Arquivos da Categoria: Espiritualidade
SERMÃO DAS CINZAS – PE. MANUEL BERNARDES
QUARTA FEIRA DE CINZAS: A LEMBRANÇA DA MORTE E O JEJUM QUARESMAL
NESSA QUARESMA QUE SE INICIA AMANHÃ – SOBRE O JEJUM

Obs.: Lembrando que qualquer outro tipo de jejum mais rigoroso deve ter sempre a orientação e acompanhamento de um padre prudente.
O ROSÁRIO É INDESTRUTÍVEL

Fonte: Boletim Permanência
“Minha mãe, vou rezar o terço com o Francisco, que foi o que Nossa Senhora mandou que nós fizéssemos”, disse Jacinta logo após revelar à mãe quem tinha visto na Cova da Iria.
Jamais se dirá o bastante sobre a importância que Nossa Senhora deu ao Rosário em Fátima. Nas seis vezes em que apareceu aos pastorinhos sem exceção, a Virgem mandou rezarmos o terço. Por que tanta insistência nessa devoção em particular?
Ora, num post recente, falávamos que quando as missas eram rezadas no rito de sempre, que é o mesmo sacrifício em substância que o sacrifício da cruz, havia como que uma rede de graças cercando o planeta. Com seus quatro fins, a Santa Missa traduzia em linguagem humana o indizível cântico dos anjos do Céu.
Em tempos normais, a Missa deveria ser o centro da vida do católico e o principal meio de santificação, como escreveu Garrigou-Lagrange:
“Para toda alma interior, a Missa deve ser, cada manhã, como a fonte eminente, de onde derivam todas as graças de que temos necessidade durante o curso do dia, fonte de luz e de calor, semelhante na ordem espiritual, ao que é o nascer do sol na ordem da natureza. […] Este então deveria ser o maior ato de nossos dias e na vida de um cristão, sobretudo de um religioso, todos os outros atos quotidianos só deveriam ser o acompanhamento daquele, ou seja, todas as outras orações e pequenos sacrifícios que devemos oferecer ao Senhor durante o dia.” Continuar lendo
O PECADOR EXPULSA DEUS DO SEU CORAÇÃO
DA CONFIANÇA EM JESUS CRISTO
HOMILIA DO DOMINGO DA QUINQUAGÉSIMA
DOMINGO DA QUINQUAGÉSIMA: A PAIXÃO DE JESUS CRISTO E OS DIVERTIMENTOS DO CARNAVAL
FRUTOS DA MEDITAÇÃO DAS DORES DE MARIA SANTÍSSIMA
A ESCADA DE PRATA E A ESCADA DE OURO

Frei Leão, um dos companheiros de S. Francisco de Assis, viu em sonho do juízo final.
Num vasto campo, os Anjos reuniam, aos sons das trombetas, ima imensa multidão. Numa das extremidades do sítio, uma escada de ouro se elevava da terra ao Céu. Na outra extremidade, outra escada, mas de prata, descia do Céu e chegava até a terra.
No alto da escada de ouro, Frei Leão viu Jesus, sob as aparências de um juiz severo; em baixo, estava S. Francisco que Jesus abraçou logo. Disse então o Santo:
“Vinde, irmãos, vinde sem medo”.
Os religiosos avançavam e subiam com segurança os degraus da escada de ouro. Mas quando todos já tinham começado a subir, um caiu do terceiro degrau, outro do quarto, do quinto, do sexto, do sétimo, e assim por diante. Enfim, nem um só ficou na escada. S. Francisco, olhando para Nosso Senhor, pediu-lhe que não os repelisse; mas Jesus, mostrando suas chagas sangrentas:
“Vê, disse-lhe, o que me tem feito teus irmãos”.
Então, o Senhor desceu uns degraus e dirigindo-se de novo a seus irmãos, falou-lhes:
“Coragem, tendes confiança, meus irmãos; vede a escada de prata, é nela que subireis ao Céu”.
Apareceu logo, no topo da escada de prata, a gloriosa Virgem, clemente e misericordiosa.
E os filhos de S. Francisco, graças à Virgem Imaculada, chegaram ao paraíso.
