A CONVERSÃO DOS JUDEUS (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

judA Santa Escritura nos assinala um grande acontecimento que se nos mostra entrelaçado na guerra que o Anticristo desencadeará contra a Igreja: a conversão dos judeus. Deixamos este assunto de lado até aqui para tratá-lo com mais detalhes. Além disso, aqui ele estará muito bem colocado, pois a conversão dos judeus nos é apresentada como fruto da pregação de Elias.

O povo judeu é o ponto em torno do qual gira a história da humanidade. Ele recebeu o toque de Deus na pessoa de Abraão de onde saiu. É, antes da vinda de Nosso Senhor, o povo sacerdotal por excelência, cujo estado, no testemunho de Santo Agostinho, é inteiramente profético; dele nasceu a Santíssima Virgem e o Salvador do mundo; ele formou o núcleo da Igreja nascente. Todos esses privilégios fazem da raça judia uma raça excepcional cujos destinos são misteriosos.

Por uma inversão estranha e lamentável, no momento em que ela produz o Salvador do mundo, a raça eleita, a raça bendita entre todas merece ser condenada. Recusa reconhecer, em sua humildade, Aquele em quem ela não sabe adorar as grandezas invisíveis. Parece que Deus quis mostrar assim que não há nada da carne e do sangue na vocação do cristianismo, já que aqueles mesmos a quem pertencia o Cristo, segundo a carne (Rm 9, 5), são rejeitados por causa de seu orgulho tenaz e carnal.

Será uma condenação definitiva? Permanecerão presas de Satã excluídos do resto do mundo pela cruz do Senhor? Deus não permita! Deus prepara supremas misericórdias para o povo que foi seu. A esse povo, a quem foi dito: “Não sois mais meu povo“, será dito um dia: “Vós sois os filhos do Deus vivo“. (Os 3, 4-5). Depois de ter ficado longos anos sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem altar, os filhos de Israel procurarão o Senhor seu Deus; e isso acontecerá no fim dos tempos. (Id. III, 4, 5) Continuar lendo →

A CRISE FINAL (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

crise finalParemos um instante diante dos intrépidos missionários de Deus e notemos a oportunidade divina de sua aparição. Segundo São Pedro: “nos últimos tempos virão embusteiros, zombadores sedutores vivendo as suas concupiscências, dizendo: Onde está a promessa e a vinda (de Jesus Cristo)? Desde que nossos pais morreram tudo continua como desde o princípio da criação” (2 Pd 3, 3-4).

Esses sedutores, estes embusteiros, os estamos vendo com nossos próprios olhos, ouvindo com nossos ouvidos. Chamam-se racionalistas, materialistas, positivistas: negam, “a priori”, toda causa superior, todo fato sobrenatural; não se interessam em saber de onde vêm, nem para onde vão; semelhantes aos insensatos do livro da Sabedoria olham a vida como uma dessas nuvens da manhã que não deixam rastro ao raiar do sol. O que está além do túmulo, chamam o grande desconhecido; recusam-se terminantemente a investigá-lo. Em conseqüência, o todo do homem, a seus olhos, está em gozar o mais possível o momento presente, pois tudo o mais é incerto.

Esses falsos sábios relegam os escritos de Moisés a cosmogonias fabulosas. Recusam-se a reconhecer algum valor histórico nos livros santos. Segundo o que dizem, todos esses documentos, em contradição com a ciência, seriam obras de um judeu exaltado, Esdras, que quis realçar sua nação. Quanto à vinda de Jesus Cristo, à ressurreição geral, ao julgamento final, às recompensas e às penas eternas, tratam como sonhos absurdos. Asseguram que a humanidade, em via de um indefinido progresso, encontrará um dia o paraíso na terra.

Ora, para confundir esses impostores, Deus suscitará Henoc, representante do período ante-diluviano; Henoc, quase contemporâneo das origens do mundo. Suscitará Elias, representante do judaísmo mosaico; Elias que, de um lado, toca Salomão e David de outro Isaías e Daniel. Estes grandes homens virão, com indiscutível autoridade, estabelecer a autenticidade da Bíblia, e mostrar que o Cristianismo está ligado à era dos profetas até Moisés e à era dos patriarcas até Adão. Neles se levantarão todos os séculos para renderem testemunho à verdade da revelação. Nunca a divindade do Cordeiro que foi morto desde a origem do mundo (Ap 13, 8) resplandecerá de modo mais fulgurante. Continuar lendo →

HENOC E ELIAS (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

02_Elias_AscendeOs fatos maravilhosos que descrevemos não são suposições aventurosas; são verdades tomadas na Santa Escritura e que seria pelo menos temerário negar. Antes do fim dos tempos, e durante a perseguição do Anticristo, aparecerão no meio dos homens dois extraordinários personagens, chamados Henoc e Elias. Quem são estes personagens? Em que condições farão sua entrada providencial no cenário do mundo? É o que vamos examinar à luz das Escrituras e da Tradição.

Henoc é um dos descendentes de Set, filho de Adão e raiz da raça dos filhos de Deus. Ele é o chefe da sexta geração a partir do pai do gênero humano. Eis o que o Gênesis nos ensina a seu respeito: “e Jared viveu 162 anos e gerou Henoc… Ora Henoc viveu 65 anos e gerou Matusalém. E Henoc andou com Deus e depois de ter gerado Matusalém viveu 365 anos. E andou com Deus e desapareceu porque Deus o levou” (Gn 5, 18-25).

Deus o levou com a idade de 365 anos, quer dizer, nessa época de grande longevidade, na idade madura. Não morreu, desapareceu. Foi transportado vivo, para um lugar conhecido apenas por Deus. Aí está o que sabemos de Henoc, patriarca da raça de Set, trisavô de Noé, ancestral do Salvador. Quanto a Elias, sua história é melhor conhecida. Henoc, anterior ao Dilúvio, nasceu muitos milhares de anos antes de Jesus Cristo. Elias apareceu no reino de Israel, menos de mil anos antes do Salvador; é o grande profeta da nação judaica.

Sua vida não podia ter sido mais dramática (Rs 3; 4). Pode-se dizer que ela é uma profecia em ação do estado da Igreja, no tempo da perseguição do Anticristo. Vivia errante, sempre ameaçado de morte, sempre protegido pela mão de Deus, que ora o esconde no deserto onde corvos o alimentam, ora o apresenta ao orgulhoso Acab, que treme diante dele. Dá-lhe as chaves do céu para desencadear a chuva ou os raios; sobre o monte Horeb favorece-o com uma visão cheia de mistérios. Em resumo, o faz crescer até o porte de Moisés, o Taumaturgo, de modo que com Moisés acompanhe Nosso Senhor sobre o Monte Tabor. Continuar lendo →

A IGREJA DURANTE A TORMENTA (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

igrejSão Gregório Magno, em seus luminosos comentários de Jó, penetra profundamente em toda a história da Igreja, visivelmente animado do mesmo espírito profético espalhado nas Escrituras. Ele contempla a Igreja, no fim dos tempos, sob a figura de Jó: humilhado e sofredor, exposto às insinuações pérfidas de sua mulher e às críticas amargas de seus amigos; Jó, diante de quem, outrora, os anciãos se levantavam e os príncipes faziam silêncio!

