nem outro. Aos celtas, de uma vez por todas, foi recusado o direito de existir.

No entanto, impõe-se uma imagem, à qual já tive ocasião de me referir (1). Não é, em realidade, surpreendente pensar que nos tempos feudais a rainha é coroada como o rei, geralmente em Reims, às vezes em outra catedral do domínio real (em Sens, como Margarida de Provence), mas sempre pelas mãos do arcebispo de Reims? Dito de outra forma, atribuía-se à coroação da rainha tanto valor quanto à do rei. Ora, a última rainha a ser coroada foi Maria de Medicis; ela o foi, aliás, tardiamente, em 1610, na véspera do assassinato de seu marido, Henrique IV; a cerimônia ocorreu em Paris, segundo um costume consagrado nos séculos anteriores (atingir Reims representava então um feito militar por causa das guerras anglo-francesas). E, além disso, desde os tempos medievais (o termo é tomado aqui em oposição a tempos feudais), a coroação da rainha tinha-se tornado menos importante que a do rei; numa época em que a guerra se alastrava pela França de forma endêmica (a famosa Guerra dos Cem Anos), as necessidades militares começaram a ter primazia entre todas as preocupações, por ser o rei, antes de tudo, o “chefe da guerra”. Tanto assim é que, no século XVII, a rainha desaparece literalmente da cena em proveito da favorita. Basta lembrar qual foi o destino de Maria Teresa ou o de Maria Leszcynska para se convencer. E quando a última rainha quis retomar uma parte deste poder, lhe foi dada ocasião de se arrepender, pois ela se chamava Maria Antonieta (é justo lembrar que a última favorita, a Du Barry, reuniu-se à última rainha no cadafalso). Continuar lendo

PAZ DO JUSTO NA HORA DA MORTE – PONTO III

Resultado de imagem para morte do justoPor que há de temer a morte quem espera depois da mesma ser coroado no céu? — disse São Cipriano. — Como pode temê-la quem sabe que, morrendo na graça, alcançará seu corpo a imortalidade? (1Cor 15,33).

Para aquele que ama a Deus e deseja vê-lo — nos diz Santo Agostinho, — pena é a vida e alegria é a morte. São Tomás de Vilanova disse também:

“Se a morte acha o homem dormindo, vem como ladrão, despoja- o, mata-o e o lança no abismo do inferno; mas, se o encontra vigilante, saúda-o como enviada de Deus, dizendo: O Senhor te espera para as bodas; vem, que te conduzirei ao reino bem-aventurado a que aspirais”.

Com quanta alegria espera a morte aquele que se acha na graça de Deus, a fim de poder ver a Jesus e ouvi-lo dizer:

“Muito bem, servo bom e fiel, porque foste fiel no pouco, te porei sobre muito” (Mt 25,21)

Que consolação não darão então as penitências, as orações, o desprendimento dos bens terrenos e tudo que se fez por Deus! Aquele que amou a Deus gozará então o fruto de suas boas obras (Is 3,10). Persuadido desta verdade, o Padre Hipólito Durazzo, da Companhia de Jesus, jamais se entristecia, mas se alegrava quando morria algum religioso dando sinais de salvação.

“Não seria absurdo — disse São Crisóstomo — crer na glória eterna, e lastimar aquele que para lá se dirige?”

Especial consolação darão nesse momento as homenagens prestadas à Mãe de Deus, os rosários e as visitas, os jejuns praticados aos sábados em honra da Virgem, o haver pertencido às Congregações Marianas… Virgo fidelis chamamos a Maria e, na verdade, fidelíssima se mostra para consolar a seus devotos em sua última hora! Um moribundo, que em vida fora servo devotíssimo da Virgem, contou ao Padre Binetti: Continuar lendo

E A TRADIÇÃO CRESCE EM UMA EUROPA DESCRISTIANIZADA

FSSPX COMPRA A MAGNÍFICA IGREJA DE SÃO WILLIBRORD, EM UTRECHT, NA HOLANDA

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A igreja de São Willibrord foi construída na década de 1870 por ocasião do restabelecimento da hierarquia católica na Holanda. Localizado no centro histórico de Utrecht, é um dos tesouros escondidos da cidade e uma das mais belas igrejas neogóticas do país.

Ricamente ornamentada e em perfeito estado de preservação após uma esplêndida restauração interior, o edifício restitui de maneira única o ambiente medieval da época anterior à iconoclastia calvinista.

