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QUANTO OS RELIGIOSOS DEVEM CONFIAR NO PATROCÍNIO DE MARIA
A INIQUIDADE GARANTIDA
Fonte: Boletim Permanencia
A valente linhagem de católicos antiliberais dos últimos séculos nos ensina que “não há maior sectário do que um liberal”, já que ele é “um fanático da liberdade” somente enquanto ela convém a suas utopias e interesses. Desde o jacobino Saint-Just a bradar “nenhuma liberdade aos inimigos da liberdade”, até Sir Karl Popper proclamando “em nome da tolerância, o direito de não tolerar os intolerantes”, não poucos desses fanáticos fizeram o involuntário favor de confirmar a justeza de seus adversários católicos.
O dia de hoje deverá trazer mais uma dessas confirmações, vinda agora de uma das máximas instituições políticas do país: o Supremo Tribunal Federal está para julgar a criminalização da “homofobia”. Um dos efeitos da tragédia será transformar em “discurso de ódio” qualquer afirmação um pouco mais assertiva, um pouco mais firme, da obviedade de que “homem é homem, mulher é mulher”, e fazer passar por crime o ato de misericórdia espiritual de corrigir os que erram, e erram grave (Catecismo de São Pio X, nº 941). Mais uma vez, o falso princípio da dignidade da pessoa humana levará à legalização do pecado e à criminalização da misericórdia.
O STF é conhecido como um verdadeiro templo do garantismo penal. Garantismo é a tendência de juristas que reforçam a prevalência das garantias do acusado sobre as exigências da ordem pública e da contenção do banditismo. Opõem-se aos punitivistas, alcunha derrisória que deram aos seus adversários doutrinais. Temas como regime de cumprimento das penas, nulidades processuais, política de desencarceramento, legítima defesa do policial e autos de resistência são alguns dos muitos que dividem esses dois campos.
Como o topo da pirâmide judiciária brasileira é marcadamente garantista, temos a peculiar situação de um país assolado pela criminalidade onde algemar um preso em flagrante (mesmo sem nenhuma violência) pode configurar um abuso de autoridade, ou onde o banho quente ― do qual algumas famílias pobres talvez ainda se privem, e do qual graças a Deus são privados os acampamentistas de São Domingos Sávio ― é considerado um direito inalienável do presidiário em razão de sua dignidade humana. E se nossa Corte Suprema ainda não virou o apertado escore que assegura a execução da pena após a condenação em segunda instância, é apenas por um equilíbrio instável e provisório, que aparentemente resultou de uma pressão dos nossos militares.
Mas é preciso fazer as devidas distinções: nem toda garantia é expressão do garantismo. No bojo do direito penal estão algumas regras que, nutridas pelas raízes longínquas do direito romano, são verdadeiras conquistas civilizacionais. Um dos melhores exemplos é o direito que tem o acusado de se defender, regra justa que a própria Sabedoria Divina chancelou na Sagrada Escritura: “Parece ter razão o que expõe primeiro a sua causa; vem depois a parte adversa, e então se examina a fundo a questão” (Pr 18, 17).
Também assim a norma que diz: “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal” ― nullum crimen, nulla poena sine lege praevia. Embora a fórmula latina desse princípio seja recente, suas origens estão na regra geral da irretroatividade das leis: “omnia constituta non praeteritis calumniam faciunt, sed futuris regulam ponunt”, na expressão do Código de Teodósio I (393 AD) ― a propósito, o imperador romano do Edito de Tessalônica, que definiu a ortodoxia católica como religião oficial. E seria de perguntar se a regra de aplicação pro futuro da lei nova não está implícita nos artigos da questão 97 da Suma Teológica (IaIIae), em que Santo Tomás trata da mudança das leis.
O triste espetáculo que, salvo milagre, se desenha para a tarde de hoje (ou para um pouco depois, se houver um pedido de vista) não é só mais um abjeto ataque à Lei Natural, mais uma zombaria de homens que substituíram o Decálogo pela Declaração dos Direitos do Homem, que trocaram a Cruz pela constituição (e alguns falam em “redenção constitucional”). Para avançar a Revolução, os senhores ministros terão desta vez de se desfazer não apenas dos preceitos da moral (a isto já estão acostumados), mas até mesmo das garantias penais que se ufanam de resguardar.