A Igreja, disse muitas vezes o grande Papa, no fim de sua peregrinação terrestre, será privada de todo poder temporal; procurarão tirar-lhe todo ponto de apoio sobre a terra. Vai mais longe ainda, declara que ela será despojada do próprio brilho que provém dos dons sobrenaturais. “O poder dos milagres, diz ele, será retirado, a graça das curas arrebatada, a profecia desaparecerá, o dom de uma grande abstinência será diminuído, os ensinamentos da doutrina se calarão, os prodígios milagrosos cessarão”.

Isto não quer dizer que não haverá mais nada disso; mas todos esses sinais não brilharão abertamente, sob mil formas como nos primeiros tempos. Será mesmo a ocasião de um maravilhoso discernimento. Neste estado de humilhação da Igreja, crescerá a recompensa dos bons que se prenderão a ela, tendo em vista somente os bens celestes; quando aos maus, não vendo mais na Igreja nenhum atrativo temporal, não terão nada a fingir, se mostrarão tais como são”. (Mor. 1, XXXV)

Que palavra terrível: os ensinamentos da doutrina se calarão! São Gregório proclama em outro lugar que a Igreja prefere morrer a se calar. Então ela falará: mas seu ensinamento será entravado, sua voz encoberta; muitos dos que deveriam gritar sobre os telhados não ousarão fazê-lo com medo dos homens. E será a ocasião de um grande discernimento. São Gregório insiste muitas vezes sobre as três categorias de pessoas que há na Igreja: os hipócritas ou os falsos cristãos, os fracos e os fortes. Ora, nesses momentos de angústia os hipócritas levantarão a máscara e manifestarão sua apostasia secreta; os fracos, coitados, perecerão em grande número e o coração da Igreja sangrará por eles; enfim, muitos dos fortes, confiantes em suas próprias forças, cairão como as estrelas do céu. Continuar lendo →

FOTOS DA PEREGRINAÇÃO DA FSSPX PELA FESTA DE NOSSA SENHORA DE PUY (FRANÇA)

Fonte: La Porte Latine (1, 2 e 3)

No ano de 992, o Papa João XV decretou que todas as vezes em que o dia 25 de março (dia da Anunciação e da padroeira da Basílica) coincidir com a Sexta-feira Santa, ou seja, em um maravilhoso encontro dos mistérios da Encarnação e da Redenção, seria concedido um ano jubilar com abundantes graças. Em 2005, a Sexta-feira Santa fora no dia 25 de março e tivemos o 30º jubileu. Em 2016 também, e depois dessa data, teremos apenas em 2157! A Fraternidade Sacerdotal São Pio X organizou uma peregrinação a Puy nos dias 09 e 10 de abril de 2016.

 

O BOM PASTOR – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

mgr-lefebvre-5Fonte: FSSPX – Distrito do México – Tradução: Dominus Est

 

Eis algumas palavras de Mons. Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre o evangelho de domingo – Jesus, o Bom Pastor.

 

Nosso Senhor disse no Evangelho do Bom Pastor: “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e é preciso que Eu as traga, e elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor “(Jo. 10, 16).

 

Esta exortação é completamente contrária ao ecumenismo moderno. Nosso Senhor pede que tragamos as ovelhas. Ele não diz que devemos deixa-las no rebanho onde estão, mas que as conduzamos a Ele. É o que faz o bom padre. Vai buscar as ovelhas perdidas e desviadas no erro, pelo pecado, neste mundo de pecado e sob a influência do demônio; vai busca-las corajosa e zelosamente, imitando desta maneira, o Bom Pastor.

 

Há de ter um coração de pastor, que vai buscar suas ovelhas uma a uma.

 

Abrace os interesses de nosso Senhor Jesus Cristo. Durante toda nossa vida não fareis nada senão multiplicar os membros do Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os que neste mundo fazem parte da Igreja militante, – possam um dia tomar parte da Igreja triunfante, porque, definitivamente, Deus não nos criou senão para nos salvarmos.

 

Devemos desejar que haja muitas famílias cristãs que favoreçam o desenvolvimento de boas e santas vocações.

 

O jovem não pode ouvir o chamado de Deus, senão mediante uma graça sobrenatural. Por isso que o mundo não pode compreendê-lo. Os jovens do mundo dizem: Eu não entendo o que passa em sua cabeça para vestir uma batina, fechar-se em um seminário; rejeitar os prazeres dos sentidos e da riqueza, querer viver na pobreza e viver unicamente para os outros e não para si mesmo, parece incrível, incrível! Ele perdeu a cabeça! As pessoas que têm o espírito do mundo não podem entender sua vocação; acham um grande mistério.

 

No entanto, com este exemplo, talvez poderemos abrir os olhos daqueles que vivem de forma egoísta e levá-los a perguntar: Se há jovens sérios a tal ponto que abandonam tudo para se entregar à Nosso Senhor, devemos crer que Ele sim existe! “

 

+ Dom Marcel Lefebvre

OS PREGADORES DO ANTICRISTO (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

Visão de São João

I – Os livros santos que entram em tantos detalhes sobre o homem do pecado, nos fazem conhecer um misterioso agente de sedução que lhe submeterá a terra. Este agente, ao mesmo tempo um e múltiplo, é, segundo São Gregório, uma espécie de corpo ensinante que propagará por toda parte as perversas doutrinas da Revolução.

O Anticristo terá seus ajudantes de ordem e seus generais; possuirá um inumerável exército. Mal se ousa tomar ao pé da letra o número que São João nos dá falando de sua cavalaria (Apoc., IX, 16). Mas ele terá, sobretudo a seu serviço falsos profetas como ele, iluminados do diabo, doutores de mentiras; inimigo pessoal de Jesus Cristo, macaqueará o divino Mestre, cercando-se de apóstolos ao contrário. Falemos então, segundo São João, destes doutores ímpios que chamaremos pregadores do Anticristo.

II – São João, no capítulo XIII de seu Apocalipse, descreve uma visão parecida com a de Daniel. Ele vê surgir do mar um monstro único, reunindo em si mesmo uma horrível síntese de todos os caracteres das quatro bestas vistas pelo profeta. Este monstro parece o leopardo; tem pés de urso, goela de leão; tem sete cabeças e dez chifres.

