DO AMOR À SOLIDÃO E AO SILÊNCIO

Resultado de imagem para solidãoProcura tempo oportuno para cuidar de ti e relembra a miúdo os benefícios de Deus. Renuncia às curiosidades e escolhe leituras tais, que mais sirvam para te compungir, que para te distrair. Se te abstiveres de conversações supérfluas e passeios ociosos, como também de ouvir novidades e boatos, acharás tempo suficiente e adequado para te entregares a santas meditações. Os maiores santos evitavam, quando podiam, a companhia dos homens, preferindo viver com Deus, em retiro.

Disse alguém: “Sempre que estive entre os homens menos homem voltei” (Sêneca, Epist. 7). Isso experimentamos muitas vezes, quando falamos muito. Mas fácil é calar de todo, do que não tropeçar em alguma palavra. Mas fácil é ficar oculto em casa, que fora dela ter a necessária cautela. Quem, pois, pretende chegar à vida interior e espiritual, importa-lhe que se afaste da turba, com Jesus. Ninguém, sem perigo, se mostra em público, senão quem gosta de esconder-se. Ninguém seguramente fala, senão quem gosta de calar. Ninguém seguramente manda, senão o que perfeitamente aprendeu a obedecer.

Não pode haver alegria segura, sem o testemunho de boa consciência. Contudo, a segurança dos santos estava sempre misturada com o temor de Deus; nem eram menos cuidadosos e humildes em si mesmos, porque resplandeciam em grandes virtudes e graças. A segurança dos maus, porém, nasce da soberba e presunção, e acaba por enganar-se a si mesma. Nunca te dês por seguro nesta vida, ainda que pareças bom religioso ou ermitão devoto. Continuar lendo

O DIA DO SENHOR

Resultado de imagem para moça modestaUm dos Santos Padres da Igreja denominou o domingo:“Rei e Príncipe de todos os dias”. Outro opina que a vida sem domingo seria um grande deserto sem oásis. Certamente seria uma vida triste. Pode-se dizer que o domingo é como que a raiz da semana. De uma raiz boa e sã, brotam também galhos, folhas, flores e frutos sãos e bons. De modo análogo, a um domingo cristãmente festejado, sucede uma semana inteira de cunho cristão. Consiste a vida do homem em certo número de semanas, as quais trazem impresso o selo do valor que lhes comunica o domingo, por onde começam. Com muita razão se poderia dizer: assim como for o teu domingo, assim será também toda a tua vida. De que modo deverá, então passar o domingo, para que se torne uma fonte de bênçãos para a tua vida e para a eternidade futura? Eis uma pergunta de grande importância para ti.

1º – O domingo deve ser, antes de mais nada, dia de descanso.

O descanso dominical é uma necessidade para o corpo e para a alma. Poderá alguém trabalhar ininterruptamente, todos os dias, nos domingos e dias úteis, por um lapso do tempo; poderá fazê-lo mesmo durante alguns anos; mas, chegará com certeza o tempo em que as forças constantemente ativas entrarão a adormecer, ou se quebrarão de súbito.

O descanso que, à tarde se desfruta, após o trabalho diário, e um bom sono pela noite adentro, são de grande proveito para o corpo; mas, quanto à duração não bastam para estabelecer o necessário equilíbrio das forças. Os médicos sustentam mui judiciosamente que, para se manter em pleno vigor, além do pequeno descanso diário, de tempo a tempo, necessita o corpo humano de uma pausa e folga mais longa, um maior relaxamento das forças. Isto se aplica, sobretudo, aos tempos atuais, que, pela crescente concorrência em todos os domínios, despertam em quase todos os homens, até mesmo nos rapazes e nas moças, maior dedicação ao trabalho. Com seu descanso maior e mais longo repouso, é, portanto, o domingo uma verdadeira bênção para a nossa vida corporal. Lord Palmerston, conhecido estadista inglês, conservava ainda, na velhice, grande atividade e vigor, que ele principalmente atribuía ao fato de se haver sistematicamente abstido do trabalho dominical, em todo o percurso de sua longa vida. Continuar lendo

TAMBÉM NOS DEVEMOS RESIGNAR NA DESOLAÇÃO DO ESPÍRITO

Resultado de imagem para ajoelhadoNosso Senhor, quando uma alma se entrega à vida espiritual cos­tuma socorrê-la com abundantes consola­ções místicas, em ordem a subtraí-la aos mundanos deleites; porém, vendo-a estabe­lecida em espírito, retira Sua onipotente mão para obter uma prova do amor, que esta alma Lhe dedica, e ver, se ela O servirá sem a recompensa neste mundo de delícias sensíveis. «Em quanto vivermos no mundo, diz Santa Tereza, a nossa van­tagem não é tanto em gozar de Deus em si mesmo, como em fazer à Sua divina von­tade.» E em outra parte, diz: «O amor de Deus não consiste tanto em ternuras espirituais, como em servi-lO com fortaleza e humildade.» E continua: «Deus experi­menta aqueles que ama, com securas es­pirituais e tentações.»

Deve pois a alma agradecer ao Senhor, quando Lhe apraz favorecê-lA com doçuras espirituais; mas não afligir-se, nem impacientar-se, quando a entrega a desolação. Devemos especial­mente atender a este ponto; porque al­gumas almas fracas; quando experimentam securas espirituais pensam que Deus as tem abandonado, pelo menos que lhes não é própria a vida espiritual, e por este mo­tivo descuidam-se da oração, e perdem o benéfico resultado do que até ali haviam praticado. Não há melhor ocasião para a conformidade com a vontade de Deus, do que o tempo da secura espiritual. Não digo que não seja sensível a perda da divina presença: impossível é que a alma a não sinta, e a não lamente, quando o nosso mesmo Redentor a sentiu e lamentou sobre a cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste?» (S. Mat. XXVII. 46.) Porém em tão grande aflição, devemos re­signar-nos inteiramente com a vontade de Nosso Senhor. Todos os Santos sofreram securas e desolação de espírito. «Que dureza de coração eu experimento? dizia S. Bernardo, já não gozo na leitura espiritual, nem meditação.» A maior parte dos Santos viveram em secura espiritual, e sem consolações. Estas, o Senhor não as concede senão raras vezes, e talvez aos espíritos mais fracos, para que não parem na car­reira espiritual. As delícias da recompensa, nos são preparadas por Ele no Céu. Este mundo é o lugar onde as adquirimos pela penitência; o Céu é o lugar da recom­pensa. Por consequência os Santos não se entregavam ao fervor com deleites, mas sim com penitências. O venerável João d’Ávila, dizia: (Audi. fil. C. 26.) «Oh! quão melhor é estar em secura e tentação com a vontade de Deus, do que em contempla­ção sem ela!»
Continuar lendo

MÁXIMAS ESPIRITUAIS PARA UM PADRE

sacerAntes perder tudo, que perder a Deus.