Se é verdade que todas as graças, que Jesus nos conquistou, são distribuídas somente por Nossa Senhora, então só se salvará aquele que a ele recorrer e for devoto dela.
Como Maria Santíssima é Boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.
AMOR DE JESUS EM QUERER SATISFAZER POR NÓS
QUE TODO O NOSSO CUIDADO DEVEMOS ENTREGAR A DEUS
Jesus: Filho, deixa-me fazer contigo o que quero; eu sei o que te convém. Tu pensas como homem, e julgas em muitas coisas consoante te persuade o afeto humano.
A alma: Senhor, verdade é o que dizeis. Maior é vossa solicitude por mim, que todo o cuidado que eu comigo possa ter. Está em grande perigo de cair quem não entrega a vós todos os seus cuidados. Fazei de mim, Senhor, tudo o que quiserdes, contanto que permaneça em vós, reta e firme, a minha vontade. Pois não pode deixar de ser bom tudo o que fizerdes de mim. Se quereis que esteja nas trevas, bendito sejais; e se quereis que esteja na luz, sede também bendito. Se quereis que esteja consolado, sede bendito, e se quereis que esteja tribulado, sede igualmente para sempre bendito.
Jesus: Filho, assim deves pensar, se desejas andar comigo. Tão pronto deves estar para sofrer como para gozar; para a pobreza e indigência, como para a riqueza e abundância.
A alma: Por ti Senhor, sofrerei de bom grado tudo que quiserdes que me sobrevenha. De vossa mão quero aceitar, indiferentemente, o bem e o mal, as doçuras e as amarguras, as alegrias e as tristezas, e quero dar-vos graças por tudo que me suceder. Livrai-me de todo pecado, e não temerei nem morte nem inferno. Contanto que não me rejeiteis eternamente, não me fará mal qualquer tribulação que me sobrevenha.
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
O CARNAVAL SANTIFICADO E AS DIVINAS BENEFICÊNCIAS
UM FILHO DE SÃO FRANCISCO QUE REVIVIA A PAIXÃO
Padre Pio foi o primeiro sacerdote da história da Igreja Católica a receber estigmas visíveis. Ter os estigmas é trazer em seu corpo “marcas semelhantes às chagas do corpo crucificado de Jesus Cristo”.
Na história da Igreja, o número de estigmatizados reconhecidos é bem raro. Il Padre apresentou estigmas aparentes durante cinquenta anos e perdeu tanto sangue ao longo desse tempo que, conforme a ciência médica, normalmente não teria podido viver tanto.
Na realidade, Padre Pio já trazia estigmas invisíveis desde agosto-setembro de 1910. Ele rezou para que eles se mantivessem escondidos dos olhos dos homens. No entanto, no dia 20 de setembro de 1918, no momento em que fazia sua ação de graças após a missa, recebeu os estigmas visíveis.
Seu diretor espiritual lhe ordenou que descrevesse tudo o que se passou naquele dia. Eis o que escreveu Padre Pio:
“… eu vi surgir diante de mim um personagem misterioso.. sangue corria das suas mãos, dos pés e do lado. Essa visão me aterrorizou… A visão do personagem desapareceu e percebi que sangue corria das minhas mãos, dos meus pés e de meu lado. Imagine o martírio a que me submeti e que continuo a viver quase todo dia.
“O sangue continua a correr da chaga do coração incessantemente, sobretudo na noite de quinta-feira até o sábado. Meu Pai, morro de dor por causa desse suplício e da confusão que reina na minha alma… Suplicaria fortemente diante d’Ele e não cessaria de suplicar para que, na sua misericórdia, afastasse de mim não o suplício nem a dor — pois vejo a impossibilidade disso e quero me embriagar da dor — mas as marcas externas, que são para mim fonte de humilhação insuportável e indizível.” Continuar lendo
DO NÚMERO DOS PECADOS
A POMBA MENSAGEIRA DE SÃO JOSÉ
Há acontecimentos que parecem novelas: que os nossos leitores tomem-nos a seu gosto.
A família do Sr. B… sua esposa e uma filha, Josefina, de 20 anos, havia gozado em N. de uma bela fortuna; mas, a enfermidade do pai e alguns maus negócios a haviam obrigado a viver só do trabalho da filha.