Ele representa o império do Anticristo, formado por todas as corrupções da humanidade. Ele representa o próprio Anticristo que é o nó de todo esse conjunto violento de membros incoerentes e díspares. Chega-se a ver o impostor, com o cortejo de cristãos apóstatas, muçulmanos fanatizados, judeus iluminados, que o seguirá por toda parte.

Ora, enquanto São João considerava esta Besta, viu uma das cabeças ferida de morte; depois a chaga mortal foi curada. E toda a terra se maravilhou com a Besta. Os intérpretes vêm nisto um dos falsos prodígios do Anticristo; um de seus principais ajudantes de ordem ou talvez ele mesmo, aparecerá ferido gravemente, acreditar-se-á que morreu, quando de repente, por um artifício diabólico, se recuperará cheio de vida. Esta impostura será celebrada por todos os jornais muito crédulos nesta ocasião; o entusiasmo irá ao delírio. Continuar lendo →

O IMPÉRIO DO ANTICRISTO (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

danielVisão do profeta Daniel

I – Uma noite, o profeta Daniel teve uma visão terrificante. Enquanto os quatro ventos do céu se combatiam sobre um vasto mar, ele viu surgir do meio das vagas quatro bestas monstruosas. Eram: um leão, um urso, uma pantera, e um quarto animal medonho de quatro cabeças, dotado de força prodigiosa, tendo dentes e unhas de ferro, e dez chifres na testa. Foi revelado ao profeta que estas quatro bestas significavam quatro impérios que se elevariam sucessivamente sobre as vagas movediças da humanidade.

Ora, enquanto Daniel considerava com horror a quarta besta, viu um chifrezinho nascer no meio dos dez outros, abater três, e crescer acima de todos; e este chifre tinha olhos de homem, e uma boca que falava com insolência; fazia guerra aos santos do Altíssimo, e levava a melhor sobre eles. O profeta perguntou o sentido desta estranha visão. Foi-lhe respondido que os dez chifres representavam dez reis; o chifrezinho era um rei que acabaria por dominar sobre toda a terra com inaudito poder. “Vomitará, lhe foi dito, blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo dos pés os santos do Altíssimo; ele pensará que pode mudar os tempos e as leis; e tudo lhe será entregue durante um tempo, dois tempos, e a metade de um tempo”. (Dn. VII).

II – Por este rei todos os intérpretes entendem o Anticristo. Qual é a besta sobre a qual surgiu, no tempo marcado, este chifre de impiedade? É a Revolução, pela qual se entende todo o corpo dos ímpios, obedecendo a um motor oculto e se insurgindo contra Deus: a Revolução, poder Satânico e bestial; satânico, porque animado por um espírito infernal; bestial, porque entregue a todos os instintos da natureza degradada. Ela tem dentes e unhas de ferro: pois forja leis despóticas por meio das quais esmaga a liberdade humana. Procura apoderar-se dos reis e dos governos, que têm de fazer um pacto com ela. Quando o Anticristo aparecer, ela terá dez reis a seu serviço, como os dez chifres da testa. Continuar lendo →

VOTOS DO PE. JOSEPH, CAPUCHINHO (FSSPX)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A cerimônia de votos dos capuchinhos de Aurenque, na capela do Convento de Santo Antônio, começou com um imponente sermão do Reverendíssimo Padre Antoine, Prior Guardião dos Capuchinhos de rigorosa observância, durante o qual ele chamou o ex-abade Regis de Cacqueray, antigo Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal são Pio X, a usar o pobre hábito dos irmãos de São Francisco assim como Nossa Senhora se revestiu, no dia da Anunciação, do envólucro humano de Cristo.

Depois, tal como São Lourenço de Brindisi, que liderou exércitos contra aqueles que queriam destruir a Igreja, ele pediu para o pdre Joseph ser “um homem de vanguarda nas difíceis batalhas” que se anunciam pela defesa da Igreja.

“Sua missão, sua vocação capuchinha deve ser “católica, apostólica, evangélica, sacerdotal […] Rezaremos especialmente durante esta Missa para que você aceda a esta santidade capuchinha que a Igreja precisa, especialmente hoje. Ela precisa de Doutores da Igreja para ser fiel à Fé, totalmente, completamente, integralmente, sem falhas, nem à direita, nem à esquerda. Precisamos de missionários que evangelizem a maior quantidade de almas possível para trazê-las a Nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos de líderes .“

FESTA DAS IRMÃS DA FSSPX (TOMADA DE HÁBITO E PROFISSÕES)

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Neste dia 3 de abril de 2016, mais de uma centena de Irmãs – das 189 que compõem a Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X, estabelecida nos cinco continentes – estavam presentes na festa de Quasimodo para os votos temporários de uma nova professa, a tomada de hábito de duas novas noviças e a emissão dos votos perpétuos de duas outras religiosas. Neste grande dia, cerca de quarenta freiras também fizeram a renovação de seus votos.

Foi Mons. Alfonso de Galarreta , um dos três bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X , quem oficiou durante uma Missa Pontifícial celebrada na igreja da abadia de Ruffec, adquirida e restaurada pelas freiras. Ele foi auxiliado pelos padres Henry Wuilloud, Superior do Distrito da Suíça, como padre-assistente, François Knittel como diácono, e Dominique de Vriendt , como sub-diácono.

Os fiéis presentes tiveram a felicidade de ouvir um coral de 100 vozes femininas – todas irmãs da FSSPX – cantar duas peças que temos o prazer de oferecer-lhes clicando nos links abaixo:

No dia 26 de setembro de 2014, a Congregação, fundada pela própria irmã de Dom Marcel Lefebvre, comemorou seus quarenta anos de existência .

Deo Gratias!

O HOMEM DO PECADO (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

Fim_dos_TemposI – Está entre as coisas possíveis, se bem que a apostasia já esteja muito avançada, que os cristãos, por um esforço generoso, façam recuar os promotores da descristianização, e propiciem assim, para a Igreja, dias de consolação e de paz antes da grande provação. Este resultado nós o esperamos, não dos homens, mas de Deus, não tanto dos esforços, mas das orações.

Nesta ordem de idéias, alguns autores piedosos esperam, depois da crise presente, um triunfo da Igreja, qualquer coisa como um dia de Ramos, no qual esta Mãe seria aclamada pelos gritos de amor dos filhos de Jacó, reunidos às nações, na unidade de uma mesma fé. Nós nos associamos com prazer a essas esperanças, que visam um fato formalmente anunciado pelos profetas, e do qual falaremos a seu tempo.