Antes desagradar a todo o mundo, que desagradar a Deus.

Só é para temer o pecado, que nos deve causar horror.

Antes morrer do que cometer com advertência um só pecado, mesmo venial.

Tudo acaba; o mundo é uma cena, que passa depressa.

Cada momento vale um tesouro para a eternidade.

O que apraz a Deus é bom.

Fazei o que quereríeis ter feito à hora da morte.

Vivei como se no mundo só houvesse Deus e vós.

Só Deus contenta o homem. Continuar lendo

DO CONCURSO DO PAI, NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Resultado de imagem para familia numerosaOs deveres do pai, para com seu filho são os mesmos que os da mãe. Como a mãe deve possuir a ciência da educação, e como ela deve pôr ele todos os seus cuidados a cultivar o espírito e o coração dos entes que lhe devem a vida. Se neste pequeno livro nos dirigimos unicamente à mulher, é porque as mais das vezes, preocupado pelos interesses mate­riais, o pai esquece o que deve à cultura moral e religiosa dos seus filhos. Entendemos do nosso dever, que o melhor meio de fazer chegar ate si o conhe­cimento dos seus deveres, era instruir desses mesmos deveres a mãe de família.

Deveremos ao vosso zelo, mulher cristã, o não nos enganarmos na nossa espectativa, porque não contente por sentirdes vós mesma a soberana impor­tância duma boa educação, a fareis compreender a vosso marido. O amor que lhe tendes, deve forne­cer-vos meios para empreenderdes essa grande obra, porque se ele se conserva estranho e pior do que isso, rebelde, atrai sobre a sua cabeça a des­graça de Deus, tornando a vossa missão mais do que difícil, impossível. «Como falta o coração e a vida, diz Mgr. Dupanloup, numa educação em que a mãe não toma parte! E também que hesitações e fraquezas numa educação, de que o pai está muito ausente!

É necessário fazer compreender ao marido esta linguagem comovente: — «Deus confiou-nos, a ambos nós o dever de elevar para o Céu os frutos da nossa união; há de pedir-nos contas destes talentos que nos confiou; nós lhe restituiremos alma por alma, sem deixarmos perder os que Ele cometeu à nossa guarda.» Se o vosso marido não tiver fé, para apro­var estas considerações, que todavia são graves e cheias de verdade, fazei-lhe pelo menos compreen­der que só a educação cristã é que nos pode fazer felizes neste mundo. Citai-lhe, se ainda reagir, os exemplos infelizmente numerosíssimos de crianças que uma educação pouco cristã levou à libertinagem, e daí à desonra, à miséria, e tudo isso apesar da vergonha e da confusão dos próprios pais negli­gentes. Mostrai-lhe esses velhos esmagados pelo des­prezo daqueles a quem não ensinaram a respeitar Deus e a religião, com os deveres que ela impõe. Continuar lendo

PELA SANTA MISSA PODEMOS OBTER TODAS AS GRAÇAS DE QUE NECESSITAMOS

Resultado de imagem para missa fsspxNão termina, porém, aí a soberana utilidade da Santa Missa, pois ela nos permite ainda cumprir a quarta obrigação que temos para com DEUS: Orar e pedir-lhe (necessários) novos favores.

Já sabeis quão grande são vossas misérias, tanto de corpo como de alma, e. pro consequência, a Necessidade que tendes de recorrer a DEUS, a fim de que a todo momento Ele vos assista e vos socorra, pois só Ele é o Autor e o Princípio de todos os nossos bens temporais e eternos. Mas, doutra parte, ousaríeis pedir-Lhe novos benefícios, vendo a suprema ingratidão com que tendes correspondido às suas graças anteriores? 

Não vos servistes, talvez, mesmo dessas graças para ofendê-Lo? Todavia, tende confiança! Pois, se não mereceis essas graças, JESUS mereceu-as por vós, e para este fim. Ele quis ser, na Santa Missa, uma Hóstia pacífica, isto é, um Sacrifício impetratório para obter-nos de Seu PAI tudo aquilo de que temos necessidade. Sim, sim, na Santa Missa, nosso adorável JESUS, o primeiro e Sumo Pontífice, recomenda a Seu PAI a nossa causa e intercede por nós, constituindo-se nosso amoroso e incomparável Advogado.

E se soubéssemos que a augusta Virgem unia suas preces às nossas, para nos alcançar a graça que desejamos; que confiança não teríamos, de ser atendidos? Que confiança, portanto, que segurança não devemos ter, sabendo que na Santa Missa o próprio JESUS pede por nós e se faz nosso Advogado? Continuar lendo

COMO DEVEMOS FUGIR DA IGNORÂNCIA E TAMBÉM DA CURIOSIDADE

Resultado de imagem para lendoNesta batalha espiritual, não basta a confiança em Deus e a desconfiança de nós mesmos. Somente com estas duas armas, não nos venceremos a nós mesmos,mas cairemos muitas vezes. E assim, além destas duas virtudes, é necessário uma terceira coisa: o exercício.

É preciso exercitar a inteligência e a vontade.Quanto à inteligência, deve ela ser resguardada de duas coisas que a costumam obscurecer: a ignorância e a curiosidade.

A ignorância deixa a mente em trevas e impede que ela conheça a verdade, que é o objeto próprio da inteligência.

Com o exercício, devemos tornar a mente clara e lúcida, para que possa ver e discernir bem, quanto é mister para purificar a alma das paixões desordenadas e orná-la com as santas virtudes.