A Revolução nasceu, nos domínios da política, como um rebento dos Parlamentos. Foram deles os séculos XVIII-XIX com suas assembléias gerais, suas constituições, seus monarcas decapitados, seus códigos civis. No séc. XX, o timão da nau revolucionária passou às mãos do Executivo ― os totalitarismos de esquerda e de direita, as ditaduras do proletariado, o New Deal, o Estado-providência foram todos mecanismos de aprofundamento da revolução através do engrandecimento do Poder Executivo, à custa do protagonismo parlamentar.
Agora ― e o caso brasileiro é exemplar ― o Judiciário é a bola da vez. Por ele, avança a agenda tão antinatural que nem os nossos congressistas (nem eles!) ousam aprovar: aborto, eutanásia, “casamento” homossexual, “homofobia” etc. A Revolução precisa seguir, ainda que negando hoje o que exaltou ontem.
A se confirmar a fácil profecia, os garantistas do Supremo Tribunal Federal mandarão às favas a garantia do nullum crimen, nulla poena sine lege. Criarão de suas eminentes entranhas um crime jamais definido em código nenhum do Brasil, por meio de analogia ― o que o direito penal repudia com toda veemência.
Pela primeira vez, os veremos lançar mão de rocambolescas interpretações jurídicas em desfavor do réu ― logo o réu, esse ente quase idolatrado pelas constituições liberais, esse beneficiário do in dubio, esse contemplado pelas “leis posteriores mais favoráveis”. E não devemos nos espantar demais se suas excelências ainda concluírem que esse “crime” retroage porque sempre esteve implícito nas leis ― ainda que ninguém o houvesse enxergado antes.
Diante da lei divina, isso se chama praticar um ato que clama aos céus por vingança, como ensina o Catecismo de São Pio X (nº 963, “pecado impuro contra a natureza”). Diante da lei dos homens, diante mesmo dos princípios de separação de poderes do Estado moderno, isso se chama golpe. Sim, golpe de um dos poderes constituídos contra os demais.
Nós, católicos, não precisamos do apoio da constituição de 1988 para dar nome aos bois e chamar uma aberração de aberração. Mas os senhores congressistas, ainda que já não tenham Fé, se quiserem resguardar algo de sua relevância, se quiserem ser mais do que carimbadores de projetos econômicos do Executivo, deverão fazer valer sua última oportunidade de se opor à avalanche da ditadura da toga. Já perderam as chances do passado, a maior das quais se deu quando os onze iluminados decidiram (por unanimidade!) que “um homem e uma mulher”, texto explícito da constituição de 88, pode significar “dois homens” ou “duas mulheres” ou sabe-se lá quais outras infinitas combinações. Não houve voz que se levantasse na tribuna da Câmara ou do Senado, não digo para defender a moral e a natureza (seria pedir demais), mas para defender as prerrogativas da corporação parlamentar, para acusar os ministros de golpistas.
Se falsidades como a soberania popular, voto majoritário, separação de poderes ainda lhes são caras, é preciso que os parlamentares ajam imediatamente nesta sua última oportunidade. Se não há entre eles quem defenda o Bem por amor à Verdade, que ao menos se oponham ao mal, nem que seja por apego aos erros liberais ou por defesa das honras do cargo.
De resto, fica reforçada a constatação já mil vezes registrada pelos heróis do antiliberalismo católico, como um Louis Veuillot: é suicida o estratagema de defender a verdade e o bem com os falsos princípios do erro e do vício, tentar frear a Revolução com o recurso às bandeiras de 1789, numa palavra, tentar enganar o demônio. Os defensores da tresloucada idéia da “Igreja livre no Estado livre”, se já não estiverem cegos, devem abrir os olhos à gritante realidade de que a liberdade dos liberais é uma quimera, é a liberdade do pecado, é a arma da Revolução contra a Revelação ― aqui aberta e declarada, ali tímida e disfarçada, mas sempre a mesma inimizade. Não há como entrar nesse jogo e sair ganhando, e o motivo foi o Pe. Garrigou-Lagrange quem melhor definiu: “A Igreja é intolerante por princípio, porque crê; mas tolerante na prática, porque ama. Os inimigos da Igreja são tolerantes por princípio, porque não crêem; e intolerantes na prática, porque não amam.”