A moça era inteligente, enérgica, alegre e, o que é mais, piedosa. Um dia, porém, voltou para casa com uma notícia triste: não quiseram pagar-lhe as costuras, e comunicaram-lhe que, por algumas semanas, não haveria trabalho.
Que fazer? Que comer? Mas ela não desanima; confia, não nos homens, mas no paternal auxílio de seu poderoso patrono S. José, cuja festa será celebrada no dia seguinte.
Senta-se, escreve num papelzinho a sua situação penosa e, abrindo uma gaiola onde tem uma pombinha mansa, ata-lhe debaixo da asa a sua missiva e, beijando-a, solta dizendo:
– Vai, querida, aonde te guie S. José a fim de que encontres pão para nós e para ti.
Passada meia hora, se muito, eis que se apresenta à entrada da casa um moço que pede para falar com Josefina; acompanhava-o um criado com um pesado embrulho. Diante da família admirada conta que, sendo devoto de S. José, lhe prometera atender o primeiro pedido de auxílio que se apresentasse. Ora, apenas fizera a sua promessa, entrou pela sua janela uma pombinha em cuja asa viu um papelzinho e a petição a S. José.
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O PECADO RENOVA A PAIXÃO DE JESUS CRISTO
O PECADOR AFLIGE O CORAÇÃO DE DEUS
DOMINGO DA SEXAGÉSIMA: A PARÁBOLA DO SEMEADOR E A PALAVRA DIVINA
DA GRATIDÃO PARA COM AS DORES DE MARIA SANTÍSSIMA
OBTINHA TUDO
Poucos serão os Santos que amaram a Maria Santíssima tanto quanto S. José Benedito Cottolengo, nascido em 1786 e falecido em 1842.
Repetia muitas vezes: “Oh! Como somos felizes em termos uma Mãe tão boa! Quanto a mim, depois de Deus, sei a quem devo amar; é a minha Mãe é nossa Mãe, a Mãe de todos os homens. Se soubésseis quanto nossa Mãe é amável e admirável! É por ela que temos Jesus; é por ela que recebemos as graças; se não fosse esta boa mãe, que seria de nós, coitados?”
Cada vez que falava da bondade da Virgem Puríssima, o rosto resplandecia de doçura e alegria. Recomendava a todos a sua devoção. Não saia nem entrava em seu quarto sem se ajoelhar aos pés de linda imagem e pedir-lhe a bênção. Passando perante imagens fazia piedosa inclinação, saudando-as.
Tinha particular devoção a Nossa Senhora da Graças que um dia lhe dissera:
“Não temais, estarei sempre contigo para proteger-te”.
Gostava muito de rezar o terço e a ladainha lauretana. Punha em Nossa Senhora toda a sua confiança.
“Desta Senhora – afirmava ele – eu obtenho tudo o que desejo. Ela é boa que nunca me diz não”.
Em todos os aposentos da “Pequena Casa da Providência”, certamente o maior hospital do mundo, encontram-se imagens da Virgem Santa, com flores frescas e lindas. Mandou fazer um Santuário, onde recebeu todas as cópias de imagens que pôde obter de todo o mundo, revestindo com elas as paredes. E ali deviam vir todos os que podiam, para rezar e cantar-lhe hinos.
E Nossa Senhora, que é sempre boa, não podia deixar de auxiliar a seu servo fiel e devoto.
Vejamos alguns exemplos: Continuar lendo
CORAÇÃO DE JESUS, AFLITO PELO PECADO DE ESCÂNDALO
QUE SÓ EM DEUS SE HÁ DE BUSCAR A VERDADEIRA CONSOLAÇÃO
Tudo que posso desejar ou procurar para meu consolo não o espero nesta vida, mas na futura, porque ainda que eu tivesse todas as consolações do mundo e pudesse fruir todas as suas delícias, certo é que não poderiam durar muito tempo. Portanto, considera, ó minha alma, que não poderás achar consolo pleno e alegria perfeita senão em Deus, que consola os pobres e agasalha os humildes. Espera um pouco, ó minha alma, espera a divina promessa, e no céu terás todos os bens em abundâncias. Se desordenadamente desejares os bens presentes, perderás os eternos e celestes. Usa das coisas temporais, mas deseja as eternas. Não te podes satisfazer bem algum temporal, porque não foste criada para gozá-los.