De dois modos poderemos obter este resultado, O primeiro, é o mais importante a oração. Peçamos ao Espírito Santo que se digne infundir suas luzes em nossos corações. E o Divino Espírito o fará, se, em verdade, procurarmos a Deus somente,e se, em todas as causas, pusermos o juízo dos nossos padres espirituais, acima do nosso.

O segundo modo é um contínuo, profundo e leal exame de nós mesmos, para ver se somos bons ou maus, não segundo a aparência boa ou má dos nossos atos, nem conforme o juízo dos sentidos e o critério do mundo, mas segundo o juízo do Espírito Santo. Continuar lendo

AUTODEMOLIÇÃO CIVILIZACIONAL

Relatório do Senado francês aponta que 2.800 igrejas em todo o país, muitas delas construídas a séculos, serão demolidas ao longo dos próximos anos sob alegação de que os custos de restauração excedem o das demolições. Em contrapartida, mesquitas islâmicas florescem por toda a França

Sensus fidei: De acordo com um relatório do Senado francês, 2.800 igrejas em todo o país, muitas delas construídas a séculos, serão demolidas ao longo dos próximos anos sob alegação de que os custos de restauração excedem o das demolições. Em contrapartida, mesquitas islâmicas florescem por toda a França.

Esta igreja, Église Saint-Jacques d’Abbeville [vídeo abaixo], uma obra neo-gótica em Abbeville, Nord-Pas-de-Calais-Picardie que remonta a 1868, foi demolida em 2013 por um custo total de 350.000 €. O raciocínio: o custo da demolição foi muito menor do que custaria a restauração.

Neo expansão islâmica

A neo expansão islâmica rapidamente progride na nova Europa maçônica anticristã e anticlerical. Um exemplo disso, a Grande Mesquita de Paris, construída em 1926, obteve recentemente um telhado moderno, totalmente retrátil, como é normalmente encontrado apenas nos estádios de futebol e centenas de novas mesquitas são construídas a cada ano para as centenas de milhares de novos muçulmanos nascidos ou que imigram na sociedade francesa, muitas vezes com dinheiro do contribuinte. Nos dois vídeos a seguir, imagens do projeto de alta tecnologia na construção do novo telhado e detalhes do suntuoso interior da mesquita.

Autodemolição civilizacional

Enquanto o número de franceses na França continua a diminuir devido às taxas de natalidade recorde de baixa, alta emigração e imigração muçulmana, por outro lado, os membros da fé católica, estão agora na maior baixa de todos os tempos. Para muitas cidades na França, especialmente nas cidades em que os cristãos são a minoria, a falta de interesse e o alto valor de propriedade dos edifícios simplesmente não justificam o custo de uma possível restauração dessas igrejas. Muitos prefeitos escolhem as demolições mais baratas. Milhares de igrejas estão sendo demolidas e sendo substituídas por shoppings, lojas, apartamentos ou estacionamentos.

A seguir, um vídeo perturbador, com imagens e informações da tv iraquiana revelando claramente o verdadeiro e mal dissimulado caráter que anima o espírito religioso muçulmano e que se esconde sob o alarmante incentivo das novas políticas migratórias impostas pela União Europeia. Infelizmente, o nível de compreensão do afetado cidadão-zumbi da nova ordem mundial está muito longe de perceber que ele próprio é protagonista no suicídio de nossa civilização.

Fontes de consulta:

The European Union Times – France is Demolishing Thousands of Churches, Building Mosques

Tradition in Action – Europe Chastised & a Deeper Look at Islam

DO SOFRER OS DEFEITOS DOS OUTROS

Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade.

Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.

Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?

Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

SEPULTURA CATÓLICA: QUANDO CONCEDÊ-LA OU NEGÁ-LA?

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Alguns católicos não sabem que a Igreja Católica pode e deve negar a sepultura eclesiástica a determinadas pessoas, ainda que sejam batizadas. Isto significa que o cadáver não pode entrar no templo para celebrar as exéquias. Não só a Igreja pode proibir a entrada do cadáver no templo, mas também pode negar a bênção. Assim, o corpo vai direto ao cemitério e será sepultado sem qualquer cerimônia religiosa.

Ao contrário disso, a Igreja recebe e honra o corpo daqueles que merecem receber os últimos ritos de defuntos. A Igreja oferece a Santa Missa pelo descanso eterno do falecido e lhe dá a absolvição sobre seu caixão. O padre acompanha o morto ao cemitério para abençoar a sepultura e pronunciar as últimas orações.

Agora, usando o Código de Direito Canônico (1917), vamos mostrar, a quem se deve conceder ou negar o sepultamento católico para, em seguida, compará-lo com o Novo CDC (João Paulo II, 1983).

A quem a tem Igreja concede a sepultura católica?

Deve-se conceder a sepultura eclesiástica a todos os batizados, a menos que Código de Direito Canônico (a lei da igreja) expressamente os prive dela (Can. 1239 §3; Novo 1176,§1). Os Catecúmenos (ou seja, os adultos que se preparam para o batismo) que sem nenhuma culpa própria morreram sem o batismo se igualam aos batizados (Can. 1239 §2, Novo 1183 §1) já que tinham o desejo de receber batismo (Batismo de desejo, como o desejo que teve o bom ladrão). Nos países onde há cemitérios católicos essas pessoas têm o direito a serem sepultadas neles; o cemitério católico é um terreno consagrado como um campo santo para os fiéis defuntos. Continuar lendo

A FELICIDADE DOS SANTOS

Resultado de imagem para rezandoTambém o homem justo, ao encerrar sua vida terrena no amor, já não poderá progredir na virtude. Para sempre continuará a amar no grau de caridade que atingiu até chegar até mim. Também será julgado na proporção do amor. Continuamente me deseja, continuamente me possui; suas aspirações não caem no vazio. Ao desejar, será saciado; ao saciar-se, sentirá ainda fome; distanciando-se, assim, do fastio da saciedade e do sofrimento da fome. Os bem-aventurados gozam da minha eterna visão. Cada um no seu grau, de acordo com a capacidade em que vieram participar de tudo o que possuo. Por terem vivido no meu amor e no amor dos homens; por terem praticado a caridade em geral e em particular, qual fruto de um único amor desfrutam – na alegria e gozo – dos bens pessoais e comuns que mereceram. Colocados entre os anjos e santos, com eles se rejubilam na proporção do bem praticado na terra. Entre si congraçados na caridade, os bem-aventurados de modo especial comunicam com aqueles que amaram no mundo. Realizam-no naquele mesmo amor que os fez crescer na graça e nas virtudes. Na terra, ajudavam-se uns aos outros; tal amor continua na eternidade. Conservam-no, partilham-no profundamente entre si; com maior intensidade até, associando-se à felicidade geral.