Os monumentais órgãos – construídos pelo conterrâneo Michaël Maarschalkerweerd – são uma das atrações do edifício. A igreja de São Willibrord, classificada como monumento histórico, foi designada como projeto piloto para a conservação do patrimônio arquitetônico europeu.

São Willibrord (657-739) foi o primeiro bispo de Utrecht, apóstolo da Frísia e da Holanda, do qual o Santo é padroeiro. Tem sua festa no dia 7 de novembro.

No domingo, 12 de novembro de 2017, às 10h30, em Utrecht, na Holanda, na igreja de São Willibrord, terão lugar as cerimônias de reconciliação e bênção da igreja seguidas por uma Missa Pontifical celebrada por D.  Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

CONVERTIDO APESAR DE NÃO QUERER

Resultado de imagem para virgem santíssimaFoi  no natal de 1847. Um sacerdote foi chamado para um moribundo. O homem era conhecido como e inimigo dos padres e da religião. O ministro de Deus entrou no quarto e dirigiu-se direitinho ao doente. Não teve tempo de perguntar-lhe como estava passando, pois o enfermo se pôs a praguejar e a vomitar blasfêmias horríveis. E não foi possível acalma-lo. O Padre saiu consternado. Foi à igreja pedir à Mãe de Deus coragem para tentar nova visita.

No dia seguinte voltou à casa do doente. Ouviu as mesmas palavras. E vendo que o homem parecia procurar alguma coisa ao redor da cama, perguntou-lhe:

–   Amigo, estas querendo alguma coisa?

–    Procuro, sim, foi a resposta, a minha bengala para quebrá-la em suas costas.

E furioso por não achá-la, acrescentou:

–   Não tenho outra coisa, tome isto.

E atirou-lhe um escarro no rosto.

O padre retirou-se, horrorizado.

Numa reunião, que houve à noite na matriz, pediu o sacerdote orações especiais em honra do Puríssimo Coração de Maria, pela conversão do pecador. Todos rezavam com fervor e piedade.

Ao sair da igreja, o Vigário foi de novo ver o doente, confiando no poder e na bondade da Virgem Santa.

E desta vez foi acolhido bem. O moribundo estava calmo e resignado.

–   Veio confessar-me, Sr Padre?

–   Sim, meu amigo: acabamos de invocar a Maria Santíssima. Estou vendo que nossa oração foi atendida.

De fato confessou-se; comungou no dia seguinte e, quatro dias depois de ter recebido a extrema-unção, entregou sua alma suavemente a Deus.

Não quis converter-se, mas Nossa Senhora venceu.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M

PODERIA NOS AJUDAR?

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Prezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blogvocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundo, vocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

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Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

PAZ DO JUSTO NA HORA DA MORTE – PONTO II

Resultado de imagem para morte do justo “As almas dos justos estão nas aos Deus e não os tocará o tormento da morte. Pareceu, aos olhos dos insensatos, que morriam, mas elas estão na paz” (Sb 3,1)

Parece aos olhos dos insensatos que os servos de Deus morrem na aflição e contra sua vontade, do mesmo modo como os mundanos. Mas não é assim, porque Deus bem sabe consolar os seus filhos no derradeiro transe, e comunicar-lhes, mesmo entre as dores da morte, maravilhosa doçura, como antecipado sabor da glória que brevemente lhes dá de outorgar. Assim como os que morrem em pecado começam já a sentir no leito mortuário algo das penas do inferno, pelo remorso, pelo terror e pelo desespero, os justos, ao contrário, com seus atos frequentíssimos de amor a Deus, seus desejos e esperanças de gozar a presença do Senhor, já antes de morrer começam a desfrutar aquela santa paz que depois gozarão plenamente no céu. A morte dos Santos não é castigo, mas sim recompensa.

Quando dá o sono a seus amados, eis aqui a herança do Senhor (Sl 126,2-3). A morte daquele que ama a Deus não é morte, mas sono; de sorte que bem poderá exclamar:

“Dormirei e repousarei na paz do Senhor” (Sl 4,8)

O Padre Soares morreu em tão doce paz, que disse ao expirar:

“Nunca pude imaginar que a morte me trouxesse tal suavidade”!