Qualquer que seja esse triunfo, se Deus no-lo conceder, não será de longa duração. Os inimigos da Igreja, atordoados por um momento, retomarão sua obra satânica com redobrado ódio. Pode-se imaginar o estado da Igreja, então, como semelhante ao estado de Nosso Senhor nos dias que precederam sua Paixão.

O mundo será profundamente agitado, como estava o povo judeu reunido para as festas pascais. Haverá imensos rumores, cada um falando da Igreja, uns para dizer que ela é divina, outros que ela não o é. Ela será o alvo dos ataques mais insidiosos do livre pensamento; mas nunca terá reduzido tão bem ao silêncio seus contraditores, pulverizando seus sofismas. Continuar lendo →

OS SINAIS PRECURSORES (DRAMA DO FIM DOS TEMPOS)

aposI – A questão do fim do mundo foi discutida desde as origens da Igreja. São Paulo tinha dado sobre esse assunto preciosos ensinamentos aos cristãos de Tessalônica; e como, apesar das instruções orais, os espíritos se deixassem inquietar por predições e rumores sem fundamento, lhes dirigiu uma gravíssima carta para acalmar as inquietações.

“Nós vos rogamos com insistência, lhes diz, meus irmãos, não vos deixeis abalar em vossas resoluções, nem vos perturbeis por qualquer visão, ou falatórios, ou carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor estivesse perto”. “Ninguém de modo algum vos engane! Pois é preciso que antes venha a grande apostasia, e que apareça o homem do pecado, o filho da perdição…”.“Não vos lembrais que eu vos dizia essas coisas quando ainda estava convosco?”. “E agora vós sabeis o que é que o retém. Pois o mistério da iniqüidade já faz sua obra. Aquele que o retém retenha-o, esperando até que seja posto de lado”. (II Tess., II, 1, 6).

Assim o fim do mundo não chegará sem que tenha aparecido um homem apavorantemente mau e ímpio, o filho da perdição. E este, por sua vez, só se manifestará depois da grande apostasia geral, depois do desaparecimento de um obstáculo providencial sobre o qual o Apóstolo havia ensinado de viva voz a seus fiéis.

II – De que apostasia fala São Paulo?  Não se trata de uma defecção parcial; ele diz de uma maneira absoluta, a apostasia. Só se pode entender a apostasia em massa das sociedades cristãs, que socialmente e civilmente renegarão seu batismo; a defecção dessas nações que Jesus Cristo, segundo a enérgica expressão de São Paulo, tornou membros do corpo de sua Igreja (Ef III, 6). Somente esta apostasia tornará possível a manifestação e a dominação do inimigo pessoal de Jesus Cristo, em uma palavra, o Anticristo.

Nosso Senhor disse: Será que o Filho do Homem, quando voltar, encontrará a fé sobre a terra? (Lc., XVIII, 8). O divino Mestre via a fé declinar, num mundo que envelhecia. Não são os ventos do século capazes de fazer vacilar esta chama inextinguível, mas as sociedades, embriagadas pelo bem-estar material, a afastam como inoportuna. Voltando as costas à fé, o mundo entra nas trevas e se torna joguete das ilusões do mal. Pensa que são luzes, e são meteoros enganadores. Isso irá até quando ele for tomado pelos primeiros raios do dia da vermelhidão do incêndio. Continuar lendo →

DRAMA DO FIM DOS TEMPOS – PREFÁCIO E PALAVRA AO LEITOR

117_fimtemposAs páginas que se seguem, escritas pelo R. P. Emmanuel, Prior do Mosteiro de Mesnil-Saint-Loup, têm cem anos. Foram redigidas em 1884-1885, e estão sendo publicadas em 1985.

O Reverendo Padre Emmanuel é um teólogo, mas sua doutrina é toda orientada para a vida espiritual. Sua alma arde do desejo de comunicar a verdade às almas, de levá-las ao Louvor de Deus, de santificá-las ao modo de São Bento que queria fazer de seus monges bons cristãos, quer dizer, discípulos de Jesus Cristo.

A leitura destas páginas sobre a Igreja é entusiasmante, sente-se nelas o sopro do Espírito Santo. Algumas dentre elas são mesmo proféticas, quando descrevem a Paixão da Igreja. O ano de 1884 foi também o ano da redação por Leão XIII de seu exorcismo pela intercessão de São Miguel Arcanjo, que anuncia a iniqüidade no trono de Pedro.

Alguns anos antes o Papa Pio IX fizera publicar os Atos da seita maçônica da Alta Venda, que são verdadeiras profecias diabólicas para nosso tempo.

O Reverendo Padre dá precisões surpreendentes sobre o indiferentismo religioso, que corresponde exatamente à heresia ecumênica de nossos dias. Que teria ele dito ou escrito se vivesse em nossa época! Por seus escritos ele nos encoraja a permanecermos firmes na fé da Igreja Católica e a recusar os compromissos que arruínam a liturgia, sua doutrina e sua moral. O exemplo de seu apostolado na paróquia de Nossa Senhora da Santa Esperança do Mesnil-Saint-Loup permanece um testemunho de seu zelo e de sua santidade. Continuar lendo →

VÍDEO DA AVE MARIA EM LÍNGUA ÁRABE

vierge_de_maloula_syrie_2015Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A antiga cidade cristã de Maaloula, ao norte de Damasco, comemorou no sábado 13 de junho de 2015 a instalação de uma nova estátua da Virgem Maria, que substitui aquela destruída pelos jihadistas em 2013. Dezenas de famílias se reuniram ao lado de autoridades civis, militares e religiosas na principal praça da cidade para comemorar a instalação dessa nova estátua da Virgem Maria, que domina a cidade novamente.

“A estátua é um símbolo de proteção para mim“, afirmou Samya, uma farmacêutica da cidade antes de insistir: “Maaloula voltou ao normal com o retorno da estátua.”

Localizada a 55 km ao norte de Damasco, Maaloula é conhecida por suas igrejas, conventos, mas também pelos seus refúgios abertos em cavernas datados dos primeiros séculos do cristianismo.

A maioria de seus habitantes são cristãos gregos-católicos e também ainda falam aramaico, a língua de Cristo. Em abril de 2014, o exército sírio e o Hezbollah retomaram a cidade dos jihadistas da Frente Al-Nosra, que a tinham tomado quatro meses antes e os 5.000 habitantes começaram a voltar para a cidadela fortemente danificada pelo conflito.

Assalam alayki ya Mariam

السلام عليك يا مريم

A “Ave Maria”, recitada em árabe por uma jovem cristã síria, “Céline”, sobre um fundo musical de um dj chamado Sachem, com imagens (RT TV) da cidade de Homs, e da Estátua da Virgem de Maaloula, que protege os fiéis católicos condenados ao ódio dos muçulmanos do DAESH.