Não penses que a felicidade celeste seja apenas individual. Não! Ela é participada por todos os cidadãos da pátria, homens e anjos. Quando chega alguém à vida eterna, todos sentem a sua felicidade, da mesma forma como ele participa do prazer de todos. Não no sentido que os bem-aventurados progridam ou se enriqueçam, pois todos são perfeitos e não precisam de acréscimos. É uma felicidade, um prazer, um júbilo, uma alegria que se renova interiormente, ao tomarem eles conhecimento da riqueza espiritual do recém-chegado. Todos compreendem que ele foi elevado da terra à plenitude da graça por minha misericórdia; naquele que chegou todos se alegram, gratos pelos dons de mim recebidos. O novo eleito, igualmente, sente-se feliz em mim e nos bem-aventurados, neles contemplando a doçura do meu amor.
Continuar lendo

DO PRECEPTOR

Resultado de imagem para modestia pinturaA educação que se faz inteiramente no seio da família, será preferível à que, tendo começado sob a inspeção materna, vai terminar num pensio­nado? Não ousamos responder a esta questão. O ilustre bispo de Orleans, a quem a grande expe­riência dá tanta autoridade sobre o que diz res­peito à mocidade, não quer que a educação pública comece muito cedo, mas julga-a preferível à edu­cação privada.

Digamos todavia algumas palavras, acerca do preceptor, porque um certo número de mulheres cristãs, não querendo ver seus filhos subtraídos à sua solicitude, ou querendo a todo o transe sub­traí-los às escolas sem Deus, os confiam a um pre­ceptor encarregado de os instruir, e de os educar, sob os olhos de seus pais. Entre as crianças, que, durante o ano escolar, seguem o curso dum pen­sionado, um grande número são confiadas, durante as férias à vigilância dum mestre, que lhes repete as lições do colégio. Não é, pois, inútil dizer à mãe quais devem ser as qualidades do preceptor de seu filho.

A fé, tal é a primeira e a mais essencial das con­dições a exigir dum mestre. Não é a fé efetivamente o que um homem tem de mais precioso neste mundo, visto que sem ela é impossível agradar a Deus, e esperar os bens eternos? E não é tão necessária esta virtude, visto que a mulher cristã deve pri­meiro que tudo conservá-la intacta no coração de seus filhos? Mas quem o não vê? Um preceptor incrédulo roubaria tanto mais facilmente a fé a um jovem, quanto maior influência tivesse sobre ele. Não ousaria de certo professar a impiedade, ou o racionalismo, numa casa, onde se conservam, como o mais sagrado depósito, as tradições religiosas dos antepas­sados; mas de quando em quando deixaria escorre­gar algumas palavras de dúvida ou de desprezo; deporia dessa forma no coração dos seus discípulos algum germem fatal de incredulidade, e a increduli­dade é um vento ardente que seca quanto de virtude possa existir num coração de criança. Continuar lendo

FOTOS E VÍDEO DA BENÇÃO DO NOVO SEMINÁRIO DA FSSPX NOS ESTADOS UNIDOS

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

Mais de mil fiéis reuniram-se na nova casa do Seminário Santo Tomás de Aquino nesta sexta-feira, 4 de novembro, para celebrar a bênção da nova casa para formação de padres. Conforme se convém, esse jubiloso dia para a Tradição na América começou com o Santo Sacrifício da Missa celebrado pelo Superior Geral da Fraternidade, o Bispo Bernard Fellay, que também contava com a presença de vários superiores distritais.

No sermão, D. Fellay explicou como uma construção tão nobre e grandiosa pode ajudar na formação dos futuros padres. Quando reflete os atributos do Deus eterno e majestoso, a arquitetura leva a um silêncio interior e lembra às almas que a vocação delas não é uma vocação comum!

Após a refeição, o Padre Yves le Roux, Diretor do seminário, agradeceu àqueles que tornaram tal obra possível: os benfeitores, os operários, os voluntários e todos aqueles que rezaram e sacrificaram algo para que essa obra fosse possível.

Entretanto, nem todas as notícias vindas neste fim de semana da Virgínia nos alegram, pois o Superior Geral, D. Fellay, fraturou gravemente seu pé. Pedimos as orações dos fiéis para que ele se recupere bem e se recupere completamente.

Mais do que qualquer coisa, o novo seminário fica como um tributo ao fundador da Fraternidade. Sem a perspicácia que o Arcebispo Lefebvre teve na defesa do sacerdócio católico, nada disso teria sido possível. Continuemos a rezar para que a Fraternidade possa formar padres de Deus e que Nossa Senhora proteja todos eles neste mundo caótico!

O SUICÍDIO DE LUTERO

Étienne Couvert

Em 20 de maio de 1505, Lutero iniciara seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Pouco tempo depois, porém, uma desgraça ocorreu. Tendo encontrado seu amigo Jerônimo Buntz, desentenderam-se, travaram um duelo e Lutero acabou por matar seu companheiro. Em junho daquele mesmo ano, preocupado com as consequências da morte, Martinho buscou seu protetor e amigo, João Braun, vigário colegial em Eisenach, para lhe pedir conselho. Este o estimulou a tornar-se religioso, a fim de evitar as consequências judiciais do caso. Lutero acatou a sugestão e em 17 de julho de 1505 entrou para o convento dos Eremitas de Santo Agostinho, em Erfurt. Beneficiou-se assim do direito de asilo, então reconhecido pela justiça civil. Seu primeiro tratado, redigido por ele mesmo, intitula-se: “Sobre aqueles que se refugiam nas igrejas, muito útil para os juízes seculares e para os reitores de uma igreja e os prelados de mosteiros”. (“De his qui ad ecclesiam confugiunt tam judicibus secularibus quam Ecclesiae Rectoribus et Monasterioum Praelatis perutilis”). A obra foi publicada anonimamente em 1517, e depois em 1520 com o nome de Lutero. Nela, é lembrado que quem mata sem ter sido inimigo, por erro ou sem premeditação, não é culpado segundo a lei de Moisés.