O Cardeal Barônio foi admoestado por seu médico que não pensasse tanto na morte; ao que ele respondeu:

“Por que não? Acaso hei de temê-la? Não a receio; ao contrário, amo-a”

Segundo refere Santero, o Cardeal Ruffens, preparando-se para morrer pela fé, mandou que lhe trouxessem o seu melhor traje, dizendo que ia às bodas. Quando avistou o patíbulo, atirou para longe o báculo em que se apoiava, e exclamou: Eia, meus pés, caminhai depressa, que o paraíso está perto. Antes de morrer, entoou o “Te Deum” para render graças a Deus de o fazer mártir da fé, e, cheio de alegria, ofereceu a cabeça ao verdugo. São Francisco de Assis cantava na hora da morte e convidou a que o acompanhassem os demais religiosos presentes. Continuar lendo

AI DAQUELE QUE COMEÇA

Resultado de imagem para confissão mal feitaDiscípulo — Padre, se é assim tão fácil encontrar quem se deixe enganar pelo demônio e se cala, renovando o sacrilégio na confissão por quê é que os sacerdotes e os confessores não indagam, não interrogam os penitentes para impedir as confissões mal feitas?
Mestre — Coitados dos sacerdotes e dos confessores! Infelizmente eles sabem e vêm que algumas almas deixam muito a desejar, mas em geral receiam ser indiscretos interrogando e esclarecendo certas coisas. Até pelo contrário, com certas pessoas, não ousamos, parece-nos imprudência interrogar. Um pai ou uma mãe gostam de fazer sempre bom juízo dos seus filhos, e ficam penalizados quando têm que duvidar da sua conduta, da sua sinceridade, da sua inocência. Do mesmo modo sente o pobre sacerdote no que diz respeito aos próprios filhos espirituais e penitentes.
D. — E então?
M. — E então, continua-se em tal vida até que Deus intervenha com a sua mão providencial. Eis porque por ocasião dos Exercícios Espirituais, das Missões, da Páscoa e de outras tantas festividades do mesmo gênero encontram-se muitas almas, as quais, tendo tido a desgraça enorme de calar uma vez certos pecados na confissão e continuaram depois com sacrilégios durante anos e anos até o dia em que, tocados por graça especial, podem finalmente abrir os olhos e tranqüilizar a consciência por tanto tempo torturada pelo remorso.
Pregavam-se os Exercícios em uma paróquia do Piemonte. Havia já alguns dias que tinham começado as confissões e desde o princípio eu notara uma pessoa de aspecto triste e indizivelmente constrangida que rondava o confessionário. Não fazia, porém, muito caso disso, quando eis que uma noite ela caiu aos meus pés e disse:
— Padre, ajudai-me; eu sou uma infeliz. Há quinze anos que eu me confesso mal; só fui capaz de cometer sacrilégios… e desatou em pranto.

— Pois bem, cria coragem, eu respondi, Deus será misericordioso; para a senhora também Jesus será infinitamente bom. Diga-me: quantos anos tem? Como é que enveredou por esse caminho?

— Tenho vinte e sete anos; quando tinha doze apenas, por causa de uma curiosidade ilícita eu cometi um pecado que não ousei confessar. Com tal sacrilégio, aproximei-me da mesa da Comunhão e, desde aquele dia até hoje os pecados e sacrilégios sucederam-se uns aos outros. Rezei muito, chorei muito, fiz romarias mas tudo em vão! Confessava-me todos os meses e até com mais freqüência por ocasião dos Exercícios Espirituais; repetia as confissões gerais mas esses pecados eu sempre os escondi, por pura vergonha.

— E a senhora estava satisfeita com as suas Confissões: Comungava tranquilamente?
— Oh, Padre! se soubésseis como os remorsos amargos atormentavam o meu coração, cravando-se nele como espinhos agudos!
— Mas então por quê continuava sempre do mesmo modo?
—Porque fui uma tola, eis tudo… Um medo indizível das reprimendas do confessor fechava-me a boca e um exagerado respeito humano das minhas companheiras arrastava-me para o Comunhão nesse estado.
— Há quanto tempo confessou-se pela ultima vez?
— Ah! Padre! confessei-me já três vezes durante esta Missão, com três confessores diferentes, sempre com o firme propósito de acabar com isto de uma vez por todas e dizer tudo. Mas, chegando ao ponto terrível, sentia um nó cruel que me apertava a garganta e assim calava-me.
— E agora, como conseguiu manifestar-se?
— Padre, o vosso sermão de hoje sobre a necessidade absoluta da confissão bem feita, aquelas palavras tantas vezes repetidas “experimentem e verão o quanto Jesus é bom”, comoveram-me e foi então que decidi falar, custasse o que custasse.