A Ave Maria em lingua árabe

Ess salamou ala-y-ki, ya maryam
Ya moum-tali-a-ta ni-a-ma
Er-rabbi ma-a-ki
Moubarakatoune ê-nti fi ên-nissa
Oua moubarakatoune samaratou botniki Sayedna yassou-a el massi,
Ya qaddissa maryam Ya oualidât allah
Salli li aj-lina Na-nou el rata
El a-ne oua fi ma-oua-tina.
Amine

22 ADULTOS BATIZADOS EM SAINT-NICOLAS-DU-CHARDONNET – PARIS

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Depois dos ritos preparatórios administrados à tarde, e após a bênção da água batismal durante a própria vigília, antes de receber o sacramento em si cada um deles fez uma profissão pública de sua fé católica diante de uma igreja lotada.

Em seguida vieram os sacramentais que indicam os principais efeitos do batismo: a unção do Santo Crisma para mostrar que o recém-batizado tornou-se “encristado” e, portanto, Cristão; a investidura da túnica branca que indica a pureza da alma após a remissão total, tanto do pecado original como de todas as faltas pessoais passadas e as penas relacionadas a elas; a entrega, enfim, da vela acesa: encristado, o recém-batizado é chamado, por sua vez, a ser luz do mundo, o que ele será na medida em que a sua vida for se consumindo lentamente, como uma vela cuja chama ” busca sempre as coisas do alto, não as de baixo “(Epístola de vigília de Páscoa).

Durante a missa que se seguiu, todos fizeram a sua primeira comunhão, assim como os outros 6 adultos já batizados.

Quem são estes novos batizados? De origens muito diferentes, eram 16 homens e 6 mulheres. Todos com menos de 35 anos, com exceção de dois, com 53 e 54 anos, respectivamente. O mais jovem tinha acabado de assoprar sua 18º vela. E eis que um deles era da religião judaica, dois outros praticavam o Islã (um francês islamizado), mais dois de cultura muçulmana e três de origem hindu. Mas a maioria, nas palavras de um deles, eram filhos da república laica.

A estas graças de conversão acrescentam-se ainda três abjurações (dois da ortodoxia e um do protestantismo), sem contar as inúmeras dezenas de pessoas que fizeram a primeira confissão de suas vidas durante a Quaresma de 2016.

Que bela colheita. Em um momento onde nossas sociedades parecem entrar em colapso, a graça de Deus age, e o reino de Deus continua a se edificar.

Abbé Patrick de La Rocque, padre da Fraternidade São Pio X, cura de St-Nicolas-du-Chardonnet

O FIEL DEPOSITÁRIO

Saint+Joseph+and+Baby+JesusÉ opinião generalizada e sentir comum entre os homens que o depósito, isto é, um bem que recebemos para guardar, tem qualquer coisa de sagrado e que o devemos conservar para quem no-lo confia não somente por fidelidade mas por uma espécie de sentimento religioso. Por isso o grande Santo Ambrósio nos ensina no livro 29 de seus Ofíciosque era piedoso costume estabelecido entre os fiéis o de trazer aos bispos e a seu clero aquilo que se queria guardar com mais cuidado, para que fosse colocado junto ao altar, em virtude da santa persuasão em que estavam de que não havia melhor lugar para guardar um tesouro do que aquele ao qual o próprio Deus confiou a guarda dos seus, isto é, os santos mistérios. 

Este costume se tinha introduzido na Igreja a exemplo da sinagoga antiga. Lemos na História Sagrada que o augusto templo de Jerusalém era lugar de depósito para os judeus. Autores profanos também nos ensinam que os pagãos tributavam esta honra a seus falsos deuses, colocando seus depósitos nos templos e confiando-os a seus sacerdotes, como se a própria natureza das coisas nos ensinasse que o respeito ao depósito tem algo de religioso e que não pode estar mais bem colocado do que nos lugares santos onde se reverencia a Divindade, nas mãos daqueles que a religião consagra.  

Ora, se jamais existiu depósito que merecesse tanto ser chamado santo, santamente guardado, é este de que falo, que a providência do Pai confia à fé do justo José, tanto assim que sua casa se assemelha a um templo porque Deus aí se digna habitar e entregar-se a Si próprio em depósito. José deve ter sido, portanto, consagrado a fim de guardar tão santo tesouro. E realmente o foi, cristãos: seu corpo pela continência, sua alma por todos os dons da graça. […]  

No projeto que me proponho, o de apoiar os louvores a São José, não em conjeturas duvidosas mas em doutrina sólida tirada das Escrituras divinas e dos Padres seus intérpretes fiéis, nada de mais conveniente posso fazer, na solenidade deste dia, do que apresentar este grande santo como um homem que Deus escolheu entre todos os outros para lhe pôr nas mãos Seu tesouro e fazê-lo, aqui na Terra, seu depositário. Pretendo fazer ver hoje que nada melhor lhe convém, que nada existe tão ilustre e que esse belo título de depositário, desvendando-nos os desígnios de Deus sobre esse bem-aventurado patriarca, nos mostra a fonte de todas as graças e o fundamento seguro de todos os louvores.   Continuar lendo →

A PREDESTINAÇÃO DE SÃO JOSÉ E SUA EMINENTE SANTIDADE

st_joseph“Qui minor est inter vos, hic major est.” (Luc., IX, 48)

Não se pode escrever um livro sobre a Santíssima Virgem sem falar da predestinação de São José, de sua eminente perfeição, do caráter próprio de sua missão excepcional, de suas virtudes e de seu atual papel na santificação das almas.

Sua preeminência sobre todos os outros santos cada vez mais afirmada na Igreja

A doutrina segundo a qual São José é o maior dos santos depois da Virgem Maria tende a tornar-se uma doutrina comumente aceita na Igreja, que não teme declarar o humilde carpinteiro superior em graça e em beatitude aos patriarcas, a Moisés, aos maiores dos profetas, a São João Batista, e também aos apóstolos, a São Pedro, a São João, a São Paulo, e por mais forte razão superior em santidade aos maiores mártires e aos maiores doutores da Igreja. O menor, por sua profunda humildade, é em razão da conexão das virtudes, o maior pela elevação da caridade: “Qui minor est inter vos, hic major est” (Luc. IX, 48).

Essa doutrina é ensinada por Gerson1 e por São Bernardino de Sena2. A partir do século XIV, torna-se cada vez mais corrente, é admitida por Santa Teresa, pelo dominicano Isidoro de Isolanis, que parece ter escrito o primeiro tratado sobre São José3, por São Francisco de Sales, por Suárez4, mais tarde por Santo Afonso Maria de Ligório5, mais recentemente pelo cônego Sauvé6, pelo cardeal Lepicier7 e por M. Sinibaldi8; essa doutrina está bem exposta no Dicionário de Teologia Católica, no artigo Joseph (saint), por A-M. Michel.