Em seu mosteiro, porém, Lutero não encontrou paz de espírito. Sua vocação, bastante questionável, foi resultado mais de medo que de um chamado divino ou amor à oração e à solidão.

Devido a seu temperamento hereditário, em acréscimo à sua educação familiar, Martinho era dotado de um caráter violento e explosivo, de tipo primário, que no primeiro impulso age sem refletir, além de uma alma escrupulosa que depois de ter agido, rumina bastante sobre o erro ou a falta cometida desnecessariamente e que podia ter sido evitada com um pouco de reflexão. É um tipo de humanidade bastante comum neste mundo e que não deveria, de modo algum, provocar uma angústia suicida.

Uma morte cometida durante uma rixa, certamente mais acidental que premeditada, não deveria jamais provocar essa crise, que não fez senão acentuar-se ao longo de sua existência, até o suicídio final. A isso é preciso acrescentar outro fator. Continuar lendo

DA CONFIANÇA NO PATROCÍNIO DE MARIA SANTÍSSIMA

mariaQui me invenerit, inveniet vitam, et hauriet  salutem a Domino— “Aquele que me achar, achará a vida, e terá do Senhor a salvação” (Prov. 8, 35).

Sumário. Quantas graças devemos dar à bondade divina por nos ter dado Maria por advogada! Ela é tão poderosa, que os seus rogos são sempre atendidos. Ela é também tão piedosa, que não sabe negar o seu socorro a quem quer que a invoque. Mais, nossa boa Mãe vai em busca dos miseráveis, a fim de os ajudar; pois mais desejo ela tem de nos fazer bem, que nós de o receber. Ai de nós, se nos viéssemos a perder! O patrocínio poderoso da Virgem seria no inferno um dos nossos tormentos mais graves, lembrando-nos que possuíamos um meio tão eficaz de salvação e não soubemos aproveitá-lo.

*******************************

Meu irmão, quando nos sentirmos culpados perante a justiça divina e já como que condenados ao inferno por causa dos nossos pecados, não nos entreguemos à desesperação; recorramos a Maria, refugiemo-nos debaixo de seu manto, e ela nos salvará. Tomemos a resolução de mudarmos de vida; tenhamos boa vontade e grande confiança no patrocínio de Maria e seremos salvos, porquanto ela é uma advogada poderosa e uma advogada piedosa.

Maria é uma advogada poderosa, porque, na palavra de Santo Antônio, sendo ela Mãe de Deus, os seus pedidos são para Jesus Cristo como outras tantas ordens, e é impossível que não sejam deferidos. Nem é somente uma advogada poderosa, mas, como se exprime Ricardo de São Lourenço, toda-poderosa; pois que é justo que a Mãe participe do poder do Filho; que é todo poderoso por natureza, fez a Mãe toda-poderosa pela graça; quer dizer que obtém tudo o que pede. — Por isso, São Gregório de Nicomedia, dirigindo-se à Virgem, diz: Ó Mãe de Deus, vós sois invencível e nada pode resistir ao vosso poder: já que o Criador considera a vossa glória como se fosse a sua própria. Continuar lendo

AMIGOS, AJUDE-NOS NESSA CAMPANHA!

Resultado de imagem para AJUDAPrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blog, vocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundo, vocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

CLIQUE AQUI E SAIBA COMO!

Faça um gesto nobre de caridade, por amor à Santa Igreja!!

Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

ABANDONAR A DEUS É PERECER

Resultado de imagem para morte voltaireAntes da conflagração européia de 1914, o escritor francês Henri Lavedan, era também ateu fanático. Ninguém como ele, sabia zombar de Deus e da religião. Todavia, ao romper a guerra, chamado às armas, retratou sua incredulidade, em comovente confissão ao povo francês:

“Escarneci da fé e julguei-me sábio … Iludi-me, a mim e a vós, que lestes os meus livros e cantastes os meus versos. Foi uma miragem, uma embriaguez, um sonho vão. Abandonar a Deus é perecer. Não sei se amanhã estarei vivo. Mas aos amigos devo dizer: Lavedan não ousa morrer como ímpio. Rejubila, minha alma, pois tive a felicidade de viver a hora em que caí de joelhos para dizer: “Creio em Deus, creio, creio!”

Foi apavorante o fim de Voltaire, o patriarca da impiedade. As armas de seu atilado espírito, empregava-as literalmente para espezinhar a fé e a moral cristã. Seu lema era: “Écrasez l’infame!” (Esmagava a infame, isto é, a Igreja Católica). Incalculável o número dos que se tornaram imorais e descrentes por causa da leitura de seus livros. Com razão é chamado “Pai da incredulidade”. Duma feita, contudo, o furioso negador de Deus ficou gravemente doente. Mandou chamar um sacerdote e quis confessar-se. Antes da absolvição retratou publicamente, em escrito ratificado por duas testemunhas, suas calúnias contra a Igreja e a Religião, e exprimiu sua confiança no perdão divino.

Ora, Voltaire não morreu. Restabelecido de sua enfermidade, foi ao teatro. Representava-se uma de suas peças, e lhe haviam preparado pomposa recepção. Seu busto foi levado ao palco e adornado de flores e grinaldas. E no fim de tudo, um dos atores pôs na cabeça do próprio Voltaire, uma coroa de louros. Tão envaidecido ele ficou, que novamente abandonou sua conversão, voltou para a companhia dos ímpios, continuando a ser o que dantes fôra: um incrédulo zombador. Continuar lendo

FRUTOS QUE PRODUZ A MEDITAÇÃO DE JESUS CRUCIFICADO

JesusSub umbra illius quem desideraveram sedi; et fructus eius dulcis gutturi meo — “Eu me sentei debaixo da sombra daquele a quem tanto tinha desejado; e o seu fruto é doce ao meu paladar” (Cant. 2, 3).