A PENA MAIS GRAVE DO MENINO JESUS
AMOR QUE DEUS MOSTROU AOS HOMENS NO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO
O PECADOR ABANDONADO POR DEUS
LOUCURA DOS PECADORES
PENSA O SENHOR QUE A MÃE DO CÉU ME ABANDONARÁ?
Um Bispo da Escócia perdeu-se, certo dia, na floresta. Depois de andar muito tempo sobreveio-lhe a noite. Uma luzinha guiou-o a uma casa pobre, habitada por gente piedosa.
Receberam o hóspede, sem saber quem era, pois o Bispo estava envolvido em grande manto. Esse também não sabia se os habitantes desse lar eram Católicos ou protestantes.
O Senhor Bispo notou que reinava tristeza em casa. Perguntou o que havia. Disse-lhe a dona da casa que o pai, já muito idoso, estava gravemente doente, e o pior era que não queria se convencer de que morreria. Por isso não se preparava para receber a morte.
– Posso vê-lo? Disse o Bispo.
– De boa vontade, tornou a senhora.
E introduziu o ilustre visitante no quarto do enfermo.
Depois de conversar amigavelmente durante minutos, procurou leva-lo ao pensamento da morte. Mas o bom homem pareceu recuperar todo vigor e, elevando o corpo da cama exclamou:
– Não, não morrerei!
– Mas, meu amigo, lembre-se de que todos devemos morrer; e sua moléstia e sua idade…
– Eu lhe digo que não morrerei. É impossível!
E por mais que o senhor Bispo procurasse persuadi-lo, sempre recebia como resposta: “Não morrerei!” Continuar lendo
SEJAMOS PEREGRINOS SOBRE A TERRA
V DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA: A PARÁBOLA DO JOIO E A CONDUTA DE DEUS PARA COM OS PECADORES
MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DA ESPERANÇA
SETE CONSIDERAÇÕES DE SÃO JOÃO BOSCO PARA OS VÁRIOS DIAS DA SEMANA
Desejando eu muito que cada dia façais um pouco de leitura espiritual, e como acho que nem todos podeis ter á mão livros apropriados para isto, apresento-vos aqui sete breves considerações, uma para cada dia da semana, com o fim de servirem aos que não podem ler outros livros deste gênero.Antes de começar a leitura, reze de joelhos esta oração:
“Meu Deus, arrependo-me de todo meu coração de vos ter ofendido; concedei-me a graça de compreender bem as verdades que vou meditar e abrasai-me no vosso amor.Virgem Maria, Mãe de Jesus, Anjo de minha guarda, Santos e Santas do Céu, roguem por mim”.
Domingo
Fim do homem
Considera, meu filho, que este teu corpo, esta tua alma te foram dados por Deus, sem nenhum merecimento de tua parte, quanto te criou á sua imagem.Ele te fez seu filho no Santo Batismo; amou-te e ama-te ainda com ternura de pai e criou-te para este único fim: para que o ames e o sirvas nesta vida e possas assim ser um dia eternamente feliz com Ele no Céu.
Não estás portanto no mundo somente para gozar, nem para enriquecer, nem para comer, beber e dormir, como os animais; o teu fim é muitíssimo mais nobre e mais sublime; o teu fim é amar e servir ao teu Deus e salvar a tua alma.Se assim fizeres, quantas consolações, experimentarás na hora da morte! Mas se não procurares servir a Deus, quantos remorsos terás no fim da vida! As riquezas, os prazeres que buscaste com tanto empenho, somente te servirão para amargurar o teu coração e então conhecerá o mal que tais coisas fizeram á tua alma.