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PAZ DO JUSTO NA HORA DA MORTE – PONTO I

Resultado de imagem para morte do justoJustorum animae in manu Dei sunt; non tanget illos tormentum mortis; visii sunt oculis insipientium mori, illi autem sunt in pace – “As almas dos justos estão na mão de Deus e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; mas eles estão em paz” (Sb 3, 1)

Justorum animae in manu Dei sunt. Se Deus tem em suas mãos as almas dos justos: quem é que poderá lhas arrebatar? Certo é que o inferno não deixa de tentar e perseguir os próprios Santos na hora da morte, mas Deus, — diz Santo Ambrósio, — não cessa de assisti-los, aumentando seu socorro à medida em que cresce o perigo de seus servos fiéis. O servo de Eliseu ficou consternado quando viu a cidade cercada de inimigos. Mas o Santo animou-o, dizendo: “Não temas, porque há mais gente conosco que da parte deles” (4Rs 6,16), e em seguida mostrou-lhe um exército de anjos enviados por Deus para a sua defesa. O demônio não deixará de tentar o moribundo, mas acudirá também o Anjo da Guarda para confortá-lo; virão os santos protetores; virá São Miguel, destinado por Deus para a defesa dos servos fiéis, no combate derradeiro; virá a Virgem Santíssima, e acolhendo sob o seu manto quem foi seu devoto, derrotará os inimigos; virá Jesus Cristo mesmo a livrar das tentações essa ovelha inocente ou penitente, cuja salvação lhe custou a vida. Dar-lhe-á a esperança e a força necessária para vencer nessa batalha, e a alma, cheia de valor, exclamará:

“O Senhor se fez meu auxiliador” (Sl 29,11).

“O senhor é a minha luz e a minha salvação: que tenho a recear?” (Sl 26,1)

Deus é mais solícito para salvar-nos do que o demônio para perder-nos; porque Deus nos tem mais amor que aborrecimento nos tem o demônio. Deus é fiel — disse o Apóstolo, e não permite que sejamos tentados além das nossas forças (1Cor 10,13). Dir-me-eis que muitos santos morreram com receio da sua salvação. Respondo que são pouquíssimos os exemplos de pessoas que, depois de uma vida boa, tenham morrido com esse temor. Vicente de Beauvais diz que o Senhor permite, às vezes, que isto ocorra a alguns justos, a fim de, na hora da morte, purificá-los de certas faltas leves. Por outra parte, lemos que quase todos os servos de Deus morreram com o sorriso nos lábios. Todos tememos na morte o juízo de Deus; mas, assim como os pecadores passam desse temor ao horrendo desespero, os justos passam do temor à esperança. Continuar lendo

TOMADA DE BATINA EM LA REJA – ARGENTINA – 2017

No domingo 17 de setembro, festa da impressão das chagas de São Francisco, os seminaristas do primeiro ano, providencialmente, com grande alegria e entusiasmo, receberam o santo hábito da batina, dando assim seus primeiros passos à renúncia ao mundo e à entrega total à Deus.

A cerimônia teve lugar depois do sermão e, havendo terminado este, os seminaristas do ano de espiritualidade subiram ao altar e apresentaram suas batinas para que estas fossem abençoadas, depois do qual saíram à sacristia para revestirem-se pela primeira vez do hábito sagrado, e assim depois de alguns minutos, com grande alegria dos familiares que os acompanhavam, entraram revestidos com batina e sobrepeliz para receber das mãos do Padre Diretor uma pequena cruz de madeira, para que de agora em diante busquem somente identificar-se com Ele.

Queira Deus conceder-lhes a perseverança e fidelidade à sua graça.

Dos 7 seminaristas que receberam a batina, 3 deles são mexicanos, 2 argentinos, 1 colombiano e 1 de Republica Dominicana.

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Nota do Blog: rezemos também, de forma particular, pelos 5 seminaristas brasileiros que serão ordenados em dezembro: 3 ao sacerdócio e 2 ao diaconato.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

TOMADA DE HÁBITOS E PRIMEIROS VOTOS ENTRE OS IRMÃOS DA FSSPX

Em Zaitzkofen

No domingo, 24 de setembro, no seminário Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha, um Irmão postulante da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, recebeu seu hábito e, assim, começou o noviciado.

Nativo da Alemanha, o jovem recebeu o hábito do Reitor, Pe. Franz Schmidberger: uma simples batina com uma cinta fina. Na capela da Imaculada Conceição, ele recebeu também um crucifixo e um novo nome “Andreas” (vocábulo do irmão de São Pedro, o apóstolo São André).