Sumário. Representemo-nos muitas vezes Jesus agonizante sobre a cruz; detenhamo-nos em contemplar algum tempo as suas dores e o afeto com que sofreu, e disso tiraremos copiosos frutos de vida eterna. Da cruz de Jesus parte uma aragem celeste que suavemente nos desliga das coisas terrenas e nos torna leves todos os nossos trabalhos; acenderá em nós um santo ardor para sofrer e morrer por amor daquele que quis padecer e morrer por nosso amor. É sobre o Calvário que se formaram e ainda se formam os santos.

***********************

Ó almas devotas, procuremos imitar a Esposa dos Cânticos sagrados, que se assentou debaixo da sombra daquele que era o único objeto dos seus desejos. Representemo-nos freqüentes vezes, especialmente nas sextas-feiras, Jesus moribundo sobre a cruz; ponhamo-nos a contemplar algum tempo com ternura as suas dores e o afeto que nos teve; e então bem poderemos dizer: E o seu fruto é doce ao meu paladar. É sobre o Calvário e pela contemplação de Jesus crucificado que se formaram em todos os tempos e ainda hoje se formam os santos.

No meio do tumulto deste mundo, das tentações do inferno e dos temores dos juízos divinos, oh! Quão doce repouso acham as almas amantes de Deus, ao contemplarem, a sós e em silêncio, o nosso amantíssimo Redentor, quando está em agonia ou derrama o seu divino sangue gota a gota, por todos os membros feridos e dilacerados pelos açoites, pelos espinhos e pelos cravos. Ah! Quão doces frutos ali colhem e que progressos tão rápidos fazem então no caminho da perfeição! — Sim, porque à vista de Jesus Cristo esvaecem-se do nosso espírito todos os desejos de grandezas mundanas, de riquezas terrestres, de prazeres dos sentidos! Sopra da Cruz uma aura celestial, que nos desprende docemente de todas as coisas da terra e nos faz reputar leves todos os nossos sofrimentos; mais: acende em nós um santo desejo de sofrer e morrer por amor daquele que tanto quis sofrer e morrer por nosso amor. Pelo que dizia São Francisco de Sales: “Fixai Jesus crucificado em vosso coração, e todas as cruzes e espinhos deste mundo se vos afigurarão como rosas.” Continuar lendo

COMUNICADO DO SUPERIOR DO DISTRITO DA FSSPX NA FRANÇA SOBRE A DECLARAÇÃO CONJUNTA ENTRE O PAPA E A IGREJA LUTERANA

bouchacourt_161024Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ao ler a declaração conjunta que o Papa fez com os representantes da igreja luterana na Suécia, em 31 de outubro, por ocasião do quinto centenário da revolta de Lutero contra a Igreja Católica, nossa dor atinge seu ponto máximo.

Diante do verdadeiro escândalo que tal declaração representa, onde se sucedem os erros históricos, graves violações à pregação da fé católica e um falso humanismo, fonte de tantos males, não podemos permanecer calados.

Sob o falso pretexto do amor ao próximo e do desejo de uma unidade artificial e ilusória, a fé católica é sacrificada no altar do ecumenismo que põe em perigo a salvação das almas. Os erros mais gritantes e a verdade de nosso Senhor Jesus Cristo são colocadas em pé de igualdade.

Como “podemos ser gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma“, enquanto Lutero manifestou um ódio diabólico pelo Sumo Pontífice, um desprezo blasfemo pelo Santo Sacrifício da Missa, assim como uma recusa da graça salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo? Ele também destruiu a doutrina eucarística, negando a transubstanciação, desviou as almas da Santíssima Virgem Maria e negou a existência do Purgatório.

Não, o protestantismo não trouxe nada ao catolicismo! Ele arruinou a unidade da cristandade, separou nações inteiras da Igreja Católica, mergulhou as almas no erro colocando em perigo sua salvação eterna. Nós, católicos, queremos que os protestantes retornem para o único rebanho de Cristo, que é a Igreja Católica, e rezamos por esta intenção.

Nestes dias em que celebramos todos os santos, apelamos a São Pio V, São Carlos Borromeu, Santo Inácio e São Pedro Canísio, que combateram heroicamente a heresia protestante e salvaram a Igreja Católica.

Nós convidamos os fiéis do Distrito da França a rezarem e fazerem penitência pelo Papa, afim que Nosso Senhor, do qual ele é o Vigário, o preserve do erro e o mantenha na verdade, da qual ele é o guardião.

Convido os sacerdotes do distrito a celebrar uma missa de reparação e organizar uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento para pedir perdão pelos escândalos e suplicar a Nosso Senhor que acalme a tempestade que sacode a Igreja por mais de meio século.

Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, salve a Igreja Católica e rogue por nós!

Pe. Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Suresnes, 02 de novembro de 2016, comemoração de todos os fiéis defuntos

 

JESUS, NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, ESPERA-NOS COM EXTREMA MISERICÓRDIA

santIesus ergo fatigatus ex itinere, sedebat sic supra fontem — “Jesus, pois, fatigado do caminho, estava assim assentado sobre o poço” (Io. 4, 6).

Sumário. Assim como um dia o Senhor, todo bondade e amor, estava sentado à borda de um poço, esperando a Samaritana para a converter, assim agora, descido do céu sobre os nossos altares, que são outras tantas fontes de graças, permanece conosco, esperando as almas e convidando-as a lhe fazerem companhia. Animemo-nos, pois, a recorrer sempre a este divino Sacramento, abramos-lhe o coração, cheios de confiança, e peçamos-lhe tudo de que precisamos. Ao mesmo tempo entreguemo-nos com abandono filial à sua providência, certos de que disporá tudo para nosso bem.

*****************************

Oh, que belo espetáculo foi ver o nosso doce Redentor naquele dia em que, fatigado do caminho, se sentara, todo bondade e amor, à borda de um poço, esperando a Samaritana para a converter e salvar! Jesus estava assim sentado sobre o poço. Pois, com igual doçura o mesmo Jesus se conserva, dia a dia, no meio de nós, descido do céu sobre os nossos altares, como outras tantas fontes de graças, esperando as almas e convidando-as a Lhe fazerem companhia, ao menos por alguns instantes, a fim de as atrair ao seu perfeito amor.