Além disso recebeu a aprovação de Leão XIII na encíclica Quanquam pluries, de agosto de 1899, escrita para proclamar o patrocínio de São José sobre a Igreja universal. Ele diz: “Certamente a dignidade da Mãe de Deus é tão alta que nada pôde ser criado acima dela. No entanto, como José foi unido à bem-aventurada Virgem pelo laço conjugal, não se pode duvidar que ele se tenha aproximado, mais do que ninguém, dessa dignidade supereminente pela qual a Mãe de Deus ultrapassa tanto todas as naturezas criadas. A união conjugal é, com efeito, a maior de todas; em razão de sua própria natureza, ela acompanha-se da comunicação recíproca dos bens dos dois esposos. Se, pois, Deus deu à Virgem José como esposo, certamente não somente o deu como apoio na vida, como testemunho de sua virgindade, guarda de sua honra, mas o fez também participar, pelo laço conjugal, da eminente dignidade que ela recebeu.”9 Continuar lendo →

PAPA EMÉRITO BENTO XVI ROMPE O SILÊNCIO E FALA DE “PROFUNDA CRISE” ATINGINDO A IGREJA APÓS O VATICANO II

O Papa retoma o uso do saturnoPor LifeSiteNews.com –Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com

No dia 16 de março, ao falar publicamente em uma rara aparição, o Papa Bento XVI deu uma entrevista ao Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, abordando uma “dupla e profunda crise” que a Igreja está enfrentando na esteira do Concílio Vaticano II. A notícia já chegou até a Alemanha como cortesia do vaticanista Giuseppe Nardi, do site de notícias católicas da Alemanha vinculado a Katholisches.info.

O Papa Bento nos recorda a antiga e indispensável convicção católica da possibilidade da perda da salvação eterna, ou que as pessoas vão para o inferno:

Os missionários do século 16 estavam convencidos de que uma pessoa não batizada está condenada para sempre. Após o Concílio [Vaticano II], essa convicção foi definitivamente abandonada. O resultado foi uma dupla e profunda crise. Sem essa atenção para com a salvação, a Fé perde o seu fundamento.

Além disso, ele fala de uma “profunda evolução do dogma” em relação ao dogma “fora da Igreja não existe salvação”. Esta mudança proposital do dogma levou, aos olhos do papa, a uma perda do zelo missionário na Igreja – “Qualquer motivação para um futuro compromisso missionário foi removido”.

Papa Bento XVI faz uma pergunta penetrante suscitada por essa mudança palpável de atitude da Igreja: “Por que você deveria tentar convencer as pessoas a aceitar a fé cristã, se elas podem ser salvas sem ela?” Continuar lendo →

SUBDIÁCONOS E ÚLTIMAS ORDENS MENORES CONFERIDAS EM ÊCONE

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em 12 de março de 2016, no sábado chamado de “Sitientes” , do nome do Intróito da missa daquele dia, 15 jovens levitas receberam o subdiaconato das mãos de Dom Bernard Fellay , Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X .

Esta primeira ordem maior, na lista daquelas que levam ao sacerdócio, envolve a doação total de si a Deus através dos votos de castidade e a obrigação de recitar o breviário em nome da Igreja.

Dos 15 seminaristas ordenados ao subdiaconato, 12 são membros da FSSPX – 11 franceses e 1 espanhol -, 2 pertencem à ordem dos Beneditinos de Bellaigues e 1 à Fraternidade da Transfiguração de Mérigny.

Durante a mesma cerimônia 4 outros clérigos receberam as duas últimas ordens menores de Acólito e Exorcista: 3 para a FSSPX e 1 para o convento dos Capuchinhos de Morgon .

Dom Fellay fora assistido pelo Pe. Benoît de Jorna, diretor do seminário de Ecône, como padre assistente, e pelos Padres Gleize e Biselx, ambos professores, como diáconos assistentes.

Oremos pela perseverança desses jovens que são uma fonte de real esperança e promessas para a Igreja

ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA IGREJA

Go-to-Joseph“A vós, São José, recorremos em nossa tribulação, e depois de ter implorado o auxílio de vossa santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com vosso auxílio e poder.

Protegei, ó Guarda providente da Divina família, a raça eleita da Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas. E assim como outrora salvaste da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade.
Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a exemplo de vós e sustentado com o vosso auxilio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Céu a eterna bem aventurança. Assim seja. Amém!”

ORDENAÇÕES DE 9 SUBDIÁCONOS E 13 PARA ORDENS MENORES DA FSSPX – SEMINÁRIO SÃO TOMÁS DE AQUINO (WINONA/EUA)

Fonte: SSPX EUA – Tradução: Dominus Est

Nove novos subdiáconos para a Igreja

No sábado, 12 de março, os seminaristas Ian Palko, James Torzala, Peter Kallal, Tyler Nelson, Jonathan Kopec, Christopher Hone, Richard Brueggemann, Josh Jacobs e John Carlisle foram ordenados para a maior ordem de subdiácono pelo Bispo Tissier de Mallerais.

O papel do subdiácono é apresentar a patena e o cálice ao diácono na Missa Solene, para derramar a água no cálice e cantar a Epístola. Ele também é responsável pela purificação dos lenços sagrados.

Treze seminaristas recebem as ordens menores

8 seminaristas receberam na sexta, 11 de março, as ordens de Hostiário e Leitor enquanto 5 receberam as ordens de Exorcista e Acólito. As ordenações são compostas de 3 partes: uma advertência ou instrução sobre as funções que incidirão sobre os ordenandos, a tradição dos atributos da ordem, e, finalmente, uma oração especial para o recém-ordenado, pedindo a Deus pela graça e as virtudes necessárias para cumprirem de maneira santa as funções da ordem recebida.

(…)

A quarta ordem menor é a de acólito. O acólito é o que traz luz para os fiéis, tanto conduzindo as velas acesas para o canto do Santo Evangelho, como por sua conduta, que deve iluminar os fiéis e levá-los sempre para perto de Deus. O acólito também traz água e vinho para os ministros sagrados no altar, que durante a Consagração será transformado no Sangue de Cristo. Mais ainda do que antes, ele deverá aplicar-se a uma vida de castidade.

ENTRADA DE SEMINARISTAS NOS SEMINÁRIOS DO HEMISFÉRIO SUL (ARGENTINA E AUSTRÁLIA)

seminariolarejaOs seminários da Fraternidade São Pio X No hemisfério sul receberam os novos seminaristas neste mês de março, consagrado a São José, patrono da Igreja universal. 

