A IGREJA E SEUS INIMIGOS

Gustavo Corção, Marta Braga (org) - CultorDeLivros

Gustavo Corção

Uma das características da camada exterior que desfigura a Igreja em nossos dias, e que se propõe ao mundo como figura verdadeira, modernizada, da Igreja de Cristo, é o impudente exibicionismo que faz dessa falsa Igreja uma “notícia” e quase sempre um escândalo; outro traço não menos deplorável da dita camada exterior é a incontinência verbal, é a tagarelice que se manifesta todos os dias em pronunciamentos, notícias, protestos; o terceiro traço desse make-up que desfigura a Igreja de Cristo é a infinita multiplicação de grupos quase microscópicos que falam engrossando a voz, num plural majestático, como faz agora a subentidade CIEC surgida em São Paulo nas chocadeiras da arquidiocese.

Nós, que conhecemos a Igreja sem essa hedionda desfiguração, que a conhecemos no tempo em que se podiam bem discernir as lições da Mãe e Mestra, mestra do valor da Palavra e mestra do valor do Silêncio, dificilmente podemos suportar sem gemidos de dor ou sem gritos de cólera o que fazem hoje os inimigos da Igreja, ou os amigos desses inimigos.

Não suponha o leitor que eu esteja aqui, romanticamente, imaginando alguma época em que a Igreja aparecia a nossos olhos transfigurada como um dia com a graça de Deus a veremos na Pátria verdadeira. Não julgue o leitor que eu ignore tão completamente não apenas a história da Igreja como também o mistério de sua paixão, e o mistério de nossa mediocridade que não deixa ver, senão na obscuridade da fé, o brilho de sua santidade interior. Nossa Mãe, nos mais gloriosos dias, teve sempre seu mato manchado por nossas faltas, e até rasgado pelas urzes dos caminhos que andou trilhando e por onde correu atrás das ovelhas tresmalhadas, sempre foi Rainha andrajosa por ser Pastora diligente, Mãe eternamente moça e eternamente afatigada. Continuar lendo

UM PASSO À FRENTE NO PROGRESSO…DO GENOCÍDIO DA HUMANIDADE

Fonte: Médias Presse Info – Tradução: Dominus Est

Enquanto as mentes estão ocupadas com a guerra na Ucrânia e o ressurgimento da pandemia do perverso covid, o progressismo continua sua marcha rumo a um progresso cada vez maior. Um progresso sinônimo de aborto, eutanásia,  cultura do cancelamento (cancel culture), redução da população, “fluidez” do gênero, etc..

Assim, – e infelizmente isso não é uma piada de primeiro de abril, mas seria de mau gosto: o Estado de Nova York acaba de aprovar o “aborto” pós-natal, ou seja, o infanticídio. Além disso, essa aprovação foi “ovacionada de pé“, da mesma forma que aqueles políticos “bem-intencionados” fizeram a Zelensky, o comediante-presidente da Ucrânia, durante sua turnê mundial por uma Terceira Guerra Mundial.

Na Califórnia, outro estado progressista nos Estados Unidos, um projeto de lei está em discussão para legalizar a morte de bebês até 6 semanas após o nascimento.

E a OMS, amplamente controlada e condicionada pelo financiamento de multinacionais farmacêuticas e pelas fundações “filantrópicas” dos suspeitos habituais: Fundação Bill e Melinda Gates, não fica de fora neste pântano de horrores: em suas novas diretrizes, a Organização Mundial da Saúde está apelando aos países membros para que revoguem as leis anti-aborto que fixam “limites gestacionais” e que violam os direitos de “mulheres, meninas ou outras pessoas grávidas”(sic!). A OMS também ataca a objeção de consciência. 

Os grupos pró-aborto estão regozijando. 

O COMBATE DO GETSÊMANI

Meditemos um pouco sobre a agonia de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras onde, “triste até a morte”, aceitou o cálice de sua Paixão para a salvação de nossas almas.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A nossa redenção dependeu de dois fiat: o de Maria, na Anunciação, quando aceitou tornar-se mãe do Salvador, e o de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras, quando a sua vontade humana se submeteu à vontade do Pai. “Não a minha vontade, mas a sua (1)”. Por três vezes repetiu esta oração em um lugar que nunca mereceu tanto o nome de Getsêmani”, o “lagar” de olivas. Alí, a alma do Salvador sofreu uma agonia (αγωνία, combate em grego), uma tristeza, uma angústia tão extrema que, segundo suas próprias palavras, poderia ter causado sua morte. São Lucas nos dá uma ideia da violência desta luta, dessa luta, ao descrever o suor de sangue que provocou(2). O Coração de Jesus foi prensado, esmagado como uma oliva para que nossas almas pudessem ser ungidas com o óleo da graça.

Nunca Nosso Senhor pareceu tão humano, pedindo a Pedro para vigiar, mesmo que por apenas uma hora, com Ele(3) e implorando a seu Pai que removesse este cálice de tão horrível amargura. Qual é a natureza deste cálice? Quais são os sofrimentos apresentados a Jesus? Continuar lendo