Parece que de todos os altares, onde está Jesus sacramentado, fala assim a todos: “Filhos de Adão, porque fugis da minha presença? Porque não vindes a mim e não vos aproximais de mim, que tanto vos amo, e para vosso bem aqui estou no abatimento em que me vedes? Que temeis? Não é ainda como juiz que eu agora estou na terra; neste sacramento de amor me ocultei unicamente para encher de graças e salvar a quem quer que a mim recorra: Non veni, ut iudicem mundum, sed ut salvificem mundum (1) — Não vim a julgar o mundo, mas a salvá-lo.” Continuar lendo

O QUE FAZ O RÉPROBO NO INFERNO

infPeccator videbit et irascetur, dentibus suis fremet et tabescet; desiderium peccatorum peribit — “Vê-lo-á o pecador e se indignará; rangerá os dentes e se consumirá; o desejo dos pecadores perecerá” (Ps. 111, 10).

Sumário. O réprobo no inferno, vendo-se oprimido pelos seus tormentos inefáveis e desesperando de jamais remediar os seus males, será devorado por um ódio contínuo de Deus e amaldiçoará todos os benefícios que dele recebeu. Assim como amaldiçoa a Deus, amaldiçoará também todos os Anjos e Santos, e especialmente à divina Mãe, cuja intercessão não quis aproveitar. Ah, meu Jesus! Seja cortada antes a minha língua; protesto que nunca Vos quero amaldiçoar, mas sim louvar-Vos para sempre no paraíso.

****************************

A alma, criada para amar o seu Criador, não pode deixar de sentir um impulso natural ao amor de seu último fim. Na vida presente, as trevas do pecado e os afetos terrenos podem entorpecer a inclinação da alma para se unir a Deus, e por isso não se aflige muito com a separação. Mas, quando sai do corpo e se vê livre dos sentidos, então vê claramente que só Deus a pode contentar. Pelo que procura ir logo unir-se a seu supremo Bem; mas achando-se em estado de pecado, vê que é repelida por Deus, como sua inimiga. Ainda que repelida, não deixará de se sentir sempre atraída à união com Deus, e o seu inferno consistirá em ver que sempre é atraída para Deus e sempre repelida por Ele.

Se a desgraçada, já que perdeu seu Deus e não O pode contemplar, pudesse ao menos consolar-se amando-O! Mas não, pelo abandono da graça, a sua vontade está pervertida. Por um lado, pois, ver-se-á sempre atraída a amar seu Deus; por outro, ver-se-á obrigada a odiá-Lo. Portanto, ao mesmo tempo que reconhece ser Deus digno de amor e louvor infinitos, odeia-O e amaldiçoa-O.  Se ainda naquela prisão de tormentos, pudesse resignar-se à vontade de Deus e bendizer a mão que com justiça a castiga, como fazem as almas do purgatório! Não pode, porém, resignar-se, pois que para isto deveria ser auxiliada pela graça; mas esta (como já ficou dito) abandonou-a; pelo que a sua vontade é inteiramente contraria à vontade divina.
Continuar lendo

SOFRENDO COM CRISTO NAS ENFERMIDADES

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Quando nos submetemos completamente a Jesus Cristo, quando nossas almas respondem com um perpétuo amém a tudo o que Ele nos pede, então Jesus Cristo nos dá a sua paz: “Sua paz, não como a promete o mundo, mas a verdadeira paz  que não pode vir até nós senão d’Ele

Nossa pobre alma depende de tal modo do corpo que quando este sofre ou padece, ela não pode fazer grandes coisas. Mesmo a grande Santa Teresa, apesar de seu ardor e generosidade, lamentava-se amargamente sobre como a fraqueza de seu corpo impedia sua alma elevar-se a Deus em oração.

Quando suportamos pacientemente as enfermidades, somos muito mais agradáveis a Deus e estamos muito mais perto de Seu coração do que quando sentimos cheios de fervor e consolo, pois no primeiro caso temos o mérito do sacrifício e nosso amor dá provas mais certas de que é puro e sem interesse próprio.

Quando nos entregamos a Deus de todo o coração e com plena confiança, caímos nas mãos da Sabedoria e Amor infinitos. A partir desse momento, nem um cabelo de nossa cabeça cai sem o seu conhecimento ou permissão. Ele ordena tudo a esse grande fim: nossa união com Ele. Devemos amar n’Ele, e com Ele, e como Ele.

Somos os membros de Jesus e quando estamos no meio de uma enfermidade somos membros enfermos do Corpo Místico de Jesus. O Pai, contemplando-nos, vê seu Filho crucificado em nós e nosso estado se torna uma oração contínua. 

Nossa força deve ser Cristo. Devemos ser fracos, a fim de que a nossa fraqueza atraia sua compaixão e nos cumule de sua força: Ut inhabitet em mim virtus Christi: “A fim de que a força de Cristo habite em mim“. Unidos a Jesus, entramos com plenos direitos no sanctuarium exauditionis onde todas as solicitações são atendidas. Quando estamos fracos e enfermos, estamos como Jesus in sinu Patris “no seio do Pai“, porém na Cruz. Jesus na cruz, na agonia, na fraqueza, abandonado do Pai, estava sempre em sinu Patris, e nunca foi tão amado do Pai, nunca esteve tão perto do Pai.

Coisa excelente é aceitar das mãos do Senhor, sem reclamar, o corpo que temos recebido, com suas fraquezas, seus pesares, seus sofrimentos, e dizer como Jesus: Ó Pai, eu quero este corpo tal como há querido para mim, com tudo o que pode acarretar-me de penoso.

Sofrendo com Cristo  – Dom Columba Marmion

CRUZADA DE ROSÁRIOS – NOVEMBRO

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que estão em oração conosco na NOVA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX, segue abaixo a planilha para acompanhamento em novembro.

novE aos que quiserem informar a quantidade de terços e sacrifícios oferecidos em outubro, podem nos enviar pelo gespiox@yahoo.com.br

Ao recebermos repassaremos ao Priorado de São Paulo para a contabilização.

Que Nossa Senhora nos mantenha fiel na verdadeira Fé.