Em sua pregação, o Pe. Frantz Schmidberger sublinhou a relação entre a crise da Igreja e o declínio da vida religiosa.

Ele mostrou ao jovem irmão, como “conselho especial”, as seis vantagens da vida religiosa registrada por São Bernardo de Claraval:

  • Conduz a uma vida mais pura seguindo os conselhos evangélicos; 
  • Raramente cai no pecado; 
  • Se levanta e se purifica mais rápido graças à prática sacramental e o exemplo dos outros religiosos; 
  • Se impregna mais profundamente do orvalho da graça; 
  • Morre com maior confiança, pois um já escolheu Deus como sua verdadeira e única possessão nesta vida; e assim Deus será o bem supremo na vida futura; 
  • Receberá como recompensa, os mais abundantes bens eternos no céu: há uma coroa especial para aqueles que consagraram suas vidas à virgindade.

A FSSPX atribui grande importância à vocação dos Irmãos (atualmente em número de 117), que se comprometem a respeitar as regras dos Irmãos da Fraternidade de São Pio X, tal como D. Lefebvre redigiu:

“Seu primeiro objetivo é a glória de Deus, sua santificação e a salvação das almas” (n. ° 3).

Em Flavigny

No dia 28 de setembro, na presença de vários sacerdotes e muitos fiéis, que o Pe. Patrick Troadec – Diretor do Seminário Santo Cura d’Ars, de Flavigny (Fra) – entregou a batina 2 Irmãos postulantes que pronunciaram em seguida, com um terceiro irmão, sua oblação na Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, que marca o início do noviciado dos mesmos:

“Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, aceito as promessas que acabastes de fazer e, em troca, os recebo na qualidade de noviços da Fraternidade São Pio X.”

Então o celebrante deu a cada novato um crucifixo, objeto de sua meditação ao longo de todo noviciado:

“Receba esta cruz, sinal da paixão de Jesus Cristo, para que ela seja para vós o fundamento da fé, a defesa nas adversidades e a eterna bandeira da vitória”.

Entre os três noviços, há 2 franceses e 1 italiano. Quatro novos postulantes, todos franceses, se juntaram ao seminário e começaram hoje sua formação.

Na sexta-feira, 29 de setembro de 2017, sete Irmãos pronunciaram seus votos em Flavigny na festa de São Miguel arcanjo. Três deles pela primeira vez: 1 francês, 1 camaronês e 1 canadense, na presença do Pe. Christian Bouchacourt e de um uma bela delegação de sacerdotes e irmãos do Distrito da França e da Fraternidade da Transfiguração de Mérigny, sem contar os inúmeros fiéis que cercaram os irmãos professos.

A Missa solene foi celebrada pelo Superior do Seminário Saint-Curé-d’Ars, de Flavignyo Pe. Patrick Troadec , assistido pelos padres Michaël Demierre e Jean-Marie Mavel .  

O Pe. Alain Delagneau , em seu sermão, propôs três imagens para encorajar os irmãos a serem fiéis: a vida de São José e sua prática exemplar de castidade, pobreza e obediência; São Miguel arcanjo e seu espírito contemplativo, que o fez pronunciar seu grito de guerra: ”  Quem é como Deus?  “; e a paixão de Nosso Senhor, conforto nas dificuldades e convite constante à auto-entrega.

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Nota do blog: A FSSPX conta hoje com 117 Irmão professos. Para saber mais sobre essa vocação, clique aqui.

MORTE DO JUSTO – PONTO III

Resultado de imagem para morte do justoA morte não é somente o fim dos nossos trabalhos, senão também a porta da vida, como disse São Bernardo.

Necessariamente, deve passar por esta porta quem quiser entrar a ver a Deus (Sl 117,20). São Jerônimo dirigia à morte esta súplica: Ó morte, minha irmã, se me não abres a porta, não posso ir gozar da presença do meu Senhor! (Ct 5,2).

São Carlos Borromeu, tendo visto em um dos seus aposentos um quadro que representava um esqueleto com a foice na mão, mandou chamar o pintor e ordenou-lhe que substituísse aquela foice por uma chave de ouro, querendo assim inflamar-se mais do desejo de morrer, porque a morte nos abre o céu e nos proporciona a visão de Deus.