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est 

Na Argentina, o seminário de Nossa Senhora Redentora em La Reja acolhe 11 alunos no ano de humanidades (5 Mexicanos, 4 Argentinos, 1 Colombiano e 1 Dominicano), assim como 7 seminaristas no primeiro ano de espiritualidade: 2 Argentinos, 2 Mexicanos, 1 Colombiano, 1 Guatemalteco e 1 Paraguaio). Dois candidatos a Irmãos ( 1 Argentino e 1 Brasileiro) igualmente bateram à porta do seminário que abriga um Noviciado de Irmãos da Fraternidade de São Pio X.

Na Austrália, o Seminário da Santa Cruz, em Goulburn, recebe a 3 alunos no ano de humanidades (1 australiano, 1 nigeriano e 1 filipino), assim como 4 seminaristas no primeiro ano de espiritualidade: 1 australiano, 1coreano, 1 indiano e 1 Neo-Zelandês. 

No total, este ano letivo de 2016 vê-se 51 jovens se prepararem para o sacerdócio nestes dois seminários, além dos 14 pré-seminaristas no ano de Humanidades.

Com as entradas de outono de 2015 em Flavigny (França), Winona (EUA) e Zaitzkofen (Alemanha), o total de entradas nos seminários da FSSPX é de 47 seminaristas no primeiro ano.

O PADRE DE “ONTEM” É O MESMO DE “HOJE”?

Quando falamos na palavra “padre” qual é o primeiro pensamento que nos vem em mente?

– Um homem de batina preta? Um homem rezando uma Missa com uma “túnica branca”? Um homem comum como todos os outros?

Nos dias de hoje pensamento mais adequado seria o da última opção, não por apelação, mas sim por que os próprios padres contribuem com a construção de tal imagem.

Tendo como referência esta foto acima, algumas pessoas perguntariam: “Em mil novecentos e quanto foi tirada esta foto?”, ao passo que outras que possuem um pouco mais de conhecimento poderiam até ironizar: “Esta foto foi tirada nos tempos do Concílio de Trento?”. Vemos nada mais que dois padres caminhando em uma calçada e vestindo suas respectivas batinas que eram tão comuns em sua época quanto a famosa “camisa clerical” é nos dias de hoje.

A foto foi tirada em um tempo onde era perfeitamente normal os padres usarem batina, saturno e/ou barrete; seminaristas vestidos da mesma forma “sem vergonha” alguma. São imagens como estas que, infelizmente, são raras atualmente. É triste não apenas nós fieis leigos mas também para os próprios clérigos que conservam o amor por esta veste talar, verem aos poucos a maioria dos demais padres abandonarem a veste que é e continuará sendo tão importante até o fim dos tempos para os padres do mundo inteiro, pois a batina é um sinal, um sinal de consagração, um sinal de morte para o mundo. 

Nos dias atuais, a maioria dos padres optaram por usar roupas que os façam parecer mais com os leigos, mas apenas tendo uma pequena característica que os distinguem dos mesmos: Uma pequena palheta branca que se usa entre as duas aberturas de uma camisa, como se vê nesta foto.

Já ouvi pessoas dizendo: “A camisa clerical faz o padre da cintura para cima, basta tirar a palheta e pronto! Não se parece mais com um padre! Estará vestida de forma social.”

Não temos autoridade alguma para condenar ou fazer juízo do padre que gosta de usar tal veste, tanto que a mesma é defendida pelo próprio Código de Direito Canônico (cf. cân. 284), mas o que ninguém poderá negar é que a roupa própria do padre é nada mais e nada menos que a batina. Muitas pessoas – inclusive padres – acreditam que tudo e todos devem modernizar-se e adaptar-se com as inconstâncias dos tempos atuais, o que não passa de uma errônea compreensão de “adaptação ao mundo moderno”. À partir do momento em que o Sacerdote é ordenado como tal pelas mãos de um legítimo sucessor dos Apóstolos, o Bispo, a natureza deste homem é mudada. Repito: a natureza deste homem é mudada. A pessoa do padre, tanto exterior como interior deve ser um constante reflexo do Cristo, daquele Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre. Cristo não muda nem mudará, portanto, como um filho da Igreja, membro do Corpo Místico de Nosso Senhor e Sacerdote do Altíssimo, o sacerdote também não deve mudar segundo os ventos do mundo: deve ele ser o mesmo que a Santa Igreja – Esposa Mística de Jesus Cristo – sempre exigiu dos seus presbíteros. Eles não podem aderir às modernidades (não importando se a maioria já adere) e deixar sua veste talar de lado, trocando-a por uma camisa que não é criação da Santa Madre Igreja, mas sim uma invenção não católica; mas qual padre hoje em dia se importa com isto? Continuar lendo →

OS LIMBOS, VÍTIMAS DA NOVA TEOLOGIA DA SALVAÇÃO UNIVERSAL

Rev. Pe. Patrick de La Rocque, FSSPX

Sumário

I – LEMBRANÇAS DA DOUTRINA CATÓLICA

– Ensinamento da Igreja sobre o pecado original

– O ensinamento da Igreja sobre a necessidade do Batismo

– Situação das crianças mortas sem Batismo

II – DOCUMENTO DA COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL

– Pressuposto fundamental: falsa concepção da Redenção universal.

– O pecado original esquecido

– O Magistério e a Tradição relativizados

– A Bíblia reinterpretada

– Hierarquia das verdades e mudança de perspectiva

– Um antigo “lugar-comum”: «perscrutar os sinais dos tempos»

– Proposições pelo menos inventivas

CONCLUSÃO

O Sr. Padre Patrick de La Rocque proferiu, recentemente, uma conferência sobre o documento da Comissão Teológica Internacional, «Esperança de Salvação para as Crianças Mortas sem Batismo». Eis a tradução e a transcrição.

Há uma dúzia de dias, os jornais traziam títulos: A Igreja Católica encerra os Limbos. Assim anunciavam um documento emanado da Comissão Teológica Internacional (CTI), precisamente sobre a questão dos limbos.

Comentando este documento em France Info, o Cardeal Poupard explicava: «O amor de misericórdia de Deus Salvador estende-se a todos, mesmo às crianças mortas sem batismo». Por seu lado, a agência romana de imprensaZenit, mantida pelos Legionários de Cristo, comentava: «Um documento de 41 páginas intitulado Esperança de Salvação para as Crianças Mortas sem Batismo, preparado pela Comissão Teológica Internacional e aprovado por Bento XVI, confirma que as crianças que morrem sem batismo estão destinadas ao Paraíso». Continuar lendo →

ECÔNE E O VATICANO. LEGALIZAR O DESACORDO

Fonte: Capela Santa Maria das Vitórias

Tendo em vista os rumores e alguns comentários de autoridades eclesiásticas a propósito de um iminente reconhecimento canônico da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, desejaria expressar minha opinião sobre um assunto de interesse geral.