Meu filho, não queiras de modo algum ser do número daqueles que pensam somente em satisfazer o corpo com atos, conversas e divertimentos maus.Naquela hora extrema, esses se encontrarão em grande perigo de se condenarem eternamente.Um secretário do rei da Inglaterra expirava dizendo: “Ai de mim! Gastei tanto papel em escrever as cartas do meu príncipe e não usei uma folha para tomar nota dos meus pecados e fazer uma boa confissão!”. Continuar lendo
JESUS QUIS SOFRER A FIM DE GANHAR OS NOSSOS CORAÇÕES
DEVEMOS ESPERAR TUDO PELOS MERECIMENTOS DE JESUS CRISTO
QUAL SERÁ O GOZO DOS BEM-AVENTURADOS NO PARAÍSO
DO FOGO DO INFERNO
INCERTEZA DA HORA DA MORTE
HOMILIA DO IV DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA – FIDELIDADE À ROMA
Revmo. Pe Carlos Mestre sobre a missão da FSSPX
IV DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA: A BARCA NA TEMPESTADE E A IGREJA CATÓLICA
DA CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS – PONTO III
Aquele que se conserva unido à vontade de Deus, goza, mesmo neste mundo, de paz admirável e constante. “Não se contrista o justo por coisa que lhe aconteça” (Pr 12,21), porque uma alma se alegra e se satisfaz ao ver todos os seus desejos cumpridos; ora, quem só quer o que Deus quer, tem tudo o que deseja, pois que tudo o que acontece é por efeito da vontade de Deus. Quando a alma resignada, diz Salviano, recebe humilhações, quer ser humilhada; quando cai na pobreza, compraz-se em ser pobre; em suma, fica contente com tudo quanto lhe sucede e por isso goza de felicidade nesta vida. Faça frio ou calor, caia chuva ou sopre o vento, com tudo ela se conforma e se alegra, porque assim Deus o quer. Quando sofre reveses, perseguições, enfermidades e até lhe sobrevenha a própria morte, quer ser pobre, perseguida, enferma, quer morrer, porque tudo é da vontade de Deus. Aquele que deste modo descansa na vontade de Deus e se compraz naquilo que a Providência dispuser, é como se estivesse sobranceiro às nuvens do céu e visse a seus pés furiosa tempestade, sem recear perturbação ou dano. Esta é aquela paz que — como disse o Apóstolo — supera a todas as delícias do mundo (Fp 4,7); paz constante, serena, imutável.
“O néscio é inconstante como a lua, o sábio se mantém na sabedoria como o sol” (Ecl 27,12)
O pecador é variável como a luz da lua, que hoje cresce e noutros dias míngua. Hoje o vemos rir; amanhã, chorar; ora se mostra alegre e tranquilo; ora, aflito e furioso. Varia, enfim, à mercê das coisas prósperas ou adversas que lhe sucedem.
O justo, pelo contrário, se mantém sempre com igualdade e constância.
Nenhum acontecimento o priva de sua feliz tranquilidade, porque essa paz de que goza é filha de sua conformidade perfeita com a vontade de Deus.
“Paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2,14) Continuar lendo
DA CONFIANÇA EM MARIA, RAINHA DE MISERICÓRDIA
SEXO NÃO SE APRENDE NA ESCOLA

Fonte: Boletim Permanencia
Não se sabe exatamente o que acontece quando o Papa Francisco entra em um avião, mas é justamente a milhares de metros de atitude que costuma dar as mais desastrosas declarações. Desde o início do seu pontificado tem sido assim, ou já esquecemos o tristemente celebre “Quem sou eu para julgar”?
Não foi diferente no recente vôo de volta do Panamá quando, numa coletiva de imprensa, disparou: “Creio que nas escolas é preciso dar educação sexual. Sexo é um dom de Deus, não é um monstro”. E talvez para tranquilizar as almas mais conservadoras, ou predispostas a aceitar tudo desde que dito com certas mesuras, acrescentou: “Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica. Porque se nas escolas se dá uma educação sexual embebida de colonizações ideológicas, se destrói a pessoa”.