Ainda que possuísses todos os bens criados, não poderias ser feliz e estar contente, porque só em Deus, criador de tudo, consiste tua bem-aventurança e felicidade; não qual a entendem e louvam os amadores do mundo, mas como a esperam os bons servos de Cristo, e às vezes antegozam as pessoas espirituais e limpas de coração, cuja conversação está nos céus (Flp 3,20). Curto e vão é todo consolo humano; bendita e verdadeira a consolação que a verdade nos comunica interiormente. O homem devoto em toda parte traz consigo seu consolador, Jesus, e lhe diz: Assisti-me, Senhor Jesus, em todo lugar e tempo. Seja, pois, esta a minha consolação: o carecer voluntariamente de toda consolação humana. E se me faltar também vosso consolo, seja para mim vossa vontade, que justamente me experimenta, a suprema consolação. Porque não dura sempre a vossa ira, nem nos ameaçareis eternamente (Sl 102,9).
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
A SANTA MISSA DÁ A DEUS UMA HONRA INFINITA
O PECADOR NÃO QUER OBEDECER A DEUS
COMEMORAÇÃO DA AGONIA E ORAÇÃO DE JESUS NO HORTO
A GUERRA É SOBRENATURAL

Fonte: Boletim Permanencia
Houve um tempo em que no Reino da Igreja a luz nunca se punha. A cada segundo, em algum lugar, uma missa começava, sempre igual nos gestos e palavras em latim, e o mundo vivia então envolto por um coro de vozes sussurradas que simulava, no limite do humano, a eternidade dos anjos em sua louvação a Deus.
E assim o catolicismo resistia à pressão das trevas. Não eram tempos fáceis. E a luta era feroz e desigual. Escritores católicos que desde 1789 resistiam – e são tantos os nomes esquecidos! – se amparavam sobrenaturalmente nesse coro de vozes. Mas com o tempo – sempre o tempo – o coro foi se apagando, se apagando, se apagando – até que em dado momento as trevas prevaleceram: o tempo engoliu a eternidade – e cada missa hoje é o que o padre pretenda que ela seja, e cada igreja hoje é o que o padre pretenda que ela seja, e cada fiel hoje é o que ele pretenda ser. Uma legião de cabeças – e em cada cabeça, uma sentença.
É o tempo pós-conciliar, o nosso tempo.
Num texto que se poderia dizer profético, Dans Les Ténèbres, Léon Bloy percebeu e consignou o que vinha. É talvez o livro mais pesado da literatura ocidental: 30 páginas e toneladas de amargura, tristeza e o que ainda restava de revolta ao guerreiro agonizante.
Ali se anunciava o fim. O ano era 1917. Cinquenta anos depois a derrota era completa. A missa se extinguira, o coro se calara e os espíritos malignos dominavam o ar, os ares. E estão no ar, triunfantes: no rádio, na tv, agora nos celulares, na internet.
Uma derrota completa.
Só em uma ou outra catacumba ao redor do mundo, a velinha de umas missas de verdade resiste ao vento que não cessa, cintilando, aqui e ali, gemendo, esporádicas, mas impávidas. Temos fé.
Mas tão completa é a derrota que hoje se acredita que a guerra é cultural. Vejam só: há católicos que acreditam que a guerra é cultural. Por quê? Porque não são mais católicos. E nem sabem. Engolem resignadamente o biscoitinho insosso que é a hóstia e, às vezes, até recitam a missa em latim. Vejam só, em latim…
Mas acreditam que a guerra é cultural, e chegam a desejar o mal menor como se fosse um bem. São guerreiros de vento lutando contra as fantasmagorias que lhe oferecem os professores de nada: “nós contra eles”, aprenderam – não sabem que a uma certa distância mal se distinguem.
Não. A guerra é sobrenatural. Por princípio.
PARA SER SANTO É PRECISO DESEJÁ-LO MUITO
HOMILIA DO DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA: TRABALHO
Revmo Pe. Samuel Bon sobre o trabalho humano.



