Disse São João Crisóstomo que, se um rei tivesse mandado preparar para alguém suntuosa habitação no seu próprio palácio, e, no entanto, os mandasse viver num estábulo, quanto esse homem não desejaria sair do estábulo para ir morar no palácio régio!… Assim, nesta vida, a alma do justo, unida ao corpo mortal, se sente como num cárcere, donde há de sair para habitar o palácio dos céus; é por esta razão que David dizia:

“Livrai minha alma da prisão” (Sl 141,8).

E o santo velho Simeão, quando tinha nos braços o Menino-Jesus, não lhe soube pedir outra graça, senão a da morte, a fim de ver-se livre do cárcere desta vida:

“Agora, Senhor, despede o teu servo…” (Lc 2,29), isto é, adverte Santo Ambrósio, — pede ser despedido, como se estivesse preso à força”.

Por essa mesma graça suspirava o Apóstolo, quando dizia: Continuar lendo

A GRATIDÃO

Resultado de imagem para rezando igrejaCerta dama norte-americana sentiu-se um dia profundamente humilhada, por haver omitido um agradecimento. Desejava fazer uma viagem de trem e ao subir no vagão, notou que todos os lugares já estavam ocupados. Um senhor de idade para se mostrar gentil para com ela, cedeu-lhe o lugar. Na estação ela desceu do trem e quando já estava a certa distância, um viajante gritou-lhe do vagão: “Senhora, esqueceu-se de alguma coisa”. Aproximou-se rápida, indagando de que coisa se havia esquecido. Informou o viajante: “Esqueceu-se de agradecer àquele senhor que lhe cedeu o lugar”.

Foi grande, em verdade, o vexame, mas muito merecido, não dizer sequer uma palavra de agradecimento a um senhor idoso que se houvera com tanta delicadeza e atenção para com uma pessoa estranha; foi, por certa falta de polidez, merecedora daquela correção.

Se cuidares de agradecer todo o bem que te fizerem, tanto Deus como os homens se alegrarão com teu proceder; se, porém fores ingrata, serás desprezada e ninguém desejará ter relações contigo. Desejo, pois, incutir, em teu coração a virtude da gratidão.

1º – O sentimento de gratidão é de todo conforme a nossa natureza.

Diz o grande teólogo, Santo Tomás de Aquino: “Todo efeito segue a natureza da causa que o produz, e de maneira proporcionada à mesma coisa”. Ora, o benfeitor é causa do benefício que produz. Portanto, deve o beneficiado voltar ao benfeitor, e voltar com a inteligência que reconhece e com a vontade que avalia o beneficio. Continuar lendo

MORTE DO JUSTO – PONTO II

Resultado de imagem para morte do justoDeus lhes enxugará todas as lágrimas dos seus olhos, e não haverá mais morte (Ap 21,4). Na hora da morte, o Senhor limpará dos olhos de seus servos as lágrimas que derramaram na vida, em meio dos trabalhos, temores e perigos contra o inferno. O maior consolo de uma alma amante de seu Deus, quando sente a proximidade da morte, será pensar que em breve estará livre de tanto perigo de ofender a Deus, como há no mundo, de tanta tribulação espiritual e de tantas tentações do demônio. A vida presente é uma guerra contínua contra o inferno, na qual sempre corremos o risco de perder a Deus e a nossa alma.

Disse Santo Ambrósio que neste mundo caminhamos constantemente entre redutos do inimigo, que estende laços à vida da graça.

Este perigo fez exclamar a São Pedro de Alcântara, quando se achava agonizando:

“Retirai-vos, meu irmão, — dirigindo-se a um religioso que, ao prestar-lhe serviço, o tocava com veneração — retirai-vos, pois vivo ainda e por consequência estou em perigo de me perder”

Por este mesmo motivo se regozijava Santa Teresa cada vez que ouvia soar a hora do relógio; alegrava-se por ter passado mais uma hora de combate, dizendo:

“Posso pecar e perder a Deus em cada instante de minha vida”.

É por isto que todos os Santos sentiam consolo ao saberem que iam morrer: pensavam que em breve se acabariam os combates e os perigos e teriam assegurada a inefável dita de jamais poder perder a Deus. Lê-se, na vida dos Padres, que um deles, de idade avançada, na hora da morte, ria-se enquanto seus companheiros choravam. E como lhe perguntassem o motivo de seu contentamento, respondeu:

“E por que é que chorais, sendo que vou descansar de meus trabalhos?”.

Também Santa Catarina de Sena disse ao morrer: Continuar lendo