Em bela manhã de abril, conta Joergensen numa das suas engenhosas parábolas, estava a atmosfera cheia de tênues fios. Tendo-se prendidoum deles na elevada copa de uma árvore, um1apequenina aranha, valendo-se dele, veio firmar opé na folhagem. Imediatamente Lança novo fio,prende-o à copa e conseguedescer até ao pé daárvore. Ali encontrou um arbusto assaz ramificado e logo pôs mãos à obra: tecer uma teia. A extremidade superior do tecido foi atada à longa fibra pela qual baixara; as pontas restantes, prendeu-as aos ramos da sarça.
Esplêndida rede foi o resultado do seu esforço,meio excelente para pegar moscas. Mas, uns diasapós, pareceu-lhe pequena demais, e a aranha começoua ampliá-la em todos os sentidos. Graçasao fio resistente que segurava no alto, pôde realizarseu intento. E, quando as gotas de orvalho da manhã de outono cobriam o tecido, ele brilhava na luz baça do sol, como um véu de pérolas.
Orgulhosa de sua obra, a aranha desenvolvia-se a olhos vistos. Criou ventre volumoso. Talvez nem se lembrasse mais corno era miserável e esfaimada quando pousara no alto da árvore, no começo do outono. Continuar lendo




