É um escândalo que uma proposta como essa venha do próprio Papa! Francisco coloca-se aqui em oposição frontal ao ensinamento claríssimo de Pio XI que, não numa conversa com jornalistas, mas na Encíclica Divini illius magistri, declarou sem meias-palavras: “Assaz difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a pretendida educação sexual”.
Para que não reste dúvidas, citemos ainda o Decreto do Santo Ofício de 21 de março de 1931, que respondeu de modo taxativo sobre a possibilidade dos católicos aprovarem a educação ou iniciação sexual: Continuar lendo
JESUS CRESCE EM IDADE, EM SABEDORIA E EM GRAÇA
JESUS NA CASA DE NAZARÉ
DA CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS – PONTO II
Devemos conformar-nos com a vontade divina, não apenas nas coisas que recebemos diretamente de Deus, como sejam enfermidades, desolações espirituais, reveses de fortunas, morte de parentes, mas também nas que só indiretamente vêm de Deus e que ele nos envia por intermédio dos homens, como, por exemplo, a desonra, desprezos, injustiças e toda sorte de perseguições. E note-se que quando alguém nos ofende em nossa honra ou nos causa dano em nossos bens, não é Deus que quer o pecado de quem nos ofende ou causa dano, mas sim a humilhação ou a pobreza que dele resulta. É certo, portanto, que tudo quanto sucede acontece por vontade divina.
“Eu sou o Senhor que formo a luz e as trevas; faço a paz e crio a desdita” (Is 45,7)
E no Eclesiástico lemos:
“Os bens e os males, a vida e a morte vêm de Deus”
Tudo, em suma, de Deus procede, tanto os bens como os males.
Chamam-se males certos acidentes porque nós assim os denominamos e em males os transformamos; entretanto, se os aceitássemos como era devido, resignando-nos à mão de Deus, seriam para nós bens em vez de males. As joias que mais resplandecem e mais valorizam a coroa dos Santos são as tribulações que aceitaram das mãos de Deus.
Quando o santo homem Jó soube que os sabeus lhe haviam roubado os bens, não disse:
“O Senhor nos deu e os sabeus nos tiraram, mas “O Senhor nos deu e o Senhor nos tirou” (Jó 1,21) Continuar lendo
MORTE POR ENCOMENDA

O Triunfo da Morte – Pieter Bruegel, o Velho
Fonte: Boletim Permanencia
Certa vez, quando jogava no PSV Eindhoven, Romário respondeu a um jornalista que lhe perguntava sobre seus atrasos e faltas aos treinos nos dias seguintes aos jogos:
– Mas, Romário, todo mundo treina…
– Eu não sou “iedereen” (todo mundo)!
A Holanda tampouco é iedereen. Mas ao contrário do goleador, não por ser o “melhor do time”, mas por ser o “pior” entre os ‘civilizados’, ultrapassando a Bélgica. De fato, esses países nunca foram tão baixos, o pior exemplo de vanguarda legal e estupidez assassina do mundo ocidental.
Conhecida pelo macabro pioneirismo de ser a primeira a legalizar tudo o que antes era crime, o país das tulipas e dos moinhos também figura na pole position quando o assunto é eutanásia.
A lei foi aprovada em 2001, e entrou em vigor em primeiro de abril do ano seguinte – nosso dia da mentira – tornando legais o assassinato de um “doente terminal” para “aliviar” seu sofrimento, e o suicídio assistido pelo médico, uma espécie de salvo-conduto para tirar a própria vida por razões de doença, endossadas pelo profissional que deveria se preocupar em salvar a sua vida, ou pelo menos tentar.
Desde que foi implementada a lei, os números dos pedidos e das mortes causadas com o seu aval só aumentaram. Em 2016, subiram para 6091 casos, 10% a mais que 2015, e correspondiam a 4% do total de mortes, sendo a quinta ou sexta na lista das causas de morte. Vale notar que as estatísticas são provavelmente escamoteadas, pois as mortes por eutanásia parecem se diluir nos números das outras doenças letais, como câncer e doenças pulmonares, mas deveriam ser contadas a parte. Continuar lendo
QUANTO É CARA A DEUS A ALMA QUE SE LHE ENTREGA TODA
DOM LOURENÇO FLEICHMAN: “É PRECISO DOBRAR A INTELIGÊNCIA À VERDADE REVELADA”
Excelente entrevista de Dom Lourenço Fleichman aos fiéis da missão da FSSPX em Parnaíba, no Piauí, publicada no site Capela Santo Agostinho.