É PRECISO ESTARMOS SEMPRE PRONTOS PARA MORRER

morte1Et vos estote parati; quia, qua hora non putatis, Filius hominis veniet — “Vós outros, pois, estai preparados; porque na hora em que menos cuideis, virá o Filho do homem” (Luc. 12, 40).

Sumário. Não nos diz o Senhor que nos preparemos quando chegue a morte, mas que estejamos preparados. Porque, como ensina a fé e a razão confirma, na perturbação e confusão da morte será quase impossível por em ordem uma consciência perturbada. Quantos pensavam que se poderiam converter nesse momento e estão agora ardendo no inferno? Dize-me, meu irmão: se a morte te viesse surpreender na primeira noite, estarias bem preparado? Procura fazer agora o que então quiseras ter feito.

************************

Não nos diz o Senhor que nos preparemos quando chegar a morte; mas que estejamos preparados. Quando chega a morte, no meio da grande perturbação e confusão, será quase impossível por em ordem uma consciência embaraçada. Isto nos diz a razão. Assim também nos ameaça Deus, dizendo que então virá, não para perdoar, mas para punir o desprezo que fizermos das suas graças: Mihi vindicta, ego retribuam (1) — “A mim pertence a vingança, eu retribuirei”. Diz Santo Agostinho que será justíssimo castigo para quem não quis salvar-se quando pode, o não poder salvar-se quando quiser.

Dirá alguém todavia: Quem sabe? Talvez nesse momento me converta e me salve. Pois que! Lançar-te-ias num poço dizendo: Quem sabe? Talvez, atirando-me, fique com vida e não morra? Meu Deus! Que coisa! Como o pecado cega o espírito, a ponto de lhe fazer perder a razão! Quando se trata do corpo, falam os homens como sábios; e falam como insensatos quando se trata da alma.

Se algum infeliz, estando em pecado mortal, tivesse um ataque de apoplexia e ficasse sem sentidos, quanta compaixão não inspiraria a todos que o vissem morrer sem os sacramentos e sem sinal de penitência? Que consolação, ao contrário, se teria ao vê-lo voltar a si, pedir a confissão e fazer atos de contrição? Não será, pois, um insensato aquele que, podendo agora fazer isto, se deixa ficar no pecado ou torna mesmo a pecar, e se expõe ao perigo de ser colhido pela morte, num tempo em que talvez sim, talvez não o possa fazer?  Ficamos assustados pela morte repentina de uma pessoa, e tantos há que se expõem voluntariamente ao perigo de morrer assim e de morrer em pecado. Continuar lendo

FOTOS DA SOLENIDADE DE CRISTO REI EM TORONTO (CAN) – 2016

Realizada ontem (30/10), na Igreja da Transfiguração, em Toronto/Canadá.

Dia especial também que marcou os 25 anos da criação da Capela (FSSPX).

Créditos das fotos à nossa amiga Gercione Lima.

NUM TRIBUNAL REVOLUCIONÁRIO

Resultado de imagem para revolução francesa igrejaNa revolução francesa de 1793, a igreja de São Pedro de Besançon foi entregue a um padre cismático. Os padres católicos, porém, fiéis às leis da Igreja, eram presos e assassinados pelos revolucionários.

Um destes padres, chamado João, ficara entre seus paroquianos disposto a sofrer tudo por Deus e pela Igreja. Andava disfarçado: botas largas, blusa de carroceiro, lenço grande ao pescoço e chicote em punho, lá ia pelas ruas visitando as casas de seus paroquianos. Levava pendurada ao cinturão uma caixinha em que se achava o necessário para administrar os sacramentos, bem como uma píxide de prata onde guardava o Santíssimo.

Passaram-se muitos meses sem que a polícia suspeitasse que naquele carroceiro se ocultava um sacerdote, que desempenhava seus ministérios. Afinal, um dia, foi descoberto e imediatamente conduzido ao tribunal revolucionário.

– Cidadão, que és tu?

– Sou o Padre João, ministro de Jesus Cristo.

– A lei não te proíbe exercer teu ministério? Continuar lendo

REPORTAGEM 7 – FOTOS DA PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A LOURDES – MISSA DA SEGUNDA (24/10), ROSÁRIO NA GRUTA E DESPEDIDA

Fonte: La Porte LatineTradução: Dominus Est

Magnífica missa do 3º dia de peregrinação enfatizada pelas vozes angelicais dos Pequenos Cantores de São José, que, literalmente, nos “transportou” graças a maravilhosas polifonias sacras admiravelmente interpretadas.

Fora o padre Antoine, Padre Guardião dos capuchinhos de Morgon, que celebrara, assistido pelos reverendíssimos padres Laurent Ramé, prior de Saint-Germain-de-Prinçais, e Hervé Gresland, colaborador em Vouvry, no Distrito da Suíça.

Em seu sermão, o padre Antoine sublinhou que “Nossa Senhora é a Rainha dos anjos e que, como o Arcanjo Rafael que festejamos neste dia, Ela não conheceu o pecado. São Rafael desempenha um papel semelhante ao da Santíssima Virgem Maria, ele que operou tantas maravilhosas curas físicas, mas sobretudo espirituais”.

“E, também em Lourdes, viemos buscar nossa cura, sobretudo sermos curados espiritualmente. E, é sobre este ponto que gostaria de insistir em meu sermão”.

********************************************

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Fora o reverendíssimo padre Louis-Edouard Meugniot, diretor da escola Étoile du Matin, que meditou o último terço na Gruta, diante de vários milhares de fiéis que participaram dos três dias desta magnífica peregrinação de 2016.

Em sua despedida, o reverendíssimo padre Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França, fez questão de inicialmente agradecer Dom Brouwet, bispo de Tarbes e Lourdes, que colocou à disposição da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tudo o que ele precisara para o sucesso material da peregrinação da Tradição.

Em seguida ele felicitou os organizadores, em particular o padre David Aldalur, diretor da escola Saint-Michel Garicoïts, e seus colaboradores. Ele não deixou de assinalar sua alegria pessoal e sacerdotal ao ver as comunidades presentes, com uma menção especial às Irmãzinhas de Saint-Jean Baptiste, ditas irmãs de Rafflay, que acompanham com uma admirável dedicação os doentes.

Deo gratias!