Em primeiro lugar, repito o que tenho dito em vários ocasiões. Visto que a Fraternidade São Pio X teve seu estatuto canônico supresso de uma forma arbitrária, ao arrepio do devido processo legal, nos idos de 1976, sem que se desse aos interessados nenhum direito de defesa  contra a medida atrabiliária, cabe, hoje, na verdade, uma perfeita restauração do direito violado. Se, por exemplo, eu fosse injustamente privado da minha cidadania e de todos os direitos dela decorrentes, não aceitaria nenhum ato de “misericórdia”, de reconciliação, de anistia ou coisa que o valha, mas a pura e simples reparação da injustiça cometida contra mim e o restabelecimento do meu direito acrescido de devida indenização. Se é procedente falar de misericórdia no caso, esta vem da parte do ofendido que perdoa ao agressor. É o caso da Fraternidade São Pio X.

Quanto às declarações de um conhecido prelado da cúria romana sobre o estado atual das relações entre a Fraternidade e o Vaticano, parece-me oportuno assinalar que hoje soam absurdas, sobretudo após a declaração conjunta (ou acordo?) do bispo de Roma e do patriarca de Moscou, assinada recentemente, sob as bênçãos dos irmãos Castro e do presidente Putin, as exigências de ordem doutrinária à Fraternidade São Pio X, quando o papa declarou que a Igreja Greco-Ucrâniana não deve expandir-se trazendo para o seio da Igreja Católica os cristãos nascidos ou caídos no cisma ortodoxo. Continuar lendo →

DOM DE GALARRETA: “ACHO QUE O PAPA IRÁ NA DIREÇÃO DE UM RECONHECIMENTO UNILATERAL”

Dom de GalarretaFonte: La Porte Latine/DICI – Tradução: Cidade Católica

No dia 17 de janeiro de 2016, Dom Alfonso de Galarreta deu uma conferência em Bailly, próximo de Versalhes. Lá ele expôs a situação atual da Igreja e informou seus ouvintes do estado atual das relações entre Roma e a Fraternidade São Pio X. Durante as conversações doutrinais com Roma, entre 2009 e 2011, ele coordenara a comissão dos teólogos da Fraternidade São Pio X. Eis os trechos mais significativos de sua conferências, transcritos pelo DICI.

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UM AGRAVAMENTO DA CRISE DA FÉ QUE SUSCITA REAÇÕES PÚBLICAS

Numa primeira parte, Dom de Galarreta constata que se desenvolve em Roma “uma vontade de tirar todas as consequências contidas nos princípios do Concílio Vaticano II“. As ideias conciliares de ecumenismo, liberdade religiosa e colegialidade estando doravante adquiridas, de acordo com as autoridades romanas, agora é a moral que é atingida por uma forma de evolucionismo: “Isto já se aplica ao dogma, à verdade (de acordo com os progressistas); já se aplica ao ecumenismo, à liberdade religiosa, à colegialidade, todo o espírito liberal revolucionário… então por que também não à moral? No fundo, seria uma incoerência não aplicar a evolução também à moral“, e, então, essa última também é levada a se adaptar “em função da vida do homem, dos costumes, das leis, da evolução das coisas…“.

Não obstante, o prelado argentino reconhece que, diante deste desastre, se manifesta uma reação: “Agora é na Igreja atual, oficial, que começa a haver certas reações. E reações que vão profundamente, pois alguns estão se dando conta de que ainda assim há um problema doutrinal, um problema de fé. Eles estão se dando conta de que há também um problema no magistério conciliar e pós-conciliar. Eles estão começando a colocar certas questões e, o que é importantíssimo, eles compreendem que para se opor a esta ruptura total com a Tradição é preciso reagir e, necessariamente, opor-se às autoridades, que são os difusoras desses erros. É assim que se vê alguns cardeais, bispos, padres, leigos que começam a reagir, e, no bom sentido, mesmo no boníssimo sentido, com muita firmeza“.  Continuar lendo →

ENTRE OS ESTUDOS, MOMENTO DE LAZER ENTRE PADRES E SEMINARISTAS DA FSSPX NOS ESTADOS UNIDOS

sspx-priests-460Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

A Reunião dos Sacerdotes do Distrito da FSSPX nos Estados Unidos 2016 está ocorrendo no Seminário São Tomás de Aquino, em Winona, MN (EUA). A reunião começou na segunda-feira e terminará na sexta-feira e está sendo frequentada pela maioria dos padres da FSSPX nos Estados Unidos, bem como padres do Canadá e até mesmo padres-amigos (ou seja, que não pertencem à FSSPX).

Este evento anual – lançado pelo Pe. Francois Laisney quando era o Superior do Distrito Americano (1984-1990) – é uma oportunidade para os sacerdotes do Distrito se reunirem na atmosfera sobrenaturalmente carregada do seminário, enquanto se beneficiam de várias conferências sobre temas que vão desde a administração prática até conceitos teológicos, para lidarem com os problemas da sociedade moderna.

O tradicional jogo de hóquei entre Sacerdotes do Distrito dos Estados Unidos x Seminaristas do Seminário São Tomás de Aquino foi realizado dia 17 de fevereiro de 2016, na Winona Bud Rei Arena. A jovem equipe do seminário, liderado por John Carlisle, ganhou por 8×4, apesar da resistência heróica dos sacerdotes com Pe. Carl Sulzen como capitão. 

Esta é a última vez que o jogo é disputado em Winona, como os planos de seminário mudar para o novo local, na Virgínia, no próximo verão.

Rezemos por todos os sacerdotes da FSSPX no mundo.

A VERDADEIRA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016

caridade_3Prezados amigos e leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que têm pleno conhecimento de que as famigeradas Campanhas da Fraternidade da CNBB são de cunho naturalista, comunista e ditadas pelo falso ecumemismo pós conciliar….

Vocês que têm pleno conhecimento de que essas campanhas são motivos de escândalo para sacerdotes e leigos com o mínimo de conhecimento sobre a Doutrina….

Vocês que, nesta quaresma, querem realmente fazer um ato de verdadeira caridade católica, que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor e têm a Tradição como única solução para a crise instaurada na Igreja, ajude na “VERDADEIRA CAMPANHA DA FRATERNIDADE”…..da FRATERNIDADE SÃO PIO X (FSSPX).

Ajude-nos nessa campanha, pela construção de mais uma Capela e expansão do trabalho da FSSPX pelo Brasil.

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Ad. Majorem Dei Gloriam