Acerca da situação do catolicismo hoje no mundo e no Brasil, há um ressurgimento mais evidente da Tradição Católica? Que sinais e iniciativas podem indicar isso?
É evidente que houve uma mudança na vida da Tradição dentro da Igreja nos últimos anos que variou de uma certa unidade de pensamento e de doutrina, porque durante muitos anos a Tradição existia em torno da obra de Monsenhor Lefebvre e de obras próximas da Fraternidade São Pio X, entre as quais nós incluímos a própria Permanência, que já há 50 anos combate pela Tradição.
Acontece que, ao longo dos anos, algumas dissidências foram acontecendo. Umas, para a esquerda – e eu diria que são aqueles legalistas que caíram no erro de achar que tudo tem que ser na obediência ao Vaticano II, ao Papa que nos exige a adesão a Vaticano II. E, outras que caíram para a direita, e são os sedevacantistas que, ao contrário dos primeiros, ensinam que o Papa não seria Papa. E essas dissidências foram se autodividindo dentro do espírito sectário, como em geral acontece, enquanto que a Fraternidade São Pio X e as suas obras amigas permaneceram com os mesmos princípios, os mesmos critérios e as mesmas atitudes e atividades.
Então, hoje nós estamos vendo o aparecimento de todo um movimento chamado conservador, que alguns acreditam ser tradicional, mas, na verdade não é. É um movimento conservador que mistura várias tendências diferentes, várias opiniões diferentes, tanto na religião quanto na política. E tudo isso vai sendo considerado como fazendo parte do mesmo grupo, e não faz. São grupos diferentes, com princípios e critérios diferentes. Então, eu acho que essa é a principal mudança que nos trouxe hoje uma quantidade grande de grupos e pessoas e que se dizem da Tradição, mas, na verdade, não seguem a orientação da Fraternidade São Pio X ou os princípios norteadores que Dom Marcel Lefebvre nos mostrou no seu combate pela Tradição. Continuar lendo
DA CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS – PONTO I
Et vita in voluntate ejus. – “E a vida, em sua vontade” (Sl 29, 6)
Todo fundamento da saúde e da perfeição das nossas almas consiste no amor de Deus.
“Quem não ama está morto. A caridade é o vínculo da perfeição” (Jó 3,14; Cl 3,14)
Mas a perfeição do amor é a união da nossa própria vontade com a vontade divina; porque nisto se cifra — como disse o Areopagita — o principal efeito do amor, em unir de tal modo a vontade dos amantes, que não tenham mais que um só coração e um só querer. Portanto, as nossas obras, penitências, esmolas, comunhões, só agradam ao Senhor enquanto se conformam com sua divina vontade; de outra maneira não seriam virtuosas, mas viciosas e dignas de castigo.
Isto, particularmente, nos manifestou com seu exemplo o nosso Salvador, quando do céu desceu à terra. Isto, como ensina o Apóstolo, disse o Senhor ao entrar neste mundo:
“Vós, meu Pai, recusastes as vítimas oferecidas pelo homem e quereis que vos sacrifique a vida deste corpo que me destes. Cumpra-se vossa divina vontade” (Hb 10,57)
Isto também declarou muitas vezes, dizendo que tinha vindo à terra só para fazer a vontade de seu Pai (Jo 6,38). Quis assim patentear-nos o infinito amor que tem ao Pai, a ponto de entregar-se à morte para obedecer à sua divina ordem (Jo 14,31). Declarou, além disso, que reconheceria por seus unicamente aqueles que fazem a vontade de seu Pai (Mt 12,50) e, por esta razão, o único fim e desejo dos Santos em todas as suas obras tem sido o cumprimento da mesma. O beato Henrique Suso exclama: Continuar lendo


















